Especial Amazônia Indígena no ATL 2026 - Episódio 2
Está no ar o Amazônia Indígena, o Podcast da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab)!
Neste episódio, trazemos uma cobertura do segundo dia do Acampamento Terra Livre 2026.
🎙 ️ Esse podcast é uma produção da Rede de Jovens Comunicadores Indígenas da Coiab!
Roteiro: Jakeline Xavier
Revisão: Carolina Givoni
Locução: Mayla Karajá e Raissa Yamanawá
Edição: Vicente Taveira
Produção: Gerência de Comunicação da Coiab
▶️ Ouça, comente e compartilhe nosso podcast nas redes sociais!
🏹 Acompanhe a @coiabamazonia e fortaleça a luta dos povos indígenas da Amazônia pela defesa dos territórios, dos direitos e da vida.
“𝑈𝑛𝑖𝑟 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑜𝑟𝑔𝑎𝑛𝑖𝑧𝑎𝑟, 𝑓𝑜𝑟𝑡𝑎𝑙𝑒𝑐𝑒𝑟 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑐𝑜𝑛𝑞𝑢𝑖𝑠𝑡𝑎𝑟”.
Acompanhe também nossa organização a nível nacional @apiboficial, nossa organização a nível internacional, @coica_org e nossas organizações de base: @apiamoficial | @apoianp | @arpit_tocantins | @cir.oficial | @coapima_ | @fepipa_oficial | @fepoimt_oficial | Movimento Indígena do Acre | @organizacao_opiroma
#AmazôniaIndígena #ARespostaSomosNós #DemarcaçãoJá #MovimentoIndígena
- Abertura Política e União dos Povos IndígenasFernanda Montenegro · Angela Cachuliana · Coringa · Demarcação de Territórios · Transição Energética
- Lançamento do Prêmio Fundo Amazônia Conhecer e ReconhecerLúcia Alberta Baré · FUNAI · BNDES · Fundo Amazônia · Proteção Territorial
- Defesa dos Direitos Indígenas e Políticas PúblicasMaria Zinha Baré · APIAN · Desintrusão de Terras Indígenas · Demarcação de Terras Indígenas · Gestão Territorial
- Abertura do ATL 2026Acampamento Terra Livre 2026 · COIAB · Reivindicações Indígenas
- Apresentações Culturais e DelegaçõesCaiapós · Xicrim · Yanomami · Xavante · Apiacá
- CAF Parentino: Cuidado e Educação para Crianças IndígenasToya Manchinere · Ana Machineri · Centro Amazônico de Formação Indígena
- Territórios Indígenas como Zonas Livres de ExploraçãoMonitoramento e Vigilância · Defesa dos Povos, Territórios e Águas da Amazônia · Protagonismo Indígena no Mosaico Gurupi
- Exibição do Filme Ciências Indígenas
Rauch Rauch. Mauíri. Eu sou Raíssa Eyal Anauá. Eu sou Mayla Carajá. Nós somos da Rede de Comunicadores Indígenas da COIAB. Começa agora o podcast Amazônia Indígena, edição especial ATL 2026. O podcast Amazônia Indígena é uma realização da COIAB, coordenação das organizações indígenas da Amazônia Brasileira.
Na segunda-feira, dia 6 de abril, a COIAB deu início às atividades da Tenda da Amazônia no Acampamento Terra Livre 2026. A programação começou com apresentações das delegações dos novos estados da Amazônia. Cantos e danças tradicionais encheram a plenária.
compareceram as delegações do Mato Grosso, que este ano trouxe 700 pessoas, do Maranhão, com 500 pessoas, de Roraima, com 30 lideranças indígenas, do Amazonas e Rondônia. Também se apresentaram na tenda da Amazônia os povos caiaposos do Pará e Mato Grosso, Xicrim, Tapayuna de recente contato, delegação do Baixo Tapajós, povos do Xigu, povo Munduruku, delegação das mulheres Yanomami e Equana de Roraima.
Delegação do povo Xavante e Parteiras Tradicionais e o povo Apiacá. Logo após as apresentações, iniciou a abertura política, com falas dos representantes das nove organizações indígenas da base da Coiá. Apiando Amazonas, Arpite de Tocantins, Sir de Roraima, Opiroma de Rodonha, Matipá, representando o movimento indígena do Acre, Fepipa do Pará, Fepoente do Mato Grosso,
A Coyampi do Amapá, Norte do Pará. Coapima do Maranhão. Além do Podale, Fundo Indígena da Amazônia Brasileira e da UMIAB, União das Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira. O coordenador-geral da COIAB, Toya Montenegro, deu as boas-vindas aos povos da Amazônia e trouxe uma mensagem de união aos parentes.
Bom dia, meus parentes, parentes. Sejam bem-vindos à nossa grande casa, à nossa grande aldeia, que é Coiab. Coiab, os nove estados da Amazônia. Eu não gostaria de repetir que todas as nossas lideranças falarem aqui, mas dizer que está reunido aqui toda a Amazônia, todos os povos indígenas do Brasil, significa muito, significa uma aliança entre povos. E precisamos cada vez mais que essa aliança se fortaleça.
Porque foi através do fortalecimento de nossas organizações, da mobilização de nossas lideranças, jovens, mulheres, anciões, que conquistamos os territórios que hoje temos. Mas precisamos conquistar muito mais ainda, porque muitos territórios ainda não estão demarcados, não estão reconhecidos pelo Estado. Esse ATL, ele está sendo e vai ser diferente de outros ATL. Para realizarmos esse ATL, tivemos várias dificuldades de financiamento para chegar aqui.
Não foi fácil, mas todos nós viemos e estamos aqui para fazer um debate qualificado para que possamos demonstrar ao Estado brasileiro que nós, populações indígenas, estamos firmes na defesa dos nossos direitos. Mas é necessário que cada um de nós, cada liderança, homem, mulher, jovem e criança, possamos pensar no mesmo caminho, possamos estar unificados para que possamos fortalecer essa luta na Amazônia, essa luta no Brasil.
Angela Cachuliana, representante da COIAB na Convelhação das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica, COICA, falou sobre a importância do espaço de diálogo proporcionado pela COIAB no ATL. Em primeiro lugar, gostaria de parabenizar a COIAB, que somos todos nós, por esse espaço tão importante de voz da Amazônia, de trazer.
o que de fato estamos fazendo dos territórios. E dizer aqui em nome dos outros países que compõem a Amazônia, que a luta é comum, junto aqui com a Amazônia brasileira, que a Amazônia não é só no Brasil, mas que compõe nove países, e trazer a voz dos parentes que a nossa luta pela demarcação...
pela garantia dos territórios é comum. E aqui, está presente na ATL todos os anos, mesmo que seja repetido todas as vezes as mesmas pautas, é necessário permanecer dizendo que a luta indígena não está só. A luta indígena é muito maior, ela está nos outros continentes, nos outros países, e que a transição energética não será permitida por nós, povos indígenas, e troca das nossas vidas, e que defenderemos a Amazônia.
como o nosso sangue, como o nosso corpo, que a luta dos povos indígenas não se restringe só ao Brasil, que está em todos os continentes e é essa força que vai fazer a diferença. E nós não vamos permitir que a história se repita de massacres aos povos indígenas isolados, que a nossa permanência, a nossa luta é forte e nós não vamos...
permanecer calados e nós vamos repetir todas as lutas necessárias todos os anos, de 50 anos daqui para frente, se necessário, e manter a terra e manteremos. Demarcação já e não a mineração na Amazônia. Toya Manchinere encerrou destacando o trabalho do CAF Parentino, iniciativa do Centro Amazônico de Formação Indígena, que traz para o acampamento uma programação exclusivamente voltada para as crianças.
O CAF Parintio nasce aqui. Ele nasce para quê? Para dar as condições às mulheres que estão no ATE, que trazem as crianças, para que elas possam estar tranquilas, fazendo um debate qualificado e alguém poder cuidar das nossas crianças. Mas também não só cuidar, passar informação, trabalhar a cabeça de criança para as lideranças futuras. Isso que é a Coiaco. Obrigado.
Por território demarcado, os parentes eu vou chamar. Por território demarcado, os parentes eu vou chamar. Só quem tem de farinha, venha federar aqui. E a Ana Machineri, técnica de projetos da Coiab, fala mais sobre as atividades do CAF Parentino.
O CAF Parentinho nasce na necessidade e da demanda das mulheres indígenas por estarem participando das plenárias, das políticas, das articulações. Em resposta, a Coiab cria o CAF Parentinho, onde as mães, os pais responsáveis podem deixar as suas crianças aqui num lugar seguro, num lugar de aprendizado, que vão ser bem recebidas. O encerramento das falas políticas no período da manhã foi marcado por um ato pela proteção da infância indígena.
Neste primeiro dia de atividades, a tenda da COIAB trouxe a temática Defesa dos Direitos Indígenas e Políticas Públicas Prioritárias. A roda de conversa inicial foi liderada pelo setor jurídico da COIAB, trazendo um panorama sobre a situação jurídica das terras indígenas na Amazônia Brasileira. Mais de 15 lideranças indígenas tiveram a oportunidade de falar sobre desintrusão, demarcação e gestão territorial.
Maria Zinha Baré, coordenadora-geral da APIAN, articulação das organizações e povos indígenas do Amazonas, foi uma das lideranças que compôs a mesa. Quantas lutas ainda a gente vai ter que travar para a gente conseguir avançar? Na questão da saúde, na questão da educação.
na questão de várias outras políticas que é responsabilidade do Estado. E aqui uma coisa muito importante é com a nossa instituição, com os nossos órgãos parientes, que tem a responsabilidade, através do Estado, de fazer esse serviço para nós.
Iniciando a atividade do período da tarde, a tenda da Coiab recebeu o lançamento oficial do prêmio Fundo Amazônia Conhecer e Reconhecer, que contou com a presença da presidenta da FUNAI, Lúcia Alberta Baré Eu sou a Lúcia Alberta, sou do povo Baré, do estado do Amazonas, sou servidora da FUNAI E agora estou assumindo essa função da FUNAI Então, por que nós estamos aqui? Primeiro para reforçar
Essa importância de nós levarmos recursos diretamente para as comunidades indígenas, para as organizações indígenas. É o que nós tratamos várias instâncias de discussão do recurso. Ele não guia somente para as organizações, mas ir lá para a comunidade que está fazendo a proteção. E esse edital que hoje o BNDES, Via o Fundo Amazônia, vai divulgar aqui, ele é uma forma de conhecer, como o nome fala, conhecer as experiências.
de proteção territorial e reconhecer essa experiência. Muitas vezes as experiências que são feitas nos territórios, elas podem influenciar, incidir em políticas públicas. E isso é muito importante.
É muito importante que o Estado brasileiro conheça para reconhecer essas iniciativas. E esse reconhecimento se dá via o aporte de recursos que vocês vão receber nesse edital que está sendo já divulgado pelo Fundo Amazônia, pelo BNDES. As atividades seguiram com uma roda de conversa territórios indígenas como zonas livres de exploração.
Monitoramento e Vigilância para a Defesa dos Povos, Territórios e Águas da Amazônia. E com a Roda de Conversa, Protagonismo Indígena no Mosaico Gurupi. A noite encerrou com a exibição do filme Ciências Indígenas. A repórter da TV Coiab, Luciene Kachinawa, conversou com a jornalista Ariane Sussui, diretora do filme.
O filme traz as iniciativas dos novos estados da Amazônia brasileira. Ele é inspirado na campanha A Resposta Somos Nós. Então, ele percorre espaços geográficos, uma diversidade de culturas, uma diversidade de línguas. Então, o filme traz essas iniciativas em resposta à crise climática, de dizer que os povos indígenas, os territórios, têm a resposta que o mundo...
tanto procura. Ariane, você participou como diretora também, né? Como que foi para você participar da construção e ver ele sendo exibido aqui no Acampamento do Terra Livre? É uma emoção muito grande, principalmente porque nós estamos em um momento muito importante do nosso movimento, que é o Acampamento do Terra Livre. Então, trazer esse filme para cá é uma resposta também para as nossas lideranças, para as iniciativas que...
participaram. É muito importante, é emocionante também de mostrar, de fazer o processo de produção, de também estar acompanhando toda a captação nos territórios, passando aí uns longos dias nos territórios para poder fazer essa produção. E isso aqui, ele é nada mais, nada menos que apenas o nosso retorno para o movimento indígena, para as lideranças, para os territórios. É uma obra que eles são os protagonistas.
Acompanhe o podcast Amazônia Indígena para saber tudo o que acontece na tenda da Amazônia durante o acampamento Terra Livre 2026. Siga a COIAB nas redes sociais e junte-se à luta dos povos indígenas da Amazônia. É arroba COIAB Amazônia em todas as plataformas.
Esse podcast foi produzido pela equipe de comunicação da COIAB. Roteiro, Jaqueline Xavier. Revisão, Antônio Marinho. Apresentação, Raíssa Yauanauá e Mayla Carajá. Edição, Vicente Buia. Imagens, Cultura Filmes.
Produção e Gerência de Comunicação da COIAB. COIAB, unir para organizar, fortalecer para conquistar.