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JORGE ELARRAT - ESPIRITUALIDADE FATOR DE PROTEÇÃO | PODCAST ÁUDIO - CEAK CONCHAL

12 de maio de 20261h3min
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Palestra em áudio com Jorge Elarrat

Tema: Espiritualidade - Fator de proteção

Proferida no UNIVALE no dia 24/04/2026

Local: Itajaí - SC

Aqui você encontrará momentos de reflexão, aprendizado e inspiração, à luz da Doutrina Espírita e do estudo do Evangelho de Jesus.

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Assuntos10
  • Sistematização do conhecimento espiritual na ÍndiaVedas e Upanishades · Rig Veda e vida espiritual · Mahabharata e Bhagavad Gita · Pensamento de Krishna · Sanatana Dharma
  • A importância do conhecimento espiritual para a humanidadeCompreensão da imortalidade e sobrevivência à morte · Suporte em períodos de crise e dor · Prevenção contra o desespero e a loucura
  • Afastamento da mensagem original do CristianismoMensagem cristã de amor, perdão e fraternidade · Uso da religião como instrumento de perseguição · Intolerância, guerras e confisco de bens em nome da fé · Perseguição a cientistas, filósofos e pensadores divergentes
  • A Revolução Francesa e a ruptura com a féRuptura política e religiosa · Banimento do cristianismo e da religião na França · Deísmo dos iluministas versus ateísmo jacobino · Culto à Razão e confisco de bens da igreja · Equívoco de combater a religião em vez do fanatismo
  • Critica Religiao InstitucionalMovimento iluminista e a busca pela luz · Montesquieu, Voltaire e Rousseau · A Enciclopédia de Diderot e d'Alembert · Crítica ao modelo de religião vigente
  • Filosofia da MorteSepultamento de objetos com mortos na pré-história · Percepção da sobrevivência da alma no homem primitivo · Pirâmides egípcias e tesouros de faraós
  • Conhecimentos espirituais no Egito Antigo e KabbalahTemplos egípcios e Hermes Trismegisto · Imortalidade e reencarnação no Egito · Kabbalah judaica e o Zohar · Sha'ar HaGiul Gulin
  • Filósofos gregos e a transmissão do conhecimento espiritualOrfeu, Sócrates, Pitágoras, Platão · Livro Fédon de Platão · Discursos de Sócrates sobre questões espirituais
  • Monoteísmo e a experiência do Deus únicoTendência de pluralidade de deuses versus unicidade · Implicações da existência de um único Deus
  • As consequências do afastamento da espiritualidade
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Uma boa noite para todos nós. Obrigado. Em nome da professora Hélida, quero saudar o corpo docente da nossa instituição e seus demais alunos aqui presentes. E em nome do nosso presidente da Federação Espírita Catarinense, quero saudar os companheiros espíritas que aqui se encontram também neste ambiente. E uma boa noite para todos nós.

Os estudos que são feitos sobre arqueologia nos trazem algumas informações extremamente curiosas sobre a forma como, de certa maneira, o homem primitivo, sim, o homem ainda na época da pré-história, trabalhava a questão do sepultamento dos seus afetos, dos seus entes queridos. Das comunidades primitivas do período neolítico,

nós podemos encontrar em alguns sítios arqueológicos o sepultamento de pessoas, junto com alguns de seus objetos pessoais, suas tigelas, seu arco, sua flecha, seus adereços. E uma pergunta que se impõe numa circunstância como essa é qual a razão que levaria que normalmente normalmente normalmente normalmente normalmente normalmente normalmente normalmente normalmente normalmente normalmente normalmente normalmente normalmente normalmente normalmente normalmente normalmente normalmente normalmente normalmente normalmente normalmente normalmente normalmente normalmente normalmente normalmente normalmente normalmente normalmente normalmente normalmente normalmente normalmente normalmente normalmente normalmente normalmente

as pessoas a colocarem objetos ao lado de um morto, uma vez que ele já não vai mais poder fazer uso de nenhum desses objetos que estão sendo colocados ali.

E é a própria arqueologia que nos responde que esse fenômeno, observado não só em um sítio arqueológico, mas um fenômeno muito frequente em diversos lugares, decorre da percepção do homem primitivo, já naquela época, da sobrevivência da alma, da existência de uma crença dentro da estrutura social e da sua crença dentro da estrutura social.

daquele período ainda pré-histórico, de que existia algo em nós que deveria sobreviver à morte, e que, por isso, as criaturas deveriam ser sepultadas com os seus objetos.

Essa prática seria uma prática que iria se repetir ao longo da história. Que respondam isso os egípcios, com as suas pirâmides, que sepultavam seus faraós com todos os seus tesouros, por quê? Pela ideia, sim, de que havia algo que sobreviveria à vida material.

E esse fenômeno, ele atravessa da pré-história para a história. E desde as épocas mais remotas ainda, na antiga Índia Milenar, nós iremos encontrar as primeiras expressões de tentar sistematizar o conhecimento humano em obras que pudessem trazer à humanidade os conhecimentos espirituais. Aqui nós vamos

E já naquela época bastante remota, não há ainda, a ciência não consegue precisar quando que esses livros de fato foram escritos, e há uma divergência muito grande entre os autores, mas os dados mais próximos de nós apontam uma distância de 6 mil anos em relação a nós, mas fala-se que nesse período ou anterior a isso, a depender dos autores,

Um conjunto de obras chamado Vedas foi escrito na Índia Milenar. Ele foi produzido ainda na forma de tradição oral, sem estar escrito, e por isso ele era cantado. Havia os Upanishades e os Araniacs, aonde as verdades contidas nos Vedas eram entregues. Os Vedas...

ofereceriam para a humanidade a primeira tentativa de sistematizar o saber. Veda, em sânscrito, é conhecimento. Os Vedas, os conhecimentos. E entre os quatro Vedas, havia um em particular, o Rig Veda.

que ofertava exatamente a informação sobre vida espiritual. Falava de mortalidade, falava de reencarnação, falava de lei de causa e efeito, apresentava nos seus múltiplos cânticos muitas informações preciosas sobre o entendimento da vida em uma época bastante remota, constituindo aí uma expressão religiosa já na forma do chamado...

hinduísmo, que foi a expressão bastante primeira dentro da nossa humanidade em relação à fé. Pouco tempo depois, nós teríamos uma obra mais estruturada na Índia, o Mahabharata, que eu apresentaria também na forma de versos, uma quantidade muito significativa de conhecimentos espirituais, e dentro do Mahabharata há um pedaço dele,

chamado Bhagavad Gita, que é onde está o pensamento de Krishna, uma obra mais curta, ela tem 700 versos, é também um poema, onde Krishna apresenta para seu discípulo Arjuna os princípios da vida espiritual.

Krishna apresentaria ali, segundo os hindus, a maior concentração até hoje do chamado Sanatana Dharma, a concentração das verdades eternas. Ali Krishna falaria da imortalidade, da reencarnação, do mundo espiritual, da lei de causa e efeito.

E ofereceria um tratado de conhecimento espiritual muito interessante, dando origem a uma nova religião dentro daquele espaço da Índia, oferecendo para nós os conhecimentos hoje que a gente tem na nossa sociedade, daqueles que são os Hare Krishna, os que estudam o pensamento de Sri Krishna, oferecendo para nós muitas verdades espirituais.

Nós, como ocidentais, temos até pouco contato com o Bhagavad Gita, não temos muita intimidade com ele, mas há um trecho do capítulo 8 que acredito que todos nós aqui conhecemos, principalmente os mais velhos. É um trecho no qual Arjuna pergunta para Krishna, mas afinal, quem é você? Quem é você?

E Krishna responde para Arjuna, eu sou a luz das estrelas, eu sou a cor do luar, eu sou o início, o fim e o meio, eu sou a mãe, o pai e o avô, o filho que ainda não veio. Acredito que aqui algumas pessoas conhecem esse texto. Isso é uma música chamada Gita.

que por sinal não tem U, ela deveria se chamar Gita, mas ela se chama Gita porque é Bhagavad Gita. Gita, em sânscrito, é canção. Então, a Gita é a canção, Bhagavad Senhor. Bhagavad Gita é a canção do Senhor. E ali Krishna entregaria conhecimentos incríveis, só que essas verdades espirituais não ficam circunscritas apenas à Índia.

ela migra depois de um tempo e começa a aparecer também no Egito Antigo. Nós iremos ter os templos egípcios com as verdades que os egípcios cultuavam ali nos templos sagrados, onde os conhecimentos demoravam até 20 anos para serem entregues aos seus iniciados. E Hermes Trismegisto é o grande representante do conhecimento.

hermético, por isso o nome, que era apresentado no Egito Antigo. E ali também repete-se a ideia novamente da imortalidade, da reencarnação, da lei de causa e efeito, do mundo espiritual, da comunicabilidade dos Espíritos com os homens. Hermes Trisbegisto também nos ofereceria essas informações.

E nós iríamos encontrar também as mesmas verdades na Kabbalah judaica, quando a estruturação do pensamento que os judeus apresentariam sobre as verdades espirituais, muito bem guardadas num livro chamado Zoa, ou seja, o livro do esplendor, escrito por Rabi Shimon Bar Yochai.

É um livro de 22 volumes, onde as verdades espirituais da imortalidade, da reencarnação, da lei de causa e efeito, do mundo espiritual, da comunicabilidade dos espíritos, também vai aparecer mais uma vez. E teremos dentro da Kabbalah uma obra da Idade Média, chamado Sha'ar HaGiul Gulin, o portal das reencarnações.

onde na Idade Média os grandes cabalistas estudavam os mecanismos da lei de causa e efeito para a produção do fenômeno da imortalidade da alma. E assim também nós iremos encontrar outros grandes representantes dos conhecimentos espirituais,

passados pela Grécia, como, por exemplo, Orfeu, Sócrates, Pitágoras, Platão, grandes conhecedores e divulgadores de verdades espirituais, como nós encontramos no livro Fédon, de Platão, onde ali discursos bastante robustos de Sócrates sobre essas questões espirituais nos são entregues naquele momento. Então, é um conhecimento que vem... Amém.

atravessando os séculos e as culturas, não sendo circunscrito a um lugar específico, a uma região, a uma época, está nas várias épocas, nas várias culturas. E assim, esse conhecimento foi muito importante para a humanidade. Por que razão? Ah, por que razão?

porque compreender a ideia da imortalidade, compreender que somos seres imortais, compreender que somos capazes de sobreviver à morte, de que nós não temos um destino selado, que podemos voltar, isso foi muito importante para que a humanidade conseguisse atravessar os seus períodos de crise.

suas guerras secas, furacões, tufões, maremotos, pestes, pandemias, enchentes, lutos.

as dores da humanidade eram sempre socorridas pelo conhecimento espiritual, que prestou um excelente serviço à humanidade, sustentando a criatura para que ela não enlouquecesse diante dos desafios naturais que a existência possui. E foi dessa forma que surge na humanidade que a área de calculating calculating calculating calculating

uma vertente da espiritualidade que é o monoteísmo, a ideia de um Deus único. A ideia de um Deus único não tem sido bem trabalhada na humanidade, porque quando nós temos vários deuses, as pessoas têm uma tendência de dizer assim, olha, o meu Deus pensa assim, mas o Deus dele pensa assim, então para ele está certo lá e para mim está certo aqui também, então está tudo certo e a gente vai seguindo.

Mas a experiência do Deus único, ela tem trazido alguns embaraços para nós. Porque por existir um único Deus, segue-se que só tem uma verdade. E infelizmente a verdade é sempre a minha e não é a do outro.

Então, quando o judaísmo faz surgir o cristianismo dentro dele, a mensagem cristã, que era uma mensagem toda voltada para o amor ao próximo, para o perdão, para a imortalidade da alma, para essa busca do semelhante, para uma vida de fraternidade e coletiva,

ela vai ao longo dos séculos experimentando um processo de afastamento da mensagem original. E exatamente por esse afastamento da mensagem original,

O cristianismo que começa a tomar conta do Ocidente, o Oriente continua lá com o pensamento de Buda, de Krishna, dos grandes iluminados que a humanidade já teve, mas o Ocidente começa a utilizar-se da religião como um instrumento nocivo de vigilância e de perseguição.

Ao longo de mais de mil anos, a sociedade europeia vai experimentar um movimento progressivo de afastamento da mensagem original cristã. Aquilo que era amor vai se tornar intolerância. Aquilo que procurava marcar a fraternidade divide as pessoas.

dá início a guerras, confisco de bens, torturas, mortes, perseguições. E quando nós falamos sobre isso, nós não estamos olhando para uma religião específica, estamos falando de nós, humanidade, nós, nós, seres humanos, nós produzimos isso. Fomos nós que fizemos, porque...

Se este equívoco fosse o equívoco de uma década, foram algumas pessoas que se equivocaram. Se fosse numa região específica, professora Márcia, mas foi uma regiãozinha, mas não foi. Foram mil anos, deu tempo para a gente dizer que está errado, não pode ser por aí.

mas nós não recuamos, não foi só um tempo largo, como um espaço geográfico muito largo. E o que aconteceu é que nós passamos, depois de um certo período, a perseguir de maneira muito clara e muito violenta aqueles que se apresentavam divergentes do pensamento dominante.

Nós fomos nos afastando da mensagem original e depois de um certo período, nós começamos a achar normal perseguir e até matar as pessoas em nome da fé. Hoje está muito distante já essa realidade. Mas naquele período, ninguém se questionava que uma religião estava determinando a vida e a morte das pessoas.

era tido como uma coisa razoavelmente normal. Cientistas, filósofos, pensadores, pessoas divergentes, eram perseguidas e mortas, e embora todo o benefício que a fé conseguia produzir na nossa sociedade medieval, havia ao lado desses benefícios,

um rastro de destruição muito grande que a fé vinha produzindo nessa nossa sociedade. Mas quem estava, na verdade, produzindo esses desequilíbrios? Não era a espiritualidade, eram as expressões religiosas que nós tínhamos.

Então a humanidade silenciou e aceitou esse processo durante muito tempo. Até que algumas vozes começaram a se levantar e questionar. Isso não é possível, isso está errado, isso não pode ser assim. Nós temos que parar esta sanha de perseguição. A fé não pode determinar a morte das pessoas.

E é no período do século XVII, virada para o século XVIII, que nós vamos ter, principalmente na França, o surgimento de um movimento chamado iluminista. Eles se chamam assim porque eles olham para o passado e enxergam só trevas. Esse negócio aqui para trás é só escuridão. Porque a ignorância, a perturbação, tortura, morte, fogueira, todo mundo é vigiado. Isso é uma treva.

Ah, maravilha! Deus te abençoe, meu filho. Então, o movimento iluminista, ele mesmo dá esse nome para ele. Nós somos a luz, porque estava tudo em trevas. E, muito timidamente, esse movimento começa a acontecer.

E nós temos três nomes bastante relevantes, Montesquieu, que aparece aí de uma maneira muito forte nesse processo de construção do pensamento iluminista.

Nós vamos ter a pessoa de Montesquieu, nós vamos ter a pessoa de Voltaire também, apresentando questionamentos sobre esse fenômeno social que a humanidade vivia, e um terceiro que é Rousseau. Então Montesquieu, Rousseau e Voltaire são os três grandes nomes fomentadores do iluminismo.

Eles iriam levantar a ideia de que não seria possível que a humanidade caminhasse com esse modelo de religião que nós estávamos vivendo. E um fermento de inconformação com a fé se apresenta nesta virada, na entrada para o século XVIII. No século XVIII, aí sim o iluminismo desabrocha de maneira muito efetiva.

E nós vamos ter um trabalho muito interessante, feito durante mais de 20 anos, por Denis Deterreau e Jean d'Alembert, produzindo uma obra enorme chamada Enciclopédia, em que eles tentavam reunir todo o conhecimento da humanidade nesses livros. Nos Vedas foram quatro volumes. A Enciclopédia era um 35.

Então eles construíram durante 20 anos esse conhecimento e aí a ideia se espalhou. Realmente a fé é um problema. A fé é um grave problema para a humanidade. É inadmissível o que acontece conosco. E essa proposta de ruptura, ela vai ganhar corpo e quando nós chegamos ali no finalzinho do século XVIII, que é um suporte que acontece conosco? Aqui nós falamos um suporte que acontece conosco, que é um suporte que acontece conosco? Aqui nós falamos um suporte que acontece conosco?

Aqui nós falamos um suporte que acontece conosco? Aqui nós falamos um suporte que acontece conosco? Aqui nós falamos um suporte que acontece conosco? Aqui nós falamos um suporte que acontece conosco? Aqui nós falamos um suporte que acontece conosco?

nós vamos ter a chamada Revolução Francesa, que é quando há uma ruptura não só do sentido político, do absolutismo, que é rompido ali, como também a ruptura com os modelos de fé que nós possuímos.

A gente pouco fala disso nas escolas, quando se estuda a Revolução Francesa, todo mundo foca na questão política, na decapitação de Luís XVI, naquela coisa da quebra do regime absolutista e tal. Mas teve uma mudança muito grave, que foi uma mudança do pensamento humano. Porque a partir da Revolução Francesa, o cristianismo e a religião, de maneira geral, ela é banida da França.

Ela é banida. Os iluministas, no começo, eles não eram ateus, eles eram deístas. Achavam que Deus existia, que havia um Criador, mas ele não intervinha nas nossas questões humanas. Não havia livros religiosos que apresentassem suas ideias, nem homens que falassem em seu nome. Esse era o pensamento dos iluministas. Mas a Revolução Francesa veio com uma grande tsunami.

E os sacerdotes foram perseguidos, mortos dentro da nave das igrejas. Todos os bens da igreja foram confiscados pela Revolução Francesa. Uma nova religião se colocou na França, chamado culto à razão. A Catedral de Notre-Dame era a catedral da razão. Não se falava mais de fé.

Por quê? Porque se imaginava que a fé havia sido um grande instrumento deformador da nossa sociedade. É fato que havia excessos cometidos pela fé. Havia.

Mas havia muito consolo que a fé também oferecia. Se havia quem se beneficiasse da fé, talvez uma casta marcada por pessoas que exerciam o papel de sacerdotes e que se beneficiavam disso. Mas a grande massa tinha benefícios reais de consolo, de conforto, de esperanças, do tipo Hoje eu sou pobre.

Mas amanhã eu serei rico. No mundo espiritual, eu terei a compensação da minha pobreza. Hoje eu não tenho, mas o Senhor me dará riqueza. Hoje eu não possuo, mas Ele está me vendo. O Senhor está cuidando de nós. Mas o que foi que aconteceu logo depois da Revolução Francesa? Nós que fizemos uma fratura na história da humanidade.

E decidimos que ser moderno, que ser capaz de criar uma nova realidade na nossa humanidade, era nós decidirmos marchar sem fé. Grandes pensadores do século XIX irão defender a ideia, entre eles Feuerbach, Ludwig Feuerbach, é um dos grandes divulgadores da ideia de que a religião era uma coisa muito perniciosa.

e que ela deveria ser estipada da sociedade, que o cristianismo era um câncer, que precisava ser tirado. E essas ideias, elas, exatamente pelos excessos cometidos lá atrás, ela realmente deveria ser arrancada. Nós temos uma obra espírita chamada...

A libertação do sofrimento. Joana de Antunes é autora espiritual e ela comenta no capítulo 2 dessa obra que a humanidade poderia ter tirado o fanatismo e estaria correta se ela fizesse isso. Que o fanatismo precisa ser combatido. Que ela poderia combater a religião. Poderia combater a religião. Porque sem religião a gente vive. Mas nunca deveria ter combatido a espiritualidade do homem.

Esse foi o equívoco da Revolução Francesa. Mas a gente entende o porquê. Foram muitos os excessos que a fé produziu, que fez com que essa ruptura acontecesse. Então as academias de ciência, elas se encharcaram do ateísmo. Elas se embebedaram da negação do espiritual por uma razão.

o medo da perseguição sofrida durante mil anos. E se o pensamento religioso voltar a dar as regras para o jogo? Não podemos deixar isso acontecer. Então, um certo temor de que a religião reassumisse o papel central na nossa sociedade justificou as mudanças que nós experimentamos desde o século XIX.

até os nossos tempos atuais. As promessas do século XIX era que a humanidade sem Deus seria uma humanidade mais feliz, porque a humanidade sem Deus não teria as peias da religião, não teriam os tabus, não teriam as repressões, as pessoas seriam livres e isso formaria uma sociedade muito mais bonita, linda a sociedade. Não aconteceu.

O que aconteceu foi o seguinte, quando nós tínhamos a crença de uma imortalidade, que vem desde a pré-história, nós pensávamos assim, não tenho aqui, mas vou estar lá. Meu filho não morreu, está do lado de lá. Eu tenho uma série de consolações dentro de mim. E as minhas expectativas de felicidade, se não estão aqui, estão lá. Se eu for bom, eu terei uma felicidade lá.

Todo esse raciocínio é tirado. E o que fica é o seguinte, a vida é só essa, só o que você vê é o que existe. E você tem que ser feliz aonde? Aqui. Então a pessoa quer ter a casa mais bonita, o carro mais bonito, o marido mais bonito. É muito difícil.

quer ter o corpo mais bonito, esse monte de academia. A gente deve fazer academia para manter um corpo saudável, né, dona Nelly? Tem que ter um corpo saudável. Mas a gente, às vezes, não está. A gente está atrás de um corpo perfeito, isso não tem. Como é que eu vou ter 93 com um corpinho de 20? Não dá para ter. A gente tem que aceitar isso. Então, nós hoje estamos enlouquecidos atrás de uma felicidade.

que a vida material não é capaz de oferecer. E é isso que tem nos enlouquecido. Nós nunca fizemos tanto uso de medicamentos controlados como temos hoje. E, na verdade, a gente nem sabe o quão doentes nós estamos, porque está todo mundo medicado, né?

Então, como boa parte de nós está medicada, a gente acha que é todo mundo tranquilo. Nós só vamos saber quem somos nós se a gente suspender por um ano todo o remédio tarja preta. Aí a gente vai saber qual é o nosso verdadeiro estado psicológico. Então, nós estamos muito adoecidos. E esse adoecimento vem de onde? Da secura que acontece em nós em função do fechamento das portas da espiritualidade.

Eu não estou me referindo a uma religião em particular. Estou dizendo da espiritualidade, no sentido mais pleno. A cada censo que o IBGE, onde eu trabalho, faz, cresce o número das pessoas sem religião. Está crescendo.

Mas isso não quer dizer que estejam crescendo o número das pessoas que não acreditam em nada. Está crescendo o número das pessoas que não têm religião. Eu não me encaixo em nada, mas eu posso, de repente, acreditar em Deus, mas eu não quero uma fé específica, eu não quero ser reconhecido por um rótulo, mas eu reconheço a existência de um Criador.

Por quê? Porque as pessoas estão sentindo necessidade de espiritualidade. Vocês são muito jovens, não têm a idade, então não sabem. Mas eu vou dizer para vocês, não existia um negócio que hoje existe chamado autoajuda. Isso não existia.

Isso é novo. Por que existe autoajuda hoje? Porque as pessoas estão carentes de alguma coisa próximo da religião, mas elas não querem usar o nome de religião porque a religião é problemática. Então, vamos usar um caminho alternativo. Então, nós criamos um instrumento chamado autoajuda, onde as pessoas usam esse instrumento. Então, por exemplo, uma pessoa religiosa diz assim, Ah, não!

perdoa, minha filha, não faz isso não, olha, Jesus disse tanto para nós que a gente deveria perdoar, perdoe, não guarde isso não, porque foi Jesus que falou, perdoe seus inimigos, faça o esforço, perdoe. Já o pessoal do autoajuda, quer falar do perdão, mas nem quer usar os conceitos religiosos. Aí diz assim, ai amiga, joga para o universo, joga para o universo. Esse é o meu dia.

joga para o universo, é exatamente isso. É a tentativa de criar um instrumento que leve a criatura a uma reconexão com o seu eu superior. Em vez de dizer assim, ai, graças a Deus, deu tudo certo, Deus está cuidando da gente, as pessoas dizem, não se preocupe, o universo conspira a nosso favor. Essas ideias, elas são resultado...

deste movimento que nós fizemos e que nós não conseguimos encontrar essa sociedade feliz no fundo desse túnel. Só que eu tenho notícias boas. Já se passaram muitos anos da Revolução Francesa até hoje. Já tem bastante, são mais de 230 anos que isso aconteceu.

Então, a humanidade está começando bem devagar a baixar a guarda e começar a reconhecer a possibilidade de que alguma coisa do campo da espiritualidade possa ser reconhecida como verdadeira. Não religião, isso aí é uma outra conversa. Mas a ideia da espiritualidade começa a ser reconhecida.

Trabalhos que são feitos hoje dentro da quarta força da psicologia, chamada psicologia transpessoal, têm nos oferecido bastante material sobre a compreensão de que o inconsciente, na verdade, é formado pelas memórias de épocas bem remotas que nós já vivemos no passado. Então há uma série de psicólogos hoje trabalhando essa vertente do entendimento de que que nósALLYALLYALLYALLYALLYALLYALLYALLYALLYALLYALLYALLYALLYALLYALLYALLYALLYALLY

Esse chamado inconsciente, na verdade, é o repositório das nossas memórias guardados no porão das nossas consciências. E que, em função de alguns gatilhos, esses porões às vezes estão abertos. E essas subpersonalidades lá da psicossíntese podem aparecer exatamente em função das histórias que nós já vivemos e que assumam...

somam ao consciente algumas vezes, precisando ser atendidas, tratadas, ouvidas e curadas tanto quanto possível. Então, a quarta força que é a psicologia transpessoal, psicologia positiva, aonde a doutrina espírita se aproxima muito na sua forma de abordagem, pode oferecer para nós grandes contributos no entendimento da criatura humana.

As ciências estão convergindo na direção do entendimento de que a oração tem um poder curativo muito grande. Capacidade que nós podemos hoje fazer de experimentos em que se estuda pessoas que oram e pessoas que não oram.

a capacidade que essas pessoas têm de recuperação de uma doença. Segundo experimento, quem tem fé e os que não têm fé, como é que funcionam diante de uma doença grave? Os experimentos demonstram que elas têm um poder de recuperação maior, por conta dessa compreensão de algo superior que nos tutela. Experimentos que são feitos aqui na região do Triângulo Mineiro,

Nos oferecem informações sobre a aplicação de passe e os resultados que se faz com duplo cego, inclusive.

Nem quem está dando passe sabe, nem quem está recebendo sabe, e aí eles trabalham o grupo de controle e verificam, e realmente existem evidências estatísticas que apontam que o passe verdadeiramente exerce uma capacidade curativa nas pessoas que estão inseridas nesse contexto.

Então, eles colocam pessoas que recebem passe, outras que não recebem. A pessoa só põe a mão, mas não dá dano de passe nenhum. Não é passista, não é nada. Só simula e calcula o grau de bem-estar da melhoria que eles estão e o outro grupo de controle que não recebeu nada. E você vai controlando isso para verificar e as comprovações levam nessa direção. Mas, talvez...

O grande impacto para a mudança de paradigmas não vem especificamente da psicologia, mas virada a medicina. As experiências de quase-morte...

que têm sido pesquisadas no mundo inteiro, principalmente por médicos que não acreditam em nada, em termos espirituais, têm levado a algumas conclusões muito interessantes, da necessidade de mudança dos próprios paradigmas científicos, pelo entendimento do que que seja de fato a vida.

Porque nas experiências de quase morte, o indivíduo está com o cérebro completamente apagado. Não há nenhum registro de atividade cerebral.

Mas a pessoa, quando retorna da experiência de quase morte, fala o que se conversou, fala quem entrou, quem saiu da sala. E a grande pergunta hoje da medicina é, esse fenômeno é real? A grande pergunta é, onde está armazenada essa memória, já que não é no cérebro? Porque o cérebro está apagado, não tem atividade cerebral, mas a pessoa lembra, sabe até o que foi dito.

Ela não pode lembrar, ela não teve atividade cerebral naquela janela de tempo. Então, hoje, as discussões no meio acadêmico são a revisão do paradigma que a gente tem para a construção de um novo paradigma. E a medicina está indo numa direção na qual ela não trabalha a ideia...

de criar um novo paradigma chamado paradigma espiritualista, ou paradigma da espiritualidade, não é assim que estão sendo chamados, que chama-se paradigma pós-materialismo. Então nós tivemos uma onda, um período materialista, de negação de tudo que era espiritual, e agora nós estamos tendo o paradigma...

pós-materialista, que vai oferecer para nós uma revisão completa do entendimento do que seja a vida. Do mesmo flanco da medicina, nós também iremos ter grandes contribuições de uma nova ciência que surgiu, chamada epigenética.

A epigenética é a confirmação de muito daquilo que as obras espíritas falavam desde a década de 40, em 1944, quando um conjunto de obras de um autor espiritual chamado André Luiz veio. Ele falava sobre a possibilidade de que o comportamento humano interferisse nas características do genoma humano.

A gente falava, mas ninguém sabia como era. Hoje nós sabemos. Hoje a ciência materialista já fala sobre isso. A metilação das histonas, onde o comportamento das pessoas produz substâncias, nem estou falando de neurotransmissores, que é uma outra vertente, uma outra questão, mas...

Essas substâncias vão e elas inibem determinados genes do DNA. Doenças que deveriam se manifestar, não se manifestam. Por conta do meu psiquismo, da maneira como eu vivo, se eu tenho fé, se eu não tenho fé, se eu tenho otimismo, se eu não tenho otimismo, se eu sou uma pessoa depressiva, se eu não sou, aquele processo vem e inibe o gene. E uma doença que deveria se manifestar, não se manifesta. Ou ao contrário, algo que não deveria acontecer, se manifesta. Então...

Pela epigenética hoje acabou a ditadura dos genes, de que a pessoa é o fruto dos seus genes. O gene pode ser expresso ou não pela expressão gênica dele, a partir da possibilidade de que essas experimentações de ativação e desativação de genes possam acontecer. Não é como a mutação, que a mutação é definitiva. No caso da epigenética e da metilação,

Isso pode acontecer esse ano, ano que vem pode desacontecer. Acontecer agora, depois, para. A mutação é para todo o tempo. Deu, não tem como reverter. Então, nós estamos vivendo a ante-sala de um novo paradigma para a humanidade.

em que nós vamos nos reaproximar dessas questões da espiritualidade, sem o medo das religiões e sem o medo do fanatismo religioso, que realmente é pernicioso. Mas a espiritualidade está na lei da natureza, ela faz parte da nossa natureza. E nós precisamos fazer as pazes com a espiritualidade.

É necessário que a espiritualidade e a ciência voltem a se juntar, como era no Egito Antigo, onde os sacerdotes eram cientistas e, ao mesmo tempo, doutores dos conhecimentos espirituais.

É preciso que a gente perca o medo disso e reúna, finalmente, fazendo as pazes entre esses dois braços do conhecimento humano, tão importantes para a libertação dos sofrimentos que a nossa humanidade vive. Já basta de tantas dores, de tantas dificuldades, de tanto adoecimento na nossa sociedade.

É preciso que nós tenhamos dois ouvidos, um ouvido para a ciência, um ouvido para a espiritualidade, para que a gente ouça as duas questões e consiga oferecer a melhor terapêutica possível para a nossa humanidade tão adoecida. Nós temos uma poesia de Castro Alves, chamada Ovidente, em que num trecho dessa poesia ele fala que no futuro da humanidade que nós temos um suporte que nós temos um suporte que nós temos um suporte que nós temos um suporte que nós temos um suporte que nós temos um suporte que nós temos um suporte que nós temos um suporte que nós temos um suporte que nós temos um suporte que nós temos um suporte que nós temos um suporte que nós temos um suporte que nós temos um suporte que nós temos um suporte que nós temos um suporte que nós temos um suporte que nós temos um suporte que nós temos um suporte que nós temos um suporte que nós temos um suporte que nós temos um suporte que nós temos um suporte que nós temos um suporte que nós temos um suporte que nós temos um suporte que nós temos um suporte que nós temos um suporte que nós temos um suporte que nós temos um suporte que nós temos um suporte que nós temos um suporte que nós temos um suporte que nós temos um suporte que nós temos um suporte que nós temos um suporte que nós temos um suporte que

A fé, a pomba mística e a águia da razão irão se levantar do vale escuro da alma, voando juntas na direção do infinito, criando uma nova era para a nossa humanidade.

Eu sinceramente desejo que estes momentos já estejam acontecendo aqui na Univale, onde nós já temos a nossa cadeira sobre espiritualidade muito importante para que a gente tenha esses espaços de diálogo.

Sei que a gente queira estabelecer uma religião em particular, não isso, mas a compreensão bela e natural dos fenômenos psíquicos que são reais e a gente, enfim, conseguir entregar para a humanidade uma grande proposta terapêutica baseada no amor, na fraternidade, no perdão, na compreensão da vida imortal, vendo Jesus.

não como um ser divinal, mas vendo Jesus como as obras espíritas nos trazem, um Jesus descrucificado e que é apresentado para todos nós como sendo não uma coisa divina, mas o terapeuta divino de todos nós pela proposta excepcional que ele tem para nos oferecer a felicidade. Muito obrigado.

Só três? Tem muitas? Eu respondo assim. Não é? Não. Quer que eu leia as perguntas? Pode, pode. Mas eu vou responder todas.

Agradecemos ao Jorge Arraga por tantas reflexões valiosas. E abriremos agora um espaço para perguntas do público. Os nossos voluntários já estão passando, já passaram por papel e caneta para coletar as dúvidas. Quem ainda quiser, para ver alguma pergunta, por favor, se analise para que possam me poder receber. Então vamos lá, temos algumas.

Eu só ia ler e criei, e eu disse que eles não teve todos, sempre no coração. É porque se as pessoas perguntarem, elas querem a resposta. Como eu posso cuidar da espiritualidade sem me depender de fazer parte de uma religião?

Existem alguns espaços onde você pode buscar esta informação espiritual sem que precise obrigatoriamente se vincular a uma escola religiosa em particular. Nós hoje temos muitos espaços para quem não gosta de religião. Existem uma quantidade muito grande de iniciativas hoje. Eu poderia citar aqui algumas e aí você escolhe qual você acha mais interessante.

Você tem a Ordem Rosa Cruz, Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento, Fraternidade Branca, Acrópole, Pessoal da Seiiti Onoyer, Aqui,

O que mais? Racionalismo cristão não são religiões, mas oferecem conhecimentos espirituais para quem busca. Para quem quiser uma doutrina mais próxima daquilo que uma religião apresenta, mas sem dogmas, o centro espírita é um bom lugar para buscar esse conhecimento.

Porque tem uma estrutura, uma literatura muito grande e não tem os ranços de um sacerdócio, de um ritual, de uma prática litúrgica, mas um conjunto de conhecimentos muito grandes que pode ser oferecido. Mas essas outras alternativas também podem ser buscadas para que a gente se aproxime dos conhecimentos espirituais. A Revolução Francesa entendia que a fé e a religião são a mesma coisa?

A Revolução Francesa não queria nem saber. Quando acontece a Revolução Francesa, no primeiro momento, quem toma conta do processo da Revolução são os jacobinos.

E os jacobinos queriam uma destruição de tudo aquilo que lembrasse a monarquia. E naquele período o Estado era profundamente vinculado com a religião. Então tudo que fosse religioso, fé, espiritual, qualquer coisa, era tido como tendo o espírito monarquista.

Então, isso tinha que ser estipado. Então, a onda de destruição de tudo aquilo que era religioso, ela decorre de um radicalismo que aconteceu e que até negava os princípios que o próprio iluminismo possuía. Porque o iluminismo não era ateu.

Quem foi ateu foram os jacobinos, que tomaram a conta da Revolução Francesa e destruíram tudo o que existia. Os sacerdotes eram mortos e cortados em pedacinhos dentro da nave das suas próprias igrejas. Foi um período de perseguição muito grande.

muitos sacerdotes que não morreu teve que fugir do país e tudo foi confiscado então havia uma repressão de inconformação muito grande com tudo aquilo que fosse religioso que ninguém tava querendo fazer muita diferença entre fé religião espiritualidade que essa vez não foi que vão perseguir como manter a fé na espiritualidade quando o aparentemente não tem respostas

A fé tem sido maior que a dor, mas sem essa balança desequilibrar. Tenho medo de ceder e desistir, mesmo sabendo que a vida continua. A resposta para essa pergunta está no pensamento de Buda. O Buda Siddhartha Gautama, que viveu 600 anos antes do nascimento de Jesus, que viveu 600 anos antes do nascimento de Jesus.

Ele dizia que a cessação do sofrimento humano decorre de uma coisa.

a compreensão das leis espirituais. Quando eu não sei que sou um homem mortal, quando eu não sei, não entendo o mecanismo da vida, eu estou preso numa esfera de sofrimento, que ele chamava de mandala. É necessário que nós nos apropriemos do conhecimento espiritual, que eu saiba que sou um espírito mortal, que eu saiba que a morte não existe, para que os sofrimentos diminuam. A gente observa isso de maneira muito clara nas experiências de paz e morte.

Pessoas que vivem a experiência de quase morte, quando voltam, dizem, eu perdi o medo da morte, porque eu vi que eu encontrei com meu pai, encontrei com minha mãe, encontrei, eu me senti muito bem. Então, isso mudou a minha percepção sobre a morte. Então, a compreensão efetiva sobre isso, que ninguém precisa experimentar, mas ter uma experiência de quase morte para poder ter essa compreensão. Mas, quando eu estudo e compreendo que isso é uma verdade, eu automaticamente tenho melhores condições de lidar com o meu sofrimento.

O Buda dizia, a única forma de cessar o sofrimento é pelo conhecimento espiritual. Jesus, no Evangelho de João, capítulo 8, versículo 32, diz, Conhecereis a verdade espiritual e a verdade vos libertará do sofrimento. É a mesma frase do Buda reescrita na boca do Cristo.

Como o conhecimento aristotélico e colunista contribui para o conhecimento da espiritualidade? O conhecimento de Aristóteles e São Tomás de Aquino

ele acaba tendo algumas contribuições na medida em que nós respeitamos, pelo pensamento tanto de Aristóteles como de São Tomás, a compreensão de uma espiritualidade, de uma percepção de que há alguma coisa além da matéria.

o pensamento deles acaba não sendo tão robusto para que a gente consiga produzir verdadeiramente uma filosofia de compreensão espiritual como a gente pode encontrar pela mão de outros autores, como, por exemplo, Descartes, que aos 23 anos teve três sonhos aos 23 anos.

em que dizia que no futuro surgiria uma ciência que aglomeraria todas as ciências nela. E ela, para ser completa, ela teria que trazer a espiritualidade junto. Ele dizia assim, no futuro haverá uma ciência que vai reunir todas as ciências nela e para agregar essas ciências, a espiritualidade vai ter que vir junto. Ele deu um nome para essa ciência, ele chamava de ciência admirável. Então, a ciência admirável é a síntese do pensamento humano.

Quando Aristóteles propõe as suas ideias, que durante tanto tempo na Idade Média vigiram, elas eram, na verdade, ainda uma verdade incompleta, porque a visão de Aristóteles, mesmo sendo discípulo de Platão, ele desconstruiu muitas das ideias de Platão e não conseguiu oferecer, efetivamente, respostas tão robustas como a gente tinha na visão que Platão e Sócrates.

que Descartes poderiam oferecer. Então, a visão deles é uma visão interessante, no sentido de que eles possuem uma leitura que o espiritual está em nosso redor, que existe uma conexão nossa com o que se passa do lado de fora.

da vida material, mas as respostas mais profundas que a gente encontra tanto em Descartes, a gente encontra em Platão, em Sócrates, em vários outros filósofos, até mesmo na área da espiritualidade, como por exemplo Origenes.

que foi um dos grandes pensadores da Igreja anterior a São Tomás da Quina, do século II, mas que nos oferece muita informação espiritual bem mais robusta do que aquelas que são entregues por Aristóteles e por São Tomás. Duas perguntas aqui. Onde a mente, o que o Espírito se encontra ou são a identidade? E como a espiritualidade tem a ser a saúde mental?

São diferentes, né? Sim, na leitura daquilo que...

espiritualidade é assim, considera a mente, a psique, o espírito, o self, o eu superior, todos eles fazem parte da mesma coisa. São conceitos diferentes, teóricos diferentes, apresentam nomes diferentes, mas, no fundo, todos convergem para a mesma questão. A mente, a psique, o eu superior, o self, o espírito.

É tudo a mesma coisa. Antes de começar a discutir muito isso, a gente acaba se perdendo na borda. Porque eu posso até encontrar pequeninas diferenças, mas é muito mais importante que a gente compreenda a identidade dessas palavras para que a gente avance para aquilo que seja mais...

efetivo na nossa transformação. Porque um dos riscos que a gente tem, e foi um dos grandes riscos que a fé experimentou ao longo do tempo, é que se recebia uma mensagem maravilhosa, aí as pessoas criavam uma roupa, um corte de cabelo, faziam uma ritualística e ela se afastava da essência.

Nós repetimos esse fenômeno à história da humanidade inteira. Vem uma fé, nossa, isso é lindo! Vamos raspar a cabeça, vamos botar uma roupa de outro jeito. E a gente saía do processo de mudança interior em busca de uma ritualística, de um culto exterior, que, na verdade, representava muito pouco a essência daquela fé que se buscava. Como a espiritualidade influencia na saúde mental?

A espiritualidade influencia na medida em que eu, compreendendo que sou um ser transcendente, as questões da vida material, elas perdem um pouco da sua importância. Allan Kardec, codificador do Espiritismo, no livro Evangelho segundo o Espiritismo, no capítulo 2, nos itens 6, 7 e 8, no último parágrafo do item 6, mais especificamente, ele faz uma comparação, em que ele diz o seguinte,

Uma pessoa que não conhece nada de vida espiritual, ela é muito diferente de uma pessoa que tem compreensão espiritual. Por quê? Aí diz Kardec.

Quem não tem conhecimento espiritual é igual a uma pessoa que é pobre, muito pobre, e que de repente tem algum revés e perde o pouco que tem, a ela se desespera. Enquanto que o que tem conhecimento espiritual, ele se assemelha ao rico, que quando perde parte dos seus bens, ele lamenta, mas ele não se desespera, porque ele tem outros bens. Em síntese, a espiritualidade é o maior tesouro que você pode ter.

Então, quando nós perdemos essa espiritualidade, tudo fica gigante, tudo fica muito grande. Se eu tenho problema com o luto de um filho, eu posso não me reconstruir, não ser resiliente e me destruir. Se eu perco um casamento, eu me desconstruo. Se eu tenho uma história que eu tive um abandono na minha história, eu também não tenho capacidade para resolver isso.

Então, na medida que a espiritualidade nos oferece uma compreensão de que eu sou um ser imortal e que eu tenho condição de seguir para todo o sempre, que os meus entes queridos vivem, quem tem experiência de quase morte, reencontra com esses entes queridos, abranda de maneira muito efetiva as nossas dores e as nossas dificuldades. Há interferência da espiritualidade na visão, quanto também dos mestres e dos psicológicos?

Sim, existe, mas ela não substitui. Seria um equívoco nós acharmos que as pessoas que fazem algum tipo de aproximação com a espiritualidade possam prescindir de atendimento médico ou de atendimento psicológico. Quando uma pessoa está em depressão, nós temos que considerar que é como se esta pessoa estivesse em guerra.

E quando nós estamos em guerra, a gente não escolhe arma para ir para a guerra. Ninguém diz assim, ah, eu vou para a guerra, eu vou só com a marinha, ah, eu vou só com a aeronáutica. Quando vai para a guerra, você vai com o exército, marinha e aeronáutica. E é isso que a gente tem que fazer. Quando alguém está em um adoecimento psíquico, é exército, marinha e aeronáutica na guerra. O exército é quem? É quem vai cuidar do território, do físico, é o médico, é o psiquiatra que vai ajudar a equilibrar a gente.

Quem é a aeronáutica? A aeronáutica é a fé, que é essa coisa mais etérea, que a gente não vê, mas existe, que é o ar, mas está aí. Então, a fé, independente de qual seja, é o segundo elemento. E a marinha é quem? A marinha é o psicólogo, né? A marinha cuida de água, cuida de lágrimas.

Então, nós temos que usar exército, marinha e aeronáutica. Se você for só com a marinha, você talvez não vença a guerra. Então, tem que ir com tudo. Essa coisa de, porque temos uma visão espiritual, queremos prescindir dos tratamentos médicos e psicológicos, não é proposta adequada para os nossos dias. Tem que ter visto essa grande percepção mundial com o meio das preocupações mentais?

Como tem que uma missão espírita poder se aproveitar para nós utilizar a evolução? Sair de dentro da nossa dor. Quanto mais eu me tranco no meu adoecimento, mais doente eu me torno. A grande proposta é tentar vencer o bloqueio que a gente sente de deixar a vida lá fora e se trancar nos nossos quartos. Quem tem pessoas em depressão, observe.

Se a pessoa não está tomando banho, se você volta do trabalho e está com a mesma roupa, azedinha de ontem, se não mais penteia o cabelo, se não está mais tendo autocuidado, preste atenção. Se ela está se automutilando, preste atenção. Isso são indicativos de que a pessoa não está bem. Então, qual é a proposta? Retirar a pessoa do círculo vicioso que vai apagando a beleza da vida.

Leva a pessoa para fazer alguma atividade fora, para estar caminhando no parque, leva ela junto, faz alguma coisa que tenha relação com a vida. Leva essa pessoa para cuidar de doente, leva essa pessoa para cuidar de cachorro, dar banho em cachorro, cuidar de gato, trabalhar com planta, com vida, para que ela sinta que ela é importante. Quando eu falo que ela tem que ir para cuidar de uma pessoa doente, não é naquele sentido, você tem que ver gente doente, vai ver que tem gente pior do que você. Isso é uma coisa até sádica.

Eu tenho que ver alguém pior do que eu, para dizer, gente, eu não estou mal, porque vi fulano estar pior do que eu. Não é isso. É você fazer algo para você poder dizer assim, do jeito que eu estou, eu sou importante. Eu preciso descobrir a minha importância. Então, como fazer? Sair de dentro de si e ir ao encontro do outro, para que a gente se liberte, para que a gente se salve desses processos de adoecimento.

nós temos, na verdade, a necessidade de praticar o amor ao próximo. No espiritismo temos uma frase, fora da caridade não há salvação. Fora da relação com o outro, muito difícil a gente se libertar dos nossos adoecimentos psíquicos. Pode ser. Pode, mas eu acho que o nosso tempo já acabou, né? Pode ser. O Senhor tem ele da morte?

sinceramente não, não é porque a raiva que é espiritual, não tenho medo não, já vi tanta coisa que eu não tenho medo não. O que eu tenho medo? Tenho medo de como vai ser. Você vai ter muito sofrimento, pouco sofrimento, eu vou ficar abandonado numa cama, só a capa da gaita, isso é medo de todo mundo, isso vai ser uma coisa muito dolorosa, isso me preocupa, mas a morte, o fenômeno da partida daqui para lá,

Não me incomoda. Quem já fez alguma cirurgia já deve ter experimentado isso. A gente apaga. Que nem sente, gente. Segundo a doutrina espírita, morrer não dói. Pode doer antes, mas a morte em si não é dolorosa. Eu perdi meu relógio.

Ainda tem tempo. Está bom? Eu acho que ainda tem uns minutos, não tem? Posso falar. Eu acho que tem aqui. Eu ainda tenho oito minutos, eu vou usar.

Falar algumas palavras sobre a glândula pineal. Glândula pineal em doutrina espírita é a mesma epífise. Epífise ou glândula pineal. Ela aparece, quando vocês veem algumas pinturas do Antigo Egito, que tem o olho de oros, aquele desenho que aparece o olho de oros é exatamente a representação da glândula pineal.

e o hipotálamo, o corpo caloso, todas as estruturas que estão no entorno da glândula pineal aparecem naquela desenho... Procure na internet, olho de oros e glândula pineal, que vocês vão ver. Segundo a doutrina espírita, a sede da mediunidade seria na glândula pineal. Recentemente, algumas experiências foram feitas com ressonância magnética.

para verificar pacientes em processo de alucinação. O cara diz que está vendo. Eu estou vendo, eu estou vendo. Então, coloca-se o paciente numa observação para ver qual a área do cérebro que se ilumina quando a pessoa diz que está alucinando.

Quando ela tem uma alucinação e ilumina essa parte de trás do cérebro, é onde fica a memória. Então, ele não está, na verdade, alucinando. Ele está relembrando coisas que existem armazenadas na memória e que ele está vendo. Então, o que ele está vendo, na verdade, são experiências guardadas dentro dele que ele, num estado alterado de consciência, está vendo que está armazenado.

Quando ele diz que está vendo, mas ele ilumina a parte da frente, ele está criando, porque aqui na frente é onde nós criamos as ideias. A nossa parte criativa está aqui, nessa parte frontal do nosso cérebro. Esses são os dois lugares onde se ilumina.

Só que, curiosamente, as anotações dos cientistas falam que eles observaram também a presença de pacientes que apresentaram um terceiro lugar de iluminação quando estão em alucinação. E esse lugar que está iluminado não é a sede de memória, é a região...

Ali do entorno da pineal. A região da pineal fica toda iluminada quando ele diz que ele está vendo. Eu estou vendo, eu estou vendo. Não é memória, não é criação. Quem iluminou foi a região da pineal. Mas como que pode? Na pineal não tem memória. O que está acontecendo? Então, segundo, isso é novo, segundo os estudiosos espíritas que trabalham com esses resultados, dizem que isso é uma evidência do fenômeno mediúnico.

Porque ele diz, eu estou vendo, não é do passado, não é da criação, é da iluminação das percepções com o mundo espiritual que se dá pelas conexões com a epífise. A epífise, ou a epineal, é a glândula responsável pelos fenômenos mediúnicos.

e que, a partir de cristais que acontecem dentro dela quando entramos no período da puberdade, é que esses fenômenos se dariam. Existem alguns estudiosos que dissecam a pineal de pessoas que foram médiuns para verificar se elas têm algum tipo de característica, e o que se tem imaginado...

O que as evidências apontam é que quanto mais hepatita existe na glândula pineal, quando ela cristaliza, maior a capacidade de comunicação mediúnica que esta pessoa possui.

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