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O que a filosofia tem em comum com a Bíblia| LUIZ FELIPE PONDÉ NO BRUNETCAST

05 de março de 20261h51min
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O ENCONTRO https://casadedestino.com.br/oencontro/Conheça a Minimal Club usando o Cupom: BRUNEThttps://lp.minimalclub.com.br/ep-brunetcastComo uma mensagem iniciada na Judeia se tornou a maior instituição da história humana? Neste episódio do BrunetCast, mergulhamos na intersecção entre a fé bíblica e a lógica grega para entender as raízes da nossa cultura e como a liderança estratégica mudou o mundo.Neste vídeo, você vai aprender:O Modelo Paulo de Escala: Como tirar o fundador da "operação" e profissionalizar a liderança (bispos, diáconos e presbíteros).Aposta de Pascal: O cálculo lógico sobre a existência de Deus e o ganho eterno.Estoicismo e Cristianismo: A diferença entre a "Ataraxia" (calma da alma) e a confiança na Providência.Aristóteles e o Primeiro Motor: Por que a razão aponta para uma causa incausada.Literatura Russa: Culpa e Redenção em Dostoiévski e a psicologia profunda de Santo Agostinho.Se você busca repertório cultural, inteligência emocional e uma fé fundamentada na razão, este episódio é uma aula obrigatória.

Assuntos15
  • O Papel da Fé e EspiritualidadeIntersecção entre fé e razão · Origem comum de conceitos · Dialogo filosófico entre tradições · Autoridade intelectual dos textos bíblicos
  • Apóstolo Paulo e teologia cristãModelo de liderança escalonável · Profissionalização da operação · Bispos, diáconos e presbíteros · Cartas como comunicação administrativa · Saída do fundador da operação
  • Santo AgostinhoConfissões e espaço interior · Memória e subconsciente · Graça como fundamento · Culpa e redenção · Distinção de liberdade e predestinação
  • Aposta de PascalCálculo probabilístico sobre Deus · Lógica matemática da fé · Ganho eterno versus perda temporal · Graça como elemento não-racional
  • EstoicismoApateia estoica · Ataraxia e calma da alma · Discernimento entre controláveis e incontroláveis · Desapego de coisas materiais · Virtude como excelência
  • Catolicismo e FeRelação entre razão e fé · Rejeição do fideísmo · Deus como explicação racional · Método cartesiano
  • Cristo e o LogosVerbo encarnado · Princípio organizador divino · Pre-existência de Jesus · Logos como expressão grega de ordem divina
  • Paulo em AtenasPrédica no Areópago · Deus desconhecido grego · Encontro entre culturas · Inteligência estratégica de Paulo
  • Filosofia e PensamentoCausa incausada · Princípio que move sem ser movido · Teologia aristotélica · Conexão com conceito cristão de Deus
  • Instintos Primitivos e RedençãoNatureza humana pecaminosa · Emoções primitivas · Controle de impulsos · Evolução moral e transformação
  • Virtude e excelência moralDesenvolvimento de virtudes · Práctica constante · Arete grega · Melhoria da polis
  • Literatura RussaDostoiévski e culpa moral · Crime e Castigo · Psicologia profunda · Redenção e conversão
  • JudaísmoPrimazia histórica do conceito · Influência grega limitada · Deus pessoal versus impessoal · Diferença entre primeiro e novo testamento
  • Mitologia versus História CristãTeorias miticistas · Jesus versus Dionísio e Osíris · Evidências históricas · Autenticidade do relato evangélico
  • Calvinismo versus ArminianismoLiberdade versus predestinação · Escolha divina absoluta · Livre arbítrio humano · Debates teológicos protestantes
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E aí o Pascal responde, é, a fé é uma graça. Matematicamente, faz sentido investir na ideia de que Deus existe, porque a vida é curta, se morreu, acabou, você não realiza a perda, mas se ele existir e a eternidade existir, você está bem na fita. O objetivo do estoicismo é atingir o que ele chamava de apatéia estoica. Apatéia estoica não é apatia, não tem nada que ver com apatia.

daquilo que tira o seu juízo.

Quarta-feira, edição especial, né, Wesley? Verdade. Porque geralmente é terça. Mas o nosso convidado é tão especial que ele falou, se não subir hoje, eu não venho. Aí eu falei assim, não, vamos subir? Porque o homem é forte demais. Nós estamos aqui com um dos grandes intelectuais da nossa época, um ateu não praticante segundo suas próprias palavras, porém, uma das pessoas que explica sobre a figura de Jesus de uma forma que eu, particularmente, nunca vi ninguém explicar melhor.

Escritor, filósofo e, sem dúvida nenhuma, como professor, um dos intelectuais mais assistidos, mais respeitados do nosso país. Eu quero pedir um forte aplauso da nossa equipe que está aqui, você que está em casa, para Luiz Felipe Ponder. E o assunto de hoje é quente. Eu acho que vai dar briga, Wesley. Acho que eu não estou preparado para isso, não. Será? Tem alguém para separar a gente? Eu, eu.

de filosofia ou se isso não tem nada a ver com nada, hoje nós vamos discutir algumas coisas. Por quê? E por que eu tive essa ideia, Pondé? Obrigado pelo convite mais uma vez, tá? É um prazer estar aqui. Você aqui sempre é muito bem-vindo. Inclusive, certa vez, almoçando com o Pondé, ele falou uma coisa, ó, seu problema não é oratório, seu problema é repertório. E tem gente que não sabe. Por quê? Foi forte essa frase. É, mas você, eu sei que você está com inveja. Porque eu recebo

Conselhos e você não. E outra coisa, eu aprendo com os conselhos confrontadores. E aí eu fui pra casa com aquilo martelando na minha cabeça. E eu comecei a ler um monte de coisa que eu nunca tinha lido na vida. E aí eu percebi que ele tinha razão. Às vezes você é bom de oratória, que é importante na nossa geração, mas você não tem repertório. E aí eu comecei a ler algumas coisas, professor, que mexeram muito comigo. Dentre essas coisas é Dostoievski.

Porque Dostoievski trabalha algumas coisas, alguns conceitos muito bíblicos. Em crime e castigo,

depois do personagem principal cometer o crime, ele entra num processo de confusão até tentar encontrar redenção, que é basicamente as histórias bíblicas. Então, até mesmo lendo os mais antigos, você vê muita coisa de Aristóteles, por exemplo, em Ética a Nicômaco, falando sobre felicidade, que beira uma filosofia bíblica e ele é 300 e pouco antes de Cristo,

Eu comecei a perceber que tem muita coisa que se comunica. Primeira pergunta é, a Bíblia se comunica com a filosofia, a filosofia se comunica com a Bíblia ou são coisas completamente separadas? Olha, eu tive uma professora na USP que dizia que filosofia é só grega. Ela ensinava isso para nós. No sentido de que a filosofia nasceu na Grécia, é tipo assim, croissant é francês. Entendeu? Então a origem da filosofia é grega, nasceu falando grego.

evangelhos também falam grego, os evangelhos, o Novo Testamento. Mas assim, eu pessoalmente acho que há sim comunicação, eu e um número bem grande, quase o tamanho da torcida do Corinthians, digamos assim. Então, apesar de entender o argumento de que a filosofia como experiência que começou buscando explicações que tinham a ver com os órgãos dos sentidos, como a gente fala, então a tentativa de descobrir o princípio das coisas

não nos deuses. Esse é o movimento inicial da filosofia. E aí eles falavam coisas como a origem de tudo é o fogo, é a água, é o ar, entende? Mas não o deus tal, a deusa tal. E depois a filosofia, já com Sócrates, migra para parar de ficar perguntando qual é o princípio das coisas e perguntar como que o homem deve agir na sua vida social e na polis, como se fala em grego, na cidade. Então,

e aí a filosofia oficial decorre tudo daí, a própria história da filosofia dialoga com a Bíblia. Porque veja, você já tem autores como Santo Agostinho, que é um dos filósofos que eu mais li, mais leio, mais conheço, que viveu entre 354 e 430, um romano do norte da África. Argélia, na carta agostino.

dessa região, mas ele era de uma cidade pequena. Então, assim, Tagast, depois foi bispo de Ipona. Ele constrói todo um edifício filosófico, importante mesmo para quem não seja cristão religioso, dialogando com textos da Bíblia, inclusive com Paulo. Então, assim, para além da minha opinião pessoal, de que sim, inclusive você citando Dostoiévski,

Tolstói. Tolstói, total. Ainda mais claramente. O Tolstói, inclusive, quis criar um cristianismo seu, meio herético. Os últimos livros dele foram bem cristãos. Ele foi cristianizando cada vez mais, inclusive depois da grande crise. Quase se matou o Tolstói. Então, independente do que eu acho, ou seja, eu acho que sim, eu mesmo já escrevi textos em que tem diálogo, como a gente fala, filosofia entre Jerusalém e Atenas.

É assim que se fala na filosofia. Entre a Bíblia e a Grécia. A história da filosofia é a prova. Toda filosofia medieval, a partir de Agostinho, tem alguns nomes antes, Clemente, Orígenes, mas Agostinho é o grande padre da igreja, como se fala. Da patrística, que é o período da filosofia que está fundando o cristianismo filosófico. E a Idade Média inteira, chegando depois da Idade Média.

que eu escrevi dois livros, entre outros textos, e fiz doutorado, e um filósofo profundamente cristão, Blaise Pascal, século XVII. Francês. Eu acho que, de certa forma, o meu conhecimento de filosofia, claro, é muito limitado perto do seu, mas o pouco que eu li até agora de filosofia, que são algumas dezenas de livros, de alguma forma Deus sempre aparece. Ou de uma forma apologética, ou seja,

O cara defendendo o Kierkegaard da vida, o próprio Blaise Pascal. Se você pegar Hobbes, Thomas Hobbes. Descartes. Todos eles, de alguma forma, defendem. Quanto os negando, como o Marx, por exemplo. Então, Deus sempre foi um objeto da filosofia. Ou eu estou viajando? Não, você não está viajando. Porque, assim, primeiro há que se levar em conta a primeira parte que você falou. Quando eu digo a primeira parte, é citar Hobbes, Pascal, o próprio Kierkegaard.

são autores que estavam no ambiente cristão. No caso do Kierkegaard, da marquês, ele era oficialmente um teólogo. Podia até ter sido pastor, se não tivesse brigado muito feio com a Igreja Reformada da Dinamarca. Você tinha uma cultura cristã na Europa, e alguns dizem que Descartes coloca Deus na filosofia como medo da Inquisição, mas isso é fofoca.

ao certo disso daí. Mas eu diria que a causa de você perceber que sempre tem algo... Deus é muito frequente na filosofia, mesmo que seja para negá-lo, como vai acontecendo principalmente a partir do século XIX, mesmo no XVIII já começa a aparecer Diderot, que é oficialmente o primeiro. Mas o Freud já está mais para cá, frontalmente. Freud nasce em 1856. Mas assim,

Sabe o que é Tiago? É a busca pelo princípio. Lembra que eu falei que a filosofia nasceu buscando o princípio das coisas? Mas ali era água, sol, para escapar dos deuses gregos. Arqué em grego, princípio. Então Aristóteles também falava de um primeiro motor. Primeiro motor que tudo move sem ser movido, que tudo condiciona sem ser condicionado, de tudo é causa sem ser causado.

Imagina o que um cristão filósofo pensa quando lê um negócio desse lá no século XIII, certo? Quer dizer, o Aristóteles estava intuindo. Quer dizer, porque a ideia de que Deus é o encausado, certo? Mesmo quando você diz assim, quando você entende, no caso de Jesus Cristo especificamente, que no princípio era o Logos, e o Logos se fez carne, certo? Ou seja, no princípio, quando tudo começou, já era o Logos.

é Cristo, é o verbo. Logos é uma expressão grega que é muito próxima da ideia de um princípio organizador divino, que não é um Deus, no sentido de você cultuá-lo, mas é a ideia de um princípio racional de ordem. Certo? Ótimo. Quando você imagina e você diz, não, Maria engravidou de Jesus, no útero de Maria Jesus foi gerado, mas na realidade

ele já existia antes de estar no útero de Maria, certo? Como princípio. Então você está dizendo que Jesus é uma expressão muito comum, é encausado. Se ele é Deus, Deus é encausado. Então você vê que o Aristóteles, ao dizer isso, e ele inclusive chama essa parte do estudo dele de teologia. E aí o nome pegou. O próprio Platão, quando fala que o princípio é o bem e o belo,

Em nenhum dos dois isso é pessoal, como Afrodite, como Zeus, que eram antropomórficos. Mas o judaísmo, apesar de Deus no judaísmo não ter forma, não ter imagem e não poder ser feita a imagem dele e tudo isso, porque ninguém tem ideia de qual seria. Isso é uma discussão filosófica muito pesada. Mas o fato é que, independente disso tudo,

o Deus do Velho Testamento, como se fala, ou do Primeiro Testamento, como outros falam, ele é pessoal. Nesse sentido, historicamente, o Deus do Primeiro Testamento é um Deus, principalmente no começo, muito tribal. A ideia de que é um Deus de um povo, você já viu o caráter antigo. Mas ele é muito pessoal. Ele tem vontades, ele toma decisões. Isso antes do advento do cristianismo.

Eu diria que sim, a filosofia já desde a Grécia esbarra com questões como o princípio de tudo, que em si não tem princípio. Porque se você imaginar que tem princípio, é um infinito. Quem causou X? X mais 1, X mais 2. Em algum momento, o que pensa o Aristóteles? Não, espera aí. Isso tem que parar em algum lugar. Tem que ter um começo que não foi começado por coisa nenhuma.

que os monoteístas vão entender plenamente. Só que o monoteísmo, Deus é uma pessoa. Quem já tem um viés monoteísta, lê isso e fala, está falando de Deus claramente. É claro, e não é à toa que os cristãos, à medida que o cristianismo foi deixando de ser uma heresia judaica, e os judeus eram, é muito estranho se pensar isso hoje em dia, mas os judeus na antiguidade, no Império Romano, os judeus eram um povo nada.

Entende? É que hoje a gente pensa no Marx, pensa no Freud, pensa no Einstein, sei lá. Mas não, os judeus naquela época eram um povo periférico, considerado pelos romanos ignorantes, encrenqueiros, numa terra que não dava nada. E que os romanos achavam que eles eram tão pobres, tão pobres, que tinham Deus só. O monoteísmo era lido ao contrário. Só que aí o cristianismo foi alastrado.

E ele foi convertendo gentios, como se fala. O Paulo é considerado o cara, historicamente ou miticamente, que teve essa ideia. Não miticamente, que ele não existiu. Mas que ele teria sido o cara que teve essa ideia. Há que converter gentios, senão a coisa não pega. Ele tinha razão. Ele que escalou a ideia do cristianismo. Exatamente, isso é. E facilitou, né? Diminuiu o peso da lei. Eu vou chegar em Paulo, que eu quero discutir um pouquinho, Paulo, com você hoje. Mas antes, só uma pergunta.

Pessoal, você na sua experiência filosófica, você acredita que o judaísmo de alguma forma chegou em Aristóteles na época dele? Ou você acha que ele partiu dessa ideia do zero? Porque o judaísmo é mais antigo que Aristóteles e sempre pulverizou de alguma forma, porque os judeus sempre foram negociar, serem comerciantes em algum lugar. De alguma forma ele pode ter aprendido um pouco sobre ética, moral,

de Deus, nem que seja de longe, por um convívio com um judeu ou estudando algum escrito judaico ou isso não é possível? Possível geograficamente é e temporalmente é. Indício não há nenhum. Entendeu? Então não há nenhum indício de que o monoteísmo hebraico na antiguidade, como se costuma dizer, tenha chegado à Grécia. E assim como quando chegou o cristianismo,

que no começo, para os romanos e gregos, judeu, cristão, era tudo farinha no mesmo saco? Porque, inclusive, os primeiros cristãos eram todos judeus. Muito provavelmente, um grego, porque sabe como é que é? Os gregos se achavam. E eram mesmo. Tanto que os gregos consideravam os não gregos uns bárbaros. Sócrates preferiu tomar veneno a morar fora.

fora da Grécia, certo? Então, assim, muito provavelmente um grego desse chegasse um judeu falando de algum Deus para ele, assim, é claro que eu estou fazendo uma hipótese aqui completamente imaginária, porque não há indício de nada, mas é possível que ele agisse, sei lá, como um novaiorquino diante de alguém que vem de um país X, que eu não vou falar nenhum nome, porque essa é a época que a gente vive, né? Mas um novaiorquino, um londrino,

parisiense, sei lá, reagiria se alguém que viesse de um país completamente periférico, como era a Judéia e a Galiléia... E quisesse opinar na filosofia dele. E ainda tinha uma... Não há nenhum indício que Aristóteles ou Platão ou Sócrates lesse hebraico antigo. No período de Jesus, que já é posterior a esses grandes filósofos, essa trindade, como a gente fala, Sócrates, Platão e Aristóteles,

O nível de analfabetismo na Israel antiga ou na Palestina romana era alguma coisa que era no mínimo 90% da população. Se não fosse mais, se não fosse mais, cinco pessoas sabiam ler e escrever. Então, é pouco provável. O próprio apóstolo Pedro, a Bíblia diz que ele era iletrado, não sabe ler e escrever. Ou seja, ele foi apóstolo de Cristo. A questão do apóstolo Paulo que eu te falei é porque tem uma passagem em Atos

chegar em Atenas, no Aerópago. Exatamente. E aí ele dá uma olhada nos deuses da Grécia e fala o seguinte, esse deus aqui que vocês adoram é o meu deus, é o deus desconhecido. De onde ele pode ter tirado essa ideia, então? Será que de alguma forma... Isso é uma dúvida pessoal, tá? Eu te faria essa pergunta no privado, mas aproveitando que a gente está aqui. Quando eu leio, eu falo assim, será que de alguma forma a Grécia conhecia? Porque às vezes, não por um escrito em hebraico,

Mas por alguém que era judeu, sabia falar grega e falou assim, tem uma nação que fala essa história aqui. Então, poder pode, como eu falei. Só não tem registro. Não há nenhum registro. Então, se não há nenhum registro... Não pode ser discutido. Não pode ser discutido. Pode até ser, mas o âmbito é especulativo. O que pode ser discutido é que isso é mais uma prova da inteligência do Paulo em encontrar um espaço.

grego, que é... Bom, você sabe que tem teóricos, se é que se pode chamar isso, que afirmam que Jesus não existiu. Os chamados miticistas, que afirmam que Jesus é um mito. Grego, anterior à Grécia egípcio, Osíris, que depois os gregos releiam a história de Osíris como Dionísio, e que Osíris, ele é gerado por um deus e por uma mortal,

morre, depois continua vivo. Dionísio é a mesma coisa, certo? Então, tem vários livros. Agora tem um deles que é um dos mais considerados mais sólidos, apesar dos historiadores descerem o cacete. Eu li o livro, é um livro muito bom, mas eu concordo com quem diz que Jesus existiu, não tenho nenhuma dúvida disso. Praticamente ninguém tem. É um livro chamado Jesus Mysteries.

Não tem tradução, mas o original é inglês. Então é possível, aliás, essa é a tese desses caras, que gente como Paulo, que estava querendo erguer a religião em cima de uma figura que não deu certo, porque morreu no final e o movimento não aconteceu, como se dizia, o fim do mundo não acabou, ele teria usado a figura de Dionísio, que era um deus grego meio colateral, meio ligado à loucura,

que era um Deus que era meio estrangeiro, não se conhecia bem, se escondia, e que ele teria usado isso para construir a história de Jesus Cristo. A tese não fica de pé porque Paulo, como você sabe muito bem, quase não fala da vida de Jesus Cristo. Ele é muito mais teólogo do que qualquer outra coisa. Mas, de qualquer jeito, é possível, abandonando a tese dos meticistas,

Paulo, alguém que falava língua. Tanto que você deve conhecer aquela piada de quando Jesus morreu, ele chega no céu. Eu encontro alguém melhor. Ah, pega alguém melhor. Você só pegou o analfabeto, né? E ele foi lá e catou Paulo no caminho de Damasco. Eu tenho uma teoria sobre isso, depois te conto. Sobre essa história do Paulo? É, sobre por que Paulo. Por que Paulo? Então, Paulo estava ali meio perseguindo os cristãos, né? No começo, mas a ideia de que o Paulo falava lá,

Matim, falava grego. Preparação. Então, era um cara culto. Dupla cidadania. Dupla, tinha passaporte europeu. Então, assim, ele podia circular. Era supostamente rico, tinha alguma condição material. Falava vários idiomas. Portanto, era o cara ideal para fazer a pregação. Então, era um cara que conhecia culturas, né? Ele conhecia as culturas, essa cultura grego-romana. E Pedro era um iletrado, imagina, um pescador da Galiléia. A Galiléia, naquela época, sendo Israel,

um país pobre naquela época, super pobre e tal, a Galiléia era considerada o fim do mundo pelos judeus. Não vem nada que preste da Galiléia. Porque, inclusive, tinha muito não-judeus a Galiléia. Exatamente. Agora, Jerusalém e Atenas, que é um termo até filosófico, se encontram numa fala de Paulo que ele diz o seguinte,

ressurreição de Cristo, o Evangelho, é loucura para os gregos. Porque quando ele está lá em Atenas pregando, todos os gregos estão escutando. Quando ele fala da ressurreição, os gregos falam assim, que loucura é essa aí que ele está falando? E todo mundo começa a sair. E é um escândalo para os judeus. Porque para os judeus, como pode Deus ser encarnado? Impossível. Escândalo. Então, assim, talvez um filósofo entenda melhor esse versículo do que uma pessoa comum,

a educação correta, consiga entender a profundidade desse versículo, de como o Evangelho é loucura para os gregos, por causa da ressurreição, e um escândalo para os judeus. Então, o apóstolo Paulo meio que conecta Jerusalém e Atenas nessa... Jerusalém e Atenas se encontram ambos na mesma praça que considera o cristianismo a loucura da cruz. Exatamente. A cruz que é o escândalo. A vida de Jesus, por um lado, a filosofia foi aceita por alguns, mas quando chega na ressurreição, vira um escândalo,

ou uma loucura. Agora, eu li uma parte de um livro, estou na metade, um livro que você indicou. Me fugiu só o nome da autora ou do autor agora. Jesus, uma capa vermelha. É do Flusser. É esse aí. O livro é interessantíssimo. Esse livro é muito bom. É interessantíssimo. Por exemplo, eu sou cristão de berço, então para a gente custa muito você abrir sua mente. Acho que qualquer um que foi

que é adestrado. Custa muito você abrir sua mente para entender outras coisas, para no final dos contos você chegar a uma decisão se é isso mesmo que você acredita ou não. Que é o meu caso, eu continuo acreditando. Mas quando eu abri minha mente para filosofia, para ler história, entendeu o que já aconteceu lá atrás? O próprio Salomão diz que não existe nada novo debaixo do sol, tudo que acontece hoje já aconteceu um dia. Então se você entende bem de história, você vai entender um pouco do futuro. Muita gente está assustada com as guerras. Não, porque os Estados Unidos estão

atacando, não sei o quê. Sempre foi isso. Então, na época que atacou o Iraque, os nossos pais, como é que estavam? É, o Irã quer causar uma terceira guerra mundial, né? Essa é a estratégia do Irã. Do nada ele já mandou essa, já mudou o assunto. Aí foi assim, deixa a palma pra lá. Vamos falar do Aretolá agora. Não vamos falar do Aretolá, não. Mas é que você me lembrou isso, que isso é importante. É por isso que ele tá jogando bomba pra todo lado.

Inclusive, países árabes, né? Ele atacou mais países árabes do que o próprio Israel. Isso é uma confusão, né? Ele quer fazer uma terceira guerra mundial.

Mas vamos voltar para Paulo, que é mais legal. E para a Bíblia. O que eu acho interessante de Paulo, e a minha teoria aqui do Apóstolo Paulo é o seguinte. Apesar de eu ser teólogo de formação, o meu negócio, a minha vida profissional é totalmente voltada para o business, para fazer negócio. Eu sou fundador de um instituto de educação continuada. Então a gente ensina coisas que a escola vai até aqui, na matemática, na química, na tabela periódica.

para coisa do dia a dia. Ótimo. Por causa disso, eu tive que aprender muito sobre negócio. Então, por exemplo, para escalar um negócio, o que é escalar um negócio? Para ele deixar de ser pequeno e virar nacional e talvez internacional e você ter um poder de venda, de marketing, de faturamento para um dia entrar num processo de compra e venda ou até de abrir na Bolsa de Valores, que se chama IPO, você precisa de algumas estruturas. Uma dessas estruturas é o fundador precisa sair da operação.

É regra. Ah, é? É, é regra. Interessante isso. Então, por exemplo, eu sou o fundador do Instituto Destiny aqui. Então, a gente está nesse processo. Eu estou saindo da operação e contratando o CEO, que é o diretor operacional. Qual é a função do CEO? Pegar a visão do fundador e, de forma profissional, definir processos, cargos. Olha, Pondé, você é muito bom em falar sobre filosofia. Então, eu vou criar aqui o departamento de filosofia do Instituto Destiny. O processo é esse aqui. O aluno entra, faz assim.

Então o CEO organiza departamentos, funções, cargos. Ele faz a operação dar certo. Ele é um profissional para isso. Qual a minha visão sobre Jesus e Paulo e por que os 12 não entraram? É porque entenderam um pouquinho de negócio. Não existe empreendimento que durou tanto como a igreja de Jesus Cristo. Puta, negócio. 2 mil anos. Eu não boto nem negócio. Vou falar empreendimento para não ficar polêmico. Está falando que a igreja é um negócio. Está bom.

É um empreendimento. Sem dúvida. É um empreendimento. Então Jesus funda, passa toda a visão e as principais regras. São princípios e valores. Amo a Deus sobre todas as coisas. Amo o próximo como a ti mesmo. Isso aqui é o principal. O que eu quero é que vocês amem uns aos outros. Tem que perdoar um ao outro. Ele passa tudo que é o principal. Passa a visão. Olha, vocês vão sofrer aqui um pouco na terra, mas depois tem uma eternidade.

Dá a promessa e se retira. Mas o fundador, quando se retira, ele assume uma posição que se chama

Ele aparece de vez em quando para dar uma orientada no CEO. A Bíblia diz que Jesus aparecia para Paulo. Por exemplo, quando Paulo estava na prisão em Jerusalém, fala, Paulo, próprio Jesus apareceu para ele. Assim como você pregou em Jerusalém, importa que você pregue também em Roma. Então Jesus continua orientando Paulo, mas Paulo que decide o que é um presbítero, o que é um diácono, o que é um bispo, não foi Jesus que decidiu isso.

Então se você pegar na linguagem business, na linguagem de negócios, Jesus é um fundador, Paulo foi um CEO, fez bem o trabalho,

departamentos, cargos, processos. Olha, se esse diácono aqui morrer, é só continuar servindo a mesa, que o diácono serve a mesa. Então, isso aqui é o processo. E por que ele tirou os doze? Porque eles não tinham, na minha... Sim, dentro da sua vida. Olhar de vista, não estou falando... Sua analogia. É, não estou dizendo que é teologia isso, gente. Está fazendo uma analogia. É, estou fazendo uma analogia. É que os doze não tinham a preparação de Paulo para ser um CEO.

Um CEO é uma pessoa preparada. Sim, claro. O fundador não necessariamente tem a preparação do CEO.

tem. Então, por exemplo, uma analogia recente. O Steve Jobs, ele era o visionário, mas o Steve Woz, que era o Wozak, que era o sócio dele, que era o engenheiro que sabia montar o iPhone. O Jobs não sabia como se montava o iPhone, ele não era engenheiro. Então, ele tem a visão, ele fala, é assim, tem que ter lanterna, tem que ter calculador, tem que ter... E aí ele contrata o cara que faz isso virar realidade. Tem sentido? Todo sentido. Aliás, isso é o básico das

presas familiares. Na minha teoria, a igreja cresceu, lógico, se você quiser espiritualizar, a Bíblia diz que o Espírito Santo fazia crescer, Deus dava crescimento, está lá, Deus dava crescimento, espiritualizando. Mas se olhar pela ótica humana, foi a forma como Paulo organizou as coisas, inclusive escrevendo cartas para igrejas que ele nunca foi. Ele não podia estar presencialmente, na época não tinha internet,

um WhatsApp, ele escrevia cartas que era a comunicação da hora. Então ele conseguiu movimentar todo mundo dele lá naquela época em cima da verdade que ele acreditava, organizar as coisas e aí ele conseguiu escalar. O que é escalar? Esse aqui é o modelo, só fazer igual. Timóteo, vai lá, faz igual em Éfeso. Fulano, vai lá, faz igual. Só pega aqui e escalar. É isso aqui e faz lá. Pega presbítero, pega diácono, pega bispo. A visão é essa aqui, é do fundador, tem que amar, tem que perdoar.

crê nele, vai para o céu. Conta isso para todo mundo, mas aqui, a estrutura é essa aqui. Então, eu acredito que o sucesso do apóstolo Paulo, a genialidade dele, estava nessa estruturação. Enquanto Jesus não poderia perder tempo com isso, porque ele precisava só apaixonar, inflamar, jogar a visão, mostrar como se reage e voltar. É, porque inclusive, mesmo se eu for alguém que estou pensando isso do ponto de vista espiritual, essa não era a missão dele, né?

fazer isso. Poxa aí, acho que eu vou escrever um livro com isso aí, porque é bom demais. Exatamente, ele veio e cumpriu a missão, acabou a minha missão, alguém continua agora, cada um cumpre a sua. O que a gente estava falando de um livro que eu estou escrevendo sobre a analogia do futebol com a vida do dia a dia e com a vida dos negócios, que você imagina se o Messi, eu começo o capítulo 1 que é sobre o posicionamento, posição no jogo, se o Messi resolvesse ser goleiro. Ele nasceu para o futebol, ele está no futebol,

Mas ele não tem estrutura para ser goleiro. O físico dele, a altura, não é preparado para goleiro. Então, ele só deu certo, não porque ele estava no esporte só certo. Ele estava na posição certa. E eu acho que isso cabe nisso. Jesus fez a posição dele. Agora, minha posição é salvar. Estruturar é com você. Espalhar é com fulano. Bota o evangelista lá para espalhar as notícias. E foi estruturando, espalhando. E a coisa tomou o rumo que está hoje. Que é um mundo praticamente inteiro evangelizado.

É assim, se você olha tudo isso do ponto de vista histórico, estritamente histórico, não espiritual, que não necessariamente é contra o espiritual, porque inclusive, como bem diz o ex-papa Bento XVI, o Ratzinger, o cristianismo, assim como o judaísmo, é uma religião que pressupõe a história. Tanto é que ela se dá, ambas são interligadas, elas se dão a partir de narrativas históricas.

No segundo, no caso do Velho Testamento e tal. Então, o tratamento histórico não é a priori antifé. Quando você olha Jesus e o contexto dele na época, ele era um judeu apocalíptico, historicamente. Um judeu apocalíptico, muito marcado, inclusive, por aspectos místicos, tal como ele é descrito.

Nenhuma religião, certo? Na realidade, aparentemente, ele era um judeu que tinha em mente a possibilidade, em alguns momentos ele age de forma diferente, mas de trazer mais pessoas para dentro do próprio judaísmo, na crença do Deus verdadeiro. Então tinha uma pegada universalizante, de certa forma, historicamente. Só que aí, depois, Paulo e outros, como você estava contando,

essa figura histórica, que do ponto de vista meramente histórico morreu, a ressurreição já é teologia, construiu uma religião que fez sentido para um monte de gente, converteu gente culta, tanto em Roma quanto na Grécia, e dessa forma, ao converter gente culta, e naquela época gente culta significava basicamente gente que conhecia a filosofia.

Se transformou no que se transformou, numa potência cultural o cristianismo gigantesco, que é o encontro entre Jerusalém e Atenas é a base do Ocidente. E a base, Ocidente não no sentido geográfico só. Sim, sim, sim. De pensamento ocidental. É, mas você tinha começado a falar do David Flusser, do livro. É, isso que me acrescentou muito extra-teologia, isso que eu queria dizer. Ah, sim. Historicamente abriu minha mente para um monte de coisa,

queriam desacreditá-lo, do porquê alguns acreditavam. Enfim, a importância de você ler coisas que não necessariamente é do teu meio ou escrito por alguém que você gosta ou concorda, mas que como isso vai te levar para um novo nível de intelectualidade, se é que essa frase é cabível. E uma coisa que você estava falando sobre a religião se comunicar com a história, os contos, o Gênesis foi contado por alguém. Eu estava lendo recentemente,

Memórias Póstumas de Brascubas, de Machado de Assis, e aí ele começa de uma forma hilária para mim, que ele fala o seguinte, já é o Brascubas falando, o personagem falando o seguinte, assim como Moisés, eu sou um dos únicos que escreveu sobre a própria morte. Moisés escreveu só até onde morreu, porque tecnicamente Moisés escreveu o Pentateuco, então ele que relatou a própria morte, e Brascubas fala, e eu vou continuar dizendo como será toda a história. E dedico isso aos vermes. Exatamente, que vão começar.

Tem água. A água, graças a Deus, é gratuita. Ainda é gratuito? Ainda é. Como forma de patrocínio para o Brunecast, a gente está pensando em começar a pedir uma ajuda de R$ 4,50 por água. Mas você sabe o que eu queria dizer? Que o Flusser, a escrita dele, o David Flusser, ele é uma fera em um período do Segundo Templo. Um especialista. Daí a história de Jesus está dentro.

Bom. É, então. Mas a forma como ele escreve, se você lembrar, ele se refere a Jesus Cristo como o Senhor. Ele tem um tratamento de respeito ao objeto, digamos assim, Jesus Cristo. Tratar de Jesus Cristo é tratar, em grande medida, se não na maior de todas, do maior homem que viveu no mundo para a maior parte do Ocidente. Então, isso no fluxo chama atenção.

desapercebido, mas ele, em não sendo cristão, ele trata Jesus Cristo como o Senhor o tempo todo. Eu percebi o respeito. Agora, uma coisa interessante sobre o cristianismo, eu queria escutar a sua versão como filósofo e ateu, é que eu, como cristão, por exemplo, analisando história, outras religiões, já viajei muito, já li muita coisa, o cristianismo, dentro da minha limitação de conhecimento, é o que responde

perguntas ao ser humano. Perguntas que o ser humano tem. Por exemplo, para onde eu vou depois que eu morrer? O que eu faço com essa culpa que eu tenho pelo passado? A questão lá do personagem Raskolnikov do Dostoyevsky. Errei. O que eu faço? Para mim, Thiago, o cristianismo faz sentido e eu sigo primeiro pelo perdão de pecados. Eu tenho consciência de que

Se tivesse sido registrado tudo o que eu fiz, não criminal, porque graças a Deus nunca cometia um crime, mas de o que é pecado segundo a Bíblia, eu estaria condenado. Todo mundo. Todo mundo, ok. Aí a Bíblia vem do seguinte, mas nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo Jesus. E aí o apóstolo Paulo vai trabalhar o conceito da graça como nenhum outro. Ou seja, você não merece mesmo, você fez mesmo, mas isso foi pago, foi punido em alguém na cruz, que é Jesus, e agora eu te dou direito ao perdão.

por exemplo, é uma coisa que o ser humano remói. Medo do futuro. Dor pela perda de um ente querido. Então, vou te falar de consolo. Eu perdi minha mãe e lá no enterro eu olhei e falei assim, mãe, mas pelo menos a gente se encontra na eternidade, que é um consolo que a Bíblia nos dá. Então, sendo verdade ou não, se eu não me engano, é Pascal que fala, Blaise Pascal diz que acreditar no Evangelho é matemático.

Porque se Deus não existir, você não perdeu nada. Você foi um ser humano melhor. Se eu não me engano, foi Pascal. Se ele existir... Posta pascaliana. Isso aí. Nós somos filósofos quase iguais, mas pela idade ele leu os três livros amados que eu. É, só isso. Dois e meio. Os dois livros amados que eu. Eu já li. Três de Bida Mônica. Três desmilinguidos. Dois desmilinguidos.

Agora, o álbum da Copa de figurinha ali todo. Já tem o álbum da nova Copa? Não, da última Copa. Deixa eu dizer uma coisa. Essa aposta pascaliana é bem importante. Mas não é inteligente isso que ele falou? É. Assim, a questão é o fragmento em que ele discute isso no livro dele chamado Pensamentos. Isso, Pensamentos. Esse fragmento é um fragmento em que ele cria uma conversa hipotética com o libertino, que na época era um ateu, como se referia a um ateu.

está tentando provar que, matematicamente, é melhor negócio você acreditar em Deus. Pascal era um filho de coletor de impostos do Richelieu, o pai dele. Era rico de família. Não era nobre, mas era rico. E, antes de morrer, ainda conseguiu inventar aquilo que a gente chama de transporte público urbano. As carroças que andavam por Paris e pegavam as pessoas, porque ter cavalo era coisa de milionário.

viciado em jogo. Então, ele entendia de matemática, probabilidade, essas coisas. Mas, então, nessa conversa, a questão é a seguinte. Então, ele diz assim para o libertino, olha, se você apostar que Deus existe nos seus poucos anos de vida que a gente tem e ele não existir, você não realiza a perda. Porque morreu, acabou. Você não vai saber que você fez o investimento errado, certo? Não vai saber. Agora, se você apostar que Deus existe e você

você morre como todo mundo de Deus existir, você investiu um pouquinho de anos, digamos assim, de vida, e você ganhou a eternidade ótima. Essa foi a aposta correta. Portanto, matematicamente, é melhor apostar que Deus existe. Agora, se você apostar que Deus não existe, viver como libertino, e ele existir, aí a coisa vai ficar ruim. Porque agora você vai ter a eternidade inteira para pagar, digamos assim, o fato de você não ter acreditado em Deus.

Aí o libertino fala para ele, eu concordo, entendo o que você falou, mas ainda assim não consigo acreditar em Deus. E aí o Pascal responde, é, a fé é uma graça. Ou seja, você não deduz a fé da lógica matemática, apesar de que matematicamente faz sentido investir na ideia de que Deus existe, porque a vida é curta, se morreu, acabou, você não realiza a perda, mas se ele existir e a eternidade existir,

Você está bem na fita. Mas no final do dia, para o Pascal, que era um jansenista, uma corrente católica perto do calvinismo. É isso que eu ia falar. Na doutrina calvinista, a fé é uma graça. Você só tem se Deus quiser que você tenha. Para o jansenismo é a mesma coisa. Deus escolhe dar a fé para quem ele quer. E pode tirar também quando ele quiser. Não tem a ver exatamente com a lógica. Apesar de que a lógica de probabilidades diria que você deve acreditar em Deus, mas você não consegue.

Eu já falei demais, vou deixar ele falar a partir de agora, mas já perguntei tudo o que eu tinha que perguntar. Tenho umas duas, três perguntas aqui para deixar ele falar. Calma, Wesley. Ele quer brilhar. É que a audiência deve estar lá em cima. Quando ele quer fazer pergunta, é que a audiência está muito alta. Deixa eu só dar um recado aqui rapidinho, Wesley. Por favor. 27 de março. 27 de março agora. Você vai ter uma oportunidade única de estar com o Luiz Felipe Pondé, um dos grandes filósofos aqui da atualidade. Eu falando de espiritualidade, doutor Augusto Cury falando de psicologia,

Psiquiatria é o psiquiatra mais lido do mundo hoje. Na segunda edição do nosso programa O Encontro. O Encontro, você vai acompanhar imagens no final desse Brunecast, é aqui no nosso auditório, com muita excelência, onde cada um dá uma rápida palestra para abrir sua mente, cada um no seu tema, e depois a gente vai para perguntas e respostas. Você tem muitos dilemas, muitas dúvidas, muitos questionamentos que talvez um viés só ou um olhar só não responda.

até a psiquiatria, a filosofia, a espiritualidade, direcionando, tentando saciar essa sede que o ser humano tem, de encontrar propósito, sentido, resposta, ou pelo menos entender o porquê das coisas. A última edição foi muito especial. As pessoas saíram extremamente impactadas. Muita gente quis entrar e já não tinha mais vaga. Então, eu te dou um conselho. Se você está assistindo agora o BruneCast com o Luiz Felipe Pondé, que é um dos palestrantes, dos participantes, vale a pena você se inscrever agora.

aqui no link que está na bio, nesse grande projeto que é O Encontro. 27 de março, não é isso, Wesley? Isso. Então vá lá, pode fazer sua pergunta. Eu sei que a gente já entrou nele, mas eu queria falar sobre Sócrates. Muitos dizem que ele não escreveu nada. Eu aprendi isso recentemente com um sábio professor, inclusive, que ele não escreveu nada. A única relata que a gente tem dele é que Platão falava sobre ele e alguns outros filósofos. Como que é possível acreditar numa pessoa

sendo que há poucos relatos sobre ela e cada pessoa fala dele de um jeito diferente. Olha, isso inclusive já foi feito como uma espécie de analogia com o próprio Cristo. Era aí que eu queria chegar. De que ele não escreveu nada e tal. Mas é possível acreditar nele porque, apesar de que você tem relatos distintos sobre Sócrates, você tem contextos muito claros. Por exemplo, ele viveu na democracia ateniense, ele criticou a democracia ateniense,

Condenado à morte pelos juízes da Assembleia da Democracia. Ele viveu na época da guerra do Peloponeso com Esparta, que a Atenas perdeu. Então, você tem... É mais ou menos um argumento que já foi usado com relação àqueles que acham que Jesus não existiu. Achar que Sócrates não existiu, com tudo que a gente tem sobre ele, dá mais trabalho imaginar que alguém inventou isso do que isso foi verdade. Entende o que eu falei?

A ideia de que tivesse criado, inventado o Sócrates, para quê, afinal de contas? Para que inventar o Sócrates, se ele não existiu? Mas todos os nomes que conversam com Sócrates no diálogo do Platão são todas figuras que existiam na época, conhecidas, assim como o próprio Sócrates. Entendeu? Então, é isso aí. É a história. Agora, sobre Jesus Cristo, ainda é contestável a existência dele, mas, mesmo assim, muita gente falou dele,

a gente teve relatos, por que existe essa negação? Olha, o que alguns acontecem é a existência histórica da figura de Jesus, ou a ideia de que ele existiu, mas ele foi absolutamente não importante para o que inventaram sobre ele depois. E dá mais ou menos na mesma. Essa posição, como eu dizia há pouco, são chamados os miticistas, que defendem que é um mito. Essa posição hoje, ela é, do ponto de vista escolar, acadêmico,

muito frágil. Hoje, essa posição é mais ou menos ligada a ateus, que eu acho, um ateu que perde tempo querendo provar que Jesus não existiu, eu acho que ele tem mais problema do que quem acredita. Entende o que eu quero dizer? Porque se você é ateu, desencana. Por que você tem que ficar provando que ele não existiu? Então, não é hoje, nos estudos de Jesus, como se fala, diz os studies, é assim, a posição dos medicistas, que foram,

alguns importantes no século XIX, ao longo do século XX. Hoje ela é muito frágil. E, como eu falava há pouco aqui com o Tiago, a ideia desses autores é de que Jesus é uma redição de Osíris e Dionísio. Porque mulheres que não tiveram sexo geraram filhos. Só que esses filhos todos eram deuses, pagãos. Então, eles afirmam que a história de Jesus é parecida.

O que é importante aprender com isso, do ponto de vista histórico? Existem vários outros indícios que Jesus existiu. É quase uma perda de tempo ficar discutindo com isso. Além dos evangelhos, os três sinóticos principalmente. O João é mais teólogo do que... A gente tem Flávio José. Não, tem o Flávio José e tem referências de romanos, inclusive falando mal, que é meio normal para a época.

por exemplo, se você quiser ficar insistindo na ideia de que o caso de Maria é o único nas narrativas religiosas de mulher que não teria feito sexo e engravidou, aí vai aparecer gente que vai falar, e a mãe de Dionísio, e a mãe de Osírio. Entendeu? Então, eu normalmente, assim como o Pascal, eu entendo que fé é uma questão de graça. Muito bom isso. Não vale a pena você ficar perdendo tempo tentando debater.

Tendo dito isto, além de eu acreditar plenamente que a fé é uma questão de graça, porque eu acredito, por exemplo, plenamente na morte e ressurreição de Cristo e não tem nenhuma prova sobre isso. Eu não consigo te dar nenhuma base teórica, comprobatória sobre isso. Porém, ao ler a Bíblia, já tive o privilégio de lê-la algumas vezes de Gênesis e Apocalipse, tudo fez tanto sentido para mim.

aparece num livro tal e corrobora no outro livro. E quando Jesus aparece, ele é fruto de profecias que estão 500 anos antes em Isaías. E tudo faz tanto sentido. A contradição é tão pequena e superficial que se a fé não fosse pela graça, pela inteligência, ainda assim eu acreditaria na Bíblia. Talvez eu contestaria por falta de fé uma ressurreição, uma coisa assim, mas que faz sentido, faz muito sentido.

inclusive a narrativa histórica toda. Tem um estudo que diz que o livro de Atos, que é o maior livro em palavras do Novo Testamento, é o livro que tem mais evidências históricas no mundo. Lucas, que o escreveu, dá tantas informações sobre cidades, governadores da época, quilometragem, tudo bate. Então, eu sou um cara que, até pela inteligência, eu sou crente no sentido de acreditar

É possível. E também tem a questão prática do negócio, por exemplo. Quando Jesus fala assim, perdoa teu inimigo, dá outra face se ele te bater. Eu vou ser um bobo se eu fizer isso. Mas aí, analisando, eu estudo muito sobre pessoas para escrever os livros que eu escrevo. Todo mundo que entrou, você me deu na cara e eu também te dei, é 10 anos de briga na justiça, de bloquear no WhatsApp, de ficar mandando direto no Facebook. Aí eu falo assim, é muito mais fácil você dar outra cara e resolver no mesmo dia. Você pode passar como mais fraco, mas resolve.

E aí quando eu comecei a testar as teorias de Jesus na prática, tipo perdoar o inimigo, orar por quem persegue, alimentar o pobre, ainda que essa pessoa tenha te feito mal, porque eu falei assim, você tem que dar de comer até para quem te fez mal. Essas coisas começaram a fazer um sentido emocional para mim. Eu me senti um ser humano útil para a coletividade, me sinto um pai melhor, um esposo melhor,

por praticar isso. Então, não é só a história fazer sentido de Gênesis e Apocalipse, mas apesar de ter coisas como em Apocalipse, que mesmo estudando teologia eu não entendo claramente, é lógico. São livros de época. Apocalipse é um livro do Apocalipse judaico. Exatamente. Parece um delírio. Tem coisas que você não consegue... Muita gente tenta explicar, mas estou dizendo que uma das limitações que eu tenho, por exemplo, bíblica, mesmo tendo estudado teologia, é que Apocalipse eu não consigo entender.

entender por completo. Entendo muita coisa ali, mas não por completo. Então, faz muito sentido pra mim a Bíblia e a prática dos ensinamentos de Jesus fazem total sentido pra mim. Ou seja, quando eu pratico, eu me sinto melhor. A única coisa que eu não consigo provar, que é uma questão de fé, é, por exemplo, a ressurreição de Cristo. Que eu vou morrer e quando eu abrir os olhos eu vou estar na eternidade. Como ele falou pro ladrão da cruz.

O bom ladrão, né? Dimas. Segundo a tradição de imas, né? Tem alguns escritos sobre... Não tá na Bíblia, mas tá em alguns escritos

do primeiro século, já mencionam demais. Ele falou o seguinte, olha, hoje mesmo você vai estar comigo no paraíso. Então, tipo assim, fechou os olhos na Terra, abriu na eternidade. Isso para mim é uma esperança terrível, uma esperança maravilhosa e terrível seria eu conviver com a ideia de que vai ser só isso e acabou. É claro que tem pessoas, os ateus, por exemplo, que não tem problema nenhum com isso. Estou dizendo a minha emoção. Não quer dizer que não tem nenhum problema com isso. Não necessariamente.

O Woody Allen uma vez deu uma entrevista para a Folha, há alguns anos atrás, talvez mais de 15 anos, que ele dizia que ele foi deprimido a vida inteira porque ele não acreditava em Deus. Mas o que eu quis dizer é que não necessariamente não tem problema com isso. Pode ser que a lida é diferente. A forma de sofrer com isso seja diferente. É diferente. Mas o que eu ia dizer para você, Tiago, é que essa relação entre fé e inteligência,

Na história do catolicismo especificamente, isso sempre foi uma coisa muito importante. Tanto que a igreja católica sempre entendeu, e isso era um dos problemas com os jansenistas, que não deixou de ser católico, mas ficou ali na marca do pênalti, digamos assim, é que acreditar que o único caminho para Deus é a fé, que é chamado de fideísmo,

Que isso não é exatamente uma heresia, mas é prima de uma heresia. Por quê? Porque Deus é racional. É racional acreditar em Deus. É racional no sentido de que é a melhor explicação para a origem das coisas. É racional porque a inteligência busca esse princípio. E porque existe racionalidade no mundo.

e a própria capacidade humana de ter descoberto o método científico, desse ponto de vista, é a prova de que há uma inteligência por detrás disso. Isso é mais ou menos o que Descartes fala no método. Sim. Ele fala isso. Se a gente foi capaz de descobrir, é porque alguém foi capaz de revelar. Isso mesmo. E colocar em nós a capacidade de fazer isso e tal. Então, na tradição católica, especificamente, é visto como um erro,

de approach, digamos assim, achar que o único caminho é só pela fé. Não, é fé e inteligência, como que duas asas. E às vezes se relaciona isso de uma forma ligeira, a inteligência Tomás, a fé Agostinho. Eu acredito muito no caminho da fé, mas Romanos capítulo 1, o apóstolo Paulo dá uma dica importante, quando ele vai jogar alguns seres humanos à sua própria sorte, ele fala o seguinte, está aí a natureza, está aí o sistema solar,

Vocês não quiseram acreditar. Vendo isso, vocês não acreditarem em Deus? Quiseram rejeitá-lo? Então, sejam abandonados à própria sorte. Cada um se entrega aos seus próprios desejos. Ele condena todo mundo. Se dane. Entrega todo mundo. É porque a tradição apocalíptica, de onde veio o cristianismo, tem mal, tem inferno. Tem gente que se ferra. Fazer contraste. Você deve ter conhecimento. É claro que uma das maiores disputas ou brigas no mundo evangélico,

não católico, é a questão justamente do calvinismo com o arminianismo. O arminiano acredita, que é Jacobus Arminius, holandês, acredita em livre-arbítrio. E João Calvino, aliás, estou indo para Genebra essa semana, vou dar uma estudada lá sobre isso. Calvino acreditava que não existe livre-arbítrio, você foi escolhido por Deus, uns para o céu e outros para o inferno e acabou. Quem foi escolhido para o inferno não importa o que faça e tal.

E isso é uma discussão teológica. É claro que não deve ser levado a conceitos populares. Por exemplo, não tem um porquê os evangélicos ficarem discutindo um assunto como esse, porque não vai interferir no resultado final, que é a salvação para quem é evangélico. Mas existe essa briga. É uma briga pesada. Pesadíssima. Eu participei de um podcast essa semana de um líder calvinista. Um cara super amoroso. Me recebeu super bem.

Rapaz, os comentários. Eu fui chamado de vagabundo até herégeo, de tudo se imaginar. E a gente conversou de coisa normal. Eu tomei muito cuidado com as minhas palavras, mas a briga é feia nesse nível. O cara abre mão do amor de Cristo. Tudo que Cristo pregou, não quero nem saber. O que importa é que você não é o que eu penso. Então, te condeno e acabou. É a maior prova de que a natureza humana sempre faz o seu estrago. É, impressionante. Ela sempre aparece em momentos como esse. Mas essa polêmica,

também que você citou, ela também aconteceu entre Lutero e Erasmo. Sim, sim, sim. O mesmo tipo de polêmica. O servo-arbítrio, ou seja, não há livre-arbítrio, e a defesa do livre-arbítrio. Essa é uma discussão que, fora da teologia e hoje em dia, ela está presente nos debates sobre os limites da liberdade, até onde vai elementos que são determinantes. Alguém pode considerar a psicanálise em alguma medida determinista,

que existe toda uma estrutura psíquica. Alguns podem entender que as estruturas sociais são, em alguma medida, deterministas. Então, filosoficamente falando, não dá para simplesmente afirmar nem há nem menos há, entende? Nessa discussão. Claro que teologicamente é outro papo, mas é muito interessante, Tiago, porque a própria noção de autonomia moral, que é eminentemente moderna,

vem, inclusive, com o cristianismo e com o protestantismo, aparecer esse debate. Mas Kant é o grande filósofo que sustenta isso e sistematiza isso. É uma ideia, a ideia de que todos somos capazes e portadores de uma razão que pode nortear nosso comportamento e tal. No fundo, não tem tanto fundamento. Se você observar a empiria, não é fácil. Tem um verso de Paulo que fala, não fica discutindo coisas vãs que não vão dar em coisa nenhuma.

em fábulas e teorias que não terminam em nada. Eu acho que tem coisas que são importantes a gente discutir. E existem coisas que a gente pode ficar três horas discutindo que, no final, você vai ter a tua razão, vou ter a minha e não vai dar em nada. Esses dias eu escutei uma pessoa que entende de filosofia falando o seguinte, se você não lê alemão, você não está preparado para estudar a verdadeira filosofia. E você começou falando que a filosofia você lê em grego. A origem é grega. Exatamente.

vai ficar discutindo coisas que no final vai dar em que isso. Ou seja, eu vou ler ou deixar de ler filosofia, porque você me provou que eu tenho que ler em alemão e não em português. A gente tem coisas que não deixam de ser verdade, ou pelo menos o teu senso, o teu lado da história, mas que não vai mudar o futuro das coisas, sabe? Agora, uma coisa que eu quero agora conversar um pouquinho sobre a primitividade do ser humano, instintos, emoções, etc.

nosso encontro. Na minha palestra, você que está em casa, eu vou falar o seguinte, eu vou fazer uma análise rápida teológica sobre o ser humano. O ser humano é criado em Gênesis 1. Em Gênesis 6, Deus destrói o ser humano. Ele durou seis capítulos. Eu vou falar sobre isso. O diabo, a figura cristã, até judaica também, do inimigo. Nasce judaica. Nasce judaica, que é a figura do inimigo. Não precisa nem se meter.

Só inveja, ciúme, disputa, sentenças desproporcionais do tipo, vamos matar esse cara porque ele está sonhando muito, José no Egito. Ou Caim matar Abel porque a oferta de Abel foi aceita dele, não. Ou seja, os seres humanos, com as suas emoções de instinto primitivo, se autodestruíram em seis capítulos. Não precisa de força do mal. Como é que a gente pode fazer? Bom, teologicamente, o mundo já é no maligno, então a gente não pode ter tanta esperança no mundo, teologicamente. Mas as pessoas têm esperança,

Segundo, o que a gente pode fazer para melhorar um pouco o pensamento das pessoas? Porque toda reação é fruto da alimentação de um pensamento. Por exemplo, se você me dá um tapa na cara agora, não tem chance de eu te dar um outro na cara, porque eu nunca pensei em dar tapa na cara de ninguém. Não é um pensamento que eu alimento. Não estou dizendo que eu nunca fui tentado a pensar. Estou dizendo que eu nunca alimentei esse pensamento.

Então, se você vai me dar um tapa na cara, eu vou ficar sem reação. Eu posso até ter vontade de te bater, só não vou ter aquela reação automática de bater de volta,

Como é que a gente pode ensinar as pessoas, à luz da filosofia agora, a serem um pouco melhores em relação a essas emoções primitivas? Raiva, medo, inveja, ciúme, sentença desproporcional, que é, ah, você é de direita? Ah, você é de esquerda? Então tomara que morra. Como eu vi esses dias, o post de uma moça que faleceu, e aí bota, poxa, fulana de tal, aos 37 anos, infelizmente, partiu, aí deu o nome da doença que eu não lembro qual é, e tudo.

Amava o país, amava o seu partido, aí deu o nome do partido dela lá. Rapaz, 30 mil comentários. Tinha dois dando meus pêsames, o resto era que vá sentar no colo do diabo por causa do nome do partido dela. Então a pessoa... Então vamos lá. Porque a mulher é de um outro partido que nem era o meu. Aliás, eu não tenho partido, deixando claro. Mas que nem era um partido que eu tenho simpatia. Eu vou celebrar a morte da mulher?

totalmente desproporcional esse sentimento. A mulher nunca me fez mal. A mulher nunca mexeu com a minha família. É desproporcional. E se fosse um pensamento cristão, ainda que ela tivesse feito mal, eu teria que ter perdoado. Agora, à luz da filosofia, não do cristianismo, tem alguma chance do ser humano melhorar em cima dessa perspectiva de instintos primitivos e o que ele sente mesmo sem ser provocado? Olha, a filosofia, toda vez que algum filósofo postulou a ideia do ser humano ficar melhor, lidar melhor,

melhor com o que a gente chama de paixões, por exemplo, como fala o Descartes. Vícios. Vícios. Já no Aristóteles, a preocupação com as virtudes. Tem basicamente dois caminhos. Isso sem pensar numa filosofia cristã que introduz a ideia de Deus no meio e tal. Só a filosofia enquanto tal. Enquanto herança grega. Existem basicamente dois caminhos. Um, que era muito comum na Antiguidade Romana e Grega,

a ideia de que a única forma de a gente melhorar é a gente se esforçar para praticar virtudes. É se esforçar para ser corajoso, se esforçar para ser generoso, se esforçar para ser disciplinado, se esforçar para ser justo, sempre sabendo que você nunca consegue... A palavra grega arete, que a gente traduz normalmente por virtude, também pode ser traduzida por excelência. Quer dizer, a ideia de você atingir algum grau de excelência

nessas virtudes que, somadas, melhoram o convívio na polis. Portanto, na antiguidade, melhorar é desenvolver certos comportamentos que melhoram o convívio na polis. Nunca é pensado em melhorar indivíduo unicamente. O indivíduo está sempre inserido em um ambiente político, não partidário. Político no sentido de polis, de convívio dentro de um grupo, de uma cidade.

Isso é muito comum na filosofia antiga. Praticamente, se você pensar em Platão, Aristóteles, estoicos, epicuristas, céticos, os gregos antigos concordam com as diferenças enormes que tem entre as escolas filosóficas, que sem o esforço para você, por exemplo, controlar apetites, até parece cristianismo, mas não é controlar na direção do ascetismo,

como alguns cristãos chegaram. A ideia de, por exemplo, para um epicuro, o prazer na vida é não sentir dor. É você não ser escravo do desejo, por exemplo. Entende? Esse é um caminho. Ou seja, e é o que se chamaria hoje uma espécie de quase terapia cognitiva. Treinamento, esforço, mudança de crenças. Reprogramação mental. Isso aí. Apesar dessa linguagem não estar presente de forma nenhuma. No cristianismo,

só é possível através do Espírito Santo. Por mais esforço que você faça, você não consegue controlar um impulso ou um vício sem a ajuda do Espírito Santo. Teoria cristã. E tem um outro caminho que é pelo uso, que vai aparecer no século XVIII, principalmente, que é profundamente antirreligioso, anticlerical, como se fala, e é a ideia de que é a racionalidade, a república, a educação, que é o que está presente até hoje,

Eu acabei de ler Leviathan do Hobbes, complexo, por meu nível intelectual, mas li todo. E ele disse o seguinte, é melhor um governo muito ruim do que não ter governo. Porque se deixar o homem sem governo, ele destrói a polis, ele vai se autodestruir, não vai ter coletividade. E parece que o ser humano está sempre precisando ser vigiado. Eu estou escrevendo sobre isso. Se não tivesse câmera de vigilância, não tivesse Deus para ser um juiz para te julgar,

não tivesse polícia para te prender, quem você realmente seria? É, é só isso que fala, se Deus não existir, tudo é permitido. Exatamente, né? Eu acho que não se escreve nada de novo, né? Você escreve a mesma coisa de uma forma diferente. É, que o ser humano é o mesmo problema o tempo todo. E já foi muito lido por grandes filósofes, né? Deixa eu fazer uma pergunta também. Qual é a sua real impressão do estoicismo? Você gosta, não gosta? Eu gosto do estoicismo.

Porque ele é altamente aplicável, principalmente nos dias de hoje. É que hoje se faz muito uso do estoicismo como quase fosse uma espécie de autoajuda, motivacional. Aprenda a viver como um imperador, como vivia Marco Aurélio. O estoicismo é uma filosofia encantadora. Em filosofia a gente chama de constante estoica. Por que é uma constante estoica?

certos pressupostos que atravessam o tempo. Se usa muito comumente dois movimentos na filosofia que você usa a expressão constante. Constante estoica, constante romântica. Sendo que a romântica é de 18 para cá. Do final do 18 para cá. E o estoicismo é uma filosofia que carrega os tons na capacidade racional prática de eu saber fazer o discernimento entre o que eu controlo e o que eu não controlo.

Eu acho fantástico. Só que para um estoico grego ou romano, os famosos mais são os romanos, apesar que nasceu em Atenas, o estoicismo, tanto o nome... E é mencionado na Bíblia, você sabe, em Atos, eles mencionam... Alguns estoicos me questionaram sobre tal coisa. É porque era a filosofia predominante no Império Romano. Era o estoicismo. Quando Agostinho fala que o filósofo precisa chorar, ele está pensando no estoico, porque era visto como...

cara de nariz em pé, porque tinha autocontrole. O objetivo do estoicismo é atingir o que ele chamava de apatéia estoica. Apatéia estoica não é apatia, não tem nada que ver com apatia. Apatéia estoica é você conseguir manter uma distância daquilo que tira o seu juízo, certo? Patós. Patós. Você ser, de certa forma, em alguma medida, indiferente, ninguém consegue ser plenamente,

Mas levar sua alma, uma outra expressão muito comum, a ataraxia, que é um estado em que a alma fica calma. Porque a alma tem sempre uma tendência a viver em tempestade. Então uma das formas de você fazer isso é você, por exemplo, não ficar tentando controlar o futuro o tempo inteiro. Ou se preocupando com ele. Se preocupando com ele o tempo todo. Tampouco você ficar sofrendo com o que passou.

Todo dia de manhã cedo eu preciso entender que ao longo do dia eu vou encontrar muitas pessoas que eu vou considerar meio idiotas, por exemplo. Então, o problema que eu acho, Tiago, primeiro, o estoicismo não foi pensado como uma escola para ensinar você a ter sucesso material na vida. Pelo contrário, o estoicismo está muito perto da ideia do que se chama de desapego.

Se desapegar de coisas materiais. É assim que eu leio. Se desapegar da vida enquanto tal. As preocupações que são incontroláveis, que você não tem nenhum tipo de domínio. É isso aí. O que eu acho interessante no cristianismo, fazendo um paralelo rápido, é que, por exemplo, você está me dando reflexões filosóficas que o cristianismo também faz. Por exemplo, teu passado está no mar do esquecimento. Ou seja, não fique culpado pelo passado, está perdoado.

Deus, o apóstolo Paulo fala em Filipenses, não andeis ansiosos por coisa alguma. Deus está cuidando de tudo. Ou seja, de alguma forma o cristianismo sempre está trazendo essas respostas filosóficas, só que espiritualmente, no contexto espiritual. Por que eu não me preocupo com o dia de amanhã? Porque eu não tenho controle? Não, porque Deus está no controle. Olhai os lírios dos campos. Mateus 6, né? Os lírios do campo não sabem tecer, mas nem Salomão, com toda a sua glória, conseguiu se vestir como um deles. Você acha que Deus não vai te vestir?

Então essa questão de não se preocupa, Deus está no controle, é totalmente ligado à fé. Não tem muita inteligência nisso. Eu vou ter que acreditar numa coisa que não tem contrato? Cadê o contrato que Deus vai cuidar de mim? Não tem, eu tenho que acreditar. É que o suicismo vai pelo, como eu dizia, uma espécie de trabalho racional, de autocontenção, de entendimento. Por isso que o Agostinho achava que isso era arrogância. Vamos falar rapidamente de Agostinho,

Porque eu ia tocar num assunto de se o ser humano consegue sentir algumas coisas se ele soubesse que Deus não existe. Por exemplo, o cara nasceu no meio da floresta. Então, não tem nenhuma noção de Deus. Não chegou nenhum tipo de crença. Nem católica, nem cristã, nem judaica, nada. Islâmica, nada. O ser humano, por si só, ele fez algo errado. Que ele não sabe se é errado ou não, porque não tem lei, não tem Deus, não tem religião. Ele vai sentir culpa? Então, essa... Entendi.

Não tem regra, não tem juiz. Eu vou sentir culpa? Então, essa situação não se conhece. Já se cogitou isso em filmes, né? Figuras que teriam vivido assim. Porque todos os povos conhecidos até hoje, sejam povos que produziram civilizações geograficamente gigantescas ou civilizações mais territorialmente, geograficamente menores, sempre você tem certos códigos de conduta.

mesmo que a gente não use a expressão culpa, mas existem injuções morais, interdições. Então é difícil imaginar um ser humano que não tenha vivido dentro de certas interdições morais de alguma ordem. Agora, pensando abstratamente, a ideia de que se um ser humano vivesse assim, ele poderia ser como os animais, do ponto de vista darwinista,

Nós éramos assim. E quando a gente passou a ser aquilo que alguns chamam de animal moral, ou seja, a gente começou a criar regra, a gente começou a sofrer quando não obedece às regras, a gente começou a sentir culpa moral, porque não é o cristianismo que inventou a culpa. A culpa é um traço da natureza humana em muitos casos. Então, nesse momento, a moral parece ter sido fundamental para a adaptação.

tanto que é uma espécie moral. É uma espécie que sente culpa, que pensa o que é certo e errado, que identifica comportamentos violentos ou não, que identifica quando vê atos de generosidade ou não. Então, a capacidade moral, segundo a teoria evolucionista, ela em algum momento surgiu em nós como fruto da própria byproduct do desenvolvimento cerebral, da nossa história fisiológica. E isso, em algum momento, por exemplo,

preocupação com a prole. Se a gente não tivesse começado a tomar conta da prole, achar fofinha, ter vínculo, a gente não tinha sobrevivido, porque se morria o tempo todo. Só o número de mulheres que morria dando a luz, o número de bebês que morriam, que não resistiam. Então, o animal moral, como se fala em darwinismo, em teoria evolucionista, ele parece uma teoria razoável. Então, agora, se você pergunta, se um homem, um ser humano,

desenvolveria culpa, responsabilidade. Parece que é isso que aconteceu na seleção natural. Não era assim e ao longo do processo a gente foi desenvolvendo elementos dessa ordem, inclusive do ponto de vista dos afetos, que a moral também é afetiva. A vergonha é um elemento moral fundamental. A moral é cultural? Códigos. Está correto observar que existem códigos morais que são localizados,

aqui e ali. Por exemplo, canibalismo ritualístico. Agora, o que não é cultural no sentido de ser local, é isso que eu quero dizer, cultural no sentido de uma cultura é A, a outra cultura é B, é como eu dizia antes, aparentemente o Homo sapiens sapiens, em algum momento do seu processo evolucionário, adentrou o território da experiência moral. E isso, assim, o assado parece ter

ter sido uma experiência que se espalhou pela humanidade, porque quem a teve, reproduziu melhor. Que é a tese da Vinícius. E depois que a conheceu, não consegue abandoná-la. Ninguém que conheceu a moralidade consegue fingir que não existe mais. É, a gente vive dentro de vários códigos, várias injunções. O que pode e o que não pode. O apóstolo Paulo fala, se não me engano em Romanos, nós sabemos que estamos em pecado por causa da lei. Ou seja, a lei judaica deixou claro que o que eu

Faço é certo ou errado. Ou seja, tinha que ter algum código para eu saber, eu quebro ou eu obedeço. Mas eu toquei nesse assunto por causa de Agostinho. Porque ao ler as confissões de Santo Agostinho, você vê o desespero dele quando ele começa a perceber o Estado. Vou usar a palavra pecaminoso, não sei se você usaria uma palavra melhor filosoficamente. É, ele usaria. Ele usaria, né? Quando ele começa a perceber suas limitações, suas tentações,

Como é que ele vai lidar com certas coisas? Como é que ele vai lidar com o que já fez? Você que leu Agostinho o suficiente, como é que você me explica essa questão do ser humano resolver? Culpas, arrependimentos, frustrações, sensação de incapacidade de ser melhor, baseado na filosofia de Agostinho? Antes de tudo, se a gente pensar em confissões,

teológicas mais interessantes de confissões é entendê-lo, o livro, como um livro que Agostinho está tentando identificar onde na vida dele a graça se manifestou. O ato de confissão, confessar em Roma, era aquilo que alguém que quebrou a lei, criminoso, não necessariamente que matou alguém, mas alguém que cometeu um crime, ou seja, agiu contra a lei, fazê-lo em público e reconhecer que não merece

Então, quando o Agostinho chama o livro dele de Confissões, quando aquilo é Confissões, sendo ele um romano que aprendeu a falar latino berço, era língua, ele era um cidadão romano e tudo, ele e a família dele inteira, quer dizer, significa que ele está colocando aquele livro no ângulo de alguém que está dizendo, eu sei, eu vou radicalizar a expressão para passar a ideia, eu sei que eu não presto,

Eu sei que eu fiz tudo errado. Entende? Que é o sentido forte da ideia de confissão. Eu reconheço. Eu reconheço. Exato. Eu assumo. Publicamente. Porque a confissão era pública. Sempre. Publicamente. E o desespero do Agostinho, que ele descobre... Confissões é um livro que inventou a noção de espaço interior. Agostinho inventou isso no livro de confissões. Ele criou isso.

que depois vai fazer carreira no monarquismo e depois vai virar psicologia. A noção de que existe um espaço interior e não só o mundo do lado de fora. Existe um tempo interior, um espaço interior, e é por isso justamente que Agostinho diz que ele procurou Deus nos montes, no oceano, quando na realidade ele estava dentro dele. Procurou fora e estava dentro. Mais íntimo de mim do que eu sou de mim mesmo.

Portanto, se Deus é mais íntimo de mim do que eu sou de mim mesmo, é porque existe um íntimo. E esse íntimo sou eu por dentro. Portanto, existe um espaço interior. Entendeu? Existe uma... A Siri falando. Siri. Existe um espaço dentro de mim. Então, eu diria para você assim, primeiro para o Agostinho, como ele vai ser reconhecido pela igreja, por Lutero, que não está na igreja, que rompeu com a igreja, ele é o doutor da graça. O filósofo que foi mais longe na reflexão sobre a igreja.

graça. Acho que é um dos poucos filósofos cristãos que comunica com os dois lados, o católico e o protestante. Total. Lutero é agostiniano e a igreja católica considera Agostinho o doutor da graça da igreja católica. Então, assim, do ponto de vista do Agostinho, eu acho que existe o caminho da graça, é claro, que é aqueles que recebem a graça, e existe o caminho da inspeção interior, como se fala em filosofia. Isso é interessante. Mas você só pode

fazer inspeção interior, se existe interior. Daí o Agostinho vai lançar hipóteses como memória interior. Eu lembro do que... Eu sei que existem coisas nas dobras da minha memória que eu não sei, mas eu sei que deve estar lá. Certo? Então é por isso que ele é o grande patrono da psicologia profunda. Isso que você falou me lembra um salmo davídico, que ele diz o seguinte, Senhor,

Perdoa-me das iniquidades que me são ocultas. Ou seja, daquelas que eu não consigo lembrar. Estão na dobra da memória. Não lembro. E Davi fala isso em Salmos. É impressionante. O Agostinho chegou até nós. Muito sermão dele que fala do Salmos. É, né? Quero te fazer algumas perguntas pessoais. Quando eu digo pessoais, é que eu quero dizer que eu faria se eu estivesse sozinho com você. Como você lê?

um livro só por vez, dois ao mesmo tempo, três... Vários. Vários. Você pega e vai lendo um pouquinho de cada um. Eu leio... Ritmo de leitura. É assim. Pela manhã, pela tarde, pela noite, qualquer momento. É, então, eu leio vários livros ao mesmo tempo. Vários ao mesmo tempo. E assim, tem livros que eu começo a ler e não gosto, jogo fora. Quer dizer, jogo fora, jogo de lado. Tem livros que eu li até uma parte, tempos depois eu lembro... Sabe aquele livro? Aí eu volto com o livro e acabo nele.

que eu começo e vou até o fim. Qual foi a sua... Ah, ritmo. Ritmo. Então. Ritmo e horário. Você lê quanto tempo e... Eu leio qualquer hora que eu tiver tempo. Qualquer hora que eu tiver tempo. É assim, essa coisa de ritmo, de leitura, é uma coisa assim que o meu pai, que falava muito de leitura comigo, gostava muito de ler, falava isso de você porque eu estava no segundo ano da faculdade de medicina quando eu casei. Então ele falou para mim, olha, você vai ter que

o tempo todo. Toda brecha de tempo que você tiver, você vai ter que estudar, se referindo à faculdade. Então, isso se tornou uma segunda natureza, como diria Aristóteles. Então, eu leio qualquer hora que eu tiver. Se eu achar que eu vou ficar esperando alguma coisa, estarei sozinho. Aí eu levo o livro. Se eu achar que eu vou estar esperando. Eu vou para um lugar e eu sei que tem uma chance enorme de eu chegar meia hora,

Entendi. E eu não tô com ninguém. Eu vou estar com o livro na mão. Avião, por exemplo. A não ser quando eu durmo que avião me dá sono. Mas quando eu fico acordado. Pergunta polêmica. Kindle. Você tem preconceito? Você só lê livro físico ou o Kindle te resolve às vezes? Nenhum preconceito. Nenhum. Contra Kindle. Zero. Eu também. Eu tinha. Tu acredita, Wesley? Você que leu os pergaminhos originais do Mar Morto.

Ele não gosta muito do Kindle porque ele teve contato, né? Sim, sentiu o papel ali. Sentiu o papiro. A história ali, ó. Você pegou o papiro do Egito na mão, entendeu? Sentiu o cheiro assim. Mas eu tinha... O Pondé, você acredita que eu tinha um preconceito? Não, livro físico é insubstituível. Continuo achando que é. Mas em uma viagem, minha esposa falou assim, toma isso aqui, que era o Kindle dela, e leva para você ler no avião. Eu estava botando três livros na mochila. Ela falou, leva isso aqui.

Aí quando eu descobri isso, primeiro que eu descobri que dava para dormir lendo sem incomodar minha esposa. Porque antigamente tinha que botar luzinha para ler. Eu descobri isso tudo também. Aí eu durmo lendo o Kindle aqui, vai dando soninho. Então assim, eu leio o Kindle mais à noite para dormir e o resto eu leio livro físico. Outra pergunta. Se você pudesse indicar três livros obrigatórios para quem quer pensar melhor, entender um pouco a vida, ou filosofar, ou seja,

três livros obrigadores. Olha, filosofia tem muita coisa, mas esses três aqui você tem que ler. Você consegue lembrar de três? Olha, o primeiro livro que eu diria é Confissões, do Agostinho. Confissões. Outro Mal-estar na Civilização do Freud. Sem dúvida nenhuma. Quer dizer, esses dois livros que eu já citei, é claro que são opiniões minhas, mas não são opiniões. Isso é um consenso de que os dois são grandes livros. Inclusive,

Mal-estar na Civilização, como um dos maiores textos que já foi escrito, digamos, no século XX, que é o caso, 1930. Agora são tantos. Eu diria A Ética Nicômago, do Aristóteles, também. Um grande livro. Principalmente por conta de todas essas discussões de ética e moral que se faz hoje. Agora, literatura, crime e castigo que você falou.

Sonho de Homem Ridículo, do Dostoiévski, é um conto maravilhoso. Esse eu não li ainda, Sonho de Homem. Maravilhoso. É um conto tardio, já no final da vida dele. Eu acho a melhor entrada na obra do Dostoiévski. É um conto que você lê no final de semana. São muitos. Está ótimo. Isso aqui já fica como indicação, né, Werley? Vai, Werley, olha que quer perguntar. Vocês estavam falando mais cedo que não tem nada novo, o que os filósofos falaram era alguma coisa,

Alguém que já falou aquilo. Newton falou isso, que ele viu longe porque estava nos ombros de outras pessoas. Agora, Jesus, teve essa pessoa para Jesus também? Que pode ter sido que ele tenha falado algo que ele pegou de algum filósofo? Ou tudo que Jesus falou era inédito? De filósofo, entendendo filosofia na sua origem como grega, não. Ele não pegou de ninguém, digamos assim. Agora, situando Jesus na sua época, no judaísmo da sua época,

Jesus é um judeu inserido no contexto da sua época, que falou coisas que eram interpretações de textos que já existiam. Por exemplo, Levítico 19 e 18, amar o teu próximo como a ti mesmo. Isso já estava lá. Ele pegou isso e pode ter ampliado isso até amar seus inimigos ou quem te odeia. Fazendo um processo de radicalização, logicamente falando.

Mas, assim, Jesus, ele, historicamente falando, quando você pega autores, seja o Vermes, por exemplo, que também é um autor importante, já usa Vermes nesse campo, ou o próprio Flusser, entre tantos outros, você vê que Jesus, ele está, ele é um judeu apocalíptico da mística visionária da época, que faz afirmações que são originais dentro de uma tradição.

pode dizer que ele também subiu no ombro de alguém. Da tradição que veio antes dele. Entende? Agora, a originalidade, ela não está no fato de que você não subiu no ombro de ninguém. A originalidade está no fato de que você, ao subir, consegue ver coisas que aquele sobre quem você subiu não viu. Entendeu? E tem uma observação nesse caso de Jesus, que se ele é o Logos, a palavra que ele reforçou, seja em Levítico ou qualquer coisa, foi ele mesmo que escreveu.

Ele que inspirou. Se isso está em João, isso está lá no João. Então ele só se repetiu. Quando você parte do pressuposto que está escrito em João, e se ele é o logos, portanto ele é o verbo que tudo criou, que tudo organizou, ele sempre existiu. Então ele é na realidade o princípio racional e lógico que sustenta todo o pensamento. Mas esse é um princípio teológico. É lógico que a gente está falando aqui

licença poética, né? Mas eu tava assistindo um episódio do The Chosen esses dias, aquela série. Eu já vi alguns episódios. E aí tem uma parte que o cara tava tentando explicar pra ele que o poço era de Jacó e que tinha uma benção naquele poço. Jesus escutando, né? E ele falou assim, não, porque Jacó, o nosso pai e tal. E tem uma hora que ele fala alguma coisa e Jesus fala assim, eu sei, eu estava lá. E aí eu comecei a chorar. Apesar de ser uma licença poética, eu acho que não tem esse versículo exato na Bíblia, né? Mas

realmente, na teologia cristã, ele estava lá, ele está em todos os tempos. Claro. Então, isso é outra coisa que é impressionante. Eu estava conversando com um grande teólogo esses dias. Às vezes, assim, eu sou formado em teologia, mas não fico falando para os outros que sou teólogo, porque eu conheço cada teólogo, porque eu falo assim, cara, eu não sou teólogo. Quando você conversa com um cara muito gênio, aí eu estava de férias nos Estados Unidos, fui tomar café com esse teólogo. Aí você começou a tomar café, aí eu falei assim,

para você, qual é o maior entendimento bíblico que tem? O que mais? A ficha mais poderosa. Tem papel e caneta aí? Eu falei, peguei um papel e caneta. Ele estava, pega aqui na padaria. Aquela padaria brasileira em Orlando, né? Gênesis, aí o cara começava a dar de cabeça. Gênesis, tal, tal, tal. Ó, Adão aparece, já depois de ter pecado, com uma pele de animal cobrindo suas partes íntimas. É isso que está escrito aí? O cara falando de cabeça e eu conferindo. É, ele falou, então,

Primeiro sacrifício. Porque um animal teve que morrer para poder cobrir a vergonha do homem. Vergonha de quê? Do que ele mesmo fez. Então aqui já é uma denúncia que ia ter um sacrifício para cobrir a vergonha da humanidade. Aí o cara começou a provar Jesus em vários versículos do Velho Testamento. Aí o cara começou a ficar arrepiado. Eu falei, mas onde você tirou tudo isso? Falei, tem que ler a Bíblia. Aí eu fiquei envergonhado.

Falei, estou lendo pouco. E aí eu assumi até um compromisso de ler muito mais, de estudar muito mais. Eu já leio diariamente, mas de ler, que eu digo, debruçar.

de realmente você meditar. E eu comecei a ver que Jesus aparece na Bíblia toda, se você for levar para esse sentido de comparar quem ele é, o que ele fez, com indicações do Velho Testamento, como essa do animal que foi morto para cobrir a vergonha de Adão e tantas outras teofonias, que se chama na teologia, que são aparições angelicais que eram Jesus, porque, por exemplo, tem anjo que não aceita adoração

prostrar e adorar. Então, esse aqui, a teologia defende que, não, esse é o próprio Jesus descendo e se manifestando. Como também, pós-ressurreição, ele aparece para Paulo na prisão, então parece que já era o costume de Jesus descer e dar algum recado, né? Diga. Não, não, porque isso que você falou, tem aquele livro que o Hatzinger escreveu em três volumes sobre Jesus. O Jesus de Nazaré? É, a introdução do primeiro volume, que é uma introdução

ele discute com a crítica bíblica histórica, sem jogar ela no lixo, porque ela é importante, mas dizendo que o que caracteriza o olhar que ele acha que se deve ter sobre não só Cristo, como todo o vínculo dele com o Velho Testamento, é o que ele chama de exegese canônica. Ou seja, o olhar correto sobre Jesus é o olhar que vê Jesus na totalidade da Bíblia.

Porque, inclusive, se você e os primeiros cristãos fizeram isso, cultos, eu quero dizer, porque se você não vê Jesus na totalidade da Bíblia, ele não é o Messias. Ele tem que estar no Velho Testamento como previsão e como manifestação. Tem que fazer sentido. Porque a ideia de que você teve que sacrificar um animal para cobrir a vergonha do seu pecado, materializado na vergonha do corpo, do sexo, é a ideia de que, sim, repetidas vezes,

mas eram sacrificados para resolver problemas que nós criamos. Aliás, em quase todas as religiões. Sacrifícios animais, às vezes humanos. No paganismo era muito forte a questão do sacrifício humano. Agora, para a gente encerrar, eu queria falar um pouco, não sei se a palavra cabe, mas sobre a idiotice humana. Sobre pessoas que são inflexíveis no que acham,

não saberem nada. São inflexíveis no seu posicionamento, apesar de não ter nenhum tipo de formação. E quando eu digo que não sabem nada, não é porque eu acho, é porque não passaram por nenhum tipo de escola. Nem sequer da vida, quanto mais acadêmica. Por que eu falo isso? Porque é muito comum a gente ver postagens de pessoas brilhantes. Esses dias eu vi um professor de Harvard publicando um estudo que ele fez sobre pessoas que

A universidade testou com 130 alunos sobre uma questão de generosidade. Se você tiver 10 dólares e esses 10 dólares você usar para pagar o café para alguém, você vai ficar mais feliz do que pegar esses 10 dólares e comprar uma camiseta para você. A gente está falando de um professor de Harvard. Ser professor de Harvard não é fácil. Deve ser um processo seletivo difícil. A gente está falando de um cara que fez um estudo de 12, 13 anos com centenas de pessoas. Aí você vai ler os comentários. Cara, que burro. Nada a ver. Ah, sim.

É injustiça, mano. Eu prefiro esses 10 no bolso. Primeiro que o cara não está falando o que ele prefere. Ele está falando o que os dados mostraram, o que a estatística mostrou. Segundo, esse cara tem autoridade acadêmica. Ele tem formação para falar o que está falando. E aí vem um cara. Provavelmente não terminou o primeiro grau ou o segundo grau e bate no professor de raga. Há um tempo atrás eu postei no stories e a gente almoçando.

Não sei se você lembra eu pedi permissão para a gente fazer uma foto. Lembro, lá no Cor.

do restaurante pessoal, ele gosta de divulgar, ele garanta o papagaio, ele deve estar ganhando. Eu sou sócio. É, sócio. E a gente estava almoçando, eu postei essa foto nos stories. Aí o cara postou assim, me admiro você que se diz cristão almoçando com ateu esquerdista. Centrum é a marca número um do mundo e especialista em multibenefícios. Ajuda a recuperar energia e apoia o metabolismo. Estudos clínicos mostram que preserva a memória e cognição, além de contribuir para cabelo,

Pele e Unhas. Centro. Você de bem a melhor. Adorei essa. Ateu esquerdista. Eu achei engraçado, porque partimos do princípio que ele é um cristão, por isso que ele está meio agredindo. Ele acha que eu, como cristão... E a maior missão do cristão é ir pregar o evangelho a toda criatura. Então, se você é um ateu, você é o meu maior alvo. Então, ele já está falando uma besteira. Ou seja, ele não leu a Bíblia. É, não entende nada de Jesus.

Cristo, né? Jesus Cristo veio pra quem? Eu não vim para o são, eu não vim pra quem precisa. Então participo desse princípio. E depois também, já de levar pro lado político da coisa, eu não falo de política, né? Então, essa, eu não sei se a palavra é idiotice, né? Humana de querer se meter na vida alheia, de querer dar opinião do que não tem a mínima ideia, de querer parecer inteligente, batendo de frente com o professor de Harvard, você não tem nem a formação do segundo grau,

E eu não estou falando aqui que você é menos inteligente por causa disso. Eu estou dizendo que às vezes você não tem capacidade argumentativa. Só isso. Você não tem como... Você me ensinou o repertório para discutir. Por que você acha que as pessoas estão nesse nível de agressão se elas não têm... Elas não têm conhecimento. Elas não sabem o que estão fazendo. Essa ignorância. Sempre existiu uma coisa exclusiva da nossa geração.

Eu acho que sempre existiu. O que existe hoje é a maior oportunidade de você manifestar isso. A internet trouxe isso. Por causa da internet.

Então, veja, o Izinga, um historiador holandês, num livro clássico dele chamado Outono da Idade Média, ele conta como, isso no século XV, no que se chama Países Baixos, como as pessoas iam a autos de fé, inquisição, e jogavam ovo podre, xingavam o condenado, entendeu? Então, tem um autor francês que eu gosto muito,

cristão católico chamado Jorge Bernanos, que na França chamou ele de Dostoevsky francês. Tem muitos livros dele em português, publicados pela editora R Realizações, que infelizmente fechou. Ele diz que o ser humano mente sem nenhuma causa. Mente porque gosta. Tem uma vocação natural para isso. Eu acho que muitas vezes, muitos de nós tem um gosto natural simplesmente

Jogar os outros e diminuir os outros. Principalmente se se sentir diminuído. É quase como se... Bom, o Maquiavel já suspeitava disso. O ódio tem vida longa. O amor você tem que alimentar todo dia. Então, assim, esse é o ódio banal. Então, o cara... Primeiro, o cara acha que você não deve conversar comigo porque eu sou ateu, então você devia falar só com quem não é.

Porque eu sou superior. E depois, porque eu sou esquerdista, eu acho muito engraçado, porque tem gente que acha que eu sou direitista, gente que acha que eu sou esquerdista. Eu acho isso muito engraçado. Mas assim, a pessoa simplesmente se manifesta. Primeiro, eu acredito que ele deve ter, talvez ele tenha raiva de mim e tal, mas eu acho que ele tem raiva de você também. Não, com certeza. Eu acho que tem a ver comigo. É, está agredindo você, dizendo como ele se mistura. É, exatamente.

Ele quer me condenar, ele não está te condenando. É, ele conversa com publicanos e prostitutas, olha só. Se ele soubesse o que o Wesley faz e trabalha comigo, imagina. Ah, ele ia bater muito na gente na internet. É que ele não sabe que o Wesley fica atrás das câmeras e ninguém sabe. Mas o ser humano é assim, né? É. Desde sempre. É, desde sempre, sim. Só que agora aparece mais, né? Agora tem chance de aparecer. Em Roma, todos os imperadores e senadores tinham consciência

que Roma era a multidão. Um monte de gente junta. E quando a multidão se junta, aliás, pensando como Hobbes, inclusive, quando acaba a ordem, o homem roubesiano sai às ruas, como se diz. E aí sai quebrando tudo, destruindo tudo. Então, eu acho que quem pegou a ideia errada foram os iluministas, que acharam que simplesmente o ensino da razão iria fazer todo mundo melhor. A começar que a gente não tem clareza

sobre o alcance da razão. Eu gosto de uma expressão de Aristóteles, que eu não lembro se é exatamente assim, mas é, o homem que não é educado, ele não é muito diferente de um animal feroz, alguma coisa assim. Ou é capaz de qualquer loucura que um animal também é capaz. Então, eu não sei em relação a níveis de entendimento, mas se a gente reforçasse a educação, e quando eu digo educação, não necessariamente é formal apenas,

Mas se a gente reforçasse a educação, leitura, o próprio empirismo da pessoa aprender observando. Esse dia eu estava conversando com um jogador de futebol, acho que eu comentei contigo, eu estou escrevendo um livro agora para a Copa do Mundo, que é usando analogias do futebol para aplicar na vida e nos negócios. E eu estava atendendo esse jogador de futebol, e ele falou para mim assim, cara, estou muito revoltado, estou no banco, eu sou bom, o cara só me bota para jogar no final do segundo tempo, olha o meu nome no mundo, olha não sei o que. Dá para mudar essa questão do técnico, que é quem escolhe,

de você estar no banco ou não. Ele falou, não, não dá. Então eu falei, então por que em vez de você ficar reclamando e com raiva, você fica sentado observando qual é o ponto fraco do goleiro, quem no time adversário está mais cansado. Para essa oportunidade que ele te dá dos 10 minutos final, você entrar com estratégia. Você sabe que esse aqui está mais cansado, você vai em cima dele driblar, o goleiro tem dificuldade de pegar a bola baixa na esquerda, você chuta a bola baixa na esquerda.

É, mas ele tem que ter muito domínio emocional. Eu falei, mas a Bíblia diz que o homem que não domina as próprias emoções é uma cidade sem muro.

muro, ou seja, uma cidade pode ser invadida por qualquer coisa, inclusive por esse sentimento de raiva que você está, de frustração, em vez de usar, já que é inevitável, aprende com, observa com estratégia para entrar melhor. O livro vai ser bem interessante porque vai fazer essas observações sobre comportamento humano com a analogia de um esporte tão amado no Brasil como o futebol. Pondé, eu quero te agradecer e dizer que eu aprendo muito contigo, eu já te falei isso várias vezes. Muito obrigado, é um prazer conversar com você.

Eu quero recomendar fortemente que você leia os livros do Pondé. O Pondé tem cursos. Inclusive, ele lançou um curso agora de Jesus. Não sei se está no ar ainda. Eu recomendo fortemente que você conheça esse curso. Você vai aprender. Você vai melhorar. Você vai pensar melhor. Vai por mim. E dia 27 de março nós vamos estar juntos. Eu, Luiz Felipe Pondé e doutor Augusto Cury. No Encontro. A gente vai passar um vídeo agora no final. Para você entender como é o clima desse evento maravilhoso.

São cinco horas de imersão no total, não é, Werley? Isso. Não só palestras maravilhosas, como também um tempo de pergunta e resposta que abre a tua mente para o mundo como ele é. Talvez você esteja vivendo num mundo ideal, que é o mundo que você imagina, e não está sabendo lidar com o mundo real, que é o que acontece de verdade no dia a dia. Eu acho que esse evento vai te ajudar muito a lidar melhor com você mesmo e com a vida.

Filosofia, espiritualidade e psiquiatria num dia só. Ou seja, três olhares diferentes, três mentes diferentes,

Respostas diferentes para a mesma pergunta que você carrega aí, tá bom? 27 de março. Pondé, obrigado. É que eu te agradeço, Tiago. Prazer. Muito feliz de você estar nos acompanhando. Posso pedir um favor para vocês? Aqui a gente, imagina quanto custa o tempo do Pondé. Aqui toda a nossa estrutura a gente montou para gratuitamente se entregar isso. A forma que você tem de recompensar a gente é se inscrevendo no canal. Eu acho que é justo, não é justo o cara se inscrever no canal?

Sim. A gente entrega tudo isso, né, Wesley? Mínimo, mínimo. É o mínimo, né, Wesley?

se inscreve nesse canal agora, curte o vídeo. Não é porque a gente quer só curtir, a gente está precisando de afeto online, não. É porque quando você curte, o YouTube, o Spotify, entende que é relevante e entrega para mais pessoas. É porque aumenta a audiência. Pega o link e manda para o Máximo Pessoas, porque nós tivemos uma conversa aqui super inteligente da parte do nosso professor Luiz Felipe Pondé e vale muito a pena ser compartilhado com o Máximo Pessoas, tá bom?

E até o próximo Brunecast.

Correr atrás de seguidores na internet, todo mundo começa a querer ser influencer. Se depois o negócio é ganhar dinheiro, todo mundo quer virar empreendedor. Ou seja, quem não tem um centro de destino, não tem um propósito, sempre vai fazer o que todo mundo está fazendo. Porque essa é a forma natural do ser humano reagir à vida. Eu não sei o que fazer, não tenho a mínima ideia do porquê eu estou aqui, então deixa eu fazer o que todo mundo está fazendo.

Deixam de amar porque não sabem dançar a valsa da vida com a mente desengessada? Deixam de amar porque não provoca admiração do outro, não há outro? Se em algum momento você decidir, ah, hoje eu queria pensar no mundo contemporâneo, hoje eu queria pensar na sociedade, é por aí que você tem que ir, porque senão você vai pensar no mundo que não existe. Você vai pensar em pessoas que não são reais, você vai pensar em problemas que não são na realidade os problemas que estão à nossa volta.

O que a filosofia tem em comum com a Bíblia| LUIZ FELIPE PONDÉ NO BRUNETCAST | Castnews Index — Castnews Index