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Ele traduziu a Bíblia por 10 anos - Luiz Sayão no BrunetCast

19 de maio de 20261h30min
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Conheça a Minimal Club usando o Cupom: BRUNEThttps://lp.minimalclub.com.br/ep-brunetcastMétodo Destiny: https://metododestiny.com.br/LIVRO O JOGO DA VIDAhttps://amzn.to/4thoRkwCongresso de arqueologia:https://pay.hotmart.com/L105148201D?off=zik0pq7x&checkoutMode=10&src=sayao&utm_source=sayao&utm_medium=parceiro&utm_campaign=ciab2026_alunos&bid=1776271943958Neste episódio do BrunetCast, recebemos Luiz Sayão: mestre em Língua Hebraica pela USP e coordenador da tradução da Nova Versão Internacional (NVI). Com décadas de pesquisa arqueológica em Israel, ele responde às perguntas mais difíceis sobre a Bíblia do ponto de vista histórico, linguístico e teológico.Falamos sobre o problema do sofrimento, a confiabilidade dos manuscritos bíblicos, o que a ciência moderna confirma (e o que não confirma).

Assuntos6
  • Interpretação e Gênero na BíbliaInspiração Divina das Escrituras · Mistérios Literários e Autoria Bíblica · Veracidade Científica e Histórica da Bíblia · Diferenças entre Versões da Bíblia · Importância do Hebraico e Grego · Parábolas e Linguagem Simples de Jesus · Traduções para o Português · Tradução da Nova Versão Internacional (NVI) · Tradução da Nova Almeida Atualizada (NAA) · Tradução Nova Versão Transformadora (NVT) · Tradução A Mensagem · Tradução Novo Mundo das Escrituras Sagradas · Tradução João Ferreira de Almeida · Tradução King James · Linguagem de Hoje
  • Jornada de FeExperiência, Tradição e Ritual · Transformação pela Palavra de Deus · A Importância do Estudo Bíblico · O Papel da Fé e da Graça · Perdão de Pecados · Apostasia e Perda da Salvação · Perspectiva Divina vs. Humana da Salvação · O Amor Incondicional de Deus · A Centralidade da Bíblia na Reforma Protestante · O Amor ao Próximo · A Importância da Unidade Cristã · O Papel dos Ministérios no Aperfeiçoamento dos Santos · O Livro Peregrino de John Bunyan · A Lei e a Graça · O Significado de Shalom
  • Desenvolvimento PessoalMétodo Destiny · Princípios Bíblicos Aplicados · Autenticidade e Integridade · 10 Leis Espirituais para Paz e Prosperidade
  • Análise de cenários bíblicos e escatológicosThe Chosen · Casa de Davi · Filme Jesus (Jesus Movie) · Paixão de Cristo
  • Achados Arqueológicos BíblicosCongresso de Arqueologia · Pesquisas Arqueológicas em Israel · Instituto Moriá Center de Jerusalém
  • Experiências espirituais e visões365 Torrentes no Deserto · Experiências no Deserto da Judéia
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A apostasia não é cair em pecado, é negar a Cristo. Se no começo Deus criou o homem e o homem usou o arbítrio e deu espaço ao pecado, a gente vai ser salvo, temos a vida eterna, vamos para a presença de Deus, vamos estar no céu. E se lá a gente escolher desobedecer, como é que vai ser? Vamos cair de novo? Começa tudo do zero? Então qual que é a questão? Uma vez que você tomou...

A sua decisão plenamente em favor de Cristo e redimida, o seu cartucho de arbítrio foi gasto. Você não tem como. Assim como você teve um filho, não tem como dester o filho, a sua decisão é definitiva.

que a gente às vezes se move ou pela experiência, ou pela tradição, ou pelo ritual. O problema é que a nossa plenitude e a nossa transformação está no conhecimento profundo da palavra. Quem conhece a Bíblia não precisa acreditar cegamente no que o outro está falando. Porque bebendo dessas fontes, o que você tem de importante? Eles vão dizer, sempre é importante a gente aprender a fazer perguntas.

Quando o ser humano peca, qual é a primeira coisa que Deus faz? Não omite juízo, não julga. Adão, onde você está? Ele chama ele para conversar.

Sejam bem-vindos a mais um Brunecast. Nós estamos aqui toda terça-feira, 20 horas, no Spotify e no YouTube. Aqui você aprende tudo o que você precisa com base milenar para ter uma vida mais leve aqui na Terra. Não dá para viver sem problema.

A gente tem muita aflição, mas dá para ver um pouco mais leve enquanto a eternidade não chega. E a gente traz convidados no nosso Brunetcast para esclarecer essa base milenar, que é a única solução para a gente...

entender o que fazer em cada situação da nossa vida. Não existe situação que não tenha um comportamento adequado para você ter. Você só precisa entender de onde tirar essa ideia, de onde tirar essa base. E aqui a gente fala muito da Bíblia. Não se trata de religião, aqui a gente tem gente...

de várias crenças que nos acompanham. Tem gente até que não acredita em nada, não tem problema nenhum. O importante é você ficar nessa entrevista porque ela vai te ensinar, vai te tornar um ser humano melhor e vai te trazer algumas verdades históricas, filosóficas, vai abrir sua mente, arqueológicas. E hoje a gente está com um convidado que eu sempre quis trazê-lo aqui.

aprendo muito com ele, assisto os vídeos dele no YouTube, é um dos maiores, se não for o maior especialista em Bíblia que a gente tem no nosso país, um biblista, um homem que além de teólogo, é um linguista, é hebraísta, entende tudo de hebraico, de grego, entende tudo de Bíblia, eu tenho tanta pergunta para fazer.

hoje para ele, eu tenho certeza que vai te levar para outro nível. Ele foi coordenador da tradução da famosa versão da Bíblia, a NVI, a nova versão internacional, que é uma das perguntas que eu quero fazer para ele. Será que existe versão melhor do que a outra? Será que tem Bíblia que não presta por causa da versão? São coisas que a gente vai tocar aqui hoje e vai te ensinar muito. Quero que você receba com muita alegria e com forte aplauso o professor Luiz Saião!

Professor, que privilégio. Olha, é uma grande honra. Muito obrigado, Thiago, de poder participar com você aqui do BruneCast.

E parabéns pelo trabalho, por tudo aquilo que você tem feito, pela educação, beneficiando o nosso povo brasileiro. A gente fala portuguesa, porque a gente pega o mundo todo. E é uma alegria muito grande, especialmente quando a gente conversa sobre, você usou a expressão perfeita, esse tesouro milenar de sabedoria que ajuda a gente a caminhar no dia a dia. Então, é uma alegria muito grande estar aqui.

Ajuda no dia a dia e ainda nos leva para a eternidade. Pois é. É bom demais. O pacote é duplo. É, o pacote é duplo, exatamente. A Bíblia é um livro intrigante, emblemático, porque foi escrito por autores diferentes ao longo de 1.500 anos, se eu não me engano. Me corri se eu estiver errado.

e é um livro que não se contradiz, é um livro que a profecia de 500 anos atrás de Isaías se cumpre 500 anos depois na época de Jesus, e que uma coisa corrobora com a outra, verdades que nunca conseguiram ser contraditas em centenas de anos ou em milhares de anos.

Ou seja, está de pé hoje todo o conceito bíblico, arqueologicamente falando, geograficamente falando. Você pega o livro de Atos, que o Lucas escreve detalhes de governadores, de distâncias, de cidades, tudo comprovado. Então, arqueologicamente, historicamente, a gente não precisa nem discutir a veracidade da Bíblia.

É necessário fé, é lógico, iluminação do Espírito Santo para você entender algumas coisas, mas eu também acredito que, professor, as pessoas precisam entender um pouco de português e interpretação de texto para poder entender a Bíblia. Com certeza. Tem que você ler ali, está claro, mas a pessoa tem a dificuldade. Eu sempre incentivo nossos alunos a estudarem português, se é a tua língua materna, é claro.

estudar a interpretação de texto, além do principal, que é a interpretação do Espírito Santo, a ajuda do Espírito Santo, você conseguir entender os textos. A primeira pergunta que eu quero fazer hoje, eu quero deixar o professor falar, é, baseado em 2 Timóteo 3,16, diz que toda escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino. Então, dos 66 livros da Bíblia, todos foram inspirados por Deus. Tem alguma coisa na Bíblia?

que te chama a atenção do tipo, como isso foi parar aí? Como é que Moisés escreveu sobre a própria morte, por exemplo, se ele escreveu Pentateuco? Ou qualquer outra coisa que pode ser uma dúvida na mente das pessoas que estão aprendendo a Bíblia agora, ou já conhecem, falam assim, mas isso aqui não tem explicação. Na sua mente, como biblista, quais são as explicações para o inexplicável?

Olha, Tiago, a Bíblia, de fato, é um livro, assim, pra lá de impressionante, porque eu comparo a Bíblia, assim, a uma espécie de orquestra, né? Quando a gente começa a ouvir essa sinfonia. E sendo essa orquestra, você mencionou, são vários livros, vários autores, né? Uma pessoa, não tem nada a ver com outra, então tá lá um criador de ovelha e cabra, que é o senhor Amós, né? Que mandou a lembrança pra todo mundo aí, né?

e um outro médico, Lucas, e os dois estão no mesmo cenário. E o impressionante é como toda essa diversidade e peculiaridade específica, como é que quando você estuda e compreende o livro, ele tem toda uma concatenação que vai além de uma mera compreensão lógica.

Quando o 2 Timóteo 3,16 fala que toda a escritura é divinamente inspirada, ele está fazendo referência, nesse momento, ao Antigo Testamento, à Bíblia hebraica, porque o texto do Novo Testamento está sendo escrito, e ainda não tem essa compreensão de que Deus está continuando a fazer isso. E o texto lá diz a expressão etheopnestos, que é literalmente, no grego,

que essa escritura é soprada por Deus. Então existe assim.

Uma coisa muito bonita, porque na criação do homem, Deus sopra nas narinas. Então, você tem esse fôlego de vida que vem desse sopro divino. Então, de maneira a prover o que a gente chama de uma superintendência subjacente à produção do texto, você tem esse agir divino que garante, vamos dizer assim, o selo de autenticidade que esse documento é diferenciado.

Agora, nessa composição, nós temos o que a gente pode chamar de alguns mistérios literários. Por quê? Porque, de repente, você vê lá um salmo, por exemplo, falando que é um salmo de Davi. E quando você lê, ele diz que está no Santo Templo. Mas o Davi não construiu o templo, quem construiu foi Salomão. Então surgem algumas perguntas aí com um pouquinho mais de lente de atenção.

A gente descobre que nem todo salmo de Davi necessariamente é de Davi. Pode ser um salmo, como diz o hebraico, pode ser um salmo em memória de Davi, em homenagem a Davi, um salmo ao estilo de Davi. Então, você tem um leque de possibilidades. Então, aquilo que parecia um cenário difícil, não é tão complicado assim.

E essa questão que você mencionou, a gente está lendo o final do livro de Deuteronômio, e de repente aparece lá aquilo que a gente tradicionalmente chama os cinco livros de Moisés. Moisés está contando a morte dele. Então, essa é uma questão que os antigos sábios judeus já levantavam. E eles tinham dito o seguinte, olha, com certeza Moisés não escreveu a sua morte. Moisés é a referência principal subjacente.

a todo o Pentateuco, mas há trechos ali que o que é importante a gente saber é que esses trechos têm origem divina e que talvez Josué, uma outra pessoa, completou ali a obra e escreveu e aquilo acabou entrando no texto como um todo. Então você tem alguns textos bíblicos?

onde está muito nítido o elemento da autoria. Tem outros textos em que a própria Bíblia não faz questão de dizer, olha pessoal, o autor é esse, a gente estuda, percebe o contexto literário e a gente tem opções razoáveis. Um grande mistério, por exemplo, é o livro de Hebreus, que a gente não tem uma autoria explícita, então antigamente o pessoal sugeria Paulo, os estudiosos dizem, olha, o grego aqui é muito diferente do de Paulo.

E aí tem Hebreus 2, 3 que fala que é um cristão de segunda geração. E aí o pessoal sugere Barnabé, sugere Apolo, sugere Lucas e assim por diante. Mas o importante é que o conteúdo do texto e aquilo que ele tem a trazer para nós, apesar de algumas interrogações em trechos específicos sobre possível autoria, e isso não interfere naquilo que o texto tem a dizer para nós.

O que me chama a atenção na Bíblia é que do Velho Testamento ao Novo Testamento, se você, eu sempre falo isso, se você dominar a Bíblia, você vai dominar a vida, porque tem resposta para tudo.

Resposta para tudo. Questões que hoje são super atuais, como ansiedade. Mal do século. Estava lá na Bíblia dois mil anos explicando. Não andeis ansiosos por coisa alguma. Pedro fala, lançai toda a sua ansiedade diante de Deus. Então, assim, como pode um livro tão antigo...

Ser, como dizia Billy Graham, ser mais atual do que o jornal de amanhã. É verdade. Como pode? Agora, de toda essa sua experiência linguística, ou hebraica, ou grego, nós podemos considerar, cientificamente falando, a veracidade da Bíblia? Então, quando a gente... Porque muita gente fala...

Mas se foi o homem que escreveu, teve coisinha ali. Então, mas olha, a gente começa a conversar sobre o que é algo cientificamente verídico, que a gente pode confirmar. Então, quando você se aprofunda na própria avaliação científica, você tem ciências diferentes, com metodologias diversificadas, e essa avaliação depende do que você está falando. Lógico.

O que é diferente? É, se você faz uma, por exemplo, o que é uma coisa matematicamente comprovada? Então você trabalha com abstração matemática e faz as contas, calcula as equações. Quando você fala de algo que é...

cientificamente comprovado, quimicamente, você precisa mostrar isso na experiência, ou numa experiência de química e física. Quando você fala em história, quando você fala em direito, quando você fala em literatura, aí a conversa muda, porque não é. Quer ver um exemplo bem interessante? Quando você lê os quatro evangelhos, os chamados, ou mesmo só os evangelhos sinóticos, os três primeiros,

Já tem relatos a respeito do que Jesus está fazendo, ou o que ele falou, e que tem certas diferenças entre um e outro. Aí alguém olha e fala, está vendo? O relato de Marcos aqui não é idêntico ao de Lucas. Então, aí tem. Esse negócio está imperfeito, está inadequado e há uma imprecisão científica.

Mas aí, isso, do ponto de vista de quem está pensando meramente do ponto de vista matemático, ou muito ligado a uma exatidão desse perfil, vai ignorar, por exemplo, aquilo que é fundamental quando você pensa numa prova jurídica. Se houve alguma coisa, sei lá, um acidente, um carro bateu no outro. Cada testemunha vai dizer uma coisa. Exato. E aí, o que que... Peguei.

O que alguém que está ali avaliando os testemunhos, se alguém contar uma história totalmente direitinha, é igual o professor que recebe duas provas idênticas, que não tem nada, a vírgula está no lugar certo, eu falo, espera aí, esses caras conversaram e combinaram. Então, a diferença entre os relatos é que mostra a autenticidade. Então, a prova científica, jurídica, o que existe? O que existe é a lente errada para examinar o que a gente está observando. Então, por exemplo...

Algumas pessoas vão para a Bíblia, eu diria assim, com óculos da química, com óculos da matemática. E aí ele lê um texto, por exemplo, Isaías 55, 12, vai dizer que os montes vão saltar como carneiros. Mas é claro que isso é poesia. Não, olha, a Bíblia nunca viu monte saltando como carneiro, então olha um erro aqui. Então isso é bobagem. A pessoa vai ler Apocalipse e querer fazer leitura literal, mas o texto não é assim. Então...

Quando você tem o instrumento equivocado, você vai achar um monte de problema onde não existe. Agora, o que eu acho fascinante, para mim isso é um negócio, eu diria, de arrebentar a boca do balão. É o quê? É que a gente tem o nosso mundo moderno contemporâneo e ele é um mundo...

onde a gente aprendeu a desenvolver a especificidade metodológica e o que a gente chama de um instrumento de análise da realidade. Quando você faz isso, você vai focando, focando, e você enxerga só aquele aspecto limitado.

A luta, por exemplo, no ambiente científico hoje é você ter o que a gente chama de uma epistemologia das ciências que englobem essa interação entre as diversas perspectivas para ter um olhar mais adequado. E toda vez que você tenta explicar algumas coisas no nível acadêmico, você fala para quem? Para meia dúzia de cabeçudos de pessoas que estão lá. O que eu acho impressionante é o que você falou.

A Bíblia trabalha os elementos da existência humana, as coisas mais profundas, do jeito que um pastor de rebanho cheirando ovelha consegue entender. E ela faz isso numa linguagem que estabelece a interação entre as partes. Então, o nível de sabedoria é hard, é 2.0. É impressionante. É demais. Porque você fala coisas muito simples, aquilo mexe com o coração humano. Por exemplo, Jesus...

o dono de toda a ciência, poderia ter explicado cientificamente, teologicamente, o que ele quisesse. Ele falava por parábolas. Olha o grão de mostarda, olha os lírios do campo. Ou seja, ele partiu intencionalmente para a simplicidade, para que...

todos entendessem, né? Quando você quer dificultar muito o acesso, talvez falando difícil ou pregando difícil ou ensinando coisas... Você fala pra meia dúzia. Exatamente. Aí entra essa pergunta. A pessoa que está assistindo a gente agora, professor Saião, e quer começar a entender da Bíblia. Muita gente que me segue está se apaixonando pela Bíblia, quer entender mais.

quais seriam as prioridades literárias? Por onde começar? O que não é importante agora? Ou seja, a Bíblia toda é importante. Eu digo agora. Porque, às vezes, o cara vai ler Daniel, Ezequiel, vai confundir a cabeça dele, porque são profecias... Mais complexas. Mais complexas, e que ele não vai trazer uma aplicabilidade para o dia dele hoje. Diferentemente de se ele ler provérbios, hoje você está colocando em prática.

Se você está lendo os salmos, tua alma está encontrando um descanso de alguma forma. Se você está lendo os evangelhos, você está entendendo a obra de Jesus, o que Jesus veio fazer. Se você lê Paulo...

As 13 cartas, você é confrontado no caráter, na carnalidade, você fala, caramba, é ali que você reconhece que é um pecador. Ou seja, a lei veio para deixar claro que a gente é pecador, porque a gente não consegue cumpri-la. Mas Paulo fez isso ficar claríssimo nas suas cartas. Por ordem de aplicabilidade.

Uma pessoa que está amando a Bíblia e quer começar a aprender. Então, vou lá. Em primeiro lugar, é bom você pegar uma versão da Bíblia que você entenda. Mas vamos falar sobre isso. Eu não vou nem entrar em detalhes já, daqui a pouco a gente conversa, porque assim, como assim, Sayon, você abriu uma Bíblia e você não está conseguindo entender nada, a linguagem está muito difícil. Então, você precisa usar uma versão que você, dependendo da sua condição, vai variar de pessoa para pessoa. Só uma pergunta, qualquer versão serve?

Ou existe uma versão que é? Essa não dá. Olha, tem versões, eu diria, que são mais prejudicadas. Não é assim que o pessoal fala, olha, essas versões são horríveis, isso aqui é obra do mal. Ah, entendi. Não é isso. É que tem versões... Essa é uma dúvida que eu tinha. Se tem uma versão que é obra do mal. Então, tem versões que a gente vai ter problemas, assim, mais complicados, a gente já já vai entrar. Deixa eu fechar essa pergunta, a gente volta e conversa sobre isso. Então, assim...

pegue uma bíblia que você quando começar a ler, eu me lembro que eu estava viajando nos Estados Unidos de avião, encontrei uma senhora com dificuldade para arrumar bagagem, aí eu levantei para ajudá-la e tal, e ela soltou uma frase em português, eu falei, você é brasileiro? Aí eu comecei a conversar. Aí eu falei para ela, olha, ela contou das suas dificuldades na vida, eu falei, você não lê a bíblia? Ela falou, eu já tentei várias vezes, mas eu não consigo entender nada, eu tenho uma bíblia antiga lá em casa. É a reclamação das pessoas.

Eu falei, sabe que existe Bíblia que a gente lê e entende? Não, sério que existe Bíblia que a gente lê e entende? Isso me marcou para sempre. Então é o seguinte, comece a ler pelos evangelhos e na sequência até o livro de Atos. Por quê? Porque você vai direto no Novo Testamento, você vai na história de Jesus, ali você tem um texto que é...

Para qualquer pessoa, a gente pode usar uma expressão muito mais palatável, muito mais aplicável, muito mais relacionado com o seu cotidiano. E eu diria que os quatro evangelhos e atos são fundamentais. Depois, pode ler salmos e provérbios. Por que salmos e provérbios, né? Porque, assim, você sabe que uma coisa é repor nutrientes, outra coisa é comer de verdade, né? Saborosamente.

O fato de Jesus falar por parábolas, o fato de você ter poesia na Bíblia, mostra esse aspecto absolutamente estético do texto que é outra coisa.

E depois volta e termina de ler o Novo Testamento. Depois você parte para o Antigo. Por quê? Porque realmente o Antigo exige um conhecimento maior, histórico, uma série de questões que precisam ajudar você. Como dica, já que a gente está aqui, eu desenvolvi um projeto, que eu sou conselheiro bíblico da RTM Brasil, historicamente conhecido como Transmundial, a gente desenvolveu um projeto chamado Rota 66.

que é a Bíblia explicada em áudio. E é assim, está disponível, você baixa o aplicativo, não tem custo nenhum, você pode ouvir o que tem lá. E está em várias línguas. Hoje você tem até em Indonésio, japonês, mandarim, é um projeto que foi... Indonésio é a língua do Wesley. Opa, vamos começar aqui. Português e Indonésio. Que beleza. Barraça. Selamat pagui.

Mandou para a Fuelly, mas ele sabia responder, tadinho. O cara nasceu lá e não sabe falar. Ou seja, não aprendeu nem o português, ele lembra do Indonésio. Aí fica difícil. Teria uma casa, então vamos lá. Aí, bom dia e obrigado. Aí o que acontece? Então isso passou, você pode ter acesso, isso é um material que ajuda, porque ele trabalha de maneira prática. E um outro projeto que eu desenvolvi, chama Bíblia de Estudo Esperança. Para quem é muito novo, você tem acesso aí, vai encontrar.

E a própria material do Rota virou uma bíblia de estudo chamada Bíblia Rota 66. Essa bíblia de estudo de esperança é uma bíblia mesmo? É uma bíblia, só que ela tem as perguntas mais básicas que as pessoas fazem sobre a vida e a morte. E aí ela tem respondida no próprio texto. A gente pode fazer uma parceria entre o nosso instituto e o professor Sayão? Porque são milhares de alunos presenciais. Com prazer, a gente... E a maioria quer sair entendendo a bíblia. Mesmo que o cara faz um curso...

normal com a gente, o método Destiny. Sim. O método Destiny é o nosso principal curso. A gente fala sobre princípios milenários, o que está dando certo a milênios. Então, são princípios, na verdade, são bíblicos, como o princípio da verdade. Se você for um mentiroso, ninguém vai andar contigo. Com certeza. Se você não for de verdade, ou seja, você é um personagem, você tem prazo de validade. Aí, são princípios como esse. Autenticidade.

Ou seja, no final das contas, as pessoas saem falando o seguinte, eu preciso dominar a Bíblia.

Porque isso tudo que o Thiago ensinou aqui no Método Destiny mudou minha forma de pensar o mundo, meu comportamento. Ou seja, as esposas vêm me agradecer, falando assim, porque meu marido não fez isso antes, né?

teria sido tudo diferente. Eu sempre faço essa pergunta no método 10. Quem aqui, no finalzinho do curso, gostaria de ter feito esse curso há 20 anos atrás? Todo mundo levanta a mão. Então, poupe o seu filho, então. Mande o seu adolescente para cá para ele não passar pelo que você passou. Quando você domina alguns princípios, e todos eles estão na Bíblia, apesar de a gente explicar de uma forma didática e...

e baseada em neurociência e tudo isso, voltado também para o desenvolvimento pessoal, para os negócios, mas a base é bíblica. Porque a Bíblia diz que a palavra de Deus não volta vazia. Se está na Bíblia, vai dar certo.

Isso é só traduz para o novo contexto. Tiago, a Bíblia mudou a história do povo de Israel, mudou a história da Europa e da civilização. Os povos da antiguidade que eram totalmente selvagens e brutalizados, você vê...

Tudo que a gente tem de precioso, que construiu efetivamente a civilização, você vai atrás da raiz naquilo que a palavra divina nos traz. Então a Bíblia, eu gosto de ver, é show de bola demais. Não, é. Muda comportamento, te dá esperança porque não tinha esperança. Por exemplo, eu já passei por situações de dores como perder minha mãe. E aí você está ali no enterro, apesar do...

da dor da perda, só o evangelho te dá esperança, de falar. Na eternidade nos encontramos. Só o evangelho promete, por exemplo, perdão de pecados. Eu já viajei o mundo todo, já estudei as religiões, as filosofias, tem muita coisa interessante por aí, mas nenhuma te oferece perdão de pecados. Só Jesus, perdão total. É a absorção do pecado.

Então, assim, falando sobre as traduções... Sim, vamos lá. Quais são as mais indicadas? Porque eu tenho várias, eu tenho muita Bíblia em casa, na minha biblioteca. Eu adoro algumas versões...

Mas especificamente para algumas coisas. Quando eu quero estudar alguma coisa, eu vou numa. Quando eu vou pregar, todo domingo a gente tem um programa Boas Notícias, que é a pregação da Bíblia aí no nosso canal de YouTube, eu já prego na Ara, no meio da revista atualizada. Mas eu adoro a King James. Mas a NVI me esclarece um monte de coisa.

Então, vamos lá, porque tem que desmistificar um pouco, porque às vezes o pessoal olha esse negócio de tradução da Bíblia, tradução do bem, tradução do mal, isso aqui é de Deus, a outra não é. Então, quais são os desafios? Primeiro, o desafio é linguístico. Então, você pega, por exemplo, o João Ferreira de Almeida, que é a tradução nossa em português mais antiga e completa, ele terminou o Novo Testamento em 1681.

E a Bíblia completa só terminou em 1748 com a ajuda de um holandês, Jacobus Oppendenacker, porque ele faleceu antes. Se você pegar, esses dias eu tive acesso a uma Bíblia de João Ferreira de Almeida de 1819. A gente não entende metade do que está escrito lá. Então, em vez de não nos deixes cair em tentação, não nos metas tentas a on. Esse é o português daquela época.

Então, quando você tem uma versão muito antiga, que só teve revisão de estilo, é claro que uma versão com uma linguagem que deixa de comunicar, ela tem os seus prejuízos. Então, até você pega a King James, de 1611, tenta ler, Thou shalt not kill, você tenta...

ler que as mulheres têm que ganhar os maridos without words through their conversation. Como assim? Conversation quer dizer behavior, né? Conversação quer dizer comportamento. Então, por definição, você tem o problema de versões antigas que não comunicam mais porque a língua mudou. A segunda questão...

é uma questão do desenvolvimento da arqueologia e das pesquisas bíblicas. Quer dizer, o que o João Ferreira de Almeida e o rei James sabiam na época, o que se acrescentou no século XVIII, XIX, XX, XXI, é muito conhecimento. Então, as versões mais recentes, que trabalham com manuscritos do Mar Morto,

que conhece todos os detalhes, elas vão ter uma vantagem muito grande de fato trazer. Olha, aqui a gente não sabia bem o que era isso. A arqueologia revelou. E a terceira questão...

é o desenvolvimento da ciência linguística, no sentido em que, antigamente, as pessoas pensavam o seguinte, se a gente for fazer uma tradução, basta colocar uma palavra depois da outra, do jeito que está lá, sem se preocupar muito com o sentido exato disso e aquilo que é o desdobramento dos estudos sintáticos e de especificidade semântica do texto. Então, as versões...

Você usou uma expressão interessante, a NVI me esclarece muito. Porque às vezes você lê um texto e fala, caramba, isso daqui parece que está meio truncado, é igual dirigindo uma rocha de lombada, parece que não vai. Então eu diria que as versões que comunicam melhor, porque elas estão mais trabalhadas, envolvem isso, é o projeto da NVI, que a gente desenvolveu, e eu trabalhei na versão que foi até 2011.

fui coordenador geral, a versão ANA, Nova Almeida atualizada, que significa a ARA, uma versão mais, né? E a NVT, nova versão transformadora, né?

Eu também desenvolvi um projeto que melhorou muito a Almeida Antiga, que chama Almeida 21. Acho que você que lê a área vai... Acho que ela está um pouquinho mais redondinha do que a área. Então, são as versões que você pode, no meu entendimento... Mas, sendo bem honesto e sincero com você, eu acho que a pessoa devia ter três versões, se ele quer estudar uma padrão área.

mais assim, tradicional, histórica. Uma como o NVI, o NVT, e uma como o linguagem de hoje. Porque aí ele vê... A linguagem de hoje já é Pedro falando para Jesus. Fala, mano, vamos para o barco hoje. A linguagem de hoje está uma doideza nessa tradução. Mas tudo bem. Não chega tanto. Estou brincando. Mas a linguagem de hoje tem coisa assim que eu falo... Não, é realmente... Apesar que na linguagem de hoje, se eu não me engano, é a linguagem de hoje.

O Salmo 51, nenhuma versão expressa emocionalmente tão forte. Você já leu a mensagem?

Dá uma olhada na mensagem. Ou talvez seja a mensagem, eu estou confundindo. É, a mensagem. A mensagem, eu fui o responsável exergético também. Então provavelmente foi a mensagem. Mas a mensagem fica clara, a mensagem é parafrase, não é tradução. Então é como se fosse uma Bíblia adaptada, não é uma tradução no sentido mais formal do termo. Estão entendendo isso? A mensagem, que é uma versão da Bíblia, é uma versão parafraseada. Intencionalmente. Intencionalmente, não é a tradução literal. Até a próxima.

entender a lógica disso. A lógica deve ser a seguinte, Jesus está lá, João Batista aparece, lá Jesus vai para ser batizado, aí quando João Batista vê Jesus, ele diz, esse é aquele que eu não sou digno de desatar a correia das suas sandálias. O que quer dizer isso? Imagina só, eu chego na casa, você vai visitar um indivíduo lá, o seu amigo do banco, e ele fala, eu não sou digno de desatar a correia. Que sandália? Por que correia? Você trabalha com calçados? Não estou entendendo.

Naquele contexto, todo mundo entendia. Porque chegava na casa de uma pessoa, você era recebido, a primeira coisa que o servo da casa fazia era desatar a correia para lavar os seus pés, que você é bem-vindo numa rua, num lugar empoeirado. A terra fica toda empoeirado. Exato, então isso quer dizer... Aí como é que a mensagem traduziu isso? Jesus está ali, João Batista olha para ele, esse é o protagonista diante do qual ele não passa de um mero figurante.

Então, ele coloca isso dentro de uma realidade em que as pessoas do mundo contemporâneo vão entender o sentido da metáfora. A metáfora é traduzida para a realidade dos dias de hoje. Entendi. Entendeu? Então, entenda que cada texto tem o seu papel. Agora, é importante dizer que tem algumas versões bíblicas que elas são...

intencionalmente voltadas para um grupo particularizado. Então, por exemplo, existe a organização que a Sociedade Torre de Vigia, ligado a um grupo que é mais popularmente conhecido como Testemunhas de Jeová, eles fizeram uma tradução Novo Mundo das Escrituras Sagradas. E essa tradução é diferente, em vários textos, ela é peculiarmente diferente, diferente de todas as outras.

E aí ela faz, em vez de dizer, por exemplo, o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas, eles traduzem a força ativa de Deus e aí já condicionado pela leitura que eles têm. Então, nesse sentido, esse texto faz sentido para o grupo, mas fora do grupo ele não ressoa. Existem versões, a gente não pode dizer que elas são necessariamente...

meramente bairristas, mas elas atendem a um público que interage com aquela linguagem. Então, você pega, por exemplo, versões de perfil católico, onde você tem, por exemplo, arrependei-vos, lá diz penitenciai-vos. Então, você entendeu a linguagem como é que é? Então, nesse sentido, você, não sei se é uma coisa tão boa, mas você tem versões que elas apelam para a linguagem de um determinado segmento. O ideal é você ter uma versão que, de fato...

consiga falar com todo mundo. Isso é muito importante. Então, para você que quer começar a estudar, a entender mais da Bíblia, tenha pelo menos três versões. Uma mais tradicional, uma intermediária, como a NVI ou a NVT, e uma que pode ser até a mensagem, ou a linguagem de hoje, que chega a ser parafraseada.

Porque eu vou falar a verdade, Tiago, o bom mesmo seria se todo mundo pudesse ler no hebraico, era mais que grego. Esse seria o certo. Mas como isso é mais complicado, nós vamos trabalhar com as versões. E quem tiver acesso a outras línguas, em inglês, em espanhol, francês, alemão, tem muitas versões muito boas. O Wesley quer fazer uma pergunta.

Eu ia perguntar justo isso das línguas, que eu já ouvi algumas pessoas falando que o grego também é uma das línguas corretas a serem estudadas para a Bíblia. Porque você acha que é necessário a pessoa saber ou só se ela quiser um estudo realmente aprofundado?

Olha, é o seguinte, grego e hebraico, aramaico é muito pouco, são línguas desafiantes, não são línguas simples, fáceis, você vai passar por uma caminhada... Tem várias versões do grego, né? Então, mas assim, se você quer estudar o grego do Novo Testamento... Ah, o grego bíblico. É, então você vai ser desafiante, você tem razão, o grego do Novo Testamento não é o grego de Homero, não é o grego clássico dos filósofos, tem bastante diferença.

Então, a comparação que a gente faz é o seguinte, como é que você faz para ter boa saúde? Você precisa se formar em medicina? Você precisa conhecer detalhes de tudo que envolve uma faculdade de farmácia? Não, você precisa ser bem orientado. Então, se você tem vocação, você tem desejo, quer se aprofundar e quer estudar grego e hebraico, parabéns, vai adiante.

Mas ninguém deve imaginar o seguinte, como eu não sou especialista em grego e hebraico, então, ai de mim, eu nunca vou saber de nada. Não é o caso. Assim como você, sendo bem orientado por bons médicos e profissionais de saúde, você consulta o especialista, as ferramentas que nós temos à disposição,

você vai ter acesso ao conhecimento seguro. Agora, se você tiver intenções de se aprofundar, sim. Grego tem uma vantagem de vocabulário. Muita coisa do grego tem a ver com português. Oftalmos, os olhos. Então, a gente faz essas conexões com mais facilidade. Mas a gramática do grego...

Ela exige oração forte. Muita fé. Porque vai ser. E assim, o Novo Testamento inteirinho está em grego. E aí então o grego é uma língua importante para você ter conhecimento. E hoje existem bons comentários bíblicos, boas ferramentas, que aquilo que é fundamental e essencial...

das línguas originais, eles nos ajudam a entender. Ele está em grego porque passaram para o grego ou foram escritos originalmente? Eu acredito que João não escreveu Apocalipse em grego porque talvez não dominava a língua ou sim. Não, mas não é bem assim. Vamos lá, vamos conversar direito aqui. O que que acontece?

Na época, você tem, um pouco antes disso, desde o quarto século, na famosa expansão do Alexandre, o grande, que vai ali até o ano, ele morre no ano 323 a.C. Então você teve um processo de helenização do mundo antigo. Então todo o mundo passou a falar grego. O grego era como se fosse o inglês de hoje. É uma língua falada por todo mundo.

mesmo que o Império Romano tenha vencido todos os seus oponentes e dominado a região, toda a parte oriental do Império Romano falava grego. E o grego era a língua do dia a dia, era a língua internacional e a língua dos negócios. Então, claro, inicialmente, os discípulos de Jesus, que são pescadores da Galileia, falavam aramaico e hebraico.

Eles não eram falantes de grego. À medida em que eles caminham, se desenvolvem, tem um equívoco. O pessoal fala, os apóstolos lá, eles falam que eles eram iletrados. Não é bem assim. Iletrado não quer dizer analfabeto, que não sabia nada. Quer dizer que ele não estudou com um rabino reconhecido. Quer dizer que ele não tem diploma de universidade. Isso aí é uma coisa que eu entendi errado. Ele pode ter um monte de curso livre e não ter feito a universidade. Então, eles tinham conhecimento de causa. E o que acontece? João.

ele mudou para Éfeso. E Éfeso era uma cidade totalmente grega, centro. Ele passou muito tempo lá. Inclusive, João escreve uma geração depois de Paulo. Então, na época, é claro que João fala grego. E quando você estuda a tradição da igreja ortodoxa oriental e visita a ilha de Pátimos, nos seus 34 quilômetros quadrados, uma das coisas muito enfatizadas pelos ortodoxos, e tem razão de ser, é que o assessor de João chamava-se prócuro.

inclusive ele é mencionado em Atos 6, verso 7, e então ele teve assistência e ele podia escrever em grego. Agora, como é que era esse grego? Hoje tem um pessoal que é um pouco exagerado, que está dizendo que o Novo Testamento estava em hebraico, aramaico, e foi traduzido para o grego.

Por quê? Porque especialmente Mateus, você vê que o texto está escrito em grego, mas a cabeça por trás é muito hebraica. Então é de fato um grego semitizado. É igual quando pega um estrangeiro falando português e fala esse cara está falando a segunda língua, não é a língua dele. Ninguém fala assim.

Então, só... Um exemplo, só para vocês entenderem o que ele está falando, o brasileiro, quando está há muito tempo nos Estados Unidos, ele fala uma coisa que aqui no Brasil a gente não fala, que é, tá bom, deixe-me saber. É, eu vou parquear o carro. É, eu vou parquear o carro. A gente começa a falar de uma forma, que deixe-me saber, nos Estados Unidos, é, let me know, que aqui no Brasil a gente falaria assim, tá, me liga, depois você me diz. A gente falaria assim, né?

Se o cara escreve para mim, não, deixe-me saber no e-mail, eu já sei que esse cara está americanizado, entendeu? É mais ou menos isso que o professor Sairão está explicando em relação ao grego e ao hebraico. O coisinho do meu chegou no restaurante aqui e falou, você me vê uma coca regular? O cara ficou olhando para ele. É, coca regular. É americanizado, exatamente.

Então, aí você tem esse grego com cheiro de hebraico, né? Só que é o seguinte, do ponto de vista técnico-objetivo, nunca foi achado nenhum documento que diga isso. Então, esse texto está em grego. Agora, tem outra coisa importante.

Paulo escreve para os coríntios, para os tessalonicenses, para os romanos. Por que ele vai fazer coisa em hebraico? Esse pessoal é tudo grego ou romano ou de outros povos helenizados. Então, não tem nenhum sentido você pegar certos escritos do Novo Testamento e falar que esse texto aqui tem a ver com hebraico. Nesse caso, não tem. É grego, grego, grego. Então, assim, quando você lê o Novo Testamento, o que prepondera? Em alguns textos, o pano de fundo é romano. Por exemplo...

as armas de Efésios 6 que a gente usa na nossa luta espiritual. Aquilo é exatamente... Típico romano. É, o armamento romano. Quando você vê Paulo conversando...

Em Atos 17, com os epicureus estoicos, o contexto é todo grego. Quando ele está em Atenas, né? Em Atenas, quando ele está na sinagoga e começa, por exemplo, chegar lá com os bereanos que vão olhar para ver se as coisas são assim, conferindo nas escrituras, o contexto, o pano de fundo é judaico. Então você precisa saber que instrumento está tocando para você acertar. Isso é muito importante.

Isso aí é muito profundo, aliás. Isso é muito profundo. É por isso que as pessoas, por não pensarem, por não desenvolver a inteligência...

não ter essa capacidade, até mesmo às vezes cognitiva, elas preferem dizer, a Bíblia está mentindo, o sonho não é bem assim, aí você foi escrito por homem, porque não consegue chegar nessa profundidade que a gente está te trazendo aqui hoje no Brunecast. Agora, professor, João 5,39 diz, examinai as escrituras, não é só ler. Examinai as escrituras. Quando você vai no médico...

O exame ele não faz assim em você. Ele te bota numa máquina, aplica não sei o que, tira sangue. Examinar é totalmente diferente de passar o olho. Examinai as escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna. E são elas mesmas que testificam de mim. Jesus falando. Se as escrituras é o objeto do nosso exame, do nosso estudo,

É a base do que cremos. É o que testifica a morte e a ressurreição de Cristo. É o que dá sabedoria para o dia a dia. É o que nos tira de qualquer situação que você esteja vivendo, seja com seus filhos, emocional, espiritual. É o único livro que oferece solução para tudo, porque ela não é tema central onde deveria ser, que são as igrejas.

Então, a gente... Ou se a gente não... Desculpa, só melhorar a pergunta. Se não for nas igrejas, na vida do cristão. Então, quando a gente fala na caminhada de fé que as pessoas tomam na vida...

a gente tem alguns componentes nessa história que estão presentes na vida das pessoas e das comunidades de fé. E que componentes são esses? O primeiro componente muito definido é a experiência. Então a pessoa, não, olha, eu senti tal coisa, eu estava num momento tal, e eu tive uma sensação assim, eu tive...

uma coisa que me pegou. E o que acontece? Algumas pessoas, elas permanecem apenas no nível da experiência. Então, é o que a gente chama de uma tendência muito mística. Você conhece bem, tem gente que, por exemplo, não faz nada na vida sem procurar alguém que diga, olha, vai acontecer isso e aquilo e dê para ele a sua caminhada. A segunda proposta que está presente nessa caminhada de fé é o seguinte.

É a minha tradição. Então, eu sou batista, presbiteriano, assembleano, seja o que for, metodista. E a pessoa diz, não, olha, meu avô era isso, meu bisavô era isso, minha mãe é. Então, eu, sabe de uma coisa, eu sempre fui assim e eu vou continuar desse jeito. Então, você olha para a pessoa, parece que ela parou de refletir. Ela simplesmente vai como quem entrou na fila. Automático. O terceiro elemento curioso...

É a ritualística. Tem pessoa que é ligada, ele gosta da beleza. Não olha, mas em tal lugar... Eu, por exemplo, vi pessoas que acendiam e falaram que passei a seguir na tradição tal. Eu falo, mas por quê? Porque eu fui lá e eles fizeram tal coisa, eu achei ele tão bonito, o lugar tinha tal... Tem o teatro, canta uma música que eu gosto, o ritual que atrai.

chama a atenção, né? E a pessoa, ela, ela se satisfaz simplesmente por isso. E qual que é o problema dessa caminhada? É que a pessoa não, não considera que o foco fundamental da proposta de vida envolve uma transformação da mente. Transformação é essa renovação, Romanos 12. E qual é o único caminho pra isso? É o estudo profundo de exame da escritura, você...

É trabalhado, é transformado, é mudado. É, de fato, abençoado pela palavra de Deus. E eu vou dizer uma coisa, se você me permite, vou ser meio mal educado aqui. O nosso povo brasileiro não tem uma tradição que favorece isso, porque nós temos uma herança de espiritualidade.

que sempre deu protagonismo à mística. Então, a pessoa, historicamente, a gente tem toda uma formação que não entende que o estudo aprofundado é amigo da verdadeira espiritualidade. E o misticismo é muito mais fácil. Exato. Porque é mais fácil, a gente se apega, né? É rápido.

O estudo profundo exige muito. Exatamente. Então, assim, não tem jeito barato de crescer. A pessoa precisa se dedicar e precisa ir nessa casa. Então, por isso, muitas comunidades de fé hoje, elas estão imperfeitas, elas estão... Incompletas. Incompletas, fragilizadas, elas precisam fazer isso. E aí tem uma coisa mais complicada também, que nem sempre toda liderança religiosa é saudável.

Então, a liderança religiosa... Nós temos os heréges, nós temos os gananciosos. Não, mas o que acontece? Se eu levar a minha comunidade ao aprofundamento bíblico, essas pessoas vão ser libertadas de uma série de coisas, elas vão caminhar com as próprias forças, elas vão desenvolver o seu senso crítico. E aí você vê que coisa interessante, que é a razão por que você vê, historicamente, um protagonismo na comunidade judaica.

Porque bebendo dessas fontes, o que você tem de importante? Eles vão dizer, sempre é importante a gente aprender a fazer perguntas. Quando o ser humano peca, qual é a primeira coisa que Deus faz? Não omite juízo, não julga.

Adão, onde você está? Ele chama ele para conversar. Então, esse lance da pergunta, da interação, é que levou toda a maravilha que a reforma protestante trouxe foi trazer a escritura de volta e fazer com que as pessoas se tornassem responsáveis pela sua vida, tendo uma atitude que envolve a gente...

A maioria das demandas complicadas que levavam para Jesus, ele respondia com perguntas. Exato. Todo ser humano muito inteligente prefere perguntar do que simplesmente responder. Você sabe que existe uma piada judaica sobre isso? Um judeu, está lá, o cara chega para ele e diz, escuta, é verdade que nenhum judeu nunca responde uma pergunta diretamente? Quer dizer que ele sempre responde uma pergunta com outra pergunta? Aí o judeu responde. Quem foi que lhe disse essa bobagem?

Agora, é impressionante isso, porque o senhor falou assim, olha a profundidade que a gente está discutindo, por favor, você que é meu aluno, minha aluna, a gente está aqui batendo um papo de maturidade bíblica espiritual de outro nível, eu quero que você se concentre, pegue papel e caneta, anota o que a gente está te explicando. O professor Sael falou o seguinte, porque a gente como cristão ainda está incompleto.

E aí eu vou dar meu testemunho pessoal em cima do que o senhor falou e anotei. Primeiro, a gente se baseia nas nossas experiências pessoais.

Aí eu tive várias. Eu sou crente desde criança, então na adolescência eu tive experiência, louvor tocando, eu chorando, o Espírito Santo, na minha cabeça o Espírito Santo me pegando, e não sei o que, e pá, eu tive experiência de ver milagres, né, na igreja que meu pai pastoreava, uma igreja pequenininha, gente que tinha uma doença e foi curado mesmo. E aí essas experiências e tal, e a gente vai se baseando apenas... Na adrenalina. Na experiência. Aí segundo você volta à tradição.

Ou seja, eu sou prebiteriano, então a minha teologia é calvinista, então eu também já não concordo contigo. Se eu sou asebleniano, eu sou pt-costal, então eu também acho que você fala muito devagar. E aí começa o problema da tradição. E aí eu me apego mais à tradição.

Depois da experiência da tradição, tem o problema do ritual, que hoje está muito em alta. Troca a caneta para mim, por favor, alguém. Eu vou nessa igreja, não importa o que ela prega, eu vou porque a parede é mais escura e eu não estou fazendo crítica nenhuma, tá? Eu só estou dizendo sobre o ritual. Porque o louvor é diferente, é o worship, não sei o que e tal.

Ou seja, não tem problema algum. Eu só estou te dizendo que a gente às vezes se move ou pela experiência, ou pela tradição, ou pelo ritual. O problema é que a nossa plenitude e a nossa transformação está no conhecimento profundo da palavra. Quem conhece a Bíblia não precisa acreditar cegamente no que o outro está falando. Exatamente, nem deve. Às vezes vai ser um líder espiritual, mas você não precisa acreditar cegamente porque você conhece a Bíblia.

Então, a minha experiência pessoal é o seguinte, professor, eu tive experiências com Deus, eu venho de uma tradição religiosa, eu já escolhi muitos lugares e ambientes pelo ritual que me atraía mais, mas eu, Tiago Brunet, só mudei e me tornei cristão de verdade, tendo nascido num contexto evangélico, quando eu comecei a estudar a Bíblia. Quantas coisas eu abandonei, que eu achava absolutamente normal, mesmo estando na igreja.

Quando eu comecei a estudar as cartas de Paulo, e Paulo só batendo em você. Direto. E te chamando de carnal, e dizendo até inimizades.

Ah, não estou falando com ninguém. Então o reino de serra não é para você. Aposto do Paulo vai te confrontando, porque a gente está sempre imaginando o pior, né? Um pecado muito sério, um crime. Mas o Aposto do Paulo vai em cada coisa ali. Vai pegar fundo. Até conversas fiadas. Para de conversas frívolas, conversas fiadas. Quando você começa a ser confrontado pela palavra, primeiro você descobre o seu estado. Você fala assim, caramba, eu não sou bom como eu pensava, não.

eu tenho muita coisa para melhorar a minha vida. E segundo, você conhece a essência do que Deus quer para você. Você começa a descobrir sua identidade lendo a Bíblia. Então, por isso que é importante você dominá-la. Em tudo que a gente faz no Instituto Destiny, na Casa de Destino, que é o nosso braço ministerial e obra social, a gente faz com base na palavra. Porque somente os princípios que dão certo há milênios funcionam. O resto é só achismo. Tem pergunta, Wesley? Sim.

Professor, como que o senhor enxerga aquelas séries, The Chows, em Casa de Davi? Porque tem muita licença poética ali, né? E aí, às vezes, a pessoa que está iniciando ali a vida cristã pode assistir aquilo e achar que aquilo realmente estava escrito. Como que você enxerga? Mais ajuda do que atrapalha? Mais atrapalha do que ajuda?

Olha, a iniciativa do The Chosen é bem-vinda. Ela é, de modo geral, muito boa. É muito difícil, né? A gente que vê...

As produções bíblicas feitas historicamente, as mais antigas, elas são muito, realmente, ficam devendo demais. E eu já tive a oportunidade de ver produções não só brasileiras, principalmente americanas, mas também europeias, italianas. É muito interessante e você vê que pesa.

O ambiente onde a coisa foi produzida. Então, eu acho que o The Chosen foi feito um trabalho um pouquinho mais bem pensado, mais adequado. O contexto...

ali é mais bem apresentado. A Casa de Davi também, mas acho que o The Chosen é melhor. Eu gosto mais do The Chosen também. Só que, de fato, existem duas coisas. Eu não sei, todo mundo, quando tem uma coisa diferente, chama de licença poética. Eu acho que tem coisa que é...

criatividade dispensável. Então, dizer que Mateus tem autismo, por exemplo, é um negócio muito fora da... É desnecessário. É como no caso de Davi, Davi é moreno. É, que ele é ruivo. Tem coisa que por que não colocou que está escrito, né?

Então, o que acontece? É bom, para uma pessoa que está começando, vendo, ele pode ter, porque hoje você tem muita gente que não tem noção de nada da história. É isso que eu falo. Então ajuda. Em vez de criticar, a gente tem que ver o lado bom da coisa. Imagina quem nunca vai ler a Bíblia, ou nunca leu.

assistir um episódio do The Chosen, no mínimo, começa a curiosidade de entender a Bíblia. Com certeza. E tem sido muito favorável aquilo que tem acontecido lá. É igual o filme Jesus, que é tão importante, evangelístico. Ele também tem um Jesus europeu demais assim na cara, no jeitão. O Paixão de Cristo? Não, o chamado filme, o Jesus Movie, que é famoso. O Paixão de Cristo...

Também é interessante, tem umas coisas um pouquinho pesadas, acho que exagera um pouco no conteúdo violência, que talvez seja dispensável, mas a gente vai ver que o que a gente aconselha é depois a pessoa passar a ler a Bíblia, passar a estudar, e aí você vai tirando as imperfeições para chegar mais próximo do que nós temos lá.

Uma coisa que eu sempre aconselho, quem nos segue e tudo, seja menos crítico. A crítica te cega da oportunidade de crescer um pouco mais com coisas que talvez estão incompletas ou imperfeitas, mas te levam para um próximo nível para você chegar à maturidade. É, ter o olho bom. É isso aí. Menos crítica, melhor. Pega mais leve. É. Agora eu quero ir para um assunto...

que o senhor vai saber explicar muito bem. Opa, vamos lá. Que é uma dúvida que todo mundo tem, crente ou não crente. Sim. Eu posso perder minha salvação? Porque eu fui criado numa doutrina... Aí falando aqui de tradição, né? Como o senhor falou, fui criado numa doutrina, numa tradição?

que se eu morresse num ato falho, eu fui para o inferno. Então, os versículos que eu quero usar devem vigiar e orar, seja fiel até o fim, porque se você cair, dançou. Aí, quando eu fui amadurecendo biblicamente, algumas coisas que me ensinaram não tinham tanto sentido.

Porque eu fui conhecendo a graça, eu fui conhecendo a eleição, uma vez que Deus te escolheu, você está escolhido. Eu fui conhecendo conceitos que foram me trazendo paz em relação a... Eu nunca vou ser perfeito. Quando você lê o apóstolo Paulo falando assim...

O meu espírito, que é uma coisa, minha alma entende a Bíblia, entende a palavra, entende as coisas de Deus, mas é meu corpo. Romano 7. É, Romano 7. Meu corpo está querendo outra coisa. Tudo que eu odeio, eu acabo fazendo e aquilo que eu quero fazer, eu não faço. Miserável homem que sou. Aí quando você pega uns textos como esse, você fala assim, então acontece com todo mundo. Não é bem assim. É. Então, exatamente.

E se você for analisar o passado de Paulo também, um passado de matança de cristãos, de perseguição e tal.

Bom, na sua interpretação bíblica, vamos falar de salvação. Aceitei Jesus Cristo, ou Jesus Cristo me aceitou, né? Para quem, dependendo da sua teologia, né? Ninguém aceita Jesus Cristo, Jesus Cristo te aceita, né? Mas assim, aqui a gente está falando popularmente, tá gente? Passou a crer em Jesus. É, você passou a crer em Jesus, alcançado pela graça, escolhido por ele, como você teologicamente acredita. Mas a partir de agora você tem Jesus na sua vida.

O que pode me fazer perder essa salvação? Só deixando uma base aqui para a gente discutir Hebreus 6. Então, é interessante que essa é uma pergunta que a gente levanta e que especialmente no ambiente da teologia europeia, isso apareceu como uma questão fundamental, ainda que nenhum texto bíblico diretamente discuta isso. Não tem nenhum texto. Olha, pessoal, vou falar para vocês aqui sobre a perda da salvação.

Qual que é a questão, qual que é o problema? A Bíblia, quando trabalha isso, ela trabalha de uma maneira um pouco diferente. Acho que o texto que mais se aproxima dessa abordagem é exatamente a parábola do semeador. O que ele diz lá?

Jesus fala que a semente é lançada e que essa semente cai em terrenos diferentes. Um terreno, ele é... Beira de estrada. O pássaro come, outro cresce ali, os espinhos e tal, e o outro...

As aflições da vida, as riquezas, de atiluos. Então, o que ele parece estar mostrando ali? Que certas pessoas entram num processo de início de caminhada na direção dessa salvação. Mas eles não vingam. Eles perdem, é como se fosse, entre aspas, uma espécie de aborto espiritual. A pessoa chega, vai e acaba não caminhando.

Até porque a gente está muito acostumado a pensar em salvação do ponto de vista de um momento. Quando a Bíblia apresenta três enfoques. Salvação é a porta, ela é o caminho e ela é o desfecho. Então, você tem textos falando...

que quando você crê, você recebe a salvação, porque recebe o perdão dos pecados. Mas ela diz também em Efésios para você desenvolver a sua salvação. E você tem no final, nós haveremos de ser plenamente salvos. Então, por isso que os textos são lidos e as pessoas se confundem, porque elas não estão vendo qual câmera que está filmando, se é da entrada, se é do caminho ou da chegada lá.

Então, o que acontece? Aqueles que vingam são aqueles que produzem, inclusive, variavelmente, 30, 60, 100, é que a semente é que produz lá. E aí, quando a gente olha para o que o texto bíblico nos apresenta, ele parece que a conclusão adequada é a seguinte, às vezes, a lente que está discutindo o texto é a lente da perspectiva divina.

Na perspectiva divina, a salvação do eleito que creu e recebeu a salvação, ela está garantida. Então, nunca aquele que Deus salvou plenamente de verdade se perderá. E se o Senhor for observar a iniquidade, quem subsistirá? Então, não tem ninguém.

O desafio de Mateus 5,48, sejam perfeitos como é perfeito o Pai Celestial de vocês, ninguém passa no teste, porque a gente começa a achar que a pessoa está bem porque ele diminui a altura da barra. Então, se ele começa a falar que pecado é quando ele dá um soco na cara do outro, pecado é xingar o vizinho, pecado é...

promiscuidade, pecado, aí, não, mas aí quando o pecado é o mau pensamento, quando o pecado torna-se a inveja, quando o pecado torna-se o ruim. Inimizade, fofoca. Aí pega todo mundo. Só as palavras da Bíblia, e seremos julgados até pelas palavras.

Ou pela omissão de fazer o bem, aquele que sabe fazer o bem não faz e não comete pecado. Então, nesse caso, a gente vê que ninguém se sustentaria. Então, nós somos salvos pela graça e pela fé. E olha para os discípulos de Jesus, todos eles falharam brutalmente, então teriam perdido. Então, nesse sentido, não se perde a salvação.

Agora, ninguém sabe quem é Pedro, quem é Judas. Ninguém sabe quem é joio e quem é trigo. Ninguém conhece, só Deus sabe disso. Quando a Bíblia vira a câmara do outro lado falando agora, olha a coisa da perspectiva humana. O que ela diz? Que o verdadeiro salvo, ele persevera. O verdadeiro salvo, ele não desiste da fé. Então, se tem um indivíduo...

que está do lado de cá, e ele pode até afirmar que ele é salvo, mas ele não dá nenhum sinal nessa direção. Nenhum fruto, nenhuma boa obra disso. E ele abandona a fé, ele é um demas da vida.

Ou vive do jeito que quer, com o comportamento que quiser, nunca é confrontado, nunca está arrependido. É difícil demais você dizer que esse indivíduo está salvo. Então pode até ser que ele é uma daquelas sementes que começou a germinar, mas não vingou. Então, do lado humano, a gente pode dizer, sim, ele não perseverou, ele, nesse sentido, perdeu a salvação. Não perdeu no sentido absoluto. O problema das comunidades que...

tentam definir caminhos específicos de quem perde a salvação é que é curioso porque cada pessoa perde a salvação de maneira diferente, lugar diferente. Então o sujeito perde a salvação aqui porque ele bebeu cerveja. O outro lá perde a salvação porque ele usou roupa indevida. O outro aqui perdeu a salvação porque ele deixou de frequentar a igreja. Tem comunidades onde a pessoa passou um mês sem vir e batiza de novo. Então fica um negócio esquisito esse negócio porque a salvação virou uma...

uma bolinha de tênis de mesa, né? Então, quer dizer, de manhã o cara tá salvo, a tarde ele pega, depois da manhã ele pega de novo. Então, isso não tem no texto bíblico. Caso sério mesmo, que aí precisa prestar atenção, é uma outra coisa que você vai querer falar, que é apostasia. É apostasia. É, porque eu ia puxar o assunto agora, que provavelmente é o que Hebreus Seus tá falando. Pessoas que experimentaram

depois, deliberadamente, ou seja, por livre e espontânea vontade, abandonaram. Às vezes elas não aguentaram é...

O peso de ter que ficar pedindo perdão toda hora, de falar, quer saber, eu nunca vou conseguir. Mas é mais complicado. A apostasia não é cair em pecado, é negar a Cristo. Então, o que acontece? É mais profundo ainda. O contexto da apostasia, aquela comunidade, porque a igreja primitiva é toda judaica, inicialmente. Só tem judeu que crê em Jesus. Tanto é que se em Tiago 2.2, se ele entrar na sinagoga de vocês, alguém que é muito rico e tal...

Então, há uma boa comunidade e a comunidade, inclusive, no caso de hebreus, dos que foram dispersos, daqueles que estão ali nessa condição. E aí, o que acontece? Eles estão sendo pressionados, estão sendo perseguidos e passando por dificuldade. Então, eles estão com o seguinte desafio. Olha, sabe de uma coisa? Eu vou voltar atrás.

Vou voltar para o farisaísmo e vou negar Jesus. Ou seja, eu vou, entre aspas, descrê. Eu vou dizer que foi tudo bobagem. Jesus não é nada disso. É uma outra questão. Não é alguém que um dia ficou nervoso e bateu no amigo. Não é alguém que caiu em pecado.

sexual e precisa de arrependimento, né? E uma coisa que as pessoas não entendem, o raciocínio bíblico, particularmente no Novo Testamento, é que você está dentro da comunidade da fé, você está espiritualmente protegido. Lembra daquele cara de Coríntios lá?

que seja ele entregue a Satanás para que a sua alma seja salva no dia do juízo. Porque se entregue a Satanás, você é tirado do âmbito da comunidade e você está no âmbito do mundo, sem Deus. E por isso você vai estar numa situação de dificuldade muito grande. Então, quando o Hebreus fala que eles participaram de tudo aquilo, porque eles estão dentro desse...

daquilo que é esse enfoque corporativo da comunidade, da fé, do ambiente onde o Espírito de Deus está agindo de maneira diferenciada. Por isso que os milagres de Deus...

poderosas, que trazem cura, libertação, acontece quando? Quando vocês estão reunidos. 1 Coríntios diz isso com muita clareza quando fala dos dons carismáticos. Então é diferente. Então em Hebreus, o que acontece é o seguinte, o que o texto está dizendo? Ele não está nem dizendo que é...

impossível que ele não está nem tratando da perda da sua, ele diz que o sujeito que se tornou aposta, ele não vai conseguir se arrepender isso, ele não tem como voltar você sabe que tem um cara que ele crucificou Jesus novamente

Então, veja que não é o cara que cometeu um erro, é alguém que realmente aposta. Você tem gente na história, vamos dizer, não só de hoje, mas que, de fato, teve uma caminhada dentro da tradição cristã e se tornou blasfemo, abertamente. Você pega um cara como Nietzsche, por exemplo, Friedrich Nietzsche,

que dizia que a maior desgraça que aconteceu na história humana foi o cristianismo. E ele era neto de pastor por parte de pai e mãe, teve uma origem. Então é uma outra questão. Você sabe que tem um autor sueco chamado Par Lagriqvist, que ganhou o Prêmio Nobel de Literatura.

E ele trata dessa questão. Ele escreve uma ficção sobre Barrabás. E aí é o Barrabás descobrindo o que aconteceu e ele tenta crer e não consegue. Então esse negócio da pessoa querer crer e não poder mais, ele gastou o seu cartucho de arbítrio e não consegue mais lidar, vira o filme. Inclusive o protagonista é o Anthony Quinn.

É um filme muito interessante. Ele ganhou o prêmio Nobel em 1955 com esse livro. Acho que é 55, 49, alguma coisa assim. E o livro é curioso. Dá para a gente meio que sondar um pouquinho o que é esse negócio de apostasia.

O senhor acha possível que alguém pode apostatar por não conseguir lutar mais contra suas tendências, sua carnalidade, seus pecados? Claro, quer saber? Isso não existe não. Essa Bíblia é mentira, porque eu não consigo.

Eu acho que sim, eu acho que a pessoa pode ter um desafio muito grande na sua vida que envolva uma situação de pecaminosidade, que ele não tem forças para lidar com isso e desiste. E isso por si só ainda não é o problema maior. Que ao chegar nesse ponto, ele pode dizer o seguinte, olha, bom, se eu tenho essa dificuldade, a culpa é de Deus. E como Deus não faz nada, e a palavra divina diz isso,

Então, sabe de uma coisa? Essa palavra não significa nada. Aí entra num processo de revolta e de ódio contra Deus, contra Cristo. Por isso que você vê certas reações contra o evangelho, elas não são normais.

Então, por exemplo, algumas pessoas falam para mim, Sayão, você precisava lá quebrar o pau com um ateu, você tem condições de humilhar o cara e mostrar que ele está errado, você pega e bate com o sujeito lá, você argumenta e faz a disforra para cima dele.

Isso não faz sentido. Porque essa pessoa não é alguém que você precisa trabalhar com ele no nível de uma explicação meramente racional. Ele tem o coração ferido. Ele tem o coração machucado. Coração de pedra já, né? É, então. E aí, se a gente não é senhor do negócio, né?

Se existe alguma coisa que vai mexer ali, é o amor de Deus em Cristo Jesus, esse amor incondicional. Então, quando você conversa com alguém numa oposição à fé cristã, as suas armas nunca podem ser meramente humanas. Não pode ser intelectualidade. Você não vai conseguir provar na Bíblia que ele está errado. Não é o fator decisivo. Só depois do coração mexer, aí a conversa intelectual vale a pena. Senão você entra num debate que não leva a nada. Claro. É porque quem já está ferido e...

E inflexível no que acha, não existe argumento que o convença. Exatamente, porque você entra numa controvérsia acalorada que só mexe com os ânimos e ninguém está ali querendo abrir caminho para discutir as suas referências, os seus pressupostos. E falando da pessoa, por exemplo, que vira uma apóstata porque não aguenta mais lutar contra a sua carnalidade, seus erros, Deus nunca desiste de perdoar.

Eu acho que é essa pessoa que desistiu de pedir perdão. O que me parece é que a gente tem um limite do uso da nossa capacidade de escolha. É como se eu tivesse um cartucho de arbítrio. Porque, pensa bem, uma pessoa me fez uma pergunta complicada, dizendo, caramba.

Se no começo Deus criou o homem e o homem usou o arbítrio e deu espaço ao pecado, a gente vai ser salvo, temos a vida eterna, vamos para a presença de Deus, vamos estar no céu. E se lá a gente escolher desobedecer, como é que vai ser? Vão cair de novo? Começa tudo do zero? Então qual que é a questão? Uma vez que você tomou...

a sua decisão plenamente em favor de Cristo e é redimido, seu cartucho de arbítrio foi gasto. Você não tem como. Assim como você teve um filho, não tem como dester o filho, a sua decisão é definitiva. Por isso que os anjos não têm redenção. Porque os anjos maus que se votaram contra Deus, se tornaram demônios, eles não têm salvação. Até porque caíram deliberadamente. O homem foi levado a cair. Enquanto os anjos que...

definiram a sua fé diante de Deus e estão preservados para sempre. Então, a nossa decisão está garantida permanentemente no céu. Não tem perigo de cair de novo. Então, o meu entendimento é que chega um momento que alguém, usando a linguagem bíblica, endurece tanto o coração, apresenta tanto uma oposição contra Deus, que ela fica cega e não consegue mais exercer o arbítrio. Que é exatamente a discussão do filme Barrabás.

Uma das maiores características do verdadeiro cristão são várias. Amor, até para corrigir, até para confrontar, é com amor.

perdão, me humilhou, me caluniou. O apóstolo Paulo fala, né? Quando caluniados, buscamos reconciliação. Ou seja, é totalmente o contrário do que nossas emoções pedem. Eu sempre falo que o cristianismo é confronto das nossas emoções. Total.

Pô, dá outra face? Que dois milhas. Que isso, eu quero dar de volta. Eu quero dar nele também. Eu vou bater três. Não. Então, as marcas de um cristão são muito complicadas de serem praticadas e muito difíceis de serem vistas.

porque seria muito fácil você reconhecer um cristão pelo comportamento. E hoje em dia não é assim. Você reconhece o cristão porque ele bota, entre aspas, bota lá o versículo no Instagram. O senhor é meu pastorado, não faltará. Ou porque ele posta que está na igreja. Mas está difícil reconhecer uma pessoa pelo comportamento. E o comportamento que eu estou falando não é a roupa que está usando, não é se está de gravata, não é isso. É se... Mas do que?

o perdão é uma prática, se o amor é a prioridade. Então, tem um lado ruim e um lado bom nisso. De um lado, a gente tem que ter um pouquinho de paciência e didática, porque algumas pessoas encontraram a fé em Jesus em ambientes não amadurecidos, e elas tiveram uma visão do evangelho muito menor.

Uma vez eu estava em Israel e aí uma senhora estava muito atingida, tocada pelas experiências lá. E a gente estava, inclusive, na cidade de Davi. Ela virou para mim e falou, professor Sayão, me fala uma coisa. O senhor tem certeza mesmo que se eu usar uma calça comprida, Deus vai continuar gostando de mim?

Mas, Tiago, ela falou isso chorando. Eu fui atingido por aquilo. Eu falei, minha querida irmã, olha o que Deus fez. Olha o que a pessoa de Cristo se acha.

que Deus vai rejeitar a sua pessoa por causa disso, mas é claro que Deus ama e gosta de você, independente de qualquer coisa que você escolha usar. Então, isso não entra nessa equação. Aí, o que acontece? A gente tem que lembrar que certas pessoas...

vieram numa escala de uma relação de fé do menos 10, do menos 8, do menos 7. E eles tiveram um caminho... Hoje eles estão no menos 2, hoje eles estão no 1. A gente não pode exigir deles que eles sejam 10. Então, eu acho...

Que as pessoas que se aprofundaram, às vezes, em teologia, conhecimento, eles são exigentes demais com pequeninos, que precisam de aprendizado e crescimento. Muito crítico com gente que não tem nem como ser acusado, porque ainda não conhece, não sabe. Então, o pessoal precisa pegar mais leve. Eu brinco que tem que tirar a bola sem fazer falta, não é assim.

Agora, tem um outro lado que eu acho que é bastante complicado. Por quê? Porque o que acontece? O que é o evangelho? O evangelho é você descobrir que você foi amado pelo Senhor, Criador do Universo, de maneira incondicional.

Numa manifestação de amor sacrificial extraordinária. Eu fui alcançado pela graça de Deus. Eu tinha 12 anos de idade. Eu nem queria mais viver. Aí eu fui assim atingido por um banho de amor de Deus. Tão descomunal que até hoje não me recuperei disso. Nunca entendi o que é aquilo. Então quando você vê que a referência maior de tudo que existe. Amou você dessa maneira.

aquilo que deveria ser a marca da fé cristã, essa graça transborda em mim que eu tenho vontade de abraçar o mundo. O meu sonho era ver as pessoas beberem disso. Então, por isso, você tem razão. O amor e o perdão é a marca. Agora, as comunidades...

não amadurecidas, e eu acho que é meio dolorido. A gente tem muitas comunidades hoje que precisam recuperar essa profundidade da fé. Eles estão usando artifícios limitados para caminhar na fé sem beber disso. Por isso...

que lamentavelmente muitas comunidades cristãs são entendidas como essa aqui é a comunidade de muita água, essa aqui é de muito fogo, essa aqui é do dia tal da semana, essa aqui é a que usa isso. Essas coisas são secundárias. Vocês...

serão reconhecidos como meus discípulos se tiverem amor uns pelos outros. Todos vão saber que vocês são meus porque vocês são um. Exato. Fala da unidade. É João 17. Então, o que eu acho que a gente precisa, por isso que o evangelho é lindo demais.

É recuperar simplicidade. Quando Jesus quis ensinar teologia profunda, o que ele fez? Chamou uma criança. E, pois, se vocês não se tornarem como criança, você não entra no reino dos céus. Então, se a gente entender que o evangelho é esse perdão, essa coisa de transformação na vida, e que a gente tem dois vetores que devem encaminhar a gente, que é amar a Deus sobretudo e o próximo como a si mesmo,

a gente vai estar num caminho. E hoje me machuca o coração ver pessoas degladiando uns contra os outros. Perturbando a vida dos outros. Como é que pode ser cristão se está trazendo perturbação? E por coisas irrelevantes. Olha, sujeito, eu acho que o cabelo do crente deve ter tal tamanho. Eu acho diferente. Então é o seguinte, você não é cristão. E aí vira uma loucura. Então a gente precisa disso. Mas assim, eu tenho esperança em Deus.

Porque assim, o pessoal me perguntou, saiam se acreditam na igreja de Cristo? Eu falei, rapaz, eu acredito muito. Mas como? Olha como é que está a situação. Pois é, os cristãos estão tentando destruir há dois mil anos e não conseguiram até hoje, porque o poder de Deus é maior. Então, a gente, com a graça de Deus, chega lá. É o aperfeiçoamento dos santos. A Bíblia diz que justamente os ministérios, cinco ministérios foram colocados na igreja para aperfeiçoar.

os santos, aperfeiçoar a igreja, a gente precisa de aperfeiçoamento, a gente precisa ser tolerante, paciente com as pessoas, entender que nem todo mundo entende do jeito que a gente está entendendo hoje. Nós temos que provar o nosso amor com obras, nós somos salvos pela graça, mas nosso comportamento denuncia se estamos caminhando para a porta estreita. No livro de John Bunyan, o Peregrino,

Ele sabe que tem que caminhar para a porta estreita, ele sabe que tem que ir para o reino celestial, mas no caminho é muita gente tentando convencê-lo que é difícil, que não é bem assim, que ele deixou coisas para trás. Muita gente tentando fazê-lo voltar, né? É um livro interessante por causa dessa persistência de eu vou continuar até a porta estreita.

E a graça é a única maneira de cumprir a lei. Porque a lei, a vontade divina, ela apresentada a nós, Jesus vai mostrar que todos os preceitos e mandamentos, eles estavam em torno do que significa amar a Deus e amar o próximo. Ele fala isso, né? Nisso se resume toda a lei dos profetas.

Então, literalmente, no grego, a ideia que dá é que todos os mandamentos estão pendurados nesses aqui. Eles gravitam em torno disso. Então, Jesus diz, se a justiça de vocês não exceder muito dos escribas e fariseus, sendo antes do reino dos céus, o que esses caras estavam falando? Aí tem que cumprir a lei. Mas o que é cumprir a lei?

Exatamente. Quando você pega um legalista, ele fala, caramba, eu preciso fazer tal coisa. Então, eu vou fazer de tudo para, pelo menos, cumprir formalmente, mas a minha intenção, o meu coração está em outra coisa. É como um advogado perverso. Ele usa a lei para favorecer a si mesmo. Quando a graça atinge o indivíduo, o que ele faz? Ele entrega a vida.

pega os moravianos, os caras se venderam como escravos. Quem faz isso por causa da lei? Aí eles se vendiam para ir para um lugar onde era impossível pregar o evangelho, libertar um escravo e ficar no lugar do cara para poder anunciar. Os caras faziam isso. Então, aí é doideira. Aí é coisa... É isso que a graça produz. A graça ultrapassa tudo que a lei poderia produzir.

Que maravilha, que maravilha. Um conselho final que eu quero deixar é apegue-se à palavra. Se você se apegar à palavra, você será aperfeiçoado por ela. Amém. Você vai entender os mistérios que estão ocultos ainda, e somente a própria Bíblia, a própria palavra pode te revelar através do Espírito Santo.

escute pessoas como o professor Sayão, como tantos homens e mulheres que sabem explicar a Bíblia de uma forma verdadeira, saudável. E eu quero reforçar o que eu anotei aqui, que talvez tenha sido um, dois de vários ensinamentos profundos que nós tivemos. Sua experiência...

Foi muito importante. Sua tradição deve ser respeitada. Seu ritual é uma opção. Mas o que deve determinar a tua vida, teu comportamento, o que você acha ou deixa de achar, é o que está escrito. Suas escrituras. Aliás, a reforma protestante veio para isso e muitos protestantes estão desconsiderando. Então...

Perdendo a centralidade da Bíblia. A centralidade da Escritura, exatamente. Gente, a gente passou por tantos avivamentos para a gente chegar até aqui. Não vamos pisar no que homens e mulheres deram o sangue, deram a vida, para a gente hoje ter acesso. Você sabe que em Wittenberg, na Alemanha, tem um quadro tão interessante. Aparece um indivíduo, na Idade Média, com um monte de coisa em torno dele, e ele morrendo de medo, acabrunhado, assim.

em função de todo aquele ambiente de espiritualidade questionável. Aí do lado, eles colocaram o Lutero com a Bíblia aberta, um olhar bastante confiante e positivo, como quem diz assim, mediante minha relação com esse livro.

Conquisto o mundo, toda a realidade à minha volta. Então há aquele contraste, com aquele tipo de espiritualidade onde a pessoa apenas se limita, ele vive dominado pelo medo, ele está cheio de enfoques místicos problemáticos.

E o que significa a libertação que a palavra traz para a vida da pessoa, como você tem feito aqui, princípios, porque o pessoal acha que a Bíblia é apenas um livro religioso para ajudar a pessoa a ir para o céu, pronto. Mas não, ela é um manual da vida. Ela abre todos os caminhos que a gente precisa para lidar com a realidade perante Deus, perante a sua particularidade pessoal e perante o relacionamento com o próximo. Que profundo. Nada se compara.

A Bíblia. Que profundo. Nada, nada. Queridos, eu quero reforçar aqui que 11 e 12 de junho nós temos o método Destiny, esse aqui na nossa sede. Milhares de alunos do Brasil e do mundo vão se reunir para estudarem dois dias inteiros conosco sobre os princípios que dão certo há milênios. Traga o seu marido, que tem que...

passar pelo processo de aprender princípios, traga seus filhos adolescentes para não passarem pelo que vocês passaram, traga seus colaboradores, seus sócios na empresa, para que vocês possam ter uma somente.

Os mesmos valores e princípios transformam a realidade, o comportamento dia a dia do ser humano. Você vai sair como uma pessoa rara, uma raridade. Porque hoje em dia é raro uma pessoa que não negocia.

princípios, eu não estou falando de religião, eu não estou falando de legalismo, eu não estou falando de regras, regra humana, não. Estou falando que dá certo há milênios. Vai realmente te levar para outro nível de conhecimento e comportamento 11 e 12 de junho, aqui no Instituto Destiny, Método Destiny. A descrição vai estar...

O link vai estar na descrição. Professor, dá o seu recado, o seu livro, o seu curso, o seu encontro de arqueologia. Bom, em primeiro lugar, eu quero deixar um presente com vocês. Aqui é um material que eu desenvolvi, que são 365 torrentes no deserto. Isso aqui é uma foto do deserto da Judéia, minha filha olhando aqui.

E aqui são devocionais com base bíblica, mas experiências pessoais em diversos lugares do mundo, com bastante toque de humor, inclusive. Aqui tem um, por exemplo, que o cachorro não saía da aula de teologia. E aí precisa saber o que aconteceu lá, a importância de ser ofendido.

então tem coisas assim muito interessante então olha aqui um presente pra você infelizmente eu não tive oportunidade, mas eu vou encaminhar pra você a bíblia de estudo do Rota 66 pra você conhecer a gente encaminhar de presente acho que até aqui a gente pode fazer uma parceria com isso com prazer, a gente conversa porque nossos alunos se interessam muito ficam me pedindo indicação de bíblia direto eu sou um grande presenteador de bíblia muita gente do Rota 66

estratégica, eu não gosto de falar importante, porque todos são importantes. A gente é importante, todos são importantes. Mas gente estratégica na sociedade ganhou a Bíblia pela primeira vez pelas nossas mãos, então eu acho que a gente tem que pensar nisso. Traz o princípio milenares pra mim. Eu vou usar, vou usar, dar um livro meu pro senhor. Com prazer. Porque imagina a análise teológica, o problema que vai me dar isso aqui. Com prazer aí, muito obrigado. O princípio milenares.

Muita alegria, muita honra. Olha só, 10 leis espirituais para uma vida de paz e prosperidade. É como aplicar princípios bíblicos hoje, na tua vida, para ter paz e prosperidade hoje. Você já passou no hebraico aqui, né? É, porque shalom quer dizer paz e prosperidade. E os dois, tá vendo? É uma coisa completa. É, é isso aí.

Então, aí eu queria também deixar, a gente tem um grande congresso de arqueologia, né? Que é feito numa parceria com o Instituto Moriá Center de Jerusalém. Claro, é isso. Juntamente com a Faculdade Batista Pioneira, que eu represento, né? E a gente tem arqueólogos de Israel, eu também vou palestrar. Eu até mandei aí o flyer pra vocês, se eles quiserem divulgar. Então, bota na tela o flyer, o link vai estar também na descrição.

E também, se quiserem, tem o nosso canal do YouTube. Por favor, sigam lá. E o Instagram também, Luiz Saião. Só colocar Luiz com Z e Saião com Y. Está escrito aqui na tela para você não errar. Luiz Saião no YouTube e no Instagram. A gente está à disposição. Agradeço muito de coração. Uma honra. Aprendi muito. E Deus continue abençoando e faça o destiny.

Um destino ainda mais glorioso e favorável. Que Deus seja louvado. Amém. Muito obrigado por tudo. Muito obrigado por você estar com a gente até agora. Não deixa de se inscrever nesse canal. O Brunecast só existe para elevar a sua maturidade, o seu nível de conhecimento, te dar sabedoria. Então, por que você não está inscrito? Por que você não pode nos honrar com a sua inscrição? É gratuito.

Então, se inscreva nesse canal agora, não deixe de compartilhar, pega esse link e manda para todo mundo que tinha dúvidas sobre a Bíblia. A gente está com o maior biblista do Brasil aqui, o maior especialista. Espalha para todo mundo e dá o seu like. Não é porque a gente está atrás de like, não. É porque o algoritmo do YouTube entrega para mais pessoas, e mais pessoas vão se apaixonar e amar a palavra de Deus por causa desse episódio.

Deus abençoe você que está em casa, nos assistindo, querido aluno, querida aluna. Paz e prosperidade para você. Obrigado, professor Saião. Amém. Até a próxima. Feliz e abençoado são vocês que não viram, mas creram. É a experiência que faz você largar o que você acha importante para tocar por algo muito melhor.

Quem já se entregou de forma profunda ao Senhor, quem já sobreviveu a momentos muito difíceis, somente baseado na misericórdia do Senhor, já não quer trocar isso por mais nada.

O problema com Saul é que Saul queria a posição mas David queria a presença. Senhor, eu prefiro ter sua presença. A cada um ele deu uma medida de fé.

Eu vou despejar esse enigma. E você sairá dessa porta. Criando que nada é impossível a você. Chegou o tempo para você viver o que está escrito na palavra do Senhor. Quem vai viver milagre escrito? Quem vai viver o sobrenatural? Salta a bruna, se prepare.

Porque a primeira coisa que Deus vai te dar para você ter uma vida extraordinária é o dono de discernimento. Quero declarar que você e toda a sua família estarão na conferência 2026, uma nova estação.

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