LUIS FABIANO: dispensado aos 14 anos, virou ídolo. O que a vida dele ensina sobre NÃO DESISTIR
Conheça a Minimal Club usando o Cupom: BRUNEThttps://lp.minimalclub.com.br/ep-brunetcastLIVRO O JOGO DA VIDAhttps://amzn.to/4thoRkwLuiz Fabiano foi dispensado com 14 anos do Guarani. Trabalhou numa mecânica. Quase desistiu do futebol. Hoje é um dos maiores artilheiros da história da Seleção Brasileira.Neste Brunecast especial O Jogo da Vida, Tiago Brunet entrevista Luis Fabiano para entender o que o futebol ensina sobre superação, propósito e vida. Uma conversa sobre destino, fé, preparação mental e como transformar fracasso em combustível.Você vai aprender:→ Por que ser dispensado pode ser o início da virada→ Como problemas pessoais destroem carreiras (e vidas)→ O papel do mentor/técnico em qualquer área da vida→ Por que estar no banco de reservas não é o fim→ Como um único gol pode mudar toda a sua trajetória→ O erro emocional que impede a maioria das pessoas de crescer━━━━━━━━━━━━━━━━CAPÍTULOS0:00 — Apresentação1:44 — Luiz Fabiano entra no estúdio3:58 — Você acredita em destino?10:31 — O poder das indicações e dos mentores13:07 — Quem foi o incentivador da sua vida?16:00 — De mecânico a jogador da Seleção19:57 — Como é receber a convocação?22:29 — O gol que mudou tudo (Sevilha x Middelsbrough)25:53 — Problemas pessoais destroem o rendimento?33:55 — Espiritualidade no vestiário e na seleção39:24 — Como lidar com pressão em jogos decisivos?43:34 — O papel do técnico na carreira e na vida51:33 — Banco de reservas: motivação ou derrota?59:53 — Posicionamento, estratégia e visão de jogo1:13:07 — A seleção brasileira atual1:22:00 — A importância do vestiário1:23:13 — O jogo mais importante da minha vida━━━━━━━━━━━━━━━━#LuizFabiano #JogoDaVida #TiagoBrunet #Brunecast #Futebol #Superação #Motivação #SeleçãoBrasileira
- FutebolLuis Fabiano · Destinos e Oportunidades · Mentores e Influências · Pressão e Expectativas · Preparação Mental
- Carreira de Luis FabianoConvocação para Seleção · Gol que Mudou Tudo · Experiência na Europa · Momentos Importantes
- Futebol e paixão por timesEspiritualidade no Vestiário · Importância do Vestiário · Trabalho em Equipe · Visão Estratégica
- Dificuldades e desafios geraisLidar com Críticas · Pressão da Torcida · Expectativas e Realidade
- Oportunidades e ObstaculosPreparação para o Jogo · Aproveitar Oportunidades · Importância do Treinamento
Para mim, o que aconteceu na minha vida foi um destino. E aí, esse gol foi a virada de chave. Porque aí a torcida passou a me respeitar de uma forma diferente. De ruim eu passei a ser bom e de dúvida eu passei a acreditar em mim.
Quando você está bem, muito bem, o pessoal aplaude, a torcida aplaude. Você comete um erro, o pessoal quer a tua morte. Se você não souber lidar com a vida como ela é, e o futebol é assim, quem vai sofrer é você, filhos. Porque a torcida aplaude num dia, no outro dia está aplaudindo o outro já. Então, cuida da tua vida, protege das suas emoções, resolve os teus problemas pessoais para você brilhar mais no campo da vida. O que você treina, geralmente não acontece no jogo. Por isso que treina é treino, jogo é jogo.
Você tem que estar preparado para aquele momento. Na vida, você vai disputar muitos campeonatos pequenos antes de chegar na Copa do Mundo. Mas se você não der o teu melhor no campeonato pequeno, nunca vão te ver para o próximo campeonato. Então, tudo que você fizer, faça conforme as tuas forças, diz a Bíblia.
Sejam bem-vindos a mais um Brunecast. Nós estamos em mais um Brunecast, edição especial. O jogo da vida. É, é quando a gente traz aqui grandes campeões do futebol para te mostrar como esse jogo, que tem mais de 4 bilhões de fãs no mundo, como esse esporte tão competitivo...
tão amado, ovacionado pelo mundo, que lota estádios todo fim de semana em centenas de países. Você imagina que não tem um esporte que tenha essa força de colocar multidões. E com que o futebol, suas regras, seus princípios, pode nos ensinar sobre vida e negócios?
Porque se você cumprisse pelo menos a metade do que o futebol exige, de disciplina, treinamento, ter um técnico, posicionamento em campo, como virar um jogo no vestiário e o segundo tempo ser melhor do que o primeiro tempo, se você aprendesse pelo menos a base do que fez o futebol se tornar o que é...
do que fez os jogadores se tornarem os campeões que são, você com certeza estaria aplicando na sua vida, no seu emprego, na sua carreira, no seu negócio, e estaria vivendo uma vida bem melhor. E para isso, nós trouxemos mais um campeão Wesley. Verdade, isso eu estou até nervoso em estar apresentando. Não, esse aqui, por acaso, eu vim jogar. É da minha época. Quando eu jogava na rua, eu falava, não sou o Luiz Sabiano. É, isso adiantou quem é.
Quebrou o clima! Vamos estar despedindo. Recebam com forte aplauso o fabuloso Luiz Fabiano! Obrigado. Prazer. Prazer, irmão. Obrigado por ter aceitado o nosso convite de ser grande campeão. E uma emoção que eu tenho na vida é que...
Apesar de eu nunca ter sido fanático no futebol, eu vi muita gente jogar, principalmente seleção. E aí, hoje eu estou mais fanático que eu estou escrevendo sobre isso. Estou com filhos de adolescentes que só falam de futebol 24 horas. Se eu quiser ter comunicação com eles, eu tenho que saber o nome de todos os jogadores. Joga FIFA junto. Então, hoje eu estou muito mais ligado, atendo muitos jogadores da seleção e de clubes europeus.
Então, é claro, hoje eu estou muito mais ligado. Mas o que me marca muito e me emociona, que é o caso de hoje, é porque tem muita gente que eu gritei um nome na minha juventude. Eu lembro que a primeira vez que eu vi o Rivaldo, o Rivaldo foi na minha casa no meu aniversário. Eu já era vizinho, eu não sabia. E ele estava me acompanhando pelo YouTube, um amigo levou.
Meu Deus, o rival da minha casa. Porque era um dos poucos nomes que eu gritava. Luiz Fabiano é um nome que eu gritei muito. Aí o Elio, eu e você. A gente trouxe aqui, semana passada, o Cafu. Nosso capitão do Penta. Você imagina. Rapaz, quem prefaciou o nosso livro agora, O Jogo da Vida, foi o Cacá.
E virou um grande amigo, um beijo, Cacá. A gente janta na casa um do outro. Eu nunca imaginei na minha vida que eu ia poder ter os acessos que Deus me permitiu ter e hoje poder trazer um cara campeão como você aqui para poder te fazer perguntas que vão ajudar nossos espectadores, ouvintes, quem está pelo Spotify, a entender melhor a vida através do futebol. E a primeira pergunta que eu quero te fazer é o seguinte.
Você acredita em destino? Porque me parece que muita gente tenta ser jogador...
Tem habilidade, treina duro, mas não chega ao profissional. Ele cria o plano B, o plano C, o plano D, e as portas se fecham ali. E já tem gente, que eu quero que você conte a história, quando você tinha 14 anos no Guarani, que é dispensado, fica sem jogar, e consegue voltar triunfante para o futebol.
Como é que você vê esse lance do destino? Ou seja, é para ser o que tem que ser? Como é que você explica isso? Primeiro, é uma honra estar com você. A honra é minha, obrigado. Eu estou aqui nervoso. É mais difícil que jogar um jogo da Copa do Mundo. Por aí, não. Faz esse pote e sobe no meu Instagram. Faz esse pote e sobe no meu Instagram.
E contar um pouco da minha história, eu acho que existe destino, porque para mim, o que aconteceu na minha vida foi um destino. Então eu vou começar contando o comecinho quando eu tinha 14 anos, mas antes de chegar até o Guarani, eu despeguei um campeonato amador para um time chamado Alvorecer, lá de Campinas.
O dono do time, ele chama Marco Ebelinho, hoje ele é presidente da Conte Preta e naquela época ele era só dono desse time. Eu disputei um campeonato amador em 94 por esse time e aí eu passei a ser, não conhecido, mas falado em Campinas, que tinha um menino, porque eu fiz muitos gols nesse campeonato, fui campeão.
E começaram a falar do meu nome, que menino promissor podia ser jogador. E eu fui para o Guarani. Eu joguei um campeonato no Guarani, em 94. Depois de ter jogado esse campeonato amador por esse time. E fiquei o ano inteiro na troca de categoria.
eu fui mandado embora, porque naquele tempo existia infantil, juvenil, você ia ter que escalando e ficava dois anos em cada categoria. Então, como eu era o primeiro ano na categoria juvenil, o treinador mandou embora todos os que vinham subindo e ia começar o primeiro ano nessa categoria juvenil.
Eu gostava muito de carro, eu trabalhei dois meses e meio numa mecânica. Uau! E aí, eu tenho um amigo chamado Leandro Biela, que estava jogando no Ituano. E ele estava me procurando, ele jogou comigo no Guarani e foi para o Ituano. Ele estava me procurando e eu estava trabalhando nessa mecânica. Aí, ele me achou e falou, tem um teste no Ituano.
Você não quer ir? Eu falei, ah, eu abandonei o trabalho na mecânica, fui fazer o teste no Ituano. Eu tenho um meu amigo de infância chamado Eduardo Moreno, do meu bairro. O pai dele tem três irmãos. Um deles era o finado Robertinho Moreno, que chegou a ser treinador e auxiliar do Abelão. E eu cheguei no Ituano, era o treinador Robertinho Moreno.
tio do meu melhor amigo. Uau! O destino, então. É o destino. É. Coisas que não dá para explicar, né? Mas vai melhorar. O Robertinho Moreno recebeu uma proposta...
para trabalhar na Ponte Preta de Campiripo. Minha família toda ponte preta. Eu era de menor. Isso aí era de 2095 para 1996. E ele foi. Robertinho Moreno foi trabalhar na Ponte Preta. Chegou na Ponte Preta, quem que era o diretor? O Marker Berlim, dono do time amador que eu joguei.
Ele só comentou, falou, tem um menino de Campinas que ele jogou no seu time. Amador. Uau, uau. O Eberinho, o que ele fez? Para dentro. Para trás. E o Ituano queria ficar comigo. Só que como eu era de menor, tinha que alguém assinar por mim. No caso, meu tutor era o meu avô. E o meu avô não ia. Não ia assinar. Não, não dá, não dá, não dá, não dá. Trabalha.
Quando me chamaram para a Ponte Preta, meu avô foi correndo me buscar. E tu? Tem. Aí que tudo começou a minha carreira profissional. Eu cheguei na Ponte Preta, o Eberlin estava lá. Eu fiz um teste, ele já me conhecia, eu fiz um teste. Eu nunca quis jogar de centroavante. Eu era meia-direita, eu gostava de jogar de meia-direita. Conta essa história.
Antes de tudo, no meu timinho do bairro, Jásser, que eu tinha um timinho do bairro, do Troença, eu era goleiro. Eu tenho as fotos. Eu goleiro, olha só. E eu queria jogar de meia direita, só que o time do bairro só tinha vaga de goleiro. Eu joguei de goleiro.
Começa como dá. No Guarani, joguei de meia direita. Quando eu cheguei na ponte, tinha um treinador chiquinho que ele olhava pra mim e falava mas tem altura de atacante. Dá pra você jogar de atacante. E falava, falava. E eu falei, vai, me coloca de atacante. Me colocou de atacante. Eu joguei de atacante na ponte preta. Comecei a jogar.
Comecei a fazer gols. Subi para o profissional. Fui para a Taça São Paulo com 16 para 17 anos. Chegamos na final contra o Inter no Morumbi. Perdemos no pênalti. Fui convocado para a seleção, subi 17.
Joguei com o Ronaldinho, com outros grandes craques e subi para o profissional da Ponte Preta. Em 97, comecei a jogar com 17 anos. O meu primeiro jogo que eu entrei, eu fiz um gol. O goleiro foi querer me dribar, tomei a bola, fiz um gol. E aí que tudo começou, então eu acho que...
Era pra ser. Porque eu fui mandando embora, fiquei frustrado. Tentou criar o plano B com a mecânica? Tentou criar o plano B. Era uma coisa que eu também gostava, carro. Mexer com o carro. Mas o destino quis que eu me tornasse um jogador de futebol. Agora, você falou algumas coisas que eu anotei aqui importantíssimas. Gente, traz atenção nisso. Número um. Quando ele estava tentando criar o plano B na mecânica...
Um amigo foi atrás dele. Aí quando a gente fala do poder dos relacionamentos, as pessoas querem desmerecer. Ah, a gente consegue só, a gente consegue nada. Sempre tem alguém que lembra de você, que te indica. Os melhores negócios que eu fiz na minha vida foram indicações.
Então, um amigo indicou, falou, achou ele na mecânica e levou para o Ituano, né? Ou amigo, para o Itu, né? Itu. Ituano é de Itu, é isso? É. Então, eu pensei, meu Deus, estou inventando o nome do time aqui. Ou seja, primeiro ele falou da indicação do amigo. Outra coisa...
É que ele queria jogar de meia direita e o técnico direcionou para ele ser atacante. Isso aqui é uma coisa importante, porque a maioria dos jogadores que a gente já entrevistou, inclusive o Cafu, aqui na última entrevista, disse a mesma coisa.
No caso do Cafu, ele queria ser meio campo e o Tele Santana falou, cara, você é lateral direito. É. Então, assim, qual o problema na vida? É que às vezes a gente não criou relacionamentos de indicação, a gente não tem um técnico, que seria um mentor para direcionar, porque às vezes quem vê de fora está te enxergando muito melhor. Porque você carrega as tuas dores do passado, as tuas incertezas, as tuas dúvidas.
ter os complexos de inferioridade, aí você não consegue se enxergar. Às vezes alguém nos fala e fala, rapaz, aqui você seria muito melhor. Até da altura, o técnico falou, nessa altura aqui é muito melhor para você estar no livro Jogo da Vida. Eu até falo o seguinte, imagina se o Messi, que é destinado para o futebol, resolvesse ser goleiro com a altura que tem. Hoje é pegar a bola. Então assim, nasceu para o futebol? Nasceu. Mas para qual?
Mas para qual posição em campo? E na vida é assim. Se você nasceu, é porque tem um propósito, você está no jogo da vida. Agora, qual é a tua posição? Você imagina se eu ficasse querendo inventar, jogar na posição dos outros, porque ali dá mais dinheiro, porque ali sai mais na TV, porque ali aparece mais, e não fizesse o que eu tenho que fazer. Eu não seria, não representaria o que eu represento hoje. Agora, o que eu percebo, Luiz, é que a maioria dos jogadores,
tiveram um grande incentivador para começar. A maioria dos que eu entrevistei para escrever o livro, jogadores da seleção atual, da seleção pentacampeã, da seleção em geral, sempre falaram, foi meu pai, foi meu tio, foi meu avô, foi minha mãe, minha mãe deixava de fazer tal coisa para eu poder ir para o treino e tal. Quem foi, no seu caso, incentivador? Porque na vida nem sempre a gente tem.
Às vezes, uma pessoa hoje se tornou advogado porque o pai sempre fala Cara, você precisa estudar, a advocacia é um caminho, aí você acabou se tornando um grande advogado Mas nem sempre a gente teve incentivo familiar Ao contrário do jogador, que em sua maioria, claro, tem exceções
Teve um incentivo familiar. No seu caso, quem foi? No meu caso, foi o meu avô. Com o meu avô. Eu sempre tive pais separados. Eu morava com o meu avô. O meu avô, ele teve uma veia de esportista que ele chegou a jogar.
na Ponte Preta, no Guarani, enfim. Então ele que foi o maior incentivador de eu persistir e continuar. Mas eu acho que às vezes a gente precisa também aproveitar as oportunidades da vida.
Porque se eu tivesse falado não para o meu amigo, talvez eu teria ido encontro o destino que era ser jogador. Boa. Ou talvez se o treinador fala, você tem...
Estilo de atacante, eu acho que não dá para você jogar de atacante. Eu falasse assim, ah não, quero seguir na meia. Talvez eu não teria me tornado o que eu me tornei. Então eu acho que eu também tive essa... Eu estava aberto a ouvir opiniões, oportunidades e eu aceitei. Eu falei, não vou.
Tá bom, me coloca aí, vamos fazer e deu certo. Mas meu avô, ele sempre, apesar das dificuldades, eu não vim de família rica, família de trabalhadores, minha mãe trabalhava, meu tio trabalhava, meu avô era aposentado. E tinha certas dificuldades, mas mesmo assim eles me apoiaram, porque eu cheguei a trabalhar.
ganhar o meu dinheirinho, pouco mais ganhar, mas mesmo assim quando eu falei eu tô indo lá para Itu sozinho, com eu tinha 15, 16 anos, 95 para 96, eles ainda aceitaram, então acho que esse é o destino, esse era o destino da minha vida, porque todo mundo...
Foi a favor de eu conseguir chegar no meu destino, no meu objetivo, que é o que eu sempre quis fazer, né? Ser jogador. Eu sempre de pequeno, até quando fui para a Copa, foram lá entrevistar os diretores na escola do bairro. Eu comecei e o diretor falou, ele matava a aula para ficar jogando na quadra e tal. Então, sempre...
Quis ser jogador de futebol e cheguei a ser, eu acho que esse era o meu destino. De chegar, agora, chegar à seleção já é diferente. Eu sei que é coisa de Deus. É, isso que eu ia te perguntar. E como é para uma pessoa que pensou em desistir a ponto de trabalhar numa mecânica, um dia se vê numa Copa do Mundo, um dia se vê na seleção brasileira?
Porque esse é um prêmio divino na minha vida. Porque quando eu cheguei na ponte, minha família toda era ponte pretana. Para mim, eu estava no auge.
Pra mim era o seu... Pronto, consegui. Vou ficar aqui dez anos ganhando um salário que pra mim... Era maravilhoso. Dezessem pra dezessete era maravilhoso, doze mil reais, carteira assinada. Falei, nossa, porque eu não tinha... Era tudo meu dinheiro, né? Doze mil é aquela época, né? Hoje atualizado é muito mais.
E aí, nossa, tão bem. Só que Deus, ele tinha planos maiores na minha vida. Eu joguei de 97 a 2000 na Ponte Preta. Um time da Europa foi ver o meu companheiro, o Vander. Que foi lá comprar o Vander. E nesse jogo, eu acabei fazendo dois gols. E o dirigente do time, chamado Rennes da França, que foi ver o Vander, falou... ...
Porque eram os dois. Fez o pacote. Destino de novo. Nem foi me ver. Acabou me levando. Destino de novo. Destino de novo. Me levou, eu com 17 para 18, vendido para a França. De um valor que eu ganhava na ponte, passei assim.
Nem sabia que existia dólar naquela época. Não sabia que nem dólar em euro. Então, é o destino. As coisas começaram a acontecer na minha vida muito rápido. Antes mesmo de ir para a França, eu fui para a seleção sub-17. 17. Com o Ronaldinho. Uma coisa que eu nem esperava. Tudo foi muito rápido na minha vida e inesperado. Coisa que eu nunca imaginei que eu poderia chegar tão longe como eu cheguei.
Mas todo mundo que fala assim, na minha vida foi rápido e inesperado, estava preparado para entrar na oportunidade. Ou seja, você treinava, você estava com o físico em dia, você sabia fazer o gol. Isso também é nada. Só é rápido e inesperado, gente. Só é rápido e inesperado e é mesmo.
quando você está preparado. Quando você não está preparado, você nem percebe a oportunidade. É o amigo te ligar e te falar, irmão, aqui na mecânica eu estou garantido, deixa comigo e tal. Esse negócio de você sonhar grande também, cara, tem algo maior para mim. E deixa eu só contar uma história rápida da Bíblia aqui de Davi, porque tem a ver com o que você falou. Davi nunca imaginou, até pela sua origem comum.
plebeu, não tinha linhagem nobre, não era filho de rei. Ele nunca imaginou ser rei. Ele era um pastorzinho de ovelhas, ele cuidava de bicho. Aí aparece uma oportunidade para ele matar um gigante. Como ele tinha experiência, porque a Bíblia diz que ele já tinha matado urso e leão, então ele tinha uma experiência de pegar bicho grande, ele vai e consegue matar o famoso gigante Golias. Aí ele vira capitão de exército.
Casa com a filha do rei. O cara podia pensar, irmão, pronto, eu tô no auge. Saí da cidadezinha de periferia, saí da pobreza, tô ganhando um dia como capitão de exército aqui, casei com a filha do rei, tô dentro do palácio, pronto, fechou. Não. Ainda tinha outras coisas maiores pra ele. Então esse negócio de a gente às vezes achar, porque tá nos jogando na Ponte Preta, chegamos no auge, só Deus sabe o próximo passo, né, cara?
Tem vezes que a nossa mente nem alcança o tamanho do sonho. É por isso que acreditar, ter fé, que acreditar sem duvidar é muito importante. Você colocar o teu futuro na mão de Deus, porque diz a Bíblia que os planos dele são maiores do que os nossos. Agora, é...
Esse negócio de ser convocado para a seleção, como é que é? Você fica pré-avisado ou é aquilo que a gente vê na TV mesmo? O cara não tem a mínima ideia e está lá esperando a convocação. No nosso tempo, que eu sou do tempo antigo, para que o tempo está moderno, tem VAR, tem umas vezes... Eu nunca ia imaginar que ia chegar o futebol a esse ponto. No meu tempo, existia o famoso fax.
a CBF mandava um fax lá para o meu time. Ó, convocação, doissadiana, blá blá blá blá blá.
O bate era maior. Que do nada chegava o fax, todo mundo gritando, comemorando, foi convocado com o papelzinho na mão. Foi convocado. Hoje em dia, acho que depois, no final, já ligavam. Ligavam pra gente e falavam, você vai ser convocado. Hoje, na sua empresa, é só da ligação. Mas a alegria naquele tempo era muito maior.
Não desmerecemos de hoje, mas a concorrência era muito grande. Mas a gente precisava provar durante muito tempo que a gente tinha condições de chegar à seleção brasileira. Hoje as oportunidades são mais fáceis. Agora, o que eu percebo observando o futebol e comparando com a vida, é que às vezes...
Um jogo, ou às vezes um gol só, é o que dá virada na tua história. Eu lembro que eu era garoto e, por acaso, eu assisti o jogo ao vivo do Cruzeiro, quando o Ronaldo Fenômeno faz aquela sequência de gols e vira o Ronaldo Fenômeno.
Por acaso esse jogo eu assisti, porque eu não era assim de assistir todos os jogos, não. Não era fanático. Mas por acaso esse jogo eu assisti. E eu lembro que aquilo ali deu uma virada, porque foi a primeira vez que começou a dar entrevista para tudo quanto é Globo Esporte, não sei o que. Teve algum jogo ou algum gol que você sentiu, agora minha carreira deu uma virada? Sim.
Até eu chegar no Sevilha, da Espanha, eu fui vendido por Rennes, da fonte por Rennes. Do Rennes eu vim para São Paulo. Eu consegui me firmar nacionalmente aqui no São Paulo, jogando um ano com o França, Kaká.
E aí eu voltei para o Rennes, o São Paulo me comprou de novo, eu fui vendido para o Porto. No Porto, eu não rendi nada. Eu tive problemas pessoais, mas foi sequestrada, muitos meses sequestrados. Aí a cabeça não funciona.
E aí eu fui vendido para o Sevilha. E aí é a minha segunda chance europeia. E como eu já tinha uma certa fama aqui no Brasil...
Eu era muito criticado por não conseguir render na Europa o que eu rendi aqui no Brasil. E aí eu cheguei no Sevilla, o começo foi muito duro, a adaptação. E o treinador, ele judiava bastante do Luiz Sabiano, mas ele colocava em todos os jogos importantes. Finais, fome, finais.
Porque ele sabia que eu estava num mau momento, mas ele sabia que eu tinha uma qualidade. E aí a final da Copa da UEFA, 2005, 2006, Sevilla Middlesbrough, Anhanguim, o primeiro gol do nosso título foi meu. Aí minha vida mudou, porque até esse momento eu era muito questionado no Sevilla.
E eu passei a ter a dúvida de mim mesmo também. Pensando, acho que eu vou voltar para o Brasil. Lá eu rendo melhor. Lá eu sou melhor. Lá eu estou perto dos amigos, estou perto da família. Lá eu vou ter menos dificuldade. Eu não queria enfrentar a dificuldade de jogar na Europa.
E aí, esse gol foi a virada de chave. Porque aí a torcida passou a me respeitar de uma forma diferente. De ruim eu passei a ser bom. E de dúvida eu passei a acreditar em mim. E aí eu...
Dei a volta, a temporada seguinte eu fui artilheiro, voltei à seleção e aí comecei a desabrochar o melhor de mim. Vamos aprender e aplicar na nossa vida e na nossa carreira profissional aquilo que ele acabou de falar aqui.
Primeiro, problemas pessoais interferem na sua habilidade no campo da vida Então, não acha que você, por ser um bom profissional Se estiver ruim em casa, se estiver com um problema familiar Devendo dinheiro e outros problemas pessoais que você pode criar Não acha que isso não vai atrapalhar a sua habilidade profissional Porque vai Eu já jantei com diversos jogadores e as perguntas que eu sempre fazia era Teve alguma vez que a tua emoção atrapalhou o jogo?
Várias vezes, todos os dias, várias vezes. Estava com um problema tão grande com a mulher, com o filho que estava fazendo alguma coisa errada, alguma coisa desse tipo, que o cara entrava em campo e não conseguia jogar. Então, cuidado com as suas emoções e problemas pessoais, porque isso vai interferir nos teus negócios, na tua habilidade profissional. Segunda coisa é que o povo, as pessoas comuns, acham que, por exemplo, uma estrela, um Luiz Fabiano fabuloso, um Ronaldo, um...
o Cacá, qualquer estrela aí que a gente tenha no Brasil, são inabaláveis. As pessoas têm essa ideia. Inabaláveis. E, na verdade, a maioria dos problemas, principalmente os emocionais, que eu fui resolver de jogadores, da seleção e de clubes europeus, era em relação às críticas. O cara não estava conseguindo lidar com a crítica. Eu contei uma história aqui nos bastidores de um cara que eu fui atendendo na Europa. Uma crítica só da torcida detonou o emocional do cara. Imagina.
E é tão cruel isso, Luiz. Você imagina, por exemplo, o Fenômeno. Foi um dos maiores jogadores da seleção. Quando ele vai encerrar no Corinthians, o pessoal só batia no cara. O cara fala, pô, eu sou campeão do mundo, melhor do mundo, não sei o quê. E vai encerrar com o pessoal batendo? A vida é assim. Quando você está bem, muito bem, o pessoal aplaude, a torcida aplaude. Você comete um erro, o pessoal quer a tua morte.
Se você não souber lidar com a vida como ela é, e o futebol é assim, quem vai sofrer é você, Filizão. Porque a torcida aplaude num dia, no outro dia está aplaudindo o outro já. Então, cuida da tua vida, protege das tuas emoções, resolve os teus problemas pessoais para você brilhar mais no campo da vida. Não é mais ou menos assim? É exatamente isso. Eu acho que o futebol é um pouco mais cruel porque é quarta e domingo.
Então, quarta se é bom, domingo se é ruim. Quarta se volta a ser bom de novo, domingo se já passa a ser ruim de novo. É, toda semana opiniões diferentes. É um mix de sentimentos.
homem, peraí, domingo eu fiz dois gols, todo mundo veio me abraçar, aí eu errei um gol quarta-feira, perdendo o jogo, caramba, todo mundo quer me matar, nossa. E aí eu acho que o jogador tem que ser muito mais preparado mentalmente, para lidar com essa sequência, porque não dá para ser bom durante...
10, 15 jogos, um você vai errar. E aí, nesse que você tem que estar preparado. Nesse, não. Eu errei um. Corta, tem de novo, vou... Essa preparação emocional é muito importante.
E o que a gente falou aqui, gente, às vezes você está numa fase, mas um gol pode mudar a tua história, pode mudar a tua trajetória. Então calma, tá? Calma, porque às vezes você está achando que está no fundo do poço, que acabou para você, que não tem... Calma, um gol já muda a visão de todo mundo sobre você.
a gente tem uma coisa boa na vida a vida nem sempre oferece coisas boas mas uma coisa boa a vida tem é que um acerto pode cancelar muitos erros
O futebol é... Não é assim? É exatamente. Tipo assim, você pode ter errado 15 gols e a torcida está toda contra você, mas se você fizer um gol na final, todo mundo esquece os 15 que você perdeu e fala, ele é o rei. É ou não é? É isso. Consente-se no teu próximo acerto, que aí as pessoas vão desconsiderar o que elas hoje fazem questão de te lembrar, teus erros. Agora, você falou uma coisa, cara, que muita gente aqui já me falou, muitos atletas já me falaram.
que às vezes você rende muito, você arrebenta num ambiente, num time, onde você vai para outro, o mesmo Luiz Fabiano, não é mais o Luiz Fabiano artilheiro. O clube, ou o ambiente, ou até mesmo o país que você está jogando, isso realmente pode interferir na tua habilidade, em como você rende em campo? Sem dúvida nenhuma. Eu acho que...
Você, quando muda de um ambiente para o outro, você precisa de uma preparação mental para chegar no novo ambiente. Porque tudo é questão de persistência, eu acho. Você pode, você está no Brasil, fazendo...
Sendo artilheiro. Eu sou artilheiro do brasileiro. Quando você chega num Real Madrid, você passa a ser um... Mais um. Mais um. Você tem privilégio no São Paulo? Eu era... No São Paulo, eu não sabia no Fabuloso. Quando eu cheguei no Porto, ninguém queria saber de nada de Fabuloso, não. Eu tive que começar do zero. É.
a ter credibilidade com o meu grupo, a ter respeito com o meu grupo, com o torcedor, tudo. E aí faltou um pouco da persistência minha, de querer, não que eu vou vencer como eu venci lá no São Paulo.
vou dar a volta por cima essa preparação mental essa preparação mental que me faltou se os jogadores entendessem isso para quem é atleta e está assistindo a gente se você entender isso desde cedo que a tua preparação mental vai determinar muita coisa
na tua carreira, inclusive teus sentimentos, emoções, se você se acha na qualidade que tem para continuar ou vai ficar pensando em desistir o tempo todo, depende muito da tua preparação mental. Preparação em campo é importantíssima, é fundamental, mas a preparação mental também muitos jogadores esquecem disso. Eu acho que quando você está bem mentalmente, todo o resto, aqui, acompanha tudo. O físico acompanha.
Porque todas as vezes que eu estava ruim, eu não treinava bem, eu não conseguia me condicionar bem. Eu tomava decisões dentro do campo equivocadas. Parecia que o gol diminuía de tamanho.
Eu não conseguia render o mesmo quando eu estava feliz, tranquilo, um ambiente que me desse tranquilidade, felicidade. Todas as vezes que eu vim para São Paulo, tanto é que por isso que eu fazia muitos gols em São Paulo, porque apesar de ter tido problemas, dificuldades críticas...
A torcida, às vezes, queria me matar, porque é amor e ódio. Acho que goleiro, centroavante, é as posições que mais são cobradas. Sem dúvida. Porque a nossa falha, ou ela pode trazer a vitória ou a derrota. Tanto o tacante ou o goleiro. E aí, quando as coisas...
E é bem verdade também, outra coisa, que todas as vezes que eu estava mais próximo de Deus, minha vida, sempre eu tomei decisões melhores. Espiritualidade é importante. Espiritualidade. É porque você começa a... Hoje, a maioria dos jogadores, mesmo que não levem uma vida integralmente cristã,
Mas a maioria tem uma fé. Você pode ver que o cara entra fazendo o sinal da cruz. Eu vi um jogo agora do Real Madrid, um jogador levantando a mão e orando antes de bater uma falta, alguma coisa assim. A fé é uma coisa que faz parte da vida do jogador porque ele sabe que, primeiro, o futebol é imprevisível. E quando você joga um esporte imprevisível...
Você precisa ter fé, você precisa acreditar em que algo maior vai acontecer. O que é imprevisível? É o único esporte, talvez um dos únicos, que você não tem certeza se vai ter gol. O basquete vai ter ponto, o tênis vai ter ponto, o golfe vai ter ponto, o futebol pode terminar no 0x0. É imprevisível. Pode ter os quatro melhores atacantes do mundo e não sair nenhum gol. Outra coisa, você às vezes é um atacante super preparado.
Mas é imprevisível se a bola vai cair no teu pé. Às vezes tu pegou um zagueiro que é mais alto e fica tirando a bola o tempo todo. Nunca chega em você. Então, essa imprevisibilidade do futebol ativa a fé do jogador. Ele começa a acreditar que, cara, Deus vai colocar essa bola aqui. É muito comum, né? No vestiário o jogador fazer uma oração e tal. Como é que foi essa parte? E o que você viu na seleção brasileira em termos de espiritualidade?
Quando eu cheguei à seleção, existiam os atletas de Cristo. Antigamente, faziam reunião de atletas de Cristo. A maioria se reunia para falar de Deus, para buscar ajuda divina, para se aproximar de Deus. E o que eu via durante a minha trajetória como acreta...
Por mais que a pessoa não era cristã, enfim, não tinha religião, no final ele pedia para Deus. No final ele se rendia e vinha junto com quem acreditava e nas orações e nas reuniões. Quando era tipo jogo decisivo.
Vinha. Vinha junto. Eu sempre queria isso. É como... A carreira do cara está em jogo, né? Aí quando ele percebe que ele não tem o... Qual é aquilo do cavalo? Que direciona o cavalo? A rédea. Quando ele percebe que ele não tem a rédea da vida, do jogo, que ele não... Mesmo sendo bom, ele não comanda o resultado, ele acaba colocando na mão de Deus. E esse negócio de imprevisibilidade versus fé, né? Aliás, quero mandar um beijo pro Rodrigo.
Uma semana antes do Rodrigo lesionar, eu estava lá na casa dele, na Espanha e em Madrid.
E, cara, certeza que ia ser convocado para essa Copa. Levei meu filho para assistir um jogo lá no Real Madrid, fui almoçar na casa do Rodrigo. Aliás, um beijo ao Eric, que é o pai e empresário do Rodrigo. Cara de fé. O Eric é um cara de fé. Você vê como é a imprevisibilidade do futebol. Não é só em campo, não. Garoto com esse talento, lesiona na semana da convocação.
Ou seja, tem que botar na mão de Deus. Não só para você ficar bem, mas caso algo te aconteça, porque a Bíblia diz que o sol nasce para os justos e para os injustos, a chuva cai sobre todo mundo, ou seja, tudo pode acontecer com qualquer um. É que caso aconteça algo de errado com você, como a lesão, você vai precisar de férmula para suportar agora a caramba, perder uma cópia. E superar para buscar a próxima.
É, Deus te dê força, tá, Rodrigo? Eu já falei isso contigo, mas... Fiz um problema com ele, pessoa maravilhosa. Que ele recupere. Vai recuperar e vai estar pronto para a próxima Copa. Vai, Wesley, ele quer brilhar. A audiência deve estar subindo agora, ele fica confiando os números. Quando a audiência sobe, ele quer ficar fazendo perguntas para brilhar. Eu conheço.
Obrigado. Luiz Sabiano, eu queria saber o poder de um técnico para você. E se você já sentiu que algum técnico foi muito importante para a sua carreira e algum técnico estava te boicoteando? Boicotando. Desculpa, é que ele fala francês? É boicotando que ele quis dizer. E como que você lidou com isso? Tanto com o que estava te colocando lá em cima, quanto o que estava te colocando lá embaixo.
O técnico que mais me ajudou foram aqueles que acreditaram em mim quando eu não era o Luiz Fabiano. Boa.
Eu acho que esses sim me ajudaram e identificaram que eu tinha uma certa qualidade para poder ajudar o time. Porque é muito fácil quando é o Ronaldo Fenômeno, o Ronaldo Fenômeno chegar no time é fácil. É o Ronaldo Fenômeno. Agora, acreditar naquele que está começando que é difícil. Então, eu dou muito valor nos treinadores que me ajudaram.
a me tornar o que eu me tornei, que é o Badão, Marco Aurélio Moreira, o Chiquinho, que era da base da Ponte Preto, Santinho, enfim. Fora o Marco Berlim, que foi muito importante, que hoje ele é vice-presidente da Ponte, mas ele era o diretor quando eu cheguei. Então eu dou importância para isso. Esses acreditaram em mim quando eu era simplesmente um menino, 16, 17 anos, começando.
E ajudaram a chegar onde eu cheguei. Treinador, eu acho que treinador, ele não faz boicote. Ele gosta mais de um e menos de outro. Porque no final, você pode ajudar ele também.
Ele também está preocupado com a carreira dele, né? Ele quer ganhar. É que, Wesley, essa pergunta você deve ter. É desculpa pela pergunta que ele fez, do boicote. É porque provavelmente ele foi no chat do GPT e falou assim, que pergunta eu posso fazer para o Luiz Fabiano, que eu estou nervoso e não sei o que falar. Aí o chat do GPT deu essa aí. Mas tem aqui que... Não boicota, tá? Ele também quer ganhar.
E ao contrário, não tem sentido nenhum! O que você está falando, Leandro? Não tem sentido nenhum a sua pergunta, tá? Brincadeiras à parte, né? Você pula ela aí, o Teixeirinho pequeno.
pelo amor de Deus, é um brulecache importante desse deixaram o microfone não, outra mas essa é boa a gente vê claramente que alguns clássicos e jogos importantes como eliminatórias alguns jogadores somem e outros brilham na sua carreira de sete finais que você disputou você ganhou cinco o que você acha que é isso? é mais emocional? é estar no lugar certo, na hora certa? é o que?
Eu acho que é mais emocional mesmo. Eu acho que é mais preparação emocional. De encarar a responsabilidade.
Encarar a pressão momentânea, porque jogar final é uma pressão momentânea enorme de vitória, de torcida. Não é só pressão torcida, não. Tem pressão da família, dos amigos. A tua reputação no jogo. Grana. Vou pedir o dinheiro financeiro.
Quem está preparado para essa pressão, eu acho que consegue render aquilo que sabe. Agora, quem não está, trava. Essa pergunta foi melhor, Wélio. Essa foi. Um pouco não é um pouco. Essa foi melhor. Agora, uma coisa que eu julgava e depois que eu comecei a estudar futebol, eu parei de julgar.
O cara perdeu um pênalti, jogo da seleção, eu ficava revoltado. O cara está há 15 anos treinando pênalti, irmão. Como é que o cara conseguiu perder esse pênalti na final? Eu ficava revoltado. Depois eu comecei a estudar e entender, e isso vale para a vida, que às vezes você está super preparado tecnicamente.
Você tem toda a estratégia física, mas a mente naquele momento começa a te enganar. Aí você começa a ficar confuso, bato na direita ou bato na esquerda. Não é? Confusão mental. O próprio treino te traz dúvida. Porque antes da final eu estou treinando bater na direita, na direita, na direita, na direita.
O goleiro vai e pega um pênalti do lado direito. E agora? Será que eu bato na direita? Caramba, boa ideia. Será que eu bato no meio? Confusão mental, dúvidas. O que você treina, geralmente não acontece no jogo.
Por isso que treino é treino, jogo é jogo. Você tem que estar preparado para aquele momento. Você treinou fisicamente, está correndo bem, está legal, está mente boa, mas as decisões no campo são na hora, diferentes daquilo que você fez no treino. Então por isso que às vezes o cara errou um pênalti, mas ele treinou bater desse lado, e na dúvida ele bateu desse e errou. Nossa, caramba.
É verdade. E às vezes também, o que eu percebi, me corrija se eu estiver errado, porque você já esteve em campo, eu nunca, às vezes eu percebo que o cara está tão confiante também que ele vai tentar dar uma cavadinha, é meio um orgulho.
Agora vou brilhar e acaba perdendo. Sabe o que o cara vem trofando assim, dá uma cavadinha, o goleiro pega assim? Esse cara pirou, irmão. Eu acho que o excesso de autoconfiança também é ruim, né? Também é ruim. Aí, eu ouço o Sporias, que tem um jogador que um jogo importante foi cavar. Cavou e o goleiro pegou. Mas ele treinou.
um dia antes, cavar e deu certo. Aí ele quis repetir. Só que aí que eu falei. Não acontece. Treino é treino, jogo é jogo. Ele foi fazer o que ele treinou. É outro goleiro, esse aqui é outro, né? É outra habilidade. É outra coisa.
É complicado. É complicado a gente achar que as coisas vão ser iguais e repetir. Muito bom isso. Tem que estar preparado em que vier. Tem que estar preparado para aquele momento. Agora, vou tocar num assunto polêmico aqui, para qualquer jogador, que é o seguinte. Agora, vamos usar o futebol, a parte negativa, para ensinar a vida para o povo. O que eu reparo, não em todos, mas na maioria dos jogadores?
é que eles conseguem ter o técnico durante toda a vida, ao contrário do ser humano comum que não tem técnico para quase nada. Vai casa sem treinar, no caso, você fez algum curso para casar? Não, no caso ele estava apaixonado, casou, por isso que às vezes muita coisa dá errado no casamento.
abre empresa sem ter feito nenhum tipo de consultoria, mentoria para aquilo, e fala, não, vai dar certo, Deus está comigo e tal, e pode estar com você mesmo, mas a sua parte tem que ser feita, senão como é que Deus vai fazer a dele que é o impossível? Então, eu percebo que o ser humano, ele dificilmente busca um técnico. Hoje em dia está melhorando muito porque a internet está...
Levando muita gente boa para você, para quem sabe buscar os certos. E você está aprendendo um pouco mais a vida. Mas o que eu vejo de negativo nos jogadores é que ele consegue ter o técnico profissional, por isso vira um bom jogador, mas nas outras áreas da vida dele não tem técnico e ele desanda. Exatamente. O cara às vezes desanda no financeiro ganhando bem, desanda na família, desanda nas amizades e começa a fazer coisas que comprometem não só a...
habilidade dele em campo, mas até mesmo a reputação ou como ele vai terminar. Como eu conheço muitos jogadores que terminaram mal, financeiramente, terminaram mal. O cara está com 15 pensões alimentícias para pagar. Falando de finanças, não estou nem falando de reputação, estou falando de finanças. Então, assim, por que você acha que o jogador tem dificuldade de buscar técnico nas outras áreas da vida se ele sabe a importância do técnico na vida profissional?
O que a gente precisa é buscar um técnico que vá te ajudar a buscar outros técnicos em outras áreas. Muito bom. Porque o jogador, quando ele está em atividade, ele não tem cabeça para nada. Não para nada, lógico. Para nada.
É concentração, é treino, é pressão. Todo dia. É exigência. A vida é essa. É, tem que estar aqui, o instrumento de trabalho é o corpo. Tem que estar bem. É fisioterapia todos os dias, é treino, é academia. E muitas vezes ele tem um técnico fora de campo que não consegue organizar o time. E aí as coisas desandam.
Se conseguir fora de campo ter uma base, o jogador consegue desempenhar o melhor que ele tem dentro do campo e ter a tranquilidade. Mas muitas vezes o jogador não consegue ter esse técnico fora que consiga...
Porque ninguém sabe tudo, né? A gente precisa... Às vezes o cara é muito bom financeiramente, em gestão de carreira. Lógico. Nossa, lógico. É por isso que, por exemplo, eu sempre aconselho nossas aulas do Café com Destino, aqui no Bruna Cash, falar o seguinte, tem mentores para diversas áreas da vida. O meu mentor financeiro, ele não pode ser meu mentor familiar. Até pela família...
Pela desordem da família lá. Mas só que de investimento, irmão, de grana o cara entende, irmão. Aí quando eu falo, cara, eu estou com isso aqui, o que eu faço? Ligo para ele, pei, certeiro. É lógico que eu tenho vários mentores financeiros, para você não ficar pensando em um aí. Será que ele está falando do fulano? Eu tenho alguns, né? Mas tem mentores financeiros meus que o cara não pode me dar conselho familiar, mas ele pode me dar o conselho financeiro. Então é bom você procurar mentores, né?
E se você não tem um acesso pessoal, lembre-se que livros funcionam como mentoria, podcasts, palestras. Às vezes você vê uma palestra que te direciona completamente. É só você buscar o assunto. Nunca entre na internet passivamente. Ou seja, para a internet te oferecer. Vai te oferecer o pior. Entre ativamente para você buscar a informação que você quer. Não seja vítima da internet, mas crie o teu destino usando essa ferramenta poderosa que ela é.
E o que eu percebo é que o ser humano, tanto comum quanto jogador, ele justamente está muito focado em uma coisa, ele busca a facilidade no resto. Então, tipo assim, meu primo é da minha confiança. Primo, cuida aí para mim. Meu irmão entende um pouco, cuida aí do dinheiro aí. Aí começa a distribuir para pessoas que têm boas intenções, que são de confiança, só não são técnicas para fazer. Aí você para para pensar num empresário. Agora vamos...
Para o contrário. Como o empresário pode ensinar o mundo do futebol? Certo. O empresário bem-sucedido, ele abre a empresa, aí ele contrata um CFO, que é um chefe de operações financeiras. É um termo em inglês para chefe de operação financeira. Você acha que ele confia no cara ou cria primeiro um pacto de lealdade? Não, irmão. Contratou o cara, assina um documento chamado NDA, que é um documento de confidência, que ele não vai poder falar nada, taca a conta na mão dele, que tem milhões para o cara administrar lá.
Entendeu por quê? Ele só amarra o cara num contrato. Lógico, tem um double check, ou seja, o cara não pode sacar dinheiro, não pode transferir, não pode fazer nada sem uma segunda pessoa autorizar. Ele tem um sistema de proteção e bota na mão do cara e acabou. A gente na vida, no futebol, não, tem que achar um fulano que é de confiança, e não sei o que, acaba botando na mão do cara que não é preparado e perde o seu dinheiro. Muitas vezes é isso. O futebol, ele traz muitas facilidades, né?
abre portas impressionantes. E às vezes a gente não sabe identificar as coisas boas que o futebol traz. E aí você anda com um amigo, o amigo está andando com você, não sabe nada que você parou.
Vai dar uma moral lá para a gerente lá. Vai lá falar com a gerente lá. Vê lá se tem alguma coisa. Porque a gente está tão focado no trabalho que essa parte a gente quer meio que se livrar. Se livrar do problema. Então, acaba...
Pegando o primeiro que encontra que está mais perto. É o mais fácil. É o mais fácil. Eu até acho que você tem que se livrar do problema mesmo, mas colocando a mão da pessoa certa. Uma coisa que eu aconselho muito os atletas que estão na atividade é lembre-se que 60% ou até 70% da tua relevância vai cair depois de você se aposentar.
O que isso quer dizer? Que o restaurante que hoje te recebe e te dá de graça, quando você se aposentar, o restaurante faz enxergar aquela notinha aqui, senhor. E aí você não tem um cara do teu lado te avisando isso quando você está em atividade. Olha, Luiz Fabiano, vamos fechar com as maiores marcas agora, vamos fazer isso, vamos fazer isso. Esse gestor de carreira.
Que, aliás, eu vou trazer aqui, já escrevi para ele esses dias e se Deus quiser ele vai vir, vou trazer o Neymar Pai aqui, que foi um dos caras que me incentivou a escrever o livro Jogo da Vida, porque o Neymar Pai teve uma sacada no início da carreira do Júnior, que foi de... eu não entendo nada, você imagina que ele ganhava o salário trabalhando com não sei o que lá, não lembro o que ele trabalhava na época.
E o Júnior começou a despontar, começou o primeiro salário e falou assim, eu preciso achar um cara bom para desnudir essa vida, senão eu vou perder. Ele teve...
a sabedoria que ele transfere para Deus e fala, cara, uma sabedoria que Deus me deu, ele fala o seguinte, eu vou tirar um cara de uma instituição financeira, que é o mesmo que está com ele até hoje, que é meu amigo, para cuidar disso. E aí ele contratou esse cara que foi um gestor de carreira e finanças. E depois ele se especializou em marca, o Neymar Pai, fechou os maiores contratos. Aí ele me mostrou lá na gestão, não sei se ele vai querer mostrar aqui ao vivo, mas...
que por muitas vezes, por muitos anos, o Neymar Júnior ganhava mais de marca do que no campo, jogando com salário. Isso vem de um gestor de carreira. Ele não tem cabeça para pensar nisso, ele tem que estar pensando em jogar em campo. Então já fico com o convite aqui para o Neymar Pai estar com a gente e ensinar um pouquinho sobre futebol, que ele é um grande especialista, principalmente em gestão. Como é que você...
encarava o banco de reserva. Quando você estava doido para jogar e o cara te colocava para sentar ali, fica aí assistindo.
Muitas vezes de forma rebelde. Eu não lidava bem com esse problema, que por muitas vezes era para me poupar e eu não entendia.
e ficava puto com o treinador. Só que tem uma coisa que eu fazia. Eu queria ferrar o treinador no bom sentido. Eu treinava. Quando eu estava treinando no time de baixo, eu queria ganhar do time de cima. Isso incomoda o treinador. Isso faz ele pensar, opa.
Esse aí está merecendo jogar, mas nunca foi uma coisa que eu lidava de uma maneira fácil. Eu ficava a semana inteira, puto. Reclamava e ia conversar com o treinador. Queria mudar a cabeça dele, mas era uma coisa já decidida. Eu queria...
Batei de frente e eu não lidava bem com essa situação.
Pela sua experiência, você acha que o grito da torcida pode mudar a opinião do treinador? Um exemplo. Pode. Você acha que pode? As vésperas da Copa. E muita gente está gritando aí na internet e nos campos o Neymar ser convocado e o Ancelotti não chama. Você acha que se a torcida gritar muito, muda isso? Ou tem coisa que sim e tem coisa que não?
Não, tem coisa... Eu entendi que é num jogo, assim. Num jogo pode. Numa convocação de seleção, não. É mais difícil. Acho que é mais complicado. Porque não é só o grito momentâneo, é uma sequência que faz o jogador estar na seleção ou não.
É o momento, porque seleção é os melhores. Então, acho que tem que dizer quem são os melhores. No momento.
Estão no melhor momento E a pressão de fora Acho que não interfere Muito na decisão final do treinador Agora dentro do jogo O cara está no banco Está 0x0 É um atacante fera O Persida começa a pedir o cara O treinador, opa, vou ter que colocar Aí coloca
Mas eu acho que em coisas maiores é mais difícil. Mas falando sobre banco de reserva, o que eu tenho observado, é claro que eu deixo claro que eu não sou especialista em futebol, eu ensino a vida. A gente está usando o futebol no livro Jogo da Vida, a gente está usando o futebol como uma analogia para você viver melhor e inclusive profissionalmente nos seus negócios, mas na sua vida pessoal. Então, meus comentários sobre futebol são de amador, né?
Por que eu estou explicando isso antes? Porque, por exemplo, sobre o banco de reserva, o que eu percebi no caso, por exemplo, do Hendrick, que está lá na seleção? Ele fica na reserva...
ele tem potencial e deve estar com muita vontade de jogar. Quando o Ancelotti solta ele ali nos 10 minutos final, ele entra com o picho. Então, será que o banco de reserva também não serve para dar essa força mental de eu vou entrar e vou fazer? Porque se tu já começa como tu troca, tu já começa meio tranquilo. Será que isso interfere? Isso interfere muito.
Eu usava para o bem, que era... Vou entrar para... Vou mostrar para ele que... Vou treinar mais forte. Vou treinar mais forte. O Endic fez. Entrou e ele sabia que eram os minutos que ele tinha ali para convencer o treinador. Ele foi muito bem, entrou e deu certo. Mas tem pessoas que quando caem no banco...
Tem jogadores que desanimam. Acaba ficando acomodado. Ah, tá bom. Já estou no banco. Não vou sair daqui. Sei que aquele ali é melhor. E acaba mentalmente tendo uma baixa que não consegue usar para se motivar. Usa para...
Cara, isso que você falou é muito bom, porque eu lembrei agora as palavras do Cafu. Se você não assistiu o Brunequete com o Cafu, o capitão do Penta, assiste o Brunequete. Ele fala o seguinte, que quando ele era para a Copa de 94, ele era reserva do Jorginho. Ele fala assim, o Jorginho não era melhor do que eu naquela época. Eu fui reserva dele todos os jogos, mas sempre treinei igual. Treinava como se fosse titular. Porque eu falo assim, esse cara joga mais, eu não sou titular, mas se tiver uma oportunidade...
O cara passou mal, o cara se machucou e tal. Eu vou entrar e vou fazer. E foi o que aconteceu. O final da Copa do Mundo, o Jorginho lesiona, ele entra. Se ele tivesse chateado com a vida, não tivesse treinando direito, que reserva a vida toda... Gente, a gente mesmo que esteja sentado no banco de reserva...
na vida, no jogo da vida, a gente precisa estar preparado, porque a Bíblia diz em Eclesiais que tempo e oportunidade acontecem para todos. Vai chegar teu tempo, vai chegar tua oportunidade, se você não tiver treinado, não vai saber o que fazer. É isso, é isso. Muitas vezes é isso. O cara tem talento.
tem habilidade, é bom, e na hora que a oportunidade passa na frente dele, ele não agarra. O futebol, ele não dá muitas outras oportunidades não.
Às vezes é uma que você agarra e você consegue ir para frente. Se tornar... É aquele gol que vira tudo. Aquele momento que vira. Você está bem preparado, você faz o gol, sua vida mudou. Agora, se você não está preparado, às vezes você vai até entrar. E vai ser pior. Que você não dá conta do recado e você acaba sendo...
criticado, acaba perdendo a oportunidade da sua vida e não vai pra frente. Eu tenho um cara que me deu muito exemplo, o Rogério Senne. O Rogério Senne é o inverso, ele não dava oportunidade por reserva. Ele treinava mais, ele se dedicava, saia por último, chegava primeiro.
Então ele era um exemplo. Batia a foto. Batia a foto, fazia gol. Esse era um exemplo de determinação. Que ele não queria sair. Ele sempre, não, eu sou titular, eu tenho que trabalhar pra continuar sendo. E fazia por merecer. Às vezes, o cara...
deixa escapar a oportunidade e tá preparado. Tem isso também, né? Tem a questão de você estar no banco de reserva e tem a questão de você ser titular e ter que manter-se titular. É. Tem que continuar sendo bom. Provando, treinando e fazendo mais que o seu companheiro. Porque a verdade é que é um... o time é um... é matando um leão por dia.
Você tem também o companheiro que está bem, que é igual você está a jogar, que está no seu lugar. Então você tem que, não com rivalidade, mas sim.
fazer a sua parte no seu trabalho e ter a maior determinação que o cara que quer. Felizmente, o grupo é assim. Agora, falando sobre visão estratégica para a vida, para os negócios, e usando o futebol como analogia, eu vi um grande treinador mundial dando uma entrevista esses dias, que ele falou o seguinte, ele está se preparando para a Copa do mundo, detalhes, Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein Klein
a torcida só se preocupa com o atacante, com quem vai fazer o gol vai chamar o fulano, vai chamar o cicrano porque é ele que faz gol eu preciso pensar jogo por jogo ele já sabe qual é a chave, quem ele vai pegar então assim, a minha maior preocupação é não tomar gol
para poder passar para as oitavas, e das oitavas eu criei a estratégia depois de ataque. Então a estratégia que eu estou criando agora é de defesa. Quando ele falou isso, me deu um impacto emocional, eu falei, caramba, o jogador está em campo, ele quer fazer gol, mas o técnico quer não tomar gol para poder ir para a próxima fase, porque ele não quer ser o técnico que saiu na primeira fase.
Então, como é importante essas visões se encontrarem, né? A fome do jogador de fazer gol, mas a visão estratégica do técnico. Cara, mas também não vamos tomar gol. Quem é o goleiro que eu vou colocar? A defesa vai estar armada como? Porque essa visão total, ela não vem do jogador, ela vem do técnico. Por isso que é importante o jogador obedecer a expressão do técnico. Ele fala, cara, corre mais pela direita hoje, fica correndo pela direita. Geralmente, ele sabe porque está mandando você fazer isso.
No campo é assim mesmo que acontece? Na maioria das vezes o técnico tem razão em relação à visão estratégica? Ou também acontece do técnico ter certeza que aquela estratégia é melhor, mas o jogador vai lá, faz diferente e dá certo? O maior desafio do treinador é fazer 11 cabeças pensarem igual. Boa.
Que é difícil. Como um gestor de uma empresa, fazer o time pensar igual. O pai de família, fazer a família toda pensar igual. Tudo igual. Realmente, o maior desafio do treinador é gestionar 35 jogadores.
que estão em momentos diferentes, com cabeças diferentes, porque os 11 que jogam estão felizes. Os 11 que estão fora ficam meio puto com o treinador e ele tem que saber gestionar, porque ele precisa desse, também precisa desse. E quando faz a estratégia de um jogo, vamos jogar para defender. Se o treinador fala isso para mim, ele vai ter que me convencer e ele vai ter que me convencer.
mas trabalhar um convencimento para fazer eu ficar só. Minha cabeça é de atacante. Minha cabeça é de ter que fazer gol. Mas por que eles vão jogar defensivamente? Porque o adversário é assim, assim, assado. Ou o adversário tem muito mais qualidade com a gente e a gente precisa se resguardar. Então, fazer gestão.
nesse sentido de estratégia é difícil, é difícil. E uma coisa que eu aprendo com o futebol, Luiz e Fabiano, é que nem todos do clube...
vão ser famosos, mas todos são muito importantes. O fisioterapeuta não é famoso, ninguém sabe o nome de fisioterapeuta do Barcelona. Mas ele é muito importante. O roupeiro... O fisioterapeuta... O massagista... É uma engrenagem grande. É. Todo mundo é importante.
Mas nem todo mundo fica famoso. Isso é uma coisa que o futebol ensina sobre a vida. É porque às vezes você fica se comparando na internet. Fala assim, o fulano tem mais seguidor. Essas comparações são destrutivas. Por quê? Cada um tem sua importância no que faz. E você às vezes é fundamental no time que está jogando na vida.
Mas a sua posição não é para fama. Dificilmente o fisioterapeuta do time vai ficar muito famoso. Pode acontecer, mas é muito raro. Geralmente quem vai ficar famoso é o atacante. Por exemplo, se você pega um cara que não é fanático para o futebol, ele vai lembrar dos atacantes de 94, mas não lembra do zagueiro. Entendo. Está entendendo? É verdade. Ou seja, até mesmo em campo tem gente que...
Que vai destacar mais... Lógico, vai ser inesquecível e você não lembra mais. Então, se você ficar se importando mais com fama do que com relevância, com importância...
você vai acabar se prejudicando emocionalmente. É muito importante que você foque na sua importância para o jogo da vida e não na fama que isso pode gerar. Porque a fama é consequência de uma posição que se ocupa. Então, às vezes, aquela na sua posição não adianta nem tentar, filho. Você pode se machucar, inclusive, emocionalmente com isso.
Agora, vamos falar da seleção atual um pouquinho. Sem bater em polêmica. O Elie quer que eu entre em polêmica, mas não vou entrar não. Daqui a pouco a gente faz aquele quadro, quem da seleção merecia estar no lugar dele? Se ele acha que ele é melhor que alguém da seleção. Isso é para dar confusão. Mas assim, o que o pessoal está reclamando muito na internet, eu estou acompanhando o mundo do futebol assim, do livro e tal,
É que fala assim, cara, essa seleção nunca vai ser igual às seleções que já tivemos e tal. Existem tempos e estações na vida. Existem safras. Tem uma safra que vem muito... Dificilmente a gente pode ter uma seleção tipo 2002, cara.
Todos eram estrela, não tinha nenhum mais ou menos. Mas ao mesmo tempo, uma coisa que eu entendo é que a tua expectativa às vezes está baixa em relação à seleção atual, os caras vão lá e ganham. É imprevisibilidade. Porque, por exemplo, vamos supor que o time do Brasil, é só um pensamento meu, matemático até, calculista.
Por algum motivo, a França perca para alguém antes de pegar a gente. Aí a gente vê ele pegar a França, a gente pega Portugal, por exemplo. Aí Portugal talvez a gente ganhe, da França talvez não, não sei. Só que alguns cálculos. E aí você acaba chegando na final, não necessariamente porque você era o melhor time, mas porque você não pegou os melhores. Então o futebol é literalmente imprevisível.
Então esse negócio do brasileiro não estar torcendo para a seleção, eu vejo um monte de gente, eu subi uns vídeos esses dias sobre a seleção, um monte de gente fala assim, mas esse time não vai ganhar nada. Mas meu Deus, se você não tem fé no próprio time, você vai ter fé em quem, gente? Você prefere torcer contra? Como é que você vê a seleção atual?
Nesse sentido aí entra uma coisa que a gente conversou aqui. Aí precisa estar preparado para aproveitar a oportunidade que o futebol oferece. Que realmente pode acontecer. Mas você está preparado? Porque se não estiver preparado para aquilo, não vai ganhar.
porque a Copa do Mundo pode ser Portugal França, que pra mim hoje é a melhor seleção você tem 99,9% de chance de perder
Só que Marrocos, você tem 90. Não é que vai ser... Chegamos na final com Marrocos, já ganhamos. Tudo pode acontecer. Tudo pode acontecer. Previsível. Você tem que estar preparado. Essa seleção está preparada?
Tudo o que aconteceu durante os últimos anos nos leva a desacreditar. Porque não ter uma seleção formada, não que sejam jogadores ruins, muito bom. Vini Júnior tem...
Mas ainda não está um entrosamento. Está um entrosamento. Mas também você não acha que é uma época diferente? Antigamente, na sua época, você entrava só pensando em futebol. Hoje o cara está pensando no marketing, na marca que ele tem que agradar porque ganha milhões com isso. Tantas preocupações em campo, fora da bola, fora de fazer gol.
Você não acha que hoje está pesando isso? Hoje realmente, se ele não tiver uma estrutura fora, ele acaba prejudicando o rendimento dentro. Porque são muito mais oportunidades realmente. Hoje, antigamente, a gente não via muito jogador fazer comercial de uma marca.
fazer publicidade de outra. Era um ou outro. Era um. Era Pelé, Ronaldo. Hoje em dia já tem muito mais oportunidade para todo mundo. Então tem muitos compromissos para fazer. Eu jogo mais e... Nossa, estou.
Na época de Copa, estou ali, estou lá. Hoje em dia, tem negócio de aposta, né? O jogador... Tem aqueles escândalos, o cara que perde o pênalti, chuta para fora do lugar. Por causa de aposta. Tem mais essa pressão. Ainda tem? Tem mais essa ainda que o cara não pode nem errar. Que errou porque apostou. Então, tem muita pressão se o jogador não conseguir se blindar.
e ter uma estrutura fora realmente prejudica no reino do Pantano. De novo, a gente volta para a questão da preparação mental. Cara, eu estou entrando aqui para ganhar, para fazer história. É porque, por exemplo, a torcida que é quem basicamente vai determinar a sua fama, se você é bom ou não, se você vai ficar na história ou não, ela está preocupada só com o gol, ela não está preocupada com os seus contratos.
Ela está preocupada em vencer, né? Em vencer. Ela quer a emoção de... O nosso povo, em geral, é um povo sofrido. Você pôr pra rua agora e entrevistar as pessoas, na rua mesmo, as pessoas trabalham o dia todo pra ganhar um salário baixo pra ir pra casa pra fazer serviço doméstico, limpar, arrumar, cozinhar pra poder dormir e começar tudo de novo.
Isso sem contar os vulneráveis, que é quem está na rua, quem está na comunidade carente, passando fome mesmo e tal. Mas o povo em geral é um povo sofrido. Porque, às vezes, a Copa do Mundo é a única alegria que o cara vai ter. É de eu venci, porque eu sou brasileiro, venci junto. Será que o jogador tem essa consciência?
que quando ele ganha um jogo pela seleção, ele não está só ganhando mais um contrato de imagem, mais um contrato, talvez renovando com o clube, mas ele está trazendo um renovo.
emocional para todo um país? Será que eles têm essa consciência? Na minha época, a gente tinha a consciência e sabia da responsabilidade emocional que o povo brasileiro esperava como espera dessa seleção também que a gente sempre vai torcer mas esperava muito trazer essa alegria porque realmente quando você ganha o que você ganha
você acaba pagando um pouco da tristeza e as dificuldades do país todo. Com certeza. Com certeza. Quem estudou a história de Nelson Mandela vê que quando Mandela assume como presidente da África do Sul, ele usa muito esporte.
para poder conectar com o povo, acalmar as diferenças. E de qualquer esporte do mundo, nenhum une tanto quanto é o futebol, irmão. Entendeu? Ou seja...
Sei lá, o corintiano não se dá com o palmeirense. Até chegar a Copa do Mundo e todo mundo está no mesmo atajudo. É, todo mundo está com a camisa da seleção. Camisa da seleção. Deixa as diferenças de lado. É tudo brasileiro. E é tudo brasileiro. Então, assim, se o jogador tiver essa consciência...
Até para a carreira deles, eles entram muito mais para a história quando a torcida fica do lado, por causa dessa alegria que eles promovem da vitória e tal, do que às vezes o contrato que é temporário e que está tirando a preocupação dele com o gol. Ele está mais preocupado com a imagem do que com o resultado. E também tem um lance, deixa eu entrar em um lance polêmico aqui, dizendo coisas que eu já vi conversando com o jogador. Para o time, para a vitória,
É melhor que ele fique aqui pela esquerda.
E se ele vê que o outro atacante está livre, ele toca para esse atacante que quer fazer o gol. Mas, irmão, na cabeça dele, ele fala assim, não, não, não. Ou sou eu ou ninguém faz. Então, ele compromete a vitória do time. Em vez de tocar para o outro atacante, ele tenta driblar para ele fazer. Para benefício próprio. Para benefício próprio. Eu já vi isso acontecer. Eu também já vi. Já entrevistei gente em off. Já entrevistei jogadores em off que falaram, cara, é assim. E eu queria saber de você que já esteve em campo com a seleção e com outros times, outros clubes. E aí
Como é isso? Como é abrir mão do coletivo para tentar fazer sozinho? É, isso é um egoísmo pessoal da parte do... Que prejudica a nação inteira, né? Que prejudica...
Às vezes ele está vendo que a jogada ele pode fazer, mesmo o companheiro estando sozinho, ele acha que naquele momento ele pode driblar e fazer o gol para aparecer mais que o outro e acaba prejudicando. Isso acontece muito. Acontece e é normal. É meio normal acontecer, né? É normal. Existe também o pensamento, eu, tá?
Se eu estou indo para o gol e o meu companheiro está livre, eu toco. Mas se for muito claro, se tiver uma brecha de dúvida, porque o meu pensamento é o gol. E eu sempre vou buscar o gol em primeiro lugar. Até porque você só vai garantir a sua titularidade se fizer o gol. E o time vai ganhar se eu fizer o gol.
A minha visão de fora é o seguinte, que tem jogos e jogos. Tem jogo, você está jogando pelo teu clube, que é um tipo de responsabilidade. Final de Copa do Mundo, irmão, é outra responsabilidade. Aí talvez você tenha que baixar um pouquinho o orgulho e lembrar que você está representando 210 milhões de pessoas que não querem necessariamente o seu gol. Eles querem a vitória.
Na vida é assim. Tem vezes que você tem que fazer o gol mesmo, senão você vai ser despedido, senão você não vai faturar o que tem que faturar, senão você não vai conseguir brilhar no que tem que brilhar. Mas existem fases, existem jogos da vida real que vai ter que trabalhar o coletivo para a vitória chegar para todo mundo. Não tem jeito, tá? Agora, jogador bom em time ruim.
Fica ruim. Fica ruim? Fica ruim. É tipo assim, a batata podre apodrece o saco inteiro, né? Às vezes sim, às vezes o jogador bom se destaca e consegue...
ter uma certa diferença e destuar dos demais. Destuar ele vai, né? Porque ele é bom quando a bola cai no pé dele, ele vai dar um jeito, ele vai se sobressair. Mas o time, ele influencia muito no jogo do jogador bom. Porque no final, como você falou, precisa do coletivo. E se o coletivo for ruim,
Às vezes, uma andorinha não faz verão. E acaba se contaminando com o coletivo e não rende o que ele pode render. Sobressai ele pode até, em lances esporádicos, fazer alguma diferença. Mas, no geral, não consegue o objetivo maior do coletivo. Uma vez, você falando isso me lembrou... Um, um, um...
um nome aqui, que chama, é aqui, posicionamento. Uma vez eu estava assistindo um jogo com, eu estava assistindo um jogo na televisão com um ex-atleta de futebol, bem conhecido, e a gente estava assistindo o jogo. E eu, no meu amadorismo, comecei a gritar, caramba, os caras não tocam bola.
Pô, toca a bola, irmão. Pô, larga essa bola, toca a bola. Ele falou, cara, o que tá acontecendo? Aí o cara que já jogou. Que já sabe. O que tá acontecendo não é que o cara não quer tocar a bola. É que não tem ninguém posicionado. É um erro de posicionamento. O zagueiro sai com a bola aqui, ele olha e não tá achando ninguém.
Então o problema não é que ele não quer tocar. O zagueiro quer logo se livrar da bola. O problema é que não tem ninguém posicionado. Aí chega no centroavante, no centroavante volta o jogo. Aí tu fala, pô, como é que vai voltar o jogo? O amador gritando. Voltou, cara, porque não encontrou ninguém. Então, de novo, é posicionamento. Então, às vezes, você está na seleção brasileira. Você lutou a tua vida toda para chegar ali. Você tem habilidade.
Mas o posicionamento é ruim naquele jogo e você não toca para ninguém. Diferentemente de um dos lances mais famosos de corte que tem na internet aí, que é na época dos Galácticos e do Real Madrid, se eu não me engano, que eles ficam dois minutos socando a bola um para o outro sem parar até chegar no gol. Já viu essa cena?
Um toque só. Um toque só. Cada um... Era um toque. Mais um toque. Até chegar... Impressionante. Mas você vê que eles estavam tão bem posicionados que um achava o outro até chegar no gol. E aí você pega, por exemplo...
no último jogo da seleção, os caras não estavam conseguindo tocar direito. É porque o cara não sabe tocar, ele treinou a vida toda, ele sabe tocar. É porque era posicionamento. Qual a importância do posicionamento no futebol para a gente aplicar isso na vida? Porque às vezes você só não está recebendo a bola no pé, não é porque o cara não quer tocar para você não, é porque você está fora da posição, não tem brecha para tocar para você. Às vezes, a gente está...
tão posicionado que a gente esquece do adversário, das dificuldades que o adversário te traz. Então, você está lá certinho, só que tem os problemas que o adversário te causa, que aí você tem que ter a... A marcação dele está melhor que o posicionamento. Exatamente.
Ele te marcou e aí é a tomada de decisão. Boa. Você que tem que saber se desmarcar e se reposicionar. No caso, o time inteiro. Saber que quando você está no... Você treinou 4-4-2. Está bonitinho, posicionado, está legal. Mas não está dando certo na hora do jogo. Está dando certo o adversário. Você falou jogo é jogo, treino é treino. Treino é treino. Está no 4-4-2, encaixou certinho com você. E aí, o que tem que fazer? Tem que ter visão.
do treinador, de falar, muda para 4-3-3. O posicionamento vai mudar e você vai sair das dificuldades que o adversário te traz. Então, não é só você, você tem que saber que existe também um...
um adversário que também treinou como você, também tem a estratégia que às vezes eles estão vindo para fazer com que a sua estratégia, porque às vezes o time inferior, ele só vai para atrapalhar o time superior.
matar o jogo do time superior. Vai nem fazer o gol, mas também não deixa ele fazer. Não deixa ele fazer. É aquilo, defensivo. A maior estratégia é defensiva e te prejudica porque ele vem pra travar a sua estratégia. E aí você tem que ter uma nova estratégia. É igual atacante. Às vezes eu treinei uma coisa, só que o zagueiro, ele já sabe.
Ele me estuda. Minha característica. O Luiz Sabiano só sai para a direita. O Luiz Sabiano gosta de jogar de costas. E aí, muitas vezes, eu... O cara consegue prever teu movimento e bloqueia. Só que eu estou vendo que eu não estou jogando nada. Chegava para o Jadson. Ô, Jadson. Ele já pegou que eu só estou recebendo a bola no pé. Faz o seguinte. Eu vou ameaçar.
vou ameaçar, joga nas costas dele. E dá certo. Mudei minha estratégia. E mudei meu estilo. Pra...
Esse tipo de jogada que você acabou de falar me chama muita atenção, que é aquela que está todo mundo aqui na linha de marcação, e aí esse meio campo aqui tem a visão de dar aquela bola lá na frente, e aí é uma mistura de visão com fé. Visão de eu vou chutar lá na frente e tenho fé que esse cara aqui entendeu e vai correr atrás da bola. Exatamente.
Essas jogadas são incríveis, porque é visão e fé. Pum, toma lá e corre. O cara tem que correr e consegue pegar na frente do zagueiro e fazer o gol. Porque quando a gente está de frente e o zagueiro está de costas, a gente tem vantagem. Então, já saímos na vantagem. Basta o meia ter isso aí, visão e fé que ele vai colocar a bola e eu vou...
Agora você falou também de você como jogador perceber que o cara já entendeu como você está jogando e mudar as estratégias, é o que a gente tem que fazer na vida. Às vezes você treinou para uma coisa, não está dando certo. Se as suas estratégias não estão dando certo, mude-as. Porque você não vai conseguir fazer gol no jogo da vida. Falando disso, qual a importância do vestiário? Aquele intervalozinho de 15 minutos entre o primeiro e o segundo tempo...
Realmente o treinador, o capitão, o time, eles conseguem criar algum tipo de plano para mudar estratégia no segundo tempo? Conseguem.
Então uma conversa muda... Uma conversa, um posicionamento pode mudar a história do jogo. Aquilo ali, a maioria das vezes, serve para se hidratar, às vezes ficar mais em silêncio, dependendo de como está o jogo.
É melhor ficar em silêncio, em paz do que chegar gritando. O jogador já está debaixo de tensão, dá uma relaxada. Mas muitas vezes o treinador com um posicionamento que ele fala para o jogador pode mudar a história do jogo.
Sem dúvida nenhuma. Na engrenagem do time, o treinador é muito importante. Agora, para a gente ir para o final, qual foi o jogo mais importante da sua vida? O jogo que mais significou emocionalmente para você? Que você acha que foi algo que realmente não dá para você esquecer? O jogo mais importante eu acho que foi o...
O jogo que eu estrei. Porque onde tudo começou. Mais do que fazer um gol pela seleção? Não. Fazer um gol pela seleção é o alve do jogador. É o mais especial que o jogador pode na Copa do Mundo. Porque muitos foram e poucos fizeram. Então, fazer um gol na Copa do Mundo, acho que é o momento mais especial.
da minha vida, assim. O momento mais mágico. E o momento mais triste foi quando eu perdi um companheiro de vestiário. Acho que o momento mais triste que eu passei na minha carreira foi quando o nosso companheiro faleceu.
Ainda jogando, saiu andando. Aí teve parada cardíaca no vestiário. Foi do clube, ele? É, Antônio Corto, de Sevilha. Caralho. É, 26, 24 anos. Ele tinha um probleminha no coração. Ele era genético, não sei. Não identificou. Fez tudo o que podia ser feito na medicina. Treinava com o eletrodo.
fez exame e tudo. Ele tinha consciência que tinha um problema. Porque ele já desmaiava na pré-temporada. E aí, esse foi o momento mais triste que eu passei. Mas o momento mais especial foi disparar a Copa do Mundo. Disparar a Copa do Mundo, acho que é o auge do jogador.
É o máximo que ele pode chegar de alegria na carreira. De realização. De realização. É isso. E lembre-se, gente, que na vida você vai disputar muitos campeonatos pequenos antes de chegar na Copa do Mundo. Mas se você não der o teu melhor no campeonato pequeno, nunca vão te ver para o próximo campeonato. Então, tudo que você fizer, faça conforme as tuas forças, diz a Bíblia. Ou seja, dá o teu melhor. Mas só tem cinco pessoas me olhando.
Dá o teu melhor. Aliás, você não sabe nem se vai estar vivo amanhã. Dá o teu melhor hoje. Até porque se você não der o teu melhor hoje, você nem sabe se vai ser convocado para o próximo. Toda palestra que eu dou, toda vez que eu subo no palco, tudo que eu faço, eu faço como se fosse a última vez. Eu dou o meu melhor. Não importa o tamanho do público. Porque com certeza está criando a minha próxima oportunidade. Então, vale para o futebol, vale para a vida. Às vezes a gente chega onde a gente nem imagina.
A mente não tem limite, né? Certamente não tem. Eu acredito no seguinte, olha, porque eu sou um cara de muita fé em Deus. Eu não tenho só muita fé, porque fé você pode ter fé em você mesmo, fé que vai tudo dar certo, mas eu tenho muita fé em Deus. Porque Deus é um que conhece o futuro. E a gente não tem capacidade mental e intelectual para imaginar o melhor que a gente pode se tornar.
Porque a gente tem nossas feridas, nossas limitações emocionais, nossas crenças limitantes. Mas será que isso é para mim? Nossas dúvidas. Mas será que eu vou conseguir? Deus não, ele já viu o final da história. Como ele escreveu tudo, ele já viu o final da história. Então às vezes você acha, cara, eu estou no meu auge aqui na Ponte Preta, mas ainda tinha Copa do Mundo para você, irmão.
Por isso que o meu conselho, baseado em estatística, e não somente na minha fé, porque você não é obrigado a ter a mesma fé que eu, mas em estatística é, quanto mais você acredita em Deus e coloca o teu futuro na mão dele, mais chances você terá de ser surpreendido para melhor. Você acha que aqui é o limite? De repente tem 20 passos na frente ainda para você dar.
A mente é o combustível do nosso... Certamente. Vou te dar um exemplo meu, de uma coisa que eu passei. Eu fui para um acampamento e os caras falaram assim, vamos remar.
pra atravessar esse rio aqui uma hora, uma horinha e meia remando nunca tinha remado assim na vida mas o cara ensinou um aqui, um aqui, todo mundo no mesmo ritmo fui e tal
Era um acampamento organizado. Aí quando passou uma hora, uma hora e meia, você não tinha relógio, não tinha noção de tempo, mas comecei a perceber que já tinha passado muito tempo. Na verdade, eu já tinha remado umas três horas depois que a gente vai saber. Eu comecei a perguntar para os instrutores do caminho. Irmão, que horas que para isso aqui? Estou cansado, irmão. Estou aguentando mais não. Eu comecei a reclamar. O cara falou assim para mim. Nesse dia eu aprendi uma coisa muito importante. Ele falou assim, irmão, só mais uma horinha e tu chega.
E aí quando começou a escurecer, e a gente saiu de manhã, eu fui descobrir que a gente remou mais oito horas. E eu saí achando que ia remar uma hora, uma hora e meia. No caminho ele falou só mais uma hora. No final eu entendi o seguinte, com uma hora meu corpo falou, não dá mais. Com duas horas meu corpo falou, acabou.
A mente tem o poder de dar o comando, aí eu ficava dando o comando, não, é só mais uma hora. Como não tinha relógio, não tinha noção do que era mais uma hora, continuava remando, remando, sempre com a esperança na próxima curva vai ter a chegada, nunca chegou, e as dias remoam umas oito horas. Então, a mente tem o poder de dar comandos para o teu corpo, o teu físico acha que não aguenta.
E, na verdade, a mente pode... Cara, a mente controla tudo. As tuas emoções saem dali, as tuas decisões. Quando a Bíblia diz assim, sobre todas as coisas que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dali saem as decisões da vida, o coração que está falando não é o músculo, é a mente.
Coração na Bíblia é citado mais de 936 vezes como sede das emoções, que é a nossa mente. Então, se você proteger a tua mente, você está protegendo o teu futuro. Porque dali está saindo as decisões, dali está saindo a força de vontade de mais uma milha, mais uma horinha, mais vamos embora. É a mente que dá esses romanos, porque o corpo geralmente pede para parar.
você para pra pensar, eu entrevistei aqui no Bruna Cash uma vez um piloto que caiu no acidente de avião na Amazônia, lembra disso? Isso. E aí ele ficou 36 dias perdido na floresta. Aí ele falou, cara, no segundo dia, no terceiro dia, eu falei, morri, acabou. O corpo dá o comando, já era. Não tenho o que comer, não sei pra onde eu tô indo. Um monte de bicho, a noite, gritando, ele escutava o ruído dos bichos que vão morrer e tal. Eu quero sobreviver os 36 dias. No final, a mente ia dar o comando. Sobrevive só até amanhã.
Ele fala, isso é impressionante. Viveu 36 dias, foi achado. Na verdade ele escutou um barulho de uma motosserra e achou um acampamento. Os caras salvaram ele, 36 dias depois. E aí ele explica bem, foi a mente.
a mente vai dar um comando, só mais um dia. Aguenta mais um dia. Porque o corpo já está falando, não, morri, acabou. E tal, e a mente, mais um dia. Por isso que esse fortalecimento mental é importante não só para o jogador, mas para qualquer ser humano que está jogando o jogo da vida. E... Eu não posso dar muito spoiler sobre o livro.
Mas no último capítulo eu falo sobre o apito final. Que para quem tem fé é quando o jogo da vida vai acabar. É o último dia da sua vida. E com esse apito acabou tudo. E aí você que tem fé vai poder desfrutar conforme as promessas bíblicas uma vida eterna.
E quem não tem, vai para onde você acredita. Por exemplo, o Mateu acredita que a gente é só matéria e acaba tudo aqui. Eu acredito na eternidade. Então, por isso que eu jogo esse jogo da vida, apesar de todos os erros.
que a gente comete como ser humano, eu jogo esse jogo da vida para que no apito final eu seja convocado agora para o jogo da eternidade. E esse livro vai te surpreender. Para a gente encerrar, como é que você leva a tua vida espiritual? Como é que é a tua crença? Em que você acredita? Eu acredito em Deus. Eu sou cristão. Desde o começo da minha carreira, eu aprendi a...
acreditar em Deus com os atletas de Cristo porque minha família ela é toda católica, então eu ia na igreja você já tinha contato com Deus já? já, mas é
Aí, na Ponte Preta, o mineiro, ele fazia a reunião dos atletas de Cristo. E aí eu passei a acreditar e a conhecer mais a Bíblia e a fé. E tive muitos erros durante a minha vida.
Mas nunca deixei de acreditar. Porque eu acho que o combustível da minha vida sempre foi o Senhor. Todas as vezes que eu estava mais perto, foi onde eu prosperei. E eu levo até hoje. E hoje eu estou...
Cada vez mais firme. Que bom. É porque se aproximar de Deus, você erra menos. E ganhar o jogo da vida não é só acertar. É também errar menos. O que adianta você acertar dez vezes e errar trinta? O erro engoliu o acerto. E quanto mais próximo de Deus a gente está, menos a gente age. Continua errando porque a gente é ser humano, né? Mas a gente erra muito menos. Então fica esse conselho para você aí que está assistindo a gente.
A fé em Deus pode determinar não só a eternidade, que é esse apito final, mas também alguns resultados aqui na Terra, que a gente começa a errar menos, porque conhece a palavra, conhece a Bíblia, a gente erra menos e, em consequência disso, você acerta mais e acaba tendo vitórias nessa breve existência terrena, nesse breve jogo da vida, que daqui a pouco acaba o segundo tempo e a gente vai para o jogo da eternidade.
Luiz Fabiano, muito obrigado. Forte aplauso, pô. Um prazer. Fabuloso. Obrigado.
Você que é jovem, adolescente, obrigatório esse livro para jovem e adolescente. Pais, obrigatório dar para os seus filhos jovens e adolescentes. Eles vão entender a vida muito mais fácil. Terceiro, quem está começando um negócio. Se você está começando um negócio em casa ainda, pequenininho, ou já está com uma empresa, leia o livro Jogo da Vida. Vai estruturar a tua mente com as analogias do futebol a entender a vida. E para você que já está no Jogo da Vida, mas está perdido no campo.
não sabe qual é o teu posicionamento, não sabe para onde ir, não sabe porque ninguém toca a bola para você, está na hora de você entender quem é você no campo. O livro Jogo da Vida vai te esclarecer muito sobre isso, inclusive sobre vida e negócios, tá bom? A gente vai deixar o link aqui na descrição, né, Werner, da pré-venda. Isso. E mais uma vez agradecer ao nosso campeão Luiz Fabiano. Obrigado, irmão, pelo tempo. Que honra. Deus te abençoe e prospera em tudo que você fizer. Obrigado. E é isso aí.
Esse foi mais um Bruné Cast. Indica para todo mundo, dá o teu like, pega esse link, manda para todo mundo que ama futebol. E para quem nem gosta tanto, mas quer entender a vida através dessas analogias poderosas do futebol. E para quem ainda não acompanha ou não acompanhou, porque é novo demais a carreira do Luiz Fabiano, tem muita coisa boa aí no YouTube, no Instagram dele. Procura aí o São Gol. Você vai entender por que ele é chamado de Fabuloso. Dá uma olhada nos gols.
Deus te abençoe. Até o próximo BruneCast.
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