Episódios de AdamiCast

#466 - Diego Rafanelli Lunetier - Óculos Artesanal e Sob Medida - AdamiCast

08 de maio de 20262h
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O bate-papo é com Diego Rafanelli Lunetier, Óculos Artesanal e Sob Medida.

Instagram do nosso convidado: @diego_rafanelli

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#podcast #adamicast

Assuntos2
  • Óculos Artesanais e Sob MedidaHistória da ótica e joalheria · Habilidade manual e DNA familiar · Pesquisa e inspiração em óculos artesanais italianos · Técnica artesanal resgatada por Felipe Diniz · Curso online de fabricação de óculos · Felipe Diniz · Primeiro óculos artesanal criado · Óculos Mad Max / Interceptor · Óculos premiados no iHighlight e Novos Lunetiers · Processo de fabricação artesanal · Materiais: Acetato de Celulose · Sustentabilidade e reutilização de materiais · Visagismo e óculos sob medida · Anamnese do usuário · Óculos para alta miopia · Óculos com clip-on · Demonstração de corte artesanal · Diego Rafanelli · Larissa Falcão
  • Prêmios e ReconhecimentoPrêmio iHighlight (Internacional) · Prêmio Novos Lunetiers (Nacional) · Premiação na Expo Óptica · Julgamento: Melhor Criação, Domínio Técnico, Emoção · Reconhecimento de Felipe Diniz · Encontro com Caíto (Chilli Beans) · Heraldo (Poeta Lunetier) · Luiz Fernando Silva (Brother Woods Shop) · Matheus Leão
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E aí

Olá, sejam bem-vindos ao AdamiCast. Eu sou a Mariana Adami, esse é o marido... Vulgo Pedradami. Aposto que você já tá inscrito no nosso canal, né? Acho bom, hein? Afinal, já são cinco anos de podcast, 465 episódios. Nós estamos presentes também no Spotify, no Instagram, no Facebook, na Twitch, no TikTok. Olha quantas plataformas. Sem dancinha, cinco anos invicto. Dá pra acreditar, entendeu? Mas eu não perco as esperanças. Acho bom perder.

Faz aí, hashtag Pedro Dancinha. Nossa, não, não, não. Nossa, não, é melhor não. Melhor pra vocês, não. Não quero ver isso. Melhor pra vocês. O intuito do podcast sempre foi registrar trajetórias e momentos na Dancinha do Mareno. Acho bom.

E já são quase 5 anos, igual comentei, o Gustavo da Academia Aquafit, quando ele vê que foi para contar sobre sua primeira unidade, hoje já são 3 unidades, sendo duas em Dracena, uma em Tupi Paulista, inclusive na unidade 1, que fica na Rua Messias Ferreira da Palma, vocês encontrarão aula como localizada, funcional, natação a partir de 6 meses de idade e hidroginástica. Então, bora movimentar aí o corpinho.

em quem está do lado da unidade 1 da Academia Coafit e a Fran Monsão Estética no Ar, com os procedimentos estéticos. Então, lá você pode fazer criolipólio de placas, enzimas, drenagem, lipeza de pele, depilação a laser, todos esses procedimentos ela faz tanto nas meninas quanto nos meninos, né, Marido? Pois é, faz mesmo.

Mas mesmo que o marido faz os procedimentos lá também. E hoje, se você está nos acompanhando aí nesses cinco anos, é porque estamos conectados com a Conecta Telecom. Queremos parabenizá-lo. O ano de 2025 foi incrível. De 2026 será mais ainda, né?

Eles trouxeram aí agora o chip móvel da Conecta Telecom, então dá para você ficar conectadinho através do seu celular. Tem TV Conecta Digital com mais de 100 opções de canais, esportes, filmes, séries. Entra lá no site ou no Instagram, tem mais informações sobre os planos. Inclusive, tem planos que você tem direito a alguns streamings, né, Marino? É isso aí, então corre lá no site, no Instagram, vê o plano que se enquadra melhor para você e vem se conectar com a gente.

Meu marido, ele é apaixonado por carro. Mentira. Primeiro são os carros, depois sou eu. Mas eu já acostumei. Em minha defesa, eu conheci o carro primeiro. É, tá vendo? Então, a gente sempre brinca com esse assunto aqui em casa, é um assunto muito comentado, mas procure a mecânica Multicar do Lucas Velo pra fazer a manutenção preventiva e corretiva do seu veículo. Ele trabalha...

com os carros importados, com o agendamento dos horários, né Marisa? É isso aí, eles trabalham com agendamento, então não liga lá, faz o agendamento pra você levar teu carro e fazer a revisão. O Amari falou, eles são especialistas em carros importados, de repente você tem uma Mercedes, uma BMW, um Audi, leva lá que é o lugar certo, e eles fazem também remap, seja pra ganho de potência ou pra resolver aquele problema na injeção que ninguém resolve, vai lá que o Lucas dá conta.

É isso aí. Domingo já é dia das mães, na Rede Brinquilar você encontra tudo no seu lugar, tem mais de 50 mil itens, então assim, com certeza você vai ficar em dúvida do que presentear a sua mãe na Brinquilar, né marido? A loja de Dracena conta com dois estacionamentos, loja climatizada

Se você é de Presidente Prudente ou região, vale a pena conferir a Home Decor, que é um espaço do ladinho da unidade 1 da Brinqlar, também com estacionamento. Tem acesso ali a uma rampa, você entra na Brinqlar, que tem acesso a Home Decor. Tem a marca Market Collation.

March Collection. É, perdão. E voltada tudo pra decoração, então assim, uma coleção incrível, e tem incrível, e diversas marcas também, né, Marinho? E o melhor estudo. Dá pra você dividir em 10 vezes sem juros. Graças a Deus. Entendeu? Vira um consórcio. Ele fala, o que que é isso? Consórcio. Sempre tem uma parceria linda, brinque lá no meu cartão.

Já fez seu seguro de vida, residencial, comercial, automotivo, previdência privada? Todas essas opções vocês encontrarão na Dracenense Corretora de Seguros. Fala com o China, vulgo Adriano. Você troca uma ideia com o China lá que ele vai ter o produto ou o serviço ideal para você ou para a sua empresa. Como a gente gosta de mencionar aqui, o atendimento de China é diferenciado.

Quem está em Presidente Prudente, com uma loja especializada em acabamentos, é o Santa Helena Home Center, Construindo Sonhos. Aqui a gente tem o privilégio também de ter essa loja completa, desde louça hidráulica, grandes marcas aí. Tem o nosso piso... Laminado. Laminado. Sim, eles têm piso laminado, entendeu?

mudou, foi outra assim, em uma semana colocou na casa, em cinco dias colocou na casa inteira, deu uma repaginada que parece que a gente fez a reforma. A reforma, e é super prático, tá, gente? Então, ó, tintas, louças, tudo pra... Elétricas, hidráulicas, metais. Exatamente, tudo pra você construir o seu sonho.

Bom, o Santa Helena Home Center constrói seu sonho e a Unifabra constrói seu sonho. Não manda lá nunca esse gancho, né? Fala, se esse gancho não ficou maravilhoso. A Unifabra da Sena é a faculdade mantida pela Fundec. Lá vocês encontrarão os cursos como Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Medicina, Educação Física, Pedagogia. Para mais informações sobre o curso, entre em contato no 01838219004.

ou no site fundec.edu.br. Eu achei que você ia falar fundec.edu.dracena. Vai haver esse dia? Claro que não, porque eu fico esperta. Eu vi que eu ia errar, eu me concentrei, entendeu? Se você falar edu.dracena vai ser legal. É, Unifadra Dracena construindo o seu futuro. Bom, final de semana chegando, a Casa de Carne Bandeirantes preparou, assim, muitas opções.

Desde um churrasco, um kit hambúrguer, um kit prático aí pro seu dia a dia, como só de carnes brancas, só de carnes vermelhas, já vem tudo fracionadinho, picadinho. Gente, assim, é uma maravilha. Até meu marido cozinha dessa forma, entendeu? É só tirar do freezer e colocar lá no airfryer. Fica muito prático. E eles fazem entrega. Bracena, Junqueirópolis e Tupi Paulista. E outra, qualidade Cebalos.

É isso aí. Pra gente todo mundo. Gente, fala aí, Gabizinha. Sim, espera. Não quero perder patrocínio. Olha, final de semana chegando. Minha cabeça tá como 10 ainda. Graças a Deus, meu amor. Marido, adoro quando vem casal, entendeu? Esse casal, vocês já podem pedir música? Hoje vai pedir música. Vai pedir música. Ou se quiserem cantar também. Não, aqui é diferente. Aqui não pede música. Aqui canta. Se não tem como tocar a música, então eles cantam. Não tem como, entendeu?

Aredo, quem são os nossos convidados de hoje? Os nossos convidados são o Diego Raffanelli Luh Netier. Falei certo? Falei certo? Falou quase. Falou quase. E a Larissa Falcão. Cara, o Diego e a Luiz estão aqui pra falar sobre óculos artesanais e feitos sob medida. Obrigado por ter topado de vir aqui e bater um papo conosco aqui. Sejam muito bem-vindos novamente.

Eu que agradeço, imagina, agradeço muito a oportunidade de estar aqui apresentando o trabalho, apresentando essa construção e fazer parte dessa família já pela terceira vez consecutiva e agora com um projeto completamente diferente. Obrigado mesmo. E eu peguei e falei assim, dessa vez vamos falar, focar no assunto. Porque a gente foi um dia falar da Larissa, a gente falou do quê? Da viagem dos cachorros. Verdade.

eu tava pensando nisso hoje a gente começa a desfocar do negócio, começa a conversar pra estar no boteco aí a segunda vez a gente nem colocou o tema né vamos falar do que vocês fazem deixa aberto deixa rolar vai ser focado vamos falar dessa premiação dessas dessas

A gente vê um pouquinho em off aqui, um pouco do seu trabalho, alguma das suas criações, material, né? Com o que você faz os óculos. Mas de onde que surgiu? Fala, cara, eu vou fazer. Acho que esses que tem por aí não me agradam. Eu acho que dá pra ir a fundo. Essa história é uma história... É uma história puxada, uma história longa. Na verdade, assim, eu comecei a trabalhar com ótica, né? Muitos anos, né? Comecei com 16 anos de idade. E foi minha vida trabalhar com ótica. Amo meu trabalho de ótica.

E fui desenvolvendo várias habilidades dentro do ramo óptico, né? E tinha uma coisa que me chamava a atenção quando eu comecei, era uma ótica e joalheria, né? E essa ótica e joalheria, a gente trabalhava com alianças, fabricação e tal. Então, o meu passatempo dentro dessa empresa, quando eu não estava montando óculos, que foi minha primeira profissão dentro da área, era fazer aliança.

Eu me divertia produzindo aliança. Tinha essa questão de pôr a mão na massa, literalmente. Sempre, sempre. Isso fazia uma parte, fazia parte de mim, entendeu? Fazia parte de dentro de mim. Eu sempre tinha que estar lá produzindo, fazendo. Então, meu passatempo era colocar a mão na massa e fazer acontecer. Então, eu pegava lá um pedaço de ouro e transformava numa aliança. Eu achava aquilo fantástico. E esse era o meu passatempo dentro da empresa. E aí, só que ótica sempre me chamou mais atenção.

principalmente porque a ótica parecia ser mais promissor, né? O Orives, que era a profissão que existia, ah, vai acabar, o Orives não vai existir, né? Relogioeiro, mas a gente viu que, no passar do tempo, as profissões antigas acabam voltando, né? E aí, eu sempre com essa questão de habilidade manual dentro de mim, eu sempre tive isso muito forte dentro de mim, né? Tanto que vocês já viram o Diego Faz, né? Que é ali eu fazendo a parede da sala da Larissa, fazendo as coisas. Altas reformas.

E eu tinha essa questão dentro de mim e eu não conseguia resolver ela, porque era muito estranho você saber que você tinha uma habilidade, mas você ainda não descobriu qual era essa habilidade. E só que eu sempre soube que ela estava ligada a uma atividade manual. Então, por isso que eu me arriscava muito, né? Sempre na questão de praticamente artesanato. A gente diz criar do zero, pegar uma peça bruta e fazer alguma coisa. Exatamente. E aí eu fui atrás de conhecer a história da minha família.

né, eu sou descendente de italianos e tudo mais não sei se vocês perceberam e pelo volume da voz fala alto meus amigos, só um parêntese aqui, os nossos amigos quando a gente tá perto assim todo mundo conversando, o Apple Watch deles dá muito barulhento o ambiente, porque o Diego tá do lado só nós quatro, eu fico perto do Diego, o decibel dá aviso no Apple Watch parece que ele tá na boate, só tá conversando com o Diego exatamente

E aí eu descobri nessa trajetória que eu tinha aí, e aí eu comecei a ver, e aí eu descobri, por um acaso, profissões de bisavós, de tataravós, e aí eu descobri que lá tinha muito essa habilidade. Tinha um que fazia sapato, ele fazia sapato, não sei como chama a profissão, sapateiro, acho que não é sapateiro, mas enfim. Mas você fala que faz uma coisa específica, né? Exatamente. Não é só o que conserta, é o que realmente fabrica, faz design. Aí tinha um que era alfaiate mesmo, de terno, de alto renome.

E aí eu fui vendo todos eles tinham essa ligação com a coisa manual. Aí eu falei, puta, cara, então eu acho que é aí. Tá no meu DNA esse negócio. Que tá comigo, isso aí faz parte de mim. Então não era só uma bobeira da minha cabeça. Então realmente existe isso. E aí ali eu estudando e estudando, por um acaso, olhando na internet...

E eu olhava os óculos e eu não era muito feliz com os óculos que a gente vendia, né? Eu sentia um gargalo muito grande, né? Trabalhando em ótica. Eu falava, poxa, não é isso. Isso aqui não é óculos de verdade. Isso aqui é óculos, né? Tá faltando um óculos. E eu ficava com isso na cabeça e comecei a pesquisar ali, TikTok da vida e tal. Achei uns italianos, dois irmãos.

que fazia óculos, e eu vi os caras fazendo óculos à mão. Caramba. Eu falei, cara, o que é isso? Cara, aí foi amor. Aí eu comecei a catar os vídeos do cara, baixar, ficava traduzindo. Na época eu não tinha IA pra traduzir, sabe? Então eu ficava traduzindo na unha o italiano dos caras e tal, e eu ali tentando entender. Agora já aprendeu outra língua, né? Quem dera, né? Quem aprendeu foi o Google, eu não. Foi o Duolingo do lado ali.

E eu nessa fissura, eu querendo ver isso acontecer. Só que eles usavam muita coisa ainda, um semi-artesanal mais puxado. Usava um maquinário ali. Um maquinário mais pesado, uma CNC extremamente autônoma e tal, mas acabava alguma coisa na mão. E eu falava, cara, não tem como eu trazer isso pra minha realidade, não faz parte, né? Mas eu acho que assim, você realmente faz literalmente na mão. O teu trabalho é artesanal. O deles pode ser uma coisa tipo, ah...

É única. É personalizada. É único. Mas não é artesanal. A gente tem que ter uma discussão no núcleo. A gente tem que ter uma discussão no núcleo a respeito disso. Aí eu conto pra você. Não fazendo os caras. Os caras têm a habilidade de ir lá no computador, desenhar. Posso falar uma coisa? Às vezes eles começaram assim. Sim. Entendeu? E aí, pra fazer uma produção em escala, eles tiveram que ir as máquinas pra otimizar o tempo? Será que não?

Sim, sim. Mas eu tenho até um adendo depois pra fazer quando eu for falar do meu mestre, que é um cara brasileiro.

um espetáculo de ser humano, que um cara que botou a mala nas costas, saiu da Bahia e foi ser designer na França, ganhou vários prêmios mundiais, como o design, como a artesão, que aí ele trouxe a técnica artesanal de verdade, porque meio que ela foi esquecida, porque os processos industriais e semiautomáticos foram substituindo algumas tarefas do dia a dia ali, para aumentar a produção, né? Sempre buscando aumento de produção.

E a gente vai na contramão, né? A gente vai contra intuitivo essa questão de produção em massa e a gente vai especificar o produto para aquele usuário. Então a gente vai na contramão. E aí esse meu mestre resgatou isso. Mas voltando lá, né, cara? Eu comecei a ficar surtado e tal.

E eu falei, eu preciso, eu preciso, eu preciso aprender isso daí. Obviamente que eu não conseguia aprender sozinho, né? Faltava muita coisa. Obviamente não, porque ele aprende tudo sozinho. Faltava, tipo, algumas coisas. Uns detalhes, né? Muitas coisas ele conseguiu ainda aprender sozinho. E passou-se o tempo, e eu lá ia explorando, explorando, e testando material e tal. Aí um dia eu tô em casa, e aparece pra mim lá uma propaganda de uma... de um curso online. Por que apareceu o Ceralé?

Por que, será? Malditos publicitários. Algoritmo do mal. Maldito algoritmo. E aí, o algoritmo me trouxe um curso online, que eu fui fazer. Esse curso online, ele meio que abriu um pouco as portas pra mim, mas foi meio que um pesadelo, porque ele ainda não tava pronto e preparado, pra ir estruturado. Pra fome que eu tinha, pelo menos naquela época, eu não tava pronto, né? Era só o básico. Tipo assim, esse curso era pra você quando você viu o primeiro vídeo.

Não depois. É, sabe? Tipo assim, eu cortava, ó, você vai fazer isso. Eu fazia, ó, tá pronto. E aí, agora? E agora? E agora? O que eu faço? O que eu faço?

Passava três, quatro, cinco semanas e não vinha nada, entendeu? Ah, demorava muito. E aí nisso, eu comecei a seguir um cara. E eu vi esse cara. E esse cara começou junto comigo.

E eu falei, cara, esse cara aí já tá fazendo óculos. Eu falei, como que ele tá fazendo óculos? E eu comecei... Tem aula escondida nesse curso, né? Aí eu comecei a olhar. E um dia ele fez um vídeo e falou, meu mestre. Meu mestre? Eu falei, o que que acha é isso de mestre? Aí meu mestre, meu mestre, meu mestre. Então eu fui lá, entrei em contato, vai abrir turma. Falei, cara, vou meter a cara. Fala o mestre, o Felipe Diniz. Vou falar, vou falar, vou falar.

E aí, cara... Não, e fala que ele faz óculos, só vão achar que é jiu-jitsu. Não, não é. É quase... Mazeita, né? E aí, eu fiquei fissurado, deixa eu ver e tal. Aí, cheguei nesse cara, Felipe Diniz. E aí, eu fui ver quem é esse ser humano, né? Eu falei, quem é esse cara que ensinou esse outro aí? E esse outro tá arrebentando e eu tô aqui com essa sede e eu não tô conseguindo evoluir. Se você falar que é das óticas de Inza, fica muito óbvio isso, hein? Não!

Não é. Não chega nem perto. Gançou da parte industrializada, vendeu tudo e foi fazer a mão. Não, não filme isso. Aí, cara, eu fui ver a história do cara, quem é Felipe Diniz? Felipe Diniz é um cara que morava na Bahia e ele foi designer e entrou pra ser designer numa fábrica de óculos lá na Bahia. E ele começou a ser designer de óculos lá, auxiliar e tal.

E aí ele descobriu que na França existia um pessoal que fazia óculos artesanal. A fábrica fechou, né? Porque os importados ficaram muito baratos e fabricar no Brasil tinha ficado muito caro naquela época. A fábrica fechou. É culpa do teu chegado isso. Né? Ele... Caíto Maia lá. Né? O Caíto e o Caíto. Aí ele botou uma bolsinha nas costas e foi pra França. Falei, deixa eu ver, né? Chegou em Lyon.

Que é o berço dos artesanais, né? Lá os melhores alfaiates, os melhores sapateiros, sei lá como que é. Os melhores lunetios. Quer alguma coisa exclusiva? E lá é cheio de concurso, né? Os melhores opticians, tal, não sei o que. Incentivam. É, cara. Eles têm essa exploração do artesanal. Lá é a cidade, é o berço do artesanal. Ele chegou lá, bate num, bate no outro, bate num, bate no outro. Até que um cara falou assim, não, eu te aceito como aprendiz.

E foi ser aprendiz desse cara. Nesse contratempo, ele entrou numa empresa chamada Opal. Que acho que foi fundada em 95, que é uma fábrica de óculos.

Bom, e aí vai Felipe Diniz aprender essa arte com esse cara, mas num processo um pouco mais automatizado, né? E ele sem falar nada de francês, absolutamente nada, só interpretando gestos e foi ali aprendendo a fazer óculos. Na mímica, o cara. Na mímica, foi aprendendo a fazer óculos. E ele foi desenvolvendo a técnica dele e entrou nessa empresa. No fim da história, ele se tornou um grande lunetê, renomado.

Ele ganhou um prêmio já, o prêmio de Lyon, que é o prêmio mais importante de design de óculos. Acho que ele ganhou duas ou três vezes, sei lá. Caramba. É, um espetáculo. Ele ganhou o Love Awards, que acontece na Inglaterra, que é o meu próximo passo. Vou chegar lá. Vou chegar lá, vou chegar lá. Profetizando, depois a gente pega esse corte e joga lá no final.

Eu falei, eu lembro. É, falei. Seis meses atrás. O brother que vai gostar. Eu falei, esse cara, quando fala, acontece. Aí eu peguei... Aí ele... Cara, ele é um espetáculo. Cara, cara, isso é o da Bahia. E ele se tornou o designer principal da Opal. Que é essa fábrica de óculos, cara. A fábrica de óculos é a maior fábrica de óculos da Europa. E ele é o designer do chefe, cara. O cara...

top. E aí ele lançou o curso de fabricação de blocos artesanal. E online, porque ele está ensinando lá da França. Então você tem que entrar na turma dele pra ele te ensinar de lá online. Só que acontece, cara, ele é tão bom ensinar que ele retrouxe a técnica completamente artesanal.

onde eu consigo, aqui no Brasil, sem ter que comprar um maquinário muito pesado, você entendeu? Fabricar um óculos. Então ele resgatou a parte artesanal, que estava meio que morta, né? Algumas aspectos. Sim. E trouxe para nós, cara. E aí ele foi para o curso do cara. É porque quando a gente pensa em indústria, todo mundo quer escalar, né?

exatamente, mas aí quando você escala você tem todo mundo igual, né? E o que eu acho mais engraçado é que ele tá falando nas duas línguas, ele tá dentro da fábrica escalada e ele tá fora dela trazendo outra coisa, completamente diferente, a contramão de tudo, né? E aí, cara, eu fui fazer o curso desse cara

cara, esse curso desse cara, em uma semana eu tava fazendo óculos, entendeu? Porque ele veio com o curso pronto, eu era a terceira turma dele, você entendeu? E nem todo mundo que entra pro curso consegue fazer óculos, tá? São poucos que conseguem, mas eu sabia que eu ia conseguir. Então eu entrei já de cabeça e uma semana eu fiz aquele primeiro óculos lá. Que é esse verde aí. Foi meu primeiro óculos que eu fiz. E assim... E com... Fui lá e uma semana, uma semana e meia, eu abracei o curso dele.

que é um óculos de sol feminino. Vou abrir a... Tem vários defeitos técnicos, tá, gente? Que só você sobe. Que só eu sei. Ai, mostra um. Não, não mostra. Aquela que vai ficar assim, analisando as horas. Eu descobri que ele é altamente vendável, altamente comercializável, porque o desenho é lindo, né? É um desenho muito diferente. E... E aí... Eu vou...

Vai dar uma de modelo. Gente, eu achei isso muito chique. Olha isso. É lindo. É bonito. É bonito. O álcool de sol é maravilhoso. E agora que a gente sabe que tem defeito, vai alimentar do preço. Não, vai alimentar do preço. Esse daí eu não vendo. Os primeiros ficam sempre de lembrança, de recordação. E aí, cara, e aí esse cara, ele...

trouxe esse curso, ensinou a gente, e eu falei, cara, isso aqui é maravilhoso. Bom, e aí eu abracei, entrei de cabeça, e o cara tem o dom de ensinar, sabe? Ele tem uma poética, ele tem uma poesia dentro de ensinar, sabe? É incrível, cara, a pessoa tem o dom de ensinar.

Não tem o que falar, né? E aí, eu fui lá, vi o vídeo do cara e falei, cara, eu vou fazer óculos e comecei a fazer. E aí já, pum, já larguei o primeiro óculos, uma semana e meia. Mandei a foto pra ele, falei, cara, eu fui fazer óculos assim depois de cinco anos. Eu falei, cara, teu óculos é incrível e tal. Aí foi quando eu falei, rapaz, eu acho que eu tenho um dom. Acho que eu achei. Acho que eu achei, acho que eu achei. Felizes são aqueles que conseguem achar o dom que tem. Esse é o dom que eu tenho.

Pra quem segue o Diego que faz, achou que era pedreiro. É, pois é. Passei anos, as pessoas falaram assim pra mim. E todo mundo falando assim, meu, vai fazer isso da vida. Vai fazer isso. Porque era muito lindo. Vai fazer parede, vai fazer acabamento, né? Eu falei, não, não sei o que. E os amigos, e os parceiros, os profissionais, o Luciandro. Luciandro, Diego do céu. O que que é isso que você tá falando? Cara, eu conheço 200 profissionais que não faz a metade do que você faz. Não, o Luciandro adorou, porque algum concorrente é menos.

veio na minha equipe, né? Não, ia ser pra equipe dele. Então assim, e aí eu achei essa veia. Eu falei, cara, vou explorar até o limite. Tava ali, né? Tava. Porque você mexe com ótica desde 16, 15, 16 anos, tava ali. Mas a gente não imaginava a fabricação que tava do lado. E pra você ter uma ideia, eu passei em todas as áreas da ótica. Todas que você pode imaginar que existe dentro do ramo ótica, eu passei.

Então eu fui montador de óculos, montava óculos numa lixa, não tinha maquinário automatizado. Depois disso eu fui ser vendedor de óculos, depois disso eu fui ser representante de óculos, nisso eu fiz o curso técnico de ótica, onde eu tinha que pegar uma moto, pegava uma moto de sábado e ia para Londrina, tomava chuva e tal, uma vez por mês, sábado, domingo voltava.

E de motoca, tal, com a Londrina, pra fazer o curso técnico. Naquela época, o curso técnico de ótica era extremamente estressante demorar dois anos e meio. Tinha que fazer TCC pra fazer o curso técnico. Um absurdo. E aí, eu fiz esse negócio, tal. Aí, fui representante comercial. Virei palestrante do ramo ótico. Fazia treinamento com várias equipes de ótica, tal, na área de vendas, na área técnica. E fui escalando dentro. Técnica e optometria.

optometrista, bacharel em optometrista.

Mas assim, sempre buscando... E nunca passou na sua cabeça. Mas não tinha. Você faltou aí, aos 40, eu virei usuário. Comecei a usar óculos. Mas sabe o que é engraçado? De grau. Sabe quando você sente um negócio, mas não aparece pra você, ele simplesmente não acontece, você fica explorando aquilo. E pra mim foi muito louco, porque dentro dessas habilidades exploradas, a Larissa sempre falou isso pra mim, sempre foi muito natural, ela sempre ficou muito assustada com isso. A pessoa chegava lá e falava assim, cara, quebrei minha armação.

Dá pra aproveitar a minha lente em outra? Eu sentado onde eu tava, eu vou fazer assim. Aquela lá dá certo. Pode pegar. Pegava, tu encaixava a lente embora.

Sabe assim, porque precisa ser perfeito pra encaixar. Encaixa, né? Senão você tem que cortar a lente, né? Ou se ficar grande não dá pra usar. E ele sabe, assim, de longe qual lente que dá certo. Como você sabe isso? Cara, formato. Eu reparo muito no formato e tal. Então... Tinha uma vez de design ali, né? Tinha. Tinha. Você entendeu? Eu consigo bater o olho. Sempre teve bom gosto pras coisas, assim, de... Sabe? De tudo. Tanto das paredes lá.

Se deixar, eu faço tudo rosa. Eu achei que ele ia mandar, olha com o que ele casou. Olha com o que ele casou.

Eu também, também, também. Eu tô muito bom, eu perdi essa chance. Eu tenho que ouvir ele, porque se deixar, a gente já faz tudo rosa, né? Tem um probleminha com rosa. Aí ele falava assim, meu amor, tudo bem. Vamos fazer um rosa, mas calma, né? Vamos dar uma quebradinha. Calma. Aqui, ó. Esse óculos dela, ó. Esse óculos dela.

Eu tive que dar uma quebrada, um ajustado, uma colagem. Mas tem que ter um rosa. Tem que ter um rosa. Agora eu tô mais controlada, tô medicada, mas veja bem. Eu tô medicada. Tô medicada. Se deixar, eu faço muita coisa rosa. A louca do rosa.

Então assim, aí eu olhei e falei, cara, isso é incrível. Mas acho que você encarava muito a parte da lógica como trabalho, ponto. Sempre pro lado financeiro. Ah, isso tá... Explorando, pagando minhas contas. Eu acho que um dia eu consigo fazer isso aqui funcionar. Eu acho que isso aqui um dia vai dar certo, entendeu? Sempre olhando pra esse ponto. Nunca... Era paixão, mas não era aquela paixão... Era aquela paixão já de uns 30 anos de casado, sabe? Que você falou, ah, casei, tava amando. Tá na rotina, né? Tá na rotina.

e o eu falei assim é o tipo de paixão que o meu avô contava hoje em dia não existe vocês já estão 30 anos juntos? não, falta só 20 não, eu fiquei pensando assim cara, só falta 8 anos pra isso meu Deus do céu eu já comecei a ficar preocupada

desculpada. Não, não se preocupe, não. A relação está morna, não está fria. Dá sempre a regra. Mas vocês estão sempre se reinventando. Hoje é diferente, né? É que na... Obrigado. É, é. Você não vê as pessoas com 40 anos, a 30 anos atrás, parecia com 70. Então hoje preserva mais, né? Eu com 40, negocio dá 50. Obrigado. Eu acho que nem tanto, mas tá bom. Ganhou.

Eu só acho que se ninguém fala, ia passar em branco. Eu disse, tudo bem. Não precisava ter apertado. As mulheres começaram a ficar assim, sim. Foi você que falou, né, Mário? Eu? Foi, foi. O culpa do teu avô que falava isso. Tadinho do meu avô. E aí, cara, é isso, cara. E aí eu fui alucinando, fui fazendo, fui criando, fui desenvolvendo. E como você ficou sabendo sobre as premiações?

O meu mestre, o Felipe, ele falou, gente, tem premiação para os lunetieres. Essa é uma boa história. Na Biótica, que é a quarta maior feira do mundo, se eu não me engano, e a maior da América Latina. Acontece todo ano no Brasil, lá em São Paulo.

Uma feira espetacular, onde vai todos os fabricantes, as pessoas que estão dentro dessa área ótica, né? Cara, e tem um ponto lá que é a premiação, né? E é a premiação que são os novos lunetieres, né? Que é essa daqui.

e o A Highlight. O nosso Lunetier é uma premiação nível nacional, uma premiação para cá, principalmente para quem está começando na área. E o A Highlight é uma premiação...

Topo. É uma premiação que vem pessoas de fora do Brasil, vem francesas, vem italianas, então é uma premiação brasileira, mas de caráter internacional. Vem galera de fora realmente pra fazer. Vem, vem, vem, cara. Vem galera de fora. É um prêmio muito reconhecido. Exatamente, cara. É o maior prêmio da área do Brasil.

Da América Latina, porque é a maior feira da América Latina. Ou seja, o maior prêmio da América Latina nessa área de designer. Não só de lunetier, mas de design e tal. Porque eu participei aqui como designer. Não participei aqui propriamente como lunetier, entendeu? E é só pra vocês entenderem. É esse prêmio aqui, ó. Ó. E esse óculos aqui, ó. Exatamente. Deixa eu pôr aqui, dá um close aqui, ó.

Cuidado que é uma arma, esses dedos estão pesados. É pesado. É aço... É aço do óculos. Olha lá, dá pra ver ele certinho. Olha lá, verdade. E aqui, marido, mostra assim, tudo certinho. Esse foi um dos prêmios desse óculos, que é o highlight. Esse foi o campeão.

Olha só que bonito, gente. E como que foi a feita a avaliação? Bom, aí eles têm lá o... todo um caráter, uma equipe, né? De pessoas... Mas eu posso colocar também? Pode, por favor. Ela tem até nos stories esse daí, viu, gente? Agora olha o cabelo.

Puxa o cabelo. Tem até um segredo. Olha isso, gente. Olha a mulher de cabelo preso com esse óbvio. Esse óbvio, ele combina muito com o cabelo preso. Chiquíssimo, né? Adicionou milhões na conta. Sentiu os milhões caindo. Muito bom. Meio dinheiro.

Muito bom. E aí, cara, o que acontece? E aí ele falou, tal da premiação. Poxa, eu tenho que participar, eu vou participar. E eu já comecei nessa. Cara, eu vou participar, eu vou ganhar. Eu vou ganhar. Não, cara, foi muito louco. Porque eu sou da lei da atração. A Larissa é do signo, da lei da atração. Eu sou da meditação, do negócio. Você não pode falar não. Ele concorda, mas ele meio que...

De tanto você falar nesses 10 anos Que ele já absorveu a amiga Eu nunca tinha sentido a vibe Ele olhou e falou assim Eu vou ganhar Ele falava assim Eu falava desse jeito E eu acreditei Mas ao mesmo tempo eu falava assim Mas na primeira

Na primeira vez, você vai ganhar os dois. De cara, né? Mas eu apoiei e tal, mas eu ficava assim, meu Deus do céu, se ele não ganha, ele vai ficar tão roteado. Vai ficar triste pra caramba. Mas eu não falava nada, tava aqui, não, meu amor, isso aí. Qual que é o outro que você tá jogando pro universo? O Love Awards, que acontece na Inglaterra. Entendeu? Quando vai ser? De Londres.

2027. Já tá aí, já tá aí. Entre fevereiro e março. Aí, tá vendo? Eu brinquei falando que daqui seis meses você volta pra falar que ia ganhar um pouco mais. Não, mais, mais, mais. A Larissa tá... Não, compra passagem, compra passagem. Calma, não precisa. Dá pra fazer online. Não, mas tem que contar. Mas por que não Londres? Vamos lá.

Andar de ônibus, dois andares, uma quadra gigante, uma mamaguinha. Você tá vendo como que a gente muda de assunto rapidinho? Pois é. Não, tá. E aí, tá. Vamos voltar. E aí, beleza. E aí eu falei, cara, vou ganhar esse prêmio. E aí eu comecei a desenvolver o meu óculos de sol. O ripadinho, ó. Não, não, não. O meu óculos de sol, que é esse marrom.

que é um óculos que eu desenhei com um desenho técnico muito difícil, né? E que ele vem de encontro com a questão artesanal e sob a medida, né? Óculos feito sob medida. E aí, acho que ela não... Gabizinha, a gente tá mostrando o óculos ali. E agora, esse ele fez sob medida também, ó. Esse é o óculos dele, ó.

Por quê? Aí aqui eu quis trazer a dificuldade do design, que é um óculos com quinas, né? E com chanfros e quinas, que é dificuldade técnica extrema pra você fazer um óculos artesanal.

E ele tem colagem de sobrepor. A haste, eu fiz essa haste do zero. Inclusive, eu injetei a agulha. Porque normalmente a gente vem já com a agulha injetada de fábrica no material. Igual esse daqui, ó. Tá vendo? Esse aqui, a agulha, ela vem injetada. Essa agulha, no caso, seria a sustentação. Isso, que você pode dobrar e tal, né? Então, nesse aqui, a agulha, ela vem pra nós, no slab, né? Injetada já, né?

Gabião. Isso, olha lá. E lá eu fui, eu catei a haste de aço, injetei no material, colei outro por cima, e aí eu fui tendo toda essa dificuldade. Então, eu apresentei essa dificuldade de fazer esse óculos, né, de produzir esse óculos. Ah, ele vai mostrar outro. E trazer pra mim porque é um óculos de 158 milímetros. A agulha aqui da haste, ó.

Ele que fez. Aqui, eu fiz toda a injeção de agulha, né? Cravejamento, não. Chaneira arrebitada, uma chaneira que não estraga nunca, né? Um material muito top. E aí eu fiz esse desenho pra mim. Porque eu tenho 157 milímetros de tamanho de moringa, de cabeça. Minha cabeça é muito grande. É uma caixa d'água. Não acha, não tem. É conhecido cabissudo. A média de óculos é 145 milímetros.

de frente, entendeu? É. Então eu ficava muito fora. Essas marcas famosas, por exemplo, o Diego nunca acharia um óculos pra ele. E outra, quando acha, é uma opção, né? Exatamente. Ele é escolhido, né? Com tamanho não muito legal. E a gente esconde, né? Mas beleza. Não usava óculos que queria, usava o que cabia. O que cabia. Eu te entendo, eu sou assim com calça.

eu ia falar agora, a gente só fica isso com roupa enfim e aí veio de encontro também então tem a dificuldade técnica a dificuldade de se produzir o óculos com colagem superior tudo mais, material de alta qualidade injeção de agulha, difícil, muito difícil fazer esse óculos e aí eu, e pro tamanho do meu rosto que daí eu trago essa questão do óculos personalizado o óculos feito sob medida que é o grande pulo do gato pra nós lunetieres então

E aí eu fiz pro tamanho do meu rosto. Pô, legal. Ficou lindo o óculos. Eu acho ele um óculos massa. Eu gosto. Ele fica muito legal no meu rosto. Nossa, cara. Você entendeu como ele não fica grande? Adicionou milhões. Adicionou milhões. Agora põe no seu rosto pra você ver. Vai cair. Você vê que ele fica enorme.

Olha só. Até onde vai o óculos? Foi no rosto do Pedro, por exemplo. O Pedro tem o rosto menor aqui do Diego. Acho que também vai ficar grande. Olha lá. Onde vai parar a arte? Verdade. Você entendeu? Isso é um detalhe de óculos feito sob medida. Ainda bem que o óculos que eu tô colocando é um ligo de ser grande.

E aí eu fiz esse óculos. Eu comecei a produzir. Na verdade, eu não cheguei a terminar ele. Eu comecei a produzir esse óculos. Eu com esse negócio do prêmio na cabeça. E aí me nasceu aquele óculos que é o carro baseado no Mad Max, no Interceptor do Mad Max, que é o Ripadinho. Que é com dificuldade técnica. Pra mim também, pra minha... Coloca aí pra gente. Pra minha tala larga. Olha só. E aí eu fiz esse óculos pra ser um óculos mais conceitual, um óculos mais diferenciado. Esse não embaça, esse tem saída de ar. Tem saída de ar.

Pensando no universo Mad Max, que você tem calor, e os motores esquenta, e aí você vai ver o Interceptor no farol dele tem a gradinha toda cortadinha. Cara, eu olhei aquilo lá e falei, porra, eu gosto muito do Mad Max, eu gosto muito, vou fazer um óculos de homenagem. Para tudo! Então eu consigo um óculos pro meu marido com alguma coisa de referência do Batman. Claro que eu consigo! Ah, caramba! Eu consigo!

Star Wars, Star Wars. Consegue, consegue, consegue. Nossa. E aí, eu, com essa loucura, ir fazendo esse óculos, esse óculos pro concurso.

Aí, e eu aqui, eu vou ganhar. Eu vou ganhar. Eu vou ganhar. Eu vou ganhar. Aí eu falei assim, não, eu vou ganhar. Isso é pra mim, eu vou ganhar. Dificuldade técnica extrema. Isso também. É, porque esses frisos, ele cortou a mão. É, sim. Então, o acabamento. Foi extremamente difícil. Não é uma máquina que corta. Não, a máquina sou eu. A máquina é meu braço.

E aí eu, com essa questão na cabeça, aí eu, beleza, tal, e vou fazer, e eu aqui, fazendo esse óculos, fazendo esse óculos, e chegando já a época de mandar os óculos, quase vencendo os dias, e eu aqui, eu vou ganhar, eu vou ganhar, eu vou ganhar, eu vou ganhar, eu vou ganhar, e com isso na cabeça, eu vou ganhar, eu vou ganhar, eu vou ganhar. Aí eu durmo, e acordo num sábado, puta merda, cara, me veio um óculos na cabeça. Fui pra ótica.

Pra oficina. Pra ateliê. Catei esse óculos que não tava acabado. Aquele óculos que não tava acabado e empurrei de canto. Ele não terminou os óculos que já tava quase da hora de ganhar. E aí eu comecei a desenhar a mão esse daqui. Comecei a desenhar a mão. Esse meninão aqui.

Porque ele acordou com esse... Eu acordei com esse óculos. Já teve... A Fran já falou pra mim que parece asa de anjo. Parece asa de anjo e tal. E aí eu comecei a desenhar esse garoto aqui. E eu aqui, ó. Comecei a desenhar.

O tempo acabou, não terminou, vamos fazer outro do zero. Não, e eu aqui desenhando, e o resto parado, eu aqui desenhando. A Larissa chega e fala, você é doido. Eu fico surtada, eu saio de perto. O concurso tá pra chegar já, tal, não sei o que, você vai abandonar. E eu tinha outros projetos também na cabeça, e vai fazer isso aqui, isso aqui, eu falei, não, eu tenho que fazer isso aqui, eu tenho que fazer ele. Eu tenho que fazer.

Sentei lá, desenhei o óculos. Depois que eu desenhei, eu falei, vou escolher as placas, né, que são os slabs.

Aí eu tinha esse slab azul que foi um slab que eu comprei ele há mil anos atrás. Eu peguei esse slab azul e falei assim, cara, esse aqui. Chegou a hora. Peguei uma placa preta e falei, essa aqui. Agora eu vou fazer colagem.

E é extremamente difícil fazer uma colagem. Colagem? Não é uma peça só, são peças unidas. Porque aqui, ó, pra eu entender, esse risquinho aqui, ó, que tem... É uma colagem sobre cor. Muito observadora você, tá? Muito observadora. É, na hora que eu cheguei, achei muito bonito. Exatamente. Na hora que eu abri ele, eu falei assim, nossa... O preto. O preto aqui, ó. O preto. Isso. Uma placa, outra placa. Isso, mas a lateral, ó.

Três vezes, né? E aí agora, deixa eu explicar pra vocês o processo de colagem desse óculos, porque isso é surreal. Isso aí é... Você tem que ter realmente muito amor nisso aqui pra fazer isso aqui. O que acontece? Cada colagem, ela leva 24 horas pra ficar pronta.

Ou seja, só nas laterais tem duas. De cor. Isso, aqui são duas. Aqui são quatro colagens. Caramba. O que aconteceu? Eu fiz o desenho, colei no slab aqui, igual eu fiz esse daqui, ó. Colei aqui, igual nesse daqui. Baixa um pouquinho. Aqui. Colei o desenho, desenvolvi o desenho, colei aqui e marquei onde eu queria cortar a frente. Cortei. Catei o preto, colei.

Esperei 24 horas. Catei outro desenho desse, colei e cortei a outra parte do azul onde eu ia colar o restante do preto. 24 horas. Mais 24 horas. Só que, tipo assim, eu não consegui cortar, fazer e tal, e dar o acabamento, porque essa colagem tem que ser perfeita, tem que estar plano, reto.

É, você passa o dedo assim e você não vê. É uma coisa só. Você entendeu a dificuldade do negócio? Então, tipo assim, eu precisava deixar perfeito e essa superfície tem que estar perfeita pra não encostar na outra extremamente reta. Então eu demorava 24 horas pra colar e demorava mais um dia ou dois ali dando o acabamento da superfície pra poder colar a outra peça.

Aí eu fiz isso, aí na minha cabeça eu falei assim Bom, agora eu tenho que colar Aí a Larissa, né? A Larissa chegou em mim e falou assim Ô vida, tá bonito, mas essa arte vai ficar azul Eu falei assim, ai vida, eu vou deixar azul porque tá dando muito trabalho Pô, mas se você botasse um preto aqui em cima Ia ficar legal pra caramba Pra acompanhar o desenho Aí fez todo sentido Aí ele falou, pronto, agora eu não vou conseguir dormir Se eu não fizer isso, parabéns Porque assim, aqui ó, dá pra ver as duas cores Mas na hora que eu fiz assim, ó, licença Eu fiz assim, falei assim, nossa E aí

essa peça vem com um risquinho preto aqui e ele pegou bem... Você entendeu? Na onde estava o preto da peça. Na onde estava o preto da peça. Porque eu imaginei que... Eu imaginei. E aí eu estava abrindo aqui elas e eu falava assim, mas nenhuma tem o risco. Você entendeu? Aí eu não estava entendendo muito bem agora o negócio que você falou assim, porque é um detalhe tão... E se você olhar por dentro dessa hache, Mari, é azul.

Não tem um risco aí. Isso, mas aqui tem um... Esse brilho aqui, ó. Isso aí é agulha de aço. Ah, tá. Você já colocou ela com brilho também ou não? Não, agulha de aço, ela já vem na cor do aço, entendeu? Então, mas também deu um charme. Né? Que não parece que é brilho, a gente que não entende. É.

E aí esse preto alarejo falou, cara, se você fizer um risquinho preto aqui acompanhando isso aqui vai ficar legal. Aí eu falei, puta merda, cara. Não, e eu botei na minha cabeça. E quando ela falou... Você tem que fazer um entalhe, pôr o preto e... Porque antes de eu ver lá na feira ótica, por exemplo, eu achava muito estranho o óculos ter a cor aqui de um jeito e a hache de outra cor.

A haste não acompanha, parece que é de outra coisa, né? E eu fiquei assim, eu falei, ai meu Deus, vai ficar estranho. Mas depois que eu fui pra Feira Ótica, eu mudei totalmente minha concepção. Cara, é super. Eu olhei e falei, gente, muito legal. Você vê um óculos azul com hache verde e fica incrível. Óculos marrom com hache azul. Exato. Então assim, eu achei incrível depois. Mas antes eu não tinha essa concepção. Eu olhava e falava assim, nossa, isso é esquisito, né?

E aí a Lari falou pra mim, falou assim, poxa, ia ficar legal. E quando ela falou isso, eu vi o óculos pronto.

E eu olhei e falei, cara, vai ficar massa esse friso preto na lateral da haste, hein? Falei, vai ficar muito bom. Eu falei assim, agora deu ruim, porque eu vou ter que fazer. E aí, como que eu vou fazer? Eu falei assim, bom, eu vou fazer na haste só colado por cima. E o Diego tava fazendo óculos há dois meses, só pra contextualizar, assim, é muito pouco tempo, sabe? Eu tava produzindo só há dois meses, óculos. Caramba, bicho. E aí eu falei, cara, eu vou fazer?

Vou fazer esse friso na haste? E aí eu fiz, tal, do trabalho, tive que refazer esse processo. E aí ele fez essa colagem de sobrepor que é mais difícil ainda do que... Na minha cabeça eu não sabia que era mais difícil. Eu descobri depois.

E ela não é reta, ela é assim E assim, sabe o que é o maluco? Desde aquela época da parede O Diego sempre foi muito perfeccionista A gente veio e contou que ele fazia O negócio pra ficar perfeito E você falava, para Pelo amor de Deus Chega de cera de abelha Quando ele fez essa hache Cera de abelha Aí quando ele fez essa hache Aí do nada, aí deu um probleminha, sei lá E aí

Uma bolha, a gente chama de bolha. Deu uma bolha, sei lá. E aí ele virou pra mim e falou assim, olha o que aconteceu. Eu falei, eu não vou conseguir entregar isso. Aí eu olhava assim e falava assim, o que aconteceu? E ele falava assim, olha isso daqui, que coisa horrorosa. E eu olhava assim e falava, não dava pra ver. Como é que é? Ela não via. E eu falava, meu amor, você precisa me explicar o que aconteceu, porque eu não tô vendo mesmo, é sério.

Mas tá vivendo em outro mundo, né? Calma. E isso, faltava... E o time rolando, entendeu? Ele não tinha finalizado os outros e ele tava com esse daqui. E eu falava assim, cara, ele não vai entregar nenhum óculos meu. Não sei o que vai acontecer. Não sei o que vai acontecer. E aí ele falou, não, eu vou ter que arrumar isso daqui. Eu falei, meu amor, mas será que as pessoas vão perceber? E lógico que vão perceber. Ah, não, os técnicos assim...

Né? Não, não é técnico jurado. É, jurados, jurados, né? Quem tava julgando, né? Que são pessoas da área, né? Enfim, eu sei que eu acho que ele refez umas duas vezes até ficar perfeito.

Até ficar do jeito que eu queria. E aí beleza, cara. E aí eu finalizei esses óculos. Eu ia jogar tênis na BD, aí chegava 11 horas, o Diego ainda tava fazendo o óculos. Fazer um adendo que ela fica até 11 horas jogando tênis na BD. Louca, alucinada do tênis. E aí beleza. E aí eu falei, cara, agora eu vou fazer. Quando eu terminei esse óculos, como era dois concursos, um tinha até uma data de inscrição e outro tinha até outra. Os novos lunetes, a data era um pouco mais próxima do evento.

E esse aqui, que era o Internacional, tinha que ser bem antes. Quando eu terminei os óculos? Terminei os óculos. Porque eu terminei os três. Depois que terminou isso, fala, agora eu vou terminar os outros. A inscrição era até meia-noite do dia 30. Eu terminei, era mais ou menos oito horas da noite. Alguns, um ou outro, no dia que tinha que entregar. Eu fui bater as fotos, eram dez horas da noite.

Eu saio de perto, gente, que eu passo mal. Você rezou, né? Pra nada, pra não bugar. Ele tinha certeza que tudo ia dar certo. Eu sabia que ia dar certo. Eu sabia que ia funcionar. Tanto que, assim, eu não usei edição de imagem, não usei nada. Eu bati a foto em cima da marca da Larissa.

Eu bati a foto ali, eu catei o celular, coloquei, botei, aí tinha um ring light aqui, um ring light ali, posicionei, falei, ficou bom. Botei um papel sulfite embaixo pra fazer base branca e tonto. A galera tratou a foto, sabe? Tanto é que quando saiu as fotos, eu falei assim, eu não acredito que você mandou essa foto. Todo mundo com foto bonitinha tratadinha e a do Diego, em cima da maca da Larissa, com a parede de fundo. Com a parede que eu fiz de fundo.

Olha só que loucura. Eu falei, ficou ótimo, ficou lindo. Bati foto aqui, foto aqui, foto aqui, mandei.

Aí, beleza. Se não ganhar pelo óculos, eu ganho pela parede. Não é? Nossa, mas olha essa parede. Olha essa parede. E aí, né, acho que até o meu mestre, essa hora que ele vem, ele vai falar, cara, deixa eu ver essa parede aí que tá todo mundo falando que ela tá no fundo do óculos. E aí, eu peguei e falei, cara, é isso. Beleza. Finalizei, finalizei. Chegou em casa felizão. Cheguei em casa felizão. Sem tensão, normal. Tal, de boa.

Beleza. Ó, os finalistas vai sair, sei lá, acho que demorava três dias pra sair o finalista, sei lá, quatro dias.

desse prêmio do iHighlight os nossos lunetíes eu podia mandar mais próximo ah, vai sair os finalistas hoje, saiu os finalistas uma hora eu já mandei pra eles, sou finalista

a ponta merda que você quer. Entre os cinco, então tinha gente... Ah, não, nessa categoria era do Brasil, né? É, Brasil raiz. Mas era um prêmio que várias pessoas ganharam de outros países, né? É, não. Então era um prêmio... Era muito... E aí, cara, tinha lá a galera, tal, tinha um amigo da turma também, né? E não sei o quê. E eu falei, cara, tá lá o prêmio, tal. E eu olhava os óculos e não é que, tipo assim, desmerecia. Até falou, ah, o Diego... Não, cara, eu sabia que eu ia ganhar.

Eu sentia. Sabe quando você sente, quando aquele negócio te toca por muito tempo? Eu falei, cara, não. Ele falava, não, eu tenho que estar lá tal dia, porque eu vou receber o prêmio. É? Aí eu, eu assim, isso aí, meu amor. E eu ficava assim, meu, Celina. Um amigo meu falou assim, cara... Se você não ganhar, ele vai ficar muito triste, cara. E eu não queria falar pra ele assim, amor, mas se você não ganhar, foi o primeiro que você participou.

Olha como... Só são dois meses fazendo. Fazeram, tá tudo bem, tá tudo ótimo. Mas aí eu não falei nada, é isso aí, é isso aí.

Um mês antes de eu mandar a inscrição, um amigo meu mandou, ó, meu aniversário de 40 anos. Ele fez a festa de 40 anos. Show vivo, bebida, tal. Falou, ó, tal dia. Eu falei, irmão, nesse dia eu não posso porque eu vou estar em São Paulo recebendo o prêmio.

Tá lá no WhatsApp, mandei pra ele. Ele falou, pô, tomara, tá? Pô, que pena, não sei o quê. Eu falei, não, vou estar lá em São Paulo recebendo prêmio, vou participar do concurso, assim, assim, assado. Aí você tinha que estar lá presencialmente pra ganhar o... Não, não precisava. Mas eu queria estar lá. Não, óbvio, sim. E aí, beleza, né? Não, ele falava assim, não, no discurso eu vou falar tal coisa. Tem discurso? Tem. E aí eu falava assim, é isso aí, amor. Mas eu aqui, ó, com o coração apertado. Eu falava assim... Cara...

surreal. Eu falava, meu. Esse cara surtou. Eu falava, cara, se ele não ganhar aqui, o que eu vou fazer, né, com ele, né? Ele vai chorando embora, né? Não, já tava pesquisando os terapeutas da cidade. É, eu falei, pô, o cara, não, ó, no discurso tal, eu vou falar tal coisa, não sei o quê, e eu assim, isso aí, meu amor. Vamos lá. Parabéns, tal. E ela quase assim, meu Deus do céu. E aí vocês foram pra São Paulo? Só. Aí teve uma...

Final, final. É, cheguei pra ir pra São Paulo, a gente foi um dia antes que tinha uma oficina chamada oficina de lunetieres, né? Que foi a primeira oficina de lunetieres do Brasil.

E aí, reuniu a galera lá, meu mestre lá, ensinando a tirar medida, fazer algo sobre medida presencialmente. Ah, sem conta. Você conheceu ele pessoalmente. Conheceu ele pessoalmente um dia antes da feira, porque ele veio pra fazer todo o evento. E aí, a gente foi lá, a gente se encontrou nesse hotel, ele foi fazer essa oficina, era um dia inteiro de oficina.

E aí, beleza, né? Chegou lá, tal. Conheci a galera, né? Galera da turma, a galera que tá fazendo, os luneteiros que tão aparecendo, tal. E aí, fui ali me aproximando de alguns caras, né? E de... Você se identifica, né? Sempre mais com um ou com outro. E aí, teve uma galerinha ali, uma panelinha que eu me identifiquei, que é uns caras mais velhos, uns caras, né? Já criado, que não sei o quê. E aí, eu fui fazendo amizade com esse pessoal.

E ali eu fiz amizade com alguns caras, o Heraldo, que ganhou o prêmio, novos lunetíche também, e com um cara que é o... O... O brother. Esqueci o nome dele. O brother. Vulgo Luiz. O brother, que o nome dele é Luiz, mas todo mundo só chama ele de brother, porque ele abriu uma empresa, ele fabrica relógio artesanalmente de madeira. Cara...

E ele tava com um relógio lindo de madeira com um mostrador de pedra, espetacular. O cara é fantástico. Óculos de madeira e tal. Cara, ele ficou muito famoso fazendo óculos de madeira. Eu peguei a amizade com esse cara e esse cara virou irmão. E aí eu falava pro cara, eu falei, irmão, eu conheço. Ele olhava e falava, para, Diego. Para, Diego. Ele é lá de Criciúma, né? De Santa Catarina, tem um jeito engraçado de falar, pá.

como que é que eles falam? poxa, eles tem um jeito de chamar a gente, né, guri, não é guri, né sei lá, e aí tal, não sei o que, não vou ganhar aí beleza, aí estava a gente ali na feira acompanhando tal, e aí essa entrega do prêmio no penúltimo dia de feira

E a gente acompanhando todo, depois que saiu o DC Oficina de Lunetier, a gente foi pra feira, ficar ali na feira aqueles dias e ficava lá passeando na feira e ficava lá no stand onde estavam nossos óculos, todo mundo concorrendo, né? Ficava numa gaveta, os óculos. Ficava numa gaveta onde estavam todos os concorrentes dos prêmios, né? Então todo, você conseguia ver o dos seus amigos. Sim, sim, sim.

E aí lá na feira tem uma categoria que são de pequenos fabricantes, né? Chamado a Highlight, que é do Prêmio Internacional, onde reúne os pequenos fabricantes, os fabricantes que fazem um produto um pouco mais diferenciado, né? E ali a gente ficou passeando e tal. E eu fui me aproximando desse cara e tal. Aí a Lari chega assim de mim e fala assim, ô, eu vi o Caíto, Caíto da Chili Beans, no banheiro, sozinho.

Aí eu virei e falei assim, cara, se eu ver o Caíto, eu vou chamar ele pra tirar uma foto, vou falar pra ele, eu tô concorrendo a um prêmio, ver se ele faz um jabá pra mim. Aí, beleza. Aí esse meu amigo olhou e falou, ah, cara. Para, que conversa. Tá viajando. Eu falei, não, tô falando pra você, irmão, você vai ver, se eu encontrar esse cara. Falei, eu vou encontrar esse cara. Aí, vamos sair pra comer alguma coisa? Vamos. Saiu a Larissa e ele. A Larissa, olha o Caíto. Olha o Caíto. Aí eu olhei e falei assim, olha o Caíto.

Aí ele olhou assim, já saiu, ô Caíto, ô Caíto. Sozinho, o cara tava sozinho. Tava sozinho andando no corredor assim. Sozinho, sozinho, como se fosse ali caminhando. Falei, ô Caíto, ô Caíto, ô Caíto, tira uma foto comigo. Pô, gente boa. Claro que eu tiro, cara. Vem cá, vamos tirar uma foto. Aí, pô, tirei uma foto com o Caíto lá. Falei, pô Caíto, Shark Tank, Tilly Beans e tal. O cara é referência, conheço ele desde miliano. Falei, tirando foto.

E aí eu tinha falado pra ele, falei assim, ô Caíto, deixa eu te falar uma coisa. Tô concorrendo a um prêmio.

de design de óculos feito à mão. Ele falou, que história é essa? Eu falei, não, eu faço um óculos à mão e tal, e eu tô concorrendo ao prêmio de design. Como assim, a mão? Nacional e internacional. Rapaz, me mostra isso. Eu falei, vamos lá comigo. Aí saiu eu e o Caíto na feira, ele atrás de mim. Tem o vídeo, tem o vídeo, assim. O Diego andou no Caíto atrás. E aí esse meu amigo falou assim, pá, cara, não acredito, né? Não acredito, cara, cara.

bicho, eu tô mudando minha cabeça com esse negócio de profetizar acho que ele só pensou, só falta ele ganhar agora bicho, aí tal, que não sei o que levei Caíto lá pro stand, aí tava meu mestre lá cortando placa de acetato falou, ó, Caíto, tal, não sei o que aí o Caíto falou, deixa eu ver seu óculos ele pegou meu óculos na mão, pô, linda peça, hein, massa tal, diferente, é acetato? pô, acetato, pô, que legal aí eu falei, pô, e produção de materiais diferentes ele falou, não, tem cara que o brother faz de madeira, o outro não sei o que tem gente que tá fazendo agora de bagaço de cana seu celular

É, tem uma... Dentro da área dos prêmios, tem uma parte que é só de... Sustentabilidade. Sustentabilidade. Massa, cara. Materiais diferenciados, né? Nossa, muito legal. E aí, tal. Ele ficou ali... Aí, de repente, a feira inteira começou a lotar lá no lugar, porque o Caíto ali cortando óculos à mão, mano. Imagina. O cara já é celebridade. Numa feira de óculos, o cara é o rei. E ele tava sozinho, andando no meio da feira.

Ninguém tava muito assim. E de repente ele parou lá e meu mestre falou, pô, vamos cortar um óculos aqui, tá? Isso aqui, pá, pá, pá, pá. E começaram a desenvolver e fazer aquele fuzuê. Então foi juntando gente, foi juntando gente. E aí você vai ver as filmagens da feira. Ó, tá o Diegão aqui atrás. Eu tava caindo, meu mestre, eu aqui atrás. Só aqui, ó. Tirando uma honra. E beleza, né? E foi e tal.

E eu falando, cara, vou ganhar. Aí, esse meu amigo falou, barra, cara, tô começando a acreditar que você vai ganhar esse negócio, hein? Não, e tem uma coisa também que eu achei muito legal, é porque o Felipe Diniz, ele viu o óculos do Diego só por foto, né? Então, assim, ele já... Nossa, isso foi massa, cara. Esse, pra mim, foi um prêmio top. Nossa.

Foi muito legal, assim, ele viu por foto e, assim, aí eles julgaram, aí colocou ele como finalista lá, né, enfim. Pelo óculos mesmo. E aí, quando ele pegou o óculos na mão, ele olhava assim e falava assim, Diego do céu, o que é essa colagem, cara? O que é essa colagem, cara? Olha isso aqui. Cara, o que é essa colagem? Aí, às vezes, alguém olhava um óculos e falava assim, nossa.

Olha esse óculos, que legal o óculos de outra pessoa. Ele falava assim, não é. Ele tirava da gaveta e falava, olha essa colagem. Mas olha essa colagem aqui. Olha o acabamento desse óculos. Ele falava assim, você viu essa colagem? Aí ele falava assim, mas você viu a colagem? Aí cada vez que ele falava isso, eu olhava pra Larissa e falava, puta merda, cara. Valeu a pena, né? Aí ele falava, não, vou ganhar, vou ganhar. Esse pra mim foi um dos maiores prêmios que eu recebi.

Foi o cara, pô, minha referência. Minha referência. Uma referência brasileira do Brasil.

Com nome internacional, um cara que mordeu mais prêmio que todo mundo internacionalmente do Brasil. Hoje é o design de uma das maiores empresas do mundo, pegando meu óculos na mão e falando, cara... Agora eu entendi o perfeccionismo do Diego, não me meto mais. Fiquei quietinho assim, né? Cara, e aí foi essa sensação, foi surreal, né? Falei, nossa, aí eu falei, poxa, então eu acho que eu tenho chance mesmo. Aí eu comecei a falar, não, então eu tenho chance, porque até então eu acreditava e tal, né?

E aí eu com aquela coisa, com aquele negócio na minha cabeça e tal. Beleza. Acho que já pode ir pra premiação, né? Aí foi a premiação. Ah, vamos à premiação. Vai ter a premiação lá. De Novos Lunetiers. Ele era finalista desse outro aqui, que é o R-Lite. Não é do Novos Lunetiers. Os Novos Lunetiers não anunciam os finalistas. Esse aqui não anunciou ainda. Esse aqui anunciou. Esse anunciou o finalista. Só finalista. Aqui não anuncia nada.

Ah, tá. Aí todo mundo concorre, ele concorreu com os três óculos. Com os três óculos, do nada já te chamou que você ganhou esse. Sobe lá, tal, e não sei o quê. E aí eram três categorias. Melhor criação, domínio técnico e emoção. Emoção é que o que você olha e fala, uau! Entendi.

E aí, beleza. Melhor designer, né? Não. Melhor criação. Melhor criação, é. E assim, né? Na minha cabeça. Mais importante, melhor criação. Depois o detalhe técnico. E depois o emoção. Mas qualquer uma das três, pô. Tá cheio que não vinha. Mas eu queria melhor criação. Eu queria melhor criação. Aquilo, olha, me cutucava. Primeiro prêmio foi, pô, melhor criação. Pô, esse negócio. Mas o técnico, gente, que é tão perfeito que você fez. Mas então, aí que tá. Só que o melhor criação, ele...

Tipo assim, é o primeiro... Entendi, era aquilo que você... Era a terejinha do povo. Se você não ficar bom na parte técnica hoje, você tem tempo pra isso. Agora, criação é uma coisa que é sua, né? Entendi. Então, tipo assim, só que você não consegue entregar a melhor criação se você não for bom tecnicamente, entendeu?

Porque daí você não demonstra aquilo que você tem. Então eu sabia que o melhor criação, ele tava englobando tudo aquilo ali, você entendeu? E o impacto, porque eu ia ter que impactar. Então isso me chamava muita atenção. O melhor criação, ele não precisa ser bom em todos, mas ele tem que ser assim, não pode ser o melhor em todos, mas tem que ser bom em todos. Exatamente. E eu falava assim, não, eu vou ganhar a melhor criação, cara.

Ah, tá. E aí vem o ano. Só que eu, vamos lá, porque aí ele já era finalista com esse óculos no prêmio do dia seguinte. Esse. Não, que ia ser no mesmo dia, depois você pensou. É, mas depois mudou, mas não importa. Aí, enfim, e eu pensando assim, pô, então ele tem que ganhar com um daqueles outros dois. Entendi. Porque na minha cabeça eu falei assim, jamais eles vão dar...

dois prêmios pro mesmo óculos aí eu fiquei meio apavorada ela não queria muito que eu ganhasse ela queria que eu ganhasse só outro ela achou que ia pra quitar eu falei assim, cara, se ele ganhar esse, ele não ganhou outro vamos descartar aqui eu falei assim, não vou falar, vamos dar pra ele também entendeu? e aí beleza e aí vai tal, aí aparece lá melhor criação

Pum, mostra o óculos. Diego Raffanelli. A cena é incrível. Aí mostra o nome? Não, você não tá entendendo. Eles pegam o óculos assim, aí é um telão gigante. E aí eles abrem o óculos com o nome embaixo. Diego Raffanelli e aquele óculos assim. Aquela foto incrível. Aquela foto mal feita. Não, não.

A criação barra parede A foto foi do outro Essa foto eles tratavam, porque eles tiraram na hora Eu acho o máximo o homem contando Aí aparece um telão Aí vem um telão grande Entendeu? Aí a gente No vídeo, é muito engraçado A gente fica em silêncio uns segundos Tipo, aparece o óculos A gente fica em silêncio Tipo

a gente vai gritar logo. E aí você já tinha preparado o discurso? Tinha, mas lógico. Mas aí ele saiu chorando. Chorei pra caramba. Ele chorou pra caramba. E é bom, é bom pegar essa parte. E aí subi lá tal, e a hora que eu subi no palco porque, cara, era muita emoção pra mim porque, cara, era que tava dentro de mim, eu fiquei guardando aquilo muito tempo, né? E aí eu subi no palco tal, e aí tipo assim, e lá na feira esse evento é todo mundo de fone de ouvido.

Porque a feira tá rolando em volta. Entendi. E aí eu peguei, botei o fone de ouvido. Ai, queria agradecer. Aí já deu aquela empastada da voz. Aí eu já comecei a dar aquela segurada, sabe? Troca, não vou conseguir, não vou conseguir. Aí eu... O Diego chora, gente. Aí eu comecei a chorar, bicho. Aí eu comecei a chorar. Puta merda. Aí eu falei, porra, puta.

Aí a gente já não falava coisa com coisa. Eu comecei esse negócio faz cinco anos, só apanhei, fui fazer um curso que deu errado, não funcionou muito. Não é que deu errado, não funcionou bem, não tava pronto pra mim. E achei o Felipe Diniz, aí eu vi o outro lá e o cara tava lá, esse cara, o Sharkiz, cara, gente boa demais. Ele tava lá na plateia, eu falei, eu vi esse cara evoluindo e eu falei, meu Deus, o que eu tô fazendo?

consegui entrar na turma e agora eu tô aqui ganhando esse prêmio e tal, e cara, esse afanta aí é manteiga, manteiga ele já ficou conhecido como o chorão é quem ganhou o chorão? é, puta caralho nossa, que vergonha, né aí beleza, tal, que não sei o que pum, pá, ganhei

E aí eu fiquei apavorada, porque ele era finalista, com esse óculos no outro, falei, não vai ganhar? Não vai ganhar? Mas eu não falei nada? E aí eu ali na feira e tal. Ele, eu vou ganhar, o outro também, eu falava assim. Vai vir os outros, aí veio os outros prêmios, né? Daí veio o Matheus Leão com um detalhe técnico, veio o Heraldo, que ele ficou super surpreendido, porque, tipo assim, ele entrou meio que de última hora e tal, e o óculos era lindo, e ganhou de emoção e tal.

E pô, e aquela alegria, aquela comemoração, aí os caras falaram, ó, o Highlight não vai poder acontecer hoje à noite.

Porque deu um BO. E eu ia ver... A gente ia voltar pra Adracena no outro dia de manhã. A gente ia voltar às 7 horas da manhã. 7 horas da manhã pra Adracena. E aí o prêmio ia ser 1 hora da tarde. E isso já era quase 10 horas. A feira já tava acabando. Porque São Paulo, né? Não pode acabar muito tarde, né? E aí, beleza. E aí eu já olhei pra Larissa e falei assim... Já entrei no aplicativo, né? Do busão. Trocou passagem. Falei, vou trocar.

Eu vou trocar porque eu vou ganhar amanhã. Eu falei, vou trocar porque eu quero estar aqui. A hora que eu ganha amanhã. Porque eu não quero que ninguém me entregue esse prêmio. Sim.

Não é possível um negócio desse. O... O brother. Ele falou assim... Tá no YouTube também. O Diego atraiu o Caíto na força do pensamento. O discurso ninguém soube o que era. É, ninguém entendia. Chorando pra caramba. Parecia o Chorão cantando, né? É, quase.

E a Rossum falou que os prêmios merecedíssimos. Ah, é uma graça. E aí, cara, eu peguei e falei, pô, surreal isso, né, alucinando e tal. Vou trocar essa passagem aqui. Ela falou, vou trocar, não sei o que, não tem problema não, troca essa porcaria aí. Ah, trabalhar não tô nem aí. Falei assim, eu quero estar aqui amanhã. Eu peguei e troquei. Aí beleza, aí se meu amigo, pá, cara, você faz um porra.

Aí ele falou, cara, eu queria ficar agora, mas eu tenho uma viagem marcada amanhã, vou de avião, e avião não troca fácil, né? Sim. Mas, pô, eu queria ficar, né? Eu falei, não, irmão, você vai ver. Te manda pelo WhatsApp. Beleza. Chega no outro dia, né? Era três horas da tarde, né, Vida? Não, era uma e meia da tarde, sei lá. Aí a gente chega lá na feira e tal, aí já cheguei e fui direto pro lugar que ia ter o evento ali de entrega da primeira menção e falei, senta na frente.

A gente sentou bem no meio, na frente, tipo assim, de cara com o palco já. É assim. Irmão, entenda, não é arrogância, cara. É sentimento. É o universo, cara. Aí eu comecei a botar muita fé nessas coisas, tá? E aí, assim, cara, e eu comecei, e eu sentia. Meu coração, ele batia. Quando eu pensava no prêmio, ele fazia... Na hora. Porque eu sentia a emoção de receber toda vez que eu pensava no prêmio.

Então, toda vez que eu pensava nesse prêmio, eu sentia a emoção de estar recebendo ele. Meu coração disparava, cara. Então, era surreal aquilo pra mim. Então, tipo assim, eu falava, bicho, não confunda com arrogância. É sensação, cara. É a mão encostando em mim, é Deus botando pra mim. Fala, cara, é teu. Então, toda vez que eu pensava nesse prêmio, quando eu tava produzindo os óculos, quando eu tava fazendo, meu coração disparava.

Ele disparava, ele acelerava mesmo. Você produzia na certeza que você ia ganhar.

Com o Giza Samira, ele criou a realidade dele. É, cada detalhe que você foi colocando no óculos era aquele detalhe que, pra você ganhar a sua conquista. Exatamente. E aí, tá aí o Nutelão também? Não, e aí chega lá, cara. Esse foi mais engraçado ainda, né? Aí tá lá, não sei o quê, e começa o anúncio, anúncio, anúncio. E aí, chama um dos caras, que é o presidente do A Highlight, que é o cara que desenvolveu o A Highlight. O Hernani, gente. O Hernani, uma pessoa extremamente carismática. Um gênio.

Queria ser amiga dele pra sempre, sabe? Hernani é um gênio. Um cara que criava aplicativo da Apple quando a Apple tava começando, pra você ter uma ideia. Sem entender nada de programação, tá? Ele olhou aqui e falou, cara, isso aqui é o futuro. Não, o cara é... A história do cara é... Você fica pra um outro podcast, que é uma história enorme. É, que ele mandava e-mail em português pro cara da Apple. Os caras da Apple começaram a surtar.

Falaram, quem que é esse cara? Não, eu tô criando aplicativo pra vocês aqui. Eu quero a base, não sei o que. Cara, e ele não entende nada de programação, mas é um cara visionário.

E aí chamaram esse Hernani, e aí começa a conversar, vai, conversa, vem, que ele vai apresentar o prêmio Brasil Raiz, não sei o que, perere, perere, perere. O Hernani vai chamar, e o Hernani é um cara que ele chora muito, ele chora nas reuniões. E eu aqui. E não sei o que, não sei o que, não sei o que lá. E agora esse palco vai se tornar um barril de lágrimas, né? Porque tem um chorão aqui, e o chorão que ganhou o prêmio! Aí pum, Diego Raffanelli e o Ocos. Puta que pariu! Aí eu já subi chorando.

Comprometei o Hernando chorando, ele chorando. Pô, que suera, cara. Aí ele falou assim, eu não vou falar nada, eu não tenho mais o que falar. Eu achei que a gente tinha mais lágrima pra chorar, eu chorei. Eu achei que eu não ia chorar, eu achei que não ia sair mais nada daqui. Aí eu mando pro brother, eu assino o WhatsApp e falei, véi, você não vai acreditar. Ele falou assim, não pode ser. Não.

Juro, aí ele falou, não pode ser, eu mandei a foto dele com o prêmio, ele falou assim, é nada velho Porra, bicho, eu não acredito Bah, cara, não acredito Tá aqui, irmão, ganhei esse trem ganhei esse daqui, isso aqui é meu E aí emoções loucas, alucinada né, tal

E aí eu fui, cara, primeiro brasileiro a ganhar dois prêmios com o mesmo óculos. Sabe? Cara, você imagina o peso disso, entendeu? Isso aí, cara, começou a explodir dentro da minha cabeça. Aí ele entendeu que realmente era o...

Chorou pouco, chorou pouco então. Vou ter chorado mais. Só observando aqui. Afora tudo. Chora, chora. O olho fica vermelho, chora, chora. E aí, cara, isso começou a brotar na minha cabeça. E fala, cara, eu tenho dom. Eu sou bom nisso, cara. E aí você começa a pilhar, né? Porque, tipo assim, eu tenho uma frase que eu falo pra Larissa mil e anos atrás. Ela fala assim, o esforço sempre vence o talento.

Sempre. Tá aí o Cristiano Ronaldo pra falar, né, cara? Você não precisa ser o melhor, mas tem que ser o mais dedicado. E esse é o problema, porque quando você tem talento... Você não se esforça. Você meio que deixa de lado. Dá uma relaxada, né? E assim, aí a gente conversa sobre isso, sabe? A gente sempre fala assim, meu... Tá aí o Ronaldo.

Tá o Ronaldo, né? Grande. O Cristiano Ronaldo com 40 anos jogando pra caramba. E aí, cara... A gente conversa sobre isso, pra ele focar realmente e se esforçar, porque... E aí, eu comecei a entrar na pilha, né? Eu falei, poxa, agora... Eu não posso deixar isso, né? Eu não posso deixar essa peteca aí, eu tenho que me esforçar. Por que daí que ela cobrasse? Pô, beleza, logo de cara eu ganhei um prêmio. Qual que é o próximo passo? É.

Vou conseguir me manter? Vou conseguir produzir um óculos tão bom quanto esse daí? E aí você começa a se sabotar. E aí vem a Samira, iluminadíssima, maravilhosa. E fala pra Lário, olha, cuidado com o auto-sabotamento. Falou pra Lário antes mesmo de escutar, eu conversando sobre isso.

E aí eu comecei a entrar... Em pensamentos de sabotagem. São coisas muito pequenininhas, só tem que tomar cuidado. E aí você começa a olhar e fala, cara, será que eu consigo criar? Será que eu consigo fazer? Será que eu consigo de novo isso? Você começa a achar que é só sorte, né? Foi sorte, sei lá. E aí eu pegava o óculos e eu olhava. E eu falava assim, cara, mas esse óculos tá incrível. Aí beleza, aí eu acordava, ia pra lá.

cara, mas esse óculos tá massa, hein? Aí eu pegava o prêmio, ia desenhar e tal, ia desenhar um óculos, ficava olhando pro prêmio e olhando pro óculos, falei, cara... Aí eu comecei a criar essa realidade, tipo, não, cara, isso aqui funciona, isso aqui é uma paixão, isso é uma profissão, e eu tô sendo muito abençoado de tá com uma coisa na mão que...

É uma paixão verdadeira, cara. Isso aqui não é só dom, isso aqui não é só não. Isso aqui é surreal. Aí eu comecei a entender que poucas pessoas conseguem. Aí eu fui ver os grupos que tinham de lunetíria, vários alunos que tinham, né? Nem todo mundo tocava pra frente, as pessoas faziam por conhecimento, pra aprender. Achava que era aquilo. Ou a gente compra um curso às vezes, né? Eu compro um curso de bolo aí. Aprender a fazer...

Tem gente que compra um curso pra aprender a comprar óculos, identificar material, entendeu? Então, por exemplo...

Vamos lá, vamos falar aqui do material. Então, se você olha uma placa dessa daqui, né? Isso aqui é um acetato de celulose, tá? Dá uma aí, eu vou pôr em frente a câmera pra galera ver. Isso. Isso aqui é um material. Vai pôr todas essas? Não, qualquer uma. A gente chama de slab, né? A gente chama de slab. É uma plaquinha de acetato de celulose, tá? O que acontece? Essa placa de acetato de celulose...

Até hoje... O acetato de celulose até hoje é o melhor material para óculos que existe na face da Terra até hoje. Ninguém conseguiu desenvolver nada melhor que ele. Ah, tem um metal, tem um titânio, tem um aço inox. Nada supera o acetato de celulose. É anti-alérgico.

Entendeu? E assim, o conforto de um óculos... É anatômico, se você produzir ele bem feito. Entendeu? Você consegue pôr durabilidade, flexibilidade, leveza. Aí começam a entrar algumas questões. Então, tipo assim, os caras estão desenvolvendo esse material aqui, uma empresa chamada Mazzucchelli, na Itália, 1849 os caras fazendo isso aqui.

Aí você fala, pô, os caras faziam plástico em 1849? Pô, não é plástico, é cetado de celulose, é diferente, não é derivado de petróleo. Entendeu? Isso aqui vem de árvore, isso aqui vem de papel. Entendeu? Então você começa a entender o material e você começa a estudar. Então tem gente que faz o curso pra entender os materiais, pra aprender a comprar, aprender a compor a estrutura da loja, da empresa, né? E aí começa, né? E aí você começa a ver esse material. Pô, o material é incrível. É um material que aceita colagem.

E não é uma colagem de cola de Super Bonder. É fusão molecular do material. É, porque você não vê uma ranhura, você não vê um degrau, você não vê nada. É uma peça só depois que colou. Você pega esse material, você insere ele no produto, ele derrete nesse produto, você encosta um no outro, espera secar 24 horas, ele faz a fusão em nível molecular.

E pra você comprar, vem sempre as plaquinhas assim? Sempre assim. Ah, esse tamanho. Hoje no Brasil, a gente, graças a Deus, existem produtores de placas desse material. Porque aí você pode ter uma variedade. Enorme. É. Há cinco anos atrás não existia. Aí o meu mesmo, Felipe Diniz, fomentou essa cultura no Brasil e começou a produzir. Só que essa medida é o quê? É setenta, é cento e setenta milímetros por setenta de altura.

Então daria para um óculos para você? Dá. Ah, tá. Entendi. O meu óculos é quase uma placa inteira. É, então. Porque você falou da sua dificuldade. Dá, dá. Dá sim. Então ele já faz um tamanho para esbanjar, né? Isso, dá. Para sobrar. Isso. É um tamanho padrão e meio que universal, tá? Se usa essa medida no mundo inteiro. Também não tem mais que isso também, né?

Não, não tem, né? 170 milímetros, pô, dá pra fazer... Haja a cabeça, né? Haja a moringa, haja a moringa, haja a moringa. E aí você tem produtores hoje no Brasil, fabricantes, pequenas fábricas, trabalhando com esse material, redistribuindo, tem a Lobato. Cara, o cara é incrível, um trabalho maravilhoso. Essa placa é da Lobato.

Ele usa material da Mazukele, mas são materiais de descarte de fábricas da Mazukele. Então você tem esse padrão, né? Pega esse padrão de cor aqui, ó. Incrível, entendeu? Que nada mais é... Lembra que eu falei pra você que ele faz fusão molecular? Sim.

Então, se você pega a matéria-prima sem acabamento na sua fase de construção, mesmo que seja em pedaços pequenos, você começa a reutilizar ela, você entendeu? Então, é um material extremamente reutilizável. Eu consigo pegar um óculos desse daqui, triturar e fazer ele virar isso aqui de novo. Pô, legal. Então, é massa. Então, quando a gente fala de sustentabilidade, o acetato celulose é extremamente sustentável, você entendeu?

Então a gente tem essa matéria que a gente começa a usar e começa a ter essas pequenas fábricas no Brasil hoje distribuindo isso. E aí eu posso personalizar, falando assim, eu quero que faça uma composição assim. Isso você pode. Ah, entendi. Você pode. E aí você vai sentar comigo e aí a gente vai desenvolver as características que você deseja. Obviamente, aí entra na parte, não só artesanal, mas na parte do óculos feito sob medida. É, porque tem essa... Desculpa, pode falar.

Porque assim, às vezes a gente idealiza uma coisa e você vai fabricá-la. Então como que eu vou ter noção daquilo que eu vou gostar? Exatamente. Então vamos lá, agora a gente entra na parte sobre medida. Essa parte sobre medida, isso é uma inovação que não é tanta inovação, mas é agora para esse período que a gente vive, aonde a gente sai das fábricas tradicionais, por exemplo, você pega uma grande marca de luxo.

né, sem citar nome mas sei lá, pensa numa marca de luxo de óculos que vem na tua cabeça, os caras produzem lá 5 mil óculos, 10 mil óculos exatamente igual pra um rosto padrão que normalmente é o rosto europeu

Ponto. E tem que dar pra todo mundo. E aí quando você vem pros lunetier, não. A gente vai desenvolver um óculos pro seu rosto, pro seu tom de pele, pro estilo de cabelo, pra aquela imagem que você quer passar. Então a gente faz um trabalho de visagismo na construção do óculos, tá? Então a gente vai fazer todo esse trabalho de visagismo, composição do rosto e tudo mais, cores, tonalidades, profundidade. E também vai pro trabalho de anamnese do usuário pra saber o que você quer passar. Às vezes você quer passar mais descontraído.

Eu sou uma pessoa mais contraída Eu sempre faço um óculos mais colorido Pega o óculos que eu fiz pra mim Você pega um óculos, você vai ver o que combina com o meu rosto E depois você vai usar onde esse óculos? Então tipo assim Vou usar na praia? Vou usar às vezes pra trabalhar? Vou usar pra chegar numa reunião de trabalho? Eu precisava de um óculos de grau pra mim Porque eu cheguei numa idade Que eu preciso

Você passou por todas as fases, né? Até o usuário, é. E aí eu comecei a perceber que eu preciso de um pouquinho de correção, porque quando eu vou fazer um detalhe pequeno, eu tô sofrendo, né? E aí eu falei assim, vou fazer meu óculos, né? E aí eu fui na oficina de Lunetier e lá a gente ia fazer óculos personalizados, só óculos sob medida. E aí eu cortei o meu modelo de óculos. E quando eu pensei no meu óculos, eu pensei no óculos pra chamar atenção.

Sim. Você entendeu? Mais artístico mesmo, né? A minha personalidade é completamente neutra. É sempre camiseta preta, é sempre calçadinhos, é sempre cabelo pra trás, tal. Então, tipo assim, eu falava assim, eu quero chamar a atenção. Então eu fui lá e construí um óculos com cores e tom que chame a atenção e destaque no meu rosto. Então todo mundo que vai olhar pra mim, a primeira coisa que ela vai ver...

O óculos. O óculos. Entendeu? E eu precisava desse feeling, dessa coisa. Então, a gente faz esse trabalho de anamnese pra saber também o que o usuário quer passar. Então, não é só medida. Eu chego lá e eu falo assim, eu quero essa composição. E às vezes eu pensei isso daqui de fundo e isso daqui pra dar um toque. Aí você vai olhar e fala, não, o Mário vai ficar apagado. É melhor que seja uma opção talvez assim. E aí a gente faz esse trabalho, aí eu vou pegar, vou tirar as medidas da cabezinha, do rosto.

distância, da haste, que isso é muito importante, né, até onde... Porque ninguém sabe, tá? A pessoa faz óculos, o que ela faz? Ela vai lá e curva isso daqui atrás da orelha. Isso é errado, tá? Não pode. Vai ficar aquela coisa de machucando, assado. Joga a orelha pra frente, pega uma artéria aqui, corre risco danado, dá um enxaqueca, uma dor de cabeça. Então, o óculos, ele tem que apoiar nesse... Se você correr seu dedo aqui depois da orelha, você vai sentir um caroço. Um osso.

Sim, tem. A AASH tem que morrer aí. Entendi. Entendeu? Cara, como que um óculos feito 10 mil unidades vai servir igual pra todo mundo?

Como que eu vou peneirar 10 mil pessoas com a cabeça igual? Entendeu? Entendi. Então o que que eu vou fazer? Eu vou medir não só aonde o óculos vai ficar, a distância que ele vai ficar, o tamanho da frontal do seu olho. Tem pessoas que tem, eu peguei um caso esses dias, aqui era 127 milímetros, essa parte aqui. 127, guarda esse número. Aqui era 149. Nossa! O rosto dele era isso daqui.

Se eu construo um óculos pra ele com o tamanho da têmpora dele, o óculos fica enorme. Fica. Porque pareceu um Zé Bonitinho. Você entendeu? Só que se eu construo um óculos pra ele com o tamanho da frontal aqui, em relação aos olhos, fica pequeno e acho que fica pra fora. Então, aí eu fui estudando e aí eu cato a imagem do usuário e eu consigo construir óculos pra você a longa distância.

através de foto eu consigo tirar todas as medidas do seu rosto. Então se uma pessoa nos Estados Unidos quiser comprar um óculos comigo sob medida, ele vai conseguir comprar. Eu vou tirar uma série de fotos, vou pedir pra ele fazer fotos técnicas, ele vai me enviar, eu vou sentar no computador, passar essas informações, tirar as medidas exatas, grossura de nariz, altura de nariz, altura de ponto, distância da lateral do olho dele, bochecha, se tem bochecha elevada vai ficar pegando no óculos.

O cara ri, o óculos levanta. Eu tenho que pegar foto e eu peço... Você sabia que eu tenho dificuldade na hora de comprar um óculos? Porque eu assim, tá ok. Mas e quando eu faço assim, ó? Exatamente. O óculos facial, uau! Entendeu? Uau! Ele sobe. E aí eu preciso de uma foto da pessoa dando risada. Entendi. A pessoa tem que tirar uma foto dando risada. Droga, eu não vou conseguir um óculos desse. É!

E aí eu vou fazendo esse trabalho, né? Pra executar esse óculos sob medida. Então, assim, você precisa... E aí você precisa ter um feeling também de proporção, de ver o óculos no rosto da pessoa, né? Então, tipo assim, ao longo dos anos, muito tempo trabalhando com isso...

Eu aprendi a identificar quando o óculos está bom e quando o óculos não está. Ponto. E isso está servindo muito para mim. Então, eu olho lá e aí eu passo tudo no computador, desenho o óculos, os modelos, faço alguns modelos que eu faço um trabalho de visazismo que vai dar certo para ela ou para ele.

E aí eu ponho lá o óculos no computador e pum, colo na foto da pessoa. E aí a gente vai ter uma noção de que vai ficar. E aí eu começo a fazer a composição de cores. Mas mesmo assim eu ainda preciso às vezes convencer o usuário de que aquilo não fica muito legal e aquilo outro vai ficar melhor. Então eu tive um caso de uma pessoa... Ele chega com um conceito, com uma ideia e fala, eu quero, eu quero, eu quero. Aí faz que é uma bosta. A vantagem é que todo mundo está muito solto, né? Tipo assim, cara...

Faz tu. Você que manja, entendeu? Mas daqui a pouco vem, não, mas eu queria sim. E aí eu peguei até uma... Eu tava até falando pra Larissa, eu peguei uma amiga nossa, eu amo de paixão, ela falou, cara, eu quero um óculos teu. Eu falei, vamos fazer, um óculos de sua, vamos fazer. Rostinho dela, 136 milímetros de frontal. Isso é pequeno. Pequeniníssimo. Eu falei, claro, óculos pra ela nunca vai dar certo, né? Mas ela tem um rosto bem marcado, né? Ela tem aquele queixo...

Aquele queixo de quadradão, né? Só que a sobrancelha dela é bem alta e depois desce bem pra baixo e tal. Então a gente olha isso daí. Eu olhei e falei, cara, esse óculos vai ficar lindo pra ela. Falei, desenhei um óculos pra ela. Montei pra ela. Ela falou assim, me parece que eu fico com impressão de chorão.

O que é o óculos chorão? O óculos chorão é quando ele faz isso aqui, ó. Tá vendo? Sim, ele tem uma caidinha. Só que tudo nele é pra baixo. Entendeu? Eu vejo muito, assim, que do nada ele vem assim, né? Isso. Isso é um óculos chorão. Então, se a pessoa... Faz isso? Faz. Se a pessoa tem um rosto muito levantado, né? Se tudo nela puxar pra cima, a gente puxa o óculos pra baixo pra compensar isso aí. Equilíbrio, né? Pra dar o equilíbrio.

Aí ela falou assim, me dá a impressão que vai ser chorão. Só que ele não era chorão. Porque, na verdade, ele fazia um desenho pra cima.

E no final ele dá uma quinada. E essa quinada, ela veio de propósito pra quê? Valorizar a sobrancelha dela. Eu queria que esse corte da sobrancelha dela no final aparecesse quando ela tivesse usado um óculos. E aí eu falei assim, peraí que eu tenho um vídeo que eu vi uma pessoa que tem um óculos parecido. Pum, mandei pra ela. Falou, perfeito.

lindo, agora eu vi o que você tá me falando então quer dizer, você precisa ter esse trabalho e esse jogo de cintura pra você mostrar pro usuário, porque eu consigo ver exatamente o que a pessoa quer, aí não vai ficar bom também porque quem entende mesmo é ele então assim, não tem como a pessoa decidir sozinha o que ela quer tem que convencer ela quer decidir sozinha, compra um pronto

você entendeu? você vai lá e você põe põe, põe, põe, põe, põe, põe, põe ah, esse aqui ficou melhor na hora de usar também a gente acha lindo lá e chega em casa, nossa não é mais do jeito que era não, e às vezes você põe e fala, na hora fica lindo no espelho três horas usando, come tudo lateral esse primeiro óculos ali, esse marrom com azul esse marrom com azul

É pra você também que você fez? Não, não. Esse aqui é de um cliente. É óculos final. Inclusive tá com a lente dele aqui. Tenta uma coisa pra não riscar. E esse cliente tem dois óculos feitos comigo já. O primeiro e esse. E ele tem um óculos que é oval. Oval. Oval, oval. Transparente. Que eu fiz ele um transparente fosco. E ele é apaixonado pelo óculos.

Mas eu meio que segui muito a intuição dele sobre o óculos. E o óculos teve alguma coisinha que eu falei, poxa, se eu tivesse feito isso aqui um pouquinho menor, isso aqui um pouquinho maior, ia ficar melhor. Aquela crítica que eu sempre tenho de tentar chegar na melhor entrega possível.

E aí ele falou, cara, agora eu quero um óculos assim, quadradinho, retangularzinho. Eu falei assim. Aí eu, pum! Cara, tô vendo o óculos. Tô vendo o óculos, agora vamos fazer um... O outro óculos dele é mais bold, né? Um óculos fininho e tal. Dificuldade extrema de fazer esse daqui fino. E não sair rasgando esse acetato todo. Artesanal, né? Porque se fosse cortado numa máquina, você ia passar.

uma coisa? Porque você faz um lado, né? Aí você tem que deixar o outro lado igual. Exatamente. Não é essa também dificuldade? É. Cortar, nem tanto, mas eu acho que é na parte de limar, né? Porque depois que você tirou o desenho, você tá limando, você tá dando acabamento. Então tem mesmo essa dificuldade. Tem! Você tirou mais de um lado, você não tem como repor. E aí, né? E ele falou assim, cara, eu quero demir. Demir esse marrom.

Acho que não tem nenhuma... Aqui, ó. Esse daqui é um demi também, ó. Conhecido como casca de tartaruga, havana. Sim. Esse é um demi. Um clássico também. A gente usa muito o demi, né? Eu falei, quero um demi. Eu falei, beleza. Eu falei, mas demi inteiro? Ele falou, é. Eu falei, poxa, cara. Demi inteiro é tão triste. Eu falei assim, e ele já tem o cabelo branco. Ele é todo branquinho. Ele é bem branquinho. Vai envelhecer pra caramba, mesmo. Eu falei, poxa, vamos colocar uma corzinha aí.

E ele é uma pessoa divertida, sabe? Ele é, ele é pra frente, então. Ele é uma pessoa à frente do seu tempo. Nossa. É bom que realça a personalidade da pessoa. E aí eu falei, poxa, amigo, vamos botar um azul aí que eu acho que vai dar um... Aí ele deixou. Aí ele falou assim, não, eu queria pôr verde. É, ele queria pôr verde. Eu queria pôr verde. Aí ele falou assim, verde não, porque eu não gosto do Palmeira. Ah! Aí ele falou, põe azul.

Aí eu falei assim, porra, mas azul... É que marrom com azul fica bonito. O Demi no azul fica bonito, mas eu queria o verde. Aí ele falou assim, não, mas eu quero o azul, porque o verde eu não gosto do Palmeira.

E o verde, são duas cores que combina muito com o Demi. O azul e o verde. Combina muito com o Demi. Laranja também combina muito. Sim, não, laranja combina. Você entendeu? Aqui, dá para a gente ter uma noção aqui. Nossa, combina só. É, não, laranja combina, só combina. Mas você sabia que o verde, é que a gente não tem um verde. Esse verde. É, esse verde. Esse verde.

Eu vou ter que pôr pra você. É, combina, mas o azul tá mais bonito. Aí ele... Mostra as pessoas e esse azul aqui, ó. Pra ver como ficou. Mas mostra você esse, né? Esses são as cores, né? O Demi é esse marronzinho. É o estampado. Esse aqui é verde. Aqui na câmera ele parece ser azul. Esse aqui, ó. Mas é verde.

E aí, ele falou assim, não, eu quero azul, então pode pôr a cor, mas vai ter que ser azul. Falei, então tá, vou botar azul. E aí eu fui lá, olhei o azul, peguei e botei do lado. Falei, é, o azul vai ficar massa também. Ficou incrível. Aí ele falou assim, só que eu não quero que o azul, porque normalmente a gente faz colagem em faixas, né? Sim. Inteiro, né? Porque é mais fácil. Só que ele falou assim, eu não quero que passe na ponte esse azul. Não pode passar pra ponte. Nossa, olha um detalhe. É!

Nossa, peguei. Ficou top assim, viu? Eu faço em faixas, né? Eu faço a colagem sempre em faixas, né? Uma do lado da outra. E o que você achou da minha combinação? Linda. Achei linda. Gostei. A hora que você pegou na mão, eu falei, cara, ficou legal isso aí. Nossa, eu peguei isso e falei assim, não ficou chiquíssimo? Vai sair um óculos aí, viu? Olha aqui. E aí ele falou, só que eu não quero que passa pra ponte, só nas laterais. Eu falei, já.

Azul. Tô lascado. Cara, não foi tão difícil, porque daí eu fiz colagem. Como eu meio que virei o rei da colagem, né? Eu me desafiei. Agora eu vou fazer essa colagem, dá certo. E aí eu fiz. Deu certo de primeira, ficou massa, né? Que eu fiz uma de superfície, porque daí... Eu falei assim, então tá, já que você não quer que chegue o azul aqui, né? Eu vou fazer de superfície. Por quê? Porque daí eu vou ficar com detalhe marrom na lateral.

Então eu tenho marrom azul, marrom azul. Marrom azul. E aí eu fui naquela proporção. Eu fui pegar aquela proporção, buscando aquela proporção. Falei, pô, vai dar certo, vai ficar massa. Eu acho. E fala se não ficou um charminho, assim, esse risquinho aqui. Isso que eu ia falar agora. Eu amei esse risquinho no meio.

Tem uns detalhes, assim, eu gosto desse tipo de detalhe. Eu abri ele, eu vi ele. Na hora que eu abri, eu falei assim, nossa, ele fez... Mas olha o meu pensamento, desculpa. Ele fez... Nossa, ele fez um reto e depois colou duas coisas. Olha o caralho. Mas eu achei o máximo que ficou um charme, ó. Eu tinha visto de assim, tá? Eu fiz assim na hora que eu abri. Eu vi aqui na lateral, né?

E aí eu falei, cara, vou fazer essa colagem de superfície, isso aí vai funcionar, vai ficar massa. E aí eu fui, meti o doido aí, fiz, e deu o resultado. E ele já usou? Já usou? Não, ele ainda não pegou o óculos. Ele ia pegar o olho, eu falei, não aguenta aí, aguenta aí. Eu espero que amanhã você pegue, amanhã eu te envie esse trem. Então assim, e aí essa habilidade, né, essa questão da gente poder fazer óculos sob medida, então me possibilita trazer óculos e mandar óculos pra qualquer pessoa do Brasil e do mundo.

Então, foto, medida Aí faz o estudo Tem pessoa que tem uma necessidade Específica, né? Tem uma lente muito grossa, se não for um óculos confortável Porque fica pesado Aí você entra numa questão técnica espetacular Do óculos sob medida Milp

O míope, que é o cara com alto grau, alta miopia, ele sofre bastante, né? O míope, ele sofre bastante com o grau, porque a lente do míope, a borda é muito larga, né? Muito espessa. E aí, meu cunhado tem 12 graus de miopia, imagina. 12 ou 14, uma coisa assim. Nossa, é bem... É bem grossa, tadinho. É, fica bem...

A lateral da borda da lente dele é duas placas desse daqui junto. É bem grossa. Então é bem larga, né? E até pra achar um óculos que esteticamente fica bonito, é super difícil. É, não pode ser um óculos grande, entendeu? Às vezes um padrão já não fica confortável. A gente tá nem pensando em estética muitas vezes. E o que que acontece? A gente não tem mais óculos pra míope no mercado. Não existe mais, porque não é um público muito grande de alta miopia.

Então o que o mercado fez? Se vira com o que tem. Porque o óculos do míope tem uma relação tamanho. Então quanto menor o óculos, quanto menor a lente, mais fino vai ficando a lente. Porque o miolo da lente do míope, ela é fina. Ela chega a um milímetro de espessura no centro.

Mas com uma borda de 12, entendeu? De 15 centímetros. De paulada, né? 15 milímetros, você entendeu? Então, quer dizer, o fino eu tenho que fazer pequeno. E aí, qual que é a grande sacada? O mercado abandonou esse pessoal. Tem um ou outro aí que faz, mas... Tipo, uma fábrica. E o mercado abandonou esse pessoal. E não é você que escolhe o óculos, né? O óculos que te escolhe. Você entendeu?

E aí o que acontece? Enquanto a partir da gente com esses óculos sob medida, aí entra a dioptria, o grau do usuário, fala, pô, alta miopia, o que a gente vai fazer? Diminuir a lente e aumentar a massa.

E aí eu tenho a sacada de colocar óculos perfeito, tá? O óculos perfeito é o olho no centro da lente. Esse é o óculos perfeito. Sim. Tecnicamente perfeito, tá? Vai ser sempre assim? Claro que não, porque a mulherada a gente tem que mostrar um pouco da sobrancelha, tirar um pouco da sobrancelha. Sim. Até todo mundo fala assim pra mim, poxa, óculos não pode tampar a sobrancelha.

É e não é, tá? Depende muito, tá? Tem desenho de óculos que tem que tampar a sobrancelha e ponto, acabou. A finada esposa do Kennedy, que foi assassinada, ela é a maior referência de usuária de óculos que tem em solar, uma das maiores do mundo. Você não vai ver um óculos dela que não tampa a sobrancelha. Então o estilo dos óculos que ela usava, que era aqueles oversized gigantes, tampa a sobrancelha, ok? Não tem como não, gente. Você entendeu? Mas tem óculos que a gente pode... Eu tenho...

Esse óculos foi desenhado pra não tampar. Pra não tampar a sobrancelha. Mas olha como que ele tem que ficar curto na parte superior pra poder entregar isso. Você não vê toda. Mas você vê assim, uma sobrancelha, um óculos, né? Então você tem essa dificuldade, né?

Mas é que esse daí tem mais uma certa emoção na hora de vestir. Entendeu? Esse daí aumenta uns milhões na conta. É porque eu acho que também tem questão de ocasião. Você falou, pegar um óculos que seja perfeitamente técnico. Porque às vezes o cara precisa dele pra trabalhar, pra ficar lendo o dia inteiro. Exatamente. Agora ele precisa de um que, pô...

Eu vou sair à noite, eu vou pra algum jantar, alguma coisa. Pô, faz parte do complemento visual. Exatamente. Você pega a especificidade do uso do óculos, entendeu? Isso faz parte da anamnese do usuário sob medida. Então você tem essa vantagem do óculos artesanal pra sob medida. Então você pega, que nem a gente tava falando do Mico, aí o que eu vou fazer, cara? Eu vou diminuir a lente do cara, entendeu?

E aumentar a massa. Eu consigo dar mais estética, cara. O óculos fica mais bonito ainda. Então hoje em dia o usuário míope, de alta miopia, tá ficando apaixonado pelos óculos de novo. Porque a gente tá dando muita massa, que é o que tá acontecendo, né? Os óculos bold e tal, não sei o quê. E diminuindo a lente, diminuindo a espessura, diminuindo o peso. E aí a gente usa as técnicas que a gente aprende pra diminuir peso de armação, esconder mais a lente. Eu posso, por exemplo, engrossar só a lateral.

Pra esconder mais a lente, entendeu? Você olha de lado, não fica aquela lentona parecida. O cara sai do fundo de garrafa pra uma coisa mais descolada. E aí, do meu cunhado é laranja com azul. O óculos dele. Nossa, vai ficar incrível. Onde ele ia conseguir um óculos laranja com azul? Nunca. Nunca. Geralmente eles fazem o quê? Não, nunca. Ele ia conseguir o quê? Algo muito clássico. E detalhe. É aquela coisa. O óculos que escolheu ele. E detalhe, o óculos do meu cunhado é redondo.

Tá arredondado. Não é arredondado, é arredondado. Coisa que ele não usa faz anos, porque no mercado não comporta esse óculos redondo pro tamanho do rosto dele mais. Ah, tá. Porque ele tem um rosto grande. Entendi. Entendeu? Então, aí a gente trouxe esse desenho extremamente moderno, arredondado e tal. Cara, ele tá apaixonado. Eu acredito que eu consigo, porque eu tava esperando chegar as placas laranjas, né? Eu acredito que eu consigo entregar logo, vai ter foto dele aí. Mas, tipo assim, então, e ele tá aonde? Onde que é que o Turma mora?

É, Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul. Rio Grande do Sul, cara. E eu tô fazendo óculos pra eles sob medida de lá. É. Entendeu? Então, cara... O meu óculos foi feito... É, da Larissa eu não tirei medida. Puramente, o meu óculos foi feito só por foto, né? Justamente pra gente testar essa eficácia, né? E provar a eficácia, né? De que o óculos dá certo. E aí você... Você tava na sala, ela no quarto. Passa as medidas. É. Tirei foto e tal.

Tira foto e tal. Olha, é assim, cara, mas... Encaixou perfeito. Olha isso aí, cara. Não tá sobrando.

E não cai, né? Se tá o tempo todo, você não fez nenhuma hora assim, ó. É. Aqui, você procura aqui o ossinho dela, você vai ver onde bate o óculos. Não, mas você viu que eu sou observadora. É, parabéns. Você consegue ver isso aí, cara. E aí, então, assim... Aí vem a shopping e me manda por aquele borrachinho atrás. É, apertar na orelha. Não pode o óculos apertar na orelha, gente. Fica o dia inteiro com dor de cabeça, não sabe porquê.

Não pode apertar. Orelha é suporte. Orelha não é pra prender óculos. É suporte de óculos.

nariz mesmo, o óculos ele tem que apoiar, né? Não é pra prender, entendeu? Então, aí você pega todo esse conceito técnico e começa a aplicar pro usuário independentemente. Então, essa alfaiataria do óculos, cara, eu acredito que isso aí vai ser um grande movimento do mercado óptico, eu acredito que vai ser o diferencial.

E você acha que vai dar pra fazer aqueles óculos que hoje as mulherada usa, tipo assim, o de grau, aí do nada elas... De clipão dá. É o clipão. Dá. Dá, não. Chama clipão, dá pra fazer assim, tá? Qual que é o grande problema do clipão? Qual? Aumento de peso.

Ah, vai ficar um pouco mais pesado. É, nesse material principalmente. Dos armações. Porque quando eu pego o nylon, que é o material que tá se usando muito hoje em dia, que é nylon mesmo, né? Que é o material mais simples, ele é extremamente leve. Mais quebra, né? Ele é mais frágil. O acetato, ele é pesado. Mas daria pra fazer uma misturinha, tipo assim, ó, eu uso de grau, vamos fazer de acetato, porque, né? De... Põe seu filme. O de sol, tipo...

Quando sai, vou dirigir, né, tal. Daria pra fazer essa misturinha de material? Misturar, tipo assim, você fala o nylon com... Fazendo pesado. Não, não dá. Não, tem que ser tudo do mesmo. Tudo acertado, tudo acertado. Então, ponto negativo só que ficaria um pouquinho mais pesado. É, fica mais pesado. E aí, o que acontece? Mulheres, homens não, mas mulheres não gostam de óculos pesados.

Entendi. Por que? Dá dor de cabeça no gente? É, atrapalha, enche o saco, né? Entendi. E aí, principalmente com os dias todos, né? Então, por exemplo, o meu óculos ele é extremamente pesado. Eu vi mesmo. Ele é extremamente pesado, ele é muito pesado, acho que é o óculos mais pesado que eu já peguei na mão. O Felipe tava assistindo aqui lá da França. Ah, é? Aí ele mandou aqui, parabéns, falou que lá são duas da manhã, que ele precisa dormir e amanhã ele vai ver o final. Um abraço, Felipe, um abraço, meu mestre.

E aí, então o que acontece? Meu óculos é extremamente pesado. Só que, como eu fiz ele...

Pra minha tala larga, pro meu rosto. É. Tem uma fuça gigante. Né? Eu não sinto ele. E ele é de sol, né? É de sol. É, não. Mas é diferente você usar um óculos de sol pesado e um de grau, né? O dia inteiro é... É. Mas eu fui pra São Paulo e voltei com ele, né? É. Pra voltar falando quantas horas de viagem, porque eu peguei o ano... Nossa, provavelmente. Não, não, não. Não foi mais. Foi mais. A gente na emoção... Mais 12 horas. É. Não, foi... A gente saiu de lá às 5h30 da tarde. Chegou aqui às 9h da manhã.

Pegou o horário de rush saindo de São Paulo. É, eu peguei o pior ônibus que tinha. Inclusive o ônibus que saiu das nove chegou mais primeiro que a gente. Se você tivesse saído das nove da noite, chegaria lá bem antes. Porque esse daí vem parando em todos os lugares. O ônibus que saiu muito mais rápido São Paulo. E outro problema também, uma vez que a gente teve que pegar, é um que vem durante o dia. Nunca faça isso.

a gente ia vir às sete da manhã às sete da manhã vocês iam ver nossa, acho que foi esse que a gente pegou você toma só o dia inteiro ele entra em tudo e aí a parada de almoço é só aqueles dez minutos e aí tem

366 ônibus, entendeu? Pra comer. E aí, se não consegue comer, é um negócio assim, ó, não sei, porque isso aí que faz uns 15 anos que a gente não pega. Mas Jesus amado. Quer que eu pegue uma? Pega outra. Pega outra que eu esqueci dela. Não esquentou, mas vai que tá quente. Então... Quando eu tô com sede, vou tomar uma. Quase não falou, né? Pobrozinha que dó.

Eu acho que você devia cortar esse acetato. Aí você vai conseguir cortar? Ah, é? Opa, verdade, hein? Cara, e aí é isso. Tá? Essa é a produção. Dá tempo? Vamos fazer uma demonstração? Manda, mano. Eu trouxe... Eu fiz um desenho, tá?

Cara, eu vou falar pra vocês, esse desenho de óculos vai ficar lindo, tá? Esse vai ser um óculos de sol, com esse tamanho feminino, eu acho que vai ficar um óculos lindo, lindo, lindo, lindo, com uma haste, que vai ser essa daqui, porque ele é a composição contrária do óculos da Larissa. Sim, sim. A frente vai ser o rosê e a haste vai ser o que seria a haste dela, na largura da lateral. Então ele vai vir seguindo, acho que vai ficar muito bonito. Então vamos lá. E aí eu fiz esse desenho exclusivamente pra cá.

Fiz hoje para trazer para vocês e fazer esse corte e demonstrar um pouco de como é esse trabalho. O trabalho do Lunetier, o Lunetier Raiz, ele é com essa serra. É uma serra que chama Serra de Ourives e a gente usa ela. Eu já deixei aqui o furo pré-pronto e a gente começa pela lente. Deixa eu apoiar aqui para fazer a pressão. Ajeita aqui para ver o microfone. Aí, ficou bom? Ficou. Perfeito.

E aí a gente ajeita, põe a serrinha com pressão, diga-se de passagem que eu não quebro uma serra dessa. Antes de fazer o curso do Felipe Diniz, eu quebrei 10 serras dessa. Nossa. É, depois que eu fiz o curso do Felipe Diniz, que ele me ensinou a cortar o óculos, foi a primeira aula do Felipe Diniz, como cortar o óculos. Eu nunca mais quebrei uma serra, então se eu quebrar é porque eu tô nervoso.

Pode ir? Vamos lá. Então, o corte consiste no seguinte. Movimento de corte nessa mão. E essa daqui é onde eu vou segurar o material. E aqui com a precisão milimétrica. E quase... Espera lá. Deixei virando aqui. Vou tentar dar um zoom aqui. Isso.

com calma, movimento contínuo, tá? Muita paciência. Normalmente eu corto mais perto da linha, mas como eu não tô muito próximo, porque lá no... Atene eu corto aqui, tá? Tô gostando.

Vou fazer sujeira aqui na sua mesa. Sem problema. E aí a gente vai seguindo esse desenho com essa serrinha. Esse corte, dessa forma, com essa técnica, ela é extremamente importante, tá? Porque... 32 celulares em cima dele agora. Tô brincando. Exatamente. Tá focado ali. Olha aqui, ó. E aí aqui começa a aparecer todos os detalhes.

Deixa o meu mestre ver o cortando torto assim lá e matar. Não, eu corto melhor que isso. E foi dormir agora. É, tá bom então. Eu corto melhor que isso. Eu corto bem melhor que isso, gente. É que eu tô numa posição aqui meio desconfortável.

Esse não vai pro campeonato, fica até o tempo de concurso. É, não, não vai. Mas, ô, sabe o que eu tô pensando, cara, que seria interessante? Esse óculos aqui vai um óculos completamente autoral. Eu fiz esse desenho pra cá. A gente podia bolar alguma coisa depois pra presentear algum espectador, alguém com essa experiência de receber esse óculos artesanal de acetato, tá? O acetato mazuquelo de extrema qualidade. Pensa aí num jeito de...

A gente pode pensar depois e fazer aí um negócio bacana, né? Aí eu tô pensando nesse óculos com uma lente solar, mas uma lente solar mais cosmética, sabe? Que tá usando muito agora, que é aquela que não é escura, escura, escura. Sim. Parecida com esse do Ripadinho. Isso. Esse daqui, ó. Exatamente. Você consegue ver os olhos, né? É, consegue ver. E tem de várias cores, sabe? Então você pode fazer meio que parecido com a armação.

E aí você vai nesse processo e esse é o movimento. Isso aqui, cara, é a pegada do negócio. Por isso que ele tem que malhar, hein? Não pode faltar da academia nenhum dia. Cara, eu tive que parar de jogar tênis por causa de hipocondilite que eu tava tendo. De tanto movimento repetido. Sim. Tem que malhar muito o antebraço aí, né?

Mas depois eu te indico como fisioterapeuta. Pois é. Ela sofreu, cara. Ela sofreu, cara. Ela sofreu porque, tipo assim, tratava e eu ia trabalhar, né? Então você imagina que tratamento que aguenta. Não para, né? Ainda mais uma inflamação. Né? Nesse grau. Epicondilite que é extremamente difícil de tratar, né? Ah, não. Precisa de uns 60 dias de repouso. Como? Olha aqui. Não tem como. E aqui nasce a primeira parte do óculos, que é o corte da primeira lente. Tá? Show. Solta.

Como que segue o processo? Aí vem isso aqui, que é a lima, tá? E assim, ó, se vocês perceberem, né? Aqui eu estou longe da linha, tá? Eu corto mais próximo, tá, gente? Mas é que essa aqui foi meio difícil. Foi improvisado. Tô justificando porque meu mestre, cara, meu mestre, ele...

Ele é perfeccionista igual eu. Ele fica surtado. E aí, eu venho aqui com a lima, tá? E vou limando esse óculos, tá? Pra dar...

Vai tirar todo tipo de imperfeição. E chegar próximo da linha, do desenho. Porque como que eu vou deixar esse desenho acabado? Como que eu vou deixar esse desenho chegar onde eu quero? E bom, vocês já viram o corte como tava? Sim. A construção dele já acontecendo aqui. Nossa, gente. Bem mais próximo. Muito legal. Exatamente. E isso aqui é difícil. É difícil, tá? É complicado? É complicado.

Mas não é impossível e é extremamente, na minha opinião, satisfatório. Porque você começa a ver a sua criação, o seu desenvolvimento tomando forma, cara. Isso aqui vai ficando lindo, cara. Eu sou apaixonado por isso aqui, entendeu? E aí, se eu puder... A gente vai ter que interromper ele, senão ele vai acabar o óculos hoje, então...

Tá, não, peraí. Peraí, deixa eu só terminar aqui. Pelo menos isso, senão ele não vai morrer. O perfeccionista vai olhar e vai falar assim, eu não posso deixar assim, meu Deus. Não, peraí, peraí, peraí, peraí. E aí, então, eu preciso... Isso é a parte interna e externa mesmo esquema. Vai com a... Exatamente. Com a serrinha. Eu só faço a parte externa depois que eu deixo a parte interna pronta. Ah, tá. Pra ficar mais fácil o apoio, né?

Material. Entendi, entendi. Então... Porque tem mais material. Exatamente, e isso. Essa é uma das primeiras partes do trabalho.

que a gente faz como lunetê. E é assim que a gente começa a nossa produção. O que mais que envolve depois disso? Muita coisa. Porque depois daqui eu limo e tenho que deixar esses olhos perfeitos, extremamente simétricos. Paquímetro e vou medindo.

Eu não posso falhar o tamanho desses olhos, entendeu? Porque depois, na hora que cortar essas lentes, as máquinas automáticas cortam as lentes iguais, tiro o tamanho de um lado, replica do outro lado, e tem que estar perfeito. Porque senão o encaixe da lente fica ruim. Entendeu? Então, eu preciso fazer isso. Depois que eu faço esses cortes dessa lente, aí eu vou para o lado de fora, e aí eu tenho que dar o acabamento do lado de fora.

Eu tenho que deixar a superfície perfeita e reta. Esse trabalho de lima, ela não pode falhar, eu não posso deixar ela comer...

assim, eu comi assim, né? Tem que ser. Tem que ser. Tem que ser. Tem que ser. Tem que ser os 90 graus certinho, né? É, porque senão vai ficar torto e esquisito esse óculos, né? E aí a gente vai fazer todo esse trabalho. Depois disso, a gente vai pra parte de lixamento. São lixa 180, lixa 220, porque aumenta 50%, depois 280, depois 390, lá vai pedrada.

Para mim, a parte mais difícil de se produzir o óculos, na minha opinião, difícil não. A parte mais cansativa é o lixamento.

Porque não rende, né? Você vai pegando as lixas finas, vai, vai, vai. É, acabamento mesmo. E se você lixa mal, depois sai no polimento, você tem que voltar tudo pra trás, né? E aí você vai fazer a cola das plaquetas, né? Então, empresta seu óculos aqui, vida. Porque essa pla... Você consegue. Se você olhar aqui, ó. Liga a câmera aí. Olha isso aqui, ó. Você tá vendo a plaqueta aqui, ó? Consegue ver que ela é rosinha? Eu fiz ela rosinha justamente pra ela aparecer.

Mostra aí. Se você perceber, ela é diferente da cor do material. Porque a plaqueta, ela é colada.

para dar esse volume, para dar esse formato. Então você vai trabalhar com a lima para dar esse formato e deixar ela desse jeito. Então você cola a plaqueta, tem que fazer o friso da lente, desenvolver e cravejar.

Essa chaneira. Isso aqui é cravejado com pino de solda. Então, imagina você segurar com pinça, cravejar isso aqui e ficar perfeito. Cara, não é fácil, tá? E esse é o nosso trabalho. E aí tem a parte das colagens, folhimento, lixamento, montagem do óculos, curvatura de lente, detalhe de nasal e por aí vai. É muita coisa, né? São detalhes.

dependendo do óculos a gente gasta esse aqui foi quase 200 horas de trabalho esse óculos tranquilamente eu nem sei quanto dá 200 horas de trabalho mas deve dar hora pra caramba foi quase 200 horas acho que foi duas semanas pra chegar no final dele foi duas semanas tranquilo

E foi pauleira, fazendo ele todos os dias. Então, assim, é extremamente trabalhoso. É um trabalho muito diferenciado. É um trabalho que tem que ser feito com muito amor, com muito carinho, com muita dedicação. É um trabalho que a gente olha os mínimos detalhes, porque uma curvatura errada, uma inclinação errada.

o encaixe errado, eu estrago o óculos para o usuário. Então, se eu faço um óculos com pouca inclinação pantoscópica, que é essa inclinação que faz o óculos virar para dentro, o usuário de multifocal não consegue usar o óculos, entendeu? Então, a gente tem vários detalhes técnicos que a gente tem que se preocupar para entregar o melhor resultado, o melhor encaixe, a melhor leveza.

Então tem todo esse trabalho, né? Então o óculos artesanal, sob medida, ele não é só uma questão de luxo, tá? É uma questão de qualidade de vida também, né? Exclusividade. Então você consegue ter o melhor, já que você tem que passar esse trem todo dia na cara. Então vamos botar estética, vamos botar... A sua personalidade, né? Você entendeu? Vamos botar personalidade, vamos pôr gosto. A sua personalidade e necessidade, né?

Todo mundo fala pra mim, eu odeio usar óculos. Larissa falava muito isso pra mim quando eu conheci ela. Eu odeio usar óculos. Porque você tá com esse óculos horroroso, só tem esse. Eu vivia falando isso pra ela. Aí eu comecei a ter um monte de óculos aí. Usa óculos. Aí eu falei, pega esse óculos, pega esse óculos, faz esses três aqui pra você, né? E começa a usar esses três aqui todo dia. E vai mudando um dia depois do outro, combina com a roupa.

É igual sapato. Cara, ela pegou paixão em usar óculos. Paixão. Então assim, é um...

Um acessório muito legal, se você poder... Poxa, olha que óculos de grau massa, cara. Por que você não vai gostar de usar esse trem? Ah, porque tampa meu rosto, não combina com a minha maquiagem. Faz de outra cor. Faz outro modelo. E se um dia estiver muito difícil, naquele dia você usa uma lente de contato. Tem também essa opção, né? Tem a questão de necessidade. A gente não pode ficar sem, né?

O Divo Troiano tá aqui, falou assim, que adorou os modelos de óculos. A Glau Siqueira mandou assim, já quero. O Leonardo Aquino mandou assim, esse cara é uma lenda. A NASA tem que levar ele para a Lua. Eita! Eu tenho medo de voar. Mas pode ser, pode ser. Léo, um abraço, Léo.

Tem uma galera aqui também no YouTube. O Sérgio Alex Pereira mandou. Olá, boa noite a todos. Diego é uma das gratas surpresas da alfaiataria iWear brasileira. Sérgio ótimo. Sérgio ótimo. É isso aí. Não só pela habilidade de produzir os óculos à mão, mas já pelo reconhecimento do mercado óptico brasileiro, sendo premiado duas vezes na maior feira óptica das Américas, a Expo Óptica 2026.

O Brother Woods Shop está aqui também. Ele estava aqui no YouTube. Diego é muito detalhista, tem uma criatividade incrível. Mestre, desbravou a arte e levou duas estatuetas. O Sergio ainda comentou. Também é um dos alunos que mais se destacaram no curso de fabricação artesanal de óculos. O grande designer é Lu Netier. Lu? Netier. Felipe Diniz. E falou, grande. Estão se cumprimentando aqui. Aí ele falou, faltou o tempo todo e aconteceu. Porque assim, seu celular...

São mensagens lá de trás. Mas o Gustavo só está aqui também, lindo trabalho. O brother ainda falou assim, agora o Diego acredita na positividade, na positivismo da Larissa. E até a Larissa agora acredita em sua academia. Até eu fiquei surpresa.

Deu uma assustada aqui. Edson Arantes do Nascimento. Será que é o Pelé? Ah, é o Edson. Ele é optometrista, cara. Optometrista lá. Já foi optometrista no Xingu. Esse cara é uma lenda. Edson Arantes do Nascimento. É o nome dele. Cara, você pode chamar Pelé. Pode. Falei, boa noite, grande Diego. Parabéns. O Felipe Diniz estava aqui. Parabéns. Esse é meu garoto. O Serjão falou grande mestre, Felipe Diniz. E ainda falou assim, você mereceu os dois prêmios. O Felipe Diniz falou aqui. Cara incrível.

O Heraldo tá aqui. Heraldo. Grande Lunetier, forte abraço, meu irmão, você é uma fera. E aí? Heraldo é um poeta. Heraldo, eu falo que ele é um poeta Lunetier. Ele ganhou o segundo prêmio lá, ele é um poeta, cara. Você escuta ele falando, eu falo, bicho, mas você fala muito bem, você fala bonito. E ele tem aquele sotaque dele, de onde que ele é, será, gente? Quando eu ganhar um prêmio, você sabe lá falar pra mim. Acho que ele é, não sei, cara.

Ele tem aquele sotaque bem forte, sabe? E ele é um poeta, ele tem... É um cara culto.

ele é um poeta, ele é um poeta o José Renato Rodrigues Freitas é Diego, até que horário? é o seu alvará, é permitido você ficar no terça nobre? é o Zé é terça nobre de terça feira, toda terça feira eu sou tão boazinha, eu deixo ele ficar super deixa, eu que tenho que trabalhar eu acho que ele inventa que eu não deixo pra ele ir embora, sei lá

Vai vazar, porque senão os caras ficam cobrando. Os caras ficam cobrando. Eu tô dormindo na frente de Deus, gente. Mas você sabia que quando o marido não queria ir no lugar, ele falava assim, a Mari não quer. É, eu entendo. Aí os homens morrem o assunto. Eles não insistem. Calma, calma. E aí, conversando com os amigos, eu falava assim, mas eu nunca fiquei sabendo disso. Nunca liguei. Nunca me pediram. Eu tô que nem o Bola do Pânico.

Bola do Pânico, outro dia ele falou no podcast lá, aquele... Ah, o que você mais gosta na vida? De ir embora. De ir embora.

Eu tô numa festa, é legal. Mas na hora que eu vou embora, eu fico tão feliz. É massa. Eu adoro viajar, mas quando eu vou embora, eu fico tão feliz. Eu acho que eu tô nessa fase. Viciado em ir pra casa. Eu sou bem viciado nisso também. Eu gosto muito, viu? Gosto de viajar, gosto bastante de férias. Aprendi a gostar porque eu não...

Não sabia o que era tirar férias até conhecer a Larissa. Nunca tinha viajado, nunca tinha visto o mar. A minha vida era trabalhar, trabalhar, trabalhar. E aí, na minha cabeça, eu falei, cara, viajar não faz sentido, cara. Viajar não faz... Cara, só vou lá ver alguma coisa. Eu ainda tô educando ele. E aí a Larissa começou, não, vamos viajar, vamos viajar. A cara me levou pra ver o mar. Que ver quando ele ir pra Londres.

Por mim eu já tinha comprado Vai ter emoções maravilhosas Meu Deus, a gente vai mudar a viagem O Léo falou assim, a Larissa não deixa não Não deixa não Quer ver e ir embora Com o Igor Não, aí também já é demais Aí tudo tem limite Existem duas figuras lá, uma chama Igor

Troiano. Nossa senhora, né? E o outro chama Pablo. Meu, junta esses dois. Eu morro de vontade de chamar o Igor Troiano pra vir o podcast, mas eu tenho medo que depois desse episódio acabe o podcast. Termine o podcast. Adoro o Igor, mas nossa, dá um medo. Dá um medo. O Igor Troiano tem que usar medida especial. A cabeça do bicho é grande.

Aí o Diego ficou com a cabeça dele e falou assim, nossa, quem fala? Olha o tamanho dessa murinha. Agora eu acabei de comprovar pra ele que é tamanho especial. O Heraldo falou que ele é pernambucano, viu? Pernambucano, Heraldo Pernambucano. Cara, que figura, bicho. Cara, quando ele manda áudio pra mim, eu fico ouvindo o áudio dele. Ele põe até na velocidade 1. É, ele falou assim. Aí é especial, então. Quando eu fiz esse óculos, ele falou, você fez um óculos...

Ele usou uns termos que eu falei, gente, que que é isso, cara? Eu tive que abrir o ochado de GPT pra entender. O rapaz, é bonito o que ele tá falando. Irmão, tu é um poeta. O negócio bem rimado, né? Nossa. A primeira com a terceira, assim. Você fez um... Eu não sei, cara, eu preciso ouvir. Daqui a pouco ele manda aqui. Você fez um maquina, não sei das quantas. Cara, eu falei, que fantástico, cara. Lindo o que ele falou, lindo, lindo, lindo. Já comentou, mas não é ele que comentou, hein? Eu falei, vai que ele manda...

Não, é bonito, é bonito. É bonito. Ele fala muito bem. Nelifer Salvatierra... Cara, desculpa, pra mim fica difícil. Eu tô sem óculos, tá, gente? Né? Olha aí. Tô precisando de... Nelifer. Isso. Nelifer. Isso. Diego Lunetier, fantástico. Uma pessoa admirável que eu adorei conhecer em nosso encontro. Obrigado. Diego Lunetier. Sucesso. Obrigado, obrigado, obrigado. Aqui, ó, vamos ver. Peraí, deixa eu ver.

Peraí, eu tenho que tomar cuidado. É minha irmã, não. Um gemidão do zap, hein? Olha. Além desse corte que tu fizesse, ficou muito legal, cara. Que tu fizeste, né? Uns fletes. Um pin-up. Um pin-up. Cara, é bonito, velho. Esse glamour da cor. Esse glamour da cor. Cara, isso é um poeta, velho.

Eu falei pra ele Você manda pra ele gravar Cara, eu vou salvar esse áudio Uns flat com pin-up Cara, eu vou salvar esse áudio Ele é incrível, cara Aí ele já começa até a falar igual ele Só que ele mistura, não sei o que lá Essa cor cara Eu sou desses, eu pego muito rápido Aí do nada ele fala Bah

Bah, bah, bah. Deixa a gente se reunir todo mundo no final de semana. Não, eu... O brother fala, bah, bah. Cara, eu acho legal demais. Cara, adoro esse sotaque dele. Incrível. O Heraldo, grande poeta, maravilhoso. Meu Deus do céu. Um cara que fez um desenho lindo também. Parabéns. Ó, o Luiz Fernando Silva, bora bater um tênis.

Um comendador. Comendador. Por causa do cabelo. Eles mexeram de comendador, de rei do gado. Eles não têm. Eles não têm. Eu entendo. Eles não têm. 99% não têm. Os que não têm estão colocando. Mas para de rir, porque está diferente dos últimos episódios. Eu arrumei esse homem, gente. Eu arrumei ele. Não, mas está diferente assim. Já está ficando meio falha.

Tá assim ali, ó Não, deixa eu falar Ele, ele fazia o cabelo raspadinho Eu falei pra ele assim, ó Pô, para, não quero mais seu cabelo assim não Eu falei, como assim? Eu quero seu cabelo assim Aí mostrava, né? Aí ele falou, meu barbeiro sabe fazer isso não Falei assim, vou falar com o Carlinho Carlinho vai ter que saber fazer isso aí Se vira

Você vira, vai dar seu jeito. Deu não, cara. Agora, nossa, não consigo, não consigo. E é prático também o jeito que você penteia assim, ó, pra trás, né? Muito, muito, muito prático. Só perde pro meu. É, o teu é, né? Acordou, tá pronto. Acordou, tá zero. E aí fica os caras, comendador, rei do gás. Tudo inveja, né? Ah, ninguém tem cabelo. Que dó. Tudo, tudo, tudo, tudo, tudo pouca telha. Mas eu sou feliz, cara, aqui. É tão prático, cara. Nossa. Lava com sabonete, pá.

Se eu tiver um sabonete, eu lavo o corpo, a cabeça, escovo o dente e faço tudo. Eu te entendo. Eu te entendo bem. Não tem isso aí, no corpo parou. Eu te entendo bem. Nossa, que gosto de dove na boca. Acabou a capacidade. Tinha que dar um jeito. Tinha que me virar.

Eu tive que me enviar. É isso o ketchup, então... Uma vez eu lavei meu cabelo com... Lavei esse cabelo aqui, que é esse compridão com sabonete, e depois eu achei bem legal. Ele ficou mais cheio, mas parecia mais grosso. Fica duro, né? Você põe pro lado e ele fica. É, eu falei assim, pô, até que tá legal, hein? Fonomiza o gel. Isso aqui tá bacana. Você quer ver detergente.

Só não pode ser IP, né? Você viu, né? Não, não pode. Eu não sei se você usa os próprios pra fios brancos. Eles deixam os fios maravilhosos. Ficam branco assim, a surreal de branco. De lindo mesmo. As mulheres que costumam usar, porque hoje tá, né, a vibe do mais natural...

Cara, aí que você vai ver. Aí que os meninos vão encher seus sacos, vai ficar mais top ainda. Eu tomo muito cuidado com o meu cabelo. Na verdade, eu trato bastante. Eu uso do shampoo que tá lá, do creme que tem. Se tiver, vai comprar um específico que você vai ver. Se ela põe lá, eu uso. Se ela põe lá, eu pego. Ela fica com a Priscila do TV Comercial. Se acabar o que tá lá e ela deixar lá, eu pego. Ela compra um.

Eu tenho mania de sabonete, gente. Não é de jogo. A Larissa é viciada em sabonete. Eu sou viciada em sabonete e vela. Samira me conhece lá da Fraiche. É muito bom os produtos de lá. Nossa senhora, maravilhoso. Apoio. Pessoal, não sei se faltou alguma coisinha para falar. Eu sei que é muita coisa.

Muita coisa em pouco tempo, né? Se for ver, né? É. Aconteceu muita coisa em pouco tempo. Dois prêmios, assim, com pouco tempo de... Perto da galera que tava lá fazendo os óculos ali, dos lunetiers. Foi incrível. Lunetiers. Li. É li. Você fala li. Li. Mas aí isso faz bico. Li. Li. Netier. Entendi. O Felipe Diniz vai ver, depois ele corrige isso daí. Mas aí eu acho que é isso mesmo.

O cara tá na França, o cara manja agora, né? O Macir, ele morou muito tempo na França, aí eu falei, me ensina a falar estranho. E ele falava, não, tá errado. Não, tá errado, tô falando igual. Tá escutando igual? Eu tô ouvindo um L-U. Eu falo, não, L-U, L-I. Falei, como assim, L-I? É que eu com o bico. Pô, tá, merda, é difícil esse francês, hein?

Eu tenho que fazer bico na hora de abrir a boca? Não faz par, não. Não, não. Não tem nada a ver com o nosso português aqui. Pá, totalmente o contrário. Mas de verdade. Obrigado por ter vindo aqui e bater um papo conosco aqui. Mostrar um pouco do teu trabalho. Obrigado. Cara, é um trabalho de artesão. Literalmente. Artesão. Coisa na mão mesmo, assim. Tá de parabéns. Totalmente. Quando você vê, a gente pode ver um pedacinho do trabalho aqui, que é só o comecinho do trabalho.

E quando você pega uma peça acabada, realmente não dá pra imaginar que vai se tornar isso.

Vai virar desse jeito. Cara, é polido, é brilhante, lisinho, sabe? Você passa a mão assim, não tem tipo... Cara, é surreal. Parabéns. Obrigado. Não só pelas obras, mas pelo prêmio e pela dedicação. Obrigado. Feliz que você tenha encontrado o seu dom de verdade aí. Chega de parede. Mesmo porque a gente já achava que você já tinha encontrado. Pois é. Menino muito abençoado, né? Cheio de dom. A gente falou que o negócio dele é cera de abelha. Cera de abelha. Eu lembro. Rapaz, você falou cera de abelha. Será que... Não.

Acho que não, acho que não. Vamos acabar o episódio. Será que dá pra dar um acabamento com o cero de abelha? Será? Será? Só falta a música da Madonna agora. Será? Sei não, hein? Mas brigadão. De verdade, brigadão. Gente, obrigado. Muito sucesso pra vocês aí. Obrigado. A gente agradece por ter vindo aqui bater um papinho conosco, mostrar um pouco do teu trabalho aí. Lembrando, pessoal, na descrição do vídeo tem o Instagram do Diego e segue pra ficar por dentro de todas as novidades aí, né? E, lógico, fazer o teu pedido aí, né?

Fazer o pedido, por favor, a gente vai aproveitar fazer o pedido, né? Aproveitar que eu não tô com fome internacional ainda, né? Ainda? Ainda. Eu ainda não ganhei meu prêmio de Londres. Não, vai ficar mentindo pra caramba. Aproveita que só tem dois prêmios. Só tem dois prêmios. Eu costumo falar que eu vou ser o... Existe uma marca chamada Jack Marimage.

É a marca mais exclusiva de óculos do mundo. É lindo os óculos. É lindo, é lindo. Eu olho logo do cara e falo, puta merda. O cara sabe fazer óculos. São óculos limitados. Só 500 por modelo. E aí eu brinco com todo mundo. Falei, cara, você já é com mais imagem brasileira. Falei, pô.

Puta que pariu, Diego. Fazer um por ano aqui, ó. Eu vou assim, rapaz, é isso. Obrigada, Férias. Então aproveita, tá? Então se você quer um Raffanelli, tá? Pede lá, faz óculos sob medida, aproveita. Porque quem sabe isso aí é um investimento. Eu costumo falar que um Raffanelli vai ser um investimento, tá? Imagina o que você não ia valer ele há 10 anos. Não, primeiro Raffanelli. A gente tem um Raffanelli First Collection. É assim que fala? First Edition. First Edition, que é a primeira edição.

que a gente está agora entregando para o pessoal. Então, guardem a caixinha, que ela é escrita à mão. Tudo muito bem artesanal, por enquanto. Então, vai valer muita grana. Não, mas que continue assim, tem que ser. Não, não, com certeza. Vai me trazer um trem industrializado. Não, industrializado jamais. Contra a mão da tecnologia industrial e olhando sempre para o usuário. O usuário é quem...

Tem que usar, né? Usar, óbvio. É claro. E ele tem que ter qualidade. Mas ele é a peça principal, não é o óculos. O óculos tem que se encaixar nele, não ele se encaixar no óculos. Então a marca, né? Hoje você vai ver, eu tava até discutindo com a Larissa, as marcas hoje não tem mais pro lado de fora. Você não vai ver mais nome pro lado de fora, tá? O Chique hoje... É pro lado de dentro. É, e a pessoa olhar, bater o olho e falar ah, esse é um Raffanelli.

Sem saber que tá escrito no Raffanelli. Fumaça faz isso desde sempre. Sempre é escrito lá de dentro.

Do lado de dentro. Made in China. Made in China. Marca mais conhecida. Então tem tudo isso, porque a peça principal do óculos é o usuário. Então essa é a mão que a gente está buscando, que a gente está procurando. E, cara, eu espero que muita gente procure, muita gente conheça, muita gente use um Raffanelli, espero de verdade mesmo. Acredito muito nisso.

E que isso vai se tornar um grande business também. Com certeza, com certeza. Talento tem, né? Dois prêmios logo de cara aí, já tá mostrando isso. Mais uma vez, parabéns. Muito obrigado por vir aqui bater um papo conosco. Obrigado, gente. Aí no finalzinho, quando a gente acabar, eles vão cantar, né? Porque três vezes. Três vezes, né? Esperamos a quarta agora com o prêmio de Londres.

Estão convidados? Pode estar, né? Combinado. Já sai, chega, já desce, vem direto pra cá. Com certeza. Ó, mandar um abraço aqui, ó, o pessoal do... Vitor Reinaldi, Vitor Gaziá, manda sempre uma guia pra gente. O pessoal da Cervejaria Du, que além da cervejinha, manda também Jack Limonade e Jack Mate. Ó, tem vários estilos aqui, ó, de... Essa é sour de maracujá. Cerveja. O Diego tá com uma IPA aqui. E essa daqui, ó, que a gente sempre comenta com você, que é o Jack, que tem tanto o Jack como o chá. Jack Limonade quanto o Jack Mate, né? Isso.

Não tem álcool. É isso aí. Pessoal da WR Distribuidora, que manda sempre um suquinho pra gente. E o pessoal do Bixfirra, né? Que sempre manda umas cinquinha pra gente, que a gente vai ficar comendo agora aqui. Lembrando que na descrição tem o link de todos os nossos patrocinadores e também do nosso convidado. Então segue pra ficar por dentro. E das novidades. Obviamente agradecer nossos patrocinadores, a galera que mantém nosso projeto de pé.

a Academia Coafit, a Fran Monsão Estética no Ar, a Casa de Carne Bandeirante da Família Ceballos, a Conecta Telecom, afinal, se você está assistindo é porque estamos conectados, o Santa Helena Home Center, Construindo Sonhos, a Rede Brinquilar, você encontra tudo num só lugar, dá para dividir em 10 vezes sem juros, a Mecânica Multicar do Lucas Velo, a Unifadra Gracena, Construindo o Seu Futuro,

A Dracenense, corretora de seguros, fala com China, vulgo Adriano, falei de todo mundo, Gabizinha, e semana que vem, terça e quinta-feira, estaremos aqui às 19h30. Foi um prazer passar essa noite com vocês. É isso aí, se vê na próxima, valeu, até mais e tchau, tchau. Tchau.

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