Ele Ficou Milionário Entrevistando Bilionários (João Curry) | ROI Hunters 347
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Neste episódio do ROI Hunters, João Curry e André Pessoa, a dupla por trás de um dos canais de conteúdo empresarial que mais cresce no YouTube brasileiro, abre o jogo sobre como ficaram milionários entrevistando os maiores bilionários do mundo para entender o que realmente está por trás de quem chegou ao topo.
Eles transformaram esse acesso em uma máquina de conteúdo e, hoje, ganham milhões com isso.
O que você vai descobrir neste episódio:
- Como ganhar dinheiro no YouTube sem ser famoso
- Se vale a pena criar um canal no YouTube para sua empresa
- Como fazer um vídeo viralizar no YouTube
- O que importa mais no YouTube: o título ou a thumbnail?
- Como transformar audiência em dinheiro de verdade
- Publicidade ou produto próprio: o que dá mais dinheiro?
- Por que a maioria das empresas erra no YouTube
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Eu acredito que a gente é um dos criadores do YouTube brasileiro que mais fatura. Estamos aqui, cara, pra entregar todo o ouro.
Cara, acho que de conteúdo empresarial de YouTube, vocês são os 01 agora.
Muita gente não conhece meu conteúdo, mas nós temos mais visualização que o Flow e que o Podpah.
Eu acho que isso é uma coisa interessante que a galera não sabe, que YouTube pode ser um negócio. E aí uma dúvida que eu tenho: sou empresário, quero começar um canal no YouTube pra minha empresa. Qual o caminho que vocês seguiriam, velho?
Eu acho que toda empresa pode e consegue criar um canal do YouTube. Agora, toda empresa deve criar um canal do YouTube? Eu já não acho.
Hoje eu tenho um negócio que ele me paga mais ou menos R$100 mil por mês, que eu não faço nada, simplesmente distribuo produtos dos caras.
Juro pra você que eu tô tendo uma perspectiva bem diferente aqui já nesses 10 minutos de podcast.
O que vocês acham que fez o canal ir tão bem? O que vocês acham que vocês pegam tanto view, centenas de milhares de view num conteúdo de nicho, de certa maneira, né?
Poucas pessoas entendem que existe storytelling num vídeo de entrevista. Pouquíssimas pessoas entendem isso.
Roy Hunters.
Roy Hunters.
O podcast de marketing e growth da V4 Company. V4 Company.
Tamo começando mais um Roy Hunters e hoje eu tenho um episódio que ele é feito pra mim. Vai ter a honra de escutar. Na verdade, o que eu queria era tomar um café com eles e eu falei: ah, como que eu vou fazer para esses caras me ouvirem? Ah, eu lembrei que eu tenho um podcast com 50 mil inscritos e que tem mais ou menos 10 mil views por episódio. Falei: cara, tem uma oportunidade aqui. Então, se eu interromper, se eu arrumar alguma confusão aqui, problema meu.
Se você comentar, eu vou deletar seu comentário, mas você tá convidado a escutar aí e ver e aprender um pouco sobre YouTube. Nós vamos trocar uma ideia sobre YouTube, é uma coisa que eu tô muito curioso recentemente. Já tô aí chegando nos meus 500 mil inscritos no YouTube, E eu quero investir cada vez mais nisso e eu quero ver como a gente pode fazer disso um negócio, uma empresa de fato, principalmente em era de founder-led growth.
Por isso estamos com João Curri e André Pessoa, que são dois caras que, cara, acho que de conteúdo empresarial de YouTube vocês são os 01 agora, talvez, em termos de views.
Em termos de alcance, sim. É um prazer estar aqui, inclusive, Fernando. Obrigado pelo convite. Acredito que a gente vai conseguir entregar um conteúdo muito interessante. Estamos aqui para entregar todo ouro.
Animal, gostei, já começamos bem. E cara, sem entrar muito em história e tal, porque eu acho que isso já tem bastante, até no Flow, né? Você fez o episódio lá do Flow, que curiosamente você teve uma coisa que eu falo que é muito raro. Eu tenho muito cliente de consultoria de conteúdo, eu falo: "Cara, você nunca vai viralizar no primeiro vídeo, mas tá tudo bem." Você viralizou no primeiro.
Cara, eu viralizei.
Abençoado, né, cara?
Isso, mas assim, em partes, né? Porque se eu falar que eu viralizei no primeiro vídeo, é até injusto, porque antes daquele primeiro vídeo eu já tinha trabalhado criação de conteúdo, já tinha vendido curso, então eu criei conteúdo para outros nichos por muito tempo ali. Foi antes de eu soltar o primeiro vídeo viral, eu já tinha postado mais de 50 vídeos no YouTube.
Tu é filho do Érico também, né?
É, sim. Érico Rocha.
Eu também sou filho do Érico.
É 2017, 2018.
Foi quando eu entrei também.
É capaz de a gente ser da mesma turma.
É, total.
Aí eu comecei a vender curso e aí...
Mas a diferença é que eu era lançador CLT.
Como assim?
Eu era lançador da XP Investimentos. Eu era CLT, tipo assim, eu era um lançador da XP Investimentos, aí virei lançador do InfoMoney, aí virei lançador da Exame. Tipo, sempre fui um lançador CLT.
Não ganhava comissão da tua agência?
Ganhava comissão, mas era CLT, entendeu? Tipo, CLT mesmo, não é tipo qualquer... Tinha carteirinha assinada lá com salário e tal, e aí eu ganhava um percentual dos lançamentos, juntava tudo no final do ano, eles me pagavam uma bolada. Eu enriqueci com lançamentos, mas foi na CLT. Tanto é que eu falo que eu fiquei milionário com CLT. Curiosamente, porque a galera fala que é impossível, né?
É porque geralmente tem o produtor e tem o expert. Então geralmente é uma sociedade ali, né?
Então é como se o Expert fosse a Exame. Não, mas a minha comissão era bem menorzinha, mas a Exame fazia centenas de milhões. Sim, centenas, da hora.
Legal.
Mas é isso, eu tive, desculpa interromper, mas eu tive essa—
Desculpa interromper, falei para vocês que esse episódio ia ser assim hoje.
Não, só para terminar de responder, porque algumas pessoas podem ter essa impressão errada que eu viralizei no primeiro vídeo, mas de fato não foi o primeiro vídeo, eu só, o primeiro vídeo daquele canal naquele formato, ponto.
Tá, vamos começar a entrar nas paradas aqui que é o seguinte, cara, Eu queria entender um pouco qual que é a lógica do seu YouTube hoje, o que que vocês estão fazendo. Então, principalmente, modelo de negócio. Eu acho que isso é uma coisa interessante que a galera não sabe, que YouTube pode ser um negócio. Tudo bem que o MrBeast agora começou a popularizar que é possível ficar rico produzindo conteúdo. Acho que a galera tinha muita cabeça do influenciador que vende publi e não do empresarial.
Mas eu queria fazer meio que o case do negócio de vocês. Então, hoje vocês têm um canal no YouTube, que mais que vocês têm? Como que vocês monetizam? Qual que é a estratégia por trás do canal? Eu queria meio que decupar o case de vocês.
Perfeito. Eu vou começar, depois você continua. Nosso modelo de negócio hoje, vamos falar do Currimídia, que engloba o canal.
Esse é o nome mesmo? Currimídia?
Currimídia é o nome da empresa.
Legal, bom nome, bom nome.
E então, falando ali do canal, hoje nossos braços que a gente consegue gerar receita é publicidade, que é patrocínio, que é o principal.
É o maior, né?
Infelizmente. A gente quer mudar isso esse ano, inclusive, quer trazer produtos próprios. A gente já tem produto próprio, que é outro braço, só que é muito O que é o produtos próprios? A gente tem uma... Eu tinha um curso que era de networking, que eu parei de vender, mas recentemente a gente tem uma mentoria que a gente dá para alguns players, só que é muito seleto, não é uma coisa que a gente sai oferecendo. Então alguns dos empresários que a gente vai entrevistar, eles demonstram interesse, a gente vende uma mentoria um a um para eles.
E além disso, a gente também fez uma masterclass recentemente e algo que mais uma vez a gente quer voltar... A gente quer voltar não, esse ano a gente quer mudar essa balança. Então a gente quer diminuir a receita gerada por publicidade e aumentar de produto próprio. Por quê? Porque depender de publicidade, você deve saber, não é algo legal.
Eu gosto.
Você gosta?
É, eu sou o contrário disso aí. Eu tô querendo cada vez mais dinheiro de publicidade.
Por quê?
Olha que curioso. Cara, porque eu sinto que do meu lado, a produção da audiência é a parte do trabalho que eu gosto mais. Então construir audiência é a parte do trabalho que eu gosto mais. Publicidade é um dinheiro com uma margem absurdamente alta e muito limpo. E que se você fizer bons deals de publicidade, você consegue construir um negócio muito bom disso aí. Então hoje o maior dinheiro que existe no mundo inteiro é venda de publicidade.
O negócio de mídia é de 1 trilhão de dólares. Então pensa, o Google vende o quê? Publicidade. O Facebook vende o quê? Publicidade. O iFood vende publicidade, se você for pensar. O iFood vende eyeballs. Então é o dinheiro mais limpo que tem. O negócio todo é que eu quero que a minha publicidade seja cada vez mais proprietária. No sentido de quê? Eu não quero depender do YouTube e do Facebook. Eu quero ter meus canais próprios, eu quero ter o WhatsApp do cara, eu quero ter o email do cara, eu quero ter...
Mais possibilidade de ter um eyeball próprio e os deals de publicidade serem cada vez menos dinheiro fixo e cada vez mais no resultado. Então, por exemplo, em vez de vender— Cara, me dê R$20 mil e eu faço um Reel seu? Faz o seguinte, me dá 50% de tudo que eu vender. E aí eu quero no LTV. Então se eu ganhar no LTV, eu posso ficar com esse cara para sempre e eu não preciso de ficar tocando N produtos. Eu consigo rentabilizar minha audiência, que é mais de 1 milhão de pessoas, que tem gente que tem interesse de tudo.
Por exemplo, eu vendi mais de R$1 milhão de camiseta básica. Cara, eu vou abrir uma empresa de camiseta básica? Não, né? Então eu quero ir muito mais nesse sentido. E o Cariani que mudou minha cabeça nisso aí. O Cariani tava sentado aqui, onde você tá sentado agora. E cara, o Cariani ele faz papo de dezenas de milhões de reais com margem de 90% só em publicidade.
Eu acho que agora tu que vai mudar minha cabeça.
Pode ser que eu mude sua cabeça, porque eu acho que nós somos um negócio de mídia. Sendo um negócio de mídia, rentabilizar via publicidade é maravilhoso, contanto que a publicidade seja comissionada.
Sim, sim, exatamente, exatamente a publicidade que a gente tem hoje. E não é nem por culpa das empresas, é mais por culpa minha. Eu prefiro muito mais hoje um fixo e um variável.
Eu gosto do fixo mais variável.
Exatamente. Então assim, a gente tem hoje contratos muito bons. Até nós, o tamanho que nós, que é o nosso canal, que vai bater 1 milhão agora, eu acredito que a gente é um dos criadores do YouTube brasileiro que mais fatura proporcionalmente ao tamanho.
Pode abrir a casa decimal pelo menos. Não, não precisa abrir o valor, mas tipo assim, é mais de R$10 milhões? Não, não, não, não chega a R$10 milhões de publicidade.
Não chega a R$10 milhões de publicidade, é menos de R$10 milhões, mas passa, vamos dizer, passa de R$1 milhão, obviamente. Então assim, a gente é já proporcionalmente ao nosso tamanho. Então não necessariamente eu quero parar de fazer publicidade, óbvio que não, mas eu queria assim nivelar, porque hoje é 80% publicidade. Então eu queria pelo menos, pô, deixa ali, sei lá, 60% publicidade, sabe? E eu acho que a gente vai conseguir até o final do ano esse nosso desafio aí que é ousado, que é estar invertendo, só que pra isso a gente vai ter que testar outros produtos.
A gente vai ter que testar, porque os produtos que a gente tem hoje em dia a gente não conseguiu acertar ainda a oferta. Então assim, respondendo ali, o nosso modelo de negócio hoje...
Eu discordo, eu acho que você tem um produto que você acertou muito bem a oferta. Qual? Seu conteúdo. É que você não olha pra ele como um produto, mas ele é um produto. É um produto com todas as características de um grande produto. Ele é extremamente viral, as pessoas recomendam e voltam. Ou seja, ele já é um produto. Você não acertou o modelo de monetização, e aí é diferente. Então uma coisa é você ter um produto incrível, que é o seu conteúdo, e aí você não descobriu como monetizar.
Mas se eu te falar que o mais difícil é acertar o produto, a monetização vai vir depois, entendeu?
Sim. Tipo, agora eu tenho uma dúvida. Por exemplo, nosso produto, ele é gratuito atualmente.
Então, porque tá no YouTube, eles faturam 100 bilhões, entendeu? Aí estou te falando, vocês não acertaram a monetização ainda.
E agora quero saber, Fernando, você que assiste nosso canal, o que que você que a gente não aceita?
Cara, assim, eu não sei.
Eu imagino que você deve ter aí umas coisas.
Tô invertendo o podcast aqui, né? Mas assim, eu vejo pelo meu negócio. Meu negócio já tá na casa de dezenas de milhões, né? Mas, e ele é muito baseado também na nossa audiência. Só que a grande sacada, que é o que eu caminho cada vez mais, é de encontrar produtos muito validados e eu simplesmente falar: irmão, posso vender seu produto? O que que você quer? Eu quero tanto, tanto, tanto, tanto, tanto, eu quero tantos por cento e tal.
E os caras topam, porque eles não têm canal de distribuição. Canal de distribuição é mais valioso do que produto em termos de valor de mercado mesmo. Então vou dar um exemplo. E aí, porque eu venho do mercado de mídia, por isso que eu tenho essa autoridade pra falar. Quando eu era CMO do InfoMoney, eu cheguei pra XP e falei: "XP, quanto que custa abrir uma conta?" A XP: "Ah, R$500." Falei: "Você me paga R$500 pra abrir uma conta?" XP: "Pago." Só que eu abri a conta 70% mais barata que a XP.
Então toda vez que eu abri uma conta, eu ganhava um spread de quase R$300 por conta aberta. E eu abria 3 mil contas para XP por mês. Então, informando, fazia 5 milhões por mês só de abertura de conta da XP. Então você vai pegando essa malícia que você vai vendo. E aí, exame, a mesma coisa. Exame, quando eu cheguei lá, ela não tinha MBA. Depois que eles foram comprar uma faculdade, no começo eu vendia MBA do BIMEC. Sabe quanto que era minha comissão?
Queria 70% do BIMEC. Eu quero 70% de quando eu vender MBA. É isso, tá bom. Eles não têm canal de distribuição, vão nem me pagar, entendeu? E aí, cada vez mais, cara, eu era o cara que tava pegando a maior pedaço do bolo, entendeu? Então hoje eu procuro muito mais, inclusive se você tá me ouvindo e tem um produto excelente que você acha que pode ter conexão com a minha audiência, me manda lá no inbox do Instagram.
Por favor, se você também manda um produto.
Não, mas é porque é isso, às vezes eu consigo, cara, hoje eu tenho um negócio que ele me paga mais ou menos R$100 mil por mês, que eu não faço nada, simplesmente distribuo o produto dos caras. E aí ele teve, e o produto dos caras tem uma retenção absurda, tem recompra e tudo mais. E produto é o mais importante, mas é o mais difícil de acertar. Então é mais fácil a gente construir muita audiência, porque a gente é bom nisso, e a gente encontrar o produto, e a gente abençoa os produtos, e ó, pega uma parte deles.
Pensa na V4, a V4 tem 1000 vendedores e fatura meio bilhão. Cara, se eu pego uma dessas ferramentas de IA para distribuir aí, eu transformo ela na maior do Brasil. Então eu chego no cara dele e falo: "Cara, me dá 50% que eu distribuo sua ferramenta." Ele: "Tá bom." Então eu acho que vocês acharam uma coisa muito mais valiosa, que é o canal, E estão tentando acertar outra coisa que já tem um monte de gente que acertou, que não acertou o mais valioso, que é o canal.
Então é mais fácil você ir lá e pegar o seu canal muito poderoso e distribuir esse cara. Só tô dando uma dica aí.
Não, mas é uma dica muito valiosa.
Inverte um pouco a lógica, né?
Vou levar em consideração, já me deu algumas ideias aqui.
Eu sempre, eu até tenho aqui no meu celular, ó. O meu celular tem audiência, prestígio, caixa and make shit people want, entendeu? Tipo, que é minhas prioridades. Primeiro a audiência, depois o prestígio, depois o caixa. E fazer coisas que as pessoas queiram comprar.
Juro para você que eu tenho uma perspectiva bem diferente aqui já nesses 10 minutos de podcast.
É porque eu queria trocar essa ideia com vocês porque nós estamos mais ou menos na mesma jornada aqui. Eu mais no Instagram, vocês mais no YouTube. Eu imagino que você também quer crescer no Instagram, eu quero crescer no YouTube. E é muito interessante ver também porque eu acho que ninguém ainda está muito bom de monetização da audiência no Brasil ainda, sendo sincero. A não ser os grandes grupos de mídia. Acho que entre os influenciadores, principalmente nós que somos influenciadores de negócio, o cara ainda tá patinando, sabe? Muito patinando mesmo.
Sim, tem muito amadorismo. Muito, muito amadorismo.
Eu tenho uma dúvida do lado do episódio de vocês do YouTube, do canal de vocês do YouTube hoje. O que vocês acham, duas coisas que eu queria saber, o que vocês acham que fez o canal ir tão bem? O que vocês acham que vocês pegam tanto view, centenas de milhares de view, num conteúdo de nicho de certa maneira, né? Porque querendo ou não, vocês falam de grandes empresários, que é legal, mas não é uma coisa que todo brasileiro— Não é como se você estivesse fazendo a rotina do Neymar. E o que vocês otimizam? Quais são as métricas que vocês otimizam hoje?
Tá, vamos lá. O nosso foco central é mostrar a rotina e conversar com pessoas de sucesso. Independentemente se é um empresário, se é um atleta, se é um criador de conteúdo, alguém que se destacou em algum âmbito da vida profissionalmente.
Ou seja, a linha central é sucesso.
Sucesso, essa é a palavra-chave. Sucesso vem de diferentes maneiras. Então a gente mostra o Bitello, por exemplo, que era um pedreiro e se tornou um grande criador de conteúdo.
Vocês fizeram o Bitello? Fizemos o Bitello. Legal.
A gente mostra um grande empresário do lado financeiro, a gente mostra um cara que ele é um ex-lutador do UFC. Então assim, tem diferentes formas de sucesso. E o objetivo central do nosso canal é mostrar como essas pessoas alcançaram o sucesso. Então, tanto o sacrifício que eles tiveram que fazer pra alcançar, quanto as coisas que eles fizeram certas pra chegar ao topo. Então, nosso objetivo é que a pessoa assista o nosso canal, ela consiga ter um... quase que um mapa ali do que aquela pessoa fez pra alcançar o sucesso, que ela tome uma nota mental do que ela pode aplicar na vida dela, e ao mesmo tempo que ela se sinta inspirada a seguir os sonhos dela. Então esse é o nosso objetivo central.
É tipo um Tim Ferriss com anabolizante, porque o Tim Ferriss trazia os caras e tentava criar o tool of titans, o que o cara fazia e tal. Só que ele não ia atrás do cara, ele botava o cara no podcast. Não, você vai atrás da rotina do cara de fato.
Exatamente. E aí por que a gente faz isso? Por que a gente mostra a rotina? Porque isso torna, primeiro, elementos visuais, dá uma retenção muito maior do que um podcast em si, no sentido de as pessoas hoje em dia estão com a mente consumida por TikTok, por Instagram, por Reels. Então é muito mais difícil o cara focar em somente duas pessoas sentadas uma do lado da outra e conversando.
Ele vai escutar, mas não vai ver.
Exatamente. A gente, além de conversar com a pessoa, fazer perguntas, a gente mostra coisas e a gente vive coisas. Então, por exemplo, se o cara é um lutador do UFC, a gente vai treinar com ele, a gente vai tomar porrada dele. Isso torna muito mais interessante, muito mais divertido, tem uma história. Um podcast, ele via de regra, ele não tem uma história, certo? Podcast é um bate-papo. Entre duas pessoas. Só que ele não tem início, meio e fim, não tem um momento que dá uma adrenalina, que o coração acelera e que a pessoa fica com uma expectativa absurda para saber o final.
A gente traz isso para os nossos vídeos. E como é que a gente faz isso? Primeiro ponto é a ideia central do vídeo. A gente pensa assim: quem que a gente quer gravar? Quem que a gente pode gravar? Não é qualquer pessoa. Não adianta o cara ter sucesso. Não é só ter sucesso. Sucesso é um dos requisitos. A gente tem que pensar uma maneira Antes da gente gravar com o cara, a gente pensa: o que esse cara tem de único que quase todo mundo gostaria de assistir ou que as pessoas ficariam curiosas pra saber?
E não é audiência, viu? Isso é um ponto importante. Não é porque o cara tem uma audiência gigante que a gente vai gravar, não é.
Exatamente. Tem pessoas com milhares de seguidores, 40 milhões de seguidores, que a gente não enxerga um ângulo pra gravar com o cara e a gente não grava. Legal. Enquanto a gente não enxergar um ângulo, a gente não grava. Não adianta o cara oferecer 1 milhão de reais pra gente e falar: "Faça sua mágica aí, faz o vídeo viralizar", se a gente não enxergar um ângulo. Então não adianta, não vai ser bom nem pra gente nem pro cara.
O que que é o ângulo? O que que vocês procuram que vocês acham que tem mais um tipo DNA viral assim?
Algo que surpreenda. Primeiro ponto tem que ser algo diferente, algo que quando você tá scrollando pelo YouTube, vai clicar e você fala: "Cara, isso daqui é diferente, isso daqui é fora do normal". Porque faturamento Tem milhares e milhares de pessoas com mais de 500 milhões de faturamento, mais de 600 milhões, a não ser que seja um caso de 60 bilhões de faturamento. Aí é uma coisa fora do comum. Mas números em relação a quanto o cara ganha não faz diferença.
Agora, como que o cara ganha esse dinheiro pode fazer diferença. Se o cara ganhar, eu faço... Eu sou... Eu tenho uma agência de marketing só. Só isso. Tem várias agências de marketing que faturam X. Agora, como que você faz para faturar? Vamos supor, eu vendo peixe, é uma coisa diferente. Não é todo mundo que vende peixe e fatura bilhão. Total. Vamos botar aí, eu sou o cara que é um lutador do UFC, ele ganha dinheiro tomando porrada, certo?
Tem 600 lutadores do UFC atualmente. Não é com qualquer lutador do UFC que a gente vai gravar que vai dar certo.
Cara, isso é tão legal porque faz muito sentido. Por exemplo, um dos meus vídeos mais virais é esse cara fatura 4 bilhões por ano vendendo ovo. Perfeito. Aí eu chamo, é, o Rei do Ovo nasceu no Brasil, chama ele de Rei do Ovo, ninguém chama de Rei do Ovo, eu que inventei essa parada. E aí pegou 4 milhões e meio de views só no Instagram, mais 4 milhões no YouTube e tal, porque eu falei que ele era o Rei do Ovo, entendeu?
Então as coisas é diferente, não é o normal que a gente mais vê as pessoas falando, ah, "Faturei tanto no mercado digital." Está saturado.
Está saturado, é. 10 milhões de mercado digital.
Não é mais único, isso daí não é único. A gente quer histórias originais.
Cara, você me deu um puta insight. Já está pago aí o insight que eu dei para você.
Vou dar um exemplo. O João Pichal, não sei se você conhece ele.
Não, mas eu já ouvi esse nome, mas não lembro de quem é.
Ele é dono da maior empresa gamer da América Latina. Eles vendem computador. Ok. Qual que é o nome da empresa? Pichal. Pichal Informática. Se a gente só gravasse um vídeo com ele e colocasse o título lá, por exemplo, "Vivendo a rotina do maior, do dono da maior empresa gamer da América Latina", que é literalmente o que ele é, certo? Não ia funcionar, porque é genérico. A pessoa não quer saber sobre a empresa dele em si, ela quer uma história que conecta.
Aí, por exemplo, o ângulo que eu usei foi: "Vivendo a rotina do bilionário mais humilde do Brasil". Então, o cara é bilionário, agora você quer saber como é que é essa humildade dele aí, aonde que ela se— reflete.
Ele só come no Rubaiyama, vê se você não vai.
Ele anda de bike, o cara vai de jegue para o trabalho. O cara fica curioso para saber, entendeu? Então é diferente de um bilionário normal só chegar lá e mostrar o carrão do cara, mostrar a casa dele, o jato dele. Isso é o padrão, isso é o que todo mundo já espera que vai acontecer nas redes sociais. Então a gente mostra um ângulo diferente. Então toda vez que a gente vai gravar com alguém, a gente pensa qual que é esse ângulo único que a gente pode dar essa apimentada no vídeo.
E óbvio, a gente usa muitas palavras, muitas hipérboles, né? Pra exagerar um pouco, ele é o mais não sei o quê.
É, mas isso aí é MrBeast, cara. Você não pode falar tipo assim: "Eu comi uma banana excelente." Não, essa é a melhor banana do universo.
Exatamente, exatamente. Então, a gente sempre pensa isso. A gente nunca aprova um vídeo sem ter um ângulo. Já aconteceram algumas vezes, né, da gente: "Pô, a pessoa é muito foda, vamos gravar com ela porque é um bom networking pra gente." Só que aí, É muito mais difícil de editar o vídeo. A gente precisa ter um ângulo central, principal. Quando a gente chega pra gravar com o cara, a gente precisa saber o que a gente quer que as pessoas... Por exemplo, quando a gente foi gravar com o Thales Gomes.
Acho que foi o empresário mais polêmico do Brasil.
Exatamente.
Se fosse só: "Ah, o fundador do G4." G4 muita gente conhece, mas é muito nichado. Não é todo mundo que vai querer assistir. O meu pai não vai querer assistir. Agora, o empresário mais polêmico, e a gente vai e coloca uma polêmica na capa.
E botou uma cara dele putaço assim, né?
Exatamente. "Aqui não contrato esquerdista." Então você fala assim: "Caralho, como é que é isso? Quero entender como é que esse cara construiu uma empresa sendo extremamente polêmico." É diferente. Então você sempre tem que pensar num molho pra pensar.
Cara, é muito engraçado porque é muito parecido com o que eu faço. Por exemplo, quando eu fui fazer o episódio da China Link lá, que eu fui fazer a história do Lincoln Fracari, eu falei assim: "Esse cara ficou milionário trazendo brasileiro pra China." Puta, ele é contrabandista de pessoas? O que ele faz e tal? E aí foi super bem, porque era contra-intuitivo. E eu fiz na muralha da China, né, o Hulk. Então eu ia falar assim: "Esse brasileiro ficou milionário trazendo brasileiro para China." Aí ele vem andando de trás e fala: "E foi assim que eu fiz isso." Porque era muito contra-intuitivo, entendeu?
Parecia que ele era um, sei lá, acho que a galera começou assistindo o vídeo achando que ele estava contrabandeando gente. Aí depois a história era muito boa. Mas é muito interessante porque é muito parecido. E como é que vocês fazem a questão de thumb e título? O que vocês procuram quando vocês estão fazendo uma thumb e um título? Eu imagino que é na mesma linha, mas o que vocês testam e assim por diante?
Então, toda vez que a gente vai gravar um vídeo, via de regra, a gente tem que ter um tema central que a gente vai guiando as perguntas para vários vídeos.
O que seria um tema central? Me dá um exemplo de 3 vídeos.
Não, pode falar, mas é o que ele acabou de falar assim, é o que que tem de interessante. Por exemplo, Alfredo Soares, pô, ele ganha milhões sendo gente boa. Então o gente boa é o nosso tema central.
Essa é a parada do Alfredo?
Do gente boa.
Como é que a gente vai diferenciar ele? Pelo faturamento? Não, mas falando sério.
Não, eu achei engraçado porque eu achei muito boa a sacada, entendeu?
Entendeu? Então tipo assim, Mas pode continuar.
Sim, mas o Thales, por exemplo, por que ele é mais conhecido? Como ele se diferencia dos outros empresários? Tem várias coisas. Exatamente. Ele é um excelente empresário, ele é muito organizado, ele é um ótimo líder e bababá, mas isso não gera curiosidade. Agora, a parte do polêmico, sim. Então, beleza. Quando a gente foi para gravar com ele, a gente fez várias perguntas relacionadas a isso para validar esse package. Então, lá na introdução, Lá na introdução do vídeo, a gente usa essas perguntas que eu pensei antes de sair pra gravar o vídeo, que vão validar esse do empresário mais polêmico, certo?
Então já começa o vídeo, o cara clica no título, na thumb e no título, tá lá: "Vivendo a rotina do empresário mais polêmico". Aí ele fala: "Aqui não há contrato esquerdista". A primeira cena do vídeo, eu não lembro se é a primeira cena, mas é tipo assim: "Aqui não é uma democracia, aqui é uma monarquia". Tá validando, sabe?
Sim, que ele é polêmico.
Tá validando. Aí tem uma hora que ele tá lá lutando jiu-jitsu com o João. Aí ele prende o João e fala assim: "Ah, um esquerdista quer pegar sua mulher, não sei o quê." Tipo, valida exatamente o que a pessoa entrou pra assistir, tá sendo validado ali no início. Certo? Então já gera uma expectativa da pessoa querer assistir o resto do vídeo pra ver como que vai ser essa cena fora de contexto ali que a gente deu. Certo? Mas o ponto é, na hora que a gente vai pensar no título e no packaging, a gente tem que pensar assim: como é que eu transformo converter esse vídeo, tudo isso que eu gravei, em algo que faça a pessoa querer clicar.
Esse é o primeiro ponto. Sim, não adianta você sair para gravar um vídeo no improviso para depois ver, ah, como é que vai ser o título?
Que é exatamente a grande questão que eu discuto com a galera do High Hunters, é que ela vai fazer, pô, sabe quem que seria top a gente chamar? Sei lá, tal pessoa. Aí eu falo assim, qual que vai ser a thumb? Qual que vai ser o título? No caso de vocês, eu não fiz porque eu tava curioso só, e foda-se. Mas depois eu quero que vocês bolem para mim o título e a thumb. Nós vamos fazer ao vivo para ver o processo ao vivo. Beleza, mas continua.
Eu acho que é uma boa. Aí a gente faz isso, né? Se tem uma ideia que a gente acha boa, por exemplo, o João chega para mim e fala: ah, vamos gravar tal coisa. Eu falo assim: cara, vamos pensar aqui se dá para a gente transformar isso num vídeo legal. Eu vou dar um exemplo com um canal que é um canal de um amigo nosso. Será que você acha que pode falar? Do Canal Foco?
Ah, pode.
Tá, Canal Foco, os donos são amigos nossos. Os caras são excelentes.
Quem é o dono, afinal de contas?
Tem o Eagle, Daniel Levy e o Maraca.
Não, tem o Maraca e tem o Ian também.
Eles são de algum lugar famoso? Já tiveram alguma empresa famosa?
O Eagle, ele tem um canal, ele tinha um canal do YouTube com o primo dele que tem acho que 19 milhões de inscritos.
Você adivinha, gamer?
Não, era vlog.
19 milhões eu sempre acho que é gamer.
Ele fez game também, mas essa vez é vlog.
E ele fundou um banco que chama NG Cash.
Ah, tô ligado. NG Cash eu conheço, conheço mais NG Cash que ele.
Ele é muito foda, muito foda.
Porrada, hein? Caralho!
E eles fizeram os vídeos 1 vs 30, que são os que viralizaram.
Tem que trazer aqui, tipo, aí eu vou botar assim: "Ele ficou milionário falando com a geração Z." Tipo, uma parada assim.
Não, ele é muito foda. Só que aí eles fizeram um quadro que chama Os Caras do Pix, que é uma mistura de Shark Tank com Aqueles Caras. A princípio parece ser excelente. E a gente tava lá no dia da gravação, porque a gente tava acompanhando a rotina de uma pessoa que participou desse vídeo. E aí eu virei pro João e falei: "Cara, muito foda esse sistema que eles fizeram, a história ficou legal, o vídeo ficou legal, as perguntas, a forma como eles bolaram o vídeo." Mas eu virei pro João e falei: "Cara, não enxergo um packaging.
Não acho que tem uma maneira simples, clara, direta e curiosa de transformar isso num título e numa thumb que qualquer pessoa consegue entender que o cara vai ficar curioso." Porque 1 vs 30 é muito simples.
Um ateu vs 30 pastores evangélicos.
Exatamente, é um ateu contra 30 evangélicos. É muito fácil, você não precisa de pensar. E você visualmente, você vê lá uma pessoa contra 30, é muito simples.
Porque uma das coisas que mais dá resultado, uma das assim, algo que a gente foca muito é tentar simplificar o máximo. Então, que nem você falou, ele ficou milionário trazendo pessoas, como é que é, trazendo brasileiro para China. Pô, foda-se que tá sem contexto, o cara entende, o cara entende, pô, ele traz, pode de alguma forma ele traz, é contrabando.
Ontem foi assim "O WhatsApp só existe por causa do Bolsa Família." Os caras: "What the fuck, velho?" E aí foi super bem.
Curiosidade.
E aí eu explico lá, lógico, mas eu vou explicar lá no final, entendeu? Por que o WhatsApp foi criado por causa do Bolsa Família. Mas total, eu sempre tento fazer isso aí mesmo.
Então isso que a gente tava falando, isso ele dificultou, porque por mais que o programa foi excelente, a gente tava lá, a gente até brincou, falou: "Pô, independente de como editar isso aqui vai ser legal." Flopou? Não é que flopou.
Comparativamente.
Comparativamente é ínfimo o resultado que teve em comparação ao 1 vs 30, por exemplo.
Quando eu vi os caras do Pix, a única coisa que eu pensei, olhando do meu lado, foi que eu achei: "É mais do mesmo." A sensação que eu tive foi mais do mesmo. Porque já tem um monte de programa de empresário rico dando dinheiro pra startup. A sensação que eu tive, tá? Mas eu gostei dos personagens, eu gostava dos personagens. Então isso que eu achei legal. Eu comecei a ver, acabei que não me reteve. Já o seu, o formato de vocês, o que mais me reteve...
Vou até te contar onde que vocês me pegaram pela primeira vez lá, ele mil vezes. Foi no vídeo do Iman Gazi.
Esse último?
Qual deles? Tem dois.
Tem dois?
É o que a gente foi em Dubai.
Eu vi vocês em Dubai. Que eu falei: "Caralho, um brasileiro conseguiu conectar com o Iman Gazi e gravaram um vídeo, tipo assim, eu tenho que ver essa porra." Entendeu? Foi muito curioso porque o Iman Gazi, pra quem estuda marketing, é um dos primeiros nomes que aparece. E eu falei: "Cara, isso é muito curioso." E aí eu comecei a ver vários. Então, aí eu vi você no Flow e assim por diante e tal. Eu já tinha visto coisa sua porque você gravou uma vez com o Denner.
E eu tinha visto lá e tal, mas o vídeo do Imangatsi foi o que eu falei: "Caraca, esse cara é diferente mesmo." E aí vem a coisa do diferente.
Você assistiu ele dublado ou legendado? Legendado. Legendado, normal. Mas quando você clicou, ele chegou a rodar?
Não vou lembrar, mas eu falo inglês fluente. Então, o meu Instagram, meu YouTube, eu vejo 99% em inglês.
Eu imaginei, porque quando você clica, às vezes ele vai direto pro áudio dublado. Aí eu ia te pedir uma opinião se você chegou a assistir o comecinho.
Não, eu não cheguei a ver, mas meu YouTube praticamente é em inglês. Esse double burn no YouTube é em inglês até.
E teve algumas pessoas também que não sabiam que tinha a versão original, que viram a versão dublada sem saber que poderia ir na configuração.
Eu olhei aqui, 80% das pessoas assistiram dublado. Dublado? 80% dublado? 80%.
Pô, virou, né? Eu tô falando isso agora porque quando a gente adicionou a faixa de áudio, o vídeo estava com...
Tá com quantos milhões de views? 1,3. E aí uma coisa que eu... Quando eu olhei o vídeo, olha que curiosidade, eu olhei assim: vai flopar. Porque ninguém conhece o Imangazi no Brasil. Falei, foda-se.
Mas aí que tá, as pessoas assistem o vídeo, foda-se quem é Imangazi.
Exato, exato. Isso que eu pensei depois.
99% das pessoas que entraram não entraram por causa do Imangazi, elas entraram por causa do título.
Qual foi o título e a thumb desse aí?
Então, testei milhares, né? Isso é um ponto muito importante. Você, eu dificilmente eu sugeriria para pessoa dar um all-in, sabe? No caso do Tales, eu dei um all-in. Eu gravei focado nesse ângulo, eu já sabia que ia dar certo, eu tinha um feeling muito grande, mas a gente pode se enganar. Então, o ideal é você não apostar todas as fichas num único título. Por isso que no dia que a gente foi gravar com o Imangazi, a gente pensou assim: "Porra, Imangazi, o cara é muito foda do marketing e tal, só que como é que a gente vai fazer pra fazer esse vídeo de uma maneira única, que qualquer pessoa vai querer assistir, mesmo que ela não conheça o Imangazi?" Porque tem um detalhe importante, que a gente soltou o primeiro vídeo em Nova York e esse vídeo, pra nós, ele não é que ele flopou, mas pro conteúdo ali, pro investimento que a gente fez, é um flop.
Ele tava com quase meio milhão de views. Então a gente já tinha um conteúdo desse, então a gente não podia nem ir pra esse lado que a gente já explora aqui, que é mostrando ali mais ou menos a rotina. A gente já tinha feito na casa dele, mas mesmo assim a gente tava bem limitado.
Exatamente, quando o João foi pra Nova York gravar com ele, a gente foi sem pensar num package, a gente foi "Vamos fazer um networking." E aí depois a gente se ferrou com isso porque não tinha um ângulo muito claro no vídeo, um motivo pra todo mundo querer assistir que deixasse todo mundo curioso. Era um vídeo mais feito pra quem realmente conhecia o Iman Gadzi. E aí a gente falou assim: "Cara, agora a gente tem uma segunda chance de fazer esse negócio dar certo." E a gente chegou lá pra gravar com ele em Dubai e a gente tinha 3 opções que eu pensei majoritárias.
Um é pensar no ângulo do bilionário, porque ele é bilionário em reais. Em dólar ele não é bilionário, mas ele é bilionário em reais com valuation das empresas e tudo mais. A gente pensou assim: "Cara, já que a gente vai fazer várias coisas interessantes com ele, tipo a banha, que é aquela sauna russa, a gente vai fazer algumas coisas diferentes com ele, vamos focar nesse ângulo de bilionário, mostrar um mundo único dos bilionários, de um bilionário em Dubai." Até os vídeos dele vai muito nessa linha.
Como é o dia de um bilionário em Dubai? Como é o dia de um bilionário em Nova York? Como é o dia de um bilionário em... Em Londres.
Ele tem um canal secundário que às vezes ele coloca como é a vida de um trilionário.
Eu já vi, é muito massa.
Mas é isso, esse foi o primeiro ângulo. Então pensar como é que vai ser a rotina, como é que é a rotina de um bilionário. Aí um outro ângulo seria mostrando a rotina de um bilionário estranho, porque ele não é um bilionário convencional. Então ele faz essa sauna, ele anda num carrinho pequenininho lá que parece o carrinho do Mr. Bean. Então esse ângulo de não ser um bilionário normal, ser um bilionário estranho. Exêntrico, exatamente.
E o outro ângulo era da gente ficar amigo dele. Então, como é que é? Tentei ficar amigo de um bilionário, certo? Então a gente até testou esse packaging, tipo, como se fosse o João batendo na porta da casa dele falando: posso ficar seu amigo? Algo assim. Então a gente tinha essas 3 visões. Então, ao longo do vídeo, a gente tentou de fato ficar amigo dele, a gente tentou mostrar um pouco de como é que é a rotina de um bilionário, e a gente tentou mostrar esse lado estranho.
Mas além disso, de mostrar, só mostrar a rotina de bilionário. Qualquer pessoa pode chegar e passar o dia ali com o João Adib, é um bilionário. Passar o dia com o Benchmol, muito foda, muito legal. Só passar o dia com bilionário, tem vários bilionários aí. Agora, a gente mostrou o lado oculto da vida de um bilionário, o lado oculto da riqueza. Então é algo que tá para além do jato, né? O jato é o que as pessoas veem, o jato, as reuniões de negócios, de terninho e tal, o que a pessoa posta na rede social.
A gente foi lá mostrar a raiz do bilionário, o mindset dele e obviamente os sacrifícios que ele fez e como é de fato ser um bilionário. Tem um lado ruim de ter dinheiro? Então a gente mostrou isso, a gente fez quase que um trabalho investigativo nesse vídeo. E aí obviamente na capa o ângulo que acabou ganhando Título que acabou ganhando foi: "Passei 24 horas com um bilionário para entender a riqueza". Não é só passar 24 horas com um bilionário só para se divertir.
A gente tinha um propósito maior, que era entender a riqueza. E lá na capa, por exemplo: "Não tenho amigos". Não que ele não tenha amigos, obviamente ele tem amigos.
Eu já vi você usando várias vezes esse negócio de "não tenho amigos".
Exatamente. Nesse vídeo que você falou que o Danny apareceu, que era entrevistando CEOs de empresas bilionárias.
Eu lembro, tinha o Danny falando assim: "Não tenho amigos". Eu tirei um print, mandei para ele e falei: "Vai à merda, então".
"Então, eu literalmente fiz isso." Sério?
Ele falou: "Mas eu nunca falei isso." Eu falei: "Caraca." Não, então, mas é que tá, a gente nem sempre coloca uma citação literal.
Sim, lógico. E a gente também não faz aqui não.
Exatamente. Algo aproximado ali. Tipo, o Denner foi inclusive da fala do Denner, né? Que ele falou assim: "Ah, pô, eu perdi contato com quase todos os meus amigos, familiares, tipo assim, depois que eu cresci." Então a gente vai e mastiga isso para uma pessoa burra entender. Não uma pessoa burra, tipo assim, um cara que Tipo assim, você não pode colocar muito complexo.
Não pode, eu tô ligado, a gente sabe como é que é isso aqui.
Então foi isso, essa parte da amizade. E as pessoas têm esse medo, né? É um receio das pessoas de tipo: "Pô, quando eu ficar rico, as pessoas vão ser meus amigos por interesse e tal." Então a gente meio que gera essa dúvida, as pessoas querem saber se realmente é assim. Um bilionário, ele sacrificou tudo.
Vocês chegam a testar quantas thumbs e títulos?
Bicho...
Bicho, é tipo o quê? 70 ou tipo 1000?
Não, não, não.
15, 15.
Só que a gente testa pouco.
Eu sei que o MrBeast testa mais de uma centena só de thumbs, né?
Ele tem uma divisão dentro da empresa dele que é só de thumb. Ele tem umas 10 pessoas que são... Mas ele é o maior do mundo também, ele tem bilhões para investir nessa porra.
Mas eu tô falando que eu sei que chega no nível de centenas quando você tá ali no nível do MrBeast.
Não, é porque tem uma lógica nos testes de thumbs que eu fiz. Eu primeiro começo com 5, aí depois eu vou reduzindo, vou afunilando. Afunilando até chegar na melhor versão da capa. Entendi. E aí eu testo a mesma frase com cenário diferente.
Ah... E dá muita diferença às vezes a mesma frase com cenário diferente ou é tipo um micro ganho?
Dá, dá. Todas essas coisas têm uma influência muito grande pra você chegar no combo perfeito, certo? Mas agora, o que realmente influencia, os dois pontos-chaves da thumb é obviamente o título, do package, né? É o título e a frase. A frase, se a frase validar o título, não importa muito o que tá lá no cenário, certo? Mas o ideal é que tudo converse. Então, no caso do Iman, né, que é um bilionário, a gente colocou um cenário como se fosse um restaurante estrela Michelin de luxo, o João e ele de terno, né?
Então já valida, o ambiente é um ambiente bilionário. E aí a frase "não tenho amigos" com o título Passei 24 horas com um bilionário para entender a riqueza. Então, está tudo conversando. Esse é o cenário ideal.
Cara, genial. E aí, logo no começo do vídeo, vocês já confirmam a suspeita do cara para poder manter o cara ali dentro.
Exato. E é um pouco mais complexo porque às vezes a gente tem múltiplos packagings. Então, a gente tem múltiplas ideias. Vamos citar o exemplo do Alfredo. Ele é gente boa. Aí, vamos pegar aqui um outro. Pô, ele também é um empresário muito foda. Então, a gente tem múltiplos packagings. Então, é muito importante quando a gente vai fazer o roteiro Vou entregar o ouro aqui. A gente já pensar nesses múltiplos packagings para a gente conseguir validar.
Porque que nem o André falou, às vezes a gente tem um instinto, a gente acha que aquele, aquele packaging específico vai funcionar e não funciona. Então a gente precisa nos precaver e ter outros para testar.
Inclusive, curiosamente, eu não era inscrito no seu canal, velho. Eu já vi vários vídeos, eu não era inscrito.
Olha só, quer dizer que o nosso CTA tá ruim.
Tá ruim, exatamente.
Pessoal vai, assiste, gosta, Esquece disso.
Convidei pro podcast e não escrevi. E aí eu tô vendo aqui, ó, por exemplo, os melhores que vocês já postaram. Pô, olha que foda. A entrevista mais sincera de Richard Rasmussen, segredos nunca revelados. E aí a thumb, a galera não vai conseguir enxergar, tenta aproximar aí, produção, é: Fumo maconha. Cara, é óbvio que é curioso, entendeu? E aí logo depois pedindo pra fazer um churrasco na casa de milionários. Sério, cara, muito bom.
Cara, é genial no sentido que O que eu sinto, a minha sensação é que vocês decodificaram muito bem. Como eu assisto muito YouTube gringo e eu vejo muito MrBeast, porque, cara, eu penso da seguinte maneira: eu tô jogando um jogo que tem um cara que é o leaderboard, o leaderboard é dele, então eu vou assistir o que ele faz. É tipo, cara, se eu estiver jogando futebol, eu vou ver o jogo do Cristiano Ronaldo, do Messi, pra ver como é que os caras jogam.
E o modelo de vocês parece um pouco mais o modelo americano, entendeu? De thumb, de título, de ideia, de conceito. Que ainda a galera, os brasileiros são muito ruins de fazer YouTube, cara. Muito ruim, né?
É que geralmente os brasileiros, eles se inspiram em outros brasileiros que estão se inspirando nas pessoas de fora.
E aí fica paia, entendeu? Você vê vários empresários me procurando pra fazer YouTube. Eu não sou muito bom de vídeo longo, meus vídeos pegam tipo 70, 100 mil. É bom. É, eu sou melhor de vídeo curto, né? Claramente eu sou um cara de vídeo curto ainda. Mas eu vejo a galera, a galera tá pegando 300 views, 200 views, 400 views. E aí eu vejo, cara, é impossível alguém achar isso legal. Não tem como alguém achar isso legal. O vídeo é uma bosta.
Aqui até mesmo dentro da V4, quando você pega o canal da V4, os vídeos pegam 500 views, 600 views, porque é muito packaging horrível.
É porque fazer por fazer não adianta.
Exatamente, cara. Vocês assistem o Colin Samir? Sim, sim, lógico.
A gente, dia 28, a gente tá indo lá no evento que eles vão fazer, o Press Publish, em LA.
É mesmo? Que massa, cara.
Inclusive, se você quiser ir com a gente, dia 28 de maio. 28 de maio.
Pô, fica em cima, hein. Pô, mas vamos olhar mesmo?
Às vezes vai ter um monte de criador foda lá.
Muito, cara, muito. Cara, me coloca nesses rolês que eu sou totalmente alheio dessas paradas e me convida nos rolês.
Inclusive, quem vai junto com a gente é o dono do Canal Foco também, o Igor.
Ah, animal, pô. Talvez a gente vai junto. E aí, por que eu tô falando isso? Porque eu colo nessa meira e eles falam muito disso, que a maior parte das empresas transformam o YouTube num repositório corporativo.
Perfeito.
O cara solta todos os vídeos que ele acha legal lá pra ele e pro time dele, mas não legal pra audiência.
Cara, vou te falar, vou dar um exemplo prático disso. Eu fiz pós-graduação em marketing na FGV, lá em BH. Quando eu tava no meu primeiro semestre, primeiro semestre não, né, na primeira matéria, eu olhei o canal do YouTube dele e falei: "Caralho, que bosta." Eu já trabalhava com o João. Aí eu cheguei na coordenação, na diretoria, e falei assim: "Olha, eu posso ajudar vocês aqui a melhorar o YouTube, porque me dá uma angústia saber que tem várias coisas interessantes rolando dentro da..." da faculdade e é um depositório de coisas institucionais e formalismo, é quase que uma coisa, um ego, né?
Aham. Ah, vamos postar aqui no nosso canal do YouTube, mas não adianta, não é nem um pouco YouTubizado o que eles fazem. Aí a resposta da coordenação foi: não, a gente não tem interesse não, tá tranquilo do jeito que tá e tal. Extremamente burocrático. Lá dentro. Por que que eu acho que eles deveriam fazer um conteúdo? Já viu o canal do Harvard Business School?
Não, eu já vi coisas lá, mas eu nunca olhei o canal.
Atualmente não é tão bom porque eles não se dedicam, mas tem diversas aulas lá, masterclasses, coisas tipo com professor muito foda.
Eu vi um último vídeo que eu vi deles, tinha 4 milhões de views.
Dinâmica de alunos lá, coisas que dá para fazer relacionados à educação que vai vender o produto deles. O produto deles é ou graduação ou pós-graduação ou mestrado e tudo mais. Porque quem assistir uma aula, só deles disponibilizarem uma aula que é dada de um jeito diferente, já teria gente que ia assistir e a pessoa ia falar: "Porra, agora eu sei como é que é uma pós-graduação." E eles têm uma puta marca também, né? Não, exatamente.
Só que aí se a gente já teve, eu falo isso porque a gente teve diversas dinâmicas dentro de sala de aula que o resultado foi muito, muito único. Muito interessante mesmo. E eu tenho certeza que muita gente conseguiria aprender com isso e ao mesmo tempo ia ser entretenimento, porque foi divertido. Foi interessante de fazer. E aí a FGV prefere postar um podcast de um especialista com a câmera toda ferrada e falando devagarzinho e tal, não sei o quê.
Um podcast com 26 views. Se você entrar agora no YouTube da FGV, você vai ver. 90% do conteúdo lá tem 30 views.
É um desperdício de dinheiro absurdo. E aí por isso que eu acho que coisas como G4, que tem o Thales vestido igual o James Bond lá na Suíça, vai muito melhor, entendeu? Diário de um CEO na Suíça, sabe? É muito mais legal do que ver essas paradas.
Mas até o próprio Thales tem chão aí.
Não, não, tem chão, mas o canal do YouTube do Thales eu tô gostando, eu tô achando que ele tá fazendo um bom trabalho. Até entrando nisso aí, agora vamos falar menos minha curiosidade, vamos agora alimentar a audiência também. Agora do Thales, tava melhor antes.
Eu só queria te falar um ponto ali que você mencionou, que o YouTube é 99% em inglês, né? Que você, os conteúdos que você consome, sim, perfeito. Eu e o André também. Isso é uma das coisas que mais funcionou quando a gente entrou e teve treino no seu cérebro, né? Porque todas as minhas referências são de fora, todas as referências do André de fora. Eu moro, ainda tenho residência nos Estados Unidos, então os canais que me incentivaram a começar no YouTube São canais que incentivaram o André, e um deles inclusive o André até trabalhou.
Qual que é?
O Yes Theory. É Teoria do Sim.
Yes Theory, eu não conheço.
É um dos primeiros canais a fazer viagens, documentário. É tipo um Discovery Channel misturado com MTV.
Deixa eu ver.
Tá. É um canal, tem quase 10 milhões de inscritos.
Caraca. Os caras são excelentes em storytelling. Legal. Excelente.
E aí minha função lá qual que era? Eu era produtor criativo. Então a minha função era literalmente achar ideias virais boas que eles podiam executar, que dariam certo no YouTube. Eu ficava o dia inteiro pensando em ideia, foi aí que eu aprendi.
Que é o que você faz hoje também.
Exatamente. Eu coordeno todo o processo criativo do canal. Faz muito mais isso.
Tu é o artista.
Também. Não, eu também, o André também é, agora ele é co-host.
Ah, tá. Vocês dois são artistas então.
Agora a gente tá virando, mas o André é mais... Eu sou o comercial, o André é mais a parte criativa. Legal.
Fala, ROI Hunter! Seu marketing está gerando mais prejuízo do que lucro e você não sabe onde está o problema? Se sua empresa fatura acima de R$100 mil por mês e você quer sair desse ciclo frustrante de gastar dinheiro sem ver resultado, eu tenho um presente pra você. Eu vou te dar um diagnóstico gratuito. Você vai escanear o QR code que tá aqui na tela ou clicar no link aqui embaixo e vai preencher o nosso formulário. Um especialista da V4 vai entrar em contato pra agendar a sua primeira consultoria gratuita.
Ele vai analisar toda a sua estratégia de marketing e vendas e você vai receber um diagnóstico completo com os gargalos que tão literalmente sugando o dinheiro da sua empresa. Não só isso, eu também vou te dar todas as estratégias personalizadas para atrair mais clientes e escalar o seu faturamento. São mais de 12 anos de mercado, mais de 20 mil empresas que a gente já transformou pela metodologia da V4. E a gente pode ajudar a mesma coisa na sua empresa.
Escaneie o QR code aqui ou clique no link aqui embaixo e garante o seu diagnóstico gratuito. E aí, uma coisa que eu tava pensando aqui agora, que eu vejo que a maior parte das empresas não sabe fazer YouTube e acham talvez não relevante, como o caso da FGV. Mas eu acho que todo mundo tá ouvindo a gente já passou da parada de acho que é relevante. Então não precisamos de quebrar essa barreira. A questão do cara é como que ele começa.
E aí a gente tá falando de ver vídeo na gringa, para mim é uma bosta porque eu só vejo vídeo flopado, você acredita? Porque eu gosto de consumir no YouTube é Y Combinator, Startup School, vídeo de faculdade, é uma bosta, os vídeos tipo 100 views, 500 views e tal, é o que eu gosto de consumir. E eu me forço a consumir conteúdos extremamente virais para aprender. Então, tipo, MrBeast, entendeu? Tem que ser intencional, porque tem que ser intencional, mas eu assisto já pensando no que que eu tô vendo, entendeu?
Você tem que achar outros conteúdos além do MrBeast que são mais semelhantes, que se assemelham mais a esse que estão flopados. Sim, vou dar um exemplo. Já viu a Wop, que é aquela plataforma digital parecida com a KawaiiFi, que tem muito mais funções, que é a do Mangachi? Isso, exatamente. A Wop tem um canal E o canal deles não é flopado, o canal deles bate, pô, 700, 1 milhão por episódio, né? E é um conteúdo parecido com o nosso. Então, tu não entrou no YouTube deles ainda?
Não, deixa eu entrar. Eu recomendo.
Tá, e aí é um estilo diferente, mas—
Ok, eu sou um empresário, eu quero começar a produzir— Legal mesmo, deixa eu me inscrever. Eu sou um empresário e eu quero— é bem parecido. We got access in the Jason The Winds streaming empire.
E eles fazem muito teste também.
E aí uma dúvida que eu tenho, sou empresário, eu quero começar um canal no YouTube para minha empresa. Cara, vocês dois foram contratados, vocês se emou da Energetico, HiLowKak e HiLTV. Qual o caminho que vocês seguiriam, velho? Vou botar vocês na sacanagem.
Primeiro ponto é: dá para fazer conteúdo viral, conteúdo bom que fura bolha, com quase qualquer tópico.
Eu também acho.
Quase qualquer nicho. Eu não vou dizer qualquer nicho porque sempre tem alguma coisa aí que É praticamente impossível.
Qual foi a mentoria que a gente deu? Como era o segmento lá?
Eu dei uma mentoria para um cara em relação ao YouTube de logística. Ele faz conteúdo de galpão de logística ensinando as empresas a fazer coisa de logística. Mas eu vou dar esse exemplo daqui a pouco, mas o ponto é: dá para fazer conteúdo viral sobre qualquer coisa. Você consegue encontrar um canal no YouTube sobre artesanato, sobre sobre cara cortando grama, sobre limpador de piscina, sobre cara que testa produtos, sobre café, literalmente cabelo, o que for, qualquer coisa que você imaginar, dá pra fazer um canal viral, tem lá, vai ter algum canal sobre isso.
O ponto é, as pessoas muitas vezes querem ser muito técnicos no YouTube e é difícil. Um canal que vai dar certo relacionado a técnica, técnica assim que eu digo, por exemplo, "Vou te ensinar a reparar, a consertar o motor do seu carro", por exemplo. Ele só vai dar certo no SEO. O cara que tem esse problema, então tem que ser um problema generalizado, um problema que todo mundo tem. Aí você vai lá e fala assim como, sei lá, descadastrar do IGOV.
Todo brasileiro vai ter que, sei lá, como entrar no IGOV e recuperar a senha do IGOV. Todo mundo tem esse problema, certo? Então esse é o único jeito, por exemplo, de você fazer um vídeo relacionado a Tutorial. Tutorial, né? Mas agora vamos falar de vídeos que podem furar a bolha porque são vídeos bons. Você precisa de ter um entretenimento, não adianta você focar 100% na técnica. Porque as pessoas, quando elas estão no YouTube, existem dois tipos de consumidores.
É esse do SEO, que o cara tem uma dúvida e ele usa o YouTube como se fosse um ChatGPT. "Ah, como fazer tal coisa?" Ele usa ou o Google ou o ChatGPT ou o YouTube, só que o YouTube mostra visualmente. Esse é um caminho. Agora, a grande maioria das pessoas, 95% das pessoas que estão no YouTube, eles estão para entretenimento, eles estão para se divertir, para pegar algum conteúdo que vai capturar a atenção deles. O cara não está lá necessariamente para revolucionar a vida dele.
Tem alguns que sim, mas a maioria das pessoas estão por entretenimento. Então você tem que ter em mente que 99% das vezes você precisa de adicionar uma camada de entretenimento no seu vídeo. Não adianta você simplesmente falar da técnica, ficar mostrando que você é bom, entende disso, disso, disso. Desculpa. Você precisa de achar um jeito de tornar aquilo agradável pra pessoa, certo? Então vou dar um exemplo, nesse caso da logística.
O problema do canal dele é que ele fazia vídeos visitando empresas e mostrando a parte de logística, e ele é um cara muito técnico, ele entende muito sobre logística. Mas convenhamos, quem de fato quer assistir um vídeo só sobre logística? Que vai clicar, o cara vai chegar em casa, vai fazer uma pipoquinha, vai falar: "Agora vou assistir..." um vídeo de logística. Não tem, deve ter 5 mil pessoas, certo? Ele vai ter lá os 5 mil fiéis seguidores dele.
Mas agora, para o cara de fato construir um canal que vai furar bolha, que vai dar certo, ele precisa de adicionar o entretenimento. E como que eu sugeri, por exemplo, dele adicionar um entretenimento? Teve um vídeo que ele foi para Amazônia porque tinha um cara lá que tinha uma empresa de de alimentos na Amazônia. E ele foi lá mostrar a parte técnica da logística ali dentro da empresa. Ele perdeu uma puta oportunidade. Porque o que ele me contou foi que essa empresa tem uma dificuldade absurda de suprir a demanda de alimentos lá.
Porque é praticamente uma ilha, Manaus. Então você tem que chegar de barco ou de avião. Então é complicado pra caramba. E aí o vídeo dele pegou 2 mil visualizações. E eu falei pra ele assim: "Cara, você tinha que ter contado, tinha que ter um storytelling ali." Você tinha que ter começado assim: "Eu estou aqui agora em Manaus, a cidade cercada pela Floresta Amazônica, onde é muito difícil chegar com produtos, tipo assim, tem que chegar de barco, chega de canoa." Então ele mostrando isso, criando uma história.
Por enquanto ele não tá falando nada da empresa que ele foi lá visitar, não tá falando nada de logística, ele tá contando um problema que tem lá em Manaus, que é muito difícil de chegar as coisas. Sei lá, eu não sei como é que é de fato, mas "Os lugares estão desabastecidos, é muito caro, é muito difícil empreender aqui em Manaus porque todos os produtos ficam caros e as pessoas não querem comprar, pá pá pá." Então, esse é o lugar mais difícil do Brasil pra empreender.
E hoje eu vou mostrar a empresa do cara aqui que empreende em Manaus. E aí eu falei pra ele: "Durante o seu vídeo, enquanto você tá mostrando essa empresa, aproveita e mostra um pouco do seu conhecimento de logística, fala um pouquinho, dá algumas sugestões pro cara como melhorar a logística lá da empresa dele." Então isso tem que ser o mínimo do vídeo. O vídeo não pode ser focado em logística, senão ninguém vai querer assistir.
Sim. E aí durante esse período que você mostrar sobre logística, você faz a menção do seu produto, que é uma consultoria de logística, pá pá pá. Mas até aí, diversas pessoas que não têm nada a ver com logística, que não queriam assistir nada de logística, já assistiram o seu vídeo.
Já estão interessados.
E aí, ao invés de você ter uma piscina de pessoas que estão te assistindo, que são 2 mil pessoas que estão te assistindo, Ou seja, tem 2 mil pessoas que são possíveis compradores do seu produto. Agora, se esse vídeo tivesse dado certo, tivesse pegado 400 mil views, a chance de ter mais do que 2 mil possíveis compradores, pessoas que realmente têm interesse, é muito maior.
É o que eu falo que é a diferença, que hoje a maior parte da galera que faz conteúdo tenta matar de sniper. O cara quer jogar só nos empresários que são da minha cidade, que tem... Eu falei: "Não, cara, joga uma bomba atômica que no meio vai estar contido também a galera que você quer atingir." Exatamente.
E aí eu falei para ele: "tenta focar um pouco mais no entretenimento." Legal. Então é isso. Mas agora, vamos lá. Pensando num empresário que não tem condição de viajar para Manaus. Ele tem que pensar: "Como que eu vou transformar isso em... O que eu tenho aqui disponível em entretenimento?" Tá. Vamos supor... Tipo assim, um excelente exemplo, na verdade, para mim é a CIMED. CIMED é uma farmacêutica. Sim.
Ora, o que tem de... Boring business at all.
Quem quer acompanhar uma farmacêutica? Certo? Difícil, 5 anos atrás ninguém ia querer acompanhar uma farmacêutica. Agora, eles transformaram as pessoas da empresa deles em personagens, virou quase que uma série, tipo um The Office. Sim. Aí eles botaram o Toguro ainda por cima, mas vamos desconsiderar o elemento Toguro. Eles já estavam nesse processo de criar um reality show ali dentro da CIMED, de ter gente engraçada, ter pegadinha um com o outro, então tornando o ambiente corporativo engraçado, interessante.
É óbvio que, por exemplo, em alguns dos episódios do canal do João Adib, ele fala algumas coisas de business, então tem insights de business, ele vai se validando como um empresário foda, como um grande gestor, mas tem um entretenimento ali envolvido. Então a pessoa tem que pensar o que tem de único aqui. Ah, eu tenho um funcionário aqui que é super engraçado e poderia ser tipo O host aqui dá pra aplicar em qualquer empresa. Não precisa ser uma empresa de peixe, uma empresa de marketing, não importa.
Dá pra você transformar aquilo em algo interessante pras pessoas, entendeu? Então, pensar o que tem de único aqui que eu poderia transformar num reality ou capturar e ser divertido. Vamo tentar pensar em mais algum exemplo aqui. Pensa num nicho muito zoado assim, que seria muito difícil de fazer um conteúdo a princípio. Funerária.
Não, funerária é fácil, pô. Fazer um monte de conteúdo do tipo assim, cara, acabei de enterrar um milionário, como foi o funeral? Umas coisas da hora assim.
Eu já pensei sobre isso.
Um detetive, então. Detetive, pô, é foda.
Detetive é foda, porque você teria que borrar a pessoa e falar tipo assim, tentando descobrir se tal mulher é infiel. Então me contrataram para achar, pô, dá para realizar. Os mais difíceis para mim são coisas que são boring business, tipo assim, cara, o cara tem uma loja de material de construção, essa é difícil, velho. Aí, porque não tem nada de interessante naturalmente. Porque funerária já é uma coisa normalmente curiosa, né?
Tanto é que tem séries de TV que são rotinas de funerária. Esse tipo também tem várias.
É curiosidade, eu não assisto nada que tenha a ver assim com...
Mas tem a ver. Agora, cara, loja de material de construção já é um pouco mais difícil. Teria que ser um pouco mais The Office, entendeu? Aí, que também é um bom formato. The Office é um bom formato qualquer empresa, né? Você ter os personagens e tal e assim por diante. Dá um trabalhinho.
Eu iria para um caminho mais fácil, por exemplo, que nem a questão do energético. Eu iria para um conteúdo onde eu trouxesse outras pessoas que não necessariamente são pessoas que fazem parte da empresa, mas que geraria conteúdo infinito.
Pessoas é conteúdo.
É isso aqui, né? É que ele comentou antes, ele deu o exemplo. Imagina que o dono aqui quer começar no YouTube. Então pensando no YouTube, eu iria para o formato fácil que é de pessoas. Então interagindo com elas.
Aí eu ia...
Eu acho que ia fazer uma pesquisa no YouTube para ver quais são os criadores que estão criando conteúdos semelhantes ao que eu quero fazer. Vou dar um exemplo aqui, que tá indo lá na rua e tá entrevistando as pessoas. O cara viu que eu faço isso. Vamos imaginar que o meu canal é pequeno ainda. Eu tentaria comprar o canal desse cara e colocar ele na minha empresa.
Ah, entendi.
Eu tentaria pegar alguém que já tem experiência, sabe? Eu não ia tentar pegar uma pessoa crua. E aí eu ia pegar a pessoa com experiência e o formato validado. Então, formato validado. O que eu fiz lá quando comecei? Salários de Balneário Camboriú. Se alguém for lá em Balneário Camboriú fazer isso hoje, vai dar view. Fazer certo. Fazer certo com o pack de insights. Ah, talvez não vai dar tanta view quanto o meu, já tá mais explorado.
Mas vai dar, vai dar certo. Imagina um empresário, ele pega uma pessoa pra apresentar, aí ele pega esse energético aqui, aí ele fica avaliando quais são os conteúdos que tão funcionando, aí ele vê que tem um que é, que a pessoa fala: "Ah, se tu fizer 10 flexão eu vou te dar tanto dinheiro." É um exemplo, tá?
Mas aí é pra vídeo curto.
Não, não, não, vídeo longo, tô pensando em vídeo longo.
De flexão?
Flexão também, dá pra fazer, cara, dá pra fazer.
Dá pra fazer flexão... Sei, sei, tem, tem, já vi, já vi.
Dá pra fazer, daí não precisa ser flexão, pode ser quiz. Por exemplo. Vamos usar o quiz aqui do Perguntando Salário. Se eu adivinhar o teu salário, se eu não adivinhar, você ganha isso aqui, entendeu? São coisas fáceis.
Quem tomar mais lata de energético ganha $1.000.
Perfeito, perfeito.
Quem virar energético primeiro assim, que ganhar de mim, mais energia, que você vai matar alguém, né?
Porque o problema do energético é que virar o copo, entendeu?
Tem um cara que fez esse conteúdo com cerveja, né? Aqui nos Estados Unidos, até não vi mais ele, mas ele botava, ele ia nos estádios, colocava uma barraquinha, cerveja, e o conteúdo dele era: vire mais rápido que a cerveja.
Tem várias coisas que você poderia fazer, pode fazer tipo assim: quem encontrar meu energético numa loja primeiro, eu só tenho 2 pessoas no centro da cidade, quem encontrar meu energético primeiro ganha R$10 mil.
Eu acho que é mais isso daí, é mais para vídeo curto. O que eu tô pensando, o que o ponto é, o conteúdo sobre o energético em si é muito difícil de fazer. Tem coisas, limites, tem um limite natural aí do que você consegue fazer de conteúdo sobre um energético que vai ser um canal que vai ser alimentado ao longo do tempo. Não tem como, é praticamente impossível. Você pode um dia lá mostrar como é que é a fábrica, falando da ciência por trás do energético, fazendo experimentos relacionados ao energético, mas tem um limite. Agora, se for o que você falou, o energético for apenas um adjacente...
Tipo o MrBeast faz com chocolate.
Exatamente, exatamente. Às vezes ele, durante o vídeo, ele dá o chocolate pras pessoas testarem e tal, mas isso que você falou de o energético ser um prêmio é uma boa, é uma boa alternativa de ele ser uma moeda de troca. Então você tem um, faz uns desafios fitness, por exemplo, e as pessoas ganham energético e tudo mais, mas obviamente, Red Bull é o melhor exemplo. Não tem quase nada no canal dela que é sobre energético. 99% é aventura.
Eu até vi o vídeo do cara que é o estrategista de conteúdo deles lá no Colin and Samir, que tipo, cara, é literalmente, ele é um rei do YouTube. Ele chegou lá, ah, vou fazer o primeiro, primeiro vídeo que ele fez foi drone mais rápido do mundo contra carro de Fórmula 1. Pô, muito bom, velho, é óbvio que é bom. E aí o carro de Fórmula 1 era o carro da Red Bull, então tipo, cara, obviamente que o vídeo pegou, acho que pegou 25 milhões de visualizações.
Então, porque é obviamente interessante, entendeu? O que é mais rápido, um drone, um carro de Fórmula 1?
Não, exatamente. Mas aí, voltando para funerária, por exemplo, uma coisa que dava para fazer tranquilamente é fazer um vídeo mais ou menos no estilo de entrevista que a gente faz com a família. Eles contando a história da pessoa que se foi, como é que foi a vida dela, tipo assim.
Aí eu acho delicado, cara.
Ah, eu acho que dá.
Tem questão de privacidade e tal.
É, não sei se a galera toparia. Bom, mas anyway, entenderam a lógica. Aí uma outra coisa que eu queria falar, até uma curiosidade, que mudou muito para mim, eu queria ouvir de vocês. Cara, tem quanto tempo que vocês começaram a produzir conteúdo do jeito certo, que deu certo? Um ano e meio, mais ou menos.
Desde o começo deu certo, mas que a gente organizou os formatos, que tá tudo, sabe, fluindo, um ano e 4 meses por aí, que foi quando a gente começou a fazer o primeiro vídeo de rotina de pessoas de sucesso.
Além de grana, o que que mudou na vida de vocês?
Acesso. Explica. Acesso através de networking. Por exemplo, eu tô aqui agora, tô tendo acesso a você.
Você consegue ter mais telefones para ligar?
Muito, muito. Assim, para mim, pô, o acesso, networking, e assim, as pessoas são portas, né? Então são muitas oportunidades, você vai conhecendo. Pô, a gente conheceu os donos da Growth esses dias, eu já tô conversando com eles, a gente já tá marcando fazer alguma coisa daqui umas semanas, quando depois sair vídeo.
Legal.
Pô, amanhã eu vou ter um evento na minha casa. Esse vem da minha casa, é um cara que eu conheci através de um vídeo, que é uma pessoa que é muito bem financeiramente, a gente tem uma amizade, inclusive esse cara conectou a gente com os donos da Growth, foi um cara que conectou a gente com outras pessoas quando a gente tava em Dubai, a gente encontrou ele em Dubai. Então assim, pra mim é o acesso e essas amizades que eu criei assim, até onde elas me levam.
Vocês conseguiram virar amigo do Iman Gadzian no final das contas?
Cara, eu tenho WhatsApp dele, eu mandei mensagem pra ele 2 dias atrás.
Ele respondeu?
Sim, pô.
Eu falei assim, nossa, a gente não é amigo íntimo.
Não, lógico que não, é meu brotherzão.
A gente criou uma camaradagem com ele.
Um goodwill, até porque o vídeo foi bem também, isso ajuda, né? Se o vídeo tivesse flopado...
A gente se encontrou em Nova York, eu acompanhei toda a rotina dele em Nova York, depois a gente foi na casa dele em Dubai. Ele deve ficar tipo: "Caralho, esses brasileiros pegaram 1 milhão de views." Ele vai vir para o Brasil, a gente já falou, ele fez a ponte agora com a gente com uma outra pessoa, eu posso falar depois.
Por que que eu tô falando isso? Porque eu li um artigo recentemente do Paul Graham, que é o fundador da Y Combinator, e ele fala que O objetivo do capitalismo não é dinheiro, e eu concordo muito com isso. O objetivo do capitalismo é riqueza, e riqueza é muito diferente de dinheiro. Em que sentido? E olha a filosofia, porque essa filosofia é boa. Se você tava distraído, presta atenção de novo, que é o seguinte: o dinheiro é uma forma de você conseguir coisas que valem dinheiro, bens e serviços.
Então eu troco dinheiro por cobertor, eu troco dinheiro por comida, eu troco dinheiro por serviço, eu troco por uma empregada, eu troco por limpeza, por várias coisas. Só que outras coisas também podem ser trocadas por isso. Por exemplo, se eu produzo um livro, eu posso ir lá e trocar meu livro por comida, se alguém topar trocar. Só que como é raro isso acontecer, as pessoas criaram um meio de troca que chama dinheiro. Eu troco meu livro por dinheiro, depois eu pego o dinheiro e troco por uma outra parada.
E cara, sabe uma coisa que eu reparei? O meu Instagram é riqueza. Em que sentido? Eu consigo trocar publicidade por coisas. Então, por exemplo, eu quero viajar, se eu falar com uma agência de viagem hoje, cara, eu falo sobre o lugar e eu quero de graça, eu consigo. Se eu quero comida, eu consigo comer de graça. Se eu quero roupa, eu consigo roupa de graça. Se eu quero ir num lugar, eu consigo ir de graça. Se eu quero acessar alguém, eu consigo acessar de graça.
Se eu quero ir num evento de mastermind, eu vou de graça por causa do meu Instagram. Então, pra mim, o maior efeito que eu senti na pessoa física foi que eu tenho um novo meio de troca que não é dinheiro. Olha que coisa louca. Tipo, antigamente eu tinha que pagar as coisas com dinheiro. Hoje em dia eu pago com publicidade.
Mas você chega a utilizar assim pra viagens, pra comida? Pra comida também.
Comida eu usei pouco, mas eu usei tipo assim, eu queria fazer a festa de aniversário do meu filho e eu mandei mensagem para uma empresa que faz festa de aniversário e falei: "Cara, troca?" Ele falou: "Troco." E foi isso.
Então tipo assim... É que eu tô curioso porque a gente já tentou, por exemplo, principalmente com agência de viagem, que a gente compra muita passagem.
A única coisa que eu não consigo é passagem que aí grandes companhias aéreas não topam. Sim. Mas uma viagem específica, X, Eu consigo, tipo assim, para a gente quiser ir para os Estados Unidos e conseguir quase tudo no @consigo.
Dia 28.
É, então, por exemplo, mas aí seria uma parada. Então, por exemplo, uma coisa que eu poderia conseguir, sei lá, vou dar um exemplo aqui de uma coisa que eu fiz permuta. Roupa com certeza mais fácil, viagem também razoavelmente fácil. E, cara, vou dar um exemplo aqui que é loucura. Esse aqui, eu quero ir para um lugar, eu arrumo um evento para dar palestra lá, aí o cara me paga minha palestra E ele me paga minha hospedagem e eu falo assim: eu quero ficar mais 3 dias com minha esposa.
Ele: tá bom, entendeu? Então tipo assim, é uma coisa que eu tô falando porque parece que é menos legal, mas é igual ter dinheiro, só que não é dinheiro, entendeu? Porque você também consegue trocar por coisas que você quer. Exemplo: eu queria um iPhone novo, eu mandei mensagem para uma empresa e falei: me manda um iPhone que eu faço um vídeo sobre vocês. Tá bom. Tipo, tão simples quanto isso, entendeu?
Então aí, para mim, eu sinto um pouco de dificuldade nisso, mas é porque O seu formato de vídeo, imagina, eu posso postar 3 vídeos por dia.
Perfeito, é isso.
Então a grande vantagem do meu formato é que eu consigo falar sobre você, falar um case publicitário, e você fala do copo, tudo num dia só, entendeu?
Essa é a vantagem do Instagram, né? O YouTube é um pouco específico.
E nos stories então posso falar de 20 coisas.
Especialmente o que a gente faz, que é um vídeo de muita alta qualidade.
É difícil. Eu não faço isso com meu vídeo longo, meu vídeo longo eu não faço. O que é meu vídeo longo é tipo assim, o premium. É como se fosse o meu conteúdo premium, entendeu?
Ah, exatamente.
Mas você acha que a publicidade atrapalharia teu conteúdo premium?
A não ser que fosse uma coisa muito boa. Então, por exemplo, eu fiz um vídeo publicidade que é o da China Link, que é mais ou menos publicidade, é só uma... Tipo, meu brother, a gente foi pra China junto, eu fiz um vídeo falando de China e eu faço um CTA pra ele. E esse vídeo foi super bem, foi acima da média do meu canal. Porque a história era boa. Então eu contei a história da Huawei e eu boto um CTA para ele. Aí é efeito zero, entendeu?
Agora, se fosse uma parada assim: eu vou contar uma história bosta porque o cara me pagou, não vai bem, não vai bem. Eu já tentei fazer vídeo 100% publicitário no meu canal, foi horrível, foi horrível, foi péssimo mesmo, entendeu?
Por isso que tem esse cuidado agora com as pessoas que você traz mesmo, que tenha um incentivo ali financeiro.
No canal de vídeo longo ele é só case, né?
Não, eu digo o que eu te perguntei lá no começo do vídeo.
Do HiHunters? É, o HiHunters o cara é co-host, então ele não afeta a qualidade editorial da parada. É muito mais uma coisa de acesso, de visibilidade e tal. Eu acho que o maior problema pra mim no caso é no vídeo longo, porque o vídeo longo do meu canal, o risco de eu perder a confiança da audiência é muito grande. Agora, o risco de eu perder a confiança da audiência de vídeo curto é muito pequeno, porque 90% das pessoas que assistem meus vídeos não são meus seguidores.
Então o cara tá me vendo pela primeira vez. Então o cara fala: "Ah, ok. Então, tipo, beleza. Legal essa história." E normalmente vai bem. Uma publi minha, se um vídeo meu pega em média 250 mil views, uma publi minha pega 100 mil, 120 mil. Não é que é um vídeo ruim. Só é uma história menos famosa. Porque, por exemplo, se eu conto a história da Kaiser, vai pegar 3 milhões de views. Foi o que pegou. Se eu conto a história da Asa Open Mall, vai pegar 100 mil views.
Mas, cara, 100 mil views, dependendo da história, pro cara é tipo assim: "O cara nunca viu tanta gente falando dele", entendeu? Então depende do caso ali também. Acho que é isso.
Mas voltando para aquilo que você falou de o que mudou mais, eu acho que na minha experiência foi a nossa capacidade de ter experiências que ninguém conseguiria comprar. Eu e o João, a gente já viveu tanta coisa, cara. Tanta coisa, tanta aventura, tanta experiência foda. Até mesmo fora das câmeras, né? Porque o que aparece nos nossos vídeos é 10% do que de fato aconteceu. Às vezes a gente tem 7 horas de arquivo bruto e o vídeo é 40 minutos.
Sim.
Então a gente passa um dia com a pessoa. Não é somente um podcast, sabe? Porque, por exemplo, o Renato Cariani vir aqui e conversar com você, você vai aprender muito. Mas a gente passa o dia de 6 da manhã até 10 da noite com o cara. Então a gente vê coisas que não é só ele tentando ensinar lições, a gente vê de fato o exemplo, a gente vê as ações, como ele trata as pessoas, ele dá conselhos para a gente e cria essa camaradagem igual aconteceu com o Iman Gadzi.
Então, além de ter esses acessos a experiências tanto financeiras quanto experiências de contato com pessoas que a gente não conseguiria ter só, se fosse só nós mesmos, a gente tem esse preço.
Nem com dinheiro, vai lá e paga o mangá, você não consegue pagar o dia com ele.
Não consegue, não consegue. Mas além disso, além desse aspecto da experiência de ver algo muito legal e memorável que pessoas sonham em viver, a gente, é como se a gente tivesse lendo um livro por dia. A gente passa um dia inteiro com o cara, então a gente aprende muito. É uma mentoria de um dia.
É legal isso aí.
Ninguém praticamente no Brasil tem isso.
Isso é uma coisa tão forte porque hoje uma das coisas que eu mais gosto do meu conteúdo é que eu gosto do meu conteúdo. E eu sempre que a galera eu vou fazer uma consultoria e tal, eu falo, cara, qual conteúdo você gostaria de ler sobre? Porque aí você vai ter muito mais tranquilidade de fazer. Porque muitas vezes a galera, por exemplo, o Denner, que era, era não, ele ainda é CEO da V4, mas ele não produz mais conteúdo como ele não tem mais uma rotina de produção de conteúdo, cara.
Ele odiava, drenava ele fazer conteúdo. Eu falei, para com essa merda. Eu fui um dos primeiros a chegar para ele, para com essa merda. Se fosse uma coisa que você adora, eu adoro fazer conteúdo, adoro trocar ideia com vocês, eu adoro gravar um vídeo, eu adoro saber a história da Kaiser. Não sabia a história da Kaiser. Achei super maneiro e tal. Eu gosto dessa parada, entendeu? Eu odeio gravar coisas que eu não gosto, aí eu acho ruim.
Mas as coisas normalmente que eu gosto de gravar, e então por isso que eu sou tão regular. Eu tô 800 vídeos postando, né? Tem 800 vídeos postados, cara. Eu gravo tranquilo. Se for um por dia, então, velho, porra, hoje de manhã eu gravei a história do Sukhothang. Achei legal pra caralho a história do Sukhothang, entendeu?
Eu tenho uma opinião impopular: eu acredito que não existe pessoas que não gostam de criar conteúdo. Eu acho que a pessoa não achou o conteúdo certo.
Eu acho que tem gente que não tem talento, isso eu concordo. Tem cara que eu olho para o cara e falo assim: cara, vai fazer outra coisa. Não que eu acho que é impossível, eu só acho que o custo-benefício— não só isso, eu sou muito a favor de você ter vantagem injusta contra a pessoa, né? É uma vantagem competitiva. Tem gente que é bom comunicador e além de tudo tem um perfil de conteúdo, além de ter carismático, e aí ele vai lá e ainda acerta no formato.
Esse cara vai dar um pau no cara que ele não é carismático, não fala bem, não é bom de conteúdo naturalmente. E às vezes o cara é um puta médico e aí ele acha que ele tem que gravar conteúdo para ser bom. Não, você é um cara bom de conteúdo e vai ser um puta médico, cara. Teve um episódio inteiro que eu fiz sobre contra, porque todo empresário quer gravar conteúdo. Eu sou muito contra essa parada, tipo assim, agora que parece, agora que todo empresário tem que gravar conteúdo.
Não tem, eu sou muito contra isso, a não ser que seja uma coisa que seja naturalmente ou que você queira fazer.
Perfeito, agora vamos voltar para um assunto que você falou. Você perguntou: todo mundo, toda empresa pode criar um canal do YouTube? Eu acho que toda empresa pode e consegue criar um canal do YouTube. Agora, toda empresa deve criar um canal do YouTube? Eu já não acho.
Eu também acho que não.
Várias pessoas já me perguntaram, colegas meus de pós-graduação já chegaram para mim, eu já vi várias pessoas falando: ah, você acha que eu devo criar um canal do YouTube? Falo: cara, te conhecendo, conhecendo o que você faz? Não. Por quê? Pra você fazer bem feito o YouTube, primeiro você precisa de alguém que entenda. Não adianta você tentar fazer mais ou menos, porque não vai dar certo. Então você precisa de ter alguém que entenda.
Se não for você, você vai ter que contratar alguém. É muito difícil contratar alguém, porque o processo de aprendizado do YouTube, ele é desafiador. Ele demanda tempo, muito mais do que Instagram. A barreira de entrada do YouTube pra você fazer um vídeo bom é muito maior do que o Instagram. Então esse é o primeiro ponto. Agora o segundo ponto é: pra você fazer dar certo e conseguir visualização e conseguir vender com seu YouTube, você tem que ter uma constância muito grande, muito, muito grande.
Você precisa estar sempre se reinventando. Então muitas vezes, pra dar certo, a pessoa vai ter que tirar o foco do lugar de potência dela. Igual você falou, às vezes o cara é um puta médico, mas se ele ficar perdendo muito tempo criando conteúdo, gastando muito tempo criando conteúdo, às vezes ele vai deixar de focar naquilo que ele é realmente bom, que é a medicina, que é o atendimento, né? Então, muitas vezes não vale a pena, não vale mesmo.
Acho que só pessoas que realmente têm uma propensão ou realmente conhecem claramente o preço que é necessário pagar para conseguir ser um YouTuber.
Uma outra dúvida que eu tenho, e aí já encaminhando razoavelmente para o fim, é o seguinte: o que vocês acham desses canais de TV de YouTube, tipo o Canal Foco, tipo Não sei se tem outro grande referência que eu tô lembrando agora. Vocês acham que é uma parada que tende a crescer no Brasil, outros aparecerem, ou o negócio é a pessoa física, o creator, a marca pessoal ser mais poderosa? Tipo assim, eu queria ouvir de vocês essa visão entre canal empresa ou canal pessoa física.
Eu acho que Desculpa, qual foi a pergunta?
A pergunta é a seguinte, olha só, você vai ter tipo uns canal foco, cresceu para caramba e tal, que ninguém sabe quem é o dono. Ele não é necessário para ele aparecer, o formato é bom e pronto, não tem um rosto.
Mas a pergunta é, é melhor aparecer?
Não, não, você acha que isso é uma tendência, mais canais desse tipo aparecendo, ou não? A tendência é continuar YouTubers sendo o 01, entendeu? Porque no caso de vocês, apesar de saírem vocês dois, vocês posicionam no seu nome, não é?
Sim, sim.
Então você é como se fosse um YouTuber, né?
Inclusive isso daí é uma coisa que a gente tá tentando pensar.
Então, é isso que eu queria saber. É isso que eu tô pensando. Porque, por exemplo, o MrBeast é o MrBeast. E ele tem outros personagens.
Mas isso que é o bom, é que o MrBeast, o nome MrBeast não é Jimmy. Se fosse Jimmy Donaldson, seria diferente. Agora, MrBeast você consegue ver até como uma incorporadora, como uma empresa.
Sim, até que chama Beast Industries. Mas tem o personagem, o MrBeast é o MrBeast, entendeu? Então a minha dúvida é se vocês estão indo pro modelo MrBeast ou pro modelo Canal Foco.
A gente tá indo pro intermediário.
É uma mistura.
Porque o canal Foco, ele é despersonalizado. Não existe um rosto, não existe um apresentador e não existe uma sequência entre os vídeos. Então, cada vídeo é um vídeo 100% único. Não é como se fosse assim: "Ah, agora o próximo episódio a gente vai fazer tal coisa." Vai tendo uma evolução.
Que é uma lógica de TV, na real.
Exatamente. Agora, quando é uma coisa personalíssima, quando tem um rosto, a pessoa vai Tem uma jornada ali, né, uma jornada do herói, ou então você se conectando com a sua audiência e a cada vídeo você vai se conectando mais com a sua audiência. Eu acho que não existe necessariamente uma tendência pra um ou pro outro. Os dois têm todo o potencial de dar certo. Agora, uma coisa que é muito importante da gente ter em mente, e isso se aplica também pra vídeos curtos, é a— Cada vez mais as pessoas sentem necessidade e carência da conexão humana.
É muito importante. Então, vai, porque cada vez mais vai aumentar vídeo com IA. Tem muita coisa de IA. Então, o que a gente faz aqui é trazer conexão humana nos nossos vídeos. Eu acho que isso nunca vai se perder. Eu acho que não é necessariamente uma tendência, mas isso daqui, esse lugar que a gente tem aqui de trazer a conexão humana, erros, acertos e fragilidade, isso sempre vai ter no YouTube. É uma coisa que as pessoas buscam no YouTube.
Mas eu também acho que existe espaço aí para canais faceless, que não tenha necessariamente um rosto específico, tipo o Foco, crescer. É totalmente dependente da qualidade do conteúdo.
Sim.
Menos da tendência global, mas mais da qualidade do conteúdo, eu acho.
E aí uma dúvida que eu tenho até para finalizar, que é a seguinte: para onde vai o canal de vocês em termos de conteúdo editorial? A ideia é continuar nesse modelo de rotina das pessoas de sucesso? Eu sei que vocês têm outros formatos também, tipo tentei cozinhar na casa das pessoas e tal. Qual que é o futuro editorial de vocês, sem revelar algo muito estratégico, mas assim, vocês vão continuar essa parada, vão mudar? Agora a ideia é mais para internacionalização? O que que vocês estão pensando em fazer?
Perfeito, a gente vai continuar com esse formato, que é o nosso principal. Mas o nosso plano é daqui 5 anos estar entrevistando LeBron James, Justin Bieber nesse mesmo formato, então escalar. Só que a gente entende que o YouTube está em constante movimento. Então a gente não pretende ficar engessado num formato. Se a gente perceber que está vindo alguma coisa que faz sentido pra gente, a gente vai testar.
Legal.
Uma coisa que eu e o André temos, que eu acredito que é muito positiva, é que nenhum de nós dois somos engessados. A gente sempre está aberto pra aprender e testar. A gente não tem esse medo, porque muita gente cresce e ficar preso num nicho, num formato de conteúdo. Isso aconteceu comigo, inclusive, quando eu criava conteúdo de sushi. Por isso que eu vi que naquela época eu cheguei a parar de criar conteúdo porque eu achava que criação de conteúdo não era pra mim. Só que não, era o conteúdo errado que eu criava. Então, é o que eu—
Eu acho que o foco central do nosso canal sempre vai ser o mesmo. Isso não vai se perder. O formato pode ser que mude. Lógico, sim. Então, o nosso foco continua sendo proporcionar acesso para as pessoas algo que elas não conseguiriam ter por conta própria. Então acesso à vida dessas pessoas, as informações que ninguém pergunta para as pessoas de sucesso. Ou seja, a gente vai continuar tentando ajudar as pessoas nas próprias vidas delas, seja vida pessoal ou vida profissional, por meio dos nossos conteúdos, que sempre vão ser entrevistas, né?
Entrevistas de sucesso relacionadas a sucesso. Só que o formato pode ser que mude, pode ser que futuramente a gente acaba fazendo um podcast. Pode ser que daqui pra frente a gente vai focar mais nos vídeos de aventura, igual esse foi o do... Esse vídeo do imã. Não foi um vídeo só de entrevista, foi um vídeo de uma jornada pessoal nossa também. Legal. Então a gente vai moldando e alterando de acordo com o que...
E a gente tem o canal em inglês também.
A gente tem o canal em inglês.
Pode ser que a gente foque no canal em inglês também.
Pode ser. Mas o ponto central é trazer entrevistas relevantes que agregam na vida das pessoas que elas não conseguiriam ter acesso em outro canal. Nosso canal traz algo diferente. Então é isso que a gente sempre vai fazer com o objetivo de ajudar as pessoas.
Isso nunca vai mudar. Eu não tenho apreço do inglês, nunca me pegou.
Não?
Não sei por quê. Eu nunca quis ser internacional.
Eu fiquei um tempão assim quando comecei o canal pensando nisso.
É, eu ouvi você falando disso e tipo, cara, é uma coisa que nunca me pegou. Eu acho que tipo assim, em última instância, eu preferia muito mais crescer pra caralho no Brasil ao ponto que eu sou um presidenciável de tão famoso que eu sou do que Tipo, eu olho muito mais pro Silvio Santos do que pra, sei lá, fala um brasileiro famoso internacionalmente, o Wagner Moura, entendeu? Eu tô muito mais pra Silvio Santos que Wagner Moura.
Eu preferia ser o 01 do Brasil do que o número 30 do mundo. E ser o número 30 do mundo é muito maior do que o 01 do Brasil, porque o número 30 do mundo, você vai ter, sei lá, o Dave504, que é italiano, tem acho que 30 milhões de inscritos. No Brasil seria impossível um cara de guitarra ter 30 milhões de inscritos, né? Sendo que, cara, eu vejo que eu preferia muito mais ter, sei lá, 10 milhões no Brasil do que ter 10 milhões internacional, porque eu sinto que a, sei lá, vai saturar.
Por exemplo, pensa assim, a partir do momento em que a gente fizer entrevista com Whindersson Nunes, Anitta, não, eu acho que tem que entrevistar pessoas gringas para o público brasileiro.
Mas vocês também têm uma ambição internacional mesmo, ser uma marca global, né?
Mas a gente quer suprir os dois, esse que é o ponto.
Não, ótimo, mas eu digo assim, vocês têm esse modelo de querer ser uma marca global. Eu quero também ter acesso global, mas trazer para o Brasil.
Entendi.
Eu acho que o meu futuro, e aí eu tô chutando aqui, ninguém me perguntou, mas foda-se, o podcast é meu. Eu acho que o meu futuro é muito mais, cara, viajando a maionese e sendo extremamente arrogante Se tudo der certo, o que é improvável, mas tudo é certo, é ser muito mais Roberto Justus e muito menos Felipe Kottler, entendeu? Que é o que eu comecei mirando aqui, pelo que eu tô vendo que tá acontecendo naturalmente. Eu tô virando um cara meio marketing entretenimento e bem menos um professor acadêmico de marketing, que é o que eu achei que eu ia virar.
É que isso é muito comum também, quando a gente começa a criar conteúdo, a gente vai, a gente acerta um lado, só que desde que começa a se acostumar, começa a ver o que dá resultado, onde a gente se sente melhor, e vai adaptando. Por isso que eu disse antes que é muito importante você ter essa maleabilidade, você não ser engessado, porque senão você não vai conseguir ter sucesso como criador. E tem uma coisa que a gente diferencia bastante, que a gente conversou pouco, mas é storytelling.
E poucas pessoas entendem que existe storytelling num vídeo de entrevista. Pouquíssimas pessoas entendem isso. E existe um storytelling, tudo que a gente faz tem um porquê, tem uma sequência, tem na nossa cabeça, faz sentido. As pessoas acham que é aleatório e ali não tem nada aleatório, nada, nada, nada. Então storytelling, isso é um insight muito poderoso. O storytelling ele não é só pra vídeos de história. Ou filmes, ele é também para entrevistas.
Legal, perfeito. Início, meio e fim. Mas aí sobre o que você estava falando de internacionalização, eu acho que uma boa comparação é como se a gente fosse um livro, certo? Como fazer amigos e influenciar pessoas, algum livro do Napoleon Hill. Livro foi escrito na língua mãe, então a princípio, mesmo que ele tenha conteúdo internacional, mesmo que ele esteja trazendo coisas, experiências de fora para dentro do país, ele vai ser traduzido para outra língua.
O nosso conteúdo é basicamente isso. O nosso canal em inglês, o objetivo é que pessoas de outros países também consigam assistir o nosso conteúdo, mas o nosso foco sempre vai ser o Brasil.
Entendi.
A gente quer ser o 01 do Brasil. Se a gente for 30 do mundo, tá bom. Já é o suficiente.
Se sobrar um tempo depois, dá uma olhada no nosso vídeo com o Iman, a versão dublada, porque a gente contratou dubladores profissionais para fazer isso.
Ah, eu achei que vocês tinham usado a dublação do Brasil.
YouTube. E a gente vai fazer de novo, acho que nem conversamento, mas com o Tony G, que é o que a gente vai fazer, que é o Tony G, que vai, é um spoiler, um dos próximos vídeos. Ele é o segundo jogador de pôquer mais rico do mundo e a gente foi em Dubai, entrevistou ele em Dubai. Cara, é foda.
Além das viagens top que vocês estão fazendo, hein, cara. E aí uma coisa final aqui é, vamos fazer o contrário, fizemos errado, mas não tem problema. Título e thumb desse episódio, o que que vocês botariam? Me dá... Meu time vai criar duas thumbs, aí a gente vê qual que vai ganhar, e vocês criam uma e o título do episódio.
A gente tem que tentar sintetizar o que a gente falou de mais interessante aqui, que gera uma controvérsia, alguma coisa que gera uma emoção. E uma coisa importante também que acabou não falando antes, enquanto o André pensa, questão de packaging. Por mais que o Daniel nunca tenha falado "não tenho amigos", no vídeo tem algum momento ali que faz sentido aquela fala ter saído, que nem ele falou de uma outra forma.
Sim.
Então, as pessoas que estão assistindo, não é só você ir lá e botar um negócio absurdo que não aconteceu no vídeo.
Sim, lógico.
Porque daí vai ser um tiro no pé.
Tem que ter um nexo.
É, tem que fazer sentido, tem que fazer sentido e tem que estar na história de alguma forma. Porque senão isso aí não tem... Você pode até conseguir o clique, mas você não vai conseguir a retenção da pessoa, a pessoa não vai voltar depois, ela não vai mais acreditar no seu clickbait. Então assim, só funciona, isso é muito importante, só funciona porque tem nexo, faz sentido com a história e foi falado de alguma forma. De algum jeito, não, talvez não com aquelas palavras, mas deu a entender.
Vou te dar as melhores thumbs da história e aí para te ajudar a pensar. Melhor thumb da história: quem não deve não tem, alavancagem para empresas. Correria é coisa de pobre, com Marcos Paulo. Vendemos 1 milhão em 30 dias no TikTok. E esse é o melhor podcast que eu já fui. E aí é o do Cariano, já tá em 4º lugar aqui com vendo 20 milhões por mês na Growth.
Então vou te levar na minha linha de raciocínio.
Tá.
Primeira coisa que eu analiso é qual foi o tópico central da nossa conversa. Acho que teve dois, né? Primeiro deles é YouTube. Então a gente falou bastante aqui sobre criação de conteúdo no geral, sobre YouTube. Então testar algum packaging nesse sentido, porque se a gente testar isso, a pessoa clicar no vídeo, ela vai encontrar esse tipo de conteúdo.
Então o maior YouTuber de negócio do Brasil, por exemplo?
Não. Eu diria mais relacionado a isso, como se fosse um ângulo mais tipo masterclass de YouTube. Algo mais nesse sentido de tipo, a pessoa que assistir esse vídeo vai aprender muito sobre YouTube. Legal.
Ou também não é referência, tipo assim, ele é o MrBeast do conteúdo empresarial, mas não isso, isso é ruim.
Aí agora, o outro ângulo é o fato da gente entrevistar pessoas de sucesso. Então essas experiências que a gente já viveu, entrevistando bilionários, entrevistando milionários. Então esse é um outro ângulo que dá para... Que dá para abordar, que não tem necessariamente a ver com o YouTube. Então poderia ser algo do tipo: ele ficou milionário entrevistando milionários.
Cara, eu ia falar, eu juro por Deus, ele ficou milionário entrevistando bilionários. Ele ficou milionário entrevistando bilionários.
Legal, já anota aí, produção.
Eu pensei exatamente o que o André tava terminando de falar.
Ele ficou milionário entrevistando bilionários, gostei.
Aí agora tipo um outro ângulo poderia ser Tipo aqueles vídeos de masterclass, sabe? Que o cara fala: "30 anos of marketing knowledge." É, mas eu vou botar no título, entendeu?
Como assim? Não, porque olha só, tem a thumb que vai ser assim: "Ele ficou milionário entrevistando milionários." Ah, não, aí a gente tá pensando no título.
Eu tô pensando no título primeiro e depois eu penso uma thumb que vai validar esse título.
Eu achei que essa era a thumb, então esse é o título.
O título é a primeira coisa. Não que ele é mais importante do que a thumb, mas ele é o pontapé inicial. Você precisa de uma thumb que valide o título, não necessariamente um título que valide uma thumb.
Porque eu achei que a pessoa olhava primeiro para a thumb e depois o título.
Ela olha primeiro para a thumb, mas ela olha para a thumb, a thumb é para chamar atenção. Sim. O título é o que vai dar contexto para a pessoa, que ela vai entender, tipo, isso é um vídeo de rotina, é um podcast, é um documentário. Legal. Você já tem uma noção ali do que é. Então, isso que a gente está pensando é o título. Ele ficou milionário entrevistando bilionários. Aí, por exemplo, agora de frase de thumbnail, uma coisa assim, por exemplo: nenhum dinheiro do mundo compra o acesso que eu tenho. Sei lá, algo nesse sentido.
Gostei disso aí.
Ou então tipo: YouTube não dá dinheiro. Só YouTube não dá dinheiro.
Ou então, tipo, é, ou então, por exemplo, algo em relação daquilo que eu falei de tipo, é, vou te contar porque você não deveria fazer YouTube.
Tipo, porque é porque eu acho que para minha audiência esse negócio de tipo assim, isso aqui o dinheiro não compra, é uma coisa que pega mais, entendeu? Minha audiência é uma audiência de alta renda. Então tipo, eu fico pensando, pô, como assim não vou comprar? Eu fico pensando muito nas coisas. Por exemplo, quando eu criei essas thumbs aqui, que foram as mais as melhores, eu fui muito na linha do, por exemplo, esse "quem não deve não tem" do Lázaro, foi muito que tipo assim, dívida é uma coisa ruim, e aí o cara fala que deveria pegar dívida, é uma coisa contra-intuitiva.
A gente vai muito nessa linha assim, por exemplo, esse que eu fiz aqui do Pedro Sobral, que eu botei "tráfego pago vai acabar", e o Sobral falando tráfego pago vai acabar.
Pô, olha que tipo... Isso é forte, é controverso.
Tô pensando uma coisa dessa, entendeu? Tipo, cara, ele ficou milionário entrevistando bilionários e ele falando tipo assim, "O que eu consegui dinheiro não compra." Porque aí fica meio contra-intuitivo pensar nessa parada.
Eu vou te mandar umas opções depois, eu mando para você. Mas esse é o ponto central. Então testa dois ângulos para ver qual é o ângulo que a audiência está mais interessada. Se nesse caso as pessoas vão estar mais interessadas no fato da gente produzir conteúdo em que a gente entrevista milionários e bilionários e no acesso que a gente tem, por exemplo, esse papo que a gente teve sobre o Iman, sobre como é que foi ficar amigo do Iman e tal.
Ou se as pessoas vão estar mais interessadas nas informações que são de conteúdo técnico do YouTube.
Entendeu?
Então tipo, 30 anos de, sei lá, 10 anos de YouTube em 1 hora. Sabe?
Alguma coisa assim.
10 anos de conhecimento de YouTube em 1 hora.
Eu acho que o do Cariani é esse o título. O título ficou, quer ver? 20 anos de marketing em 1 hora. E a thumb ficou: vendo 20 milhões por mês na Growth.
Pode ser também.
Aí, por exemplo, vamos falar a frase aqui da thumb. Já pode botar aí. Fala assim: vamos supor, tá, que parte da sua audiência não conhece a gente, tá bom? Ou a maioria, não sei. Mas fala aí agora: ninguém me conhece, ninguém me conhece, mas eu tenho mais views que Flow e Podpah. Fala alguma coisinha.
Ah, então fala para a câmera.
É, vou colocar logo no comecinho, porque no começo a gente faz uns cortes com as coisas mais polêmicas.
Porque de fato a gente não é tão conhecido. Todo mundo sabe quem é Podpah e Flow, nem todo mundo sabe quem é a gente. E a gente tem uma média de views infinitamente maior que Flow e Podpah. Animal.
Fala aí, fala aí então.
Tá, muita gente não conhece meu conteúdo, mas nós temos mais visualização que o Flow e que o Podpah.
Pronto. Fechado? Fez de novo?
Foi, né?
Já foi, já tá valendo, já vou cortar.
Essa daí já vale para o pro packaging do YouTube, entendeu? Pro do Entrevistando Bilionários, não. Essa capa, não. Essa frase não tem que fazer esse matchmaking. Exatamente, tem que analisar o que que faz sentido ali.
Animal! Se você gostou desse episódio, lembrando que se tiver 50 comentários eu mando o resumo lá no grupo do WhatsApp. Entra no grupo do WhatsApp clicando aqui na descrição ou no comentário fixado. E espero que vocês tenham gostado do papo que eu queria fazer e que vocês tiveram o privilégio de ouvir. Eu deveria cobrar vocês para ouvir isso aqui, vocês estão vendo de graça. Então o que eu vou te pedir de pagamento? Você vai se inscrever no canal e deixar o gostinha, que aí a gente sabe que você gosta de conteúdos como esse.
Se você não deixa o gostinha, eu acho que você não gosta de conteúdo como esse. Eu não faço mais, nem faço mais podcast. Fechado? Quer mandar mensagem final aí? A galera quer conectar com vocês, onde que acha?
Show!
É João Curri no YouTube, é no Instagram é Curri João, nos ajudem a bater a meta de 1 milhão de inscritos, estamos quase. E André, André que pessoa, fala aí, André, por favor.
Queria agradecer a nossa equipe, né? Obviamente eu e o João somos os cabeças, mas a gente só consegue fazer o que a gente faz tendo profissionais capacitados, que é muito difícil de achar no meio. Editores qualificados, roteiristas, é muito complexo. Então, agradecer ao Antônio, ao Rafa, ao Gabriel, ao Jonathan, ao Evandro. Tem mais alguém que a gente esqueceu?
O risco de fazer isso é que você vai esquecer alguém.
Vai, vai, esse é foda.
Você que foi esquecido, me perdoe.
Mas assim, agradecer de coração a nossa equipe, porque de fato se a gente tem esse resultado é porque a gente tem uma equipe foda.
Quantas pessoas você tem na equipe hoje?
7, contando com a gente.
É bem enxuto se for pensar assim.
Bem enxuto, cara, muito enxuto. E a gente quer manter assim por o máximo possível.
Eu acho que essa é a melhor ideia que vocês têm.
A gente não quer crescer tanto.
Valeu, produção, pessoal, até a próxima. Vejo vocês semana que vem. Tchau, tchau.
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