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CARACTERES DA REVELAÇÃO ESPÍRITA - Celi Fontolan - Recomeçar Podcast #195

07 de maio de 20261h38min
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CARACTERES DA REVELAÇÃO ESPÍRITA - Celi Fontolan - Recomeçar Podcast #195

Participantes neste episódio1
C

Celi Fontolan

Convidado
Assuntos9
  • Espiritismo e JesusRacionalidade dos feitos de Jesus · Lei de causa e efeito · Revolução moral · União de ciência e religião
  • Revelação e Salvação em Jesus CristoAmor ao próximo · Fé no futuro · Consolador prometido · Sermão do Monte
  • Transbordar no EspíritoConceito de revelação · Terceira revelação · Allan Kardec
  • Primeira Revelação: MoisésDez Mandamentos · Deus único · Leis morais e civis
  • Dor como informação corporalLei de causa e efeito vs. castigo divino · Mundo de expiação e provas · Solidariedade
  • Adoração em espírito e verdadeConsolador prometido · Espíritos superiores
  • Poder e Linguagem na História AntigaEgípcios · Hebreus · Indianos · Arianos · Metempsicose
  • Parábola do Joio e do TrigoPurificação · Método pedagógico · Regeneração do planeta
  • Revelações e descobertasQuarta revelação · Evolução moral · Obras de Chico Xavier
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Olá, meus amigos. É com enorme alegria que nós estamos juntos, mais uma vez aqui no Recomeçar Podcast Espírita. Nosso abraço fraterno a cada um de vocês, que tem nos incentivado a prosseguir aqui na tarefa, que tem nos enviado mensagens através das nossas redes sociais. Inclusive, se quiser ter um contato mais direto conosco, ver ali as postagens, os cortes, é só pesquisar Recomeçar Podcast Espírita.

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você também passa a mandar essa mensagem para o algoritmo da plataforma, que passa a compreender que o conteúdo é um conteúdo interessante, que as pessoas estão gostando, um conteúdo relevante, e mostra para mais pessoas de forma orgânica, de forma natural. Inclusive, se você lembrar daquele coração querido, que você sabe que se interessa por esse tipo de tema,

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E até mesmo o dia, porque nós estamos ao vivo, já temos aqui mais de cinco, é seis anos, eu sempre confundo, estamos completando cinco anos, né? O podcast está completando cinco anos e a gente já tinha antes desse formato de podcast as nossas lives de forma remota.

Então, já tem mais de seis anos que toda quarta, às 19h, nós estamos juntos. Então, mas se você estiver acompanhando de forma 21 no formato de podcast, né? Então, cinco anos no podcast e seis anos e meio no formato de live, sempre às quartas, às 19h.

Então, é ao vivo, mas fica gravado aqui. Muitos assistem de forma gravada. Então, coloca aqui também nos comentários o dia que você está assistindo esse episódio, esse podcast. Então, nosso abraço fraterno a cada um de vocês. Vamos dando sequência no tema Caracteres da Revelação Espírita com a Celi. Celi, eu queria agradecer mais uma vez a sua participação, você ter aceito o convite e estar aqui conosco. Gratidão.

É, eu que agradeço. E tem um outro episódio da Sely, que está salvo aqui também. Então, se você quiser ver a outra participação da Sely, naquele outro episódio ela também fala um pouquinho da sua trajetória na doutrina espírita, pesquisa aqui, coloca Sely Fontolano, recomeçar podcast espírita, você vai ter acesso ao outro podcast, ao outro episódio.

Oceli, antes da gente já começar a entender o tema, os caracteres da revelação espírita, você poderia fazer a prece de abertura, para a gentileza? Faço, sim. Vamos, então, buscando no silêncio de nossos corações, a sintonia com Deus, nosso Pai, nosso Criador.

agradecendo a Ele por estarmos encerrando o dia de hoje, reunidos a fim de buscarmos conhecer e entender Suas leis divinas, Suas leis de amor, que regem todos os mundos, todos os seres criados por Ele. Te agradecemos, Deus Pai.

pela saúde física e mental, que nos proporciona estudar, buscar o entendimento para bem conduzir as nossas vidas nessa trajetória evolutiva tão longa que cada um de nós devemos trilhar. Gratidão, Senhor Deus, por este momento e pela vida que temos.

E com este clima fraterno, com os nossos corações repletos de agradecimento por tantas oportunidades de aprendizado que temos, nós vamos iniciar. A nossa reunião de hoje...

pedindo ao alto que Jesus possa estar à frente desta reunião, iluminando os nossos corações e que essa luz de nosso Mestre amado possa irradiar em nossos corações na forma de paz, de harmonia e tranquilidade. Que assim seja, Senhor. Assim seja, amém.

Muito bom. Oceli, e o tema, né, bem interessante, caracteres da revelação espírita. Quais seriam esses caracteres? Por onde a gente pode começar a compreender o tema da noite de hoje?

Então, esse tema, para mim, é de extrema importância. Eu acho que não só para mim, mas para todos nós espíritas. É um tema onde Allan Kardec nos mostra de uma forma muito clara o porquê que a doutrina espírita pode ser interpretada como a terceira revelação.

E seguindo toda essa evolução do pensamento de Kardec, porque ele começa de uma forma muito simples, já nesse primeiro capítulo da Gênesis, a fazer a pergunta, como está aqui. Ele diz assim... Onde está? Só um minutinho. Fique à vontade.

Pode o Espiritismo ser considerado como uma revelação? Aí ele continua. Nesse caso, qual é o seu caráter? Então, o que é que nos fala a doutrina espírita para que ela seja considerada de fato uma revelação? Aí no outro parágrafo ele já vem explicar o que significa a palavra revelação.

que vem do grego, revelar, e que procede também da palavra velos. Deixa eu ver se eu falei certo aqui. Exatamente, velum, que significa sair de sob o véu.

descobrir, tirar algo que estava ali encoberto. E quando nós atentamos nessa explicação de Allan Kardec sobre a palavra revelação, nós já vamos entendendo o Espiritismo como esse fio condutor que se liga às gerações passadas, às civilizações do passado, que embora trouxessem ensinamentos,

muito assim, encobertos por ideias humanas, e a gente percebe isso, né? Mas que tiveram no seu bojo princípios universais. Não chegaram ao mundo com essa missão de revelar algo, mas de desenvolver no bojo de sua cultura essas ideias, esses princípios universais. Isso nos povos mais antigos, nos primeiros?

Sim, os egípcios, os hebreus, os indianos e os arianos. Então, são aqueles povos que vieram exilados de outros planetas, como a gente estuda dentro da doutrina, está lá muito bem explicado no livro A Caminho da Luz.

E nós vamos ver que nessa mescla de confusão que muitos deles, apesar de terem esses princípios universais no bojo de sua cultura, elas sempre estiveram envoltas de questões que a gente percebe humanas.

Por exemplo, os egípcios que representavam cada... Existiam vários deuses e cada um deles era representado com a cabeça de um animal. A ideia da metempsicose. Então, Kardec percebeu que no bojo dessas civilizações...

Existiam esses princípios que seriam universais, vamos dizer assim. E outra coisa que nos chama muito a atenção, que na visão de Allan Kardec, a doutrina espírita, e pelo que nós estudamos, não trouxe nada de novo. Existia essa ligação, desde os primórdios da humanidade, desses ensinamentos, dessa crença universal.

E você falou da metempsicose, o que seria isso? E como que é a palavra certa? É metempsicose. É a crença de que um espírito, dependendo da sua conduta em vida, ele pode ir numa outra vida. O termo não é reencarnação, porque essa palavra foi instituída pelo próprio Allan Kardec, né? Mas dependendo do seu gênero de vida, ele voltaria...

a vida, o seu gênero de vida desequilibrada, não voltada para o bem. Ele voltaria, numa outra existência, a habitar o corpo de um animal, de uma planta ou de uma pedra. Perfeito. Então, veja, apesar dessa ideia ter sido passada no seio cultural dessas civilizações, nós conseguimos entender que...

que não é dessa forma, porque Kardec, puxando esse fio, mantendo esse papel de fio condutor, puxando todos esses ensinamentos, explica de uma forma elaborada tudo isso.

Então, a visão dele é essa visão de unicidade desses princípios universais, dentro desse panorama que a doutrina espírita explica, dentro dessas leis universais, dessas leis naturais, dessas leis de Deus. E aí o Espiritismo sendo considerado a terceira revelação. Isso tudo é antes de Moisés. Aí Moisés é considerado a primeira.

Lembrando que, embora essas gerações, essas civilizações passadas tenham deixado princípios universais, mas não foram revelações, porque esses ensinamentos eram ensinamentos fechados.

eles não eram passados para o povo, para a população comum, eram passados esses ensinamentos para grupos, que eram os iniciados. Tanto é que cada civilização mantinha ali a sua... Por exemplo, os egípcios, eles não se misturavam, tanto é que os casamentos eram consanguíneos, então, era um grupo fechado. Esse ensinamento era passado somente para esse grupo.

E não houve a divulgação desses ensinamentos para a população em geral. Por isso que não é considerado revelação. Entendi. Porque no sentido da revelação, como você bem pontuou no início, né? De levantar o véu, né? Revelar algo. Esses conhecimentos antigos que veio de exilados, né?

Revelava algo, mas não foi considerado uma revelação, porque era sempre muito pontual e fechado para um pequeno grupo. Sim. Se a gente, não sei se estou me antecipando, né? Se a gente, ou a gente pode ir e voltar, né? De onde você estava. A gente tendo Jesus como a segunda revelação, né? A vinda de Jesus. Se a gente pensar em Paulo, se ele não tivesse... Se ele não tivesse algo atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atual

pregado o evangelho, divulgado o evangelho entre os pagãos, viajado. Talvez não teria sido uma revelação se ficasse só circunscrito a um local, só os judeus ali, embora a grandiosidade do ensino do mestre.

Talvez não. Jesus, já conhecendo isso, sabendo que precisava ser assim, aceitou os seus discípulos com todas as dificuldades que eles tinham e os preparou para essa tarefa.

dizendo que estaria com eles em qualquer momento, que a tarefa não seria fácil, mas a boa nova precisava ser difundida, precisava de trabalhadores. Muitos deles até sem preparo, porque os doze discípulos eram homens extremamente simples.

mas que já Jesus conhecia o coração de cada um deles de antemão, né? Já conhecia eles, enfim, eram espíritos preparados para isso, né? Mas uma revelação, ela é considerada dessa forma, quando ela pode ser difundida.

Então, quando nós falamos desses princípios universais que já estavam incutidos nessas civilizações, nesses exilados que vieram habitar o planeta, significa que essa ideia de voltar a reviver depois da morte física, a comunicação com os espíritos, a pluralidade dos mundos habitados, essa é uma ideia que eles já trouxeram com eles.

Isso significa que são leis universais, incutida em todos os povos do universo. Perfeito, porque se a gente fizer esse raciocínio, né? No A Caminho da Luz, Emmanuel descreve bem, como você citou, esse início ali, né? Desses conhecimentos, tem conhecimentos até que foram perdidos, né? Mais avançados, de certo modo, do que a gente pode compreender hoje em alguns aspectos, né?

Então, esses exilados, vamos supor, eles vieram de mundos que estavam avançados, mas eles não acompanhavam esse avanço. Então, eles reencarnaram num mundo ainda mais primitivo, provas e expiações ali, que para eles era muito rudimentar, eu imagino. Mas, talvez eles já tinham conhecimentos nesse mundo que eles vieram exilados.

Não vou dizer assim o espiritismo em si com esse nome, mas esses conhecimentos que nós temos hoje. Porque se a gente fizer esse raciocínio que nós estamos num mundo de regeneração, né? E se daqui for uma população espiritual para um outro mundo que ainda está no seu início ali, né? Mais atrasado até em intelecto, tecnologia e moralmente.

nós aqui, como espíritas, ou até os outros que já têm conhecimentos do espiritismo, vai ter isso, vai trazer essas ideias inatas, né? E de certa forma auxiliar aquele povo. Seria isso? Sim. Mas olha, não sei se vou ser assim clara no que eu vou falar. Mas você imagine nós, quando precisarmos mudar para um país totalmente diferente do nosso.

Nós mudamos para esse país, vai ter a diferença de cultura, vai ter a diferença de idioma, mas são questões que é possível vencer.

Mas, por mais diferente que seja esse país, nós vamos encontrar lá casas com aquilo que nós precisamos, uma cama, uma TV, uma geladeira. Nós vamos ter um celular, nós vamos ter a internet, teremos lá as profissões da qual...

Isso é comum em todos os lugares. Então, vai ter algo que nós possamos nos identificar com esse país. Agora, você imagina esses exilados que saíram de mundos muito mais adiantados do que essa terra praticamente primitiva. Vieram para cá sem ter nada que pudesse eles se identificarem.

Eles tiveram que começar praticamente a ensinar a fazer o fogo, a roda, e assim sucessivamente, porque o estágio deles nesse planeta foi longo nesse sentido. Então, o que eles trouxeram, essas ideias que Kardec conseguiu puxar dessas gerações passadas, foram essas ideias que já trouxeram, que eles já vieram com eles.

da existência do espírito, da alma, o que vai ser feito, o que acontece com o espírito, com a alma, quando morre fisicamente, para onde vai. E a gente vê isso claramente na cultura egípcia, o quanto eles valorizavam esse momento de voltar.

talvez na ideia deles de onde eles viviam. Então a gente percebe que isso são ideias que eles já trouxeram com eles, porque faz parte de leis universais, de leis naturais da vida. Não sei se fui clara na minha colocação. Perfeito, interessante.

E aí eu tinha interrompido a sua linha de raciocínio, você estava ali citando até o início ali, Moisés, né? Essa primeira revelação. Você fica à vontade para prosseguir a sua linha de raciocínio, como você estava indo. Porque você estava até mencionando esses aspectos, assim, humanos, né? Não sei se seria essa linha que você iria abordar. Sim, e foram esses aspectos humanos que Kardec tirou.

e buscou o bojo, o princípio daquela ideia.

e de uma forma muito elaborada, explica. A doutrina espírita explica isso de uma forma muito clara. Então, como você questionou a princípio, que esses ensinamentos que vieram com essas culturas antigas, com essas civilizações antigas, por que não é considerado uma revelação? Não é considerado, porque esses ensinamentos foram descobertos através de livros.

Eles deixaram escritos em livros, escritos ali na parede, em gravuras, em desenhos. Os egípcios faziam muito isso. As paredes dos templos egípcios eram verdadeiros livros que contavam a história do povo. Então, por ali foi se decifrando essa ideia de vida após a morte física, da volta do espírito num corpo de animal. Essas ideias já existiam.

mas não como revelação, como um princípio universal. Perfeito. Entende? Aí nós passamos por essa fase, deixa eu só pegar aqui para mim me localizar.

Como eu disse, mais tarde, Kardec, compreendendo o princípio fundamental daquilo que eles tentavam passar, explicou de uma forma muito mais clara, muito mais elaborada, através das obras da codificação espírita. E nós vamos ver aqui, na introdução do Evangelho segundo o Espiritismo, quando Kardec nos diz assim. Só um momentinho, deixa eu procurar aqui.

A vontade. Kardec nos diz assim, o Espiritismo se encontra por toda parte na Antiguidade e em todas as épocas da humanidade. Por toda parte se encontram seus vestígios.

nos escritos, nas crenças e sobre os monumentos. E é por isso que, se ele abre horizontes novos para o futuro, derrama a luz, não menos viva, sobre os mistérios do passado.

Então, olha a lente, o olhar que Allan Kardec teve com relação a essas gerações. E nós vamos ver ele estudar todas elas nas obras da Revista Espírita. Ele estuda como que se passou, e tem artigos que falam, eu não li todos, mas eu sei que tem, falando dessas civilizações antigas e buscando essa unicidade, unindo esses ensinamentos.

E nos dizendo aqui que o Espiritismo esteve presente em todas as épocas da humanidade. A doutrina espírita não trouxe nada de novo. Ela simplesmente tirou o véu. Levantou esse véu de ensinamentos milenares que estavam encobertos, que estavam mal compreendidos, que não estavam sendo bem entendidos.

Esses ensinamentos eram só para um grupo fechado, talvez não era posto para todos, por isso que tem vestígios de que sabiam ali, até mesmo assim, a questão, acredito, da mediunidade, do contato com os mortos, com os espíritos, mas aquilo não era de conhecimento geral.

Não, porque na verdade não mudou muito, até hoje é assim, eles passam para a população em geral aquilo que eles querem que a população saiba. E esses ditos mistérios ocultos não ficava reservado entre eles.

Não sei se foi clara. E o que dizer de Moisés ali com os 10 mandamentos? Porque tinha outras leis que eram leis humanas, terrenas da justiça para controlar aquele povo. Mas os 10 mandamentos, ele é todo alinhado com a lei divina? Ou tem algum outro ali que Kardec pode ter pontuado de forma diferente?

Então, aí já saindo dessas civilizações antigas, nós vamos nos deparar com a primeira revelação, que foi trazida a nós por Moisés. Moisés foi um grande legislador. Ele não só instituiu leis morais, mas também leis civis.

E por vias mediúnicas, ele nos trouxe os Dez Mandamentos. E os Dez Mandamentos, tanto é uma revelação que norteia, acho que norteia todas as religiões cristãs do mundo. Até hoje, seguem essas normas morais que Moisés nos coloca.

Então, com isso, ele nos trouxe a ideia de um Deus único e de justiça Lógico que essas leis foram modificadas ao longo dos anos, dos séculos Porque das dez leis morais, na época de Jesus, já eram mais de 600 e poucas leis

que eram modificadas, eram ajustadas pelos doutores da lei. Eles tinham essa dificuldade de entender, por exemplo, essa questão de Deus, da espiritualidade, eles tinham essa dificuldade e buscavam entender e trazer essas leis para serem melhor compreendidas de uma forma mais material.

Então, acredito que os 10 mandamentos são leis morais, são leis divinas, que norteiam até hoje todas as religiões cristãs do mundo.

E até mesmo a própria justiça, né? Terrena, até não só nas religiões, ficou como base. E aí tem mais algum olhar sobre a primeira revelação que você queira trazer, assim? Ou depois... Porque tem um tempo, né? De Moisés pra segunda de Jesus. Sim.

A gente pode considerar que Moisés, a primeira revelação, não só está em Moisés, mas também nos profetas? Ou seria só em Moisés? Sim. Se a gente for ler os dez mandamentos, são dez. Eles começam desde o primeiro, não. Não, não, não, não, não. Terás outros deuses além de mim, não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão.

santificarás o dia de sábado, não matarás, né? Tudo não, não, não. É como se estivesse falando com crianças, né? A gente não fala assim com as crianças, não pode isso, não pode aquilo, né? E só existe uma lei aí que não usa a palavra não, que é honrarás o teu pai e tua mãe.

Então, segundo aquilo que nós aprendemos dentro do Evangelho de Jesus, essa questão de honrar pai e mãe... Desculpa, deixa eu beber aqui uma aguinha.

Se nós não conseguimos amar ou pelo menos honrar nossos pais, sejam eles que forem na nossa vida. Mas pelo menos temos que honrar o simples fato deles terem nos dado a vida. Isso já é algo para que seja honrado, porque a vida nos é dada e isso é algo que nós devemos realmente...

Agradecer a Deus todos os momentos e a possibilidade que tivemos dos nossos pais nos darem a vida. Mas como que eu vou honrar a Deus que eu não vejo? Como eu vou aprender a respeitar as pessoas se eu não tenho esse sentimento fraterno com aqueles que me deram a vida?

Então a gente vê uma lei moral dentro do cristianismo sendo aplicada aí. E quando Jesus, na sua vinda ao planeta Terra, ele resumiu todas essas leis em uma só. Porque quando é perguntado a Jesus por um sacerdote, Senhor, o que eu faço, como eu faço para ganhar o reino dos céus? Ele pergunta o que diz a lei.

o que diz a lei e os profetas. Ele foi buscar lá nos primeiros livros da Bíblia, me parece que isso está em Levítico e Deuterônio, que é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo. E Jesus fala para ele, se você está fazendo isso, você já vai ganhar o reino dos céus.

Perfeito. E aí já seria até um resumo dos próprios dez mandamentos, né? Exato. Esse é o resumo dos dez mandamentos, porque é isso que os dez mandamentos nos induz, praticarmos como realmente está sendo colocado ali por Moisés. E você colocando sobre essa importância do convívio fraterno, da união, além desses dez mandamentos, da legislação ali que Moisés trouxe,

Você acha que a contribuição fundamental de Moisés foi a de trazer a visão de um Deus único? Porque se tem vários deuses, aquele que acredita ou cultua outro Deus, ele não é um igual a mim, né? Então somos rivais. Agora, quando ele coloca assim que nós temos um Deus único, e depois Jesus vem e coloca essa relação com Deus como de um pai,

automaticamente todos nós somos irmãos, né? Então ele aproxima. Foi essa a preparação principal de Moisés, a gente pode compreender? Eu acho que a ideia de um Deus único, porque precisava ser isso incutido no coração dos homens da época. E a vinda de Jesus naquela região se deu exatamente por isso. Foi mais fácil ensinar que Deus era um pai, porque aquele povo acreditava num Deus único.

Não foi porque o povo foi escolhido, foi escolhido nesse sentido, porque foi mais fácil de Jesus ensinar que esse Deus não era um Deus colérico, era um Deus justo, era um Deus bom, que deveríamos chamá-lo de pai.

Então, até então, foi instituída a ideia, sim, de um Deus único. Mas, por essa dificuldade de entendimento, de compreensão dos homens da época, humanizaram esse Deus, né? Esse Deus...

Você só estaria de bem com Deus se você tivesse um bom emprego, se você fosse rico, se você tivesse boa saúde, se vencesse as guerras. Então, todo o olhar de Deus para essas criaturas estava voltado para as questões materiais. E Jesus veio exatamente restaurar essa ideia. Por isso que a boa nova de Jesus chocou tanto, porque contrariava tudo aquilo que eles imaginavam.

E Jesus, na sua vinda ao planeta Terra, chegou exatamente no momento em que isso precisava ser restaurado. Então, de Moisés para as outras civilizações, acho que foram 1.500 anos. De Moisés até Jesus, também 1.200 ou 1.800 anos. De Jesus até a doutrina, também foi um período mais ou menos nesse tempo.

E Jesus veio, o legado de Jesus foi um legado de amor e nos ensinar sobre a vida futura, o que nos espera do outro lado, o que já não era possível ser colocado, ser entendido por essa geração que antecedeu Jesus.

Então, o princípio maior de toda a revelação de Moisés foi essa. Incultir no coração dos homens da época, dos seres da época, a ideia de um Deus único e de justiça. Porque não se tinha justiça.

E é interessante que você coloca de uma forma que muitos de nós, a humanidade em geral, ainda pensa até hoje no sentido assim. Talvez não exteriorize, mas no íntimo pensa. Então o pessoal da época dizia assim, eu sou rico, eu tenho posse, eu nasci numa família influente. Então Deus gosta de mim por isso.

E aí aquele que passava necessidade, que necessitava de acolhimento, ah, Deus está punindo, está castigando, não é problema meu. Era uma forma de nem desenvolver a fraternidade, é compaixão. E aí eu fico imaginando as escrituras dizendo da vinda de um Messias, e aquele povo oprimido, esperando um...

um líder que iria libertá-lo. Aí acredito que eles imaginavam um general, alguém que viesse num alto escalão, num poder de influência, né? Que, na verdade, ia tirar eles de oprimido pra colocar como agora vez deles de serem opressores, né? E quando vem Jesus e anda com o pobre, com os estrupiados, com os leprosos, e não procura... Ele acolheu a todos, né?

Mas não procura os grandes influenciadores da época, os legisladores, senadores, os romanos. Acho que esse choque, dado o tamanho do amor de Jesus...

Exatamente, foi isso que chocou. Tanto é que o primeiro discurso público de Jesus foi o Sermão do Monte, que ele falou exatamente para esse povo oprimido, para a escória social da época, que foi bem-aventurados os pobres de espírito, que eu até coloquei aqui, deixa eu ver.

Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. E isso chocou até mesmo quem não era dessa classe, que estava esperando um discurso, dizendo, vamos vencer a guerra, vamos... Tomar o poder. Tomar o poder, porque eles acreditavam ser o povo escolhido. Eles tinham esse orgulho e se consideravam o povo escolhido.

E eram extremamente oprimidos pelo Império Romano na época, o que era para eles um terror isso. Então, eles queriam dominar. Era a ideia que se tinha desse Deus. E Jesus veio exatamente mostrar esse outro lado. O lado do amor, do amar ao próximo.

amar a si, amar o próximo e amar até o inimigo. Isso foi um absurdo muito grande para eles, no entendimento dos homens daquela época. E é curioso, porque é difícil, não só para o povo daquela época, até para nós hoje...

quando a gente diz assim, ah, fulano errou, a gente muitas vezes, em vez de pedir ou buscar o amparo, reconhecendo nele que ele merece o nosso amor, amar o inimigo, muitas vezes a gente cita que tem que perdoar, tem que acolher, lógico, vai ter que cumprir as leis terrenas ali, né, para se redimir, ser recolocado na sociedade, quando assim permitido.

Mas muitas vezes a gente vê uma narrativa de discurso de ódio quando alguém é pego em flagrante, que não... na boca de cristãos, né? Exatamente. Que não condiz com o que Jesus nos ensina, né? Então, muitas vezes a gente se contradiz, né? Nos dizendo cristãos, mas nos colocando frente à sociedade de uma forma contrária ao ensino dele, né?

É porque também não existe o entendimento do que é amar o inimigo, o que é perdoar. Porque quando Jesus nos disse amar o inimigo...

essa palavra amor naquele tempo tinha uma conotação muito diferente daquela que nós imaginamos ser hoje. Esse amar o inimigo significa respeitá-lo, não que você tenha que conviver com ele. Ou concordar com o erro. Ou concordar com o erro, de forma alguma. É respeitar cada um.

oferece para o outro aquilo que tem aqui dentro. Então, como que eu vou me revoltar, vou odiar, eu vou me equiparar ali àquela pessoa? Então, Jesus nos mostra isso. Tanto é que ele sofreu todo tipo de injustiça quando esteve aqui. Foi assassinado Jesus, mas ele não levou ódio de ninguém.

Porque quando a gente insiste em continuar com esse ódio, continuar com essa falta de perdão, nós já estamos nos comprometendo em outras vidas a voltar com essa pessoa. E é isso que Jesus tenta nos dizer. Muitas vezes aquilo que nós sofremos é grave, são feridas que demoram muitas vezes para cicatrizar. Mas mesmo assim é possível, quando nós seguimos esse caminho que Jesus nos indica,

É possível lembrarmos daquilo porque ninguém esquece, perdoar não é esquecer, ninguém tem problema de memória, a gente vai lembrar sempre, mas é lembrar sem que o nosso coração chore, é falar daquilo sem chorar.

Isso significa que entendemos que foi feito algo grave contra nós. Mas se buscarmos essa justiça de Deus e conseguindo interpretá-la como tem que ser, nós vamos entendendo que nós, de alguma forma, nos envolvemos em situações que talvez eu não tenha provocado, mas nos envolvemos naquela situação.

Porque talvez seja essa justiça de Deus, a compreensão dessa justiça de Deus sendo aplicada na nossa vida. Alguma causa tem. Então, não que isso livre o ofensor. De forma alguma, o que ele fez, ele terá que reparar. Mas nós...

entendendo isso, nos desvinculamos dessa pessoa e nos damos o direito de seguir em frente. Então, o perdoar é exatamente isso, é você se libertar daquela dor, porque o outro fez aquilo que ele sabe fazer.

E a gente compreendendo nessa linha de raciocínio a ação e reação, a lei de causa e efeito. Então Jesus fala, cada um segundo as suas obras, cada um vai colher o que semeou. Aquele que me fez um mal e eu perdoei porque isso é bom para mim. Em algum momento ele vai ter que reparar, o remorso, o arrependimento e a reparação. Essa reparação tem que ser necessariamente comigo, que ele me lesou ou não?

Não, principalmente se a pessoa que sofreu agressão perdoou, já esqueceu. Você se liberta. Ele terá que reparar, não necessariamente o mesmo tipo, terá que sofrer a mesma, mas vai se envolver em situações que ele terá que reparar. Ou talvez essa reparação seja diminuída pela própria mudança, pelo arrependimento dele.

Porque quantas pessoas convivem a vida inteira com culpas, com remorsos, mas não fazem nada para modificar aquilo. Então, todo o mal que nós causamos a outro de uma forma consciente, nós podemos reparar com boas ações. Isso nos liberta de ter que voltar e sofrer.

situações parecidas com aquela que nós causamos. Então, nós modificamos a nossa trajetória de vida desde que a gente se mantenha nesse caminho do bem que Jesus nos indica. Tanto é que Ele nos diz, eu sou o caminho, a verdade e a vida.

O caminho por quê? Porque ele sabe, ele já percorreu esse caminho, ele sabe a estrada. É esse o caminho, esse o caminho é a ponte de ligação com Deus, com o mais alto. É o caminho do bem.

A verdade, porque nada do que ele nos disse é contrário à lei divina. E a vida, porque toda vez que nós nos distanciamos desse caminho, nós caminhamos nas marginais da estrada, na periferia da estrada. E somos praticamente mortos-vivos. A vida é quando nós conseguimos entender essa proposta do bem que Jesus nos coloca.

E procuramos, mesmo que a gente tropece nesse caminho, caia, mas que a gente nunca se desvie dele. Esse é o caminho. E quando você colocou que o principal ensino ali, lógico, são tão profundos, o ensino do Cristo, mas que ali é o desenvolvimento do amor, na sua acepção da palavra de forma mais ampla, e também a fé no futuro. Por que a fé no futuro...

é tão importante para nos auxiliar com relação ao perdão e todas as outras dificuldades do cotidiano.

Então, a fé no futuro foi algo que Jesus falou muitas vezes, né? E Kardec, em um de seus discursos, ele diz que a fé no futuro é uma das... É uma das... Como que eu posso dizer? É uma das ideias que nós temos em nós que mais conseguem nos modificar.

Quando nós acreditamos que algo nos espera do outro lado da vida, nós procuramos modificar as nossas ações, as nossas atitudes na vida presente. Então, a fé no futuro é uma ferramenta de auxílio para que nós, em vida, possamos nos preparar, porque sabemos que algo nos espera. Se formos bons,

Escolheremos isso na vida futura, porque a vida aqui, como sempre nós aprendemos, é uma passagem. Nosso verdadeiro estágio de vida é a vida. Nosso verdadeiro estado de vida é a vida espiritual. Somos espíritos, né?

E é interessante que às vezes a gente observa nos outros, e até em nós, em alguns aspectos, porque a vida futura, no caso, não necessariamente é a própria reencarnação em si, embora nós como espíritas compreendemos a reencarnação, mas mesmo aquele que é católico ou protestante que compreende a vida futura,

como Jesus ali que aparece depois, que é crucificado, mostrando a continuidade, a imortalidade da alma ali nos provando.

Tem gente que a gente observa que faz tantas atitudes ruins, né? Que você fala assim, ele é um materialista. Por mais que ele se intitule um religioso, não vou dizer qual religião específica, né? Até os espíritas, né? Pra nos colocar no meio. Mas fala assim, não é possível que ele consiga cometer tantos crimes, tantas corrupções, tantas tragédias, porque...

Com certeza no seu íntimo, ele não deve acreditar que ele... Ele acredita que ele, conseguindo controlar a lei terrena e passando ileso aqui das investigações terrenas, já está tranquilo, porque se ele compreendesse, não é possível que ainda assim insistiria naquilo, né? É, não compreende. São espíritos imaturos ainda, né? Porque quando Jesus nos diz aqui no Evangelho... Posso ler? Fica à vontade.

quando Jesus nos diz aqui no capítulo 6 do Evangelho. Ele diz assim, ó. Vinde a mim todos vós que estáis aflitos e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.

Tomai meu jugo sobre vós e aprendei de mim que sobrando e humilde de coração. E encontrareis o repouso de vossas almas, porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. Então quando nós lemos isso, isso não significa que Jesus vai tirar...

vai tirar o peso dos nossos ombros. Porque nós já reencarnamos com a nossa bagagem. Uns com uma bagagem muito pesada, outros nem tanto, mas todos nós, sem exceção, somos espíritos comprometidos com as leis de Deus. Se estamos no planeta Terra, significa que nós temos que reparar algo. Então, esse alívio, esse consolo que Jesus nos dá,

Não é um consolo gratuito. Aí, como você diz, pessoas que se dizem cristãs, mas que...

fazem coisas não muito legais. Como é que elas se sentem? Não se sentem aliviadas, são pessoas atormentadas, porque esse alívio que Jesus nos promete, ele não é gratuito. Ele vai exigir de nós uma mudança muito grande. Perfeito. Eu só vou me sentir aliviada, ou melhor, eu não me sinto aliviada simplesmente porque eu trouxe Jesus para a minha vida.

Todos os cristãos, sem exceção, têm Jesus em suas vidas. Oramos a Jesus, não é assim? Pedimos a Jesus, nos abençoe, nos ampare, não é assim que fazemos? Então, isso é trazer Jesus para as nossas vidas. Mas o alívio não vem por conta disso. Nós precisamos determinar a nossa vida a seguir aquilo que Jesus nos ensina.

Somente assim vamos nos sentir aliviados. Então, a gente tem que condicionar a nossa vida aos ensinamentos de Jesus. Então, nós vemos pessoas que às vezes não compreendem isso.

Você acha que o maior desafio é nesse sentido? A gente como reencarnacionista compreendemos que tivemos outras experiências, né? E como a doutrina nos diz que o espírito não retrocede, né? No mínimo ele pode ficar estacionário. Então a gente sabe que essa é a nossa melhor encarnação. Nós não fomos algo melhor do que estamos sendo nessa, né?

Sabendo que eu ainda tenho questões em mim, ainda muito das más paixões, ainda muito atrelado à animalidade. Isso vive dentro de mim ainda, eu trago comigo.

E aí eu estudo a doutrina espírita, estudo Jesus, os seus ensinamentos. Ali é o que eu ainda pretendo ser. O difícil é isso, conseguir permanecer mais na minha nova versão que eu quero, do que deixar vir muitas vezes. Porque muitas vezes somos colocados em situações no cotidiano.

que se a gente não parar para pensar, a gente vai agir conforme nós éramos na época das cavernas, né? E acho que esse é o desafio da gente manter, talvez essa da proposta, a gente está sempre revisitando os textos, mesmo que a gente já estudou o evangelho, a gente volta no evangelho, permanece em contato, às vezes, numa casa espírita ou um templo religioso, no evangelho, no lar, para ver se a gente consegue estar sempre, ó...

vamos aqui, a meta é essa, vamos agir de forma diferente. É, isso é importante, mas quem de nós não escorrega? Não tem, somos humanos, vivemos em um mundo onde tudo favorece para que isso aconteça. Se não é daqui, é a influência.

dessa humanidade espiritual que vive influenciando o planeta Terra. Nós sabemos que tem influências de toda parte. Eu acho que o mais importante é saber que somos falhos. Somos falhos, somos espíritos em aprendizado. Temos o planeta Terra como a nossa escola.

O centro espírita, numa porção ali menor, é a escola onde nós aprendemos, é o hospital onde todos nós espíritas estamos internados, porque internados nesse hospital não são aqueles que chegam.

Os novos, somos nós que trabalhamos dentro da casa. E vamos ter alta sabela a Deus quando, né? Mas nós somos esses doentes da alma que precisamos nos curar. Então, é natural reconhecer que erramos. E principalmente quando a consciência pesa. Eu não posso, preciso reparar, vou me desculpar, ou não vou agir dessa forma.

Quando isso acontece, significa que nós já refletimos a respeito. E a consciência pesa. Não é? Verdade. Agora, quando eu faço e não estou nem aí, não estou nem aí, fiz e faço de novo. Isso é grave.

Perfeito, porque se a gente nem se importa é porque a gente não reconheceu, né? Agora, se aquilo nos incomoda, lógico, o ideal é o dia que a gente deixar de fazer, né? Sim. Mas se isso ainda nos incomoda, é que a gente já está, já estamos a caminho de melhorar, né? Exatamente.

Exatamente. Por isso somos espíritas, né? Perfeito. E é nesse sentido que a gente compreende o julgo leve da consciência tranquila, porque, se a gente parar para pensar, por que a gente reconhece que Jesus foi vitorioso, se ele foi morto?

Por que a gente reconhece que Jesus foi vitorioso se ele se permitiu ser assassinado e não fez nenhum movimento? Ele apenas cumpriu a vontade de Deus ali, indo como um cordeiro manso. É porque ele não reagiu? Então, ainda que a gente sofra os ataques do mundo, a gente não pode pagar com a mesma moeda.

O mal com o mal, né? Se a gente paga o mal com o bem, ainda que tirem a nossa vida física, estaremos vitoriosos, com um julgo leve, de consciência tranquila. É, exatamente. Lógico que nós não podemos nunca nos comparar a Jesus. Ele veio com a missão...

um espírito puro que era, desceu das estrelas lá mais brilhantes do infinito, com essa proposta. Porque na categoria de Jesus, como é que você acha que ele nos enxergava? Como crianças, né? Você vai reagir com agressividade numa criança que te dá um tapa?

Às vezes a gente fica meio assim, mas você não vai bater na criança, espancá-la, né? É assim que Jesus nos enxergava, como crianças imaturas. Obviamente, sabendo já de antemão que ele passaria por tudo isso. Era a missão dele, exemplificar.

Isso que diferencia Jesus de todos os outros que trouxeram ideias quase que espíritas. Se a gente lê, por exemplo, Sócrates e Platão, a gente parece que está lendo os ensinos espíritas, não é? Só que Jesus teve esse a mais, ele exemplificou.

até o último instante de vida. Então, é dessa forma. Jesus nos enxergava como crianças nesse sentido, imaturas moralmente, tanto é que falava por parábolas, porque a dificuldade era muito grande para entender. Por isso que no mesmo capítulo 6, ele nos diz assim. Ele nos diz assim.

Se vós me ameis, guardai meus mandamentos. E eu pedirei a meu Pai, e ele vos enviará um outro Consolador, a fim de que permaneça eternamente convosco, o Espírito de verdade que o mundo não pôde receber, porque não vê e não conhece.

Isso não bate com o que a gente entende a respeito de tudo aquilo que Jesus pregou e não pôde ser mais explícito? Aí ele continua. É o Espírito de verdade que o mundo não pôde receber, porque não vê e não conhece. Mas quanto a vós, o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós. Mas o Consolador, que é o Santo Espírito que meu Pai enviará em meu nome, é o Espírito que meu Pai enviará em meu nome.

vos ensinará todas as coisas e vos fará relembrar de tudo aquilo que eu vos tenha dito. Isso está no Evangelho de João, capítulo 14, versículo 15, 17 e 26. E é aí que nós chegamos na terceira revelação, que é o Espiritismo. Então, fazendo esse...

fazendo essa ligação com todas essas civilizações passadas, fazendo essa ligação com a primeira e com a segunda revelação, nós vamos entendendo a visão que Allan Kardec teve, o respeito que ele teve com todos esses espíritos que o antecederam nessa questão de passar para a humanidade verdades. Na verdade, atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente atualmente

Ele trouxe tudo isso, por isso que ele é o fio condutor, e quem usa essa palavra fio condutor é o orador espírita Arthur Valadares. Eu achei bem...

Vem pertinente essa ideia que ele faz de ser a doutrina espírita o fio condutor que trouxe e abraçou todos esses ensinamentos. Por isso que na introdução do Evangelho segundo o Espiritismo, Kardec fala que o Espiritismo sempre esteve presente em todas as épocas da humanidade. Por isso que a doutrina não trouxe nada de novo. Simplesmente tirou o véu daquilo que não era compreendido.

E como terceira revelação, cumpre esse papel de nos explicar. Então, a doutrina espírita nesse sentido, além de ser o consolador prometido por Jesus, também é o explicador prometido por Jesus, como ele nos diz aqui. Aquele que vai ensinar a todos vocês verdades que permanecerão em vós.

E é uma verdade. Você, quando consegue estudar a doutrina espírita com essa responsabilidade, com esse compromisso...

Nós vamos compreendendo coisas que fazem muito sentido, porque Allan Kardec explica, como ele diz, onde diante de fatos não há argumentos, não tem como você. Ele prova, através da ciência espírita, que é daquela forma. Então, quando temos acesso a esse ensinamento, a esse conhecimento, fica em nós.

Nada do que chega até nós nos satisfaz. Então, são verdades que, a partir delas, nós conseguimos compreender toda a nossa vida, os dramas da nossa existência, que, apesar de muitas vezes não demonstrarmos, às vezes vamos para o centro espírita com o coração sangrando, enxugando o nosso choro.

para poder secar a lágrima do outro, porque todos nós temos. Mas é esse o consolo realmente que Jesus nos ensina e que Kardec nos traz com tanta precisão, esses ensinamentos e nos colocando isso como verdades.

E é interessante porque se a gente pega o Evangelho segundo o Espiritismo, Kardec pontuou alguns aspectos para dar destaque moral para a sua obra, mas não era nem a proposta dele pegar o Evangelho todo e fazer uma releitura de todo o Evangelho.

Mas a partir do momento em que a gente estuda toda a codificação e compreendemos ali, tiramos esse véu para muitas questões, é interessante que até mesmo ao revisitarmos textos antigos, tanto no Novo Testamento quanto no Velho Testamento, mas com esse olhar do que o Espiritismo nos ensina, a gente já consegue extrair algo muito mais puro, vamos dizer assim, compreendendo muito mais...

Talvez até o que o povo na época, em muitos casos, queria dizer, né? Porque tem muitas palavras que têm vários significados, né? Então as parábolas de Jesus ali, ele colocando para um povo da época, um costume da época, ele usou aquele linguajar para ser compreendido para aquela população.

Tem muita riqueza ali que ele faz de analogia com o Velho Testamento, que a gente estudando agora com esse olhar da doutrina espírita, a gente pode até compreender mais, né? Essa questão de outros mundos. Sem dúvida. Regeneração. Até a...

a criação do mundo na visão de Moisés, como está lá no Primeiro Testamento, Kardec tem tanto respeito com isso, porque a ideia não é que ninguém deixe de...

de participar da sua religião por conta do Espiritismo, mas que essas leis universais, essas leis naturais, essas leis de Deus que pudessem ser compreendidas por todas as religiões. Então, essa é a unidade que ele busca. Tanto é que o Espiritismo não veio ao mundo como uma religião, como as outras.

Nós vamos entendendo o Espiritismo como religião de outra forma. Essa religação com Deus, esse entendimento dessa força criadora que é Deus, do fluido cósmico universal, que é o sopro de vida de Deus espargindo pelo universo. É a vida sendo...

começando ali de uma forma, como se diz, a criação de Deus não cessa. E quando nós vamos, eu até me perdi no meu pensamento, porque eu viajei muito.

Mas daqui a pouco você lembra. Vou te fazer uma pergunta, então. Se a gente tem ali em Moisés os 10 mandamentos e a proposta de um Deus único, a gente tem Jesus ali resumindo, né? Amar o próximo como... Amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo e a sua proposta de amor e de fé no futuro.

O que o Espiritismo vem trazer de contribuição, talvez a mais do que já foi ensinado por Jesus e anteriormente a Jesus?

é reviver Jesus na Terra. Porque quando nós conseguimos entender o Espiritismo como a terceira revelação, aquele Consolador Prometido queria explicar tudo aquilo que ele não pôde dizer de uma forma muito clara, pelo não entendimento das pessoas da época.

Estudar o Espiritismo e praticá-lo é reviver Jesus na Terra. Então, essa ideia de que Jesus voltará à Terra, nós a entendemos não de uma forma física, mas espiritualmente falando. Estudar as obras espíritas é trazer Jesus novamente para a Terra. É reviver Jesus nos seus ensinamentos.

Então, a grandeza maior da revelação espírita é exatamente isso, porque nós vamos conseguindo compreender que tudo o que Jesus fez, os milagres que ele fez, tem uma explicação racional. E isso não diminui Jesus e não diminui Deus.

Muito pelo contrário, enaltece mais ainda. Porque é isso que Jesus nos mostra, que precisamos ser bons para chegarmos mais perto de Deus. E a doutrina espírita nos ensina que precisamos ter pressa nessa evolução moral e intelectual nossa. Porque esse é o caminho que vai fazer com que esse planeta se regenere um dia. Todos nós...

temos um destino já determinado, que é sermos anjos, não é assim? Todos nós, é o caminho que nos espera, é o nosso futuro. Então, o Espiritismo vem de uma forma racional nos mostrar isso, continuando o pensamento de Jesus.

E racional até nesse sentido, do anjo como um espírito puro, né? A perfeição relativa que podemos chegar, né? E não necessariamente como asas, né? Aquele anjo que era pintado anteriormente, né? Pra nós. E você falou algo interessante, Celi, que a gente estudar Jesus à luz da razão não diminui os feitos do Cristo, de Jesus.

E tem pessoas que às vezes até se revoltam ou não concordam, acreditando justamente que é uma tentativa de diminuição, quando a gente coloca assim, Jesus não fez milagre, porque milagres não existem.

Há quem se choque, né? E aí a gente vai estudar até na obra, né? Até a própria palavra milagre teve uma outra concepção, né? Porque milagre vem de maravilhoso. Do que não se explica. Isso. Mas a raiz da etimologia da palavra é maravilhoso. Então era só isso. Então assim, a pessoa fez um milagre. Ah, fez algo maravilhoso.

Mas a gente colocou uma conotação justamente como se milagre fosse algo que fosse contrária à lei divina, algo sem explicação, né? E quando a gente estuda os feitos de Jesus, Kardec vem trazendo que é possível fazer o que Jesus fez, porque tem uma explicação até dos fluidos por trás.

É nesse sentido que Jesus não é diminuído, embora ele não tenha feito milagres nesse sentido que é colocado?

Ele não é diminuído porque para fazer os feitos que ele fez, só um espírito puro faria. Um espírito de primeira grandeza. Ele fez. Ele conseguia manipular os fenômenos da natureza, ele enxergava o que ninguém enxergava. Então, isso é característica de um espírito puro. Então, mais uma vez, nós enaltecemos a figura de Jesus como sendo o espírito mais puro que encarnou no planeta Terra.

Enviado de Deus, ele conhecia o pensamento de Deus, ele era um médium de Deus. Então, nesse sentido.

Perfeito. E o cenário, você citando quando o Espiritismo surge na Terra, principalmente quando Kardec lança o Livro dos Espíritos em 1857, estava muito assim o próprio materialismo e muito distante a religião do materialismo, da ciência.

Essa proposta de união entre a ciência e a religião também é uma característica forte da predominância no espiritismo, na proposta de Kardec?

também é um processo, né? A ciência terá um avanço muito maior quando desenvolver essa parte espiritual. Essa crença de que existe um poder acima de todos nós. Porque, veja, quando algo é descoberto na parte científica, seja qualquer área, aquilo já estava lá.

Mas quem descobriu teve um olhar diferente para aquilo. Então são questões que fazem parte dessas leis naturais, dessas leis universais. Então é a mesma forma de tirar o véu daquilo que já estava lá. Então será o grande momento da Terra em questão de evolução quando chegar esse momento.

quando houver a união da ciência e também da ciência espírita. Porque para você estudar os feitos, o fenômeno espírita, tem que ter um outro olhar. Não é porque eu não vejo que aquilo não existe. E esse é o grande entrave da ciência, da nossa ciência, nos dias de hoje.

Eu não enxergo, eu não posso provar como que eu vou dizer. Eu não posso dizer que fui eu que descobri como que fica. Então, entra uma série de questões, né? Que a gente... Porque aí fica assim, né? A ciência quer uma comprovação somente material.

Sendo que estamos estudando questões que é de uma matéria mais quintessenciada, mais sutil. Ou há de se haver um movimento de quem está analisando, levando em conta outros fatos, né? Do que apenas tentar comprovar materialmente aquilo.

ou a tecnologia avançar até um ponto de conseguir ter aparelhos que consigam perceber ou captar, de uma certa forma, esse mundo que é oculto aos olhos da maioria, digamos assim, mas não daquele que tem uma mediunidade mais ostensiva.

É, o caminho é esse, tanto é que nós temos hoje a física quântica, que anda dando um olé aí na própria ciência, né? De não conseguir explicar fenômenos que acontecem ali na física quântica. Mas nesse sentido, eu acho que a ciência cumpre o papel dela. Você só vai dizer que aquilo existe se eu posso provar. É tudo calculado.

Então, a ciência, nesse sentido, cumpre o seu papel. Mas, no início dos experimentos de Allan Kardec, ele sempre alertou com relação a isso. Não é porque eu não vejo que não existe. Então, a própria ciência da época baniu Kardec da academia de ciência, porque achavam que ele estava ficando maluco, de onde se viu se apegar com essas besteiras.

coisas que ele viu que tinha algo, uma grande revelação ali para a humanidade, que talvez mudaria o rumo do entendimento humano acerca dessas leis invisíveis. Então, para se estudar a doutrina, a ciência espírita é preciso um novo olhar. E é isso que...

que falta ainda na ciência, embora já esteja bastante avançado nesse sentido. Existem muitos médicos que pesquisam, que conseguem desenvolver ali experimentos provando determinadas situações que antigamente nem se cogitava.

Interessante. Na semana que vem, o Flávio Brown com a esposa Giovana, eles são da AMI, Associação Médico Espírita. Ele vai estar aqui e é um trabalho bonito, né? Da AMI, da Associação Médico Espírita, também nesse sentido, né? Eles caminham pra esse sentido. Sim. Mas são poucos, né? São poucos.

Mas vai chegar o momento em que isso vai ser revelado. Perfeito. E à medida que esse olhar da humanidade possa ser um olhar mais voltado para o entendimento de que não é porque eu não vejo que não existe, que as coisas vão começar a ter um... A ciência aqui da Terra vai ter um outro rumo, vamos dizer assim, né?

E esse capítulo, né, que você até leu do Cristo Consolador, um item, né, dentro do capítulo do Cristo Consolador, tem três textos só ali do Espírito de verdade, né? É muito bonito os textos, né, alertando, e até diz ali sobre a nova era.

que será uma revolução moral. A gente pode aguardar isso? Essa revolução moral já está acontecendo? Porque muitas vezes a gente fala assim, a regeneração vai ter, está tendo catástrofes, mas não é isso que caracteriza a revelação, a mudança da nova era.

É num aspecto moral mesmo? Essa é a maior contribuição dentro da doutrina? Já está acontecendo, né? Já está acontecendo. A gente vê o que acontece pelo mundo e às vezes nos choca. Até o comportamento humano chega a chocar. Você vê coisas absurdas acontecendo. O que está acontecendo com a humanidade terrena, né?

Mas é a revolução moral realmente que está acontecendo. É aquele momento que a gente relembra da parábola de Jesus, do joio e do trigo. Quem nós somos? O joio ou o trigo? O trigo é uma semente robusta, firme, ela não se quebra com o vento, com as interpéries ali do tempo. Ela se mantém íntegra. O joio não. O joio se arrebenta, abre a semente e ele não se mantém.

diante das diversidades ali do tempo, né? Então, aí a gente começa a lembrar do ensinamento de Jesus, que está bem atual. Quem nós somos? O joio ou o trigo? Apesar de viver em um mundo onde tantas questões nos chocam, é preciso um entendimento para isso também, para que a gente não se choque, para que a gente ore e entenda.

que o planeta Terra já está passando por essas transformações e nós estamos fazendo parte dele, dessa transformação. Então, por isso que é importante o nosso posicionamento nesse sentido.

Na dúvida, o que Jesus faria se estivesse no meu lugar? É a resposta que vem, né? Então a gente vai nos conduzindo na vida dessa forma. Às vezes tropeçando um pouco, mas tendo consciência do erro, vamos voltar atrás e vamos corrigir. É isso que vai somando ali as nossas experiências de vida, né?

Interessante. Eu tô lendo o livro As Parábolas de Jesus. É um estudo do Álvaro Morderrai e do Severino Celestino. E eu tô nessa parte que eles estão abordando a parábola do joio e do trigo. E é interessante, né? Porque quando fala assim deixa crescer os dois juntos. A gente faz uma analogia com esse período de regeneração que a gente tá vivenciando. Então...

Às vezes a gente vê opostos tão distantes, pessoas fazendo tanto bem. Às vezes não sai tanto na mídia, não viraliza tanto. Mas tem tanta pessoa que sai de casa para fazer o bem, trabalho social, no dia a dia. Tantas casas espíritas, igrejas, projetos até que sem cunho religioso, mas de preservação da natureza e tantos outros.

E em contrapartida, outro extremo de maldades, até no meio familiar, que também nos chocam. Então a gente pode também compreender que é o joio e o trigo ali junto. E aí Jesus fala que depois deixar crescer para não tirar o trigo e depois no momento certo será arrancado.

E jogado, queimado no fogo. E ali o Álvaro com Severino, eles trazem dizendo que o fogo, ele tem, até para aquele povo da época e para a gente compreender, o aspecto de purificação.

E às vezes a gente, na visão de um Deus punitivo, já pensa assim, ah, tá vendo? É um castigo. Então, quer dizer, se é regeneração, vão sair, vão tirar os espíritos aqui que estão atrasados, vai jogar no outro mundo pra pagar o que fez. Não, né? É purificação. É justamente pra nos reeducar. Então, se nós formos...

para esse outro mundo em atraso, vai mais limitado, digamos assim, não é como uma punição ou um castigo, e sim um método pedagógico, né? Para que a gente se purifique e possa ter outras chances de progredir, talvez fazer diferente, né? Aceitar a proposta do Cristo do amor, que há tanto tempo vai saber, né? Que a gente está reencarnando, reencarnando e recusando, né?

40 milhões de anos. Cruel, né? É tempo, hein? A gente lembra do André Luiz, né? 40 milhões de... Pra trás, né? É. Aí o André Luiz, no plano espiritual, olhando pro futuro, fala assim, eu não vou me torturar com a ideia da eternidade, né? Então, se a gente olha pros dois extremos, né? Vamos ficar no presente, vamos tentar fazer o melhor agora, né?

Exatamente isso. Mas essa é a grandeza da doutrina espírita, quando ela é estudada com responsabilidade. Nos mostra, abre um campo de percepção enorme com relação ao que nós vivemos no mundo atual, o que se passa no mundo atual, o que já passou. Nós compreendemos nuances da nossa vida, da nossa existência, que antes não compreendíamos.

Conseguimos entender mais o outro. Então, a beleza do Espiritismo está exatamente nessa proposta de reviver Jesus na Terra. Perfeito. Ou se ele tem algum outro item dentro do tema que você preparou, que às vezes eu não tive a oportunidade de conduzir, fica à vontade para trazer para nós. Eu gostaria de, não sei se é o tempo já de encerrar, eu não sei.

É, fica à vontade. Ainda tem outras perguntas que eu faria pra você, mais umas três perguntinhas e vem até pergunta do público com o Emerson ainda. Mas o que tiver no estudo do tema, que você quiser, a gente não tem tempo. O que tiver de questões do tema que você queira trazer outras pra falar, fica à vontade. É, eu acho que basicamente falamos tudo, né?

E o que poderíamos estar falando também a respeito dessa questão da terceira revelação se diferenciar das duas primeiras. Que as duas primeiras ficaram centralizadas em Moisés e em Jesus. E a terceira revelação veio pela voz de vários espíritos superiores, como Allan Kardec coloca no prefácio do Evangelho segundo o Espiritismo.

Se você me der oportunidade, eu posso ler. Perfeito. É muito interessante. A gente vai ler e entender. E é do Espírito de verdade a mensagem, né? Sim, é do Espírito de verdade. Ele nos diz assim. Eu não vou ler tudo, vou ler só os trechos ali. O Espírito do Senhor, que são as virtudes do céu. Olha, os Espíritos do Senhor, que são as virtudes dos céus.

como um imenso exército que se movimenta desde que dele recebeu a ordem. Espalham-se sobre toda a superfície da terra, semelhantes às estrelas que caem do céu, vêm iluminar o caminho e abrir os olhos aos cegos.

As grandes vozes do céu ressoam como o som da trombeta e os coros dos anjos se reúnem. Homens, nós vos convidamos ao divino concerto, que vossas mãos tomem a lira, que vossas vozes se unam e que num hino sagrado se estendam e vibrem de uma extremidade a outra no universo.

Então a gente consegue compreender esse diferencial do Espiritismo de não vir por Allan Kardec, como muitos acham que a doutrina espírita pertence a Kardec. Ele sempre fez questão de dizer que todo o conteúdo espírita não é dele.

Isso veio pela voz dos Espíritos superiores, tanto é que ele não assinou as obras espíritas com o nome dele, que é Hipólite Denizar Rivail, e sim como Allan Kardec. Então, a gente entende que precisava ser dessa forma. Perfeito.

Tantos anos já se passaram e nada dessas verdades que o Espiritismo nos coloca foi desmentido. Perfeito. Embora Kardec se coloque. Se alguma outra verdade vier desmentir aquilo que está aqui nas obras espíritas, que a gente fique, se for a ciência que nos colocar isso.

Excelente. Fica aqui pra você. Coloca aqui nos comentários quem você acredita, acha ou tem conhecimento que seja o Espírito de verdade. Então você pode ler aí o prefácio. No capítulo 6 tem lá o Cristo Consolador. Aí tem os textos. Você lê também. Fica aí de incentivo pra ler esse item. E comente aqui o que você pensa. Quem é o Espírito de verdade na sua opinião? Coloca aqui nos comentários. Tchau.

E também, se chegou até aqui nesse momento, nesse episódio, comente revelação. Então, se você colocar aqui revelação, a gente vai saber que você chegou até esse momento no podcast. Oceli, e para você, qual experiência pessoal fez você ter certeza que o mundo espiritual é real?

Pois é, né? É quando a gente acredita sem ver. Perfeito. Eu, quando cheguei ao Centro Espírita, não sei porquê, mas já tinha essa ideia da reencarnação, da comunicação com os Espíritos, da mediunidade, já era algo que eu trazia comigo, mas eu não sabia como.

E a primeira vez que eu fui num centro espírita, logicamente levada pela dor, eu me identifiquei tanto com a primeira palestra que eu nunca mais consegui sair do centro. Aquilo veio de encontro. Então, é...

Talvez nesse sentido já fosse esse o meu caminho nesta vida, buscar o meu desenvolvimento moral, o meu desenvolvimento pessoal em uma casa espírita. Eu não vou dizer, dizendo isso, eu não estou desprezando as outras religiões de forma alguma.

Porque não será perguntado de que religião nós éramos na Terra, e sim o bem que nós praticamos, o esforço que nós fizemos para poder nos manter na estrada do bem. Eu acho que a certeza realmente de que o mundo espiritual atua de forma constante são as experiências do dia a dia.

Perfeito. Então, não vamos perguntar a religião que nós éramos, tem espírita nos umbrais? Isso é comprometedor, né? Fica aí para quem quiser responder, se você acha que tem ou não. Olha, o espiritismo, a gente não pode de forma alguma nos considerar espíritas.

simplesmente por ir uma vez, duas ou três vezes por semana no centro espírita e cumprir a nossa obrigação como espíritas nesse sentido. Se nós estamos fazendo, se algum de nós está fazendo isso, está totalmente equivocado, está jogando pela janela fora todo estudo feito até agora. Ser espírita não é isso.

Ser espírita é realmente como a proposta de Jesus. Trazer Jesus para a nossa vida e seguir esse caminho que ele nos indica. Isso é ser espírita. E nós sabemos, é uma verdade, que existem espíritas que frequentam casas espíritas há 40, 50 anos com essa visão. Eu vou no centro para cumprir a minha obrigação semanal.

Mas no seu dia a dia, no esforço de mudança, houve muito pouco nesse sentido. E lógico, a gente traz num tom de humor assim, mas a gente, muitas vezes a gente se compara muito com o outro, né? E a doutrina espírita, o próprio Kardec traz ali, que a gente deva ser melhor hoje do que nós fomos ontem.

e amanhã do que nós somos hoje, ou seja, essa comparação é sempre com nós mesmos, né? Através desse autoconhecimento. Exatamente. Então, não necessariamente de saber assim, pô, o outro tem mais virtudes que eu, pô, eu ainda cometo erros que talvez o outro não cometa. Primeiro que a gente nem conhece os outros na essência, né? Mas acho que a proposta fica justamente, né, como você bem colocou.

sobre esse mergulho em si mesmo, né? Se conhecendo e se esforçando em se melhorar, né? Agora, se existe espíritas no umbral, eu acredito que muitos, assim como tem católicos, evangélicos, umbandistas, tem. Perfeito. Isso é uma questão pessoal, né?

A doutrina espírita precisa atingir o nosso coração e essa mudança precisa acontecer. Essa é a proposta espírita. Não modificar o outro, e sim nós. Perfeito. E quais seriam os seus top 5 livros espíritas? Sua recomendação? Ou o que você mais gosta?

Tem vários, né? Difícil, né? Por só cinco, né? Eu acho que dentro dos cinco são os livros da codificação que a gente está sempre consultando, os livros de Chico, dos livros do Chico, né? Os livros de André Luiz são obras que a gente está sempre consultando, sempre buscando, que são complementares às obras espíritas, né?

Então, eu poderia indicar como os principais para mim os livros da codificação. É neles que eu me baseio, são as obras de André Luiz que eu vou buscar entendimento e muitos outros. Perfeito, excelente. Vamos ver, tem pergunta do público, Emerson? Vamos ver aqui. Desde já a gente agradece a cada um de vocês que chegou até aqui esse momento do podcast. Vamos separar aqui, tem...

Ó, tem três perguntas bem interessantes aqui. A última que eu vi bem interessante. Eu vou ver aqui a primeira.

Eu não vou falar o nome da pessoa, porque às vezes pode ser uma questão mais delicada, né? Se tiver perguntas assim de dor, sofrimento, a gente já se solidariza, né? E vamos tratar aqui da melhor forma, respeitosa, né? Um diz assim, ó, perdi minha filha para o câncer e eu vi muitas vezes que Deus estava nos chamando através da dor. Como diferenciar a lei de causa e efeito da ideia cristã de castigo divino?

É uma pergunta bastante delicada, né? Mas o que eu posso dizer nesse sentido é que o Espiritismo não nos livra da dor. Ele nos livra da revolta. Porque o entendimento das leis divinas, de saber que nada nos acontece, o entendimento de saber que nossos filhos não nos pertencem, são espíritos como nós, por alguma razão,

vindos na nossa família por razões que desconhecemos. Essa questão, nessa situação que essa irmã nos coloca, é bastante delicada. Com certeza, esse espírito que passou por essa provação ainda jovem, de ter desencarnado por conta do câncer, são razões que nós estamos muito longe de dizer é isso ou aquilo.

Mas a justiça das aflições que nós aprendemos dentro das obras espíritas e do próprio evangelho de Jesus, nos dá um entendimento de que isso tem uma razão. Isso com certeza foi uma prova para a família e a prova para esse espírito que com certeza liquidou os seus débitos com as leis divinas. Então, sabendo que Deus...

tudo vê, está em tudo, é esse consolo que nós temos. Mais uma vez, lembrando que a doutrina espírita não nos livra da dor, sofremos, mas nos livra da revolta, nos dá um entendimento para questões tão delicadas assim.

Perfeito, muito bem esclarecido. Uma outra questão. Por que a humanidade ainda tem tanta dificuldade em enxergar o sofrimento sem associá-lo a essa punição divina? Se Deus é justo e bom, por que tantas religiões ainda sustentam, mesmo que indiretamente, a ideia de que bênçãos acontecem aos bons e tragédias aos maus? Como o Espiritismo interpreta essa visão?

Então, é bastante confusa essa ideia que muitos fazem. Por que tanto sofrimento no mundo? Que justiça de Deus é essa? Se nós analisarmos todos os acontecimentos do mundo, tudo aquilo que nos choca,

achando que isso é castigo de Deus, ou Deus, de alguma forma, não está cumprindo o seu papel de justo e bom, nós vamos até não crer mais em Deus. Se nós analisarmos essas situações com esse olhar materialista, nós vamos até ficar descrentes de tudo. Que justiça é essa?

Mas a compreensão que a doutrina espírita nos dá, o entendimento que o Espiritismo nos dá é outro. Nós estamos em um mundo compatível com o nosso padrão moral. Planeta Terra é um mundo de expiação e provas. E aqui reencarnam Espíritos que vibram nessa frequência.

Então, e por que o planeta é um planeta de expiação e provas ainda? Porque nós somos espíritos que trazemos conosco nossa bagagem. O mundo que nós vivemos é consequência de nós mesmos.

À medida que os seres que vivem neste mundo se melhorarem, o planeta também vai melhorar. Então, nós estamos no local certo, presenciando tragédias que às vezes nos chocam, mas por consequências de nós mesmos, de nossos equívocos do passado.

À medida que o ser humano melhora, melhora a atmosfera espiritual do mundo em que ele vive, onde as provas serão outras, não serão essas tragédias que a gente percebe o tempo todo acontecendo. Então, nada é por conta de Deus. Nesse sofrimento, nessas calamidades que a gente percebe no mundo, é a justiça de Deus sendo aplicada, é a oportunidade que estamos tendo de ser solidários diante da dor.

Aqueles que não são ainda, são escolhas que fazem e nós não podemos questionar. Mas que não sejamos nós os causadores dessas aflições e que possamos sempre ser solidários e úteis em situações como essas. É isso que vai fazer com que a gente melhore por influenciar as pessoas a fazerem a mesma coisa. E assim o mundo vai melhorando.

Perfeito. A última questão aqui, o Kleber diz assim, existirá uma próxima revelação? Ou seja, se a gente tem Moisés na primeira, Jesus na segunda, o Espiritismo na terceira, teremos no mundo uma quarta revelação?

É possível que sim. Kardec deixa muito claro isso. Então, o entendimento básico das leis naturais da vida nos foram passados aqui pelas obras da codificação. Sabemos que é possível, sabemos que existe. O mundo espiritual é uma realidade.

A nossa felicidade e o nosso sofrimento futuro, que é a vida que nos espera além do túmulo, depende da nossa conduta que nós escolhemos através da nossa livre escolha. Então já sabemos isso. É possível que venha uma terceira revelação, porque hoje o Espiritismo, ao meu ver, é a crença que mais, é a doutrina que mais tem chance de levar os seres humanos a esse entendimento.

de procurar fazer o bem o mais possível na Terra para poder desfrutar dessa felicidade melhor. E dessa forma ir mudando esse mundo, a influência, a atmosfera espiritual que envolve a Terra. Então, é possível que venha. Perfeito. É possível. Concordo. E além de ter essa possibilidade...

talvez a gente também consiga ter apenas uma continuidade dessa terceira, né? Porque se na primeira foi circunscrita a Moisés e os profetas, a segunda em Jesus, e como você bem pontuou, a terceira está nas vozes dos Espíritos...

A gente vê assim, o próprio Emmanuel falou para o Chico Xavier que ele estudava em esferas superiores sobre o Evangelho. Eles ainda se debruçavam em estudar as parábolas do Evangelho de Jesus. Aí a gente vê até naquela obra da FEB, o Evangelho por Emmanuel, pego ali de várias obras do Chico.

como que ele interpreta e ele traz, muitos dali, acredito que ele também está trazendo o pensamento dele, mas também desses aprendizados.

com outros espíritos superiores que ele coloca. E já é uma... A gente vê, muitos dizem que as obras do Chico é uma revelação dentro da revelação, né? Exatamente. Então a gente também pode compreender, penso eu, que pode haver continuidade, como vem tendo, de diversos olhares sobre as questões...

terrenas mesmo e ligada com esse fio condutor que você bem trouxe, das leis divinas, essa continuando, sem parar, porque se a gente for ver o tanto de livro, de ensino que tem na doutrina e até as obras da codificação que a gente pode retomar e estudar novamente, a gente tem material aí para muitos e muitos anos de estudo.

Acredito sim que outras revelações virão, à medida que o ser humano tiver capacidade de compreendê-las.

Não sabemos praticamente nada, estamos engatinhando nessa questão da sobrevivência do espírito após a morte física, que a vida é uma só, ora aqui, ora do outro lado, a vida é uma só. Então, essas noções já estão ficando claras para nós que estudamos o Espiritismo. E outras virão, outras revelações virão, à medida que o ser humano evolua moralmente e consiga compreender.

Porque os espíritos mesmos dizem que algumas coisas não é permitido para a gente saber. Porque esse ensinamento se perderia. Não temos compreensão para isso. E outras coisas eles mesmos dizem. Não sabemos. Isso não nos é permitido saber ainda. Então veja, os espíritos da codificação dizem isso. Tem vários graus de sabedoria, de entendimento.

Então, muita coisa vai vir ainda. Oceli, eu queria agradecer mais uma vez a sua participação, tudo que você nos trouxe aqui enriquecendo nosso estudo, e deixar esses minutinhos finais aí para você pontuar, falar o que quiser, e encerrar esse podcast da maneira que você achar mais conveniente.

Eu gostaria de ler o último parágrafo que fecha esse primeiro capítulo da Gênesis. Perfeito. Deixa eu procurar aqui.

E para você que chegou até aqui o momento, não deixe de comentar a revelação. E também a nossa provocação aqui, né? Coloque aí nos comentários quem você compreende, quem você acha que é o Espírito de verdade. Vai lá ler a introdução, o prefácio, depois o capítulo 6, né? O Cristo Consolador e comenta aqui, hein? Então vamos lá. É o fechamento desse capítulo, tá?

que diz assim,

A vida terrestre era tudo para vós, porque nada era por vós percebido do lado de lá. Nós viemos informar-vos, mostrando-vos a vida espiritual. A vida terrestre nada é. Vossa visão parava no túmulo. Nós vos mostramos, além dele, um horizonte esplêndido.

ignoráveis porque sofrieis sobre a terra. Agora, no sofrimento, enxergai a justiça de Deus. O bem parecia não produzir frutos e agora em diante terá um objetivo e será uma necessidade. A fraternidade não era senão uma bela teoria e agora assenta-se sobre uma lei da natureza. Sob o império da crença...

de que tudo acaba com a morte, a imensidade é vazia. O egoísmo reina entre vós.

O egoísmo reina entre vós como Senhor, e vossa palavra de ordem é cada um por si. Com a certeza do futuro, os espaços se povoam ao infinito. O vácuo e a solidão não existem parte alguma. A solidariedade liga todos os seres, de um lado e de outro, do túmulo. É o reino da caridade com a divisa, um por todos e todos por um.

Enfim, lançado o termo da vida, dizeis um eterno adeus aos que vos são caro, enquanto que agora lhes direis até a vista. Muito bonito, hein? Então esse é o conforto, o consolo da doutrina espírita, esse consolador prometido por Jesus, que além de ser o consolador, é o explicador, né? Que é a doutrina espírita.

Perfeito, excelente, gratidão, viu? Que a gente possa estar junto na próxima semana. Uma ótima semana a todos. Muita paz.