Episódios de Verdades Livres

Os desafios de educar uma criança

25 de abril de 202652min
0:00 / 52:59

Episódio 2

Participantes neste episódio4
A

Adriana Soares

ConvidadoPedagoga
G

Gabriel

ConvidadoTerapeuta
P

Patrícia

ConvidadoPsicóloga
R

Rosângela

ConvidadoPedagoga
Assuntos3
  • Relação mãe-avó na educação infantilPermanência emocional dos pais · Expectativas familiares · Autonomia das crianças · Desenvolvimento emocional · Importância do diálogo
  • Impacto da educação na vida futuraConstrução da identidade · Influência dos pais
  • Relação entre escola e casaComportamento na escola · Mudanças na rotina familiar
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Bem-vinda, muito bem-vindo ao nosso segundo episódio do podcast Verdades Livres para Pais, Professores e Responsáveis, com o tema Os Desafios de Educar uma Criança. Vamos lá ver nossos convidados e colaboradores. Vamos ver quem é que tá chegando aí.

Ei, Rô, seja bem-vindo. Oi, cheguei. Olá. A Gabi chegou também. Ai, que gostoso. Oi, Gabriel, seja muito bem-vindo. Boa noite. Muito bom. Agora vamos só aguardar, Adri, se vocês quiserem ir se apresentando.

É um prazer e uma honra receber vocês aqui no meu perfil para o nosso podcast Verdades Livres. Pessoal que está entrando, sejam muito bem-vindos. Vão dando um oizinho aqui para a gente, contando de onde que vocês são, que é sempre muito gostoso saber um pouquinho de vocês também. E aí, Bri?

Gente, uma coisa que é muito importante pra quem tá aí assistindo a gente é participar aqui no chat, mandando mensagens, comentando junto com a gente, fazendo perguntas. E participação de vocês pra gente ter mais dinamismo aqui, tá bom? Oi, minha gente. Que delícia recebê-los. Vocês estão me ouvindo? Sim. Então, pronto.

Quem quer se apresentar primeiro? Quem chegou por último? Vai lá, Dias. Eu sou Adriana Soares, sou pedagoga, trabalho no magistério há um longo tempo, sou mãe do Bento e estou aqui nesse grupo para conversarmos, para dialogarmos sobre educação de ser humano. Gente, isso é muito louco, né?

Eu sou Patrícia, eu sou psicóloga e eu sou três mães. Porque eu acredito que a gente nunca é uma mãe só. Quando a gente tem mais um filho, tem três filhos, eu sou três mães. Cada uma é diferente. Cada filho é diferente. Uma loucura. Olha os desafios. Bom, eu sou o Gabriel. Hoje atuo como terapeuta, dentre algumas outras coisas por aí pela vida.

Mas eu acho que a parte do meu currículo que mais interessa aqui hoje é que eu sou o pai da Cristal, né? Minha filhota de 7 anos, já está quase 8 aí. Mas é isso, gente. Vamos já começar aqui o nosso bate-papo. Deixa o pessoal, deixa a Rua agora falar aí um pouquinho. Eu sou a Rosângela. Sou pedagoga. Atuo como pedagoga. Sou...

A Paty diz que ela é três mães, então eu sou um bilhão de professores. Eu! Ao longo desses 20 e alguns anos aí na área, sou mãe da Ana Laura, com quem eu aprendi muito. E ainda aprende. E tenho que aprender diariamente para atender essa pessoinha de 15 anos, quase 16.

E aí eu ia falar, né? Ana Laura, filha da mãe dela. E talvez esse seja o primeiro desafio, né? Quando eles trazem pra gente um pouco da gente. Muito da gente, né? Isso é uma loucura.

Mas, ó, eu vou deixar aqui a minha admiração, tá? Eu lembro que, assim, quando os meus filhos eram pequenos, eu vivia na escola, gente. Eu tinha sempre um fogo para apagar. Eu estava sempre conversando com professoras. Eu era muito amiga dos professores. Eu estava sempre conversando com as professoras, com as coordenadoras, e eu falava para elas assim, gente, vocês são umas santas!

Vocês vão sair daqui e vão direto para o céu. Vocês não têm noção. O alívio que vocês me dão na hora que eu entregue essas crianças. Nossa senhora, 20 na cabeça da pessoa. Que trem doido. Mas diz que criança se comporta melhor quando está longe do pai e da mãe. Não sei se isso é verdade. É outra história.

Sim. Então deve ser isso. Mas eu acho que é assim, a gente, quando está na docência lá, dando aula, a gente tem, o sinal toca para entrar e para terminar, né?

Então você faz aí, deixou bater o sinal, pronto, acabou. Beijo, vai com Deus, até amanhã. Beijo. Tchau. É isso, você tá intrigando, né? Mas eu podia fazer isso também, tá? Beijo, vou com Deus, até mais tarde.

Então é isso, né? E quando chega o final do ano, acabou. Vamos esperar novas experiências. É férias pra quem mesmo? É isso mesmo, é isso mesmo. É isso mesmo. Sem condições. Gente, pra quem tá assistindo, quais são pra vocês os desafios de educar, os maiores desafios pelo menos, que são inúmeros, de educar uma criança? Desculpa, Ruth, cortei.

Eu disse assim que, mas mesmo assim, os desafios são muitos, né? A gente que tem uma... Nós somos preparados para isso, né? Mas o desafio é enorme, porque cada criança é uma criança, e eles trazem as inúmeras estruturas, né? Modelos de estrutura familiar, cada um com uma.

Você estava falando, eu estava aqui pensando. Cada criança é uma criança e uma família. Isso, exatamente. Um modelo diferente de ser. Faz sentido. E aí a gente vai tendo o plano A, B, C e vendo, e vencemos desafios, né?

Eu acho que antes da gente falar do desafio, eu acho que tem um pressuposto que para as famílias talvez nem tanto que cada família tenha a sua história, né? Mas na docência, ainda que a gente também tenha professores e tal, enfim, toda profissão tem, né?

Mas eu, né? A rua que convive também, eu que convivi tanto tempo assim, tem muito mais gente bacana do que gente ruim. Essa que é a verdade, né? E, cara, tem que gostar muito de gente. Tem que gostar de gente. Tem que gostar de gente pequena, de gente grande, de gente legal, de gente chata, de gente que chora, de gente que ri, de gente que briga. Tem que gostar de gente.

E eu acho que isso na família é a mesma coisa. Quando você vai decidir ter um filho, tudo bem, tem gente que não escolheu e tal, aconteceu, beleza. Mas ainda assim, você tem que gostar de ser humano e se desapegar de você para poder olhar para o outro. Que eu acho que esse é o ponto. Então, acho que tem um pressuposto aí que é essa questão.

de gostar de gente, né? Tem uma música do Caetano que fala isso, né? Gente que é pra brilhar, né? Gente que... Sei lá, enfim, ele fala de gente, né? Gente que é pra brilhar. E eu tô lembrando disso, porque teve uma professora...

que uma vez eu fui filmar no Rio de Janeiro, tinha um trabalho de você filmar as experiências das professoras na sala. Quando eu tinha uma estrutura técnica mesmo, e eu fui, e ela falou assim, sabe qual foi a... Super bonitinha ela. Sabe qual foi a experiência que eu separei? Aí eu falei, qual? A música do Caetano, gente, porque eu adoro os meus alunos. E eles eram o O do Borobodó.

Ah, eles eram santos? Não, claro que não. Eles eram o Odo, o Boragodó. Mas ela gostava deles, ela... Sabe? E eles se prepararam pra receber aquela filmagem. Então foi tão lindo assim, sabe? Você via que tava ali um olhar de gente que... De gente boa de gente. E principalmente na alfabetização, né? Porque era uma turma de crianças que não tinham sido alfabetizadas no tempo, né? Eles estavam...

Fora da faixa etária. Então, você imagina, né? E ela ali, junto com eles e tal, nesse envolvimento. Acho que tem aí esse pressuposto, né? Antes de a gente chegar no desafio, acho que tem essa ideia de que você faz um pacto ali, né? E eu acho que é um pacto mesmo, porque se você for pensar, por que aquelas crianças ficam ali te olhando? Cara, é um acordo ali, parece que meio velado, né?

Eles vão te respeitando, você vai respeitando. Não, tem horas que não respeitam. Ok, gente, tudo bem. Mas da forma maior, respeita o rito. Tem um rito ali. Entrou ali, independente qual seja esse rito bacana, mais organizado, mais desconstruído, mas tem um rito ali que as crianças respeitam. E aí eu acho que a gente vai visualizando essas novas possibilidades.

Interessante. Eu falei disso porque eu não estava falando do desafio, né? Não, mas isso que você está falando é muito interessante, né? Porque eu acho que ele cabe na maternidade, na paternidade também. Eu me lembro muito, assim, que quando eu escolhi ter filho, eu escolhi ter filho. Eu não achava que meus filhos, que eu estava fazendo um favor para aquela criança, de colocá-la no mundo.

Fica aquela coisa, ai, porque é maternidade. Não, eu entendi assim, eu escolhi passar, viver a experiência de ser mãe. Olá, voltando, a live caiu. Gravei a primeira parte, parte 1, para quem não assistiu, tem a parte 1 anterior. E agora vamos voltando para o nosso segundo episódio do podcast Verdades Livres para pais e professores.

Os desafios de educar uma criança. Eita, seja bem-vinda, que delícia ver você aqui. Então, vamos só esperar os nossos convidados entrarem. E vai me contando, escrevendo aí embaixo, para você, quais são os desafios de educar uma criança. Seja bem-vinda. Caiu aqui, mas já voltamos.

Caiu, pois é Caiu Vamos torcer para não cair de novo É Vamos ver quem é que... Mas então, estávamos falando dos desafios De educar uma criança Desafio 1, Adriana? Desafio 1 Permanecer

Gente, caí, voltei. Pronto. Voltamos. Vamos lá, parte 2. É, parte 2. Então, desafios... É assim que é a maternidade e a docência. É assim. A gente lida com esses desafios que a gente não é e que a gente não está vendo. É possível. Todo um planejamento e aí a parada rompe e você tem que dar nó em pingo d'água.

Sabe que quando os meus filhos estavam na escola, eles entraram no grupo escoteiro, nos Lobinhos. E, gente, eu era apaixonada com o lema dos Lobinhos. Melhor possível! Era o lema dos Lobinhos. Eu achava sensacional. André, seja bem-vinda de volta. Pronto. Saímos e voltamos. Então, a...

Só para dar um... Você falou disso, eu lembrei de um filme, só para dar uma dica dessas relações, aquele filme Up, você quer lá das nuvens, que é a gente... Uma coisa assim.

Não é com o senhorzinho com um escoteiro, né? Maravilhoso. Esqueci o nome dele. Maravilhoso, maravilhoso. Aquele desenho é uma animação maravilhosa. São muito presentes ali, participantes. Mas então, a Adri falou, um desafio, permanecer. É. Eu quero falar um outro. Por favor. Uma das coisas que a paternidade mais deixou muito evidente para mim é um...

É que tem coisas que só a paternidade ou a maternidade vai estimular em nós. Não tem outra experiência que vai estimular a gente da mesma forma. É, verdade. Então, eu acho que um dos maiores desafios que eu entendi, assim, que existe nesse papel que a gente atua, é a gente conseguir educar enquanto a gente lambe as próprias feridas.

É eu educar, mas ao mesmo tempo cuidando da minha filha É eu dar educação para a minha filha Ao mesmo tempo educando, cuidando, tratando a minha própria criança E aí surgem aqueles momentos em que ela, por exemplo Foi uma coisa que eu já falei em outros momentos Nas nossas encontros ao vivo, lá do Liberdade Emocional Que, por exemplo, eu tenho dificuldade de manifestar a minha criança interior E aí

De ir para o nível dela E brincar como ela Eu tenho muita dificuldade com isso E a paternidade Ela trouxe isso muito em evidência Ela arranca isso de você É Força, força, força Exato Eu acho que esse É um grande desafio Eu me arrisco a dizer para 100% dos pais e mães Que a gente conseguir Cuidar do outro

tendo que lidar ainda com nós mesmos. Muitas vezes a gente até abre mão de cuidar da gente pelo outro, talvez por ser até mais fácil, não sei, por vários motivos. Mas tem esse desafio. Isso daí é uma coisa que eu acho que o bicho pega, acho que o buraco é mais embaixo quando a gente vai nesse ponto. O buraco é mais embaixo. E aí, complementando a sua fala, eu acho que é um desafio muito grande a gente olhar para a criança, dentro disso mesmo que você falou.

sem projetar nela o nosso passado. Então, as expectativas dos nossos pais, porque quando você tem filhos, você tem pais controladores, eles vão reclamar com você. O que é? Por que é que o seu filho não está se comportando desse ou daquele jeito? Então, a sensação que dá é que a criação do seu filho não é só sua. É de toda uma família ali que tem expectativas. E você olhar para o seu filho e você olhar para o seu filho não é só sua.

Sem projetar suas faltas Exato E eles respondem muito aos nossos estímulos, né? Então, por exemplo, se eu vejo minha filha ansiosa Agoniada ali com alguma coisa e tal Aí eu às vezes até penso O que é que eu estou fazendo? Como é que eu estou me portando Para estimular essa ansiedade nela? Será que isso está vindo de mim? Será que está vindo da mãe?

Ou alguma outra questão. Acho que são questionamentos que a gente tem que falar. Bom, pensar, né? Questionar. Para poder a gente começar a ir pela verdade, né? Não ficar naquela ilusão do eu estou certo sempre, do eu nunca preciso me ajustar. É sempre a criança que tem que se ajustar a mim. Sim. Eu acho que esse é um ponto bem... Bem sério. Perfeito. Vai lá, Lili.

Até que a gente estava falando no outro dia. Às vezes a gente quer corrigir a criança, a gente quer consertar a criança, mas é a gente que precisa se consertar. Antes de tentar consertar a criança. Fala, Adri.

Quando eu falei essa questão do permanecer, né? Porque, assim, existe uma relação que está posta ali e que você é obrigada a estar ali o tempo todo, né? Tanto fisicamente como emocionalmente.

Então, no início é um físico que te exige, né? Você tem que cuidar, você tem que dar mamar, você tem que dar banho, não sei o quê, bababá. E olha e corre, não sei o quê. E depois você vai crescendo e vai virando emocional, né? Porque as demandas emocionais vão vindo, né? Eles vão se colocando no mundo e tal. Então, a permanência da gente ali no cotidiano, eu acho que é um baita de um desafio, sabe?

Porque tem horas que você quer sair correndo. Dia após dia. É, tem horas que você quer sair correndo. Tem horas que... Eu agora entendo um pouco a minha mãe, apesar da fala dela ser bem dura, mas eu entendo ela. Às vezes ela falava assim, um dia vocês vão acordar e eu não vou estar aqui. Vai estar assim.

Aí um dia a gente acordou, ela voltava, aí eu falei, ela foi embora. Pecado, que maldão. Até que ela estava certa. Mas é isso, né? Porque na verdade, tem horas que você tem vontade de sair correndo, tem horas que você tem essa necessidade de sair dali, né? Pra você até se olhar um pouco, pra poder você se cuidar um pouco, né? Eu acabei de ler um livro, num clube do livro que eu estou participando, que eu voltei a ler,

eu voltei a ler livros de literatura e eu li o Saramago, né? Eu até botei lá no nosso grupo A Ilha Desconhecida. E para... Quero um livro... Gente, pensa num livro bacana. Puts, um livro muito maneiro. Um negócio que você lê em uma hora, mas que tira você do lugar, assim. E ele falou que para a gente conhecer a ilha, a gente precisa...

Sair da gente para poder ir para a ilha, né? E aí a gente pode fazer essa metáfora de variadas formas. E eu concordo com o Gabriel porque a maternidade e a paternidade é esse exercício, né? De você sair de você e ir para o outro e voltar para você. Porque você tem que voltar para você. Não dá para você só sair, né? Mas porque você tem que sustentar outras áreas da vida.

E aí, complementando a sua fala, o desafio de estar presente, eu diria de estar presente com sanidade mental e emocional. Porque com certeza é a equificação. E tem hora que eu tenho. Você não sabe mais tentação, não.

Eu não sei se os nossos... Eu não sei, não. Os nossos pais não viveram isso porque eles viveram outro tempo. Eles viveram outros desafios, né? Sim. Não melhores nem piores. Que nem o Salgueiro. Simplesmente diferente. Como boa carioca. Aí, olha só. Mas eles viveram outros, ok. Hoje, o que...

Hoje não, já tem uns 10 anos Não sei se a Ro vai concordar Contando aí um tempo Mas acho que já tem uns 10 anos, cara E aí estou falando até diante de pandemia A necessidade Que as famílias estão sendo Impostas Está sendo imposta a família Ela ter que se cuidar Emocionalmente

Tem que se cuidar, não tem como. Não é uma coisa mais de opção. Eu me cuido, eu faço isso, eu respiro. Não, não, meu amor, sinto muito. O que você está tomando? Você toma, que eu sou dessas, do floral, do óleo essencial e tal. Foi ao médico, conversou, vai respirar, vai fazer o que para poder você se organizar?

Isso é algo que é como se fosse um pacote, né? Você fez isso e para onde é que você vai se cuidar? E aí cada um com as suas escolhas, né? Cada um com seus caminhos. Sem julgamento de valor, se esse é bom ou ruim, não interessa. Para você estar valendo, vamos lá. Então vamos juntos, né?

Fiz um atendimento outro dia que eu não sabia de determinadas informações privilegiadas que me ocultaram, essas informações privilegiadas. Comecei a conversar, percebia um pouco, sabe? O clima familiar. Eu falei, gente, depois eu fui saber das informações privilegiadas. Eu falei, cara, poxa, porque ali a família estava em rixa, sabe? Então, se você não sabe de determinadas coisas,

Você entende que é só uma rixa ali e às vezes não é. Tem todo um patamar, né?

que está ali colocado e que as famílias não estão conseguindo permanecer. Aí, voltando ao verbo, não estão conseguindo permanecer ali. E porque é difícil mesmo. Não estou dizendo, ah, não, não estou conseguindo, porque é difícil para caramba mesmo ficar ali e tentar dar conta desse recado, né? E eu vou fazer só uma provocação para vocês. Não sei o que vocês acham disso. O Gabriel usou isso, mas eu conheço o Gabriel.

Mas hoje tem se falado muito nessa coisa de projeto de filho. Filho é um projeto. O que vocês acham disso, gente? Como desafio? Filho é um projeto? Eu tenho umas implicâncias aqui. Um projeto de vida, né?

Eu não sei. Para mim, assim, eu tinha... Claro que eu tinha um projeto, né? Se você também começa a maternidade sem pensar no resultado, é aquela história, né? Qualquer caminho serve para quem não sabe para onde é que está indo. Mas, assim, qual que é o projeto? É de um adulto funcional, é de uma pessoa que se sinta amada, que se sinta num ambiente seguro.

Uma pessoa que dê conta de si, que progressivamente seja autônoma, que consiga enfrentar a vida. Então, uma preocupação muito grande que eu tinha ao longo da vida deles foi assim, peraí, está preparado para esse desafio que está vindo nessa próxima etapa? O quanto que é possível? O quanto que essa pessoa está sendo exposta para o quanto que ela dá conta? Então, tudo isso é projeto.

projeto de que no meu caso eram três, então para mim era muito importante que eles tivessem harmonia, porque eu queria que eles fizessem parte de um contexto, que eles se sentissem pertencentes àquilo lá. Então tudo isso é projeto, mas a partir daí eu entendo que esse projeto precisa se tornar um projeto nosso, de pessoa e de vida, não um projeto meu. A partir do momento que eles vão tomando as decisões.

e que eu entendo que precisa ser progressivo, não é uma coisa que você vai chegar, quando? 18 anos, então a pessoa nunca fez nada na vida, e a partir de agora vai fazer? Não, já tem um monte de coisa acontecendo ali. Então, por exemplo, no caso, eles iam fazer prova para o ensino médio, aquilo já era um ensaio para o que ia acontecer depois.

Então, tinha que fazer ensino médio, técnico, público? Não. Mas bora lá, vamos estudar, vamos fazer a prova, vamos ver como é que é isso. Então, assim, é o incentivo e eu acho que também vem muito do exemplo que eles têm. Então, a gente entregar o agente saudável para eles, eu acho que é muito bacana. Eu brinco muito com a Ro, porque a Ana Laura é muito esperta, é muito inteligente.

Então, eu falo para aquela filha da mãe, da mãe dela. E assim, muito inteligente, muito inteligente. Então, realmente, né? Então, o fruto não cai muito longe do pé. Então, a gente está bem, a gente está saudável. E a gente meio que mostrar o caminho que a gente trilhou ao invés de ficar exigindo. Então, respondendo a sua fala, na minha opinião.

Eu acho que sim é um projeto de vida, porque eu comecei a juntar dinheiro para comprar essa casa quando eu não estava grávida ainda. Então a gente casou, teve filho quatro anos depois, mas a gente começou a juntar dinheiro desde o momento que a gente teve condições.

Então, a gente evitava de fazer certas coisas que a gente queria. Então, é projeto de vida. Família é projeto de vida. O que eu quero oferecer para essas crianças? Quais são as oportunidades? Quais são as opções? Mas não no sentido de que eles sejam só peões que vão... Peças de um jogo que vão seguir aquilo que a gente determinar.

Mas no sentido do que eu quero oferecer para eles, eu acho que a gente precisa ter uma ideia. Senão a gente não faz nada. Qualquer família serve, qualquer lugar que eles chegarem serve, né? Nesse sentido. Eu falo que a Ana Laura é o meu projeto de vida e projeto nosso, meu e dela, exatamente por isso. Porque eu penso que...

que ela precisa dar conta dela daqui a pouco, né? E agora também. As questões que ela tem na escola, alguma coisa, eu falo, filha, isso é com você. Você precisa resolver isso. Isso não é da mamãe. E ela resolve as questões dela. E isso é um treino dela para a vida. E para ter algum problema com a professora, porque ela acertou uma questão na avaliação.

E aí ela chegou e me contou, mãe, a professora não aceitou e que estava certa. Lá na escola tem uma professora que é doutora em língua portuguesa. Eu fui lá e perguntei para ela, ela falou que sim, a minha resposta estava certa. Então, são iniciativas que eu olho, nossa, então é esse o projeto. Eu quero que ela dê conta dela, das questões dela.

Aí às vezes ela fala, mas alguém falou isso E eu olhei assim e fiz Observando, mas para isso é É necessário, isso que você disse A questão da presença que a gente tem na pedagogia Da presença na escola Mas também em casa É necessário o autoconhecimento É preciso No início eu tinha muitas dúvidas Dessa questão de como é que eu vou ensinar Essa menina, como é que eu vou fazer esse projeto

E aí, nas sessões com a Patrícia, eu falo, você precisa ser. Né? Os nossos filhos mais nos ver do que nos ouvem. Então, diminui bastante o tanto da fala, comecei a fazer as coisas. Outro dia, ela falou, ah, mas é muito legal ter uma mãe que vai pra academia, que faz musculação. É muito legal ter uma mãe que faz faculdade, que ainda estuda, que não sei o quê. Então, realmente é isso. É o ser. O ser visando esse projeto.

Até isso, né? Que exemplo eu quero ser. Sim. Tem umas coisas que são muito interessantes, né? Nesse crescimento. Vocês, então, Rui e a Paty, que já tem mais velhos, né? Gabriel e eu, que estamos começando, né? Mas tem uma coisa assim do tipo... Hoje o Benco estava escutando uma música, cantando uma música, e eu adoro, sabe? A música, né?

E aí, não, mas essa música é maravilhosa, né, mãe? Essa música é maravilhosa. Beijo ao nosso filho de vocês. Essa música é maravilhosa, né? Então, é isso, né? É também... Não me lembro o nome da música agora. Daqui a pouco eu lembro. E também... É esse prazer, né?

de você começar a perceber que ali tem um diálogo, ali tem uma conversa, né? Ali ele tá te entendendo e você tá entendendo. A mão só melhora. Não é? Só melhora. Um vínculo fortalece. Não é? Isso é muito bacana, né? Você tá com essa... Porque assim, né? Quando eles são muito pequenos, aí eu tô falando lá...

bebês e tudo, tem toda uma interação ali. Claro que tem e é lindíssima e tal, mas é muito mais, não a menosprezão dos bebês, mas é muito mais sua do que deles, né? Eles estão reagindo ali aos estímulos que estão sendo dados. E está tudo bem, eu acho que é isso mesmo. Mas quando eles ganham esse desenvolvimento cognitivo,

Uma sofisticação. Não é? De refinamento, de cultural. E aí você vai colocando, né? Você vai dando possibilidades, né? Criando possibilidades. Nossa, as interlocuções são maravilhosas, né? Elas são assim... Surpreendem. Outro dia eu tava aqui e a gente tava trabalhando pra caramba aqui no CQ.

E aí, daqui a pouco, eu falei assim, ai gente, eu quero ver a minha série. Cada um ia fazer uma coisa, eu falei, eu quero ver a minha série. Uma série que ninguém quer ver aqui, só eu. Aí, quero ver a minha série. Aí, o Bento, poxa mãe, mas não sei o que lá, sei lá, acho que era hora pra dormir. Aí, eu falei, ai meu Deus, na hora da minha série. Aí, ele, não, tá bom. Eu vou pra cama, vai ver a sua série, você tá precisando.

Eu não tô falando, gente. Cara, isso é muito bom. Eu falei, ah, eu quero ver minha série mesmo. Eu vou deitar ali. Eu vou ver a minha série. Você vira aí pra dormir sozinho, que agora é o meu momento. Não, mãe, você fica tranquila. Eu vou dormir e você fica aqui vendo a sua série e tá tudo bem. Isso é bacana, né? Isso é legal. Isso é resolução, né? Isso, agora, se a gente for pensar, isso é... Por que eu implico com a palavra projeto?

implicância aqui. Tá tudo bem, amor. Rigores pedagógicos, né, Rô? Tem implicância com a palavra. Bem-vindo ao clube. Rigores pedagógicos, Rô. É porque projeto é... A Mônica está falando que foi uma boa surpresa encontrá-los nós. Maravilha. Maravilha. A Mônica é pedagoga também.

Me perdi, desculpa. Ai, Andrinha, desculpa. A palavra projeto. Ah, do projeto. Desculpa. Sabe por quê? Eu entendo que isso tudo que vocês estão trazendo, eu concordo. Mas quando as pessoas estão usando agora esse projeto, é algo que, assim... É...

É como se fosse quase que mecânico, sabe?

Isso que a Patrícia falou que não era, que ela não gostaria. Que é essa ideia de você fazer isso, vai ser assim, vai ser assado. E aí, consequentemente, ele vai fazer novos amigos, e aí as famílias, e aí todo mundo vai se entender, e aí ele vai ter, como é que é o nome? Networking e tal. Gente, eu já escutei isso, sabe? Isso é uma coisa que tem rolado pelas pessoas, sabe?

Então assim, eu entendo que, claro que todas as famílias querem o melhor, né? E o melhor para cada um é para cada um mesmo Agora, é ser humano, né? Sim, é por isso que eu falo Esse projeto que a gente tem aqui enquanto pai e mãe, enquanto família Precisa deixar de ser o meu projeto e se transformar em nosso projeto E assim, eu estou em 1930

E essa autonomia, a gente vai falar disso acho que no próximo encontro Essa autonomia precisa ser constantemente cultivada Porque não é uma coisa que você não cultiva e depois chega uma hora Você dá um estalo e essa pessoa vira autônoma

Sim. Com posse daquele projeto. Não é um projeto de vida, é um projeto de pessoa que você cria sozinha e depois você entrega para a pessoa e fala, continua. Precisa ser o projeto, ela precisa ser o projeto dela mesma. Sim. Então aí vira o nosso projeto. É o seu projeto de você que eu estou aqui do seu lado para poder facilitar isso para você e te ajudar a propiciar isso de acontecer.

no momento que você ainda não tem os meios para isso. E aí que entra o ser, você sendo, né? E aí ela integra-se a esse projeto. Ela vê razão de atender isso que você está ali apoiando, porque ela quer ser também. Pronto de bola.

Outro dia o Beto falou assim, mãe, a gente estava conversando sobre sonho. Aí eu falei assim, filho, você é meu sonho realizado. Porque é isso, né? Você tem um sonho e a pessoa, o fato, a pessoa não precisa fazer nada. O fato dela existir é o seu sonho. Ela não precisa fazer nada. A Ana Laura, a Cristal, né?

Os filhos da Pathy, Sofia, o Vítor e o Hugo, não precisam fazer nada. Eles existem e a gente...

Tem sonho realizado. Cara, isso é maravilhoso, né? A gente só precisa deixar que eles saibam disso, né? Isso, isso, Gabriel. Isso. E olha, eu vou dizer assim, o que eles se tornam é tão mais interessante do que a gente poderia planejar. É, Léo.

Eu ia dizer que vocês, na imaginação mais, no Wildest Dreams de vocês, a imaginação mais louca e aleatória, vocês poderiam imaginar que a Cristal seria assim, que a Ana Laura seria daquele jeito, que o Bento Luiz seria o Bento Luiz. Ah, não, gente, pelo amor de Deus. Não tem como a gente ter esse tipo de... Como eu brinco aqui é porque minha bola de Cristal quebrou e eu não achei ninguém que conserte.

Não tem como você... Não tem! Não tem! E eu imagino que vocês, né, pedagogas, vocês vão olhar uma sala de aula, vocês vão começar a ver individualidade de cada uma dessas crianças. Gente, se a gente tiver olhos para ver e apreciar, né, como a Adri muito bem disse no início do nosso encontro, se eu gosto de gente...

Cara, imagina que deve ser uma coisa muito louca. Você deve escutar cada coisa. Eu me lembro o Vitor, com seis anos, a professora dele achando de rir e me contando que ele deu trabalho na sala de artes e ela teve que levar ele de volta pra sala de aula. E ela de mão dada com ele no bosque lá da escola e ela fala assim...

Vitor, eu amo você, eu amo todos os meus alunos. E ele com seis anos olhava pra cara dela e falava assim, ama nada, você só me dá bronca. Digo, como? Como não? Você é de realidade da criatura? Como assim você me ama? Você só briga comigo? Palhaço.

E o meu, outro dia, eu de três aninhos, eu saí, que daí era outra professora, eu tenho de arte, daí eu falei, tchau, já vou embora, tchau, tchau, a tia já tá indo. Ele falou, tchau, tia, agora você vai trabalhar? É, tá, agora... Você vai embora trabalhar? Eu falei, é, vou trabalhar, só tava brincando até agora. Que delícia!

Muito bom, né? Muito bom. Eu já falei, eu acho que eu falei isso na outra live, né? Eu falo assim, oi, meu povo. Oi, meu povo. E aí, hoje, um aluninho, né? Fala isso, né? Eu falo oi, ele. Oi, meu povo. Igualzinho você fala, Tia Adri. Caralho, gente. Gente, deixa eu até compartilhar uma coisa aqui com vocês. Porque, às vezes, tem coisas que...

Eu sei que tem coisa que é muito óbvio, mas tem coisa que o óbvio não chega na nossa mente da forma que deveria chegar. Depois é que, de alguma forma, parece que assenta melhor. Mas, por exemplo, eu até pouco tempo atrás, eu vinha nesse processo de educação e de criação olhando para a Cristal agora, certo? Então, a demanda que ela trazia, eu ia lidando. Agora, tem pouco tempo que eu comecei a pensar...

Como é que ela vai ser no futuro? Por exemplo, o que eu estou fazendo hoje, a construção que eu estou fazendo com ela, vai resultar em quê lá no futuro? Independente das questões que a gente sabe que não pode prever muita coisa, né? Mas a gente sabe que a gente tem uma influência.

Então, foi recentemente, e se acontece comigo, eu sempre falo isso, se acontece comigo, acontece com outras pessoas. Então, tem pouco tempo que eu comecei a pensar, meu Deus, e Cristal, quando ela estiver lá com 18, 20, 20 e poucos anos, quem vai ser ela? O que eu estou fazendo aqui agora por ela, com ela, vai dar a base que ela precisa, como vocês estavam falando aí, a Paty falou, vai dar essa autonomia, vai dar essa... Um enorme desafio isso, Gabriel.

Então, assim, é isso. É o óbvio que nunca tinha encaixado direito. Eu ficava só tratando as demandas que chegavam ou não agora, mas não pensava nessa projeção. Perfeito. E provavelmente, se ela for a criança que você quer que ela seja, provavelmente ela não vai ser o adulto que ela precisa ser. E precisa ser. E nem o adulto que você quer que ela seja. Então, a gente precisa entender isso.

Que a gente precisa meio que ir ali levando, mas sem moldar demais. É isso. A gente dá a segurança, a base para ir caminhando. Eu vou só aproveitar o que o Gabriel está falando e vou falar uma outra coisa que eu acho que é importante. Eu sei que o Gabriel não disse isso, mas eu acho que é importante a gente agregar. Essa questão do óbvio, ele não existe.

Não existe. Não existe. Porque, assim, é óbvio que ela vai crescer. Aham, tá bom. Sabe? Vai crescer quando, como, onde, né? Aquela coisa, né? O que comem, o que andam. Não sei. Óbvio. Então, pra quem, né? Então, eu entendo que e eu sempre falei isso pras famílias, sabe? Peque pelo excesso, não pela falta.

Ah, mas será que eu tenho que perguntar isso? Pergunte o que você quiser. Pergunte quantas vezes for necessário. Eu tive uma mãe que o filho já está adulto hoje. A gente até, agora que eu saí, que eu já me aposentei, a gente virou amiga e vai marcar um choppinho. Porque ela é maravilhosa, a Claudinha. E ela falava assim, Andri, eu quero conversar com você porque eu quero falar de novo daquele assunto.

que assunto era? Era ele, era o comportamento dele, a forma dele, e ela nas suas limitações, não conseguindo. Com as suas limitações mesmo, não conseguindo fazer aquilo. Então, assim, e a gente repetia, você já me falou isso, né? Só que agora eu tô reelaborando. Tu tá reparando que eu tô reelaborando?

Cara, os papos eram muito maneiros, mas por quê? Porque ela se permitia falar aquilo e muitas vezes até repetir aquilo. Então, assim, o óbvio precisa ser dito e a gente é preciso... É, e pecar pelo excesso, né? Quantas vezes for necessário que a gente converse sobre isso. Eu acho que não vai dar pra essa live, talvez tem que ficar pra próxima.

Não é? Porque está terminando. A gente falta uns 5 minutos. Pois é, então. Mas vamos deixar um gostinho aqui. A gente vai discutir na próxima live.

O pior é que eu nem falei dos desafios todos ainda. Nem eu. A gente vai continuar falando de desafios. E a gente vai falar do obedecer. A gente faz uma parte 2 semana que vem. O obedecer é sensacional. Mas eu não falei dos meus desafios ainda não, gente. Desenvolvimento neuronal é um super desafio.

Porque muitas vezes a gente olha para uma criança que tem um desenvolvimento, esse cótex pré-frontal aí só vai estar pronto aos 25 anos. E a gente olha para aquela pessoa, para o cidadão, e a gente acha que ele tem que ter tudo resolvido, que a cabeça dele é igual a nossa, não é? Então a gente precisa olhar para essa criança na idade dela, não na nossa.

E precisa se separar um pouco de tudo isso. Se a gente olha, por exemplo, para a adolescência, que é uma fase em que o cérebro dele está mudando tanto, e a gente acha que aquela criatura ficou rebelde só porque... Por minha causa? Não, amor, não. É por causa dele. Então, tem muita coisa aí dentro. É preciso que a gente olhe para aquela pessoa com isenção.

não como projeção, como o Gabriel falou aqui também, que eu acho muito interessante. E eu acho que talvez o grande desafio é que a gente crie um ambiente seguro, que a gente crie um ambiente em que essa pessoa se sinta vista, ouvida e em segurança, tanto na escola quanto em casa. Porque quando a gente consegue dialogar,

A gente consegue sair do pedestal e escutar e ver, né? E ver o que tá acontecendo no outro, com o outro. Isso é muito legal. Então, eu tava conversando com uma mãe que ela teve uma situação e ela ficou muito aborrecida com o filho, né? E ela queria ter tido uma atitude, mas ela se segurou. Quando ela foi ver, a situação era outra, completamente diferente. E o moleque não tinha feito nada.

Então, olha que legal quando essa mãe... Eu fiquei tão orgulhosa dela. Olha que legal quando essa mãe é capaz de olhar e falar assim, não, peraí, tem alguma coisa aí que eu não estou entendendo. Quando ela consegue se colocar no lugar do eu não sei, eu preciso escutar para saber, eu preciso ver para saber. Ele precisa me contar para eu saber. De antemão eu não sei nada. Então, eu acho que sair desse pedestal do eu sei tudo,

Porque, ok, a gente está emprestando esse córtex pré-frontal para eles até os 25. Está tudo certo. A gente tem mais maturidade, mais vivência, mais isso, mais aquilo. Mas nem por isso a gente vai ter todas as conclusões, ter toda a verdade de cada situação. É preciso que a gente veja, escute e que eles entendam que não é...

porque eles vão ser diferentes das nossas expectativas, que eles vão ser menos amados. Então, existir esse espaço para que a pessoa mostre quem ela realmente é. Porque senão, a gente só vive nas máscaras, tanto para um lado quanto para o outro. E falando da adolescência, nessa fase de adolescência, é tudo isso que você diz aí, né? Para nós pais com os filhos adolescentes,

Tem hora que você fica assim, perdido. Vai falar, e agora? O que essa menina tá pensando? Não tá se sentindo amada? Não tá se sentindo nessa revolta toda? E aí é necessário mesmo essa questão da autoridade e do afeto. As duas coisas juntas. As duas coisas juntas. Porque é tão intensa essa...

pré-adolescência e essa adolescência ainda mais precoce que você fica da impressão que você tem que ficar vibrando 24 horas autoritarismo até autoridade, né? Se você não se policiar, você fica e as coisas se complicam ainda mais.

Porque a gente traz também os reflexos da educação que a gente teve com os nossos pais. Aí que o negócio fica mais complicado. Você quer fazer um pouco diferente e aí você perde o autoritarismo, né? Deixa o afeto e os desafios aumentam ainda mais. É muito louco isso que você está falando, Rô. Porque quando você quer fazer diferente, muitas vezes, pelo fato de ser diferente, você não tem a referência do que você quer fazer. Então você está trocando a roda com o carro andando. Sim.

Eu não sei o novo, mas ainda não sabe o resultado E por isso que espaços como esse São importantes, entendeu? Para a gente poder trocar os sentidos Aqui, os significados e sentidos Sobre essa educação De crianças e jovens Gabriel ia falar Eu ia dizer só assim Dentro desse contexto Porque se a gente dá amor sem dar direção Cria crianças perdidas Se dá direção sem amor, cria feridas Então Criação

Aí tem que ter esse... Esse equilíbrio. Eu achei bonito isso. Eu achei bonito isso, Gabriel. Dá um bom posto. Se inscreve lá depois pra gente. Botar isso lá. Fecha essa frase e fecha. Eu posso ir embora agora. Repete, Gabriel. Dar amor sem direção cria crianças perdidas. E dar direção sem amor vai criar feridas.

Nas crianças. Isso daria outra live, né? Pronto! Estou criando crianças perdidas ou feridas? Ou queridas? Feridas ou queridas? Agora eu queria só puxar uma coisa que a Patrícia falou ali que acontece muito na escola. Muitas vezes tem dúvidas. Quando você falou de segurança...

A questão é o seguinte, muitas vezes as crianças em casa estão dando muito trabalho aos pais por N motivos. Brigam, não obedecem, não alate, enfim. Mas na escola não está acontecendo nada, está tranquilo. E isso, na verdade, é algo que é comum acontecer. Por quê? Porque na escola ele precisa cumprir os ritos.

Com as pessoas e tal. Então, quando eles chegam em casa, quando eles chegam em casa, de alguma forma, eles podem relaxar. Aí ele pode ser ele, ele pode testar, ele se sente seguro para poder ir e vir. Claro que tem vezes que ele está, assim, em casa e na escola. Aí existe uma regulação, né?

Essas famílias vão precisar de apoio. Essas famílias vão precisar de apoio, né? Para essa criança que está dando problemas em casa, né? Mas, enfim... Isso vai muito disso também, né?

De os pais saberem ver e escutar essa criança. Sim, com certeza. E tem também o contrário. Crianças que está tudo bem na escola, que ok em tudo, e do nada, que não é do nada, ela começa a apresentar um comportamento diferente. Na escola não mudou nada, não teve nenhuma alteração, mas a criança está com um comportamento diferente. Aí quando a gente chama o pai, chama a família, a gente vê, ah, em casa, mudou alguma coisa lá em casa.

E às vezes elas refletem aqui na escola. Na maioria do tempo, sempre. E às vezes a rotina, né, Rô, é a rotina que mudou. Às vezes é a rotina que mudou. Às vezes tem coisas tão graves. Às vezes a rotina mudou, né?

É o cachorro que morreu. Isso, isso. Olha só, eu trouxe... A gente não leu no início? Tem esse livro aqui, que é Ideias para Adiar o Fim do Mundo. E o Krenak fala uma coisa que eu acho que é maravilhosa. Que ele fala o seguinte, ó.

Vamos aproveitar toda a nossa capacidade crítica e criativa para construir paraquedas coloridos. Vamos pensar no espaço não como um lugar confinado, mas como o cosmos, onde a gente pode despencar em paraquedas coloridos. Acho que a maternidade a gente despenca mesmo, né? Mas eu estou entendendo que esse podcast aqui, sendo bem metido agora, ele é para a gente criar paraquedas coloridos.

Ele é pra gente criar paraquedas coloridos. A gente, os nossos, pra gente compartilhar paraquedas, pras pessoas compartilharem seus paraquedas, né? Pra que a gente invente outros paraquedas, enfim. E o quanto é legal quando a gente cai junto, né? Isso, é. É isso, é isso. A gente cai junto, trazendo significados, trazendo um olhar pra tudo isso, né? Que talvez nem seja uma queda.

Pois é, pois é. É porque ele tá falando de outra coisa aqui, né, gente? Eu trouxe pra cá, né? Ele tá falando sobre o mundo, né? Muito bom. Eu trouxe pra cá, né? Ai, gente, acabou de cair água toda aqui. Adrissa e Adrissa, vamos lá. Um prazer enorme estar aqui com vocês. Gratidão a todo mundo que ficou aqui até o final. Ai, obrigado. Um prazer tê-los conosco.

Sempre. E o nosso podcast vai estar nos nossos perfis e eles vão estar também no Spotify. Podcast Verdades Livres. É só procurar lá que vocês vão encontrar. Tá bom? E quem quiser entrar no nosso grupo público, na nossa comunidade do WhatsApp, é só clicar no link da Bia. Vai ser um prazer receber vocês lá.

Então, gente, boa noite pra vocês. Como sempre, muito bom. Isso, maravilhoso, gente. Maravilhoso. Obrigada pra quem está aqui com a gente, pra quem vai assistir. Boa noite, obrigada. Uma honra estar aqui com vocês. Ai, também acho. Beijo, gente. Gratidão. Até.

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