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Peregrinos - Paulo Alves

04 de maio de 202647min
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A partir da primeira carta de Pedro, somos lembrados de que não somos cidadãos deste mundo, mas peregrinos de passagem por uma terra que não é o nosso destino final.

Na primeira mensagem da nova série "Peregrinos", vimos neste domingo que a nossa verdadeira identidade está em sermos escolhidos de Deus. Essa clareza nos permite enfrentar sofrimentos e provações não como sinais de abandono, mas como um fogo que refina a nossa fé e nos prepara para uma herança eterna que jamais se corromperá.

Clique aqui para assistir a mensagem completa:

Participantes neste episódio1
P

Paulo Alves

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Assuntos6
  • Identidade e RepresentatividadeDesconforto em ambientes não pertencentes · A tensão entre pertencer e não pertencer · A crença em Cristo como bilhete premiado · Moldando a identidade para se encaixar · A esperança em um mundo que não é nosso
  • Mensagem de esperançaA herança eterna que não se corrompe · Cristo venceu, nós venceremos · Esperança em Cristo, não na situação · A salvação como herança guardada nos céus
  • Identidade em DeusIdentidade em Cristo versus identidade pelo que fazemos · Ser escolhido de Deus para santidade · A iniciativa de Deus em nos buscar · A geração que perdeu as raízes da identidade · A conclusão de Bonhoeffer: 'Eu sou teu'
  • Sofrimento humanoAlegrem-se em meio às provações · Sofrimento por causa de Cristo · A fé provada como ouro no fogo · O fator pedagógico do sofrimento · Amor e crença em Deus mesmo sem vê-lo
  • 1ª de Pedro 2,4-9Contexto histórico e destinatários · Propósito da carta: encorajamento e afirmação da graça · Priscila e Áquila · Perseguição aos cristãos no primeiro século
  • Onde estamos hojeA condição privilegiada de receber a mensagem · A responsabilidade de andar como peregrino · Anunciar o lar eterno aos outros
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Tem ambiente que a gente está que deixa a gente totalmente desconfortável, fora da água. Isso às vezes por alguma situação de ambiência ou por alguma situação social também. Você está com pessoas que você não tem assunto, né? Você fica assim, você não sabe o que fala mais. Inclusive eu aprendi com um amigo duas expressões que você conversa com qualquer pessoa o tempo que for necessário, da mais simples à mais culta. Vocês querem aprender?

Sim? No final eu conto, tô brincando, vou contar agora. É o seguinte, quando você estiver com alguém, tem duas expressões que você consegue levar a conversa até o final. Primeira, é verdade. É verdade. Você pode falar é verdade, concordar o tempo todo. E a segunda, é complicado.

Com é verdade e é complicado, você tem duas horas de conversa tranquila em qualquer lugar. Pode testar e depois você me fala. Mas tem lugares que às vezes nem o é verdade ou é complicado está servindo mais. Você está totalmente deslocado, aquela sensação, não sei se vocês têm, às vezes tem uma sensação que você tem que se encaixar naquele ambiente. E você não consegue. O ambiente é desfavorável para você e você vai tentando e não consegue.

É difícil ainda quando nós temos que nos posicionar conforme a nossa fé, os nossos princípios, os nossos valores. Ah, fulano é crente. Isso aí? Tem nada? Não. Ou, ah lá, o crentão chegou. Tem vezes que a gente consegue se posicionar, tem vezes que não. E a gente não para para pensar que muitas das vezes, mas...

o ambiente, os relacionamentos, o que a gente consome, vai moldando a nossa mente e o nosso coração. De modo que antes eu não me encaixava mais e agora eu consigo me encaixar com mais facilidade naquele lugar que não é definitivamente o meu lugar. Isso acontece até com aqueles que um dia foram transformados por Cristo, aqueles que foram salvos, receberam uma nova identidade, uma nova vida no Senhor. Isso acontece conosco.

A vida é marcada por essa tensão. Eu pertenço a esse ambiente, mas eu não gostaria de estar aqui. Ou eu gostaria de estar aqui, mas eu não pertenço a esse lugar. O problema é que a gente acha que é assim, está tudo bem. Em algum momento nós, não sei qual momento foi esse, na verdade, mas nós entendemos que crer em Cristo...

É como um bilhete premiado para viver do nosso jeito. Ah, eu já criei em Jesus, eu sou de Jesus, e a minha vida agora eu sigo do jeito que eu acho que tem que ser vivida. Eu vivo do meu jeito. Eu desprezo o que o Senhor fala na sua palavra, eu desprezo a vontade de Deus para mim, já que eu criei, eu vou viver do meu jeito. Parece que é um bilhetinho que a gente achou premiado. Aê, tem Jesus, eu vou viver agora como eu quero.

E aí a gente passa a moldar a nossa identidade para se comportar naqueles ambientes que não são nossos. Nós moldamos o nosso comportamento e as nossas atitudes, os nossos planos, para aquilo que não é do Senhor. Nós colocamos a nossa esperança naquilo que nunca foi de Cristo.

Hoje eu estou começando, e nós começaremos juntos aqui, uma nova série de mensagens que eu estou chamando de Peregrinos. Vivendo com esperança em um mundo que não é nosso. Peregrino é alguém que está de passagem, não porque está perdido, mas porque sabe que o lugar que está não é o seu destino. Já fez uma viagem de um final de semana? Todos nós já fizemos, né?

Você vai só com a malinha, carry on, né? Você vai só com a malinha ali, botou, saiu, passou o final de semana e voltou para casa. Eu lembro que uma vez eu precisei ficar dois meses fora. E quando eu voltei, curiosamente, estava lembrando dessa história. Curiosamente, o dia que eu voltei, no final do primeiro mês, a Raíssa foi se encontrar comigo. Passamos mais um mês, eu estava estudando. E quando eu voltei... Voltei...

Eu tinha combinado de ir na casa do Lucas e da Ju porque eu precisava comer arroz, feijão, bife, batata frita. Você sente falta. Você pode desfrutar do melhor da culinária italiana, você pode ficar quanto tempo for, você pode ficar fora em algum país, em algum lugar, mas você sabe que o seu banheiro é o seu banheiro. Não é?

Você sabe que sua cama, o seu travesseiro, o seu conforto, o seu lar é diferente. Ou seja, no sentido bíblico, quando nós aplicamos essa imagem do peregrino, nós vemos que peregrino é aquele que sabe que este mundo não é o seu destino. Meus irmãos, nós estamos aqui de passagem, esse não é o nosso lar.

Dessa forma, a nossa identidade, bem como a nossa esperança, não podem ser firmadas nessa terra. Para mim, confesso para os irmãos, é muito difícil porque nós nos deslocamos da vontade de Deus, dos princípios do Senhor. E o nosso coração...

parece que ele é cada vez mais enraizado nessa terra. É difícil olhar para as Escrituras e olhar para os preceitos de Deus e para a vontade de Deus e não ser confrontado com a vida que nós vivemos hoje. A gente acha, com toda convicção, com toda certeza, que aqui é o nosso destino.

Você pode até falar assim, não, eu não acho não, mas na prática nós vivemos assim. Na prática nós vivemos como se aqui fosse a vida final. É por isso que a gente se apega tanto a essa vida aqui. Por isso que a gente se apega tanto aos relacionamentos, por isso que a gente se apega tanto às posses, por isso que a gente se apega tanto aos títulos, por isso que a gente se apega tanto ao que a gente pode construir.

E viver aqui, sendo que isso aqui é um pedaço, é um final de semana fora. Você se lembra de Jesus orando por nós lá em João 17, ele diz, Senhor, não peço que os tirem do mundo, mas que os protejam do maligno. Eles não são deste mundo como eu também não sou. Queridos, prestem atenção, olha aqui. Nós não somos daqui.

Você não pertence a este mundo. Nós não somos dessa terra. Há um chamado de Deus para nós, há uma convocação do Senhor para que nós possamos viver neste mundo, mas vivendo aqui, não colocar a nossa esperança neste mundo.

O Charles Spurgeon tem uma expressão importante que ele diz, eu não gostaria de ser um cidadão onde Cristo foi um peregrino. E é exatamente isso que a gente faz. Nós firmamos as nossas raízes nessa vida. E eu fico pensando, por que, meu Deus? Se estar contigo é muito melhor, se estar contigo é o nosso prazer, se estar contigo é o que a gente quer, por que nós firmamos a nossa vida aqui?

Por que nós achamos que o que vai nos garantir lá na frente é o que eu estou construindo hoje? Por que eu acho que eu tenho que desfrutar de tudo agora e viver de forma desregrada ou viver como esse bilhete que eu ganhei, é isso que vai me garantir? E eu olho para o Senhor que veio sem nada. Eu olho para o Senhor que veio para passar um período. Ele vem, ele como Deus, ele se esvazia disso. Ele vem e nos serve.

Ele vem e se entrega, ele vem e morre. A palavra de Deus diz que o filho do homem, Cristo, não tinha onde repousar a sua cabeça. E a gente vai construindo casas luxuosas, achando que essa é a nossa segurança.

A palavra de Deus diz que o filho do homem não tinha onde repousar a cabeça. E eu acho, ou achei em algum momento, que o que eu tenho, ou que eu construí, é aquilo que vai ser a minha segurança lá na frente. Tolo quem pensa assim. Não é isso que Deus quer de mim e de você. Sabe, esse negócio confronta demais o meu coração.

Porque às vezes eu fico inseguro, falo, meu Deus, como é que vai ser das minhas filhas? O que vai ser? O mundo como está? Você olha na geopolítica, você olha na economia, você olha nas previsões, você olha em tudo e fala assim, meu Deus do céu, o que vai ser? Ou seja, se eu não firmar o meu coração em Jesus e ensinar a Ele, ao meu próprio coração, ensinar a quem está perto de mim de viver isso, todos nós entraremos num desespero coletivo.

Só que a gente não está fazendo isso, a gente está fazendo o contrário. Ao invés de eu confiar no Senhor, ver que Ele de fato é a minha segurança, que eu sou um peregrino, que eu estou aqui de passagem, o que eu faço? Eu trabalho para que o meu coração seja um coração cidadão deste mundo. O grande autor...

do clássico, o peregrino John Bunyan, ele diz assim, este mundo não é o lugar de descanso do cristão, o seu repouso está por vir. Eu tenho a impressão que falar isso aqui e gastar 40, 50, uma hora, duas aqui conversando sobre isso, pode ter, pode ter,

pelo poder da palavra de Deus e a ação do Espírito, um chacoalhar dentro de nós e mudar os nossos caminhos. Mas eu quero ser sincero para os irmãos que, se eu não abrir o meu coração para viver como um peregrino aqui, isso aqui não passa de um momento onde eu encontro os meus amigos, onde eu vejo as pessoas, tomo um café, bato um papo e vou embora.

Então eu quero olhar para esse tema de ser um peregrino vivendo com esperança no mundo que não é nosso, a partir de uma carta do Novo Testamento que fala praticamente sobre todas as questões da vida cristã, que é a carta de 1 Pedro.

Então ao longo desse mês, nessas cinco semanas de maio, nós refletiremos em cima dessa carta. Eu convido você a abrir aí a sua Bíblia na carta de 1 Pedro. Quando nós olhamos para essa preciosidade, quanto essa carta é preciosa, valorosa, vemos aqui...

que Pedro está falando de praticamente de todas as questões da fé cristã, mostrando que dá sim para viver na prática como peregrinos que vivem com esperança em um mundo que não é nosso. Quando nós olhamos o contexto aqui dessa carta,

Logo ali no começo, nos primeiros versículos, diz assim, Eu, Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, escrevo esta carta aos escolhidos de Deus, que vivem como peregrinos, em outras versões vão dizer estrangeiros, nas províncias de Ponto, na Galáxia, Capadócia, Ásia e Bitina. Vou dar um pouco do contexto desta carta para vocês aqui. Embora Pedro está falando eu, Pedro,

Pedro tem uma ajuda de Silas, o Silvano, que é um amanuense. O que era um amanuense? Era alguém que escrevia enquanto o Pedro ditava. Esse amanuense podia colocar em suas palavras, ou seja, ele podia deixar, Pedro, você sabe que Pedro é um pescador, então ele pode deixar essa carta com um grego, com uma escrita mais elevada, de alto nível.

Ele está escrevendo essa carta aqui, ele está ditando para Silas, que é o seu companheiro, foi companheiro de Paulo, vocês sabem disso, acompanhou Paulo na sua segunda jornada missionária, agora ele está com Pedro e ele é o auxiliar de Pedro ali, deixando o texto de Pedro mais bonito. Pedro fala, nós vem, nós vai, e aí Silas fala, ele corrige o negócio. Então a ideia do amanuência é essa, mas o... ...

A mensagem do texto é do próprio Pedro. Se você pega, logo em seguida, tem a segunda carta de Pedro. Já é uma carta que no original dela é um grego, aspas, pobre. Porque foi o próprio Pedro que escreveu. Agora ele tem um auxílio, na segunda carta não. Curiosamente,

Pedro escreve, isso aqui é um detalhe importante, ele escreve no início da década de 60, ali no primeiro século. Você vai se lembrar que no início da década de 60, nós já temos Nero como imperador de Roma, que é um imperador implacável contra o povo de Deus.

Aquilo que o Senhor falou que se cumpriria, agora já está se cumprindo, o povo se espalha, o povo começa a ser perseguido, há pessoas na diáspora, pessoas que estão longe, numa comunidade distante, vivendo ali aquilo que eles estão vivendo, na nova fé que Deus se revelou para eles por meio de Cristo. Essa é uma época de perseguição. No final dessa década, Pedro é martirizado por causa do Evangelho.

pelo próprio Nero, mas nós lemos aqui que Pedro está escrevendo assim, eu escrevo essa carta, aos escolhidos que vivem como peregrinos, cristãos espalhados pela Ásia Menor, e todas essas cidades aqui, Ponto, Galáxia, Capadócia, Ásia, Bitina, o que ele está falando aqui? É a atual Turquia. Já esteve lá na Turquia? Não? Quando for me leva. É, ué, a gente vai junto.

Ele está falando da atual turquia ali, gente. Essa é a carta com maior amplitude de destinatários do Novo Testamento. Todos vocês que saíram daqui e foram espalhados para essa região, devem ler essa carta. E qual que é o propósito dessa carta? O próprio texto diz para nós lá no capítulo 5, diz assim, Escrevi esta breve carta para...

encorajá-los e afirmar que aquilo que lhes ensinei é verdadeiramente a graça de Deus. Permaneçam firmes nessa graça. Pedro precisava encorajar aquelas pessoas. Por que elas precisam de encorajamento? Por quê? Imagina, meu irmão, você agora crê em Cristo, e não é que você agora é um peixe fora d'água. Qualquer coisinha te mata. Ah, mas o que eu vou fazer com a casa que eu comprei?

Ficou para trás. Mas o que eu vou fazer com o carro que eu... Vocês não estão mais em Jerusalém, na Judéia, na Samaria. O Evangelho está lá na Ásia Menor. Vocês foram mandados embora. Esse texto me faz lembrar a saída do povo nas mãos de Faraó. Como é que ele sai?

O texto é claro lá em Êxodo, ó, sai com o que você tem no corpo. Não pega muita coisa não, porque agora é hora de caminhar, é hora de peregrinar. E quando o povo está no deserto, o povo não tem muita coisa, porque o Senhor está guiando o povo. É nuvem, é fogo, é maná caindo do céu, o Senhor está mandando tudo para aquele povo, como Ele manda tudo para mim e para você hoje. E ali no primeiro século, essas pessoas estão vivendo isso.

Mas há uma tensão ali, é real, né? Mas Pedro quer que seus leitores entendam que, embora sejam peregrinos, dispersos, marginalizados, a sua verdadeira identidade se repousa em serem eleitos de Deus. E essa identidade que eles têm agora em Cristo é capaz de sustentá-la em qualquer circunstância. Eles sabem responder quem eles são.

Quando nós pensamos nisso e conectamos aquilo que eles viveram para a nossa realidade hoje, os primeiros versículos aqui, de 1 a 12, vai trazer para nós pelo menos quatro perguntas fundamentais que nós precisamos responder. Quem nós somos? Qual é a nossa esperança? Como lidamos com o sofrimento e onde nós estamos hoje? A primeira, quem nós somos? Pedro começa falando sobre isso.

Depois de dizer, escreva essa carta aos escolhidos de Deus que vivem como peregrinos. Quem é que esse povo, como que eles podem se identificar agora? Eles são escolhidos de Deus. E por serem escolhidos de Deus, ou seja, Deus trouxe aquelas pessoas do pecado para a vida. Deus convenceu aquelas pessoas como ele um dia convenceu a muitos de nós.

Escolhidos de Deus que vivem como peregrinos, como estrangeiros. No 2 ele vai dizer, Deus o Pai conheceu de antemão e os escolheu, mais uma vez aqui, os escolheu para serem santos por meio do Espírito, a fim de obedecerem a Jesus Cristo e serem purificados por seu sangue. Aquele povo era um povo escolhido de Deus, separado para a santidade, para uma vida no Senhor.

Deus os escolheu de antemão. Sabe, isso traz uma realidade para aquele povo e para mim e para você, que não fomos nós que buscamos ao Senhor. É o Senhor que foi um dia e colocou no nosso coração o desejo de conhecê-lo, a vontade de ir atrás dele. E assim ele se revela a nós como o grande salvador. Nós, por nós mesmos, desprezaremos ao Senhor o tempo todo.

Mas Ele, com a sua voz suave, manso e humilde, nos chama para perto. Não foi o Senhor, não foi o meu coração que buscou. Se um dia eu me acheguei a Cristo, foi porque Ele começou um trabalho na minha vida. O John Stott chama isso de o cão de guarda do céu. Ele vai na floresta em busca dos perdidos. Ele vai atrás.

E quando ele acha, ele fala, uau, uau, uau, uau, uau, taquinha. Nós fomos escolhidos quando nós nem pensávamos no Senhor. E Pedro aqui, à primeira vista, parece que ele está se contradizendo na identidade aqui, mas ela se completa. Esse escolhido agora, ele é um peregrino. Ele não pertence a essa era, ele não pertence a esse mundo.

Eles são escolhidos, mas ao mesmo tempo eles vivem deslocados dessa realidade, deslocados deste mundo. Pertencem a Deus, mas não se encaixam completamente nessa era. Gente, isso é importante porque isso aqui elimina uma aparente tensão que nós podemos ter.

Sabe, o mundo que Deus criou, ele é bom. Desfrutar das coisas que Deus dá para nós é ótimo, é legítimo, é maravilhoso. A questão é, eu não posso colocar a minha identidade nisso, a minha insegurança nisso, quem eu sou em cima disso. Eu não posso achar que o fim da minha vida é o que eu vivo aqui.

Eu não posso achar que tudo que eu tenho, tudo que eu posso ter, se resume a esse curto período de tempo que eu tenho aqui. Agora, meu Deus, como o Senhor pode mudar a minha mente, o meu coração, para entender esse negócio? Pedro está falando. Antes de qualquer coisa, o Senhor já pensou em nós. Antes.

De eu pensar em alguma coisa, o Senhor me escolheu. Nós sabemos, o Evangelho demanda uma resposta de fé e arrependimento. Então, o Senhor vem a mim, fala comigo, eu preciso dar uma resposta adequada a Deus. De fé e de arrependimento.

O Senhor os escolheu de antemão. Agora, ele não só nos dá uma identidade, como nos dá também um propósito. Este peregrino, ele deve ser um peregrino que vive em santidade. Enquanto ele caminha, e a gente vai explorar isso na mensagem da semana que vem, que ele fala especificamente sobre uma vida santa, enquanto ele caminha, enquanto ele anda por este mundo, ele é escolhido para viver sob a dependência do Espírito.

obedecendo a Cristo. O que é obedecer a Cristo no nosso dia a dia, gente? Como que eu tenho criado os meus filhos? Como que eu tenho cultivado a relação com a minha esposa? Como que eu tenho cultivado a minha relação de trabalho? O Felipe deu um exemplo aqui há pouco. Você recebe um troco, aí você tem a tendência, ó, Deus é bom demais comigo, aí dei 20, ganhei 50, ó, prosperei, coisa boa.

Como é, entenda-me, como que é a minha relação íntima com a minha mulher? O mundo, as pessoas, desta vida, tem uma relação marcada por pornografia, desrespeito. É isso que eu quero na minha casa? É isso que eu quero no meu leito? É isso que eu quero? É cada vez mais comum a relação fora do casamento.

Ah, mas o mundo é assim, está tudo bem. Essa é a vontade de Deus para a gente. Esse é o desejo de Deus para o seu povo? Está chegando a época do imposto de renda aí. E aí? Como que vive como um santo escolhido de Deus neste mundo? Como que você faz no dia a dia?

na hora de declarar o imposto, na hora de contratar alguém. É a prática da vida cristã, é o Senhor nos guiando, é o Senhor nos direcionando para a gente obedecer a Cristo que nos purifica por meio do seu sangue. A questão é que a gente tem um problema central de identidade no nosso coração, nos nossos dias. Por exemplo,

Quando alguém pergunta quem nós somos, nós respondemos o que nós fazemos, não é assim? O que eu faço qualifica a minha identidade, sendo que deveria ser o contrário. Você pergunta quem você é. Ah, sou empresário, sou médico, sou aposentado, sou jogador de futebol, sou isso e aquilo. Sendo que, na verdade, a gente está respondendo o que nós fazemos.

Quem eu sou deve qualificar o que eu faço. Tem gente que até tenta espiritualizar, né? Eu sou um médico cristão. Ou seja, está colocando a sua identidade na frente. Deve ser o contrário. Eu sou um cristão médico. Eu sou um cristão empresário. Eu sou um cristão dentista, jogador e tudo. E por aí vai.

Quem eu sou deve qualificar o que eu faço. Como viver isso numa sociedade que não fala sobre identidade? Eu estava conversando com um amigo que trabalha na Rede Batista, nós temos, está abrindo a 24ª unidade agora, e uma das unidades aqui em Minas, ele estava fazendo uma pesquisa de campo, curiosamente ele chegou num dia que tinha uma mãe para fazer a matrícula do filho.

E aí ela falou assim, vocês têm espaço para terians? Aí a diretora, pois não? Vocês têm espaço para terians? Alguém sabe o que é um terian? Terian é uma pessoa que se identifica como um cachorro, um animal. E ela tinha visitado uma escola naquela cidade, e quando ela foi naquela escola...

O pessoal do comercial mostrou pra ela que tinha um espaço para aterianas. E ela falou, o que é aterianas? Não fica aqui no recrime que você vai ver. E os meninos adolescentes saíam, iam lá, tinha menino com coleira, aí tinha menino que fingia estar fazendo xixi, latia, não sei o que, brincava de cachorrinho e tal, aquela coisa toda. E ele se identifica como um animal. Tinha menino que ia pra escola de coleira.

E aí chega para a diretora e fala assim, vocês têm espaço para ter crianças? Aqui a gente chuta cachorro da Paula, estamos brincando. Uma geração que perdeu as raízes da identidade. Culpa nossa.

Porque a gente parou de ensinar quem é Cristo, o que ele pode fazer, quem que é Jesus, onde está a nossa identidade, onde está o nosso valor, onde está a nossa vida. Aí o menino faz o que ele quer, não é isso? Deixa o menino, é criança, deixa ele fazer o que ele quer. Aí ele vai fazendo o que ele quer, aí não tem limite. Aí não tem direcionamento. E aí uma hora o que ele quer ser? Um cachorro.

Sabe, aí você está achando isso um absurdo, como eu estou achando. Mas talvez você está vivendo como um ser humano, com a cabeça de animal. O seu corpo é de um homem, mas a sua cabeça faz coisas de animais. Você é um minotauro.

Você vive totalmente desconectado do Deus que te chamou, que iluminou a sua cabeça, sua mente, seu coração para viver como Ele quer. Ah, mas eu sou humano, estou fingindo de cachorro, mas está fingindo que Deus não existe. Está vivendo do seu jeito, está agindo pelos seus impulsos, pelas suas vontades. Isso está moldando a sua identidade, isso está moldando quem você é. Não é isso que Deus espera de nós, porque o Senhor nos dá uma identidade.

Eu gosto de um poema do Detrich Bonhoeffer, que ele, quando está preso, o Bonhoeffer foi um pastor de Marte, viveu ali na Segunda Guerra, o pai dele era o principal psiquiatra do mundo, ele vem de uma família de aristocratas, família com grande relevância na sociedade, e ele é preso, e ele morre.

porque ele não quis viver conforme Hitler e os nazistas falavam que ele deveria viver. E quando ele está preso, ele morre dias antes da guerra acabar, ele escreve esse poema, ele fala, Quem sou eu? Dizem-me frequentemente que saio da minha cela calmo, alegre e firme. Sou realmente aquilo que outros dizem de mim?

Ou sou apenas o que eu mesmo conheço de mim, inquieto, ansioso e enfermo? Quem sou eu? Seja o que for, tu me conheces, ó Deus. Eu sou teu. Essa conclusão que Bonhoeffer chegou deve ser a minha e a sua conclusão. Independente do meu sentimento, independente do que eu estou passando, independente da situação, do contexto, eu sou do Senhor.

É isso que Ele nos dá, identidade. E uma vez que o Senhor nos dá identidade, Ele também dá a nós um propósito. E Pedro traduz isso em nossa esperança. Qual é a nossa esperança?

O texto continua dizendo assim, Louvado seja Deus, Pai do Senhor Jesus Cristo. Foi por sua grande misericórdia que ele nos fez nascer de novo, por meio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos. Agora temos uma viva esperança. Qual é a viva esperança do povo que foi disperso, que perdeu tudo, está sendo perseguido? Que não tem dinheiro, não tem família, não tem lar, não tem lugar nenhum para viver? Qual é a esperança daquele povo? Cristo venceu. Vocês vão vencer.

Essa esperança do povo continua sendo a minha, a sua esperança hoje. Ah, mas a situação está ruim, está difícil, está complicado. Cristo venceu, nós vamos vencer. Mas estão passando a minha perna no trabalho, meu casamento está difícil, criar os filhos está difícil, as coisas estão caras, isso e aquilo. Cristo venceu, eu vou vencer.

A minha esperança é Cristo, não a situação. Tal como a minha identidade não pode ser moldada pelo contexto, a minha esperança também não pode ser moldada pelo contexto. Se Cristo me deu uma identidade, Ele também me dá uma viva esperança constante. Pedro continua dizendo assim, agora temos uma viva esperança.

e uma herança que não pode ser destruída, nem manchada, nem perder o seu valor. Entendam esse texto à luz do seu contexto. Aqueles irmãos perderam tudo. Eles estão caminhando, eles estão indo embora. E aí Pedro fala assim, você tem uma viva esperança e fique tranquilo, você não perdeu nada, tem uma herança nos céus reservada para você.

Essa herança não pode ser destruída. Nero não pode colocar fogo em casas celestiais. Nero não tem acesso aos céus onde Cristo reina para destruir a sua vida eterna.

Meus irmãos, mantenham viva a sua esperança, porque há uma herança que não pode ser destruída, não pode ser tocada, não pode ser manchada, ela não perde o seu valor, ela não depende do mercado, ela não tem altos e baixos na bolsa. Essa herança, ela não perde o seu valor. Essa herança que vocês receberem é a salvação em Cristo. Isso ninguém tira de nós, isso todos nós desfrutaremos na eternidade com o Senhor.

Gente, nós sabemos, relacionamentos podem ser abalados, projetos podem falhar, saúde, a nossa saúde é limitada. A vida é frágil, é efêmera. Não sei se eu falei na semana passada para vocês, um amigo de um pastor, na semana passada, descendo as escadas de sua casa, caiu, bateu as costas, não pode andar mais, gente. Um dia comum. Andando em casa. Caiu, não vai andar mais.

Já fez a cirurgia? A vida é assim. Você tem uma viva esperança? A sua viva esperança é Cristo. Se não for, é ilusório. Então, tira o seu olhar disso. Você tem uma herança que não se corrompe, que não mancha, né?

Veja o que ele está falando lá no versículo 5, essa herança está guardada nos céus para vocês, que mediante a fé são protegidos pelo poder de Deus, até que receba essa salvação, que está pronta para ser revelada no último dia. O Senhor guardou para mim e para você isso.

Ele está abrindo espaço aqui para trazer o que aquelas pessoas estão vivendo, da seguinte forma, olha, vocês estão passando por pressões, por dificuldades, mantenham a esperança de vocês em Cristo, na salvação que vocês receberam em Cristo, porque pode passar por provações, lutas e até a morte aqui, mas na eternidade você estará com o Senhor, nada vai corromper isso.

O mais importante vocês já receberam, que foi a salvação. Agora, caminhem como peregrinos. Olha que interessante esse texto aqui. Essa herança está guardada nos céus para vocês, mediante a fé, são protegidos pelo Espírito de Deus. Não há o que eu e você...

possamos fazer para nos proteger, ou proteger o nosso patrimônio, ou proteger a nossa história, ou proteger a nossa reputação. Não há. É o Senhor quem cuida de nós. Se um dia Deus te salvou, se um dia você respondeu com fé e arrependimento diante dessa mensagem de Deus, saiba de uma coisa, o Senhor, não apenas do seu negócio.

não se esqueceu de você, como Ele também cuida de você. Ele cuida da sua vida, Ele tem toda a eternidade para você desfrutar com Ele. Dessa herança, desse cuidado, deste poder, dessa glória. Por que então colocar o olhar aqui?

Se eu tenho uma identidade, se eu tenho uma viva esperança, eu tenho uma forma de lidar com o sofrimento. Esse é o tema que a filosofia moderna não conseguiu responder em todos os seus anos de labor intelectual. Como lidar com o sofrimento? Se Deus é bom, por que nós sofremos?

Obviamente que eu não quero ser simplista, não quero ser raso aqui nas minhas colocações dentro do texto, mas eu quero olhar para aquilo que Pedro fala, de modo a ensinar o nosso coração a passar pelo sofrimento. E ele diz assim, alegrem-se. Ainda que agora, por algum tempo, seja necessário que passe por muitas provações. Gente, vamos pensar de novo. Quem que está ouvindo isso?

É gente que perdeu tudo. É gente que está sendo perseguido. É gente que está se reunindo em cavernas. É gente que está se reunindo em grupos menores, fazendo códigos. Pregando o evangelho, fugindo, pregando o evangelho, caminhando, pregando o evangelho, indo embora. Aí Pedro fala assim, ó, tá difícil aí? Estão perseguindo? Perdeu filho? Perdeu esposa? Perdeu amigo?

O império pegou, alegrem-se, alegrem-se. Ainda que vocês passem por isso agora, o tempo é curto. Ele não está dizendo que ia ser só uma perseguição. A nossa vida é curta. E se o Senhor reservou para nós, nessa curta vida, um tempo de sofrimento, alegre-se.

Isso é diferente, gente, de cultivar uma alegria falsa no meio de sofrer. Ninguém quer sofrer, né? Ninguém gosta de sofrer. A questão é, já que eu estou sofrendo, deixa eu sofrer do jeito certo. E aqui o sofrimento não é por alguma coisa trivial, não. O sofrimento é por causa de Cristo.

Ele vai falar isso à frente lá no capítulo 3 também, como nós lidamos com isso, mas agora ele está dizendo assim, olha, vocês que estão sofrendo, isso é um curto período de tempo. Então sofra da melhor maneira, sofra com alegria, porque Cristo sofreu por nós. E volte o seu olhar, você tem uma viva esperança, a eternidade. Volte o seu olhar, você tem uma identidade, você é do Senhor.

Provação tem um fator pedagógico aqui, Pedro vai dizer. Essas provações mostrarão que a sua fé é genuína, e ela sendo provada como ouro no fogo, embora o ouro seja perecido. Olha que interessante, mais uma vez ele usa a ideia de algo de valor, né? Como o ouro. Mas essa fé que vocês têm...

passando por essas provações, mostrarão que sua fé é de fato genuína. Mais uma vez, não significa que sofrer é bom, não significa que eu devo buscar o sofrimento, não significa que toda dor nós passaremos por ela facilmente ou nós compreenderemos ela de forma natural, não. Significa que nenhum sofrimento na vida do cristão é inútil.

O Senhor tem cuidado de nós. O Senhor tem nos sustentado. O Senhor tem nos suprido. O Senhor tem nos consolado. Tem um fator pedagógico do Senhor nos ensinando. Porque em meio ao sofrimento nós aprendemos a amar ao Senhor, a depositar nele a nossa esperança, a colocar o olhar no lugar certo. Veja, ele diz assim no 8 e no 9, vocês o amam mesmo sem tê-lo visto.

Embora não o vejam agora, creem nele e se alegram com alegria indescritiva e gloriosa. O resultado de sua fé é a salvação da sua alma. Vocês creem nesse Deus. Vocês amam esse Deus naquele primeiro momento ainda, já na década de 60. Aquelas pessoas não tinham visto Jesus como nós não vimos.

mas elas creram, elas caminharam, elas perseveraram e elas receberam todo o cuidado das mãos do nosso Deus. Como que nós concluímos essa mensagem? Respondendo a quarta e última pergunta. Diante disso, onde eu estou hoje? Eu sei quem eu sou, eu tenho uma viva esperança, eu sofro tendo cuidado de Cristo por mim,

Mas como eu respondo isso? Qual é a minha resposta hoje? Pedro termina assim, essa salvação foi algo do qual até os profetas quiseram saber mais quando profetizaram sobre a graça preparada para vocês. Eles se perguntavam a que tempo e a que circunstâncias o Espírito de Cristo neles estava se referindo quando predisse os sofrimentos de Cristo e as glórias que viriam depois.

No 12 ele vai dizer, foi-lhes revelado que estavam servindo não a si mesmos, mas a vocês. E agora essa boa notícia lhes foi anunciada por aqueles que proclamavam no poder do Espírito Santo enviado do céu. Essas são coisas que até os anjos desejam entender. Olha como ele fecha de forma maravilhosa.

essa primeira parte da carta, trazendo para nós onde eu estou hoje, numa condição totalmente privilegiada. Aqueles que não viram, anunciaram. Aqueles que viram, creram, foram dispersos. E nós estamos aqui hoje recebendo dessa palavra.

O que nós fizemos para receber dessa palavra, gente? Nada. O Senhor se encarregou de trazê-la até nós. De modo que eu tenho que olhar para isso com sinceridade e pensar, veja, eu vou tratar de forma superficial algo tão grandioso que até os anjos queriam.

Eu vou tratar de forma leviana a minha vida aqui? Se eu receber desse evangelho, eu tenho que andar como peregrino. Esse lar, essa casa, não é a minha casa. Diante de tudo isso, qual será a nossa resposta? Nós viveremos como peregrinos? Nós colocaremos no Senhor a nossa esperança? Nós enfrentaremos o sofrimento com fé?

Nós reconheceremos que o Senhor conduziu toda a história para que chegássemos aqui hoje e pudéssemos saber disso? Nós somos peregrinos, não perdidos. Nós caminhamos com o Senhor.

Nesse caminho nós temos desafios, sofrimentos, tentações que colocarão em xeque a nossa esperança. Mas como disse o John Bunyan, qual é a frase do Bunyan? Este mundo não é o nosso lugar de descanso. Nós que pertencemos a Deus temos um caminho longo para a casa. Mas a nossa esperança e certeza é que aquele que nos acompanha é o mesmo que nos receberá no nosso lar. Cristo.

Saia daqui com essa certeza. Você não é deste mundo. Você não é daqui. Você não foi feito para cá. Enquanto você está aqui, você pode anunciar a outros. Há um lar eterno. Onde eu vou morar e você também pode morar lá. Vamos orar?

Queria que você colocasse diante do Senhor a sua vida, o seu coração. Não sei se pra você, mas é um texto que pra mim é muito desafiador, porque, como eu disse, nossa tendência é colocar o nosso coração, a nossa esperança, a nossa expectativa nesta vida. Sabendo que o Senhor tem algo reservado pra nós, nós podemos orar com fé.

Pai, dê a cada um de nós, meu Deus, nessa manhã, a compreensão exata de quem nós somos, Pai. Escolhidos, amados, regenerados, transformados, perdoados, peregrinos. Alinhe o nosso coração ao longo da nossa jornada, meu Deus, para que possamos olhar para Ti.

como alvo da nossa esperança, como alvo da nossa fé, como alvo da nossa caminhada, Deus. Coloque o nosso olhar na eternidade, no tesouro guardado, na herança que não se corrompe, que não perde o seu valor, meu Deus. Coloque o nosso olhar lá, porque quando nós olharmos para o Senhor e para a eternidade, nós convocaremos, nós anunciaremos àqueles que ainda vivem aqui, Pai.

Senhor, que em meio à pressão, aos desafios, ao sofrimento, em teu nome, que o Senhor seja o nosso protetor, que o Senhor seja aquele que nos guarda, aquele que nos orienta, aquele que cuida de nós. Oh, meu Deus, tem misericórdia de nós, oh Pai. Que nessa manhã, ao olhar para tudo isso, possamos responder com sinceridade onde nós estamos. Que estejamos todos prontos.

para receber do Senhor a nossa identidade de peregrinos e caminhar com o Senhor por onde o Senhor nos mandar, não tendo tendas, não tendo lar, não tendo segurança, mas tendo o que realmente importa, o Senhor, meu Pai. Eu oro por mim, Deus, eu oro pelos meus irmãos nessa manhã, no nome de Jesus. Amém.