PIPA News EP.12
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No episódio de hoje, as eleições no Brasil, posse de Keiko Fujimori, e uma América do Sul dividida meio a meio entre Direita e Esquerda.
Na Europa, incêndios, novo premiê britânico, e invasão marroquina a Ceuta, cidade espanhola na África.
Na África, um ataque xenofóbico de sul-africanos contra migrantes legais e ilegais no país.
Na Ásia, a geração Z volta a fazer manifestações de altas proporções, dessa vez na Índia.
Na Oceania, um teste temerário da China causa preocupação em líderes de ilhas do Pacífico.
Além disso, atualizações das duas principais guerras do momento no cenário internacional.#geopolítica #eleições #queimadas #imigração #protestes #pacífico #guerras
- Conflito EUA-IrãHouthis no Iêmen · Estreito de Bab-el-Mandeb · Acordo de urânio EUA-Arábia Saudita · Drones iranianos no Egito
- Guerra na UcrâniaAtaque ucraniano a navio iraniano · Ataques a petrolíferas russas · Míssil russo na Polônia · Baixas russas
- Sistema Eleitoral BrasileiroPT: Lula e Alckmin · PL: Flávio Bolsonaro · PSD: Caiado e Kassab · Partido Novo: Zema · Milei
- Xenofobia na África do SulImigrantes Malauis, Moçambicanos e Nigerianos · Desemprego recorde · Crise humanitária
- Migracao EuropaMarrocos · Fronteira Norte da África · Estado de emergência
- Estratégia Europeia de IncêndiosGraça e salvação · Crise climática · Corrente do Mediterrâneo
- Keiko Fujimori· PoliticaEstado de emergência · Exército nas ruas · Padre Veridiano
- Protestos InternacionaisRevolta das Baratas · Exames vazados de faculdades de medicina · Transição de governo
- Renúncia do Premier do Reino UnidoAndy Burnham · Pós-Brexit · Grande Manchester
- Unificação Política de DireitaEsquerda vs. Direita · Países Andinos · Brasil
- Teste de Míssil Chinês no PacíficoFórum de Líderes de Ilhas do Pacífico · Crise climática · Aumento do nível do mar
Fala, seus apressados e suas apressadas, tudo bem com vocês? Espero que sim. Começando mais um episódio do Pipa News, como prometido, gravado semanalmente e soltado, released, às sextas-feiras, tá, de cada semana. Esse é o episódio 12 do Pipa News. Então a gente vai começar falando um pouquinho de Américas, depois passando para Europa, em seguida descendo para África, Logo depois, passando para a direita para Ásia e descendo para Oceania, fechando ali os 5 continentes.
Depois disso, a gente vai para as guerras, né, as principais guerras estão acontecendo. Então vamos falar um pouquinho da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, e depois um pouquinho da guerra no leste europeu entre Ucrânia e Rússia, tá certo? Caso você tenha gostado desse formato, você tenha, ou você não tenha gostado desse formato, peço que você me fale, seja em qual plataforma você ouça, no Spotify, na Apple, em qualquer plataforma, ou até mesmo no Instagram, no Política Internacional para Apressados, tá certo?
Então quero ouvir de vocês o que vocês estão achando. Beleza, bora para mais um episódio, vamos embora! Bom, vamos começar com Américas então, vamos falar um pouquinho de Brasil, porque no Brasil começaram as indicações para presidência e governos estaduais, tá? Eu vou focar aqui mais assim majoritariamente, quase que singularmente, na presidência, tá? Depois eu vou falar um pouquinho de América do Sul e aí América do Norte. Então no Brasil a gente tem essa, esse início de indicações, tá?
Então com o PT já indicando o Lula na presidência e o Alckmin como vice-presidente, e o Fernando Haddad no governo de São Paulo. Já o PL, ele indicou Flávio Bolsonaro, mas que ainda não tem vice-presidente, tá? Ainda vai ser resolvido e ele tem até, se eu não me engano, final da semana que vem para resolver isso. E ele lançou a candidatura dele em São Paulo com o apoio do Milei. E essa participação do Milei na candidatura do Flávio Bolsonaro deu muito o que falar, tanto que criou uma certa crise entre Brasil e Argentina, muito por conta de algumas falas do Milei ali, de enfim, de algumas coisas que ele já vem falando e que agora ele falou em território brasileiro que não eram para falar.
Então o Milei sendo Milei, mas só que em outro país, né? Já no PSD eles confirmaram o Caiado, que é ex-governador de Goiás, como o representante deles para a candidatura da presidência, e com Gilberto Kassab de vice-presidente do Caiado. Já o partido Missão, ele anunciou Renan Santos como candidato. O Partido Novo oficializou o Zema como ex-governador de Minas como candidato, tá? Então esses são os principais concorrentes ali da presidência do Brasil para os próximos 4 anos.
Segundo as pesquisas, temos Lula na frente, tá, com uma porcentagem ali um pouco acima de 40%. Flávio Bolsonaro migrando entre 30 alto e 40 baixo, então bem próximo do Lula, com quase toda certeza indo para o segundo turno contra ele. Se eu não me engano, o Renan Santos tá em terceiro lugar, mas ali com próximo de 10%, tá. O Zema tá ali também próximo de 10%, assim como Caiado. Então eles não estão fazendo muita frente quanto aos dois, tanto o Flávio Bolsonaro quanto o Lula, tá?
Agora, se a gente for expandir um pouco o nosso foco, ainda falando de presidências, então no Peru, nosso vizinho, a Keiko Fujimori, ela toma posse do governo peruano. Ela tomou posse nessa última quarta-feira, dia 29 de agosto. Até o Flávio Bolsonaro ia apoiar ela porque ela é de extrema-direita, ela é uma candidata de extrema-direita, mas ele não conseguiu ir, enfim, por algumas questões ali, acredito eu, muito por conta dessa não decisão de vice-presidente dele, tá certo?
E a Keiko Fujimori, ela deu a sua palavra, ela trouxe ali um pouquinho das suas perspectivas para o que ela espera do governo peruano. E ela já de cara já decretou um estado de emergência, que ela quer que o exército vá para as ruas para resolver possíveis possíveis manifestações contra o governo dela e o que ela decidir. Então ela já chegou falando que o exército vai para rua. Ou seja, o Peru ele tá cabisbaixo, se é que vocês me entendem.
Desculpa o palavreado, tá? Mas a situação no nosso vizinho tá bem complicada, assim como no Reino Unido, que o Reino Unido ele faz 10 anos que eles anunciaram que eles vão sair da União Europeia. E eles vêm mudando de primeiros-ministro, de primeiro-ministro desde então. Já são 8 primeiros-ministros, tá, dentro do parlamento britânico. E o Peru, ele não se diferencia tanto, porque se eu não me engano já são 10 presidentes em 10 anos, algo assim bem próximo disso.
Não me engano, se eu não me engano, são 9 ou 10, algo desse tipo, tá. Aqui que Fujimori, ela foi eleita, foi uma eleição que demorou bastante para ser oficializada. Então foram quase 3 semanas ali para contagem de votos, com uma margem bem apertada contra o outro candidato, que era o candidato de esquerda. Mas a Keiko Fujimori, ela conseguiu finalmente, depois de diversas eleições tentando a presidência e estendendo ali um mandato que foi de seu pai nos anos 90, que é o Fujimori pai, que ele tá preso muito por conta de processos ali que foram envolvidos no governo dele, que levaram o Peru para pro caos que é hoje, tá?
Então a Keiko Fujimori, ela tem um passado extremamente conturbado e ela vai tentar mudar a visão da, pelo menos da família dela, do que o povo peruano tem de visão da família dela, tá? E hoje a América do Sul, ela tá bem dividida entre direita e esquerda. Então a esquerda é basicamente, se você olhar o mapa de frente, do lado direito do mapa sul-americano tá a esquerda. Então Brasil, as Guianas, Suriname, Venezuela, Do lado esquerdo, Colômbia, Equador, agora Peru, Chile, Argentina, Paraguai.
Aí do lado direito também tem Uruguai, tá? Então desse lado esquerdo, os países andinos, eles são majoritariamente e quase 100% partidos de direita. E do Uruguai para cima, Uruguai, Brasil, Suriname e as Guianas e a Venezuela são partidos de esquerda, tá? Então se a gente traçar uma linha, quase que um tratado de Tordesilhas ali no meio da América do Sul, a gente vê que essa divisão está bem clara, e com o Brasil podendo entrar nessa, nessa onda azul da direita, como podendo ficar na onda vermelha da esquerda, tá certo?
E aí, para finalizar essa questão de Américas, na América do Norte o Trump recebeu tanto Netanyahu quanto Zelensky na Casa Branca para falar um pouquinho das respectivas guerras, do que esperar. Netanyahu também vai concorrer Há eleições nos próximos meses. Não, não sei confirmar quando que vai ser, mas vai ser nesse segundo semestre. O Zelensky, ele vem tentando fazer algumas manobras ali internas no governo, mas não foram muito bem quistas pela população, que fez manifestações nas ruas de Kiev pedindo a volta de um general que ele tirou do governo.
Ele fez, ele fez essa movimentação para trazer ele de volta, tá? Então o Trump, ele tá tentando reorganizar algumas coisas, algumas arestas abertas em ambas as guerras. E por fim, para finalizar essa parte de Américas, o Anthony Fauci, que é o ex-secretário de Saúde dos Estados Unidos, que era o secretário de Saúde dos Estados Unidos durante a COVID-19, ele se negou a responder algumas perguntas sobre a doença e sobre o seu mandato durante esse período, temendo muito uma retaliação de republicanos.
Então ele se ateve ali sobre certas questões que foram perguntadas a ele em alguns, dentro do governo americano, tá, para saber um pouquinho mais de como que foi algumas decisões que foram tomadas. Então ele se recusou a responder algumas perguntas, tá certo? De Américas é isso. Vamos para a Europa agora. Bom, vamos falar um pouquinho de Europa agora, que vai ser um pouco menor do que a questão das Américas, tá? E se no último episódio eu falei que não tinham focos de incêndio no continente, hoje infelizmente eu trago más notícias por conta de incêndios que assolaram e estão assolando França e Espanha principalmente.
Então a costa, principalmente mediterrânea da Europa, ela sofre muito com a seca e com focos de incêndio durante o verão. Então são incêndios ali que pelas imagens é quase que extremamente, quase não, é extremamente impactante, porque são colunas de fumaça que ela se estende por quilômetros acima. A destruição é extremamente sem precedentes, tá? Então é algo ali que eu nunca vivi isso e não sei como é viver isso, mas acredito que seja algo extremamente desafiador de você tá na sua casa e você vê um foco de incêndio chegando em uma velocidade alarmante, que você não tem controle sobre nada, você tem que pegar poucas coisas e sair de casa correndo, porque sua casa tem risco de acabar num fogaréu que pode ter sido ou muito por conta da seca, né, por conta de poucas chuvas, de um sol ardente e de uma folhagem muito seca.
Isso acarreta muito essas questões de queimadas. Então é algo natural, mas não é algo natural as proporções que elas tomam hoje em dia. E infelizmente o Mediterrâneo ali, ele sofre muito com esses incêndios. Então a gente viu em anos recentes Grécia, Itália, a própria Espanha e França também, Portugal. Então é algo que infelizmente é muito comum na Europa, ainda mais no verão, e agravado pela crise climática que a gente já vem pedindo atenção há muito tempo, mas parece que ninguém está dando atenção.
Aí subindo um pouco mais ainda na Europa, O Reino Unido, ele anunciou outro primeiro-ministro. Então, como eu comentei na, na sessão das Américas, mais um primeiro-ministro no Reino Unido. Então, o Andy Burnham, ele é o 8º primeiro-ministro desde o Brexit, que foi há 10 anos atrás, em 2016. Então, ele assume depois da saída do antigo premier, que não fez nada de diferente, tá? Então O Andy Burnham, ele vem com uma bagagem muito boa do que ele fez na cidade e na grande, grande região de Manchester.
Então eu vou trazer um pouquinho mais disso no episódio da semana que vem, que eu vou falar um pouco sobre ele, o que ele fez na grande cidade de Manchester, na grande região de Manchester, e aqui o que os britânicos esperam dele para o governo do Reino Unido, tá? E também a Inglaterra, ela tá sofrendo muito, não com incêndios, mas com secas, tá? Então eu vi algumas imagens antes de gravar aqui, até algumas imagens de rios extremamente secos, regiões extremamente secas na Inglaterra, no noroeste da Europa.
E para finalizar, hoje a gente ficou sabendo de uma extrema falha de segurança na fronteira entre Marrocos e Espanha, mais especificamente na cidade de Ceuta, no norte da África. Então a cidade de Ceuta, por mais que ela não esteja no continente europeu, ela é uma cidade da Espanha. E as imagens, os vídeos, eles são arrasadores porque é muita gente, muitos jovens entrando na cidade de Ceuta procurando ficar na Espanha, procurando até migrar para o continente europeu.
Algumas pessoas morreram nessa travessia a nado, tá? Então dá para fazer essa travessia tanto a pé quanto a nado. Algumas pessoas morreram nessa travessia a nado e são milhares e milhares de pessoas. E o prefeito de Ceuta, ele declarou estado de emergência. O próprio primeiro-ministro espanhol ele já condenou a ação, ele vai tomar alguma medida drástica, alguma medida contra o que aconteceu. Não sei qual medida vai ser essa, mas ele vai, vai ter alguma medida, tá?
E é algo extremamente preocupante porque a questão migratória, desde ali da guerra da Síria e de anos antes até, do Oriente Médio e da África para Europa, ela é extremamente crítica e são muitas pessoas. Isso acarreta até algumas questões de gestão hídrica, gestão alimentícia, gestão energética, que botam novamente a Europa no centro dessa questão migratória, no centro de controle ali de fronteiras e tudo mais, tá bom? Para finalizar sobre a Europa, é isso.
Então o que eu trouxe de Europa é isso. Caso vocês tenham alguma notícia aí que eu deixei passar dessa última semana, por favor me atentem, tá? Agora a gente vai Falando em África, falando em Marrocos, a gente vai descer para a África e falar um pouquinho do continente africano. Descendo agora o Mediterrâneo e chegando na África, não necessariamente do norte da África como a gente já falou do Marrocos, mas descendo lá para o extremo sul da África, para a África do Sul, porque eu me trombei com uma notícia hoje de ataques xenofóbicos de sul-africanos a imigrantes malauis, do Malawi, moçambicanos e nigerianos.
Muito por conta do que aconteceu em junho, quando uma série de protestos contra imigrantes sem documentação foram iniciados e pedidos desses imigrantes saírem do país, tá? E segundo a AFP, mais de 160 mil pessoas já saíram da África do Sul, sendo em torno de um terço dessas 160 mil deportadas, tá? Então em torno de um pouquinho mais de 50 mil pessoas foram deportadas da África do Sul. O governo sul-africano, ele rejeita que isso seja uma crise humanitária, mas algumas ONGs que estão trabalhando ali dentro do território sul-africano, elas reforçam que o cenário ele tá caótico, com pessoas em situação, situações graves de saúde, desamparadas, até mesmo sem dormir.
E eu li também que algumas pessoas de alguns países dormiram na frente das embaixadas, ainda mais em um julho que é muito frio na África do Sul. Né, que é inverno, e elas chegaram a dormir no relento em temperaturas de 10 graus ou menos ali nas ruas da África do Sul, né. E já há algum tempo a África do Sul ela sofre com desemprego recorde, e isso pode ter sido obviamente um dos gatilhos que iniciaram esses protestos e essa violência com sul-africanos, entendendo que os imigrantes eles estão pegando, roubando os empregos deles.
Então alguns protestos eles foram pacíficos, mas outros protestos eles envolveram violência, com alguns protestantes entrando na casa de imigrantes, roubando coisas, roubando dinheiro, violentando algumas pessoas, batendo em crianças, em mulheres, em homens. Enfim, foi um ataque bem feio, um ataque bem complicado de xenofobia na África do Sul. E que atenta ali para pessoas que estejam buscando uma vida melhor, estejam até saindo de situações de risco que elas se encontram, muito por conta de países que sofrem com milícias.
Se a gente for ver os principais imigrantes que são do Malawi, o Malawi não, assim, é de longe um dos melhores países para se viver na África. Moçambique sofre muito com milícias ali dentro do território deles, eles são vizinhos no nordeste da África do Sul. Os nigerianos sofrem muito com ataques islâmicos ali no norte do Boko Haram. Então são, e a África do Sul ela sempre teve essa, essa questão de ser um dos países mais desenvolvidos ali da África.
Então sempre foi muito visado de viagens, de migrações. Porém tem outros países ali africanos que eles estão se desenvolvendo e que eles podem também ser focos de migração, pelo menos para saírem de situações complicadas dentro de seus respectivos países, tá? Então, África do Sul, ela vem sofrendo, isso não é de agora. Ouso dizer que desde a saída do Nelson Mandela, África do Sul, ela vem numa degringolada absurda, que ela não consegue sair desse fundo do poço, ela não consegue escalar o fundo desse poço.
E ela tá vendo, como eu já comentei, recordes de desemprego, o PIB lá embaixo, pessoas com situações críticas em diversas partes do país. Então é bem complicado, principalmente na capital em Joanesburgo, onde a maioria dos protestos aconteceram. Então é bem triste de ver o que tá acontecendo na África do Sul, ainda mais um país que há 30 anos atrás, um pouquinho mais de 30 anos, tava vivendo um regime de apartheid e hoje vive uma situação extremamente precária, sem recursos, sem ajuda nenhuma de quem principalmente causou o apartheid, né?
Não que isso seja motivos, mas poderiam ser auxílios ali de ingleses, né, irlandeses, quanto à situação sul-africana neste momento, tá bom? Finalizado África, vamos para a Ásia com mais protestos também, meus queridos. Se tivermos protestos de sul-africanos contra malaues, moçambicanos, nigerianos na África do Sul, na Ásia também estamos tendo protestos, mas não xenófobos, mas sim da geração Z contra políticos, a chamada Revolta das Baratas, que é uma revolta da geração Z contra alguns políticos, principalmente contra exames vazados das faculdades de medicina.
Então eu vou parafrasear aqui a Sandra Cohen, abre aspas, ela falou: manifestações gigantescas da chamada geração Z deflagradas após as denúncias de vazamento das questões do concorrido exame de admissão para as faculdades de medicina. O escândalo obrigou o governo a cancelar o concurso e a convocar 2 milhões de estudantes para novas provas. E fecha aspas, tá? E ainda, para agravar a situação, os jovens desempregados foram descritos como baratas e parasitas pelo Supremo, pelo presidente da Suprema Corte da Índia.
E aí, eis que surge um líder ali, um líder dos protestos chamado Aujit Deepki, Tá, que ele sugeriu no X a seguinte questão, abre aspas para ele: e se todas as baratas se unissem? Né, um simples tweet, um simples tweet, como diria Felipe Nobre Figueiredo do Xadrez Verbal. Essa foi a deixa para criação do movimento político satírico Partido das Baratas, o CJP, em indiano, tá, que hindu, que ocupou rapidamente as ruas e num grito de indignação abalou o governo de Modi pela primeira vez.
Em 12 anos à frente do país. E o líder dos protestos, ele estudou fora, ele voltou para Índia, muito por conta, incentivado muito por conta das desavenças ali políticas que vem acontecendo dentro do país, tá? E a geração Z, como eu já comentei, ela vem protestando de maneira veementemente forte nessa parte do mundo, com manifestações em alguns países e até derrube de líderes, como a primeira-ministra de Bangladesh. Do Nepal, Indonésia, passando pelas Filipinas, Bangladesh e Sri Lanka.
Vários países asiáticos viram seus jovens irem às ruas manifestar os seus descontentamentos, principalmente contra a corrupção e a desigualdade. E além disso, eles foram reprimidos com muita violência por parte das polícias nacionais desses respectivos países. Então foi assim, essa geração Z, ela tá bem forte ali em campanhas contra o governo, contra a atual situação política dos países ali do Sudeste Asiático. Então eles vêm indo à rua, eles estão indo à rua nesses países para brigar por um país melhor para eles.
Então se os pais deles, os tios e quem tá no poder não mudou a situação para eles estarem vivendo bem nesse momento, eles vão mudar agora para os filhos dele, para eles próprios viverem bem dentro dos respectivos países. Então a geração Z, pelo menos na Índia, Revolta das Baratas está tentando mudar essa situação depois desse vazamento do exame de admissão para as faculdades de medicina, né, que ocorreu e que obviamente privilegia alguns e desprivilegia outros, né.
Então a Índia depois de 12 anos vem sofrendo com protestos bem grandes ali por parte dessa nova geração, essa geração que A gente pode dizer que agora tem mais contato com política, né, do que antes. Então eles vêm fazendo esses protestos e é algo extremamente, pelo menos ao meu ver, extremamente bom, porque mostra que eles estão ligados com a política, eles estão insatisfeitos com o atual momento e o atual governo deles. Então mostra que eles querem mudar o país, eles vão se utilizar de protestos, e os protestos são muito bem-vindos, obviamente.
Sempre que pacíficos, né? Protestos violentos não são bem-vindos em nenhuma parte do mundo. Então, para trazer sobre Ásia essa questão da revolta das baratas, uma revolta que a gente tem que ficar bastante de olho porque é a primeira revolta que o governo Modi ele sofre, uma, a primeira revolta de grandes proporções, tá? Uma revolta de uma classe social que ela não desiste fácil. Então ela não vai ser barganhada ou não vai parar por pouco.
Então é uma revolta que a gente tem que ficar de olho porque pode mudar muitas coisas dentro do governo indiano, tá certo? Para finalizar a parte dos continentes, vamos falar de Oceania. E confesso que a Oceania é sempre um desafio para achar alguma coisa para falar porque Ô lugarzinho difícil para achar notícia, bicho, nossa senhora! Mas eu achei uma notícia bem bacana e algo que eu quero bem comentar sobre isso que eles trouxeram, tá?
Então os líderes de ilhas do Pacífico, eles vão se reunir na próxima semana em Tonga para mais um encontro do Fórum de Líderes de Ilhas do Pacífico. Então é um fórum ali que ele reúne as principais ilhas do Pacífico para discutir questões de de clima, de comércio, de democracia, entre outras coisas, tá? E eles vão se reunir com uma pauta bem complicada e bem polêmica que aconteceu recentemente no Oceano Pacífico, que foi um teste de míssil nuclear chinês foi lançado no Pacífico, e se é esperado uma resposta que venha nesse fórum desses líderes de Ilhas do Pacífico, tá?
Muito por conta que esses líderes, eles tentam dialogar de maneira igualitária com os três poderes da região. Então, com a China, com a Austrália e com os Estados Unidos, muito para firmarem parcerias, projetos e auxílios, né? Então, as Ilhas do Pacífico, elas nem de longe são autossustentáveis, mas elas são as primeiras a sofrerem com as crises, com a crise climática principalmente, né? Então as ilhas, elas estão, o mar tá aumentando cada vez mais, ele tá perdendo um pouco essa questão de autossobrevivência dele, que a gente vê muito por conta dos corais.
Os corais, eles são grandes influenciadores da questão marinha, de como a questão marinha ela influencia na nossa vida. Então quanto mais brancos os corais estiverem, tá, assim bem simples, tá, quanto mais brancos os corais estiverem mais, é, mas não, piores eles estão em condições de vida, tá? E piores estão os oceanos em questão de aquecimento e de nutrientes para esses corais, tá? Então, de uma maneira bem simples, é meio que isso.
E as ilhas do Pacífico, elas possuem muitas áreas de corais, elas estão vendo esses corais se deteriorarem cada vez mais, além do aumento do nível dos oceanos também. Então, os líderes das ilhas dos Pacíficos, eles vêm tentando trazer essa urgência para os líderes de países que causam essa urgência, né? Então, como China, Austrália, Estados Unidos e outros países ali, principalmente da Europa, da Commonwealth, da França e outros países que têm bastante influência lá.
Então, essa questão do lançamento do míssil nuclear chinês, que foi um teste, tá, não foi um míssil nuclear lançado, mas foi um teste de lançamento de um possível míssil que pode abrigar uma ogiva nuclear, ele foi muito criticado ali singularmente pelas ilhas do Pacífico, porque causa um distúrbio ali dessas ilhas, né, da tentativa de gerar uma paz dentre as ilhas e dentre os países ali pertencentes do Pacífico. Então eles vão sair com uma, com um manifesto, vão sair com alguma questão, né, alguma resposta sobre esse teste, alertando a China de que, ó, A gente não quer que isso aconteça, a gente não quer, não tem nada a ver com isso.
E caso venha acontecer até algum lançamento de missil aqui perto, a gente não vai, a gente vai retaliar verbalmente, a gente vai cortar relações, porque nem de longe vocês são ali algum dos países que a gente realmente quer fazer comércio, mas que a gente necessita do comércio, tá? Então a gente tem, pode começar a olhar mais para o Japão. O Japão tá voltando a crescer agora com essa nova primeira-ministra, então tem muita essa questão de se acontecer de novo, as ilhas do Pacífico elas podem se afastar da China, tá certo?
Finalizado os 5 continentes, vamos para as duas guerras em curso no mundo, ou as principais guerras em curso no mundo, né? Bom, vamos falar primeiramente de Israel, Estados Unidos e Irã. Eu quero trazer uma informação agora que eu devia ter trazido na semana passada, mas só que eu não trouxe por falta de informação mesmo. Tá, é porque eu deixei, e também porque eu deixei passar, mas que os Houthis, tá, então o grupo armado que comanda metade do Iêmen ali, ele voltou para o páreo da guerra, tá, para o páreo dessa questão dessa tríade entre Irã, Israel e o Iêmen, tá.
Então eles fecharam a passagem de certos navios pelo Estreito de Bab el-Mandeb, Bab el-Mandeb, que dá acesso ao Canal de Suez e também dá acesso ao Oceano Índico. Então os Houthis, eles voltaram apoiando o Irã nessa questão da guerra, tá, para bloquear a passagem principalmente de navios israelenses e navios americanos, ou quem apoia algum desses dois países. Além disso, tivemos um acordo entre Estados Unidos e Arábia Saudita, mas esse é um acordo comercial, um acordo normal?
Não, não, não, não, não. É um acordo de enriquecimento de urânio. Olha só, enriquecimento esse que os Estados Unidos está batalhando contra o Irã, porque eles não querem que o Irã tenha uma bomba nuclear, não é mesmo, seu Estados Unidos? Mas agora eles vão dispor de tecnologia, vão entregar tecnologia e conhecimento para Arábia Saudita para o enriquecimento de urânio. E caso eles tenham uma bomba nuclear em seus Estados Unidos E se caso eles quiserem atacar Israel, hein, seu Estados Unidos?
Olha só que coisa louca, né? Eu vou trazer aqui informações também que eu tava ouvindo, se eu não me engano é no Xadrez Verbal, tá, ou no Petit Jornal, mas eu acho que é no Xadrez Verbal que eu tava ouvindo que esse acordo ele já é, já tava sendo estudado entre os Estados Unidos e Arábia Saudita durante o governo Biden. Mas só que o Biden ele delimitou esse acordo a uma questão: Eu só vou liberar essa questão de enriquecimento de urânio para Arábia Saudita caso eles façam as pazes com Israel, tá?
Passado 2 anos da saída do Biden, eu te pergunto: Arábia Saudita e Israel estão amiguinhos? Não estão amiguinhos. Mas o Trump, ele gosta de dinheiro, e ele gosta que a Arábia Saudita tem bastante dinheiro, né? O fundo, o fundo de proteção lá do reino da Arábia Saudita, ele é bem rechonchudo, né? Ou seja, os Estados Unidos, vírgula, Trump está bem interessado nessa questão de dinheiro, não é mesmo? Então eles aceitaram, eles fecharam esse acordo de fornecimento de tecnologia e conhecimento para Arábia Saudita para enriquecimento de urânio.
Ora, ora, ora, vamos ver no que vai acontecer daqui alguns anos, não é mesmo, seu Estados Unidos? Bacana, né? Bom, subindo um pouquinho da Arábia Saudita, tivemos recentemente, durante essa semana, a chegada de caças e aviões tanque alemães na Jordânia, principalmente para interceptar drones iranianos que atingem tanto a Jordânia ou que passam ali para Israel ou outros países. Então os mísseis Patriot norte-americanos, eles estão com certa escassez de produção, então a Alemanha resolveu mandar uma ajuda ali para os Estados Unidos e principalmente para Jordânia, né?
Para interceptar alguns drones que passam acima do seu, do seu campo aéreo, ou que podem até atingir mesmo a Jordânia. E por fim, para finalizar, um cargueiro de gás natural dos Estados Unidos foi atingido em um porto egípcio por um drone iraniano. E isso pode complicar um pouquinho mais a situação, que já tá extremamente complicada no Oriente Médio, porque até agora nada se falava do Egito na guerra. Mas com esse esse drone atingindo o navio estadunidense dentro de um porto egípcio pode mudar bastante as coisas.
E eu confesso que eu não tenho a menor ideia para onde isso vai guinar, porque o Egito ele é brigado com Israel e ele brigado com Irã. Ou seja, quem que ele vai apoiar? E os Estados Unidos não é lá muito bem um certo parceiro do Egito, né? Então eu confesso que eu não sei para para onde o Egito vai, vai guinar, se ele vai, enfim, eu sinceramente não sei o que vai acontecer porque é uma, o Irã atingiu ali um alvo em um país que é extremamente complicado e eu não sei o que vai acontecer e para onde que o Egito vai tentar pedir ajuda ou vai tentar retaliar esse atingimento, né.
Enfim, veremos o que vai acontecer amanhã, nos próximos dias, porque esse drone ele atingiu esse navio hoje, entre ontem e hoje, né? Então não sabemos o que vai acontecer. Enfim, é mais uma informação para a gente ter na cabeça e para vocês debaterem aí durante o final de semana com as suas respectivas famílias, naquele almoço, né, de começo de agosto. Vamos agora finalizar esse episódio do Pipa News, falar um pouquinho de Ucrânia.
Ucrânia e Rússia. Bom, vamos finalizar agora esse episódio do Pipa News com a guerra do leste europeu entre Ucrânia e Rússia, porque nessa última semana aconteceram algumas coisas extraterritoriais, se é que vocês me entendem. Então, tanto de um lado quanto de outro, tá? Então, primeiramente, a gente teve um ataque ucraniano a um navio iraniano, tá, um navio iraniano que ele estava no Mar Cáspio seguindo em direção ao Rio Volga.
Então, a foz do Rio Volga, ele ia subir o Rio Volga para entrar na Rússia, e ele foi atacado por um drone ucraniano. Já a gente já sabe que já tem algum tempo, ouso eu dizer que desde antes da guerra, que o Irã fornece armamento e drones para a Rússia, tá. Mas a gente não teve nenhum ataque da Ucrânia quanto a navios iranianos, trens, caminhões, enfim, a nada, tá? Esse foi a primeira vez que um navio iraniano foi atacado, ou algum suplemento vindo do Irã, suplemento armamentista, né, vindo do Irã foi atacado.
Então isso assim, vi algumas redes de notícia, alguns lugares falando que, ah, vai juntar as guerras, que não sei o quê. E eu vou dizer que não vai juntar a guerra não, porque assim, não faz sentido para nenhum dos 5 países envolvidos nas duas guerras juntar essa guerra, porque nenhum dos 5 países tá mostrando que tem tanto efetivo pessoal quanto efetivo militar, quanto dinheiro para bancar nenhuma guerra. Imagina duas guerras ou uma guerra generalizada.
Então não vai juntar. E também as guerras têm motivos diferentes. Então a guerra entre Rússia e Ucrânia tem um motivo territorial, a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã tem um motivo, um motivo de impedimento de enriquecimento militar e um motivo de tentativa de mudança política. Isso que também acontece na Ucrânia, na Rússia, pelo menos era o começo, mas agora não é mais visto, né, não é mais Não tem mais essa questão, mas são motivos diferentes de guerra e não tem o porquê elas se juntarem.
Então isso não vai acontecer, mas mostra que a Ucrânia ela tá tentando estrangular a Rússia quanto a suprimentos energéticos, então, e suprimentos militares. Então teve esse ataque e além disso também teve assim, a gente tá vendo a cada semana, a cada 4, 5 dias, ou a cada semana ataques ucranianos a petrolíferas, a uma série ali de, como é que fala, de armazéns de petróleo, de gás natural, para tentar diminuir cada vez mais e criar, diminuir cada vez mais essa questão de petróleo, de abastecimento energético da Rússia, e também criar uma crise interna na Rússia, trazendo também a população contra essa guerra, a população contra o Putin, tá certo?
Aí agora do outro lado, falando da Rússia, um míssil russo ele caiu hoje na Polônia, entre ontem e hoje na Polônia. E tanto a OTAN quanto o próprio presidente polonês falaram que isso é bem sério, mas eles só falaram isso e foi só isso. Ouso dizer que não vai ter nenhuma retaliação porque ninguém quer entrar nessa guerra também, enquanto menos, menos efetivo militar estiverem nessa guerra, melhor, porque eles já têm que lidar com outras questões, principalmente contra a questão migratória, contra a questão energética, a questão climática.
Então você ter que tratar da questão militar em uma guerra que não é nem sua, isso complica cada vez mais o seu, o seu orçamento interno, tá? Então assim, acho que vai ser só, ó, Rússia, pelo amor de Deus, né? Não acerta mais aqui, você tem a inteligência suficiente para acertar só a Ucrânia e só acerta aí, tá bom? Então acho que vai ficar nisso. Teve também encontro do Zelensky com Trump para pedir mais armamento e só isso, né?
E também para finalizar, eu li uma notícia agora há pouco do Ukrinform que desde o início da guerra já são quase 1,5 milhão de baixas russas, ou seja, Fazem 4 anos, tá, que a guerra começou, e segundo os dados dessa agência de informações ucraniana, já são 1 milhão e 500 mortes das forças militares russas. Essa informação, eu reforço, ela não é exata, ela não é precisa, porque é a Ucrânia trazendo informações do front militar russo.
Então assim, Não é nada preciso, mas sim é algo que é uma tática informal de guerra. Então é uma tática ali para você trazer números exorbitantes de mortes de soldados russos no front para tentar assustar quem vai chegar para o front russo, quem vai tentar vir de outros países para o front russo. Então é mais uma tática informal da Ucrânia do que informações ali de fato, informações precisas e exatas confirmadas dessas baixas, tá?
Mas tem esse número e esse número Ele, ele tá nesse site, na Ukrinform, esse site de notícias da Ucrânia, tá certo? Bom, meu povo, é isso. Obrigado para quem ouviu até aqui e semana que vem tamo de volta com o episódio 13 do Pipa News.