Episódios de Desafios Poéticos

Tem marcas de sofrimento, nas mãos do trabalhador. Mote: Normando Cordeiro. #1961

01 de maio de 202615min
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Diversos Poetas e Poetisas de vários lugares do Brasil glosaram no mote do dia. Apreciem sem moderação! #poesia #podcastpoesia #podcastcordel #podcastdepoesia #mesadeglosas #mesadeglosa #desafiospoeticos #poesiapopular #estrofe #podcastpoetico #moteeglosa #poeta #cordel #cultura #poesiabrasileira #poesianordestina #tododiaummotediferente #poetas #poetisas #desafiospoeticos #poema #moteeglosa #cordel #cordelcoletivo #tododiaummotediferente #decima #decassílabo #poesiapopular #poesiabrasileira #culturanordestina #mote #glosa #estrofe #poetasepoetisas #nordeste #poesianordestina #nordeste #meunordesteérico #poetry #brazilianpoetry #poesiabrasilena #poet #poete #poesie #redondilhamenor #redondilhamaior #redondilha #ponte #travessia #redonde #trova #galope #cantoria #repente #soneto #sonetos #declamação #poesiadeclamada #poesiarecitada #saraupoético #saraupoetico #saraudepoesia #sarau #recital #arte #poesiasalva #inspiração #inspiracao #Deus #aedo #vate #verve

Participantes neste episódio1
N

Normando Cordeiro

HostPoeta
Assuntos4
  • Clamor por trabalhadores
  • Desafios e perigos da profissão
  • Condições de trabalho
  • Benefícios trabalhistas e satisfação do empregado
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Olá povo bom da cultura popular nordestina. Eu sou o poeta Normando Cordeiro, filho natural de Juazeirinho, na Paraíba. Sou integrante do grupo Desafios Poéticos e nesta data festiva, nesta data comemorativa do dia do trabalho, nós sugerimos o mote da nossa autoria para homenagear todos os trabalhadores do Brasil, todos os trabalhadores do mundo, em especial aos trabalhadores da nossa nação.

Um mote que diz, tem marcas de sofrimento nas mãos do trabalhador. Poetas e poetisas de todo o Brasil glosaram neste mote. E eu faço um convite a você, que está sempre por aqui, a apreciar, se deleitar e ao mesmo tempo compartilhar desta obra poética.

Feridas que quase são pelos esforços causadas se tornam sempre notadas na palma de cada mão. Visível demonstração de quem vence a sua dor, para mostrar o valor que tem no seu alimento. Tem marcas de sofrimento nas mãos do trabalhador. Normando Cordeiro. Mãos grossas, pele tostada, do seu trabalho na roça, morando numa palhoça sua singela morada.

Para não deixar faltar nada, enfrenta seja o que for. Chuva, sol, frio e calor buscando o pão do sustento tem marcas de sofrimento nas mãos do trabalhador. João Fontenelle.

É dura a sua batalha, seja no campo ou cidade. Não acha facilidade porque não tem quem lhe valha. Vive do pão que amealha e o suor do seu labor. É quem tempera o sabor do pão do seu alimento. Tem marcas de sofrimento nas mãos do trabalhador. Risolene Santos

Dia a dia, na jornada onde a vida é desafio, corre o suor feito um rio pela face tão marcada. A resistência é forjada no trabalho de valor, do progresso ele é autor e agradece sem lamento. Tem marcas de sofrimento nas mãos do trabalhador.

Poetiza Mel da Academia Catarinense de Cordel. Acorda-se do trabalho, recebe pouco salário, nunca atrasa o seu horário, sempre ajeita qualquer falha. Mas o patrão retalha, não estima o seu valor, é o seu grande opressor. Em todo, todo momento tem marcas de sofrimento nas mãos do trabalhador. Maria Antônia de Tuparetama, Pernambuco. É duro quem busca o pão.

Na extrema dificuldade para ter a dignidade zelada por devoção. O sangue com arranhão faz parte do seu labor. Os calos do agricultor tem dor, mas não tem lamento. Tem marcas de sofrimento nas mãos do trabalhador. Valba Lopes. Ásperas e maltratadas são as mãos de quem trabalha.

As mãos que enfrentam batalha em ardorosas jornadas. São mãos honestas, honradas. Mãos que semeiam amor. São as mãos do agricultor que provém nosso alimento. Tem marcas de sofrimento nas mãos do trabalhador. Zé Finha Santos, de Caicó, Rio Grande do Norte.

Um servente de pedreiro faz massa nem que não possa. A mão do roceiro é grossa porque não conta dinheiro, igual a do carpinteiro. Mas, sendo do lenhador, existe sobra de dor. Na mesa falta alimento, tem marcas de sofrimento nas mãos do trabalhador.

Luiz Gonzaga Maia, limoeiro do Norte, Ceará. Os calos das mãos revela o caráter da pessoa. Toda profissão é boa, quando o bem-estar anela. Quem o seu trabalho zela, no mundo tem seu valor.

Do seu lar é provedor, pra família traz sustento, tem marcas de sofrimento nas mãos do trabalhador. Teresa Machado

Ela é mola propulsora do progresso da nação, é grande a disposição da classe trabalhadora, fiel colaboradora das obras do criador, reconheço seu valor e afirmo nesse momento, tem marcas de sofrimento nas mãos do trabalhador. Arnaldo Mendes Leite, de Pombal, Paraíba.

Muitos não lhe valorizam, cobram mais e pagam menos. Seus sonhos, mesmo pequenos, os patrões não realizam. Os seus calos simbolizam seu lado mais sofredor. Sobram mágoa, pranto e dor, falta reconhecimento. Tem marcas de sofrimento nas mãos do trabalhador.

Morte, Normando Cordeiro, Glosa, Heleno Alexandre. Corte e calos, as feridas são visíveis na matéria. Um salário de miséria, maus tratos, riscos de vidas. As leis que não são cumpridas.

Sem um elo protetor, vem o patrão agressor, humilha no tratamento. Tem marcas de sofrimento nas mãos do trabalhador. Gilmar de Souza, Manaus. Em cada dedo da mão tem um calo ressecado, o polegar inflamado pelo cabo do facão.

Cada palma uma lesão onde se concentra a dor, Tem corte estarrecedor, Que não sara o ferimento, Tem marcas de sofrimento, Nas mãos do trabalhador, Francisco Rufino.

Na luta diária enfrenta chuva só frio e quintura, com garrafé e bravura, buscando o pão que alimenta. A sua esperança aumenta, seu valor e o criador, para ser um vencedor. Em cada novo momento tem marcas de sofrimento nas mãos do trabalhador. Glóis ali José Dantas de Pombal Paraíba.

Tem muitos não recebidos, tem a fome registrada, muita poeira destrada por cantos desconhecidos, são muitos plantos vertidos e poucos lhe dão valor, ninguém sente sua dor, falta reconhecimento, tem marcas de sofrimento nas mãos do trabalhador. Eu desmedeiros.

Numa luta sem medida, buscando a sobrevivência, ele mostra resistência e assume os riscos da lida. Faltando até a comida e remédio para a dor, continua no labor, mesmo com um aposento, tem marcas de sofrimento nas mãos do trabalhador. Morte Normando Cordeiro.

Edson de Paiva, Rafael Godeiro, RN. Agricultor planta o grão, oleiro monta o tijolo. Padeiro faz pão e bolo, pedreiro ergue construção. Vaqueiro zela o sertão, chofé dirige o trator.

Médico é um curador, gari limpa o calçamento. Tem marcas de sofrimento nas mãos do trabalhador. Jairo Vasconcelos, Santana do Acaraú, Ceará, Brasil. Nas funções de balconista, de gari, de presidente, de pedreiro, de servente, de doutor, de motorista.

De palhaço, trapezista, os exalta com louvor, pois que escondem sempre a dor em um sistema truculento. Tem marcas de sofrimento nas mãos do trabalhador. Poeta Adilson Costa, São Lourenço da Mata, Pernambuco.

Tem calos dos sacrifícios, pelo pão de cada dia, lutando com valentia para ter parcos benefícios nos mais diversos ofícios, com suor do seu labor. Guerreiro batalhador gera desenvolvimento, tem marcas de sofrimento nas mãos do trabalhador. Jumançã, Joazirinho, Paraíba.

O pão ganhado é sofrido nas lágrimas do seu suor. Seu salário é bem menor cada vez que é recebido. Tem muito esforço e gemido, mas é bravo e lutador. Tem nos calos dessa dor o prazer e contentamento. Tem marcas de sofrimento nas mãos do trabalhador. Patrício Fernandes, Cruzeto, RN.

As suas mãos calejadas representam a labuta dos dias quentes na luta, das horas necessitadas. Foices, machados, enxadas, o instrumento qual for, cada um é causador desse seu padecimento. Tem marcas de sofrimento nas mãos do trabalhador. João Ferreira.

Tem mais suor do que massa, o pão seu de cada dia, luta, cansaço, agonia, muita roxa e muita raça. Mas a vontade não passa de vencer com seu labor, pois tem muito mais sabor, glória com engajamento. Tem marcas de sofrimento nas mãos do trabalhador. Renan Bezerra, São José de Princesa, Paraíba.

Vida dura no sertão, o sol castigo viver. Mas não deixe esmorecer, não larga firme a missão. Segue sempre o coração, carrega fé e vigor, vence a luta com valor. Faz da dor um crescimento, tem marcas de sofrimento nas mãos do trabalhador. Glosa, Roseli Farias Roque, São José, Santa Catarina.

Todos lutam com coragem, seja em qualquer profissão. Se entregam de coração para salvar sua imagem. Quem canta, quem faz viagem, professor e o bom doutor. Mas o quão merecedor é o agricultor atento. Tem marcas de sofrimento nas mãos do trabalhador.

Jaciro Caboclo, Coronel João Pessoa, Rio Grande do Norte. Pelo trabalho pesado, suas mãos são calejadas e todas as madrugadas ele já está acordado. Vai trabalhar no roçado, até ver o sol se pôr, enfrenta frio e calor. Não descansa um momento, tem marcas de sofrimento nas mãos do trabalhador.

Mota do poeta Normando Cordeiro, a estrofa é do poeta Josué Moreno, de São José do Belmonte, Pernambuco. E a declamação é do poeta Raimundo de Natal. No suor de todo braço que a vida inteira lavuta, em uma constante luta, forja o mundo como aço. Vencendo sempre o cansaço, é sempre desafiador, mas confio no Senhor, ele segue em movimento.

Tem marcas de sofrimento nas mãos do trabalhador. Glória ao Salão de Lima, Baraú, na R&M. O trabalhador que arca com suas obrigações para não ver preocupações naufragando sua barca. Nas suas mãos tem a marca que ele marca o sofredor. Por dentro, tristeza e dor. Por fora o merecimento, tem marcas de sofrimento nas mãos do trabalhador.

Mota do poeta Normando Cordeiro, glosa do poeta J. Neto, de Rafael Fernando Rio Grande do Norte, declamação do poeta Raimundo de Natal. A história vai revelar essa classe tão sofrida, levando uma dura vida para o direito conquistar. Fez o mundo prosperar com o seu árduo labor, enfrentando o explorador com coragem e movimento. Tem marca de sofrimento nas mãos do trabalhador. Bento Salles, Manaus Amazonas.

Tem trabalhador braçal que enfrenta más condições, subordinado a patrões que às vezes lhe trata mal. Na pirâmide social, seu posto é inferior, no máximo merecedor. De um michuruco aposento, tem marcas de sofrimento nas mãos do trabalhador.

Motos do poeta Normando Cordeiro, estrosos do poeta J. Gomes de Capuí, Ceará, declamação Raimundo de Natal. Ao final de mais um episódio e na certeza do cumprimento de nossa missão, fica a gratidão pela sua atenção e pelo carinho da sua companhia. Um abraço poético deste que vos fala, Normando Cordeiro, e até a próxima oportunidade.

Tem marcas de sofrimento, nas mãos do trabalhador. Mote: Normando Cordeiro. #1961 | Castnews Index — Castnews Index