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Lindos Casos de Chico Xavier audio 2

02 de agosto de 202627min
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Lindos Casos de Chico Xavier - Ramiro Gama

Editora LAKE

Audio 2 - Os Primeiros Lindos Casos de Chico Xavier

Lindos Casos que Chico Não Contou

Lindos e Últimos Casos

Assuntos6
  • Desenvolvimento mediúnicoResponsabilidade familiar e trabalho · Desenvolvimento mediúnico e reconhecimento · Perseguição ao patrão e falência · Novo emprego e dificuldades
  • A história de Chico XavierHumildade e serviço ao próximo · Visão espiritual da natureza · A importância de olhar para o céu · Chico Xavier como criatura do céu
  • Alimentação EspiritualDoença grave e desânimo · Conselhos de Emmanuel para reagir · Lições da natureza e oração · Mudança de vida e cura
  • Gratidão e Bem-EstarSessões espíritas e mensagens recebidas · Admiração pela natureza e poesia · Desejo de ver o céu estrelado · Gratidão ao ex-patrão e humildade
  • Infância de GisèlePrimeiros anos e perda da mãe · Educação por mulher obsediada · Segunda mãe e nova família
  • Impacto em Testemunhas e AmigosRelatos de amigos sobre Chico · Visitas a Pedro Leopoldo e sessões · Mensagens de Chico Xavier · Campanha de alfabetização
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CXChico Xavier

Os primeiros lindos casos de Chico Xavier. Para vermos Chico Xavier, tivemos de vencer muitos obstáculos e amargamos uma viagem exaustiva de 20 horas de trem. Fomos, no entanto, recompensados de vez que pudemos abraçar o querido médium, falar-lhe, senti-lo e encher o coração de seus lindos casos. Chico Xavier é mesmo uma criatura adorável. Assim nos recebeu e nos colocou logo à vontade, fazendo crer que éramos velhos amigos, irmãos muito chegados ao seu coração.

Tivemos vontade de ficar a vida inteira a ouvi-lo, a conversar com ele. Tanto bem-estar nos deu e nos proporcionou. Contou-nos os primeiros lindos casos de sua infância ao lado da genitora, Um coração grandioso de mulher, um exemplar edificante de verdadeira mãe. Foi seu amparo, seu anjo tutelar até os 5 anos de idade, quando desencarnou, deixando-o órfão. Aí começaram os primeiros sofrimentos que lhe burilaram a alma, preparando-a para o cumprimento de sua grandiosa missão.

Dos 5 aos 7 anos, Foi confiado a uma mulher obsidiada, ele diz que foi sua educadora, que o surrava 3 vezes por dia. Tão obsidiada que lhe aplicava garfos ao ventre, ferindo-o bastante, daí provindo uma chaga que lhe deu longo sofrimento. Tão obsidiada que o fez lamber a ferida de um sobrinho, porque lhe disseram que com esta simpatia o rapaz ficaria curado. Como de fato ficou. Numa tarde foi chamado à casa do pai, que se casara pela segunda vez com uma mulher muito meiga e por isso bela, afirmou Chico.

Inspirada talvez pela falecida genitora do humilde médium, esta senhora impôs uma condição ao casamento: que o pai do Chico reunisse de novo os filhos, a fim de que ela acabasse de os criar. E Chico, quando se viu à frente dessa criatura, quando soube do seu nobilitante gesto, quando sentiu no pescoço a carícia de seus braços carinhosos, não se conteve. Beijou-a sentida e gratamente a barra da saia e votou-lhe daí por diante intensa e sincera amizade de verdadeiro filho.

Em correspondência a esse afeto, essa segunda mãe o ensinou a orar, a sentir Deus e achar bela a vida, a trabalhar e a procurar ser útil aos outros. Contava 17 anos e era feliz quando a segunda mãe de repente adoeceu e desencarnou, tendo-lhe antes feito prometer à beira do leito tomar a si o encargo de continuar com a casa e e não permitir que fossem os irmãos novamente entregues a estranhos. E assim fez. Empregou-se, ganhava 60 cruzeiros por mês.

Era pouco, mas com Deus era muito. Dava para as despesas e ninguém passava fome. Todos viviam satisfeitos. Aprendeu a cozinhar e, auxiliado por uma irmãzinha, conservava em dia o expediente do lar. Ganhava corpo nesse ínterim a sua preciosa mediunidade. Recebeu o Parnaso do Além-Túmulo, tornou-se conhecido no Brasil e mundo afora. Seu patrão, dono de um pobre armazém de secos e molhados, local em que foi planejado o Centro Espírita Luiz Gonzaga, começou a ser perseguido porque diziam abrigava um feiticeiro.

Que falava com os espíritos, e tempos depois acabou falindo, caindo em extrema pobreza, precisando esmolar para viver. E Chico, também desempregado, sofreu com isso e procurou novo emprego numa fazenda distante 2 km de Pedro Leopoldo, pertencente ao Ministério da Agricultura. Outros muitos casos nos foi contando Chico estimulado pela nossa emoção e pelo nosso interesse. Sentimos não poder guardá-los todos, tão belas lições nos oferecem.

Falou-nos da morte de seu querido humano José, que presidia o centro na sua própria casa e que lhe deixou dívidas, todas elas pagas por uma verdadeira ajuda do alto. Da obsessão de uma parenta das graças que recebeu e da morte de seu segundo irmão Raimundo, do progresso de sua mediunidade, dos livros mediúnicos recebidos em prosa e verso, crônicas, mensagens, romances, contos e reportagens sobre ciência, filosofia e religião, um acervo imenso da verdade, até que chegou o ano de 1940 e adoeceu gravemente, sentindo-se in extremis.

Para mais o entristecer, o ex-patrão desencarnou na miséria, sem ter sequer um caixão para ser enterrado. Chorou Chico e realizou um dos seus grandes gestos de gratidão e de humildade, coisa que surpreendeu e emocionou todos os pedroleupoldenses. Quis sentir o que seu ex-patrão sentiu, quis lhe prestar ao menos essa homenagem e venceu, pois foi de porta em porta esmolar dinheiro para enterrar o velho patrão e amigo. Até um cego, sabendo do acontecido, procurou-o e lhe deu tudo quanto recolhera.

Este caso contado com todos os pormenores emociona, tão expressivo ele é, revelando-nos a alma humilde e boa do abnegado médium. Pelos médicos locais foi considerado tuberculoso, tão febril e fraco estava. E em certa manhã ensolarada, vendo-o tão triste sentado à entrada da porta, Emmanuel, seu dedicado guia, pôs-lhe a mão no ombro e disse: Chico, procure reagir, senão você falirá. E se chegar agora aqui desencarnado, chegará inegavelmente como um homem de bem, porque já realizou algo, mas deixará por fazer muita coisa prometida e nos colocará em situação sobremodo delicada, pois que levamos anos a organizar os planos de sua reencarnação.

Procure, pois, reagir. A tristeza, meu filho, é cupim do coração e traz moléstia grave. Muitas doenças têm como causa um movimento explosivo de cólera, um aborrecimento, um atrito, um ato de revolta, um desejo insatisfeito. São os rins que se tocam, é o coração que recebe em cheio a punhalada de um ódio, é o fígado que todo se engurgita com a angústia de um orgulho ofendido, são os pulmões que se mostram enfraquecidos por falta do oxigênio de nosso otimismo, da nossa confiança em nós mesmos e em Deus.

Amanhã irei mostrar-lhe a fazenda do Pai, a natureza, para que você a sinta, compreenda e possa dela traduzir a mensagem amorosa e retirar os remédios mais santos e eficientes para curar-se, ser mais útil e feliz. E se você, como penso, assimilar o que lhe vou mostrar, para certificar-se de que o bem que fazemos é o nosso bem, e quem dá recebe mais, ficará curado porque vai mudar de vida, agir de outra forma. E na manhã seguinte, de fato, Emmanuel ensinou ao Chico primeiramente a orar, mesmo com rádio trabalhando alto, rádio com que o presenteara o saudoso irmão Figner.

Ensinou-lhe depois a tomar vagarosamente o café da manhã, a fim de senti-lo e analisar seu plantio, a sua colheita, a sua história tocante. E assim fez com o pão, traduzindo-lhe a lição magistral. Depois partiu para o trabalho, ainda acompanhado do bondoso conselheiro e amigo Atendendo e correspondendo atenciosa e alegremente, como era aconselhado, a todos os cumprimentos, principalmente quando de um vá com Deus, Deus lhe pague, Deus lhe ajude, saído dos corações que beneficiamos e que são luzes que entram pela nossa alma, sentimentos de paz que chegam ao nosso coração como remédios curadores.

E caminho afora, nessa manhã clara de sol, o abnegado Emmanuel foi mostrando-lhe todos os valores da fazenda do pai. Cada pormenor do valioso patrimônio apresentava, com a explicação dada, uma significação particular. A árvore, o caminho, A nuvem, a poeira, que é o mata-borrão dos charcos, simbolizando uns o desvelo do homem e outros a misericórdia de Deus. O frio, a ponte que serve a pobres e ricos, a maus e bons, que tem tanta serventia.

Chico, você já foi ponte para alguém? Perguntou-lhe o caro Emmanuel. E ele, sem saber como responder ao iluminado guia, calou-se e foi guardando os ensinos recebidos com amor, atenção e respeito. Em sonho recebeu a graça final, e dias depois, como previra Emmanuel, o querido irmão estava curado, forte, alegre e feliz. Foi após encher-nos a alma desses lindos casos que Chico nos levou ao interior de sua singela casinha a participar da sessão em que recebemos mensagens tocantes da nossa irmãzinha Wanda, outra de Emmanuel respondendo-nos a questões, uma poesia sentida e bela de Casimiro Cunha que nos arrancou lágrimas, e um soneto de Augusto dos Anjos em que se mostrou pela primeira vez com seu régio presente mais sentimental, falando do amor que ele já sabia sentir, votivo aos pequenos e humildes sofredores e paupérrimos.

Foi uma sessão de 4 horas que nos emocionou bastante e na qual ganhamos graças que jamais prevíamos em nossa vida. Graças a Deus, Terminada a sessão, Chico, sempre amável, acompanhou-nos ao hotel, prometendo levar-nos na manhã seguinte ao seu posto de serviço, a fim de gozarmos, como gozamos, um belo passeio matinal. Dormimos e acordamos bem cedo. Demandamos a fazenda do Ministério da Agricultura, onde Chico trabalhava e era estimadíssimo.

É ali, no seio de uma natureza festiva, de um sol sempre vivo e caricioso, sob um do céu de nuvens garças, afagado por brisa leve e benfazeja, sentindo a música dolente dos pássaros livres e felizes brincando à nossa frente, como a nos saudarem, que o Chico demonstrava sua admiração pela natureza e onde melhor o conhecemos. Atendendo ao apelo de um poeta, e visto que também o era, amava até as pedras e os montes pensativos, vendo em tudo poesia e oração, arte, lições num grande livro aberto.

Tratava as árvores como irmãs, com graça e doçura. Compreendia como poucos a alma do grande todo. Igual Pitágoras redivivo, tudo sentia, humanizava as sombras, penetrava o âmago das coisas, ouvia a voz do silêncio. Para ele, as águas falavam e ele as entendia. A cachoeira barulhenta e a quietude profunda dos rios têm semelhança com certas criaturas. Um raio de luz, uma carícia, um inseto que voeja lhe chamam a atenção, faziam-no pensar e lhe arrancavam sorrisos dos lábios e fulgurações dos olhos vivos, ternos e mansos.

Em tudo via poesia e vida, verdade e luz, beleza e amor, e acima de tudo, a presença de Deus. Que sensibilidade apuradíssima, que coração grandioso lhe batia dentro do peito, capaz dos maiores gestos de bondade, de renúncia, de gratidão, de piedade e de humildade. Contou-nos a passo vagaroso lindos casos. E já na hora da despedida é que Chico nos revelou qual o desejo maior que afagou em toda a sua vida de encarnado e que recentemente lhe foi satisfeito ter um quarto seu com uma janela toda de vidro para poder ver o céu de noite cheio de estrelas, sentir os mundos imensos que estão rolando pelo infinito como lenços a nos acenar, a nos chamar e pedir que lutemos para os merecer.

Quer ver o céu ainda para ver os espíritos que vêm e vão. Foi Flammarion quem disse que precisamos olhar menos para a terra e mais para o céu, porque o silêncio do céu é mais eloquente que todas as vozes humanas. O aspecto de sua abóbada celeste nos enche de admiração e fala-nos de Deus, mas de um Deus verdadeiro, porque o Deus dos espíritos não é o Deus dos exércitos de Felipe II, Não derrama sangue, não fala de guerras, não anda a vencer batalhas, nem conduz às infâmias da Inquisição.

Não faz queimar vivos como heréticos irmãos, outros que tenham religiões diferentes da nossa. Não aprova a matança de São Bartolomeu, não sustenta o erro, não condena Copérnico e Galileu, Porque esse Deus que o céu nos mostra é a suprema justiça, a suprema verdade, o amor mesmo, e paira impecável e sereno na sua luz e no seu poder. As criaturas que olham para o céu, que gostam do céu, que falam com o céu, são criaturas diferentes, estão de passagem por aqui em missões.

E sentindo saudades da pátria verdadeira. Distante, procuram minorar essa saudade olhando o infinito, traduzindo-lhe a mensagem silenciosa e linda que irmãos maiores lhe enviam. Chico Xavier é assim uma criatura do céu. Lindos casos que Chico não contou. De quantos visitaram o Chico, segundo sua própria observação, somos dos que mais apreciaram seus casos. E é verdade, porque neles verificamos lições preciosas do Evangelho e verdadeiras carapuças para todos os chamados ao serviço do Senhor, para um dia serem escolhidos.

E assim sucedeu que nas demais vezes que o visitamos, procurou ele aproveitar os momentos raros de suas folgas para nos contar seus lindos casos. Isto porque nos via anotando-os entre comovido e alegre, validando-lhe o tempo e dando graças a Deus pelas premissas recebidas. Em começo de 1948 e fins de 1949, rapidamente o procuramos, falamos-lhe apenas minutos antes da sessão do Luiz Gonzaga. Respeitamos sua valiosa ocupação e, visto que espontaneamente não nos procurou, concluímos que atravessava momentos aproveitáveis à recepção de alguns livros.

E como em tudo há providencialidade em relação aos nossos esforços, vários de seus amigos, como André, a Taliba, José Machado, Liniz Pachequinho, professor Lauro Pastor e sua esposa Dona Deise, e Dona Naná, proprietária do hotel onde nos hospedamos, encontraram-se conosco e contaram-nos muitos novos e lindos casos sobre Chico. Lindos e últimos casos. Em agosto de 1951, voltamos a Pedro Leopoldo. A convite do Dr. Rômulo Joviano, que era o diretor da fazenda.

Visitamos demoradamente as obras valiosas que o Ministério da Agricultura ali construiu para abrigar animais reprodutores e selecionados. O Dr. Franco deu-nos uma bela aula sobre a vida das abelhas. Depois, avistamo-nos com o Dr. Darwin, seu leal colaborador, E em seguida com o Chico, e dele ouvimos outros comentários. À noite, na sessão do Luiz Gonzaga, psicografou uma linda mensagem de João Pinto de Souza, o fundador da Hora Espiritualista, mensagem apreciando nossa campanha de educação de adultos na Central do Brasil, com a qual, com o auxílio de professores voluntários, Conseguimos, numa massa de 12 mil ferroviários, alfabetizar cerca de 11 mil.

Passados 2 anos, numa tarde de agosto de 1953, falamos à esposa: vamos a Pedro Leopoldo buscar uma mensagem de bom ânimo. Carecíamos de algo que nos animasse. Achávamos-nos doentes do corpo e da alma. E assim, no dia seguinte, chegávamos à terra do querido Chico Xavier. Era uma quinta-feira. O Luiz Gonzaga realizava suas sessões às segundas e sextas-feiras. Dormimos, pois, meio decepcionados, mas confiantes. Acordamos numa manhã cheia de sol e recebendo uma graça: a visita do Chico, que fora avisado de nossa chegada pelo seu bondoso irmão André, que conosco viajara.

Partimos com ele numa charrete para a fazenda. No caminho conversamos longamente. À noite, a sessão no Luiz Gonzaga começou às 21 horas com o salão superlotado de irmãos, na maioria vindos de lugares circunvizinhos. Terminou às 2 da madrugada sem que ninguém se sentisse cansado. Todas as orientações que pedimos por escrito ao querido espírito de Emmanuel foram atendidas. A nosso favor pedimos algo em pensamento e quando concluíamos que nada receberíamos, Chico leu: Mensagem de bom ânimo de Amaral Ornelas a nós dedicada.

Linimentados com belíssimo alexandrino, choramos de emoção Tanto mais quanto não esperávamos receber tão grande dádiva. No começo de dezembro do mesmo ano, a serviço de nossa campanha educacional, depois de inaugurarmos dois cursos em Pedro Leopoldo, às 21 horas, fomos assistir à sessão do Luiz Gonzaga. E aí, por acréscimo de misericórdia, recebemos no fim da sessão, pelo Chico, Uma erudita mensagem de Braga Neto, o saudoso secretário de nossa revista, o nosso guia.

Mensagem que reflete seu lastro espiritual já bem volumoso, digna de meditação, que tanto se atualiza aos nossos dias. Em março de 1954, fomos assistir à entrega de certificados aos adultos ferroviários de nossos cursos de alfabetização de Horto Florestal em Belo Horizonte. Aproveitamos o ensejo e fomos ver o Chico. Encontramo-lo bem doente. Mesmo assim, a nosso pedido, atendeu a 3 cadetes que ali foram convidá-lo para uma festa em Agulhas Negras, na sede da Academia Militar.

Em todas essas ocasiões, colhemos e anotamos novos casos. Meses depois, nossa abençoada campanha levou-nos à cidade de Sabará e a todo seu ramal, onde temos cursos. Na volta, aflitos pela saúde do grande médium, fomos visitá-lo ainda com o propósito de lhe pedir autorização para publicar os lindos casos que nos contou, a benefício de uma obra educacional espírita. Chico surpreendeu-se, pois nem de leve calculou o que ouvimos e anotamos.

Supôs que apenas guardávamos, na pressa com que foram contados, uma meia dúzia de casos, coisas sem importância. Assistimos à sessão e Emmanuel nos enviou pequena mensagem muito expressiva para nós. Na noite de 15 para 16 de abril de 1954, Datilografamos o presente trabalho em sua primeira parte. Fizemo-lo até a parte acima. Cansados, deixamo-lo para terminar no dia seguinte e sonhamos com o caro Chico. Sonho consolador, esclarecedor, emocionante.

Certamente Chico sentia de longe nosso trabalho, pois em sonho, vendo à distância, ouvimos que falava, e por ele seu querido e iluminado guia, dando-nos uma mensagem para o final da parte primeira de nosso livro. Que fazes de teus pés, de tuas mãos, de teus olhos, de teu cérebro? Sabes que esses poderes te foram confiados para honrar o Senhor iluminando a ti mesmo? Medita nestas interrogações e santifica teu corpo nele encontrando o templo divino.

Foi o que fizera Chico no início de sua mediunidade, depois de haver, a convite de Emmanuel, visitado a fazenda do pai e se inteirado do serviço que cada coisa faz em santificação de si mesma. E traduzimos a belíssima e oportuna mensagem, lembrando o que poderemos fazer com as mãos, com os pés, com o cérebro, com o coração e com os olhos, a benefício de nosso espírito. Verificamos que Jesus escreve pelas nossas mãos, sente e ama pelo nosso coração, como no caso da belíssima lição evangélica: olha pelas visões maravilhosas de um servidor, anda pelos pés dos que caminham nas sendas do bem e pensa e serve, amando e ensinando.

Através daqueles que o seguem. A mensagem ainda nos fez lembrar de Mãe Ritinha, uma irmã mensageira do amor que em Três Rios, no fim de sua bela existência, com os pés inchados, com os olhos já cansados, com o coração gasto de fazer o bem e com o cérebro cheio de luz, caminhou por caminhos estreitos e íngremes visitou aflitos, atendeu a infinidades de criaturas encaminhando-as ao grande roteiro e por fim, em pleno serviço de dar sem receber, desencarnou santificando seu corpo na sublimação do seu espírito.

Que os lindos casos que ouvimos de tantos irmãos ligados ao querido Chico Xavier e apresentados e vestidos com a roupagem não menos simplória e humilde de nosso espírito façam o bem a quantos os lerem. São partes integrantes da vida de um vero servidor e um benefício imenso nos prestaram. Fizeram com que pensássemos na responsabilidade que temos olhando a do humilde médium de Pedro Leopoldo e esforçando-nos por imitá-lo Para que no serviço salvacionista do Espiritismo se multipliquem os Chicos e a Terceira Revelação através dos bons exemplos de seus verdadeiros trabalhadores por ela reformados.

Acorde os que dormem e lhes mostre que Jesus é o Caminho, Verdade e Vida, vivendo a verdade na vida verdadeira que ele imortalizou no amor, porque ele é o caminho para Deus, a verdade que ama e salva, e a vida que não morre nunca.

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