FASCÍNIO POR HISTÓRIAS DE SERIAL KILLERS EXISTE? FT. JU CASSINI | #ACHISMOS PODCAST #423
Entre muitos achismos sobre o que leva alguém a se tornar um Serial Killer, hoje a Ju Cassini, que tem um conteúdo voltado para true crime, conta um pouco do que estimulou ela a querer entender mais sobre a mente humana.
Se você gosta de suspense, investigação e quer entender os mistérios do comportamento humano, este episódio é para você.
MAURÍCIO MEIRELLES @maumeirelles
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JU CASSINI @jumcassini
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No inverno, o segredo não é usar mais camadas. É escolher as peças certas.
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Cada caso é um caso, mas tem muitos que têm essa assinatura, né? Você vê, por exemplo, o Zodíaco, que é um cara que a gente não tem certeza até hoje de quem é. Ele mandava as cartas com código pra polícia e ele tinha a assinatura dele, que ele colocava um círculo com uma cruz no meio. Então parece que eles gostam, sabe? Eles têm um prazer de deixar esse enigma e de ter uma assinatura. É uma coisa até meio cinematográfica, se você for pensar, né?
Então bora, podemos ir?
Vamos lá, meu criminoso.
Começamos assim?
Começamos assim.
Começou sem hierarquia?
É mesmo?
E a turma que quer patrocinar, que vai falar o cara não tem voz ativa? É ruim para mim isso, mas a galera quer patrocinar. Primeiro, já quero começar agradecendo a Insider que patrocina esse canal, mesmo eu sendo uma voz não ativa, onde o diretor me trata como um puppet. Eu quero deixar claro isso, fiquei muito magoado. Insider, roupa do futuro, roupa com qualidade. Roupa que a convidada vai adorar falar sobre, porque é uma roupa que não deixa cheiro, ou seja, né, tira todos os—
é um problema para polícia, é uma roupa com problema para polícia.
Porque se você quer identificar um criminoso, a roupa que deixa cheiro você sabe das coisas. Agora, roupa não deixa cheiro, a roupa desamassa no corpo, o fugitivo sai correndo com mais habilidade, sem calor. Roupa do futuro, a melhor roupa. Por que que a Insider tá no podcast? Porque como esse podcast abrange todos os temas, Todos os temas de alguma maneira encontram a Insider no final. Então vamos falar, mostra o rostinho. Olha só, entrega o presente. É, entrega o presente, presente da Insider para você.
Mentira, eu amo, tá? Eu já trabalhei com eles antes.
É mesmo? Aí tô falando, tô falando, tô falando, tô falando. É uma pessoa que tá sempre ali na base.
Agora pode ficar à vontade, vê se você gosta, né?
Pelo amor de Deus, não precisa colocar também, mas fica. Acho que não vai dar, não vai dar, não vai ser tão Gente, eu amo, sério. Aí pronto, é a linha feminina da Insider que chegou também para todo mundo. Ah, porque a pessoa fala: nossa, Maurício, você só fala da cueca que abraça as bolas. Mas temos a roupa feminina da Insider e é excelente para dias de calor. Eu deixo claro, não deixa aquele desconforto, aquela— isso tá tudo para você, Ju.
Então, obviamente, você clicou nesse vídeo porque você viu já a thumb e falou: nossa, mas é estranho, porque a Ju ela tá aparecendo muito para mim em TikTok. E eu fico preocupado porque o TikTok ele é baseado no algoritmo, tá consumindo muito conteúdo, né? Então se chegou você para mim, é meio perigoso e não é ruim assim. Às vezes é quando a pessoa fala assim, ó, Ju, você explicando quem é a Ju, você viu na thumb, mas a Ju ela é uma especialista em crime. Vamos botar desse termo assim, quem diria?
É, acho que dá para falar especialista.
Vamos botar uma podcaster, uma produtora de conteúdo, de um conteúdo que talvez você imaginaria uma pessoa com machado sangrando e uma mordaça. Uma entusiasta, uma entusiasta em desgraça.
É, eu acho que dá para colocar assim, apesar de meio pesado, né?
Entusiasta, parece que você torce para.
Exato, parece que eu tô feliz.
Posso melhorar? Estamos com ela, uma sommelier de desgraça, Ju Cassim. Sommelier de desgraça, porque você tem uma curadoria, você fala: essa desgraça não vale um conteúdo, perdeu uma cabeça, uma coisa de morte.
Aí dá para falar.
É, mas uma cabeça eu já vi perder tanto, Maurício, não sei se vale. Agora, dois braços e uma perna, isso vai dar like. Tem uma coisa assim?
Ah, não muito, vai, eu achei pesado.
Tá bom. Quantos anos você tem, Ju?
Eu tenho 32.
32. Por quê? Qual é a primeira pergunta?
Porque eu comecei a falar disso. Então, eu acho que assim, muito do que vem é da curiosidade, porque a gente fica curioso naturalmente quando a gente vê algum caso acontecendo.
A gente quem?
Eu não sei, pelo menos as pessoas que assistem. Eu acho que tem, na verdade, acho que tem duas coisas diferentes. Um pouco é porque a gente tem curiosidade, é mais relacionadamente humana, eu acho.
Pronto, aí eu concordo. É por isso que caiu, eu querendo me tirar o couro fora, é por isso que eu acho que caiu você para mim, porque você não fala só sobre o crime, a execução, você fala muito sobre a mentalidade do criminoso, porque que ele buscou aquilo, como é que pensa.
É que eu não gosto de falar, não gosto, na verdade não é que eu gosto de falar sobre crime, eu acho que é mais uma curiosidade de entender por que que uma pessoa agiu de uma forma tão diferente do que eu agiria, sabe? Tipo, o que a gente considera normal são pessoas que não cometem crimes. Então o que que passou na cabeça da pessoa para ela, né, cometer algo tão horrível? Acho que essa parte psicológica chama muita atenção e traz uma curiosidade de querer entender.
E também a gente tava até comentando sobre isso, é por ser mulher, tem muita coisa que eu aprendo vendo esses casos para me proteger no dia a dia, sabe? Acho que questões de segurança mesmo.
Mas você é uma pessoa noiada?
Eu sou um pouco. Eu acho que eu me tornei mais depois que eu comecei a consumir esse tipo de conteúdo. Mas também eu acho que tem coisas que mulheres passam no dia a dia que quando você vê esses casos acontecendo, você consegue se adaptar para evitar que algo aconteça. Por exemplo, hoje em dia, quando eu entro no meu carro, eu tranco a porta imediatamente. Eu não fico dando bobeira no lugar onde eu tô estacionada. Às vezes até questão de como você vai andar na rua.
Mas isso não é ruim? Agora aqui o achismos, a gente vai entrando na cabeça. Sim, já que você gosta desse tema. Porque assim, pior dia da minha vida foi quando eu comecei a entender de mercado financeiro. Vou explicar por quê. Porque até então, quando eu era um cara alienado, beleza, botava ali, rendia e tal. Quando eu comecei a entender, eu falei, eu tô perdendo 13 centavos vírgula 2. Você começa a ficar uma pessoa noiada e obcecada sobre o assunto.
Você que está ganhando dinheiro com esse assunto, você não ficou uma pessoa mais triste?
Eu não sei, eu acho que depende. Porque tem pessoas que me assistem que às vezes falam isso, que elas estavam consumindo muito esse tipo de conteúdo, estavam ficando muito paranoicas e acharam melhor parar de assistir. Mas eu acho também que eu, como falo bastante, infelizmente isso acaba dessensibilizando um pouco. Então eu acho, eu sinto às vezes como se fosse, por exemplo, no Jornal Nacional, que você tem que passar uma notícia, entendeu? Você tá lá falando da notícia, mas eu não, eu tento não levar comigo.
Tipo, Datena come um Häagen-Dazs vindo morto. É isso. Mi mais um. É meio isso.
É, eu tento não levar comigo, porque se você for absorver tudo, realmente é muito pesado. Mas eu tenho uma coisa, por exemplo, eu não consigo escrever um roteiro de um vídeo e gravar no mesmo dia. Eu acho muito pesado, é muita coisa, tá?
Porque você absorve a história.
Exato. Ainda mais algumas histórias específicas. Eu gosto mais de contar histórias que tem um mistério por trás, alguma coisa que aconteceu de fato, não o crime pelo crime. Porque às vezes eu vejo alguns casos que é só violência, entendeu? Óbvio que todos são violentos, mas às vezes é só tipo uma crueldade, uma maldade ali. E tem alguns casos que não, que você realmente começa a pensar por esse lado psicológico. Tipo, eu lembro até que teve uma vez, e eu acho que em alguns casos até ajuda, teve uma vez que eu postei um vídeo no canal de um caso que a família da vítima comentou me agradecendo, sabe, por estar divulgando essa história, fazendo uma função social, uma lembrança tal.
Porque todos os casos você consegue tirar alguma coisa disso, né? Então eu prefiro estar falando desses casos que depois você consegue pensar assim.
Eu achei muito interessante que você começou falando assim, cara, porque eu quero entender a mente humana. E geralmente quando a gente tenta ir para esse caminho, a gente se surpreende muito com a mente humana, a ponto da gente também olhar e falar: será que eu seria capaz de fazer isso? E aí eu te pergunto, teve algum gatilho que te levou para isso? Porque eu entendo, eu entendo porque que essas coisas bombam, porque ela sai do que é o comum, né?
E você quer entender tal. Mas tem alguma coisa dentro de você que, sei lá, você já tomou um tapa de um namorado em 1998 e isso mexeu na tua cabeça? Você teve um caso de um parente que morreu? O que que foi?
Eu acho Eu tive contato com isso na faculdade, porque eu sou formada em Direito, né? E aí, na faculdade, todo mundo no primeiro ano de faculdade, pelo menos na minha turma, todo mundo se interessava muito por Direito Penal, né? A gente queria muito saber como funcionava a criminologia, sabe? Essas matérias mais assim. E na minha faculdade, no último ano, você escolhe uma área de ênfase. São 3 áreas diferentes e eu fui para o Direito Penal.
Então, o meu 5º ano de faculdade foi 100% focado em matérias do penal. Então, eu tive Medicina Legal, eu tive Criminologia, e eu achava muito legal essa parte de perícia. Também. E aí eu comecei a criar conteúdo, eu me formei em 2019, eu comecei a criar conteúdo em 2020, e foi na época que tava na pandemia COVID, que eu tava muito em casa, e eu assistia mais vídeos sobre os casos. Então eu acho que eu já tinha uma coisa que eu gostava, me interessava, daí comecei a ver vídeo, e aí eu falei, ah, vou fazer também um vídeo no TikTok sobre um caso.
Tanto que eu comecei muito com o true crime, né? Depois que eu comecei a falar mais de conteúdos mais sobrenaturais, filmes e tal, Mas eu comecei muito nisso.
Você acredita em sobrenatural?
Acredito.
E como é que funciona essa cabeça aí sua assim? Por exemplo, tá, temos uma coisa que é você formada em direito, você é ruiva, você é bonita e você é jovem. Qual a sua diferença com Suzane Richthofen?
Vamos lá. É o pior, você não tem noção, você não tem noção. Muita gente já falou isso para mim, juro, já falaram muito que eu pareço com ela. Não, você não parece, mas fisicamente já me falaram sim.
Formado em Direito, eu tô aqui, formado em Direito, gosta de crime, ah, não sei o quê.
Foi todo check, né?
Como é que tá seus pais?
Eles estão ótimos.
Eles ficam preocupados, não com essa questão, mas eles ficam preocupados com o fato de você entrar nesse lugar assim? Fala, minha filha, pô, fala de maquiagem, vamos falar tanta coisa mais legal para você falar, fala de Direito.
Eu acho que no começo assustou um pouco, principalmente minha mãe, porque a minha mãe ela é bem tipo espiritualista, espiritualista assim, ela acredita muito nessas coisas de energia. E aí ela ficou preocupada de eu tá abordando esses temas, de ficar uma coisa ruim, sabe? Que a primeira pergunta que eu acho que te fazem é, muita gente pergunta se eu tenho pesadelo, como que eu faço. Não, mas assim, perigoso você não ter.
Tô meio tenso aqui.
Não, mas eu acho que eu também acredito muito nessa questão espiritual, até por acreditar em coisas sobrenaturais. E eu acredito muito que se eu não deixar me afetar, não vai me afetar.
Tá, é mental também.
É muito mental. Então, porque se eu ler sobre um caso, falar sobre, ficar pensando, nossa, imagina como foi isso, e ficar naquela situação mal.
Você não, toda psiquiatra seria louca.
É a mesma coisa, imagina cada psicóloga que tá falando com paciente absorver o problema da pessoa e ficar com aquilo.
Você tem que saber o seu trabalho e você sabe separar. Mas você consegue levar isso para vida pessoal? Por exemplo, você falou que você tá 32, né? Você namora, casada? Como é que é a sua vida? E como é que funciona isso em relacionamento? Porque eu acho que imagina que a primeira vez que o cara vai te conhecer e tal, Aí você fala, não, eu tava ontem editando um vídeo sobre o cara que mordeu a mãe.
Eu acho que nunca me afetou assim da pessoa ficar, eu acho, com algum receio. Pelo menos não que eu saiba, né? Pode ser que sim. Eu acho que hoje em dia também tem muita gente que fala sobre esse tema e tem muita coisa online sobre.
Já ficou normalizado.
E assim, sendo sincera, eu falo sobre esses temas, mas por exemplo, se você for na minha casa, é tudo rosa, entendeu? Tipo, eu tenho duas personalidades completamente diferentes.
Imagina isso, não dá pra ser também tudo mórbido e ter uma pá caindo. Não dá também.
E eu sei que tem pessoas que sim, né? Que tipo, tem aquela coisa mais gótica, mas eu não tenho. Tipo, tanto que as pessoas falam que vão em casa e nem parece que eu falo desses assuntos.
Mas você tem um tesãozinho nessa coisa do tipo assim, caralho, que foda o que o cara fez?
Não, pelo amor de Deus.
Não tem?
Não, nunca, jamais.
Não, não, não, não, não.
Pelo amor de Deus.
Não na questão do que ele fez na execução, mas no que ele fez do tipo assim, cara, o cérebro desse maluco é um absurdo. Como é que ele pensou nisso? E eu acho que o termo tesão é errado, mas assim, sabe? Quase como uma admiração do tipo, caralho, a quantidade de loucuras que existem na sociedade te movimenta a conhecer mais, entendeu?
É, eu acho que não. Eu, na verdade, tipo, acho que essa fascinação para mim não existe. Eu acho que é mais uma questão psicológica mesmo, de tipo entender como que o cérebro funciona, porque que a pessoa chegou nisso e o que que ela ficou arquitetando na mente dela para conseguir. Por exemplo, a gente tem caras que ficavam mandando cartas, fazendo códigos, né, para tentar descobrir. É tipo um passatempo mesmo, né, você criar uma historinha por trás.
O cara criava um storytelling para total, tipo, tem alguns serial killers famosos também que criavam toda uma história, mandavam cartas codificadas para polícia, como se fosse uma grande brincadeira mesmo.
Me conta disso, porque eu vi uma, eu preciso falar dessa série que é muito bom, que é o Save the Cats.
Ah, sei, não, aquele documentário, você tá falando? Não, é Don't Fuck with Cats.
Outra coisa, Save the Cats é roteiro, é Don't Fuck with Cats, isso, né, que é, me ajuda a falar, que é, era um serial killer, né, né, que ele, eu acho que ele era russo, alguma coisa do tipo ali daqueles lados, que ele começou um vídeo na internet matando um gato. E aí ele jogou, e obviamente a comunidade pró-animal ficou atenta e falou, cara, que porra é essa? Ele de alguma maneira ele fez, né, uma comoção. Essas pessoas começaram através de comunidade a investigar aonde ele tinha matado esse gato.
Por exemplo, através da tomada da parede, descobriram que era uma chamada do Leste Europeu, alguma coisa do tipo. E aí a galera foi indo atrás, foi indo atrás. O cara começou a gostar dessa brincadeira e ele começou a matar um outro gato em outra região, até que ele começou a matar humano. É Don't Fuck with Cats, tá no Netflix. Ele começou a matar humano quase como se fosse assim, eu quero ser pego nesse enigma, meio Escape 60 psicológico, né?
E eu não vou dar spoiler, obviamente, mas foi uma coisa de caçada entre comunidade Foi boa referência. Escape 60. Mas é meio, porque o cara ele fica criando enigma e matando gente, e a polícia não tava interessada. E aí quem salvou a história toda foi a população, foi a tia do gato, a tia dona do gato em Michigan, que não tinha nada a fazer, ficou procurando.
Mas é isso que são esses casos que eu acho interessante, porque daí você consegue tirar uma coisa disso, tipo, olha como o poder da internet conseguiu solucionar um crime e parar um cara que tinha começado a matar pessoas, sabe? Foi 100% uma caçada na internet. Eles tinham grupos no Facebook.
Você faria parte dessa comunidade?
Então, não sei.
Mas você gosta de desvendar esse tipo de coisa?
Sim, essa parte eu acho bem interessante. Mas, por exemplo, as pessoas realmente engajaram numa causa, foi igual o que aconteceu recentemente aqui no Brasil, né, do cachorro do Orelha, lembra? Que também, tipo, a galera tava divulgando e tentando conseguiu alguma punição, porque as pessoas se uniram por uma causa. E aí sim parece que a polícia começa a prestar atenção. Porque, por exemplo, nesse caso do Don't Fuck With Cats, quando você posta um vídeo na internet, infelizmente, de maus-tratos com animais, é muito difícil que a polícia vai falar: ah não, então agora eu vou investigar e a gente vai atrás desse cara, né?
E aí esse não, a galera falou: não, a gente vai atrás, a gente vai descobrir quem ele é. E aí sim a polícia teve que se interessar, se bem que eles só entraram também na investigação quando tinha uma pessoa envolvida, né? Quando eram os animais, eles estavam meio—
mas tem um padrão, tipo assim, é porque esse cara claramente é um cara, até a história dele tem uma coisa dele querer chamar atenção o tempo todo, ele queria ser um protagonista de alguma coisa, eu não me lembro direito se ele queria ser ator, alguma coisa do tipo, não conseguiu ser famoso, né, queria ser famoso, ele se frustrou e tal. Tem um padrão ou esse cara é um caso isolado? O que que você observa do serial killer? Eu quero agora discutir a mente, já que você gosta desse tema.
É, eu acho que tem alguns serial killers que até falam de um padrão deles quererem ser descobertos no fundo. Tem um, por exemplo, o BTK, Era um serial killer também que ele matava mais mulheres, e ele tinha um jeito que ele fazia de amarrar e tal, a forma que ele matava. E ele era pai de família, sabe? Ele frequentava a igreja, ninguém nunca desconfiou dele, inclusive a esposa, a filha. A filha dele escreveu um livro até falando de como foi viver com ele todo esse tempo.
BTK brasileiro? Não, ele é americano. O nome dele é Dennis Rader, mas ele ficou conhecido como BTK.
BTK é muito funkeiro, desculpa.
Amigo do Mau Mau.
BTK, o TK faz vídeo com cariane, tipo, o TK era sigla pelo que ele fazia com as mulheres, sabe? Eles abreviaram e colocaram como, ah, ficou famoso com esse nome. E aí ele ficou muito tempo impune, tipo, ele passou 10 anos sem matar ninguém depois que ele já tinha matado muita gente. E aí um belo dia, tipo, acho que parece que ele cansou e ele quis deixar uma outra evidência ali para polícia, entendeu? Parecia que ele queria, tipo, a partir do momento que pararam de falar dele Daí ele falou não, sabe, eu quero voltar.
Eu acho que esse sentimento de que ele tava saindo impune, que ele conseguiu enganar a polícia, para ele era uma coisa muito gratificante. Então na hora que todo mundo esqueceu a história, ele parece que quis fazer alguma coisa. Aí sim ele foi capturado.
Se ele tivesse ficado quieto, e tem um documentário muito bom na Netflix da filha dele contando quando ela descobre que o pai é ele.
Mas você tá me falando uma coisa que é quase como humana, mesmo não sendo, né, que é aquela coisa do tipo o cara que é empresário ele pira quando ele aposenta, né? Porque ele perde, ele perde aquele tesão, aquela adrenalina de conquistar, de crescer. Existe isso também no universo do psicopata?
Muitos, muitos. E dá para ver que tem alguns que, por exemplo, quando foram presos, eles começaram a dar muita entrevista, né, falando sobre os crimes, sobre o que eles fizeram. E eles sentem um prazer muito grande de explicar o passo a passo, como eles pensaram.
Então não é uma cagada você dar, não você mas as pessoas darem voz para esse tipo de criminoso, porque o que você faz é um trabalho de análise. Eu percebo que você faz ali. Mas agora, por exemplo, Ju, obviamente eu tenho que falar desse tema. A Suzane Richthofen tá recebendo, acho, quase R$1 milhão pela Netflix para, né, falar do caso, que ela, né, com exclusividade e tal. Isso não acaba sendo um prêmio? Não tô falando só a parte financeira, mas a parte psicológica dela tá em evidência.
Você Você, ela quer estar em evidência, pelo que você percebe? Ela gosta desse lugar?
Ah, eu acho que se ela tá fazendo documentário sobre o que ela fez, com certeza ela quer se aproveitar disso, né? Eu acho errado, claro, não acho. Eu acho que tem uma diferença às vezes quando você faz documentários assim de criminosos de fora, porque muitos deles estão com uma prisão perpétua, entendeu? Não tem uma possibilidade de sair. E aqui no Brasil a gente tem alguns que já saíram, né, que já estão soltos.
Então é muito complicado, é muito complicado você pensar.
Eu acho que é uma grande muita discussão isso. Por exemplo, esses serial killers que deram entrevista lá nos Estados Unidos, muitos deles ajudaram o próprio FBI a tentar encontrar outros serial killers. Então tem até uma série na Netflix, Mindhunter, não sei se você já assistiu, que é baseado nessa história real que realmente aconteceu, que tipo eles perceberam que serial killers existiam, e naquela época não tinha nem esse nome.
E aí eles foram conversar com caras na prisão que eram serial Insiders para tentar entender e capturar os que ainda estavam atuando. Então eles davam essas entrevistas para fornecer informações para os policiais e eles conseguirem montar um perfil e irem atrás desses caras. E ajudou bastante. Então nesse caso tinha um propósito, tipo, eles estão falando sobre os crimes.
Nesse caso é só um benefício, tipo, a minha história é tão interessante, fabulosa, fascinante, quer dizer, que eu vou receber por isso, como capitalismo vai, né, pagar.
A minha história vale R$500 mil.
Eu matando os meus pais.
E esses documentários, normalmente, mesmo que a pessoa não esteja envolvida, né, no caso da Suzane, ela tá falando lá, né, mas mesmo se a pessoa não tá envolvida, se tem, por exemplo, imagens antigas, aqui no Brasil tem que pagar direito de imagem, né. Então mesmo esses documentários que você faz, em teoria a pessoa não tá recebendo, alguém tá recebendo. Então eu não sei exatamente, eu sei que para você conseguir colocar fotos antigas da pessoa e tal no documentário, você tem que pagar direito.
Você tá criando um mercado novo agora, a galera vai, deu do cara vai bater foto, fala, vou vender depois a foto do dinheiro. É, o cara mata para fazer a foto. Ó, é, tá, a Suzane ela não é uma serial killer, né? Ela é uma pessoa que teve um assassinato pontual. Não sei se ela— eu trouxe aqui o Ulisses Campbell, que deve ser um cara que você deve consumir, e ele fala, né, que ela tem uma, ela tem um perfil, né, de psicopatia e tal.
O que que é um serial É, eu acho que começam a caracterizar serial killer a partir do momento que ele mata mais de 3 pessoas, né? Então aí vai como serial. Mas também normalmente serial killer é quando eles têm o mesmo modus operandi, então todos os crimes foram feitos da mesma forma.
Por que que ele faz o mesmo padrão? Porque ele quer ser descoberto?
É, eu acho que muitos deles também são meio sistemáticos, sabe? Tipo, tem que fazer tudo certinho. Não necessariamente, mas a grande maioria tem uma preferência por algum meio para matar, e aí segue sempre os mesmos passo, sabe? Tipo, por exemplo, esse BTK que eu comentei, é ele, essa sigla é Bind, Torture and Kill, que seria tipo amarrar, torturar e matar. Então ele chegava nas casas, ele amarrava as vítimas, daí ele torturava e depois normalmente sufocava, entendeu?
Então é sempre esse mesmo padrão, a não ser que alguma coisa na hora saia do controle e aí acaba sendo diferente. Mas aí, né, muito raro.
Dessa padronização é tipo um álbum conceitual do psicopata, tipo assim, eu preciso mostrar era minha marca, é uma assinatura. Como que ele fala? O que que ele diz?
É, acho que cada caso é um caso, mas tem muitos que têm essa assinatura, né? Você vê, por exemplo, o Zodíaco, que é um cara que a gente não tem certeza até hoje de quem é. Ele mandava as cartas com código para polícia e ele tinha assinatura dele, que ele colocava um círculo com uma cruz no meio. Então parece que eles gostam, sabe? Eles têm um prazer de deixar esse enigma e de ter uma assinatura.
É uma coisa até meio cinematográfica, se for pensar, né, que a forma dele expressar a arte dele na morte, tipo, de ter um enigma, uma coisa do tipo.
É isso? É que não todos, né? Por exemplo, aqui tem serial killers que só você tem que detectar um padrão, entendeu? Porque às vezes tem alguns casos que a gente vê que a pessoa saiu e matou um monte de gente, e aí já colocam como serial killer. Mas você vai ver, cada um dos crimes foi diferente um do outro.
O que configura serial killer é você ter um modus operandi.
Exato, modus operandi ser mais de 3 pessoas.
Tá, existe uma coisa tipo assim, Estados Unidos é o país que tem mais serial killer. Na verdade é na Indochina em 1936. Tem alguma coisa tipo Brasil tem muito serial killer?
Então, eu, se eu não me engano, é que eu posso estar errada, mas se eu não me engano, os Estados Unidos é um dos países que mais tem. Agora não sei se realmente é o que mais tem ou se é porque a gente sabe mais, que eles são mais divulgados, entendeu? Que na China tem, exato, que daí a gente também não tem tanto contato assim. Mas pelo que eu tinha visto, nos Estados Unidos realmente é muito grande o número. Hoje em dia é mais difícil, né, porque hoje a gente tem mais chances de conseguir capturar uma pessoa, tanto com DNA, perícia no geral, câmera.
Mas o Brasil tem bastante serial killer também.
Ah, tem, tem, mas acho comparado com os Estados Unidos, tá, quem que tem menos?
Qual que é a história de serial killer que mais chama atenção assim, que você mais olhou e falou, cara, isso daqui é muito legal, no sentido de legal, isso daqui é muito ruim, né, mas é uma coisa que eu vou me profundar bastante assim, que, cara, eu fiquei muito impactada.
É, eu acho que esse que eu falei do Zodíaco é um dos casos que eu mais fico encanada com o que aconteceu, porque para mim é muito bizarro você não conseguir encontrar o cara, sabe? Ele atuando durante tantos anos. É que ele provavelmente já morreu, né? Isso foi que década de 70.
Eu não sei nada dessa história.
Eu acho que foi porque ele começou a matar as pessoas e ele atirava, né, em casais, estavam dentro do carro, e aleatório. É, a gente acredita que seja um pouco aleatório, mas ele usava uma máscara e aí as pessoas não conseguiam identificar ele. E aí depois que ele cometia os crimes, ele tinha essa coisa de mandar para imprensa e para polícia cartas falando sobre o que ele tinha feito, falava o nome das vítimas e eram cartas em códigos, né?
Isso virou tipo um fenômeno na época, porque quando a polícia começou a não conseguir decifrar as cartas, eles colocavam no jornal para ver se alguém conseguia ler e mandar o código para eles. Tanto que pessoas normais em casa recebiam jornal de manhã e ficavam ali tentando.
É, solução, a Cruzadinha, pois é, o zodíaco, pois é, ele criou o zodíaco na verdade. Sagitário, é para descobrir quem é.
E aí na última carta que ele deixou, ele falou que o nome dele tava ali no código. E aí parece que tem duas linhas desse código que ninguém conseguiu decifrar até hoje. Na verdade tem pessoas hoje em dia que falam que decifraram e falam que é esse nome, nome, mas a polícia nunca deu uma confirmação de tipo, ah, realmente achamos ele.
Porque o cara é muito bom de enigma. O cara falou, ah, mano, não quero fazer não.
Eu não sei se vocês viram isso, mas teve um cara no TikTok que fala que é o avô dele, que o avô dele é o Zodíaco. E aí, e o pior é que cada pessoa que fala tipo, ah, meu parente, as evidências que eles dão você fala, ai, realmente pode ser.
Uma série recentemente, né, do pessoal que conviveu com ele, né?
Foi. Qual que era essa mesmo?
É da Netflix.
Cavaleiros do Zodíaco.
Isso.
Tem um filme muito bom que foi até premiado que chama Zodíaco, que é com o Robert Downey Jr., o Jake Gyllenhaal.
Ele é americano, Zodíaco? Da onde que ele era? Tudo bem, mas assim, ele era um cara americano dos anos 70.
A gente não sabe que ele era, né?
Ah, pode ser brasileiro, pode ser, pode ser.
Tem gente que fala que ele era italiano.
E quantas pessoas esse cara matou?
Foram 7. Ai, eu vou chutar. Chutei, não sei se foram 7.
Tô com uma lista aqui, vocês estavam falando dos países com mais serial killers, Estados Unidos.
Mas é o que ela falou também, talvez é porque tem mais investigação, né?
Depois vem a Rússia.
Pera aí, pera aí, pera aí, vamos voltar, vamos voltar. Quanto, quanto nos Estados Unidos deu aí?
Ah, vou pegar o número aqui, é que tá aqui disparado, não tem o dado assim, tipo 1 milhão.
Tá, antes a gente fala o top 5 aí que eu quero bater um papo.
Rússia, Reino Unido, Alemanha e China. Brasil não tá nem nos 10.
Alemanha, papai?
Alemanha. Nossa, mas Alemanha tem uns casos bem sombrios mesmo, umas coisas.
Por quê? Por que que você acha que existe alguma relação? Você nos seus estudos de culturas são mais tendenciosas a—
eu não sei. Eu acho que em países assim, os casos que eu pego que são da Rússia, da Alemanha, eu não sei se tem alguma coisa a ver do país frio, as pessoas mais isoladas, sabe?
Por isso que o Brasilzão tá de boa.
Então lá na Alemanha Tem muitos casos de pessoas que prendem gente no porão por anos, entendeu? Tem um pai que ficou, prendeu a filha por 24 anos no porão, ficava com os filhos do lado.
O filme era sobre isso, inclusive.
O chefe é o—
pera, pera, pausa, pausa, pausa, só para falar. Isso daqui é muito pesado. Esse cara é considerado um serial killer porque essa história é muito pesada, que é o cara que botou a própria filha, né, no porão. Ele estuprava a filha, era uma coisa meio maluca.
E aí teve filho com ela, os filhos moravam ali no porão, ele morava com a esposa no andar de cima. Acho que foram 24 anos, se eu não me engano.
Caraca, ó, para você ter uma ideia de números, tá, que são aí, são casos registrados nos Estados Unidos, são mais de 3.000 casos registrados na vida, na vida, tá. O segundo lugar, 300.
Ou seja, ou seja, a polícia é ruim.
Aí o Reino Unido, 160 casos registrados. Alemanha, 100 casos. China, 100 casos. África do Sul, 90 casa. Ou seja, Estados Unidos lá em cima, ó.
Tá, você falou do frio na Alemanha e tal.
Estados Unidos, exato, não tem uma coisa a ver com mídia?
Tem alguma coisa a ver com, com, existe alguma relação? Tô tentando bater um papo contigo nesse lugar assim de muito roteiro, muito roteiro que leva a pessoa a escrever muito, a pensar muito, a elaborar, fama. Tem alguma coisa?
Na verdade, essa é uma pergunta bem interessante, né? Porque Por que que nos Estados Unidos tem tanta gente, tem tanto serial killer? Eu não sei se tem uma resposta.
Não sei se fast food, alimentação deve estar ligada à alimentação, é muito ruim.
E a gente também tem questão de armas, né?
Tipo, faz sentido, obviamente tem uma política de armas mais acessível, que é a maior potência do mundo. Não tem uma sociedade mais drogada, uma sociedade mais, digamos, pressionada e isso talvez frustra mais.
Eu acho que talvez o pensamento, né, não sei, assim, ai, não faço a mínima ideia.
Não, não, tudo bem. Caso brasileiro, qual que é o que você acha que é considerado o principal? Quem que é o zodíaco brasileiro de serial killer?
É que aqui a gente, os casos que a gente conhece de serial killer, acho que não tem nenhum que ficou como mistério sem solução, né? Mas por exemplo, a gente tem o Maníaco do Parque, né, que era aqui em São Paulo inclusive, que ele matava que no Parque Ibirapuera bastante, né? Ele tá vivo e tava com uma coisa que ele parecia que ele podia sair da prisão, acho que em 2027. Aí tá preso, ele tá preso ainda. Só que aí eu tava até lendo algumas coisas que estão falando que às vezes por recomendação médica e tal ele ficaria mais tempo preso, mas ele tava com uma previsão de sair da cadeia.
A gente também tinha aquele Pedrinho Matador, você lembra que depois ele fez até canal no YouTube? É, virou YouTuber.
Por aqui o Vilela não levou ele, eu acho. Se ele morreu, tava lá toda terça, especialista. Não, não levou não. Respeita o Vilela também, porra. Para, para, tá? Esse caso do Pedrinho Matador, eu não lembro como é que foi.
O Pedrinho Matador, ele era um pouco— ele falava que ele era um vingador, não era? Que ele matava pessoas que já tinham cometido crime ou que se ou que tinha alguma coisa contra ele ali dentro da prisão. Tanto que ele foi preso, é, ele foi preso e ele foi aumentando a pena dentro da prisão, né, porque ele matou gente lá dentro. Então ele se defende dessa forma, tipo, ah, não matei ninguém sem motivo.
Eu acho que ele não queria voltar, mano, porque ia ser uma merda também. Você já pensou nisso, sabia?
Tipo, ele não foi no Vilela, mas ele foi num podcast, tá?
Foi, ele foi no podcast, eu lembro que ele foi.
Meu, mas se eu não me engano, uma vez me mandaram uma DM perguntando se eu tinha interesse de entrevistar ele antes dele morrer. Pera aí, isso é importante, porque eu acho que ele tava querendo em conversar com pessoas, né, ter uma visibilidade, não sei se para se defender ou o que que era.
Isso eu queria saber, a cabeça do cara que assassina tem uma culpa, um arrependimento, ou tem uma coisa do tipo, não, não, eu vou explicar o que que eu fiz para vocês olharem e falarem parabéns, Pedrinho?
Então eu acho que tem casos que sim, tanto que a gente tem alguns casos de pessoas que vão presas e aí elas se convertem para religião dentro da prisão, vira pastora, entendeu? Isso acontece muito.
Imagina, mano, o cara que é o seu pastor, o cara que tudo bem que existe o arrependimento e tal, mas eu, Maurício, aí sou eu, aspas minhas, eu não confiaria muito não, cara, num cara que matou 400 pessoas. Agora o cara tá lá falando, gente, vou falar o que que é melhor para sua vida.
Não dá, né? Não dá.
Eu acho que tem muita análise psicológica nesse caso também, né? Porque tem alguns caras que falam, não, eles são psicopatas, são sociopatas, que daí eles manipulam a pessoa para parecer que ela tá, que ele tá entendido, mas na verdade não é isso, é só para conseguir se safar. Agora, outras pessoas eu acho que tem chance de conversão, acho que depende muito do caso.
Qual foi o caso que você comentou em suas redes sociais que teve mais repercussão, que você até olhou e falou, pô, a galera gosta de saber dessa história?
Cara, eu sei que o vídeo, o vídeo que mais viralizou no canal de caso criminal nem era de serial killer, mas eu acho que chamou atenção porque era um menino, acho que tinha 13 anos. Sempre quando cai em criança, né, que mãe E foi um caso muito pesado porque ele, eu não lembro do nome da menina exatamente, mas era uma garotinha ali da vizinha dele que ele acabou matando. E aí a criança matou, é, o menino ele tinha uns 13 anos, se eu não me engano.
Ele matou a menininha e aí ela desapareceu, né, até descobrirem o que tinha acontecido. Ela ficou um tempo desaparecida. E aí na vizinhança toda eles foram levando panfletos perguntando para os vizinhos o que tinha acontecido. Esse menino participou das buscas, ele foi, tem tentar ajudar. E aí a família dele começou a sentir um cheiro muito forte no quarto dele e não sabia o que era. E ele tinha, ele tinha uns passarinhos lá, eles acharam que era isso e tal, mas o cheiro só foi aumentando.
E aí descobriram que ele tinha colocado o corpo dela dentro do colchão. O colchão dele era um colchão tipo colchão, colchão de água, sabe? E aí o corpo dela tava lá dentro e ele tava dormindo todos esses dias no colchão enquanto ele tava ajudando nas buscas, ajudando a procurar ela, e ela tava ali o tempo todo. Foi nos Estados Unidos também.
Fudeu meu almoço.
É sem palavras.
Não, foi terrível, foi muito pesado.
Ainda não é o fim do achismo. Não, mas assim, tá bom. Como é que, por quê, qual que foi a motivação? Obviamente não existe motivações, mas o que que alegam?
Então, esse caso faz um tempinho que eu vi, eu não lembro exatamente. Eu sei que a menininha ela foi para casa dele ali no quintal para brincar. Eu acho que eles tinham um costume de de brincar. E aí eu não sei, eu posso estar falando errado desse caso, mas eu não sei se foi tipo meio que um acidente, que daí ela desmaiou e aí ele só terminou de matar, e aí falou, putz, e agora vou esconder o corpo? Ou se tinha a intenção mesmo, não lembro exato.
Eu só lembrei desse caso agora porque viralizou muito, eu acho que chamou muita atenção pensar, porque aí ela ficou conhecida como a garota dentro do colchão d'água.
Não, puta, inclusive tem aquela série, né, Adolescente, é Adolescente, Adolescência, né, que aborda, inclusive Netflix também, se eu não me engano, recomenda. Acho que todo mundo viu essa série que mostra a cabeça de um psicopata, que é um dos melhores atores que eu já vi na minha vida. É um moleque, é um moleque de 15 talvez anos, é uma série inglesa, né, que eles retratam como é que é o pensamento de um menino psicopata que resolve matar.
Você falou da Thelma, você trabalhou com a Thelma na NexGard, a Thelma veio aqui e a Thelma fez um episódio um episódio que assustou muita gente. O episódio, se você tá gostando desse assunto, assiste o papo que eu tive com a Thelma sobre crimes que estão acontecendo na vida real, no Discord e tal.
Eu ia falar disso agora.
Isso que eu queria te perguntar: você tá observando mais crimes, menos crimes, uma sociedade mais assassina, menos assassina? Qual que é a sua visão, né, de especialista no caso?
Eu, essa coisa do Discord me preocupa bastante, né? Eu fiquei sabendo desse tema recentemente, inclusive foi por causa de um dia que a gente tava gravando podcast. E aí uma das nossas convidadas, ela ajuda a polícia com casos assim, então ela vê muita coisa dentro do Discord. E quando ela contou para a gente o que tava acontecendo, eu fiquei muito horrorizada de saber que essas coisas acontecem aqui na cidade que a gente tá, e é muito fácil acesso, né?
Eu acho que é por isso que é importante dar visibilidade para isso, até para os pais saberem o que que é o Discord. Porque muita gente assistiu essa série adolescência e ficou em choque falando, não, isso não é realidade, é impossível.
Jura por Deus?
Muita gente, muito.
Meu filho não é assim, meu filho é bom. E é muito legal que eles pegam uma criança muito boazinha, uma criança legal, que acaba fazendo a merda.
Para família não tá fazendo nada. Muitos pais, ah, meu filho tá jogando dentro do quarto o dia todo, não tá fazendo nada demais. Mas tem que observar, esses servidores do Discord tem assim milhares de membros que ficam assistindo as lives mais horríveis e são tipo adolescentes que pedem para muitas meninas, né, fazerem coisas, até maus-tratos com animais, até tipo se cortar, coisas bizarras mesmo de manipulação psicológica. E é isso que me deixa chocada, eu acho, porque como que tem uma comunidade tão grande de pessoas que acham isso aceitável e estão fazendo isso cada vez mais com crianças?
Qual foi sua análise?
Eu não sei, eu não sei se é muita manipulação ali ali, se tem uma pessoa que é assim, talvez tipo, para você fazer parte da minha turma você tem que fazer. É, eu não sei, porque por exemplo, a gente tem os donos desses servidores de Discord que eles seriam as pessoas que estão controlando tudo. E aí eu não sei se tem um grupo de amigos ali que acaba tornando isso aceitável, sabe? Ah, se ele tá fazendo, eu vou fazer também porque eu posso. E aí desperta um lado mais violento que a pessoa tem, não sei.
Ô Ju, você falou de sobrenatural, tem muita gente que leva para o sobrenatural qual a causa da situação? Tipo, eu queria entender, porque obviamente você não é psicóloga, né? Você faz o seu conteúdo, você, mas você estuda muito e você tem observações. O que que você vê assim do tipo os motivadores? Entendi que, por exemplo, o cara lá do BTK, ele é um cara que tá, ele de alguma maneira ele tava buscando um protagonismo, sei lá, queria chamar atenção, O cara devia estar com a vida, o cara deve ser louco, obviamente.
É que louco não existe mais esse termo, né? O cara tem alguma condição que tem gente que leva para o sobrenatural, que fala: eu recebi uma mensagem, recebi. E o que que você acha disso? Possessão demoníaca.
Tem muita gente, tem até alguns serial killers que falam. Tem um que chama o Filho de Sema, ele ficou conhecido, ele falava que o cachorro da vizinha tava possuído e pedia para ele fazer coisas. Tem muitos casos assim. O famoso foi o meu cachorro que falou, é que era o cachorro possuído pelo demônio e pedia para ele fazer coisas e ele fazia.
Mas eu acho que não, vamos descer, cara.
Isso aqui, como é que é o cachorro?
Eu quero, eu quero até um documentário muito famoso na Netflix que fala dos filhos de Sam, que são os caras que falam de culto satânico, de possessão demoníaca, que foram que o que que é sobrenatural no seu entendimento?
Que que é sobrenatural e o que que é uma esquizofrenia, por exemplo?
Então eu acho que é uma linha muito tênue, porque eu acho que tem pessoas que devem ter alguma condição de saúde mental, ou uma esquizofrenia, uma neurodivergência, alguma outra coisa, exato, alguma coisa tipo que faz eles acreditarem realmente que tem alguém ali, ou eles estão vendo alguma coisa que tá pedindo para eles se desvendarem.
Na verdade na verdade é um espírito e não é ele mesmo pensando.
E que se ele não fizer aquilo, se ele não matar essa pessoa, algo de muito ruim vai acontecer com ela ou com a família dela. Só que daí é uma questão que você precisa tratar a saúde mental, né?
Ah, entendi. Tem muito caso então que o cara mata achando que ele tá fazendo um bem?
É, exato, porque na cabeça dele tem uma condição. Por isso que é tão importante. Tem muitos desses casos que os caras, eles vêm de lares abusivos, eles já têm sinais de problema de saúde mental desde criança, ou então sofreu algum acidente na cabeça, alguma alguma coisa assim. Só que a família nunca tratou, nunca foi atrás. E aí essa coisa foi desenvolvendo, desenvolvendo, até que a pessoa chegou a matar alguém. Então eu acho que tem muitos casos que se desde o começo a pessoa tivesse sendo tratada ou medicada, isso poderia ser evitado.
Claro que não é a regra, né? Não são todos os caras que falam alguma coisa dessa que realmente tem uma esquizofrenia, mas, né, tem ligação com coisa assim de—
você já viu algum caso do cara que matou alguém porque Deus pediu para matar?
Deus, eu acho que é desse lugar assim, tipo, que o bem, o bem, eu acho que deve ter, eu acho que deve ter de achar que foi Deus. Mas a maioria dos que eu já vi é isso, é de ter.
Porque o John Lennon, ele foi morto por um cara que acreditava que tava salvando a vida dele, que ele leu— eu acho que o John Lennon pedia, o livro que o John Lennon mais gostava era o treinador no campo de centeio. O cara leu o livro, interpretou que o John Lennon estava pedindo para morrer, e ele achou que ele tava fazendo uma boa ação.
Sim, isso acontece também. E aí são pessoas que precisavam de tratamento, né, precisavam ser tratadas.
E aí acabou que quando você aborda esses temas te dá medo. Eu sei que você até é patrionalista, mas te dá medo no lugar de, porra, tô falando de um cara. Uma coisa nos Estados Unidos, você tá falando de um cara que amanhã não vai estar solto e ele vai ficar a vida inteira presa. Agora você tá falando de um cara que, porra, mora em Minas Gerais e hoje é pastor.
Sim, não, eu acho que dá medo sim. Tanto que eu falo de alguns casos brasileiros, mas eu prefiro falar dos casos mais famosos, que já tem muita gente falando, que tem documentário, porque daí eu tô me baseando nisso e eu acho que, sabe, não fica aquela coisa de eu tô falando. Mas tem alguns casos que eu tenho medo, por exemplo, casos que estão acontecendo agora. Eu sempre espero para ver o desdobramento, o que que vai ter, se vai ter uma sentença, vai ter um julgamento, porque tem muita coisa que muda também, né?
Eu fico preocupada de tipo falar de um caso. Teve recentemente um caso, acho que foi aqui em São Paulo também, da Vitória, não sei se você lembra. Foi um caso que repercutiu bastante também porque no primeiro momento quando encontraram ela falaram que ela tava sem o cabelo, que tava com uma sacola na mão, e aí começou uma febre de tipo, meu Deus, o que que tá acontecendo? O que que tá acontecendo? E aí foram passando os eles falaram, não, não é que alguém raspou o cabelo dela, é por causa da decomposição do corpo que o cabelo já tinha saído.
Então aí começa aquela coisa de tipo já dá a notícia sem saber, e aí depois tudo muda e acabou tendo, entendeu?
Então eu sempre prefiro ter uma investigação, até porque a opinião pública ela acaba muito destruindo um caso, né? Já vi muitas histórias que a opinião pública, quase o Evandro mesmo, né, opinião pública resolveu entrar, e até hoje a gente não sabe o que que aconteceu.
Exato. E a desculpa te cortar, mas é porque a mídia às vezes acaba atrapalhando. Lembra do caso da Eloá?
Exatamente.
Que também poderia ter sido diferente se não tivesse uma intervenção, né? Então acho que tem que ter muita responsabilidade. Sempre que eu vou falar desses casos, eu fico pensando como seria se a família da vítima tivesse assistindo, sabe? Para tentar falar da forma mais respeitosa possível, porque eu acho que não é sobre o assassino, sobre o que ele fez, é mais sobre, tipo, até homenagear o que aconteceu para vítima mesmo, a pessoa que tinha uma vida ali, que teve, que perdeu a vida, e tentar tirar alguma coisa disso.
Por isso que eu gosto muito de falar de casos de pessoas que passaram por algo, mas conseguiram sobreviver ou conseguiram escapar. Então a gente tem muitas histórias assim, sabe, de às vezes mulheres que foram sequestradas por um cara, estavam ali sendo torturadas, às vezes abusadas, mas elas conseguiram pensar um jeito de manipular a pessoa para ela conseguir escapar, entendeu?
Isso que eu quero saber, eu quero saber o lado da manipulação contra manipulação.
Por exemplo, esses caras mesmo que a gente fala que são psicopatas, às vezes muito narcisistas, às vezes eu já falei de pelo menos uns 2 ou 3 casos que eles sequestraram uma pessoa, ela ficou ali em cativeiro por um tempo tendo que sofrer diversos abusos, torturas e tal, mas elas se mantiveram firme e falaram: não, eu vou entrar na cabeça desse cara. E aí elas meio que foram na onda deles, de tipo agradecer, agradar, tentar ter um contato mais pessoal, saber da vida dele, saber qual é o nome, ele contar um pouquinho do porquê que ele tava fazendo aquilo.
E aí a gente vê que esses caras, eles querem atenção, sabe? Eles querem se abrir, eles querem contar. E aí com o tempo eles foram relaxando, tipo, ah, confio nela, de repente não vou amarrar dessa vez. E aí em uma dessas elas conseguiram escapar, entendeu? Conseguiram fugir.
Que dicas você dá? Você quis dicas? Você se cuidar. Caso a pessoa, você que tá agora sendo sequestrado e tá, vamos lá, arrumando, né, top 5 dicas, top 5 dicas para sair de um cativeiro.
Meu Deus, já pensou?
Não, mas o que que você viu de, porque no começo desse papo você falou assim para mim, Mau, muitas das coisas que eu observo até para eu me cuidar, né, do que pode acontecer e tal. Então o que que você faria numa situação?
Então eu acho que tem algum aprendizado, você pegou? É, eu acho que tem algumas dicas que são por exemplo, uma coisa que eu vi um vídeo de uma menina falando uma vez é que, por exemplo, se você tiver sendo abordado na rua, tipo, para alguém, ah, entra na minha van, é melhor você fazer um escândalo e fazer barulho ali no lugar onde você tá e não entrar na van. Tipo, nunca ir para o segundo lugar que a pessoa quer te levar do que ir.
Porque se, por exemplo, se a pessoa tá disposta a te dar um tiro porque você não entrou na van com ela, imagina o que ela pode fazer com você em um lugar afastado sem ninguém tá vendo. Então às vezes o melhor é você tentar fugir, correr, gritar ali na rua do que entrar para o horrível lugar, entendeu?
A porra dos filmes de serial killer que tá fazendo os cara não chegar nas mulher na balada, que o cara chega, você quer um drink?
Cala a boca!
Fudeu, é por causa do serial killer. Fudeu, porque uma coisa tá levando para outra, que a galera tá com medo.
É, mas é, eu acho que tem um limite. Você também não precisa ter medo de tudo, né? Mas Mas tem algumas coisas para observar e ficar cuidado.
Então, mas assim, vamos lá, você falou que você tá solteira com 32 anos, certo? Normal, a vida continua beleza. Mas ao mesmo tempo, você o dia inteiro consumindo isso, não te dá um azul? O cara chega para você e fala, vai lá em casa. Fala, nem fodendo, você vai com estilete?
Não, eu acho que assim, eu acho que o básico para toda mulher, e eu acho que todo mundo pensa assim, é que tipo, se você não conhece o cara pessoalmente, nunca viu, você não vai sair com ele para ir para casa dele num primeiro encontro de cara, né? Tipo, eu sou a pessoa que prefere encontrar num lugar público, conhecer a pessoa. Mas eu não sou paranoica nesse nível, com certeza. Tipo, tem algumas coisinhas que eu faço no dia a dia que eu acho que são úteis, mas se a gente viver assim também, a gente não vive, né?
Tá. Qual o tipo de um— para pessoa, estou no barzinho, esse cara aqui eu não sei se ele é um serial killer, um criminoso. O que que você acha que você percebeu de padrão para você olhar e falar, cara, é meio estranho esse comportamento? Geralmente eles são como?
Ah, eu não sei. Acho que para abordagem assim no dia a dia é um pouco mais difícil, né? Eu acho que o básico é você sempre ter cuidados com todas as pessoas.
Tipo, não tem uma coisa de sedução? O cara é muito sedutor, pelo que eu sei. Geralmente serial killer é um cara que, pô, para convencer você aí para casa dele, nem todos, né?
Tem uns caras que, por por exemplo, um dos serial killers que mais falam hoje em dia é o Ted Bundy, que ele matou mais de 30 mulheres. E tem pessoas que sobreviveram a ele, mulheres que sobreviveram, que falam que ele era charmoso, que elas achavam ele bonito, que ele era um cara tipo meio galanteador ali, que elas confiavam a ponto de entrar no carro junto com ele. E aí depois que elas descobriram que é— colocaram o Zac Efron também.
Ai, pois é. Ah, botaram o Zequefo para fazer o personagem.
Mas você sabe que eu não critico tanto porque eu acho que às vezes as pessoas tenham na cabeça que quando elas verem um serial killer ou verem um criminoso, elas vão saber porque ele vai ter uma aparência específica.
É qualquer pessoa.
Então eu acho importante você colocar um cara bonito, porque sim, pode ser um cara bonito.
Então, mas é assustador você me falar isso, porque você me conta a história do cara que era pastor, né, pastor lá, o Bequetá lá. O Burger King, o BK. Como é que Donald deu o nome do cara? É o Burger King, mata. Você me contou a história desse cara e é muito estranho, né? Porque ele é um cara exatamente extremo oposto de um perfil sedutor, de um cara casado com filho e tal. E de repente, do nada, depois de 40 anos, não foi uma coisa com 16 anos, 18 anos. Tem uma coisa de uma ruptura que faz a pessoa começar no crime?
Então o BTK, ele tinha, ele gostava de usar roupa feminina, tipo, às vezes ele usava máscara, tipo, ele não era um cara que abordava as pessoas assim, entendeu? Ele invadia casa, entendeu? Então não tinha, não tinha essa coisa igual do Ted Bundy, que ele chegava a conversar com as mulheres, entendeu? Então eu acho que vai muito do perfil de cada um dos caras. O BTK eu já vejo mais como um cara mais retraído, tipo, mais na dele, tem o trabalho dele, tem a família, tem a igreja, e aí tinha uma segunda vida onde ele fazia isso.
Então, mas o que que é esse momento? Porque eu entendo quando o assassino ele é um jovem, sei lá, o cara tem 20 anos de idade, então ele já tem um pensamento ali de adolescência, que já tem um trauma, não sei o quê, ele resolve executar quando ele tem 18, 20 anos. Agora, um cara que executa quando ele começa a ser um assassino com 45, 50 anos, o que que faz? O que que motiva isso? O que que você observa? Tem algum motivador?
Assim, eu acho, tem alguns traumas. Por exemplo, tem muita gente que fala de às vezes até um acidente que a pessoa sofreu, isso muda alguma coisa na mente dela.
Caiu da moto.
É, a maioria desses casos é quando é criança, né? Eles falam, tem uma região específica da cabeça que quando você bate te deixa— é que é muito foda, né, eu falar isso porque eu sou zero médica e psicóloga. Mas tipo, muitos casos de, ai, bateu essa região e aí mexe com a empatia que você tem, entendeu? Você não sei, é Tipo, você não vê a outra pessoa como uma outra pessoa que está matando, é meio que qualquer coisa, entendeu? Você não tem essa coisa que a gente— por isso que eu acho que é interessante, tipo, eu e você normalmente a gente, né, vai pensar por esse lado.
Mas essas pessoas, você fica fascinada na história porque você pensa assim, porra, como é que o cara não teve o mínimo de empatia nessa situação aqui?
Tipo, como ele fez isso?
Porque ele tem uma questão mental diferente da sua e ele vai por um caminho. E como é que a vida desse esse cara pós-assassinato, por exemplo, na prisão, como que funciona? Porque a gente sabe que aqui no Brasil estuprador ele não tem uma vida tão fácil no presídio. O serial killer, ele é um cara que ele fica numa cela sozinho, ele faz muitos amigos, ele mata mais?
Não sei generalizar se todos eles ficam em celas isoladas, mas pelos que eu já vi presos, até esses que dão mais entrevistas, normalmente eles ficam sozinhos. E o que é bizarro é que eles recebem muita carta na prisão de admiradores, né?
É, cara. E aí vira um documentário depois.
Exato, tipo cartas de amor, pessoas querendo casar com eles, ou então até querendo falar que não foram responsáveis pelos crimes, entendeu? Tipo querendo tirar a culpa.
Você fascinada pela mente humana, você não se fascina também por essas histórias?
Com certeza.
Quem são essas pessoas? Quem são essas mulheres que mandam mensagem para um potencial assassino delas?
E o que é mais bizarro para mim é que não é uma. Eles recebem milhares de cartas, entendeu, de admiradores. É que eu acho que tem muita gente que gosta desse lado mórbido, né? Eu lembro que uma vez eu fui num museu que eu fiquei horrorizada. Eu saí em 5 minutos porque eu achei que era outra coisa. Não pesquisei, eu devia ter pesquisado sobre antes de ir, mas é um museu que tem em Los Angeles, ele chama Museu da Morte. E aí esse museu é horrível, é um museu que basicamente mostra fotos muito explícitas de crimes.
Tem uma parede, por exemplo, que é só de acidente de carro. Então, deep web num lugar, é o Faces da Morte, é um lugar assim, é para quem gosta de ficar vendo sangue. Você vai ver, tem uma cabeça dentro de um lixo, entendeu? E muitas vezes não tem nem o nome da pessoa, tá tipo acidente entre a rua tal e a rua tal.
Mentira, não, para, para, para, não, não, você tá falando uma parada que não faz sentido. Tem um museu disso?
Tem um museu disso.
E do lado tem um McDonald's, é normal, assim, numa rua, do lado. Depois tem a lojinha, o cara compra um braço, souvenir, atração turística, entendeu?
Tipo coisas para fazer na cidade. Museu da Morte, fui, mas eu juro, eu entrei, eu fui fazer o caminho para eu poder sair e fui embora, não consegui olhar. Tanto que a primeira foto que tem, é, as primeiras fotos são de um caso que é muito famoso também de Hollywood, que é a da Dália Negra, que foi um caso sem solução até hoje, que ela também foi encontrada, o corpo dela tava de uma forma terrível assim, tava partido ao meio. E eu nunca tinha visto fotos tão explícitas da cena do crime, eles têm tudo lá.
E eu fiquei muito horrorizada, muito, porque por mais que eu conte sobre esses casos, eu não sou a pessoa que fica vendo foto. Tipo, eu leio sobre, mas eu não gosto de ficar vendo, até porque eu passo mal se eu vejo sangue, tá? Eu sei que é super contraditório, mas eu não gosto de ver. E tanto que, por exemplo, perícia já me ofereceram de fazer curso e tal, eu não sei se eu tenho estômago para fazer.
Não tá focada nesse aquele tipo de assunto exatamente por ser o oposto do que você é, e você de alguma maneira tenta entender, né?
Pode ser.
Caralho.
E aí é muito, muito explícito, tendo caso do O.J. Simpson, sabe? Tem muita coisa. E aí tem essa parte, tem uma sala que é só de serial killer, então tem quadros que eles pintaram, tem arquivos do caso. Essa parte até é um pouco mais, as pessoas se interessam mais porque tem uma coisa mais investigativa, né?
Que é o lado seu de direito. É, mas a cabeça no lixo é pura morbidez.
Tem coisa da Segunda Guerra Mundial e é uma paredezona assim, cheio de foto. Eu até ouvi, eu tava vendo uns vídeos na internet sobre isso, tem uns YouTubers que foram lá para falar do museu. E aí teve uma que comentou que ela ficou sabendo, e eu não sei a veracidade dessa informação, mas que os donos do museu às vezes recebem ligação tipo, ó, teve acidente na rua tal, e eles vão correndo lá tirar foto para colocar no museu.
É o Abutre.
É o que eu ia falar, o Abutre é um filme. Eu tava falando para Ju antes de começar, a gente tava ali batendo um papo no café sobre ter uma série que a gente tá falando. Na verdade, isso daqui é um grande compilado de séries para você assistir, que é o Proibido na TV. Não, é como é, Bandidos na TV.
Já assistiu essa?
Bandidos na TV é uma série que aconteceu em Manaus. Na verdade, não é uma série que aconteceu em Manaus, foi caso, que não sei, Manaus, que era um Datena local, assim, né, um apresentador, um jornalista de notícias, né, de crimes e tal. Que coisa tarde, 2 da tarde, sabe, que você tá almoçando, você tá ali entre um risoto e um feijão, aí você olha para TV e tem um cara decepado, que é o Brasil que a gente gosta. Esse cara, na verdade, eu acho que é o Wellington, uma coisa assim, Washington, algum nome assim tipo.
Ele era apresentador, não é alguma, um W, tem um W aí. Ele como apresentador desse, desse Wallace Souza, todo mundo errou, era com W. Eu falei o quê? Eu falei Washington. Wallace Souza, ele era o apresentador local e o programa dele tinha uma audiência tipo Siqueira Júnior mesmo. E foi descoberto depois, através de investigações, que ele estava de alguma maneira relacionado com os crimes que ele condenava. Então ninguém entendia como que, como é que acontecia um crime, acabou de acontecer, e o cara tá lá, um repórter: estamos aqui, ó, 5:30 da manhã, parece que morreu aqui numa briga de sinuca.
E quem de alguma maneira possibilitava isso acontecer era o próprio apresentador, que depois se torna deputado federal. Inclusive tem até uma grande questão que muita gente disse que ele era culpado, e tem também disso dizendo que ele não era culpado. Então termina até esse debate, é que é o quê? Você promover o crime para você mesmo ganhar dinheiro em cima. E aí eu te pergunto, você lida com conteúdo de crime. Segundo, tem um crime, você de alguma maneira, porra, tá ali, né, envolvida.
Você ganha seu, sua visibilidade e tal. Como que você faz essa curadoria do que você fala, do que você não fala?
Então eu acho que para mim é muito essa questão questão do mistério que eu falei. Eu prefiro pegar esses casos que tem um mistério por trás, alguma coisa que a gente pode tirar disso. E tem alguns casos que, por exemplo, caso brasileiro, já teve gente que me pediu para não falar sobre. Porque eu lembro que teve uma vez que eu falei de um caso que era um lugar, na verdade não era crime, era uma coisa sobrenatural que acontecia no lugar.
Só que esse lugar costumava ser um convento de freiras. E aí as freiras pediram para eu tirar o vídeo do ar porque não queriam que ficasse uma coisa, sabe? E aí eu não me importo, sabe? Eu não me importo de não falar sobre. Eu acho que tem alguns casos também que são mais pesados ou que são muito recentes, que às vezes ainda é muito pesado para família, né?
O famoso tio sumiu, acabou de acontecer.
Ou então, tipo, falar, mas de um jeito que você seja respeitoso, sabe? Eu acho que tem que ter esse filtro, porque muitas vezes quando a gente tá falando desses casos, a gente pensa se fosse um filme, uma série, porque tá distante da gente, né? Não parece que é real. Mas tem pessoas que aquilo foi muito real e que aconteceu. Então imagina, né, se acontece alguma coisa com alguém da sua família e aí você vê um vídeo, sei lá, sensacionalista, ou que tá falando de uma forma não muito legal. Então eu tento pensar por esse lado.
Parando para analisar, é meio merda mesmo, né?
Porque tudo bem, é uma coisa, a história da Suzane Richthofen, que é muito popular, né?
Não, mas vez até o tio da Suzane Richthofen não tem nada a ver com a Suzane Richthofen, e de repente ele tá envolvido numa história que, porra, é uma merda para família, para todo mundo, né? Acho que tem muita, muita dor que vai se entrelaçando. Qual que é o teu objetivo no final assim? Porque você tá fazendo vídeo tal e você tá se tornando uma, uma voz grande, né? E quando você resolveu ser advogada, você não imaginava que você foi esse caminho.
Você tem um pensamento tipo, pô, qual que é o próximo passo? Vou fazer documentário, vou escrever? Você tem uma vontade?
Então, eu acho que para mim é muito essa questão educativa, né? Eu acho que o que as pessoas puderem tirar disso é sempre bom. Tem muita gente que me manda mensagem até de, eu não sei, eu acho que tem gente que vê essas coisas como controle de ansiedade também, sabia? Até é uma explicação, uma das explicações, é que tem uma explicação que as pessoas falam mais com filme de terror, né? Por que que as pessoas gostam tanto de ver filme de terror sendo que elas vão ficar assustadas com medo.
Mas dizem que, tipo, às vezes se você tá muito ansioso, você vai assistir algo que é uma ansiedade controlada, tipo, vai ter um começo, meio e um fim ali, e aí vai acabar e não vai ficar com você. E eu acho que às vezes você vê um caso desses que tá fechadinho, tipo, dá uma, sabe, você consegue, você consegue ver a história por completo, a tensão vai embora porque ela tem uma resolução. É tipo, você consegue ver um final. Tanto que isso não acontece, por exemplo, com casos de mistério sem solução, né?
Fica aquela coisa, fica tenso.
Exato. O que que aconteceu. Mas tem muita gente que me fala isso. Então eu gosto dessa parte mais educativa, eu acho que é muito importante.
Tá bombando porque as pessoas estão com mais ansiedade agora. Você me levou para um lugar que eu nunca parei para pensar.
É uma coisa para se pensar, né?
Que o cara quer terminar.
E a gente tem um aumento também de filmes de terror, né? Tem tido cada vez mais filmes.
Porra, eu vi um cara falando uma vez que obra— olha que louco isso, sei que você gosta desse assunto— obras musicais, elas só melhoram a vida das pessoas quando ela tem um fechamento sentimento na nota que inicia a composição. Então você começa a música em dó, se você termina ela numa tensão, sei lá, numa quarta aumentada, que dizem, né, assim, o cara sai dali tenso e a semana dele não é muito boa. Se ele vai no lugar, ele vai tranquilo para casa.
Exato.
Então a gente depende então da Polícia Brasileira para apurar casos de ansiedade, né?
Resumindo tudo, é isso, porra.
A polícia precisa melhorar a nossa ansiedade. Crises de pânico estão acontecendo porque casos não estão sendo resolvidos. De alguma maneira faz sentido, porque o cara pensa assim, tá, o cara tá solto, ou o cara tá impune, né? Então é foda, porque quando você tem uma sensação sensação de impunidade, você fica mais ansioso também. Talvez você queira assistir para pôr, para falar, tá, acabou assim, né?
Tipo, qual foi a solução? Ou tipo assim, nossa, essa pessoa passou por isso, mas aí aconteceu isso e pelo menos a pessoa foi capturada. Ou então, nossa, ela conseguiu sobreviver. Então, de certa forma, acho que traz um alívio, né, cara?
Não parei para pensar nisso, mas uma pessoa que mais trouxe ansiedade para mim nesses períodos foi Daniel Lopes, mutamente.
Merda.
Eu trago, você conhece o Daniel Lopes?
Eu trago o Daniel Lopes para cá, eu saio cabelo branco.
Descobri que ele tem 26 anos, põe um dinheiro na terapia a mais. Daniel Lopes faz eu comprar terreno, mano. Eu fico tenso.
Itibaia tá bombando lá agora por causa dele.
Bombando. Ele chega aqui no sofá, fala, meu irmão, vai dar merda, não sei o quê. Caralho, você viu? Eu tenho que ter o Daniel Lopes e um cara que finaliza o Daniel Daniel Lopes, entendeu?
Que é o cara que é o que ela tá falando, é para fechar, para fechar e sair bem.
O terapeuta do Daniel Lopes fala, mano, se um cara do lado do Daniel Lopes fala para mim ele é louco, resolve a minha vida.
Irmão, imagina o terapeuta desse cara, do Daniel.
Ele não tem terapeuta. Se tiver terapeuta, ele tá fodido, acabou a carreira dele. Ele vai chegar e falar, galera, namastê, o Irã tá atacando, mas relaxa, estoicismo, entendeu?
Acabou, acabou.
Acabou com isso, ninguém compra essa merda. Que louco, tá? Então você não se afetou até hoje com nada disso?
Quer dizer, no começo era pior, e aí, e aí eu fui tentando me adaptar, né, de alguma forma, tá?
Você, além do TikTok, você tá fazendo o quê assim de conteúdo, convites? Porque você faz muita coisa também, TV a cabo e tal.
É, então eu tenho o canal e tal, eu Eu trabalho bastante com cinema, né? Hoje a gente já fez dois curtas de terror também.
Você escreve terror?
Sim, eu quero muito focar nisso.
E o quanto tá associada a realidade ao terror? Ou você quer criar histórias que não tem nada a ver com a realidade?
Então, uma vontade que eu tenho muito grande é de fazer algo grande com alguma história brasileira que a gente tem aqui, porque eu acho que tem sido mais explorado, mas o Brasil tem muitas lendas e muitas histórias que que poderiam bombar mais, sabe? Na verdade, os dois primeiros curtas que eu fiz foram sobre a lenda da loira do banheiro, né?
Jura?
Sim, a loira do banheiro. Porque eu, quando era criança, ficava tentando fazer o ritual da loira do banheiro no banheiro da escola.
Tô falando, você é esquisita, caralho!
Descarga para caralho!
Ela fala, não, sou super normal.
Carinha que ficava naquela mesa lá com copinho.
Isso não fazia isso não, meu.
Bagulhinho do compasso.
Isso eu não faço.
Você fazia bagulhinho do— você é jumanjo.
Isso eu não faço. Quem faz é o... Jogava jumanjo. Quem faz isso é o Daniel Pires.
Daniel Lopes. Não, o Daniel Pires.
O Pires é o satanista.
Ah, o puta. Também veio aqui. Veio aqui também.
Ele que faz o tabuleiro ouija lá.
Era da patrulhinha.
Ele lá fica tentando me convencer o tempo todo a ir jogar tabuleiro ouija com ele. Não vou. Isso eu não faço.
Mas você acredita que dá merda esse negócio?
Vamos fazer?
Não, toma no cu.
Vamos fazer? Eu tenho medo.
Eu tenho medo. Quando eu falo de... Tem que fazer meu filho andando na casa da teta, se entortando inteiro. Já veio aqui o outro lá que me fudeu todo lá, a história lá, mano.
Qual história?
O cara que veio aqui, o qual o nome do menino que morreu?
O Daniel.
Qual o nome dele?
Daniel Mastral.
O Daniel Mastral, ele veio aqui, mano. Tem uma história pesada, posso contar? O Daniel Mastral, ele veio aqui, não sei quem é, mas não é animal que ele fala. Um episódio incrível, você que tá até aqui, puta episódio. Porém entrou no ar o vídeo do Daniel Mastral, porque isso daqui é gravado, não tá ao vivo, tá? A gente inventa que tá ao vivo. Entrou o vídeo do Daniel Mastral no dia e no horário da morte dele.
Mentira, que noticiaram, sabe?
Aí tinha acabado de sair o vídeo, né?
O modo tava lá em modo estreia no YouTube, modo estreia no YouTube, e galera querendo matar o Maurício. Aproveitador!
Não, mas então Bom vídeo, né? Porque todo mundo queria assistir.
Daniel me ajudou a comprar uns negócios aí, mas não, desculpa, comprou câmera e tal, mas assim, não foi premeditado.
Não, com certeza foi um acidente.
Eu seria o cara do Wallace.
É verdade, acabou de acontecer, contou, né?
Bota isso na TV, bota isso no YouTube aqui, nós, ó.
Vamos matar a Ju no dia do episódio.
Gente, se alguma coisa acontecer, já sabe.
Olha a cagada, Juca, o pneu bonito.
A gente fazendo corte dessa parte.
Não, e foi uma merda porque assim, geralmente o episódio, geralmente não, ele entra o episódio 11 horas da manhã de segunda-feira, né? Entrou 11 horas da manhã o do Daniel Mastral e confirma-se a morte dele na internet 11:15.
Nossa, foi logo depois.
E a galera falou, primeira coisa que a pessoa faz entrar no YouTube, é o primeiro que apareceu. Aí tá lá ao vivo, Daniel Mastral, a minha carinha entrevistando É verdade, foi estreia, meu Deus! E o vídeo tava assim, 1.000, 2.000, 30.000, 60.000. Aí eu entrei no Instagram, agora, filho da puta, aproveitador! Aí teve um cara lá que satanista, fazendo demônio em mim. Eu falei, caralho, meu filho!
Calma que agora ele virou padre.
É, o cara ficou puto comigo. Esse cara é um aproveitador, rasgando meu rosto. Eu falei, mano, quase demiti 63 pessoas aqui.
Meu Deus, tô chocada! Foi muita coincidência então.
Então eu não sei porque a gente falou disso, né?
Eu agora, porque a gente tava falando da história dele.
Ah, que você falou daqui, a gente falou de fazer uma invocação.
Não vem com essa porra de invocar não, porque ele queria fazer.
Não, porque ele falou coisas, aí só deu coisa ruim depois que ele veio aqui.
Ele falou umas coisas aí que pesadas, né? E aí enfim, minha vida não ficou tão legal depois. Mas vamos lá, eu acredito, eu acredito também, tá? Então você foi uma criança que você falou, né? Uma pré- uma adolescente curiosa nesse assunto, tá? Eu acho que eu tenho um bom corte para a gente falar. Você que é uma das maiores especialistas, entendedoras e entusiastas, né, do assunto terror, 3 top filmes de terror que você recomendaria para galera talvez conhecer e gostar? E por que que você gosta desses 3 filmes?
Eu gosto muito de mais de terror psicológico. Então eu acho que o meu preferido de todos é Hereditário. Hereditário, já assistiu?
Não, mas eu não vi nada, eu sou cagão.
Para mim, a Toni Collette, que é uma das atrizes principais desse filme, ela tinha que ter ganhado um Oscar na atuação dela. Ela foi impecável.
É sobre o quê?
É uma história sobre— tem relação ao tipo uma seita satânica. Então é que eu não quero dar spoiler, mas é tipo uma garotinha, a filha dela morre. E aí tem muito simbolismo no filme do que tá acontecendo por trás, sabe? De ter uma seita ali querendo que aquilo acontecesse.
Nossa, eu vi o pôster, já me caguei.
Já não quero ver essas imagens. Eu não gosto de filme de terror não, eu fico cagado para caralho. A criança tem uma cara de filme de terror, eu até gosto, mas sabe que o filme de terror que eu gosto? Esse filme meio pânico.
Comédia junto, né?
Não vem com coisa, cadê? Não vem com coisa de alminha tá chegando, isso me forrou psicológico. Mas essa coisa meio, sabe um filme que me deixou muito doido, zoado? Aquele do Jack Nicholson, O Iluminado.
Puta que pariu, aquilo me cagou!
Que ele é um escritor na neve sozinho e ele começa essa surto, quando entra no surto me dá um bagulho porque pode acontecer comigo, aí eu fico meio com medo.
O Hereditário é meio isso, ele é um pouco, mas ele tem essa pegada um pouco sobrenatural também, além do psicológico, né? Só que ele é um filme muito bem construído. Se você assistir de novo, você pega várias referências que depois ajuda a entender o final. Então eu gosto muito disso, sabe, como ele é trabalhado. E aí um filme que eu acho que é para quem tem um pouco de medo, mas essa parte sobrenatural que eu amo, é Corra, que também foi super premiado.
Corra do Jordan Peele, maravilhoso. Mas é comédia aquilo?
Ah, não, né?
Eu vi como comédia.
Pergunta para o Batista se ele achou comédia. Pergunta para o Batista se ele achou comédia.
Não, mas é meio, mas assim, ele não é comédia, obviamente, mas ele é um filme leve no sentido de terror.
Por isso que eu falo, para quem tem medo, não gosta dessas coisas mais sobrenaturais, eu acho que Corra é um bom filme. Mas, por exemplo, eu amo Invocação do Invocação do Mal. Eu acho que o que me pega é que é baseado em histórias reais, né? Tipo, não tão baseado assim, mas acho que foi bem icônico. Eu acho que fez o terror se popularizar, Invocação do Mal, que foi um filme que atingiu muitos públicos, sabe? Então, Invocação do Mal.
Que mais? Tem alguns filmes que eu gosto que o terror é um símbolo. Por exemplo, Babadook é um filme que o terror representa o luto da mãe, entendeu? Não é uma entidade. Para a gente, no filme, é uma entidade, mas depois você entende que é o luto que ela tá sentindo de ter um filho ali e tal.
Você gosta de terror?
Gosto.
Você gosta de literatura de terror? Você gosta de filme de terror?
Eu gosto, mas por exemplo, eu não sou muito fã de filme gore que fica mostrando sangue, não sei o quê. Tipo, eu gosto, pânico, eu gosto. Eu não gosto, por exemplo, ah, eu vou ver um filme só porque eu quero ficar vendo Jogos Mortais, por exemplo. Eu assisto, mas me dá muita aflição, não é uma coisa legal.
Jogos Mortais para mim é exatamente realmente é um maluco. Mas o Jogos do Céu tá na coisa do psicopata serial killer maluco. O que você gosta? Tipo Exorcista, você já gosta?
Gosto do Exorcista, mas os que eu tenho mais medo são os filmes de exorcismo. Então eu, aí eu fico meio assim, acredita em exorcismo? Eu acho que eu acredito nessa, eu não sei se eu acredito tipo, ai, demônio, mas eu acredito nessa coisa maligna, sabe? E tem alguns filmes que eu acho que eu mal depois, tipo Long Legs.
Eu não assisti nada, eu sou um cagão.
Assisti, mas tipo, foi um filme que eu saí mal. Eu falei, meu Deus, tem uma atmosfera, sabe, tem uma atmosfera em volta de mim que eu vou ter que ir me benzer, entendeu? Essa sensação.
Passa longe, Maurício.
Eu não gosto desse filme não, velho. Não gosto, não gosto. Para mim, o Twitter já é terror. Tá, você gostava do Noites de Terror do Playcenter, essas merda?
Eu gosto, eu acho legal.
Você gosta de tomar susto?
Ah, não é que eu gosto, mas eu acho divertido. Você ir com uma galera.
Você é muito esquisita.
Ah, ir com uma galera assim levar susto tem que gostar. Ah, gostei, era legal. Eu gostava. Porque daí todo mundo, tem muita gente que não gosta de filme de terror, mas gosta de ir nesses rolês.
Você é esquisita. Uma pessoa muito esquisita, hein?
É?
Senti um negócio aqui esquisito. Eu gosto dos bagulho.
O Daniel Pires vai voltar aqui, a gente vai fazer um.
Botar os dois aqui.
Não me chama, mano, não me chama que eu não venho.
Vamos fazer um jogo do compasso, desenhar um pentagrama no chão e botar uma bet para ver quem ganha no jogo do—
Mano, não faço. Tem uma coisa que eu não faço, eu tenho muito medo, eu tenho muito medo, eu não ponho nem a mão no tabuleiro.
Nossa, eu achei que era no celular com o tigrinho.
Também, também.
Mas por que que você tem medo? Porque você tem medo de— quais são os relatos que pode pode entrar uma hora.
Porque todos os casos sobrenaturais que eu já contei, a grande maioria começa porque alguém foi fazer uma brincadeira do copo.
Todos, é, ouvi isso.
Daí você abre um portal, né?
Como é que fecha? Ensina a fechar. Alguém ensina a fechar o portal?
Não faz a brincadeira.
Então o cara fez, tava doidão, corote, abriu. Como é que fecha?
Você tem que se despedir, né? Tipo, porque no tabuleiro tem o oi e o tchau. E aí você finaliza Finaliza, você tem que finalizar o jogo, não pode simplesmente deixar em aberto.
Ah não, pera aí, o espírito não entende que você não quer mais brincar com ele.
Bom demais, deixaram aberto, 30 anos depois tiveram que jogar de novo.
Mas é muito foda, tem que jogar de novo. Perdi o tabuleiro, fudeu, tô para sempre aberto.
Enquanto você tá fazendo, tipo, você faz as perguntas e na verdade assim, não faça. Para mim, eu falo, nem faz, para mim nem faz. Mas se fez, falam que você tem que finalizar, você não pode simplesmente deixar ali embora.
Eu já perdi o tabuleiro, como é que fecha essa Essa merda.
Não tem o tabuleiro daí.
Bom, então com esse final bacana e carinhoso, deve ter gente preocupada agora.
É, quem já viu, tá aí, galera, abriu.
Eu tô falando, velho, eu tô falando do nada, eu abri essa merda, foi o dia lá do Mastral, acho que eu abri.
Não, mas aí também falam que daí você pode, sei lá, você tá com alguma coisa, você Vai, não sei qual religião você acredita, mas tem gente que vai, faz, tira.
Eu, para mim, você vai numa religião que tira, quem disse que o cara não tá abrindo?
Eu não sei, eu não sei.
Vou lá na religião que tira, o cara fala vamos abrir, abre mais. Tem que confiar, tem que ser um lugar brasileiro, o cara lá ganhando, curo o negócio do Brasil.
Lá é confiável.
Eu vou fechar lá em Zurique, fechar lá em Zurique, fechar a porra.
Corpo lá em Zurique.
Bom, gente, tá aqui a Ju, né, Ju Cassini. Amei, amém, amém, amém! Ah, entendi, amém! Pode ser amém também, irmão. Eu achei que ela soltou um amém.
Eu tô encerrando por aqui.
Amém, tchau! É que a Ju Cassini, amém, do nada ela é mó abençoada.
Fala de terror, chega aqui. Finaliza com amém.
O TikTok dela: oi, gente, vamos falar um pouquinho de espiritualização.
Na verdade, eu sou um personagem, só personagem.
Tá aqui a Ju Cassini. Na descrição do vídeo, cara, tem todas as redes sociais, né, que juntas elas dão mais de 10 milhões de inscritos, né. Inscritos é um termo agora? Não sei mais. De usuários, sei lá eu. Tem o TikTok dela, que eu acho que é onde onde eu cheguei. Acho que você vai chegar também se você tem um algoritmo da desgraça. Instagram, tudo mais, você pode mandar mensagem para ela do tipo: traga meu pai de volta. Ela consegue, ela está fazendo sem promessas, sem promessas abusivas.
Bom, gente, esse papo também tá no Spotify. Lembrando, encaminhe esse vídeo e deixe like. Escreva aqui embaixo quais foram as suas experiências experiências sobrenaturais, barra, por que que você gosta tanto desse assunto que te movimentou até esse vídeo? Que aí as pessoas se comunicam, né, fazem grupos, e quem sabe no futuro teremos uma próxima Jucacine aqui.
E fecha o jogo do copo.
E fecha o jogo do copo. Se jogar, se quebrar o copo. Então tem gente que fala que joga e o copo quebra sozinho, né, de energia.
Aí fudeu.
Ah, eu já não sei se é verdade, se o copo também é uma bosta.
Por isso que eu acho que a gente tem que fazer, Maurício. Vamos fazer, não te engano.
Eu sou a pessoa que não paga para ver, não preciso. Para que que eu vou tentar? Você consegue imprimir o copo?
Com aquilo ou com além?
Inclusive, não me mandem tabuleiro Ouija para minha casa, não quero jogar.
Você não paga para ver, mas mandem para ela de graça. Valeu, gente, um abraço aí. Ciao ciao!
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