QUEM EXPLICA A ANGOLA PRO BAPTISTA? | ESPECIAL ANGOLA #EP11 | #3CONTINENTES
TEMOS MAIS UM VÍDEO EM ANGOLA PRA VOCÊS!No episódio de hoje do #3CONTINENTES chegamos ao fim da viagem em Angola mas não podíamos deixar de fazer um show inesquecível! O clima foi de risadas, mas além de todo o humor, mostramos o lado social dessa viagem onde toda a renda do show será destinada a ajudar quem mais precisa.Siga no Instagram:
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- Música em Angola· CulturaPrimeira vez em Angola (Paul Cabannes) · Diferenças culturais e linguísticas · Percepção de Angola como um 'Brasil dos anos 90' · Cancelamento e piadas raciais em Angola · Costumes e tradições angolanas (alambamento, candongueiro, ginguba) · Futebol e torcidas
- Medicina tradicional e remédios naturais em AngolaBatista Miranda e seu desconhecimento sobre Angola · Darius Ricardo Nguéze · Erros de Batista sobre alambamento e candongueiro · Fofocas e temas de Luanda · Feitiçaria e crenças Bacongo · Atualizações em Angola (hambúrguer, cinema)
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O que é sexta-feira para um angolano?
Uma noite que termina domingo. [FOREIGN] Bom, gente, só pra explicar pra vocês, hoje é um show do Três Continentes. O que é o show Três Continentes? Três Continentes, pra quem não conhece, é uma forma de reunir várias culturas de vários países no mesmo evento de uma maneira diferente do que o Donald Trump pretende. É diferente o que a gente quer. A gente quer mostrar que o preconceito acontece em todas as línguas, todo mundo é filho da puta igual.
Esse é o objetivo.
Obrigado realmente por vocês terem saído de casa e vindo até aqui. Mesmo sem combustível. Isso é uma coisa... Como vocês conseguiram? Parabéns, assim. E você vê como, né? Muito legal. E como Angola tá evoluindo. O problema antes era comida, agora é combustível. Olha como tá evoluindo. Próxima semana a gente vai vir aqui, o problema é água com gás. Então a gente tá evoluindo. E eu queria chamar Ao palco, o meu grande amigo. Então recebam, com a música mais tocada na França, Pucca Bunnies.
Boa noite, senhoras e senhores!
Sensacional!
Pucca Bunnies, muito legal estar aqui em Angola pela primeira vez. Obrigado pela presença, galera! Valeu, muito legal, muito legal!
Você pela primeira vez? Sou caparavô, já veio aqui outras vezes, né? Colonizou algum pessoal?
Eu não entendi nada, inclusive, da risada, porque eu falei valeu, todo mundo começou a dar risada.
É porque seu pau tá para fora. Não, brincadeira, brincadeira!
Eles estão rindo porque eles são felizes. É legal demais fazer show aqui, porque na verdade eu faço show no Brasil, que já é para mim exótico, mas Fazer um gol é ainda mais diferente. E o mais legal é que não é no Brasil, mas fala português. E minhas piadas em português funcionam no Brasil. Então se aqui não funcionar hoje, culpa, a culpa é de vocês.
Não é?
Como é que tá sendo viajar com a gente assim?
Cara, tá legal, tá legal porque eu raramente faço essas viagens de amigos, até porque eu não tenho muitos amigos, sou francês. Mas é legal porque os caras, eles têm uma, cada um tem sua personalidade, né? O Maurício é um cara que é muito dinâmico, então ele Sem mentir, ele acorda às 6 da manhã, vai correr, vai na ginástica, academia, depois faz sei lá o quê, almoça com alguém, termina às 22. Ele é muito enérgico, ele tem muita visão, ele é um cara que podia virar presidente algum dia, só que ele preferiu xingar adolescentes no Twitter.
Tem o Batista, que é um cara que ninguém entende muito bem o que ele faz. Ele não é exatamente um YouTuber, não é um comediante, Ele é famoso por ser famoso, ele inventou um novo tipo de celebridade, assim, é a Kim Kardashian de Angola, mais ou menos.
Esse é o Batista, o Batista é a nossa Virginia Preta, é isso que a gente...
É isso! É isso!
Inclusive, ele tá chupando o Vini Jr., não sei se você sabe dessa história.
E tem o Paulo, um cara um pouco peculiar, porque ele fala muitos absurdos, como você sabe, né? E é muito constrangedor, porque eu sempre estou filmando, a gente está, né, o Alex nos levou para um monte de lugares, com muita gentileza, e aí a gente fica filmando os lugares e toda hora tem o Paulo atrás que está falando um absurdo. Então toda hora eu tenho que postar no story com uma música por cima, e eu sempre ponho uma música de um amigo francês, meio DJ, que nunca estourou, e aí ultimamente ele Tá fazendo muito sucesso essa viagem que tô fazendo em Angola.
Graças ao Paulo, o cara tá bombando lá fora.
É muito legal, é muito legal, legal, muito legal.
Bom, vamos chamar então ele, que talvez seja o único chinês de Angola que não tem um cyber. Palmas para Paulo Chinês, com a música mais tocada na China.
Gente, aqui tem muito prédio, mas apenas não tem leão. Eu pensei que eu ia realizar meu sonho de andar no leão, mas não consegui. Mas Iá é muito bom, ele me ajudou a colocar eu em cima de um leão, mas é falso.
Não, muito legal, cara, quantidade de de coisas que o Paulo tá vendo pela primeira vez, como a rua. É, ele que tá sempre numa fábrica escravizando as pessoas. Muito legal, e parabéns por vocês amarem uma pessoa que tem potencial de escravizar vocês.
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Muito legal. Como é que tá pra você a viagem? O que você tá achando? Qual a coisa que você mais gostou, menos gostou?
Cara, eu pensei que eu vim aqui, eu ia emagrecer uns 10 kg, mas infelizmente engordei 20.
Caralho, pra quebrar o preconceito que você emagrece na África, você engordou, é isso?
É, porque funge é muito gostoso, mano.
É verdade.
Ele comeu funge. Pra caralho. É, comeu pra caralho, dá pra ver aqui. Eu vou chamar agora, eu preciso falar um negócio, graças a esse cara estamos hoje aqui em Angola, que é o fundador da TAG, que é o Batista Miranda. Eu queria chamar ele, que é igual o Lula, né, porque finge que é pobre, não é, que é igual Lula porque ele finge que é pobre, mas não é. Vamos chamar então com muitos aplausos um dos maiores angolanos de todos os tempos, diretamente de Benguela para o mundo, palmas para Batista Miranda! Olha aqui, olha, Batista veio sem calça, que do caralho, velho, que coragem!
Maurição, preciso testar isso.
Dubabulo!
Dubabulo!
Estou assustado, explico. E se dubabulo é matem eles e a gente tá dubabulo, que a gente morre hoje? Que que é dubabulo?
É um cumprimento nosso, Maurição, parece também em português.
Deixa eu te falar, aqui vocês fala Wakanda forever?
Tem polícia aí na porta para levar ele?
Pelo amor de Deus, ó, vamos sentar aqui, todo mundo fica à vontade, a gente tem aqui algumas coisas para discutir daqui a pouquinho. Ó, você que é gringo, a gente quer chamar você daqui a pouco para participar. Enfim, começa o podcast e eu queria começar batendo um papo. Fala, desculpa, você também vai falar?
Poxa, meu, achei que ia me atirar com pedra, é sério, porque você ficou 3 meses para explicar o que é um alambamento.
Você acha que a galera ia bater em você?
"Você é isso!" Desde que eu cheguei no aeroporto, é só: "Você!
Você!" Posso falar? Todo lugar que a gente encontrava... A gente saiu do Brasil com uma expectativa de: "Pô, vai ser legal!" O Batista tava assim: Vão bater em mim." E o Paulo é: "Vão me matar!" Toda hora que o Paulo aparecia em algum lugar, alguém falava: "Ei, ei, ei! Vai tomar no cu que aqui não tem dragão!" Era assim... E pro Batista era: "Porra, as merda que você fala!" Mas todo mundo com muito carinho. Eu queria que você contasse pras pessoas como é que foi você voltar pra casa depois de tanto tempo e assim permanecer até o resto da sua vida.
Eu cheguei na minha casa lá em Benguela, vi minha mãe, vi todo mundo. Minha mãe só queria peruca. É a única coisa que ela queria.
Sério mesmo.
Fui lá na minha casa, aqueci água pra tomar banho. Deu uma volta, fizeram um funge com a água. É sério, é sério! Eu tinha esquecido disso, é sério, Monção!
O que acontece?
Eu não entendi.
É o seguinte, aqui, lá pelo menos na minha casa, aquecer água pra tomar banho, né? Aqueço água pra tomar banho, não sei o quê.
Conta pra mim porque o povo não sabe o que é isso. Banho.
Vai, toma banho!
Até aqui em Angola vocês têm essa piada que francês não toma banho?
Até aqui em Angola não? É o mundo inteiro, seu porco do caralho!
Eu achava que era uma piada de brasileiros.
Não!
É uma piada de higiene!
Cara, eu vou explicar, vou explicar. É que o brasileiro toma 14 banhos por semana. E aí depois eles falam que a gente não toma. Os adolescentes brasileiros até aproveitam do banho Pra, desculpa falar, mas pra se masturbar. Eu também gosto de me masturbar, mas não ao ponto de tomar banho também.
Eu posso falar? A primeira coisa que eu percebi em Angola foi uma coisa muito assustadora. Que eu estava no carro de um amigo nosso, que é o Alex, que tá aqui com a gente, que é do Art House. E a música que ele tocou, ele falou: "Ouve essa música, Maurição." Aí começou: "Eu cheiro bem, eu vivo bem." Eu falei: "Caralho, eles assumem a cocaína na boa, né?" Eu falei: "O que que tá acontecendo?" "Eu cheiro bem." Caralho, o Oruan chegou aqui.
Mas não, depois eu fui entender que é uma música sobre higiene, por isso que você não entendeu aquela hora.
Mas eu entendi a piada sim, porque eu cheiro cocaína.
O que mudou de Angola quando você veio, quando você saiu, quer dizer, pra agora assim?
Tinha menos chinês, agora tem mais chinês.
Além dessa parte ruim, o que mudou?
Eu acho que, eu vou falar aqui, né, tem que falar. Pô, família, vocês estão a cobrar menos. Eu vi chinesa vender pão.
É sério, eu senti muito que aqui também é um Brasil. Vocês devem odiar essa expressão, que toda hora a gente fala que aqui é um Brasil dos anos 90. Só que era a melhor época do Brasil, foi quando a gente foi tetra, uma época boa.
E foram o quê?
Tetracampeão.
É, nossa seleção também foi.
Não, foi tetraplégica de vocês. A nossa seleção tal, agora vai ter Copa, mas aqui é um Brasil os anos 90, eu vou explicar por quê. Aqui não tem o mimimi, aqui não tem... É muito louco que vocês estão discutindo se o ambiente vai ter fumódromo ou não, né? E no Brasil está discutindo se o banheiro vai ser binário ou não. Então tem coisas que vocês vão viver daqui a pouco que são insuportáveis, eu quero que vocês não vivam. Uma delas é o cancelamento.
Aqui não tem cancelamento. Tem? Não, Marcelo, peraí, qual o tema do cancelamento de vocês? O quê? Qual que é?
Oi, oi, oi, o que que eles falaram?
O outro já virou escuro, não fazem isso. Vocês não conseguem perdoar? É que teve um cantor aqui que brincou, né?
Mas ele foi cancelado por quê?
Ele brincou só.
Ele brincou com quem disse não pode?
Brincou com o quê?
Colorismo. Ele é preto, falou escuro, não aqui. Ou seja, ele se invalidou sozinho. Só que ele não sabe.
Vocês estão me contando agora, depois de 20 minutos de show, que piada racial aqui é um problema. Agora vocês estão me contando, agora que a polícia está ali à frente, que o Paulo fez 7 vídeos, vocês falaram: "Vamos contar pra eles." Não pode falar de Mai.
Ah, é verdade, isso é uma diferença. Falar mal da Mai parece que é muito ruim aqui, né? Não se pode, né?
Não, pera aí, não pode falar de mãe? Não, né? Pode ou não?
Não.
Caralho, tá bom, desculpa, gente, fica tranquilo. De pai pode, porque vocês não sabem quem é, né? Pode falar mal do pai? Qual dos 40? Não sabemos, vamos falar deles.
Eu vou falar uns temas que no Brasil não se pode fazer piada, você me fala se pode ou não. Jesus?
Não.
Pecado.
Inferno, inferno mesmo, acho que é mais.
Piadas políticas, acho que não também.
Aí, peraí, aqui para cada um, perto do cu de cada um daqui. Você não, amanhã eu tenho voo para voltar.
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Banana!
Vai, faz! Que filhos da puta! Olha, bando de angolano filha da puta! Eu achei que os caras eram legais, os caras: "Não, faz piada de política aqui em Angola!" Vamos pro próximo tema? Vamos pro próximo tema?
Vamo, vamo, vamo!
E sua mãe, tá bem? Batista, ajuda assim, eu queria fazer um quadro agora que é: "Quem Explica Angola Pro Batista?" Trilha pra esse quadro! O nosso DJ, ele tá muito drogado. Como vocês podem observar, Batista não conhece Angola. Ele, ele é de outro país chamado Benguela, né, que é uma outra região chamada Lobito. É, eu tô aprendendo um pouco sobre isso. Alguém aqui gostaria? Quem gostaria de subir ao palco e ajudar a gente na missão de explicar Angola para Batista?
Levanta a mão, Batista vai pegar aí as pessoas que queiram. Fiquem à vontade, quem quiser. Batista, pega uma pessoa que você acha possível para subir aqui no palco. Olha que rapaz bonito! Palmas para o nosso convidado de hoje. Tudo bem, meu irmão? Tá tudo suave, tudo suave.
Tá suave? É como um dengue.
Tudo bem?
Tudo bem, meu querido.
Tá tudo tranquilo, Maurício.
Qual o seu nome?
Darius.
Darius Ricardo Nguéze.
Rato o quê?
Nguéze, Nguéze. Vamos falar de nome africano, para ser mais raiz.
Sensacional. De qual região você é? De Angola?
Sou bacongo.
Oui, bacongo.
O que que é isso? É ruim ou é bom?
Falam que eles voam.
Feitiço.
Como assim? Feitiçaria, essas coisas.
Ah é? Não faz piada então? É o cara da tala?
Pronto, já tá aqui, né?
Dário, explica assim, o que você acha que o Batista errou? Acho que é um bom momento de você representando Angola inteira explicar onde Batista errou durante esses 3 anos no projeto Três Continentes. Vamos ouvir um pouquinho e vamos aceitar a crítica.
Não, espera aí. Eu vou aceitar.
Só deixa ele falar um pouquinho.
Ele pode falar, certo, mas não me tiram do grupo.
Vamos ouvir o que ele tem a dizer.
Só vou falar uma palavra, depois todo mundo vai ficar irritado. Alambamento. Esse é o primeiro erro mais básico que ele podia ter respondido.
Por quê?
Porque alambamento é uma coisa simples, é um dote.
Obrigado, em um segundo você respondeu um vídeo de 65 minutos. É, próxima coisa que você acha que Batista errou: candongueiro.
Cara, eu fiquei muito puto com isso porque o Batista, 2 anos atrás, ele demorou, mesma coisa, tipo 3 vídeos para explicar o que que é um candongueiro. Eu cheguei no aeroporto de Luanda, sem mentir, em 7 minutos eu entendi: uma van azul.
Não tem, é isso, isso é um candongueiro. E quem dirige? O motorista. Fim. O que que tá acontecendo de fofoca aqui em Angola, aqui em Luanda, que a gente pode discutir assim? Quais são os temas?
É assim, só para terem noção, eu sou bacongo, então nós temos uma grande ligação com feitiço. Então você pode sentar ali, inclusive o maior problema que estamos a ter agora no bairro é que estão a dizer quem não fez filho esse ano, próximo ano já não consegue fazer, porque tem algo que tá a rolar que é, tem uns feiticeiros, eles Vocês estão chateados que um cara que fez filho na semana passada ele não pode fazer na próxima semana? Sim, porque perdeu as bolas.
Então, mas não seria bom para o país diminuir a quantidade de filhos? Não, olha só, espera aí, espera aí, estão a tirar as bolas aqui?
Com um toque, ela chega em ti, te toca assim, igual você fez.
Mas deixa eu te perguntar uma coisa, essa fechadinha A engenharia não funciona na cidade da China não, né?
Faz sentido, primeiro teriam que achar o pau.
O Lanzel Batista já está saindo. Vamos lá, próxima. Atualiza o Batista, 5 anos pra cá.
É isso que eu queria realmente, atualização.
Assim, primeiro tivemos uma invenção muito boa que se chama hambúrguer. Não, tá brincando.
Não, vocês queriam me bater porque eu falei não tem McDonald's. Até agora não vi. Vocês querem bater as pessoas à toa. Tô nervoso, Maurição, me deixa, me deixa.
Mas não tem, não.
Por acaso teve assim muitas, além das infraestruturas que ele viu, né, que o Paulo também viu, os prédios.
Mas deixa eu te perguntar, antes do prédio aqui era tribo?
Puta que pariu, velho!
Esse tipo de coisa que a gente tem que toda hora rir dessa maneira.
O que teve de atualização que você tá 8 minutos pensando e não teve uma?
Não teve, na realidade teve um filme de cinema. Um filme de cinema?
Em 5 anos, a atualização de Angola foi um filme de cinema?
Não, um dos, um dos, vou aceitar. Teve um filme de cinema que o nome do ator é Rei das Colocas.
Rei das Colocas?
Rei das Colocas.
Isso tem no Cinemax?
É brasileiro?
Não, não tem no Cinemax, é um cinema novo que abriu que se chama Comitê do MPLA.
Maurício, você tá entendendo pela primeira vez o que eu sinto direto no Brasil quando toda a plateia começa a rir de alguma coisa que eu não faço ideia do que que é? Não, não, não, pelo amor de Deus!
Mas espera só, deixa ele falar, velho. Tem certeza?
Tá, melhor não falar, né? É melhor não falar. Então, senhoras e senhores, muitos aplausos para ele que tentou foder a nossa vida. Palmas para Darius, diretamente de Angola. Pode descer, obrigado. Vai embora, sai do meu palco. Tchau. Chegou o momento FAQ. Quem tiver perguntas pode fazer que a gente vai responder. Se tem uma dúvida, você quer matar uma dúvida sua sobre o chinês, sobre o Brasil, sobre o Batista, sobre o Paul? Alguém tem uma dúvida?
Vamos fazer. A gente vai abrindo aqui roda de perguntas e a gente vai fazendo. Temos aqui uma pergunta, primeira pessoa que vai fazer a pergunta. Essa moleque eu já vou adivinhar que é brasileira. Acertei? Acertei, porque você tá com dois celulares, então geralmente... Não, brincadeira. Não, nada a ver. Porque no Brasil, não sei se você sabe, a gente no Brasil, a gente tem um celular nosso e o celular do bandido. Vocês sabiam disso?
A gente tem uma carteira nossa e a carteira do bandido. É uma carteira com outros cartões pro bandido. O dia que meu filho nasceu eu falei: "Agora preciso ter um bebê pro sequestro do bandido também." Eu adotei um chinês. Qual a pergunta que você tem?
Qual o seu nome primeiramente?
Sou Camila.
Tudo bem, Camila. Você faz o quê da vida, Camila?
Eu sou biomédica.
Caralho, chupa Brasil! Cadê aquele maluco? Presta atenção na biomédica, ô caralho! Balada de... Tudo bem, biomédica. Você tá quanto tempo aqui?
15 anos.
15 anos, tá certo, que é a sua idade, filho da puta, moleque do caralho. Pergunta.
É uma curiosidade, vocês estão viajando juntos?
O Paul Fede.
Que ninguém poderia fazer viajando com vocês?
Come meu cu! É uma resposta que eu daria. Eu não sei qual que é essa pergunta. O que que ninguém poderia fazer?
Como assim? Até porque é uma coisa que só eu posso fazer.
E eu também.
Mas curiosidade, tipo assim, o que que ninguém poderia fazer? Como assim?
Viajando com vocês.
Ah, o que que ninguém pode fazer viajando assim entre a gente? O que que tem alguma lei entre a gente que a gente não pode fazer? Tipo Por exemplo, o Paulo trair a mulher, tipo isso?
Coitada da Lulu, viu? Já liguei pra ela. Quando você falou ali, eu já mandei o vídeo pra ela.
Não, eu não vou trair mulher não, eu vou trair homem.
Por que que o Paul tem alguma coisa que ele faz que ninguém pode viajar com ele?
Nossa, meu, o Paul é chato, chato.
Ah, eu vou te dizer, eu não sei se eu entendi, mas por exemplo, se você for uma pessoa que... Porque eu tenho um lado francês que é um pouco... Minha bateria social é baixa, assim. E a dele e do Maurício e dos caras é altíssima. Então eles querem trabalhar das 6 da manhã "Até às 22h." Aí quando eu chego às 22h, eu tô aí: "Talvez eu possa ir descansar?" Os caras: "Não, não, não, a gente fechou uma balada, vamos lá, vamos lá, mano." Então isso é uma coisa que pra mim é difícil, por isso que eu me drogo pra poder trabalhar com eles. Mas tirando isso, eu vou jogar real assim, tem sido muito legal.
O mais legal de tudo é que, piadas à parte, acho que a ideia aqui é a gente falar nossas verdades. Cara, a gente nunca viajou nessa configuração, né, com chinês e tal. Então as dúvidas que vocês têm, a gente também tem. Então é muito curioso você ver a forma do chinês lidar com a vida, a forma do batista, a forma do Paul. Então é muito curioso como cada um reage às coisas. E a gente tá indo nos lugares que a gente nunca vivenciou.
Esse maluco aqui, esse chinês, ele tá cada vez incrédulo, que ele mora numa fábrica, ele nunca saiu. E aí ele vê a natureza, ele fica empolgado, fica emocionado. O Paul fica muito feliz de falar "OK", que é a felicidade do francês. Batista, ao mesmo tempo, tá em casa... Mas acho que cada um tem uma particularidade. Batista sempre chega atrasado e mente. Quer dizer, já entendi que é coisa de Angola. O chinês come pra caralho, porque só tinha morcego e cachorro.
O Paul tá tomando banho, acho que é uma particularidade nova. Eu acho que o meu caso...
O que seria?
O que eu faço assim que vocês... Ah, bateria social, que eu não paro de sair...
Você faz 18 mil coisas ao mesmo tempo, isso é uma coisa que... A única pessoa, eu já te falei, não ironicamente, a única pessoa que eu conheci pessoalmente, desculpa falar, eu sou importante, que tem uma agenda tão doida quanto a dele é o presidente francês.
A diferença é que eu não quero colonizar ninguém. Eu acho que tem uma diferença boa. Palmas para Camila, gente. Pega aí, ô Batista, quem que quer falar? Temos um rapaz aí bacana. Seu nome? Mas... Qual o nome?
Ô, Marcelão, vou te falar, tá uma mudada de nome hoje. Tá entendendo?
Eu queria saber, dentre vocês, vocês às vezes têm a sensação que um de vocês é menos hétero?
É menos quem?
Fácil essa, né?
Se eu falar, vou sair do grupo.
Posso falar? Mas eu acho que o menos hétero do grupo sou eu. De verdade, eu vou me assumir, me dá um beijo agora de língua, filha da puta, gostoso do caralho.
O menos hétero da gente? Bom, eles falam que sou eu porque eles me chamam de "tchola", mas... Tipo, na verdade... Você sabe que a galera agora me fala na rua: "E aí, tchola?" e tal... Eu acho que tô torcendo pra me tornar gay, porque vai ser mais fácil.
Eu vou falar porque que é o Paul. Eu vou fazer isso que eu faço sempre em todo show. Batista, como é que xinga alguém aqui em Angola?
Você tem mais velho? Não quero falar.
Por favor, faz.
Não quero.
Mas xinga de um jeito legal. Como é que é chinês que você xinga?
Alguém? Foda!
Pocahbanes, como é que xinga alguém na França?
Oh, fils de pute!
Bom, sem mais, meritíssimo. Olá, eu sou a Elvira, tenho uma pergunta muito simples para todos. Por que que o nome do grupo é Três Continentes? Vocês são quatro. Um americano, um francês, que da Europa, Ásia e África.
É porque o Batista é de Angola, né?
Ele vai ficar sensacional, sensacional. Vamos lá para o último quadro, Batista. Como é que é o do game show que você falou que ia trazer para a gente?
Ah, inclusive, eles estão aqui em Angola já faz uma semana e eu fiz algumas perguntas. Para saber se eles realmente conhecem o nosso país. Se não, vão ficar aqui para conhecer, não vão voltar para o Brasil. Começa agora o game show Quem Conhece Angola. A trilha sonora, por favor.
O cara já foi embora, o cara do som. Parece que começou a chover, ele falou vou embora. Bom, o Paul conseguiu deixar o cu duro gay. Parabéns, Paul! Só ficou o cu.
Aqui, tome aí. Ansioso para saber se vocês sabem mesmo, tá?
Então a gente vai apertando conforme a gente acha que sabe a resposta, é isso?
São perguntas básicas. O Paulo não tem nada.
Primeira pergunta: qual que é a capital de Angola? Só agora!
A capital de Angola... Luanda!
Hã? Luanda!
Resposta certa!
Muito obrigado!
Mas a capital do meu coração sempre será Lobito, que é o lugar onde eu tive o melhor corte de cabelo da minha vida há 2 dias!
Se o angolano marcar às 19 horas, que horas ele chega?
Yeah!
Não, festa às 19 horas, que horas ele chega? Que horas os convidados chegam?
3 horas da manhã.
Fala aí, Batista. Fala aí, Maurício.
Cara, de acordo com a velocidade que tá vindo o áudio da trilha. Eu acho que a resposta é 3 da manhã.
Tá, você vai na praça e te falam não faça o clap. O que que é exatamente?
Yeah, não faz desconto.
Valeu!
Oi, oi, espera, espera, espera então.
Vão me bater depois, esperem. Espera aí, espera aí, clap, let's go.
Ele não vai acertar nada, não vai acertar nada, é o Paulo. Quando o Paulo responde, sentem pena, não fazem isso. O que é sexta-feira para um angolano?
Não, tá bom, tá bom.
Uma noite noite que termina domingo.
Eu ia falar outra coisa, o quinto dos 7 dias que os chineses trabalham.
Tá, Maurição, ganhei?
Não.
Dia do Homem!
Sim!
Ah, tá, então é uma noite que termina 9 meses depois.
Quantos membros? Um. Tem uma família angolana?
Depende dos dias dos homens. Eu vou botar em média 26 pessoas. 26 a 40, contando só Pai, mãe e filho.
A família já é grande?
Sim.
Quantos membros? Tem uma família angolana?
Sim.
Depende se o pai é militar ou não.
General, tá certo, né? Tá certo, a família lá em casa é grande. É, tá certo. Se você for preso aqui em Angola, quem você chama para te defender?
Yeah, yeah, yeah!
Eu queria falar advogado, mas acho que não funciona aqui. Sua mãe.
Tá certo, é a mãe do Batista. É, todos os angolanos, todos os angolanos chamam a mãe Não, porque eles falam que não pode fazer piada com a mãe, né?
Então quando mãe vai lá tem mais poder do que advogado.
Genial, genial! Porque nenhum policial fala: a senhora é uma filha da— Não, porque respeita a mãe, entendi, faz sentido.
Como é que um angolano dá direções?
Puta que pariu!
Já te deram aqui, né?
Da mesma forma que você responde sobre alambamento, o que seria uma ginguba? Se não fosse, tem que usar: pega na minha ginguba, me dá um, vou meter uma ginguba Gingumba.
Cara, gingumba é um pássaro tradicional da região Luanda West, assim.
Você come muito?
Ai, cara, gingumba, eu como muito. É pimenta então?
Não, é amendoim. Essa aqui vocês precisam saber, qual que é o hino Angolano.
Puta merda, o hino, essa loucura! Não é, né?
O hino, pera aí. Vamos ficar de pé, vamos ficar de pé.
Hino angolano.
Hino.
Vocês estão aqui? Eu vos apresentei, eu vos apresentei.
É Ruiu, é a Chuchucha, cara.
Em breve vai ser: "Allons enfants de la patrie". Não sei, não sei.
DJ, pelo amor de Deus, coloca o nosso hino.
Mata, Paulo!
Mata! Mata!
Mata!
Não vai sair sem dar caída! Não vai sair sem dar caída! Não vai sair sem dar caída! Não vai sair sem dar caída!
A caída!
A caída!
Cai!
Cai! Senhoras e senhores, muitos aplausos para Os Três Continentes! Muito obrigado, muito obrigado, muito obrigado, muito obrigado! Eu preciso falar um negócio para vocês. Que energia incrível! Parabéns para o eletricista, ficou legal demais. Estamos aqui em vosso país há 7 dias, e a gente gravou toda a nossa experiência lá no canal no YouTube, Axis dos Três Continentes. Isso que a gente fez é em gratidão por todo carinho que Angola já nos deu, e também para agradecer ao Batista.
Hoje o Batista é um dos maiores nomes, infelizmente, de Angola no mundo, né? E ele é o meu amigo, é meu irmão, e hoje a gente fica muito feliz Tá aqui graças a ele, então a gente fica muito feliz. A gente fez essa viagem e todo o dinheiro dessa galera que tá aqui hoje a gente tá fazendo...
Você vai parar para mim, assim, porque eu tô mais precisando...
Para o Instituto, que é do Paulo Chinês, ele precisa comprar o terceiro helicóptero dele. Não, a gente está... Não a gente, nós todos estamos pegando esse dinheiro todo, dessa renda, a gente está doando não só para Benguela como também para a instituição Same for Love daqui de Luanda. Então a gente, a gente veio para cá muito mais para ter esse encontro com vocês, de vocês e de alguma maneira pegar essa renda e de alguma maneira ajudar muita gente que a gente viu aqui.
E é a forma que a gente tem para agradecer. A gente está muito feliz e emocionado de estar em contato com vocês. Provavelmente a gente vai vir todo ano. Isso é um problema para vocês também, porque vai ter mais trânsito, né, mais combustível com 4 pessoas competindo por eles. E eu, como Maurício Meirelles, como brasileiro, eu agradeço o povo angolano, que é um dos povos mais incríveis que eu já vi na minha vida. Muito obrigado.
Pode ir, gente.
Isso é a primeira vez que eu saí do país, né, tanto de China para o Brasil, e nunca saí nem do próprio estado do Brasil. Muito obrigado por essa experiência, eu gostei muito, muito da Angola, né. E realmente tô muito feliz por ter essa amizade com todos eles. A gente é muito difícil juntar 4 continentes, de cada país. Deixa eu chorar um pouco. Enfim, agora vamos deixar para o nosso estreia falar.
Eu de coração mesmo, família, muito obrigado a todo mundo que saiu de casa para vir aqui. Amigos, tá vendo aqui, conhecidos, quero agradecer de coração mesmo. Não esperei, eu esperei, sério mesmo, eu achei que ia estar no aeroporto, pedra, vamos bater, mas foi muito bem recebido. Para mim isso significa muito trazer eles aqui e mostrar o nosso país, que é para ajudar também no nosso turismo. E muito obrigado pela recepção que vocês me fizeram e fizeram também por eles. Muito obrigado mesmo.
Obrigado, cara. Para mim foi um prazer imenso conhecer a incrível cidade de Lobito, que realmente— Mas obrigado a vocês, obrigado a quem que participou, proporcionou a experiência para gente. Para mim foi uma das experiências mais incríveis, realmente, assim, de fazer essa viagem. Que venham muito mais. Muito obrigado a cada um de vocês, foi incrível.
Valeu! Antes de encerrar, eu preciso agradecer ao Alex, Alex Thompson, que fez toda a nossa logística para isso acontecer. Eu vim em Angola em janeiro, no começo amei esse lugar, falei: cara, a gente tem que trazer a galera toda. Alex proporcionou isso tudo para gente da TGI. Concierge, podem depois, ele é da Art House também. Quero agradecer a TAG, que tem o avião que fez a gente vir até aqui, eles deram a executiva pra gente.
A Boa e VIP, que é a revista que de alguma maneira, porra, tá postando aí pra vocês estarem aqui. Ao teatro, a todo mundo que fez parte aqui. A Dromedário, que é a produtora, né, que tem aqui a Jéssica, que veio com a gente. Palmas para minha equipe, senhoras e senhores, a nossa equipe. Palmas para a Jéssica, palmas para o Bruno, palmas para o Luiz, palmas para o Mateus lá no fundo. A gente é muito grato a todos que fizeram isso acontecer.
A Insider, que patrocina e faz a gente estar aqui. A gente tá muito feliz, cara. É isso, espero vocês agora no nosso próximo show, vai ser em Santos, no Brasil, semana que vem.
Olha, pessoal, muito obrigado, até a próxima.
Valeu, Luana, em breve a gente volta. Tchau, tchau. Tchau, tchau!
A última vez que eu vim aqui eu perguntei para qual seleção vocês iam torcer. Aí eu quero saber para mostrar para eles aqui. Quem vai torcer para o Brasil, grita! Quem vai torcer para Portugal, grita!
Yeah!
São os mesmos, vocês vão torcer para todos. Quem vai torcer para a França, grita!
Yeah!
Quem vai torcer para Angola, grita!
Yeah!
Quem vai torcer para o Barcelona, grita!
Yeah!
Pessoal, ó, eu tô aqui com a Albertina e o Alex. A gente tá onde? A gente tá no interior de Luanda. Luanda é uma cidade, mas está no interior de Angola.
Onde que é aqui?
Nós estamos em Angola. Eu sou irmã Albertina, estamos em Angola, na província do Icólibango, no município do Sequel, no bairro do Maié. Estamos aqui na Terra Prometida porque ainda tem muitos capins a nossa frente.
Olha aqui onde a gente está.
Mas é uma bênção.
Aqui é de verdade, a gente está mostrando. Põe a mão. Aqui é uma parte do interiorzinho aqui de Angola. O que que acontece? Vocês têm aqui uma ONG, né? Ah, Maurício! Ah, tá divulgando, galera. Se você quiser ajudar, quiser ajudar o Nordeste, você quiser ajudar Porto Alegre, você quiser ajudar Campo Grande, quiser ajudar qualquer lugar, não é para ajudar aqui, não ajudou lá, faz o que você quiser. Eu já vim para cá, né? Eu, janeiro, Foi em janeiro que eu vim para cá.
Já tive aqui, foi muito, muito generoso com nós, deu colchões para todas as crianças.
Enfim, eu vou mostrar aqui as dependências. Não vou ficar mostrando muito criança para, porque acho que, né, cada um aqui tem a sua individualidade. Mas eu vou mostrar aqui o trabalho que eles fazem. Então se você quiser colaborar, eu, pô, eu vejo que é um trabalho muito legal aqui, ó. Mas olha que lugar legal olha só o que eles fizeram aqui, ó. Tá ali as crianças ali no fundo. Aí vocês vê, pô, precisa dar um help e tal, vocês dão uma ajudada aí. Pô, mas tá muito bonitinho, viu? Tem mais livro do que lá em casa.
É aqui onde as crianças— porque criança que não estuda não ganha sabedoria. Não adianta dar só de comer a criança tem que empoderar a criança, tem que educar a criança. Então, educando a criança, ele apresentando livros, ela apresentando várias histórias também, não só de Angola, de outros países também. Então é aqui onde eles sonham e têm investimento.
E também aqui temos feito uma coisa de arte, fazemos classes de arte para eles, eles todos pintam.
Aí, ó, estão lendo A Lei do Sucesso do Napoleão Hill. Quantos? Esses caras estão bombando aqui. Quantas crianças estamos aqui agora?
São 60?
88.
Eles aprendem a fazer, já quando eles têm 15, 16 anos, eles para aprender a fazer algo para viver.
A costura. É sobre desenvolver a psique da menina, porque temos casos de meninas com gravidez precoce, temos casos de criança em situações de rua, mas que o centro, graças a Deus, com apoio do governo, claro, conseguimos ter esse lugar, esse espaço, e poder então fazer uma coisa bonita para fazer a diferença na comunidade onde nós estamos.
Ó, eu vou falar um negócio que muita gente não sabe, que é a minha visão daqui. Muita gente, eu acho que no Brasil, pensa assim: pô, é um lugar triste. As pessoas pensam assim: ah, vou lá no orfanato, vai ser triste. Só para lembrar que é um orfanato, né? Essas crianças que estão aqui, elas não têm os pais, né?
Elas não são— têm, mas com extrema vulnerabilidade.
Outros não têm, mas é um orfanato. A função aqui é isso, é uma ONG que ajuda crianças necessitadas. Aí você pensa assim: caraca, vai ser triste. É o contrário, eu juro por Deus. É legal porque as crianças estão aqui, elas quando você chega elas vêm correndo para te abraçar, porque acredito que não tem tanta gente próxima, né? Então para elas, elas convivem entre elas, então qualquer pessoa que vem aqui dá um carinho, elas cantam para vocês assim do tipo bem feliz.
Então assim, é um lugar bem legal com o objetivo de educar, aprimorar, empoderar, enfim.
Tá aqui.
Eles fazem na costura e fazem nesses vestidos.
Pô, legal para caramba! As caminhas deles, os colchões, tal. Enfim, então se quiser contribuir, né, lembrando, contribui para onde você quiser fazer uma boa ação. Às vezes você tá assistindo essa viagem, gostando, tal, tá aqui o link, tá aqui o pessoal, as crianças ali. Vou filmar meio de longe, não vou filmar muito próximo, porque cada um, né, tem seu direito de aparecer ou não aparecer.
Enfim, certo?
Não quero fazer também, é, olha só, o sensacionalismo. É só realmente você gostou, você acha interessante, quer ajudar. Às vezes, pô, precisa de aqui, ó, tem fogão, às vezes precisa de uma panela, precisa de um utensílio. Ô, tia, o que que tá precisando aqui?
Nesse momento estamos Nós precisamos comprar um espaço para podermos fazer a casa dos rapazes e um centro de formação maior na parte de fora. Isso é que mais, e um centro médico.
Pronto, é isso. Sempre precisa de alguma coisa. Lembrando, existem um milhão de instituições, você pode ajudar que você quiser, mas eu tô aqui.
Eu explico como funciona 100% por Amor, que é a ONG que funciona tudo isto. Nós começamos esta ONG porque nós vimos que muitas ONGs, muito pouca coisa ia para as causas, muito ia para pagar salários, para pagar logística, etc. Então aqui nossa empresa TGI paga 100% de todos os gastos de funcionários, de transporte, etc. Então 100% das doações que a gente faz, vocês vão ver entrar na conta próximo dia, próximo dia vão ver as faturas e o próximo dia vão ver fotos de nós entregando Todas as coisas que vocês doaram para aqui.
Bom, eu vou falar por mim, tá? Aí eu vi o colchão que eu doei. Meu colchão tá aqui, meu colchão tá aqui. Então aqui, meu colchão tá aqui. Ó, lembrando, o Projeto Três Continentes, ele começou num estúdio. A ideia era mostrar curiosidades e coisas engraçadas de vários lugares distintos, né? E a coisa foi crescendo. Nunca imaginaria que a gente pudesse estar aqui. E fico muito honrado, cara, de alguma maneira contribuir, cara, para galera.
Pô, tá aqui já é muito demais, conhecer a cultura local. Fico bem feliz. Hoje a gente vai ter o show do Três Continentes. Eu acabei vindo para cá, os meninos estão arrumando as coisas lá no show, a gente se dividiu. Toda verba do show tá sendo destinada às ONGs, né? Algumas em Benguela, outras aqui. E a gente vai deixar aqui QR code dessa instituição específica, é a que eu ajudo. Você pode ajudar outra instituição, você pode não ajudar, você pode ajudar instituição do seu bairro, você pode ajudar— ah, meu Deus do céu, em Belém do Pará tem alguém— cada um faz o seu jeito.
A intenção disso daqui é simplesmente, de alguma maneira, usar esse canhão que a gente tá tendo para divulgar uma causa nobre. Tá aqui embaixo, então, aqui eu acho que na descrição também deve ter o link. Fiquem à vontade para fazer o que vocês se sentirem confortáveis em fazer, tá bom? Ó, vamos, vamos correr, pois tem show!
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