CLIMÃO ENTRE ROMÁRIO E FERNANDA GENTIL FT. FELIPE VASSÃO | #ACHISMOSFM #15
ACHISMOS FM NO AR! No programa de hoje recebemos Felipe Vassão para um papo reto sobre os assuntos que pararam a internet: Romário vs Fernanda Gentil ao vivo, os bastidores da Copa de 2026 e as polêmicas com Rod Stewart. No debate musical, analisamos o avanço da Inteligência Artificial (que já abocanha de 15% a 50% dos lançamentos nas plataformas) e o as músicas de hoje em dia. Bora ouvir tudo!PARTICIPE DO PROGRAMA:Mande seu Superchat ou envie sua mensagem e áudio para o nosso WhatsApp oficial. O melhor (ou o pior) vai pro ar! WhatsApp: (11) 94443-1609SIGA O ACHISMOS FM:Não perca os cortes e os bastidores nas nossas redes sociais:https://www.instagram.com/achismosfm/ CANAL DE CORTES FM:https://www.youtube.com/@CortesAchismosFMAssine o canal e ative o sininho para não perder as lives: terças e quintas, das 09h às 11h.Bora acompanhar tudo! RONALD RIOS @ronaldrioshttps://www.instagram.com/ronaldrios/ARTHUR PETRY @arthurpetry77https://www.instagram.com/arthurpetry77/
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Já estamos ao vivo, maravilha! Tô sentindo aqui, gente. Ah, molecada, você está no pré-show do Axis FM, episódio 15. Caramba, chegamos a 15 episódios sem sermos defenestrados da grade, cara. Para mim isso já é um milagre. É um prazer estar com você aí do outro lado do Brasil. Eu tô sem trilha sonora, hein, gente. Gostei muito de ter uma trilha aqui para motivar minha vida. Diga lá de onde você está falando nesse Brasil brasileiro e vamos em frente, pois hoje tem um belo programa aí na sequência.
Tem muito barraco do mundo acontecendo e sinceramente eu sempre me importo mais com aspecto Barraqueiro. Ó, que trilha gostosa! Salva essa aí que é boa. Eu sempre me importo mais com aspecto barraqueiro do que com aspecto jornalístico das coisas. Muitas pessoas irritadas comigo porque aparentemente joguei uma fake news sobre os Beatles. Muita gente irritada comigo. Fucking nerds! Fucking nerds! Ah, olha só, vamos ver. Ó, já teve até superchat no pré-show.
Um brother mandou um dinheiro aqui, que é um Y, que dinheiro é esse, gente? É dinheiro bom, dinheiro ruim? É da onde? Vai, vai checar aqui, nossa tesoureira vai buscar aqui se esses 320 aqui é um dinheiro bom, dinheiro ruim. Eu acho que é iene, né? 320 ienes, tipo 50 centavos, não é isso? Eu não entendo como japonês tem um tão rico e aí o dinheiro deles na prática é sempre essas conversões malucas. É iene, né? Que merda é essa?
Quanto custa? Puta, não, 100 ienes japonês, brother. Ai, 10 reais? Não, iene japonês. Mande, mande iene. É, também é, também não vem tirar aqui nós não, né, cara. Fico muito puto quando vocês vêm com esses, pô, 320 eu já achei um número maneiro, mas eu sabia que era o iene, e o iene eu sou desconfiado, mas pô, ainda é 10 conto, então tamo junto. Molecada tá aqui na área, da onde vocês falam, amiguinhos brasileiros? Hoje a gente tem, e tem muita Copa do Mundo para discutir, mais tarde a gente tem nosso parceiro Felipe Vassão na área pra gente trocar ideia de música.
Esse mundão aí, gente, vocês gostam de música? O Loco Karatia tá aqui, membro assinante, tá na área. Meu mano Bruno Tanatos tá na área. Mas quem tá aqui durante o nosso pré-show? Faltam 4 minutos, faltam 2 minutos pra começar o programa de verdade. 2 minutinhos. 2 minutinhos. Guaratinguetá tá 16 graus. Ah, tá gostoso no Brasil inteiro, né? Moçambique está 23. Eu não sei se é bom.
Hoje é aquele climinha para o desempregado, é maravilhoso, né?
Oi?
Hoje é aquele climinha para o desempregado, é maravilhoso.
Eu acho que você não tá entrando direito aqui. Fala mais alto.
Ouve agora bem?
Agora tô ouvindo bem, pode falar.
Hoje é aquele climinha para o desempregado, né?
Ah, sim, sim, sim. Um dia gostoso para você que está Faz parte das estatísticas de desemprego do país. E o brother mandou mais 800 pila aqui em ienes japoneses, que eu vou imaginar que também é uma quantia agradável. O Alan Pinheiro aqui falando que o Felipe Vassão é mito. Ele é mesmo, Zé. Mandar pergunta para ele mais tarde aqui às 10. Ah, puta, continua mandando esses ienes aí, meu mano. Tira dinheiro dos japoneses aí, traz para nós.
Que que você faz no Japão aí, meu mano? Que você, que você tá tão, tão confortável assim? Nada contra, por favor, fica à vontade, mas tô curioso agora aí. Que laço! Que que você foi, tudo que você foi aprontar no Japão? Porto Alegre tá 6 graus, caralho, velho! Cuidado aí, vai congelar as azeitonas, meu mano. Tropa do Desemprego tá online, são 9 horas. Vamos começar esse show, vai! A hora que vocês tiverem aí no gatilho, a gente vai que vai, meu mano. Troca uma ideia com os irmãos Catucho, não conheço.
Vai!
Yo, notícias!
Ah, é isso que a gente precisa, né, gente? Ah, agora, agora! Muito bem, senhoras e senhores, tá entrando no ar mais uma edição do AX News FM, diretamente aqui da AX News TV. Aqui quem fala é seu chapa, seu brother, seu camaradinha, aquele louco que não pode, por isso mesmo não se dá ao luxo de errar. Senhoras e senhores, são 9 horas em Brasília e você está na companhia do seu chapa Reinaldo Rolas. Bom dia, Brasil! Bom dia, nossa equipe de produção aqui.
Daqui a pouco, Arthur Petri aqui na área, chegando. Ok, queridinhos. E às 10 horas a gente tem um convidado sensacional, um dos luxos aí que a gente vem buscando ter na nossa programação desde que a gente começou o programa, nosso parceiro Felipe Vassão vai estar aqui na área. Você pode participar do Axismos mandando mensagem para o Vassão daqui a pouco. Você que é um grande fã de música, ele que trabalhou com, com MC da, ele trabalhou com todo mundo essa altura do campeonato.
Ele é o titio que ensina de música de um jeito não professoral para você na internet. A gente tem muita notícia boa aqui e algumas não tão boas assim, porque Porque é isso, né, cara? Não sou eu que faço noticiário. Se eu fizesse o noticiário, todo dia ia ser: hoje os passarinhos estavam voando com a borboleta, olha que lindo, tem vídeo, Caricas. Mas não é isso, né, Caricas? A vida é louca e nela a gente tá de passagem, né? Exatamente.
É, meu mano Marcão Souza falou que tá 16 graus no Butantã e já mandou aquele superchat boladaço de 10 conto aqui para nós. Muito obrigado, Marcão Souza, sempre fortalecendo esse programa. Você pode mandar sua mensagem aqui na primeira hora para [FOREIGN LANGUAGE] Marvel Television's Wonder Man, an 8-episode series now streaming on Disney+. A superhero remake, not exactly what we'd expect from an Oscar-winning director. Action! Simon Williams auditioned for Wonder Man.
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I'll never work again if anyone found out. My lips are sealed. Marvel Television's Wonder Man, all 8 episodes now streaming only on Disney+. Desde quinta-feira passada, né? Que que você achou da estreia da seleção? Eu achei bem deprê esse papo de que, ah, meu Deus, Marrocos, eu odeio essa merda. Ah, mas Marrocos é Marrocos, é bom, Marrocos é bom. Não, Marrocos é Marrocos, Brasil é Brasil.
Se vocês estão, você sabe que o Romário falaria nessa tivesse aqui agora.
É que eu não entendo de futebol, eu não entendo de futebol, mas desculpa, gente, é, não tem essa neurose. Ah, mas você viu que até a Espanha empatou? Cagando para Espanha, tô cagando para Espanha que empatou. Cabo Verde, parabéns Cabo Verde, inclusive nessa belíssima Copa do Mundo, que eu tô vendo que tem um espírito decolonial na torcida. Você percebeu isso, carinha, que eu sou só eu?
Cara, eu tô curtindo, tá um clima diferente.
Um bagulho tá assim, ó, foda-se os europeus, foda-se os americanos, a gente torce para América Latina e para África só. Tá ligado?
Exato, tô vendo até alguns europeus que não tão torcendo pros próprios europeus, né? Cê pega ali, a galera tá torcendo. O sul-americano tem um carisma diferente, né? A gente é mais—
Cara, é, velho, tá um bagulho assim. Mas também tem um negócio no sul-americano que é o seguinte: a gente quer que qualquer país sul-americano ganhe a Copa, menos Argentina, tá ligado? E finalmente parece que isso é um negócio que contagiou todo mundo. Porque eu senti que o ódio pelo argentino ele foi desfazendo ao longo das décadas, por conta do amor ao Messi, tá ligado? Só que agora o Messi já não tá mais no palco principal.
Então esse é o momento, cara, da gente voltar a realmente se comportar com o argentino do mesmo jeito que a gente se comportou durante a vida inteira, cara, que é torcendo para eles se fuderem mais uma Copa do Mundo, certo? Demorou, meu mano, tamo junto, tamo na área. Vamos então aqui passando aqui os recados. Você quer falar com a gente no WhatsApp? 11 9444-31609. 11 9444, passei certo?
Tá certo.
3-16-09, manda aqui o seu WhatsApp para gente. Deixa eu dar só uma olhada como é que foi os jogos de ontem, só para você, para dar uma atualização breve aqui do que aconteceu no dia. E se eu vi, vocês viram os jogos da Copa ontem, Carica?
Sim, sim.
O que que você gostou? O que que você achou de bom de ontem?
Cara, eu tô achando loucura, tá? Para mim tá o mesmo clima do Mundial de Clubes da FIFA, assim, é muito interessante ver as loucuras que dá de tipo Espanha meter no empate com Cabo Verde.
Exatamente, é muito da hora. Eu assim, eu adoro essa seleção espanhola, eu gostaria muito que eles dessem bem, mas cara, achei muito foda o empate.
Mas ontem tava sem o Nico Williams, né, o ponto esquerdo que joga no Valladolid, se não me engano.
Pô, mas aí sem ele, sem o Lamini, eles dois são— não, Lamini entrou, Lamini entrou, entrou, Lamini entrou no segundo tempo, entrou para salvar e não salvou. E aí eu Pode falar.
Eu não vi na hora que ele entrou e nem vi como ele foi também.
Não, ele entrou e a partir do momento que ele entrou, ele tava entrado. Ele assim, ele tava jogando como ele joga, que é tipo toca em mim que eu meto uma de trevela dentro da área, tá ligado? E mano, não tava dando certo, velho. Aquele gol ali, os cara ia poder ficar chutando mais 2 horas que a bola não ia entrar. Como é que chama o goleiro mesmo? Vozinha, né? Parabéns aí por Vozinha.
Hoje contando com milhões já de seguidores no Instagram.
Milhões de seguidores no Instagram. E o, foi engraçado Sabe que ontem eu vi uma cobertura da puta americana, sabe? Eu quero não tirar os americanos porque eu quero que eles gostem da Copa do Mundo e gostem de futebol. Quero que todo mundo goste de futebol, é o esporte mais lindo que tem. Mas eu vi ontem algum site grande, tipo da CBS, que é dos canais grandes lá, tipo assim, Globo, tá ligado? Os cara botando que o Vozinha se chama Vozinha porque é um apelido de infância por causa da voz dele, que significa little voice, porque ele tem voz fina.
Mas todo mundo, se você viveu ontem e conheceu o Vozinha pela primeira vez, você sabe que é porque ele é conectado com a vó dele, toda essa porra. É foda, cara. Gringo descobrindo Copa do Mundo. Não, os cara tão emocionado que ganharam do Paraguai de 4 a 1.
Mas assim, é, o Pulisic realmente é o Michael Jordan do futebol, é, do soccer.
É, mas é isso, né?
Tu não tem medo não do Estados Unidos pegar o Brasil? Eu tenho Dado interessante aqui do Vozinha, antes que eu me esqueça, ele tem uma passagem curta pelo Atlético Mineiro de 2 jogos e 7 gols.
Jura que o Vozinha jogou no cara? Foi de desgraça brasileira para ídolo em 2 horas. Mas isso que é Copa do Mundo. Então adorei esse jogo da Espanha com Cabo Verde de empate. Puta, sabe o negócio que eu fiquei, que eu achei deprê? A gente não pode passar aqui nenhum, nenhum frame da Copa do Mundo, senão a FIFA vem e arromba nossos rabos. Judicialmente, mas eu fiquei puto com gol de empate do Bélgico, da Bélgica. Primeiro lugar que eu tava torcendo para o Egito, você também, né, meu mano?
É, você quer que o time mais fraco ganhe, é gostoso. E putz, os cara tava ganhando. Mas assim, dito isso, eu gosto muito do Lukaku, acho que ele é foda. Quando ele entrou, ele fez o gol, eu achei foda. Eu falei, cara, Lukaku é foda mesmo, ele não devia estar de reserva nesse time da Bélgica. Só que aí no VAR, assim que a gente viu o VAR, a gente viu que ele não fez o gol, foi um gol contra. Mas esse é o problema do VAR. O VAR, eu não sou desses cara, ah, o VAR é uma merda, que atrasa.
Não, não, não, o VAR conserta a maior parte dos erros que o homem cometia antes. Mas o VAR ontem acabou tirando o gol do Lukaku, né? Se fosse nos anos 90, era gol do Lukaku, entrou e resolveu. Agora que Porra, cara, aí ficou claro que foi um gol contra do reserva. Isso me deixou muito triste, mas a vida é isso, né, meu povo? O lance é o que tá rolando. O Tangier fala aqui, ele diz que o Hendrick ainda tem aquela aura. Que aura que ele tem?
A aura é uma coisa boa, né? A molecada fala, é, a aura é boa. A aura é o quê? É a malemolência do moderno?
O quê dele? Como se ele tivesse exalando a força.
Como você é nerd, hein, cara. Eu pergunto o que é aura, você fala como se fosse o ki. Que merda é ki?
Você não foi dos animes, não, Ronald?
Um Dragon Ball? Não, eu tava transando, cara, enquanto você tava vendo animes, eu tava transando. Desculpa, desculpa, ué, é verdade. É verdade, você tá lá no Kamehameha, eu tava lá: "Vamos lá, morena." Tá ligado? Ó, além de mandar mensagem pra gente no WhatsApp, Zap, você pode mandar também, você pode virar membro do Axistas VIP. Que que é o Axistas VIP, cara? É o nosso clube de membros. A gente tem dois pacotes aqui, que é o Palpiteiros de R$7,99.
Não, não, já pula esse, assina o Axistas VIP, porque aí você tem acesso ao pós-show. Para você que reclama, o programa é muito curto, é muito curto, a gente sempre faz mais meia hora de programa aqui na terça-feira dentro do Axistas VIP. Vire um Axista VIP. Eu tô vendo que tem algumas pessoas aqui que são parte do nosso clube de membro, tipo o Danjote, tipo o Loco Karate, o Alan 12 Pinheiros. A gente aprecia bastante. Vocês estão chegando junto na assinatura.
E você que não consegue chegar junto do Axistas VIP, chegue no Palpiteiros. O importante é você apoiar o nosso canal aqui de alguma forma e não esquecendo evidentemente do like, né, meu povo brasileiro. O like é o jeito que a gente hackeia aqui dentro esse algoritmo. E a turma que é da galera do VOD e quer ver convidados, etc., aproveita sempre os comentários pra deixar ali quem que vocês querem assistir de entrevistado. Que às vezes o pessoal fala isso no chat.
Gente, no chat eu não vou decorar nome de ninguém. Aproveita os comentários como sessão pra falar: "Eu quero que vocês recebam fulano." E pode fazer as piadinhas que vocês gostam de fazer. "Eu gosto que vocês recebam o Toma Ele No Rabo, o Cachorro Que Nada." O cachorro que nada ou arromba você. Como é que é a piada? Não lembro da piada. Como é que era a piada? Nada ou a bunda. O cachorro na bunda, ele nada ou ele afunda. Ele afunda na sua— eu não lembro qual era a piada, mas fique à vontade para participar com o trocadilho que você quiser envolvendo bestialidade.
Dito isso, superchats são sempre queridos aqui na programação, igual o nosso mano Vini Gomes mandou aqui. Vai jogando superchat na tela quando tiver, Emílio. O Vini mandou aqui $0,99, que vale mais ou menos R$99, então tá tudo bem na conversão. Meu mano, olha só, meu mano Marcos Souza migrou de assinatura! Pô, salva de palmas aí se a gente tiver efeito sonoro, hein?
Ó, o nosso efeito sonoro.
Puta, orgânico, cara! Cara, isso aqui é, pô, estamos melhor que Silvio Santos nessa porra, vai tomar no cu. Primeiro lugar, primeiro lugar que o Apriano todo tá vivo, tá ligado? 1x0 para FM. Já estamos 1x0. Segundo lugar que a nossa palma é orgânica, não precisa levantar a placa catia, tá ligado, para as velha bater palma.
O nosso palco não tem liminha, tem felicidade.
Ô, caralho, Carica, você é poeta, Carica?
Poeteiro.
Ah, você é, você é, você é, eu sei. Caricas é nosso, o Caricas, a gente tá tentando fazer um perfil dele aqui. Eu não sei ainda se ele é um homem moderno desconstruído para o futuro, e assim, um prazer para as ouvintes, ou se ele é o próximo red pill que vai sair no jornal semana que vem.
Pelo amor de Deus.
Você já tem mensagem no WhatsApp já da galera?
Temos, temos algumas.
Roda aí então, vamos ver o que o povo brasileiro tem para dizer e a gente já segue com o noticiário. Vai!
Engraçado, né, como aí acha que todo mundo, todo jogador parece o Cafu, né?
Forte abraço aí, bom programa. Pô, cara, eu sei que as mensagens são curtas, mas elas não precisam ser enigmas, tá ligado? É tipo, eu sei que todo jogador na IA parece o Cafu. Não, não sabia que... Algum de vocês entendeu o que esse homem quis dizer?
Eu entendi, eu entendi.
Você entendeu? Entendi. Ok, lá bora.
Ó, o Cafu, Denilson, Rivaldo, todos são jogadores que na minha, quando eu era criança, na minha imagética era a mesma pessoa. Se me mostrasse o Cafu e o Denilson, pra mim era a mesma pessoa. Quando eu vi o Denilson na TV, eu achava que era o Cafu. Então também entendo a IA que é...
E aí sua mãe levou você num oftalmologista.
Eu entendo a IA também se confundir com isso, se eu quando criança também se confundia.
Pô, então essa porra nunca vai tomar nossos empregos, se eles se confundem o Cafu com o Denilson, eu acho que a gente tá tudo seguro, pode ficar tudo em paz, tá ligado? Ah, o pessoal tá falando da thumb, a thumb... quem é que tá na thumb? É o Romário, né?
É o Romário.
É o Romário. Ok, o cara tá achando que é o Cafu que tá na... Que tá na cama. Então vamos para a primeira notícia inteira então, que é a do— vamos para a notícia do Romário então, minha gente. Vamos nessa, vamos de baixinho, baixinho, que né, cara, é muito foda quando a vida te pega na ironia. O Romário alfinetou a Fernanda Gentil, cara. Grande Fernanda Gentil, ex-Sport TV, e hoje em dia é Cazé, né?
Isso.
O Romário tá de Cazé também, mas o Romário não é senador?
Senador e Não é TV, é freelancer, né?
Ah, pô, que coisa boa, hein, cara! Eu não sabia que podia ser assim. Eu vou tentar me candidatar. Cara, eu acho que com o nível de popularidade que eu tenho, no mínimo eu consigo pegar um vereador aí. Vereador, procura aí quanto é que ganha um vereador em São Paulo, tá ligado?
Qual a cidade?
São Paulo, a cidade que a gente tá.
Ah, tem que ser uma cidade mais interior, né?
Tem que ser uma cidade meio nada a ver, né, cara? Bota uma cidade... Ah, mas sabe uma cidade onde eu tenho bastante fã? Belo Horizonte. Eu vou me candidatar. Bota lá: vereador em Belo Horizonte. Não, Belo Horizonte é o único lugar onde eu faço show em teatro mesmo. Lá eu sei que eu consigo me eleger como vereador. Lá eu vou mudar minha vida, cara. Romário Alfinata Fernanda Gentil ao vivo: não entende muito de futebol. Caramba, meteu essa, cara.
O empate por 1x1 entre Brasil e Marrocos na estreia da Copa do Mundo gerou um clima de desconforto. Vamos já separar esse vídeo aí. Ao vivo na Kazé TV. Vamos ver essa análise pós-jogo aí e essa interação do Baixinho com a Fernanda Gentil. Vamos ver se realmente foi isso tudo, se foi essa escrotidão, se não foi. Pode rodar o VT, tira a trilha. Quando for rodar o VT, já se prepara o som e solta.
Empate seria derrota. Sai com esse gosto de derrota mesmo agora, depois de 1x1 oficialmente.
Gosto de derrota. Fernanda, é o seguinte, Empatar no primeiro jogo de uma Copa do Mundo contra uma seleção de Marrocos, quem não conhece muito futebol vai ter esse pensamento que você tem. E nós somos brasileiros. Marrocos com certeza apresentou, na minha opinião, um futebol melhor, mais técnico, mais bem posicionado. É claro que A gente tem melhores jogadores do que o Marrocos, mas infelizmente a Copa do Mundo, principalmente na estreia, ela interrompe.
De passagem, Bélgica com algum jogador lá ao vivo. Vai lá, vamos lá. Caralho, que é tipo assim, olha só, é quem não entende de futebol igual você vai achar que 1x1 foi uma derrota. Foi.
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Como um bom vizinho, State Farm está aí. Corrija se eu tiver errado, produção.
Exatamente, exatamente.
É isso, foi um que nem... Quem não entende de futebol vai olhar esse resultado patético e vai falar que foi patético, mas quem entende sabe que, pô, Marrocos tá vindo com tudo, Marrocos é potência. Fala dois jogadores de Marrocos. Eu sei que um vocês conseguem falar, que é o Jack lá do Paris Saint-Germain, mas fala um segundo jogador, você não consegue. É, não, ele foi escroto com ela, não tem dúvida que ele foi escroto com ela.
Ele meteu um tipo, para quem não conhece de futebol, e isso vou dizer uma coisa, isso é uma tendência que tá rolando nos boleiros que estão indo para transmissões exclusivas com jornalistas, antagonismo com os jornalistas. Eu percebo isso assistindo o último programa do dia do Sport TV, que tem o Felipe Melo com o André Rizek. Você já reparou? Felipe Melo sempre, cara, às vezes o André Rizek vai dar um elogio pro Felipe Melo e o Felipe Melo: "Ah, não, não é isso não, foda-se!" Juro, o Felipe Melo tá sempre puto, cara.
Outro dia o Rizek perguntou alguma coisa pra ele e ele começou a falar: "Não, isso aí é minha opinião, é minha opinião." Eu, Rezek, tá tudo bem, calma, calma, tá ligado? Tá muito engraçado ver essa dinâmica, porque são os caras que querem, tipo, ó, eu tô na mídia, mas eu não sou da mídia, hein? Eu sou boleirada ainda, eu vou defender o Brasil com os piores resultados possíveis, tá ligado? Então essa repercussão, essa declaração do Baixinho deu muito problema na imprensa. E aí ontem ele meteu camisa branca, vai pedir desculpa ou não?
Não, não.
Não, mas vai lá.
A desculpa dele é horrível, inclusive.
A desculpa é ruim, inclusive?
Nossa Senhora.
Não é boa? Pode rodar, roda do começo. Dois que mais conhece futebol do nosso país. A Fernanda é uma das 5 pessoas, bota 10 pessoas que mais conhece futebol do nosso país, na minha opinião. Adoi, Bebeto, eu quero aproveitar essa oportunidade aqui rapidinho, que houve um ruído na imprensa em relação ontem à fala da Fernanda Gentil. Caralho, ninguém consegue eu teria sido um pouco rude, um pouco grosso. Primeiramente quero dizer o seguinte: a Fernanda é uma das 5 pessoas, bota 10 pessoas que mais conhece futebol do nosso país, na minha opinião.
É verdade, concordo.
Foi de 5 para 10 em 1 segundo. Tenho um respeito muito grande por ela e ela é uma das poucas pessoas que quando fala o que vê fala a verdade. Embora não entenda nada. A gente começou falando, depois foi cortado, depois a gente voltou.
Mentira!
Pode parar? Mentira! Esse papo de que tipo houve um desentendimento porque rolou, porque cortou, o corte foi depois dela... Porque o corte que ela faz... E assim, na internet os caras assim loucos, os head piram, né velho? Os head piram nessa hora. Porque todo mundo falando: "Ai, não aguentou tomar uma do baixinho e cortou ele." Ela cortou porque tinha o Vinícius Júnior pronto pra dar entrevista depois do jogo. E sempre o jogador que tá jogando bola, ele é prioridade.
Mas os reds vê só esse corte: "Nossa, ela não aguentou ouvir a verdade, ela não aguentou, o baixinho comeu a cabeça dela, jantou cedo o baixinho, pá." Ela cortou porque tinha o Vinícius Júnior. Então é mentira esse negócio que o Romário tá falando aí de que o problema foi, em primeiro lugar, Botar isso na culpa, na conta dos outros. Ah, tá rolando um ruído aí na imprensa, a imprensa tá falando. Não, não, Caricas, eu só falei, eu só falei que você não entende porra nenhuma de futebol.
Se as pessoas acharem que eu tô criticando você, é ruído. E cadê a responsabilidade da pessoa? E se o Romário ele é tão pica assim, do jeito que ele é pica de cachorro, por que que ele não falou: ó, quer saber, boleiro entende mais do que jornalista. Mano, se ele mete essa, Eu ia falar, ok, você foi escroto e sustentou. Agora, ah, ela é uma das 5 pessoas que mais entende. Deixa eu fazer minha imitação do Romário, pera aí. Ela é uma das 5 pessoas que mais entende de futebol, pera aí, não, esculachei ela tua assim, nas 5.
Aí ela é uma das que mais entende de futebol. E pô, o ruído da imprensa e a galera ficar tentando mudar minhas palavras só porque eu falei umas palavras negativas sobre ela, querem transformar numa declaração negativa. Eu adoro ela, pessoa maravilhosa, ela só de porra nenhuma, ele foi de bola. Foi isso que você fez, João Mário. Desculpa, desculpa. É, banca, velho. Eu prefiro os cara que banca. Eu prefiro os cara que é fã, quer saber, velho, boleiro sabe o que é tá dentro de campo.
Mete essa, mas não fala, mas não seja passivo-agressivo na frente da pessoa. E aí, para poder, para corrigir a imagem, porque viu que pegou mal para caralho. Mas esse é o Romário também, né, cara? Romário tinha votado lá no 7 contra 0. Imagina só, tá todo mundo lutando para ter aí o 5 por 2, o 4 por 3. Romário falou: vai um 7 por 0. Deu opinião contrária em 3 dias ele mandou um ofício falando: "Não tem nada aí pô, trabalhador tem que ficar feliz." Fernando Gentil você não entende de futebol!
Aí vem a galera reclamando e ele fala: Não é uma das 5 ou das 10 que mais entendem de futebol? Ah Romário pelo amor de Deus sustenta alguma coisa que cê fala! E o que eu falei no começo sobre a ironia da vida né? Ele adorava dizer que Pelé calado é um poeta... E o Romário tá morfando em um Pelé em frente aos nossos olhos. Eu venho dizendo: E só há meses que o Romário tá ficando muito mala, cara. Romário tá ficando mala, Romário tá ficando mentiroso.
Aquela história lá da partida que ele já tinha comprado o voo pra poder curtir o Carnaval, e se ele fizesse 3 gols no primeiro tempo, 2 gols no primeiro tempo, ele já tava combinado. Isso é mentira, e ele sustenta esse caô, tá ligado? Romário, é... Vira um homenzinho, tá ligado? E vai fazer o seu trabalho de senador. Ou se você for comentarista, sustenta as merda que você fala, que senão depois vai ser zoado na internet. Ah, tá tendo um ruído, velho, não tem ruído se você se comunicar bem. Desculpa, meu mano.
Sobre esse corte ainda, na Romário TV, né, do lado dele nada mais nada menos que Bebeto, também funcionário público, né?
O Bebeto também é político? Pô, quem não? Tá vendo só, cara? Pô, vota em nós, velho. Eu também preciso de um pouco desse dinheiro do povo.
2.900 você precisa, Ronald, para ser vereador em Belo Horizonte?
Pô, cara, eu consigo 2.900 votos lá.
Dá para chegar.
Ô, velho, aí, cara, maravilha! Ronald Rios vereador em BH. Pô, essa ideia, daqui a 2 anos eu vou estar, eu vou me deixar distante aqui do programa durante um tempo, que eu vou estar no meio da minha campanha para vereador em Belo Horizonte. Enfim, Romário deu mole, né? Que que o povo tá dizendo do Romário? Tem um WhatsApp aí na área do Brasileirinho? O que que tem aí? Que que o brasileiro tá achando dessa? Mas Romário, ele jogou feura nas ideias e peidou.
Esse que é o problema. Eu não ligo de você ter a sua opinião idiota, mas banca ela até o final, tá ligado? Ou banca ou pede desculpas. É isso, esse que é o lance. Também não quero que o cara seja estúpido até o fim do dia, tá ligado? Mas fala, ó, falei merda. Nossa, que lindo ia ser se ele falasse isso também. Ó, pô, falei merda, fui deselegante. Tá ligado? Fala até que se embananou com as palavras, mas não põe a culpa no ruído, que o microfone da Gazeta TV tava funcionando muito bem, cara.
Então não tem porra de ruído nenhum, meu brother. Ah, tem superchat aqui, hein? 5 dólares diretamente do Luan. Obrigado, meu parceiro Luan. Bom dia, Ronald Petri. Daqui a pouco Arthur Petri aqui na área. Clima de velório absurdo aqui nos Estados Unidos durante a Copa. Não faz sentido um país que não vive futebol ser sede dessa competição. Ah, eu não sei se é bem verdade isso, meu mano Luan, que mandou aqui esse belíssimo superchat.
Eu acho que é o seguinte, é, todas as nações estão aí para receber futebol. Dito isso, eu acho que é mais legal quando é uma nação que respira futebol. Mas os Estados Unidos tá nesse momento de tentar aprender a respirar futebol, é, com a chegada do Messi, todos esses talentos aí desde lá do background no LA Galaxy, o Henry Eles estão tentando. A Apple comprou aí o direito da transmissão da Copa Mickey. Então assim, há um esforço para os Estados Unidos gostarem de futebol.
Mas dito isso, assim, o que os cara tão falando lá fora é Knicks in 5, Knicks in 5, Knicks in 5. Pra quem não sabe, o Knicks ganhou finalmente aí o campeonato e isso domina muito mais o noticiário lá do que o futebol, tá ligado? Então é meio que isso. Mas quem gosta de futebol, eu acho que é o mundo inteiro. Acho que não dá pra Acho que eu não tiraria esse barato dos americanos por si só, tá ligado? Acho que tá tudo bem, tá tudo joia.
Será que implementar regras novas para o futebol americano, com CACAF, para os americanos?
Não deixa esses cara mexer nas regras, esses cara mexe na regra, inventa.
Como criança assim, meu café com leite, faz um jogo sem goleiro hoje e deixa só os 10 em campo.
Cara, eu não sei, velho. Vocês lembram quando eles tentaram reinventar o pênalti? Não, procura aí, você lembra, né, procura aí como é que é o O pênalti nos Estados Unidos, no Campeonato Americano dos anos 90, daqui a pouco roda isso, os cara não tava satisfeito com o pênalti do jeito que ele era, tipo, bateu pro gol é gol. E aí eles inventaram um pênalti que era mais do jeito americano de se fazer, tá ligado? Então eu não sei se eu quero esses cara se metendo nas regras do futebol.
Dito isso, nada contra eles terem a alegria deles de sediar uma Copa. Pro povo, pro povo, né, cara? O Dani Joel, nosso membro assinante, falou assim: que jogo de Cabo Verde, tá maluco! Não, foi sensacional, velho, foi sensacional, foi sensacional. Cabo Verde, pô, foi heroico demais. Olha, olha o pênalti, olha só isso. No ano dos anos 90, eles inventaram esse pênalti aí, velho, que era uma partida do meio-campo ali, quase, mais ou menos, e o goleiro tinha direito de sair até um pouquinho depois da área.
Isso é o pênalti nos Estados Unidos dos anos 90. E você acha, Carica, que esse país, tá ligado, pode sugerir mudanças da regra?
Eu acho que podia ser regra deles. É, esse já é um pênalti praticado na Kings League hoje em dia, né?
Ah, é, né? Então tá vendo só, cara? Nada que tem na Kings League é bom, nem reverso, tá ligado? Nem tinha Kings League antigamente, eles já era uma ideia ruim. Pelo amor de Deus, por favor, não deixa os Estados Unidos. É esse que é o problema. Meu problema é os Estados Unidos gostar tanto de futebol que eles começam a mudar as regras. Tipo, por exemplo, as paradas de, né, de refresco. Tipo, pode estar fazendo 12 graus que os cara: não, não, a gente tem que pausar.
Porque na televisão gringa, a pausa de refresco que a gente fica aqui, né, na gringa os caras eles estão assistindo comercial. É hora que os americanos corta, porque isso é super comum nos esportes americanos, NBA, NFL, a porra toda, os cara corta, tá ligado? Aqui, aqui não. Aqui no Brasil a gente fica assistindo o mano de Batman. Aqui no Brasil a gente fica assistindo os jogadores tomando água e cuspindo água, que é o que o fã de futebol quer assistir.
É isso, a gente cuspindo água na hora da parada para refresco. Não é moleza, não é palhaçada. Chegou um superchat aqui do Gabriel Santos, mandou $5 canadenses. Eu sei que isso é dinheiro bom. Ronald, seu cachorro— ó, vamos lá, vamos lá, esse cara mandou aqui uma boa. Ronald, seu cachorro se chama— joga na tela aí o superchat dele. Ronald, seu cachorro se chama Nabu, sua casa alaga, você leva Nabu ou deixa Nabu? Resposta: ah, já tem a resposta, ele nem deu tempo de eu me constranger.
Resposta: Nabu Nada. Ele falou plataforma censurou o nome do cachorro. Ah, então desculpa, cara, mas seria o quê? Ah, na bunda. Ah, entendi. Meu cachorro se chama Na Bunda. Ok, minha casa alaga, eu levo na bunda ou deixo na bunda? É, pelo amor de Deus, eu jamais vou deixar meu cachorro para trás. Eu levo na bunda demais, cara. Eu levo na bunda o quanto eu conseguir, tá ligado?
Deixar na bunda não é uma opção.
Não, não posso deixar na bunda, pelo amor de Deus, cara. Deixar na bunda para trás? Não, eu vou levar na bunda, cara, o quanto der. Eu vou levar na bunda a noite inteira, cara. O quanto eu conseguir sustentar levando na bunda, cara. Se eu precisar para manter a integridade do meu cachorro, eu vou levar na bunda para sempre, cara, ao meu lado. Não, por favor, essa foi muito fácil. Quem tem que ter melhor que me surpreender, gente?
Não vem com essa. Ai, ai, ai, ai, ai, ai, gente, mas obrigado o Dani, o nosso membro assinante aqui. Não deixe de virar parte do nosso clube de membros, vire um Axistas VIP para você poder assistir o pós-show aqui, meia horinha que a gente fica no ar depois, toda terça-feira, meia horinha que a gente fica no ar aqui com vocês.
Meu irmão mesmo, na última terça desembolsou aí 2 ingressos para todo mundo Em pânico, né?
Ah, é verdade! Semana passada teve distribuição para os nossos membros assinantes. Quem foi que ganhou ingresso mesmo?
O Cauêzão.
Cauêzão, e ele foi ver o filme?
Cara, ainda não sei se ele foi, mas recebeu os ingressos lá. Inclusive, demorou para descer, o motoboy ficou puto com ele. Eu fiquei puto com ele aí, Cauê. Próxima vez vamos ficar ligeiro, hein, cara? Pelo amor de Deus.
É, deu uma dica perrona. Queria que o cara subisse. Sobe aí com os meus ingressos que eu tô trabalhando na minha live. Sobe aí com os meus ingressos, tá ligado? Mas parabéns aí, Cauê. E sempre vai ter uns gracejos do tipo, né? Sempre vai ter umas brincadeirinhas aí. E logo mais tem mais conteúdo também pra galera que é do Assistas VIP aí, dos outros produtos aqui da grade. Hoje a gente tem Três Continentes daqui a pouco, quando der meio-dia.
Por ora você fica aqui com seu parceiro Ronald Rios. A gente tem WhatsApp do povo brasileiro? Vai mandando aí seu superchat, seu WhatsApp, faça parte dessa alegria. Vamos nessa, povo brasileiro! 11-9444. Aumenta, tem que aumentar, volta e aumenta, volta e aumenta. Mas pera aí, vocês aumentaram a trilha e o áudio ao mesmo tempo. Aumenta só um dos dois, só o humano.
Bom dia, Ronald, eu moro aqui nos Estados Unidos e eu concordo com o amigo que também mora aqui, tá um clima meio esquisito mesmo, tá um clima meio estranho.
E não tá, né?
A primeira impressão que eu tive quando eu vi o Romário, falei: caralho, esse cara não é senador?
Eu também.
Ou ele tá no podcast dele ou ele tá sendo comentarista de esporte. Caralho, que porra de senador é esse, gente?
Gente, desde o meu— quem é que você ouvinte aí mesmo? Meu querido, desculpa destruir a sua bolha de imaginação, mas a maior parte dos senadores, cara, trabalha essa quantidade de horário mesmo. É tipo de segunda até quinta de manhã. A vida dos caras é muito mansa, tá ligado? Por que que vocês acham que eu quero entrar na política mesmo sem ter qualquer experiência, tá ligado, de articulação? Eu, eu, eu, eu, cara, eu esse ano eu tentei renovar meu título.
Eu não voto desde 2008 e eu ainda quero virar um político, tá ligado? Porque é muito fácil, uma vida muito boa, vida muito agradável.
E outra, você pode pagar para os seus amigos andarem com você, né, os assessores.
Ah, é, né, cara, puta, esse negócio de você ter ali, puta, 13 assessores é bom demais. Você é tipo um Jesus, tá ligado? Você fica com os apóstolos do seu minhas inreset, tá ligado? Eu ia ter meus parceiros ali comigo, a gente ficava, pô, no gabinete, tá ligado? Pô, só fumando uma da braba. E aí a gente passa de vez em quando uma ler outra, ou não, a gente vai nos podcast, vai nos programas aí de esporte, xinga o jornalista, depois fala que teve ruído.
É isso aí, cara, essa é a vida do nosso digníssimo, do nosso digníssimo, nosso digníssimo zelador Romário. Vamos que vamos, gente, próxima notícia aqui a gente tem aqui? Qual que é boa hoje, Cadica? Puxa uma legal aí.
A próxima notícia é legal também, aqui no final não é muito legal, né? É o hábito australiano.
Ah, é verdade, teve o malucão lá do, o malucão lá do, lá do VAR, cara. Hábito australiano é acusado de fazer gesto supremacista na Copa do Mundo. O hábito australiano Sean Evans, já mostra a imagem aí, foi acusado de fazer um gesto associado a supremacistas O sinal de OK invertido, ó. É, assim, vai, deixa eu acabar de ler aqui. No último domingo, 14, antes da partida entre Alemanha e Curaçao. Da parte da Alemanha ainda, tá ligado?
É tipo, ó, meu Deus, é tipo, ó, um salve, um salve para galera nostálgica, tá ligado? Válida pela primeira rodada do grupo blá blá blá. Vamos lá, o flagrante gerou forte repercussão, indignação imediata nas redes sociais. A FIFA informou que já está ciente das imagens e abriu uma investigação preliminar para apurar a conduta do juiz. Vamos lá, vamos, vamos desempacotar esse caso. É, pode ser um cara que ele tá muito feliz de que ele sabe que ele vai aparecer pouco na televisão e que aí ele pode mandar um salve para família dele, para os amigos dele, dizendo: hey, tá tudo ok.
Ou pode ser só um ser humano do século 21 que sabe que essa porra é um salve entre nazistas. E é assim, é muito bom porque tipo é um salve que parece que é um ok só, tá ligado? E aí qualquer pessoa que falar: ah, você tá dando um salve para os nazistas? Não, eu tava dando um ok. Vocês que exageram tudo. Não, brother, desculpa, cara. É aquela coisa, esse cara trabalha no VAR, não é isso?
Isso, isso.
Trabalha no VAR, trabalha com computador, tem que estar bem informado e saber, tá ligado, o mínimo de como comunica hoje em dia. Não dá, velho. O cara mete uma dessa, é muito— é assim, vamos partir do princípio que foi um ok. É ok para quê? É tipo, mãe, eu tô bem, tá ligado? É tipo, meu povo. E qual que é a questão? Eu não sei direito qual que é a parada da Austrália. A Austrália, eles são maneiro, eles são pau no cu. Tipo assim, tem pau no cu em todo canto, né, cara?
Se a gente for em Santo André, a gente consegue achar célula neonazista, tá ligado? Eu não entendo como é que a gente teve uma célula neonazista alemã no meio da Augusta 2 anos atrás e eu sabia disso e a polícia não sabia, tá ligado? Foi muito doido, teve os motoqueiros tudo, os cara vieram de barco, pararam lá na Augusta, ficaram semanas no hostel. Eu sabia disso e a polícia não, e eu nem sou dos nazistas, tá ligado? Falei, pô, a polícia não vai fazer nada sobre isso?
Ah, aparentemente no Brasil, foda-se, tá ligado? Ah, esse cara meteu o louco, né, gente? Chat, vocês acham que a gente dá o benefício da dúvida aqui ou vocês estão mais de que tipo o cara realmente foi o famoso assobio, né? O Tamer mandou aqui 20 pila no Super Chat, valeu, meu guerreiro! É assim que você mantém as contas da casa funcionando. "Fala, primo." Fala, primo. "Fiz uma das melhores amizades de uma única noite na fila de um show seu em Belo Horizonte." Obrigado, cara, maravilha.
É um bom ponto de encontro, tá ligado? "Conheci um mano, bebemos cerveja, rimos muito, e isso por uma noite." Parece que você tá descrevendo um encontro. Isso não parece uma cena deletada de Broken Mountain, tá ligado? Ei, ei, ei, mas é isso aí, cara. Viva. É, a gente tá em 2026, pelo amor de Deus, né, gente? É, que mais tem aqui? Bebemos cerveja, blá blá blá blá blá. Dito isso, sua candidatura aqui será super bem-vinda. Um beijo, um beijo, Tami.
Maravilha, que bom que você fez amizades aí na porta do show. Quinta-feira passada eu fiz show com o Petri ali no acústico, foi bem legal, cara, foi bem divertido. Eu gostei muito de ter feito esse show, fui eu e Petri. A gente não teve abertura, não teve nada, foi, cara, foi 30 a 30 puro assim. Eu fiz trintão, Petri trintão, gostei bastante do show. Muito obrigado você que teve junto. Sabe quem tava na plateia? O Vitão, cara.
Vitão e Luiza Sonza.
Esse é meu casal e tal. E o Petri tava zoando o tempo inteiro, tipo, o cara parece o Vitão, o cara parece Vitão. E aí uma hora, porque eu tenho uma das piadas que fala sobre Rick Bonadio, e aí ele começou a dar uns detalhes muito específicos sobre Rick Bonadio. Eu falei, oh, Aí eu olhei assim e falei, caralho, é o Vitão mesmo! Aí alguém começou, ah, é mesmo? Eu falei, ah, ok, maravilha. Não sei como ele foi parar lá, mas comprando ingresso, pelo menos.
É, espero que não tenha pedido ingresso. Vitão, se você pediu ingresso na porta de entrada do meu show, velho, é, por favor, superchat, tá ligado? Compensa de alguma forma. Mas é ou não, ele comprou ingresso.
Um dos grandes fãs do Ronald Hills, o Vitão. Ou seria do Petri, né? Seria mais engraçado se fosse do Petri ainda.
É, eu fiquei na dúvida de quem que ele era fã, se ele era meu, se era do PT. Eu acho que ele é dos dois também, vai saber, tá ligado? Mas é isso.
Vitão, ele é fã do Axis FM, tá aqui acompanhando agora. Vitão, por favor, deixe seu superchat.
É, Vitão, é especialmente você não pagou ingresso. Você pagou, eu acho que você pagou, acho que você pagou, você foi maneiro. Senhor Paulo falou aqui, mandou 5 pila pra gente, falou: Ronald, você terá meu voto se for em São Paulo. Pô, posso ficar em São Paulo ganhar? É igual, não confio tanto em São Paulo pra me eleger.
O Tacísio foi meio assim, né, cara?
Um cara que não é de São Paulo, não conhece os bairros, e mesmo Sim, se deu bem, mas terá que fazer comédia e não política. Ah, entendi. Ah, tipo uma coisa meio tipo ele quer que eu mande tipo um Tiririca durante a parada, porque o Tiririca ele faz política, né, cara? Eu queria que o Tiririca fosse vestido de Tiririca para os negócios, sabe?
O Sargento, Pastor Sargento, né, cara?
É, eu acho que a gente zoou muito aquele pastor e eu acho que eu quero mais caras fantasiados de um jeito absurdo. Só que o Tiririca, ele sempre tem que fingir que ele é sério. Então ele nunca vai vestido de palhaço. Mas seria agradável. Acho que assim, ele já faz muita merda, então pelo menos de vez em quando conta uma piada. Petri, descansa em paz. Petri daqui a pouco vai estar aqui no programa, gente. Não fiquem preocupados.
Em breve, Arthur Petri. E às 10 horas, a gente tem nosso super convidado, craque da música, super gênio, Felipe Vassão, nessa programação. E já tem mais superchat. Hoje o povo tá maneiro. Não deu o final do mês, né, Carecas?
O cartão ainda tá com limite, né?
Pingou, pingou. O cartão da Taco Libre está maneiro, chega junto, ajude manter as contas. Você quer que o Axismos dure mais de um dia na semana, cara? Porque eu sinceramente ajuda, é foda, cara, que a gente montando a pauta, eu e Caricas, fica uma loucura porque tipo é pouco dia na semana para o tanto de notícia que tem, né, Caricas?
Isso, isso.
Então a gente precisa de um terceiro dia, né?
Ou melhor, né, a gente pode começar, já viu aquele filme O Abutre? Então a gente pode começar a arquitetar com uma galera do iTunes FM também, com algum dos nossos ouvintes, colocar eles na rua e fazer um esquema meio nos dê pauta.
Não, não, não, mas a gente precisa de mais dias livre. Não, pauta a gente tem bastante, pauta tem sobrando. Tem dia que a gente não consegue cobrir tudo que a gente vai cobrir.
É, exato.
O meu ponto é que tem, é que tem pauta demais e dia de menos. Então a gente precisa ter mais dias aqui, com certeza. E para isso acontecer tem que ter mais Super Chat, tem que ter mais membros chegando junto aqui do clube de membros para poder fazer valer a pena todos os milhões que o Maurício Meirelles investiu nessa operação. Vamos de Super Chat. O senhor Paulo tá aqui na área. Na sequência a gente já toca mais um WhatsAppers.
O senhor Paulo falou: Ronald, você terá meu voto. Ah, você que eu já toco. Tem mais um Super Chat para subir na tela aí, gente. Posso ler? Ah, ah, na tela é mais fácil de É leitura do tablet horrível, cara. Amanhã é meu aniversário, diz o Caio Mota. Parabéns, Caio Mota! Obrigado pelo superchat. Salve, papai! Para o Caio Mota, maravilha! Olha só quem tá chegando aí na área. Aguardo você em Recife para assistir seu show novamente.
Pô, muito obrigado, cara! É, eu nunca fui fazer show em Recife, então não sei exatamente quando você me viu aí, mas Mas da hora, cara, tamo junto. Ah, mentira, ó, o cara na sequência falou, ó, esse é o problema de começar a responder e ser zoeiro antes do brother se explicar. Vi em São Paulo lá no Bixiga. Ah, você viu no Bixiga aqui em São Paulo. Fumamos um hash massa juntos. A gente fumar um hash é gíria para tomamos um chá, ok?
Não fumamos nada juntos. Foi uma bela noite, foi uma noite boa mesmo. Vem que eu te salvo de novo, meu mano. Puxa vida, tô com problema na garganta terrível, adoraria ser salvo. Obrigado, meu mano Caio Mota. E recebendo aqui nos estúdios do AXFN, meu mano, meu parceiro que nunca quer me matar por dinheiro, Felipe Vassão. Bom dia! Fala, mestre, você tá bem? Pô, tá, eu tô melhor ainda aqui agora. Esse é um dos casos que eu sei que é protocolo dizer Melhor ainda que com você, mas melhor ainda que você.
Nunca tem um dia que a gente tá na área junto e não é maneiro poder trocar ideia com você, meu mano.
Obrigado.
Me diz uma coisa, primeiro lugar, como é que você tá? O que que você anda aprontando? Porque o Felipe Fação é um homem que tem o dedo em vários lugares, por assim dizer, tal qual um verdadeiro homem do boliche. É dos cheirosos, cara.
Obrigado pelo convite, galera. Bom dia! É isso aqui, é ao vivo, ao vivaço.
Tamo, tamo. Daqui a pouco, ó, você tem pergunta para o Vassão, deixa nosso WhatsApp aí na tela para você que quer ser um músico de sucesso. Ele te dá a receita em 5 minutos.
Mano, tem uns pads aqui.
Não, tem tudo, cara, que loucura! Se você quiser pôr o fone, você vai sentir, você vai ter aquele ego de ouvir sua voz.
É um tesão.
Oi, não é bom?
Eu não gosto da minha voz. Você não gosta da sua voz?
Ah, puta, eu tenho, eu tenho um ego da— eu adoro me ouvir, eu adoro. Não é gostoso?
Ah, mas fica com esse grave gostoso, não é maneiro?
É por isso que dá confiança para os cara falar um monte de merda no podcast. Fala o que quiser, porque quando você ouve a sua voz, você fala: maneiro, eu importo.
É, eu sou, eu sou um profissional da comunicação.
Exatamente.
O mestre, é que eu tenho feito, eu tenho feito, tô fazendo umas músicas, sempre não pode falar porque não lançou. Quando eu falei que ia lançar, não lançou. Eu fiquei puto.
Era de quem?
Claro, eu posso falar porque não lançou, mas era do maluco legal pra caralho, maior som, maior samba rock doido. Aí tava tudo pronto para sair, os cara, então não vai sair mais. Mas esse foi o único que eu falei em podcast. Então eu acho que essa coisa de gorar, bagulho vai gorar.
Nossa, é, minha mãe sempre fala isso, cara. Eu achava meio bobagem esse lance, mas ela fala, cara, que enquanto não der certo, enquanto não sair, não fala para ninguém.
Exato, tá ligado?
Não conta para ninguém.
Trabalhando com publicidade ainda, depois que sair também pode mudar.
É, é, tem isso também, tem ainda essa parada. Me diz uma coisa, mestre. Então, você falou uma parada de trabalhando com publicidade. Você é um cara que durante muito tempo na sua carreira esse era o seu trabalho principal. A maior parte das suas notas fiscais eram jingle de publicidade.
Os meus boletos foram pagos pela publicidade ao longo de décadas.
Jingle de décadas. Até— eu tô correto aqui? É até o momento que chega o Menino Leandro vulgo MC da—
não, ainda continua, continuamos.
É verdade, porque vocês trabalham um tempo.
A gente, o Leandro fez letra de jingle.
Ah, é verdade, umas letras. O Leandro, para quem não— o Leandro é MC da, né? O MC da trabalhou, ele era, ele trabalhava de estagiário. Como é que é o trabalho dele no seu estúdio?
Não era no meu estúdio nessa época, eu era freelancer, trabalhava no estúdio chamado Timbre. De um cara chamado Evandro Cavalcanti Neiva Neto. E aí a gente chamou o Leandro para fazer o casting de um desenho animado, Carlos Magalhães, que é um brother, Carlos Maga, tava fazendo. E aí chamou ele lá e falou: 'Menino faz umas rimas no ato assim, é muito esperto.' Ele chegou, fez umas rimas na hora, a gente ficou impressionado, falou: 'Mas cara, é muito ligeiro.' Ele tinha uns 17, 18, eu E aí o dono do estúdio resolveu chamar ele e falou: "Cara, vamos chamar ele pra estagiar." E nessa época ele tava justamente assim, não tava muito seguro que ele ia seguir fazendo música, era um negócio... E aí ele começou e tipo...
Inclusive ele conta na primeira mixtape que ele fala que o negócio tava meio incerto até que chegou o Filipão... E o Pedro. E o Pedro.
E aí, bicho... Ele, a gente começou a fazer umas coisas juntos assim, e era legal ter alguém que sabia rimar, que tinha um recheio para aquele sanduíche que é fazer música, né? Porque você faz lá, prepara os bagulho, mas falta carne, né? E ele tinha essa carne, né? Colocava uma letra em umas bases. Às vezes tem muita coisa que nunca foi para rua, que a gente fez ali meio de zoeira, e era muito Muito legal isso. Aí ele saiu para fazer as rinhas e eu abri a minha própria produtora em 2005.
E aí a gente começou a colaborar em umas paradinhas assim, porque ele já não tava disponível como estagiário, já era um artista sendo formado, né?
Mas sem a mixtape ainda na rua.
Sem. Então ele era o cara das rinhas, né? Ganhava tudo, todo mundo sabia que ele era.
Era a época que tinha Os vídeos não eram nem monetizados. E aí, tipo, ele tinha 1 milhão de views das batalhas.
Que 1 milhão de views era tipo o que seria hoje 3 bilhões.
Era tipo, era muito. É verdade, só pra contextualizar, 1 milhão em 2008, 2009 é 1 trilhão hoje em dia.
Era tipo surreal.
Outra era, outra era.
E aí a gente chegou a fazer um trampo, ele fala sobre isso em umas entrevistas, a gente fez um trampo com o McDonald's. Ah, e ele fez as rimas na hora com os cara do McDom, os maluco piraram assim, sabe? Então foi dessa época, 2006, assim. Aí a mixtape saiu em 2008, né?
Acho que foi 2007. A mixtape saiu em 2009. 2008 é quando sai o single de Triunfo.
Sai Triunfo, 2009 sai a mixtape com aquele clipe do Fred, que, que é o clipe, ajudou demais, ajudou muito assim. E aí eu segui fazendo fazendo publicidade ao longo desses anos todos, até 2021. Até então, assim, durante o meu trampo fazendo trilhas, a gente cavava espaço para gravar uma parada aqui, gravar um disco ali, papapá, entendeu?
Cara, e você colaborou intensamente não só nesse início dele, mas durante os próprios discos de estúdio você tava muito presente.
O disco do U, a mixtape, a gente gravou e mixou Lá na verdade a gente mixou no estúdio.
A mixtape original do Cachorro?
Pra Quem Mordeu o Cachorro. O disco que ele fez com o Beatnik e com o K-Sala foi totalmente feito lá. Emicídio eu fiz só Bizoro, não fiz nada mais. Depois em 2012 a gente parou para fazer o A Volta dos Que Não Foram, que eu chamo. Sim, sim, sim. E esse a gente, esse Aí eu realmente parei tipo 6 meses da minha vida para fazer assim, a gente parou para fazer, foi para gringa fazer master, tudo. Aí a gente não colaborou durante alguns anos.
Ele fez o Pesadelos Quadris lá com Xuxa, foi para África, que é o segundo disco de estúdio dele, segundo disco. Aí a gente voltou a trabalhar por causa da publicidade, chamar a gente Chamaram e falou: "Felipão, vamos fazer uma parada pra promover o filme Pantera Negra." Ele tem uma música Pantera Negra. Vou contar. Eu já falei, velho.
Aí chamaram... Eu tô fingindo que eu não sei, não. Eu tava lá.
Você é um comunicador profissional.
Eu tava lá. E nessa época eu tava trabalhando na live. Você tava trabalhando. Mas você viu? Ele tem uma música Pantera Negra. Não, gente, essa entrevista eu fingindo que eu não sei do que tá rolando.
É verdade, você trabalha lá.
Cara, eu literalmente trabalhei no lançamento dessa música, tá ligado?
Você sabe o que aconteceu, né?
É verdade, ele tem uma música chamada Pantera Negra, Felipe.
Então conta pra gente o que aconteceu, porque os cara me odeia até hoje, os maluco dessa parada.
O povo da Disney não é feliz.
Os cara chamaram a gente fazer uma música com o Seu Jorge. A ideia inicial: vamos chamar o Seu Jorge fazer tipo um faroeste Caboclo, só que ele contando a história do Tchá. Então assim, tá com gate aqui, mas tá tudo certo.
Não, tá da hora aqui, tá legal o som, tá legal.
E aí eu falei, pô, meu, o seu, já tinha feito umas coisas com o seu Jorge, é um cara que não é assim super rápido, sabe, assim, tem um tempo dele, tá. Falei, cara, não sei se isso aqui vai dar certo, a gente marcar com o seu Jorge de compor uma música para contar história. Não sei se a gente vai comprar a ideia da Marvel.
Uma encomenda da Marvel. Emicida featuring seu Jorge cantando isso aqui. O Faroeste Caboclo.
Conta o T'Challa nasceu no meio da onde, aí foi picado pela aranha, não sei.
E a Marvel chega em quem com essa ideia? Em você?
Sim, ele via uma agência.
Ok, ok.
E aí eu no dia mesmo eu falei, mano, posso falar uma parada? Tipo assim, já pensando no meu lado também, O cara acabou de facilitar a minha vida, né?
Sim, sim.
O Leandro Emicida é viciado em essas coisas, né? Quadrinhos, ele conhece tudo, os bagulhos, sabe as histórias, leu tudo, né? Desenha, inclusive. Nerdola, nerdola. Nerdola professional. Sim, sim, sim.
Ele até entra em treta comigo quando eu falo mal desses filmes. Não pode falar mal dos filmes da Marvel perto dele. Meus bonequinhos.
Falar dos meus albinhos! Aí eu falei: "Quero ver se a gente chamar o Emicida pra fazer uma música do Emicida falando do Emicida." Só que fazendo esse paralelo... Que é muito comum no rap isso, né?
O paralelo do super-herói.
Paralelo de um super-herói comigo— Eu sou foda e ele também é foda. Bibibibi bababá.
Todo mundo já fez isso. Wu-Tang Clan, Eminem, Jay-Z, Lil Wayne, todo mundo. MF Doom, quem mais tem?
Faz isso especificamente. Então eu falei, mano, é muito mais, né?
Você deu uma ideia que fala, mano, ó, primeiro lugar, é um cara que entrega rápido. E você sabia da fama do— que tão te ligando aí?
Não, não, eu ligo para ele agora, a gente fecha com ele.
Entendeu? Você sabia que era um cara que, tipo, tinha muito mais a ver?
Tinha muito mais a ver, muito mais a ver.
Da hora, da hora.
Liguei no ato para ele. Leandro, fala, tá? Contei a história.
Bora! E o Seu Jorge sabe que perdeu esse cachê?
Acho que não. Só que cachê que nunca rolou, né? Porque a gente vai contar.
Fica tranquilo, Seu Jorge, tinha um dinheiro para chegar aí da Disney, da Marvel, mas que ele nunca chegou.
Então chegou, nunca chegou. Porque daí a gente chegou, porque a gente chegou, fala, vamos fazer, vamos, vamos, vamos. A gente não fazia música junto há 5 anos. Aí ele veio e ele tava toda aquela fase mais, mais zabaloeira, né?
Eu lembro. Os singles daquele ano, e aquele ano eu tava trabalhando na promoção, os singles daquele ano eram todos assim, good vibes, que tinham as eBay, era tudo assim, era ele com as bandas indie, pop.
Tinha rolado, tava rolando Passarinhos já, não tava?
Passarinhos é do segundo CD. É do segundo, mas ele tava num ano aonde ele não tava lançando disco, mas ele tava Constantemente lançando singles com artistas de pop alternativo.
E mais suaves, né?
Sim, mais suaves e tal.
Aí eu falei: "Mano, essa base tem que ser cabulosa, pá." Aí ele me mostrou uns sons, mano. Eu lembro desse dia que ele foi lá assim, ele abriu uns discos, mano, daquela onda de música sintetizada africana que rolou porque rolou aquele naufrágio de uns sintetizadores, manja essa história? E ele, mano, você tem que ouvir isso aqui. Comecei a ouvir, comecei a ouvir, pirei naquilo. Aí peguei uns samples de lá, juntei com umas coisas, mandei para ele.
Falou, caralho, mano, tá foda isso aqui.
E a gente realmente tava muito a fim de fazer esse som. E a gente fez, ele fez um primeiro verso contando a história toda só com, com IP Marvel, né? E chegou lá, Pantera Negra.
A letra é uma outra do que a gente conhece hoje em dia.
Essa primeira parte era essa mesma coisa. Aí beleza, mandamos Mandamos para os cara, mandamos, a gente foi lá mostrar. E eu lembro que o atendimento, porque começa essa noite, vocês vão ver mais sangue do que Hotel Ruanda. O maluco falou, não, mas gente, é da Disney. Mas é da Marvel, não é da princesa Disney. Aí ficou um clima, não, mas será que a gente mostra? O máximo que pode rolar, os cara fala, ah, tira essa parte do sangue, né?
Mas beleza. Adoraram, adoraram, adoraram, adoraram. Isso era março, abril assim, e o filme pra mim no outro ano. Ótimo! Tinha meses.
Tá tudo rolando, mano.
Que demais, que demais! E começou a se negociar, cogitou-se ali, ventilou-se a ideia, que eles adoram esse coisa, de na versão brasileira do filme não fechar com Kendrick e fechar com essa música, tá? E aí, pô, legal, foda, mano! No crédito do final, bro. Caralho!
Porque no crédito original é o Kendrick e a Exato. Uau!
Ia ser aqui, ia ser com ela, tipo. Aí, claro que não rolou, porque muito, né, muito mais músico gringo falando: não, vai ser assim, tal. Enfim, e aqui é um grande mercado musical também, então os cara não ia abrir mão disso, né.
Sabia que o Brasil é o país que mais consome sua própria música? Sim, sim, é o país que mais fala: a gente gosta de ouvir nós mesmo. E os cara querem entrar aqui de qualquer jeito e não sabe Então, esse é um detalhe que eu não sabia, que rolou a possibilidade da música virar o tema final do filme.
Exato, fechar ali.
E aonde deu errado?
Aí a coisa foi, eu não sei, eu não posso te dizer aonde deu. Rolou assim, passa um mês, aí quanto que vai ser, quanto que vai pagar, vai ser essa grana, vai ser aquilo lá, começou a se falar sobre grana. E tudo certo, porque vai se falar sobre grana, então você paga pra fazer isso aí, papapê, papapê, negocia-se aqui, negocia-se ali.
Se é a Disney na hora de, ah, a gente tá com medo, tem que ser a Disney na hora de a gente ter um cheque gordo.
Não, e foi pedido para isso mesmo, como uma peça promocional mesmo. E foi, foi, foi, foi, chegou acho que novembro assim, não lembro agora, uns 3 meses antes do filme sair. A Disney não quer mais.
Paidaram.
É, não, é, não quer mais, não quero mais, acabou. A gente trampou 7 meses nessa parada, mudamos letra. Aí o Leandro ligou para mim e falou 'Vamos lançar.' Aí ele fez outra letra, fez a segunda parte. E a segunda parte é só IP de outros, tem coisas Marvel, mas tem DC, Super Choque.
Ele vai, já que a música não vai ser mais da Marvel, ele foi nos outros heróis. E aí falou: 'Super Choque DC, né?' 'Rato, respeita o meu tempo, não seja moleque.' Eu lembro dessa, eu lembro dessa.
Quando o Fred estava fazendo esse clipe, eu falei: 'Mano, nessa hora coloca "Coloca aquele reloginho do Mickey Mouse assim." "Não, mano, aí vamos ter treta." Eu falei: "Agora você sabe." E a Disney é mais uma empresa que provavelmente me odeia hoje.
Ah, sensacional, sensacional! Porra, essa história é sensacional. Eu sabia dela 90%, assim, mas eu fiz bastante entusiasmo. Tá ligado? Pelo bom entretenimento.
Você é um excelente ator, cara.
Ah, obrigado, obrigado. Todos nós somos atores na vida, Vazão.
As pessoas acham que eu sou assim, que eu sou o cara dos vídeos. Cara, vou te contar, não, mano. Eu sou o maior tímido. Os cara me acham lá na rua assim: "Ô meu, e aí, cara? Pô, eu quero gravar esse disco." Cara, eu sou meio de vergonha. Eu queria ficar no meu cantinho aqui.
A gente tá cheio de superchat Pro Vassão, joga na tela, por favor, aí, meu mano, meu mano Emílio. A gente tem aqui primeiro o Silvio, mandou 5 pila pra gente, falou: seria Felipe Vassão o nosso Charlie Harper, o Charlie Sheen, Jonah Hoffman?
Nossa, mas como que seria isso?
Eu não sei o que que eu fiz para merecer isso, bicho. Você tem um lifestyle parecido com o Charlie Sheen? Nossa, não, porque ele é um jingle writer. Ele é compositor de jingle.
Ah, sim, tá.
Então seria Dream on.
Eu não sou um cara muito famoso pelos jingles. Meus jingles em si, eu já peguei uma fase ruim, eu não sou muito bom. Eu fiz umas coisas, mas eu era mais, minha especialidade sempre foi fazer músicas que parecem músicas de verdade, mas servem para aquele troço, entendeu? Então, ah, precisamos de uma música que pareça um pouco, sei lá, Lumineers, né? Tinha uma época que era tudo meio assim, meio Manfred and Sons, a vender um banco.
Geralmente é isso, o banco quer fingir que é folk, né? Porque não, imagina, tô com seu dinheiro aqui, mas eu sou seu brother, entendeu?
Durante algum momento parece que todos os bancos, ou até empresas de produtos de beleza, todas elas, todos eram a CEO, era a Malu Magalhães.
Exato, todo mundo é seu amigo, todo mundo tá de igual igual com você, entendeu? Tá, dá seu dinheiro aqui que eu sou seu truta. Antes não, antes eram uns piano, né? Abradisco, louco, foda.
É, depois ficou mais... Vamos lá, um banco de dinheiro.
E aí sempre tinha que fazer umas musiquinhas, geralmente em outra língua, que é para o nosso público falar: ah, isso é uma música de verdade, porque os caras estão cantando em outra língua, né? Eu fazia várias dessas, várias, fiz muita música.
Não é uma música em português, o idioma que a gente aprendeu a vida inteira.
Exato.
Quem mais tá na área aqui? O Show do Limão mandou 10 pila aqui e falou: Bom dia, Ronda de Vação. Bom dia, Show do Limão. Sou fã, queria saber de vocês se acham que o metal tá tendo um revival no mainstream ou se é só impressão da minha bolha mesmo. Tenho visto música pesada ser bem mais aceita. Beijo. Que que você interpreta Isso eu não vi isso acontecendo. Você viu?
Eu não acho que o mainstream tenha abraçado, mas o que eu sinto é que a meninada, a juventude hoje em dia, ela não tem vergonha de ser multi, multi gostos.
Ah, o cara não é mais de uma tribo só.
Exato. A gente tinha essa parada quando a gente era jovem, né?
Eu sou punk, eu sou hip-hop, eu sou isso, eu sou aquilo.
Mas hoje em dia você pode ouvir pagode, ouvir heavy metal, ouvir música clássica, ouvir o que for, entendeu? Tipo Pô, tá tudo certo.
O que você parar para pensar tem até um pouco a ver com o jeito que os jovens se relacionam a todos os conteúdos do mundo, porque a gente vive um pouco nessa cultura. E aí, me corrija se eu tiver errado na filosofia, mas a coisa toda da gente aprender 1 milhão de assuntos em 90 segundos no Reels é meio que isso. A gente meio que tá para todos os assuntos e a gente tá para todos os gêneros. Acho que essa geração ouve de tudo. Então, por isso que o brother às vezes tá vendo que o metal tá Mainstream, mainstream, eu não consigo ver o metal fazendo um barulho.
E ele citou o termo bolha, né, gente? A gente vive em bolhas, bolhas digitais criadas por algoritmos. A gente vive nessas bolhas. Então, na minha timeline só vem coisa que eu gosto de ver, e na sua timeline só vem coisa que você gosta.
É, é.
E aí, música é a mesma coisa. Eu lembro de quando eu comecei a usar Spotify. Fuck Spotify.
Fuck Spotify always, baby!
É, eu lembro de começar a usar assim, falar: mas eu não quero ouvir mais do mesmo. Eu lembro dessa sensação assim, caralho. Eu lembro de quando eu ia na casa de um brother para tirar música e o maluco chega: mano, você ouviu esse disco aqui? Pá! Era uma coisa, uma fricção, ó, deixa eu provocar você com som. E lá o algoritmo não, ele fica só: ah, você gosta disso? Tem mais disso para você. Quer mais? Ah, tem mais disso para 'Não quero ouvir só, sei lá, você ouviu uma música do Def Leppard, agora só vem metal, metal farofa.' É, puta, isso me deprime.
A ideia de que não tem mais um amigo te mostrando música é deprê. Eu ainda gosto de mandar música para os amigos no WhatsApp, tá ligado? É, puta, nossa, a fita tá tendo uma volta, hein? O cassete tá voltando com tudo, cara.
É a teoria de que a gente morreu em 2012, e a gente tá no purgatório e agora a gente tá tentando reviver antes disso.
O primeiro vinil, diz aí.
Que a gente morreu em 2012, né, com o que o rapaz acabou de falar sobre nu metal. Eu acho que o movimento também que acontece bastante agora é, não é nem um ressurgimento do nu metal, né, é só o que já aconteceu. Você vê no TikTok hoje em dia, não são músicas novas, né, que estouram a bolha ou algo do tipo. Sei lá, você vai pegar é uma música do do Fifth Sense com o Justin Bieber, ou você vai ver uma das antigas do Linkin Park ou do Limp Bizkit, sabe?
Ah, rola muito isso, as músicas antigas virando no TikTok, né?
Sim, acho que tem um pouco disso, tem uma nostalgia com um negócio que eles nunca viveram também, né?
Esse assunto que eu queria que as pessoas— legal, deixa eu só ler aqui os superchats que estão rolando, mas eu quero já, é, isso tudo pronto. Ah, isso aqui é muito importante, é uma galera que é de uma ONG aqui perto da produtora. É o Instituto Professor Tommy de Pica, é uma galera super profissional, tá ligado, que tá muito tempo ajudando aí.
Eu conheço o CEO deles.
Você conhece?
É aquele Jalim Rabei.
Cara, um dos melhores caras que tem. Sério, apertei a mão do Jalim Rabei e eu senti firmeza quando ele já enrabou-me. Queria saber do Felipe o que ele acha das bandas que aparecem naquele programa Cultura Livre, tipo Vera Fischer, Era Clubber. Abraço daqui de PA é Paraná ou Pará? Me ajuda aí, geógrafos. Pará, né? Michu não conhecia. Um salve para Michu, um salve para o Pará e um salve principalmente para os nossos amigos do Tommy Lipica. Vera Fischer, Ana Kluber, o corte é seu, Vassão.
Aí você me quebra, né, velho?
Não, velho, é sério. Eu posso começar para facilitar você?
Com certeza.
É aquela coisa, cara, é o, o, o, o, o conceito O Alex e o Bonjo do rolê caminharam para que elas pudessem tropeçar.
Se tivesse palavras, meu irmão...
Ó, quer continuar?
Eu tenho muita dificuldade hoje em dia de falar algumas coisas porque as pessoas estão muito emocionadas, né? Sim. Então fica difícil assim. E aí é o outro problema disso, é que as pessoas gostam muito de validação do outro.
Sim.
E aí eu viro essa pessoa Pessoa que precisa dar validação, não contem com a minha validação.
Putz, isso é chato, hein?
Eu sou um merda, tá? Eu sou um merda. Eu não sei, eu só sei fazer uns vídeos, umas músicas. Mesmo assim, às vezes, todo dia eu acho que eu sou um, não sei fazer. Então relaxa, eu não vou validar nada. Eu ouvi Vera Fischer, que é esse club, quando eu tava votando no prêmio da música BTG.
E aí você voltou para acabar com toda a música do mundo.
Você tem que ouvir milhões de coisas, tipo assim, você tem que ouvir mais ou menos 200 músicas todo mês, o que é muito bom. Todo mundo fala: caramba, que trampo! É um trampo, mas eu adoro porque eu ouço tudo que tem naquele ano, né, que chegou ali, que é muita coisa. São alguns meses, 200 músicas por mês. Chego a ouvir umas 2.000 músicas, eu acho, 1.800 assim. E E quando eu ouvi, me chamou. Ah, esses caras estão tentando fazer alguma coisa nova, estão tentando fazer algo.
E isso para mim é importantíssimo. Eu apoio, eu apoio mesmo contigo, mas eu não me vi ali, né? E invariavelmente eu lembrei do meme do Hermes e Renato, bichinho de matar com pedra, que eu acho genial. Aí tem um brother, Carlos Bela, que ele fala assim: não existe música ruim, existe momento ruim daquela música tá na tua vida. Só isso. Então assim, eu não gosto de fazer juízo da música dos outros se eu não estou nas circunstâncias para conseguir apreciar aquilo, entendeu?
Por outro lado também é até a frase famosa do filme do Mozart lá, que ele fala que o O Salieri é um cara único. É um bom jeito de se sair dessa, é justo dessa.
Caralho, Felipe Vassão, sério, o governo tá vacilando ainda não pegar esse cara de diplomata para todas, para todas as nações.
Eu acho que eu sou, eu sou qualquer problema do Brasil, a melhor coisa que eu sei fazer é xavecar. É melhor do que fazer música, do que esse tipo, xaveco. Eu sou bom.
Tem artistas que, né, a gente sabe que você tem uma, né, essa coisa com o Leandro. Tem até coisa que eu quero perguntar para você de dúvida da criação de vocês. Mas assim, tem artista que você bate bola ali numa constante, e tem artistas que às vezes falam, pô, se o Vação deu certo aqui, ali e tal, ele vai dar certo comigo. "Eu preciso de um hit, eu preciso de uma lógica na minha carreira." Como é lidar com um artista que te procura não como tipo "vamos fazer algo junto", mas tipo "joga uma boia pra eu ser resgatado"? Isso já aconteceu na sua vida?
Acontece.
Me dá um hit.
Me dá um hit? Eu não sou o cara de hits, né? Eu sou um cara que ajuda o artista a dar forma a alguma coisa. E isso funcionou, tem funcionado, os artistas têm se sentido representados nas obras, mas não necessariamente aquilo vira como sucesso. O que aconteceu foi que Amarelo ganhou um Grammy como disco e eu fiz uma faixa, mas as pessoas acham que eu fiz o disco todo.
Esse foi um dos discos oficiais que você menos colaborou, né?
Foi, eu fiz— O que eu menos colaborei foi o do Xuxa.
Foi o segundo?
É, o segundo. Crianças, quadrilhas... Nada nesse disco.
Ah, tá. Então no Amarelo você teve uma, no primeiro você participou bastante, no segundo você ficou mais de fora...
Exato.
E no terceiro você chegou com uma faixa.
Isso. E aí esse disco ganhou e a música Amarelo foi indicada como música do ano, perdeu pra uma música do João Bosco, que eu fiquei felizasso assim. Falei: "Nossa, ainda bem que eu não tirei o prêmio do João Bosco, né, mano? Pelo amor de Deus." E sei lá, não ia ficar muito, muito tranquilo com essa, com esse peso assim. Depois fiz o, produzi o disco do JP, que ganhou 3 Grammys.
Irado!
E depois produzi um disco do Chitãozinho e Chororó, que ganhou Grammy também. Então abriu uma porta que é pessoas que querem ganhar Grammy. E até então as pessoas que vinham me chamar por um trampo era isso que você falou, queriam construir uma coisa junto, queriam a minha queriam me usar como caixa de reverberação.
Soundboard, é isso que você quer dizer?
Para eu devolver para eles isso.
Adorei que você fala em português.
Exato.
E você pensou em soundboard.
Exatamente.
Adorei.
E aí as pessoas agora vêm querendo ganhar um prêmio. E assim, mano, sério que você quer uma— legal pra caralho ganhar um prêmio. Eu amei, te dá uma sensação de, putz, eu acho que você tá fazendo alguma coisa certa. Mas eu nunca, nunca foi a minha motivação para fazer música. Se eu quiser ganhar um prêmio, eu vou correr Vou ser popular, vou dar tiro, né? Vai pras Olimpíadas, que é um negócio que você consegue realmente medir, porque no fundo você não consegue. É muito fé mesmo.
Até a votação é subjetiva, politicagem, números, etc.
e tal. Então fica um pouco essa parada do tipo assim: nossa, agora que você ganhou vários Grammys, deve estar rolando várias coisas. Putz, cara, vou te falar que vem muito mais gente que não sabe pra onde quer ir, mas sabe que quer ganhar o prêmio. Você é tão bom produtor quanto a pessoa que você vai trabalhar junto.
Exatamente.
Eu não faço, não tem milagre, não tem milagre, bicho. E aí eu vi o ex-manager da Taylor Swift falando uma coisa muito foda, que é o seguinte: ela quer fazer aquilo. Ela que é o maior exemplo hoje em dia de quem faz dinheiro com música. Ela quer ganhar dinheiro, ela quer rodar, ela quer ir para todo artista que eu eu vejo que dá certo, entre aspas, tem esse fogo assim, esse negócio.
É igual a coisa que você mencionou de que tipo, quando vocês estavam trabalhando na faixa Pantera Negra, ele veio com uma noção do que seria a base, daí você desenvolver.
Exato.
Artistas querem colaborar e não só tipo cria uma situação perfeita para você ser um gênio.
É, a gente vive um mundo que acontece, que pegou muita atração nos últimos 20 anos, que é a ideia do beatmaker e top designer. Então o cara faz um beat, joga na mão de alguém que canta bem, que tem umas ideias. E aí a gente criou o mundo de música pop onde isso é muito, muito fabricado.
Sim.
E aí se acostumam a esse jeito de pensar, extremamente produtificado.
Sim.
Esquecem que música pode sair de um mundo que não é uma quadratura, tudo certo. Se pegar Quantidade de música do Elton John que tem uns compassos quebrados porque tinha uma letra antes, né? O Bernie Taupin fazia poemas.
Sim.
E o Elton sentava com aquelas letras e: "Puta, essa frase tá longa, foda-se, eu boto mais dois tempos aqui." E isso gera uma fluidez de discurso que quando você tem um tempo muito fechado, muito lupado, você acaba tendo que ser mais simples nesse sentido. E eu sinto que as pessoas começaram também a meio involuir nisso. Elas não conseguem simplesmente sentar num piano e compor, sabe? Assim, eu vejo gente que não consegue mais fazer isso.
Artistas que são, que você sabe que são bons nisso, eles estão tão acostumados a trabalhar em cima de um beat que tá meio pronto, que dá a sensação de que tá pronto, porque é muito mais trabalhoso você pegar um negócio cru e fazer virar alguma coisa.
Sim, sim. Sobre isso, inclusive, tem até um detalhe interessante que pessoal não manja direito, mas o primeiro, né, primeiro smashing hit do MC, que até hoje, né, é uma música de assinatura dele, que é Triunfo, que foi produção sua, que é da primeira. Só quando a gente fala às vezes mixtape e CD de estúdio, é que o MC dele tem uma série de mixtapes, né, cara, e EPs antes dos lançamentos dele de estúdio mesmo. A diferença na prática, para quem tá ouvindo, é É pouca, mas do ponto de vista de budget, até mixagem, etc. e tal, faz muita diferença.
E acho que tem também uma questão cultural da gente ter identidade. A construção do MC, de você pegar beats dos outros que você gosta, quando você canta em cima daquele beat você tá querendo dizer alguma coisa, entendeu?
É, tem um outro elemento ali. E você fez Triunfo, né? Beat icônico no qual o MC DRA se apresentou pro mundo, pro Brasil, a princípio, né? E tem uma coisa curiosa, é que o MC DRA não queria um refrão na pista, e os cortes do Mano Brown, etc. e tal. Ele não queria um refrão, ele queria um rap, rap, rap. Como conversa com um artista e fala, pô, pô, mas o refrão é que vai levar para outro nível.
Não, na realidade ele queria uma mina cantando.
Ah, ele queria um refrão de mina, que era o standard do hip-hop na época.
Que tempo bom, entendi, entendi. Aí o cara rimando, entra a mina para cantar, o cara fica ali só tipo yeah, yeah, yeah, mano.
Então vai.
E se eu tivesse alguém ali próximo, provavelmente teria ficado, mas eu falei "Como é que eu vou arrumar uma mina que faça sentido nessa música e eu não conheço também?" Porque eu não sou do rap, né? Então assim, quem que eu conheço do rap? Ninguém. Ele também não, porque ele tava começando. Então quem que vai cantar isso? Não sei, papipipipipó. Vamos lembrar assim, ele não era assim, ninguém fora do círculo de rinha sabia quem era ele nessa época, né?
Tipo, ninguém. E aí ficou um clima, quem que a gente arruma? Aí eu falei: "Mano, canta você um bagulho, para petir, fala aí, bah, eu sou foda pra caralho, não sei." E ele aceitou de primeira? Ah, ele ficou, cara, ele é muito, muito inteligente nesse sentido assim. Ele é um cara muito pouco reativo, né? Você já conviveu com ele, né? Sim, sim, sim.
Ele é muito curioso para ideias novas.
Exatamente. Então quando você joga uma coisa assim, raramente você sabe o que que vai dar, mas vale a pena jogar. Mano, e se você mesmo fizer isso aí? Faz você, canta um lance, inventa aí, bicho, uma porra aí. Aí ele, não sei, tal, passa uns 2 dias. Ah, vamos gravar voz? Vamos. E ele chegou com o bagulho pronto já, entendeu? Tipo, foi trabalhar, sentou, trabalhou. Aí coloca o mano baixo, chamou.
A ideia dos cortes do mano Brau dele, que é o que faz. Gênio, hein? Isso é sensacional. E a mesma coisa vale para os dois lados, né? Tipo, do mesmo jeito que você falou pô, um refrãozinho aqui que não seja a mina. Ele também, né, cara, em qual que é o beat mesmo? Me ajuda aqui. É bang, bang, é bang, é um beat que você não acredita.
É, não, eu tô tal, eu tava lá e fiz tal, aí falei, você achou qualquer bosta? Não, não é qualquer bosta, que acho que não tem a ver com o som dele. Eu senti que tinha um lance ali, mas assim, não tanto. Eu não falei, nossa, isso aqui é um puta som, foi, eu falei, ah, legal, tal, tem uma vibe, mas a gente tá meio, acho que não é o lance dele. E foi, eu fiz ele numa manhã, um pouco antes dele meio chegar assim. Então eu tava meio, meio mexendo, eu quase não ia mostrar pra ele.
Aí ele entrou e falou: o que que é isso aí, meu? Fala aí, meu, tudo bem? Não, o que que é isso aqui? Não, beleza. Tipo assim, tentando dar oi do dia, ele já nem queria saber. Falou: não, toca aí, toca aí.
Que porra é essa?
Aí tocou. É sério que você achou legal? Mano, tá do caralho, puta, foda aqui, cara.
Quando o MC sabe que o beat é quente. Eu tenho uma dúvida. Pode falar, manda aí, Caricas.
Nesses quesitos de instrumental, tudo mais, quando você vai fazer a colaboração com artista, se é algo que ele acompanha antes, se ele fica de olho no sample que você vai usar, no tipo de bateria que você vai usar, como ele quer a bateria, ou é algo que você já chega com ele pronto e mostra para o artista? E se o artista quiser muito coisas específicas, é algo que ajuda mais ou atrapalha ou mais?
Às vezes chega com alguma referência, algum beat. Com o próprio Leandro rolou isso. Tem beat que ele já chegou: "Ah, puta, eu gosto dessa música do Lupe Fiasco." Aí mostra, eu ouço falar: "Ah, saquei o que você quer." Então isso ajuda muito. Triunfo mesmo, ele chegou com Show Me What You Got do Jay-Z. E aí essa onda aqui, esses metais, essa parada meio retrô, meio pá e tal.
Super baterias, etc.
Bateria do Tony Royster Jr. tocando. Aí o que que eu fiz? Eu fiz Pô, a primeira ideia de Triunfo não é nesse tempo que a gente tem hoje, era com mais bateria ainda, é, e muito bem, bem mais rápido, igual era Show Me What You Got. E aí ele chegou, pô, mas eu não consigo rimar. Falou, mas você me mandou Show Me What You Got, você fez Show Me What You Got. Baixa o tempo, aí vai baixando, baixando, baixando, baixando. E era tan, tan, tan.
Aí ele falou: vamos fazer umas notas longas? Então ele junto ali, ele cantou junto. Isso é muito fácil de trampar quando existe esse propósito, esse fogo. É muito difícil quando a pessoa acha que sabe o que quer, mas não sabe. Entendi. É tipo assim, quando você não sabe e você se joga, é uma coisa. Quando você não sabe, mas você acha que sabe, aí é um saco.
Aí fode tudo.
Aí fode, porque quer meio controlar um negócio que às vezes não tem controle, entendeu?
Entendi, cara. É engraçado, cara, porque assim, esse pra mim, esse disco que tem Show Me What You Got do Jay-Z, que é o Kingdom Come, pra mim é o pior disco do Jay-Z. E ele sempre defendeu muito esse disco. Eu falo, pô, esse aí até o Jay-Z fala que é ruim.
Ruim.
E aí fiquei anos e anos tentando entender porque que ele era tão obcecado. Aí quando você falou da, que a, que a ref para Triunfo era Show Me What You Got, eu falei, ok, esse pode ser um disco que você é, tem uns beats foda ali. Não, não, os beats são demais, é que o Jay-Z tá enferrujado, tava aposentado.
Acho que é um pouco isso assim, tipo assim, o cara, o cara sabia que ele não ia chegar e então chamou uns beats meio que acabou.
Os beats aqui são animais. É foda, mas é o Jay-Z mais preguiçoso. Tem superchat? Já bota tudo na tela aí. O Rian chegou junto aqui no superchat, falou: eu não tenho dinheiro, mas desse assunto da nostalgia dos que não viveram a época, só verem o que aconteceu com o pop japonês dos anos 80, ressuscitou.
É isso, city pop, né, manja?
É, não manjo.
Ah, tem toda uma onda dos jovens agora pirando nesse pop que o pessoal chama de hip-hop, que é essa coisa meio anos 80 funk, soul, que tem a ver com um pouco de jazz e tal.
Isso eu gosto, puta. Tem uns bagulho que tem uma loja que chama Calopsia, que eu tô pirado nisso, que são os cara que fazia jazz no Japão nos anos 70 e 80. Cassiopeia, Cassiopeia, exatamente. E aí, como eu fui, como eu achei esses caras? Porque esses caras acabaram fazendo as trilhas do Mario Kart. E aí, as trilhas do Mario Kart são muito boas, velho. Se eu ganho uma corrida, eu fico lá 10 minutos, mano. Eu tenho baixado esses discos aqui, é muito bom.
Tinha um jogo de Play 2, acho, que chamava Ridge Racer, que também tinha umas levadas que é meio acid jazz, meio foda assim.
É bom demais, é acid jazz total.
Mas essa onda de city pop é um lance muito foda, porque é um nicho de pop japonês 80s, meio funkeado, meio jazz, e que meio sumiu assim. E aí foi super ressuscitado nesse lugar de, dessa fantasia de Tóquio dos anos 80, sabe? Essa coisa de neon, chuva, mas ainda não é essa coisa super, super tecnológica que a gente tem hoje em dia.
Do caralho, esse som é massa, meu irmão! Eu não sabia que estava em voga.
Eu comecei a Eu vi porque por causa do Mario Kart teve até clipe póstumo hoje em dia, tipo, fizeram clipe para uma música de uma mina que é um dos hits, aquela.
As capas do disco também são animal, né?
Rodaram esse clipe há uns 3 anos, foram lá para Tóquio, fizeram clipe, muito louco, sensacional.
Tem mais superchat na tela? Bota aí, tem WhatsApp, então joga o WhatsApp então, meu povo, vai que vai lá. Zap zap zap na área, vai! Ronald Rios, bom dia Felipe! Aleph da Barra Funda aqui. Eu queria saber um pouquinho do Felipe, qual que é a visão dele sobre esses festivais hoje em dia, por exemplo Rock in Rio, que eu sinto que eles focam muito mais nos stands que tem lá dentro e a experiência que a pessoa vai ter do que com o show em si, fora algumas coisas meio meio estranhas, tipo palco favela, sabe?
Meio controverso, digamos assim. Não sei, queria saber a visão de vocês aí, galera. Valeu! Você gosta de ativações, Felipe?
Amo!
Você gosta de uma ativação da Budweiser?
Uma experiência?
É, uma experiência.
Não é um jantar, é uma experiência.
Fala aí, fala aí, Felipão.
Ah, bicho, eu acho que assim, a gente tá vivendo o fim dos tempos, né? Não vou culpar o Rock in Rio pelo fim dos Staples, mas assim, são sintomas de uma sociedade que aceitou umas paradas, entendeu? Que aceitou. Esses dias eu vi uma entrevista de um maluco que faz looks maxing. Vocês já viram isso aí? Não. É uma onda de jovens meio red pill assim que os moleque ficam fazendo coisa no queixo pro queixo ficar grosso, que puxa o fardo, que é um bagulho tipo assim, eu vou 'Eu vou investir em mim, eu vou ser lux max, eu vou ter um valor muito maior do que eu tinha, porque eu era um nerdola fodido, incel do caralho, e agora eu vou ser um cara bonitão e vou ganhar dinheiro e tal.' Por que que eu tô falando isso?
Porque essa ideia da projeção para fora, né, não tá olhando para dentro. E aí eu vi esse cara numa entrevista falando qual que é o retorno sobre o investimento de ficar com uma mina que não seja tão bonita quanto ele.
Investimento é ROI.
O cara falou return, o termo de investimento.
Caralho, ROI, porra, velho.
Eu falei, que que essa pessoa tá fazendo na face da terra, brother? Sério mesmo, tipo, por que que você tá aqui? Por que que você é isso para você? Um relacionamento é isso? Então Que vida de merda que essa criança deve ter tido para chegar nesse ponto, cara. Fico pensando quem são os pais dessa criança, né? E aí, o porquê que eu tô falando isso? Porque aí tudo é hoje é isso assim, é esse artista vai ser assinado com esse selo porque tem 3 milhões de followers, ninguém ouviu o som.
Sim, entendeu? O Oscar Rodrigues Alves, que fez esse filme do do Paulinho da Costa, que para quem não sabe é um filme que tá no Netflix, chama The Groove Under the Groove, que conta toda a história do maior percussionista que a gente tem, né? E ele foi para gringa, gravou Michael Jackson, gravou todo mundo. E quando ele começou a falar para as pessoas que ele tava fazendo esse filme, as pessoas vinham falar: mas quantos seguidores ele tem?
Caralho, mano, ele não tem seguidor, mas as pessoas com quem ele gravou somadas tem 1 bilhão de seguidores, talvez, não sei, provavelmente, né? Tipo Michael Jackson, Madonna, só listar who is who do pop do mundo, né? O cara tocou com todo mundo. E tipo, o Quincy Jones chama o cara de secret weapon, tipo assim, precisava dar um molho no som, Paulinho veio, grava, toca uns bagulho, colava todos os grooves. Então a gente vive esse mundo aonde os números esses números que são extremamente efêmeros, porque dar um like nessa merda qualquer um dá, entendeu?
E aí a gente vai para esse mundo musical aonde não importa muito que tá ali, não tá no palco, importa se aquilo vai ser um chamariz suficiente para encher de gente, para poder estar nas ativações. E a minha experiência, que eu fui em alguns, alguns festivais, e todos eles estão sofrendo disso, É uma coisa de hiper, hiper estímulo, que você já tem um show, você já quer estar lá, tem um monte de gente em volta.
O show bastaria já?
O show com um monte de gente em volta, para mim, já é foda. Tem que lidar com gente em volta, sabe assim? Eu tenho isso assim, ah, caralho, como é que eu vou sair daqui? E aí você olha para trás, mano, ou vem aquela nuvem de luz das marcas ali em volta.
Ah, é bom demais.
E te dá uma sensação "O que eu tô fazendo nesse país que está no shopping?" Você vai lá e tira uma Polaroid do Doritos. É, e ganha um troço que vai quebrar daqui a 3 dias, entendeu?
É bom demais, cara.
Eu fui numa ativação da Adidas no Lollapalooza. Então, aí que tá, peguei uma puta fila e ganhei um cadarço.
Aê, da hora! Valeu a pena, pô. Eu sou do tempo, cara, que você voltava de um festival com o sapato sujo Pô, não sei o quê, que confusão, não sei o quê, beijar mulher, chegou o marido dela. Hoje em dia o cara: fui na ativação da Adidas e ganhei um cadarço. Que merda, hein?
Olha onde a gente chegou, né?
Que merda, hein, Vassão?
A gente vive esse mundo hoje em dia onde não se faz nada pelo fazer aquilo, né? Tudo tem que ter esse retorno, tudo tem que dar lucro. E se a gente olhar para arte, arte não dá dinheiro, brother. Não, nunca deu assim. As pessoas, né, tipo assim, qual que é o retorno sobre o investimento de uma obra de arte que a gente vê hoje em dia como clássica? Tipo o teto da Capela Sistina, demorou 400 anos para dar lucro aquela porra. Sim, sim, sim.
Então assim, faz, tem outros motivos que deveriam nos guiar melhor, nos guiar Muito mais do que isso. Então, o que que eu acho desses festivais? Eu não tenho muito saco assim. Eu fui, eu fui para o Rock in Rio, cobri ele pela Volkswagen, tive que, fui todos os dias. Foi uma experiência massa assim de estar lá, de trombar com brothers, de ver shows que eu queria ver. Mas eu vi uma coisa meio, eu entendo pessoas que querem se divertir, sabe essa ideia?
Eu preciso me entreter. E aí a pessoa vai para o Shopping, porque no shopping você vai ser entretido de alguma forma. Você vai ter uma loja que você vai olhar, você vai ter um bagulho para você jogar, vai ter um filme. Então você se sente entretido. E às vezes eu gosto de psicanalizar assim, que a pessoa não consegue ficar com ela própria, entendeu? Não consegue ter tédio. Sim, o tédio é tão bom, sim, é tão necessário. Você se frustrar—
ou você sabia que tá rolando um movimento agora entre os moleques lá na gringa que se chama Raw dogging, e não tem nada a ver com transar sem camisinha.
Os caras voando, né, sem fazer nada.
Os cara fica tipo assim, é, falar raw dog, né, cara, traduzindo assim, né, bem esquisito, é tipo ficar no pelo, tá ligado? É como traduzindo o sexo, né? Só que isso é um bagulho de você não acessar a internet, não ter estímulo. Aí o cara põe o celular dele gravando ele ali meia hora, uma hora, quanto tempo ele consegue ficar entediado?
Eu acho que é uma forma de você meditar.
É a nova meditação, né? Tipo, ah, vou ficar sozinho com os meus pensamentos, comigo mesmo, e não rodar essa porra aqui o dia inteiro, tá ligado? Agora, uma coisa curiosa sobre essa questão das gravadoras, você falou de seguidores, etc. Você acha que o modelo das gravadoras antigamente de a gente tem um A&R, né, cara, que é o profissional que fica ali pesquisando talentos, etc e tal, e a gente, ok, a gente vai ouvir a sua demo, a gente vai investir.
Você acha que isso morreu em detrimento de um novo negócio que é tipo, ok, beleza, você conseguiu independente 200, 300, 1 milhão, agora a gente assina. O risco das gravadoras diminuiu nessa virada de se você se virar sozinho na internet Aí a gente vai investir em você.
Isso foi sendo transgredido ou mutado ao longo das décadas, né? Então época de ouro que a gente gosta de falar, anos 60, 70, 80, você tinha essa ideia de pegar esse artista que tá cru e vou colocar dinheiro aqui e vou ver para onde isso vai. E tinha assim uma noção de pode ser que isso aqui não dê grana, mas isso aqui pode criar certo status, porque artisticamente tem um brilho. Então tem uma sensação ali, tem uma coisa que vai além dos números, e pode ser que vire.
Então você pega, por exemplo, muitos artistas grandes que a gente tem hoje demoraram 4 discos para dar lucro, mas tinha uma noção de que aquilo artisticamente era necessário. Milionário. E aí isso acontecia dentro das gravadoras, eles tinham uma margem que conseguia cobrir isso. Aí começou a se fazer muito desenvolvimento desses talentos fora. Então pequenos selos pegavam pessoas, mas com um budget, com uma grana de uma gravadora.
Mas vai lá, e é isso a gente tem até hoje, pequenos selos que pegam, sacam Pessoas vão lá, desenvolvem, fazem o primeiro single, fazem o primeiro EP, começa a criar uma certa força, e aí vem uma major e fala: pô, legal, deixa eu pegar isso aqui agora. Paga, né, compra esse passe, e aí lança. Isso tem sido feito muito. Tem gente que a gente tá vendo sair hoje em dia que ainda tá nesse esquema. E a gente viu a TikTokização desse processo, que é o quê?
O que que é isso? Você se vira, você grava, você se fode aí, lança suas músicas e se virar, mano. Se irritar e se viram, se começam a usar para fazer dancinha. Aí todo mundo olha para você e todo mundo quer one piece of you, entendeu? Caralho, vamos pegar essa pessoa. E aí você tem um passe super alto, que você é dono de tudo, e você consegue consegue negociar melhor. E tem artistas que simplesmente jogaram isso para o lixo, né?
É tipo, Russ é um cara que fez isso, né? O próprio Emicida, sim, que fala: "Cara, eu vou ser dono de tudo." Tivemos às vezes a chance de ter um dinheiro externo para fazer algum disco que ele teria que abrir mão de alguma coisa que ele não queria abrir.
É, então eu lembro que as primeiras, os primeiros contatos das gravadoras com ele, ele ele rejeitou, porque não compensa, tipo, é dar minha criação inteira aqui para eles. Então, atualmente eles são distribuídos pela Sony, mas eu acredito que o contrato é um pouco mais confortável para ele. Não é um contrato de abrir as pernas e meu catálogo inteiro seu para eternidade, que é o que as gravadoras querem no fim do dia.
Exato, você tem mais musculatura para lidar com eles, né? Então o que eu sinto que tem rolado hoje em dia é uma busca de números, e as pessoas querem ter esses números porque esses números batem, fala: nossa, né, porra. Só que as pessoas esquecem que números, esses números são muito voláteis.
Sim.
E eu sempre, eu repito isso todo dia quase, mano, todo podcast que eu vou. O número que importa é a quantidade de pessoas que estão dispostas a tomar um banho, botar uma beca e te ver, bro.
Yes. Yes!
Tem que tomar banho, né, galera? Tem que tomar banho, por favor. Chegar fedido não dá.
Não dá, não dá.
E sabe assim...
É isso, cara. A diferença principal pra mim entre o digital, entre a era do acrílico e o digital é isso, cara. É que tipo, não importa quantos números você consiga no digital, ninguém saiu de casa pra comprar o seu CD. É muito fácil você ter ali o CD do ano se ele tá já no seu player assim que você abre, tá no seu celular já.
Tem um caso muito, muito bom, que bombou. Eu não lembro o nome da mina, a mina que fazia unhas no TikTok, 8 milhões de followers, e ela fez um meet and greet no evento. Não foi ninguém, né? Que foram, ela tinha 8 milhões e foram 10 pessoas, que já seria meio piada.
Sim, sim, sim.
Foi ninguém, ninguém, ninguém se dispôs a ir até ela porque funciona nessa interface. Eu tenho, eu tô com 400 e não sei quantos mil seguidores. Aí eu fiz um, fiz um mini curso, né, sobre plágio. Cara, se 4 mil pessoas compram, mano, eu vendi, sei lá, 100.
100zão.
É, mas você fala para 400 mil, sim.
Não, não, a conversão é, aí veio o pessoal quer o conteúdo de graça.
Exato. Não, e ok, porque daí você ganha dinheiro com outras coisas.
Sim, sim, sim. Sim, só que o abraço para os nossos amigos do Cobus.
Só que aí você começa a dar muita importância para essa coisa também, tipo assim, legal, bacana, gosto, ótimo, é uma mídia minha que eu posso falar sobre coisas que eu curto falar, que eu quero falar, quero cutucar, mas eu não posso deixar isso aqui virar minha, tipo, mandar no que eu penso. Tipo assim, eu tô sem postar vídeo novo há uns 10 dias já, que é ruim e tal, mas eu não tenho nada para postar agora. Aí eu vou ter que forçar a barra de falar de alguma coisa, ou eu tenho coisa que eu quero postar que é sobre Iá, eu já falei sobre Iá demais, e eu não quero falar sobre Iá, mas eu não aguento mais.
É, cara, essa altura do campeonato, tipo, eu falo, velho, quem vai, vai, quem não voa, não vai.
Mas eu quero, eu preciso falar.
Mas precisa, é tipo, a gente tinha visto uma notícia que a gente tinha até na pauta aqui. Você que não quer falar de ar, músicas geradas por inteligência artificial representam 44% das faixas enviadas pro Deezer. Eu tava dando uma olhada em quanto é em cada um, tá ligado? No Spotify eu vi que era algo em torno de 28%, tem plataforma que chega a 50%. E essa aqui, o vídeo dizia que tava batendo 44. Você acha que, você acha que tá tendo um esforço real das plataformas de banir isso? Ou é um esforço para inglês ver?
Acho que tá. Tem plataformas que tem uma noção do quão nocivo isso pode ser para o ecossistema, que é o quê? Essas 44, vamos reduzir para um número visível para um ser humano. E esse é um vídeo que eu tô com ele quase pronto, eu tô para soltar, mas eu quero, quero, eu tô para soltar, mas eu tô dando algum tempo porque eu não quero ficar nesse assunto o tempo inteiro. Mas você tem 100 músicas todo dia que sobem, certo? Vamos supor, dessas 100 artistas, entre aspas, 56 são pessoas, da Taylor Swift ao tiozinho que faz forró com o Roland dele ali, entendeu?
Que é um artista. Pessoas querendo fazer música, fazendo música do jeito tradicional. Aí você tem 44 pessoas fazendo música usando IA. Certo, que é basicamente dessas, dessas 44, 43 tem esse número, esse recorte é importantíssimo. 43 dessas músicas não são ouvidas por humanos, são ouvidas por robôs para fazer fraude. Sim, então são 43 pessoas fazendo música com prompt para sacar um dinheiro ali, entendeu?
É, é isso, não é um negócio que tipo tão enganando pessoas, até sim, mas no grosso é para celular, é para fazenda de celular ouvir, ficar ouvindo.
Isso é, isso é crime, né? E há uma pessoa que tá realmente olhando para ela, nossa, eu posso usar isso aqui para fazer uma música minha e tem uma letra aqui, putz, eu tô com essa letra aqui e fazendo Música é uma coisa super, super vulnerável.
Sim, é.
Então eu entendo pessoas que têm meio vergonha de mostrar uma letra e não sabe. Aí vê na IA um jeito, pô, vou botar na IA e vou fazer aqui. Ótimo, ótimo mesmo, ótimo que ela, que ela busque isso, sabe assim. Só que cadê a sua fricção com o mundo? Porque fazer música não é Não é fazer produto, é você viver a sua música, é você justamente— Qual que é a prova de fogo para mim quando eu tô fazendo algum disco? Quando eu vou tocar primeiro bounce para quem for ouvir, que dá uma sensação de quando o bagulho tá massa eu dou um play feliz, e quando não tá, na hora do play eu falo: puta, não tá legal isso aqui.
E eu dou play e eu já vejo meio desmontar a sala assim. Não tava pronto ainda, sabe assim? E isso faz parte desse processo. Então essa pessoa tá abrindo mão disso, e ela, mas ela tá realmente com uma tentativa genuína, certo? Só que a gente tem essa, essa mesma ferramenta que pode abrir essa porta para essa pessoa tá destruindo o nosso ecossistema com essas outras 43.
Sim.
Então qual que é Vale a pena a gente ter isso? A gente salvar essa uma pessoa das 100? Porque ela não quer ter o trabalho de sentar a bunda dela e de aprender a tocar, ou de se friccionar com outras pessoas, de tretar e de se frustrar, porque as outras outras, as outras 56 passaram por esse processo.
É foda, porque parece que é um negócio que assim, você não quer se esforçar, Existe o papo da democratização. Ah, porque você vai ter acesso, cara, pelo amor de Deus, não pode ser, não pode ser tão baixa assim a barra, tá ligado?
Primeiro que não é uma democratização, porque quem domina aquilo com essa ferramenta, que eu também é outro papo, que não é uma ferramenta, né? É a pessoa que domina uma área, quando ela pega uma IA dessas, ela janta a IA, porque ela sabe, tipo, quem manja de vídeo sabe que lente que usar, que coisa que prompt fazer para chegar. E uma pessoa que não sabe nada disso não vai saber, exatamente, não vai ter como saber. Então já, a gente já tá vendo que aí tá destruindo essa posição de estagiário, que é onde todo mundo começa.
A gente, todo mundo aqui nessa sala começou fazendo um trabalho merda, um trabalho que você não sabe fazer. Você aprende.
Analogia com design, acabou aquele, aquele meu sobrinho faz mais barato hoje em dia.
O cara mete, yeah, brother.
Eu fiz os meus primeiros jingles, eram uns bagulho para umas lojas de pet shop, piscina, uns trampos de merda, entendeu? E hoje em dia está sendo feito por IA, literalmente.
Não, total. É, num pet shop tá lá rolando cachorrada, inclusive loja muito grande, né, cara, para não pagar o ECAD, toca música de—
tem que pagar do mesmo jeito.
Ah, é verdade, no fim do dia tem que pagar de qualquer forma, a não ser que você—
chegou e falou: não, não, mas essas músicas foram—
foram—
alguém fez, tipo, você treinou elas com a música dos outros.
Vocês pagam, algum dinheiro tem que ir para algum lugar. É, tem um WhatsApp aí?
Temos.
Solta aí o WhatsApp para o nosso mano Felipe Vassão na programação do Axismos FM.
Sem você não viveria.
Ok, Felipe Vassão, leva o jeito para música, cara.
Eu acho que eu tô perdendo um dom aqui, tô perdendo dinheiro.
Forte abraço aí a todos.
Aqui é o talento, senhor Paulo na voz. Olha que doideira, tô perdendo dinheiro, né? A pessoa é muito louco isso, gente. A gente, a gente Eu não quero entrar no papo, ai, a arte é a sua expressão e pá, mas se você quer ganhar dinheiro não faz música. Tem outras coisas muito mais fáceis de ganhar dinheiro. Tem um cara, aquele Cory Doctorow, eu acho que é ele que fala isso, ele fala assim, cara, o maior dinheiro tá nos trabalhos menos sexys.
Sim.
Quer ganhar dinheiro? Vai ser médico, vai ser, sei lá, contador.
Quer ganhar dinheiro com música? Faz react de música. É mais fácil que ganhar. É sério, é mais fácil que ganhar fazendo música, velho. Papo reto.
Cara, vou te falar, o que me pagou conta sempre foi trilha, cara. Foi fazer música para vender coisa. Nunca assim, eu não ganho dinheiro fazendo disco, com certeza, mas assim, não chega aos pés do que eu ganhar fazendo uma campanha da Coca-Cola. E aí é isso assim, Até nisso você olha, pô, o cara tá aqui há 30 e tantos anos fazendo, mano, dá um trabalho do caralho assim. É uma conta que muitas vezes não fecha. E aí você faz, que hoje em dia é a única coisa que eu sei fazer, só sei fazer música.
Então até morrer.
E é uma conta que é meio, nunca foi uma coisa muito grata assim, até você olha um artista gigante hoje em dia, o Paul consegue faturar, não sei o quê. É o Paul McCartney, mano, o maluco tem 50, 60 anos de história, é um dos, sabe assim, é tipo, é um de 3 bilhões, sabe?
Não, não, o mercado da música ele é feito para manter todo mundo ligado e ligeiro o tempo inteiro, tá ligado? Me diz uma coisa aqui, mestre, vamos falar sobre sobre o último disco da Anitta, Equilibrium. Eu vi que você tinha feito um vídeo sobre, eu fui atrás do disco para ouvir, eu gostei do disco, acho que é o melhor disco da Anitta até hoje. Dito isso, não tem como deixar de fazer uma ressalva, que é tipo, ela tá tentando ser brasileira agora?
Mano, eu acho que o que rolou Isso, tipo, eu vou atrás da minha brasilidade. Quando você foi brasileira sempre?
Vou te contar uma coisa que rolou comigo. A gente fez Triunfo baseado em Show Me What You Got, baseado nessa ideia do boom bap, de uma coisa gringa, e eu achando que eu tava arrasando assim, fazendo hip hop brabo e tal. E aí tô lá fazendo a master do disco na gringa com Tony Dalsi do Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui. E eu tô lá e o Tony Dossa, cara, ele masterizou o Black Album do Jay-Z, um monte de disco foda. A gente foi nesse cara por causa disso e o cara é uma peça rara lá ouvindo som e tal, falou: "Pô, que isso aqui é verdadeiro rock and roll, hein, mano?" E eu achei que eu tava fazendo rap.
E aí E aí que assim, a gente acha que a gente é uma coisa, mas a gente é outra, né? E eu acho que o que acontece com ela, aconteceu isso, né? Ela era uma menina brasileira fazendo música brasileira. Beleza, a perla andou para Anitta poder pular, né? E aí saiu desse melodies, dessa coisa, para ir para esse pop que ela meio cunhou, um pop meio brazuca ali, né, com todo o time dela, enfim, com um monte de gente que compunha com ela e tal, ou compunha para ela.
E aí eu acho que quando ela foi dar esse passo para fora, ela entrou no lance reggaetonístico latino, que eu vejo como uma bela adjacência, ok assim, acho que bate bem assim, e o pop gringo, tipo Boys Don't Cry, aquela coisa bem produzida por produtores gringos, produtores suecos, mano, já sei esse rolê assim, que é o playbook dos gringos, né? Então, e ela foi jogar esse jogo. E aí, quando você vai jogar esse jogo, é tipo uma banda de bossa nova japonesa vir tocar aqui num funfa.
Lá é, cara, você vai jogar o jogo dos cara. E foi um pouco isso que o Xuxa falou para para mim nessa época aí e falou: cara, você tá tentando fazer rap gringo? Faz o rap daqui! Faz um rap brazuca! Faz uma coisa— ouve a nossa música que faz! Você tem isso já assim, entendeu? Tanto que eu mandei para o Xuxa gravar aquela Nós é nós, e era um sample só com órgão Hammond assim. E eu falei: pô, você tem um Hammond aí? Grava aí, grava umas coisas.
Falou: foi Ele falou: pô, eu pus uns pífano aqui, mano, não sei se você manja essa música. Pronto, tá feito, ele fez esse sample, brother, com os pífano. Falou: mano, enfia esse Hammond no teu cu, entendeu? Deixa de pagar pau para esses gringos. E aí foi, sabe assim, tem um pouco disso. E aí eu vejo quando ela faz isso, ela falou isso, né? Ela tava tentando ir no Jimmy Fallon há anos, tentando abrir essa porta. Com esse disco ela foi.
Porque é aquela coisa, cara, Ela, e assim, seja lá a motivação, se foi só de olho no mercado, porque ela viu que pros artistas latinos, porque tem um Bad Bunny que tipo canta em espanhol, blá blá blá blá blá blá, e o reggaeton tá estouradaço, e a comunidade latina hoje são 16% dos Estados Unidos, ela falou: cara, eu vou atrás desse som. E esse som nunca batia, não batia lá pra ela, 'Olha, e aqui a gente não se identificava.' Ela decidiu, só falou: 'Cara, vou ser brasileira.' E o disco é bonito, mano, que é bem feito e é brasileiro.
E aí vem uma coisa que eu falo para todo mundo também assim: o que que é teu? O que que é seu? Porque às vezes você quer uma coisa, mas não é teu.
Exatamente.
Olha para você mesmo. Tem um lance de autoconhecimento mesmo, de você olhar, falar: 'O que que você é bom no quê? Que que ressoa real?' Porque eu vejo muito, muita gente Ah, eu quero fazer um som estilo Bruno Mars. Porra, brother, que que é? Que quer dizer isso? Que quer dizer que você quer fazer um som? Você quer? Qual que é essa fantasia que você criou aí, entendeu? Porque faz o teu som, faz a tua, pá. Que que você tem, né? E é meio, é quase coach de web, mas o que que é a única coisa que só você tem, que é a única coisa que vão querer ver?
Porque se for para ver Bruno Mars, eu vou ver o Bruno Mars, não quero olhar para você, entendeu? Então o que que que você tem que é foda, entendeu? E que provavelmente é um negócio que você não gosta, provavelmente é um bagulho que você tem meio vergonha, geralmente é um negócio meio estranho, é um negócio meio—
ou que você tem medo de que vai ser bem aceito ou não, né?
Exato, porque você vai colocar um lado teu ali que—
será que os gringos vão me aceitar enquanto brasileiro?
Exato.
Puta, cara, vai, confia no que é seu mesmo, e se não aceitar, pelo menos assim, é melhor você, é melhor você Tipo, morrer de pé do que viver de joelho, tá ligado? Eu acho que é isso que definiu, por isso que ela lançou um trampo bom. Tem ali ainda os singles latino reggaeton, tem. E tem que ter mesmo, porque esses são os que viram videoclipe. Tem a "Choca Choca" lá com a Shakira. É, tem que ter mesmo. Mas esse foi o primeiro disco que eu falei: "Caralho, Anitta!" Lembrando que ela é brasileira.
Aí eu só fiquei na dúvida, eu falei: Falei: "Cara, sendo um movimento legítimo dela por se encontrar mesmo, ou sendo porque ela falou: 'Cara, ser autêntica funciona, então vou ser autêntica igual todo mundo'." Seja lá o que for, o que importa é que valeu.
Mano, e tem uma outra coisa que assim, a gente não precisa vilanizar a vontade de fazer sucesso.
Exatamente.
Pode querer fazer sucesso, pode querer ganhar grana, não tem problema nenhum. O problema é só pensar assim.
Sim.
O problema é só programatizar 'Ah, e fazer um lance que eu quero ganhar grana.' Pode ganhar dinheiro, tá tudo certo, bicho. O lance é qual é esse caminho que você vai fazer de uma forma sustentável e legal para todo mundo. Eu acho que eu sinto isso ali, porque ela chamou muita gente boa para fazer junto.
Sim, sim, sim. Não, esse disco aí, cara, ela acertou um golaço. Temos WhatsApp nessa programação para o nosso parceiro Felipe Vassão. Vai mandando mensagem aí via 11 94443-1609 e fale com o nosso titio professor.
Alô, bom dia, Xismos! Bom dia, Ronald! Bom dia! Bom dia, Petri, que tá chegando de helicóptero.
Já já, Petri na área.
E muito legal, ontem tava ouvindo a masterclass do Felipe, Sebrae, né, que eu sou músico, e eu caí num limbo que eu nem consigo fazer meu trampo autoral rolar e não consigo ir nas casas grandes por causa de não ter um, não ser renomado e tal. E aí fico de Uber dos shows, então se for fazer o show meu eu não consigo entrar no lugar. E se for para fazer o freelance para galera, eu vou lá e faço show. E tô nesse limbo aí, mas tô estudando, tô fazendo as paradas para tentar. E aí, tá vendo?
Tá difícil aí, hein, cara. Vai dar tudo certo.
Esse limbo é o limbo, cara, é o limbo da frustração eterna. É difícil entender que isso faz parte do do processo. É 90% vai para o lixo, 10% vai para o mundo, 1% vai dar certo. Então é meio, é meio terrível você pensar isso, mas cara, eu levei uns 12, 15 anos para sentir que eu tava dando certo. Então assim, e mesmo assim, para pagar as contas era meio treta.
Eu não sabia que você tinha largado os jingles em 2021. Isso eu fiquei surpreso, eu achei que você tinha largado há muito tempo atrás.
E eu ainda faço uns, hein.
E ainda vem uns, né?
Rola umas.
Ah não, pelo amor de Deus, tem que fazer, né, cara.
Rola, rola uns lance. Hoje em dia eu consigo fazer projetos mais massa assim, só que, só que, pô, cara, eu—
Hoje em dia só de 6 dígitos pra cima.
Ó, galera, fale com o meu manager.
Ai, ai. Me diz uma coisa, mestre, eu queria que você falar sobre a experiência. Aliás, teve uma enquete aqui que o pessoal tava falando sobre o disco da Anitta. Meu celular tá tocando, é cobrança, mas é verdade, é cobrança mesmo. 150 mil para o Bradesco. Mande superchat, gente, curte bastante e virem, virem, virem clube de membros aí do Axis das VIP, pelo amor de Deus. A gente continua no ar aqui, daqui a pouco, quando acabar o programa, tá bom?
A gente fica mais meia hora de bobeira, mas para você assistir tem que Primeiras assistidas VIP curtiram o novo álbum da Anitta. Pessoal falou: não escutei ainda. Isso aí tem 41%. Ah, então tem um povo que tá disposto a ouvir. Alguém falou: não vou nem ouvir, 36%. Um terço já jogou fora. E 21% falou: achei ok. Sim, é um bom disco, cara, é um bom disco. Fica, fica, pode confiar que é um disco da hora. A gente vai, vamos falar agora sobre Chitãozinho e Chororó.
Vamos lá, você foi o cara que, né, "Quero ser MC." Aí vem outros rappers, falam: "Quero." Aí vem artistas indie de diferentes, né, do rock, do alt-pop, que eu não entendo que porra é essa. Na prática não existe, né? Ou é pop ou não é pop, mas tudo bem, existe o alt-pop. Pop pobre. É tipo, o que que é alt-pop? É o pop que não vende? É o pop que não é pop? Mas tudo bem, quando a gente fala alt-pop a gente sabe o que o que significa, tá ligado?
Então vem esses artistas que tudo faz muito sentido porque o alt-pop, o rock, tá todo mundo ali conversando com o hip-hop em termos de tipo gêneros que o rádio não aceita tão, bababá, eu entendo. E na hora que chega Chitão e Chororó, como é que eles chegam em você e como é que vocês voltam? De onde foi a A cerimônia do Grammy Latino foi em Las Vegas. Como vocês voltam de Las Vegas com um Grammy? Você, Chitão, Chororó, Sandy e Júnior.
Mano, em 2022 o Júnior me chamou na DM do—
Ah, o Júnior tem realmente a ver com a história?
O Júnior tem a ver com a história.
Ah, o Júnior é o homem.
O Júnior foi graças ao Júnior, that Júnior. O Júnior me chamou em 2022 uma DM. Eu nunca tinha falado com ele, tal, sabe, que sei quem ele é e tal, mas eu sou 10 anos mais velho que ele, certo? Então nunca fez parte do meu mundo o Sonny Junior, porque quando o Sonny Junior pintou, quando ele tinha 6 anos—
Você não é tipo Drake que gosta de conversar com gente mais jovem na internet?
E aí ele, eles, quando eles pintaram, quando eles tinham 16 anos, eu tinha, eu tinha 16, que eu não ia ouvir Sonny Junior. É justo, é justo. Precisava ter minha fama de punk rocker, de, ah, sou músico, pá. Então eu nunca parei para ouvir Sandy e Júnior, até que amigos começaram a tocar com Sandy e Júnior, a banda Sandy e Júnior. Então tipo assim, conheci muita gente que tocava com eles, falava, pô, eles mandam super bem, e o Júnior manda bem, o Júnior grava umas coisas, pá, ah, legal e tal.
E ficou por isso mesmo. Corta para 2022, Júnior 'Oi, mano, beleza? Pá, vi uns vídeos seus, achei foda, tal. Eu queria que você viesse ouvir umas músicas minhas.' Aí eu falei: 'Beleza, quando que é? Já tá.' Aí virei para minha mulher, falei: 'Ju, tô falando com o Júnior aqui.' Ela: 'Que Júnior, mano?' Tipo assim, The Júnior. Ela: 'O Júnior?' É Zinzando and Júnior. Aí a gente marcou, eu fui lá, ele mostrou para mim 50 e tantas músicas.
E aí falou, cara, eu preciso de uma ajuda para esse disco novo, que eu quero alguém para me ajudar, dar um norte. E aí eu falei, pô, bora aí e tal. Vamos nessa. E aí eu co-produzi com ele, com o Lucas Romero, esse disco que chama Solo, de 2022 para 2023. 23 músicas e tal, coisa para caralho, muita gente tocando, pá.
O que é ousado, né? 23 músicas para um disco de 10 só. É, é Se passou um pouco o artista.
A própria Sandy um dia entrou pra ouvir assim e falou: "Gente, vocês têm coisa pra dois discos, né?
Faz dois discos." Ela já pensou no business assim.
Aí ele: "Foda-se, não quero. Quero fazer isso aí." E faz, mano.
Mas também nessa altura, vamos contar uns gado, vai.
Faz, tá ligado? E acho que tem uma atitude, mesmo assim, quando a gente chega uma hora que você quer cortar a música, né? Você fala: "Pô, vamos reduzir isso." Você, cara, essa música tem que estar porque é uma música mais hit, tem que estar. Essa aqui tem que estar porque fala de um assunto teu que tem que falar. Essa aqui também é hit, essa também. Então não tem nenhuma música ali que é filler assim, que é, entendi, entendi, sabe?
Todas elas necessárias.
Sim, acho que é um grande momento da vida dele, dele assumir que ele é pop. Ele é esse cara, mano, ele é o popstar. Sim, e ele ficou muito tempo meio que ali.
É, ele, eu lembro que Acho que ele ficou muito tempo tentando se provar como um músico legítimo, como um baterista que consegue tocar com as bandas de rock, e que ele é realmente.
Toca pra caralho, super talentoso. Você pega aquela época do 9000 Anjos, vê algum vídeo dele tocando, ele tá chavando, cara.
Ele toca muito bem.
É foda mesmo, toca guitarra, toca tudo, mano.
Mas nesse disco ele fala: ok, eu sou um cara do pop, pro pop eu vou fazer.
Vamos aí, e aí foi super foda, foi um trampo muito massa assim, uma turma muito massa, pessoas muito massa, e ele é um cara, é um doce assim. Um doce, um puta brother. E ficamos, viramos brother, virou truta por causa disso. E aí, 2023, tô no meio do mato com a Ju, com a minha mulher, vendo sítio, porque a gente tava com essa ideia de sair daqui, de passar, no meio de Minas, andando, vendo sítio. Pô, telefone do Valdir Lima. Aí Paro o carro.
Alô, ô companheiro, tudo bem? Peguei seu— porque a gente tinha já se visto durante todo esse rolê lá do Júnior, que ele vinha às vezes, vinha numa session para ouvir.
Mas para ele você era o produtor do filho dele.
Exatamente. E aí ele mostrou para o Júnior umas músicas novas dele, falou: cara, tô pensando uma pira aqui, não sei quem que eu chamo. E o Júnior falou: liga lá. Passou, deu o número. Falou: fala com ele. E ele ligou e falou, aí contou uma história toda da série que tava saindo, né, lá pela Globo. Ele falou: cara, acho que esse é o momento bom de a gente chamar, de a gente lançar esse disco com esse nome, José e Dorval, e usar isso como um jeito de mostrar um outro, outra faceta nossa.
Porque a gente queria mostrar que eles não têm uma coisa meio, meio, meio, meio roqueira, de rock assim, e tem uma coisa meio tipo não ser o óbvio assim do que todo mundo sempre ouviu. E no fundo, se se a gente só remixar toda a obra deles com mais punch, já era outro show, outro estúdio. E a gente entrou nisso como se fosse meio que um disco dele, mas podia ser um disco dos dois e tal. E aí, mano, a gente entrou numas e o Chitão entrou, pirou, começou a botar músicas dele, e a coisa que eram 9 faixas viraram 15.
Que do caralho!
Caralho! E a gente, acho que o porquê que eu tava nesse disco, porque eu não tenho fórmula, eu não tenho um som, eu olho para pessoa e falo, ah, acho que vai ficar bom assim, entendeu? Então é um pouco isso, acho que isso que faz com que pessoa, e raramente é o selo, é a major que me chama, geralmente é o artista que fala, eu quero você aqui, entendeu?
O que que, então você deu tipo um up meio de de timbragem de rock para eles, é isso?
E eles mesmos vieram com isso, eles já tinham essa vontade. Pega essa banda que gravou esse disco do Junior e bota para tocar o nosso som. Então eu peguei o mesmo time.
Os caras são cabeça também, né?
Os caras estão nisso assim, coitados.
Que da hora, cara, eu fiquei feliz. Quando eu vi essa notícia eu falei: o quê? Vassão ganhou um Grammy com Chitão e Chororó? Da onde é essa história?
E aí era isso, Tipo, mano, groove, tem um meio que um blues rock, tem umas músicas, sabe, tem umas coisas, não é muito longe também, porque a gente não, ah, vamos agora fazer um disco transgressor. Não, é pros fãs deles, mas é um jeito de você ver o seu ídolo de outro jeito.
E como foi, né, eu sei que eles às vezes apanham aqui dentro do Brasil, porque a música é de corno, blá blá blá, como foi, tipo, 'Ó, a gente tá trazendo um gramofone da Grienda, a gente tá trazendo um Grammyzinho lá de Las Vegas.' É um bom tapa de pelica na galera que é detratora do jeito deles?
Cara, eu não senti isso assim durante todo, sempre que eu falo que eu fiz esse disco, todo mundo paga um pau porque todo mundo ama eles.
Os caras são muito queridos, né?
Eu não sei como é que são, como é que é hoje. E pros caras, assim, os caras têm 7 Grammy.
Tão pouco se fudendo.
É, tipo, mais um, entendeu?
É mais um pra conta.
Mais um. E sim, eles ficam super super feliz, mas eu não pude ir para lá e nem eles foram. Nem eles foram? Nenhum de nós tava lá, cara. A gente, puta, cara, não vou poder ir. Aí eles, ah, a gente também não. Quem vai pegar o prêmio? Pô, não sei, cara.
Deixaram para o Rick Martin pegar o prêmio.
Para o cara que, não, para o João que fez nossas mix. Johnny Millier, o nosso gênio das mixagens.
Meu mano Felipe Vassão, preciso agradecer demais você pela participação aqui. Vou pedir para você ficar mais meia uma hora comigo no Extra? Você fica mais um pouquinho? A gente bate mais um papinho. Ó, a gente tá saindo do ar no ao vivo geralzão. Você entre no clube de membros, assine o Axistas VIP, que a gente entra em 5 minutos para ficar aqui meia horinha no ar. E no abertão, a meio-dia, você tem Três Continentes na programação do Axismos TV.
Não vacila. Obrigado, Filipão. A gente fica mais um pouquinho aqui, ó, soquinho. A gente fica mais um pouquinho aqui no ar para quem é privado. Então, ó, corre, assina o Axistas VIP agora para você pegar a conversa que começa daqui a 5 minutinhos. Eu vou só no toalete praticar a mixão. Paz! Athletic Brewing Company crafts award-winning non-alcoholic beers for those who want to be part of every round. With over 185 flavor awards, they're exceptional NA beers that fit your lifestyle and any social occasion.
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