COPA DO MUNDO: AQUECIMENTO PRA ARGENTINA X ARGÉLIA | #3CONTINENTES #121
ARGENTINA x ARGÉLIA! No episódio de hoje do #3CONTINENTES vamos falar da copa do mundo do nosso jeitinho especial cheio de cultura e piadas. De um lado, representando a Argentina, temos o Diego José e do outro, representando a Argélia, o Mohamed Makhloufi. Temos de tudo hoje: crise econômica na Argentina, as tradições conservadoras da Argélia, futebol, racismo nos estádios, briga de churrasco e histórias inusitadas sobre casamentos arranjados. Quem vence a batalha de hoje?ARGENTINA x ARGÉLIA: deixe nos comentários quem você acha que vence o jogo de hoje e qual vai ser o placar! Siga no Instagram:
Maurício Meirelles: https://www.instagram.com/maumeirelles/
Paul Cabannes: https://www.instagram.com/paulcabannes_/
Baptista Miranda: https://www.instagram.com/baptista_miranda/
Paulo: https://www.instagram.com/plbimportadora/
Diego José: https://www.instagram.com/espanholtranqui/
Mohamed Makhloufi: https://www.instagram.com/mohamed.makhloufi.br/Bora ser parte da comunidade 3C no Instagram: https://www.instagram.com/trescontinentes/PRÓXIMOS SHOWS DO 3C NO TEATRO:23/07/2026 - São Paulo/SP13/08/2026 - Santos/SP15/10/2026 - Vitória/ES Para mais informações: https://linktr.ee/Shows3CConheça e se inscreva no meu canal de comédia: https://www.youtube.com/@MauMeirellesVem pro meu canal no Telegram: https://bit.ly/3MDFZLhBora ver meu show no teatro:https://www.mauriciomeirelles.com.br
- Copa do Mundo: França e Argentina estreiam· EsportesCopa do Mundo · PIX na Argentina · Argélia
- Futebol e jogadores famosos· EsportesDiego Maradona · Messi · Guerra das Malvinas · Gol de mão de Maradona · Zinedine Zidane · Lei Rouanet
- Argélia· InternacionalNomes comuns na Argélia · Islamismo e o uso do hijab · Guerra de Independência da Argélia · Rivalidade Argélia x Marrocos · Identidade Árabe vs. Africana · Comida típica argelina (Shakshouka) · Casamentos arranjados
- Situação Econômica Argentina· EconomiaCrise econômica na Argentina · Diferenças regionais na Argentina · Rivalidade Buenos Aires x Resto da Argentina · Portenho · Bonaerense · Milei · Guerra das Malvinas (1982)
- Gastronomia· CulturaChurrasco argentino (Assado) · Cortes de carne (Vacio, Entraña, Ojo de bife) · Consumo de vísceras · Parrilla argentina
- Diversidade Cultural e SocialDiferenças entre Argentina e Brasil · Padrão de beleza e diversidade · Comunidade LGBTQIA+ na Argentina · Preconceito contra chineses · Relações familiares e casamento
- Protocolo antirracismo no futebol· EsportesRacismo no futebol argentino · Gestos racistas contra brasileiros · Comparação com o racismo no Brasil · Falta de consciência social na Argentina · Papel do futebol como reflexo da sociedade · Comissão Igualdade Discriminação Racial
- Publicidade Argentina e ArgélinaPublicidade disruptiva argentina · Portunhol argentino · Comerciais antigos da Argélia
— Anúncios inseridos dinamicamente —
Essa é a pergunta: vale a pena ser negro na Argentina?
Cara, não, essa é a pergunta.
Noite de Copa do Mundo, senhoras e senhores!
É assim agora?
Acho que é assim, não.
E agora?
Felicidade da Copa!
É felicidade, mas Angola não tá jogando. Não tem TV. Caramba, já começou assim. Eles ficam comentando no filme, hoje vai ter jogo, aí o cara fala, acho que foi gol, o cara chutou, aí às vezes sai 6 a 0, eles vão decidindo. Hoje tem um dos principais jogos que são os nossos rivais argentinos contra a Argélia. Obviamente o Brasil parou, né, para assistir e torcer para Argélia. E estamos aqui com um duelo verdadeiro, um duelo cultural, um duelo muito mais importante interessante do que meia dúzia de pessoas chutando uma bola. Temos de um lado Argentina representada por Diego José.
Exatamente.
É isso aí.
Como é que tá?
Muito bem, muito bem, Diego. Tranqui, com aquela forma argentina malemolente de chegar. Já chegou, já achando que vai dominar.
Já chegou campeão.
E ao meu lado, Argélia representada por Mohamed Makhlouf. Nome árabe, né? Argelino.
Não, mas é rara, viu?
Antes de começar, seguinte: vamos dar o kit da Insider para quem venceu o duelo, pode ser? Ou temos dois?
Não, tem dois.
Esse aqui é o jogo da paz.
É? Já começa a fazer isso aí? A Insider tá chegando no mundo inteiro porque cada um aqui é influenciador referente ao seu país, eles vão para as cidades que eles moraram, né, nasceram, e lá todo mundo pergunta: "De onde vem essa camiseta com tanta tecnologia? Essa camiseta que desamassa no corpo? Essa cueca que abraça as bolas?" E consequentemente a coisa vai expandindo e a gente tem um grande cupom de desconto pra você na tela.
Você que quer conhecer o produto da Insider. Pode deixar no chão? Antes vamos bater um papo.
Apresenta também o chinês, hein? Ou não, não merece apresentação.
O quê?
Não precisa. Já virou.
Vocês vão estar na Copa também, então vai.
Vamos.
Você também, não fala mal de mim, hein?
Calma aí, eu sou Brasil.
Brasil.
Brasil, mas você não apresenta Angola? Amanhã você não tá na Copa, hein? Ó, China não sabe jogar o futebol, mas pelo menos ele sabe bem de economia, né?
Mas queria saber, péssima de geografia também, né? Porque o nosso convidado se apresentou: "Sou da Argélia." Aí ele: "Da onde?" "Nigéria." É, péssimo de geografia.
Mas também é isso, quando o país é muito egocêntrico, ele não quer saber do resto, né? Meio um americano novo. Primeiro eu quero saber aqui de cada um, antes da gente chegar, a gente vai fazer uma competição de quem tem as melhores propagandas: Argélia ou Argentina. E obviamente quem ganhar vai pra próxima fase. E aí a próxima fase é um outro critério. Primeiro eu quero entender quem é cada um aqui. Argentina, você... Diego, você mora aqui há quanto tempo? Qual é a sua história?
Olha, eu tenho mãe argentina e...
Confundi.
Mãe brasileira e pai argentino. E eu sou de Posadas, nordeste da Argentina. Porque o que acontece?
Posadas?
Posadas, nordeste da Argentina. Eu não sou de Buenos Aires.
Inclusive... Você tá com uma voz de picareta, mano.
Não, que isso.
Tá vendendo homem-sangue em Búzios. Não, vem comigo. Não é voz de picareta?
Nada de Búzios nem Floripa, né? Porque também Floripa é outro lugar que tem canasvieiras também.
Exato.
Bombinhas. Mas não, não, não.
Eu tenho uma dúvida. Calma que ele tá falando em inglês.
Onde você nasceu? Calma aí, Faustão. Pera aí, já já. Basta eu interrompendo, dois é foda.
Vai.
Aí que acontece, eu sou do nordeste da Argentina. Eu não, algo muito importante é que eu não sou de Buenos Aires. Tem muita gente que acha que todo argentino é de Buenos Aires e fica falando assim em espanhol, né? Ah, yo me llamo, yo, assim.
Ah, o yo é de Buenos Aires?
Buenos Aires.
Minha cabeça explodiu agora.
É ofensivo pra caramba falar: ah, pô, você é de onde? Você é da Argentina? Quando vem algum argentino: você é argentino? "Você é espanhol diferente e tal." "Só pra deixar claro." "Como assim?" "Você é favelado lá na Argentina?" "Não, eu sou nordestino na Argentina." "Pera aí, então, entendi.
É quase como chegar um cara de São Paulo e o cara falar: 'Meu irmão, tu é de São Paulo?'" "O cara fala: 'Não, não fala assim.'" "Exatamente." "Qual que é o sotaque de vocês?
Como é que é?" "A gente fala assim, por exemplo: 'Yo me llamo...'" "Yo, yo..." "Sim, com esse som." "Igual espanhol?" "Igual, é." "Depende do lugar." "É que depois a gente vai..." Não, não, de Buenos Aires, pelo amor de Deus.
É Buenosairano? Como é que fala?
Portenho. Portenho é o da Capital Federal e bonaerense é da província.
Bonaerense fala: "Yo me llamo." E Rosário, o cara fala igual você?
Ele pode falar: "Yo me llamo." "Yo me llamo." "Yo me llamo." Aí depende do lugar da Argentina. Mas geralmente ali, Buenos Aires e perto ali na fronteira, Qual que é a maior rixa de Buenos Aires? É... Qual maior rixa?
Rixa, qual que é a maior rivalidade assim? Tipo São Paulo e Rio é aqui.
Buenos Aires contra o resto da Argentina.
Jura?
Caralho!
Vocês odeiam Buenos Aires?
Insuportável. E eles também menosprezam a gente. Porque eles se acham o centro do universo.
Então vamos até lá, eu gostei desse argentino. Apesar de nosso problema é com Buenos Aires, não é com o argentino.
Exatamente, exatamente.
Acabei de descobrir, cara, a gente odeia... A gente odeia o argentino de Buenos Aires.
É, tanto que eu...
Ele se acha pra caramba.
Isso, e por exemplo, alguns brasileiros já falaram pra mim: "Pô, fui lá pra Argentina, me trataram mal." Aí: "Pô, você foi pra onde?" "Pra Buenos Aires." Cara, só pra vocês terem ideia, Buenos Aires é o pior lugar, tem o pior atendimento da Argentina. Que isso! Eles têm uma taxa de insatisfação altíssima pra todo mundo, então eles não são...
— Anúncios inseridos dinamicamente —
Eles não discriminam por países, eles são open-minded com todo mundo.
Sim, eles são democraticamente filhas da puta.
Exatamente. Qual cidade você recomenda aí, depois de falar mal de Buenos Aires?
Cara, tem por uma marca lá em Jujuy, norte, no norte da Argentina.
Jujuy.
Jujuy, exatamente.
Agora que eu entendi. E você no Brasil, você veio morar onde primeiro?
Ah, eu vim morar no Rio de Janeiro.
Puta, que é o pior lugar do Brasil.
Não, não, eu tô até tendo que puxar meu sotaque, né, porque se eu não falar sobre Argentina com meu sotaque argentino...
Carioca com argentino, maluco! Carioca com argentino é caralho! Deu uma volta na arrogância, meu irmão.
Que isso, não, pô! Sabe por quê? Se eu não falar primeiro, me apresentar com sotaque argentino, o pessoal vai falar: pô, que argentino é esse? Parece um carioca trambiqueiro.
Não, é ator contratado isso. Não, não, é ator contratado.
Até agora, não, pô. Quanto tempo você mora no Brasil?
Eu já tô há 10 anos seguidos, só que minha Minha mãe é brasileira, meu pai argentino. Então os dois, a gente falava português e espanhol em casa. Então não tem sotaque. Eu, cara, hoje em dia, como eu tô há mais tempo no Brasil, acho que eu me abrasileirei mais, tá?
Só que ele é o jornalista do Sport TV às avessas. Ele é argentino que torce pro Brasil.
Não, eu torço pros dois, porque final Brasil-Argentina, cara, eu sou quem ganhar final.
Ele é o Mauro César, né? Argentina, que fala: torço pro Brasil, velho.
Eu torço pros dois, eu sou meio amigo. Eu tenho 8 Copas do Mundo.
8.
Eu vou explicar um negócio: Japão e China. Japão e China, quem tem o maior pau?
Com certeza chinês.
Você entendeu a diferença? Ele não vai nunca falar que o Japão— e é o Japão, mas eu não sou japonês, ué.
Ele é o Argentina e brasileiro ao mesmo tempo.
Não existe isso.
Você seria Japão tá na final da Copa do Mundo, você torce pro Japão?
Não, eu não torço.
Mas é Japão contra Brasil. Não, Japão contra, sei lá, contra Estados Unidos.
Eu quero que se fode.
Ele quer um empate. Bom, vou entender agora o da Argélia, que é Mohammed. Mohammed é um nome comum na Argélia?
Sim, geralmente cada família tem um Mohammed. Como eu sou o filho mais velho da minha família, então me chamam Mohammed.
Mas toda família tem que ter um Mohammed?
A maioria, porque o profeta, né? É mesmo? É mesmo.
Caramba, você sabia disso, Batista?
Aqui eles chamam ele de Muhammad, mas o nome dele em árabe é Muhammad, mas aqui chama Muhammad.
E tem famílias que tem 4 Muhammad? Não. Não, é só um?
Geralmente é só um, o mais velho. No meu caso, eu sou o mais velho.
Qual que é o significado de Muhammad?
Deus? Não, Deus não, profeta, né?
Profeta Muhammad.
Porque Deus lá é o Allah, né?
Allah, verdade, verdade.
Aí depois Muhammad deu o nome.
É o Jesus católico seria...
É, mas lá não se considera como Tipo Deus, profeta só.
Profeta.
E tem, eu vejo que tem não só Muhammad, tem outros nomes bem comuns também nos países árabes, né? Como além de Muhammad, qual que é o nome mais comum?
Tem Ahmed também, que é Ahmed, né, em árabe, aqui chama Ahmed. Tem muitos, mano.
E quanto tempo você tá aqui no Brasil?
5 anos.
Você veio por quê? O que que deu errado?
Porque eu decidi trocar do país por causa das minhas ideologias, as coisas que eu acredito.
Por que o Brasil e não Argentina?
Porque na época eu sabia um pouco sobre o Brasil, entendeu? Argentina eu nunca fui lá.
Tá bom, pode falar que a economia tava uma merda, que é, eu vou, tá bom.
Eu começar a ter que conversar com argentinos, chilenos, mexicanos para melhorar, porque na época trabalhava numa empresa espanhola lá, então meu espanhol era melhor do que agora, né? E comecei a comunicar com outras pessoas. Na época comparava muito com vocês.
Sim. Só francês? Ou francês e árabe?
Não, a gente aprende francês e árabe ao mesmo tempo, mas na rua você fala o dialeto, que é o derja. Se você chega lá, por exemplo, falando francês e árabe na rua, ninguém vai te responder.
Olha, mas como é que é o dialeto? Por exemplo, como é que é "Oi, tudo bem?" em francês, "Oi, tudo bem?" no dialeto?
Então, vamos começar em árabe. Em árabe: "Marhaban, keifa halo, kalanta bikhaya?" Agora em derja argelina: "Sahaw, shtrak, lebes?" Totalmente diferente.
Quer dizer, a gente quando for viajar lá com Três Continentes, inclusive a gente não trouxe o Paul porque ele coloniza. É, você viaja, ele—
vocês vão sair na porrada. Não tem problema, ele tem que você.
A gente deixou o Paul lá na loja.
Inclusive, a tua pergunta foi muito boa. Qual que é o país mais comum do árabe, principalmente argelino, viajar?
O Brasil, França, por causa da língua. Eu tenho dois irmãos que moram lá, um mora em Paris, outro em Lyon.
O argentino tem fama de ter muito filho, como é que é isso?
Antigamente sim, mas hoje em dia, 1, 2, meus irmãos, um tem duas filhas e um tem um filho só.
Você falou de economia, né? Você falou de economia. Existe uma, agora é uma boa pergunta, existe uma grande questão sobre economia argentina. Eu não sei se economia tá boa, tá ruim, porque dependendo da revista que eu leio, o Millet salvou a Argentina ou Millet destruiu a Argentina. Se eu ler essa parte daqui da direita, Aí tá falando, ele salvou a economia, e daqui ele destruiu a economia. Afinal, qual que é a sua visão sobre o que que tá acontecendo na Argentina atualmente?
Cara, a Argentina vive numa eterna crise desde o final da ditadura militar, praticamente. Então, mas lá aconteceu umas coisas muito parecidas com que aconteceram com o Brasil no final dos anos 90 e tal, só que assim piorado. E aqui pelo menos teve o Plano Real, cara. Lá na Argentina não teve Plano Real, então A inflação, eles tentaram pegar, fazer um milagre econômico, que nem aconteceu com o Brasil, né, num período. E, cara, isso aí, depois disso foi só ladeira abaixo, assim.
Teve um pequeno período que tava 1 para 1. Aí, cara, você via a Argentina viajando a rodo para Miami, para Brasil, para Europa e tal, comprando um monte de coisa. E, cara, depois disso é só derrocada. E aí, cara, os políticos argentinos não conseguiram administrar. Teve, já entrou esquerda lá, já entrou direita. E, mas agora com Milei, cara, aí eu acho que tudo assim foi pro buraco mesmo, cara. Porque, por exemplo, não era normal lá.
Eu não sou de Buenos Aires, mas eu costumo viajar para lá, e não era comum você ver pessoas na rua lá em Buenos Aires. Mendigo, você disse? Sim, na capital federal de Buenos Aires. Cara, agora é bem comum você ver. Na minha cidade, Posadas, que é uma capital, é a capital da província de Misiones, faz fronteira ali com Foz do Iguaçu, né? Dá para ir por lá. Também não era comum você ver pessoas na rua, cara, A última vez que eu fui lá, cara, no início, no final do ano passado, tinha gente assim com vestido, sabe, bem vestido, sabe aquela pessoa que acabou de tomar banho, casada assim, que você via que tinha uma classe média pelo menos.
Não, não, classe média não, pessoas que têm casa, tem casa, conseguem tomar o banho. E cara, estavam procurando comida no lixo, ou seja, pessoas que têm casa. Isso já não era comum ver esse tipo de coisa, pobreza no nível de, cara, estamos tendo que parcelar o almoço, sabe, tá complicado lá. Argentina tá passando por isso?
Isso não. Mas o que é curioso que assim, óbvio que agora a galera tá se matando.
Mas eu ouvi também que vocês têm uma treta com Inglaterra por causa de uma ilha.
Maldivas.
Malvinas. Maldivas é influencer. Ilha Malvinas que inclusive ela é conhecida como Ilhas Falkland pelo lado inglês e Malvinas pelo lado argentino.
É que justamente o Maradona vingou a Argentina lá em 86 depois Foi justamente depois da guerra das Malvinas que a ditadura militar argentina tentou meio que fazer uma união ali pra tentar, sabe, perdurar um pouco mais ali no regime. Chamou uma guerra que, cara, tava claramente pra—
assim, não tinha como. E por isso que vocês odeiam os chilenos. Porque os chilenos— a rivalidade Brasil-Argentina, ela vem do Brasil. Porque eles odeiam os chilenos porque os chilenos, eles apoiaram a Inglaterra no ataque com Malvinas.
Exatamente. Essa rivalidade aí do Brasil e Argentina é só no futebol, né?
Exato, mais ou menos. O Brasil que tem essa realidade, não é o brasileiro. O brasileiro odeia quando o argentino tá melhor economicamente do que a gente. Só que que aconteceu? Vou dar minha visão. Recentemente, com Milei ou sem Milei, o rico argentino ficou mais rico, e esse cara ele consegue ir para Floripa e tal. Então, para a gente é muito triste a gente chegar num bar e o argentino tá com dinheiro e o brasileiro não tá e tudo.
Há um tempo atrás, o argentino tava muito na merda, todos, todos estavam fodidos. De repente, o rico argentino começou a ganhar muito dinheiro. Aí você vai lá na Riboc, os cara compra tudo, porque aqui a mão de obra ou o valor das coisas tá mais barato pro argentino rico. Mas o argentino pobre tá se ferrando. Eu fui pra Libertadores, na final da competição era Botafogo e Atlético Mineiro, foi lá em Buenos Aires. Eu fiquei muito assustado que eu pedi um café e uma Num bolo assim deu R$120 assim, porque eles tiraram todas as ajudas do governo, botaram o preço real das coisas, ficou muito caro.
Só que aí quem é rico ganhou mais dinheiro com isso, foi o que eu entendi, certo?
Olha, vou te falar que na verdade quem tá indo para o Brasil são os ricos que perderam poder de compra e estão virando meio classe média alta, e tem poder de compra aqui, e também a classe média baixa que perdeu o poder de compra e tá mais acessível você fazer uma viagem para o Brasil para comprar roupa do que você comprar roupa na Argentina. Então, por exemplo, é mais vantajoso você juntar a galera num carro, um carro popular, para ir de Buenos Aires até Foz do Iguaçu, ir no shopping em Foz e, cara, juntar um dinheiro, 6 meses, vai com todo mundo lá, ó, faz a festa lá, compra tudo.
Porque, cara, eu tinha visto um amigo, na verdade um amigo meu, ele tem conhecido lá, né, que é sueco. O cara veio para Argentina, falou: pô, comprar roupa, pô, tem Zara aqui?
Tem.
Aí o cara levou ele na Zara e falou: caraca, isso, a Zara daqui consegue ser mais cara, tipo, muito mais cara do que a Zara na Europa. E eu tava vendo que tem um imposto, talvez não, também tem a questão do imposto, mas até eu não sei se tem um imposto específico, tá? E eu tô também dizendo sem saber ao certo. Mas fazer fábrica stays na Argentina é muito caro. E aí quando vem de fora, supostamente tem um preço até competitivo com as marcas nacionais.
Isso aí já quebra a indústria. E aí o que que o Millet fez? Deu ainda mais, concedeu menos impostos, entendeu? Então o que acontece, a indústria argentina de roupa tá muito mal e as roupas que tem lá são muito caras. Então vale muito mais a pena você pegar um carro e ir até Brasil fazer a festa.
Os seus parentes, eles estão passando por qual momento de economia lá na Argentina?
Cara, tão passando por um momento assim de tudo caro, tenta segurar o máximo possível assim, viver na austeridade total, porque não se sabe como que vai ser nos próximos anos.
Ô Diego, desculpa, lá por exemplo, se eu amanhã quero visitar a Argentina, quais são as melhores cidades lá para visitar?
Cara, Buenos Aires é uma cidade maravilhosa, apesar do importante. Se você vai lá, você fica assim maravilhado.
Mas daí é barato, pelo menos comparando a outra cidade.
Esse é o ponto, tava barato quando, antes do Millet. Quando Millet entrou, ele, antes tinha o câmbio blue. Você deve ter chegado a algum de vocês, não sei se vocês chegaram a viajar.
É o câmbio negro, né?
Que eles chamam de dólar blue. Na verdade, existe uma porrada, existe uma porrada de câmbios paralelos. Já tinha o dólar blue, dólar turismo, dólar convencional, dólar não sei o quê, cara, era uma loucura. Mas para os brasileiros é uma festa, porque você pegava esse câmbio blue, que para o— se você tinha real e fazia essa, esse câmbio, cara, essa conversão ficava tipo, você, um real valia como se fosse três. E aí para o brasileiro, cara, tava maravilhoso, que se você chegava lá, você era rei, você comprava Buenos Aires.
E cara, você ia tipo restaurante estrela Michelin, pô, sem conta. Você tá de brincadeira?
Era uma loucura, né? Eu falei da Argentina, aproveitei lá, velho.
Mas aí, o que acontece, apesar disso, ainda é um destino muito bonito, muito comum. Para trabalhar é igual aqui, todo mundo vai para São Paulo.
São Paulo, Buenos Aires é tudo. Exato. Lá, para você ter uma ideia, muito comum ter venezuelanos e colombianos trabalhando de atendente. Geralmente não são argentinos.
O argentino vai para onde? Brasil.
Inclusive, em Foz do Iguaçu, eu tinha visto um jornal falando que o pessoal lá em Porto Iguaçu, que fica na minha província, é fronteira com Foz, né, o lado Argentina, primeira cidade depois de você cruzar a Foz do Iguaçu. Lá tava tendo uma, não é uma migração exatamente, mas é uma espécie de, não chamaria de êxodo, mas o pessoal tá indo para Foz, trabalha em Foz e aí volta para Argentina. É como se a Argentina fosse uma cidade dormitório para que os próprios argentinos vão lá viver a vida e só voltam para Argentina para ver os parentes, tomar um mate, dormir, entendeu?
E é isso aí.
Eu quero fazer uma pergunta para você, ó. É assim, tipo, você acha que hoje em dia, tipo, faz sentido de pessoa ir lá na Argentina para investir, ou você acha que não?
Cara, o chinês de dinheiro, ele quer botar galpão.
Eu acabei de falar para ele lá fora que tem muito chinês lá na Argentina.
Qualquer lugar é o mesmo. Não, porque lá, cara, só que ele tá em todo lugar. Por que que eu falo isso?
Porque Lá acredito que com essa infração vale muito emprego. Ah lá, tá se aproveitando, é verdade. E assim, eu tenho os meus primos que trabalham lá de supermercado. Cada país, o chinês ele trabalha uma profissão. Aqui todo mundo vende bijuteria, lá todo mundo abre o mercado. Todo chinês abre o mercado, tem mercado grande, pequeno, médio, todo tipo é mercado, certo?
E é o melhor mercado, inclusive, é o mais barato. Do chinês é o mais barato.
Então Disney and Pixar's Hoppers is now available on Disney+.
— Anúncios inseridos dinamicamente —
É tipo lá no Rio também, que pô, o pessoal fica falando lá do pastel carne de cachorro.
É, até na gente, ele já explicou, é barato.
Importante é ter um acesso público, né? Qualidade é segunda coisa. Mas pensa bem, pensa bem, se você tá morrendo de fome, primeira coisa você tem que matar.
Esse chinês é um filho da puta, velho. Esse chinês é um urubu, mano. Ele tá só esperando, ah, começou a dar merda, comer cachorro.
Cuidado.
Como é que é a economia da Argélia? Tá bem? Tá bacana? Tá legal? Porque vocês são ali a— vocês são a África do Norte, né?
Lá a economia é petróleo, baseado no petróleo e o gás, entendeu?
É meio Angola.
Não, inclusive acho que é a mesma economia, só que lá, tipo, igual eu perguntei para ele quais são as cidades melhores para trabalhar lá, É melhor trabalhar no sul da Argélia, onde tem o deserto, o Sahara, porque lá onde sai o petróleo da Argélia você arruma emprego fácil lá e ganha mais. Agora tem pessoas que preferem migrar para França para ganhar em euro, né?
E qual que é, rapidinho, qual que é a rivalidade deles?
É Chile.
No futebol a gente já fala que é Brasil, mas eu também ainda considero que no futebol é Chile também, porque para o Chile, para vocês, é uma coisa de guerra, certo? E qual para vocês, qual que é a rivalidade?
Marrocos.
Marrocos. Porque é o melhor da África do Norte?
Não, porque eles não se dão bem desde a independência da Argélia. Teve uma guerra de 2 meses.
Mais que com o Egito? Achei que Argélia e Egito era problemático.
Não, com o Egito também, mas por causa da Copa do Mundo de 2009. Mas tinha uma treta tipo eterna com Marrocos e Argélia por causa de uma guerra que aconteceu depois da independência da Argélia. A França deixou um território e o Marrocos queria duas cidades de lá. Invadiu, Argélia reagiu, começou uma guerra.
Meio Ucrânia e Rússia.
Meio Ucrânia e Rússia, mas tipo, essa treta ficou até hoje, sabe? Hoje a fronteira para os marroquinos na Argélia é fechada.
A França é fechada?
Não, para os marroquinos não podem entrar para a Argélia.
Não podem entrar?
Não, fechada.
Marroquino não pode? Tem tipo um Muro de Berlim ali? É, tipo... Como é que é fechada?
Tem exército, né?
Lá, se tem uma família no Marrocos, que eles têm que se encontrar em outro país, né? Caralho! Ou, por exemplo, eles fazem um voo, por exemplo, vão para Tunísia, de Tunísia entra para Argélia, entendeu?
Isso tem quantos anos que tá assim?
Não, a Argélia teve a independência dela em 1962, então faz tempo.
Desde esse período, que é meio igual período ali da Israel, ali também.
Eu queria perguntar porque nós já entrevistamos um egípcio e eu percebi que se tem essa imagem um pouco sobre— vocês se consideram africanos?
Eu me considero africano, sim, mas a maioria lá do pessoal na Argélia, eles falam que a gente é árabe, entendeu? Eles não falam que é África, não falam que é, porque quando eu faço, fala para mim, pessoal, eu sou árabe, eles falam, ah, mas você na África, como que é? Mas tem 22 países árabes, árabes, entendeu? Não só um país, começa pelo Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito e vai para lá.
Entendi.
Mas vocês têm a ideia de conhecer outros países africanos?
Eu me considero mais africano do que árabe, mano, porque quando eu falo com minha mãe, eu falo com dialeto africano, que nasceu lá. Eu não falo para ela: "Oh, ma kaipa, hai, xau, nhe." Ela vai estranhar, falar: "O que é isso?" E qual é a comida típica de vocês? Puta, mano, caralho! Não, tá em Angola ainda, hein? Lá a comida, tipo, a mais famosa é shakshouka, mano. É uma massa com caldo de frango, tomate. Não é a funja, mas eu acho a comida argelina muito mais gostosa do que a comida brasileira, mano.
Caralho, polêmica agora! Agora entrou uma polêmica!
Que isso, falta da comida de lá, mano.
Pera aí, mas vamos lá, comida argelina ela é muito francesa assim? Não, não tem nada a ver. Vocês pegaram árabe praticamente?
Não, é comida de lá mesmo.
E ela é diferente da comida egípcia, que é diferente da comida marroquina?
Toda cidade tipo tem um prato específico daquela cidade. Eu sou de uma cidade que chama Biskra, fica atrás das montanhas Atlas, lá em Argélia.
Argélia, verdade.
E cuscuz existe no país inteiro, né?
Mas você tem a comida específica de você. Vale a pena um dia fazer um argélia. Tem comida argelina aqui em São Paulo?
Não achei aqui, só sírio-libanês, mano.
E totalmente diferente?
Totalmente diferente. Até a língua é diferente. Quando eu encontro um sírio, eu tenho que falar com aquele árabe que aprendi na escola, porque se eu falo aquele que fala na aula não vai entender nada.
Porque a gente é a maior comunidade libanesa do mundo, né? Tem mais libanês em São Paulo, quer dizer, no Brasil, do que no Líbano.
Você faz parte, né?
Eu faço parte, eu faço parte de tudo, eu descobri que eu sou tudo. Eu fui fazendo agora de DNA.
Tem muito pouco argelino, né?
Tem, tem muito pouco. Então é difícil a gente encontrar.
Porque a maioria eles vão pra França.
Esse é o shakshouka?
Shakshouka tem, a minha mãe faz e eu gosto muito.
É apimentado?
Mas coloca a gado lá da cala.
Shakshouka.
Vamos falar sobre comida.
Eu queria também perguntar, começamos, vamos continuar.
O argentino, churrasco.
O argentino, cara, o churrasco ele é, ele é pouco diferente. Eu acho que alguns cortes, exatamente. Para você, cara, o melhor, bom, é o bife de chouriço. É porque o assado, então assado é o churrasco, é a mesma coisa.
Vocês comem muito aquele assado de tira, não é?
A costelinha, sabe? Sim, sim, a costela. Mas sabe o que mais sai, cara? Geralmente é o que a gente chama de vacio. Pô, esqueci em português qual o nome. Mas não é, por exemplo, picanha, que come muito picanha. Lá a gente come muito entrânia, que é o diafragma do boi. Eu não sei se tem o nome aqui.
Mas lá não tem cupim?
Acho que aqui não come diafragma.
Acho que não come nada.
Aqui não tem cupim, né? O pessoal não come cupim.
Então lá acho que não. Lá não. Ou, pera aí, o vacilo é cupim?
É fraudinha, isso é a mesma carne.
Aí é exatamente isso, não se consome nem coração de frango.
E por que que vocês, mas vocês comem, vocês comem chinchulim? Então, então a coisa que eu odeio, que é morsilha.
Mas aí é morsilha, é como é aquele chouriço brasileiro, né? A gente chama de morsilha, de boi coagulado.
Vocês comem muito miúdos lá, né?
Sim, mas vou te falar, não criança, que miúdos para Angola é— ah, obrigado.
A parte ali de moela, vocês comem muito isso, né?
Isso, mas a parte de vísceras, né?
Vísceras.
Só que eu, por exemplo, no meu gosto, eu não curto tanto, cara. Eu prefiro o diafragma, que a gente chama lá de entraña, o ojo de bife, o bife de chouriço. Ojo de bife é o filé mignon, bife de chouriço é contra filé, assim, diferente, parecido. E o ancho também, é o ancho que geralmente a gente faz. Mas, por exemplo, sobre a parte das vísceras, uma coisa que eu odeio, cara, que quase sempre tem lá quando você pede uma parrilla argentina, porque muita gente vai pela primeira vez, que é bom, bom, fazer, eu quero a original.
Ele queria pedir um assado, mas ele pede uma parrilla.
Isso, ele pede uma parrilla, não assado, tipo, quero aquelas carnes mais nobres e tal. Então vem tudo, inclusive as vísceras. E aí, cara, eles comem lá muito o Rinhon. Rinhon é rins, cara.
Cara, aquilo, sei lá, cheiro, cheiro. Primeira vez que eu fui para Argentina, eu falei, ah, vou comer uma parrilla. Achei que ia vir, porra, ojo de bife. Viu porra nenhuma, o saco do boi, o olho da cabra. Fiquem atentos aqui, ó. Vamos para o desafio já? Como é que a gente vai fazer?
Eu queria saber por que que ele O que que te faz escolher muita comida argelina? O que que é de melhor?
Porque é mais saborosa, sabe? Talvez porque tem tempero. Comida da minha mãe também.
Acho que é mais profissional mesmo.
Acho que pessoal, não é uma coisa... Ah, é pessoal.
É pessoal, não é uma coisa que a gente...
O que eu queria saber também é se já teve... Você comentou que tem esse problema entre Argélia e Marrocos, certo? Já como que faz então, por exemplo, nas eliminatórias?
Geralmente, até agora, eu acho que Marrocos ganhou mais do que Argélia. Ela chegou até o terceiro lugar.
É por isso. Mas não deu algum tipo de problema a seleção?
Acho que entre o povo não tem esse problema, sabe? Por exemplo, você veja o marroquino, pelo contrário, dar um abraço, oi, tudo bem, porque ele fala o mesmo dialeto que eu falo. Então, vai comunicar com ele, vai ser muito fácil para mim. Para mim, ao contrário dos outros árabes, ele vai falar outra, tipo aquela língua oficial mesmo.
Então é algo mais institucional, né? Sim, sim. Mas entre os povos não tem essa hostilidade?
Não, não, não. Eu tenho muitos primos casados com marroquinos lá na França.
Não é igual o palestino e Israel?
Isso, não é igual, não.
É uma coisa mais visceral.
Qual país argentino tem mais afinidade aqui na América Latina?
Acho que é o brasileiro, né?
Não.
Vou te falar, geralmente é uruguai e brasileiro, por incrível que pareça. Por quê? Porque o argentino na América Latina é visto como aquele cara que é a pessoa que se acha. O argentino é o paulistano médio da América Latina.
Eu trouxe um argentino aqui para Xizos, curiosamente ele foi meu diretor no CQC, que o CQC ele é argentino. Todos os meus diretores, eu trabalhei com diretor. E a pior coisa que tem, o seu chefe ser argentino, que o cara que é estagiário já se acha, imagina o chefe, né? Então assim, e ele me ensinou uma coisa de futebol aqui, que a gente vai entrar no assunto de futebol, que mexeu muito com a minha cabeça. Tem muita coisa do racismo do argentino que falam, né?
E aí ele me explicou um negócio que ele falou assim: essa coisa de chamar o cara de macaco não tá no— calma, é perigoso onde eu vou chegar, mas vocês vão entender.
Eu já cancelaria, já dá para escrever no Twitter.
Porque não é sobre, pelo que ele me explicou, não é sobre a cor, mas é sobre brasileiros, né? Brasileiro em geral é visto como macaco, e porque a gente é muito expansivo, a gente fala muito. Tem a ver esse sentido ou ele tentou dar uma passada de pano?
Cara, vamos lá, vamos lá. Esse, eu acho inclusive muito interessante você ter feito essa pergunta uma pergunta, porque muita gente fica com essa dúvida de, cara, pô, por que que sempre que o argentino aparece no futebol, ele aparece, pô, por causa dos gestos racistas e tudo mais? E a gente até vê não só no futebol, mas, pô, ultimamente tem tido alguns casos famosos na mídia que aconteceram, por exemplo, no Rio de Janeiro e tal.
Mas o que que acontece? Vamos lá, em primeiro lugar, o argentino é como se ele teve menos consciência social do que o brasileiro, nesse sentido de preconceito, especialmente negro lá, né?
Então, até tem um jogador negro nessa relação.
Essa pergunta: vale a pena ser negro na Argentina?
Cara, não, essa é a pergunta, pergunta aqui, porque tem gente tentando ser negro aqui, tá falando: será que eu continuo?
Vou te falar, lá, se você é negro, eles vão vão querer saber se você é o negro que vai lá, por exemplo, senegalês. Tem muito senegalês lá, sim, sim, sim. Não sei se angolanos, mas tem também, tem angolanos também, né, que geralmente vendem relógio, vendem prata, as coisas assim na rua. E tem o negro brasileiro também que vai muito. E, cara, claro, quando tem um negro brasileiro, tem a questão de classe social também, que o cara tem dinheiro para gastar.
Então, inclusive, muita gente que vai lá, inclusive meu avô, meu avô é negro, minha mãe Eu também, cara. Sim, sério, porque meu pai é argentino, pô. Aí, o que acontece? Eles nunca falaram para mim: Diego, nunca senti que sofri racismo na Argentina. A gente vê realmente eles usando palavras tipo isso, macaco e tal.
É que eu falo isso porque já ouvi Argentina, quando ganhou acho que a Copa, polemizou um cântico que fala: nossa, vamos para Angola! Começam a citar. E aquilo era na seleção E aí eu me pergunto, tipo, se aquilo é dos jogadores que representam o país, como é que é a sociedade então?
Sabe o que acontece? O futebol, a gente tem que lembrar que é um lugar onde aparecem, afloram aqueles lados, aquele pior lado da sociedade, cara. Infelizmente, porque ali tá todo mundo assim xingando, você vê criança xingando e caramba.
E vocês são muito mais passionais do que brasileiros, eu acredito.
Sim, mas isso também não justifica. O que que acontece? É como se os argentinos fossem os brasileiros dos anos 70, tá bom? Onde era liberado você falar: ah, você é racista e tal, homofóbico, é tranquilo. Só que que acontece? Isso vem mudando nos últimos anos, porque antes é assim, digamos, no século passado assim, anos 90, 80, ainda era bem normalizado esse tipo de preconceito. Cada vez mais a gente vê principalmente jovens argentinos não aceitando isso, entendeu?
Criticando muito. E antes isso não acontecia. Inclusive a imprensa imprensa ficava, falava isso, não, não é por causa do racismo, é que o brasileiro é muito expansivo e tal. Então tem essa questão, vamos lá, são duas questões. A questão do racismo, primeiro essa falta de conscientização social, como você comentou, né, é como tem poucos negros também, isso não é uma pauta que geralmente é falada, por exemplo, na escola. O que sim é falado bastante, hoje em dia mais ainda, é questão dos indígenas.
Tem até alguns movimentos na Argentina que falam sobre isso, identidade marrons, que é, eles chamam de marrons, que seria a mistura, grosso modo, a mistura entre a pessoa da Europa com indígena, que é o Tevez, Maradona, que são geralmente pessoas mais pobres da Argentina. Então você vê que dentro desse negrão de lá é o indígena. Exatamente. Inclusive até os indígenas, de maneira racista, são chamados de negros muitas vezes. Não por todos, mas eu tô te falando essa parcela preconceituosa e que geralmente, como tá no estádio tal, vai lá e aflora isso.
Porque lembrando que o futebol é um reflexo também da sociedade. Mas é isso, ponto número 1. Ponto número 2, cara, aí é que o argentino identificou uma coisa que o brasileiro fica puto.
E aí é como se ele falou isso, o Diego falou isso, ele falou, irmão, é tipo assim, você brasileiro tá sacaneando a gente no futebol, que, ah, vocês estão sem dinheiro, 5 A resposta é uma bazuca na tua cara. Você fica puto com coisa de racismo, foda-se.
É isso que ele falou.
Então, por exemplo, pegar no cara, exato.
Aí não tem a ver, exatamente, porque eles fazem isso. Não importa se você é branco, negro, amarelo, azul, verde, eles vão fazer. Quem quer, obviamente, quem não tem essa preocupação social e quem tá cagando para isso, vai, vai fazer quase como infantilidade, né? Tipo assim, vamos dizer, você se ofende Porque, sei lá, quando você era criança te chamavam de lâmpada. Aí eu vou e falo: "Ah, lâmpada." Tipo assim, você vai falar: "A gente tem 5." Eu falo: "Ah, essa é o lâmpada." Aí você: "Ih, ih, ih." "Ah, quem tá brilhando aí, ô lâmpada?" "Lâmpada, lâmpada, outra brilhando." E aí você fica puto, entendeu?
E aí é como se você pega... Sabe aquela pessoa que pega a pilha? Pegou pilha, acabou.
É, porque você não entende. Porque o brasileiro, ele tá sacaneando ali numa coisa mais sarcástica, e você tá perdendo de 2 a 0, você vai pro lugar assim: "Cara, já vou começar. Isso a mãe que é uma puta." Isso.
Aí ele fala: "Ah, foda-se." Vamos dizer assim, o brasileiro, vamos dizer, a gente não tá ganhando. Irritando. Ah, você não sei o quê. O contrário, né, na verdade. O brasileiro tá ganhando, tá zoando o argentino. Ah, tá 4 a 0 para o Brasil, Copa do Mundo semifinal, 4 a 0 para o Brasil. Ah lá, os argentinos fodidos, não sei o quê. Ah lá, estamos ganhando, tal. Os caras tão puta aí, pô. Vamos ver, o cara que é assim, é preconceituoso, vai pensar o quê, cara?
Como que eu posso irritar esse maluco? Ah, ele fica puto por causa do macaco, e aí vai fazer o gesto racista, e aí o brasileiro vai ficar puto, e aí ele vai: ah, é? Então você é muito mesmo, entendeu? Só para irritar o brasileiro.
Caralho, isso não é só no futebol. Eu tenho um jogado, jogos online. E sempre que eles veem que o servidor é brasileiro, mesmo se não tiver nenhuma cara, é servidor brasileiro, e eles já começam a insultar assim, a insultar.
Isso é por conta de competitividade, para machucar o cara.
Exatamente. Então não importa se você é branco, negro, qualquer, você pode ser de qualquer etnia, cara, eles vão te chamar disso só para te irritar. Só que não interessa, né? Continua sendo um crime. E inclusive na Argentina também era, era Até tinha um órgão, acho que chamava INADI, que o Millet quando entrou ele dissolveu isso aí, ele dissolveu esse órgão que ia ser questão de—
Por isso que o Batista tá sendo xingado.
Exatamente.
Falando nisso, eu quero perguntar para vocês, qual é o preconceito que vocês têm com chinês lá na Argentina? Porque aqui no Brasil eles falam chinês é arrogante, eles não gostam de dar garantia, essas coisas assim.
E na Argélia também, qual que é o preconceito que tem lá com chinês, tem algum?
Ah, eles acham que todo mundo come cachorro.
É mesmo? Tem o mesmo preconceito?
É a mesma coisa que no Brasil, né?
Exatamente. Que doido!
E como é que é com francês? Por exemplo, a gente tem uma questão com português que a gente sacaneia.
Vocês têm ranço do francês?
Não tenho não. Acho que tenho dois irmãos que moram lá, então é de boa.
Mas o argelino em si tem?
Não, mas o, por exemplo, quando você olha na mídia oficial da Argélia, sempre tem uma treta lá com França, xingamento, xingamento não, mas coisa, ah, eles fizeram isso, fizeram aquilo, mandaram um milhão e meio da Meninos, mas essa coisa do passado deveriam esquecer.
Vamos começar a competição. Queria saber, antes de mostrar os propagandas, eu tenho aqui uma lista que foi feita. Eu quero entender e vocês vão ser sinceros. Qual país tem um povo mais bonito, Argentina ou Argélia?
Mulheres, não sei, porque todas usam aquela roupa.
1 a 0 Argentina. Já temos aqui 0 a 0. Vocês consideram as mulheres argentinas bonitas? Você fala assim, pô, Maurição, Brasil é mais foda.
Argelinas?
Não, Argentina contra Argentina. Eu não quero saber se você considera.
Ele não sabe, nem sabia que existia um país que chama Argélia. E a maioria aqui, quando eu falo, ou sou argelino, argentino, mas as mulheres argentinas, vocês consideram as mulheres argentinas bonitas?
Vocês acham as mulheres de feias? Não, bonitas. E as brasileiras, os argentinos gostam das mulheres brasileiras ou não acham tão legais, cara? Porque elas não têm um padrão tão europeu como as argentinas, cara.
Na verdade, o brasileiro— isso até é um dado estatístico— geralmente a maioria dos argentinos homens casam com brasileiras, com brasileiras, e tem menos argentinas. Não, pera aí, é isso, é o contrário. A mulher argentina geralmente não casa com brasileiro, mas o homem Argentinos geralmente casam com mulheres brasileiras.
Eu tenho uma amiga também que tem uma filha que foi estudar lá medicina e lá casou com um argentino. Eles tiveram um filho faz 2, 3 meses aqui no Brasil.
Mas por que a mulher argentina não gosta de um homem brasileiro?
Cara, eu vou te falar, para assim, o brasileiro, a brasileira tem uma certa mística quando tá lá na Argentina, sabe? É tipo, ah, brasileiro tem uma malemolência, tem alguma coisa, tem um molho brasileiro. Só que eu sinto que o homem brasileiro brasileiro, quando ele vê a mulher argentina, ele acha ela bonita, mas é bonita só, bonita geralmente de rosto. Isso, falta um molho. E o contrário do homem argentino quando vê a brasileira, que ele fala: cara, que mulher linda!
Por quê? Porque na Argentina você vê que as mulheres são assim, tem um certo padrão, até na roupa, geralmente vestem muito preto, é diferente, é todo mundo loura, branca. Lá na Argentina, quando você vai no Brasil, você vê uma diversidade de cores.
Vocês têm a parada gay, por exemplo, Templo, essas coisas.
Não, então lá também tem parada gay e tudo mais. E hoje em dia, inclusive, Buenos Aires é um lugar assim gay friendly gigantesco. Antes já foi um lugar muito preconceituoso. A Argentina é um país muito conservador, com o tempo virou mais.
Esquece, esquece. Eu quero perguntar uma coisa, tipo, na China também é proibido tipo parada gay, essas coisas?
É proibido.
Tem gay na China?
Eu que saiba não.
Olha o que estão me mandando no Instagram. Manda pro Paulo, mostra pro Paulo.
Eu também não entendi uma coisa, tipo assim, o pessoal da Argentina é muito parecido com brasileiros, tipo, para mim eu acho que não tem muita diferença, tipo, até porque Argentina também é um país que tem bastante culturas, tem negras, tem brancas, tem, será, asiática, tem uma indígenas, né, que faz uma mistura.
Eu acho que o Brasil é mais miscigenado, é tipo semelhante.
Diferente, tipo assim, eu acho que a única diferença.
Mas lá é crime ser gay, por exemplo? Na Argélia é crime, você vai preso.
Não, mas eu tô falando da Argentina.
Ah, tá. Argentina.
Você não acha? Você não acha que é muito semelhante?
Porque eu quero entender de uma mulher.
Homem e mulher, tanto homem. Um brasileiro gosta de Argentina, será que ele gostou por conta da cultura dela? Tipo, eu acho que não tem diferença essa questão, que aparência é semelhante, mas é que aqui não precisa dizer nada, não é, não é diferente.
Eu vou te falar diferente, tem um padrão europeu nas mulheres argentinas e no Brasil tem um padrão mundial.
Exatamente.
Aqui mais latina ou lá mais aqui?
Aqui você vê mais esse padrão latino-americano, em sentido de mistura mesmo. Exatamente.
A Argentina não é visto como latina, embora fale a língua Embora fale espanhol, que faz parte da cultura latina, eu acho que a gente é mais latino de hábitos e diversidade do que argentino, não, cara. Na verdade, não, se bem que não, você tem a música também que é meio latina.
Na verdade, a Argentina, cara, o mal da Argentina são os portentos, cara. Porque o que acontece, a visão que as pessoas têm da Argentina, lá em Buenos Aires é muito comum, não é que nem o samba. Por exemplo, o tango não é que nem o samba, é algo mais de nicho assim de Buenos Aires. Mas é esse que é o problema, as pessoas veem a Argentina como se fosse o Buenos Aires. Exato. E aí que acontece, aí você pensa, pô, o pessoal lá costumam dizer, até os jornais, né, a Paris da América Latina.
E aí que que acho, pô, então se os caras estão falando que são a Paris, então eles são europeus. E tem muita gente que se acha, sabe aquele cara que tem assim, ah, tem um nono, tem a nona, não sei o quê, às vezes é o bisavô, tataravô, mas o cara acha que é italiano. Italiano, tá? Lá também acontece isso em Buenos Aires. Só que quando você sai ali de Buenos Aires, você começa a ver uma cultura assim diversa e riquíssima. Inclusive, esse lugar que eu comentei por uma marca, que é lá em Jujuy, cara, esse lugar é maravilhoso.
Tem aqui um lugar que chamado também ali nessa mesma perto, próximo, chamado Cerro de los Siete Colores, que ali nos Andes, cara, várias cores. Lá tem vários povos indígenas, várias comunidades assim que são riquíssimas em questão de cultura e que não são brancos. São, são culturas assim que já temos com a Argentina.
Só fazer aqui rápido, senão a gente vai perder tempo. Vou tentar fazer assim mais rápido possível para a gente bater aqui. Vamos lá, então, povo mais bonito, eu vou botar Argentina porque ele não conhece tanto o povo.
As mulheres são, né?
Qual é mais escandaloso, você acha?
Acho que os argentinos, né? É calmo, é que se você mexe com ele, vai na porrada.
E aí, qual país flerta mais?
Flerta tipo mulheres lá? E você não pode flertar mulher, porque você tá mexendo com a honra da família dela, né?
É mesmo?
Mas ela fica solteira? Não, mas lá o casamento geralmente é arranjado, né? Meus pais, por exemplo, são meus primos.
Não deixa.
Pera aí, velho, agora meus primos são os mesmos dos dois lados.
Mas você é casado ou você é solteiro?
Não, agora tô morando com uma menina que é brasileira.
Brasileira?
Sim.
Tá, você mudou todo o padrão. Sua mãe ficou brava? Sua mãe queria que você casasse com o pai?
Minha mãe de boa, agora minhas primas acho que ficaram bravas.
Você ia casar com uma Só para mim saber, é visto como algo normal esse tipo de lógica?
Sim, lá é muito normal casar com prima.
Quem revida? Quem olha e fala não, isso não é?
Você falar porque normal, geralmente na época dos meus pais, porque lá você não pode, por exemplo, ir na mulher, ó, gostei de você, eu queria casar comigo. Você vai falar com a família dela, geralmente com a sua mãe. Mãe, gostei daquela menina, tipo, vai na família dela falar. Na época dos meus pais acontecia assim: o pai, por exemplo, meu pai falou para mãe dele, que minha avó, quero casar. As primeiras meninas que ela conhece, que são as primas, as sobrinhas dela, entendeu?
Se você gosta de uma menina na festa, no bar, não tem como gostar de tudo.
Não tem bar lá, não tem bar, 4 a 0 para a gente.
Tipo, por exemplo, quando vai casar, né? "Mãe, gostei daquela menina." Mas como você sabe se gosta dela ou não? É só a voz? Porque você não tá vendo ela.
É um "the voice." Tem que fazer um "the voice" da velha.
"Gostei da voz, o tom de voz da velha." Vou contar uma história bem engraçada, mano.
Quando eu tinha 19 anos, eu tinha um carro. Meu pai comprou um carro pra mim porque eu tava estudando na universidade, porque sou formado na advocacia, né? Aí na época eu ia de carro. Então uma vez o vizinho falou pra mim que a irmã dele ia casar. Ah, ele falou: ah, não quero gastar tipo com Uber, essas coisas. Na época não tinha Uber, táxi, né? Me leva para a festa do casamento dela. Quando a gente chegou lá, eles serviram a gente tipo com cara para parede assim, as mulheres atrás para não olhar.
Chegou uma das irmãs dele e me serveu tipo com o braço tipo sem manga, sem nada, como chama, mano. Aquele braço ficou na minha cabeça para sempre. Foi a primeira vez na minha vida que vejo um braço para uma mulher, mano.
Que isso, mano!
Sério, sério.
Bizarro, hein?
Ô, Jesse, põe um casaco aí, Jesse. Com Jesse, a gente fala tudo. Como é que foi para você no Brasil quando você viu uma praia? Não, a primeira vez... Você que viu.
Tá molhadinho, tá molhadinho.
Sério, aquele braço ficou na minha cabeça para sempre, mano.
Mas como é que é para você?
É, tipo, vídeos ao vivo, tá ligado?
Eu sou assim, eu sou tipo visto lá como uma ovelha negra, sabe? Meus irmãos se casaram com as mulheres argelinas por causa da virginidade. Eles só casam com mulheres virgens. Por isso você não vê muitos árabes casando com brasileiros.
Então é muito conservador?
Muito. A primeira pergunta quando você casa com brasileiro: você casou com uma mulher virgem? Falando: não, é uma coisa tipo entre eu e ela, não vou falar, entendeu?
Porque lá você vai agarrote, aquele dote que você vai pegar uma mulher que nunca deitou com outro cara. Então, para você, você como argelino aqui no Brasil, é totalmente tudo novo para você.
Não, eu comecei a beber aqui, eu não bebo porque eu pratico esporte, eu corro e tal, mas não é por causa, tipo, lá não tem bebida. Mas quando um argelino vai para fora, a primeira coisa que vai procurar é vida, porque lá no país não tem. Ou mulher, ou mulher também.
Ó, vamos fazer, eu tenho uma questão aqui, senão a gente vai passar do tempo. Ó, futebol, o maior ídolo temos aqui é Maradona ou Messi?
Eu preciso fazer essa pergunta, cara. Eu acho que hoje em dia são os dois assim.
Não, não existe.
Calma, calma, calma.
Vamos lá, não, é verdade, é um bom argumento. O que acontece, o Messi Não sei, ele tinha um maior narigão antes, diminuiu, não sei. Mas o que acontece, o Messi é como se ele fosse uma versão assim que limpinha, ele não tem, é uma versão ilibada de um atleta que tem talento e que você não vê entrando em polêmica, pelo menos não assim polêmicas gigantescas. Agora o Maradona é como se fosse um herói. Em que sentido, cara? Maradona tava lá em 86, né?
Ele fez, lembra que eu comentei aqui no início, né, sobre as Malvinas, tá? Isso foi, se eu não me engano, em 83, por aí, 83, 84, acho, algum desses anos. Que acontece, a próxima Copa, depois da Argentina ter perdido a guerra para lá, para as Malvinas, para Inglaterra, cara, foi 86 no México. E o Maradona ficou, acho que, não sei se foi quartas de final que foi Argentina e Inglaterra, Inglaterra. Então os argentinos pensaram, caraca, tipo, é uma maneira simbólica da gente poder se vingar.
Será que vai rolar? Pô, a gente tá com Maradona, vamos ver. E cara, tava tudo muito recente, então tinha uma certa esperança de que, cara, pelo menos no futebol a gente vai acabar com esse maluco. Cara, nesse jogo foi espetacular porque teve o gol de mão, e o gol mais bonito da história, cara. E aí foi 2x1. Então graças a um desses gols, né, a Argentina passou faz. E simbolicamente vingou isso que aconteceu lá nas Malvinas.
Então, cara, é um anti-herói nesse sentido, porque ele vingou os argentinos, mas é só tecnicamente melhor, mas não tem uma história por trás romântica relacionada a uma, né, o cara saiu do zero, uma emoção.
Isso, falta essa questão. E além disso, bom, tem essa questão com as drogas, né, do Maradona, que tinha vários problemas. E por outro lado, ele também tinha um discurso Isso que muitas vezes era a favor dos mais pobres.
Meu irmão, ele tem uma igreja. Isso para mim é muito, muito louco.
Já o maior ídolo de Argélia seria o Zidane?
Zidane, mas Zidane, ele é argelino, que jogou com a França, né? Mas lá eles gostam muito dele.
Como é que fica para vocês o maior ídolo de vocês não ser de vocês? Porque ele não é francês.
Benzema também.
Benzema também é argelino. Então você tem dois jogadores incríveis da Argélia que estão jogando pela seleção da França. Como vocês encaram isso?
Para a gente é normal, porque olha, se ele jogou com a Argélia, ia ganhar o quê? Copa da África. Então ele fez o certo, jogou com a França e ganhou Copa do Mundo.
Tirou para ver, né?
Geralmente os jogadores da Argélia, a maioria são nascidos na França, formados lá.
Ao contrário, os jogadores da Argélia são franceses, os jogadores da França são argentinos.
Sim, porque por exemplo Mahrez, por exemplo, nasceu na França, ele é formado na França, mas como eles não são selecionados na França, eles escolhem outra seleção para participar.
Então seria Argélia uma seleção, uma segunda seleção tipo francesa.
Ainda bem que o Paulo não tá aqui, né? Porque senão já ia estar com argumento pronto.
Vamos ver as propagandas então.
Vamos propor aqui, a gente tem algumas da Argélia, algumas da Argentina. Queria propor que talvez, acho que duas da Argélia, duas da Argentina, Argentina e a gente faz a votação, tá bom? Se caso acabar em empate—
não, é impossível acabar em empate, já tá 4, já foi golpeada.
Vamos lá, essa aqui é Argentina. Daqui você se lembra dessa propaganda?
Propaganda antiga, quando a mulher não usa aquele hijab, né? Hoje em dia a maioria— essa época era boa.
Quando que foi isso? O que que gerou essa coisa mais radical, né, que você falou que ela não podia usar?
Porque os islamistas chegaram no poder, entendeu? Foi quando isso? A partir de 1988, começou a guerra civil lá e de lá ficou, mano. Minha mãe não usava aquela hijab.
E como é que é para sua mãe usar hijab hoje em dia?
Minha mãe é muito religiosa, mas na época ela ficou de boa, mas minha mãe sempre foi uma pessoa religiosa.
Do nada, a Jéssica, agora você vai ter que usar usar hijab.
Você fala, pô, eu acho tipo desnecessário. Vou te falar o porquê. Porque a mulher usa hijab para não seduzir o homem. Mas se fosse o homem, tipo, mulher, o homem também não se diz, não se diz a mulher.
Então tem que botar hijab nos cara também.
Deveria, mas ela é tão machista que coloca só na mulher. Eu sou contra.
Inclusive, eu não sei se tem a ver com regime de lá, é muito difícil encontrar comerciais novos.
Aonde? Na Argélia.
Na Argélia, grande maioria aqui são comerciais antigos, entendeu?
É muito difícil achar coisa nova.
Esse é novo?
Pô, vai morrer, meu.
Acho que publicidade lá são—
não é publicidade não, é teatro, né?
É propaganda.
Propaganda. Ele falou, eu tenho que parar, mas sobre o quê? Não era parar de tossir, parar de o quê?
Acho que é fumar.
Acho que é fumar.
Acho que é meio literal as propaganda dele, o cara Então tem um produto pra falar de vocês. Eu gostei, porque não tem que ficar inventando a roda.
Vamos agora à Argentina.
Deixa eu só falar um negócio antes de falar da Argentina. Eu sou publicitário de formação e eu tô numa situação muito delicada.
Ele sempre tem que jogar esse diploma na cara.
E eu preciso falar por quê? Porque as melhores propagandas do mundo são argentinas. Exato. Então é difícil essa competição, porque...
Não, é verdade.
Não só o cinema argentino, ele é muito mais premiado do que o brasileiro e mais... Qual que é o filme argentino famoso assim?
Também não pode.
Relatos Selvagens e El Secreto de Susurros.
Aí tem, aí é, a minha, o melhor foi Cidade de Deus. Você tem que ver Cidade de Deus. Mas a Argentina, eu cresci, eu como publicitário, os brasileiros falando, cara, o que a Argentina produz de publicidade tá fora do padrão do mundo, assim, é muito isso.
É verdade, é verdade.
Comprando as bolas argentinas é brincadeira, viu?
Mas o que adianta propaganda ser boa se os caras não têm dinheiro para consumir o produto? Aí ele vai me chamar de macaco agora. É assim.
Tango fusión con rock.
¿Con rock?
Está bastante bueno. Intentamos hacer algo que abarque un poco más a todo el mundo. Bueno, creo que por fin superé el risotto de mi abuela. Lo hice yo, Te felicito.
Bueno, bueno.
Y aparte de todo esto que contaste, ¿tenés alguna inquietud útil?
Estudio medicina, como vos, pa. ¿Y qué especialidad?
Yo no sé de qué se trata la medicina.
É bom, cara.
Isso no Brasil demora para caramba para provar um negócio desse.
É boa essa propaganda deles, você entendeu? Café, né?
Não, não entendi. A publicidade é sobre H2O?
Isso sim. E o cabelo?
Quem que cabelo?
Não, então, é porque, viu, isso também, os argentinos são muito disruptivos na hora de fazer o comercial, e por isso que geralmente tem essa fama de Cara, os caras saem muito fora da caixa.
É muito fora da caixa. E para vender um negócio não tem nada a ver, mas ao mesmo tempo, mas fica famoso a ideia.
Ah, tá, tá. Por exemplo, tem um comercial que é muito famoso, não sei se talvez tenham feito. Será que é esse? Não, não é esse, não é esse não. Tem um que é do, da tele, é um de telemarketing, é sobre o Brasil. Esse aí, Telecom Personal, esse aí. Inclusive, só um detalhe antes de OK, é porque aí vocês vão também ouvir o portunhol argentino, que tem o portunhol maroto do Brasil, né, que é aquele, ó, do brasileiro, entendeu? O brasileiro tentando falar espanhol, que é tipo, é, me vê uma pipoca com cueca-cuela, que também tem pessoa que acha que é espanhol, mas não é porra nenhuma.
Mas e aí que acontece, esse aí que vocês vão ver nesse comercial é o argentino fazendo portunhol, tipo o argentino tentando falar português. Então Personal te sigue dando siempre más beneficios, así que necesitamos más temas para poder seguir aprovechándolos. Hoy hablemos de: ¿Por qué creemos que sabemos hablar portugués?
Aló, parlo con la pousada do mar.
¿Cómo vai?
¿Cómo estai?
Yo llamo por una habitacioncina que vosé tiene en su hotelinho. ¿Vosé me entende? Ah, eu he visto na internet.
É a habitação, é a praia, é a sua frente.
Ah, me gosta?
Ah, me gosta muito!
Uma última perguntação: o Hotel Hinho tem desayunação incluído? Ah, muitas gracinhas! É disso, não é chip, é crédito, crédito de celular. Que viu que o cara tá falando? E Personal é uma marca lá de telefonia, né, móvel e tal. Então ali na época não tinha dados móveis, né? Então você colocava o crédito e ele tava falando: ah, por que que a gente acha que sabe português? Aí fica nesse hotelinho. Aí até falando uma parte ali: ah, uma perguntinha, perguntinha. Só que é pergunta em espanhol.
Quando eu cheguei aqui eu falava pergunta, e aí depois que eu comecei a saber aqui em português, pergunta. E aí, jeitinho, pergunta.
Isso. E aí tem outro ponto ali também do portunhol que ele Fala assim: é uma perguntinha, tem desayunação incluída? E tipo, cara, você sabe o que que é desayunação?
Café da manhã. Mas como você sabe que é café da manhã?
Exato, mas viu, você sabe espanhol.
Mas quem não sabe, ele não falaria café da manhã, entendeu?
Isso, porque ele não falaria isso.
A gente ligaria para você falar: vocês têm café de la mañana? A gente faria exatamente isso.
O brasileiro falaria café da manhã, ou a gente falaria desayunação. Você coloca ação em tudo.
E a gente põe um E no meio, a gente tá falando argentino, espanhol.
Não é, pô, já aconteceu já com um amigo meu de ir para o Brasil e falar assim: ah, você tem uma camisinha do Brasil? Que isso, aqui a gente não vende não, tem que ir na farmácia.
Ó, para mim matou, é, matou, mas assim é por conta do regime.
Não, mas eu falei que a comida é melhor, né, deveria deveria contar, né?
Pô, então 2 pontos para Argélia.
Não, de pena que não.
Então põe 1.
Não, mas achar que chuca é boa mesmo.
É, já começou. Esse vídeo tá entrando 11 horas da manhã. O jogo, que horas que é?
O jogo, se eu não me engano, é às 19 horas.
Então hoje pode botar no seu bolão: Argentina leva da Argélia. Talvez o resultado seja 4 a 1.
Não, não, talvez seja.
Ah, vocês querem chutar, ó, palpitar?
Argentina perdeu contra a Arábia Saudita, mano.
Você acha que ela vai ganhar Calma, você também tá meio, também.
Vamos fazer um bom jogo. 3x1. Não, vamos botar Argentina não tomar gol, porque o Dibu no gol. 2x0, 3x0 Argentina.
Paulo Chinês, que entende tudo de futebol, quanto que você acha que vai ser o placar desse jogo?
Cara, eu, eu acho que 4x0.
Para quem?
Do lado da Argentina, 0x0.
Ah é?
Gol de quem?
O Messi, né?
É tipo a minha esposa.
Ele joga, né?
Batista, vai.
2 a 0 Argélia.
2 a 0?
África Unida! Eu acho que vai ser empatado, mano, porque a gente vai fechar.
É um time bom mesmo, foi muito bem nas eliminatórias.
E você acha que, cara, eu vou te dar uma sugestão: primeiro sequestra o Messi.
Primeiro, olha, acho que vai ser 2 a 0 Argentina. Gol de Messi e Álvarez.
Álvarez é bom, Almada faz gol. Senhoras e senhores, essa é a Copa do Mundo dos Três Continentes. Aproveitando todo esse mês de Eu sempre vou ter aqui duelos baseados nos jogos que a gente estará assistindo no dia. Quem sabe, afinal, não voltam, não voltam. Um cara, tô falando mal, hein, porra, tô cansado, cheguei de Angola, tá pesado aqui. Um dos dois aqui não volta para a gente fazer outros embates. Deixa o like no vídeo.
Eu quero só deixar um parênteses aqui porque eu sei que vai acontecer, eu sei que vai acontecer. Maurício Meirelles em algum momento da Copa do Mundo vai se tornar um correspondente do Três Continentes. Ninguém mandou querer ir para lá, filho. Senão você vai gravar matéria para os 3 continentes de lá, tá?
Senão você vai vender o livro e você vai ser preso lá.
Maurício Meirelles está indo para a Copa do Mundo, tá? Perfeito.
Pô, mas vou trabalhar para caralho, cara.
Eu não tô nem aí, ninguém mandou ir. Vai trazer matérias de lá e talvez links ao vivo, tá?
Eu vou ganhar igual o Paul que tá aqui no ar-condicionado.
Exatamente.
Nem vem.
Mas você vai estar nos Estados Unidos vivendo o sonho americano.
Gastando em dólar. Posso comer um donut que eu tenho que gravar para o Batista.
Fazer, cobre no Instagram dele.
Isso, pode cobrar. Cadê as matérias no 3 Continentes?
Valeu, gente, obrigado. Aí, ó, lembrando, os Instagrams aqui, os contatos dos dois, eles querem divulgar alguma coisa aqui na descrição do vídeo. Vocês querem falar alguma coisa, aproveitar?
Sim, sim, aproveito para fazer um jabá, né, do meu curso espanhol tranq.
Então, ó, do básico, legal, cara, legal para caralho.
Eu sou formado em letras portuguesa e espanhol, então sou argentino brasileiro e tenho formação.
Dá para ver que o moleque é gente boa para caralho, embora a gente para caramba também.
Muito inteligente, muito legal.
Deixa ele fazer o jabá, meu.
Faz aí, tá faltando, velho. Então entrem lá no meu Instagram, clica no link da bio para conhecer mais sobre o curso espanhol Trank, do zero avançado.
Então é isso, entrem no curso, aprendam espanhol, que, porra, para você sair do Brasil. O que você quer falar?
Não, vou agradecer todo mundo, obrigado. Quer vender algum produto? Vende tapete, sei lá, eu não tenho nem redes sociais, o correr desse sucesso, tem um Instagram fechado. Cara, que difícil de achar, cara.
É, tá tendo um problema aí.
O cara é empresário, meu, entendeu?
Acho que é isso. Quero agradecer todo mundo, as pessoas que trabalham comigo.
Adeus, minha namorada.
Tá se matando, parece. Agradecer minha família, tô indo nessa aí.
É isso aí, um abraço aí pra menina do braço que tá até hoje na cabeça Ryan Reynolds here from Mint Mobile with a message for everyone paying big wireless way too much. Please, for the love of everything good in this world, stop. With Mint, you can get premium wireless Wireless for just $15 a month. Of course, if you enjoy overpaying, no judgments, but that's weird. Okay, one judgment. Anyway, give it a try at mintmobile.com/switch.
— Anúncios inseridos dinamicamente —
Insider
Camiseta com tecnologia, cueca