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CHINATOWN EM ANGOLA? CHINÊS NÃO SABE NEGOCIAR MAS SABE REBOLAR! | ESPECIAL ANGOLA #EP08 | #3CONTINENTES

02 de junho de 20261h10min
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No episódio de hoje do #3CONTINENTES vamos conhecer a CHINATOWN em Angola!

Entre pratos exóticos, exploramos a culinária e a cultura no bairro chinês em Luanda e descobrimos que o Paulo é outra pessoa perto dos seus semelhantes. Fizemos a revanche do FUNGE mas o melhor está no final… terminamos a noite conhecendo a vida noturna da cidade!!!!!!

Deixa nos comentários se você comeria esse funge angolano.

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04/06/2026 - Belo Horizonte/MG

23/07/2026 - São Paulo/SP

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Participantes neste episódio6
M

Maurício Meirelles

Host
B

Baptista Miranda

Co-hostHumorista
P

Paul Cabannes

Co-hostHumorista
A

Alex

ConvidadoPastor
L

Lauriela

ConvidadoMiss Angola
P

Paulo

ConvidadoConsultor comportamental canino
Assuntos7
  • Gastronomia Angolana e ChinesaExperimentação de pratos locais e incomuns · Funge (milho e mandioca) · Cabeça de pato e outras partes de animais · Comida vietnamita · Comparação com culinária brasileira e francesa
  • Chinatown em AngolaCulinária e cultura no bairro chinês de Luanda · Comidas exóticas e tradicionais · Interação com a comunidade chinesa e angolana · Diferenças culturais e de negociação
  • Comida e culináriaExploração de um restaurante vietnamita em Luanda · Pratos experimentados: rolinho de primavera, cabrito, sapo frito · Comparação com a culinária chinesa
  • Vida Noturna em LuandaExploração de bares e lounges · Experiências em locais como o Update e o Art House · Interação com locais e Miss Angola
  • Viagens e Imersão CulturalDesafios e aprendizados da viagem · A importância da experiência local · Comparação de custos e valor da experiência
  • Encontro noturnoVisita a bares e lounges · Experiências em locais com música e ambiente · Encontro com Miss Angola
  • Comida e desafiosExperiência em barracas de comida · Tentativas de negociação e resultados · Diferenças entre negociar com chineses e angolanos
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?Voz C

Olha a cabeça de pato!

?Voz D

Se você quiser me obrigar a provar isso aqui, eu saio do Três Continentes, mano. Por que que isso é nojento e cabeça de "sei lá qual" e não é?

?Voz C

Então lame meu saco, vem cá. Acabei de virar vegano. Negociei com a tua turma lá.

?Voz E

Tá suado, é brincadeira. Ela não aceitou nossa publi?

?Voz G

Seja bem-vindo a mais um novo projeto. Estamos na China. Agora os 3 continentes estão na China. Cara, você sabe por que tudo isso de tempo eu fiquei com vocês? O quê? É pra vocês me deixarem na China. Muito obrigado, tchau tchau pra vocês, vai, vocês vão gravar aqui.

?Voz C

Eu acho o seguinte, o que atrapalhou esse momento que passou 3 africanos atrás num caminhão...

?Voz G

Mas é tchanega.

?Voz C

Ah, tá.

?Voz D

Chiniga.

?Voz C

Entendi. Eles são chineses negros. Exatamente. Conhecido como molho shoyu.

?Voz G

É isso, é um show. Muryo tare.

?Voz C

Muryo tare, exatamente.

?Voz D

A realidade é que a gente tá no bairro Liberdade. Essa viagem não existiu, mas foi muito bem gravada e a gente vai mostrar aqui umas comidas coreanas, umas coisinhas pra vocês.

?Voz C

Na verdade, quem fez esse episódio acontecer foi o próprio público que mandou muita mensagem: vocês têm que conhecer o bairro chinês em Luanda. E a gente veio aqui, são quase 40 minutos de Luanda, a gente veio pro bairro chinês. É sério?

?Voz F

Ai, bairro chinês, até agora...

?Voz G

Não vi nenhum chinês.

?Voz C

Eu sou chinês.

?Voz F

É sério?

?Voz C

Mas o bairro é chinês?

?Voz F

Não, o bairro é chinês, só tem chiniga. Só mesmo, só tem isso. Olha lá, chiniga. O quê? Ô, chefia, pode vir aqui?

?Voz C

Por favor, por favor.

?Voz F

Vem cá, vem cá. É rápido, é pra zap.

?Voz C

Você é chinês?

?Voz F

Você é chinês? Não, sou angolano, pai.

?Voz C

Ué, mas é chinês.

?Voz G

E o que é isso aqui? Yanli Changying.

?Voz C

Vem cá, com licença, com licença. Tudo bem?

?Voz F

Você é chinês, Cota?

?Voz C

Aqui é o chinês. Vem cá, por favor. Aí, fala, fala.

?Voz F

É, tá muito perto.

?Voz C

Quando a gente ignora, chegamos no bairro chinês.

?Voz F

Já mostrei que tem prédio em Angola?

?Voz D

Eu gostei muito dessa atitude, que me relembrou muito minha cidade natal, Paris.

?Voz C

Ou seja, a gente vai ter facilidades para comer aqui. Muito obrigado, viu?

?Voz E

Paulão, vamos ali levar eles ali. O que que tá escrito naquela placa ali, ó, vermelha ali, ó?

?Voz C

Ah, ele vai inventar.

?Voz G

Essa é comida conservada.

?Voz E

Não, mas o que que tá escrito, meu? Vamos indo lá, vai.

?Voz C

Mas que vontade a direção também, hein? Oitavo dia, o diretor tá: vai lá, vai lá, vai lá. Já tá de saco cheio. Vai sair, vai sair.

?Voz F

Mas tá um saco cheio o diretor também., Paulo, tenta nos traduzir tudo que você tá vendo aqui.

?Voz G

Tá muito difícil, viu? Aqui fala China, comida conservadas., fast food.

?Voz E

Vamos ver o que tem de comida aqui.

?Voz C

É, é, é. Não, mas peraí, peraí, só pra explicar. Aê, porra, chinês, cara.

?Voz G

Porra, chinês, parece chinês, cara.

?Voz C

Fazendo dois até agora.

?Voz G

Não, três, mais esse aqui que tá aqui atrás.

?Voz C

Era o mesmo, é que eles são iguais. É assim, calma, calma, antes de a gente entrar, deixa eu explicar. Isso aqui é um bairro chinês. Vem cá, me ajuda aqui, você que trabalha aqui. Vem cá, você ajuda. Aí, mais um. Ei, China, ei.

?Voz F

Pronto, fica feliz.

?Voz C

Vem cá, você trabalha aqui. O que que é esse bairro? O que que tem nesse bairro?

?Voz F

Aqui temos restaurante.

?Voz C

Aqui só tem restaurante? A galera sai daqui só para comer coisa crua? Só para comer cachorro?

?Voz F

Tem carne de porco. Mas peraí, mas o bairro chinês só tem comida angolana?

?Voz C

Mas não tem televisão chinesa? É eletrodoméstico?

?Voz F

Sim, aqui tem. Ah, tem?

?Voz G

É muito Xiaomi, né?

?Voz C

Xiaomi é um chá na televisão.

?Voz F

Isso é impressionante, mano. Só o único chinês simpático é um angolano.

?Voz C

Não é possível. Por que será?

?Voz F

Por que será?

?Voz C

Mas aqui então é parte de comida e parte de eletrodoméstico. É muito mais barato aqui. E coisa falsificada, tem coisa falsificada? Nunca vi, não sei Ah, ele trabalha, né?

?Voz F

Ele trabalha, ele trabalha, tem razão, ele trabalha.

?Voz E

Pede licença, pede licença para dona, vai, pede licença.

?Voz G

Pera aí. Olá, tudo bem? Então, infelizmente, ela não sabe falar português.

?Voz D

O que é isso?

?Voz C

Melhor, porque a gente pode falar mal.

?Voz G

Vem cá, olha a cabeça de pato, cabeça de pato, pescoço de pato, mão de pato.

?Voz C

Mas a gente não precisa ir para China.

?Voz G

China é isso, China é isso, China comer muito pato, viu?

?Voz D

Mas deixa eu te falar, no Brasil não tem essas comidas.

?Voz C

Lógico que não tem.

?Voz D

Nas comidas chinesas do Brasil também não tem isso.

?Voz G

Tem, lógico que tem. Isso aqui, você já foi no restaurante chinês?

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?Voz F

Você ama, né?

?Voz D

Isso é cabeça de pato?

?Voz G

É cabeça de pato.

?Voz D

Não, isso não tem no Brasil, certeza.

?Voz G

Tem, já comi. Ah, é?

?Voz D

Que doideira, cara. Posso perguntar por que que vocês pegaram a parte mais nojenta do animal e falam que vai comer?

?Voz F

Que isso?

?Voz G

Que não tomar banho?

?Voz D

Mas ninguém me come. Vocês comem isso?

?Voz G

Eu já comi você.

?Voz D

Uma vez não vale.

?Voz C

Posso perguntar para uma chinesa aqui?

?Voz F

Pode, pode. Tudo bem?

?Voz C

Você que é chinesa. Você é chinesa também? Não, sou angolana. Não, você é chinesa.

?Voz B

Não.

?Voz C

Qual é o seu nome?

?Voz F

Os pais não são chinês nenhum?

?Voz C

Não, não.

?Voz F

É de onde?

?Voz G

Meus pais?

?Voz I

São benguela.

?Voz C

Lobito? É. Mora num prédio que todo mundo joga bola na quadra? Não, não.

?Voz F

Qual é o nome do teu pai?

?Voz C

Alberto.

?Voz F

Albani?

?Voz D

Albani? Sou prima.

?Voz F

Alberto.

?Voz C

Alberto? É da barbearia. Deixa eu te falar um negócio. Você trabalha aqui, certo? Certo. O que que tem aqui na Chinatown que vale a pena as pessoas virem? Por que que as pessoas vêm pra cá?

?Voz I

As comidas.

?Voz C

Vêm pra comida?

?Voz G

Mas eles comem comida chinesa mesmo?

?Voz C

Comem. Não, eles vêm até aqui pra comer funghi. Mas tem funghi aqui também?

?Voz A

Não, não tem.

?Voz F

Eu queria perguntar algo. Ele disse que ela não fala chinês. É obrigatório você trabalhar aqui e falar chinês?

?Voz C

Não, ela é a parte angolana, ela ajuda a galera de Angola que não sabe falar chinês. Com chefes?

?Voz I

Ela fala um pouquinho.

?Voz C

O cara já tá bravo aí. Você consegue entender o que eles estão falando?

?Voz I

Ela tá puta com nós, Paulo?

?Voz G

Não, ela não, ele.

?Voz C

Ele tá? Fala com ele lá. Fala com ele lá, vai. Fala o quê? Fala assim: "A gente é de paz e a gente veio visitar o seu líder." E fala que o Polka Bunnies quer provar uma cabeça de pato. Fala: "Me leve ao seu líder." Fala isso pra ele.

?Voz D

Cara, se eu provar isso aqui, se você fizer, a galera me obrigar a provar isso aqui, eu saio do Três Continentes, mano.

?Voz C

Pô, vamos comer aqui então.

?Voz G

Vem cá, vem aqui, pô.

?Voz C

Pato, pato.

?Voz G

Não, esse é porco.

?Voz C

Orelha, orelha. Adorei a sua mãe, velho. Adorei a sua mãe. Obrigado, Dona Paulo. Orelha. Que isso? Pau de pato? Porco, né? E faz mal pro intestino, provavelmente.

?Voz G

Não, não, faz bem.

?Voz C

O que que é isso aqui que ela falou? Cabeça. Cabeça do porco? Vocês comem isso?

?Voz G

A gente come muito.

?Voz C

E isso é o quê? Isso é o quê?

?Voz G

Esse é o chinês.

?Voz C

Pergunta pra ela o que que é aquilo. O que que é aquilo ali?

?Voz D

Pergunta.

?Voz G

Ask her.

?Voz C

Vinícius. Fiquei com medo dela soltar uma piadinha errada aqui.

?Voz E

Quer olhar o cardápio?

?Voz G

Então, acho que cardápio é só pra mim olhar, né?

?Voz F

Paulo, o que que ele recomenda?

?Voz G

Que que você vai embora daqui agora? Não, não, vamos pegar uma coisa gostosa. Não, esse não é gostoso.

?Voz F

Esse daqui, amigo, gostar?

?Voz G

Eu acho que essa agora a gente já comeu no estúdio.

?Voz D

Depois vai ter uma galera que vai falar: "Não, culinária francesa é superestimada e tal." Velho, de verdade, é nojentíssimo isso. É nojento, velho.

?Voz G

É nojento, cara.

?Voz D

Tua comida é muito nojenta.

?Voz C

O que é normal? Cú do porco é normal pra vocês?

?Voz E

Normal não, normal de comer em São Paulo.

?Voz G

Não, tem carne bovina.

?Voz C

Carne bovina?

?Voz D

Aí sim.

?Voz C

Uma coisa rápida, uma coisa mais rápida, a gente vai pegar aí várias coisas.

?Voz E

É o petisco, pega um petisco aí, Paulão.

?Voz G

Vamos fazer o seguinte, vamos pegar isso aqui então.

?Voz E

Isso aqui não tá pronto?

?Voz C

Tá pronto. Deixa eu falar um negócio pra você, aproveitar fazer o merchan aqui. Obrigado, TAG, porque esse daqui é o nosso penúltimo dia e provavelmente vai bater a comida chinesa na executiva da TAG. Muito obrigado, TAG. Pelo banheiro incrível que vocês oferecem, sistema maravilhoso, conforto. Nada como uma executiva da TAG para voltar para o Brasil depois de comer o cérebro do pato, essas coisas. Então obrigado, TAG, é nós.

?Voz E

Ô, Paulão, fala para ela pegar pouco, não precisa de um maior tanto. Fala para ela pegar um pouquinho só.

?Voz C

Paulo tá trolando a gente.

?Voz E

Ô, Paulo, é só para eles provarem, não é para fazer um...

?Voz D

Eu queria também agradecer, já que a gente agradeceu à TAG, à culinária brasileira, porque tem um cara que em algum momento viu o arroz e feijão e falou: "Isso vai ser comida, não vamos precisar comer linguiça, orelhas de porco, língua de porco..." Eu queria agradecer também ao pessoal que criou o fogão, né?

?Voz C

Que ele, quando criou o gás e o fogão, ele conseguiu tirar as coisas cruas e fazer um alimento que fosse de uma forma saudável e adequada.

?Voz D

Inclusive, o fogão foi inventado graças ao fogo. Queria inventar quem inventou o fogo. O fogo. E graças a tudo isso, na verdade, graças no fundo ao cara que inventou o fogo, estamos aqui em Angola.

?Voz G

E também graças à China, que proporcionou a cidade China pra gente que está aqui na Angola.

?Voz F

Eu queria agradecer a quem inventou a comida. Graças a vocês nós estamos aqui.

?Voz C

É por isso que os caras trabalham. Quando a comida não é boa, te resta ficar trabalhando. A gente tem comida boa, a gente fica o tempo todo comendo. Quer ver? Vem cá, com licença. Vocês que são de Angola, tudo bem? De verdade. Vocês gostam dessa comida? Pode falar de coração, relaxa. Não, gostamos dessa daqui. Gostamos. Me dá assim o pior que você acha e o melhor que você acha, para eu experimentar, talvez segundo o seu toque.

?Voz I

A galinha é boa, a carne de porco boa.

?Voz C

E o que que você acha que você fala: "Ah, isso daqui eu não comeria não"? Porque é normal também, porque tem muita coisa ali que a gente achou nisso também. Intestino, né?

?Voz G

Não, justamente peguei o intestino.

?Voz C

Mas ele fez cocô antes? Eu não vou comer cocô do pato. É tudo o quê? Tá limpinho mesmo, né? É que o chinês quando fala que tá— ah não, tá na promoção. Não vai quebrar, a geladeira não vai quebrar.

?Voz G

Mas não tem garantia.

?Voz C

Tem garantia esse intestino? Se eu passar mal, vocês me devolvem o dinheiro?

?Voz I

Também não tem como passar, porque eles têm precaução na alimentação deles.

?Voz C

Tá bom, tá bom. Boa, chinês. Obrigado. Vou confiar. Vamos sentar ali. Olha o ânimo do chinês, mostra ali. A felicidade que ele tá. Tá com uma vontade de... Tá parecendo a minha vontade. Tá com uma vontade de aparecer no canal Três Continentes.

?Voz F

Como é que você se sente?

?Voz G

Em casa. Que nem você se sente no Lubito, eu sinto aqui em casa. É verdade?

?Voz I

É.

?Voz C

Mas você não gritou com ninguém, não fez ninguém fazer suas vontades, não fez o cara ficar escravo, como é que você tá sentindo em casa?

?Voz G

Bom, então, isso é uma história. Porque o chinês não consegue escravizar outro chinês, porque senão ninguém sabe quem é o padrão. Ah, entendi. Entendeu?

?Voz C

Todos estão com vontade de gritar com o Batista, só estão se contendo.

?Voz F

"Fale em sié, gaiin!" Não existe!

?Voz D

Mas sabe o que eu percebi? Eu tô achando que, por exemplo, os restaurantes chineses, tanto da França quanto de Angola, eles são um pouco do Brasil, eles são abrasileirados, eles são afrancesados. Aqui parece que é um lugar completamente original, chinês, chinês, chinês, chinês.

?Voz G

Porque eu acho que aqui quem mais frequenta assim nesse restaurante é o chinês. Acho que angolano, de fato, que ele consome menos.

?Voz F

Por quê?

?Voz G

Porque eu acho que o chinês que vem aqui para Angola, ele primeiro procura um lugar que tem chinês. E o chinês geralmente não acostuma com comida assim de outros países. Então eles têm que vir aqui, eles consomem isso.

?Voz D

O chinês do Brasil, ele nunca come arroz, feijão, uma coisa assim?

?Voz G

Come, mas pouco. Ele prefere mais comida assim chinesa do que comida brasileira.

?Voz C

Por que ele veio da China para cá?

?Voz G

Vem trabalhar.

?Voz C

Mas por quê? Pra fazer... Porque assim, eu entendo o cara que vem trabalhar com petróleo, o cara que vem fazer estrada...

?Voz G

Você veio aqui pra fazer um restaurante? Você fala? Qual é o motivo desse? Eu vou explicar pra você. Assim, esses chineses que vêm pra cá, com certeza ele tive algum restaurante na China ou ele trabalhou pra algum chinês na China de restaurante.

?Voz C

Aí ele pensa assim: "Pô, eu não entendo de nada..." Aqui tem uma concorrência gigante.

?Voz G

"Eu não entendo de nada." Tipo, de outras áreas. Então ele tem que vir aqui, ele vai abrir um restaurante chinês porque ele sabe que tem um público pra consumir isso e uma coisa dentro do talento dele, então ele abre uma, entendeu? Porque lá na China ele tem muita concorrência, né? Ele não consegue, tipo assim, abrir a mesma coisa que tá aqui lá na China pra conseguir ter a renda. Não vai. Tem 10 mil pessoas competindo com ele.

?Voz D

É o que eu sempre te falei, você tá na França, você vai fazer qualquer coisa, "Você quer abrir uma barbearia que a galera te atende de cueca com o pôster do Cristiano Ronaldo?" Já tem 3 caras que fizeram isso.

?Voz G

Essa é o Red Bull chinês. Red Bull chinês? Então vai.

?Voz D

É uma concorrência.

?Voz C

Esse é Red Duck, né? Sim. Já bebeu lá?

?Voz G

Já bebi. Ou Red Cow, né? Essa aqui é Red Bull chinês. Na verdade, Red Bull chinês é versão de tailandês também.

?Voz E

Vocês falsificaram?

?Voz G

Não falsificar, a gente comprar uma parte, entendeu?

?Voz F

Por que que chinês é menos simpático?

?Voz D

Eu ia perguntar isso também.

?Voz G

Cara, é assim...

?Voz C

É desconfiado?

?Voz G

É muito desconfiado.

?Voz C

Por quê?

?Voz G

Porque ele tem medo de ser enganado. E também que, assim, vou ser sincero com você, tipo, tive uma época, eles têm mais estereótipos com as pessoas, porque eles sempre vivem num lugar só, né? E também o chinês teve uma época aqui ganhou muito dinheiro e o pessoal começa a se achar que ele é importante, entendeu? E acho que isso pegou. Mas não é que os chinês são assim, entendeu, rigoroso.

?Voz F

Eu sei que a maioria não é, mas tipo, eu sou angolano, né? E a maioria dos chineses que trabalham aqui parecem que não tem aquela simpatia com o próprio angolano, tá ligado?

?Voz C

Eu vou te falar um negócio, eu acho que é uma coisa de povo antigo. Essa é minha visão. Concordo, concordo. Português de Portugal antigo, velho, ele tem uma coisa de tradição de 600 anos, então ele é desconfiado da história do mundo e tal. Chinês é milenar. Angolano é recente.

?Voz D

O francês é um povo antigo também e também não são muitos.

?Voz C

Exato, acho que tem a ver. É a quantidade de tempo que você tá no mundo.

?Voz F

Não, eles são mais tranquilos.

?Voz C

Já de saco cheio do mundo.

?Voz F

Você não acha que é meio estranho você não ser simpático o estado do país dos outros.

?Voz D

É, mas isso é estranho.

?Voz G

Eu acho que assim, talvez os primeiros chineses que vieram aqui, eles assim, eles tomaram golpe. De fato, as pessoas, por conta do conhecimento, né, fala de conhecimento. E aí o que que aconteceu? Ele começou a ter resguardo, tipo, o cara vai me enganar, foda-se, eu vou ou ele me enganar, vou enganar ele, entendeu? Eu prefiro eu enganar ele do que Não tem como ele me enganar.

?Voz D

Mas tem uma coisa que me parece, e se eu tiver errado aí é delicado, mas que o chinês ele tem um tiquinho de complexo de superioridade.

?Voz C

Falou francês, pô. Eu descobri que o francês não é um tiquinho, é pra caralho.

?Voz D

Os caras são grosseiros, tem um complexo de superioridade e mal educado. Cara, eu descobri que eu sou chinês, velho.

?Voz C

Paulo, me explica aqui. Isso daqui então é intestino? Intestino do pato.

?Voz F

Do pato?

?Voz G

Do pato.

?Voz C

Tem um shoyuzinho, não tem? Direto? Não tem um molhinho?

?Voz G

É tipo assim temperado já.

?Voz C

Não tem um ketchup? Uma vez, qual é a vez?

?Voz E

Deixa eu fazer uma imagem aqui.

?Voz D

Sabe o que me deixa puto? É que toda vez que eles me fizeram comer coisa chinesa, seja aqui ou no estúdio, ou é intestino de pato, ou é tipo cu de galinha, alguma coisa assim. Aí eu vou chegar na China, vou descobrir que é arroz.

?Voz F

Ninguém come isso.

?Voz C

Sabe o que me deixa puto? A desigualdade social e o racismo.

?Voz E

Perfeito, uma salva de palmas.

?Voz C

Pode não falar dessa porra de novo.

?Voz E

Salva de palmas, meninas. Muito bem.

?Voz C

É isso aí.

?Voz D

Isso também me deixava puto no passado, mas agora tô mais puto com isso. A desigualdade parou de me incomodar.

?Voz C

Tá gostoso? Peraí, o chinês fez uma cara que eu também não...

?Voz G

Não, tá bom.

?Voz E

Come mais pra eu ver.

?Voz D

Peraí. Vai assustar a procedência, sabia?

?Voz F

Mateus.

?Voz C

Oi.

?Voz F

Sério mesmo, as filhas não tinham jindungo aqui? Meu Deus do céu!

?Voz C

Jindungo! Tem?

?Voz F

êê!

?Voz D

Não é ruim, mas...

?Voz C

Calma, vamos lá.

?Voz G

Peraí.

?Voz F

Mas o jindungo...

?Voz G

O que que é o jindungo?

?Voz F

Pimenta.

?Voz G

Ah, é bom, é bom.

?Voz D

É bom, né?

?Voz C

É bom isso daqui?

?Voz D

Não tá muito forte? A pimenta é boa.

?Voz F

Não tá muito forte? É algo que eu comeria.

?Voz E

Mano, é tipo o Lery's Pâtisserie, isso aí.

?Voz C

Mas é muito pimentado. Puta que pariu!

?Voz F

Ah!

?Voz C

Apimentado, bom, mas como é que fala pimenta?

?Voz G

Pimenta?

?Voz C

Alá, alá, alá!

?Voz E

A carinha dele que tá feliz, a carinha dele que tá feliz que te ferrou.

?Voz C

Como é que é bom? Lan house.

?Voz E

Puta, o francês tá morrendo.

?Voz F

Que isso, pô, calma aí.

?Voz D

Não, não, é que eu lembrei de uma coisa triste.

?Voz G

No, esse daí é chinês comum.

?Voz D

Have a mint cookie?

?Voz C

Com cookie. Entendi porque que é halal. Halal.

?Voz D

Halal. Posso ver uma coquinha, por favor?

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?Voz F

Nossa, meu! Qual que é o nome?

?Voz G

É... Yasgan.

?Voz F

Yasgan? Acompanhado com cuca. Vai passar.

?Voz C

Vamos falar. O sabor é bom, a textura é boa e a pimenta passou do limite.

?Voz G

É muito bom.

?Voz C

Cara, é muito forte. Dá pra fazer sem pimenta isso daqui?

?Voz G

Dá, dá pra fazer.

?Voz C

Cara, é muito... Vocês concordam que... Vem cá, por favor. Vocês não concordam que é muito forte essa pimenta? Vocês gostam?

?Voz D

Muito forte. Eu suspeito que tudo que tem muita pimenta é porque não é muito bom, sabe?

?Voz C

Não, mas você foca na pimenta, não, é verdade.

?Voz D

Me dá um exemplo de uma coisa muito apimentada, muito boa.

?Voz G

Tem um peixe, ele assim chama aquele peixe lá, então ele já é muito bom ainda com pimenta.

?Voz E

Olha lá, ela falou que isso aqui é bom para tirar a pimenta.

?Voz D

Isso eu não vou comer, mano.

?Voz F

É pato!

?Voz G

Essa é muito boa.

?Voz C

Não, não dá para comer isso. Não dá, ele tá me olhando.

?Voz G

Você vai comer o cérebro dele?

?Voz F

Não!

?Voz D

Ah, que horror, mano.

?Voz E

Mas ela falou que o único jeito de passar o jindungo é com isso aí.

?Voz F

E então, de funghi para acompanhar o pato?

?Voz G

Você vai só comer o funghi.

?Voz C

Galera, não dá, velho. Onde são?

?Voz G

Não vai, meu, você já tá aqui na China, vai embora.

?Voz C

Mas o bico dele é de carne? Achei que o bico dele era de—

?Voz G

não é carne, não é carne, ele é osso.

?Voz D

Você já comeu isso? Não te dá não?

?Voz C

Tadinho do bicho.

?Voz F

Não dá, né?

?Voz D

Mas o nojo também tem que pensar, o nojo é uma coisa relativa. Por que que isso é nojento e cabeça de, sei lá, boi não é?

?Voz C

Então lambe meu saco, vem cá.

?Voz F

Calma aí, calma aí.

?Voz G

Não é assim, é para você abrir.

?Voz C

Faz aí, chinês, você é chinês.

?Voz E

Apresenta para eles, dá um pedacinho para cada um deles, vai.

?Voz F

Vou te falar, falta carne, irmão, falta carne na cabeça do pato.

?Voz D

E além de comer cabeça de pato, vai ser uma cabeça de pato que ele abriu com as próprias mãos da popô.

?Voz G

Nossa, mas que tchau!

?Voz C

Para também, para também, vira homem um pouquinho. Desculpa, gente, pelo amor de Deus, vocês me perdoem.

?Voz D

Aí, caralho!

?Voz C

É!

?Voz D

Mas você colocou suas mãos, velho?

?Voz C

Oxi!

?Voz G

Pô... Você quer o quê então?

?Voz C

Você tá saindo do projeto?

?Voz G

É, você acha que é francês?

?Voz D

Nossa Senhora... Pode ser antes de comer isso?

?Voz C

Nossa... A gente precisa de um árabe urgente aqui.

?Voz F

Não, mas também—

?Voz E

Puta merda, pô... Olha a carne também agora.

?Voz F

Espera aí, espera aí também. Calma, calma.

?Voz C

Dá uma pausa. Paga de faminto.

?Voz F

Que isso, meu?

?Voz G

Eu quero comer, eu tô com fome, tô com fome.

?Voz F

Tem mais osso de que carne?

?Voz C

Vai para outro lugar.

?Voz G

Calma.

?Voz C

Mas o chinês é meio fodido também, hein? O chinês sofreu também de fome também, puta que pariu. Pô, se fuder, caralho.

?Voz D

Pega qualquer.

?Voz C

Chinês sofreu muito de fome também.

?Voz F

Eu vou falar, eu vou fazer para mim uns 3 rios. Tem que render isso aí. É muito bom, mas a cabeça em si é muito boa.

?Voz D

Não, não tem carne, é nojento. Não, é nojento.

?Voz F

Tudo tem jindungo, tudo tem jindungo.

?Voz D

Ok, a gente come de boa assim.

?Voz F

Pimenta, tudo tem pimenta.

?Voz E

Chupa aí, irmão, para eu ver.

?Voz D

Eu achava vocês uma civilização superior, acabei de mudar de ideia, cara.

?Voz G

Como que é?

?Voz C

Urinário? Não, posso falar? Que orgulho!

?Voz F

Mas não é ruim não, pode ser muito melhor do que o pó assim, pelo menos.

?Voz C

Não é ruim, não, não é ruim, não é ruim, mas é quem tá te olhando, né?

?Voz D

É que é nojento, sabe?

?Voz C

E tá me olhando, é meio Sabe?

?Voz F

Como assim ele tá te olhando?

?Voz C

Ele tá me olhando, é um pato, tá me olhando. A gente não come a cabeça do boi.

?Voz E

Come?

?Voz C

Come. Não, vocês comem tudo, vocês comem morcego vivo. A gente não come a cabeça do boi. Então a gente, ah não, é tipo um pedaço, o boi caiu do skate, a gente pega um pedaço, né, e depois a gente...

?Voz G

É que você é tchola.

?Voz C

Não, não.

?Voz G

Você é tchola.

?Voz C

Você não vai falar isso pra mim não.

?Voz E

Pô, se ele é tchola, imagina o do seu lado.

?Voz D

Respeita meu papel no Três Continentes.

?Voz G

Você é mais tchola ainda.

?Voz C

Olha isso, olha o que virou o pato, maluco. Olha isso, a cara de triste do pato. Vê se o pato não tá triste.

?Voz E

Ficou só o osso, vocês gostaram?

?Voz G

Não, é muito bom, meu.

?Voz C

Isso daqui é para mostrar para os patos que a gente venceu essa guerra entre eles, mano. Claramente assim, ó, tipo, ó, pato, não enfrenta a gente não., tá aqui.

?Voz F

Ou por que que toda comida, a maioria das comidas chinesas tem pimenta?

?Voz G

Você não acha que não é toda essa região? Eles comem a pimenta.

?Voz F

Qual que é a região?

?Voz E

Angola, Luanda. Que região?

?Voz C

Luanda?

?Voz D

Cidade chinesa. Mas eles comem pimenta mais que qualquer povo. Nem no Brasil eu comi pimenta tão forte.

?Voz G

Os chineses comem muita pimenta e essa região eles comem bastante.

?Voz D

Não faça isso não.

?Voz G

Isso vai pegar pesado.

?Voz F

É? Então faça. Não, não, não, não, não, não, não, não.

?Voz C

Brincadeira, é só uma.

?Voz G

A minha culpa é essa?

?Voz C

Se eu comer isso, eu me fodo muito?

?Voz G

Não pode muito não.

?Voz F

Na hemorroida, né?

?Voz G

Você vai sentir fodida.

?Voz C

Mas eu comprei a gordura da jiboia que cura hemorroida do episódio anterior.

?Voz G

Mistura os dois.

?Voz C

Não, ó, quanto que é? Quanto que é? Quanto? Papagaio, já pagou? Agora eu vou negociar, agora eu quero ver.

?Voz F

É a mãe dela, eu falei, ela é chinesa. Sua mãe é chinesa? Ela falou mamãe, é mãe dela.

?Voz G

É sua mãe?

?Voz C

Aí, pagar, pagar, pagar dinheiro. Agora ficou empolgada, ficou empolgada, falou de dinheiro, sorriu. Pagar dinheiro.

?Voz G

Ei, ei, fodeu, minha saiu.

?Voz E

Falou que vai chamar o chinês supremo agora.

?Voz C

É chefão, ele vem com 3 barras de energia, é foda.

?Voz G

É sério isso? Toma cuidado, hein, você fica falando mal da China, ele vai chamar a máfia chinês para pegar você.

?Voz D

Mas o Xi Jinping chega?

?Voz F

É isso que eu perguntei, com bebida?

?Voz C

Xi Jinping chega e resolve. É que tira o gosto da comida. E vai ficando pior. No, para, não, não, não, não, não, vai, vai, vai, isso ficou pesado. A dama do vagabundo voltou, voltou armada.

?Voz D

Chegou, chegou o chinês mais foda.

?Voz E

O que aconteceu aqui?

?Voz F

Vem aqui, vem aqui, vira aqui, vira aqui.

?Voz E

Tá suado, é brincadeira. O que que aconteceu, Paulão?

?Voz C

Vai, você não quer pagar o pato?

?Voz G

Não, eu queria pagar o pato do bicho para ela levar na conda, só que ela ficou meio tipo assim, será, pô, eu vou pagar a conda, será não sei o quê. E ela achou que a gente comeu muito pouco, mas fato que realmente a gente comeu muito pouca coisa. Isso não é comida, entendeu? Pensa bem, que eu sou chinês, né? Se a gente fosse em outro lugar assim, o pessoal tipo não vai querer atender.

?Voz F

É sério?

?Voz G

Mas ela é muito gente boa, ela deixou a gente gravar, ela deixou a gente ir.

?Voz C

Mas ela quer o quê, um abraço? O que a gente faz?

?Voz E

Ela não aceitou nossa publi?

?Voz G

Salá?

?Voz F

Hã? Eu tô me sentindo na hora do Rush.

?Voz C

Você tem que se juntar a ele, mano. Não, vamos ter que, porque é o negro e o chinês.

?Voz F

Não, não, não. Já começa a quebrar no canal. Essa aqui é a temporada 5, juntamos os outros.

?Voz C

Vem os Power Rangers, vem tudo isso aí.

?Voz E

Mas peraí, peraí, ficou confuso. Ela aceitou ou não aceitou?

?Voz F

Acho que não.

?Voz E

Você falhou na missão, chinês.

?Voz C

Feio. Obrigado. Como é que é obrigado em chinês? Adorei você, a senhora é muito bacana. Me segue depois no Instagram, no Mauro Meirelles.

?Voz G

O cara vai estar vendendo o merchan dele.

?Voz C

Moleque, a gente boa.

?Voz F

Olha só, vamos ser sinceros. Paulo não sabe negociar.

?Voz C

O Paulo é o priminho, não quer negociar.

?Voz G

É, ele que é o priminho, não quer negociar. Não é, meu. Eu sei que é assim, tipo...

?Voz C

Respeita a tua cultura e não respeita a do outro.

?Voz G

Não é respeitar ou não é não respeitar. Nossa! Eu entendo eles, porque...

?Voz F

Não, você não entende, Paulo.

?Voz G

Eu entendo.

?Voz F

Na esmaia ali na rua, você quer negociar. Quando é o vosso, você não quer negociar. Você não entende.

?Voz C

O cara quer atropelar a gente mesmo. Ele pode. O cara fez a curva mais aberta da Angola.

?Voz G

Seu amigo tá aí, ó, tá rolando aqui.

?Voz C

Vem cá, vem cá, vem cá. Acabei de virar vegano.

?Voz G

Por quê?

?Voz C

Deu uma dó aí, né?

?Voz F

Já tá o teu cozinho já também, que isso?

?Voz G

Vai usar o xing boy aí, não sabe de nada, porra. Eu acabei de parar, que isso? Eu pensei, você tá julgando que ele é chola, você mais que ele.

?Voz F

Chegou a te julgar, pô, mano.

?Voz D

Na França eu sou anti-chola, eu sou mais macho alfa na escala francesa.

?Voz F

Eu sou.

?Voz C

A gente tava na dúvida onde comer, mas Posso falar, mano? O marketing de vocês é sensacional. Exatamente. A gente vai comer aqui. É. Tá bom?

?Voz G

Vamos lá então.

?Voz C

Muito obrigado.

?Voz F

Xexê. Fala português? Um bocado. Um bocado? Um bocado? Quanto tempo aqui em Angola?

?Voz C

7 meses. 7 meses?

?Voz F

Bem-vindo.

?Voz C

Quase botou você.

?Voz G

Aqui, ó.

?Voz F

Aqui é aqui.

?Voz C

Ah, verdade.

?Voz G

Tô indo no restaurante errado.

?Voz F

Ah, é mesmo o restaurante?

?Voz C

Tchê, tchê!

?Voz F

Boa tarde, boa tarde!

?Voz G

Tudo bem?

?Voz F

Tô impactado, só chinês aqui, olha isso. Que isso?

?Voz C

Aqui é vietnamita, hein?

?Voz G

Vietnamita?

?Voz C

E aí?

?Voz G

Boa, vamos lá sentar no pau. Sentar no pau, mano.

?Voz C

Um chinês, um brasileiro, um angolano e um francês comendo um restaurante vietnamita em Angola. Esse é o vídeo, bora!

?Voz G

E numa cidade chinês, tá?

?Voz C

Estamos bem, né?

?Voz F

Muito obrigado.

?Voz G

Ô Paulo!

?Voz C

Oi!

?Voz F

Já vou vir! Já!

?Voz G

Vamos juntar as mesas, né?

?Voz D

Vamos!

?Voz G

Pra ficar uma mesona.

?Voz C

A gente consegue juntar as mesas?

?Voz G

Juntar as mesas? Eu pensei que aqui só tem chinês, mas aqui tem vietnamita também. Então, vietnamita?

?Voz C

Vietnamita.

?Voz G

Vietnamita.

?Voz E

Como é que é? Vende marmita?

?Voz G

Vende marmita. Bom, vamos lá, vamos experimentar. Nunca comi uma coisa vietnamita.

?Voz C

É meio Paris 6 aqui, hein? 76 páginas, tem o prato da época.

?Voz F

Moça, o que mais sai?

?Voz C

O prato da época. Vamos achar o que mais sai angolano. Foi tudo embora.

?Voz F

Vou falar, eu acho que o maior público aqui nem é angolano. Por conta dos valores das coisas, né? O maior produto na Angola.

?Voz G

Ele falou assim: "Não pede um prato." De rolinho? Tudo, tudo. Aqui tudo é compartilhado.

?Voz D

Mas pode ser rolinho de primavera?

?Voz C

Isso.

?Voz D

É muito gostoso.

?Voz G

Tem carne?

?Voz F

Depende, depende. Eu quero aquele cabrito, só quero o cabrito mesmo. Eu quero o cabrito e depois vou comer funja aí fora.

?Voz C

O cabrito te deu uma vontadezinha?

?Voz F

É, me deu.

?Voz C

Vocês comem tudo também, é o pato, é o bicho.

?Voz G

Rã? Rã?

?Voz F

Rã panada, rã frita.

?Voz C

Sapo frito?

?Voz G

Sapo frito é normal.

?Voz F

Eu vou querer, eu acho que eu vou querer um chá de... O que que é isso, moça? Chá de quê? Yasmine?

?Voz C

Jazz na calçada!

?Voz F

E as minhas bolas?

?Voz G

Jazz na calçada com o povo...

?Voz C

Não, peraí, peraí, peraí, peraí, peraí, chegamos num lugar pesado aqui. Pomba.

?Voz G

Pomba é normal. É muito gostoso.

?Voz F

Ele é meu amigo. Sabe aquele que conhecemos ontem?

?Voz C

Eu, ele e mais alguém? O teu irmão?

?Voz F

Ahh... Ele que faltou ontem. Ahhh... Eu, mas aquele que crescemos assim juntos.

?Voz C

Entendi, fica à vontade, senta aí.

?Voz G

Agora ia famosa aqui na Luanda.

?Voz F

Quem?

?Voz C

Tá trabalhando? Você é taxista aqui? Não, não. Porque a boina lá no Brasil, a galera..., deixa eu falar. Isso daqui você vai experimentar. Um brinde. Isso daqui é xixi.

?Voz F

Não é?

?Voz G

Não. Xixi time.

?Voz C

É o quê? Isso daqui é o quê?

?Voz G

Não, chá de jasmin. Jasmin.

?Voz C

Jasmin.

?Voz F

Jasmin, mano?

?Voz C

Aí, jasmin, tamo aqui, velho. A jasmin mijou aqui, a gente vai...

?Voz G

Vou falar o Yasmin. Yasmin? Yasbola.

?Voz C

Gostoso.

?Voz G

Você é muito aqui, tá sério, velho.

?Voz C

Gostoso. Daqui a pouco, quando chegar o prato, a gente continua, porque agora a gente vai falar, quando a gente vai desligar a câmera, a gente começa a falar de assuntos sérios, né, pô? A gente vai falar de contabilidade, vai falar um pouquinho sobre— de depressão, filosofia e investimento. Aí quando liga a câmera, quem tem o maior pau, o Batista ou o amigo dele?

?Voz F

Uma pergunta. Fui o único que sentiu que o Paulo tá meio estranho quando ele é, né?

?Voz C

Fui o único?

?Voz D

É, eu vou explicar a diferença de personalidade deles. A diferença de personalidade deles. Quando ele tá falando com angolano, com brasileiro, com francês, qualquer um, eles tá... Quando é com chinês, a gente percebe que ele tá...

?Voz C

Desculpa, com licença, posso entrar no seu estabelecimento? Hahaha, muito obrigado.

?Voz F

Ele sente vergonha de pedir desconto quando é chinês.

?Voz C

Paulo pipocou pro chinês. Isso! Olha no que deu. Essa é a thumb. Olha no que deu. Uma cabeça de pato do lado.

?Voz G

Você tem que entender uma coisa, a minha personagem é inocente.

?Voz C

Só personagem? Você não é da vida real?

?Voz G

Não é. Tipo, minha... Peraí, deixa eu explicar.

?Voz F

Calma aí, Shadry! Que isso, Shadry?

?Voz G

Deixa eu explicar, deixa eu explicar, deixa eu explicar. Você não sabia que eu sou checkstand?

?Voz F

Eu ora do racho para ele.

?Voz C

Vamos ouvir.

?Voz G

É que assim, eu conheço muito a China, tipo, eu sei o chinês, tipo, o que, o jeito que a gente vai fazer, o jeito que ele vai reagir, eu consigo imaginar, entendeu? Então se a gente faz naquele, tipo, aquele jeito que eu sempre, sempre faço com outros Pessoas? Eu sinto que o cara vai ficar puto. Ah, então você quer zoar nossa crapação? Não, entendeu?

?Voz F

Ou seja, você quer desrespeitar outros países e o chinês você respeita?

?Voz E

Ia dar barraco na vila.

?Voz C

Paulo Chinês promove barraco, olha no que deu.

?Voz G

Deixa eu atacar esse aqui na cabeça do chinês então.

?Voz C

Por favor, ataca o angolano que você é assim, né?

?Voz F

É, ele é assim.

?Voz C

Barraco é barraco.

?Voz D

Eu pensei a mesma coisa, porque o dia que a gente for para Paris, o dia que a gente entrar nos estabelecimentos filmando na cara dura, os caras vão mandar muita gente tomar no cu. Aí vou me sentir igual você se sente com os chineses.

?Voz C

Mas cu lá não é pescoço?

?Voz D

Cu lá é pescoço, mas é disso que eu tô falando. A gente toma no cu.

?Voz F

Ninguém se importou, você tá vendo?

?Voz D

Eu não sou angolano, por que que eu vou?

?Voz G

Eu não sei se é comum ou se não é comum., vamos fazer o seguinte. Quando entra numa loja chinês, você vai. Quando for na França, eu vou. Pode deixar comigo que eu desenrolo.

?Voz C

Vamos esperar o cabrito chegar. O cabrito tá aí.

?Voz E

Solicita aí, falou. Air China. Cadê a Air China? Até a TAG? É, a TAG abraçou a nossa causa. E a Air China vai abraçar a nossa causa?

?Voz C

É capaz da TAG levar a gente para China, mano.

?Voz G

Não é boa? Não, se fosse assim, ele ia ajudar muito. He's not intent on Portuguese.

?Voz C

Mas aí fica fácil, você está falando, ó, 50% é comissão para mim, legal assim. Não, mas fala, sabe quem dá porcentagem boa? A Insider, 30% de desconto em toda a Insider, só nessa temporada da viagem para Angola, usando o cupom CONTINENTE. 30% desconto na linha total. Eu vou recomendar a Tech T-Shirts, que é a prática para o dia a dia de viagem. Você que vai viajar agora, julho, vai fazer uma viagem perrengue uma roupa como a nossa, pega a Tech T-Shirt.

Ah, ela é preta, preta deve ser calor. A gente não sente calor com essa roupa. A cueca abraça as bolas, a bermuda ela é confortável. Falando sério, excepcional e funcional para o seu dia a dia. Cupom 30%, única ocasião que você vai ter 30% de desconto é com esse cupom de Continente. Já compra agora e viaja para você saber do que eu tô falando. Aproveita também agradecer o Unitel Graças à Unitel, a gente tem telefonia aqui, internet, e o povo vai conseguir ver o jogo dele, que é Paris Saint-Germain contra o Arsenal, que ele tá desesperado.

?Voz D

Eu tava ontem tentando convencer a Jéssica, que trabalha com a gente, que é um jogo importante, porque a Jéssica falou: "Ah, é só um jogo, foda-se." Importante. Só que é a final da Champions e meu jogo, e meu time tá jogando. É como se o Brasil tivesse jogando a final da Copa do Mundo, mas você tá no braço É comida coreana, sim.

?Voz F

Não queria falar nada. Comparou o Brasil com o PSG?

?Voz G

Pior, cara, é desse o Unitel.

?Voz C

Não, pior foi comparar o Brás com Angola. Não, não.

?Voz D

A gente está no mesmo lugar?

?Voz C

Que isso.

?Voz G

Agradeço o Unitel, porque Lulu acabou de falar que ele fechou um pedido de R$200 mil. É isso aí.

?Voz C

Comida vietnamita primeiro. Isso daqui é o quê?

?Voz G

É rolo de primavera.

?Voz C

Isso daqui é isso chinês? Isso daqui é barriga de porco.

?Voz G

Barriga de porco. Isso é chow mein.

?Voz C

Chola?

?Voz G

Composto assim, é a sopa, só que aí a sopa cheia.

?Voz C

Ah não, deveu que pedi, tá. E falta, cadê o cabrito?

?Voz G

Você já comeu, né?

?Voz F

Já comi cabrito.

?Voz C

Calma aí, você tá também acusando o cara.

?Voz F

Não, já comi cabrito.

?Voz C

O que que você achou, Bruno? Bom? Bom, sem molhinho, sem nada. É vietnamita isso daqui.

?Voz E

É isso aí, é isso aí.

?Voz G

Esse é o molho.

?Voz F

Esse molho é bom, hein?

?Voz G

É, mas esse molho não é chinês, é molho vietnamita. Por quê?

?Voz E

Porque onde a gente tá aqui nada é um restaurante vietnamita.

?Voz G

Muito bom! Se o Batista falou que é bom, deve ser muito bom, sério mesmo, porque você não gosta É pouca comida, graças a Deus, hein?

?Voz F

Nossa, arroz misto.

?Voz E

Arroz chau chau.

?Voz C

Muito bom. Não, arroz chau chau.

?Voz G

Chau chau. Aí, chau chau, né?

?Voz C

Tchau tchau. Batista não comeu o rolinho?

?Voz F

Não, não, não.

?Voz E

Comi arroz.

?Voz G

Só carne, eu.

?Voz F

Isso é só para encher a barriga. Quero carne só.

?Voz E

Faz a boquinha para eu ver.

?Voz F

A melhor carne de porco que já comi.

?Voz E

É, você não tem educação mesmo, né? Seu amigo tá aí sentado do teu lado, você nem ofereceu comida para ele, né?

?Voz C

Calma, calma. Verdade, cara, você tá— Irmão, você quer comer o quê, meu irmão? Pega um prato aí, ajuda a gente, que o Batista tá foda.

?Voz F

O prato dele tá aqui do lado.

?Voz C

Subiu a cabeça do Batista, não subiu? Essa coisa de fama.

?Voz F

Não, desde que vocês chegaram para Angola só querem discriminar minha imagem. Não, vou te filmar provar, vai. O Matheus vai provar, o homem do sorriso. Carne de porco. sério mesmo, carne de porco.

?Voz C

Barriga de porco não tem erro.

?Voz F

Filma a reação dele.

?Voz C

Não, bom, hein?

?Voz F

Que isso?

?Voz C

É bacon? A gente vai comer, não vamos filmar porque eu tenho um problema, eu como, cai na, né, eu não consigo me controlar, ele começa a dormir no meio, ele vomita, muita coisa errada enquanto a gente come. Então a gente vai cortar, daqui a pouco a gente volta com mais Band News FM para você.

?Voz E

Aquele que tava rolando lá na frente rolou para minha mesa.

?Voz F

É, é aquele. Eu só comprei realmente porque o Maurição falou: ai, agora vou virar vegetariano, vegano.

?Voz E

Pega aí, mostra para mim.

?Voz F

Essa daqui é carne de cabrito. Se você nunca provou, você tá perdendo carne macia e muito boa.

?Voz E

É aquele que tava rolando lá na frente?

?Voz F

É aquele, infelizmente.

?Voz C

Era aquele que tava rolando mesmo.

?Voz G

Esse tem que comer com molho, muito macia.

?Voz C

Deixa eu ver, assim eu consigo. Não tá me olhando, eu consigo. Quando começa a me olhar, não gosto assim não. Vendo, já viu o cabrito? Depois falei, mordeu ele.

?Voz F

É o caba, não, não, que é isso, meu?

?Voz C

Eu preciso de um porco no rolete, amigão.

?Voz E

Perfeito.

?Voz C

Bom, mas eu vi a cara dele de sofrimento, não tô bem não, cara. Eu vou embora.

?Voz F

o sofrimento, ó o sofrimento aqui, ó o sofrimento aqui, ó o sofrimento.

?Voz C

Nós da GNT, vou falar um negócio para você, a gente tem uma questão que é além do sabor. É sobre que somos como seres humanos. Cruéis não devemos ser, devemos ser amigos. Obrigado, amigo.

?Voz F

Empático.

?Voz C

Bom, enfim, uma semana não quero mais não, gente, porque isso aqui tá bom em vídeo.

?Voz E

Isso aqui tá bom em vídeo.

?Voz C

Mostrar a conta, vamos mostrar a dolorosa A dolorosa., isso tudo, o público vê quanto que deu. R$6. Mentira, deu R$93.000.

?Voz D

Sem dólar, vai dar, vai dar R$500. Ou seja, o que a gente pagaria aqui, né, no Brasil, diga a gente.

?Voz C

É o meu almoço no Brasil. Vai dar R$400, vamos botar assim, R$450. Alimentou 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9.

?Voz D

Moralidade: quer comer bem, fica no Brasil, você vai pagar a mesma coisa, comer a mesma coisa, não tem necessidade de vir para cá, muda nada.

?Voz C

R$50 para o pessoal lá em Chinatown lá no Brasil, na liberdade, dá isso, não dá não?

?Voz G

Não, muito mais.

?Voz C

Então vem até aqui, de tag, e você vai ter um almoço mais barato aqui no Brasil, né, comendo na liberdade.

?Voz E

E aí a pergunta é: valeu a pena? Tava bom?

?Voz C

Eu tô me sentindo meio, né, molhado. São Paulo por aí, mas vamos lá. Hoje viemos no restaurante comer funghi. Veja só, cara, eu acho o seguinte: valeu pela experiência de conhecer aqui, não valeu pela distância, Muito longe para vir, quase. Mas eu acho que faz parte da imersão você viajar para longe, que é como se você viajasse para China, né? Faz parte da experiência. A comida é boa, a comida é legal. A máquina homem não para.

?Voz G

Fala mais, deixa eu comer tudo.

?Voz C

Tá foda! A parte traseira do cabide já foi 2 minutos. Já foi. E eu vou falar um negócio, coitada da Lulu. Menino vai chegar calibrado. Eu acho que vale, cara, vale. Se você vem até aqui no ano, você tem que dar uma passada aqui. Eu acho que as coisas são baratas. Mas sabe o que a gente não fez até agora, que a gente precisa finalizar esse vídeo? Precisa comer um funge, cara. Pô, verdade. A gente veio até a China, comeu pra caramba.

?Voz G

China?

?Voz C

A gente veio até Angola, comeu pra caramba, e até agora a gente não comeu funge, que é uma iguaria. Local e eu não gostei quando eu comi no Brasil.

?Voz G

Eu preciso, deixa eu terminar tudo aqui, vamos lá comer.

?Voz E

O cara vai terminar de almoçar para ir almoçar, mano.

?Voz C

O estômago dele não tá entendendo a mistura, mano.

?Voz G

É a ONU. Deixa eu terminar de comer, vai. Deixa eu terminar.

?Voz C

Vamos comer um pedacinho de fuji só para eu ver se eu gosto.

?Voz G

Não, nada, tem que ser um pedação.

?Voz F

Eles não vão conseguir acabar o fuji porque muito pesado.

?Voz G

É que pesado para mim, ó, Aqui é máquina, sabe?

?Voz C

É maluco comer cachorro vivo, você acha que é pesado para o cara? Vamos mesmo comer o funghi? Mas é só para eu ver o sabor, porque eu não gostei não do Brasil, embora foi o Sebastião que fez, que cozinhou muito bem.

?Voz D

Mas sabe que em geral quando você come alguma coisa é para ver o sabor, ninguém vai ver como o jeito que a comida—

?Voz C

Olha, olha como ele foi ignorante! Tem gente que come simplesmente para passar uma fome. É que a França, né, enfim.

?Voz D

Mas tudo bem, eu não sabia, gente, desculpa.

?Voz C

Pombo! Ah, as pessoas comem pombo?

?Voz G

Esse aqui peguei em São Paulo.

?Voz C

Isso daí é para pegar e comer, comer pombo.

?Voz D

Mas para mim, o maior nojo na minha infância é quando eu via os pombos em Paris, eu falava Imagina quem deve comer isso. Ninguém deve fazer isso. Então hoje eu vou fechar um ciclo psicológico na minha cabeça, porque eu quero comer isso.

?Voz C

Não tem muito mágico na China, né? Porque eles comem o pombo.

?Voz G

Não precisa ser mágico.

?Voz D

Eles não são mágicos. Entendeu?

?Voz G

O nosso maior mágico...

?Voz C

Eu não vou aguentar, pô.

?Voz G

Sabe? Não, a gente faz o mágico. Na hora de colocar lá, ainda tem muita barriga. Entendeu? Colocou no chapéu, tá aqui já. A mágica é comer, não volta mais.

?Voz D

A mágica é comer, na verdade.

?Voz C

Ô, Batista!

?Voz G

É o Vini!

?Voz C

Batita, vem cá. Deixa eu falar um negócio. Esse recado é especial pra você e Virginia. Desculpa, velho. Porra. Olha esse Vini e Júnior aqui pra você. Não, não. Vem cá.

?Voz F

Não.

?Voz C

Fala aí pra Virginia aí.

?Voz F

Volta comigo. Vou trazer a copa. Ele tava, ele ia me mostrar onde ele ia meter.

?Voz C

Peraí, peraí, perigoso aqui, gente. Cuidado, cuidado, o povo pode chegar perto da água ali, cuidado.

?Voz F

Cara, tem!

?Voz C

Não chegou?

?Voz F

Tem tartaruga viva!

?Voz G

Essa é tartaruga, essa é tartaruga que não pode comer. Aquele tartaruga não é tartaruga.

?Voz C

Olha o desespero da tartaruga quando viu o chinês chegando perto.

?Voz G

Essa tartaruga não é para comer, mas aquela lá não é tartaruga. Como é que chama? É tartaruga.

?Voz F

Aquela lá?

?Voz G

Tartaruga.

?Voz C

Não, como é que chama em chinês?

?Voz G

Caiu. E esse chama ukuei.

?Voz F

Nós estamos aqui em Angola e tem algo que tá me incomodando muito. Até agora ainda não comemos funge.

?Voz G

Eu tava te pedindo o dia inteiro, mas você não queria.

?Voz C

Eu preciso falar sobre isso.

?Voz F

O que, Maurição?

?Voz C

Existe uma coisa multicultural que é um acidente de carro que a gente quase viu, que é também a Como as pessoas se ofendem quando você não gosta de uma comida local, como se fosse uma grande ofensa. É tipo assim, um brasileiro fica muito ofendido se o chinês falar: eu não gostei de brigadeiro.

?Voz F

Eu parei de ir no sul.

?Voz C

Aí você fica— os angolanos, eles me encontram aqui na rua e falam: por que que você não gostou do funge? E quase me matando. O que que eu acho do funge? Eu vou explicar para o pessoal. Tinha uma comida que eu odiava eu, quando era criança, chamada angu.

?Voz D

Angu.

?Voz C

Você já ouviu falar em angu?

?Voz F

Já, já ouvi.

?Voz C

O angu, ele tem um pouco parecido...

?Voz F

É um pouquinho. É um pouquinho parecido com funge, mas é menos consistente.

?Voz C

O que que é o angu? Pessoal do Rio de Janeiro sabe o que eu tô falando. É um pouco de polenta sem ser frita.

?Voz F

Sem ser frita, sim.

?Voz C

Essa consistência, quando eu era criança, eu não gostava. Então, quando eu experimentei ela de novo, eu falei: "Não achei muito legal". Mas o funge bom é o funge de Angola, de Luanda, Então vamos experimentar, porque tem dois funjis. O de milho. Rapaz, mano, o bagulho aí tá bacana ali. É o de milho e o de mandioca.

?Voz F

Isso, o de milho e o de mandioca. E daí nós vamos experimentar aqui o funji, que é um dos melhores que tem aqui na província de Guanxi. Mas ele tem de milho?

?Voz G

Ele tem de milho? Eu quero o de milho.

?Voz C

Vamos descobrir que funji tem aqui. Tá bom?

?Voz F

Vem aqui, vem aqui.

?Voz C

Vamos lá. Aí, ó. o chinês famoso.

?Voz G

Não vai me prender não, né?

?Voz F

Não.

?Voz G

Mas você vai me prender não, né?

?Voz C

Fala, meu irmão, tá bom, meu irmão. Aí, ó, galera aqui, todo mundo deu 3 curtidas, é bizarro. Ela tá monetizando mais, hein, tem 20 milhões aqui.

?Voz F

Qual é o funghi que nós temos aqui, mamãe? Funghi de milho ou de mandioca?

?Voz C

Funghi de milho misto, tem quesaca, tem feijão, tem arroz, tem É churrasco, é feijão preto, tem também bagre fumado.

?Voz F

Bagre fumado?

?Voz C

Yeah. Sabe o que eu ia pedir? O quê? Eu acho que a gente comeu aquela vez o funghi de mandioca, não foi?

?Voz F

É, foi mandioca. É, vamos.

?Voz C

O misto é o quê? Mandioca e milho? Misto mandioca e milho. Pega esse.

?Voz G

Pega esse de milho.

?Voz F

Tá bom, vamos pegar esse. Mamãe, mamãe tem que fazer um funghi. Ele aqui não gosta. Falou mal do nosso funghi.

?Voz C

Não, não, não, não começa aí. Que isso? Você vai xingar ela porque ela é de Congo?

?Voz D

Você tirou?

?Voz C

Você já quer colonizar o país?

?Voz D

Não, já foi feito. Ele faz essas piadas ali, é um humor um pouco mais... Ele era de um programa chamado Pânico. Depois eu te explico. Mas pra você... Você é congolês?

?Voz C

Je suis congolais.

?Voz D

Ah, y'a beaucoup de Congolais ici.

?Voz C

Y'a beaucoup de Congolais ici.

?Voz G

Mas a congolês, ela faz mesmo a comida do grão? Angolano?

?Voz C

Faz mesmo, de angolano, de congolês.

?Voz G

Funji também, mesma coisa?

?Voz C

É diferente, tem dois tipos de funji. Tem funji de bombom, tem funji misto de milho.

?Voz F

Ah, o funji de bombom, tá.

?Voz G

O que é bombom?

?Voz C

O que que é o funji de bombom? Funji de bombom, funji de bombom é bombom simples.

?Voz D

Ah, é bombom?

?Voz C

Sem misturar não, é bombom simples.

?Voz F

Tem de mandioca, né?

?Voz C

Mandioca.

?Voz G

Ah, bombom é mandioca. Bombom é mandioca.

?Voz F

Mais, mais, mais, mais.

?Voz G

E eu vi que tem alguns regiões usam banana para fazer o funge, né? Vocês dá não, né?

?Voz C

Não, não, um funge de banana, justamente de banana, mandioca.

?Voz G

Mas lá no Congo não tem de banana.

?Voz C

Banana. Então a gente vai pedir o seguinte, a gente adorou, já quero ir para o Congo porque ela é muito simpática. Eu também quero, muito legal. Não, calma, segura a onda aí também que eu quero voltar para o Brasil, tô com saudade do meu filho. A gente vai querer um misto, não precisa ser tão grande não, só para a gente experimentar e ver se, como é que vai ser.

?Voz G

Um prato, sim, sim, eu quero muito.

?Voz C

Uhul!

?Voz D

Maluco, que a gente tá comendo aqui É, já é o terceiro almoço do dia.

?Voz C

Eu vou falar para você, cara.

?Voz D

Isso tudo para render, cara.

?Voz C

Eu sei que parece uma piada maldosa, mas a gente engordou na África.

?Voz G

Eu também.

?Voz C

Desculpa, mas não é verdade? Uns 3 quilos aqui.

?Voz G

Olha aqui, ó, minha pança aí, ó, tá balançando.

?Voz C

Não, isso daí é vitim.

?Voz F

É sério, é sério. Não, não. É sério, nós fomos em um safári, acabou a comida do safári, tá aqui os caras falando.

?Voz E

São eles.

?Voz C

Ah, já tá pronto?

?Voz G

Olha, já pode comer.

?Voz F

Molho, tem que molho. Tem frango, vocês querem funghi? É que normalmente é com calulu, então não tem calulu hoje não. Calulu acabou. Não se come cru, não se come cru não, tem que ser acompanhado.

?Voz G

Se comer cru, o pão vai engasgar.

?Voz C

O que que a gente coloca para É, eu iria comer com kizaka.

?Voz F

De folha de mandioca. De folha de mandioca.

?Voz C

Pode ser? Põe um pouquinho, põe um pouquinho de kizaka. Kizaka.

?Voz E

Show.

?Voz C

Cara, eu tô— eu vou falar pra você, velho. A parada pra mim é a— não é nem o sabor. É a consistência que me dá um negócio. Porque ele não é um purê, ele é um— não, mas eu achei bonitinho aqui.

?Voz G

O do Dudu parece uma massa, né?

?Voz D

Parece uma massa.

?Voz C

Um purê.

?Voz D

Parece pão antes de ser assado, não é? É o pão antes de assar.

?Voz C

timo, parece maniçoba. Você vai ser o primeiro a experimentar para você falar se tá bom ou não.

?Voz F

Não, eu já vou amar. Não sei, não sei, nunca mais comi.

?Voz C

Quer misturar?

?Voz E

Vai que os ingredientes mudaram.

?Voz F

O pior que é que é muito bom. Tem que usar a de ginguba, que é Xinguba é o pimenta, né?

?Voz G

É pimenta.

?Voz C

É, tá bom. Se eu não gostar é porque eu não gosto disso.

?Voz F

Se você não gostar é preconceito, é homofobia.

?Voz C

Galera, ali tá meu direito não gostar.

?Voz G

Não, é mentira, é mentira.

?Voz D

É teu direito não gostar.

?Voz C

Não, vou ter que ser obrigado.

?Voz F

Tem alguma coisa, eu quero falar isso realmente aqui. Vocês angolanos chatos.

?Voz C

Chatos.

?Voz F

Que acham que todo estrangeiro vai gostar da nossa comida e quando não gosta vocês ficam: "Ai, não sei o quê, não sei o quê." É gosto.

?Voz D

Mano, ele tá fazendo, ele tá virando o Maurício Meirelles de Angola.

?Voz F

Exato.

?Voz C

Eu sei, Cláudio. Eu sei. É isso, você tá me entendendo?

?Voz G

É a dor que eu tenho.

?Voz F

Você do Samizanga, você de Benguela.

?Voz C

Mas então, povo, ó. Você francês que tá chateado com o chinês.

?Voz F

É questão de gosto, meu.

?Voz C

É questão de gosto. Vocês querem?

?Voz G

Vocês querem?

?Voz C

Posso ir?

?Voz F

Não, Paul não gosta quando eu acabei de comer. Eu não tenho, né?

?Voz C

Mas para lamber um toba ele vai, né?

?Voz F

Pô, meu, não, que isso!

?Voz C

Eu juro que eu lavo.

?Voz D

Eu já cansei de responder, mano. Eu só vou assumir que eu acho que ele ia responder. Não, eu vou, eu vou virar Vai ser mais fácil! É mais fácil do que sempre falar com esse monte de mulher...

?Voz C

Aqui é Brasil 2019 hein, então cuidado ó... Eu quero ser o último, parece que tem uma expectativa em mim mesmo...

?Voz F

Calma lá, segura gordo... Ô Montanha vai devagar... Caralho Paulo!

?Voz C

Acabou de comer meio kg...

?Voz D

Isso Paulo! Você coloca os dedos realmente? A segunda vez hoje você colocou os dedos de uma coisa que a gente vai comer, velho.

?Voz G

Eu encontrei uma proteína aí e eu comi primeiro, né?

?Voz C

O que que você achou?

?Voz D

Isso não é proteína, cara.

?Voz G

Eu acho mais gostoso esse, né?

?Voz C

Você gostou?

?Voz F

Já gostou?

?Voz C

Você gostou mais do que o do Brasil?

?Voz G

Tem que falar que sim, sim, eu gostei mais.

?Voz C

Não, tem que falar, eu vou ser sincero.

?Voz F

Não, mas tem que ser sincero, pô. Já comeu errado, já comeu errado.

?Voz C

Tem que ser junto. Ele comeu do jeito que ele quiser, velho. Não, não me irrita isso. Não, não pode botar ketchup Não!

?Voz F

Não tem um jeito certo de comer?

?Voz C

O jeito é você comer no estômago...

?Voz F

Você vai comer primeiro o funghi e depois hoje?

?Voz D

É hoje que eu descobri a riqueza cultural da gastronomia.

?Voz C

Ah não, parou, parou, parou. Ô Globo Repórter, segura. Vem cá, agora é minha vez. Eu vou ser sincero.

?Voz E

Vai, o maior inimigo do fungo.

?Voz C

Gente, estão me jogando num lugar muito perigoso.

?Voz F

Mação, minha avó te odeia assim.

?Voz C

Eu também odeio ela. Vai se fuder! Muito bom, meu! Deixa eu ver. não experimentou, todo mundo gostou. Se eu não gostar, não é pessoal.

?Voz F

É, mamãe, é pessoal.

?Voz G

É malício, é malício.

?Voz C

Isso, isso, talvez eu tenha problema. Não, cara, obrigado. Posso falar? Parabéns pela sua cabeça mais aberta do que o do francês da GNT.

?Voz F

Vamos lá, você vai gostar, Maurição. Calma, vamos lá. Não, pera aí, também o quê? Foda-se, você vai falar eu gostei?

?Voz C

Não, não vou, você se serve. Tá aqui funge, milho e o quesaca.

?Voz F

A mistura Gostei.

?Voz C

Quero ver o funghi sozinho.

?Voz F

Vamos. Sozinho?

?Voz D

O funghi sozinho realmente ele é estranho.

?Voz C

Gostei.

?Voz D

Mas também assim, você não vai comer assim, ó, arroz sem nada.

?Voz F

Então, sério?

?Voz D

Então, mas é por isso que você tá gostando daqui. Eu acho que é porque falta um pouquinho de gosto.

?Voz C

Minha opinião, isso daqui, vai lá, MasterChef, comeria, mas não é uma coisa que eu escolheria sempre.

?Voz F

É, é, né? O que você vai no restaurante, não é a minha.

?Voz D

Eu comeria, mas assim, talvez não todo dia.

?Voz G

Mas é bom, mas não, deixa eu falar, eu acho que o funghi tem um problema aqui, é, ele é muito pesado, tipo, você tem comer pouco. Se comer muito, você—

?Voz C

ele é muito carboidrato.

?Voz F

Eles são falsos, os dois, eles são falsos.

?Voz C

Eu gostei, eu preferia esse do que eu comi a primeira vez. Porém, porém, eu prefiro o arroz. E parece que o funge, ele substitui o arroz. É funge com feijão, é funge com o quesar, é funge com calulu, ou arroz com calulu, arroz com feijão, certo? Entre o arroz e isso, eu prefiro o arroz. O funji passa, passa. É a comida que eu mais amei? Não. Por quê? Porque aqui é true, true. Eu aqui não vou ficar mentindo para agradar, estou falando a minha visão. Mas eu recomendo comer e experimentar.

?Voz F

Você, luandense, você, benguelense, entra aí nas redes sociais do Maurício e fala: "Volta para tua terra." Não, mas eu vou voltar. É verdade.

?Voz C

A Thaís está me levando por causa que eu não gostei 100%. Eles estão me levando de volta por causa disso.

?Voz F

Tá, mas gosto é gosto.

?Voz C

É, tem gente que gosta, fala que o povo gosta. senhoras e senhores, esse foi o nosso, nossa trip culinária aqui. Lembrando, Angola não tem gente só igual Batista, tem muita gente educada e muita gente legal aqui também.

?Voz D

Hoje a gente fez uma mistura de China com Angola e foi muito legal porque a gente pôde perceber que um come direto com a boca, o outro com os dedos e outro com a boca aberta. Quer civilização? Eu vou montar um programa chamado Três Franceses, é breve, no meu canal.

?Voz C

Eu vou falar um negócio, tem horas que eu tava andando aqui por Angola, eu falava assim: porra, por que que a gente não teve um sócio suíço? Eu, um francês e um suíço, mas que um belga. A comida angolana, eu vou falar minha visão final, tá? Ela é muito assim, muita quantidade. Quando põe funge, é bastante funge. Arroz é bastante arroz. Peixe, vem um peixe gigante.

?Voz G

Eu acho que é meio que similar, tipo, comida nordestina.

?Voz C

Isso!

?Voz G

Entendeu?

?Voz C

É muito parecido. Só que a diversidade de comida é menor do que alguns outros lugares. Talvez por conta de não ter tido uma agricultura muito grande aqui. Então fica muito no Funho de arroz, macarrão.

?Voz F

É que o povo aqui é muito agrícola, como você disse, realmente. Muita gente tem tipo esses aca.

?Voz C

Mas não tem tanta variedade, não sei, minha visão. Talvez no interior tenha mais, mas aqui em Luanda, o que eu senti? Peixes maravilhosos.

?Voz F

Aqui tem mais diversidade do que no outro restaurante.

?Voz C

Ah, é? Mas eu senti isso. Você vai num self-serve, você vai num lugar, ele tem as opções ali mais limitadas do que a produção. Que, por exemplo, em Salvador ou Belém, por aí vai.

?Voz F

Mas a comida é boa, o tempero, ele é, ele é uma hora para falar não gostei.

?Voz C

E é isso, no final então cancele o Polkabanes.

?Voz G

Fala, galera! Então eu postei nessa cidade chinês aqui, eu arrumei um emprego aqui, é meu fritando esses frango aqui, ó. Para você que gosta de comida africana, vem aqui na minha barraca, né? Isso, para comer, entendeu?, lembrando que é minha barraca, então vai ter custo-benefício, qualidade e sem garantia.

?Voz C

Pessoal, seguinte, mostramos aqui a vida, né, cotidiano e tal. Agora a gente vai mostrar de certa forma a nightlife de alguns lugares de Angola. Tá aqui, ó, Updates. Esse é o Alex, você já viu ele alguns outros episódios. Alex, a gente tá no hotel do Alex, Alex tá ajudando a gente. Alex é da TGI Concierge, se você quiser fazer Quem é essa moça bonita que tá aqui? Essa moça bonita é a Lauriela. Eu vou falar que ela é moça bonita sem nenhum problema, porque ela é Miss Angola.

E não foi uma vez, foi duas. Olharam para Angola, falaram: é ela. Passou um tempo, falaram: será que ela mesmo? É ela mesmo. Então é ela, Lauriela.

?Voz I

Oi, gente, é isso. Um beijinho muito grande, pessoal do Brasil. E vamos entrar, apresentar junto, Felinho. Da noite em Luanda.

?Voz C

O que que é aqui?

?Voz I

Então, o Update é um bar juvenil, tá? Eles têm normalmente algumas noites temáticas aqui, mas é um lugar mais aconchegante. O pessoal vem aqui, fuma um charuto, normalmente eles têm inclusive uma barbearia, tem um tea bar. É um espaço único, gente. Vocês vêm para aqui, vocês vêm todos os momentos num sítio só.

?Voz C

Então hoje a gente vai aquecer a noite aqui E depois vamos só para explicar, só para explicar porque que eu considero isso daqui o Brasil dos anos 90. Que horas são? A gente vai esquentar. 11:30. Esse horário eu estaria vendo Netflix, mas vamos lá. Aqui, ó, vocês podem ver aqui, é bem legal esse lugar, cara. Aqui então tem uma barbearia, né? Porque o cara chega aqui e fala: puta, meu cabelo tá uma merda. Aí corta aqui já, exatamente.

Então tem que cortar mais coisa. Fala, meu irmão, tudo bem? Fala com o Brasil, Brasil te espera.

?Voz F

Brasil, é isso.

?Voz I

Alô, cara, legal.

?Voz C

Vocês vão ver onde está o chinês mesmo, chinês tá maluco aqui. Tá, aqui então, aqui é um meio lounge, não é? Olha que lugar legal, cara, que foda! Aí você vem aqui e tal, se pegar fogo tem extintor. Acho que é importante mostrar.

?Voz I

Isso seria então a parte do tea bar, não é? As pessoas vêm para aqui normalmente tomar um chazinho, não precisa ser só bebedeira.

?Voz C

Sim, eu sei que começa o caminho meio nebuloso. Obscuro, onde muitas pessoas acabam engravidando. Por isso é porque agora as pessoas têm 15 filhos, porque começa assim. Aqui é, mas aqui vai até que horas?

?Voz I

Aqui eu acho que eles vão até às 4 da manhã, se eu não estou enganado.

?Voz C

E aí depois vai para outra. A noite aqui termina às 3 da tarde. Aqui, ó, a turma aqui, ó.

?Voz F

Não pude filmar, agora já foi. É festa do P. Diri, não?

?Voz C

Chinese dormiu. Chinese dormiu. Batista desmaiou. Que lugar aqui? Francês. Francês para caralho. Quem veio?

?Voz F

Nós dois, mano.

?Voz C

Esse é meu cacheiro, cara. uma festa. Vai na balada aqui agora. É sim, os três são chinês! Olha isso, velho, vou ficar doidão já já, pera aí. É Nike, é vinho, cerveja, é Nike, é maluquice! Thank you, buddy. ¡Hola!

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