COMO NASCE UM SHOW DE COMÉDIA? DESCOBRI HOJE COM O MAURÍCIO MEIRELLES! | #VIDAREAL #30
BORA IR PRO TEATRO? Hoje o Tavião entrou nos bastidores do show de comédia “Surto Coletivo” do Maurício Meirelles para mostrar a vida como ela é: correria, equipamentos pesados, roteiros escritos à mão, como os comediantes lidam com o "silêncio" da plateia e um camarim que passa longe do glamour que muitos imaginam! Bora sair do estúdio e ir pra prática no ACHISMOS NA #VIDAREAL :)TAVIÃO @taviaohttps://www.instagram.com/taviao/ MAURÍCIO MEIRELLES @maumeirelleshttps://www.instagram.com/maumeirelles/ ALESSANDRO BERLE @alessandroberle https://www.instagram.com/alessandroberle/Conheça e se inscreva no meu canal de comédia: https://www.youtube.com/@MauMeirellesVem pro meu canal no Telegram: https://bit.ly/3MDFZLhBora ver meu show no teatro:https://www.mauriciomeirelles.com.br
- Shows de Comédia· EntretenimentoMontagem e desmontagem de palco·Equipamentos de som e luz·Camarim de comediantes·Roteiro de stand-up
- Saraus e ColetivosFormato interativo do show·Perguntas para a plateia·Piadas sobre política·Kid Bengala
- Relação de audiência com ElisMedo de falar em público·Reação da plateia ao vivo·Hecklers e bêbados no show·Uso de celular para interação
- Indústria da Comédia· EntretenimentoLogística de montagem·Gerenciamento de tempo·Equipe de produção·Teatro casa
- Carreira de comédia de Victor SarroLidar com o silêncio da plateia·Adrenalina no palco·Preparação para o show·Comédia dell'arte
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Esse aqui é o Maurício Meirelles gigante. Eu sou o Otávio e hoje eu vou mostrar pra vocês como são os bastidores de um show de stand-up na vida real. Ó, já começou a chegar a galera. Aí, torcer por uma casa cheia. E você, por quanto você daria pro Querida Bem Galá?
Agora eu daria por um emprego em qualquer emissora.
Você imaginaria que era uma coisa mais piquetel?
Não.
Então é pique mais carandiru. Eu só tô acostumado a falar pra pessoas na internet, então eu nunca sei quantas pessoas nem quais pessoas estão me assistindo. Aqui não, cara, aqui você tá olhando na cara das pessoas que estão te vendo e você tá percebendo na hora se elas estão dando like ou dislike. Tem que ter coragem. A sensação de estar passando e alguém falar, ó, o pesado! Essa é a realização de um homem. Espero eu não estar dando um nó frouxo, porque se cair esse pano, a culpa é minha.
Mas quando você tá em cima do palco, a adrenalina é tanta que você não sente nada.
E aí quando você sai, é tipo então pular de paraquedas?
É, é tipo pular de paraquedas, exatamente.
Quer fazer um anúncio e chamar o nome dele?
Tá bom, é lógico. Então vamos lá. Sabe como são os bastidores de um espetáculo de teatro, na verdade um stand-up, eu não sei, mas a gente vai descobrir hoje juntos aqui. Já chegamos e já tá uma correria toda.
Aqui estamos então em uma desmontagem da peça anterior para começar a nossa montagem. Então é um tempo corrido para tirar tudo e colocar o nosso.
Essa pessoa que está toda intensa e correndo é a Raffi, que será minha guia hoje. Raffi, você já chegou com uma cara de preocupada, por quê?
Minha cara normal, na verdade, só uma cara de agilidade, de vamos fazer acontecer.
Mas vai dar tudo certo. O que que tava rolando na Praça é Nossa aqui?
É uma peça de teatro mesmo, então com cenário robusto, né? Já é um formato diferente de stand-up.
E aí a gente que vai ter que desmontar?
Não, aí são os técnicos do teatro.
Mas o problema não é nosso.
É, não, por enquanto é mais ou menos, a gente se ajuda, se dá uma força, né? Para esse sair, o outro entrar.
Você é o quê, a produtora-chefe? Eu tô te atrapalhando, né? Nesse dia sim, nesse dia sim estou atrapalhando ela. Por favor, no que eu posso te ajudar?
Acompanhar nesse momento. E aí eu vou, eu posso ir narrando por cima, mas você vai acompanhando o nosso espaço.
Por favor, como eu posso te ajudar e não te atrapalhar?
Você tá com as pilhas ou tá?
Pode ver que o negócio é pegado.
Aqui é um show de comédia mais robusto, não é só stand-up. Aqui a gente tem várias partes técnicas que a gente conduz uma montagem ali prévia pra fazer todos os testes.
Tem cenário, é isso?
Tem, tem cenários. A gente desce aqui essas varas e amarra os tecidos. Você vai dar uma olhada nisso, igual eles estão fazendo aqui com esse.
Quantas pessoas a gente tá esperando hoje, Raph?
Plateia?
É.
Cerca aí de 500, 600.
Caramba, gente pra caramba!
É bastante, não? Aqui é o nosso teatro casa, né? Todos os sábados praticamente a gente faz temporada aqui do show do Maurício Meirelles, Surto Coletivo. Então basicamente é nosso teatro casa. A gente tá em temporada aqui há cerca de 3 anos.
Entendi. E como que eu posso ser útil pra você?
Nesse momento, meu amigo, fica quietinho. É, quieto e me seguindo, porque essa condição aqui tem que ficar nas minhas mãos mesmo para eu garantir que tá rodando.
O que que é isso aqui que você tá separando?
Esse aqui é um direct box, que ele leva todo o áudio do nosso PC que fica ali no palco para o cabeamento do teatro, para chegar lá na técnica para disparar para toda a plateia.
Então é isso aí. Você tem que montar isso toda vez que vai ter um show? Achei que isso seria já do teatro.
Por isso que a gente carrega essa mala aqui que pesa mais do que eu. Para todo lugar, para viagem, avião, interior. Isso aqui vai com a gente porque são vários cabos e equipamentos de som, radinho, prancheta, papel, tudo que a gente precisa para fazer o show acontecer.
Ó, vamos aproveitar então nesse momento onde eu claramente estou atrapalhando e vamos conhecer aqui o cenário que eles estão desmontando. É uma peça que eles estavam fazendo aqui, acho que chama Meu Deus. E acho que era uma sala de estar aqui, ó, tem um sofá, as mesinhas de centro. Caramba, é grande, hein? Ó, eu só tô acostumado a falar para pessoas na internet, então eu nunca sei quantas pessoas nem quais pessoas estão me assistindo.
Aqui não, cara, aqui você tá olhando na cara das pessoas que estão te vendo e você tá percebendo na hora se elas estão dando like ou dislike. Tem que ter coragem.
Esse púlpito aqui é nosso, sempre aqui da casa. A gente utiliza para o nosso show. Então os meninos já vão adiantando, libera esse primeiro quadrante aqui, ó, para o aceno do teatro, traz o que é nosso. Já vou adiantando essa montagem enquanto eles desmontam ali.
Imagino que isso é, sei lá, às vezes você esqueceu isso aqui na tua casa, lascou tudo.
Exatamente. Acontece, acontece. Já aconteceu de produtores esquecerem, e aí é na correria a gente achar uma solução, pedir um Uber Moto, alugar algum aqui do shopping, ver se alguém tem um testar. Tanto que agora a gente sempre deixa 2 equipamentos de cada. Então sempre vai ter 2 Directs, 2 cabos P10, P2. Vai ter um— a gente tem um segundo notebook ali na coxia também, porque se esse aqui der algum problema, temos um reserva. Porque já aconteceu muita coisa pra gente entender que é necessário ter o double do double check.
Que já vamos deixar posicionado pra quando nosso técnico de áudio testar tudo. Inclusive ele está aqui, ó, Mati. Quer dar um alô pra nossa audiência?
Esse é o nosso técnico de áudio?
Exatamente.
Tudo bom, Matheus?
Mateus, isso mesmo. Prazer, Otávio, beleza?
Tudo bem.
Se o áudio sai ruim, a culpa é sua, é isso? Aí sim. Já aconteceu alguma vez?
Cara, não comigo.
Entendi, porque você tá aí suado.
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Correndo, tô percebendo que você tá dando duro. A gente tenta fazer o melhor possível no espaço que tem. Justamente. Então não vou nem te atrapalhar, irmão. É isso daí. Valeu. A sensação de estar atrapalhando é constante e até o momento ninguém me deu nada para fazer, ou seja, estão com muito pouca confiança em mim. Mas provavelmente tem razão. Eu vou tentar fazer alguma coisa para me sentir útil aqui, tentar carregar isso aqui que é pesado.
Você ficar passando com pesado te dá uma sensação de que você vale para alguma coisa. Põe aí, irmão. Opa! Obrigado. Valeu. A sensação de estar passando e alguém falar, ó, o pesado! Essa é a realização de um homem. Ó o que tá rolando aqui, já tá rolando uma— então estão pendurando roupa. Aí, agora posso te ajudar?
Perfeito, pode pegar lá a ponta, estica ela toda. Pode esticar, esticar. Isso. Aí amarra essa pontinha daí.
Entendi.
Aí passa cada lado, né, pra vara e faz um nó.
Oi, Rappi!
Espero eu não estar dando um nó frouxo, porque se cair esse pano, a culpa é minha. Aí, ó, todas aquelas vezes que eu vi no Rá-Tim-Bum ensinando a amarrar o sapato, tá valendo a pena agora.
É isso, pode fazer nó de cadarço mesmo, instintivamente, que daí é mais fácil de desamarrar depois.
Que desmontagem também é nessa, nesse time mesmo, porque esse show aqui ele é às 10:30, então ele termina tarde, você querendo ir embora para tua casa.
Termina ali meia-noite e meia, aí a gente desmonta, sai uma hora sempre.
Você falou que é atriz, né, há mais tempo do que a produtora.
Exato.
Você, que tipo de peça que você faz? É mais também humor, é mais drama, é mais excelso?
Qual é a ideia de comédia e teatro físico? Então comédia dell'arte, aquelas peças com máscaras, com o corpo mais kabuki também. Também, caramba, é o meu forte. Mas aí tem um pezinho assim na comédia, por isso que eu gosto muito de produzir shows de comédia também. Ali, ó, é bem legal vocês mostrarem. Os técnicos, eles sempre sobem para lá e para cá para afinar essas luzes, para esses equipamentos aéreos.
Ó, rapaz, os dentes bonitos do Maurício, hein? Vamos subir ali. O que que rola aqui em cima, Rafa?
Aqui é onde eles posicionam todos esses equipamentos de luzes, os tecidos, né, outros cenários.
Posso subir lá?
Não, não, esse é só quem tem o treinamento. Aí você pode só filmar. Esses são técnicos treinados e super-heróis, não é justo.
Agora são 9:50, falta 40 minutos para começar o espetáculo. Parece que já tá quase tudo certo, não, Rafa?
Agora a gente vai fazer um passadão técnico, testar áudio, testar a projeção, testar o passador, testar microfones. Testar aqui o notebook e aí a gente consegue abrir para plateia entrar.
E sempre você termina com essa folga grande assim ou hoje foi um dia fácil?
Na verdade assim, não diria nenhuma folguinha, viu? Mas 10:10 a gente consegue abrir plateia, então vai ter uns 20 minutos para plateia entrar. É que depende muito do cronograma do próprio teatro, né? Então quando acaba a peça anterior, tem teatros que a gente consegue terminar com muito mais antecedência, que a gente chega umas 2 horas antes. Mas com esse geralmente a gente consegue com 20 minutinhos aí para a plateia entrando.
Não vamos falar que está muito fácil antes da hora para não dar azar, mas por enquanto tudo saindo conforme planejado. Jovem, tudo bom, irmão? Bom, beleza. Prazer, Otávio.
Grande Otávio, diga aí.
Você é a banda de abertura?
É, tá vendo? Eu que toco o teclado aí no palco. Não, fazer um minutinho aí sempre, né? Tem que dar aquela aquecida.
E como que é, mano, você chegar para uma plateia ali que você nunca viu e você tá esquentando apresentando para outra pessoa, como que é essa sensação, cara?
Agora eu me acostumei, tipo, o público do Maurício, porque o público do Maurício é meio difícil.
Por quê?
Porque eles são muito exigentes, porque o Maurício faz 285 coisas, a galera pensa, nossa, sempre vem um negócio muito mirabolante. Aí no começo, quando a gente fazia no Renaissance, era absurdo de fazer com ele, ele enchia muita bola assim, ele fazia o off, né? Primeiro. E aí a galera ficava esperando, porra, alguém que o Maurício tá dizendo que é bom. E aí eu entrava e a galera ficava meio assim, cadê? Então me acostumei a fazer muito show ruim com ele.
Depois eu falei, pô, Maurício, deixa eu tentar fazer do meu jeito. Aí ele, não, vai, tenta aí.
O que que seria do seu jeito?
Eu tentar fazer um off, mas com a minha cara, já dizendo que tipo que vai vir uma pessoa que não é tão, que não é o Maurício, que não é tão a cara do Maurício, que seria outra coisa. E aí eu Dá uma cara de que no começo que eu não tô sendo um comediante, que eu tô só explicando o show, alguma coisa do tipo.
Quanto tempo você passa ali com o pessoal?
Eu fico uns 12 minutos.
Isso é bastante, cara, pra você estar de cara a cara com 500 pessoas, né?
Que não sabe quem eu sou, que tipo assim, não tem nada. Qual o motivo que eles têm pra me comprar, tá ligado?
Que isso eu lembro muito, cara, daquele show do Carlinhos Brau no Rock in Rio.
Do Rock in Rio, sim, que a galera...
Que a galera tacando umas garrafas d'água nele porque eles queriam ver tipo, sei lá, cultura que ia vir depois, né?
Não, foi que uma banda desistiu. Ah, é? Uma banda desistiu, aí colocaram uma banda de rock, era o dia do rock. Aí acho que era o Headline, existiu. Aí eles botaram o Carlinhos Brau no horário lá.
E tu já se sentiu Carlinhos Brau alguma vez?
Tá, várias. Inclusive, pior show que eu já vi na minha vida foi aqui nesse teatro.
É mesmo? Como foi?
Com Murilo Couto. Eles me botaram no meio do show. Aí imagina, no meio do show do cara, ele falou, ó, vou botar um cara aqui uns 10 minutos enquanto eu vou no banheiro. A galera odiou.
Mas e aí, qual é a sensação que você tem? Porque assim, você entrou, fez uma piada, não encaixou. Que que vai passando pela tua cabeça? Como que você se sente, cara?
Quando você tá começando, você não sabe como lidar com a não risada. Quando você—
silêncio.
É, porque no começo você tem a piada e funcionou. Aí você pensa, essa daqui funciona. Aí você chega no lugar funcionou, você não tem experiência para lidar, você só fica desesperado. Aí você vai ficando nervoso, as outras piadas vão ficando pior. Você tem que ter um repertório, entendeu? Ela não gostou desse lado, tem que ir para outro. Ou eu tenho que brincar sobre isso de não ter gostado, ou só ignorar. Isso já passou um pouco, que a adrenalina ajuda você não ficar tanto.
É mesmo?
Quando você tá em cima do palco, por exemplo, você pode estar doente que for, pode estar doente, Maurício, pode estar doente, meu irmão, acabado, destruído, subir no palco Acabou, você não tem nada. Você tá com dor de cabeça ou de barriga, você tá no palco, passa tudo. Depois que você volta, aí beleza. Mas quando você tá em cima do palco, a adrenalina é tanta que você não sente nada.
E aí quando você sai, é tipo então pular de paraquedas?
É, é tipo pular de paraquedas, exatamente.
Pois é, daqui a pouquinho ele vai pular de paraquedas e a gente vai garantir que o paraquedas esteja bem dobradinho.
Vamos lá ver.
Aqui, ó, é um camarim, rapaz. Que coisa mais chique! E aí, como que é? Quero mostrar todo o glamour.
Isso aqui é arte, isso aqui é o antro da arte, aqui é onde a magia acontece.
Eu tô vendo que você tem aqui um calor danado para você se maquiar. Você se maquia? Não, acho que não, tá tudo bem. E eu acho bacana, cara, que sempre que vai ter um show, o artista pede ali um catering para ele É, ia sushi, né?
Cordeiro. E aqui a gente tem, Maurício, é assim, ó, que bacana, tá?
Tábua de frios, ovinhos, amendoim japonês, barrinha. E o que que tá rolando aqui?
A galera, não sei se eles estão andando.
Caramba, mano, é uns sanduíches assim, você come antes?
Não, depois do show. Eu faço só o comecinho, né? Aí depois eu fico livre, vem aqui, como tudo, eu roubo o camarim também.
Chegou o grande astro!
Caralho, mano, grande astro do meu show!
Sim, vai, é o teu show. E aí, tudo bom, Maurício?
Tudo bom, obrigado. Valeu, galera, eu sou grande astro do meu próprio show.
E aí, cara, você vai fazer agora sua maquiagem aqui?
Eu vou fazer, eu vou virar o Fai Poxar.
Caramba!
Mas posso falar, ninguém tá sentindo um cheiro de— tá ruim o cheiro aqui, hein?
Não, é ali, mano, é, não fui eu não. O cheiro é do ralo.
Tamo aqui, ó.
Isso aqui, Melissa.
Ah, mas é a vida de glamour. Aí, ó, vocês sabiam do glamour que o pessoal do Travessa deixou ali, ó?
Chega aí.
Não tá um glamour aí?
Então, porque isso aqui tá parecendo, sei lá, coisa do exército, mano, para você vir aqui tomar banho. Você imaginaria que era uma coisa mais piqui hotel? Não, é piqui mais carandiru. Maurício, eu tava vendo aqui o teu roteiro que foi impresso às pressas.
Sim.
E aí eu tava vendo essas perguntas aqui: por quanto você daria para o Kid Bengala? Que história é essa, irmão?
O meu show, ele tem uma— como é que eu posso falar— ele é interativo online. Antes de começar o show, você entra no QR code, ali você tem várias perguntas. E aí esse daqui é para descobrir se a pessoa tem dinheiro ou não. Eu vou fazer várias perguntas.
Ah, é? Qual o tamanho do seu palco? Como que você sabe o dinheiro que a pessoa tem?
Não, o tamanho do seu pau é outro.
Ah, tá.
Pra ver se as pessoas estão mentindo ou não.
Ah, e na média, quantas pessoas pedem pra dar pro Kid Bengala?
É muito legal, a piada sobre isso, eu vou até revelar, é que a maioria das pessoas que fala que daria pro Kid Bengala é homem. É louco isso aí. Mulher poderia falar, eu daria. Mulher não daria por nenhum dinheiro. Homem daria por... Então homem é mais corruptível do que a mulher.
E você, por quanto você daria pro Kid Bengala?
Depende qual o momento da minha vida.
Agora, né?
Agora eu daria por... Um emprego em qualquer emissora. Não, isso daqui é o seguinte, vou explicar para vocês. Eu tô fazendo uma coisa no show agora que no final do show eu pego pessoas da plateia e jogo para o palco, e é tudo geração Z. E aí eu tô fazendo perguntas para ver como que eles reagem. Mas como funciona o poupatempo? Como se troca um botijão de gás? O chuveiro queima, o que você faz passo a passo depois disso? Então são perguntas que eu quero ver como que as as pessoas reagem, vai ser engraçado, porque não sabe fazer porra nenhuma.
Eu não sei fazer nenhuma dessas coisas, não sei trocar gás. Ninguém tem gás mais em casa.
Entro no Google, descubro quem faz alguma coisa, eu vou e resolvo.
Mindset, galera.
O jovem fica, baba.
Justamente. Como que você gosta de se preparar para o show, cara? Você prefere ficar sozinho aqui meditando, meio método, ou você gosta de alguém enchendo teu saco igual eu?
Não, não, não tem. Na verdade é o seguinte, Depende do show. Quando tem famoso que muitas vezes vem para participar, tá, eu preciso de um tempo eu e o famoso, que o famoso vem com muito medo de participar do Web Bullying.
Ah, é pesado mesmo.
Ele fala assim, porra, não faz isso, não faz aquilo. Eu sento com ele, acalmo, falo, a gente vai por aqui, vai por aqui, tudo bem fazer piada com isso? Aí o cara vai se acalmando. Então preciso ter uns 15 minutinhos eu e ele. Como hoje não tem famoso, hoje vai ser meio no improviso, então tá mais leve. Então eu só preciso pegar aqui, ó, isso aqui é o roteiro que eu fiz em Campinas.
Eu tô vendo que esse é o roteiro aqui, posso mostrar? É, esse é o jeito de manter em segredo as suas piadas, que é a sua letra de médico. E daí você faz tipo uma história em quadrinhos, é isso?
Aqui é mais ou menos assim, ó. Como é que eu entendo? Mostra aqui. Isso daqui é o seguinte, daqui é a minha abertura. Aí aqui eu sei, por exemplo, quando eu ponho essa coisa aqui são os temas delicados que eu ainda não lembrei. Então eu bato o olho e falo, ah, tem que falar do homem, TDAH, uma piada que eu tenho do Bolsonaro, depende da hora, o resto eu já sei pra onde vai. Então eu tenho a ordem mental de cada segmento do meu show.
O que tá em evidência é que eu preciso lembrar mesmo, senão eu vou esquecer se eu não passar o olho. Então ele me chama atenção. Então são dois lados aqui.
E aí, essa é uma coisa que eu tenho uma dúvida, cara. Piada de política. Tá. Às vezes você vai ganhar muito a plateia ali, ou às vezes você vai perder totalmente a plateia ali. Como que é isso?
Mas eu sou de verdade assim, o meu show ele não é nichado. O cara que é de esquerda, se ele faz piada só de esquerda, ele tá ganhando público do jeito dele. Se ele é só de direita, a mesma coisa. Eu não tenho muito essa coisa de direita e esquerda, eu bato meio que— eu não bato nem na esquerda nem na direita, eu bato no fato da gente tá virando imbecil. Então a minha piada não é sobre o Bolsonaro ou sobre o Lula, a piada é sobre como a gente tá reagindo à política.
Obviamente eu faço uma piada muito assim, de vez em quando sacaneando a esquerda, sacaneando a direita. E nesse caso, desse show específico, como eu programo pras pessoas responderem o que elas querem ver no show, eu consigo ver se a plateia é mais de direita ou de esquerda. E de acordo com o que a plateia é, eu vou fazendo a piada. Se a galera é mais de direita, eu faço piada sacaneando o Bolsonaro.
Mas cara, é interessante isso que você criou uma peça que você obriga a pessoa a ficar mexendo no celular.
Isso de alguma maneira.
Isso foi para você se blindar das pessoas não ficar no meio ali se distraindo?
Não, cara, isso foi porque como eu faço web bullying, o meu show ele já é basicamente com participação de celular. Eu falei como é que eu posso estender isso de um jeito que a gente já tá viciado em ver tudo com celular na mão. Então participe, em vez de ficar vendo WhatsApp, participa, sei lá, participando das perguntas, das respostas, mandando coisa.
Porque essas perguntas elas não são tão simples.
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Sim, não é múltipla escolha. A pessoa está escrevendo ali.
Não, é múltipla escolha.
Ah, entendi.
No começo é tudo múltipla escolha. Qual a cidade?
Tá.
18 a 25, blá blá blá blá. Aí depois, no final do show, você vai ver que eu faço uma interação com a plateia. Tem perguntas que você quiser fazer pro cara que tá sendo meu convidado. Então você participa, tipo chat ao vivo do podcast, o cara faz no show.
Mas então não é uma coisa que distrai as pessoas também? Você encontrou um—
Não, não distrai. Na verdade, o que que eu percebi? As pessoas, elas estão cada vez com mais medo de interagir. Então se eu chegar pra pessoa e perguntar Alguém aqui já foi preso? Ninguém vai levantar a mão. Mas se eu tenho um dado que 7% da plateia já foi presa, eu já tenho um motivo para começar um papo sobre esse assunto.
Porque essa é uma coisa que é muito clássico de stand-up, a interação. Inclusive, um negócio que eu não sei se tem um nome em português, que é o heckler, que é o cara que chega e fica aloprando e tal. Acontece isso ainda ou a galera até isso—
Quando a gente coloca um vídeo na internet, que a gente faz muita interação, muita gente vem para cá achando que o show vai ser só de interação. Então tem gente que vem para cá disposto a só ficar falando com comediante. Então eu fiquei pensando em maneiras que fosse interessante de fazer interação onde o cara quisesse participar e me desse conteúdo para eu fazer em cima de uma improvisação, que eu não ficasse dependendo de alguém levantar a mão e responder, entendeu?
Mas você já teve um caso assim onde alguém atrapalhou, ou você sempre consegue dar uma de jeito, porque no fundo, no fundo, a plateia tá comigo.
Sim.
Então são mil pessoas comigo contra um.
Sim.
Mas sempre tem bêbado, cara.
É mesmo?
E o bêbado, ele não tem nenhuma noção. Bêbado, ele grita. O bêbado, ele tem um Tourette, né? Entendi. O cara, eu tô fazendo um show, o cara levanta, o cara berra, o cara vai andando. Já teve gente, o cara subir no palco, o cara quer participar, o cara quer fazer graça para os amigos.
Ah, é uma pessoa carente, no final das contas.
E aí a nossa função é tentar ser de alguma maneira engraçado e ao mesmo tempo não ser agressivo, porque a vontade que dá às vezes empurrar o cara. Não vou empurrar o cara, não. Tem gente que atrapalha real assim, tem gente que atrapalha de porra da plateia vaiar o cara. A plateia sempre tá contra o cara que tá atrapalhando o espetáculo. Se ele tá rendendo para o espetáculo, a coisa vai.
Imagino. Vamos torcer para que ninguém atrapalhe hoje, e eu vou tentar não atrapalhar agora encerrando aqui essa parte do camarim. Obrigado, irmão! Já começou a chegar a galera. Aí, torcer por uma casa cheia. Fizemos aí uma montagem num tempinho bem, bem ok. A gente teve o palco aí 9 1:30, a gente conseguiu resolver tudo em meia hora, toda essa montagem, tá? Em 2, 3 produtores contando com o Vini que foi na gráfica pra gente. Então foi gráfica, panos, teste de mic, teste de projeção, tudo resolvido aí em meia horinha na montagem.
E agora as pessoas já estão entrando ali, né? O foyer que tava bem cheio, a gente já liberou a plateia. Foyer, o que que é um foyer? Foyer é literalmente a área, o saguão Guão ali inicial aonde o pessoal entra antes do público acessar a plateia. E aí o Maurício tava me contando um negócio que gente bêbada acaba atrapalhando, porém gente bêbada ri mais fácil.
Eu acho que é uma via de mão dupla isso daí.
E aí dá para comprar bebida aqui, cara? Como é? É incentivado a galera tá tipo assistindo? E existem teatros, é claro que vai, claro, vai depender da política de cada teatro, mas vem Sim, cerveja, bebidas alcoólicas dentro do teatro para a pessoa consumir assim como qualquer outro produto. Entendi. Vamos torcer para que as pessoas bebam hoje na medida, na medida para dar bastante risada, né, e deixar bonito.
Não, libera o Mickey 1, por favor, que eu vou soltar um recado aqui.
Ó, nosso amigo da produção vai ter que incentivar a galera a responder o quanto eles dariam para o kit bengala.
Na frente de vocês tem um QR code QR code.
Este é um show interativo e ele depende da força e da ação de vocês.
Então aponta sua câmera para o QR code e mande sugestões, responda o questionário, responda o quiz, tá bom? Que o show depende inteiramente disso para deixar melhor ainda a experiência de todos vocês, tá bom?
Muito obrigado.
Vamos dar uma espiadinha ali agora e ver se as pessoas estão mexendo no celular. Em geral elas sempre estão, né? Mas Ah, galera, tudo mexendo no telefone aí, todo mundo respondendo por quanto daria para o kit bengala.
Boa! Quer fazer um anúncio e chamar o nome dele? Falar: com vocês, Alessandro Berli.
Tá bom, é lógico.
Então agora tá, ele te dá o time.
Só Alessandro Berli, você vai saber.
Não é, não falo o melhor comediante de São Paulo, jamais.
Aí a galera pensa, então, para mim é, vai, é igual a melhor pizza.
Para ele vai ter os apitos, é isso?
Isso. Assim que acabar esse aviso da casa, vai ter o terceiro sinal. E o terceiro sinal no teatro significa que o show vai começar. Então fiquem em seus lugares. Sempre a dinâmica é: tem um sinal, passa um tempo, dois sinais, Passa um tempo, 3 sinais. E aí é quando é o sinal que garante que a peça vai começar, não dá mais tempo de sair. Agora é aproveitar o sinal.
Eu já te aviso para liberar o MIG-2. 3 sirenes.
Pode liberar o MIG-3, por favor, que ele vai fazer a batidinha.
MIG-3 bate.
É, pode bater.
Pode.
Tá por nós agora.
Já foram, já foram as 3 sirenes.
Foram as 3. Pode deixar liberado o Mickey 2 também.
Senhoras e senhores, sejam bem-vindos ao Shopping do Grande Maurício.
Faz barulho!
Nossa Senhora, é isso mesmo, gostei! Bom, a gente vai começar esse show, então vamos começar animadinho. Vamos fazer uma brincadeira assim para a gente começar, para você ficar bem animado.
A gente vai, vamos todo mundo fechar o olho e imaginar que a Argentina tá perdendo de novo.
Olha aí, a galera já comemorou, tá bom?
Então quando eu entrar, eu quero ver a sinergia mesmo, essa loucura, essa gritaria, tá bom?
Essa que vocês deram agora, posso contar com a animação de vocês, sim ou não? Não, mais forte, por favor. Posso contar com a animação de vocês, sim ou não?
Então, senhoras e senhores, para fazer a abertura dessa notícia, receba com muito barulho e muitos aplausos Alessandro Berli! Deu tudo certo, ele tá lá pulando de paraquedas. Se vocês quiserem ver esse show, é só virem todo sábado aqui no Shopping Eldorado. E agora a gente vai curtir na vida real, esperando que vocês continuem vendo os nossos vídeos, mas venham assistir ao show aqui vocês também.
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