COMO PARAR O MOVIMENTO RED PILL NO BRASIL? ft. Sâmia Bomfim | #ACHISMOSFM #28
ACHISMOS FM NO AR! No programa de hoje recebemos Sâmia Bomfim para destrinchar as maiores bizarrices do noticiário. Vamos falar do operador de teleprompter da Casa Branca demitido por faturar meio milhão em apostas, a explosão de compras internacionais com o fim da "taxa das blusinhas", a "limpeza" de Vini Jr. no Instagram ao reatar com Virginia e o misterioso grupo de motociclistas de terno em Belém. No esporte, Neymar sincerão mandando que seu tempo na Seleção já passou e Cucurella cumprindo promessa com uma tatoo do técnico pós-título. Na internet e pautas extras, tem Katy Perry possessa com a Casa Branca usando 'Firework' em vídeo militar, a mãe de Davi Brito descobrindo o casamento do filho pela internet, o inacreditável "Encontro dos Chifrudos" no ES, influencers promovendo canetas paraguaias, sogra condenada por xingar nora na web e o caos absoluto em um show de heavy metal. Bora ouvir tudo!PARTICIPE DO PROGRAMA:Mande seu Superchat ou envie sua mensagem e áudio para o nosso WhatsApp oficial. O melhor (ou o pior) vai pro ar! WhatsApp: (11) 94443-1609SIGA O ACHISMOS FM:Não perca os cortes e os bastidores nas nossas redes sociais:https://www.instagram.com/achismosfm/ CANAL DE CORTES FM:https://www.youtube.com/@CortesAchismosFMAssine o canal e ative o sininho para não perder as lives: terças e quintas, das 09h às 11h.Bora acompanhar tudo! RONALD RIOS @ronaldrioshttps://www.instagram.com/ronaldrios/
- Lei da MisoginiaSamir Schaude · Criminalização da misoginia · Red Pill · Feminicídio · Liberdade de expressão
- Darren Beatty e Interferência EleitoralDonald Trump e a NASA · Eduardo Bolsonaro e STF · Sanções econômicas · Terras raras · Data centers
- Campanha eleitoral do PTPSOL-Rede · TDAH · Federação partidária · Eleições 2026 · Erika Hilton
- Neymar e Seleção BrasileiraNeymar · Declaração de aposentadoria · Saúde mental · Depressão · Carreira artística
- Desigualdade SocialFinanciamento eleitoral · Privilégio branco e cis · Representatividade · Erika Hilton
- Davi Brito e a cãibraDavi Brito e a cãibra · Davi Brito e a cãibra · Casamento com Emily Araújo · Descoberta pela internet
- Raciocínio motivado e chumbo ideológicoCrise capitalista · Ideais reacionários · Naturalização da barbárie · Imigrantes
- Virgínia na CopaRelacoes EUA-Ira · Virgínia na Copa · Fim de seguidores no Instagram · Relacionamento não monogâmico
- Encontro dos Chifrudos no ESTraição · Superação de desilusões amorosas · Concurso de causas de traição · Espírito Santo
Entrou, prechou no ar. Ou então você aí que tá aí, bom dia, né, em primeiro lugar para você que tá aí. O Ronald teve um, acabou aí fazer o velho acidente, né, de banheiro que o Ronald costuma ter esse horário. Ele costuma se programar para isso, mas dessa vez no ar ele precisou resolver problemas intestinais, né. Então Bom dia para você, que começa aí com essa imagem, né, do início da nossa jornada pelas notícias da semana que vamos conversar aqui. Bom dia, Ronald!
Olá, só um segundinho, deixa eu ajeitar.
A gente tá no ar, viu?
Mas tá no pré ainda, vai dar oi para galera.
Eu tô dando oi, eu tô fazendo isso aí porque é o que tem para fazer, né? A gente recebendo, pessoal, educação, né, velho, que é uma coisa tão em falta no mundo hoje em dia, principalmente nessa maldita cidade de São Paulo. Não gosto muito de cair nesse, nesse erro de ficar falando mal de São Paulo, né? Ah, São Paulo é um lixo, não sei o quê. Porque parece que virou uma piada velha, um bordão de zorra total, né? Ficar reclamando de São Paulo enquanto, pô, eu sempre quis morar em São Paulo, né?
Era meu sonho morar em São Paulo. E eu passo pela Ponte Estaiada, eu fico emocionado.
Acho que todo, todo Deixa eu ajeitar o microfone. Todo pré-show tem que ser um monólogo do Kiefer, ok? É, esse é o novo quadro. O pré-show vai ser um monólogo do Kiefer. Eu não quero fazer mais o pré-show.
Mas você gostou do lado bom ou do lado ruim?
Eu gostei, eu gostei, eu gostei. É, eu gostei, achei bom.
Porque tem gente que acha bom porque acha ruim, né?
Vamos começar a trabalhar?
Ah, vamos ter, né?
Tá pronto aí, caricas?
Solte a vinheta para nós.
Let's go!
Opinião de quem realmente entende do que está falando. Então, Dili, você vai ouvir. Achismo é fêmea. Porra, não ouviu? Yo, bom dia! Agora você Sim, é o que você vai fazer. Não chore, it's your birthday. Não chore, it's your birthday. Ok, bom dia, senhoras e senhores! Muito obrigado, Carica, chegando aqui comigo.
Câmera pegando inteiro ele, mais dificuldade.
Bom dia, Bom dia, pessoal! Bom dia, Brasil! Bom dia, mundo! Bom dia a todo mundo que tá aqui na sintonia de mais uma edição do Axis FM, diretamente da Axis TV. 9 horas e 1 minuto na cidade de São Paulo, 2 minutos agora. Aqui quem fala é seu Chapa, seu brother, seu camaradinha, aquele louco que não pode, por isso mesmo não se dá ao luxo de errar. Senhoras e senhores, recebam no palco do Domingão do Faustão, Ronald Rios. Você pode participar do nosso programa através do nosso chat.
Você pode mandar Super Chat. A mensagem do Super Chat, ela é fundamental, mantém as contas acesas aqui. Você viu que a gente teve um problema na nossa internet na semana passada porque tava atrasada a conta. Então não deixe de mandar seu Super Chat aqui para participar do programa. Não deixe de mandar seu áudio também, né, cara, para contar como é que tá sua vidinha, seus planos para o fim de semana, está tudo bem aí no amor, se você tem alguma teoria conspiratória legal que você quer dividir com a gente.
Hoje a gente vai receber a deputada Sâmia Bonfim daqui a pouco na programação do Axis FM. A gente tem muita coisa para discutir, é, mas o assunto principal que a gente vai tratar hoje aqui com ela É da PL que ela conseguiu passar no dia 1º de julho, de criminalização da misoginia. E esse talvez seja um assunto, um dos assuntos mais importantes e vitais que a gente tem para tratar no Brasil nesse momento. No momento que a gente tá tendo é um aumento de feminicídio ao ano e uma grande monetização do conteúdo red pill, isso tudo carregando, isso tudo caminhando em paralelo.
Então a Samé vem para conversar entre outros assuntos, mas esse é o assunto que a gente quer mais tratar com ela. E mas antes disso, a gente tem muita notícia idiota para— a gente tem muita notícia idiota para tratar, para tratar. Você pode fazer o favor, querido e querida, de virar aqui parte do nosso clube de membros. Você— a gente tem dois planos aqui. A gente tem o nosso, a gente tem o nosso Axistas, o nosso Axistas VIP é o mais da hora, porque você tem conteúdo exclusivo da Axis News TV, você tem o pós-show aqui que a gente fica toda terça-feira depois que acaba.
Ah, o programa é muito curto. Não, não é, tem mais programa. Em breve mais coisas da programação inteira do Axis News TV como conteúdo exclusivo para quem assina nós aqui nesse plano nível 2. Agora você fala, pô, cara, eu quero chegar junto no nível 1 porque eu gosto da programação Abertone, quero fortalecer o canal também, chegar junto. Fundamentales. Bom dia, Robert Kiefer, como é que você tá, meu anjo?
Ah, eu tô bem. Bom dia, Ronald. Hoje é um dia que tá equilibrado, né, velho? Eu gosto de equilíbrio porque aí a gente não cai no chão, né? Primeiro Você tava falando aí as coisas do Nossa Senhora, porque é muito importante o trabalho dessa, mas eu, né, você começou a falar um panorama de como tá o Brasil, eu comecei a ficar deprimido. É verdade, podcast red pill, é misoginia. Eu fiquei assim, gente do céu, né, 9:05 da manhã eu já lembrando dessas coisas.
Já vivemos em tempos difíceis, que Ed Rock cantou.
Mas o Ed Rock tá certo, né? Então sei lá, tudo bem. Então, mas que bom que a gente vai ter notícias idiotas também, né?
Como é que você tá nessa manhã, meu mano?
Tô bem, cara, tô bem. Eu, eu não sei, eu quase vi um gato morrendo.
Ok, é uma imagem triste.
Pois é, eu já tava meio—
mas aí, mas aí o gato não morreu?
Não morreu porque eu salvei ele.
Ah, você salvou um? Nossa, temos uma história de Super Robert!
Foda que eu tô tentando esquecer isso muitas vezes, né? E eu tô lembrando toda hora, cara.
Teve um comentário outro dia num programa falando que era o podcast teste do Clark Kent, porque a gente, os dois, não, mas somos nós, não, porque os dois, nós dois, era uma foto que era muito clara assim que os dois são Clark Kents.
Ah, você tá falando isso porque a gente salva vidas, né?
Igual, não, por causa do óculos. Sim, claro, parecia, nós somos Clark Kents.
Entendi. Ah, tá. E a gente nunca é o Super-Homem, né? Que a gente não tira mais o óculos.
Você é, porque você salvou um gato.
Salvei, mas eu que meio que botei ele em risco, então não sei se—
Vai deixando o seu like aí, que é o jeito que você, que a gente vai hackeando nesse algoritmo aqui do YouTube, chegando a mais homepages. É fundamental você que tá assistindo o programa deixar o seu like aqui nessa programação. Robert, me conta, como você colocou a vida do gato em risco?
Cara, eu não sei se eu devia estar falando isso aqui, mas enfim, lá em casa tem 2 gatos, correto?
Ah, tá, ok. Ah, foi o seu? É um gato seu então?
Ok, não é um gato alheio, é meu, é meio tipo meu, é dividido, né, lá nas pessoas que moram.
Não, não, que eu pensei que fosse um gato aleatório que Mas é um gato da sua propriedade?
É, lá em casa tem rede nas janelas pros gatos não saírem, não caírem. Eu moro no 7º andar, correto?
E aí você deu um alicate de presente pro seu gato?
Então, uma das minhas, a janela do meu quarto, uma da rede tá cortada. Não é porque eu tentei pular, nada disso, mas uma das redes tá cortada assim. E aí, tipo, mano, tem o meu gato, que é o Pipino, ele já tá gordo, já tá velho, ele não faz coisa.
Seu gato é o Pipino Gordo? Pipino Gordo, é o Pipino.
Meu gato. Eu não tinha pensado nessa implicação quando eu dei o nome para ele. E aí eu, ele não vai.
O Pepino Gordo é muito tipo um apelido do pênis do Hulk, tá ligado?
É, mas eu não imaginei que ia virar isso. Quando eu vi, eu notei que era um problema esse nome quando eu entrei, eu fui levar o Pepino no veterinário de Uber e o Uber começou a puxar assunto sobre o gato, né? Ah, que legal, tem um gato também. Ele perguntou qual que é o nome, eu falei Pepino. Aí o Uber falou, pô, mas tu tá fazendo eu levar o Pepino atrás, né? Aí eu Aí eu falei, tá, beleza, então é o nome do meu gato, tem um problema.
E aí, como você, o que que você fez? O que que você causou de perigo ao gato?
Só que o Billy, né, o Billy ele é um gatinho novo, ele é meio serelepe ainda, né? E aí eu já tinha notado já que era um risco, né, ele sair pela rede do meu quarto ali que tá furada e ir pra fora e cair do 7º andar, né? Só que eu nunca dei muita bola para isso assim. Eu falei, não, não vai acontecer, ele é esperto.
Ah tá, você só torceu para o gato não ser curioso.
Pera aí, galera, deixa eu me salvar aqui. Na verdade, eu várias, eu ao longo desse tempo todo ando tomando várias providências sobre isso, né, sobre como resolver aquele problema. Então eu botei uma chapa de madeira ali na frente da, tá ok.
Então você fez algo para evitar que o gato pulasse.
Óbvio, porra, né? Eu não quero matar gato. Só que eu saí do banho e ele moveu a placa de madeira.
Alguém aí?
Eu olhei a janela e falei, ih, rapaz, às vezes foi o vento. Eu olhei para fora, não, ele tava na beiradinha. E aí eu fiquei, falei, fudeu, eu, né, vai morrer o gato, vai pular. E aí eu tive aquela trava assim que eu comecei a ficar, mano, do céu, velho, talvez tudo mude em 2 minutos na vida, sabe? E aí eu dei um jeito, ele tipo olhou assim, e eu, mano, eu fui como um super-homem mesmo assim e puxei ele muito rápido assim, mano.
E aí eu tipo, mano, fui para dentro do quarto, só joguei ele assim lá fora, falei, mano do céu, velho, caralho. E aí agora eu resgatou o gato, mas eu que botei ele meio que em risco, né? Então não sei se—
não, não, ele causou esse risco nele mesmo.
É, não, mas aí agora realmente assim, mano, nada, né, nada de Não tem mais isso, minha janela do meu quarto nunca abre mais, eu que me foda.
Vai, voltou pra redinha?
É, não, fechei tudo assim, vai ficar fechada pra sempre a janela do meu quarto.
Ok, tem a opção sempre de botar a redinha também.
É, eu posso só chamar o cara e botar a rede de novo, né?
É, também tem isso.
É, mas assim, eu tô, sabe esse tipo de coisa assim que são lembranças assim que tipo não, eu tenho certeza que eu vou ter 90 anos e lembrar dessa imagem ainda, sabe? Mas enfim, vai dar tudo certo, tá tudo bem, você vai superar.
Se o pepino, se o pepino aguentou, você aguenta também. Você aguenta o pepino?
Ah, pelo amor de Deus, velho, eu tenho que mudar o nome do gato, velho. Nossa, cara, agora já é tarde demais, né? Ele não tá sabendo, esse que é o bom ponto do nome do gato, né? O gato não sabe, o gato não sabe, gente, inuendo sexual.
Ai, ai, ai, vamos lá, vamos falar, viu?
Obrigado.
Ah não, eu sempre quero, eu sempre quero que você se expresse aqui do seu melhor jeito possível. Vamos começar falando sobre ele, que é sucesso, que é controvérsia, que é malvadeza, que é nosso grande talento, nosso camisa 7, que fugiu da responsa do pênalti ou simplesmente seguiu ordens do italiano. Decida como você quiser, mas o fato é que limpa no perfil. Vini Júnior deixa de seguir dezenas de famosas após namoro com Virgínia Fonseca. Eles voltaram a namorar, Caricas?
Voltaram, voltaram. Desde que acabou a Copa do Mundo já tá esse rumor aí, né? O cara queria entrar de férias e viver o romance dele novamente.
Ah, entendi. Ah, voltou, voltar com ex às vezes dá certo, mas normalmente não.
Não, você tem que Se tem alguma coisa aí nessa panela de brigadeiro que tem que raspar ainda, tem que pegar, tem que pegar o resto.
Sério?
Claro, porque senão você vai ficar pensando— Terminou em primeiro lugar por um motivo, Robert, mas voltou por um motivo também, né? Voltou é porque tem alguma coisa aí para raspar ainda.
Se começou a primeira vez é porque tinha um grande motivo, né?
E se terminou a primeira vez não é porque tem um grande motivo?
Claro, mas não tá equilibrado ainda, né? Tem que, tem que ver a coisa, tem que ver esse copo esvaziando total até não ter mais nada para beber, porque senão você fica assim, putz, mas e aí, será que tinha ainda alguma coisa. Tem que ter certeza, término é bom, com certeza. Então destrua o resto do relacionamento para quando terminar ser um término saudável.
Entendi, entendi, entendi. Eles terminaram ainda gostando um do outro, o ideal é que eles continuem namorando até eles se detestarem.
É, exatamente. Você tem que ter motivo para se afastar das pessoas. Pô, se você ainda vê motivo, ah, viva esse amor, pelo amor de Deus. Você tem que ver que não faz sentido.
Uma coisa curiosa, cara, é que eles voltaram a namorar, mas o Vini Júnior deixou de seguir dezenas de famosas após voltar com o namoro. O relacionamento entre o atacante Vini Júnior e a influencer Virgínia gerou forte repercussão nas redes sociais após o vazamento de um levantamento. Levantamento, meu Deus do céu, os caras estão fazendo um Watergate do Vini Júnior. Virginia Gates. Após o vazamento de um levantamento apontado em que o jogador do Real Madrid deu unfollow em cerca de 47 mulheres no Instagram. Caramba, 47 das gatas!
Cerca de 47!
Nossa, eu achei aqui que teria, eu queria, eu achei que teria só aqui as gatas, as gatas do Instagram, mas tem pessoas assim famosas.
Olha só, eu imagino que a maioria seja famosa, né?
A suposta limpa inclui celebridades brasileiras como Mel Maia, qual é essa?
A Mel Maia é uma atriz, eu sei porque ela tá no YouTube do Rassum.
Ela fez o Avenida Brasil, se lembra? Ela era Nina criança.
Ela era Nina criança?
Isso, mas hoje ela já é adulta.
Eu imagino que o Vini Júnior, após 15 anos, não precisava ter explicado isso. Imaginei que ela é adulta, mas não sei. Ok, então, ok, então Yasmin Brunet é adulta também. Adulta também. E ele deu um follow na Yasmin Brunet por causa da Virgínia. Isso, isso. Caramba! Bela Campos e Carolina Portaluppi, além de nomes internacionais como Nath Natasha. Eu não conheço ninguém aqui exceto a Yasmin Brunet.
A Bela Campos é uma atriz da Globo, né, renomada.
E renomada da Globo, ela é ex do MC Cabelinho também. Ah, maravilha!
E a Carol Portaluppi é filha do Renato Gaúcho.
Ah, sim, sim, sim, moça muito bonita, moça muito O que foi? Não, o que eu tô dizendo é que ela é uma moça bonita. Ela é repórter, inclusive, não é repórter esportiva? Eu tô errado? Ou ela é modelo?
Eu acho que ela é modelo.
É modelo, é modelo, modelo influencer. Modelo influencer, entendi, entendi, entendi. Então todo mundo levou um unfollow aí. Ah, então acho que foram selecionados pela Virgínia. Robert Kiefer, você volta com uma ex sua, certo? Você já voltou com ex na vida?
Ah, eu adoro. Eu gosto muito, velho, é uma das coisas favoritas.
Você volta com a sua ex, a sua ex fala: Robertinho, maravilha, vamos tentar fazer isso de novo, mas você precisa dar um follow na Mel Maia, na Yasmin Brunet, na Bela Campos, na Carolina Portaluppi, em todas as outras.
Eu acho que se tiver uma razão, correto, às vezes tem um motivo.
Porque assim, se for um motivo, for porque, cara, o motivo é ciúme, esse é o motivo.
Eu não sei se é esse o motivo, eu tenho uma ideia mais ou menos, porque Porque aqui são pessoas famosas, a Virgínia conhece todas as pessoas aqui. E eu fico imaginando se talvez não foi uma questão de que a Virgínia tenha problemas pessoais com essas pessoas, tenham brigas internas que a gente não sabe, tenha desentendimentos. Talvez a Neumaia foi babaca com a Virgínia, na perspectiva da Virgínia, em algum momento.
Não, supostamente o término, em primeiro lugar, teria sido por questões de infidelidade. Ficou subentendido isso, é que ela não queria negociar O inegociável.
É, mas é interessante.
E aí agora?
É interessante porque assim, ele parar de seguir essas pessoas não tira a possibilidade dele ainda continuar traindo ela, entendeu?
Ah, sim, é verdade.
Acho que sim.
Isso é uma coisa que é importante as pessoas entenderem. Existia traição antes do Instagram.
É, então assim, se eu quero trair a Virgínia e ela só fala para de seguir, eu paro de seguir e continuo traindo, entendeu?
Então não tem muito...
Não tem muita, paro, tá ligado? E paro e traio, tá ligado? Se eu fosse o Vini Júnior, correto? Porque eu não sou, não traio. Que foi?
É isso, né, cara? Verdade, né? Ok, enfim, é fim da discussão. Eu achei que a gente ia levar mais tempo com isso, mas é isso, né, cara? É ok, eu falo, eu falo, eu falo, eu falo. Não é o que você tá endossando, você tá fazendo um RPG, um roleplay, onde você é o Vini Júnior.
Se ela é isso que ela precisa pra ficar tranquila, né? Eu depois explico pra Mel Maia, depois de uma noite de muito amor. Porra, a Virgínia é meio foda, né? Mas beleza. Então eu tive que parar mesmo, mas ela não tá ligando também, a Mel Maia. Você acha que a Mel Maia tá olhando quem é que—
Ah não, peraí, peraí. Agora eu acho que assim, as moças devem ter se sentido ofendidas. Mas é só o Vini É só ele explicar depois de uma noite de amor.
Eu ia falar, meu amigo, ele é foda, tá ligado?
Mas vocês estão levando em consideração que o Vinícius Júnior é bom de lábia, né? Vocês se lembram daqueles prints que vazaram do Neymar dando em cima de mulher? Às vezes o único— então, às vezes a única forma do cara dar em cima da mulher é no direct. Chegou pessoalmente, ele se trava. Eu sei que eu sou assim também.
A gente sabe que você tem várias complicações, Caricas, mas ele ainda pode conversar com as pessoas.
Esse que eu tô falando, será que ele bloqueou essas pessoas?
Ele teve que bloquear. Na vida real ainda existe, entendeu?
Ele às vezes é igual, galera, às vezes não consegue, o olho no olho pega.
Ah, entendi, entendi.
Às vezes a Virgínia cortou na raiz o problema mesmo, é pessoalmente ele não consegue se desenvolver, tadinho.
Ah, entendi. O cara tá muito acostumado a só entrar no Instagram, falar cola aí, mas olha que tal.
Mas então não é algo bom de certa forma, porque assim, vamos partir do pressuposto que trair é algo ruim, vamos partir desse pressuposto, vamos partir do pressuposto que trair é injusto, é ruim. Então não é bom você ter uma parceira que te faz não trair?
É verdade, né?
É verdade, tá melhorando. E às vezes você começa a ver, é igual vícios, né? Você te corta ali na raiz, não faz mais, e você vê que consegue viver sem trair. E aí você fala, mano, eu não preciso trair não.
É verdade, né? Às vezes ela tá ensinando ele na marra não trair.
É, ou às vezes é tipo uma ajuda mesmo, tá ligado? É um comportamento terapêutico assim, mano, eu sei Eu te conheço, eu sei que você é foda.
O seu ponto, acho que o seu ponto principal é que é responsabilidade da mulher se o homem trair, então.
Não, não, não, não, mas não é isso.
Mas a questão é que não foi o que eu entendi. Ele falou que a mulher conversa, ela faz o cara degradar todo mundo, e aí ele para de trair.
Mas é que eu tô achando que você tá pensando em relações como algo unilateral assim, sabe? Como se o Vini Jr. não tivesse autonomia de concordar, entender falar, tá, vamos lá. Ó, conversa, os dois estão tentando se melhorar, a gente tá vendo isso aqui ao longo das notícias.
Chat, me diz uma coisa, vocês, vocês dariam um follow nessa galera toda para poder voltar com a ex? Que já são dois movimentos que eu considero confuso: o vou mandar no seu Instagram e o vou voltar e vou aceitar voltar com a minha ex. Eu acho que tá tudo errado. Acho que Vini Júnior, eu acho que Vini Júnior devia ter batido pênalti, não devia ter voltado com a Virgínia e não devia ter dado um follow na Yasmin Brunet.
Não, voltar com eles é gostoso demais, velho. É uma questão assim, tipo, pô, você sabe exatamente onde vai, onde não tá, e aquele gostinho de remember, entendeu? Você é alguém, gostinho de remember, alguém que não me quis, pensou, refletiu e falou, puta, mas esse pai era maneiro mesmo. E aí a gente volta, vocês falam, tipo, a gente já passou pela fase, agora a gente só se gosta e gosta dessas coisas aqui. Você ainda Ainda presta. Eu acho que esse ainda presta.
Alguma mulher já voltou para você falando se ainda presta? Aqui, toda volta é um se ainda presta, né?
Você ainda presta, né? Entendi. Bom demais ouvir. Porra, aconteceu aquela merda.
Ou então também significa, ou então também significa não achei nada melhor lá fora.
Mesma coisa, tá ligado? Eu sou um dos melhores que tá por aí, aceito. Você é uma das melhores.
A barra tá baixa, é isso, né? Caricas, como é que tá nosso chat aí? Eles são, eles teriam dado unfollow? Como é que tá a situação? Ver como é que os meninos e as meninas estão se comportando. Não se esqueça de deixar o like, você que tá assistindo o programa no ao vivo ou no VOD, né, cara? Tem muita gente que assiste no VOD. Quem tiver no VOD, deixa aquele comentário, é o like. E quem tiver ao vivo aqui participando no chat, o Carica vai reportar o que tá acontecendo no nosso chat.
E não se esqueça de deixar o like. Diz aí, Caricas, como é que tá se comportando o chat hoje?
O Gabi The Creator falou aqui que o Kip fez uma ótima análise, falou que tá total de acordo com ele. O Lucas HD Rocha falou que a Bela Campos ficou doída, tudo mais, gravou vídeo no Twitter.
A Bela Campos gravou vídeo? Por favor, alguém puxa esse vídeo.
Vamos dar uma olhadinha aqui porque esse vídeo ele tem música, é só ela cantando a música.
Então só me explica depois o que aconteceu. Bela Campos é qual? É atriz?
É atriz global foda. Isso, isso, ela é atriz global foda.
Ok, ok.
Gravou vídeo. Eu vi muita gente falando também que as casadas ficaram doídas.
Já que a gente não pode tocar porque tem música, o que que tem aí no vídeo da Bela Campos?
Ah, é uma, ela cantando uma música de funk meio, eu sei que você é meio, tô comendo seu marido, é tipo uma parada assim, tô comendo seu marido, sabe?
Sério?
É tipo, é uma parada meio assim, você desconfia de mim, uma parada meio assim, sabe? Você desconfia de mim e é real, eu tô comendo seu marido, uma parada meio assim.
Legal, maneiro, pô.
É meio Michele Bolsonaro, né, essa coisa de gravar um vídeo com uns easter eggs, uma coisa, né, cara, uma ideia.
Eu achei, cara, eu achei muito louco o vídeo da Michele Bolsonaro, tinha que, tinha um cara fazendo Tinha um cara fazendo bagulho do metal, velho. Eu não sei como é que os evangélicos não piraram nessa, tá ligado?
É porque eu te amo, né? Mas é tipo Marvel, né? Botar umas com os fanservices. É assim, vai captando.
Que mais que o chat tá falando, cariquinhas?
O Rodrigo Carneiro falou que é legal voltar no primeiro mês de término só, depois já não rola mais. O Caio Castanhinho, qual que é a lógica por trás disso? É, talvez seja porque não ficou com tantas pessoas, né? Não rodou tanto mundo.
Mas vocês moram em 1930.
30.
Não, isso aí não, isso é explicação sua, cara. Não, não, não, não, não, isso não, você não tá falando o nome do ouvinte, é isso?
É uma leitura médica que eu fiz.
Ele quer voltar, a pessoa não tá rodada, caralho.
Não rodou muito mundo, não rodou muito.
E daí se rodou, Caricas, caralho, para de ser atrasado, velho. O Caricas, ele é um cara que parece que ele vai para o futuro, mas ele vai para o passado.
Ele viaja no tempo.
E daí se rodou, velho, lavou, tá novo.
Não, não, não tenho problema com isso não, pelo amor de Deus. É, eu tô fazendo a leitura dele, você tá projetando o que ele falou. Ok, ok, posso ter me passado um pouco aqui, não é exatamente o que ele pensa, né?
Mas ou pode ter só revelado quem você é.
Quando você julga o outro, você diz mais sobre você do que sobre o outro.
E o Ronald me julgou acima de tudo, ou seja, é verdade, verdade, verdade.
Eu, eu, eu pego demais no pé do Carica, eu preciso ser mais, mais tolerante com caricas. Só porque o fato de que ele é um predador sexual em potencial.
Eu volto com a do Kiefer, que ele falou que o Ronald é o nosso Neymar, né? O nosso ídolo que nos trata mal. Vocês têm que ver nos bastidores o que ele faz com a gente.
Eu falei isso?
Falou.
Mas tem que ver não.
É, não, não, não, não, eu só sou simpático no ar.
Nos bastidores eu sou, eu sou, você vê isso aí, é o que ele acha simpatia, viu? Você vê como é nos bastidores, é uma doideira.
Tem já mensagem no WhatsApp, cariquinhas? Tem um Super Chat. Tem Super Chat? Ah, joga na tela então, por favor. Sílvio Charlebral Júnior mandou aqui 5 pilas e diz: o cara podia ser uma estrela do futebol mundial, mas preferiu ser uma subcelebridade harmonizada, divulgador de bets. Delicado, cara, delicado. Eu lembro que eu fiquei muito pensando nisso, né, cara? Porque passou bastante comercial do Vini de bet na Copa, ao mesmo tempo que tava passando um comercial iradíssimo dele, da Nike, não, perdão, da Apple, e dele na rua fazendo umas danças pros fones da Apple, cara.
E assim, quando você chega no nível que você tá fazendo publicidade da Apple, é a hora que você tem que largar a publicidade da Bet, entendeu? E eu, é isso, ou você vai para o mundo, porque, né, toda coisa daí com a Apple é por causa da parceria com ele, atleta do Jay-Z, né, cara. Da Roc Nation Sports. Toda a conexão veio daí. Ou você vai para uma galera e aí você abraça o mundo de Jay-Zs e Beyonces e todas essas alegrias, ou você vai ser o Vinícius da bet da Virgínia. Ele preferiu ser o Vinícius da bet da Virgínia, e felicidades às escolhas dele.
É, eu acho que dá para ser os dois também, né? Dá para ser um jogador de futebol que faz isso. Parece que é obrigatório até, né, ser uma grande estrela do futebol e fazer esse tipo de propaganda para bet, né?
Parece.
Mas é que tá, ele migrou para Apple, entendeu? Era, era, essa do gato dele, era hora dele, entendeu?
Mas assim, beleza, ele foi para Apple, e aí ele vai fazer o quê além de Apple? Que a Apple também não vai botar ele em toda propaganda, né? Ele ainda tem que fazer o cascalho, né?
Não, mas aí você pula de nível, é diferente. Aí você já viu, você já vira material de Met Gala, é outra coisa.
Por que que você não imagina então que a Apple que se rebaixou, na real, né? A Apple que foi para tipo, porra, como é que a Apple chamou? Ele talvez a Apple tá pegando valor.
Talvez, vai saber, vai saber. Que mais tem aí? Tem mais, tem mais Super Chat. Santinelli mandou 2 pila aqui e disse: arruma a tela para o Pepino não se jogar. Arruma a tela.
Primeiro vou, galera, vou fazer isso, né?
A vida também, os cara tão ligando papeta já.
É, então eu tô preocupado.
Vai sair dos 11 da manhã, vai ter, vai ter, vai ter a polícia ambiental na porta do estúdio aqui para prender o Robert Kiefer.
Se vierem me prender por causa disso, mano, eu boto o braço para trás e falo: é isso aí, mano. Mano, me bota lá que eu não mereço estar aqui fora solto. Mas eu vou, eu vou, eu vou arrumar. E enquanto eu não arrumo, eu vou viver numa estufa de fedor naquele lugar, porque às vezes você abre a janela para, né, para tirar o cheiro que você gera no mundo, né, e botar um pouco de luz. Eu não vou mais viver com luz, eu não vou mais viver com nada.
Os gatos vão ficar vivos, galera, fiquem tranquilos, fiquem tranquilos, fiquem tranquilos.
Tem Tem mais? Acho que foi, hein. Já foi? Maravilha. Vai mandando seu WhatsApp aí, menino. Vai mandando seu WhatsApp aí, menina. Vamos falar agora sobre um momento ontem de chantagem emocional, Caricas?
Vamos.
Você sabe qual é a pauta que eu vou puxar agora?
Não, mas o seu olhar foi fofo.
É chantagem emocional, que foi, é o seguinte: Neymar. Vocês viram? Vocês viram a declaração? Você gira a declaração: eu acho, eu acho que eu não quero mais, eu acho que eu não vou voltar. Vocês sentiram firmeza nessa? Isso não foi uma declaração—
o eu acho que eu não quero mais é muito passivo-agressivo assim, né? E é exatamente ele tirando o corpo.
Eu sempre renovo a fé em você, Caricas, porque a cada 10 takes, você acerta meio, cara.
Vamos chegando, uma hora a gente completa um.
Passivo-agressivo, passivo-agressivo. É, não é muito tipo, galera, pede para eu ficar. Ai, galera, eu não sei se eu quero, eu não sei se eu quero jogar, mas pede para eu jogar. Gente, eu não quero mais, tá bom? Eu acho, eu acho, Caricas, Caricas, Caricas, eu acho, não foi uma, não foi um, não foi um, sabe quando no Jô Soares antes a entrevista era tão boa que assim que o João anunciava o fim, todo mundo fazia: ah, você não acha que o Neymar tá querendo isso?
Foi, foi muito pick me girl da parte do Neymar. Foi muito pica.
Olha, o Carica está ligado nos termos Gen Z, milênio barra Gen Z. Pô, gostei. Pick me girl, conhece pick me girl? É a coisa do, né? Ai, gente, é aquela coisa do Instagram que tinha antigamente, que era felt Muito mais delete later. Postou uma foto meio ali, tipo uma foto de gatinha. Ah, depois eu vou deletar, gente, tá ligado?
Não é um ato de educação às vezes você fazer isso? Você tipo, você meio que não sabe muito bem. Ah, vamos ver o que vocês querem, gente. Também às vezes vocês não querem. Tipo assim, eu tô sendo educado, sabe? Se vocês tiverem a fim, né? Eu tô perguntando a opinião quase, né?
Vamos só rodar o vídeo aqui primeiro e aí a gente vê como é que foi, se é isso tudo que foi.
Analisar no áudio.
De rodar.
No momento na Seleção Brasileira, eu acho que já foi.
Fiz história ali, estou muito feliz, vivi muitas coisas ali, dei meu sangue, minha vida, sempre briguei, lutei pela amarelinha, mas eu acho que eu não quero mais.
É isso, né, cara? O eu acho não é uma, não é uma, não é ele se despedindo. O eu acho é ele falando, cara, eu vou deixar na mão do povo pressionar o Ancelotti.
Não quero voltar nesse assunto aqui, mas vou ter que voltar na depressão clínica.
Acho que o Neymar, depressão, princípio, sério, assistam. Não, não, a tese sobre o, sobre o Kiefer é de que o vlog do Neymar, ele na verdade é uma grande peça de denúncia de— é quase como se, cara, ironicamente, né, cara, ele que gosta tanto do Coringa, o Coringa, o primeiro Coringa do Rifletir, não, perdão, me ajuda, o Joaquin Phoenix, não da Lady Gaga, né? Não, primeiro que eu digo da Ordem, primeiro do segundo, da Lady Gaga que o pessoal não gostou, que era musical e tal. Mas tem o primeiro, né? Era um filme essencialmente sobre saúde mental, cara.
É um filmaço, na real, tá ligado?
E aí você acha que o vlog do Neymar em algum nível é sobre saúde mental?
Porque eu não acho, eu não acho nem que eles não sabem disso.
Eu acho que eles sabem, é intencional.
O que é muito doido, né? Porque ele gosta mesmo é do Batman.
Então tem uma, tem uma, sim, mas aí tá O Coringa gosta do Coringa, o personagem gosta do Batman.
Não gosta do Batman é porque ele é muito Coringa, né? E aí ele fica tipo, é só o natural dele assim, ele quer atingir o Batman, né? Uma fixação pelo Batman.
Às vezes quando ele se fantasia, às vezes quando ele se veste de Batman, na verdade ele tá fazendo algo que o Coringa deve fazer escondido, se fantasiar de Batman e ficar pirando.
Cara, muito doideiro. Por isso que eu tô falando, mano, esse maluco tem que ir arte. Ele vai, vai sair um negócio sinistro lá.
Informação sobre Batman: tem um desenho que o Batman, ele se transforma, o Coringa se transforma no Batman e transforma o Batman no Coringa. Ele injeta o sangue dele no Batman para ele virar o Coringa dele.
Caralho, isso aí é de 2004, animação de 2004 do Batman. Ah, tem um desenho, fizeram 2004. Você manja dos super-heróis?
Mais do Batman.
Mais do Batman? Você é batimeiro? Eu sou, eu sou.
O que que você gosta?
É o Riff Ledger que tá falando aqui, gente. O que que você gosta mais do Batman, Riff Ledger?
Cara, eu fui por conta dos filmes do Nolan, que eu acho que foi minha apresentação para o personagem, aquela animação dos anos 90 lá, a série animada. E eu comecei a ler os quadrinhos e aí eu fiquei fascinado pelo personagem. Eu gosto do arquétipo dele, eu gosto do núcleo do personagem, dos Robins, etc.
Maravilha, maravilha. Então a gente vai completando algumas peças aí aí do quebra-cabeça sobre por que o Riffled é quem ele é, com esse visual e essa carinha de atirador de escola americana. Então Batman tá na mistura.
E tem essa questão que é do jeito que ele falou ali, eu consigo ver uma coisa dessa depressão, que é a coisa de que ele mesmo tá tentando se aceitar. Ele já tá falando como se não fosse qualquer merda, Tipo, é isso aí, porque ele tá tentando diminuir o problema dele, né, a frustração dele. E só jogando assim como se tipo, ah, já deu, não sei o quê. Mas na verdade ele tá mal, ele tá diminuindo o problema, que é muito complicado numa depressão, porque isso pode vir a gerar uma crise de mania, né.
E que talvez seja bom para o Neymar também, tem uma crise de mania que ele começa a se dedicar feito absurdo assim, sabe? E aí vai que a credimania tem dessas, né? A credimania ativa, você começa a ficar muito pilhado com uma coisa só, cara.
Às vezes eu fico pensando realmente, cara, se dessem tipo tinta e quadros para o Neymar pintar, que insanidade seria! É, então eu queria muito ver o como, sabe, o Neymar artista, cara.
Se isso aí, se a gente conseguisse fazer um uma fagulha na realidade disso aí dar certo. Sei lá, num dele postar no Instagram dele, velho, um story dele desenhando qualquer coisa.
Eu acho que a gente tem um negócio aí para fazer, tá ligado?
E aí acredimania, né? Porque ele vai ficar, acredimania faz você ficar pilhado com uma coisa só, e aí ele começa a treinar para caralho e vira tipo, né, um puta atleta lá até daqui a 4 anos, né? Talvez role isso aí. Mas aí você viu primeiro aqui na Xizmos FM.
Exatamente. Se o Neymar se transformar no próximo salvador da ali, o Kiffer contou primeiro.
É, eu gostaria que ele fosse mais para o quadro do que para o futebol. E eu acho que é um final tão romântico de carreira, ele virando pintor, ele virando pintor, botando uma boina e desenhando, porque fazendo instalação, ele tem coisa a dizer, mano. É isso que é o foda. E aí vai naquela coisa que o Caricas falou de não conseguir se comunicar muito com as palavras na vida real. E aí isso é um bom sinal às vezes. Às vezes ele não entende as mas ele entende imagens, figuras, e ele joga lá e isso ajuda, mano.
E aí a gente começa a ver o Neymar pelos quadros se comunicando, entendendo alguma coisa.
Cara, eu juro para você, eu tô fascinado por esse futuro. Eu aguardo esse futuro com muita alegria.
Gente, qualquer um consegue pintar, tipo assim, qualquer um pode pintar. A gente tem essa coisa de achar que o dom da pintura tá reservado para alguns, mas o ser humano é extremamente realmente criativo, o sistema que poda isso, né, das pessoas.
Então Neymar tem capacidade, Neymar pode, Neymar pode ser pintor. Vamos para a próxima notícia aqui, amigos e amigas. Não se esquece de largar o like. O like é o jeito que você ajuda a gente hackear essa brincadeira aqui do YouTube, aparecer em mais homepages. Você que gosta do programa, larga o seu like, não vacila. O like é gratuito, ele no máximo te causa uma lesão por esforço repetitivo. Mas, cara, você precisa dar muitos likes ao longo de centenas de episódios, então tá tudo bem, não se preocupe.
É super fácil de tratar também. É super fácil, você faz umas físios, aperta uns negócios.
Então não é tão— não é isso, não é essa coisa toda. Pode dar like, maravilha, pode largar o like, vai mandando. Como é que tá? Como é que tá os nossos amigos aí no chat, Cariquinhas?
Tá todo mundo aqui tá falando, o Riff Ledger FM mandou: meu sonho é entrevistar o Neymar para entender o que ele gosta do Batman. Eu sei que é tu, pô. O Marcelo Guitar Cartoon falou: ele já fez isso com pôquer. Quando eu entendi aqui o que ele tá falando, porque o Kiefer falou que ele entra em mania, né? Então provável que Neymar já entre em mania no pôquer de madrugada, e ele se dedica a madrugada inteira ao pôquer.
Eu acho super possível isso, tá?
Isso já— ah, meu Deus do céu, cara.
Em 2056 teremos o Neymar como o maior chargista do Brasil. O Jean Kessler mandou pra gente.
Pois é, eu não acho que ele ia ir pra charge, velho.
Eu não acho que ele vai pra pintura, tipo assim, surrealismo, surrealista, e nem magrinho, uma parada assim, basquear, tá ligado?
Mas Neymar basquear, é, eu acho que ele ia ir pra umas coisas um pouco coisas mais abstratas, o Neymar.
É Picasso, velho, vai ser o bagulho desse nível, vai ser coisa, entendeu? Vai ser outra parada, não vai ser, eu não acho que ele vai ser da charge, eu acho que ele vai ser outra parada. Eu não acho que ele tem pé na realidade, tipo, é a charge, o cara tem que ter, normalmente a charge é mais baseada em palavras, né, cara? O desenho tá ali para ilustrar a piada, eu não acho que é isso, né?
Total, né?
Não tá ali para, não, Neymar, eu acho que ele precisa, ele precisa colocar as emoções dele mais cruas através de uma zona, ele tá muito bagunçado para ser O chargista precisa organizar um pouco as ideias no mundo. Eu acho muito legal, cara, a ideia de um homem com mais de R$200 mil em dívida e diabetes, e um homem que quase matou o próprio gato por não ter uma rede na porra do apartamento. Falarem que o Neymar, a vida dele é uma bagunça.
Mas a vida dele é meio bagunçada mesmo, ué. É, a nossa que tá boa.
Não, mas ué, não tem que ter uma vida boa. A nossa é que é legal.
Mas se ele conseguiu bagunçar a vida com 200 milhões, é muito complicado. A gente com 1.600 no mês é mais fácil.
É verdade, é verdade.
Ele tem gente para cuidar.
E é mais, é mais, e é mais justificável a gente ter depressão, tá ligado, do que o Neymar ter, tá ligado. É verdade, cara. Neymar tem uma piscina. Eu, eu teria 30% a menos de depressão com uma piscina, tá ligado?
Você nem usa piscina. Eu já ouvi falar isso da galera. Você tem uma piscina, ela fica lá jogada, ninguém usa.
Mesa de ping-pong, mesa de ping-pong é um negócio, deixa o cara feliz. Aposto que tem air hockey em casa.
Mas você não tem muito amigo, você tem uma mesa de ping-pong? Não, você tem amigos. Desculpa, não foi isso que eu quis dizer.
Caralho, você não tem muito amigo.
Jesus, deixa eu me explicar de novo, por favor.
Explica o que que você quis dizer quando você disse que eu não tenho muito amigo.
Você não recebe muito amigo em casa, foi isso que eu quis dizer. Você tem amigos, eu vejo que você tem amigos, às vezes fica até enciumado, mas a questão é que você não recebe eles muito em casa. Você fica mais tipo, você fica mais de boa em casa. E mesmo de ping-pong em casa, quando você não recebe muita gente em casa, vira um sinal Estranho, que ela fica lá meio parada.
Você joga, ela vira uma mesa que você joga a chave, documento, fone de ouvido. Você ia chamar mais amigos em casa, talvez, né, cara, para poder justificar a mesa de ping-pong. Talvez eu não queira, tá vendo? Não sei se eu quero chamar os amigos em casa, viu?
É isso que eu quis dizer.
Obrigado. Ai, ai, ai, vai mandando sua mensagem aí no nosso Super Chat, vai mandando sua mensagem aí no nosso Zap, WhatsApp. Olha, tem Super Chat na tela. Rodrigo Carneiro mandou 5 pila aqui, disse: salve, eu falei que voltaria. Voltaria no primeiro mês porque ainda existe sentimentos. Não falei nada se rodar. Ah, tá, é a coisa da ex, né? Eu falei que voltaria no primeiro mês porque ainda existe sentimentos. Não falei nada de se rodar ou não.
Isso é sua coisa, Caricas. Falou, tá vendo só, velho? Enquanto não rodou o mundo. Não, não, não, o cara quis dizer enquanto não tem sentimentos. Tá ligado? Então não projeta as suas ideias malucas de 1930 no maluco, brother.
Isso é coisa do Carica.
É, isso é coisa do Carica, essas coisas tudo esquisita. A gente vai discutir bastante hoje a pauta Red Pill.
Aprenda algo, né? Aprenda aí você que tá em casa.
Santinelli mandou. Santinelli, a gente vai um dia, um dia a gente vai conseguir expedir um mandado de prisão pro Caricas, cara. Cara, Santinelli mandou 5 pila aqui pra gente no Super Chat, disse: eu achei fofo, gente, chamem ele pra 2030, por favor.
Quem?
Ele quem? Perdão, me perdi. Ah, Neymar! Nossa, meu Deus do céu, cara, é verdade, né, cara? É isso, né? Podia ter uma galera, vai encher o saco.
Lembra do Roda Viva que tinha ali o Caruso do ladinho fazendo uns desenhos?
O chargista, né?
O Neymar fazendo pintura no Roda Viva.
É, podia fazer no na Copa mesmo, chama ele na Copa, chama ele na Copa para isso, fica desenhando uns bagulho no vestiário.
Sim, eu sou a favor dele, dele para Copa motivar os jogadores. Enquanto ele tava fazendo isso, o Brasil tá vendo bem. Cadude renovando assinatura aqui como palpiteiro por um mês, muito obrigado, meu mano Cadude. Diz aqui: a crise de mania do Neymar é o pôquer, né? É, né, cara? Eu acho que a coisa toda do pôquer no cinema, o pôquer no aniversário, Claro, eu acho que ficou bem claro que o pôquer era aniversário do filho. É, tá ligado?
Durante o parabéns, não é só que é durante o aniversário. Aniversário é um negócio bem longo.
A galera olha isso e fala: não, não, é porque ele é otário, por isso que ele tá fazendo. Gente, tem um problema acontecendo ali, óbvio que tem um problema acontecendo ali. O Neymar tá jogando pôquer, jogando joguinho de celular no aniversário do filho.
É verdade, durante o parabéns. Porque vamos ser bem sinceros, um aniversário pode ser longo. Eu consigo imaginar você encaixar uma partida de pôquer, tá ligado? Não, eu juro, eu não tô brincando, eu consigo imaginar. É uma partida de pôquer virtual, é quase que eu consigo imaginar o cara parando para jogar duas partidas de Call of Duty. Um aniversário de criança é chato, não é evento para um adulto, mas na hora do parabéns é muito significativo de que alguma coisa saiu do compasso.
Alguma coisa saiu do compasso, velho.
Volta, por favor, aqui na tela, no Super Chat. Erivelton mandou 5 pila aqui para a gente, falou: Neymar entra numa escola de arte e é rejeitado, e o resto vocês já sabem. Uou, meu mano!
É que eu acho só que ele tem que sair do clima futebol. Se ele for para esse resto da história, vocês já sabem, é melhor vai para política, vai fazer outra coisa.
Caralho, Neymar, por favor, se entregue às artes, Neymar, se entregue às artes, e por favor apreciem a arte. O Neymar, no que sair a exposição dele no MASP, eu vou ser o primeiro lá assistir, e a gente vai ficar falando bem. Não, cara, eu vou Vou escrever uma resenha gigante sobre como eu adorei. Tem WhatsApp na área?
Temos.
Manda aí, por favor. Salve, bom dia a todos! Bom dia! Com essa parada aí da Virgínia fazer o Vini Júnior dar um follow aí nas mulheres famosas, cai por terra a suposição que eles eram um casal não monogâmico, né? Tava rolando por aí esse papo na internet.
Internet.
Valeu, valeu, rapaziada. Ah, sim, mas não, né? Acho que não. Acho que é, eu acho que ela não faz o perfil. Eles são muito tradicionais, eu acho.
Mas isso me fez pensar uma coisa interessante. Talvez não tenha, porque assim, a notícia tá fazendo cherry picking aqui, porque ela fala que ele para de seguir 47 mulheres, né? Mas não fala se ele parou de seguir homens, se ele parou de seguir outro tipo de coisa.
Não, não, se fosse o caso dele, se Acho que não. Se fosse o caso, eu acho que a notícia, sabe, eu acho que quem apurou isso daí, quem apurou isso foi o Caricas, e eu confio 100% na apuração do Caricas.
É foda, né, pô. Mas não, porque às vezes, mano, tem uns dias que você enche o saco do seu ciclo social e faz uma limpa no seu Instagram. Você vai lá no seu seguindo, fala, puta, esse aqui é xarope demais, chato. Às vezes ele só parou de seguir um monte de gente, no meio disso foram embora 47 mulheres.
Eu não sei, eu não sei. Às vezes ela pode também, tipo, pedido pra deletar as mais influentes. Existem os amigos que são mais influencers na visão, né? Esse mundo é isso, porque essa coisa toda de vigiar, eu acho um pouco cultura cuck, tá ligado? Eu acho que tem uma galera que gosta de viver a energia corna, tá ligado? Vive essa parada muito intensamente. Você disse, é um pouco da síndrome de Luísa Sonza, tá ligado?
Como é que é isso?
A Luísa Sonza, ela foi, né, a famosa entrevista, ela no programa da Ana Maria Braga para poder dar uma entrevista, que ela basicamente foi divulgar um chifre que ela tomou.
Ela leu uma carta.
É, ela leu uma carta, foi isso?
Isso, exatamente.
Eu sou do tempo que quando você ia num programa de televisão, você ia divulgar uma música de trabalho, não um chifre, tá ligado?
Dá na mesma ali no caso, né?
E eu não sei, eu acho que é um pouco da monetização e a espetacularização do chifre, velho. A gente vive nessa, o chifre é moeda. Isso é super importante.
Uma vez eu vi uma entrevista do Falcão.
O Falcão, o Falcão, ele fez a carreira dele em cima do chifre, mas ele não se fez de vítima.
Isso, ele deu uma, ele deu uma ironizada na coisa, né? E ele fala que a criminalidade em feminicídio na região ali que ele morava era altíssima por conta de chifre, né? Homens matando suas suas ex-parceiras por conta delas fazerem isso, né? E ele falou que ele abordar isso nas músicas diminuiu massivamente essa taxa, porque ele tornou, ele tornou ser corno uma coisa feliz, uma coisa que dá para lidar e que vamos só seguir em frente, não sei o quê.
Que legal, interessante, né? E aí eu acho que a Luísa Sonza também faz uma coisa parecida com isso, só que para um outro Tipo, você pode chorar sim, você não precisa ter vergonha de que você levou esse tipo, que eu tô aqui na Ana Maria Braga, tá ligado?
A vida apesar do chifre, né?
A vida apesar do chifre, né?
Entendi.
E aí entra em divulgar a música também, que ela tinha uma música pro rapaz.
É, mas eu acho que as abordagens são diferentes. A do Falcão é alegre. Eu gosto de ser corno!
Não, ele fala que é uma merda ser corno. Você já ouviu as músicas do Falcão? É meio pelo contrário. Ele fala, puta, é mó foda, né? Mas tá mó que...
Eu tinha a sensação que não é verdade, ele não gosta, mas é tipo, faz parte da vida. É, eu acho que ele trata ser corno quase como tipo escorregar numa banana, entendeu? Algo pelo qual você não deveria praticar violência.
Mas isso, mano, é igual religião assim. Por que que existem várias? Porque existem muitos cérebros diferentes, as pessoas clicam em como elas sobrevivem de jeitos diferentes. Tem gente que não consegue falar, pô, não consigo rir de uma coisa dessa. Que aconteceu aqui na minha vida, mas eu consigo ficar bem com chorar muito e ficar bem com ficar muito mal. Se a Luísa Sonza tá fazendo isso, eu também consigo. E gerou um álbum de bossa nova da Luísa Sonza, né?
O que ninguém precisava, mas às vezes ninguém precisava disso. Tem mais áudio aí, Carequinhas? Pode soltar.
Bom dia, galera da Xismos FM!
Eu queria falar sobre a suposta aposentadoria do Neymar. Para mim é mais um desabafo sobre ele não querer jogar, não querer jogar na seleção primeiro, mas eu acho que ele não quer mais jogar futebol. Já tem um tempo isso, e é o direito dele. Eu acho que ele tem que se aposentar porque ele quer se aposentar, curtir o poucazinho e as coisas que ele gosta de fazer.
E aí eu acho que eu fico com o Kiefer sobre Neymar ter depressão. Porque a minha opinião é que Neymar virou um produto do pai dele, das empresas Neymar, né?
Então ele, eu acho, é o principal produto e o funcionário do mês.
E ele, tudo que ele quer é pedir demissão e curtir a vida dele de jogador aposentado.
Esse negócio de que o Neymar é um produto do pai dele, uma vítima, eu acho que isso foi uma narrativa vendida no documentário do Netflix.
Pelos próprios pais.
Sim, os pais dele, se eu não me engano, são— o pai dele, se eu não me engano, é produtor, é empresário dele, e é uma produção. Ele é produtor do doc, se eu não me engano. Definitivamente eles tiveram aprovação sobre aquele corte final. E aí, e eu acho que foi muito claro ali, tipo, o Neymar, o Neymar pai, ele sabe que não é ele que faz o dinheiro, ele cuida da grana. Então quem tem que estar com a imagem limpa e quem tem que parecer um coitado no documentário é o Neymar Júnior, nem que para isso o pai tenha que parecer um vilão.
Eu falo, não, vai todo mundo gostar do meu filho. Beleza, eu sou o cara chato, mas todo meu filho é o que traz a grana. Eu achei isso, eu, a leitura que eu tive do doc foi isso. Eu falei, cara, isso aí é total para tirar, isentar o Neymar de qualquer erro.
Ótima análise.
O que me leva a pensar se eles não estão seguindo a mesma coisa no próprio canal do Neymar, né, com os vlogs do Neymar, se não tem essa intenção mesmo de mostrar que ele não tá bem, que ele pode estar com depressão e tal, isso é intencional, né?
Intencional, sim. Eu acho que nada é por acaso quando se trata de Neymar Júnior.
Ouvinte falou que acha, acha que tá então mais inclinado a acreditar em mim, que eu falei que o Neymar tá deprimido, mas agora nem eu mais tô acreditando em mim direito, senão não precisa mais se bobear, se bobear. Estão me manipulando.
Eu aprecio, cara, a sua autoconfiança aqui, Fê.
Musiquinha agora.
Como é que eu quero perguntar para você? Ah, tem mais WhatsApp? Manda aí. Bom dia, meus queridos! Bom dia, Ronald! Bom dia, Kiefer!
Só uma dica, tá?
Kiefer, compra aquelas redes tipo de de galinheiro, que não necessariamente são de metal, e uma redezinha de nylon, e bota uma na frente da outra. Eu fiz isso aqui com uma gatinha filhote que a gente pegou, a Bisteca Maria, e isso ajuda, porque além de não fica abafado a casa, tá, com o fio.
Gente, obrigado, porque assim, ó, eu não tô Eu tô aqui porque assim, eu tô muito mal.
Isso é importante, como a história do Kiefer virou entre salvar um gato e matar o próprio gato, né? E quase matar o próprio gato.
É porque a dualidade de um homem, eu acho que é importante mesmo.
Eu não, eu não tô assim, foda-se com essa história, tá ligado? E não acho que ninguém tem que ficar. Isso aqui não pode ser um endosso de que a gente pode agir tão, né, sem se importar com coisas na vida. Tanto que eu não tô, tô bem mal, tô bem preocupado. E vou fazer isso sim, mano. Obrigado aí por me ajudar e ajudar outras vidas também a continuarem existindo, né?
Muito bom. Tem mais WhatsApp na linha aí? Pode soltar. Salve, Ronald! Salve, Kiefer! Salve, Caricas e produção! Já já eu vejo aí qual a pauta do programa. Forte abraço ao chat, a aí, Senhor Paulo. Valeu, Seu Paulo, apreciamos aí, apreciamos aí, cara, que você parou o seu consumo de hachixe para mandar um áudio no WhatsApp para gente, para falar que já já vê o programa. Obrigado, a gente aprecia. 9 horas e 52 minutos na capital de São Paulo.
Vamos falar agora sobre o encontro dos chifrudos. Excursão vai reunir traídos como um roteiro de superação e eleger maior corno no Espírito Santo. Uma agência de viagens do Espírito Santo lançou o Encontro dos Chifrudos.
Que porra é essa?
Olha só, pera aí, são chifrudos falando: ei, ok, ok, todo mundo tá— ah, são homens e mulheres chifrudos, legal, gosto Gostei. Ah, pessoas que foram traídas e querem entender, que entende a dor. E é curioso que elas estão ao mesmo tempo. Você vê que tem ali, tem o Coliseu num lado e do outro lado você tem a Torre Eiffel.
Sabe por quê?
É para explicar que a traição tá em vários lugares, vários espectros, ela tá no mundo inteiro.
Entendi, entendi. Tem corno no mundo todo.
Corno no mundo todo.
Vocês conseguem me ajudar com o resto das coisas que tem? O que que é aquela coisa lá, aquela coisa gigante? É o negócio do McDonald's?
É a Estátua da Liberdade ali, né?
Que não parece o M do McDonald's, só que é isso mesmo. Mas é o quê isso aí? É alguma coisa que é de Sidney?
É de um lugar, né? Eu ia falar Arco do Triunfo, achei que eu tava sendo esperto.
Não, não, não, Arco do Triunfo não.
Aquilo ali, Aparecida do Norte.
Aparecida do Norte? É sério, é o único lugar que eu conheço, é uma igrejona, né?
Eu só conheço essa igrejona.
E no fundo tem o sol, o sol eu conheço.
Mas sabe o que é interessante? É que assim, todo mundo ali é meio corno, mas tem uma impostora que, ó, aqui do cantinho ela tem um chifre de diabo, na verdade, ó.
Não, mas tem vários, tem até, rolou até chifre, não tem até chifre de veado, tem vários tipos de chifre. Eu acho que eles quiseram assim deixar a fantasia do chifre divertida.
É porque todo mundo tem vários motivos de por que você é traído. Às vezes você ganha um chifre de diabo, às vezes você ganha um chifre de viado, às vezes é porque são vários níveis.
É, são vários, tem vários tipos de chifre. Mas deixa eu ler aqui que para entender o que que é o Encontro dos Chifrudos na prática, né, gente. Ele é uma agência lá de viagem de Espírito Santo lançou esse Encontro dos Chifrudos, uma excursão para Santa Teresa voltada a quem já passou por uma traição. O passeio marcado para 8 de agosto, ao custo de R$115. Pô, tá barato, R$115, tá muito barato, cara. Inclui visita à famosa Rua do Lazer, parada em uma cervejaria e um concurso de causas de traição com prêmio em vouchers de viagem para as 3 melhores histórias.
Nossa, vai ter chance de contar a sua história de corno, tá ligado, igual a Luiza Sonza, e faturar alguma coisa com isso.
Porra, ainda tem show de stand-up, hein, galera.
Um stand-upzinho, tá ligado?
Melhor que muito show. E esse melhor que muito show que a gente vai ver aqui, né, em lugares normais de comédia.
E às vezes com um cachê melhor do que muitos, tá ligado? Vale para todo mundo, cara. Se você é comediante e sofreu e tomou um chifre, vai lá, velho. A proposta da empresa é ajudar os clientes a superar desilusões amorosas de forma leve, repetindo o sucesso de uma iniciativa anterior dedicada aos solteiros. Aí já fizeram de solteiros, agora vamos fazer um de chifrudos. É isso, né, cara? Eu acho que é a normalização do chifre e a tranquilização sobre o chifre.
Eu acho que existe muito drama sobre. Eu, eu, eu, eu, eu, eu sou uma pessoa que assim, minha regra sobre chifre é a seguinte: eu realmente não ligo se me trair, só não traz doença para casa, tá ligado? Essa é minha filosofia. Eu não ligo, só não traz doença para casa.
Se bobear, você Você é um monogâmico, hein?
Talvez eu seja. Quer dizer, eu não sou, mas assim, eu amo demais minha mulher. Então assim, se ela me trair, eu não vou largar dela.
Se bobear, você é um monogâmico.
Mas só não traz doença pra casa.
É?
Não, assim, eu não quero que ela traia, mas se trair, só não traz doença pra casa.
Entendi.
Entendeu?
Entendi, é porque estaria indo contra o combinado também, né?
Mas assim—
E um filho ilegítimo também seria, tá ligado?
É, tá bom. Tô aumentando as coisas.
Não, não, pô. Não, acabou a minha lista, é isso só. Tá ligado?
É um grupo de apoio isso aqui, né? É um grupo de apoio, é um grupo, é um grupo de apoio, é um festival de apoio quase, né? É, então lá. E aí eu fico pensando, que tipo de gente vai para um lugar desse, né, velho? Porque não é todo mundo que já foi traído que vai. Será que vai os mais bizarros? Será que vão os mais bem esclarecidos? Que, qual que será o perfil? Será que vão, né, pessoas para se conhecerem num relacionamento?
Momento.
Será que elas chegam lá e entendem e olham para o outro e fala: puta, agora eu entendi porque que você foi traído. Entendi, tá entendendo? Porque eu não tô direito.
Às vezes pode ter uma galera que talvez não seja tão divertido quanto estão pintando. É, talvez seja meio deprê.
Eu acho que talvez seja meio deprê, velho, você voltar de lá e ficar falando: puta, eu sou tipo aquela galera. Porque deve ser uma galera meio bizarra, né, que vai no lugar deles.
É, não é agora que eu não sei, cara. Eu tava achando que ia ser um negócio divertido, mas é, né? Quem é a pessoa que fala, eu vou, é, eu vou entrar nesse site e eu vou me cadastrar no encontro dos chifrudos, né?
E eu tenho lá uma pequena preocupação disso aqui virar um encontro red pill, viu? Os homens que estão lá é um negócio que só tem caras e os cara fica falando, porra, mulher é Cara, tem que ver essa agência de viagens aqui do Espírito Santo qual que é o envesamento, porque eu tenho medo disso.
Não, não, mas eles querem, eles querem, eles querem que seja um encontro, que seja uma coisa, não, não simpósio da Marjolaine. Eles querem que seja, eles querem que traga todo mundo de todos os cantos com todos os interesses. É, mas eles vão negar, tipo, eles vão fazer tipo é metade e metade, tem que ter todos os, eu acho que sim, eu acho que eles falam, ó, Galera, vamos, é, eu não sei, agora eu tô curioso, eu tô curioso, eu quero saber, porque tem grande risco de só virar um negócio onde tipo é uma festa com 40 caras tomando Campari e falando, porra, mulher foda, os cara com cheiro de Cheetos lá falando, porra, essas mina aí não sei o quê.
Mas se tiver umas mina também, que tipo de mina é esse, né? Tem que ver isso aí, viu? Eu, você prefere o quê? Quem vai no encontro de chifrudos e fica lá só na amargura, ou a Luísa Sonza que foi na Ana Maria Braga, tomou um café, chorou? Chorar resolveu o problema na frente do Brasil, mostrar como pode lidar, né? Tá precisando chorar, chore, ao invés de ficar fingindo que— ao invés de ficar lá nesse ressentimento, né?
Entendi. É uma bela perspectiva, é uma bela perspectiva. Como é que tá? Como é que a gente tá aqui no de likes e views, cariquinhas?
Ó, tamo com 630 assistindo aqui e 240 likes só.
Puta, cara, a gente tá com esse problema aí com a gente, né? Um terço das pessoas só deram like. Vamos fazer o seguinte, cara, vamos correr aí para bater 300 likes primeiro.
Ah não, vamos para 450, pô, pelo amor de Deus! Todo mundo consegue ajudar a gente aqui um pouquinho.
É, você acha 450?
Obviamente.
Eu não acho que o povo chega em 450.
Consegue. Essa galera aqui tem cara de dura. Ninguém tá vendo na TV não, tá vendo no celular.
Desconfio demais.
Cara, veio de uma raiva tão real isso, né, velho?
Eu não sei, eu quero chegar em 300. O Caricas acha que o povo chega a 450, eu acho que não. Eu acho que o povo é muito devagar, mas prova que eu tô errado então, tá ligado?
Chega junto. O Kiefer vira uma fireball no final do programa.
Eu não sei o que é isso, mas sim, tá fechado, fechado. Ai, ai, ai, ai, ai, ai, vamos falar dele, né, cara, que ele tá ainda no mundo, né, cara. Quer dizer, no mundo assim, não morreu, mas é Davi Brito. Não, é porque, é porque, cara, tipo, quanto tempo, quanto tempo eu não ouço falar sobre esse nome, tá ligado? E aí de repente vem aqui, Caricas botou na pauta. Davi Brito, eu, eu, eu não sou um uma pessoa que assiste o Big Brother, mas eu lembro de ter assistido uma parte da edição em que o Davi Brito teve.
Eu não sei qual foi o ano e eu gostei muito porque ele deixava as celebridades irritadas, só por isso. Assim, eu não torcia por ele, mas eu entendia que assim, é para elas ficarem irritadas do jeito que elas estavam, ele precisava seguir no programa. Então assim, me trouxe muita alegria o Davi Brito. Eu gostava muito de ver, tá ligado?
E o pós-programa dele também foi algo incrível, né? Ele conseguiu fazer de tudo um pouco.
É, sim, cara, tinha coisa de ele fazendo uma bet ao mesmo tempo que fazia outra, várias bets ao mesmo tempo, né?
Foi lutador, foi fazendeiro, né? Teve uma granja de ovos, teve marcas de roupa, né?
Quem acompanhou, eu acompanhei muita coisa com Davi Brito.
Assim, ele é um guerreiro, é um cara que tentou de tudo e tenta de tudo.
Maravilhoso. Aconteceu muita coisa.
Eu fingi febre, lembra quando ele fingiu febre para não encontrar namorada.
Nossa, velho, isso foi muito bom! Eu não sei se você lembra disso, mas ele tinha uma influência namorada, né?
Era isso, não era influência não, era uma garota ali, normal, uma civil.
É isso, né? É influência e uma civil. E aí ele tinha um encontro com— é que acho que não morava na mesma cidade, né?
Ela foi viajar para ver ele.
E aí não, acho que ele tinha que viajar para encontrar encontrá-la. E aí ele mandou, ele postou, ele falou, não posso ir porque eu tô doente. E aí ele, eu acho que ele posta uma foto, não pega uma foto do Google de termômetro e posta nos Stories.
Pô, é tipo assim, a primeira foto que aparece no Google.
Exatamente.
Muito bom. Não, cara, sério, assim, é o cara, alguém precisa, alguém precisa entrevistar ele um dia e fazer um filme da vida desse cara, velho.
Você vê que se tivesse Na época a gente nunca saberia. Você vê como as coisas mudam, né? É, né, cara?
Ele podia ter feito na IA, mas aí que tá, alguém bom de IA ia falar: isso aí não é um termômetro de verdade.
Com certeza.
Agora aqui, vamos lá, vamos notícia, vamos a notícia de Davi Brito, cara, porque novamente, cara, esse é o tipo de coisa que a Globo News esconde de você. Daqui a pouco na programação do Axímes FM teremos a deputada Sâmia Bonfim. Como é que tá o status da Sâmia, cariquinha?
Tá chegando a caminho logo, gente, logo logo.
Sam é Bonfim aqui nessa programação. Como é que tá nosso chat, inclusive? Que que o pessoal tava comentando? Como é que tá a meninada aí?
Aqui o Pedro Visque tá dando uma pelada de saco no Davi Brito, falando: eu amo tudo que ele faz. É, o Noni 97T tá mandando: o Lula vai legalizar a ganja em 26.
Bom, acho que não, acho que não.
É, Lucas HD Rocha mandou quase, entre aspas, entrou em medicina, quase completou um semestre em direito também, o Davi Brito.
Ah, verdade, teve toda coisa do quero ser um estudante de medicina, quero ser, cara. Eu sinceramente, das coisas que o pessoal pegou no pé dele, essa foi a que eu menos liguei. Tipo, mano, eu acabei de ganhar o Big Brother, vocês acham mesmo que eu vou estudar, tá ligado? Velho, eu saí da faculdade assim que eu arrumei um trabalho na MTV e na Jovem Pan, tá ligado? Que junto não dá ganhava 10 pau. Imagina se eu tivesse ganho 3 milhões no Big Brother, caralho.
Ganhou muito mais que isso, ele foi até o final da faculdade de economia dele, né?
Sim, mas eu acho que assim, eu entendo, eu entendo a humanidade do Davi Brito mais do que o cerebral do Gil. Eu aprecio muito, mas eu teria sido Davi Brito. Eu falei, faculdade, é sério? Eu sou multimilionário, não tem isso.
Mas ele entrou depois na de Direito, né, na Estácio. Ficou postando lá as fotos dele na sala lá da Estácio.
Ele ficou quanto tempo lá?
Ah, mas ele tipo tem, deve ter algum impulso dele de querer estudar.
Acho que ele quis cumprir ali uma imagem interessante. Mas assim, novamente, eu sou Davi Briteiro nessa daí, eu não teria ido estudar mesmo. Elisângela Brito, mãe do campeão. Ó, vamos lá, a mãe de Davi Brito chora na web. Pô, não pode fazer a mãe chorar, hein, cara, pelo amor de Deus, hein. Já não tô gostando dessa Só essa notícia, já fiquei, já fiquei irritado, tá ligado? Mãe de Davi Brito chora na web ao descobrir casamento do filho com Emily Araújo. Quem é Emily Araújo, produção?
Influenciadora, né?
No idea. Ok, ninguém sabe quem é Emily Araújo. Tem que descobrir quem é Emily Araújo. É a mulher aí que tá aparecendo na tela. É a menina, puta. Uau, obrigado, Sherlock, eu não ia conseguir decifrar.
Oi, nada não, vamos continuar.
Não, assim é casual, linguagem coloquial, não problematiza isso aqui, pelo amor de Deus. Não tamo no Twitter.
Não, não, não foi assim.
Ela é ex-BBB também. Ela é ex-BBB também, obrigado. Isso aí, aí chegou com as informações, obrigado. Então ela é uma ex-BBB, maravilha. O Davi Brito, ele vai casar com com a ex-BBB Emily Araújo. Ok. E a mãe do Davi Brito tá chorando na internet porque ela descobriu o casamento do filho. Nossa, pela internet? Caramba, isso não se faz com mãe, correto, Kiffer?
Quero saber.
Quer saber motivos? É, vamos rodar o vídeo, gente. Eu acho que assim, mais do que ler aqui, eu acho que eu quero ver o vídeo da mãe primeiro para para eu ver o que eu sinto, porque eu sou um defensor das mamães.
Pela rede social, eu não tô acreditando nisso, eu não tô.
Eu conheço Emily, vai fazer 4 meses. Madavi é o meu filho, ele é o meu filho. Eu estou com pena.
Por que que você acha que ela abriu uma live para falar isso?
Ela abriu para poder se expressar que ela tá magoada com o filho que vai se casar e ela descobre pela internet, cara.
Por quê? Porque ela precisaria se expressar disso na internet?
Porque não, não, eu não entendo. Não, não entendo também, mas ela na cabeça que deve ter algum motivo, né? Na cabeça dela faz sentido, eu entendo. Tá ligado?
Você entende mesmo que faz algum sentido?
Ah, é um mundo, é um mundo que as pessoas se expressam na internet, tá ligado?
Não é verdade, né? Tem muita gente que não faz isso, tem muita gente que na verdade assim, por exemplo, se eu tô chorando muito, eu não vou na internet, vou tentar resolver de outra forma, resolver isso em casa saudavelmente como um bom adulto que você é. É, não sei se eu sou muito adulto, mas agora eu vou tentar ser, viu?
Agora é a hora que a gente separa os femininos da mulher adulta. Muito bem-vinda, Sâmia Bonfim, à programação do Aginhos FM, querida. Aqui, aqui, aqui.
No caso, fala no microfone aí, gente.
Bom dia! A gente também tá aprendendo, né?
Ai, ai, ai. Bom dia, como você tá, Sâmia?
Tô bem, e vocês? Um pouco cansada, mas firme e forte.
Você tá voltando hoje de Brasília?
Não, a gente tá em recesso. Ah, Em recesso, em tese retorna semana que vem.
Mas o que que é o em tese?
Porque ainda não foi convocada. Ah, sim, geralmente.
Perdão, o que que você disse?
Ah, minha tadinha, não ia dar. Ok, maravilha, foi maravilha. Tá legal agora? Pode falar, por favor, Samia. 1, 2, 3.
1, 2, 3, teste, falou.
Tudo bem? Maravilha, obrigado. Maravilha. Então, Samia, tem muitas coisas assim que a gente tem para conversar com você aqui que nessa manhã a gente tá em ano de eleição, e se a gente conseguir cobrir o máximo possível de pauta, eu acho que seria brilhante. Dito isso, a gente não vai conseguir. Não, porque é verdade, porque tem muitas coisas para conversar com você que eu acho pertinente, mas eu acho que a coisa mais importante é pela qual, né, a gente queria fazer essa entrevista aqui com você hoje é sobre a PL de criminalização da misoginia que vocês conseguiram passar no dia 1º de julho.
E por que que, na minha percepção, isso é importante? A gente tá tendo um levante nas estatísticas de feminicídio. A gente teve em 2025 1.568 feminicídios registrados, o que é um aumento em 4,7% do ano anterior. A gente tem esse crescimento nessa, nessa estatística, ao mesmo passo em que a gente tem um crescimento de conteúdo. É que até, até 2 anos atrás eu não tinha ouvido a expressão red pill, até talvez 1 ano atrás eu não tinha ouvido, e agora tudo que eu ouço é red pill e red pill.
E assim, então a gente, você tem, a gente tem um cenário aonde tem um aumento do feminicídio e você tem um aumento do conteúdo desse negócio chamado Red Pill, e principalmente de uma monetização gigantesca para os criadores desses conteúdos. Eu gostaria que você explicasse para nossa audiência qual é o plano final dessa PL e E como ela vai, vai, e como ela pode ajudar a acabar com conteúdo red pill. Porque da onde eu interpreto, essa PL tem um potencial para ser revolucionária e salvar milhares de vidas, milhares de vidas todos os anos.
Então por isso que de todos os assuntos que existe, se der tempo a gente entra, mas eu acho que esse é o principal que a gente queria discutir com você hoje.
Bom, primeiro obrigada por me convidar para falar sobre esse assunto, que de fato eu concordo com você assim, acho que Não é coincidência o aumento do número de red pills, influenciadores, grupos de ódio com o aumento do feminicídio. Na verdade, é uma relação direta de uma coisa e outra. Claro, não é o único sintoma, não é o único motivo. Não é porque tem uns caras escrotos nas redes sociais que necessariamente causa e consequência.
Mas ajuda muito em formar uma cultura de machismo, de misoginia. Porque ali é o tempo todo, né, considerando a mulher secundária, inferiorizada, e o problema, aliás, a causa de todos os problemas dos homens. E eu acho assim que os homens hoje têm uma condição de vida, de perspectiva de vida, pior do que tiveram os seus pais, do ponto de vista econômico. Então assim, os dados mostram, na época dos meus pais, eles tinham a perspectiva, né, de ter uma casa, ter um plano de vida, etc.
A coisa vem ficando cada vez pior. E também o machismo, ele vitimiza as mulheres, mas ele também vitimiza os homens, porque são de alguma forma obrigados a ter determinado padrão de sexualidade e de gênero. Se você é minimamente desviante daquilo que se considera padrão, os homens também são oprimidos em função disso. Então são estimulados a serem viris, violentos, autoritários, os donos da coisa toda, os provedores. E aí isso não funciona na prática, né?
O mundo é muito mais do que um indivíduo super poderoso que bota para quebrar. Então às vezes as frustrações são descontadas de forma muito equivocada nas mulheres. E é isso. Aí as mulheres são saidinhas demais, estão até votando, né, que é a nova novidade aí dos caras nos Estados Unidos, que aqui no Brasil alguns reproduzem.
Mulheres também lá tá tendo um movimento de um voto por lar, ou seja, é o voto do marido. E aí já tem uma galera, já isso É uma— a gente tá importando essas ideias que tá tendo nos Estados Unidos quase que semanalmente. E essa ideia do voto popular já tá rolando aqui, né?
Já tem influenciadores, influenciadoras. Ainda não vi ninguém no Congresso defendendo isso, mas daqui a pouquinho.
Mas é aquela coisa, esse trem pode atrasar, mas ele vai passar.
Infelizmente. Pois é, isso vai acontecer em algum momento. Esse trem vai chegar, com certeza, porque é o hábito também aqui, né, da extrema-direita no Brasil, assim, da turma mais—
Qual que é o interesse em ter um voto, um voto por lar?
É silenciar a vontade das mulheres, porque para muitas, para milhões de mulheres, eu diria, o voto ser exclusivo, individual e intransferível é a única possibilidade de participação política e de exercício de alguma forma de autonomia. Porque a maioria das mulheres, elas trabalham muito, trabalham dentro, trabalham fora de casa, ganham salários muito piores do que os homens ainda. E a gente é só 20% do parlamento, ainda que sejamos 52% na sociedade.
Então o voto é um exercício de alguma forma de um poder individual, da escolha, da opinião. E se você restringir essa possibilidade, é dizer, bom, aniquila completamente, né, qualquer possibilidade de autonomia e de opinião. Esse é o primeiro motivo. Mas tem um segundo, que são os dados das últimas eleições. A eleição do Lula, por exemplo, foi o voto feminino, porque foi só 1 milhão e meio de votos de diferença para o Jair Bolsonaro.
O voto feminino foi muito determinante para eleição do Lula. Então, de de maneira geral no mundo, as mulheres tendem a ter um voto mais progressista.
Ah, então no momento onde você tira o voto da mulher e deixa o voto do casal, é um voto, é mais chance de ter um voto conservador.
Perfeito, exatamente. O efeito imediato é esse. Tem um efeito, tem a coisa mais conceitual, né, de tirar a autonomia feminina, mas tem uma coisa também ali objetiva, pragmática, que é o voto da mulher tende a ser, não necessariamente, mas a maioria, um voto mais progressista.
Pois é, mas é muito interessante isso. Eu não tinha pensado nisso, porque eu sempre ficava assim, gente, de onde vem essa coisa do red pill? De onde tá vindo? Porque assim, tinham várias outras coisas que poderiam pegar. Me parece que tem uma carência inicial desses, desses cara que estão, sei lá, você falou que eles estão perdidos, tem essa pressão e tudo mais, e acabam conseguindo pegar na raiz o problema até que lá— eu não sei se eu tô perguntando mesmo— e até que conseguem pegar esses caras que estão assim e vim para cá para tirar o voto dos progressistas.
É meio isso. E aí fica parecendo que a gente fica meio que tentando cortar o problema já, já feito. Tipo, começou aqui numa coisa, agora ele tá assim, putz, agora a gente vai ter que fazer alguma coisa para ver se barra aqui. Eu fico pensando, será que não tem uns, como é que poderia fazer para não é pigarro?
Tô tudo sob controle, eu também tô.
É, não, o que que poderia fazer para não ter um problema aqui no começo? Como é que poderia resolver o caso desses cara que acaba caindo nessa, nesse, nessa coisa aí de pil para que eles não caiam para cá e levar para um lado que seja mais saudável, entendeu? Não sei, às vezes fica pensando, ai, porque a esquerda, não sei, acho que talvez eu acho só saudável, é mais saudável você ficar bem, você lidar com as coisas, né, por dentro e por fora.
Tem a ver com a primeira pergunta que eu dei uma volta e agora eu vou respondê-la finalmente, do PL da misoginia, porque ele de fato ele atua depois que a coisa já estourou. Ou seja, você está criminalizando aquele que comete atos misóginos, que incita, que organiza, que monetiza que romantiza, que estimula e que pratica, né, e que tá ali direcionando a violência contra a mulher. Mas o ideal, de fato, é a gente pensar em mecanismos e medidas para coibir, para impedir que o cara venha a ser um red pill.
Aí tem os nomes, né, o incel, o alfa, o não sei o quê. Ele ser toda uma hierarquia mesmo, né, do topo que ali na lógica masculinista e da machosfera. E tem muitas medidas que podem ser adotadas. Uma delas diz respeito ao ambiente escolar, e as professoras andam sofrendo bastante porque esses influenciadores, de maneira geral, eles dialogam principalmente com os mais jovens, né, com adolescente. E eu vi um dado esses dias de que os adolescentes brasileiros são, em tempo de tela, os que mais consomem conteúdo de redes sociais, de influenciadores, isso tem um impacto direto na formação de um cérebro ainda em desenvolvimento, né?
Tinha uma conversa que eu tinha bastante várias vezes com o Emicida, que o Emicida faz algumas coisas para criança, livros para criança, e a gente tava conversando um dia disso, porque que ele faz algumas coisas específicas, às vezes algumas coisas de música que é focado realmente no público infantil. E por que que ele tenta tanto pegar o público jovem? Que ele fala, cara, se não, se não pegar enquanto é cedo, cara, depois, depois que bater uns 14, 15, tem chance do lado errado levar, e aí já era.
A internet é muito forte, e esses caras, esses caras aí, Red Pill, eles são muito bons de internet. Esse que é um lance que assim, como esses caras são tão bons e como para eles é a hora que entra a PE da criminalização da misoginia. Desde que vocês conseguiram passar ela em 1º de julho, qual que é, qual que é o, qual que é o, existe um prazo, existe, e que cenários a gente vai conseguir ver a partir de uma efetivação aplicação dessa, dessa lei, no que ela se concluiu, no que ela se concluir?
Pois é, aí mora o desafio, porque a gente conseguiu aprovar o projeto no grupo de trabalho que se dedicou a debater o assunto, porque ele foi aprovado no Senado. Lá foi aprovado de uma forma até que tranquila, apesar de algumas contrariedades, aprovou rapidamente. Foi para Câmara, poderia já ter sido colocado em plenário. O presidente da Câmara, atendendo, digamos assim, aos dois lados que são quase inconciliáveis da Câmara, resolveu criar um grupo de trabalho.
Não, então deixa esse grupo para fazer ajustes no texto, né, acrescentar, retirar, explicar, ouvir autoridades, militantes, pessoas que atuam na área, delegadas de polícia, etc. A partir daí saiu um texto novo. Então tá bom, saiu, agora vamos para o plenário. E aí que mora o problema, porque tem uma turba de parlamentares que tá contrária ao projeto, que está obstruindo, que ameaçou derrubar toda a pauta da Câmara, nada vota, não sei o quê, se o PL da misoginia for aprovado.
Desculpa, mas o que que ele tá— qual é a PL? O que que tá acontecendo? Qual que é a proposta?
A proposta é você criminalizar, equiparar ao crime de racismo. Então modifica-se, acrescenta-se a lei do racismo, que já tem aliás uma compreensão do Supremo Tribunal Federal que vale para casos de homofobia, por exemplo. Então racismo, homofobia e agora misoginia também seria tratada da mesma forma, vai ser igualado ao que é o racismo é hoje em dia no nosso Código Penal, que a gente tenha instrumentos jurídicos e legais para poder considerar crime e portanto aplicar também uma pena, né, um crime para aqueles que cometerem esse tipo.
Porque parte, a lógica é parte da mesma raiz dos problemas, né? Se a gente tá falando de algo que é condenável e que precisa ser visto pela sociedade como algo que não deve ser feito e que tem que ter punição, porque assim para o racismo, excelente que seja, enfim, muitos encaminhamentos para casos de racismo, é assim para LGBTfobia e agora também para misoginia. Grosso modo é isso. Mas tem gente que não quer. E aí o que eles alegam?
Não vou fazer tanta propaganda para o lado deles, mas para justa. Fere a liberdade de expressão, é a primeira, a primeira coisa que a gente ouve sempre, é que tem um problema conceitual. Ou seja, ah, então tudo é misoginia? Que a gente ouve também para racismo e LGBTfobia, é o mesmo discurso. Então tudo é misoginia, o cara não pode então agora elogiar a mulher de uma forma sei lá o quê que vai ser. E não é para isso, não é para isso, gente, pelo amor de Deus.
Não é porque você Não, a gente tá falando de um problema que é 4 mulheres são assassinadas por dia no Brasil pelo fato de serem mulheres, que tem cara que tá ganhando dinheiro dizendo que a mulher não serve nem para limpar o chão, para casar, que não pode votar. Pelo amor de Deus! E isso tem uma formação intelectual e cultural perversa, cujo resultado é— eu acho que a gente tá assistindo, né?
Eu acho que é por isso que é esse projeto de lei, ele é realmente assim, dentro do que permite a nossa democracia burguesa. É por isso que eu chamo ele de revolucionário, porque eu acho que a gente pode salvar milhares de vidas se isso for para frente. O que tá no caminho? Qual é seu prognóstico a partir desse 1º de julho sobre a possibilidade da gente ver a misoginia sendo, sendo equiparada ao racismo, tal qual a homofobia foi.
O quão confiante você é nessa luta e o quão, e quanto de realmente de desconfiança por conta das pessoas, de que daqui para frente tem que, tem que votar assunto. Como é que você tá nessa luta? Eu sei que evidentemente você, por protocolo, você tá confiante que vai dar tudo certo, mas é uma causa muito delicada. E eu queria, eu queria sair daqui confiante que isso vai ter uma vitória. É para ficar confiante ou é para olhar com muito, muito medo?
Não, é para ficar confiante no sentido de que o tema ganhou a sociedade. As pessoas agora falam sobre isso, tem opiniões sobre isso, e virou um assunto no Congresso Nacional. Isso já é um grande ganho, porque para que a lei se torne lei, primeiro as pessoas ali precisam estar minimamente convencidas de que o problema existe. E isso eu acho que a gente conseguiu avançar. Ou seja, os parlamentares, mesmo os mais conservadores, os mais de direita, falam de fato tem um problema ali, eles identificam mais nas redes sociais e algo tem que ser feito sobre o assunto.
Qual que é o problema? E eu acho que é importante falar do problema e dos riscos que o projeto corre. Tem uma bancada que é a bancada evangélica, que ganhou o apoio de outras bancadas temáticas organizadas, de que quer criar exceções. Ou seja, é um problema, é crime, Mas se for pastor, padre ou líder religioso, pode, porque daí cairia supostamente na liberdade religiosa. Tem uma emenda, né, que é uma proposta de alteração que diz: legal, liderança religiosa sim, mas também influenciadores. Sendo que assim, é o centro da questão, no meu ponto de vista.
O centro é ir atrás desses hubs de comunicação red pill. Não é o pastor lá do bairro repetindo a ideia de 300 anos atrás.
Ainda que, veja, a minha opinião é: a liderança religiosa, ele pode ter um papel perverso, sim, absolutamente.
Mas não é— mas a ideia de que, ah, vai calar a religião, não é isso que vocês estão buscando. Não é o ponto. Assim, seria adorável se se tudo fosse mágico e o mundo fosse feito de unicórnios e pássaros e flores. Mas a princípio é nesse problema real, porque assim, o brasileiro tem um tempo para assistir televisão por mais ou menos 1, 2 horas no dia, com que a gente trabalha. A mídia do brasileiro é isso aqui o dia inteiro, desde a hora que ele acorda, no ônibus.
E aqui é onde ele pega o podcast, Flash, é de pio, corte é de pio. É isso é que vocês estão tentando combater.
Exato. Agora, se essa pessoa também for uma liderança religiosa, ela também precisa ser punida, enquadrada na lei. Sim, a gente não tá falando de— porque o centro do problema por hora não tá nos grandes cultos, etc. Mas se ali tiver alguém que tá se utilizando do seu papel e da sua autoridade para dizer que pode bater em mulher, por exemplo, essa pessoa também tem que ser punida. Agora, o O centro do diagnóstico hoje tá principalmente nas redes, né, do que as pessoas veem na tela do celular, como você brilhantemente explicou.
Você tem um filho de 5 anos. Evidentemente, imagino que ele ainda tá longe da internet, ou não, tá mais ou menos?
Usa rede social, mas ele—
mas tem um tempo.
Ah, consumo.
Ah, tudo bem. É, quando eu digo internet, eu digo isso, rede social. Ainda tá no YouTube Kids, tá bom, legal.
Eu fico lá às vezes também, legal.
Eu adoro Peppa Pig, por isso é muito da hora.
Para mim é o melhor.
Como é que você, menos hoje, como menos agora nessa pergunta, menos como deputada, mais como mãe, ao lado do pai do seu filho, pensa em educá-lo quando a oferta de conteúdo para que ele odeie mulheres é tão, é tão vasta?
Ah, é desesperador. A gente pensa e fala sobre isso sempre, porque é isso, eu sou uma pessoa de esquerda, sou feminista, progressista, quero que as pessoas tenham os valores parecidos com os meus, ainda mais o meu filho, né? Faço de tudo para que ele, enfim, ele é meu filho, meu filho, quero criá-lo nessa lógica. Mas ele não vive numa bolha, né, não tem uma redoma, ele não tá, ele tá suscetível a reproduzir todo tipo de visão.
Então isso é desesperador, porque para mim, como uma mulher feminista, imaginar que o meu filho um dia possa reproduzir ou ter valores e práticas machistas é algo que eu acho toda mulher mãe feminista vai ter a mesma, a percepção de que assim, infelizmente Infelizmente, o melhor que eu faça ainda tá para jogo. É, mas isso é foda. Mas isso também nos desafia, assim, como mãe, de achar que a gente é super poderosa e tem controle completo sobre o que os nossos filhos vão ser.
A gente não tem, a gente tem uma série de limitações, ainda mais com, enfim, com o mundo completamente digital e imerso a telas e questões diversas. E eu faço o meu melhor, assim, nós fazemos o nosso melhor para que ele não seja. Mas já dá para ver a criança, mesmo nessa idade, né, com 5 anos, você já— ela não tira da cabeça preconceitos. Não é uma coisa natural, né? Os valores já vão se demonstrando aí. Então quando você vê ali um gesto de solidariedade, ou quando ele, sei lá, repreende alguém que tá fazendo alguma coisa escrota, é muito legal.
Ou quando ele faz, aí você fala: filho, não, porque você explica, etc. A criança entende. Então esse acompanhamento na primeira infância, principalmente, né, muito importante, porque a pessoa tá reproduzindo, ela não sabe nem de onde.
O que que é mais fácil nesse lugar? Você falou lá no começo, que é uma coisa que eu não tinha pensado ainda, que isso é para tirar voto da esquerda progressista para levar para direita, né? Por que que é mais fácil de pegar nesse lugar? E o que que tá— a quem que serve Tipo, por que que, por que que esses movimentos red pill especificamente contra mulheres, esse negócio, por que que é isso que tá aumentando agora? Por que que é isso que tá pegando força? Tem algo acontecendo no social?
Pegando carona na pergunta, na pergunta do Kiefer, e puxando aqui dessa visão sobre pais e filhos, mas acho que o gancho que ele fez foi excelente. Por que que para jovem hoje em dia é descolado ser reacionário e odiar mulher? Qual foi o pulo do gato para falar, cara, isso é que é ser revolucionário hoje em dia, isso é que é maneiro, isso é que é ser contra o sistema? Eles, o sentimento que tem é isso, é que o sistema tá te oprimindo com as mulheres. E como é que, qual foi a virada onde eles conquistaram os jovens?
Eu acho que Isso não é só no movimento red pill, não é um fator isolado. Hoje, por exemplo, existem muitos grupos e células neonazistas no Brasil, sejam online ou presenciais, né? De verdade, aumentaram os casos e os grupos online, que depois também são presenciais, de tortura animal. Por exemplo, o caso do Cão Orelha é só um exemplo. Uma tentativa de naturalização do racismo, né, da desumanização das pessoas negras. A gente tá em um momento de crise no mundo, né, crise de valores, crise do sistema capitalista, crise política, crise ambiental.
Em momentos assim, ao longo da história, ideais reacionários ganham muita força porque eles trabalham com o desespero, com o medo, com a desesperança, com o ódio, que são afetos, né, sentimentos fáceis de arrancar e de alimentar, né. Quando você vê tudo caos acontecendo, desemprego, pobreza, ai, que que eu vou fazer no dia seguinte? Ter raiva é óbvio, é o sentimento mais— e como que ele é canalizado?
E várias vezes ao longo da nossa sociedade aí, história recente, século 20 ocidental, é muitas vezes a culpa, a culpa do imigrante, a culpa desse povo, a culpa daquilo, a culpa do cara. Isso, isso é muito fácil de atrair alguém que às vezes está numa situação, fala, pô, é foda, perdi meu trabalho porque era mulher, ou não sei o quê, porque era o cara. É muito fácil vender para alguém que já tá numa situação complicada, vender pegar o ódio como a solução para os seus problemas é um produto que nunca sai de linha.
Fácil de pegar, né?
Perfeitamente. Tem um problema, é o outro indivíduo, não é todo um sistema que produz essas desigualdades e violências. E hoje tem um fator que é muito importante, que é Donald Trump, que não é porque é só um homem, mas é porque ele é o homem mais poderoso do mundo, né? Ele é presidente, do país mais rico, mais importante do ponto de vista político e econômico. E que tudo que acontece lá tem influência sobre a América Latina, sobre outros países do mundo, tanto nos valores ideais.
Essa coisa do Red Pill surgiu lá, esses valores. A ideia de acabar com o voto também é porque tem um grupo ali de parlamentares conservadores que colocou isso na mesa, que os daqui estão trazendo também. E o fato do Trump governar os Estados Unidos tem essa consequência também da, de uma lógica reacionária, da naturalização da barbárie, eu diria assim. Quando ele fala, não, eu tenho um problema, eu tenho uma saída para resolver o problema da Palestina, vamos transformar aquilo ali num grande resort para turistas do mundo inteiro.
Meu senhor, a gente tá falando de pessoas que estão sendo assim trucidadas, mortas, gerações inteiras, crianças, mulheres, famílias. Famílias, é todo um povo sendo destruído. E a saída, com toda naturalidade do mundo, ele fala: vamos fazer um resort. É a naturalização da barbárie mesmo. E é isso que a gente infelizmente vive hoje. Por isso que são os red pills, mas não é só os red pills, né? Todo um contexto.
Eu quero entrar com você justamente nessa questão do trumpismo lá de fora, e o quão rápido ele vem sendo importado. E o papel que tem do Eduardo Bolsonaro nisso. Eu já volto com você aqui, eu vou falar rapidinho com os nossos ouvintes. Você pode mandar a sua pergunta aqui no nosso WhatsApp no 11 94443-1609. Tem pergunta para Sâmia? Fica à vontade para mandar aqui nessa programação. Quando tiver, você pode me avisar, hein, cariquinhas? Tá bom. É, tem Super Chat para quer na tela? Temos, pode passar então.
Vamos lá, você vai entrar em contato com Gabriel Santos.
Ele falou que, Kiffer, você adotou o gato de Schrödinger.
Quem dera, porque aí eu não teria que me preocupar se ele tá vivo, morto, né? Ele tá sempre a mesma coisa.
Então, mas o gato tá vivo, gato tá bem, tá vivo, né? Vamos para o próximo. O Jefferson diz: salve, Ronaldo, quem é esse esquisito ao lado? Ele está medicado? Um salve de Hortolândia.
Quem é o esquisito? É o Caricas.
Eu acho que ele tá falando de você, mas tudo bem. O Caricas também é um esquisito. Você tá medicado, Caricas?
Estou medicado.
É o Pedrovis que falou: um reality com a família do Davi Brito seria mil vezes melhor que The Kardashians ou The Osmonds. Concordo, cara, eu sou a favor. Tem mais? Marques Rodolfo diz: ontem Demori citou um convite do consulado americano em São Paulo a influenciadores para uma reunião fechada sobre liberdade de cartas de protesto. Samia, o que acha?
Sim, eu vi, eu recebi também através do WhatsApp. E são sintomas, né, do quanto o trumpismo, com auxílio de senhores Bolsonaros, é o risco que a gente tem para o processo eleitoral mesmo. Acho que isso é um sintoma grave, porque eles, a extrema-direita, está ganhando algumas eleições na América Latina. E quando eles não conseguem ganhar as eleições, porque eles querem dominar territorialmente a América Latina, eles têm uma carta na manga, que é o embargo econômico, é a sanção através de taxação de produtos que nem estão fazendo com o Brasil.
E os estados mais atingidos são Santa Catarina e o estado de São Paulo, porque exporta boa parte dos produtos que eles colocaram uma taxação de 35%, vai prejudicar muito a economia. E aí, se ainda assim isso não é o suficiente, eles podem tentar interferir no processo eleitoral, interferir nas redes, que são hoje um instrumento fundamental para você disseminar seu conteúdo, levar inclusive as suas propostas eleitorais, por que não?
Se dá uma pane, um bug generalizado na Meta, por exemplo, do Lula especificamente, sem nenhuma justificativa, quem é que vai dar conta de reverter esse cenário se for do interesse desses caras? Então a gente corre um risco muito grande nessas eleições. Do meu ponto de vista.
Eu acho que é essa altura, assim, né, primeiro lugar é a gente tem que lembrar que o Eduardo Bolsonaro, ele, ele tá condenado. E eu tava assistindo na CNN, e aí legalmente não tem, não tem nenhum problema em dizer que ele está foragido, tá tudo sob controle. Como é que você— eu sinto que assim, o ele tem uma aproximação e ele adora, ele adora demais o trumpismo. E boa parte das ideias que chegam tão rápida de lá para cá, ela, né, até às vezes nas expressões que eles gostam de usar são traduções.
É muito uma— porque o que o Bolsonaro, né, Bolsonaro é um cara, é um apologista da ditadura, que ele sempre foi. Isso é isso, família A ACD, conexões milícias, a gente tudo sabe. Mas essas, mas essa importação específica de comportamentos dos Estados Unidos, isso vem pelo, pelo Eduardo Bolsonaro. E o Flávio Bolsonaro participou também dessa, desse pedido aí pelo tarifação. Como é que você entende essas duas pessoas como patriotas?
Porque eles são patriotas, eles dizem que eles são patriotas. Então eu vou acreditar que eles são patriotas. As ações deles, não sei se são tão patriotas. Que tipo de patriota é esse?
Aí não são patriotas, né? Uma palhaçada. Palhaçada não, porque tem muitos amigos que trabalham com palhaço e parece uma ofensa a quem não deve. Mas esses, eles são um tipo que não são exclusivos. Talvez por isso também tem tanto voto e tantos admiradores. De achar que tudo que vem dos Estados Unidos é chique, é superior. Tem até uma coisa meio cafona nessa história, assim, de reproduzir valores que vêm de fora. Mas eles levam isso até as últimas consequências pelo poder político que eles adquiriram ao longo dos últimos anos mesmo.
E isso que tá acontecendo hoje com o Brasil não tinha acontecido anteriormente, de você, por questões políticas construir sanções econômicas que podem ser extremamente graves. E ainda tá no começo, né? A consequência disso tudo a gente ainda não viu, não sentiu. Mas pode significar muito desemprego, pode significar perda de— é isso, de salário, de postos de trabalho, de revisão de meios econômicos. E tem uma coisa muito central que tá em disputa, que são as terras raras.
Que é um termo que entrou no meu vocabulário também há pouquíssimo tempo, um ano mais ou menos.
Até outro dia a gente não sabia que terras raras eram. Agora aquelas são rasas, eu quero.
É tipo, é o novo ouro, digamos assim, né? O ciclo das terras raras, o país que mais detém é a China e o segundo é o Brasil. Então é muito central e serve para produzir carro elétrico, equipamento de inteligência artificial, data center, equipamento matéria-prima do futuro, do futuro, tecnologia 4.0.
Não tem, a gente tem em abundância, em abundância.
E os cara quer, querem, querem de qualquer jeito. Ou vocês nos dão, ou vocês nos dão, que é o que eles sempre fizeram com os países latino-americanos. Era com pau Brasil, fizeram com ouro, com açúcar, com os nossos demais produtos agrícolas, que sempre foi a base da economia. E agora são as terras raras. E o Trump, que até com uma uma forma também de disputar com a China, né, que é quem mais detém. Só que lá na China eles têm uma legislação, como sempre assim, de protecionismo bruto mesmo, que eles controlam como, quando e quem são as empresas nacionais que podem fazer a extração, a manufatura, e vai até o final.
Eles extraem e produzem ali o equipamento de última geração. Aqui no Brasil a gente só tem terra rara mesmo, não tem todo o resto do ciclo organizado e protegido legalmente. E é nisso que eles estão de olho. Essa é a primeira coisa. E a segunda é a nossa capacidade energética. O Brasil tem muita água, né? E os data centers estão aí para serem instalados no estado de São Paulo.
Esses data centers, eles fazem muito mal, porque além de gastar bastante água, eles fazem um barulho absurdo para quem mora perto. Ele aumenta a conta de luz, de água de todo mundo.
Eles são um inferno nos Estados Unidos, sem saber, tão nem aí para quem mora no entorno, se tem fauna, se tem flora. Instala, suja a água, produz ruído. E é isso assim, é isso que eles estão vendo na América Latina. E claro, toda a riqueza da Floresta Amazônica também, que para alguns é pasto, Olha só, em vez de ver como preservação, como uma das últimas fontes de equilíbrio no ecossistema mundial, é uma possibilidade de pasto, de soja. Então o Brasil, pelas suas grandes riquezas naturais, vira o alvo desses caras.
Desculpa, só rapidinho, a finalização é sempre essa? É sempre esse interesse econômico? Porque eu fiquei pensando assim, eu ainda tô lá no começo que você falou que esses movimentos movimentos racistas, misóginos, eles acontecem para tirar voto da esquerda. Eu tô nessa que eu fiquei, eu não tinha visto por esse jeito. Então eu vou fazer uma pergunta que talvez seja meio burra. Qual que é a intenção finalizada de fazer isso? Porque você vai ver com a galera da direita, eles vão falar: claro que não, por que que eles fariam isso?
Por que que eles fariam isso? É por causa disso? É por poder político para conseguir fazer o quê com esse poder? Qual Qual que é a intenção final dessa coisa?
É, o poder político e econômico caminham juntos, né? A política está a serviço de uma visão de mundo e de lucro. E para os Estados Unidos, essa quebra assim de hegemonia, porque hoje a China ela tem uma relevância econômica brutal, né? Inclusive as relações com o Brasil, com países da Europa, tem ampliado, até muitas vezes por culpa do próprio Trump, que de alguma forma nos obriga a ter outros mercados e outros parceiros econômicos do ponto de vista internacional.
Ah, então vocês não querem mais comprar os produtos brasileiros? Ora, quem é que vai comprar então os produtos brasileiros? Procura outro público. Mas o Trump, ele não lida com essa lógica de convivência minimamente democrática, que tem muita crise internamente nos Estados Unidos também aumentou a população mais pobre, a população miserável, o desemprego, alta dos preços. E você criar um inimigo externo de novo, né, a mesma coisa ali, é o fascismo mesmo, né?
Você cria um inimigo externo que são os imigrantes que estão vindo aqui, como é que ele disse, vindo aqui roubar os empregos dos americanos de bem, ou as mulheres que estão saidinhas e autônomas demais. Etc., também é uma forma dele ganhar ali uma base social e se fortalecer perante quem o elegeu, de algum modo, né? Então é tudo combinado, mas é econômico. Em última instância, é a grana mesmo que rege o raciocínio desses caras.
No fim do dia é o dinheiro. Oi, pode falar? Ah, tá. Tem um WhatsApp? O Elivelton mandou aqui mensagem, disse Samia, para você, por que a esquerda tem tanta dificuldade de pegar os jovens na internet? Qualquer vídeo do Nicolas bate recorde.
Bom assunto esse. Eu acho que são duas coisas. Sim, a esquerda tem mais dificuldade de lidar com a internet porque ainda não apostou tanto numa renovação política como deveria. Então ainda que tenha novos nomes, ainda é muito dependente de figuras de décadas atrás. E aí, até por uma questão geracional, eles têm mais dificuldade de utilizar e dialogar com os jovens e com as redes. Mas tem uma outra coisa também, que é quem organiza, quem é que tá por trás das redes sociais, né?
O que que o algoritmo favorece, né? A disseminação do conteúdo. Ou seja, Será que não é teoria da conspiração achar que os donos das big techs, que estavam todos enfileirados na posse do Trump, vão ter muito mais interesse em conteúdos que dizem respeito à lógica de mundo que eles têm do que uma lógica de mundo que contesta? Então, por exemplo, o Jones Manoel, que é um influenciador, enfim, muito talentoso, que conseguiu furar a bolha pelo talento de conteúdo e de comunicação que ele tem, tudo mais.
As redes dele sempre são derrubadas assim muito rapidamente, toda uma luta judicial para recuperar. Enquanto você vê o Nicolas Ferreira ou um bando de outras tranqueiras que dizem coisas abomináveis e nunca passaram por esse risco.
Literalmente já espalharam fake news sobre o Pix, por exemplo.
Exatamente, um monte de coisa. Ainda tem, o pessoal ainda tem a cara de pau de falar que eles são que é uma galera antissistema, né?
Super. Eles chamam isso de liberdade de expressão, assim, é bem interessante. É muito doido. E com eles não acontece nada, e o conteúdo deles chega antes. Então tem a ver com aprender a usar as ferramentas, mas tem a ver também com quem está por trás dessas ferramentas e a serviço de quê. Então é uma luta desigual. A gente pode aprender, ter novos quadros, novas lideranças, gente que é ultra comunicativa, esperta, legal, carismática, mas isso ainda vai ser insuficiente porque os meios, né, de comunicação, de produção, são deles.
E financiamento também, né? O maior de conteúdo na internet das pessoas de direita e de esquerda vem, funcionam de lugares diferentes. E aí a galera fica às vezes com essa coisa meio assim, porque, ah, não sei o que esse cara, porque nunca vi. Mas é porque não teve um tráfego pago, ele não tem ali como circular entre as pessoas melhor, né? Acho que vai por aí, porque tem talento, gente. A gente vê, tem gente de esquerda na internet, tem público de esquerda na internet vendo as coisas, e tem as pessoas mais de onde vem o poder, a gente, né, fica vendo isso aí.
Aquele vídeo lá do Nicolas teve mais visão, é o vídeo mais visto da rede social, da história. Que porra é isso? Não pode ser, não é possível. Tem algo acontecendo, tem algo acontecendo.
Vamos agora, Sâmia, para eleições de 2026. Ok, o PSOL vai apoiar o Lula nessa eleição, mas vocês rejeitaram de fazer uma federação com PT. Explica para o pessoal o que seria formar uma federação, o que implicaria isso, por por exemplo, em termos de responsabilidade de acompanhar o PT em todos os governos. E eu sei que vocês têm problemas com o PT no Rio de Janeiro, em Santa Catarina. E assim, eu não sei por Santa Catarina, não sei direito, mas pelo Rio de Janeiro eu acho absolutamente adequado ter problema com o PT no Rio de Janeiro, absolutamente adequado.
Mas eu queria que você falasse, é porque o PSOL tá com o Lula como presidente mas preferiu não fazer essa, essa federação oficial ao partido.
Ah, legal. Essa acho que foi uma das maiores polêmicas da história do PSOL, porque internamente, né, porque ela era extremamente decisiva sobre o futuro mesmo, a existência do partido. Porque uma federação é quando você junta diversos partidos, cada um tem uma certa autonomia financeira e organizativa, mas tem que ter uma coesão política no voto ali diretamente dos parlamentares no Congresso, nas ações políticas e na formação de chapa para as eleições.
Porque hoje tem a chapa do PSOL e a chapa da federação do PT, que envolve PT, PCdoB e PV, que são dois partidos que federaram com o PT. Mas obviamente é só você observar a cena política nacional, o PT tem uma força muito muito maior do que o PCdoB e o PV, que por muitas vezes tem alguma dificuldade de ter uma identidade política própria. Quando forma a chapa, os candidatos do PT são muito mais numerosos do que os dos demais partidos, e por aí vai.
E no voto, algo que é bem importante para um parlamentar, para um partido político que elege uma bancada, bem, teve uma discussão forte internamente. O partido se dividiu, mas 70% foi contrário à de coração. Ok, eu estou entre os que foram contrários. Foi a decisão prioritária porque eu creio que o PSOL cumpre com um papel, todos os partidos cumprem com um papel muito importante, mas acho que a gente tem um papel muito importante que é de ser aquele senso crítico no Congresso Nacional e na política para dizer, olha, isso é dessa linha, não dá para passar.
E eu vou dar alguns exemplos muito assim objetivos. O primeiro, PEC da blindagem. A gente ficou até às da manhã obstruindo, que é ficando ali encontrando saída regimental e no discurso para desgastar o máximo possível o projeto. Que se a coisa é aprovada às 4:30 da manhã, a imprensa vai olhar e falar: 4:30 da manhã tem um motivo, né? Se a coisa é boa, você quer aprovar às 6 da tarde, não às 4:30 da manhã. E aí foi, a gente depois convocou as mobilizações de rua e derrotou.
Orçamento secreto, que eu considero o maior escândalo de corrupção, foi a gente que entrou ali na justiça, no Supremo Tribunal Federal, para dizer: olha, tem um quarto quase do orçamento brasileiro que tá sem transparência, sem rastreamento, e serve para desvio, desvio de verba. Porque nós, pessoas, fariam questão de dizer que foram elas que destinaram a emenda e o recurso para determinado lugar. Vou citar o PL do Estupro, por exemplo, que era aquele projeto de lei 1904 que na prática iria obrigar meninas e mulheres vítimas de estupro, que por lei desde 1940 podem fazer aborto porque não são obrigadas a serem mães dos filhos dos estupradores, e queriam retroceder também nessa legislação.
E foi a gente que foi para luta, foi para rua e conseguiu travar esse projeto. Eu dei esses exemplos, mas tem muitos outros temas e pautas, que você estando numa federação te impede de ter autonomia política. Acho que esse é o termo, independência, autonomia para dizer isso tá errado, isso eu não banco defender, isso eu vou votar conforme a minha consciência e as minhas convicções. Federação é uma coisa, agora tática eleitoral é outra.
Temos aí uma eleição muito difícil que a gente vai brigar com o Flávio Bolsonaro, mas a gente vai brigar na verdade com o Trump por conta do que a gente tava conversando anteriormente, né, que eles estão querendo interferir no nosso processo eleitoral, na nossa política.
Eles vão ter êxito em trazer essas pessoas para supervisar, supervisionar a nossa eleição? Porque assim, a gente não vai lá ver as eleições dos caras, que demora 10 dias para sair resultado.
Êxito na questão de conseguir interferir, né, tipo, que já é um grande problema, né. Não necessariamente, né, na finalidade assim.
Pois é, ter observadores internacionais por si só— eu já fui uma vez uma observadora internacional na eleição da Bolívia, porque isso foi no ano de 2020, porque tinha acabado de passar por um processo de golpe. Seria a primeira eleição pós-golpe, então tava muito tenso. E aí foi um acordo do próprio país de que era necessários observadores internacionais. E ali tinha observador de direita e de esquerda, inclusive, para ver se caso aconteça alguma coisa esquisita, vai ter gente de fora para dizer: olha, realmente tá.
Isso por si só não garante que vai mudar a eleição, que o resultado vai mudar, mas ajuda a criar ali o caldo político da suspeita ou da segurança.
Historicamente, os Estados Unidos mexem em eleições de países. Então a chance que tem desse pessoal não vir só observar observar.
Para mim essa é a questão. Observador, vem assistir o que vocês quiserem. O problema é que não é uma observação, é uma intimidação.
Mas dá para mexer de outro jeito também, né? Tem outras formas de mexer, né?
Não sei, precisar dos carinhas, precisar de estar exatamente ali no meio, né?
E assim, é muito doido essa reclamação de que as urnas eletrônicas não são confiáveis. Mas quem é confiáveis são os Estados Unidos, que fazem isso em todos, vários lugares, né, alterarem a parada.
Sabe o que é curioso da urna eletrônica? Porque ela não é confiável, segundo eles, para presidência. Agora, para eleger deputados, aparentemente ela é. Ou seja, os primeiros votos, confia. Na metade do caminho deu um pane. Não tem o menor cabimento.
É interessante isso, porque é onde eles falam que importa de verdade. Esse é o argumento, né, que aqui a gente pode deixar até para lá um pouco para galera achar que é real. Mas aqui é onde as cabeças que importa de verdade.
E é uma grande teoria da conspiração que tem gente que, que banca ainda, né, essa linha. Mas eu não acho que eles vão conseguir acabar com o processo eleitoral brasileiro, mas eu acho que eles vão tentar. Essa é a minha resposta para você. E por isso também que a gente nem cogitou assim ter um outro candidato nesse processo eleitoral, porque a gente teria críticas a fazer, demarcações e diferenças. Mas honestamente, num contexto—
hoje não dá para brincar—
é um contexto de ameaça de golpe, tem coisas que a gente consegue discutir de outra forma, em outro momento, ou através das nossas campanhas de deputados também. Sim, sim, porque tá bom, ai, porque o Lula ou Haddad não vai defender tudo aquilo que eu queria, então vamos colocar os nossos parlamentares e candidatos parlamentares para que defendam.
Tem como você, né, entrando numa questão, eu sei que você não é o PSOL, mas aqui na sala você é do PSOL, é a pessoa no fim do dia para não falar necessariamente pelo partido, mas ser alguém do partido para poder colocar o peso nessa história. A Erika Hilton, ela fez uma acusação ao pessoal de descumprir um acordo com ela e privilegiar candidaturas brancas com dinheiro. E foi, foi justamente depois do momento aonde a gente começou a ver um pouco de êxito no 6 por 1, e ela foi muito importante nisso.
E ela foi altamente crítica sobre sobre o partido, colocando que— eu vou citar aqui as palavras dela. Ela diz que hoje Juliana Medeiros, em sua primeira candidatura, teria exatamente a mesma prioridade que eu, Manuela Dávila. Que eu— perdão, não, pera aí, que eu— exatamente, deixa eu reler, deixa eu reler. Pontoação tá ruim.
Que coisa absurda.
Hoje Juliana Medeiros, em sua primeira candidatura, teria exatamente a mesma prioridade que eu, ponto final. Manuela Dávila, que acabou de chegar ao partido, tem previsão de receber mais que em dobro. Respeito a trajetória deles e adoraria vê-los eleitos, mas isso é o privilégio branco e cis sobrepondo tudo, os acordos feitos conosco, cálculos eleitorais sérios. A inteligência política passou longe. O PSOL simplesmente desmontou a sua política nacional de inclusão que garantia repasses nacionais justos, com ajustes por gênero, raça e para pessoas com deficiência.
Como você interpretou essa declaração dela, você vê verdade nisso? Você vê contradição na missão do partido? E como você interpretou ela ter levado isso a público? As duas são duas, uma pergunta em duas partes.
Perfeito. Bom, a Erika Hilton, ela é uma parlamentar muito importante para o Brasil e também para o PSOL. Como você disse, ela foi fundamental para principal pauta dos trabalhadores dos últimos 40 anos, que é o fim da escala 6 por 1. Fora as demais temáticas que ela toca com maestria. E ela tem uma característica que tem a ver com o ponto anterior que a gente conversava, que essa capacidade de comunicação, de diálogo, de redes, de furar bolha.
Então ela é um talento. E com certeza, não dá para prever exatamente quanto, mas com certeza ela vai ter muitos votos nessa eleição, até por merecimento. As pessoas viram, acompanharam e vão votar nela. Mas eu não acho, e aí eu discordo do que ela disse, eu não acho que por causa disso ela teria que estourar o teto de financiamento, que é o que ela propõe. Porque a legislação determina que o máximo que cada candidato a deputado pode ter de investimento é de R$3 milhões.
Ok. E ela vai ter um valor que é quase o teto. Ela vai ter, se eu não me engano, 2,3 milhões, que é bastante dinheiro. É bastante dinheiro, 2,3 milhões. Eu já fiz eleição, claro, em outro patamar, era um outro partido, com número muito menor de votos, óbvio. Para vereadora, minha primeira eleição em 2016, eu gastei tipo R$30 mil. E foi ali de vaquinha, de financiamento, enfim, de qualquer jeito que a gente conseguia, com colaboração e solidariedade de professores, amigos, etc.
Na minha segunda já tive acesso a fundo eleitoral, sim, como deputada federal. E aí ele era cerca de R$100 mil, se eu não me engano, de fundo. E esse valor ele foi crescendo exponencialmente, porque o fundão eleitoral, que é aquele que a gente sempre vota contra e critica porque é um valor muito exorbitante para girar a máquina das eleições, se eu não me engano hoje total tá cerca de R$5 bilhões de reais só para movimentar a máquina eleitoral.
O fundão, ele é desigual entre os partidos. Tem partido que recebe muita grana e tem partido que recebe menos, mas ainda é bastante dinheiro, e é bastante dinheiro público. E o que eu quero dizer é o seguinte: a quantidade de recursos que você ganha não determina se você vai ganhar a eleição ou não, porque tem gente que recebe rios de dinheiro e mesmo assim não consegue se eleger. Eu costumo brincar, se a Érica receber zero, ela vai se eleger.
É claro que eu não quero que ela receba zero, é um modo de dizer, porque o voto dela é um voto barato, entendeu? Porque é só ela dizer, gente, eu sou candidata, e tá eleita. Então não é esse o critério que determina se a pessoa vai ser eleita ou não. E segundo, ela vai receber mais recursos que todos os outros candidatos.
Então o ponto dela é equivocado, é equivocado, e levar isso para público Eu sou sempre favorável que o debate seja o mais público e transparente possível.
Eu já levei polêmicas internas do PSOL para fora em muitos momentos. O tema da federação, por exemplo, gravei vídeo, dei entrevista na imprensa, defendi a minha posição. Mas é a primeira vez que eu vejo uma polêmica sobre recursos eleitorais. Isso nunca tinha acontecido na história do partido. Eu acho que foi uma decisão dela para tentar esticar a corda. Quando a gente faz isso é porque a gente quer desgarçar, que é que a crise polêmica ninguém é criança, né?
Todo mundo sabe o que tá fazendo. Mas eu acho que é um equívoco você trazer esse tipo de discussão. Mas tem uma coisa de fundo aí, eu queria ser bem franca aqui com vocês e com quem tá nos assistindo. O grupo político dela, que é o grupo que defendeu a federação com o PT e perdeu essa discussão interna, estuda e muito provavelmente vai sair do do PSOL pós o processo eleitoral, o que eu considero uma pena, porque eu acho que é um erro, um equívoco achar que o papel do PSOL não existe mais na atual conjuntura.
Claro que a gente precisa ter um esforço de fazer mais unidade com o PT e com os outros partidos de esquerda, e mesmo de centro-esquerda, ou a depender do contexto até com os liberais, eu diria. Porém, isso não significa que o PSOL é menos importante. Eu acho que o PSOL tem a sua importância, talvez ainda maior, num contexto como esse, que é para defender temas e pautas e um método político que os outros partidos não defendem.
Então, sendo assim transparente, não é só o fundo eleitoral a discussão ali. A discussão é outra, é sair do PSOL. E quando você sai, esse movimento de ruptura, óbvio, você quer deixar um rastro para trás, né? Você não quer sair em silêncio. Silêncio. Você cria ali um clima de desconfiança, um desgaste com o partido. E eu acho que vai ser, eu acho um erro eles saírem, um erro inclusive para eles.
Última pergunta antes da gente partir, Samia. O Eduardo Bolsonaro, ele recebeu salários sem estar atuando como deputado federal enquanto ele já tava nos Estados Unidos. E pelo que eu entendi, você tá indo atrás dinheiro. Você vai atrás desse dinheiro pra gente? Pois é, porque obrigado, obrigado.
Não, porque ele foi condenado, a justiça considera um foragido atuando contra o Brasil, não trabalhou esse tempo todo, mas ele recebeu, os assessores dele receberam, ele gastou verba de gabinete, que é aquela de gasolina, passagem, enfim, coisas que você tipo lá fora tudo.
Acho que não pode fazer, não pode fazer isso.
Ele alega que foi a equipe dele que gastou aqui no Brasil, mas eu lhe pergunto, fazendo o quê se ele mesmo tá lá fora? Então a gente quer esse dinheiro de volta para os cofres públicos, cara. Claro, já que ele tá condenado, é uma prova cabal de que ele é um cretino e que tava utilizando os nossos recursos públicos.
Devolve o nosso cash, vai atrás, vai atrás do nosso dinheiro, Samia, pelo amor de Deus, vai atrás do nosso dinheiro. Samia, muito obrigado pela presença aqui na programação.
Eu quero também.
Obrigado, foi muito legal poder conversar com você. Espero que o pessoal tenha compreendido um pouco melhor aqui das ideias que a gente trouxe hoje. Agradecer meu mano Caricas e inteira produção aqui pelo trabalho da semana.
Um adendo aqui rapidinho, pode falar, é para quem duvidou dos 300 likes, chegamos nos 500 likes.
Ah, maravilha, sensacional, muito obrigado! Obrigado, vai largando o like aí, deixa comentário você que for ver no VOD depois. Agradecer também meu mano Robert Kiefer, mais uma semana aqui comigo.
Eu que agradeço, querido, obrigado. E é tudo certo, é tudo nosso sempre.
E a nossa convidada Sâmia Bonfim, recados finais, querida.
Gente, só quero agradecer, adorei, passou super rápido, falamos de diversas coisas. Espero que vocês tenham gostado, muito obrigado.
Obrigado por ter vindo, viu? Obrigado por confiar que aqui é um lugar que não é É horrível, horrível.
Sabe onde é que é? É onde eu trabalho lá em Brasília. Aquilo é horrível.
Nossa, barra tá baixa assim, Kífer. Pior que tá mesmo. Até terça-feira, pessoal.