LORD VINHETEIRO AVALIA A CULTURA ANGOLANA, CHINESA E BRASILEIRA | #3CONTINENTES #130
O que acontece quando você coloca o Lord Vinheteiro para avaliar a cultura do Brasil, da China e de Angola? No episódio de hoje do #3CONTINENTES vamos ver se o príncipe da burguesia tem coragem de expressar o que pensa sobre Angola e China. E aí, será que existe algo no Brasil que ele realmente aprova?Siga no Instagram:
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Mas já temos uma metade do ano. Nunca vi um vinheteiro elogiando nada brasileiro.
Não, bonita menina, bonita.
Não é sobre bonito, a gente não está falando da beleza.
Não, mas eu tô vendo a porra do artista cantando, eu tô vendo.
Você tá ouvindo?
Ouvindo eu não vou ouvir essa merda aí com arma na cabeça.
Então vou pedir para você fechar o olho e a gente vai colocar a música de Sandy e Júnior sem você avaliar o figurino. De olho fechado.
É fãs, é fãs. Nossa, mas o Maurício tá se achando doido.
Não, tava resolvendo um problema de saúde, mano, da minha BISA.
Que isso?
Você tem BISA?
Só para vocês ficarem inteiros, quando fala de saúde vocês respeitam.
Maurício, o Batista ficou bravo com você, tá?
Por quê?
Nos bastidores, porque ele vê que você cada episódio você fala que você é uma coisa.
Como assim?
No dia que Yasmin tava aqui você falou que era árabe. É mesmo? Na semana passada você falou que é judeu.
Ele foi Deixa eu explicar.
Ela é duas caras.
O Batista ficou chateado.
Ai, só essa historinha.
O Batista não tem motivo pra ficar chateado com a genética. Você não pode ficar chateado com a genética. Você pode ficar chateado com opiniões.
O cara bagunçou.
Você não pode ficar opinando. O céu é azul, estou chateado. Esse é o brasileiro. O brasileiro médio, que o qual você está virando, fica chateado com as coisas que são óbvias. Você reclama de uma coisa que é óbvia, o brasileiro: não é pra eu reclamar. Mas é óbvio.
Eu não fiquei chateado porque você trouxe um laudo científico.
Eu trouxe um laudo científico.
Não, tudo bem, tem o laudo.
Você não pode ficar chateado com um laudo.
Mas vai mudar o quê na tua vida aí?
Imagina o médico, você tem diabetes.
Esse médico é um cuzô!
Não, isso muda o quê?
Não muda nada, mas é um assunto. O que que muda na minha vida saber que você tá querendo comer a menina lá que você me falou?
Quem? Que menina, meu?
Vamos voltar no Maurício Judeu, é melhor.
Vamos voltar, vamos voltar. Eu não acho graça, eu não acho graça. Voltei. Eu fiz um exame de DNA. Sabe aqueles DNA que você põe um cotonete?
DNA que põe um cotonete?
Pôr cotonete?
Pôr cotonete na boca e sair?
Isso aí é teste de COVID.
COVID é no nariz. Você descobre quem é você. É um teste. Quem é os meus antepassados? E saiu. Você quer que eu fale o meu laudo?
Quero, quero.
Meu laudo é o seguinte. Meu laudo é...
Ele foi atrás disso.
Eu sou 30% italiano, consequentemente 70% feio.
Provavelmente você sabia já que você é 30% italiano.
Não, eu descobri que eu era 30% italiano.
Não, você não sabe até o teu avô quem era?
Não sabia que era 30%, achei que era uns 2%. 30% é muito, é muita coisa, italiano. Por isso que eu falo com as mãos, já pode. E ele fala com as mãos mesmo, por isso que eu falo com as mãos. Eu tenho uma tese daqui da Itália. E aí veio o negócio, veio 30% judeu. Ah, mas judeu é religião, mas também é geografia, segundo a análise, né? Assim que eu descobri que eu era judeu, na hora já pediu dinheiro de volta do teste que eu fiz.
E os outros 25% árabe. Então eu sou árabe e judeu, eu sou uma faixa de Eu sou um conflito interno de árabes e judeus que ficam se conflitando. O que é muito curioso, porque eu sou a paz do mundo, se você parar pra pensar.
Você é o novo Messias.
Porque judeus e árabes estavam brigando e os meus parentes estavam transando pra eu nascer. Na faixa de Gaza, metendo a pica um no outro.
Esses testes às vezes eles são fáceis.
Mas aí eu sei.
Mas é pra tiradeira de otário.
Não, mas o Maurício foi num bom laboratório.
Eu fui num bom laboratório. Não foi na Fritecs que eu abri e fiz o teste.
Ele foi no Lavoisier.
Não, que Lavoisier? Eu fiz o teste em Genebra, se eu não me engano.
Em Genebra?
Mandei o cotonete pro endereço que não está nos Correios Brasileiros, lá do outro lado do mundo.
Não, não, não.
Aí você confia.
Era brasileiro o teste?
Não, fora do Brasil.
Que país?
Acho que é Estados Unidos.
Genebra?
Foi Genebra e foi de DHL, aí o Emílio me contou.
Não era na Bolívia, não?
Não, deve ser na Tailândia.
Tailândia também é fezes.
Insider, roupa... De qualidade. Não importa se você é chinês, se você é angolano, francês, brasileiro, ou se você é o vinheteiro que não gosta de nada. Porém, a Insider, eu sei que ele gosta.
E dá mais uma aí, vai. Eu tô precisando de cueca, tá vendo? Para com mesquinharia aí. Eu quero pelo menos umas 3 cuecas.
A gente vai dar cueca da Insider para o vinheteiro. Ou seja, se o vinheteiro quer mais uma, significa que a Insider é um produto brasileiro de qualidade, roupa com tecnologia que não deixa cheiro, ela desamassa no seu corpo e ela tem a cueca que abraça a bola lindalinha feminina, obviamente, que todo mundo aqui conhece, com o nosso cupom de desconto do Axios. Aproveitando que Vinheteiro tá aqui, eu quero saber o que que é bom de cada país. Bolívia, o que que é bom de Bolívia?
Nada. Bolívia, nada é bom. Não, tem uma coisa boa na Bolívia, Tem o Lago Titicaca, tem o sapinho do Lago Titicaca, que ele é muito interessante.
O que que é bom na Argentina?
Na Argentina? É América do Sul? É. Então não tem nada bom.
Tá bom.
Mas vamos, vamos, vamos, hoje eu tô bonzinho, eu vou arrumar uma coisa boa pra Argentina. Tem o... Dizem que o churrasco lá... Alfajor, é.
O churrasco deles é inteirão.
Mas a Argentina é um país de fezes, pra deixar bem claro.
Suíça.
A Suíça, tudo é bom. Tudo.
O que é fezes na Suíça?
Acho que nada.
Não, fezes é o quê? Você não tem dinheiro pra chegar até lá.
Isso é fezes. E o que era fezes na— lembrei uma coisa. Fezes é o preço dos chocolates artesanais.
Não, de tudo.
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Ah, 50 francos suíços, 100 reais.
Agora o bicho vai pegar. O que que é fezes na China, vinheteiro?
Nada.
Não, puta, puxa saco, velho.
Eu adoro a China.
Você quer viralizar num programa deles lá, puxa saco.
Eu gosto da China.
Você fale na cara dele.
O que que é fezes na China, mano? Não tem nada.
Eu não sei porque que ele saiu de lá. Você fez um péssimo negócio. Eu queria ir para lá.
Não, mas tem alguma coisa. Você foi para lá, você foi tocar o pianinho lá, tem alguma coisa que é fezes.
Posso, me dá um tempo para pensar? A comida eu gostava.
Os bairros lá, os bairros, ambiente era bom.
A língua, bandido não tem, não tem, não existe bandido, não tem barulho, não tem.
É o Paraíso, a China é o Paraíso.
Ah, não, não, não, não.
E outra, outra detalhe lá, as ruas São limpas, não tem sujeira, não tem sujeira, não tem lixo na rua.
As mulheres chinesas, você gostou?
Que belíssima paisagem!
Como é que isso daqui pode ser bonito?
Não, mas aí é uma favela chinesa.
Então pronto, então não tem, não tem.
Ó, isso é mito, tá? Não existe isso.
Paulão, lá tem pessoas que estão—
isso aí é IA, é IA.
Não tem nada fez na China?
Não. Eu tô tentando procurar alguma, alguma, sério, eu tô tentando procurar algo ruim, eu não vejo. Então vamos lá, emprego é bom, morar, mora de graça.
É a única coisa que eu sinto o chinês que pode falar que é ruim da China, vamos supor, a concorrência. Tipo, o chinês que trabalha lá, ele, porque ele não conseguiu trabalhar lá, é porque a concorrência de lá é muito forte. Hoje, vamos, eu fabrico uma caneca. Se essa caneca começa a vender muito, amanhã vai ter 10 mil pessoas fabricando a mesma coisa.
Será que lá na China pirataria é normal?
Pirataria?
É.
Não é normal, é proibido.
E esse material que você disse—
A pirataria deles é normal fora da China.
É isso que eu queria saber, porque nós vemos muita coisa chinesa, muita coisa.
Você fala pirataria?
É.
Não tem pirataria. Como não tem? Existe, ó, que nem eu falei, eu vou explicar novamente. Produtos, ele tem uma certa quantidade, acompanha com preço que você deseja pagar. Então, se você queria uma coisa de má qualidade, mas seja dessa marca, você vai pagar mais barato. Se você quisesse um produto com alta qualidade, você paga mais caro. Mas todos os produtos é importado da China, isso é de fato.
Eu pergunto isso porque na minha cabeça eu acho que, sei lá, o pessoal da Nike não tá ligado que existe uma Nike na China, talvez.
Nike, Nike é a mesma coisa. Não é, é só o sotaque, o modo de escrever que eles fazem.
Dá pena.
O Mickey, por que você não fala o Mickey? Vai, fala assim assim: Adidas e a Bibas.
É Adidas e a Bibas também tem.
Eu acho que tá certo porque essas marcas aí, Nike, Vende tudo caro pra caralho, aquela Hermès, uma bolsa da Hermès é cara pra cacete! Tem que fazer, a mulher louca por comprar essa Hermès, é isso aí, tem que fabricar mesmo as coisas chinesas e espalhar pra todo lugar.
O rabo preso com o governo chinês, ele tá, meu, ele tá começando a perder o público chinês. Você é Ruanê da China, você mama na Ruanê da China assim, cara, você mama na lei Ruaney, vocês têm que entender uma coisa de Ruaney: se a China fica te bancando pra você ficar tocando pianinho lá, você é uma funkeira lá pra China! Você é tipo as MCs que você critica aqui, é você na China! Todo mundo quando você chega lá fala: Fezes! Você é a fezes do governo chinês!
Você é a fezes do entretenimento chinês! Você é bancado e mama na lei chinesa. Você sabe que o que eu estou falando é uma verdade.
Se a China tem mais ou menos o mesmo tamanho do Brasil, acho que um pouquinho maior, e lá o salário mínimo é... R$4.000. R$4.000. E aqui é R$1.300?
R$1.500, acho que R$1.500.
A China já é muito melhor do que o Brasil! Fim de papo!
Você é o Caetano Veloso da China! Você é o Caetano Veloso da China!
Coloca os Estados Unidos e a China, vamos fazer uma comparação. Ah, o que a China perde pros Estados Unidos?
Nada. A questão não é essa, tudo bem, você tem o seu direito. A minha questão é esse daqui, que reclama da verba pública indo pro bolso do artista, mas você é um grande sertanejo que vai no interior tocar o seu sertanejo pra uma praça que precisa de ajuda. Você está fodendo o erário chinês pro seu benefício próprio.
Pior de tudo, né, falsificando a música de grandes artistas europeus.
E aí você vai pra lá, você vai pra China tocar música dos Simpsons, que nem sua é. É isso que eu queria dizer. Eu precisava falar um pouco, alguém precisava falar, porque eu tô muito leve agora. Alguém precisava falar, alguém precisava botar você na parede, porque você fica lá falando mal de todo mundo aqui do Brasil, mas você é quem você critica na China. Você é um mamador da Lei Rouanet chinesa, tá certo? Bom, então vamos avaliar, deixando claro uma coisa que é importante. Chinês, qual o nome da sua esposa? Fala olhando para ele.
Minha esposa, Lulu.
Você sabe o que é Lulu no Brasil?
Lulu é lua, né?
Lulu em português é o— significa o orifício circular corrugado rugoso localizado na parte inferolombar da região glútea.
Entendi.
Você nunca ouviu esse termo?
Eu tô escutando agora, mas o Lulu já existe um nome por muito tempo já. Então vamos entender que assim, esse termo foi criado após ter o nome Lulu, porque eu acredito que primeira coisa, tipo assim, existe lá uma Luana, primeiro vai aparecer uma pessoa, primeira aparecer uma pessoa, mas chama Luana. Aí ela cria uma história assim, a Lulu pode ser utilizado, pode aplicado em algum órgão do ser humano. Então essas palavras vai ter que existir posteriormente do ser humano existir.
Então pode ser que você mesmo aplicou essa informação em cima de uma coisa que não existe, mas de fato que o Lulu seja um nome do ser humano. Não, meu, não existe, não existe.
Ó, tem que existir o português mais antigo.
Não, tem que existir o ser humano primeiro, aí depois vai ter a palavra, certo?
Sim.
E o ser humano que foi nascido primeiro chama o quê?
Lulu. O que que você acha de Angola? O que que ele fez em Angola?
Eu gosto de Angola. Eu gosto de Angola.
É um covarde.
A gente tá discutindo.
Ele é lá no meu, que isso, pô, pior que, pô, pior que, é, é, eu gosto muito do Angola.
Pois 5 segundos do vinheteiro ao lado do Caetano Veloso, ele tá cantando todas as músicas, todas as músicas, ele tá cantando Às vezes no silêncio, ele canta essa música.
Eu gosto tanto de Angola, você quer que eu fale coisas boas?
Você falou que não tem nada a fezes na China.
Nada.
Em Angola?
Também não. Não, o que eu conheço de Angola, o que é que você conhece mesmo? Eu conheço as galinhas da Angola. Sim, e eu gosto das galinhas de Angola. Lógico que eu gosto, as galinhas mais saborosas do mundo. E elas costumam ser usadas como aves exóticas.
Carne dela é muito rígida, a carne dela.
Que mais você conhece de Angola?
Eu conheço as macutas. Macutas, você conhece as macutas?
Mas isso, isso você pesquisa?
Não, eu tenho uma macuta em casa, tem uma meia macuta.
Mas quem te deu?
Eu comprei em Portugal.
Então é falso.
Mas aqui no Brasil tem algumas macutas. Macuta era o sistema monetário da época, da moeda de Angola. Hoje eu não sei qual é.
Não, não, vou ser sincero também, ninguém fala macuta lá.
Mas tudo bem. Ninguém fala macuta? Então, não, é moeda antiga.
Mas você gosta da moeda?
No Brasil chegou a— eu gosto de numismática.
Ok.
No Brasil chegou a circular algumas macutas.
Você gosta da macuta?
Gosto.
E do cruzado?
Não, cruzado é fezes. Cruzeiro é fezes, o Cruzeiro Novo é fezes.
Galinha de Angola?
Bom, galinha caipira brasileira, fezes.
Entendi, entendi.
Miojo sabor galinha caipira, fezes. Se for um miojo japonês, aí é mais gostoso.
Mostra pra gente então um pouco da cultura angolana e um pouco da cultura chinesa pro vinheteiro.
Separou por tópicos. Primeiro é cartão postal.
Cartão postal de Angola, você vai falar o que que você acha.
Luanda, se é fezes ou se não é fezes. Luanda, desculpa a ignorância, tem mar em Luanda?
Tem, tem.
Aí, ó, cidade costeira.
Essa é a capital de Angola. Bonito, você gostou?
Limpinha, os prédios bonito.
O que que você acha melhor, Luanda ou a capital do Brasil, que é Brasília?
Luanda, sem dúvida alguma, é melhor. Eu não tenho dúvida alguma.
Ok, próximo.
Vamos para agora cartão postal da China.
Cartão postal da China, o que que você acha?
Você prefere Olha o Templo do Sol ali.
Caralho, é chinês. Bonito, tá, Paulo?
Templo do Céu. Não, Templo do Céu, esqueci.
Acho que esse é Xangai.
Muito bom.
Xangai é tão incrível que tem um governador só pra cidade.
Você queria isso pra São Paulo?
Queria, queria.
Próximo, próximo. O que que é o próximo item? Ó, isso daí é a queda de Calandula. O que que você acha?
Calandula.
O que você acha dessa queda de água?
Espetacular.
E o que que você acha de Foz do Iguaçu?
Foz do Iguaçu também é maravilhoso, gosto muito. Foz do Iguaçu, como eu já fui diversas vezes no Parque Nacional do Iguaçu.
Então não é fezes, Foz do Iguaçu.
Mas o lado da Argentina é melhor.
Tá bom.
As quedas d'água são mais bonitas.
Tá bom.
Próxima aqui é a Muralha da China. O que que você acha?
Qual que é a história dessa muralha aí, ô Paulo? Você sabe?
Sim, é tipo essa história que foi criado a primeiro rei da China é para os caras não invadir a China, entendeu?
Quer que eu explico? Eles não queriam que os mongoloides atravessassem e entrassem na China. Aí eles fizeram os mongoloides lá no ano, não é primeiro rei.
Que criou isso.
Então não era, não existe assim.
Primeira coisa, antigamente a China era separado em vários países pequenos, e o primeiro rei ele unificou a China, aí falou que agora a China virou Qin, Qin Guo. E ele disse que a gente precisa construir essa muralha pra defender as pessoas de fora invadirem.
Os bárbaros. Os povos bárbaros.
E onde é que tá os mongoloides?
Que eram os mongoloides. Mongóis. Mongóis. Mesma coisa.
Comida chinesa.
Pato Pequim.
É caldo isso?
Pato Pequim.
O que que você acha do pato?
Pato não é assim.
Pato o quê?
Pato Pequim.
O pato laqueado.
É, o pato, não, agora eu vou falar a verdade. Eu, quando eu vou lá na China, eu como pato, mas eu não— ó, esse aí tá muito bem feitinho, tá com uma camada caramelizada.
Com certeza tá boa essa aqui, ó. Você tem que comer num restaurante certo. Eu já fui no Pequim, num restaurante. Nossa, é muito gostoso, é maravilhoso!
E pato no Brasil?
Somos nós, né? Nós somos patos.
Próximo aí do— vamos lá, Angola.
Esse aí é um dos pratos favoritos do Maurício, que é o funge.
Ai, caralho, saudade do funge, meu!
O que que é funge?
É nossa comida típica, é feita com fubá.
Eu achei que isso aí era mandioquinha.
É também.
O que que você achou do prato angolano?
Caralho, bom! Eu gosto de purê de mandioquinha, mas é mais firme.
Não, eu acho que esse não cozinhou bem, né?
Não fica—
é, não cozinhou bem assim, não compara.
Parece por esse daí.
Tem que ser aquele durinho que consegue pegar com a mão, bater.
Mais para uma polenta, é uma delícia.
Você gosta da polenta brasileira?
Não, eu gosto da italiana.
O que que você consome de comida fora que vocês fazem? Porque eu sei que você tem 10 cozinheiras.
Qualquer importada, comida a gente só compra ingredientes.
Mas assim, quando você sai para o shopping Iguatemi que você gosta, você almoça ou janta onde? Qual que é o lugar que você come?
Eu não gosto de comer fora de casa Porque é caro, a higiene, sempre duvido. O Brasil é uma Índia, é mais ou menos igual a Índia. Você já viu aqueles vídeos de comida indiana? É que vocês vão, pô, você tá lá na 25 de Março, qual a diferença da 25 de Março da Índia?
Nenhuma, nenhuma.
Que é isso, depende do lugar de trabalho, que é só alimentação.
Alimentação, você que é o príncipe da burguesia, ela é feita como? Como é que é? Você tem uma lista de compras que você dá para suas cozinheiras?
Só ingredientes importados. Ok, não é caro a sua alimentação? Não, é caro, né?
Não tem nada brasileiro que você compra? Não tem um ingrediente brasileiro?
Um ingrediente brasileiro que eu gosto?
Salsinha.
Ah, tem um que eu gosto muito: coentro. Coentro. O resto, tudo é de fora.
Turquia, tem...
Não, eu que planto.
Mas onde você compra? Mas você planta no Brasil, então é brasileiro.
Não, eu planto no vaso.
Mas o vaso é de onde?
O Brasil lá não tem.
Mas a terra é de onde?
Terra importada.
Da onde que é a terra? Eu quero saber de onde você importa a terra.
A terra eu trouxe do Paraguai. Entendi, entendi.
Deixa eu tentar entender, vamos lá. O sal. Sal, você pega da onde?
Sal do Himalaia.
Sal do Himalaia.
Açúcar? O açúcar é de Cuba. De Cuba?
Você não pega outro que é brasileiro?
Não. Quando não tem Cuba, que Cuba às vezes é difícil, às vezes a gente pega da Colômbia.
Ovo?
Ovo é difícil você importar ovo porque quebra no caminho. Você não pega ovo brasileiro?
Não, ovo eu pego da Argentina, de Puerto Iguazú.
Você não tem parceria com Angola? Não tem aquele, aquele galinha da Angola? Você pode pegar esse ovo.
Você importa ovo?
Importo, importo. Não, porque não tem salmonela. Os ovos do Brasil tem salmonela.
Macarrão, macarrão não tem como ser. Você pega aqui do Brasil?
Não, macarrão pego italiano para pegar melhor.
Água, água, filtro brasileiro?
Água eu tomo a Fiji. Água Fiji, ela vem lá da Ela vem do aquífero lá de...
Por isso você não bebeu a água até agora.
Oceania, as Fiji, pô, se chama Fiji, da Oceania. Melanesia, ela vem da Melanesia.
Mas por que você não mora fora então?
Hã?
Por que você não mora fora, já que você não gosta de nada do Brasil?
Porque eu prefiro estar no Brasil numa classe mais alta, do que ir pra Europa e ser um cara comum. É melhor você ficar aqui.
E também que outra coisa, é difícil de aprender outro idioma.
É poliglota ele.
Quais línguas você fala, Vinheteiro?
Só brasileiro.
Tem mais coisa da cultura? Vamos ver um pouquinho de cinema angolano e chinês.
Acha que eles podem me trair?
Acho que o sumo herdeiro deve continuar dos umbigos dos outros brasileiros.
Não estou— pera aí, pode dar uma pausa, por favor? Não estou gostando da língua portuguesa, não gosto. Eu acho que vocês tinham que estar falando as línguas nativas. Não, mas não tem línguas nativas.
A língua oficial do país inteiro é português.
Não, não, não, mas não tem a língua lá do—
não tem língua, tem as línguas nativas, mas quem fale essa língua nativa não é todo mundo que fala.
Então já é um defeito do filme, tá?
Não, aqui, aqui, aqui os filmes tem que colocar Tupi, aquele que faz só de— é, a resposta é que eu tenho que assistir filme em Tupi.
Pera aí que o Vinteiro tá tentando entender a história.
Eu?
Sim, é o Rio Zambezi, aquele.
Nosso pai teria escolhido a ti para esta missão.
Você ia gostar desse filme, Vinteiro?
Ia, ia. Então tem que ver, não adianta você pegar um trecho assim, tá bonito, tá bonito, ó, Rio Zambezi. Filme brasileiro, tem a perca.
Filme brasileiro nenhum.
O Bye Bye Brasil.
Ok, ok, já vamos ver, vamos ver o chinês. Que que você acha lá? Que que você acha do filme chinês? Quero sua opinião.
O cara tá lutando na água.
Eu achei que ia pegar em mim aquela bola.
É americano esse filme.
É, esse filme tá em inglês.
É, esse filme é americano.
Não é? Acho que é filme chinês.
Não é chinês, eles contrataram americano pra fazer a guerra.
Ah, chinês.
Agora eu gostei. Eu não consumo filme de ação há mais de 30 anos.
Não, que filme? Ah, não é possível isso, meu.
Parece bom, parece que eu assistiria inteiro assim. O de Angola tava bom.
Não, de Angola eu também gosto.
Gostei. É natureza. Eu admiro a natureza.
Você gosta de filmes comédia, drama, suspense?
Eu odeio. Eu gosto de drama, história em si.
Por exemplo, você mostrou aqui, ele viu um filme aqui angolano. Fezes ou não é fezes?
Não é fezes.
O filme chinês, fezes ou não é fezes?
Não é fezes.
Agente Secreto.
Fezes por aí, senhor. E eu não vi, hein? Deixar claro que eu não vi. Por quê? Porque eu não preciso ver. O que que acontece? Então ela fala que é preconceito. Eu já sei que não é de ninguém.
Então vamos ver o trailer de Agente Secreto.
Então, ó, mas já tem um erro. Pausa. Esse Fusca aí nitidamente é um Fusca de coleção, todo bonitinho e limpinho. Eu, nos anos 80 que eu vivi, eu só vi Fusca tudo ferrado, com cheiro de Fusca.
É que o filme acontece nos anos 70, Fusca era novo.
Então, não, o Fusca é de 1939, não é tão novo assim.
Eu entendi o ponto do Vini, ele tá criticando que na verdade tá muito limpo pra ser verdade.
Já é o nariz daquela mulher ali, também não gostei.
Por que, pausa, pausa, por que que você não gostou do nariz da mulher?
O nariz dela tinha uma curvatura de psitarcídio.
Não, mas peraí, mas é o corpo da mulher, você não pode não gostar.
Não gostei de ver, não gostei, era essa senhora aí?
Era essa.
Não gostei do nariz dela.
Mas você não gostei, você moralizou.
Eu não tenho direito de não gostar do nariz de alguém?
Mas por que que você não gostou do nariz de um angolano e de um chinês?
Eu gostei do nariz dele e do chinês, eu gosto.
Beleza, continua.
Vamos ver.
Olha, seja bem-vindo aqui no nosso prédio. Pode dar uma pausa, por favor? Pode dar uma pausa. Só aquele texto, eu nem entendi o que a mulher falou. Ah, não sei o quê, é nosso prédio. Tá falso, tá falso. Parecia que eu tava vendo uma novela da Globo. Se eu quero ver uma novela, eu não vou no cinema.
Como é que seria? Como é que seria? Tenta atuar aqui para tentar fazer o que ela fez.
Não, eu não sou ator, eu não sei como é que é.
Ele é só um consumidor.
Olha lá, outro veículo todo limpinho.
Não existe caminho caminhonete limpa.
Caminhonete, a caminhonete do Ferrante, ela tem casca de cebola, pedaço de tomate.
Isso te incomoda? Você já tiraria o vídeo? Você tiraria?
Já me incomodou.
Agora que você viu o trailer, para tirar o preconceito que você tem de ver coisas, avalia a coisa que você não assistiu. Agora assistindo, queria sua opinião.
Agora eu assisti, eu tenho certeza que é fezes, certeza absoluta. Porque já não fala o que mais, mas o que mais me irritou no filme, o que mais me irritou, beleza, os carros estavam bonitinho demais, até não irrita tanto. Agora aqueles textos, aquelas, os artistas sempre falando com aquela mesma articulação, falando sério, fica chato, mas não te incomodou?
A gente viu um filme chinês que um cara deu um tiro embaixo da água. Isso, isso para você foi ok?
Foi ok, é lúdico. China é lúdico. Não, eu tô falando sério, ó, tá bonito, ó.
Não, ele tá lutando na água, isso não existe.
Isso daqui para você, né?
Que kung fu chinês, entendeu?
Não, a gente secreta, eu não sei do que que se trata, mas é uma história real.
De que que se trata?
Da época da Ditadura militar.
Todo filme nacional... Eu não vivi a ditadura, quero que se foda a ditadura.
Que isso?
Todo filme nacional: Ai, a ditadura! Ai, a ditadura! Eu não sei o que é isso aí.
Tá passando do limite. Que absurdo. O cara tá falando uma série de... O quê?
Nossa, eu lembro quando eu tava na escola, eu não aguentava aquelas professoras falando: Ai, eu vivi na ditadura. Foda-se! Foda-se que você viveu na ditadura! Eu lembro, isso aí que eu acho que me irritou, me irritava, aquelas professoras chatas dando lição de moral. Todo lugar é uma ditadura, todo lugar onde tem alguém que manda é uma ditadura, porra! Tô errado? Vamos ver a música. Tô errado?
Imagina. Vamos ver a música, a música é chinesa, vamos lá.
Ó, chamou a atenção dele.
Eu conheço a música. Tá bem cantado, cara. Tá bem cantado, a chinesinha tá sorrindo, não tem nada errado. Tem nada errado. Você gostou? Eu gostei, eu tô falando sério.
Não é Fezes?
Não é Fezes. Você acha Fezes?
Nunca, nunca. Essa moça, ela é típico, nossa, é típica É, não é típica, o quê? Ídolo. Tipo, é uma ídolo mais... Nacional. É muito famosa. Ela é um nome assustador.
Não gosto de ídolos. Não pode idolatria. Você idolatrou.
Você é um golano, hein?
Quem é isso?
Ó, inclusive, você... Peraí, peraí, peraí. Isso é da onde?
Que é igual.
Eu achei meio fezes, hein? Isso é fezes puríssima. Isso é fezes com 150% de peso. Eu quero música do, é, o Kuduro, essas coisas.
Mariquinha.
Gostei, gostei. Tem metais.
Põe agora Sandy Júnior, Abre a Porta, Mariquinha.
Então, são duas crianças cantando, a gente não pode falar que é fezes. Põe eles mais velhos. Pronto. Quantos anos tá a Sandy ainda?
Mais de 18.
Fez uma música bonita. Agora o Júnior, o Júnior é feio.
Não, mas peraí, peraí, mas já temos uma metade do ano. Nunca vi um vinheteiro elogiando nada brasileiro a não ser Chiquinha Gonzaga.
Menina bonita.
Não é sobre bonita, a gente não tá falando da beleza, a gente não está falando da beleza.
Não, mas eu tô vendo a porra do artista cantando, eu tô vendo, ouvindo. Eu não vou ouvir essa merda nem com uma arma na cabeça, não vou querer ouvir essa merda.
Mas você tava ouvindo a música angolana, você tava ouvindo a música angolana, a música angolana você tava ouvindo.
Tava agradável. Não, não, não, tava ruim a música angolana. A primeira música angolana foi uma das coisas mais fecais que vocês já testaram aqui, porque ele tentou fazer uma coisa brasileira. Não sei, tinha alguma característica ali que transformava.
Então vou pedir para você fechar o olho e a gente vai colocar a música de Sandy e Júnior sem você avaliar o figurino. De olho fechado.
É Fez! É Fez! A música brasileira, ela tem uma fingerprint. Sabe o que é uma fingerprint?
Uma impressão digital.
Uma fingerprint fecal.
Tá bom.
Então a gente detecta na hora. Sabe quando você vai beber uma Coca-Cola Diet e uma Coca-Cola normal? Você percebe, você percebe a diferença da, do que é diet na hora, entendeu? É mais ou menos isso.
Para finalizar, o que temos?
Finalizar, eu acho que é um tema delicado, mas acho que é importante.
Presidente, os dois países são merda.
Esse é o presidente angolano?
É, ele é um angolano.
Não, é o chinês, é chinês.
O que você achou do presidente angolano?
Parece ser um bom presidente, mas eu acho que se fosse tão bom ele não teria ido embora de lá.
Vamos ver o presidente chinês agora, Xi Jinping. Bom, bom, você gostou?
Eu gosto do Mundial de Saúde.
O que que você achou do Brasil?
Tem um país que não tem bandido, não tem, não tem assalto à mão armada.
Tem um presidente brasileiro aí para a gente dar uma olhada?
Senhor secretário-geral Antônio Guterres. Chega, né?
E aí, o que você achou?
Ah, é o presidente do Brasil.
O que que você achou do presidente do Brasil?
Eu não acompanho.
Põe um depoimento do Alexandre de Moraes, vamos ver. Eu quero saber o que que você achou do Alexandre de Moraes.
Não sei se Eu nem sei quem é, mas você vai ver a foto, você vai reconhecer.
Eu quero saber se você acha fezes ou não o Alexandre de Moraes. Alexandre de Moraes aí, vamos ver ele falando. O que que você acha da fala do Alexandre de Moraes? Isso, lamentavelmente, e Vossa Excelência que foi parlamentar em ambas as casas, honrando o Congresso Nacional, lamentavelmente hoje parlamentares— O que que você achou do Alexandre de Moraes?
Eu não conheço. Nem cheira?
Nunca ouviu falar uma coisa assim?
Não, já ouvi falar, mas não...
Mas o que você achou, Maceu? Você também não conhece tanto a Sandy assim, falou fezes. Alistina de Moraes, o que você acha da Alistina de Moraes?
Não tenho o que falar.
Mas você gosta?
Se eu não conheço, como é que eu vou falar se eu não gosto?
Mas você não conhece várias coisas que você fala que é fezes, né?
Então, mas eu preciso me aprofundar mais pra saber.
Tá, entendi. Senhoras e senhores, toda coragem e toda verborragia de Vinheteiro nesse episódio. Um aplauso pro homem que fala o que pensa, um homem que não é um personagem, mas sim um homem que não tem medo de ser autêntico. Muitos aplausos pro Aurore Vinheteiro, muito obrigado. Príncipe da burguesia. Então ele é um cara que analisa a cultura dos países, O Brasil, infelizmente, não há nada que o agrade, pelo que eu entendi é que China agrada muito, Angola agrada bastante, porém Brasil, tirando Alexandre de Moraes, que ele ainda não sabe muito bem pra poder opinar, todo o resto não o agrada.
Seria isso?
É, não conheço, então não pode... Se eu tivesse conhecimento eu daria a minha opinião.
Sem nenhum problema.
Sem nenhum problema.
Tá certo. Senhoras e senhores, esse foi o episódio especial de Vinheteiro Analisando a Cultura Estrangeira. Palmas para esse momento maravilhoso e muito obrigado. Encerramos aqui mais um vídeo maravilhoso. Semana que vem a gente volta com o elenco com pouca banda. Um abraço.
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