COMO É A REALIDADE DE UM ABRIGO DE ANIMAIS RESGATADOS? | #VIDAREAL #20
Hoje o Tavião foi conhecer de perto o trabalho da ONG Cão Sem Dono, uma ONG dedicada ao resgate, cuidado e recomeço de animais abandonados. 🐶❤️
Entre olhares cheios de esperança e histórias emocionantes, sentimos de perto a realidade de tantos cães resgatados que já passaram pela dor do abandono, mas que hoje recebem amor, proteção e uma nova chance de viver felizes.
São muitos cachorros esperando por um lar, muitas histórias que merecem um final feliz — e queremos que sejam muitas adoções também! 🏡✨
Bora sair do estúdio e ir pra prática no ACHISMOS NA #VIDAREAL :)
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Otávio
Gustavo
Thaisa
- Demissão de Pam BondiResgate e cuidado de animais abandonados · Adoção de cães · Rotina de um abrigo de animais · Marilda · Zeus · Garoto · Júlio · Doutora Thaisa · Gustavo
- Maus-tratos contra animaisAnimais com histórico de abandono e maus-tratos · Animais com traumas e gatilhos comportamentais · Animais com necessidades especiais (paralisia, idade avançada) · Custos de manutenção de um abrigo · Dificuldade em encontrar lares para animais mais velhos ou com problemas de saúde
- Priorização de filhos adotivosImportância da adoção para dar um novo lar aos animais · Compromisso e dedicação necessários para adotar · Adoção como uma missão e não um impulso · Adoção em família · Entrega de animais castrados e vacinados
- Condições de trabalhoTodos fazem tudo na ONG · Cuidado diário com os animais (alimentação, limpeza, tratamento) · Socialização dos animais · Acompanhamento veterinário · Superação de dificuldades emocionais para continuar o trabalho
Esse é o Roque, um cachorrinho muito espuleta. Eu sou o Otávio e hoje eu vou mostrar pra vocês como é uma ONG de adoção de cães na vida real. Na hora que você entrar, ela vai querer brincar, vai pular. Mas não tema. Fazer o quê? Tá na chuva? Quantos desses que a gente tem que levar? Não, falou que eu não vou conseguir. Agora sim, desafio aceito.
Caramba, realmente, imagens fortes. Ela foi atropelada, a gente pegou ela nessa situação, né? A doutora guiou toda essa trajetória na saúde dela, né? Mas cada um desses animais chega com uma história. E muitas vezes essa história não é feliz, né? Nossa, a câmera aqui já chorou três vezes durante a gravação do programa. Você faz um carinho nele e quando alguém chegar perto, ele pode ser que ele te morda. Mas ele vai me morder, não vai morder o cachorro?
Exatamente. Gente, assim, quando chega em casa, dá vontade de gritar numa toalha. É mesmo, mano. Porque deve ser difícil mesmo, cara.
É, cachorrinho é uma farra, é tudo fofinho e tudo mais, mas não é todo mundo que cuida muito bem. Tem pessoas que inclusive abandonam e por isso que é tão importante o trabalho de pessoas como desse lugar onde a gente está aqui hoje, a ONG Cão Sem Dono, que a gente vai mostrar para vocês como é o cotidiano de quem cuida desses animais que muitas vezes são abandonados e tentam encontrar um lar para eles.
Quem será meu guia hoje aqui é Gustavo. Gustavo, você é o nosso motorista aqui, você cuida dos cachorros, você faz tudo aqui. Aqui na ONG todo mundo faz tudo, né? O importante é a gente não deixar nada pra trás e fazer todas as missões até o final do dia. E aí, pra gente começar, cara, como que foi esse seu chamado para cuidar de animais? Você sempre gostou?
Cara, nem sempre eu fui dessa cultura, né? Mas aqui, trabalhando aqui, eu aprendi a gostar, aprendi a amar os animais e aprendi aí que cada indivíduo tem uma personalidade e cada indivíduo merece um tratamento separado, né? Porque é muito interessante, você chega aqui e eles já vêm todos felizes e tudo mais, porém, como você estava falando, cada cachorro tem uma personalidade. E aí você já falou que nesse aqui, por exemplo, não pode mexer.
Ele gosta de carinho, porém ele é ciumento. Você faz um carinho nele e quando algum chegar perto, ele pode ser que ele te morda. Mas ele vai me morder, não vai morder o cachorro? Exatamente, ele tem uma reação adversa. Entendi. Já esse aqui é mais de boa. Já esse cara aí, ele é mais tranquilo. Ele já tem uma personalidade mais calma, mais serena, mais companheira. E cara, vocês têm aqui quantos cães? No total, sob nossa responsabilidade, são 500 animais.
Caramba, e daí você conhece bicho, cara? Grande parte sim, né? Porque como a gente faz eventos de adoção, a gente tá sempre levando eles pra tomar banho, a doutora tá sempre falando aí também sobre o comportamento de cada um, todos os tratadores sabem também, e a gente faz um estudo, levanta aí a personalidade, vê qual que é o que tá mais apto pra ir pros eventos, e tudo isso. Mas esses bichinhos aqui, a ideia é que eles sejam adotados por alguém, então você também não pode pegar muito amor não, porque daqui a pouco eles vão embora, é isso?
É um amor pelo cuidado deles, né? E a parte primordial desse cuidado é encontrar uma pessoa que vai cuidar tão bem quanto a gente e dar muito carinho e amor pra eles, né? Mas cada um desses animais chega com uma história. Muitas vezes essa história não é feliz, né?
Não, muitos animais chegam extremamente debilitados aqui. Magros, né? Pele e osso. Muitos animais chegam aqui com vários gatilhos comportamentais também. Muitas histórias aqui. E aí, ali já são os canis, é isso? Ali é a quarentena do abrigo. Os animais que chegam, que precisam ainda fazer exames para saber se tem alguma patologia da entrada. Inicialmente, eles ficam aqui. E tem uns cachorrinhos ali? Tem, tem cachorrinhos ali. Vamos lá dar uma olhada, então. Bora!
Doutora Thaisa, você é a veterinária responsável aqui, é isso? Isso, isso. E é você que disse a gente pode ou não conhecer a Marilda, é isso? Pode. A única coisa é que quando a gente solta a Marilda, ela é um pouco desesperada, né? Porque ela não anda. Ela tem paralisia das patinhas, ela foi pelada na BR. Então, irmã, a gente pode entrar lá pra você ver. Ela é de bozinha. Tá. Porque ela tá, parece que querendo o contato, não? É, ela é bem comunicativa. Vamos tentar, então, poxa. Ela é de bozinha? É.
Aí vocês estavam falando que ela foi atropelada, ela é paralisada aqui nas pernas de trás, então... Isso. Como vocês sabem, cara, dessa história de que ela foi atropelada na estrada e tudo mais? Ela foi atropelada, a gente pegou ela nessa situação, né? Ela já fez, iniciou os tratamentos, exames, a doutora guiou toda essa trajetória na saúde dela, né? E a gente vem fazendo aí o melhor por ela, até que ela consiga andar novamente, ou até que ela encontre alguém que vai dar continuidade...
Eu confesso que eu até me distraio um pouco, porque o Rocky, você viu que ele chorou e ele entrou aqui e ele veio, ele tá muito amiguinho. É, ele é amigável. Cara...
A Marilda é um caso de uma cachorrinha, que não só ela é mais velhinha, mas ela está machucada. Não é qualquer pessoa que pode adotar um cachorro assim, né? Não, não. É uma pessoa que realmente vai ter que cuidar como se deve, né? A pessoa tem que querer... É uma missão, né? Ela vai ter que cuidar certinho até que ela volte a andar. Ela vai conseguir voltar a andar?
existe essa possibilidade, mas pelo dano na coluna dela, que foi feito o exame de imagem, por esses danos a gente não tem uma previsão concreta e precisa. Entendi. E aí então aqui a gente tem, sei lá, poucos animais.
Aqui na quarentena, sim. Vamos subir lá no primeiro setor, que aí lá tem mais canis. Ah lá, quantos cães mais ou menos tem? Aqui, nesse abrigo, mais ou menos 250 cães. Caramba, então vamos lá cuidar deles, é isso? Vamos lá. Peraí, você veio aqui pra trabalhar, não foi? Sempre que posso. Vamos lá pegar a ração pra gente levar então, né? A gente vai subir a ladeira com ração? A gente não, você.
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Meu Jesus Cristo, mas aqui tem comida pro mês inteiro? É, pode parecer que é pro mês inteiro, talvez pra um cachorro, né? Mas aqui, lembrando que são 500, 500, sob nossa responsabilidade. Isso aqui deve dar pra uma semana, uma semana e meia. Quantos desses que a gente tem que levar? Hoje eu vou te deixar levar só três, tá? Só três? Só três. Tá bom. Vou pegar esse de 20 quilos aqui.
Eu acho que dois tá bom, viu, Gustavo? Você não vai conseguir levar os dois. Pode deixar, pode ir. Não, falou que eu não consegui. Agora sim o desafio aceita. Mas eu tô feliz porque nosso amigo Rocky tá vindo com a gente.
Pô, muito bonito aqui, é gigantesco o lugar, pô. Todo mundo que vem aqui acha lindo olhar a grama, olhar o verde, olhar o espaço, mas a realidade deles é isso aqui, dentro do canil. Ah, aqui já são os canil. Por isso que a gente fala tanto da importância da adoção. Entendi. Esse é o oi deles, né? Entendi. Isso tudo eles falando que estão com saudade de você.
Eu acho que eles estão mais ansiosos pra te conhecer, né? Ah, sim. Pra me ver. Chavequeiro. É aqui? Não, é lá ainda. Jesus Cristo. E por que que esses estão aqui separados, aqui, nessa parte mais alta? Aqui foi feito...
um estudo para saber onde a gente poderia construir, né? Entendi. E nesse caso aqui, era a melhor forma de conformar a terra aqui para poder construir, que era um barranco, né? Então nós trouxemos aqui o almoço para essa molecada. Que eles já estão... Ai, que carinha de fofoqueiro. É, vamos parar dele? Bora. Vamos aproveitar? Esse aqui é bonzinho. Você quer ver o pitbull?
Vamos começar com o Pitbull lá. Rapaz, é bonito? É bonito. Esse é o Zeus. Olha o que eu trouxe pra vocês, Zeus. Então. Olha, Zeus. Não foi fácil chegar aqui no Olimpo, viu? É o Pitbull.
Mas ele já é meio velhinho, ele nasceu em 2019, é isso? É uma estimativa, ele já tá com a gente há cinco anos, mais ou menos. Caramba! E você sabe a história dele? Ele veio da rodovia, né? Um antigo funcionário fez o resgate.
E ele mordia as pessoas menos esse funcionário. Entendi. Aí foi feito um trabalho de socialização com ele, até que ele pudesse lidar com as pessoas. Hoje, se você tiver uma aproximação tranquila, ele te recebe bem. Doutora Thaís, é você que libera a gente ter contato com ele ou não? É melhor a gente... É, ele tá agitado. Ah, ele não tá mais legal. Geralmente ele é calmo.
Então, Zeus, a gente vai super respeitar a sua privacidade. Vamos conhecer alguém que está um pouquinho mais numa legal? Vamos, vamos sim. Pode sim. Graças a Deus.
Essa daqui é a rajada, esse é o neco. Graças aí aos tratadores, a doutora, a gente conseguiu juntar o neco com outro animal, né? Como ela veio num resgate conjunto, que ela veio com a irmãzinha dela, ela só aceitava essa irmãzinha dela, que no caso foi adotada. Entendi. E aí ela ficou...
E a gente fez o trabalho de socialização, claro, visando sempre o bem-estar deles e a segurança. A gente fez a socialização e eles vivem junto hoje, cães que viviam sozinhos. É a casa da rajada, então, que nós vamos limpar, é isso? Isso, ela é intensa, tá? Intensa. Na hora que você entrar, ela vai querer brincar, vai pular, mas não tema. Fazer o quê? Tá na chuva? É pra se molhar, né?
E aí você estava me falando, mano, que os cobertorzinhos deles aqui, o de vocês, não é qualquer um, não.
Não, tem esse cobertor, a gente pega ele porque ele é biodegradável, no caso aqui ele está ajudando dois cães, ele tem um custo baixo de operação, e você vê que se eles ingerirem pelo fato de ser biodegradável, não vai ter problema, vai sair nas fezes tranquilamente, então tudo é pensado. E falando em fezes, eles aqui usaram a copa.
Como banheiro, tudo bem. Cachorrinho às vezes tem essa liberdade poética. E é ótimo isso, né? Quem der a gente poder... Não, não tá errado. Você não tem essa liberdade poética nunca na sua vida. Porém, estamos aqui para limpar. Como que a gente faz, cara? Como que o cotidiano de todo dia... Ai, chegou ali. É isso?
aqui a gente usa um balde pra encher de água a torneira tem atrás de você desinfetante, é um desinfetante polergênico pra não afetar a saúde deles e a vassoura e vassoura
Então vamos lá. Essa é uma parte sincronizada do passeio, tá? Enquanto o pessoal vem enquanto caniza, a gente faz a soltura. Eles vão brincar. É, no caso eles podem sair soltos aqui, tá? Porque não tem nenhum outro animal solto. Enquanto eu faxino a casa. Sim, por gentileza.
Tá aí, faxina pronta, tem que chamar os moradores de volta. Eles não estão muito afim de voltar, acho não, hein? Só lembro, mas é a rajada. E aí, só a casinha aqui, ó. Limpei pra tudo. A rajada, ela gosta muito de passear. O Neko também sumiu no mapa aqui. Sumiu, o Neko gosta de correr, gosta de brincar. Acho que a Thaisa tá até procurando ele, né? Olha!
Ô, Neco. Aí, ó, tua casa. Aí. É muito... Eles são... Missão Cumprida. Mas, Gustavo, você tava me falando que temos um veterano aqui, é isso? Temos um veterano, ele tá lá embaixo. Vamos lá, então, conhecer. Vamos lá.
Vamos fazer aqui um teste de matemática. O garoto nasceu em 2012, estamos em 2026. Isso dá... 14 anos. É isso, Emílio? Você tem óculos, mas você deve ser bom de exatas, é isso? 14 anos. Muito bem. Olha o garoto aqui. Ô, garoto. Vamos te visitar, irmãozinho? Mas eu não vou ousar mexer nessa porta até chegar aqui o Gustavo, que eu sei do meu lugar. Você late alto, hein, garoto?
Dá medo, esse aqui, apesar de velhinho, seria um bom cão de guarda. Ele é bravo, Augusto? O garoto, ele é um cachorro extremamente bonzinho com pessoas. Ah, é? Mas como ele é um cãozinho de um porte um pouco maior, que ele é fortão, então a gente tem que ter o cuidado também pra se preservar, né? A gente não vai, por exemplo, mexer com ele enquanto ele estiver se alimentando ou bebendo água. Porque se ele virar, dar um chega pra lá na gente, vai machucar a gente, porque ele é grandão.
Temos como tirar ele aqui? Sim, agora. Ô, garoto. Muito bonzinho, cara. Pode ficar tranquilo que ele não vai. E ele tem 14 anos, é isso? 14 anos. Acertou, Emílio. Muito bem. O garoto tá aqui há 10 anos, mas é um cachorro dócil, é um cachorro aqui de um porte ok, não é tão grande. Por que ele tá aqui há tanto tempo e a gente não conseguiu ainda um lugar pra ele ficar, cara?
Ele é muito simpático, né? Que nem você tá vendo. Porém, na juventude dele, ele não aceitava outros cães. Igual a Belinha, que a gente viu vindo pra cá. Hoje, ele consegue conviver se a gente ficar assistindo ele.
Porém, a gente não pode deixar que evolua para uma briga ou coisa do tipo. Mas que nem você está vendo, ele ainda tem gás, ainda tem combustível no tanque. Tem muito ainda para entregar para uma família. Ele é muito carinhoso e ele não é tão... A energia é tão alta igual você está vendo agora, que ele está querendo passear. Ele é mais tranquilo.
que eu nem diria que ele é um carro tão velhinho, porque comparado ali ao outro que chegou mais tremendinho, esse aqui já está todo espulheta, que saia ali para a bananeira e tudo mais, né? Esse cara aqui, se você tem uma rotina um pouco mais agitada, você consegue introduzir ele na rotina de passeio? De repente, vou arriscar falar que ele aguenta até correr alguns metros, tá? Agora, se você quiser ficar em companhia de alguém, no sofá de casa, assistindo uma TV...
Esse cara também serve pra isso. Eu diria que ele é um cãozinho versátil. Entendi. Ainda é um mistério por que ele tá aqui. Pô, então a gente pode ter como a nossa missão aqui desse vídeo arrumar uma casa pro garoto, poxa. Vamos fazer essa campanha, vamos subir essa hashtag. A única coisa que precisa é ele ser filho único.
Sim, no primeiro momento sim. E aquele ditado que cachorro velho não aprende truque novo, cai por terra, cara. Porque aprende sim, tá? Você vê lá, um dos primeiros que a gente viu foi o Zeus. E ele é um pitbull que chegou mordendo todo mundo, já adulto, e hoje ele convive com qualquer pessoa. Claro que você vai tomar os cuidados necessários pra se preservar, mas ele serve pra muita gente aí que às vezes tem medo.
Gente, tudo vai da maneira que você conduz essa relação, tá? Mas, cara, assim, você tava me contando que você faz alguns dos resgates, né? Sim, aqui na ONG todo mundo faz tudo, né, cara? E, cara, você me contou histórias aqui...
muito tristes, cara. Qual que foi uma situação assim que você chegou e você não conseguiu entender até o que estava acontecendo ali? Por que alguma que mexeu contigo? Porque nossa câmera aqui já chorou três vezes durante a gravação do programa, pô. A gente sorri porque a gente tem que fazer esse trabalho, né? É algo que precisa ser feito. E se a gente parar pra chorar...
a gente não vai conseguir ajudar eles de maneira nenhuma. Não estou discriminando, pelo amor de Deus. Mas esse ovo a gente tem que quebrar para fazer somelete, não tem jeito. Tem muito trabalho para ser feito. Você está passando aqui o dia com a gente, você está vendo que não é fácil, cara. Sim.
E assim, quando eu chego em casa, dá vontade de gritar numa toalha, mas... É mesmo, mano. Porque deve ser difícil mesmo, cara. Mas a gente não pode deixar a peteca cair, não. Claro. Especialmente porque muitos deles chegam machucados, como a gente estava falando, porém, vocês têm aqui um ambulatório onde vocês tratam os animais, é isso?
Sim, aqui tem, além da quarentena lá, que é para eles passarem a noite, a estadia enquanto eles estão em tratamento intenso, tem uma ambulatória aqui também, que a doutora faz todo o acompanhamento de todos esses indivíduos que estão aqui. Que ainda tem essa parte maneira para a gente mostrar.
Marilda é a cachorrinha que a gente conheceu ali no começo do dia, né? Você vai ser meu auxiliar hoje. Sim. Essa aqui é a que a gente viu lá no começo? É essa mesmo. Tá, então ela tá machucadinha e a gente vai o que? Trocar o curativo? Trocar o curativo. Começamos com isso aqui já. É, a burra. Ai, rapaz. Ah!
Eu só precisava de apoio. Vocês sempre duvidam de mim, eu não consigo. A mais complicada acho que é a cirúrgica, que aí a gente tem a questão que não pode contaminar com bactéria. Aí tem um jeito certinho pra pegar. Rapaz, eu finalmente venci! Levou só 15 episódios. Aí, tá vendo? É que corta na edição e depois já fica pronto.
Ela tá dizendo que é mentira. Ela tá desde o começo me golgando. Tá, então, aqui a gente tava falando que ela tá com um cheirinho mais, assim, intenso, porque ela tem incontinência urinária, é isso? É. Ela sofreu um atropelamento na BR, e por conta disso, ela ficou com uma alteração de não mexer os membros posteriores, né?
E essa ferida dela aqui é uma ferida que foi bem difícil. É um ano pra gente conseguir curar ela. E aí ela acabou raspando na hora de andar e machucou por conta do chão do canil. Entendi. E esse aqui é um curativo que vocês trocam de quanto em quanto tempo? Todos os dias a gente troca. Todo dia? Todo dia, duas vezes por dia. A gente faz de manhã e no final do dia. Caramba, a Marilda tá sendo muito bem cuidada aqui então, poxa.
Caramba, realmente são imagens fortes. É, mas aqui tá lindo, tá? Ah, é? Ela tava muito pior? Depois eu te mostro como que tava. Caramba. Aí a gente vem com a clorexidina.
Vai arder? Não. É só porque ela sente coceira. Mas não arde não. Coceira? É. Entendi. Não é mirtiolat. É, não. E aí, Clarinha tá muito tranquila aqui. Porém, você, Thaís, está claramente duvidando das minhas capacidades de ser o seu ajudante porque você fez todo o trabalho. Você viu? Você vai ter uma parte aí que eu vou poder te ajudar ou não? É, eu vou te colocar pra dar banho então agora. Ah, entendi. Nela? O que você acha? Nela não, porque a gente vai fazer curativo.
Ah, entendi. Mas, eu posso deixar você fechar esse curativo. Vamos lá, vamos lá.
Se me permite. Marilda, vou fechar então o seu curativo. Como que eu devo proceder, Thais? Aqui já está com a gase, que agora já está fechadinho. Aí você vai passar igual um curativo nosso mesmo. O esparadrapo agora para a gente grudar. Tá. Nas pontas primeiro? É isso. É isso, isso. Não precisa apertar muito para não garrotear.
Eu já não fiz um bom trabalho, né? Não, tá bom. Não, tá bom. Tá, e agora a outra. E agora aqui em cima também. É, Marilda. Mais ou menos, né? É, ele gruda na luva. E agora a gente coloca um vetrap por cima. Um vetrap não é aquilo. É, aquilo não precisa. Deixa eu só apoiar, só pegar o vetrap rapidinho. Marilda, perdão. Aí esse daqui é o vetrap. Isso é um...
Um esparadrapo, não? Jesus. Deixa ele aprender, vamos ver. Nunca vi isso aqui, né? É bem legal, ó. Silêncio. O moleque da cidade está descobrindo. O que é isso aqui? É um esparadrapo? É uma bandagem, um esparadrapo. É uma... Ele é um curativo, né? É uma bandagem. Sim. E ele já é autocolante. Então você pode pegar um pedacinho maior. Tá. Isso. Aí você pode cortar ele mesmo com a mão, ele rasga. Assim mesmo? Isso.
Tem que ter convicção. É. É isso? Isso. Aí você vai e ele vai colar sozinho. Aí você fecha aqui pra ela não ter o perigo dela mexer, mesmo alessando com o colar. Tá bom. Assim? Isso.
Bom, você deve fazer isso aqui há tantos anos, você deve estar achando ridícula a minha dificuldade. Não, tá ótimo. Ela, você falou que ela tá aqui, às vezes um pouco cheirosinha, mas ela não tá precisando de um banho agora. Quando que é que vocês definem e falem, não, esse cachorro hoje tá precisando de um banho? A gente faz por setor.
E prioridade. Então, a Marilda é um cachorro que a gente tem que dar banho sempre, por conta da questão da urina que ela tem no escape. Então, sempre ela vai acabar se sujando porque ela se arrasta, né, pra andar. Então, é um cachorro que, com recorrência, a gente tem que dar banho. O restante dos cães, a gente faz por setor. Então, os meninos dão lá em cima no Dalva, por onde vocês passaram, depois a gente tem o escadão e a gente tem aqui na frente e o cercado também.
A gente vai fazendo por setor, os animais mais peludos e os animais que dão entrada também, porque a gente ainda tem que fazer a tosa também.
Então, Marilda, vai escapar do banho aqui agora, porém tem alguém que vai tomar um banho hoje, mesmo sendo quarta-feira. Vai, vai ter alguém.
Então, Thais, a gente vai dar banho aqui no cachorro que você falou pra eu não encostar desde que eu cheguei, é isso? Exatamente. Porque ele é ciumento quando tá perto de outros cachorros. De outros cachorros, isso. Mas ele aqui vai topar tomar banho numa legal? Vai. O Júlio, ele tem uma dermatite, uma alteração de pele, então ele toma banho com recorrência, então ele já tá acostumado a tomar banho. Aí a gente vai começar aqui, ó.
Aqui a gente tem um chuveiro. Ou você fica apertando ou você coloca ele pra cima. Aí você não precisa apertar. Aí a água já tá quentinha. O que ele gosta mais? É, tanto faz. É mais o que for cômodo pra você. Então vamos lá aqui pra eu poder... Oi! Primeiro eu só molho e depois eu boto shampoo? Isso. E aí, Taísa, isso aqui é um lugar enorme. Tem um monte de cachorro. Isso aqui deve custar...
Uma fortuna para manter. Exatamente. Como que vocês fazem para manter um lugar como esse? Hoje a gente vive 100% de doação. Então tudo que a gente consegue é através de doações, tanto para os animais, quanto para manter a estrutura, quanto para pagar funcionários, é tudo através de doações. A gente faz através do nosso Instagram.
E a gente tem o site também, onde tem os animais disponíveis para adoção. Vocês têm voluntários que vêm aqui? Todo mundo é funcionário? Como que funciona? Hoje, aqui, todos que vocês viram são todos funcionários. Mas a gente aceita voluntariado. Tanto para ajudar a rastelar, a limpar os canis, tanto para dar banho. Feira de adoção também a gente aceita ter voluntariado. O Júlio está com uma cara de que está meio triste, Thaís.
Eu estou fazendo alguma coisa errada? Na verdade, ele está gostando. Ele está fechando o olhinho. Ah, é?
E aí a gente bota um... É, aí agora você pode usar o shampoo. E assim, pra quem tá em casa agora, depois que viu tudo isso aqui...
E a pessoa tem um cachorrinho e ela percebe que ela não consegue cuidar. Acho que isso não é uma coisa rara de acontecer. Como que essa pessoa pode conduzir isso, cara? Ela deve realmente em algum momento procurar ajuda de um lugar como vocês, do que continuar em casa ali, ter um cachorrinho que ela... Muitas pessoas não tratam o cachorrinho tão bem quanto ele deveria dentro de casa, né? Isso é muito comum.
O cachorro, no geral, nenhuma ONG, não só a ONG Cão Sem Dono, mas nenhuma ONG hoje, a gente pega um cachorro assim de doação. Por quê? Todas as ONGs, elas estão extremamente lotadas. Fora a questão de recurso financeiro que a gente não tem. Então não tem como a gente abrir esse leque, que é um leque muito grande. Fora os animais que estão na rua, fora cachorros de maus-traços. Então não tem como a gente salvar todos, infelizmente.
Então hoje, se você tem um animal que por algum motivo você não pode ter mais esse animal, o melhor a se fazer é tirar uma foto dele, postar nas redes sociais, compartilhar, e o mais importante de tudo, entregar esse animal castrado e vacinado, pra gente ter certeza que ele tá indo com uma saúde ok, e que principalmente quando a gente fala de animais de raça, não vai servir aí de matriz ou de reprodutor.
Claro. Porque, enfim, cuidar de um bichinho assim não pode ser um impulso, tem que ser um desejo genuíno. Exatamente. E uma adoção tem que ser sempre em conjunto e a família inteira querer, né? Não basta um querer, porque o animal sempre vai ser da casa. Bom, vocês viram todo o trabalho que dá, todo o carinho que eles dão aqui para os animais. Vocês podem conhecer a ONG Cão Sem Dono para escolher uma nova companhia para você na sua casa e pode também sempre ver os nossos vídeos toda semana aqui no canal da XBCV.
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