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EXISTE UMA RECEITA PARA VIRAR POLÍTICO? FT. WILSINHO PEDROSO | #ACHISMOS PODCAST #417

18 de maio de 20261h15min
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Entre muitos achismos sobre política, influência e imagem pública, hoje recebemos Wilsinho Pedroso para falarmos sobre poder, mídia, campanhas, opinião pública e os bastidores que quase ninguém vê da política brasileira.

Será que tudo é espontâneo ou existe uma construção pensada nos mínimos detalhes?

MAURÍCIO MEIRELLES @maumeirelles

https://www.instagram.com/maumeirelles/

WILSINHO PEDROSO @wilsinhopedroso

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Participantes neste episódio2
M

Maurício Meirelles

Host
W

Wilson Pedroso

ConvidadoEstrategista político
Assuntos7
  • Atuação de Lucia na políticaA influência dos partidos e coligações · A combinação de votos e acordos · O papel das festas e jantares em Brasília · A ética na política e o 'jogo sujo' · A polarização e a cegueira ideológica
  • Conexão com Políticos de Alto EscalãoPropostas vs. Identificação com o eleitor · Guerra de narrativa · Branding e nome popular · Estratégia política e imagem pública · Mídia e imprensa na política
  • Estratégias de MarketingEsperança vs. Medo · Exaltação de qualidades e defeitos do adversário · O 'efeito Lula' e a nostalgia · O 'efeito Bolsonaro' e o outsider · A construção da imagem do candidato
  • Estratégia eleitoralO papel do digital e do analógico · Importância da TV e rádio · Estratégias de viralização · O uso de 'outsiders' em campanhas · O 'santinho' e o horário eleitoral
  • Calcificação do eleitoradoA busca por identificação e verdade · A diferença entre seguidor e eleitor · A influência do 'fofo' e do 'morno' na política · A percepção de 'ser gente como a gente' · A importância da rua e do contato pessoal
  • Polarização PolíticaA possível última eleição polarizada · A ascensão do 'sobrenome' na política · A dificuldade de diálogo e a intolerância · A busca por outsiders e a renovação · A importância da estratégia e do método
  • Debates EleitoraisO debate como 'corte' e não como proposta · A importância da aparição na TV · O ensaio e a preparação para perguntas · A linha tênue entre ética e estratégia · O debate como disputa de entretenimento
Transcrição202 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Quando a coisa dá proposta. Pô, você acha que proposta não ganha eleição proposta? Eu ia te perguntar isso. Não ganha eleição proposta. As pessoas não procuram propostas. As pessoas procuram quem se identifica com o problema delas. E vou te falar um negócio que até eu não falo sempre. E a verdade, né? As pessoas procuram uma verdade. E muitas vezes você apresenta a verdade.

Só que ela não acredita naquela verdade. Você tem que apresentar pra ela a verdade de uma forma que ela fala assim, viu? É isso que eu falei. Maravilhoso. Tem que dizer, é tipo assim, tem um cara lá que ele de fato vai cuidar da segurança pública, mas se ele não tiver um argumento específico...

Que é o que a pessoa tá procurando. Que é o Haddad, que você falou. Que é o Haddad. Por mais que o Haddad trabalhasse, por mais que ele falasse, eu fiz várias coisas, já tá no conceito que ele não faz nada. No inconsciente coletivo. No inconsciente coletivo. Que ele não faz as coisas. As pessoas procuram a verdade, mas não a verdade como ela é real. Às vezes você tem que... Você tem que marketear até a verdade. Entendi, é uma guerra de narrativa.

Senhoras e senhores, ano de eleição, vamos falar sobre como constrói um político.

Eu não sabia que dava para construir um político, mas existem estrategistas políticos e esse ano eles estarão à solta e você vai entender o que está acontecendo. Tem cenários acontecendo, tem gente achando que é tudo natural, tudo orgânico. Será que é? Eu estou muito feliz, acompanho ele nas redes sociais, que é o Wilson Pedroso. Vou te chamar de estrategista político? Não, já mudo o nome, porque o Wilson Pedroso nem minha mãe me chama.

Todo mundo me chama de Ilcinho. O Ilcinho? O Ilcinho em geral. Você fala estrategista político, o Ilcinho Pedroso?

Vai o sim, Pedroso. Parece que é aquele cara meio vereador de... Sabe? E o sim tira a credibilidade, eu acho. O problema é que as pessoas vão me procurar na internet e não vão achar o isso, Pedroso. Aliás, é sobre isso também. Isso aí faz parte da estratégia. Você botar um hinho no final, te deixa mais perto da população, te tira do povo.

Faz parte? É branding? Eu concordo com você. O Wilson, às vezes, tira um pouco a autoridade. Parece uma coisa muito infantil. Mas as pessoas e o mundo político acabaram se acostumando a me conhecer como Wilson. Então não dá para trocar meu nome do dia para a noite para Wilson.

Quanto tempo de vida pública? 30 anos. 30 anos de vida pública. Meu último emprego numa iniciativa privada, porque eu sou moleque, né? Eu já vendi. Você é de onde? Que região você é? Eu sou do Rio de Janeiro. Eu sou da Zona Norte, Santana.

Eu já tive barraca de cachorro quente, montava de madrugada na Brasleme. Não sei se você conhece a Brasleme. Já vendi sapato na Lex Calçados. Já fui office boy, já fui auxiliar de escritório. E meu último emprego, como iniciativa privada, foi num banco que nem existe mais que o Banco Bandeirantes. Eu saí...

fui para o governo Mário Covas no segundo ano, no primeiro governo do Covas, no segundo ano, e nunca mais saí. Eu trabalho na vida pública de forma ininterrupta. Como estrategista?

Executivo não, governo. Governo. Executivo. Sim. Eu já trabalhei em governo de estado, já trabalhei em Brasília, já trabalhei na Câmara Federal, já trabalhei na Câmara Municipal de São Paulo. Eu passei por todas as esferas públicas de governo e legislativo. Então você consegue dizer para mim assim...

Maurício, o que eu estou assistindo aqui agora, o que eu estou vendo, esse movimento do Nicolas Ferreira, o movimento da Erika Hilton, o movimento não sei o quê, cara, é tudo calculado isso daqui. Você consegue ter esse olhar ou você ainda acredita? Esse não, esse é meu diferencial. Esse é meu diferencial. Eu consigo ler uma notícia e falar para as pessoas.

Vou dar um exemplo. O Kassab. Já fui subprefeito do Kassab. Então eu conheço ele um pouco. Eu leio a notícia no jornal ou leio a notícia nos portais e falo assim, não, esse não é o Kassab. O Kassab não se movimenta assim. O Kassab se movimenta de tal forma que não é o que está expressado na matéria, não é o que o jornalista está demonstrando. Tem uma coisa hoje que eu digo, principalmente na política, que é uma coisa que é muito visível.

A imprensa antigamente, porque antigamente a imprensa era o quê? Você assistia a Veja, o Jornal Nacional e o Fantástico. A notícia podia até ter um viés um pouco mais para a direita e para a esquerda, mas estava lá, era correta, deu tempo do jornalista. Era fato. É, e deu tempo do jornalista ir atrás de fonte.

ver a veracidade. Hoje, por conta da quantidade de portais, de notícias, por causa de podcast, eu tenho podcast também, muitas vezes o jornalista, que às vezes também não é muito preparado, ele joga a notícia. Recebeu e joga a notícia pra furar o adversário, pra furar o outro... Outra mídia. Outra mídia, outro portal, essas coisas.

Então, cada vez mais, o que a gente está consumindo, ela não tem, não que não tenha credibilidade, a notícia pode estar certa, mas ela não teve tempo de apurar.

O jornalista não apura, ele já coloca direto, já coloca direto. E depois, se tiver algum erro... Isso vira clique e tal. Mas você trabalhou em várias secretarias, pelo que eu entendi. Fui chefe de gabinete, fui secretário de Estado, fui chefe de gabinete de prefeitura, fui de tudo, fiz de tudo, fui assessor. E aí eu te pergunto, qualquer pessoa hoje consegue se tornar um político, fazendo a estratégia certa? Qualquer pessoa, eu digo assim... Político o quê? Se diz...

Eu quero ser deputado federal. Maurício Meirelles para deputado federal. Eu quero ser político. Sou muito bom. Sem nem falar direito. Consegue, consegue. Hoje você tem, antigamente, quem eram as pessoas que eram...

na maioria das vezes eleitas. Eram políticos que já tinham sido testados como prefeito, como governador, já tinham tido... Experiência. Já tinham tido alguma experiência. Como secretário de Estado, como secretário municipal. Alguma coisa administrativa. Aí saía. Lógico. Aí você tinha o cara que era o presidente do sindicato.

Hoje a gente fala influência, mas antigamente tinha influência, né? Que era o cara que era o presidente do sindicato. O médico da cidade. O médico da cidade. O próprio essa história de causa animal, aqui em São Paulo sempre teve, pode falar nome? Pode. Sempre teve um cara chamado Trípoli, que foi eleito a vida inteira com essa história de causa animal, antes da causa animal virar essa grande moda. Vamos falar moda, mas virar esse fervor que é hoje, entendeu? Mas...

O político sempre teve alguma conexão anterior. Hoje você não precisa. Basta você ser um... Se você, de repente... Ter um vídeo certo. Isso, um vídeo certo. Pegou um negócio na TV que viralizou. Pegou um negócio na internet. Se, de repente, algo aqui viralizar, a gente chegar com... Sei lá.

100 milhões de visualizações, se eu souber utilizar isso, eu posso, de repente, sair candidato. E é por isso que no podcast está dando muita confusão, porque o cara já vai pensando em... No corte. Daqui a dois anos eu vou ser candidato. Vai pensando no corte. Já aconteceu isso comigo. Quantas vezes eu perguntei pra um cara aqui, eu pergunto assim, se eu gosto de água, ele fala, cara, água eu gosto, mas a Síria... Aí o cara vai pra um outro lugar que ele já está com a resposta que ele usa... E tem uma diferença, né? Porque antigamente a

Você pegava o Maluf, o Maluf fazia a mesma coisa, mas era para não responder. Era para sair da resposta. Você faz um media training, quando você pega um candidato que tem uma vida complicada, você prepara ele para sair das respostas. Hoje você quer ir para as respostas? Depende, depende. Depende se você quer viralizar. Porque com o negócio de viralização, o que eu digo para as pessoas? Morno.

Pessoa morna, não chega a lugar nenhum. Morna você não pega a mulher, morna você não... Não chega a lugar nenhum. O candidato, a pessoa também tem que ter energia. E para ser candidato hoje, para...

para as pessoas consumirem o seu conteúdo, você tem que ter, no mínimo, uma estratégia para viralizar. Falar o básico, colocar a fotinha do lado do Maurício Meirelles, tudo bem que você ainda tem uma grande mídia. Mas vou dar um candidato qualquer, quando eu vou falar com ele sobre redes sociais.

O candidato costuma colocar, olha, com meu amigo aqui, um ofício, olha, um ofício de não sei quanto. Isso não fala mais com ninguém. O Santinho não fala mais com ninguém? O Santinho fala. O Santinho... Existe uma coisa que eu digo.

O analógico, a campanha, porque hoje se fala muito assim, ah, o digital é muito forte. O digital se tornou algo muito importante numa campanha eleitoral. Mas a TV, a rádio e a rua ainda são complementares. Eu vou dar um exemplo para você. Eu fiz a campanha do Marçal. O cara pica de redes sociais.

Cara, eu passava o dia inteiro... Por que eu vou falar isso? Porque ele teve duas questões, uma questão que era do presidente do partido e uma questão pessoal. E eu ficava no... E a gente não teve tempo de TV e nem rádio, porque a legislação... O tempo da legenda também. Não, a legislação... A legenda não permitia, porque você tem que ter tantos deputados para ter tempo de TV. Nós não tínhamos isso. Por isso que o Enércio é genial. É isso, é isso. Aquele negócio de três minutos, para você ver.

Se fosse um cara morno, com três segundos, ele não ia viralizar. Por isso que eu falo, não pode ser morno. Ou você tem atitude, ou você dificilmente vai ser eleito, dificilmente as pessoas vão te comprar. É que nem vender Coca-Cola. Se Coca-Cola for... Não sei se pode... Pode falar, pode falar. Se um refrigerante for vender para a sociedade um novo produto, se for com uma propaganda...

pau mole, não vai vender. Ele tem que achar um caminho, ser viral, ser nervoso. Campanha eleitoral, a mesma coisa. Campanha eleitoral, a mesma coisa. O que você estava falando do Marçal? O Marçal quer... O digital é complementar. Porque ele passava o dia todo apanhando por duas questões, uma particular dele e outra coisa. O que aconteceu? Perdeu o voto? Não perdeu o voto, mas desacelerou o crescimento.

desacelerou o crescimento. A gente tinha pesquisa, a gente via quando começou TV e rádio, desacelerou. Antes ele tava assim, em bicadaço. Sim, sim. Deu uma desacelerada. Deu uma desacelerada. Aí os caras falam assim, ah, o Laudo foi... Não é.

Tem diversos fatores para o dia da eleição, o Marçal não ter ido para o segundo turno. E uma das questões foi a falta de TV e rádio, porque na hora que faltava 45 dias, que ele estava em bicadão para cima, a TV e rádio segurou o crescimento dele.

Por que que TV é tão importante e rádio é tão importante? Porque a gente tá... É canhão. É canhão. Mas a gente tá numa fase que todo mundo tá achando que o TikTok, o WhatsApp já ganha campanha, até porque o Bolsonaro se deu muito bem nesse período. Uma parte da sociedade, as pessoas mais velhas principalmente, que consomem o Facebook, principalmente os mais velhos, é um público que você pega como?

Não pega pelo Facebook, você pega pela TV. E a TV é um canhão. A diferença da TV e da rádio e das redes sociais, que as redes sociais você consegue direcionar. Você faz uma mensagem e direciona para o público a região, a renda que você quer pegar. A TV é um canhão. E o rádio é o que eu estou te falando. O rádio eu passava o dia inteiro no carro, de um compromisso para o outro, escutando porrada no Marçal. Escutando porrada no Marçal.

O cara tá no WhatsApp ali? Até tá, de repente, mas não tá atento. Mas no rádio ele tá lá. Por algum motivo ele tá escutando. E aí fala campanha, aí começa a chegar os últimos 15 dias, começa a prestar mais atenção. Aí se o cara tá na dúvida se vai votar no fulano, no Beltrano, a rádio de repente fala, pô, não, deixa eu dar uma olhada.

Essa coisa está esquisita. Deixa eu ver o... Eu ia votar no A, deixa eu ver o B. Estão falando muito mal dele. É aí, sabe? Existem bastidores. Existe possibilidade. Eu sou assessor de um cara, você é assessor de outro. Eu pagar pessoas para falar mal de você. Existe isso? Esse jogo sujo existe realmente? Ou não é considerado um jogo sujo, é sim um jogo político? Isso existe desde há muitos anos. Eu faço campanha há muitos anos.

E antes das redes sociais. Antes das redes sociais, sabe como a gente fazia principalmente no interior? Contratava pessoal de teatro. E o pessoal de teatro ficava rodando dentro dos transportes públicos, falando mal do adversário e falando bem do candidato.

Você sabia que a dona Maria... Você sabia que a mulher do fulano... Tem lá... A mulher que trabalha na casa deles é minha amiga. Olha o que ela fala. Ele bate na mulher e não sei o que lá.

Mundo real, velho. É só encontrar uma fofoqueira, velho. É mundo real. O fogo algoritmo é isso. Por isso que eu falo, cara, você conquista o taxista, você se dá muito bem, porque o taxista fica espalhando a palavra. É isso. O taxista é pior que passou. E o taxista também é importante pra você saber como a sua mensagem tá chegando. Porque você entra no táxi, você pergunta, vai votar em quem? Sem saber nada, o cara começa a vomitar, começa a vomitar, começa a vomitar.

E aí que eu quero te falar. Por que o digital, o analógico, ainda é complementar ao digital? Se entra no táxi, o taxista muitas vezes identifica um movimento ou te dá um movimento que a pesquisa nem pegou ainda.

Você consegue se preparar ou mobilizar uma vacina contra algo que a rua já está falando e as pesquisas não identificaram? Claro, porque está no calor, está no termômetro. Cara, a rua é foda. Você está no taxe e está vendo o cara falando, esse cara é um filho da puta. Cara, eu fiz a campanha do Dória. A campanha do Dória. O Marçal foi parecido, mas a campanha do Dória foi bem assim. Eu entrei na campanha do Dória e tinha menos um.

Eu comecei a perceber que nós íamos ganhar no primeiro turno. Íamos ganhar no primeiro turno na rua. As pesquisas, a gente estava em terceiro lugar. Eu falei, João, a gente vai ganhar no primeiro turno. Tá louco. Vamos ganhar no primeiro turno. A rua está muito quente. Eu faço campanha desse moleque. Eu ando com serra. As pessoas querendo se aproximar. E o negócio...

Nós... Tem algumas coisas que se criam em campanha que se encaixam em alguns candidatos. Uma que foi o Marçal, se eu fizer assim pra vocês, é o candidato. É uma assinatura que você não precisa falar o nome da pessoa que você vai votar. É o L também. É isso. O cara passa na... Arminha. Arminha. O cara passa do outro lado. Não precisa falar seu nome, você já se identifica com você fazendo a OEA. E o Dória foi um negócio do acelera.

Era um negócio, ele lembra? Ele fazia assim com o dedinho, o próprio Tom Cavalcante tirava a serra, acelera, não sei o que. E as pessoas na rua, a gente ia passando de carro, e as pessoas tudo mostrando, acelera, acelera, acelera, acelera. E político é sempre um bicho que as pessoas...

Medem se aproximar, né? Medem se aproximar. E na campanha do Dória, as pessoas se jogavam pra cima, sabe? Não é se jogar literalmente, mas queriam consumir ele, sabe? Queriam consumir, tá perto, tirar foto. Que hoje é diferente. Hoje o Dória, por exemplo, você que cuidou da campanha dele. O Dória, porra, pra mim ele foi um grande fenômeno midiático. Pra caramba.

bombou e tal, ganhou, chegou até a ser governador, e hoje meio que deu uma congelada, talvez por até polêmica com Bolsonaro, que a base dele era bem bolsonarista uma época, e depois saiu tal. Nós fomos eleitos no final fazendo o famoso Bolsodória.

Eu que fiz as três camisetas. Eu tenho duas camisetas ainda até hoje. Uma amarela e uma branca. E como é que fica hoje por um Dória voltar? Porque o Dória saiu da parte de candidatura e tal. Daria pra voltar? Dá. Você não consegue relançar um produto que ficou fora de moda? Eu lembro que meu pai tomava Campari. Sim.

Depois o Campari ficou um negócio de velho, né? Era um negócio de velho. Hoje o Campari é um negócio... Sim, sim. Jovem, todo mundo toma, negrone. E era um negócio que eu via meu pai tomando, vendo filme. Mas é a mesma estratégia de produto? Não, é parecido. É parecido. É parecido. Porque o que você vê em uma campanha... Eu acho que você tem algumas estratégias para a campanha.

Primeiro, você utiliza o desejo, ou a esperança. Esperança, vamos usar a palavra esperança e o medo. O Lula foi eleito na eleição passada, numa eleição muito polarizada, por quê?

Ele tinha rejeição, era uma briga de rejeição, quem tinha mais rejeição, mas ele tinha uma questão da esperança da cervejinha com a picanha, que a vida ia melhorar. Eu vou até te interromper para falar que ele entra...

como presidente em 2002, com até um slogan de esperança venceu o medo. É isso. Cara, são as duas coisas. Caramba, é verdade. As duas coisas. E o Bolsonaro estava atraindo o medo e ele estava atraindo a esperança. Entendi. E quando você monta uma estratégia de campanha tendo um adversário muito claro, né? Assim, o que você faz? Você exalta as suas qualidades, né?

E vem de terror, vem de medo no seu adversário. Ele vai destruir você. Ele vai acabar com ele. Vai tirar os seus benefícios, vai tirar... É isso que você... Você vem disso. Você vem disso. Campanha do Dória, vou dar um exemplo. E você usa muitas vezes...

Os defeitos do seu adversário, você exalta as suas qualidades. Vou dar um exemplo. Dória, candidato a prefeito. Lula Guimarães era o marqueteiro. Lula, trabalhamos junto, muito próximo.

O Haddad tinha dois defeitos, ou duas coisas que nós identificamos nas pesquisas, que era até por conta do Marcos Vila. Tá, jornalista. Isso. Ele tinha um programa que era muito ouvido na Jovem Pan, e chamava o Haddad todo dia de Jaiminho, que era o carteiro preguiçoso do Chaves. E na hora que a gente fez a pesquisa, as pessoas não gostam de trabalhar.

É, não é muito chegado a trabalhar. A pessoa nem sabe. Ela só pegou isso daí e virou. Pegou isso. O que nós fizemos? Ah, o João trabalhador. Caralho, velho. Puta. O gestor, o trabalhador. E sem falar de maldodade. Sim.

Exaltamos as qualidades que as pessoas identificavam que era defeito e faziam elas não votarem ou ficar na dúvida de não votar nele. Na hora que apresentamos um cara que era trabalhador gestor, esse cara que votou no Haddad. E poderia até voltar a votar nele.

Migrou tudo pro Dória. Matou, matou, aquela coisa. Mas tem a ver com produto, né? Tipo, esse carro aqui, estão falando que é um carro meio duro, então eu vou vender que o meu é confortável. É isso. E aí você... Você identifica... Eu digo, eu dou um exemplo, né? Quando você vai empreender, eu falo pras pessoas, como que você faz? Eu quero abrir um supermercado. Cara, segue o líder, segue o pão de açúcar.

E eu ouvia, e não é da minha cabeça, eu ouvi isso uma vez do Abílio Diniz. Cara, que abre um mercado, você já tem um líder, né? Pega... Já tem uma estratégia que tá pronta. Que já tá milenar. E a hora que você estiver perto, você atropela. Aí você muda pra atropelar. Entendi, entendi, entendi.

Você muda pra atropelar. Mas como é que funciona, por exemplo? É muito bom esse papo, porque a gente tá falando de marketing. A tua função dentro disso tudo, da sua competência, é também... Pô, você tem que ganhar a eleição do cara lá. Você tá lá com Dória, você é Tim Dória até o final, porque você virou esse cara. Mas aí tem o político, da coisa da proposta. Você acha que proposta... Não ganha eleição proposta. Eu ia te perguntar isso. Não ganha eleição proposta.

As pessoas não procuram propostas. As pessoas procuram quem se identifica com o problema delas. E vou te falar um negócio que até eu não falo sempre. E a verdade, né? As pessoas procuram uma verdade. E muitas vezes você apresenta a verdade.

Só que ela não acredita naquela verdade. Você tem que apresentar pra ela a verdade de uma forma que ela fala assim, viu? É isso que eu falei. Maravilhoso. Quer dizer, é tipo assim, tem um cara lá que ele de fato vai cuidar da segurança pública, mas se ele não tiver um argumento específico... Que é o que a pessoa tá procurando... Que é o Haddad, que você falou. Que é o Haddad. Por mais que o Haddad trabalhasse, por mais que ele falasse, olha, fiz várias coisas, já tá no conceito que ele não faz nada.

O inconsciente coletivo. Que ele não faz as coisas. As pessoas procuram a verdade, mas não a verdade como ela é real. Às vezes você tem que... Você tem que marketear até a verdade. Entendi, é uma guerra de narrativa. Guerra de narrativa. Então, porra, maravilhoso. Assim, você como um bom, digamos, estrategista e marqueteiro, porque são duas coisas diferentes, me explica quais são...

O que fez o Bolsonaro ganhar e o que fez o Lula ganhar? O que você vê? Porque a gente está numa dicotomia de esquerda e direita e eu não acredito que seja isso. Porque na hora H ninguém sabe o que é esquerda nem o que é direita. O Lula foi esperança. O Lula foi esperança. Mas o Bolsonaro também não foi. Essa agora. Não, tu fala agora. Ah, sim, sim. Essa agora, Lula, foi esperança. Foi esperança de que a vida ia voltar a ser o que foi antigamente. Eu dou um exemplo. É o Make America Great Again do Lula? Eu dou um exemplo.

Eu, na época que o Lula era presidente, eu era subprefeito, eu tinha uma pessoa que trabalhava comigo, ele comprou uma casa financiada, carro zero, começou a fazer churrasco todo final de semana com a carne, porque já fazia churrasco, mas começou a comprar picanha. A vida dele, por mais que também o carro comprou em 200 a perder de vista, a casa 300, mas ele teve aquilo que a vida inteira ele não teve.

As pessoas votaram no Lula lembrando desse sentimento lá atrás. Ah, boa essa visão. Desse sentimento lá atrás. É quase como eu queria voltar para a casa que eu cresci porque eu era mais feliz. Isso. Ah, entendi. É isso. Mas não tem nada a ver uma coisa com... Mas é isso que eu estou falando. É esperança de voltar ao que eu tinha. E você sente que essas pessoas se decepcionaram ou não na sua visão?

Eu acho que parte sim, parte sim. Porque ela achou que assim não foi. É porque o mundo mudou. É um outro Lula, é um outro momento. Ele pegou, Lula pegou aquele momento, tinha acabado de sair do Fernando Henrique, né? O dólar era quase um real, inflação lá embaixo. Chigre asiático. É isso, tinha acabado de reorganizar a economia, então tava bombando dinheiro de fora vindo pra caramba e tal.

E o cara vota na nostalgia disso. Lógico, cara. Você não gosta? Eu acabei de... Eu não sou DJ, mas eu arranho, né? Aí outro dia eu tava conversando com um cara que se chama Paris. Um cara que eu sigo.

Eu vou na porra de um baile que ele vai fazer lá em Santos, porque é anos 80, nostalgia. Não vai voltar, né? Mas faz eu lembrar da minha juventude, que foi um momento... Trash 80 bombou por causa de Trash 90 agora. Show do Oasis está bombando. É isso. Sandy Júnior. Entendi, entendi. O Lula é um Sandy Júnior da política. Pronto, entendi. É isso. E o Bolsonaro seria o quê? O Bolsonaro, ele virou aquele sentimento que ele queria

Porque hoje nós temos, eu vou falar um negócio forte, né? Hoje nós temos uma polarização, né? E isso me incomoda muito, né? Porque...

Eu que faço análise, às vezes eu faço análise, até vou ler, porque o cara começa a me xingar, eu falo, por caralho, deixa eu ver isso aqui, se eu escrever isso mesmo que o cara tá falando. Não, as pessoas perderam a capacidade de interpretação de texto, né? Totalmente. Eu sou da época, e gostava mais dessa época, que político era tudo ladrão, no consciente das pessoas.

Não era o meu político rouba e eu vou defender e o meu outro político rouba e eu vou defender. Eu temo todos. Eu temo todos. É tudo ladrão. Porque hoje... E aí o Bolsonaro foi eleito justamente...

Nesse momento de virada, as pessoas estavam cansadas do que tinham, não aparecia nada novo e ele foi o novo. Mas, Mauro, eu vou te falar uma questão que eu vejo em todas as eleições desde a época do Dori e o Bolsonaro foi um pouco isso. E o Marçal foi isso também. Toda eleição, as pessoas procuram alguém fora da política ultimamente.

elas cansaram dos políticos tradicionais. Voto nos tradicionais porque não aparece um nome diferente ou um nome que eles acreditem que ele tem capacidade de melhorar a vida deles. Ou tem a capacidade de fazer algo que eles procuram. Ele é um outsider. Ele é tipo eu, né? Toda eleição. Toda eleição. E o Bolsonaro virou esse outsider naquela eleição. Se tinha o Geraldo Alckmin, que tinha sido candidato não sei quantas vezes, governador sei lá, 20 anos.

E era o Haddad o outro, né? Era o Haddad. Era o Haddad. Tentando relação. Era o sistema e tal. Ele foi esse outsider que as pessoas procuraram. O Marçal foi esse outsider que as pessoas procuraram. Não era perigoso isso? E o Dória sim também. Essa é a minha dúvida. Se é pior, se é melhor. Assim, como você está ali dentro e a gente está aqui fora, você está dentro do sistema. De alguma maneira você está conversando com o Dória, conversando com o Haddad, que seja.

O cara que tá ali nessa função... Sou um cara do outsider, quero mudar isso tudo e tal. Quando ele tá nessa campanha, nessa briga, ele sabe o que ele tá fazendo ou ele tá completamente perdido e precisa de vocês? Como é que você vê isso? É que o mundo real, quando você entra na cadeira, é outro.

Não acho que está perdido. Acho que ele tem um sonho de mudança. Tem realmente? Ah, tem. A primeira eleição de um cara, você acha que tem um romantismo? Mas a hora que você... Tem, tem. Mas a hora que você entra na cadeira, o mundo real é outro. É uma coisa, você montou um programa aqui, você achou que era uma coisa. A hora que você sentou aí, você falou, teve que mudar aqui.

A câmera não vai querer uma câmera aqui embaixo, não deu sagem. Tudo é ajuste, né? E na política é a mesma coisa. A gente trata a política como algo, uma bolha muito externa, né? Mas, cara...

Briga por liderança existe na iniciativa privada. Corrupção existe na iniciativa privada. Sabe? Joguinho interno para... Traição. Pô, existe. Sim, sim, sim. É que eu volto a te dizer, a política tem muita mídia, né? Está no dia a dia. Você abre o UOL, está lá. Está abre o G1, está lá. Não está falando da iniciativa privada, está falando da capa. É política, é política, né? Mas é interessante você me falou, porque assim, será que não é isso que faz a gente votar no outsider? Porque...

O cara que tá macaco velho dessa porra, ele tá há 30 anos nisso. Aí você fala, esse cara já tá corrompido. E o outsider, se você pega um cara com tempo de TV como o Dória... O Marçal não, né? Mas é que eu vou falar... Vamos falar do Dória, né? Vamos falar do Bruno Covas. Sim. O Bruno Covas era prefeito, mas...

Ele estava dois anos como prefeito, dois anos como prefeito, porque tinha deixado de... O Dória deixou a prefeitura para ser candidato governador. Era vice, virou prefeita. Cara, o Bruno, nós tivemos que construir ele, porque por mais que ele fosse prefeito...

parte da sociedade e nem sabia que ele era prefeito. Igual Ricardo Nunes. Igual Ricardo Nunes. Igual Kassab, quando Kassab foi vice do Serra. Você construir uma imagem que as pessoas não conhecem é muito mais fácil e melhor do que você tem que trabalhar. É mais fácil. Que é você construir? É, porque você constrói. Você faz o que você quiser. É um papel em branco. Escreve o que você quiser.

se eu te escrever o que eu quero que você fale aqui e te passe agora com o roteiro já na mão eu não vou escrever nada você vai tocar esse roteiro aí e eu não vou conseguir será que é por isso que o outsider tem tanto destaque? porque ele é um cara que está se dizendo que vai mudar tudo e eu quero que mude tudo na cabeça das pessoas é isso ele vai mudar o que na cabeça das pessoas não está funcionando e o que não está funcionando? é que a vida dele não está melhorando é que a vida dele não está funcionando

e a vida não melhora por conta dos caras que estão aí. É isso. Mas assim, efetivamente, agora, eu não sei se você pode falar isso, porque você também trabalha ainda no assunto, mas efetivamente, assim, cara, a galera político, candidato...

percentualmente, quem está numa campanha sabendo o que vai fazer, tipo, cara, eu vou mudar aqui a saúde, vou mudar a educação, e quem está ali só querendo ganhar e depois ver o que vai fazer? Como é que vocês criam uma estratégia? Porque eu imagino que, pelo que você está me falando, a estratégia é, eu preciso chamar atenção, eu preciso falar de qualidades e defeitos e ganhar. E depois eu vejo o que eu faço.

Não, acho que não. Acho que parte, pelo menos as pessoas que estão... Porque quem já está há muito tempo na máquina, já sabe o que tem que fazer e o que deve fazer. O outsider é diferente, volto a te dizer. Às vezes tem muito mais sonhos do que a realidade, do que realmente vai encontrar, do que dá para fazer. Porque é uma baita burocracia. Às vezes o cara fala assim, ah, não, vou...

Vou derrubar o minhocão. Quantos anos falam que vai derrubar o minhocão? Aí o Ministério Público não deixa, aí a Justiça não deixa. Aí não acha um projeto viável, aí coloca a licitação, a licitação fica a zero. Então, mas essa não é do mundo real. Mas na hora de criar a proposta, não tem esse pensamento de assim, pô, eu quero derrubar o minhocão, já vou avaliar o que dá pra fazer. As propostas que são lançadas na campanha são estudadas. São estudadas. São estudadas porque...

A não-ação no futuro pode ser a não-reeleição. É isso que eu estou querendo dizer. Você tem que pelo menos fazer um plano de governo. Então, o que vai para a TV é diferente do que vai para o plano de governo. O plano de governo, existe uma obrigação jurídica. Muitas vezes, você tem que fazer o plano de governo para apresentar para a justiça eleitoral.

Então aí você coloca a área de cultura, coloca a área de esporte, coloca a área de transporte, logística, jurídica, faz um pupurri de oportunidades. E destaca quatro ou três ações que você vai fazer. Saúde, segurança. É isso. E vou te falar, antigamente, existe uma divisão de olhares em campanhas.

Economia é presidente. O cara aqui do município não está preocupado com economia porque na cabeça dele sabe que a culpa é do presidente e não é do prefeito. Ah, e as pessoas não têm nem essa noção. É verdade, é verdade. Economia é culpa do presidente.

O imposto é presidente. É isso. E tem imposto municipal, tem imposto estadual. Isso, isso. E aí o governador mete imposto que vai vir no cu do presidente. Prefeitura era o quê? Zeladoria, educação e saúde. É isso. Estado era segurança e saúde. E economia, governo federal.

E vou te falar, e governo de estado... Eu nunca parei para pensar nisso. E governo de estado ainda é um negócio meio... Que as pessoas não prestam muita atenção também, porque não entendem direito o que o governador faz. É porque o presidente é executivo igual. E a eleição de governo é junto com a eleição presidencial. E a atenção é total na de presidente. E o governador passa meio que batidão. Então é fácil o governador ser reeleito. É fácil.

Porque está todo mundo focado no presidente e o governador vai falar. E parte do problema que acontece no Estado, as pessoas culpam não o governador e sim o presidente. O governador é tipo uma avó. Ele não é responsável pela educação do filho, quem é o pai que é o presidente. Entendi. Quando você falou assim da... Você falou de legislação, complicação e tal, eu vou para um caminho que é...

Porra, estamos lançando um candidato. Porra, vamos embora. O Pablo Marçal, o que sei. O Maurício Meirelles, vamos botar eu. Isso. Aí o primeiro que você vai falar é assim, porra, Maurição, estou vendo que você tem bastante seguidor, você tem uma porrada de coisa, estou vendo que seu adversário, que é o Al Matheus, é um cara que fala meio mal da educação, você é o cara que vai falar bem, por aí vai. Só que aí que tudo bem, me lancei.

O quanto o partido, a coligação, atrapalha o seu trabalho? Porque você... Qual que é a sua função? A sua função é atender o político com as vontades dele de ganhar,

ou atender o partido que quer uma coisa? Como é que fica esse conflito de o Dória quer uma coisa, o PSDB quer outra? Tem que ter um equilíbrio. Mas existe muita porradaria. Existe. Porque, de repente, vamos votar, você seja um candidato da pauta animal.

E, de repente, você é eleito com essa pauta, mas aí você vai votar na Assembleia, você não consegue aprovar, de repente, a sua ideia para aquele determinado tema. Sim. E não é só o partido, né? Existe um conjunto de conversas que têm que ser feitas e ações, né? E ações. Eu digo, na política, até a briga a gente combina. Tá ok? O que a gente vê no plenário, né? Ali é circo.

O que chegou lá, já está tudo combinado. Jura? Já teve reunião de líderes. O cara que vai sair derrotado, sabe o que ele vai ter? Você pode ver, todo projeto aprovado pela situação ou pela oposição, todo mundo tem um quê de vitória. Nunca é uma derrota, aquelas estilos, passamos com o trator em cima.

Por quê? Porque amanhã você vai precisar daquele seu adversário pra votar uma pauta que, de repente, ele não vote contra e se abstenha. Mas não existe o radical desses partidos? Tudo bem, mas esse cara é o baixo clero. É, um, dois, três, quino uma. Quem é político de verdade, ele precisa fazer. Quem é fazer o jogo? Sabe, dos, sei lá, quantos deputados tem? 345? 500? Hã?

1538. Quantos há esse radical que chuta o saco de todo mundo? É, pouquíssimo, né? A maioria tenta fazer uma coisa porque eu vou precisar de você depois. Sobrevivência também. Ou seja, então... Porque o cara já é eleito pensando na reeleição. Sim. O cara já é eleito... A reeleição no país também tem esse problema, né? O governador e o presidente já é eleito pensando na reeleição. Sim, sim. Recebi informações aqui que até a cadeirada do Datena já teve acordo, já. Mentira! Mentira!

A cadeirada do Datena foi planejada? Não, não foi planejada. Mas foi o quê? Não, não foi planejada. Não, teve acordo. Acho que agora é na Justiça. Vamos ser ainda. É na Justiça. Ah, não. Vai, vai. É, na Justiça. O que vai rolar? O Datena. O Datena de imprensa de Marçal e Datena para falar sobre o acordo que eles fizeram.

Eles fizeram um acordo pra dar a cadeira do outro? Não, não. Ah, tá. E vem aí, hein? Vem aí a candidatura dos dois, hein? Vem, da Atena, né? Da Atena e Massal. Vem na cadeira do outro. Tudo bem, mas assim, você tava ali. No fogo do Pablo Massal, aquela coisa toda. É proposital a provocação do Pablo Massal ou é uma coisa... A provocação é. Mas tudo é estratégia, né?

Tudo faz parte de uma estratégia. E ele achou o caminho da estratégia dele, né? O Marçal...

Eu gosto do Marçal, né? Tive boa relação com ele. Ele, de alguma forma, me abraçou. Porque eu entrei num grupo fechado, né? E ele acabou me acolhendo de alguma forma. Mas eu demorei pra entender. Porque ele é muito intuitivo. Eu sou mais método. Eu uso método. A intuição é importante. Mas eu tenho métodos também. E o Marçal, demorei pra entender como ele jogava.

E hoje eu tenho, assim, eu nunca perguntei para ele, mas eu tenho certeza. Parte da estratégia dele, 48 leis do poder. O livro 48 leis do poder. Porque você pega, para quem leu, você pega, tem um roteirinho ali, provocação, provoca o seu adversário, depois peça desculpa.

Tem um roteiro, tem um roteiro. Caralho. Tem um roteiro. Então eu falo que ele não tem método, mas ele tinha lá uma estratégia, estratégia método. Mas vamos lá. A pergunta importante é, o Iucinho, de todos os políticos que você conviveu e viveu, eu vivi com muitos por causa do CQC, quantos são tão diferentes do que a campanha mostra? Dos que eu trabalhei?

Cara, eu acho que nenhum. O Dória é daquele jeitinho, calça apertada, ele é gestor, ele é trabalhador. Me mandava mensagem 4 horas da manhã, me mandava 5 horas da manhã perguntando se eu já tinha resolvido. Eu falei, eu não resolvi nada, o povo está dormindo ainda. O Bruno...

Era um cara mais coração, um cara mais de... Ele era um direita e esquerda, tinha um olhar mais pras pessoas, sabe? Ele era mais humano. O Marçal, aquele cara midiático, aquele cara de internet, que tudo na cabeça dele vira corte, tudo vira oportunidade, entendeu? Acho que todos foram reais, né? Mas cada um...

Cada campanha nós exaltamos uma qualidade e diminuímos as... Como que se diz? Até para não cair. Toda campanha se faz assim. Você aumenta a qualidade ou dá à luz a qualidade do candidato.

E diminui luz nos seus defeitos. E foca nisso e vai pra frente. Mas a qualidade dele, porque as pessoas percebem quando você tá mentindo. Quando aquele cara que você tá demonstrando não é um cara real. Não é um cara real. Você falou do Dória. Eu acho que muita gente se sentiu traída pelo Dória. Não é o meu caso. Não tem nada a ver com isso. Mas muita gente que viu o Dória como um aliado do Bolsonaro. Aquela coisa toda. E de repente olha e fala assim, agora o Dória tá falando mal. Só que assim...

Como que funciona isso pra cabeça do cara que tá ali? Você que tava ali dentro, como é que você viu isso? O Dória olhando, vendo, cara, tô derretendo. Como é que fica o desespero dessas pessoas? Ou não tem desespero? Não tem desespero. Assim, porque... Essas... Volto a falar. Esses caras que são muito fora da curva, né? Dória, Marçal, não sei o que lá. Eles vivem em outra dimensão.

Eles enxergam um mundo diferente de nós. O olhar deles é para fora de um quadrado que a gente está acostumado a ler na imprensa, que eu estava acostumado a conviver. O Dória, para eu aprender a trabalhar com ele, eu tive que, num dia de insônia, falar, cara, o que ele está vendo que eu não estou vendo? Porque toda vez eu falo para ele, não vai que vai dar errado e dá certo. Não vai que dá errado e vai dar certo. Um dia eu falei assim, cara, eu vou deixar ele fazer o que ele bem entender.

O que eu achar que vai dar errado, eu já vou montar uma vacina pro pós. Mas eu vou deixar ele fazer porque ele tá... Eu tô dentro num quadrado, ele tá num outro quadrado, ele tá enxergando algo que eu não tô enxergando. A partir daquele momento, a gente conseguiu a relação de... E essa é a minha dúvida. Como é que, por exemplo, a gente tá vivendo numa era que tem muito hater, tem muita gente comentando. Nesse próprio vídeo tem gente me odiando e te odiando.

Esses caras, é 24 horas ódio em cima de você. O que você observou dos 4, 5 candidatos que você trabalhou assim? Como eles lidam e se mudou de um tempo analógico para o tempo digital a quantidade de recepção à ódio? Tem gente que sente...

Eu vou te falar, eu era um cara de 3 mil seguidores, eu sou um cara de 400 mil. Cara, no início, os caras me xingando, o cara... Você não ficava bem com isso. Cara, não fazia mal, não estava acostumado. Qualquer um é assim, né? Mas tem pessoas que conseguem se blindar mais e outras se blindar menos. Hoje, para mim...

Às vezes, quando eu tomo umas coisas, eu mando uns... Sim. Seu cu, eu mando umas coisas de quinta série, sabe? Sim, sim, sim. Seu famoso quem? E o candidato que tá ali... Mas depende, depende. Depende da pessoa. Cada um lida de uma forma. Cada um lida de uma forma. Pablo é de boa? Cara, o Pablo era o que tava mais acostumado. É. Vitória... E o Pablo, ele gosta do hater. Porque o hater leva mais longe a mensagem dele. Porque a gente tem que entender. Ah, é verdade. Cara... Não muda de outra coisa.

O mundo digital é diferente do mundo real, né? Do mundo analógico, vamos falar. Eu não ligo que as pessoas me xinguem hoje, porque hoje eu entendi que quanto mais o cara me xinga, mais minha mensagem chega para as pessoas que também não me xingam. Sim, porque eu vou compartilhar. Olha que imbecil. É, e o algoritmo começa a entregar. Sim. Tanto é que...

Eu e dois sócios, que é o Pedro e a Júlia. Eu fico de noite, minha mulher, para estar fazendo o que? Estou respondendo aqui, mandando palminha, porque eu vejo que o negócio está chegando a um milhão e meio de visualização, dois milhões. Eu começo a responder porque eu vejo que o algoritmo começa a entregar e os números começam a aumentar.

Só de responder, só de palminha, só de agradecer, e fico. E o Pablo entendeu isso. Aí o Pablo fala que o cavalo andava para trás, fala que ele era melhor que o Ayrton Senna, e os caras, pau, pau, pau, e ele, tum, tum, tum, crescendo de seguidor, crescendo de seguidor. Ele entendeu esse mundo. Quando que ele decidiu ser candidato a prefeito? Foi nesse período? Esse período de cortes, de bombagem, já era parte da campanha dele? Ah, não sei. Você não sabe disso? Não sei.

Porque eu achava isso. Eu acho que não. Eu acho que essa fase dele levou ao ser lembrado para ser candidato. Ele já tinha sido, né? Ele tinha sido candidato a deputado federal dois anos antes.

2022. Ele perdeu a candidatura. É, perdeu a candidatura. Foi eleito e a justiça caçou. O que você falou de polarização, mas o que você acha de esquerda ou direita? Você acha que faz sentido? Eu acho ruim pro país. Eu digo, por que a polarização é ruim? Não é por causa que é o Lula, é por causa do Bolsonaro.

Por que esse momento é ruim? E eu volto a dizer, o negócio de... Era legal quando o político era todo mundo ladrão. Porque as pessoas paravam para pensar. Claro. Hoje, as pessoas não têm capacidade de escutar os diferentes. Se você pensa diferente, a pessoa te odeia.

É porque você está no algoritmo dela. Não, eu só te odeio. E assim, eu digo que numa guerra, você tem que saber mais sobre o seu adversário do que sobre o seu próprio exército. Porque senão você não consegue montar uma estratégia de vitória. Se você não sabe se o cara tem um... Falando de guerra, tem uma bomba nuclear, vai sair no outro dia, como que você vai atacar?

Se você não tem uma estratégia para atacar o seu adversário, ou para entender o seu adversário, para poder, de alguma forma, não estou falando de atacar, mas de alguma forma combater... Eu tenho relação com o Orlando Silva, que é do PCdoB, tenho relação com o fulano, que é do PSDB, e parte deles, eu não concordo muitas vezes com o que eles falam, mas eu aprendo com eles.

Eu aprendo como eles pensam. Eu consigo fazer análise compreendendo todo mundo. E agora eu virei analista, mas eu trabalhava em governo, não tinha que entender a cabeça como os outros funcionavam. Mas eu sempre entendi que eu tinha que entender como que as pessoas pensavam. Porque senão, eu não consigo fazer política pública, eu não consigo combater o meu adversário na assembleia. Você não consegue voto para o seu projeto. Porque... ...

Na vida, quando você vai vender alguma coisa, o cara que vai vender... Você pode pegar qualquer curso de venda, eles falam isso. Se você não se coloca no lugar do cara que você está vendendo produto, você não vende.

você tem que pensar qual que é o doce que você vai vender. Como você vai adoçar a boca da pessoa que vai comprar, você é vendedor de carro, você é vendedor de carro. Se você não tiver capacidade de se colocar no lugar dela, você não vende. E a política virou isso, as pessoas não têm capacidade de discutir. Aí vira um negócio assim, esse aqui é o que eu defendo, esse aqui que eu não defendo. Ah, se esse cara falou, ele é meu inimigo. Se esse cara falou...

O Ricardo está errado. O Rick Capirroni, que é um cara que eu gosto muito, ele falou uma frase uma vez, cara, que eu achei muito legal, que ele falou que o grande problema de você polarizar é que você começa a defender sem limites aquele que... E não importa o que se faça. Por isso que eu estou falando. Logo, o político ganha. É lógico. Para eles é o melhor do mundo que eu falo. Quando era tudo ladrão na cabeça do povo, eles tinham cuidado. Agora eles erram e tem torcida defendendo. Exato, exato.

Ele erra aqui e erra aqui, a torcida fica defendendo um outro. Isso não facilita o seu trabalho? Aqui você não está mais nessa função, mas quando você era dessa função, isso não facilita o seu trabalho? Porque você fala assim, tudo bem, o cara é de direita, ele pode falar o que ele quiser, fala do banheiro trans, fala do não sei o quê, porque me dá a impressão que a política hoje é... Não facilita, não facilita, porque a falta de diálogo é ruim. Não, tudo bem, mas assim...

O que eu estou vendo hoje da política com a minha visão bem rasa, que é, hoje você vai ter um cenário, geralmente, de qualquer disputa, que vai ter um cara de direita e um cara de esquerda. Então, não importa o que eu fale, ele é de direita, eu sou de direita, ele é de esquerda, eu sou de esquerda, eu vou votar nele. E aí o cara reforça pautas que não têm nada a ver.

Com a função dele. Então tem o cara disputando prefeitura de Lorena e o cara tá falando sobre o ICE. Tem nada a ver. Mas esse tipo de argumento faz você... Eu sou contra imigrante. Sim, Lorena. Não tem imigração em Lorena. Mas ele usa essa pauta porque ele quer se posicionar como um cara de direita. Eu de direita vou votar nele. Então me dá uma impressão que ficou meio fácil.

esse trabalho. Antigamente... Agora entendi a tua questão. Facilita, facilita. As pautas já estão claras e ele só precisa colocar no seu dia a dia para as pessoas... Você precisa mostrar que eu sou de direito ou de esquerda. E hoje, se você pegasse hoje um candidato à prefeitura, a deputado federal, qualquer coisa... Você pega o candidato de direita, é só fazer arminho e o cara já sabe que o cara é de direita. E o outro é falar, galera, escala 6 por 1, vai acabar.

Então ficou raso Entendi o que você me disse, é isso aí E aí eu ia te perguntar um negócio, eu tenho que te entregar Inclusive um presente do patrocinador que eu faço questão Eu trouxe um livro pra você Depois eu pego aqui da Insider Que eu vou fazer uma pergunta que é sobre Esse ano, eleições 2026 Como que você vê o panorama? Porque temos Flávio Bolsonaro Nesse momento e Lula

E, antes de mais nada... Obrigado. Pode ter, pode ter. Vamos fazer merchan completo? Merchan, faz o que você quiser. A camiseta da Insider, a camiseta com tecnologia, a camiseta do futuro e a camiseta excepcional para você que vai participar. E não desbota a preta, viu? Não desbota, você sabe disso. Já chegamos ali da melhor forma possível. Eu sou marqueteiro, você também. Eu fui marqueteiro porque eu fiz a pergunta mais importante no momento do merchan, que é...

Temos aqui um cenário, Lula e Bolsonaro, a gente está gravando esse vídeo em fevereiro. Como é que você chegou em mim? Você chegou em mim porque eu vi uma análise tua sobre não é do jeito que a gente está pensando. E aí eu queria que você... É o que eu falo. A política não é o que as pessoas lêem nos jornais. O mundo real da política é outro. Acabei de falar, até a briga é combinada.

o Congresso vai votar uma lei com tudo combinado. Já sabendo quantos votos mais ou menos vai ter, lógico, tem uma fora de curva, tem uma briga maior. Tem 10 caras ali que você tem que convencer. E você pode ver, tem sempre um artigo ou um adendo dentro da lei que está sendo votada.

que o cara que é adversário e perdeu fala assim, não, nós conseguimos, atendemos um não sei das quantas e tal. Todo mundo está com uma certa vitória. Quer dizer, o grande cara desses congressistas é o presidente do partido. É esse cara que são as lideranças que se juntam numa noite no churrasco e tomam decisões. Não tem isso. Brasília, você falou um negócio importante. Brasília não funciona durante o dia. Brasília funciona durante a noite.

Nas festas. Tem dia, eu já morei em Brasília, tem dia que tem 3, 4 festas. E os líderes passam nas 3, 4 festas. Os líderes. É o cara do Pesteiro do Pé. O deputado também. Não, todos os partidos. Brasília é uma grande festa ao longo da semana à noite. Vinho, uísque e festa. Eu posso falar, eu acho que é por isso que dá merda.

Mas é ali que é combinado. Por que eu falo? Mas é ali que se combina o jogo. Sim. Volto a dizer, não é no plenário. Quando chega no plenário, as coisas já estão basicamente combinadas. E se uma mulher não fica em desvantagem?

Porque tem que estar ali, vamos jantar, vai no lugar, vai no putiuteiro, toca ideia, bababá. Se toma galera, se toma galera não. A mulher vai junto com o putiuteiro, rapaz. É, pô. Por que ela não vai? É, porque aqui, pega a Vila Madalena aqui, a galera sai mulher, sai homem, sai todo mundo junto. Na Brasília é uma coisa. Agora assim, ah, mas saiu pra jantar sozinho.

Mas não tem um ambiente mais... Tô falando num ambiente de festa. Ah, sim, sim. Num ambiente de festa, que é o que tu fala, é na casa de alguém lá no Lago Sul, é no apartamento funcional, não chamou a mulher pra ir numa festa só os dois sozinhos. É uma galera.

É uma galera Porque qual que é a minha visão Desse jogo assim, de verdade, eu juro Brasília funcionar se fosse obrigatório O deputado, assim que ganhasse A eleição Levasse a família pra Brasília Porque a família ali, mano, o cara ia falar Puta que pariu, velho, não dá pra fazer merda Não dá pra ficar até de manhã Não dá pra beber uísque Porque, cara, você sai de caruaru

Vai fazer férias de três dias em Brasília. É muito legal terça, quarta e quinta em Brasília. Tem esses jantares, tem uma porrada de situação boa. Depois você fala, por que eu vou voltar agora pra Roraima? Tem as festas do Banco Master. Festa do Banco Master. Avor caro, pagando puta. Essas foram boas, hein? Pera que não vai ter mais. Mas foram mal. Pra essa ninguém chama, né? Essa ninguém chama. Chamaram, Maurício? Chamaram nem da do Epstein, velho. É verdade. Deixa eu te contar.

temos agora então temos agora então o momento que é Lula e Flávio Bolsonaro como que você vê isso? Qual que é a sua visão a sua análise do que está acontecendo hoje no Brasil? Eu acho que é

Eu acho que pode ser o último ringue de uma polarização, sabe? Último? Eu acho, eu acho, eu acho. Porque o que nós temos? Temos dois polos que se autoalimentam, né? Que é o Bolsonaro e o Lula. É a última eleição do Lula.

Eu não vejo o Bolsonaro... Tudo bem, ele vai estar livre, mas será que ele vai ter saúde para disputar 2030, que é a próxima eleição para presidente? Então, eu acho que os dois grandes polos... Volto a te dizer, nós não temos nem esquerda nem direita. Nós temos dois nomes que representam...

A esquerda ainda é uma grande ideia. A esquerda tem lá. Os caras são pensadores. Tem muita gente que entende de política e tal. A direita, você tem um sobrenome. Porque não existia direita. Até outro dia no Bolsonaro, o que era direita? Era o PSDB. Era um centro direita, era uma coisa equilibrada. Porque polarização sempre existiu.

Aqui em São Paulo, teve a polarização do PT contra o malufismo. Depois, o malufismo morreu. Hoje é o PT com o PSDB, que morreu. E agora tem o Ricardo Nunes, mas é um centro-direita, centro-esquerda. Polarização sempre existiu. Dois grandes partidos discutindo.

Nomes que se revezam, né? Aqui você tinha. Marta Suplicy, candidato toda hora. Celso Rousseau, toda hora. Boulos, toda hora. E um candidato para o PSDB. Que já foi o João Doria, já foi o Bruno, já foi o Kassab. Polarização sempre existiu.

E a direita era o quê? Era o PSDB. Que era um negócio mais de Vila Madalena, uma coisa mais equilibrada, né? Um professorzão. É, empresário. Sei lá, entendeu? Jardins, entendeu? Já existia essa polarização. O que não existia é essa briga ferrenha, onde as pessoas estão cegas, né? Se o meu erra, eu protejo, se o outro erra, eu protejo. Ah, mas se errou é culpa do outro sistema. Isso aqui errou é culpa da direita, sabe?

Tem coisa melhor do que uma pausa no seu dia para apreciar um café? Passe no Pão de Açúcar mais próximo. Ou acesse o app e descubra uma seleção de aromas, origens e sabores especiais. Tudo de café do clássico ao importado está no Pão.

Mas você acha que o Flávio tem chance de ganhar essa eleição? Toda eleição, tudo. Você acha mesmo? Porque às vezes eu olho e falo assim, cara, o Lula está com a máquina, o Lula é presidente. O Lula já tem a história toda. Flávio chegou agora, Flávio não tem nenhuma experiência. Ou você acha que o Flávio tem um interesse por trás de colocarem ele e no final não vai ser o Flávio, vai ser o Ficar? É que a gente está indo longe da eleição. Eu acho que falta... Essa eleição foi o que aconteceu na eleição passada.

Nós temos um terço para a direita, um terço para a esquerda, e um terço que não quer votar, odeia todo mundo, sei lá. Quem conquistar parte desse um terço vai ser eleito. Tá. Pode ver. O Flávio já... Todo mundo fica falando que ele não é... Que ele é o pai equilibrado. Ele é moderado. Todo mundo pra quê? Pra pegar esse um terço. Porque ele já tá com os malucos. Já tá com os direita radical. Mas você não acha que a direita se colocasse o Tarcísio conseguiria isso? Sem nenhum esforço?

Mas a família quer manter o sobrenome. Entendi. O Tarciso era o melhor candidato. Por isso que eu falo, não existe direita, existe um sobrenome.

Caramba, cara. E a partir da hora que não tiver mais o Lula e não tiver mais o Bolsonaro, eu acho que o jogo volta... Não, mas o Bolsonaro tem pelo menos aí Flávio, Eduardo, Carlos... Não, mas eu sei, mas uma coisa é o pai. Lógico, se o Flávio ganhar, você criou mais oito anos aí, pelo menos, de bolsonarismo pela frente, entendeu? Se ele não ganha, por isso eu estou falando, pode ser o nosso último ranking.

dessa polarização. Se ganhar o Lula, não tem mais Bolsonaro na próxima eleição e não tem mais Lula na próxima eleição. Ah, mas o Flávio vem com sobrenome. Mas são personalidades diferentes. As pessoas sabem separar. É lógico. Tem aquele mais radical que fala eu voto em quem o Bolsonaro falar pra eu votar. Vai ter lá o Flávio. O Flávio vai sair sempre com os 25%. Eu tenho uma curiosidade que eu queria saber pra entender. Por que que existe tanta essa coisa? A gente já entendeu que a gente

Os jogos por trás das eleições, dos clichês e tal. Mas por que continuam os clichês dando certo, sendo que as pessoas sabem que são clichês? Por exemplo, o cara que come o pastel na feira, o político que beija a criança. Todo mundo já sabe que isso... É gente como a gente.

Mas a gente já sabe que está sendo falso. Mas o povo gosta. O povo gosta. Eu vou te contar um negócio. Numa das minhas eleições, logo no início, eu era moleque. Eu dividia até apartamento com uma galera para fazer a eleição, sem dinheiro, de Fusca. Ganhamos um Fusca. Prestaram um Fusca para nós. Nós chegamos na comunidade. Eu lembro até... Eu não vou falar o nome da pessoa, não sei se ela gosta. Ela existe até outra. Chegamos na comunidade dela e o candidato foi de Fusca. Era o que a gente tinha.

Sim. Aí ela falou assim, ela veio e falou assim, eu, senhor, não vem de Fusca. Não é porque, não é? Eu estou chegando de Fusca, né? Mais próximo da comunidade. Cara, Fusca nós já temos. A gente quer ver o cara de Mercedes. A gente quer se identificar com alguém que olhe assim, quero que meu filho chegue ali.

Puta, faz sentido, né? Pagar de humildão aqui não é legal não, né? Mas o pastel, o dia a dia, o cafezinho, faz parte do show, entendeu? Ele tem que ser rico, ele tem que ser poderoso, mas ele tem que ser simples. Mas não pode estar distante, não pode estar distante, né?

O pastel aproxima. É você. É isso, é. Você chega de Mercedes na feira, mas come um pastel, mas chega de Mercedes. Olha lá, o Maurício fudido, tá de Mercedes, deu certo na vida, deu certo na vida, mas tá comendo pastel aqui com nós. Entendi, é tipo corretor de imóveis. É o cara que aluga o carro pra vender uma cobertura de 20 milhões. É, cara que vende curso.

Que aluga os carros e vende curso. Quais são as estratégias, então, que são específicas? Assim, sempre tem que ser colocada. Vamos lá, você me falou, então, do cara... Rua. Rua. É feira. Rua. Feira. Não existe político que ganha sempre na rua. Feira. Ah, cara, não ganha, cara. Difícil. Por quê? Isso que eu queria entender. Por que você sempre fala assim, o cara foi lá na rua... Olha, eu vou dar um exemplo. Como é que o cara ganha tanto...

Eu vou falar uma coisa que não é científica. Tá. Porque eu não estudei. O Marçal...

Nós fizemos alguns eventos de rua, né? Esse caminhado, apunha ele em cima de um caminhão, galera tudo atrás, a Luma com o microfone gritando lá, organizando a turma e tal. Nos bairros que nós fizemos rua, cara, eu estou falando um achismo, né? Não é científico, mas eu já fiz muita campanha na vida. Foram os únicos bairros que o Marçal ficou na frente na eleição.

porque o cara vê ele falando e... Fica mais próximo, vira um zunzum no bairro. Porque você passa no comércio, o cara, pô, o Marçal veio aqui. E o cara tá com sorrisão. Mas, pô, o cara veio aqui, porque ele tá... Tudo bem, não sei que o cara aqui, Zé Mané, né? Pega esses caras que estão disputando a dianteira, o cara falou pro Marçal, você viu? Puta humilde, ele veio aqui, o fulano não veio aqui.

O Beltrano veio aqui. E passa o dia inteiro no comércio, no pão, no restaurante, no cabeleireiro, entra no cabeleireiro, bagunça.

Cara, faz diferença. Faz diferença, não parei pra pensar isso. Mas eu falo assim, e volto a dizer, em umas eleições muito polarizadas também, tudo ajuda, tudo é complemento. A gente não pode destacar, que nem você faz aqui, mas está no YouTube, mas coloca no Insta, coloca não sei o que lá. Qual que é o melhor? Ah, é o YouTube. Mas você coloca no Insta, você coloca em outro lugar. Tudo é complementar.

É, cara, tudo é complementar. Você vai ficar fazendo o quê? Só fazendo corte? Só fazendo vídeo? As pessoas cansam também. As pessoas querem te ver. E outra, por que você tem também uma questão de fazer rua? Porque você tem a TV. Você tem que fazer rua pra aparecer na Globo, pra aparecer na SBT, pra aparecer na Bandeirantes, principalmente na hora do horário eleitoral nas coberturas. Vamos lá, fala de horário eleitoral.

Porque assim, às vezes eu fico olhando o horário eleitoral, vejo o cara falando em três segundos, tal, não sei o quê. Isso ajuda o cara? Cláudio Buarque, 13,92. Esse cara, como que ele vai ganhar com isso? É uma briga, né? Eu já fiz chapa, eu já fiz tudo essas coisas de campanha, já fiz tudo. O que acontece? É o ego, né? Porque também o teu eleitor, principalmente o cara que é menor, né? Que vai no boteco, essa coisa, e fala assim, pô, não te vi na TV ainda.

fica parecendo que você é o último escalão de uma campanha. A partir do momento que ele te viu em três segundos, o cara fala, pô, eu te vi na TV, cara. Pô, você estava bem pra caramba. Mesmo que ele não fale nada. Entendi. Mesmo, cara. Negócio da imagem, sabe? O poder de estar na TV. E quem escolhe quem vai pra lá e quem não vai pra lá? Partido. Baseado em quê? Cara...

Primeiro tem um... Não existe uma regra clara, mas eu vou te falar uma regra básica. O cara é vereador, ele já está, pelo menos tem seu tempo lá para aparecer. Ele já tem a galera dele. Isso. Aí você olha para o...

Para quem a TV pode de alguma coisa, essa questão de aparecer, pode consolidar ele pelo menos na região dele, sabe? Aí você sabe o cara que vai ter 3 mil, o voto que vai ter 5 mil. Você tem mais ou menos uma base, né? Você conhece os perdidos, né? Porque a gente fala que tem rabo de chapa, meio de chapa e líder, né? O líder na maioria são os vereadores e alguém de repente que está despontando...

redes sociais, igreja, que você sabe que tem... Tem uma liderança. Lidera. Mas eu vou te falar um negócio que é importante frisar. Porque a gente fica falando de internet. Existe um grande erro comum com todo mundo. Seguidor não é eleitor. Seguidor é seguidor. Seguidor entrou na sua rede porque viu um vídeo seu em algum momento e não entra mais.

Então não é que você tem um milhão, porque para ser deputado precisa de 30 mil votos dependendo do partido. Eu com 400 mil eleitores, 400 mil seguidores, poderia ser candidato a deputado. Você está com quantos seguidores? Um milhão e quatrocentos. Não, dois milhões e quatrocentos. Mas você pega lá, aí você tem que recortar a publicidade e tal.

Mas qual o cara que é seu eleitor ou possível eleitor? O cara que é engajado. Quando você tem de engajamento, cada postagem que eu faço tem mais ou menos 10 mil engajamentos. É mais ou menos o que você tem, porque é o cara que comprou sua ideia, compartilha da sua ideia e na campanha, de alguma forma, vai estar conectado com você, porque entra todo dia no teu perfil. E ele se decepciona?

Ou ele, uma vez que comprou você, ele vai até o fim porque ele não quer mostrar. Não, não é. Eu tenho uma tese que se decepciona. Não é que se decepciona. Igual você, ele segue outros. Ah, tá. Verdade. E ele é engajado com outros, né? Sim, sim. Mas o que eu quero dizer, o que os políticos erram, né? Ah, mas eu tenho 500 mil seguidores. Aí você vai olhar o perfil do cara, cada postagem dele está de 10 curtidas.

a rede dele não serve pra nada todo mundo aí, um monte de indiano que tá seguindo ele a rede dele não serve pra nada a rede dele não se comunica com ninguém, falta de dizer, o cara foi candidato aí todo mundo entrou, mas ninguém mais segue o cara, às vezes entra e tal mas nem curte as coisas, não gosta seguidor não é eleitor e os políticos muitas vezes erram isso

Bom, pra finalizar, porque aqui a gente, o achismo aqui é bem rapidinho, a gente faz só pra ter um parâmetro do que tá acontecendo. O que você acredita que vai mudar nos debates pra frente? Porque assim, eu queria falar da parte de debate. Televisão? Televisão. É só corte, serve pra nada o debate.

É isso que eu imaginava. Isso é panada. Eu estava tentando pegar essa resposta. É, só corte. Todo mundo lembra do Marçal levantando a carteira de trabalho para o Boulos. Me fala uma questão de proposta de governo de qualquer candidato. Pergunta para ele. Fala para ele. Lembra alguma proposta do Boulos?

Ah, do Boulos? Não, do Marçal. Do Marçal? Ah, faz o M, né? Ninguém lembra. Serve pra nada. Então. Debate. E outra. Quem fica duas horas assistindo qualquer coisa? É, por isso que aqui tem uma hora e dez no máximo. É isso. E mesmo assim você produz cortes pra quê? Pra as pessoas assistirem. Porque as pessoas, os cortes, as pessoas assistem muito mais do que o conteúdo inteiro. É. Porque é mais rápido. E não é.

Vou dizer, antigamente você sentava na TV, era assim, você jantava, assistia o Jornal Nacional e assistia a novela. E não tinha nada para tirar a sua atenção. Hoje a TV virou um grande rádio, né? A TV virou um grande rádio, porque você está com a TV ligada, no celular, alguma fala te chama a atenção, você para e...

E volta pro celular. A TV virou um grande rádio. Sim. Ou seja, os próximos debates, então, chegam à conclusão que vai ser uma disputa de entretenimento. Qual que é a sua... E o debate? Mas aí pro candidato. O candidato tem que ir. Tem que ir porque é importante ele aparecer como candidato.

E ficar fora do debate também parece que ele não... Um cara menor, um cara pequeno, né? Mas como é que chega isso pra você? Você que trabalhou com vários... Como é que ele é o Marçal? O Marçal.

responde se eu estiver errado, ele tecnicamente não tinha direito a aparecer na TV. Mas como ele estava estourado e estava indo bem nas pesquisas... Porque ele era PRTB, que era um partido minúsculo. O que a TV queria? Queria audiência. Vai ser ele contra o bolo, se queremos ver. É isso, pô! Mas isso, assim, agora falando não da sua forma profissional, mas da sua forma humana. Você não acha que isso acaba, de alguma maneira, ferrando tudo.

O debate eleitoral já é circo. E você entende isso e você, como um cara que precisa de votos... Você prepara os caras para o debate, né? Você faz mídia. Eu faço... Tem eleição que a gente coloca até o cara num púlpito e pega o jornalista para só sarrafo, só sarrafo. Como se fosse o debate, contando o tempo. Você prepara ele, né? Para a resposta. Vocês fazem um ensaio? Faz ensaio.

Faz ensaio. Porque qual as perguntas que vão fazer contra o teu candidato? Você sabe o que tem contra ele, que as pessoas vão utilizar. Por isso que a maior cagada que... Isso daí é uma época de CQC, eu aprendi. É uma estratégia. A maior cagada que tem é você fazer a pergunta que o cara já sabe a resposta. É isso. Não, você vai perguntar. Para atrair uma mulher, ele já sabe todas as respostas que ele vai dar para isso. Porque toda eleição é a mesma coisa. Ele já está preparado.

Se você vai pra perguntar o que outros já perguntaram, você já tá saindo perdendo. Você já sai perdendo. É porque o cara já tá preparado. E você já teve situações que você tava ali no debate, recebendo informações, e você fala, cara, se eu soltar essa, eu vou destruir esse candidato. Mas, eticamente, faço. Eticamente, não faço. Como é que fica a sua cabeça? Porque você é o cara que tá coordenando uma campanha. Eu não mexo com família.

Eu dificilmente mexo com família. Sabe? Eu sou um cara que acho que família você tem que preservar. Mas a galera mexe? Mexe. Tem gente que mexe, eu não mexo. Mas deixa à vontade o candidato... É uma decisão do candidato, não sou eu que provoco. A gente leva, muitas vezes, a questão. Tem que levar. Mas não é uma coisa que eu adoto como... Sabe? Puta, isso aqui, sempre que pegar um negócio, a mulher pulou a cerca. Tem limite essa sujeirada?

Não tem limite. Não tem limite? Não tem limite, não. Vitória tem limite? Caralho. Você treina a vida... É que no esporte é diferente. No esporte é uma coisa mais... Tem mais ética, né? Mas no jogo de político, no jogo empresarial, é um comendo o outro, caramba.

Falando em comer o outro, o Dória, você trabalhou com o Dória. E aí teve o negócio da suruba. Aquilo ali dizem que era Iá, dizem que não era. Como é que foi isso pra você coordenar aquilo ali? Você tava com ele naquele período ou não tava? No período da suruba não, no período do vídeo que foi. Como é que...

Porque aquilo ali pra mim foi um máximo... Às vezes eu olhei pro Dória, porque eu gosto do Dória, já trabalhei, já entrevistei ele, sempre foi muito legal. Não, ele é jeito. Olha, o Dória... Ele era um cara, assim, maluco, ele era o cara do lead, o cara que faz encontros empresários. De repente ele tá falando, então, a suruba não era eu. Cara, eu falo, por que que ele foi parar ali? Por que que o cara... Jogo político, montagem. Nem foi montagem. Teve perícia, teve perícia.

Mas é mais legal a gente falar que não foi. Eu sei. Tanto é que eu tive um monte de amigo que falava que não ia votar nele e depois da sua luta falou, pô, vou votar nele. Aí, porra, é isso, porra. Vou votar nele. É nóis. Acelerou, gente. Acelerou. Acelerou. Acelerou. Festinha, festinha, entendeu? Mas acho que esse tipo de situação é o que demove, por exemplo, o Luciano Huck.

que tava vindo pra ser candidato e de repente ele fala, porra, vamos destruir a minha vida. Você acha que a vaidade nesse lugar atrapalha muitas pessoas legais de serem candidatos? Porque me deu a pessoa que você tem que ter um estômago muito maior do que sua vontade de fazer algo positivo. Então, o Dória saiu candidato e não destruíram. Tudo bem, teve esse episódio, né? Surubo e tal, mas tudo bem, mas não teve. Mas o Dória era um bom dia e três, hoje ele é um surubeiro.

Quer melhorar esse país e ser fofo? Não combina, caralho. Desculpa. Luciano Huck quer ser fofo, não combina. Ou você vai pra guerra sabendo que é uma guerra? Não vai. Não adianta ficar sempre ameaçando. Ou assuma de vez. Eu sou um cara que eu quero ser protagonista e trazer projetos pra esse país. Vou montar um núcleo de projetos, de propostas, etc. E por isso vai tomar um cu petesado. Aí começa a parada toda.

Cara, vai ser fofo, mano. Volto a dizer, fofo e morno não chega a lugar nenhum, cara. Na política não chega mesmo. Não chega, cara. Não chega. Eu acho que o cara fofo e morno ele não sai de deputado. Ele fica ali. Não sei nada, é isso. Cara, eu faço mentoria, né? Faço mentoria. Tenho lá minha agência de comunicação e tal. Mas, e eu falo para os candidatos. Falei para uma sexta-feira. Ele falou assim, eu quero essa eleição. Eu quero que você monte minha estratégia.

Não para deputado. Para deputado eu estou resolvido, mas eu quero já pensar na eleição de prefeito. Mas tá bom. Eu não conhecia ele, comecei a conversar, falei assim, deixa eu te falar, para deputado está lindo, você está com a tua base, mas você é muito fofo. Para prefeito, você está com uns animais políticos.

Se você continuar assim, muito morno do jeito que você quer, né? Limpinho do jeito que você está, vai ser difícil. Eu vou montar uma estratégia, mas não vai ser uma estratégia. Vou até preservar, né? Porque você também não pode mudar.

muito o que a pessoa é, né? Porque aí também começa a ficar... Falso. É, muito falso. As pessoas voltam e percebem. Mas o cara tem que ter mais energia, tem que estar com tesão. Mas me dá a impressão que só psicopata está indo nesse embate. Mas é, mas... Volto a te dizer, esses caras não são normais. Tá.

Não são normais, cara. Patou patalinho. Porra, é isso. Apanha todo dia, é chamado de ladrão, é chamado de viado, é chamado de não sei o que lá. É, sabe? É pressão, é resultado, é trilhões de pessoas você tendo que cuidar. E aquele sentimento que você faz tem um resultado, mas parte, não gosta. Cara, não é pra fofo. Fofo que é todo mundo batendo palma.

Por isso que a artista não se dá muito bem. É, porque a vida inteira batendo palma, cara. Não dá pra ser. A vida inteira batendo palma. Não dá, cara. Liga bem com crítica. Porra, mano. Põe o Rafinha pra ser deputado federal pra ver se ele... Não aguenta uma semana. Não aguenta uma semana. Não aguenta semana. O gentilho vira e mexe, sai chutando todo mundo. Se ele fosse candidato, ele tava... Ou ele ia até pegar aquele negócio de coisa toda na cabeça dos caras.

Jogou o boli lá no pedreiro lá, muito menos. Prova do que eu tô falando, que o Datena deu uma cadeirada. O Datena deu uma cadeirada. O Datena, que tá acostumado a PCC falando seu bosta...

Ele perdeu com o Marçal, a Estribeira. Cara, o Jusinho, sensacional. E você sabe que eu sou muito amigo do Naceira, cara. É, tem que ter uma cadeira pra ele, inclusive. Você que falou, leva lá. Ô, Jusinho, que nem a gente falou, a gente não passa de duas horas aqui, a gente sempre tem uma coisa curta.

Eu queria só fazer esse episódio, porque eu vi, cara, suas análises são bem legais. Eu vou deixar aqui na descrição do vídeo. Aqui na descrição do vídeo, cacete. Você clica lá. Eu conheci ele através do Instagram, com umas análises muito interessantes sobre como é que funciona o jogo de poder, o jogo político. Às vezes você está falando, não, o Flávio Bolsonaro está fazendo uma coisa. Não, não está. Ele está pensando em uma outra coisa para ganhar um cargo.

Porque muita gente, na verdade, entra, por exemplo, para um debate, para ficar bombado, para conseguir uma outra eleição daqui a quatro anos, não agora.

Então tem muito jogo por trás, então na descrição do vídeo você acessa lá. Aqui, obviamente, foi um papo assim, introdutório, pra você se aprofundar no Instagram do Wilson. Te agradeço. Arroba Wilson Pedroso. Wilson. Wilson Pedroso. É, porque eu falei Wilson Pedroso, o cara não vai encontrar. Não, não vai, é por isso que eu tô falando. Wilson Pedroso.

Wilson pedroso. Muito fofo. Muito fofo, pra quem quer ser candidato. Eu não quero ser candidato. Você não quer ser. Você não quer. Tem que ser o Wilson, pô. É. Tem que ser uma deles, pô. Wilson do... Wilson da farmácia. Wilson do gás. Wilson do gás. Wilson da milícia. Aí bomba, mano.

É isso, gente. Deixa o like aí. Eu acho que provavelmente a gente vai bater mais papo com o Iusinho conforme as eleições vão acontecendo. O que a gente vai precisar de um especialista no que está rolando nos bastidores. É um cara que tem bastante bastidor. Então, daqui a pouco, estamos com mais papo. Valeu, tchau, tchau.

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