Café, almoço e janta com um crítico gastronômico (Pensão Completa feat Jota Bê) | #VIDAREAL #19
Hoje o Tavião e o Jota Bê resolveram viver um verdadeiro dia de pensão completa em São Paulo!Café da manhã, almoço e janta… tudo do jeito mais raiz possível, mas será que a experiência valeu a pena? Conta pra gente, qual refeição paulista não pode faltar no seu dia?Bora sair do estúdio e ir pra prática no ACHISMOS NA #VIDAREAL :)TAVIÃO @taviaohttps://www.instagram.com/taviao/ JOTA BÊ @julinhocanceladohttps://www.instagram.com/julinhocancelado/Lugares que visitamos:• Fabrique Pão e CaféRua Conselheiro Brotero, 860• Box 62Rua Jaceguai, 557• TiscoRua Martim Francisco, 162Ah! Você já conhece nosso canal de CORTES DO ACHISMOS FM? Bora ver o melhor dos vídeos lá: youtube.com/@CortesAchismosTV
- Fábio de AlmeidaCoxinha de calabresa e frango · Pimenta caseira da casa · Coxinha: bundista ou pontista · Nomenclatura gastronômica: melhor, secreto · Pratos: moela, dobradinha, língua · Salada com beterraba, rabanete · Qualidade do feijão · Dobradinha: influência nordestina vs. italiana · Moela: fibrosa e macia · Miúdos na gastronomia brasileira · Pizza de frango com catupiry · Merengue, suspiro, chantilly e morango
- Criação de Conteúdo em BaresBar perto de casa · Carta de cachaça · Batidinhas: coco, amendoim · Frios: pimentão, abobrinha, batatá · Maconhão: batata frita, maionese, queijo ralado e tartar · Língua no pau · Moela · Tsiken (frango frito) · Livro: Gordão Pelado do Tron... Tragédia da vida privada · Livro: A Mão que Balança o Copo. Drinks Fácils para Dias Difícils · Livro: Pernil e Umas Noites
- Café e estilo de vidaPadaria trabalhador vs. padaria hipster · Onda fit e alimentação equilibrada · Pão e ovo · Eggs Florentini · Café expresso e coado · Suco de melancia com limão · Croissant com requeijão · Crítico gastronômico vs. cronista gastronômico · Ponto do ovo mexido e gema mole · Eclair vs. bomba
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Chama a galera e dá o play, que eu quero ver você jogar. E se prepara que esse hit não vai sair da sua cabeça. Vem, que é agora ou nunca. Nescau, energia que dá jogo. Hoje é dia de pensão completa, café, almoço e janta com crítico gastronômico. Que o cu? Cronista gastronômico.
Que honra estar aqui com o JB mais uma vez. Muito obrigado nesse lugar maravilhoso de São Paulo, que é... Não, a gente está em Santo Cecília, é um super bairro simpático. Entendi, mas aqui é um lugar interessante, cara, porque assim, por mais que tenha o minhocão, está cheio de obra, morador de rua...
É um bairro de playboy, né? O teu cu é um bairro antigo com uma invasão hipster com jovens. É zero playboy. Porém, você me trouxe para tomar café da manhã numa padaria de playboy. Teu cu, de novo. O que tem é comida boa e comida ruim. Existe uma onda de padarias hipsters que vendem pão por assinatura, funcionam quatro horas por semana. Aqui não. Padaria trabalhador. Abre das sete da manhã e vai até a noite. Só que é bom. Se isso é playboy para você, melhora. Vamos experimentar.
Avião, o que você costuma comer no café da manhã? Pois é, então, hoje já vai ser um dia interessante, Jota, porque eu tô nessa onda fit, né? Então eu vou tentar pedir aqui uma refeição o mais organizada possível pro meu dia. Além de organizar, eu vou incluir equilibrada pra não parecer babaca.
Ô, Loco, você tá apoiando a minha vontade de ser saudável? Sim, sim, sim. Aqui fala em onda fit e me desperta certo medo. Minha primeira coisa que vem na cabeça é desequilíbrio. Então, me fala, me fala o que é. Eu gostaria de começar pedindo um carboidrato ou uma proteína. Não chama comida de carboidrato ou de proteína, cara. Isso é coisa de gente cozona. Tá bom, então eu vou pedir um pão e um ovo.
Isso! As comidas tem nome, por uma razão, funciona há muito tempo. Ó, já sei do meu aqui, nunca tinha comido isso aqui. Eggs Florentini. É do... Tiritica. Ninguém vai pegar essa referência. O que mais? Um café expresso curto e uma água com gás.
Sabe o que é uma padaria que torna o próprio café? No Expresso, talvez não seja a melhor pedida. Talvez o coado, mas pede, pede o Expresso. Tudo bom, eu peço o Expresso, você pode pedir o coado. Eu bebo um pouco... Eu peço o que eu quiser, se não me der. Eu quero uma água com gás, sem nada no copo, sem gelo nenhum. Tem suco de tangerina ou tá fora da época? Ah, fora da época, mas não tá chegando. Graças a Deus. Dá tempo? Já tá na época. De esperar?
Uma meia horinha? É 40 a mais, galera. É 40 a mais. O suco de melancia é com limão, então. E eu quero croissant com requeijão na entrada. Você quer o quê? Pedir pra ela, você não entendeu?
Você acha que ser crítico gastronômico te deixou uma pessoa um pouco mais chata, Jota? Eu não me considero crítico gastronômico, acho que eu não tenho gabarito pra isso. Mas eu tenho um pensamento crítico que é típico de pessoas chatas. Sou crítico em tudo, sou chato em tudo. Você tucanou a chatice aí. Cinema, literatura... Tucanou a chatice. Você não se considera crítico gastronômico? É o que sou o tiozão, tucanou a chatice. Isso, isso é 50 a mais. Se você não se considera um crítico gastronômico, você se considera o quê?
Eu sou um cronista. Um cronista gastronômico. Também. Eu escrevo... Eu sempre acho que é mais sobre pessoas que sobre comida e bebida. Eu gosto de falar que eu bato uma chapa e coloco em letras, escrevo alguma coisa. Não necessariamente sobre comida. Eu não tenho competência... Eu não conheço comida o suficiente, mas tem que entender. Sou um pouco viajado.
E por que de todos os lugares para se tomar café da manhã aqui em São Paulo, você escolheu aqui, cara? Porque acho que padaria boa é padaria perto. Ah, você mora aqui perto? Ah, vim a pé. Bom, eu tive que pegar metrô. Mas se você tivesse uma outra padaria não tão boa, mas mais perto da sua casa, você preferia ir lá? Não, acho que tem um piso de excelência. E quais são os elementos que você olha? Pão!
Pão, café. Ovas. Ovas? É, é. Pra enfiar na tua raba. Aqui é a única padaria que eu conheço que acerta o ponto do ovo mexido e acerta o ponto da gema do sanduíche americano. Que não pode ser muito mole, pra não gozar a boca. E não pode ser muito gemadura, ninguém merece.
Pois é, embora tenha gente que peça, prefira. E eu já ouvi dizer que é proibido o gema mole, é isso ou não? Pulei, por conta dessa moneda. Mas é uma das leis antigas que não fazem o menor sentido hoje. A maneira como os ovos chegavam no comércio até uns 30, 40 anos fazia sentido. Não, não passa-se ovo. Hoje, não. Pelo menos um lugar legal tem produto de boa procedência.
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na sua pedida? Isso é um clássico de padaria. Pão com requeijão na entrada. Na entrada, que é de sempre a chapa. Pão? Não é pão ou croissant? Croissant. Mas o meu café tem fruta, pelo menos. Que você pediu aí um suco de melancia com o quê? Com limão. Limão dá assim. Prova? Ah, eu vou. Eu evito... Em geral, eu só tomo ou água ou se eu vou tomar alguma coisa, cerveja ou vinho ou saque. Suco, essas coisas, eu não piro muito. É mais saudável você comer fruta do que tomar um suco. É refrescante. É.
Ele é o limão da acidez. O interessante de uma comida bem feita, aliás, é justamente isso, né, cara? É misturar os sabores, que são cinco ao todo, né? O seu vai ser só salgado, pô. Tem doce, hein? Eu achei que era queijo isso aqui, mas... Nossa! Sensacional. Isso aqui é o que você estava falando do ponto ideal do ovo, né? Olha só que coisa maravilhosa. Beleza. Aí ele falou que ele foi um pouco de gíria.
Muito bom. Essa mistura do cogumelo, o ovinho e esse molho. Molho holandês, não é, Bernardo? É interessante, ele parece ser um pouco pesado. Corta aqui e pega um pedaço do... Vamos lá. Ah, ele tá com o requeijão, o famoso requeijão nessa aí. É por isso que se chama, na entrada. Na entrada? É, porque antes de entrar na chapa. Daí ele forma a casquinha. Por isso que chama pão com requeijão, porque vai requeijão. É o cara que me apresentou esse papo.
Requeijão, infelizmente, é uma delícia. Não cabe nos meus macros do dia, então vou ficar só numa bocadinha. Mas, cara, isso é muito bom. Ah, Jota, tem uma coisa que eu gosto de fazer. Você se irrita com pessoas que vão no restaurante e ficam tirando foto, não? Não, eu sou uma dessas pessoas. Mas, desde seja rápida.
Tá, igual agora que eu fiz aqui, assim. Sim, né? Tudo bem. Tem que não estrague a comida, né? Que não esfria a comida. Aqui eu já tô vacilando, eu sei. Aqui você tá filmando. Mas eu não tiro nem pra postar no Instagram, ó. Eu tiro pra botar aqui no meu chat GPT, ó. E aí ele já vai me dizer todas as calorias e macros desse meu prato. Chato pra caralho. Isso aqui tem as calorias de um prato feito, Jota. De 630 a 800 calorias. Foda-se. Tá bom.
Bom, o café da manhã não é almoço, mas merece uma sobremesinha, né, Jota? Sempre. A vida é doce. Por que você ficou chateado? De maneira alguma, estou te tratando bem. O que você sugeriu de doce para a gente comer? O sonho acabou, mas ainda tem a clé. Mas a clé é bom. Tem a clé de limão, molinho cítrico. E daí tem um de chocolate, ela estava falando, e tem um de... E baunilha, né? É, baunilha. Ela deu um nome mais chique ali que ela estava falando com a gente.
Falou que ele empaticeia. Você acha isso mais chique que a Baulíndia? Eu acho. Se você não acha, deixa aí nos comentários. Não, mas a audiência qualificada tá perguntando. O que é eclair? Não é bomba? É uma bomba compridinha. Aí se falar bomba hoje, isso é cancelado. Mas a eclair é uma bomba? É uma Carolina? A mesma massa da Carolina. Eu simpatizo muito com o nome brasileiro, bomba. Acho divertido. Ó, esse aqui, Jota, a gente pode comer, ó. Pique a dama e o vagabundo, ó.
Amém, amor. Amém, amor.
Hum, a texturinha da massa não é nem molenga, nem crocante, uma mistura ali ideal. E o creminho, ele é geladinho, cara, eu não imaginava, achei que ele ia vir quente. Você achou que era tipo um churros. Eu achei que era tipo um churros quando eu ouvi. Isso aqui, você come com a mão, com garfo e faca, como que é, Patrônio? Come com a boca. Eu dispenso o uso de talher. Jota, chegou a conta, um café da manhã. Quanto você imaginou que daria? Não deu 100 reais. Deu 137.
barato, né, pra São Paulo, você não acha? Sim, é um croissant, né? É, croissant. É mais caro. Isso você considera um café da manhã caro, barato, na média? Eu acho que entregou o que cobrou. Você acha justo? Justo. Esse é só o café da manhã, daqui a pouco tem o almoço.
Jota, saímos daquele bairro ali hipster e viemos para um lugar um pouco mais povão, é isso? Não, eu tenho curso, você só erra. Santa Cecília é um bairro operário. Agora a gente está no Bixiga, berço do samba paulistano. Pois é, mas aqui não tem samba não. Embaixo da ponte. Mas tem muita coisa embaixo dessa ponte. Tem aqui uns secos e molhados. Bom, então aqui é como se fosse uma galeria de coisas gastronômicas.
Aqui é um sacolão. Porque é verdade, tem aqui umas frutas, legumes. Sim, se você for comer uma salada aqui, direto do sacolão. É na frente do Teatro Oficina, do Zé Celso. Aqui, literalmente, é um lugar onde rola dedo no cu e gritaria, cara. Ah, é aqui, Teatro Oficina. Ó, Teatro Oficina e aqui o terrenão do Silvio Santos, né? Que tem uma briga. O quanto que tem de briga aqui não é brinquedo não, rapaz. É verdade. Porém, Jota, aqui chegando já tem uma mensagem poderosa. Coxinhas maravilhosas.
É maravilhosa porque quem faz é a Mara. Mas tá falando aqui, ó, aqui tem a melhor coxinha de São Paulo, é isso? Eu não gosto dessa denominação. Ah, por quê? Porque é sempre subjetivo, uma coisa não é melhor que a outra, mas é muito boa. Mas a gente veio pra almoçar a comida, é isso? É, mas isso não te impede de comer um salgado pra despertar o apetite. Abriu o apetite?
Tá bom, vamos sentar. Toma cervejinha, que saco. Cerveja. Não? Você prefere tomar no cu? Então vai tomar no teu cu. Mara, aqui a proprietária, a chefe, gestora do Box 62. A gente queria para abrir o apetite aqui, então uma coxinha, Mara, tudo bem? Vou querer a de calabresa. Eu quero a de frango.
Chegaram aqui as nossas coxinhas e, cara, tá crocantíssima, é frita na hora aqui. Você queria que fritasse antes de ontem e esquentasse no airfryer? Pois é, tem muitos lugares que acho que você até já indicou que a coxinha de hoje é só ontem, né? Nessa manhã. Bom, pra coxinha já tem um negócio aqui que é um clássico seu, Jota, que é a famosa pimenta caseira da casa.
E a dela é bem boa. Explica pro pessoal que a galera acha que é uma redundância. Não é. Pimenta caseira da casa. Porque a pimenta pode ser da casa, mas pode ser uma tabasco. Pimenta da casa é industrializada. Ela pode ser caseira. Mas não ser feita na casa. A caseira da casa tem seu valor. Essa é a caseira da casa? Essa é a caseira da casa. Você é bundista ou pontista? Cara, eu acho que isso não existe, esse debate. Na verdade, você sempre começa comendo aqui pela parte gorda. Você é bundista. É, você não? Sou, sou. Eu sou bundista também.
Você é traidor no movimento chiíta. Para mim, coxinha é essa de frango. Eu nunca tinha comido uma coxinha de calabresa. É um sabor muito forte. O gostoso da coxinha, eu prefiro até a massa do que o recheio. Eu acho o frango um bom condutor do salgado. Ele não rouba espaço de ninguém, mas complementa bem. É um bom dedé, o Didi. Como você avalia uma boa coxinha? Eu, às vezes, gosto dela um pouquinho mais crocante do que ela está aqui.
São escolas, né? Casquinha crocante, boa massa, recheio úmido, bem temperado. Por isso que o frango de sede e frango é tão importante.
A calabresa fica tudo com gosto de linguiça. Porque pode ser bom. Linguiça boa. Eu acho mais um bolinho de coxinha, um bolinho de linguiça do que uma coxinha em si. É verdade. E aí você estava comentando que você não gosta dessa coisa de a melhor coxinha, não sei o quê. Mas o mundo da gastronomia...
meio que gira em torno desse tipo de nomenclatura, né? O que mais tem na gastronomia? Coxa, como que a gente faz pra navegar num mundo desse, onde todo mundo tá tentando encontrar o melhor lugar, o lugar mais secreto? Ficou difícil hoje de entender onde você deveria ir, né? Acho que é um lugar bom, é um lugar perto, que tem pra todo mundo. Acha um lugar pra chamar de seu e para com essa pira de melhor isso, melhor aquilo. Ser que influência em YouTube, isso é uma bobagem.
Mas você também não gosta dessas coisas Michelin, desses prêmios de revista? Não, acho que todo prêmio é político, não tem nada a ver com comida. Bom, Jota, agora que já comemos a nossa entrada, é hora de pedir os pratos. O cardápio aqui é sensacional. É muito legal. É um cardápio bem diverso, né? Mas eu digo, tem frutos do mar, tem miúdo, tem o clássico. Sim, sim, sim, é bem diverso dentro, com poucos itens.
Eu gosto muito de camarão a grega. É um prato difícil de encontrar em alguns lugares e que seja bem feito. Mas eu fico muito tentado de ir num miúdo bem feito, porque eu sei que também é raro. É bom motivo. Escolhe um e volta depois pra comer o cenário. Eu vou pegar a moela. Eu vou de dobradinha, que é um dos meus pratos preferidos. Também é difícil, é um prato que em geral tem um dia só da semana, né? É, e é uma bosta, né? Aqui tem todo dia e é gostoso. E aí pede uma língua pra tu? É que eu vou.
Ah, você não gosta? O câmera não gosta de língua. Eu conheci ele há 14 anos e eu não sabia disso. Eu achava que você gostava, porra. Eu posso provar novamente, mas todas as experiências que eu tive com língua não foram legais. Ah, então agora nós vamos ter uma experiência com língua. Mara, vamos querer então, por favor, uma dobradinha, uma moela e uma língua. Por favor. Que salada mais bonita, Jota.
É linda, é linda. E o hábito de comer salada é legal, né? Porque, em geral, quando você vai para comer ali um prato feito, vem aquele alface, tomate e uma cebola. Esse aqui tem beterraba, tem rabanete, tem uma... Vem direto do sacolão. Esse aqui, ótimo para os meus macros do dia.
Não suportado. PJ, eu sei que você estava ali criticando sobre a coisa das redes sociais, mas um lugar como esse, que está num lugar meio escondidinho e tal, é difícil as pessoas, às vezes, saberem que existe e que é tão legal. E aí, um papel de uma pessoa vir e postar no Instagram aqui pode ser o que faz a diferença do lugar continuar aberto ou não. Até porque o problema não são as redes sociais, são as pessoas. Todas as mídias, televisão, rádio, jornal, 95% é uma merda.
Cara, que prato lindo. Cara, isso aqui é sensacional. Comida linda, colorida. Abóbora, um repolhinho, farofa, batata chips, bananinha grelhada. E você percebe muito a qualidade de um lugar pelo feijão. E, nossa, o feijão daqui... É uma coisa que é rara, enquanto na cidade, arroz e feijão bom. Raríssimo. Todo mundo tem em todo lugar, mas é tudo mal feito.
Inclusive, tem uma coisa que eu quero te agradecer aqui, que eu aprendi contigo há muitos anos, foi a fazer feijão sem ser na panela de pressão, que fica muito mais gostoso. É muito mais gostoso, é muito mais gostoso. Explica pro pessoal o porquê. A coxão na pressão estoura a fibra do feijão, é cortar caminhos. Essa coisa é quem tá com pressa. Quem tá com pressa e que você vai acabar ficando com caldo ralo. Chucarinho com feijão começa na compra de ingredientes.
Você compra o bom feijão e cozinha na panela normal, sem pressão, vai demorar menos. Não vai ficar três horas cozinhando. Dobradinha, muitas pessoas têm medo, né, cara? Tem um certo nojinho e tal. Acho que você anda com as pessoas erradas, né? O que você diz aí pra quem tem esse melindre com dobradinha?
Melhor e como ser humano. Dobradinha é o meu prato preferido. É mesmo? É muito gostoso. Um bucho bem feito e imbatível. Eu gosto das escolas dobradinhas. Isso aqui tem uma influência mais nundestina. Eu gosto da dobradinha italiana. Não vem feijão, linguiça, paio, nada. É só bucho, tomate. Às vezes um pecorino por cima. Vou até botar, então, o meu feijãozinho aqui.
Sensacional o ponto da moela. Ela ainda tá fibrosinha, que eu gosto, mas também super macia. Mas que algumas pessoas também tem meio que uma reticência, né? Gente, ignorante. Por que as pessoas têm tanta reticência com o miúdo, especialmente aqui no Brasil, cara? Porque em todo outro lugar do mundo é prato chique. Sim, sim. Mas no Brasil tá mudando, tá mudando. É o que eu tava comentando da mistura de sabores. De você pegar, ó, uma bananinha, arroz, feijão e a moelinha salgado, doce.
E assim, o preço desse prato aqui tá relativamente barato. Manter um restaurante hoje em dia, cara, é uma matemática muito doida, né? Algumas pessoas chegam no restaurante e falam, mas tá caro. Eu cozinho em casa. O preço geralmente tá na operação. Tem coisa que é caro mesmo, tem coisa que não. Eu não conheço ninguém na cidade de São Paulo. E aqui não adianta nada falar, não, onde eu moro, interior, tudo. É muito mais farto, mas é farto e mais barato.
Sim, porque são outras despesas, é outro custo. Aqui, eu não conheço nenhum lugar na cidade de São Paulo que sirva tão bom nessa faixa de preço. Assim, até quase que cruza uma linha do prato feito. Porque é tão bem empratado, tão bem construído, que isso aqui lembra quase mesmo uma comida de um restaurante que podia estar com toalha branca. É um prato feito com feijãozinho à parte. Acabou o meu aqui, mas o seu, Jota, está tão bonito. Posso comer um pouquinho? Faça, por favor.
Pra mim, dobradinha, cara, é um negócio afetivo. Era o prato favorito do meu pai. Em Sorocaba, nos anos 90, 80, não era tão fácil de achar isso aqui. Comi muito poucas vezes na minha vida. O cheiro não passava na rua?
Nossa, uma delícia. Meu pai era bucheiro. Minha mãe fazia dobradinha com ninguém, então tem uma super relação afetiva. E é muito difícil achar boa na cidade. E chegar nessa textura, que ela não é borrachuda, mas ela é firme, mas maciazinha. A nossa câmera não pega, mas o bucho parece um monte de colmeiazinhas aqui. E se não estiver bem limpo, realmente não é tão bem bacana. Pode estar sujo, pode estar velho.
Esse é um negócio que eu acho que as pessoas deveriam comer mais para gerar demanda, para ter em mais lugares, porque é sensacional. Chegou a hora da sobremesa, temos aqui o que é um merengue? Não, é uma pizza de frango com catupiry. Aí você estava me explicando a diferença de suspiro para merengue. Suspiro é o ingrediente que constrói a sobremesa, merengue. É um dos ingredientes, suspiro, chantilly e morango nesse caso. Por cima tem aqui o chantilly, por dentro vai ter o suspiro e vem o moranguinho para você fingir que você está light. Vai aqui, vamos adoçar o seu dia, Jota.
Essa é uma sobremesa que ela é bem fácil ficar super, super doce, né? Tá aí a graça dela. Não ser super doce. Uma delícia a textura do suspiro, que ela não tá aquele croque que esfarela na boca. E o chantilly também dá uma cremosidade. Pra acompanhar também o expressinho.
equilibrado, né? muito bom mesmo também, difícil encontrar uma sobremesa como essa, bem feita, bem equilibrada São Paulo é uma cidade das comidas impossíveis, muita coisa que é simples não se faz bom, pelo que você fala, eu estou começando sempre por baixo mas aqui foi um lugar sensacional para a gente almoçar, não conhecia achei muito legal não que você mereça porém, a gente daqui a pouquinho vai ver quanto custou tudo isso aqui atenção
Chegou aqui a conta, Jota. Esse almoço aqui para três pessoas, muito bem servido, com cerveja, café, sobremesa. Quanto você acha que deu? Tem álcool, né? Tem café, tem sobremesa, tem entrada. Sim, nós pedimos uma coxinha. Acho que deu 350. 325. Com ou sem serviço? Sem serviço. Então acertei. Mais próximo de 350. Não dá para dizer que isso é pouco dinheiro, porém pela qualidade do que a gente comeu aqui, é sensacional, né?
Eu não conheço nenhum lugar na cidade de São Paulo que sirva, que foi servido com a qualidade de insumo e técnica que fuja dessa faixa de preço. E eu acho que essa é uma coisa que eu penso muito, que quando as pessoas vão para um restaurante...
Às vezes elas vão buscando coisas muito diferentes. Eu sempre, quando vou num restaurante, eu tô interessado em comer a melhor comida possível. Como, por exemplo, a língua que a gente comeu, a moela que a gente comeu, a dobradinha que a gente comeu. Cara, foi executada com primor. Mas tem gente que tá indo realmente atrás da experiência de sentar num lugar onde vai se sentir tratado igual patrão e tudo mais. E isso tem um outro preço, né? E muitas vezes entrega uma comida...
Não tão legal. Eu vou ao restaurante pra me sentir restaurado. Hoje eu saio daqui e me senti restaurado. Muito bem. Então tem pra todos os gostos. Daqui a pouco vai ter, inclusive, o nosso jantar. Tá bem almoçado, filho? Muito. E agora vamos jantar. Jota até trocou de roupa. Sim, sim. Fui fazer um jogo de bicho, pegar o cachorro. Barboa, bar perto que receba os loguinhos.
E convidado bom é o que usa a camisa de transição do Bob Esponja. Vi você muito elegante aqui pra gente jantar num lugar mais hipster do dia, vai. Eu mirei no Hunter Thompson e acertei no Gil Gomes. É tipo isso. Não, não é hipster, cara. Tem comida boa, comida bem, você tá querendo lacrar e vai tomar no teu cu. Vamos comer.
Jota, aonde estamos e por que aqui estamos? Porque é bar bom, é bar perto, aqui é o lado de casa. É um bar novo, não quis te levar a um lugar clichê. Tocado por uma família, o marido na cozinha, a mina atendendo. As duas sogras ficam no salão.
E a comida é super boa, cerveja gelada, batidinhas. E eu tô vendo, cara, que eles têm uma carta de cachaça com aproximadamente várias páginas. Tem todas, né? Pois é, rapaz. Meu Deus do céu. Você veio no intuito da cachaça ou não? Não, não vi no intuito do cerveja gelada e uma batidinha. São 11 batidas. Você quer uma cachaça? Não, eu não aguento, mas vamos pegar o cardápio de comida, então.
Bonito aquilo, era uma polenta? Eu sou talarico de prato, eu gosto de ficar olhando o prato dos outros. Tá, só que aqui você vai comendo, vai fingir pra câmera que tá comendo e pedir pra amar prato, ok? Mano, mano, saiu comigo e fez o fit no cu, deixa em casa. Jota estava sugerindo aqui a gente começar com alguns frios, que você queria batatinha ou vinagre.
Não, não. Acho que é a batatinha, você que fala em fit, você fala, é carbo, né? Você não vai aguentar comer o resto. Pede pimentão, abobrinha, e aqui que é frio também, o batatá. O batatá eu vi ali dos outros, achei muito bonito, vou querer também. É o bonitão laritão.
Prova batida, Taviano. Essa aqui é de coco. E essa é de amendoim. Bora. Essa aqui é bebida de entrada de balada, né? Teu cu. Recebi um provoca, eu sempre vou mandar ele se fuder de várias maneiras. Hum, docinho. Tem a goa de prestígio. Nossa, tem a goa de paçoquita. É, amendoim. Muito bom. Paçoquita é muito tosco, né?
Bom, começamos light então aqui, com o carbo e uma proteíninha vegetal, é isso? É, eu desisto de você. Você falou que o pimentão é o mais gostoso, é isso? Não, eu gosto bastante dos dois mesmo. Nossa, ele é óbvio, bem cremosinho aqui.
Hum, cara, uma delícia. Desmancha na boca. Faz lembrar um picles, uma vinagradinha assim, né? Mas nossa, porque pimentão tem um gosto meio forte. Não é todo mundo que gosta. É meio divisivo. Mas esse aqui, super suave. Tirar a casca faz muita diferença. E agora vamos pro round 2. Esse aqui era o Ken. A gente tá indo agora pro Blanca.
Nossa, gostei muito do pimentão. Cara, a abobrinha é muito gostosa. Mas depois de experimentar esse, com o queijinho de cabra, fica mais complexo. Super bom, super bom.
Jota, isso aqui tá lindo. É o batartar, mas ele falou que é o maconhão. É, é um laricão. Mas é coisa de maconheiro zero otário. Maconheiro otário vai pagar caro na bolsa da cêbola do Outback. Maconheiro inteligente, como que? Poucos sabem, mas... Você não precisa chupar maconha pra comer. Pode comer sóbrio, eu não chupo maconha. Eu também nunca chupei maconha, mas isso aqui, cara, é genial. É batata frita, maionese, queijo ralado e tartar. Parece um poodle.
Hum! Nossa, bom demais. Mano, isso é muito gostoso. Estamos aqui com o Pedro, criador dessa maravilha. Da onde você tirou essa ideia? Como que você confeccionou o maconhão? Sempre pensei que precisava ter alguma coisa com batata brita, porque não tem como, né? O bar precisava ter alguma coisa. Só que queria fazer uma coisinha legalzinha. E aí também não queria botar só um steak tartar do lado, pra ser mais trampo. O legal é que isso fosse um negocinho de fetisco mesmo, fugido no convencional da batata congelada, todo respeito, patinho.
Gosta e usa, mas aqui faz uma batata bolinha. E esse era o trabalho pra comer, né? A gente tem que pegar a salada, a batata, a canapia. Cara, isso aqui é sensacional. Achei maravilhosa a combinação. Qual que é o próximo item aqui que você sugeriria pra gente experimentar? Tá? Muito discutinho de língua. A gente carinhosamente chamou aqui de língua no pau. Não sei se isso vai aparecer no vídeo de você. Vai aparecer. Podemos pedir a língua no pau, a moela e o tsiken, por favor?
Perfeito. Ele me odeia, mas ele também me ama. Um pouco. Me trouxe um presente aqui, que é o seu livro. O Gordão Pelado do Tron...
Tragédia da vida privada. Você é o gordão pelado? Eu sou o gordão. Você costuma ficar pelado em casa? Sim, estou indo pelado. E você, como se apresentou como cronista, você tem vários livros, né? Quantos livros você tem? Sete. Eu já li o Dias de Feira, muito legal. Tem o Bebê no Defunto, que você me deu da última vez. Tem esse aqui, que é muito legal, que eu ainda não li, mas que deve ser muito bacana. Você me falou que é o seu favorito.
Eu gosto muito de um livro de coquetéis que eu nasci, que se chama A Mão que Balança o Copo. Drinks Fácils para Dias Difícils. Eu também tenho um livro de receitas, que se chama Pernil e Umas Noites. Sou bom de título. Não posso perder a chance de pedir um autógrafo e uma dedicatória.
Você vê, ele foi fofinho comigo. Achei que ele ia escrever, vai se fuder, seu arrombado. Cara, que sensacional. Moela, língua, pãozinho. A língua, eu adoro língua. Esse aqui tá. Coloca aqui, não seja porquinho, né? Tem tarefa. Vamos lá. Põe uma pimentinha. Mete uma pimentinha pro pai aqui.
Nossa, filha batalha. Língua, eu acho muito gostoso pela textura, que é bem macia, molinha, mas essa tá grelhada, então ela ainda tem o adicional do crocante. Hum, a pimenta é sensacional. Nem foi demais. Essa língua é um dos meus pratos preferidos na cidade, não é mesmo? Ó, vamos agora pra moela. Hum, o caldinho é uma delícia, cheio de coentro, que eu adoro.
Ah, obrigado. Jota, você é famoso pelo frango frito. Sua someria de frango frito. Someria de frango frito. Esse aqui, rapaz, parece quase uma massa de pastel. Deve ser uma fritura super crocante. Essa é uma fritura.
A crocância disso aqui e a suculência do frango. A regra do frango é ter que ser crocante por fora e suculento por dentro. Se é isso, tá bom, é bem temperadinho. E junto com o adocicado e apimentado aqui da... Eu sempre acrescento uma pimentinha.
Jota, comemos muito bem, bebemos muito bem. Foi uma esborna, né? Foi uma esborna. Quanto você acha que deu a nossa conta? R$350. Tá barato demais. R$282,70 já conservamos. Barato. É barato. E olha, comemos nós três aqui, bebemos, todo mundo feliz. Eu tô muito feliz porque estou bêbado também, mas a comida é sensacional, cara. Difícil achar um boteco em São Paulo com uma comida tão boa e tão barata.
E a gente continua mais um pouquinho aqui. Espero que você continue assistindo os nossos vídeos aqui na Axismos TV. Toda semana aí para você curtir Axismos na vida real. Um beijo, Jota. Beijo.
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