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COMO É A VIDA DE UM VENEZUELANO! | #3CONTINENTES #115

07 de maio de 202657min
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No episódio de hoje do #3CONTINENTES vamos receber o Cosme, comediante Venezuelano e vai contar TUDO sobre o seu país, como é viver lá, costumes, cultura e claro tirar as dúvidas do Maurício, Paul, Baptista e Paulo.Maurício Meirelles: https://www.instagram.com/maumeirelles/Paul Cabannes: https://www.instagram.com/paulcabannes_/Baptista Miranda: https://www.instagram.com/baptista_miranda/Paulo: https://www.instagram.com/plbimportadora/Cosme: https://www.instagram.com/ocosmito/Bora ser parte da comunidade 3C no Instagram: https://www.instagram.com/trescontinentes/PRÓXIMOS SHOWS DO 3C NO TEATRO:13/05/2026 - Ribeirão Preto/SP20/05/2026 - São Vicente/SP04/06/2026 - Belo Horizonte/MGPara mais informações: https://linktr.ee/Shows3CAh! Você já conhece nosso canal de CORTES DO ACHISMOS TV? Bora ver o melhor dos vídeos lá: youtube.com/@CortesAchismosTVSe ainda não comprou presente, Insider é uma opção prática e útil.Use o cupom ACHISMOS https://creators.insiderstore.com.br/ACHISMOS #insiderstore @insiderstore

Participantes neste episódio1
C

Cosme

ConvidadoVenezuelano
Assuntos3
  • Comparação com precedente venezuelanoCulinária · Cultura · Infraestrutura (água, energia) · Política · Mentalidade
  • Crise Política na VenezuelaHugo Chávez · Nicolás Maduro · Ditadura vs. Democracia · Crise econômica
  • Ansiedade e saúde mentalControle do futuro · Incerteza · Equilíbrio presente/futuro
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Tem coisa melhor do que uma pausa no seu dia para apreciar um café? Passe no Pão de Açúcar mais próximo. Ou acesse o app e descubra uma seleção de aromas, origens e sabores especiais. Tudo de café do clássico ao importado está no Pão.

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Entendeu? Na verdade, então, Hugo Chaves fez tudo pela amizade, senhoras e senhores. Esse é o assunto de hoje. A ditadura traz um senso de companheirismo. Então, se você está muito individual, você precisa de uma ditadura, certo? Para ser mandado.

E eu tô pronto. Vocês estão prontos? Hoje o assunto é polêmico, tá? É polêmico, é? Eu gosto, eu gosto. Você vai soltar um foguete? O vídeo já começou, não precisa contar. Ah, já começou. Três. É muito legal, vocês viram. Comida em modula. Ele ia fazer três, dois, um. Olá, galera! É falso. Vamos mudar, falso. No U ele liga, velho. Olha. Eu vou fazer, vou fazer só pra vocês verem. Três, dois, um.

Hoje! Nossa! Aí é o chinês. Não tem como começar esse vídeo. Fala o que você quiser então, bora. Nós ouvimos. Bom, a gente está com o Cosme. Cosme é venezuelano. Eu conheço o Cosme porque a história que eu fiz um show, que você estava na plateia, estava na plateia e eu improvisei com você. É verdade. E eu te conheci dessa maneira e você falou, é, eu sou venezuelano, sou comidão de stand-up. Então você faz stand-up também.

Eu faço, graças a Deus. E aí eu tenho uma história também. Meu irmão já morou na Venezuela, em Mérida. É tudo uma ligação para ele, não é? Não, não. A França nunca colonizou a Venezuela, assim como a Angola, assim como a China. Foi a Espanha. Errou outra Europa. E não foi seu amigo, meu. Não sei, maldito do Europeu.

Que isso? Sempre que ele é um altivo, ele é um altivo. Peraí, peraí, peraí. A gente vai ter... Mas o chinês... Quem tá comprando as land house angolanas? É o chinês ou é o francês? É o chinês. Então, isso não é... A gente tá comprando, a gente não tá roubando, tá? Perfeito. 1x0 pro chinês. A gente vai continuar aqui até ser 3x1.

A França comprou o quê? Só foi roubado e foi roubar. Tipo assim a gente resolve. Eu tenho duas reclamações, a gente começar com o Cosme, duas reclamações que a galera quer saber a verdade. Primeira coisa, me incomoda muito esse estúdio que a gente fica olhando as pernas.

Falta uma bancada. Dá pra ver o bago de todo mundo? Porque agora a gente tá vendo um bago diferente de outro país. Mas o sucesso tá aí. Você acha? A galera fica nos comentários. Ó, o bago da Venezuela é legal. É, porque eu acho ruim. O bago do chinês é meio triste. Podia ser uma bancada. Não sei. Gente, é barato. A gente consegue aqui.

Batista tem na casa dele, a gente pega... Chama o Batista pra fazer. Chinês, faz um lá, pega um lá da tua loja. Eu posso contratar ele pra fazer? Que isso. Você quer fazer aqueles caras, basicamente. Vamos fazer aqueles caras, aqueles manos. O nome do... Sim, porque bancada foi criada em 2025 na Casé TV.

A Casé TV falou, fazer uma bancada. Todo mundo voltou no tempo e fez na Xuxa. Agora é o seguinte, segunda coisa, não estou feliz com a gravação hoje, porque eu passei a semana com o Paul e com o Batista.

Ele vai se mudar, sabia? Ele vai se mudar pra Floripa. Ele passou a viagem inteira. Mas ele é o pior tipo de paulistano, Maurício. Ele é esse cara que vai pra qualquer lugar. Ele é paulistano mesmo. Ele vai pra Floripa, aí ele fica a viagem toda falando que maravilha, vou me mudar pra cá, vou mudar pra cá, vou mudar pra cá, meu Deus. E aí você, tá bom. Aí eu perguntei hoje, você vai se mudar mesmo? Ele falou, não, acho que vou pra Ulambra. Então assim...

A função do paulistano, quem está de fora de São Paulo, é o seguinte, você vem para São Paulo para querer sair de São Paulo. São Paulo é um grande trampolim nacional para você ir para outros lugares. É tipo rede de TV das cidades. Maurício não dura um minuto em Olambra. Ele vai enlouquecer. Eu concordo. Porque Olambra só tem flor.

Porque o homem não gosta de flor. Não sei se você é um. Muito bom. Maurício, eu tenho uma tese. Homem não gosta de flor. Eu acho que eu concordo com você. Quer dizer, com você. Às vezes a pessoa fala assim, se acabar o mundo. Eu trouxe aqui o Daniel Lopes. O Daniel Lopes é o cara que fala do...

O cara tem 32 anos de idade, é calvo, cabelo branco, que tá tremendo. O cara é muito ansioso. Adoro ele, é muito engraçado, mas você conversa com ele, o mundo vai acabar.

Mas por que? Cada hora... Ele é pastor. Tem sempre uma teoria. Ou é o Irã vai atacar alguém, ou a Angola vai se revoltar com a alma, essas merdas. E aí, ele falou que o ideal pro fim do mundo é você morar numa fazenda onde você tenha o seu próprio alimento. Eu falei, cara, tem a água. Cara, juro, se tiver que... Maurício carpinteiro não exige. Se eu tiver... Não, não, não. Falou que eu prefiro o míssil.

Eu acho, eu acho... Imagina eu, eu lembro, 5 da manhã... Agora está na tua piranha! Não, mas a primeira coisa, você tem que ter terreno. Sim. Se você é um pobre ferrado da vida, onde você arrumar um terreno? Não, obviamente ele falou de uma ideia ou de rico ou de invasor. Uhum. E aí eu me pergunto, se vier invas... A única coisa que eu vou plantar é cogumelo, mas chegar a invasão, eu vou pegar cogumelo e botar na boca.

o mundo eu ia querer me drogar sério eu não vou não ouvir o fim do mundo só vendo você já tá eu já me drogo para gravar três continentes o que você acha que o fim do mundo é o alívio para mim esse olho tá preto você tem problema com preto

Não tenho. Você tem um problema, né, Tom? Calma aí, calma aí. Calma aí, calma aí. Tem um branco com olho preto. Tem um cara mais preto que você aqui. Peraí, que isso? Gente, como é que a gente tá no ar? Não, você não pode roubar a pauta. Vamos aplaudir a Insider, senhoras e senhores. Insider, roupa com tecnologia. Roupa de todas as etnias, todas as religiões, de todas as culturas, porque é uma coisa que a gente já falou no show.

Aqui não tem xenofobia, aqui não tem preconceito. Todo mundo é filho da puta igual. Então, meu venezuelano... Ah, obrigado. Tá aí uma roupa da Insider. Você vindo da Venezuela sendo uma roupa já é uma coisa boa pra você. Né, Batista? Como é que você encontrar alguém na linha da pobreza abaixo de você, Batista? Pior que lá estão a sofrer mesmo. Até eu tô a pensar em duas coisas lá também. Mas é engraçado que nunca escutei ninguém falar com meu filho que as crianças da Venezuela estão passando fome.

Ai, ai, ai, meu Deus do céu. Isso é bom, isso é dança. Você não meteu essa. Eu tô a respeitar teu país. Eu tô a respeitar teu país. Mas ele falou uma verdade. Não, não, Maldição, não, Maldição. Sabe qual é o meu medo? Que na Venezuela os caras tão falando assim, ó, a gente tem que guardar dinheiro que daqui a pouco isso daqui tá virando um Brasil.

Mas tu sabe onde eles falam isso? Parece que é nos Estados Unidos. Eles falam, ah, daqui a pouco a gente vai virar o Brasil. Eu ouvi falar isso. Não, peraí. Na campanha de 2026, o Trump usou esse argumento. O Trump acha que o Brasil é uma Venezuela como a gente acha que... Qual que é a Venezuela da Venezuela? Vocês falam o quê? Aqui vai ficar uma merda igual o...

Não, nós somos Ravara. Vocês são Ravara. Bem-vindo, vocês. Nós somos Ravara. Todo mundo, ó. Chispa aí vai virar Venezuela. Não sei que é mais Venezuela. Da Venezuela. Mas na própria Venezuela, vocês falam, isso daqui vai virar Venezuela de 96. É, é, é.

Meu irmão morou no teu país 15 anos atrás. Ele falou que para abastecer o teu carro, custava o tanque inteiro. Porque, obviamente, a Venezuela tem muito petróleo. A gente sabe disso e o Trump também. Custava 50 centavos de dólares. O tanque inteiro. O tanque inteiro. Só que tem outro problema.

Quando eles vão comprar qualquer alimento, ele tem que usar um quilo de dinheiro deles para comprar. Porque aqui a gente compra um papel de 100 reais, lá tem que comprar um quilo de uma mala de dinheiro. Tem muita inflação ainda hoje? Mas o vídeo Fato ou Fake é na próxima semana. Você vai falar disso? Semana que vem falaremos sobre o Fato ou Fake. Vamos conhecer o nosso convidado primeiro? Quem mais te chocou quando você chegou ao Brasil pela primeira vez?

A Farofa. Oxi. Ok. Não é o primeiro... posso falar? Não é a primeira pessoa que a gente entrevista que responde isso. Eu também, eu também. Eu também. Então você vai ficar chocado mais ainda com a areia deles.

O fonge, né? O fonge. O que é farofa? Não, não, não, tem um farofa. E aqui colocar um farofa em tudo. Mas será que o Brasil é o único país que usa farofa? Agora fica na dúvida. Eu acho. Mas não é uma coisa da América do Sul isso aí? Não, não. Não tem no Chile, não tem no... Que eu saiba, não. Eu acho que tem a ver com arroz e feijão, né? A gente tem essa culinária de arroz e feijão, muito com farofa pra fazer a liga. Mas a Colômbia não...

Não come arroz e feijão? Não, é cocaína. Mas arroz e feijão não é um prato base da América do Sul? Não, não, não. Vocês comem o que na Venezuela? Arroz e a mistura, a carne, não sei o que mais. Ah, não tem tanto feijão? Não, o feijão que temos mais comum é o feijão preto.

Então, mas é um feijão, né? Não, mano, comemos arroz com feijão. Tipo, arroz e feijão, erro o prato. Mano, parece o Batista tentando explicar o alabamento. Eu sei, eu sei, eu sei, eu sei. Me odeio por isso, me odeio por isso. É, me odeio por isso. Que alabamento por isso não sei? Alabamento.

Mas vem cá, deixa eu tentar entender aqui. Eu vou ajudar o povo nessa questão. Primeiro, você tá aqui desde quando? Eu tô aqui seis anos. Seis anos. Por que que você... É uma pergunta meio burra, mas... Ah, por que que veio a farofa na internet? Eu sou o primeiro farofa aqui. Eu preciso da farofa. Você veio aqui do Brasil. Você começou por Rorã e me veio andando. Como é que foi que você chegou aqui? Não, não. Uma empresa me contratou.

Ah, você veio, então? Por trampo. Você veio de LinkedIn. Qual trabalhou? Que isso? Eu sou programador do... Ah!

Caralho, também. O cara é mais inteligente do que todos nós. E tu acha isso um fato incrível? Tu acha isso muito difícil? Esse maluco é pica, velho. Não, você... Ele tem LinkedIn. Mano, ele acha que a África é um país... É verdade.

Mas ele é pica, velho. É o cara mais pica, porque é o cara que conseguiu ter LinkedIn na Venezuela. Ele acha que o Brasil é o único país que paga imposto. Não, eu tenho os arquivos sobre vocês. Inclusive, pô, eu... Não, você mandou mensagem. Qual câmera é minha? Qual câmera é minha? Pô, o cara não sabe qual câmera é dele. Ele sabe qual câmera é dele. É o seguinte, vocês que são os seguidores do POU, parem de me enviar mensagem, pelo amor de Deus.

Eu paguei essa merda de dívida. Tem que falar assim, mano. É? Não aguento mais. Não aguento mais.

Pô, querendo me bater na rua, meu. O que ele não pagou, sabe o que que é? Imposto, certamente. Que imposto o quê, pá? Ele achava que no Brasil não pagava imposto. Os seguidores do Paul, preciso falar isso, cadê a minha cama? Chato, chato, chato. Os seguidores do Paul não conseguem ver negro no poder. É, meu, é isso, é isso. É isso aí. Com certeza. Ele é racista demais. Que isso? O maior racista do mundo. Que isso? Pera aí, chinês.

Você ganha. Voltando. É o chinês. Falando. É o chinês. Eu mando alguém de racista. Que programa é isso? Eu me senti o pior ser humano.

Tá, vamos lá. Você então é um programador que, porra, tem um currículo muito bom e está aqui no Brasil. Eu queria entender, você está aqui para o venezuelano, é uma vitória? Não é uma vitória? É normal? Ela venceu lá. Venezuela venceu, está lá o Oruen que está cantando. Ele está aqui com o meu amigo Cosme. Você é um vencedor?

Sim e não. Porque não me quero escutar como Batista, né? Batista é vencedor. Não, não. Você é visto como vencedor pela tua família? Sem piadas? É. Tá, legal. É, porque o que acontece na Venezuela, tem uma migração enorme. Então todo mundo sai. Então não é tipo, nossa, saiu!

Vence ou não, porque tem muitas formas de sair. Tem mais gente saindo do que entrando, obviamente. Somos 8 milhões de venezolanos. A imigração para a Venezuela é massiva, mano. Então tá foda, eles estão fechando as fronteiras. E onde é o lugar que o venezuelano mais vai? Estados Unidos? Miami? O que acontece? Tem pessoas que saem do país andando. O quê?

Então, vão desde a Venezuela até os Estados Unidos ou desde a Venezuela até o Chile, andando. Porque não tem recurso. Mas tem tênis bom? Às vezes não, só tem necessidade. Não foi uma piada, babado. Não era para estar no Twitter. Cheguei no Twitter. Mas vocês são membros do Mercosul? Não. Ah, então não é imigração legal. Você tem que ter um visto.

É... sim, mas tem países que aceitam nós. Ah, tá, entendi. Por pena, né? Que isso? Não, é um status de... Não, não, que isso? Gente, foi um racista. Não, mas é, mas chamar refugiado é um... Deixa ele falar isso, não põe na tua boca.

Pode falar o que você quiser. Pode falar o que você quiser. O que eu me referi é que os países aceitam porque já sabem que existe um número de refugiados lá. É isso aí. Porém, tem a pergunta. Qual o país mais preconceituoso contra o imigrante venezuelano?

Não, posso falar? Porque é o Brasil! Não, não. O Brasil é o país mais de boa da América do Sul em receber imigrantes. A documentação é bem de boa. Como assim? A Jovem Pan odeia o Venezuela. Não, não fala isso. Até porque tinha uma menina que era colunista de lá que era venezuelana. Cubana. Cubana, então eu odeio a Venezuela. Inclusive, hoje é o aniversário do Van Petal.

O pânico está em festa. Não, mas assim, não concordo com isso. É que eu acho assim, dependendo de onde você está, a gente está em São Paulo. São Paulo não é um lugar que tem tanto venezuelano. Mas lugares lá ao norte tem muita polêmica. Roraima, por exemplo, é um lugar que tem... 200 mil. Tem uma questão ali ou não. 200 mil.

Tem, tem, mas é como toda migração massiva. Tipo, você não tem nenhum venezuelano e da noite para o dia tem 200 mil. Entendi. Aí cria uma meio desestabilização. Eu sei disso porque eu fiz um show em Roraima, na cidade de Boa Vista. E é a única cidade que as páginas de fofocas locais falaram muito mal de mim. Por conta de uma piada que eu fiz, que foi exatamente assim.

Você acredita nisso? A cidade parou pra falar... Tá inventando, tá? Tá se achando já. Conta a história, né? Eu não falei que eu fui pra prisão, mas tem quatro páginas de fofoca que falaram mais de mim. Tem a fofoquinha Roraima. Bombada, 4 mil seguidores.

Porque a piada que eu fiz foi, boa noite, cheguei e falei, eu adorei as cidades de vocês, me deu vontade de colonizar, até aí tudo bem, só que aí eu falei em seguida. Mas não preciso, eu percebi que os venezuelanos já fizeram isso. Nossa, vamos embora. É uma ofendida. Eu tô ofendida. Eu tô ofendida. Eu tô ofendida.

Eu tô ofendido. Eu tô com um africano, um detetor. Eu acho que tá na hora de cancelar a Polcabanes. Entra agora no Instagram de Polcabanes e fala que ridículo que você falou dos venezuelanos. Todos com Venezuela. Somos todos venezuela.

O seu país é lindo e a cultura de vocês merece sim ser... Melhor da América Latina, melhor. Melhor do Brasil. E vocês vão crescer cada vez ainda. Você pode contar com os dois continentes. A gente vai ajudar você. Obrigado. Mas tirando essa derrapagem cultural do nosso... Desculpa, nosso amigo Paulo. Mas deixa eu fazer uma pergunta.

Vocês são parecidos com boliviano e peruano? Não, não sei. Não é igual os japoneses de vocês. Cara, que bom que ele faça essa pergunta. Vocês não são muito... Porque eu percebi aqui que ninguém sabe nada da Venezuela. Eu sei. Porém, confundem todas as nacionalidades, sabe? Já me falaram de argentino, paraguai, peruano, boliviano. Não, argentino é foda. Argentino não. Por quê? Porque a Argentina é mais pro pouca banho. Ah, tá. A Argentina, eu vou te dizer, é um país à parte na América Latina.

Eles são. É um país que... Ah, tá bom. Não, mas eles são, digo... Existe a Argentina Pobre e a Argentina Rica. A Argentina Pobre é o Teves. A Argentina Rica é o de Pou. São jogadores totalmente diferentes. Mas tem uma coisa meio indígena também na Argentina, na Pobre.

Tem, tem, tem. Tem, tem, tem. Na região ali, né? Tem muito, tem muito, tem muito. Então, será que vocês puxam mais ao lado do colombiano? Tipo assim, você e colombiano é mais parecido, uma coisa assim. Culturalmente, sim. Não, e tipo assim, esteticamente. Ah, você tá querendo preconceito, tá. Tá a ideia do programa. Eu amei esse vídeo. Eu amei esse vídeo.

Você tá querendo um... Querendo um preconceito, você querendo um crime. Sim, sim, estou mais perto da colô. A ideia desse programa, cara, é que... Perdão. Você tá querendo... Eu vou te dizer que a ideia desse... A ideia desses episódios é sempre assim. Todo mundo aqui torce pra algum crime acontecer, mas que um outro esteja falando ele. E aí fala... Que absurdo!

É um show de provocação. Nossa, o que ele falou? Soltou também. Tipo, o chinês é o Neymar falando, ela tá de Chico e a gente, nossa! Ainda bem que ele que falou essa, não é eu. Mas vem cá, mas assim, eu entendi a pergunta dele, porque não existe talvez um registro na nossa cabeça que venezuelano, por exemplo, tem a tua pele, por exemplo. A gente acredita que... É verdade!

Olha o Lula aí. Como assim a pele dele, no sentido de quê? Ele é mais pra negro. É verdade. Mas o venezuelano, você não vê assim? Não, mas peraí, peraí. Porque eu acho que a parte negra da América do Sul vai estar muito concentrada em Brasil, vai estar muito concentrada... Acho que colô...

Colômbia pra caramba! Cada estado do Brasil é outro país, tá ligado? E Venezuela é tipo o Brasil condensado. Temos branco, preto e indígena, inclusive temos muitos climas. Asiáticos também temos. Venezuelano?

Também temos, pura inclinica variazca não. Não, não, mas eu acho. Mas tem muita variedade. A gente não sabia disso. É, temos extremamente muita variedade. Quando é ser humano a gente não fala variedade, a gente fala etnias. Frutas é mais variedade, mas... Entendi. Tem uma variedade etnia. Eu vou acordar no mercado e eu falo, nossa, quantas etnias de laranja. Mas enfim, é porque assim, na Venezuela, eu acho que muito a gente é focado no que a mídia nos mostra.

Sim, com certeza. O que a Venezuela nos mostra é Miss...

Miss. Sete é Miss Universo. Sete é Miss Universo. Sete? A mulher mais bonita do mundo é de lá. Sim, sim. E Colômbia, né? Também. E também, ali. Tem uma disputa que eles vão ficar bravos. E Angolano também. E tem também a coisa de jogadores de futebol que a gente vai conhecer, porque o Soteudo jogou em algum lugar. Não, então... E aí tem uma galera mais indígena na nossa cabeça. Tu sabe que... Só sobre o assunto mulheres, na Europa o que se diz?

Que os três países da América do Sul que tem as mulheres mais bonitas são Brasil, Venezuela e Colômbia.

Nossa, a mijo é ninho. E eu acho que é. Acho que é mesmo. Mas volta, voltando a falar disso. O futebol da Venezuela ficou conhecido agora por Soteno e vários jogadores. Mas o Sotel... Sotel Savarino. Isso. Só que o esporte, o esporte mais popular da Venezuela é o béisbol. Inclusive, ficamos campeão do mundo.

no beisebol. Recentemente foi uma Copa do Mundo do beisebol. Sério? Vocês ganharam dos Estados Unidos? Ganhamos. E o PIB do país, mudou alguma coisa? Não mudou bosta nenhuma, mas temos uma Copa do Mundo do beisebol. Caramba. Mas por que o beisebol é tão bom assim? É coisa de correr? É porque só tem dois países que...

É que só tem dois países na Copa do Mundo. Angola não tem Copa nenhuma. Por quê? Meu, basquetebol. Angola, basquetebol. É uma das melhores seleções. Eu vi lá o Lebron jogando lá, tentando entrar. Basquetebol, nós somos os melhores. Ele até não consegue entrar. Mas no beisebol, quais países são foda? Estados Unidos e vocês? Japão, República Dominicana, Puerto Rico, Cuba, México.

É isso. Tá, sete países. É uma Copa do... É a Copa Délia. É um G7. E basquete. Vai ter sete também. Não, basquete tem um. É os Estados Unidos. Não. Gola, gola, cara. É sério, é sério. É sério. Tem que assistir um pouco mais de esporte, hein, meu. Nossa, que legal. A seleção brasileira é... Mas voltando, voltando. Eu quero entender da coisa das etnias lá na Venezuela. Por quê?

Concordo, o Brasil, quando a gente mostra Brasil pra um gringo, ele vê um oriental e ele fica, como assim tem oriental no Brasil? Porque a cabeça do cara é o Pelé. É tudo loiro. Mas isso também é por conta da mídia, né? Isso, eu acabei de falar, eu falei isso um segundo atrás.

Como é que a Venezuela é dividida? Como é que a maioria, a maior parte da população é branca, é negra? Estamos misturados. Inclusive, as cidades de muitas partes da Venezuela são nomes de pajé que existiram. Ah, então é igual aqui. É, eu venho de uma cidade chamada Guatire.

Iguatira era um pajé que existiu faz tempo. O pajé é um chefe indígena? Isso, isso. Por isso eu falei que a Venezuela é um Brasil bem condensado. Ah, entendi. É a mesma coisa do Brasil, só que... Mas você consegue falar assim, o que é São Paulo lá? Caracas. Caracas, exatamente. O que é o Rio de Janeiro de lá? Maracaibo.

Rio de Janeiro se acha? Não. Então é Maracaibo. Porque Maracaibo é a zona... Seria no sul. São sul. Ah, tá. Seria Santa Catarina. Isso, isso. Da parte que eles se acham. Ah, entendi. Que louco isso. Inclusive eles falam que deveria ser República Independente de Maracaibo. E aí eu pergunto, essa questão toda de...

de pobreza, riqueza, que está envolvido com a Venezuela atual. É diferente lá ou tem os caras que estão ricos e estão de boa? Tem um cara muito rico. Tipo, tem jater, inclusive. E estão de boa. É porque o que sai pra gente aqui, obviamente, não é o que eu sei, mas é o que todo mundo sabe, a maioria das pessoas, que aqui vê a Venezuela como está todo mundo na pobreza.

A grande maioria. Tipo, 95%. Mas tem ricos. Mas existe a classe média? Porque aqui tem muita classe média. Não, não existe. Você é pobre ou você é rico? Então é igual ao Brasil nos anos 90. É igual. Mas eu queria saber em termos de entretenimento. O que tem de entretenimento na Venezuela?

Primeiro você tá o país. Primeiro vamos falar. Vezeruela, é bonitinho. Eu falo correto angola. Vezeruela. Vezeruela. Vezeruela. O que tem lá na Zeruela?

Ó, eu também acho que eu fiquei curioso de saber assim, ele falou que tem 90% de pessoas pobres e 5% de pessoas ricos. 95. 95% de pessoas pobres, né? Porcentos, né? Sim. Então, e 5% da pessoa rica. E como que diferencia, vocês acham que eles são pobres, ferrados mesmo, ou tem classe média? Ó, tem um cara que mora na rua e ele tá magro e com uma cara de drogado. E aí tem outro cara que tá num jatinho. Quem que você acha que é o rico ou pobre?

Assim, 95% dos... Não, mas da mão... Além de racista, você é burro, Paulo. Eu percebi hoje. Não gostei desse tom aqui. Você pode falar que sou inocente, mas mais burro que você e não sou.

Alô, mamabrito! Vai me matar uma boca! Me fala alguma coisa burra que eu já falei nesse programa. Me fala alguma coisa boa que eu já falei nesse programa. Burro? É, porque você falou que a África era um país. Me fala um exemplo de coisa boa. Ó, deixa eu te falar. Deixa eu lembrar. Deixa eu lembrar. Deixa eu lembrar. Ele vai enrolar. Ele vai enrolar.

No seu show, conta a única piada de... como que é? O croissant. Ah, chato. E todo show, vocês nunca inventam nada mais, só croissant, croissant, croissant. É, você mostra uma burrice. Isso é uma burrice. Pelo menos assim, toda vez que eu vou fazer um show... Tudo bem que eu não fiz muito show com ele, mas...

Eu invendo uma coisa não. E vocês só tem croissant pra contar. E se não é buice, é o que então? É verdade, eu tenho dois shows inteiros. Soma duas horas e meia, mas é só croissant. Mas ele muda. De croissant ele muda pra palmito. As mesmas palavras. Eu não entendo. Palmito recheado. Não entendo o pedigato. Voltando.

É, entretenimento, que ele perguntou. Como é que é o entretenimento da VZ no Ela? Ele perguntou. Como que é lá? Vocês... Porque assim, é uma boa pergunta. Porque a televisão de vocês, né, durante muito tempo foi do governo. Ainda é, né? Como é que tá agora lá? Aí fica passando... O Chaves que passa lá é o Hugo Chaves?

Nossa, essa é boa. Não é Chaves de abrir porta. Então, lá chega a televisão por cabo, né? Tem pessoas que não assistem aos canais nacionais. Mas temos qualquer entretenimento que temos aqui. Mas passa a novela brasileira lá, por exemplo? Passaram, passaram. Portada?

Não tem muito corte, que a TV censura. Não, passavam, já não passam. Bom, pelo menos... Mas assim, eu posso entrar no Facebook ou é censurado, Twitter? Não, não. O que é censurado, só uma coisa que é censurado, que ninguém acredita até que vão na Venezuela e percebem site pornô. Oxi!

Sim. Lá na Venezuela... É, o governo fechou o site. Não pode? Não tem porreter. Não, eu não falei que não podia, só que o site por não... Quer dizer que a primeira coisa que o cara... O Sassu é mais de Minas, você não tem... Você tem noção que a primeira coisa que o cara faz quando chega em Rorema é entrar no Xvide? Sim. O cara vai até a Rorema, mano, só pra entrar no Xvide. Aí, fala aí. A primeira coisa que você fez chegou no Brasil. É, o Brasil!

Eu acho que não precisa isso. Porque, assim, os países, assim, América Latina é muito aberto. Se quiser, ele vai lá na...

Mas ele não consegue ir em puteiro lá. Não tem. Não, tem puteiro. Eu acho que tem. Tem, tem lugar, tem puteiro. Mas eu vou dizer... Não, todo lugar não, na China não tem. Mas na França agora, essa questão de site, não tem. Nossa, eu achava que ele era um personagem assim da China, mas não. Não é um personagem mesmo. Ali é muito patriota. Caraca. Mas o site pornô agora, na França também, eles pedem um reconhecimento facial e um cadastro pra ver se você é maior de idade. Ah, ele também.

Mas assim, é... Mas... Putaria não. Você pode ir no puteiro tranquilamente lá. Você pode ir transar. Mas é muito caro, deve ser, imagino eu. Porque se a carne tá cara, imagina a puta. É uma boa pergunta? Eu acho que não. Eu acho que o contrário. Ah, é verdade. Porque é pobre. Porque tem mais gente, assim, ferrada a vida. Você acha que o cara vai ligar pra isso?

Mas também as notícias são censuradas. Quando tem protestas na Venezuela, pessoas manifestando, vira e mexe, não estão cobrindo essa notícia. Me conta que tipo de pobreza você encontra na Venezuela que a gente não encontra aqui. Pra você olhar e falar assim, cara, realmente está preocupante a situação. O salário mínimo lá é 4 dólares. 4? O quê? Mensal.

mensal ou? 4 dólares. Aí o que acontece? O que acontece? Você tem que ter mais de um trampo, pelo menos. Eu na Venezuela tinha 3. Aí você ganhava 12, porra.

Tá rico, hein? Capitalismo. Isso é capitalismo. Aí, esses três trampos alcançavam no mínimo para sustentar minha família. Tipo, comprar comida e tudo isso. Porque a devaluação é em horas. Te dando um preço agora, três horas depois já é outro preço, três horas depois já é outro preço.

Na Argentina também. A Argentina também. Há uns tempos atrás também assim. E parabéns pela sua inteligência de sair da Venezuela e escolher o Brasil. Porque você já lidou com a Venezuela. Você já sabe como é que é o que vai ser o Brasil daqui a uns 5 anos. Não, na Venezuela... Não, duvido. Não fica? Não, duvido, duvido, duvido.

Eu sou muito... Quando eu converso com... Por exemplo, eu conversei com o Gustavo Cerbasi, sabe? Aí eu sempre pergunto. E aí, a longo prazo, o Brasil... Esses caras sempre falam. Tem fundamentos muito bons, assim. Sim, em 1990, na época que o colo congelou a poupança... Não, é que vocês conseguem reclamar e ser educado. A França... É igual você falar, a França nos anos 1500. Tá, mas passou disso. Vocês passaram disso. Mas deixa eu ver o que ele quer dizer. Fala, fala, fala.

Vocês têm a vantagem que, como são brasileiros, que não baixam a cabeça com ninguém, vocês reclamam. Se vocês veem um negócio errado, vocês vão e... Tem democracia aqui. Isso é muito bom, porque na Venezuela, se o governo fala, ah, pronto, acabou, ah.

já não tem B é curioso isso porque eu como francês eu já acho que no Brasil, eu vejo os protestos eu moro perto da Avenida Paulista, eu vejo os protestos mas ainda assim eu acho o brasileiro muito passivo nessa questão de protesto e pra você é o contrário, você acha o brasileiro muito ativo porque lá deve ser mais passivo ainda é, é tipo porque na França eu vou te explicar como tudo é concentrado em Paris e a França é pequena

E tem essa cultura de greve, de revolta e tal, toda hora uma greve, um protesto. Aqui é bem menos. Mas se lá na Venezuela ele foi muito agressivo, será que o governo... Sim, sim, sim. Eles fazem o quê? Na prática matam? É. Legal você dando instruções do que o governo deve fazer quando a gente começa a protestar.

Eu pergunto, isso é uma curiosidade minha. Você disse sobre a maioria dos países não conhecerem a Venezuela, né? Você acha que a maioria das pessoas não conhecem por falta da desinformação que o governo traz para fora? Ou é porque realmente é falta de interesse do pessoal?

Um pouco de ambos. Um pouco de ambos. Porque, pelo menos, tem muitas séries e novelas venezuelanas que chegaram aqui. E a galera nem sabe que são de Venezuela. Porque associaam, tipo, saiu do Brasil, todo é México. Ah, sim. É engraçado, os países sempre olham e tem curiosidade sobre o país mais rico, né? O brasileiro vai ver a Europa, o Japão, os Estados Unidos, né? Qual que é a religião predominante lá? Catolicismo?

Boa pergunta! Era catolicismo. Agora passou a ser uma religião chamada santeria. Santeria. Eu me confundo, tá? Não sei se é candomblé ou banda. Não lembro muito bem. Estou bem confundido por isso. É dos orixas.

O que eu estou a sentir é que na América Latina, o pessoal está a voltar a querer ter contato com as descentralidades. E na África não tem nada dessas religiões? Não, não. Nós ainda estamos num... É tipo o espiritismo que foi inventado na França, mas ninguém na França pratica isso. Nós ainda estamos no cristianismo ainda. Nós ainda defendemos com o índice. Mas já já vai chegar umas religiões de matriz africana para você.

Do brasileiro. Fala que vocês têm que conhecer. É um branco brasileiro de Pinheiros. Você já ouviu falar da Umbanda? Mas vocês... Eu queria saber mais como é a santeria. O que é? É uma religião afrocubana. Ah, sim. É uma religião afrocubana. E lá tem mais terreiros que aqui. Inclusive, eu morava perto de um rio.

E tem muitas pessoas do terreiro para ir lá. É uma religião mais popular. Legal. Quando a gente fala que a Venezuela está passando por um problema grave, você está há quantos anos? Trinta. Você nasceu numa Venezuela diferente da Venezuela que está hoje. Mas eu não lembro.

Porque eu sou do 95 e os problemas da Venezuela começaram de 2002 para frente. Você só viu a Venezuela do jeito que a Venezuela está. Inclusive, tem uma história bem curiosa que a minha é tristeza um pouco contar lá sempre. Na Venezuela eu estava acostumado que a água ia embora, tipo, acabar a água. Eu estava acostumado a isso. Aí quando eu cheguei aqui, minha primeira felicidade foi abrir a torneira e ter água.

E o Po não usa. O Po respeita aos venezuelanos que estão chegando. É verdade. Que estão precisando. É verdade, mas lá acabava a água. Acabava a água, a luz... Quanto tempo sem água você já ficou? Quinze dias. Caramba. É o sonho do Po. Mas vem cá. Energia. Energia também. Acabar, tipo, 5 horas, 3 horas... Esse foi o motivo principal pela qual eu vim aqui. E aí...

Dois meses sem energia. E acaba muita energia. Eu já tinha conseguido um trampo. Eu trabalhava desde a Venezuela para uma empresa daqui. E acaba muita energia. Aí eu falei para a empresa. Se me queriam demitir, eu não entendia. Não sei o que matar. E a empresa falou. Não, então vem aqui para o Brasil. Eu falei topo. Cara, tem uma coisa que é interessante. O que você menos gosta da cultura brasileira? O bolo de cenoura com chocolate.

Eu sei, eu sei, eu sei, não precisa me cancelar. Nem tem bolo lá, não tem falar mal do nosso bolo. Por isso eu não gosto de falar isso. Porque o bolo é cenoura com chocolate, é muito brasileiro. Mas eu não gosto. Mas por que você não gosta? Você não gosta de cenoura ou de chocolate?

Eu não gosto da mistura. Porque o braço mistura tudo. Você pode comer separado. Cortar o chocolate de um lado e comer... Do bolo, do bolo. Isso, separa o molecularmente. Mas a cenoura fica doce. Entendi. É uma grande crítica, sim. É porque cenoura e chocolate são duas associações um pouco curiosas. É tipo o que vocês fizeram com o chuveiro. Água e eletricidade. São dois elementos que não... Lá vem o francês. Que desculpa pra não tomar banho.

Porque não tem nada a ver. A gente viajou quatro dias juntos. Quatro dias juntos. E você não tomou? E não tomou banho. Tomou ou não tomou? Não, tô perguntando. Não, o pior que tomou, ele entrou na água. Tomei. Mas você entrou junto com ele? Gostei. Não. Ele entrou no mar e ficou quatro dias assim. É, falando, nossa, que merda, tá sal, né? Você tem que tomar um banho. Vem cá, eu queria voltar um pouquinho, que era a coisa da...

do dia a dia do venezuelano. Porque passa uma imagem pra cá, obviamente sensacionalista, que a Venezuela tá triste. Ou tem muita festa, tá... Como é que é o dia a dia da Venezuela? Vocês estão em guerra o tempo todo? Ou vocês estão de boa, tem festa, pessoal transando, como é que é?

A gente meio que aceitou a realidade, sabe? Então tem churrasco, tem pessoas de festa, tem tudo mais, situação do país que está ruim. Então a gente aceitou isso. Pelo menos eu quando trabalhava, onde eu morava, ficava uma hora de Caracas. Só que eu não tinha muita grana, tinha que economizar. Aí pegar o ônibus popular.

Aí eu tinha que acordar 3, 4 da madrugada para pegar o ônibus às 7 da manhã, porque era uma fila enorme e eu só conseguia ir de pé, sabe, em pé, no ônibus. E nesse momento que eu estava na fila, fiz a melhor amistade da minha vida, trocando ideias, fofocando, não sei o que mais, na fila. Então, assim é o dia a dia. Tipo, tem venezolano... As pessoas levam o relacionamento como algo muito maior, já que não tem outras coisas, seria isso?

É, é, é. Porque igual, eu já fiz fila de 8 horas para comprar uma Roy, sabe? E nessa fila, conheci pessoas maravilhosas que tenho contato até agora, e você vai trocando ideias com pessoas. E virou sua esposa, né? Não. O que você sente mais saudade da Venezuela?

as festas folclóricas da minha cidade. Porque onde eu morava, uma cidade pequena. Aí tinha a festa folclórica da cidade. E meu primeiro ano, me deu uma depressão fugida, porque eu via meus amigos celebrando lá. E aqui, sabe? Tem alguma coisa que o brasileiro faz que no seu país não seria permitido? Ele ia chorar.

Ele tava ficando branco. Isso é na recor, isso é na recor. Você não tem coração. Eu nunca falei Coutinho. Você tem croissant, né? Não tem coração. Qual foi a pergunta? Desculpa. Se tem alguma coisa que o brasileiro faz que na Venezuela não seria permitido. O exemplo disso é, por exemplo, o brasileiro costuma se interromper, na França é mal visto, esse tipo de coisa.

Não, na Venezuela, é que a Venezuela e o Brasil estão muito mais perto culturalmente. É, imaginei. Então, tem muitas coisas que o Brasil faz, e a Venezuela também, inclusive de memes. Tem muitos memes que na Venezuela temos, que vocês não têm, mas buscando uma correlação, achamos o equivalente.

Eu acho que assim, o Brasil olha para os Estados Unidos e eles olham para o Brasil, um e seguindo o outro. Vocês olham para os Estados Unidos também. Olhamos para qualquer país. Não temos... Angola. Qualquer país é desse lado.

Vamos dar PAP, né? Mas vocês... O que vocês conheciam de Brasil lá? Conheciam o Castelo Rá-Tim-Bum. Nem fudendo. Lá? É, chegou. Não!

Mano, Castelo Jatimbum, Esclavissaura, Chica da Silva... Caralho! Tudo pra escravizar, tudo pra escravizar, tudo pra escravizar as venezuelas! Mano, eu conheço... Castelo, corrente... A Cor do Pecado, novela boa... Tudo isso são novelas? É novelas, novelas! Cara, eu conheço nenhuma, você conhece todas?

Não, muito boa. Novelas. Novelas. A cor do pecado, você tem que assistir. Muito boa. Uma música. Nossa, uma música é muito boa. Cara, o nome já... Duas caras. Dobras de largato. Essa não chegou. Não chegou? Não. Ixi, então lá só chegou... É que os nomes eu não gosto, cara. Eu já falei aqui. Qual o nome de novela francês? Nunca curti muito... La beurre de la beurre.

Fiz de putz! A novela mais proibida! É que os nomes parecem... Eu nunca sei se é um nome de novela ou de música do Raça Negra. Paixão Doce, Algodão do Céu, alguma coisa assim. E aí eu nunca... Voia Voia, não sei se é voia Voia!

ou pornoguém. Chocolate com pimenta também chegou. Chocolate com pimenta chegou. Só chegou uma coisa meio racial pra vocês de novela, né? E chegou quatro por quatro? Era negro na pele? Não, mas é que quando se criou o Mercosul, começou essa troca de cultura. Por lo menos aqui chegou IsatKM, não sei se alguém lembra. Ah, IsatKM. É uma série juvenil que é venezuelana. Mas o que tem de música venezuelana?

Salsa, merengue... Salsa e merengue? Quem é a pessoa mais famosa da Venezuela, fora da Venezuela? E a moça... Você assistiu Super Homem? Eu assisti. Nossa! Ela ficou famosa agora, que é da parte dessa, aí você até caia. Nossa, gostei dela! Ela conhece! Mano, se ela fosse famosa, ele não ia falar Super Homem primeiro, né? Vamos concordar com isso? Quem é a pessoa mais famosa de Angola, Batista?

Você ia falar, sabe o jogador do Botafogo? O Basto? Você ia fazer isso. O Basto é famoso. Quem é o cara mais famoso de Angola? O Aquá. Quem é o Aquá? Foi um dos melhores jogadores dois, Angolano. Se você falar pra qualquer Angola, não vai falar... Então, mas fora de Angola. Fora de Angola? É.

É você, Manu. É você. Sabe como é que falam? Sabe o Três Continentes? Tem o Batista. Viu? Aqui a política divide muito os brasileiros, né? Viu. A galera briga, aqui a galera pode se falar. Antigamente brigavam muito por política, agora já não. É mesmo? Porque todo mundo começou a pensar igual.

Não podemos reclamar. Literal, não podemos reclamar. Ah, então... Mas dentro da família, vocês não podem discutir? Não, discutimos, mas todos chegamos num senso comum. Não, é o povo. Também imagina discutir, alguém defender um governo... Sem ter que falar uma coisa. O país dele é meio que parecido com o país chinês. Só que a diferença é que a China deu certo. Na Venezuela deu ruim.

Entendeu? Cuidado, perigoso. Não, não, não. É uma coisa que eu sempre me perguntei. É uma coisa que eu sempre me perguntei. Por que as ditaduras de esquerda dão mais certo na Ásia do que na América Latina? Não, mas não é ditadura. O quê? É capitalismo. Por que os regimes autoritários dão mais certo na Ásia do que na América Latina?

Primeiro, a Ásia. Ele passou por muitos anos de história na vida. Então, ele sofreu muita coisa, muita situação. Então, acaba sendo... Novas pessoas que estavam entrando, ele aprendeu com os erros dos outros e começou a priorizar as coisas mais importantes. Então, com essa seleção, hoje, a China virou outro nível de China.

Porque a China cometeu muito erro na época. Tipo assim, na última ditatura da China, nossa... A de Mao Zedong? Não é de Mao Zedong, é do Qin Chao. É o último rei da China. Nossa, detonou a China. Aí ele abriu a porta para os europeus entrarem e vendeu droga. Aí todos os chineses estavam consumindo a droga e estava ferrado a China. O ópio. Eu queria saber... Eu queria falar sobre isso. Há quanto tempo o teu governo está num...

No poder? É. Eu acho que 150 anos, mais ou menos. O teu governo tá no poder há 150 anos. Você acha que existe uma democracia na China? Tem. Pensou, pensou! Se você fala do teu governo, acontece alguma coisa contigo? Não, ele protege a gente. Não, se você falar contra, acontece alguma coisa. Ele te protege. Ah, não. Contra também. Tipo assim, que nível de contra? Você vai falar o quê? Você vai se ferrar, não sei o quê. Aí não dá.

Aí não pode. Mas aconteceu alguma coisa? No máximo ele vai chamar a polícia, vai chamar você. Aconteceu muitas vezes, o cara é maldito. Ele vai no TikTok xingar ele. Ó, vem aqui, vem se me pegar aqui, eu sou bandido aí. Você não presta, não sei o que. Em dois dias ele pegou ele lá, capturou ele e chamou ele aí. O que você está fazendo? Aí ele lá, tadinho.

Ah, eu peço desculpa, eu não era pra fazer isso, me desculpa aí. Isso mostra autoridade. Mas isso acontece em todo o país. É, lá na China é bem normal.

Não. Aqueles são eleitos deputados federais. Não, em todo país. Mas assim, respondendo a coisa da... Do Paul? É, que o Paul falou. Eu li uma coisa sobre a cultura do trigo e a cultura do arroz. Já liu sobre isso? Que o Oriente foi baseado na cultura do arroz e o Ocidente na cultura do trigo.

O trigger é mais individual. Então você tem a sua propriedade e você protege a sua propriedade. Você não quer que ninguém invada a sua propriedade. O arroz é mais coletivo. Então você necessita que outras fazendas também produzam arroz para você fazer um ecossistema de arroz. E isso transformou as sociedades mais individuais e mais coletivas. Muito obrigado, gente. Um abraço a todos. É a coisa mais inteligente que eu já escutei nesse podcast.

Infelizmente é falso, por quê? Mas, enfim, só respondendo, porque talvez o Oriente tenha uma questão mais coletivista e a nossa... Mas já ouvi sobre a questão coletivista mesmo, que o Oriental se sente dentro do grupo, assim. O Ocidental não. O Oriental se sente dentro do grupo, né? Na empresa, do... Na verdade, não. Realmente, o exemplo da China é um exemplo único.

Não é todo o país que ele conseguiu sair daquela perrengue, quase quebrou o país, e se sobreviver por essa questão, ainda virou o segundo economia mais foda do mundo. Não, tudo bem, mas por exemplo, o japonês também trabalha pela empresa, ele veste a camisa, ele se sente orgulhoso de pertencer à empresa. Tem um senso de grupo, né?

O francês não tem. Tem sempre em puteiro. Tem sempre em puteiro. O japonês é muito pra puteiro, né? É que assim, ó, vamos lá. Mas é pra valorizar a economia dos caras. Os Estados Unidos, acho que uns anos 80, 70, acho que é a mesma coisa. O cara também é, tipo, bem bonito.

Hoje que é assim, eu acho que é questão de pobreza. Tipo, se o filho fica muito tempo na pobreza, o pessoal vai aprender. Ele se une mais. Ele se une mais, é verdade. É porque os pais ricos, que nem eu falei, pais ricos, ele... Oxi, eu tô rico, por que eu tenho que ouvir você? Entendi. Mesma coisa, tipo, a última vez a China tava...

Mas ele acabou de falar isso, né? Que na fila do arroz ele construiu amizades como... Entendeu? Na verdade, então, Hugo Chaves fez tudo pela amizade, senhoras e senhores. Esse é o assunto de hoje. A ditadura traz um senso de companheirismo. Então, se você está muito individual, você precisa de uma ditadura, certo?

Vai ser mandado. Vai ser mandado. Mas tem uma coisa, cara, tem uma coisa real nisso daí. Não na ditadura. Mas tem uma coisa... É perigosíssimo. Mas tem uma coisa assim, cara. Quando é perigosíssimo onde estamos chegando. Twitter tá aqui sempre do lado. Não, mas tem uma coisa que é fato, né? Quanto mais você está na situação decadente, né? Você mais se apega às pessoas. E as pessoas, elas tendem a te ajudar. Eu acredito que o povo venezuelano, ele é muito solidário.

Ou tem uma coisa de egoísmo. Sabe um lugar onde eu vejo, eu imagino que seja assim, eu vou descobrir mês que vem? É na África. Não, mas nós somos realmente... Essa ideia de grupos, não é só o asiático que tem essa ideia de ser mais unido. Nós também somos muito... Por exemplo, a Europa é o continente mais individualista, eu acho. Eu acho que assim, que nem eu falei, quando o pessoal está...

humilde, ele se une mais. Porque ele sabe o que é. Se eu ajudar ele, não vai me prejudicar. Mas assim, quando o pessoal rico, não pensa mesmo. Mas por exemplo... Você vai me roubar. Até no Brasil, por exemplo, tem umas comunidades que a galera é muito unida. Entendeu? É isso mesmo. Inclusive, eu fiquei sabendo disso. Foi onde? Tem um lugar... Foi você que me falou isso. Você foi pra Colômbia e lá você pode entrar na casa dos caras, pegar sal.

Foi em Medellín, quando eu fui para a favela. Mas é uma coisa de favela, não é uma coisa de país. Mas é isso mesmo? É. Mas por quê? Porque ela é mais problema. Eu fui na favela do Pablo Escobar. Esqueci o nome da favela. Se você me ouviu, acho que é Pablo Escobar o nome da favela. É mesmo? É uma favela que ele criou. E lá tem uma cultura que você, para entrar na favela, primeiro você tem que pedir autorização. E segundo, que você pode... Você está ali tomando café e entra uma pessoa do nada.

na sua porta, a geladeira. Eu quando cheguei aqui, achava que isso era normal. Aqui no Brasil, acontecer isso. É mais ou menos o comunismo.

Se você for ver. É, mas ali tem uma regra local. É uma regra pontual numa comunidade. Não é uma parada assim, a Colômbia inteira o cara vai entrando. Não, não, não. Estou te falando daquele lugar. Na minha infância é assim, tipo, ele vai casar. A vira inteira das pessoas, mais ou menos, 100 pessoas vão ajudar na casa dele, não sei o que. Ah, o que ele vai casar, não sei o que. Tipo, quando eu, assim, minha casa que vai fazer alguma coisa, o casal que morreu, todo mundo vem ajudar. Ah, eu preciso de alguma coisa. Eu concordo, a solidariedade.

A sociedade está na pobreza. Está muito mais na pobreza do que na riqueza. Quando vocês olham para o governo, estava o Maduro agora, estava o Hugo Chávez. Vocês têm uma compreensão do que aconteceu? Vocês têm uma raiva, um ressentimento? Como é que é o povo venezuelano em relação a isso? Ou falam, não, foi por uma causa boa, ridículo. Como é que é? Você está falando referente ao que aconteceu. É.

Então, é... Só um ponto um pouco delicado. Porque o que acontece? O que acontece? De fato, o que aconteceu, internacionalmente, é ilegal. Só que o que acontece? É difícil, difícil, eu, como venezuelano, não me alegrar que Maduro está se fudendo.

Se a principal causa é que eu saí do meu país, tenho que assistir, meu aniversário, tenho que cantar parabéns com minha família desde o telefone, tive que passar uma imigração, tudo isso. É difícil para mim não me alegrar quando esse cara se está fudendo.

independentemente que... Te irrita quando você vê uma galera brasileira falando Maduro tem que voltar? Te irrita um pouco? Não, não, porque eu entendo que tem uma coisa que é a teoria e a prática. Eu vivia na Venezuela. Outras pessoas estudaram na Venezuela. Então, eu entendo que tem um certo nível de desinformação e não estão falando que eles sentem isso. Só o que leram, investigaram, sabe?

Porque não viveram na Venezuela. Eu concordo. Inclusive, eu acho que é exatamente isso o grande problema do academicista. O cara que é muito acadêmico, ele fica só na teoria. E fica, nossa, é um absurdo, mas você viveu a prática. É porque Venezuela já não é algo. E é que eu sempre vou manter. Não é uma coisa de esquerda ou direita.

Porque sempre tentam ubicar a Venezuela a esquerda ou a direita. E não é algo assim. É uma coisa de senso comum. Pessoas passando mal, sabe? E estão fugindo a qualquer país. Mas eu digo a invasão que teve, vai. Não a invasão, vamos botar lá atrás. O momento de Hugo Chávez ter pego o poder e ter transformado a Venezuela no que virou. Porque a Venezuela antes era um país muito rico, com petróleo e tal. Essa mudança, assim.

O venezuelano comemorou isso no começo e depois... O que me conta meu pai, meu pai me conta que se a galera comemorou, sabe? Comemorou certa fase do Hugo Chávez. Só que tem um momento que quando você vai no mercado, pega três coisas custa 100, no mês seguinte, pega três coisas 300, pega três coisas 600, chega um momento que a galera como que, oh, peraí, calma, calma. Ele chegou em 2002 no poder?

2001. Como é que era a Venezuela antes de 2000? Eu sei que você não viveu isso, mas o que seu pai te conta? O que meu pai me conta é que era bem rico mesmo. E vamos ser o primeiro país a ter um reator nuclear. Inclusive a moeda da Venezuela chegou a valer mais que o dólar.

Eu sei que nos anos 70, 80, vocês iam para os Estados Unidos para fazer compras. Igual o brasileiro que vai para o Paraguai fazer compras. A gente vai fazer um outro vídeo sobre fatos ou fakes sobre a Venezuela, mas eu queria dar uma ajuda para o povo que está em casa com ansiedade. Eu vou explicar por quê.

Esse tipo de coisa que acontece que você está me contando, você que sofre de ansiedade, todos nós aqui sofremos, isso daqui é muito louco, né? Porque ansiedade, para mim, não é sobre medo, é sobre controle. Porque você quer controlar o futuro. E aí você imagina um cara da Venezuela, de 1995, falando cara, esse daqui é o melhor lugar do mundo, aqui está tudo certinho e tal. E de repente entra o cara, muda tudo, como pode mudar aqui, como pode mudar... Ou seja, tudo aquilo que você está controlando para o futuro...

É bem provável que não vai acontecer. Então você está criando, na verdade, um futuro baseado no que é o teu presente. E você não sabe se vai acontecer. O cara fica, não, vou guardar dinheiro para comprar casa e talvez o dinheiro não valha nada daqui a 20 anos. Talvez casa não valha nada daqui a 30 anos. Isso é uma baita mensagem para você que saiba que você pode sim se fuder. Saia desse vídeo com esse ensinamento. Pode ser que sim, você seja pobre. Ou seja...

Viva a vida sem se preocupar muito com o futuro, porque o futuro é incerto, cara. É isso. Mas é o que o brasileiro faz. O Brasil viva a vida pra caramba. Esse é o pensamento brasileiro. Exatamente. Exatamente. Você é... Mas é isso. Mas sabe o que eu acho que... Você é brasileiro mesmo. Sabe por quê, cara? Porque a gente está piorando a nossa saúde mental porque a gente tem uma vivência brasileira e está trazendo elementos de futuro que a gente nunca teve.

Acho que nós já conversamos sobre... Você tem que entender assim. É porque você pensa assim...

10 mil brasileiros pensam assim, 1 milhão de brasileiros pensam assim, então tudo mundo tá cagando pro seu futuro. Se você tá cagando pro seu futuro, você não vai ter futuro. Calma aí, mamãe, falei. Mas é que tá. Mas se você se preocupar muito com o futuro, como vocês se preocupam, e pode dar certo... Pode, China é o exemplo. Tudo bem, mas também tem um grande problema.

Tem um grande problema. As coisas são tão incertas às vezes que se você viver só lá na frente, você não vive o seu presente. Sim, sim. Mas assim, a gente tem que falar em questão de responsabilidade. Você tem que trabalhar e você tem que viver. Claro. Você está vivendo bem? Você acha que é um equilíbrio? É o clichê do equilíbrio? E vocês são desequilibrados? Vocês só estão lá na frente? E teu filho está crescendo, cadê papai? E você está lá, dinheiro!

Não, ó, catê papai, mas assim, quando ele quiser estudar, ó, eu pago 12 mil de, assim, dimensão pra ele estudar. Eu entendo, mas é pra gente. E outra coisa. Você explica a mentalidade do chinês, dinheiro resolve as coisas. É, pra mentalidade. Pra brasileiro, nós somente... É relação, tá vendo? Você tá presente. Não, relação... Tudo bem, eu entendo muito, mas assim, relação, vamos... Relação existe um tempo de negócio. Vamos, hoje...

Nem vou ser uma família, uma família. Eu e você. Eu nunca te conheço na sua vida. Tá. Como que a gente vai criar o relacionamento? Do nada. Ah, não. E aí, tudo bem? Sem do racismo com o outro. Não. Tá bom. A gente pode ter uma amizade. Vamos falar. Ah, um dia vamos sair pra comer, mas cada um paga seu. Certo?

Mas assim, esse tipo de relacionamento, ele não dura muito. Tem que ter alguma coisa envolvida. Qualquer coisa. Eu posso te ajudar a ganhar dinheiro, você pode me ajudar a ganhar dinheiro. Porque todo mundo precisa viver. Mas não é só esse dinheiro. Na cabeça do brasileiro, eu sou amigo dele porque ele tem uma dor e eu tenho uma dor.

na cabeça do brasileiro. Então assim, eu vou sentar com ele pra jantar porque ele vai me ajudar a fazer eu rir. E eu vou sentar com ele pra jantar porque eu vou dar conselhos sobre paternidade. Não é só ele vai ganhar dinheiro em cima de mim. Essa é uma cabeça mais latina. Mas assim, desde lá, porque da Venezuela também não é assim. Tem muitos países que a Venezuela ajudou.

Não, acho que eu tô falando. É porque a cabeça... E a trocou... A trocou de nada. Por isso que eu acho esse projeto maravilhoso. Porque eu tô vendo a sua cabeça e a cabeça oriental, ela é muito baseada em negócios em troca. Mas assim... A gente não é tanto assim. Ó, eu e você, a gente é funcionário, de mesmo nível. Tá. Aí sim. Pode ter um... Tipo assim, saúde mental é igual. Tá. Ah, não. Eu penso a mesma coisa, você pensa a mesma coisa.

A gente consegue ter uma amizade além de dinheiro. Mas assim, se você é um cara que, vamos supor que...

é o cara que tem grana pra caramba, e você tem uma amizade com um cara que nunca teve a grana na vida, pensando diferente, você dificilmente tem uma amizade. Paulo, Paulo, você não tem... E outra coisa. Mas é ferro, não pode ser o meu pai. Vamos tomar um café enquanto eles estão conversando. Não, não, não, não. Vamos namorar mesmo. Meu, que mentalidade é essa? Você não tem melhores amigos? Se teu melhor amigo não tiver, não for rico hoje, você não vai ser amigo dele?

Não, não é que rico ou não. Eu não tô falando assim, precisa ser rico pra ter amizade. Eu digo assim,

como hoje em dia, tipo, todo o nosso, o pessoal, tem coisa pra fazer. Durante a semana, você trabalha pra caramba. Talvez um dia da semana você vai ter um tempo, vamos supor, um dia livre ou duas horas livre, porque você ainda tem sua família. Você vai parar o seu tempo de trabalho pra ir na casa de alguém pra conversar? Sim.

Talvez você quer e ele não quer. É muito legal. Entendeu? O Paulo descobrindo o conceito de viver. E se tem Paulo e café? Nossa! Aquele papo do boira pra casa jogar play? Ele não existe isso. Eu quero ver. Você tá com 28?

Tem um negócio chamado crise da quarentena aqui, né? Eu quero ver a crise da quarentena que você vai viver, porque é o momento que as pessoas reconsideram os atos e geralmente falam, pô, trabalhei demais, quero curtir mais. Você vai ter uma crise que eu quero ver, mano. Ou não, cara, porque é cultural. É, mas é cultural. Lá talvez ele vá trabalhar mais, entendeu? Ele não vai dormir, vai ser o Elon Musk. Caraca, cheguei 40, bora trabalhar. Sabe qual é o meu sonho? É assustador.

Já? O seu presente já é. Imagina o sonho. Meu sonho é assim, tipo assim, eu tenho um jato, aí eu vivo trabalhando assim. Ah, hoje tá necessidade, amanhã tá outra cidade, fazendo negócio, eu tenho um negócio em cada cidade. Teu sonho é poluir o planeta? Não, não é isso. Seu sonho é seu Gustavo Lima. E onde que tá? Cara, é legal, legal. Onde que tá o tempo de você olhar pros teus filhos e falar, tá bom, vamos passear um pouquinho. Eu levo no meu chá.

pra trabalhar pra trabalhar costura essa bola, moleque galera, essa é a grande graça dos Three Continents a graça daqui é ver cultura e diferença Paulo tem um pensamento Paul tem outro pensamento Cosme tem outro pensamento e assim a gente faz essa grande roda de... Batista não pensa o Batista só age porque o Batista é um menino

Tá indignado? Tá indignado? Não, que pensamento é esse, velho? Oxe, não, eu tô errado. Não, comenta. Semana que vem a gente volta com fake olfato sobre a Venezuela. Deixa o like, porque esse vídeo vale muito.

Prepara o grito que Nescau chegou com o feat do ano. Vem torcer com o novo hit de Ana Castela, feat Pedro Sampaio. Essa dupla que combina igual leite com Nescau. Então joga, aumenta o volume e vem junto. Dá o play e ouça já a música agora ou nunca. Nescau, energia que dá jogo.

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