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O MEDO DE PERDER AS COISAS TE DEIXA MENOS SINCERO? FT. DI FERRERO | #ACHISMOS PODCAST #415

04 de maio de 20261h20min
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Entre achismos sobre como é a vida de um músico famoso desde a adolescência, Di Ferrero conta sobre sua vida, carreira, desejos, sonhos futuros, e se o medo de perder as coisas deixa as pessoas menos sinceras.MAURÍCIO MEIRELLES @maumeirelleshttps://www.instagram.com/maumeirelles/DI FERRERO @diferrerohttps://www.instagram.com/diferrero/Ah! Você já conhece nosso canal de CORTES DO ACHISMOS TV? Bora ver o melhor dos vídeos lá: youtube.com/@CortesAchismosFMUse o cupom ACHISMOS (15% novos / 10% recorrentes) e aproveite os benefícios no site https://creators.insiderstore.com.br/ACHISMOS #insiderstore @insiderstoreConheça e se inscreva no meu canal de comédia:https://www.youtube.com/@MauMeirellesVem pro meu canal no Telegram: https://bit.ly/3MDFZLhBora ver meu show no teatro:https://www.mauriciomeirelles.com.br

Assuntos9
  • Musical Djavan - Vidas para ContarExpectativas vs. realidade da carreira musical · Frustração e criatividade · A essência do artista · Di Ferrero
  • Arte e Expressão PessoalO movimento emo e a aceitação da vulnerabilidade · Abraçando os excluídos e a diversidade · A evolução da expressão de sentimentos · Terapia e saúde mental · O papel da música como forma de expressão reprimida
  • O Papel do ArtistaA evolução da conexão com os fãs ao longo do tempo · O medo de perder a essência e a autenticidade · A pressão do sucesso e a busca por novidade · A relação com fãs e seus parceiros · A recepção de presentes e cartas de fãs · A diferença entre fãs de diferentes bandas
  • Cultura do RockO declínio da cena rock radiofônica · A pulverização dos gêneros musicais · O papel do algoritmo no consumo musical · O renascimento dos shows pós-pandemia · Rock nostálgico vs. novas bandas · A importância da fanbase
  • Shows e Musica ao VivoA tendência do orgânico e do manual na comunicação · A valorização da experiência comunitária em shows · A busca por conexão humana em um mundo digital · Festivais para diferentes públicos
  • Inteligencia Artificial na MusicaO potencial e as limitações da IA na composição musical · A padronização da música gerada por IA · A IA como ferramenta de auxílio na composição · A música como expressão de sentimento humano
  • Carreira solo e hiato do NX ZeroA decisão de seguir carreira solo · A necessidade de separação para crescimento pessoal · A busca por novas experiências e aprendizados · O valor do tempo e a prevenção do comodismo · O álbum póstumo de José
  • Pandemia de COVID-19O primeiro caso em Santa Catarina · O medo e o isolamento durante a pandemia · A desinformação e o estigma associados à doença · A importância do apoio e da solidariedade
  • Monetização da arte e carreiraA diferença entre artistas e trabalhadores CLT · A busca por ócio criativo e a recusa da aposentadoria · A pressão financeira e a necessidade de adaptação
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E como que funciona pra você que veio de um lugar que era plural, que era Faustão, Gugu, ia no Jô Soares e de repente você fala, mano, qual que é o meu nicho? Quem que é? Quem que é os de Ferreiro que estão por aí que você ainda vai conquistar? Então, na época eu lembro de tentar ficar buscando isso, sendo que eu já era isso.

volta pra casa, tipo não é uma coisa assim, eu não posso mudar eu não posso ser outra pessoa, você pode, mas é tipo tem uma essência ali que você representa pras pessoas que é só sua acho que isso é pra qualquer um é, eles trabalham foda é eu estar aqui tô me sentindo lesado agora você chegou bem depois de mim, inclusive cheguei

Mas é pra mostrar... Queria deixar isso registrado. É? Peraí. Quer começar com essa frase? Sim. Então vai, então começa. Registra aí, mano. Mostra. Já tá gravando. Esmascara aí. Mas tá gravando isso tudo aqui? Ah, lógico que tá. É, então. É legal falar disso. Pô, é legal começar o achismo agora com isso daqui assim, hein? Pra mostrar que o negócio é real. E mostrando quem você é. O Diva vai falar quem você é. Não, é legal chegar no horário também, porque... Não, peraí. Calma. Eu cheguei de Macapá. Mas eu cheguei no horário. Não.

Chegou no horário. Que horas estava marcado para a gente chegar? 11 horas. Que horas eu cheguei? 11 e 15. Isso é o horário. Você tem que entender que em São Paulo existe a taxa de tolerância e passar de 15 minutos, aí é você passar do horário. Mas assim, sempre marcam comigo. Eu sei disso porque sempre marcam comigo. Você tem que estar 10 e 45. E eu sei que não é 10 e 45. Quem que marca 10 e 45? É sempre 15 para frente. Sim. Ou você é 10 e meia?

Ah, você tá dizendo que... Desde o NX, desde o começo eu sei essa manha de produção que a galera faz. Eu não caio nessa. 10h45 não é horário... Ou é 10h30 ou é 11h. 10h45 é porque alguém vai se atrasar. No caso eu. Mas eu me decepcionei com você. Eu queria começar igual o dado do Alabella começou com o João Gordo. Você me decepcionou. Traiu o movimento? Traiu o movimento.

Você treinou o movimento, tipo, você chegou no horário. E pra mim, um rockstar nunca chegou no horário. Pois é, mas marcaram as 10. Ah, tá. Entendi. No fundo, no fundo, foi, tipo, todo mundo tá certo. Porque marcaram comigo no meio dia.

Mas é verdade, cara. Muita gente se decepcionou comigo já por causa disso. De quê? De você ser um cara... De não quebrar o camarim. De não... O que mais? Sei lá, de não xingar. De não ter polêmicas. De não ter muita polêmica. Cadê esse rock and roll? As pessoas imaginam que rock and roll é só um cara com neurodivergência quebrando quartos de hotel, com prostituta. O Vorcar é mais rock and roll do que de Ferreiro? Seria essa a questão?

Hoje o Achismos, olha que link que eu cheguei. Hoje o Achismos não é só com um músico, é com um grande irmão que eu tenho, um grande amigo, um grande ídolo que eu tenho. Mas a gente vai discutir essa nova série aqui do Achismos e a gente vai descobrir como é a cabeça das pessoas. Como é que funciona a cabeça de um rockstar? Será que é da forma como você imagina? Será que você acha que ele é doidão? Como é que é a composição? Como é que é a frustração? Como é que é sucesso? Como é que é fracasso? Hoje...

É um grande nome na música popular brasileira. Vou botar a música popular brasileira porque é popular. Querido, só te interromper um minutinho. Eu não sei o que é essa skin suede meio cafetão. Tá meio cafetão. Vamos trazer essa corrente pra dentro. Tá meio... Tá batendo no microfone. E vamos daqui mesmo? Ah, tava... É, tava legal. Volta, não tem... É isso. Tava legal. Tava legal. Eu tava tentando, né...

mostrar uma nova forma minha, mas fui podado. Vamos lá. Eu tenho aqui um presente. Você nunca recebeu um presente da Insider, eu acredito eu. Acho que não. Não recebi. Pô, que da hora, hein, cara. Por isso que eu trouxe o dia. O dia único cara que ainda não recebeu um presente da Insider em todos os podcasts, que mostra que ele não vai em tanto podcast assim. Cara, eu posso ser bem sincero? Pode. Eu tava meio de bode. Eu tô ligado. Tem muitos, cara.

Tem, mas você já foi em vários? Fui em vários. Eu vou contar outra história, assim. Mas se você não deu o presente da Insider, você não foi em podcasts bons. Não, eu não fui em vários recentes. É, pode ser, mas eu fui no Podpá, fui no Flow. Podpá é, mas nunca mais fui chamado. A Insider é roupa com tecnologia. Você que estava no Macapá...

Melhor roupa que tem pra calor pra caramba, porque é o tecido do futuro. Deixando claro que você deixa... Não sei se você sabe, você põe no corpo essa... Porra, uma cueca. É a cueca que abraça a bola.

Ela é foda. E a camiseta você põe... É caça, né? Não, ela é maravilhosa. Isso é o rock and roll. Ele já fez uma bandana... Faz uma bandana de cueca e canta no rock and roll. Não, não é nem por isso. Tô muito look, Santo Almeida, né? É muito foda. Não é, você sabia que aqui, ó, pelo pescoço você sabe o tamanho da cueca, se cabe ou não.

Ou qualquer roupa. Não, peraí. É verdade, pô. Caralho, o que tem de gente agora... Mas tem uns caras que vão aproveitar e vão se enforcar. Galera, não é pra isso. Não, mas qualquer roupa. Você vai no lugar e não quer provar a roupa, você pega assim a calça, pá. É mesmo? É sério, pô. Tipo, quando você não sabe o quanto você... Quando ela entra ou não, aí você vai...

Tipo, aí você pega calça, jeans ou qualquer coisa e mede pelo pescoço. Meio que dá certo, entendeu? Não é certo, mas dá certo. Cara, posso falar que você salvou um problema gigante que eu tenho? Porque às vezes eu vou em loja... Odeio. Odeio trocar roupa, que você tem que ir no provador, com cabide. É só botar no pescoço. É só botar no pescoço.

É sério, eu só faço isso. Vai tomar no cu, eu vou fazer isso a partir de hoje. Faz isso, por favor, e vê se vai dar. Quais são as técnicas? Além da calça, camisa até você pode botar no provador, tá vendo? Ali na hora. Blusa e camiseta você põe ali, entendeu? Sim. É, na hora. Tá. Calça você põe aqui. Vê se a cueca dá em você. Não, a cueca eu vi. É exatamente, ela dá certinho. Caralho. Ó. Tá, você pega aqui. Então qualquer coisa, com calça, de qualquer jeito, você vem aqui, tá aqui.

Aí você já fica normal aqui e mede no pescoço. Caralho. Essa tá da hora. E qualquer coisa vira um guardanapo. Sim. Você pode comer uma massa. Exatamente. Babador. Não sabia dessa. Não, mas é sério. Não sabia. Não sabia? Pô, é uma coisa de mãe, assim, das antigas.

Porra, muito bom. Mãe de trabalho é na CEA, provavelmente. Que deu essa dica. Ô, Di, primeiro, muito feliz. Eu fiz um projeto com você há muito tempo atrás. A gente fez uma entrevista que me lembra que deu uma repercutida do caramba. Caraca, faz quanto tempo isso, mano? Que você veio aqui? Uns seis anos, talvez? Nossa, faz bastante tempo mesmo.

E lá eu conversei com você sobre assuntos meio mundanos, como eu vou fazer aqui agora. Só que eu estou fazendo uma série que é assim, como é que é a cabeça das pessoas? Como que funciona a criatividade? Como que funciona o teu rolê? E aí eu queria começar perguntando para você. A expectativa que você tinha de ser um roqueiro, um músico, ele veio quando você era criança.

Deu exatamente o que você imaginava? É tudo aquilo que você imaginava? Tem a parte ruim, tem a parte boa que você não imagina? Como é que funciona isso pra você? Foi, teve a parte... Na verdade, foi como eu imaginava. Porque eu imaginava de sonhar mesmo. Ficar tocando lá no quarto, essa coisa.

Mas tem muita coisa que... O caminho que te trouxe, né? Que eu pensava em como fazer, que eu achava que ia ser, nossa, só shows e estádios, só coisas. E não é bem assim. Tô na segunda-feira, que horas agora? Acordou cedo, entendeu? Sim, sim. Vem aqui, teve show ontem, essa coisa assim. Então, tipo, tem uma coisa que eu não imaginava. Qual que é a parte ruim de ser...

isso que você imaginava ser. A parte ruim? É. Eu acho que é a frustração, né? Porque, assim, eu acho que faz parte, pra mim, da criatividade. É você, ai, caramba, se decepcionar por qualquer motivo, qualquer coisa, coisa de...

né, pô, às vezes o show não tá do jeito que você imaginou, não tá tão cheio, às vezes, sei lá, a música que você achou que seria, que você achou que bombar, eu acho que, mas ao mesmo tempo isso é o que me faz falar sobre várias outras coisas na música, aí de repente bomba, entendeu? Que aconteceu isso várias vezes já. Eu me retroalimento de um... Ah, de tipo...

Você precisa viver, assim. Eu já forcei para viver. Não sei se você já fez isso. Já, já. Forcei para viver algo para eu... Ter assunto para falar sobre esse assunto. Não funciona. Não funciona. Entendi, quer dizer assim, talvez o seu grande sucesso seja falar sobre o seu fracasso anterior. Seria isso, assim. Você tentou fazer uma música, não deu certo. Você ficou triste. E nessa tristeza você descobriu um lado muito sombrio. E nessa lado sombrio você descobriu o seu novo sucesso.

É, porque isso vai te tirar de um lugar de, sei lá, você vai ter que pensar sobre a vida, sobre as coisas, ou você está reclamando de boca cheia, se era o seu sonho, se era assim que você sonhava, aí você começa a destrinchar isso, aí você vê que muita gente está nesse lugar, porque às vezes a gente está num lugar...

O cara olhar, eu reclamar disso é tipo, ah, meu, eu tô aqui tentando, aqui, pô, tô ganhando um cachê pequeno pra ficar, e você aí fazendo, pô, achismo TV com mal e sabe o que você tá reclamando, entendeu? Então, tipo assim, a gente...

humaniza tudo assim, acho que fica no mesmo lugar, porque no fim das contas a gente quer ser sincero, né? A gente quer ser sincero, é isso. Mas você consegue ser sincero porque você, no começo, minha imaginação, quando você começa a trabalhar, quando você começa a fazer música...

Eu acredito que tem uma coisa de moleque e de ser sincero. Aí você começa a conquistar as coisas. O medo de perder te deixa sincero? O medo de perder, não. Sei lá, tipo, puta, disse. Cuidado com o que você vai falar lá na entrevista com o mal. Sabe essas coisas assim? Puta, será que eu falo de um bagulho? Cada vez menos. Mas sempre me deixou. Quando eu era mais novo, muito. Porque eu fico pensando na... Quando eu era mais novo, eu me sentia que eu era refém do que eu escrevia.

Tipo assim, eu era... Ah, eu tive isso também. Você teve isso? Tive. Você é refém de algo que você escreveu, mas assim, você escreve no momento, você não está o dia inteiro naquela situação, né, que você escreveu, que você fez. Então eu era bem mais polido nisso, acho que agora cada vez menos eu sou assim.

É, isso que eu ia te perguntar, porque você fez várias composições, você tá com, sei lá, 20 anos de carreira? É mais, né? 25, acho. 25 anos de carreira. Você tá com 25 anos de carreira. E aí você compôs uma música quando você tinha 18 anos de idade, sei lá. Aí nessa música que você compôs, você tava meio tentando entender uma situação de amor. Hoje você já entende. Quando você canta essa música, você se sente falso cantando essa música? Ou você resgata aquele cara lá de trás? O que você faz?

Então, chegou uma fase que, por exemplo, sei lá, eu ouvia Razões e Emoções, eu falava, ah, que música infantil, não sei o quê, mas hoje eu escuto e falo, cara, que sincero, pô, eu tava passando por uma parada naquele momento muito legal, muito sincero, assim, então... Tá. Mas eu já julguei, assim. Mas tem música que você toca que você não gosta?

Às vezes você sobe no palco e fala, puta, tem que tocar a ligação, caralho. E essa música mexe com um lugar que eu não tô assim. Tipo Ana Júlia, assim, né? Isso. Quando os irmãos vão Ana Júlia, na época de Ana Júlia. Não, você acredita? Eu sempre fui ao contrário. Tipo assim, eu fico pensando, cara, eu lembro de... Tentar de tudo pra música dar certo, sonhar com isso, e de repente a música dá certo, aí eu não vou tocar, eu sou ao contrário.

Tipo, eu lembro de... Faz sentido. Tinha uma época que eu não queria ir no Faustão.

Aí depois eu falei, pra que eu não quero ir no Faustão? Eu quero ir no Faustão, tipo, mais novo. Porque tinha uma coisa das bandas não quererem, você tinha que ser igual, assim. Mas isso como quando moleque você... É, quando moleque, mais novo. E mesmo assim quando você ia, você tinha muito receio, não, não posso fazer isso. Não, não, não. Tipo assim, cara, tinha que até relaxar, entender que...

mas é do lugar de onde acho que eu vim com as bandas ali underground, independente, vendido eu lembro que teve esse lance todo que nem se eu zoou do dado, né? você traiu o movimento no começo é muito louco, né? porque você faz parte, na minha opinião da última geração de rock

como a gente imaginava rock até então, porque, obviamente, tem várias bandas aí, eu adoro várias, já falei de 200 mil bandas que surgiram, mas eu digo assim, existe uma cena de rock, que era aquela cena de rock radiofônica, assim, de tocar pra caramba, ficar em top 5, né? Total. E você era, vocês ali, tinha o CPM, Charlie Brown, Fresno, tinha essa galera, aquele movimento, e de repente aquela coisa foi, não sei, minguando.

Por que você acha que isso mudou? O que você vê do jovem de hoje? Ele consome rock e não consome? Para quem você fala? Como é que você fica nesse lugar? Ô Mau, sabe que eu lembro de vários momentos, na real, de gênero, de rock e tal, né? Sempre foi muito... O rock tá bom, o rock não tá. Agora tá.

Acho que agora é mais aberto essa coisa. Pulverizado, você diz? Não é, tipo assim, você escuta também rock.

Tipo, rock era uma coisa que você ouvia e não ouvia as outras coisas. Genial isso daí, você era uma seita, né? É, tipo, então isso que fazia você, sei lá, ser um traidor ou você ser qualquer coisa assim nesse sentido. Era meio direita e esquerda antes, né? Pode ser, tipo, passou pra cá, é. É, não existe hoje você votar num deputado de direita e num vereador de esquerda, não existe. É, você não pode escolher. Cara, será que você traiu o movimento pro Flávio Bolsonaro daqui a pouco? Acho que vai.

Você falou do gay, você traiu o movimento. Porque foi pra política. Foi pra política o negócio. E no rock era isso, continua. No rock era isso, mas não é mais assim. E o rock em si, eu vejo que a molecada escuta, sei lá, acha legal ouvir um samba e de repente ouvi um metálica. Não tem problema. Não tem muito isso. Talvez tenha sido porque não tem problema.

Hoje em dia não temos essa coisa do... Até o algoritmo, né? O Spotify vai te puxando uma música para outra, você vai conhecendo outra música, não sei. Antigamente era...

gênero, rock, não sei. O negócio da galera se encontrar também, isso que criava essa cena com as bandas. E aí agora a galera não se encontrou, teve a pandemia, antes da pandemia o gênero, o rock, os shows estavam bem mais, bem menos fortes que nem está agora. Depois da pandemia, veio a sensação.

Porque tem a ver, sabe? Tem que analisar o que rolou. Depois da pandemia, veio a sensação das pessoas. Eu preciso sair, caralho. Tipo, eu preciso... Tava todo mundo naquele fomo de...

sair de dia num lugar aberto. De sentir a galera, aperfecimento. Os shows começaram a bombar e até agora não pararam. Foi uma subida desde a pandemia, pode ver. Festivais, shows, olha o que está acontecendo. E nisso o rock cresceu. O rock é o estilo que mais vende ticket, que mais bomba show. Mas não é um rock nostálgico?

Também é. É, eu sinto isso, que é o rock do cara que tem grana. Porque o cara, por exemplo, é tipo o Sandy e Junior, sabe assim? Agora você tem 40 anos de idade. Você tem dinheiro pra ir no show. Você tem dinheiro pra ir no show. Aí você vai no Red Hot Chili Peppel porque você tá há 30 anos querendo ir e agora você consegue ir. Mas será que a banda nova que tá surgindo, ela vende ticket? Vende. Vende, né?

Vende, mas assim, o lance de vender um estádio é cada vez mais difícil, porque a árvore genealógica da coisa foi ficando, o leque foi abrindo tanto que você tem coisas paralelas rolando, várias bandas acontecendo, menores, e é aquilo. Então, por isso que voltou um negócio de fanbase, e aí você fura uma bolha, de repente. Que era o que acontecia com várias bandas, vou chegar no estádio.

E meio que não tava mais assim. E agora tem essa oportunidade, eu tô vendo. Tá acontecendo de novo esse movimento. É muito louco. Eu não tenho a explicação correta, mas eu acho que é muito por causa dessa ansiedade de estar junto. A molecada fica online o tempo inteiro. Eu vejo pelos meus enteados. Tipo assim, eu mostro bandas pra ele, mas... Ele é meio... Por exemplo, o Lucas, mais novo.

Mas na dele e tal, ele gosta das bandas, porque na banda, na hora do show, ele não é nada na dele. Ele se joga, faz o mosche, faz o mosche pitch, pula, quer pular, entra na roda, depois volta.

quietinho. Você tem uma visão das gerações? Porque você tocava pra geração Z da época, não era geração Z, era milênio, mas era os moleques de 18 anos. Você tocava pra muita mulher de 20 anos, molecada pra caralho, e agora tem uma molecada nova. Você percebe uma diferença desse público molecada pra molecada de antigamente? E o que você vê neles?

Eu percebo que a galera das antigas era uma coisa totalmente nova. Emo, os excluídos que estão dando certo. Eu sou um cara, sabe, outsider que está acontecendo e não sei o quê. Eu me conecto com uma galera igual a mim. E agora eu vejo que a molecada...

Vi aquela época e fala, puta, eu devia ter nascido naquela... Sabe como a gente fala? Ah, que foda. Eu queria ter nascido nos anos 70, porque lá tinha o Led Zeppelin e não sei quem. Agora a molecada tá tipo assim... Bom mesmo era. Bom mesmo, pô. Olha que incrível. Mas você falou um negócio de comportamento que eu achei muito curioso. Porque se você parar pra pensar, você foi meio visionário, né? A turma do emo, que todo mundo zoava. Inclusive, imagino a quantidade de histórias que você deve ter sobre isso.

Mas a galera zoava muito, a turma do Ema, a turma do Ema. E vocês, querendo ou não, vocês estavam há 20 anos cantando os sentimentos de hoje. Porque vocês, querendo ou não, vocês estavam sendo vulneráveis. Vulneráveis, total. Cantando sobre vulnerabilidade humana. E hoje tudo é vulnerabilidade humana. A gente está falando de ansiedade, de burnout, de TBH, de autismo. E a galera daquela época, que era essa galera que vocês abraçavam, né?

LGBT, que hoje virou uma tendência. Naquela época vocês já estavam abraçando essa turma, né?

Sim, mas não era nada falado, a gente não sabia, era uma coisa que estava acontecendo. E realmente, era tipo, eram os excluídos, a galera que o lance da sexualidade não sabia direito, o que estava acontecendo em casa, se era julgado. Pô, quantas vezes você passando na rua só porque eu estava ali com o cabelo, com a roupa.

viado, não sei o que, tipo, que é da porra. Jura? Aham. Com vocês aconteceu isso? Com a gente, com qualquer um. Ah, sim, sim. Com qualquer um, só que o negócio foi ficando grande, porque tinha muita gente assim, né, tipo, eu acho que a gente tava na frente, né, que seria essa coisa do cancelamento, né, hoje, então a gente já não ia ser cancelado, porque se você quebrasse alguma coisa, você seria um cara escroto de quebrar, tipo, isso foi esse movimento que aconteceu, quebrar o camarim, né, no rock. E no rock, mas no geral.

E aí é isso que eu senti, tipo, a galera da época colocava ali uma roupa preta e tal, em introspecção, e ficava na sua, assim, até entender e florescer, né?

Mas você era esse cara? Cara, eu sim, eu era esse cara também, de uma certa forma. Porque você é um cara expansivo, me parece. Sim, só que aí que tá a maior... Não era só eu que era esse cara. Por exemplo, quem ia no show, tipo... A Glória Groove ia no show. Mas antes nasceu a Glória Groove, ela tava ainda se... Ah, se descobrindo. Tava ali, é, tentando... Uma coisa de expressão, que nem a gente já falou, a Pablo também. Entendeu? Ela, pô, era emo, ia no show. Era uma galera que tava...

numa fase de crescer, florescer e achou pelo menos um caminho ali de gente parecida, né? Que não julga, que pode se vestir aí de qualquer jeito, tô nem aí. Isso aí não é nem pauta. Eu lembro que isso aí não era nada de sexualidade, já não era pauta pra uma molecada. A gente já tava meio que na frente desses papos que tão rolando hoje. Chorar, homem chorar, vulnerabilidade, que hoje é...

Que nem você falou, você poder falar que você está triste ou falar de coisa... Sentimento. Sentimento, ninguém fazia terapia, não tinha muito... É verdade, cara. Terapia era uma coisa muito de gente maluca, remédio. Ou gente com grana também, era caro, tem essa coisa. Não, tem uma grana para fazer terapia, remédio. Exato, coisa de louco, né? Sim, sim, sim. Cara louco, mas não é.

Então foi uma época assim, e hoje eu vejo que vai ser sempre, as gerações vão passando, as linguagens vão ser um pouco diferentes, mas vão ser sempre essa vulnerabilidade que você precisa mostrar, que é difícil, vão ter sempre formas de expressão, tipo o emo, o grunge.

O punk, que era mais violento. O grunge, que era mais triste. Todo estilo que surge, ele é de uma turma reprimida, né? Totalmente. Dá até vontade de falar, cara. Se você quer sacar qual é a próxima tendência, você vê quem tá reprimido agora. Porque essa galera lá vai tá...

precisando de alguma coisa que exponencie eles e eles se juntam. Inclusive, até movimentos políticos que aconteceram recentemente é de gente reprimida que esse cara falou que eu acredito e bomba. Aí daqui a pouco vem a reação a isso e a coisa vai indo. É porque a gente está falando da música, mas a música é no geral, é a geração que vai refletir na política, que vai refletir em tudo.

Então a molecada hoje está tentando... Eu vejo que está uma frustração, assim, de tentar buscar um outro caminho para tentar se conectar com outras pessoas. O show é uma oportunidade de ver muita gente num lugar... Que tem o mesmo rolê, né? É, mas até outro dia estava com medo de sair, né? De casa, estava com receio. É louco que você está falando um negócio que eu não parei para pensar. O show, na verdade, é um clube.

Porque quando você vai num show, você vê a galera com a mesma roupa, com o mesmo jeito, com o mesmo tipo de... Tudo bem, antigamente, talvez, era mais plural, né? Porque o cara tocava na Globo, ele pegava todo mundo, mas não tinha tantas bandas quanto hoje. Hoje tem a banda pro cara que tem TDAH. Se eu abrir, tem uma banda de cara de TDAH, o cara vai se identificar com aquele cara. O outro tem o... São vários pertencimentos. Não, tem banda de tudo. Esse dia eu fui fazer Ressonância, nada a ver.

Aí o cara falou, cara, a gente fez uma banda com esse som.

É, tinha... Sabe? Tem uma banda aí, porra, procurem aí, galera. Não precisa de uma banda. Gera seis álbuns isso daí? Não sei, eu sei que o cara falou, tem as bandas dos médicos aí, que faz o som com o som da ressonância e tal. Então tem banda de tudo, o que é legal, né? E como que funciona pra você, que veio de um lugar que era plural, que era Faustão, Gugu, ia no Jô Soares e de repente você fala, mano, qual que é o meu nicho? Quem que é?

Quem que é os de Ferreiro que estão por aí que você ainda vai conquistar? Então, na época eu lembro de tentar ficar buscando isso, sendo que eu já já era isso.

volta pra casa, tipo não é uma coisa assim eu não posso mudar, eu não posso ser outra pessoa você pode, mas tem uma essência ali que você representa pras pessoas que é só sua acho que isso é pra qualquer um, entendeu? pra qualquer estilo, você na comédia o cara na música o professor alguma coisa, tipo assim

É o cara que, dentro do seu mundo de comédia, você pode fazer... O que eu quiser, mas sem perder o que eu sou. É, porque é isso que te buscou. E às vezes você se destrava disso, você perde esse caminho. Geralmente é quando você começa a bombar. Muita gente se perde.

ou bombar, ou a pessoa começa a dar certo, começa a ganhar uma grana, a pessoa que não... Bombar na vida mesmo, dar certo na vida. Mas eu estou pensando aqui, o que você está falando, faz sentido algumas coisas assim, tipo, a quantidade de artista que, sei lá, o cara começou cantando de um jeito, de repente ele mudou, casou, aí ele casou, ele virou um outro artista, ele perde essa galera toda e reconquista uma outra galera, ou...

Vai para outro caminho. Vou dar uma visão para a Cláudia Leite. Cláudia Leite agora está sendo julgada para caralho por um público que ela no começo, de alguma maneira, tinha, que é o público gay. Do nada, eu acho que ela tem o direito de ser o que ela quiser, de ter a opinião que ela quiser, mas isso reflete de alguma maneira e isso deve confundir a cabeça das pessoas. Você fala assim...

Porra, agora eu sou um cara, imagina, o dia agora resolveu ser empresário e de repente você é um cara rico e você não está mais falando sobre vulnerabilidade e você fica assim, porra, não sei se eu posso ser empresário, porque se eu virar empresário, eu estou indo contra a minha essência. Mas ao mesmo tempo, eu quero crescer. Tu não fica meio nesse lugar?

Até onde eu viro um personagem, entendeu? É muito louco isso, mas eu acho que o que faz esse corte com a galera é a ruptura forte, assim. Tipo, agora acabou, agora eu mudei, agora eu sou isso e tal, e você falar sobre isso. Tipo, se você começar a fazer, isso é uma estratégia, né? Mas não é fácil.

Sei lá, que nem o cara vira crente do nada. Sim. E agora já era. Mas aí ele virou o Rodolfo do Raimundos. Sim. Pô, saiu da banda, teve que sair, tem o lance todo. Só que ele continuou depois do momento...

Agora pode ver que ele tá meio que entendendo o que aconteceu na época, voltando, voltou com os amigos. Eu não vi o documentário ainda, mas ele teve uma ruptura, mas foi uma parada dele, pessoal e tal. Tipo assim, é difícil fazer essas coisas, sabe? Você tem que se desapegar do público, uma hora você tem que... Teve alguma coisa que você já fez, você separou da banda. A banda acabou e você foi fazer carreira solo.

Não é que acabou, né? A banda fez um hiato. O meu castelo, tanto que eles voltaram com um puta show, uma turnê, né, no caso, mas você ficou em algum momento ali, sozinho. Isso foi uma ruptura pra você ou você teve outra ruptura que você tentou ir... Não, foi muito uma ruptura. Isso aí foi muito complicado porque, mais ou menos o tempo, era uma coisa que eu precisava fazer e acho que todo mundo...

Porque ao mesmo tempo que o NX era nosso ganha-pão, ninguém mais estava feliz. E aí a gente estava fazendo alguma coisa por comodismo e aí a gente tinha que...

Meio que separar mesmo, assim, e falar, minha vida tem uma vida além do NX, né? Eu quero ver como é que é, porque desde 17 anos, 18 anos, ali, lança um álbum, faz a música, não sei o quê e tal. Legal pra caramba, mas e aí?

Então... Caralho, é quase como uma pessoa que tá namorando há muito tempo e fala, vou separar. É. Pra ver como é que eu fico sozinho, é tipo isso? Eu acho que sim. Só pra ter uma oportunidade de ver um outro mundo, porque o que mais valioso a gente tem é o tempo, velho. Então tipo assim, eu tô perdendo tempo, eu preciso ver, porque daqui a pouco eu tô com 50 anos e não vai dar mais pra eu ver como é que é uma vida assim, fora, eu poder morar fora, sei lá, viajar ou...

vão ficar acomodados fazer músicas com outras pessoas pra mim foi isso mas porque, voltando a falar do que a gente tava falando do sonho de você ser um cara que você botou projutor na cabeça que você ia tocar você tocou, você foi pra todos os programas e tal aí você fala, pô, a gente tava triste as pessoas que tão assistindo não vão entender isso porque a maioria das pessoas que tão aqui sei lá, cada um tem o seu trabalho

E o trabalho delas é ficar sonhando com o seu trabalho ou com o meu trabalho. Elas querem... A maioria das pessoas que estão aqui queria ter sido um Di Ferreiro, ou queria ter sido um Cristiano Ronaldo, ou queria ter sido um Maurício Marais. Elas não entendem essa frustração. O que é esse lado triste desse lugar que todo mundo imagina que é incrível?

Então, sabe o que a gente estava falando de você não perder a essência? E a minha essência, na minha cabeça, é sempre falar a real do que eu estou sentindo. Mesmo que seja falar, pô, eu estou triste. Entendeu? Eu não posso deixar de fazer isso. Isso me traz para o meu lugar no mundo. É isso que eu sinto. Então, você entende o que eu estou falando? Eu não sei se a galera vai tentar explicar melhor.

Quando eu falo isso, eu lembro de uma época lá atrás, tipo assim, cara, sempre deu certo, as coisas começaram a andar quando eu comecei a escrever, falar real, assim. Não me falar, porra, eu sou o cara, porra, o Rockstar, gostoso. Eu preciso falar isso. Eu preciso falar real, assim. Então, tipo, cara, todo mundo, por mais rico, trilha ou que seja, tem uns momentos ruins. Beleza.

As pessoas talvez não vão entender porque agora tem gente num momento muito pior ou tem gente que tá passando um puta perrengue de grana. Realmente, mas se eu não falar, aí eu sumo pra mim mesmo. Entendeu? Então, eu desapareço, assim. Então, você precisa falar.

Você precisa falar a real. Agora eu tô muito bem, hoje. Mas tem esses momentos, né? Tem essa... Tu ficou mauzão já, assim, de sozinho carreira solo? Já, nossa. Tu já pensou em parade? Já. Chegou um momento que você falou assim, cara, acho que eu vou ser pedreiro. Sei lá, eu quero fazer outro rolê da minha vida. Quero...

Puta, vou virar, sei lá, eu, vou abrir um escritório de advocacia, ferreiro e ferreiro. Ferreiro. Tipo assim, o que eu faço é inútil, não me sinto bem, não sei se eu vou ter futuro, o robô vai me substituir. Já teve alguma coisa nesse momento de vida? Já tive, mas dura pouco, porque... Cara, eu canto desde os seis, seis anos. Desde molecão, assim, eu nunca... Eu sempre amei fazer isso.

Eu nem sei outra coisa que eu faria, assim. Eu gosto de fazer outras coisas, mas eu sempre volto pro palco, ou pra música, ou pra tocar. Mesmo eu parado, que nem eu... Eu parei já. Só que aí eu acabei fazendo um álbum.

Que eu vou lançar o meu álbum póstumo. Que é o José, o meu alter ego. Pô, eu sei dessa história. Você vai lançar esse álbum? Eu vou lançar o meu álbum póstumo. Eu tava tentando achar um espaço, mas daqui a uns anos eu lanço, que é o meu alter ego. Mas peraí, você já criou esse álbum? Já, tá pronto. Caralho, agora é perigo, você não pode morrer, mano. Sabe o que é foda? Muito perigoso o que você falou agora. Por que não? Muito perigoso. Porque tem fãs, o John Lennon, por muito menos.

Cara, eu quero lançar esse álbum. Não, não é, mas pode ser antes. Calma. Não, realmente, pode ser que seja antes que eu lança.

De repente num hiato entra um e outro. A galera ainda não tá pronto, não. Eu tenho que ter tempo pra produzir esse álbum. Falta masterizar, galera. Falta masterizar e eu preciso estar vivo masterizando. Na verdade é. Não, isso é, cara, é muito, cara, agora que eu falei pra ele, que cagado você falou, eu tenho um álbum, posso estar pronto, é só eu morrer que ele sai. Aqui na frente aqui vai ter um cara, assim, ó. Cara, eu tinha um...

Uma tatuagem de NX aqui. Mano, mas você sabe que tem uma galera que seguia, assim, uns fãs, cara, é muito doido. Tinha um...

que eu não sei o nome dele, ele sumiu mas era o Dentinho ele ficava tipo assim, ele nunca falava com a gente nunca falava comigo mas você descia da van, você via e tinha um cara assim olhando pra você

Mas sem se mexer. Aí você passava, você falava, caralho, mano. Esse cara uma hora, velho. Aí você ia, saía do programa de TV. Aí, valeu, valeu. Ele tava atrás de todo mundo, lá no fundo, tipo assim, ó. Pronto pra sentir a energia de Nescau? Então entre no jogo com Ana Castelli e Pedro Sampaio. O maior feat do ano.

Chama a galera e dá o play, que eu quero ver você jogar. E se prepara que esse hit não vai sair da sua cabeça. Vem, que é agora ou nunca. Nescau, energia que dá jogo. Caralho. Aí, tipo, você fala, mano, ele sumiu. Ele sumiu. Mas quanto tempo durou esse cara? Durou anos, velho. Anos. Mas você nunca perguntou, oi? Não, é melhor não.

É melhor não. É mesmo? Vocês tiveram isso de loucura, né? De fã louco, né? Vários, vários fãs loucos. Vambora agora. Todo mundo é louco, mas assim, tiveram várias situações. Sim, sim. Mas vocês tinham uma coisa assim, isso que eu quero saber das bandas, assim, tinha uma coisa assim, cara, o NX são os fãs mais loucos, ou o Charlie Brown são os fãs mais loucos. O que que tinha, assim, nesse range, assim? Quem que eram os fãs? Fã piroca é o fã do Los Hermanos, sabe assim? Não, os fãs do Los Hermanos eram...

Era mais... Nanaíra, né? Tá, tá. Entendeu? Era mais de boa. É mais de boa. Tabaco orgânico. Tá, é esse que eu quero saber. É cobag. Tá, é cobag. Tá, entendi. É coque. Meu irmão Caio, é. O fã do Los Hermanos é... Qual o nome daquele lugar ali? Porra, ali...

Caralho, qual o nome da região? Qual que é a... Não é Vila Madalena, é do lado. Santa Cecília. É, meio Santa Cecília. Chão de Taco. Chão de Taco, isso. Sagitário Aventureira. É o cara que come mulher, tipo, falando de espiritualidade. Tá.

Esquerda ou macho? Esquerda ou macho? Esquerda ou macho? Esquerda ou macho? Eu trouxe. Bigode. Bigode. Bigode com uma camisa da ESSO. Não rasca os pelos, bicho. Tá. O fã do Charlie Brown era o quê? O fã do Charlie Brown era... Eu sou fã do Charlie Brown, né? Eu tava indo aos shows, então eu sei. Era tipo... Porra, era meio vício, assim, ó. Vou suar, vou ficar louco, vou tirar a camisa. É tipo visceral, assim.

Aí depois você até dá uma relaxada. Seita. Seita. Seita, é. Que é muito bom. Que é a família Charlie Brown. Tá. Família Charlie Brown. Família Charlie Brown. Aí tem os fãs. Aí depois... CPM. O CPM já é um fã que é de se entregar. Só que é um cara...

Um pouco mais emocional, assim. Só que ele é mais durão também, entendeu? Mas ele já começou a quebrar. Pô, cara, acho você bonito mesmo. Mas começou a quebrar, é. Entendi. Não, até que você é bonito, sim. Você já viu aquele meme, tipo, o cara maior treta no metrô, assim, aí ele tá ouvindo... I've been running to here, I wanted to know... Mas ele tá...

É o cara que tá malhando bíceps, mas tô ouvindo a dele. Exato. Tá bom. Entendi, matou. Matou, tá bom. Não, mas tem a ver com o Badaui, porque o Badaui... O Badaui vai fazer 50 anos. Não, porque o Badaui é um cara... O Badaui, ele é mó... Vai tomar no cu, meu irmão. Mas ele é mó bonzinho. Mano, ele é um... Você conversa com o Badaui, ele é... Ô, irmão, obrigado, valeu. É um ogro. Só que ele é meio... Vai tomar no cu.

Eu não vejo ele comendo um risoto Não, ele pega uma carne Com a mão Mas ele é fofo, ele é legal, ele é maneiro O Badão é muito maneiro E ele é isso aí Ele é

casca grossa e fala real eu te abraço, te amo sempre velho eu te amo também ele é meio assim, trucudo é pra caralho, eu me lembro que ele fica um puto pra caralho com o meme não dá pra gente botar vídeo aqui tem um meme cara, que tava bombando eu era narrador do teve uma versão nova do Rock Go que foi no João Rock

O João Roque fez tipo um rock goal. E era eu e o Alfinete, a gente era narrador. É da hora, hein? E a gente ficava sacaneando o Badaui pra caralho, porque o Badaui parecia ter um anão russo. Já viu um anão russo? Anão russo, nunca vi. Procura anão russo que ele fica puto com tudo. Ah, tá. O Abdula.

O Abdula! Ah, eu sei quem é, que dá porrada em todo mundo. Que dá porrada. Fecha a mão e dá porrada. Aí sempre quando o Badal ia fazer uma jogada, a gente botava o Abdula e ele falou, mano, para com essa porra aí, mano. A galera tá ficando puta lá. Pô, mas eu gosto de você. Ele ficava muito puto que eu botava ele de Abdula. Não, ele é foda. É maravilhoso. E o fã do NX? O fã do NX...

O fã do NX já é esse é o cara eu sou o fã também do NX é parecido comigo é o cara que já fala, já chora caralho, uma hora eu vou falar você na balada, a gente vai tá lá, pô, Mau, na moral, velho você, tá ligado? Já abraça Ele é sentimento 100% do tempo Ele é muito visceral, talvez? Totalmente visceral, mas é reprimido, de repente vem, entendeu?

É, então é na hora do show, é na hora do... É o cara que precisa da terapia.

É, exato. É o cara que precisa ter terapia. É o cara que precisa... Quem não precisa. Vai, se solta, cara. Todo mundo precisa. Todo mundo precisa. Sim, mas é o cara que nunca foi. Quando ele vai, ele fala, meu, comecei a chorar, eu não sabia porque eu tava chorando. Tá represado uma coisa ali. É, e aí vive isso junto. Tem o lance também da sofrência, que tem no sertanejo, só que é uma sofrência que é mais cool, assim.

Entendeu? É mais style, entendeu? Tem um pouco mais de presença. Eu sofro, mas eu me visto bem. É, a vida é isso. Eu não tô deprindo de ficar no cobertor o dia inteiro mal. Não, não. Eu tô mal, mas... É quase um lifestyle, é tipo um... Mas eu vou sair de cropped pra mostrar que eu sou... Exato, vamos, mas é isso, vamos lá que estão a cantar, pô, sei lá. O fã do NX é diferente do fã do D?

Não, acho que, cara, tem um... É que agora, todo mundo... Naquela geração cresceu, né? Tem uma molecada que tá nessa fase, que nem eu te falei, só que também é outra linguagem, é diferente. Mas não é não, eu acho que ele cresceu, assim. É que a galera me conhece muito, sabe? Assim, cresceu comigo, fala, e aí, Diego? Beleza? Aí eu falo, ah, já sabe tudo, assim. Isso que eu quero saber.

Passou, sei lá, 30 anos, 20 anos, e essa menina de 15, hoje ela tá com 35, é recepcionista. Fandangas, Fandangas. Fandangas? É, meus Fandangas. Por que Fandangas? Porque sabe tudo. Quando chega, fala, pô, foi aniversário do seu pai ontem, né? Não sei o quê, sabe assim? Você ainda tem esse rolê? Do tipo assim, você faz um negócio... Vamos lá.

Há 30 anos atrás, quando você estava ali começando, imagino que você tinha 10 milhões de fãs, mas não necessariamente eram pessoas que estavam te acompanhando. Hoje você vê quem está te acompanhando, porque está há 30 anos com você. É um grupo de quantas pessoas que estão com você assim, mano, não importa o que você fale, o que você faça no seu aniversário, que passou esse... Eu não sei em números. Não, não em números, mas... Mas tem muita gente.

E eu conheço várias delas, dessas pessoas. Eu vejo no show vários rostos, assim.

E eu sei quem é, a galera da grade, que a gente já ficou, tipo, fechamento, assim. É muito louco. Fechamento mesmo. Eu preciso falar uma experiência... A pessoa fala, ó, tal... Você viu lá que tal pessoa falou de você? A gente... Não, a galera protege.

Entra, xinga. E é brother, assim, é fechamento. E eu falo, e o que eu puder fazer, a gente... Virou outra coisa, virou... Tem isso. Caralho, velho. Porque na minha cabeça, depois de 30 anos, a pessoa fala, puta, gostava quando eu era jovem. Hoje nem... Ou você acha que tem uma coisa... Não, tem, né? Muita gente chega e fala, pô, você fez parte da minha adolescência. Puta, machuca. Você sabe isso. Você fala pra você, né? Já aconteceu. Pô, você fez parte da minha adolescência. Que bom, velho.

Mas eu não acho ruim isso. Eu nunca achei ruim. Pra mim, o ruim é quando a pessoa chega pra mim e fala... Muita mulher chega pra mim e fala assim... Oi, irmão. Tudo bem? Eu falo... Oi, tudo bem? Ela... Meu namorado te adora. Tipo, ela não gosta. Sabe assim? Há vários. Não, é Minha Mãe Te Ama. Ah, Minha Mãe Te Ama. Você ouvi. É isso. Eu já ouvi. Minha Mãe Te Ama. De uma menina... Te vê no Altas Horas.

Ah, mas a mãe é uma senhora de 60. É tipo isso. Aí a, sei lá, a filha... A filha que era pra ser o seu público, não. É, isso. Aí tem isso. Mas às vezes é também, que a pessoa na cara assim não fala, né? Caralho, sua mãe te ama. A pessoa na cara assim é difícil falar. Ela às vezes, ela... Vamos fazer um vídeo aqui pra tal pessoa e tipo, ela não dá pra você fazer. Ela aparece no vídeo...

Entendeu? Pode reparar. Pra caralho. Ela aparece no vídeo e fala, olha aqui, ó. Tipo, mas... Pra tal pessoa, é pra você, cara. É quase como se você fosse um Pokémon que ela resgatou. Sim. Peguei, peguei mais um. Mas tem, cara, o pior. O pior é quando o cara... Sei lá, no aeroporto. Mal. Você tá lá, o cara fala... Ô, amor, olha quem tá aqui. Olha aqui, ó. Olha aqui, ó. Pô. Quem que...

Você gosta dele? O que é aquele cara? Ele olha pro seu olho, velho. E ele não fala pouco. Sabe? Ele não fala contigo. E ele vai embora. Ele vai embora também. Ele tira uma foto de longe. Tipo, você tá ali, você é um cabide. Mano, isso rola demais também. É muito engraçado que há 20 anos atrás eu não tinha selfie.

Porque assim, não tinha como é hoje. Mas tinha as canas, né? Eu sei, cara, mas hoje é stories. Voltou, é. Hoje é tipo, porra, o cara tá dormindo, é nem enchendo o saco o tempo todo. Antigamente era mais cartinha, imagina você ter recebido carta. Muita carta de quilométrica. Eu já tava todo galera, natureza.

Mano, jogava uma carta Tipo, ó, e era uma disputa Essa aqui tem um quilômetro, essa aqui tem Qual a maior carta que você recebeu? Ah, nem lembro, mas eu lembro que tinha uma época Que a gente teve que alugar um lugar pra guardar Que eu também tinha dó de, sei lá Jogar fora E onde tá isso? Isso existe ainda? Não, agora não existe mais Bianca, eu fiz essa entrevista toda Não, mas é assim, não é porra Eu te amo, eu te amo, eu te amo Eu achava do caralho, é muita Ah E aí

Paixão, é muito paixão. É muito paixão, é muito árvores cortadas. Mas teve um dia que você chegou assim, numa terça-feira, falou vamos tirar isso daqui. Fulano, faz 20 anos que tá essa merda. Não, sempre falavam. E aí, galera? O Ricardinho, que era o produtor, falava, e aí, vai continuar pagando lá o storage? Ah, não, continua, continua.

Ah, você tinha um lugar pra... É, e uma hora a gente meio que separou. É difícil, velho. Você vai fazer o quê? É muita coisa, velho. É uma pergunta muito bagulhante. Quando a NXL separa, vocês falam, meu ursinho. Meu ursinho, não. Esse é meu. Teve uma coisa assim? Essa cesta básica aqui que o G ganhou é deles. Esse abajur é meu? Não, acho que o que teve foi... Tretas, mano. Porrada.

Não, mas a gente guardou os instrumentos que era tipo num lugar, tá?

E aí, quando alguém ia lá e falava, olha, galera, aqui, sabe? Sempre dava... Porque eram dois palcos iguais, né? Porque às vezes você fazia show que nem eu fiz ontem em Macapá e no outro dia em Porto Alegre. Então tem que montar um lá e um lá. Ah, você montou dois palcos. Então, tipo, deixava tudo lá, vamos pegar, quem que não vai pegar? É muito louco. Teve isso. Tá. E qual foi a coisa mais legal que você já recebeu de fã?

Mas assim tá rola que eu fiquei usando comigo. Cara, já me deram dinheiro em dólar. Caralho. Se eu gostei. Fica a coisa mais legal. Eu preciso saber dessa história. Já me deram 50 dólares, eu lembro. Mas do nada, assim. Do nada, fã. A pessoa chegou e eu tomo. É.

Ela olhou pra sua roupa e falou... Vou te dar uma ajuda aí, obrigado. 50 dólares. E ela alegou o quê? Hã? Ela alegou o quê? Nada, só feliz ali. Acho que tava bêbado também. Tá, 50 dólares. Já me deram muitos presentes eróticos, né?

Porque você é um fetiche pra uma mulherada. Então, é. Não é. Eu sou tipo, tem o bombeiro, tem o eu, tem... Sei lá. Você é tipo o Ken da Barbie? Quem bombeiro, quem vocalista? Não é. Exato. O NX era tipo os Power Rangers, né?

Cada um. Caralho. Mas você tem essa visão assim, que você olha às vezes para umas mulheres, elas estão casadas, com filhos, e você fala assim, mano, essa mina aí... Eu fico na minha. Eu fico na minha porque o cara está do lado, assim, querendo me matar, às vezes. Até hoje. É, porque, porra... O cara fica... Ele engole seco, assim. É isso que eu quero saber. Como é que é a sua relação? Porque uma coisa é... Quer tirar foto? Não, não, não quero.

Vai tomar no cu. Nunca aconteceu contigo? Não, né? Não, porra. Caralho. Não, a pessoa vai no camarim, aí fala, cara, porra, música, eu tenho tatuado. Fala, porra, obrigado, normal. Aí tá, tipo, o cara, assim. Aí você fala, aí eu sempre quero, porra, e aí, mano, beleza? Ele, beleza. Ele nem dá, mano, ele fala, beleza. Chega aí, porra, vamos fazer o casal juntos. Não, não, não, só ela, só ela. Jura que acontece isso, mano? Sim, sim. Os caras ficam... Né, Bruno?

Caralho, velho. Ainda, velho. Mas agora, essa parte, os homens, assim, já deram uma relaxada e falaram, cara, pô... Agora os caras falam. Agora fala. A moleque fica com ciúme. Não, agora o cara fala. Eu era emo. Tipo, o cara... O cara é tipo Schwarzenegger, assim. Agora mudou completamente. É muito bom você ver que os caras que eram emo estão calvos hoje, né? Os caras tinham um puta cabelo, bonitão. Você vê uns caras putas, tá calmo. Mas voltaram, porque estão fazendo a... Ah, Turquia. Turquia. Os caras estão...

fazendo o bagulho da turma. Quem pode é. E você já se sentiu velho agora? Porque, pô, você pra mim é um puta molecão, assim. Você é bonito. Você é um cara que... Não, você é um cara que se veste como... Pô, você não se veste igual camisapolo, sabe assim? Você é um cara de 40 anos. Tá com 42, né? 40. 40. Nossa. Ainda aumentou dois anos. É que eu tenho 42. Escruto, né? Não, 40 anos. É que eu tenho velho.

Mas depois da harmonização você ficou mais legal, meu irmão. É, tô fazendo, né, visagismo. Você tem umas paradas que você fala, puta, agora tem que ir pra Macapá, tem que pegar três voos. Cara, puta, tenho. Puta, as costas tá doendo. Eu amo estar lá no palco, mas assim, até pegar o avião, até ir. E é por causa do aeroporto, eu prefiro pegar...

10 horas de ônibus do que uma ponte aérea. Porque eu vou de pijama, de qualquer roupa, deito ali. Para ali que eu vou ali fazer um negócio. É uma coisa de você poder tomar decisão. É um busão. Sai equipe. Quando você voltou, eu preciso falar disso aqui que é uma coisa muito foda. Você voltou, vocês fizeram uma turnê que foi a Cedo ou Tarde. A turnê Cedo ou Tarde que é a volta do NX.

E eu senti que estava muito reprimido na galera, não só em vocês, como numa galera de público de viver esse momento. Porque não era um show sobre música, era um show sobre época. Sim. Foram dois estádios, aliens, lotado. E eu lembro que eu fiquei, por ser seu amigo, eu fiquei muito emocionado por você. Eu falei, mano, que bagulho foi esse?

Bater um negócio em você de você estar voltando ali e você pensar, tipo, caralho, fudeu, pra onde eu vou agora? Porque você tá lotando dois aliens. Pra onde ir depois disso? Sabe o astronauta que vai pra Lua? Pra onde que ele vai agora? Voltou e... Volta e... É, mó galera falando, pô, batendo nas costas. Você zerou o game, você isso, você aquilo. É, isso que a gente fala, esse você zerou o game. Como é que é pra você? Porque você não quer zerar game. Eu tive uma estratégia.

que aí dois dias depois do Allianz eu já marquei com um produtor pra fazer o meu show, porque senão então talvez uma hora eu tenha que remarcar o Allianz talvez uma hora tá reprimido, é que eu não sei mas eu não quis me apegar ao Allianz eu não quis me apegar a esse show porque cara, porra, a gente já vive cada coisa, você já foi em show meu

que tinha, sei lá, 100 pessoas 50 pessoas e... Eu fui em show seu que tinha... Eu lembro disso, eu sempre falo isso o Di pra mim é um dos caras mais foda do Brasil porque eu vi um show seu que tava meu, tava assim, chovendo meio ruim, tinha 80 pessoas e você fez como se fosse no Aliens você se entregou pra caralho melhor não se apegar, sabe? pra mim sempre vai ser isso a vida é uma montanha russa mesmo tipo assim eu falo isso

irado, Arias, mano, valeu, obrigado, mas eu vou continuar aqui porque eu gosto, porque vai me fazer bem e também porque vamos lá, velho. Tipo, não vai ser todo fim de semana que eu vou fazer um show. Mas essa pressão? Eu não sei se isso é bom, tá? Eu também não sei. Eu tô querendo saber a sua cabeça. Como é que fica essa pressão? Porque, beleza, faz isso mais dez vezes, você se aposenta com 48. Sabe assim? Volta com o NX.

Faz um novo CD. Como é que fica a tua cabeça? Você faz o quê, velho? Imagina. Isso que me dá medo, eu acho, de se aposentar.

O que não é bom. De virar o Dinho Ferreira. É, o Dinho ali. O Mauro sempre zoa. Quer falar o meu nome por um... É, por uma sigla, ele virou um cara legal, cool. Se fosse Di Ferreira, ele ia ser percussionista. Isso. Pratata Di Ferreira na... Ia ser um... Carnaval da Bahia. Eu sei isso. Di Ferreira é nosso. Ele é, pô, é cool. Tá, mas você... Você tem essa questão de aposentadoria? Do tipo, caralho...

esquece a aposentadoria você podia estar fazendo show lotado, turnê com a banda, fazendo mais álbum, fazendo bagulho absurdamente de aquilo que você já sabe pra onde ir porque ainda esse lugar de não mano, quero fazer uma coisa nova chegou o novo Jeep Renegade agora também nas versões de motor M-Hev M-Hev

Interior renovado, novo design externo e 176 cavalos de potência. É muita atração para você desbravar qualquer terreno com confiança. Uma lenda é sempre reconhecida. A aventura evoluiu. Novo Jeep Renegade. Desacelere, seu bem maior é a vida.

Ah, porque não é sobre só fazer show lotado e também fazer uma fórmula que dá certo das músicas. Eu acredito que eu tenho que tentar...

torcer ali, sabe? Achar uma coisa nova, fazer outra música muito incrível com outras pessoas. Quero conhecer gente, fazer diferente, melhorar como músico. Eu ainda penso assim, não sei até quando, eu espero que pra sempre. Porque ao invés de me aposentar, eu posso tirar...

períodos sabáticos, eu acho, que vai funcionar mais. Pode ver quem é do som mesmo, quem é do palco, o cara não se aposenta. O Mick Jagger, ele poderia se aposentar. Ele poderia estar sem... Já tem tanta grana, já tem tudo, não sei o que, mas ele para, volta. Você falou um negócio que eu nunca parei pra pensar, mano. Entendeu? Porque o artista, ele não se aposenta, mas se ele não tiver... Por artista não ser um CLT...

Que 60 anos pagou contribuinte. É, não sei que ele esteja puto da vida, né? Tem uns tão putos. Tão, tão. Eu vi um vídeo do Roberto Carlos, não sei se ele tá bravo, velho. Mano, eu... Tá com a rosa. Toma, arrozado. Toma, rosa. Cala a boca, idiota. Andei, eu estou aqui. Eu amo o Roberto. E é muito louco que ele fala, quando eu estou aqui, eu vivo esse momento lindo. Não tá. Eu vivo esse momento. Você tá putado. Cala a boca, idiota. É tipo, calma, cara. E trabalha uma vez por ano. Já tá assim, mano.

Mas é verdade, porque eu estava pensando assim, por exemplo, CLT. O CLT é uma pessoa que trabalha e o objetivo dessa pessoa é não veja a hora de eu parar de trabalhar para eu viver a minha vida. Certo? Ela fica... Mas todo mundo, não é só você. O Brasil inteiro fica assim. Quando eu chegar nos 60 anos, vai cair a minha aposentadoria e eu vou para a Maragogi. Aí ela fica esperando até 60 anos de idade.

O artista, ele não tem uma CLT. E cada vez fica mais, a 65. É, e cada vez vai ser mais. O artista, ele não tem uma CLT, não tem o momento que ele para. O artista não tem nem carteira azul, não dá. Não dá. Não tem. Então, se você não faz momentos... Tem olhos ruscos ali, mas... Se você não faz os momentos sabáticos, tipo, vou ficar um ano parado, meia hora parado, meia hora não, mas assim, dois meses parado, não sei o quê, você nunca vai ter o momento de você ter esse ócio criativo.

Porque você não pode esperar com 60 anos pra você se aposentar. Você tem que fazer a tua vida até o final. A tua arte vai ter 80 anos, você vai ter fazendo a sua arte. Exato. Você tem que fazer, nem que for tocar ali pra você. Fazer um... Mas eu acho que é uma estratégia boa, assim, pra mim. Serve pra todos. Eu não conseguiria esperar e fazer e tal. Caramba, você falou comigo, agora minha cabeça foi pro caralho, sabia? Por quê? Porque no fundo, no fundo, eu tenho uma cabeça de CLT dentro da arte.

Ah, mas mal, é que a gente... Eu te entendo. Dá medo, ainda mais tem filho, tem vida, tem gente que depende de você. A minha cabeça é muito CLT. Na minha cabeça eu tenho que ir lá trabalhar e voltar para casa. Não, mas é por isso que a galera se pergunta por que você não quebra as coisas. Cara, porque eu também vou me fuder. O cara não vai mais marcar show. O contratante também tem isso.

Também tem isso. A gente mora no Brasil, velho. Então. Se eu nascesse no... Vamos lá, se o NX ou eu, sei lá, nascesse nos Estados Unidos. Não sei qual banda mais ou menos seria. Dá pra quebrar dois hotéis por ano. Pô, aí... Em cada país você fala, beleza. É fácil pro Axl quebrar tudo. Pô, o cara já não precisa nem fazer show.

eu amo o Ganstar gente você quer dizer o seguinte a gente tá em outro lugar a gente tá em outro país a gente tem outra é foda mas você foca em dinheiro

Porque assim, você ganhou muito dinheiro. Obviamente agora a tua carreira está solo. Aí as pessoas pensam... Tem gente que acha que é trilha. Ganhei dinheiro, cara, da onde eu vim, maravilhoso. Nossa, já estou... Sim, mas muita gente pensa assim, porra, agora que você está solo, você está ganhando mais dinheiro do que antes. Mas esquece também que agora você não lota um aliens. Não necessário... Exato.

Tá. E aí você fica assim, cara, acho que eu vou fazer essa música porque eu preciso ganhar dinheiro. Tem esses lados assim, cara, eu preciso me juntar com aquela mina ali, senão fudeu, eu não vou pagar a conta do mês. Vocês têm esses problemas que o Matheus tem? Futs, me botou pra merda aqui. Não é pra merda. É um papo de vida real, irmão. É um papo de vida real. Não é um problema, mas acho que tem coisa que você tem que pensar, né?

Tem coisa que você põe na balança, né? Tipo, sei lá, por exemplo. E tem coisa que você tem que saber falar não, né? Teve na época da pandemia. Você lembra lá que eu fui um dos primeiros casos. Aí... Cara, eu preciso falar disso. Eu melhorei. Você lembra que a gente falava toda hora. Foi o primeiro caso de Santa Catarina. A galera queria me matar.

Agora é engraçado pra caralho. Agora é engraçado pra caralho. Agora é engraçado. Na época eu tava desesperado. O cara interfonou uma vez em casa e eu falei, eu vou cuspir em você, sai daqui, mano. Você lembra? Eu te contei? O cara falou, mano, você trouxe pra ilha. Eu falei, o que você tá fazendo aí na minha casa? Eu vou cuspir em você, mano. Sai daqui, velho. E ao mesmo tempo a galera deixando flores no portão porque ninguém sabia. Mataram o cara.

Mentira, mentira. Tinha várias coisas que rolaram, mano. Você tá malucu, que a galera achou que você ia morrer. Eu lembro que não podia fazer compra, né? Então, aí tinha um cara que... Putz, esse cara foi incrível, mano.

ele deixava as compras numa caixa, aí, tipo, ele mesmo levava, mano, ele tava igual um Chernobyl, assim, sabe, tipo, aí ele, tipo, limpava toda a comida, me dava, aí eu ficava com umas caixas daquelas de feira, assim, que você dobra, ele falava, ó, lava, eu vou confiar em você, lava, não sei o que, põe uma luva e deixa aqui, tipo, aí eu falei, beleza, então semana que vem você traz ovo, sabe, várias coisas. Cara, eu preciso voltar nesse recorte.

Mas a gente começou a falar disso por outro motivo. Você falou que assim, na pandemia, negócio de dinheiro, você não faz tudo por dinheiro. Porque na pandemia deve ter feito propostas pra você. Não, chegou uma proposta, não vou falar, do seguro de vida, tipo, uma puta grana, falando tipo, eu fazendo uma propaganda bem treinada, ó, se cuidem, galera, eu melhorei, você melhorei, porra, e eu não tinha show.

Eu falei, mano, eu fiquei quatro anos sem tocar. Sim. Aí eu, caraca, eu quase aceitei.

Dados as proporções, assim, tipo, eu falei, mano, eu vou me queimar com esse negócio. A galera vai falar, porra, de sério, você vai fazer isso? Porque é o cara que... Sei lá, não é aí, eu não posso fazer. Tem coisa que é melhor, entendeu? Não é... Se fosse pela grana só, eu falava, pelo amor de Deus, eu tô vendendo coisa aqui porque eu não sei quando que eu vou voltar a tocar. Cara, mas eu preciso voltar nesse momento. O Di, ele foi o primeiro cara de Santa Catarina a ter Covid.

E eu tava na noite com ele que ele pegou a Covid.

Você que me passou. Fui eu que passei. Você que passou? Eu mordi um morcego e esfreguei a mão. Não, a gente estava em Nova York. Eu lembro disso. Eu estava fazendo show com o Rafinha. Nossa, é verdade, cara. A gente estava fazendo show com o Rafinha. Nova York estava começando... Isso era março. Estava começando a ter... A Isabelle estava morando lá, é verdade. Estava começando a ter a pandemia. E a gente estava naquela coisa assim, ah, não está ainda.

Tanto que eu fiz show com o Rafinha. A gente ouvia falar, né? É, tanto que eu fiz show com o Rafinha.

Aí eu fiz show com o Rafinha, acabou o show com o Rafinha, o Di tava lá, foi junto, tem até uma foto no Camarim, nós ali e tal. Aí acabou, eu falei, cara, eu preciso voltar pro Brasil. E o Di falou, cara, tô indo pra uma balada hoje, um show, acho que é algum show de rock que até, que foi ali que você pegou, porque depois você voltou pro Brasil. Foi, acho que The Lumineers, eu nem escuto mais essa banda.

Nem valeu tanto a pena pegar Covid. Tem mal, eu escuto já... Eu lembro que eu chorei no show, fiquei me sentindo mal, porque o Covid te deixa meio vulnerável também. Eu fiquei... A Isabela, mas você gosta dessa banca? Não, eu tô... Sei lá. Não, eu sou emo. Eu sou emo, você não sabe, você casou com emo. Aí eu me lembro que você passou um tempo e tal, aí você veio pro Brasil, aí você foi pra Floripa, tava tendo uma pra Covid e tal, aí eu lembro quando saiu o cara de Ferreira, o primeiro caso.

de Floripa e eu me lembro que o Afonso Padilha eu lembro ele foi fazer show, e detalhe, olha que louco tava tendo covid, mas tava tendo show é, só que eu já tava já tinha cancelado tudo já você já tinha cancelado, e eu lembro que o Afonso Padilha foi fazer algum show, acho que quatro amigos alguma coisa assim, e Santa Catarina ele fez uma piada sobre você, foi o Lúcio de Vem não, ele fez uma piada muito boa, ele falou assim pô galera, que legal sei lá, Santa Catarina pô, o Dita aqui, um abraço, tipo a galera ahhh

Isso foi muito legal. Eu achei muito engraçado. Mas eu fiquei puto porque ele escreveu um negócio na tela como se eu tivesse ido pra lá com o negócio. Eu nem sabia se eu tava... Ah, sim, sim, sim. Eu fui no hospital lá, me deram o tummy flu, falaram... Não é nada. Aí apareceu na TV, eu não sabia. Eu vi pela TV que eu tava. Eu falei, eu mandei pra médica. Sou eu.

Um homem de 40 anos, de 30 e tantos anos. É o primeiro caso. O cara veio de fora, não falou o meu nome, mas falou minha vida. Você descobriu assim a Covid? Sim, sim.

Eu não sabia disso. É, velho, foi na TV. Aí eu, ah, sou eu, deve ser. Eu liguei pra médico. Ah, não falou? Esse homem é o Diff? Não, senão aí, pô, eu ia processar. Ia ser meu primeiro processo. Um homem de 38 anos. Falou, ó, um homem que veio de fora.

Veio de fora, pegou, falou midade. Não, falou midade. Que catarolava pelos corredores. É o primeiro caso, junto com uma mulher, né? Os primeiros casos, quadragésimo brasileiro. Eu lembro disso também. Parece um Fulvestre. Não, com vanguarda, como se fosse legal. Mano, você é o brasileiro 40 que pegou Covid, mano. Sim, eu tenho outro dado também que o cara de Macapá falou da minha frente ali, né, Bru? Eu fui o nono...

A nona pessoa de São Paulo andar de balão, ele me falou. Putz, lá do nada. Nossa informação. Não, galera, eu tenho que falar das minhas conquistas. Caraca. É, o que é isso? Eu é aqui, eu tô aqui pra isso. Você é a nona pessoa de São Paulo... Andar de balão. Mas, tá. Agora eu quero bater um papo sobre isso. Por que? Por que que o cara do Macapá te trouxe essa informação? Não, porque ele tava sentado na minha frente. Aí ele. Ele virou e falou. Você andou de balão, né?

Falei, mandei. Que macapá. Falei, é. Fui eu que tava lá e que soltei o balão. Eu sou piloto de balão. E aí, você fez o repórter por um dia do Fantástico. Eu falei, é verdade. Ele falou, eu falei... Peraí, você já tava grande? Já tava famoso? Tava no começo, sim. Tava começando e tinha... Pô, isso tinha nove que tinha andado de balão em 2010? Só em São Paulo. Saiu da Sé. Eu lembro que eu fui no primeiro dia. E só eu ia andar a banda, não.

Coitados. Aí, tipo, eles foram de carro e aí no primeiro dia não deu. Seis da manhã já tava na séria. Aí teve o vento, volta no segundo dia. Ele tava lembrando isso comigo. Eu não lembrava direito. E no segundo dia eu saí, os caras foram atrás. A gente parou lá na zona leste, porque São Paulo é muito perigoso. O vento leva. Não tem balão andando em São Paulo. Não pode. Não pode.

Não pode, por isso que eu fui o nono e o último, eu acho. Porque a gente caiu, lambeu um monte de árvore, assim, eu fiquei desesperado. Aí, lambeu um monte de árvore, caiu. Aí, olha os caras, que legal, foi legal, meu. Foi massa, velho, foi da hora, tipo...

querendo falar, sabe, pra TV. E os caras da banda deprê, assim, no carro, porque eles foram no maior trânsito. Você sabia que você era o nono cara naquela época? Porque você tem que ser muito louco pra topar fazer isso, tipo, é o terceiro cara pular de bang jump no mundo. Eu não pulo. É, sei lá. Eu fiquei feliz, sabe, de ter essa marca. Caralho, meu nome é 40. Ah, eu era molecão também. Mas ele me falou isso no voo. Falei, cara, meu nome é bola. Salve bola.

Maravilhoso. Você tem um planejamento pra, cara, a cada dois anos eu preciso fazer um álbum novo? Já teve um negócio assim, cara, faz dois anos que eu não tenho um álbum novo, então eu preciso fazer um álbum novo? Eu sempre tive. Como é que funciona a sua criação? Eu sempre tive, mas agora eu tô deixando um pouco mais livre pra eu ter a a vivência, assim pra eu falar, putz, agora eu tô pronto pra fazer outras músicas. Mas a gente sempre faz isso e...

Se você colocar também uma data, você se força a fazer. Então tem... Você me falou uma vez, eu vou confessar um negócio. Que boa parte das músicas que vocês fizeram de sucesso da NX foi quando era uma coisa assim, cara, tem que lançar o álbum. É. O álbum tem que ser lançado daqui a um mês e a gente não tem nada ainda. Eu funciono na pressão, às vezes. Você não? Então. Eu funciono. Tipo, você tem que fazer amanhã. Pô, aí faz...

Eu lembro que teve com a música... Foram várias, assim, mas... Pô, tá precisando de uma balada.

Tá, cartas pra você. Amanhã. Ah, fiz essa aqui. Eu e o G. Ele, ó, peguei e peguei. Ah, fiz essa letra. Então meio que tipo, pô, precisa realmente uma balada. Aí bombou a música. Às vezes não bomba, mas... Tipo, na pressão... Bob Marley também, Redemption Songs, ele fez de um dia pro outro, eu lembro dessa história. Teve... Tem gente que funciona. Então, mas agora que você tá num momento mais relax, pra composição não é ruim? Já que você é um cara que se funciona na pressão?

Cara, mais ou menos. Porque, por exemplo, essas músicas que eu vou lançar, eu fui pra...

Pra ter uma outra história, fui pra LA, lá, fazer música com os gringos, com os brasileiros, que é o Douglas. Conhece o Douglas, moda? Não. Um abraço, Douglas. Salve, Douglas. É um puta produtor e brother. E aí a gente foi pra LA e tal, então lá eu fui fazer as músicas. Eu sabia que eu tinha cinco, quatro, cinco dias pra fazer o máximo que der de música. Então também isso é uma pressão. Isso foi sem nenhuma música. Sem nada.

Eu tinha uma frase ali no bloco de notas, não sei o que, a gente foi fazendo na hora com os produtores. É tipo um camp, mas não era um camp, porque eu escolhi as pessoas pra... A Jenny, a Jenny foi comigo, a Jenny Moselli. Porque o Mau a gente se conheceu no X-Factor, né? É, conheci no X-Factor. A Jenny hoje virou uma puta compositora. Puta compositora, ela fez as músicas comigo. Eu gostava muito dela. Sim, ela é incrível. Nunca mais vi depois. A Jenny é uma das maiores compositores, ela é incrível.

Aí vocês fazem camping pra compor? Isso que eu queria saber. Não, a gente fez um... É como se fosse um camping. Então a gente vai pra um estúdio diferente, num lugar ambiente diferente. Você quer fazer uma música... Pô, eu tenho um refrão, ou eu tenho uma frase aqui, ó. Aí fica uma galera... No caso, eu e a Jenny fizemos igual você aqui. A gente fica falando da vida, falando, ela, putz, cara, o cara fez isso contigo, é, fez isso comigo, me senti assim. Então tá, vamos fazer um som. Aí a gente começa a escrever.

E os caras já estão ali ouvindo o nosso papo. Você gosta desse riff? Gosto. Ah, tá, vamos por aqui, põe uma batera. E depois a gente grava os instrumentos e tal, mas começa assim. E é bem legal, dá certo, assim. Por isso que as composições hoje têm 85 nomes, porque geralmente é uma coisa mais de comunidade do que de... Eu sozinho trouxe uma ideia, fiz tudo. Isso também, e também porque os produtores também querem participar da composição.

O que antes era o cara da produção, o outro cara não sei o quê. Por que ele quer?

Ah, porque queira ou não ele tá ali junto, né? Não é igual antes que você vai pro estúdio com uma banda, tem os... No caso, tinha os cinco caras da banda. Tudo bem que o G, eu e o G, a gente sempre fez praticamente todas as músicas do NX, né? Eu e ele, às vezes ele montava uma batera, montava uma coisa assim de referência, mas aí o Daniel ia lá e tocava do jeito dele, mas em cima mais ou menos da ideia.

E aí o produtor hoje ele faz meio que tudo junto. Então ele também é um compositor, é isso. Quando você era do NX, tinha uma coisa assim, você e o G, hoje a gente vai sentar para compor. Tinha. Ou era uma coisa, vamos jantar lá em casa e vamos compor? Não, a gente tinha que, porque assim, era...

Um álbum por ano, eu estava no gás, eu tinha milhões de músicas na cabeça, já estava tipo, tem que fazer e eu quero aproveitar o máximo esse momento, não sei quanto tempo vai durar. E quantas músicas você não compôs que estão guardadas no seu bloco de notas? Muitas músicas. Daquela época? Eu tenho álbuns, músicas daquela época, tenho uma ou outra.

Mas eu tenho muita música. Eu fui abrir agora no voo de Macapá, que eu tô falando de Macapá, porque são quatro horas de voo. Eu fui, voltei a escrever umas músicas, eu vi que pelo menos tem umas dez músicas. Daquela época? Não, daquela época de três, quatro anos atrás. Tem música de 98 que você escreveu, que você falou, ah, isso daqui é bobo. Não, tem de 2006, 2007, tem.

2008, tem. Caralho, você não tem vontade de talvez ver como é que fica isso? Eu acho que tu pode juntar tudo numa hora e lançar, igual eu tô falando do José, o José já tem um álbum com 10 anos. Mas ainda falta masterizar, né? É, não sei se vai ser posto, a gente tá mudando a estratégia. A questão da inteligência artificial no mundo hoje, assim, com o Suno, tem um aplicativo que faz uma música sua, às vezes até melhor do que você poderia fazer.

pega em você, o que você vê? Você já deve ter se perguntado muitas vezes, eu queria saber a sua resposta. Eu acho que tá legal, mas já era pra tá melhor, tá passando um pouco, porque é muito padrão, é muito legal. Tipo assim, pode ser um parceiro de composição. É igual o chat GPT pra escrever coisa. É tipo, igual o chat GPT pra você fazer um texto, a galera que estuda aí, às vezes, pega ajuda no chat GPT pra arrumar o texto e tal. É mais ou menos a mesma coisa com a música, mas no caso da música...

ele meio que padroniza uma coisa, porque ele pega tudo que já existe, tipo assim, no som você tem que ir contra a maré, na minha opinião, você tem que ir contra, é ao contrário. Você pode pegar um riff e falar, pô, em cima desse riff aqui eu não sei sair daqui. Aí o chat, o Suno, qualquer outro aplicativo, te dá um caminho e você fala, ah, legal, pode ser. Mas tipo assim, de letra esquece. Letras, eu nunca vi nenhuma letra legal, assim.

Melodias são boas, assim, mas também não é nada fora da casinha. Entendeu? Porque eu acho que é um pouco diferente música, é mais complicado nesse sentido, porque música é sensação. Né?

É sensação, tipo assim... Como você vai explicar pra um... Pra um tira uma sensação, tipo assim, é complicado, um sentimento... Depende como você ouve música. Porque eu vou te falar, eu comecei a ouvir música com sentimento depois de ficar... Depois que o meu filho nasceu. Pode ser. Olha que louco, antigamente eu ouvia... Como eu sou músico frustrado, vou botar assim, eu ouvia a música pra ouvir... Pra ouvir instrumental.

Eu sou aqueles caras que eu via Dream Theater quando era moleque. Nerd, né? Nerd. Completamente mongoloide. Até que você me levou no show Dream Theater, eu adorei, velho. Exatamente. Eu sempre falei mal e... Você gostou. Ele e o Thiago York. No final você tava lá dançando 3x4. Não, eu peguei várias. É. Chazão. Chazão. Mas eu gostava de ouvir a música porque eu falava assim, caralho, que legal, solo de guitarra, que legal, o baixo e tal.

E eu nunca me apeguei ao sentimento do que o cara tá passando, porque pra mim música era só musical.

Porque você é instrumentista. Exatamente. Só que a música, ela passa um sentimento. E esse que é o grande problema das músicas atuais, que elas não passam nem sentimento e nem instrumental.

Você vê umas músicas atuais que você olha e fala assim, cara, é só uma repetição de barulho e não tem nada. É só uma coisa que fica na cabeça. E eu acredito que essas músicas elas existem porque a nossa cabeça está com tanta merda que essas músicas elas entram na sua cabeça para substituir as merdas que você tem. Sabe a música Chiclete? A função dela é só você parar de ser...

de ficar ansioso. Então você fica pensando em... Mas tem um estudo disso, tem a escala... Como é que chama? Escala Millennium, eu acho. São quatro, cinco músicas por ano que vão fazer sucesso mais ou menos naquela fórmula. Então, por quê? Porque você já vai ouvir aquilo, você já vai ter uma nostalgia, mesmo sendo nova.

Porque você já cresceu ouvindo aquilo, meio que já está no seu DNA, sabe? Então, tipo assim, ela vai ficar parecida com algo, mas ela é nova. Então tem essa... É tipo uma emulação, né? Ela deu uma emulada. É, e aí eu acho que o grande lance, talvez, de vocês é isso, cara. Como fazer uma música que é sobre aquilo que eu estou vivendo agora que o robô não está entendendo que é essa vivência. É como se o ser humano estivesse à frente do que o robô vai reproduzir. Seria isso?

Sim, porque eu acho que não tem como ele chegar num... Cara, vão ter músicas boas e tal, vão ter músicas bonitas que ele vai fazer, mas não tem como. Tipo assim, se você colocar um chate, um suno cantando a música, então é pior ainda, porque... Eu vou fazer! Ele canta assim, né? É, tipo...

É bonito as músicas, tem várias bandas que a galera faz ali, tem umas que até bombaram e depois ficaram sabendo, né? Tem umas folk ali, eu esqueci o nome. Sim. Pô, só que... Eu acho que por isso que a galera tá indo em show e tá num momento tão louco, visceral a música, justamente porque você não olha, né? Você só sente, você só... Lá nesse XSW que a gente fez lá no festival, muitas coisas que falaram, que é uma tendência até, vou passar pra vocês como spoiler, galera...

a tendência vai ser cada vez mais ir para o orgânico. Então, por exemplo, empresas vão começar a mandar carta à mão para as pessoas. Porque você quando recebe uma correspondência escrita à mão da Seara, tu vai olhar e vai falar, caralho, mano. Caralho, alguém escreveu. Teve um escravo que você... E não imprimiram, né? É, teve uma pessoa que escreveu. Então, imagino que os sons, na minha visão, mais eletrônicos possível vão começar a cair em desuso.

E o que vai começar a voltar a bombar é a tua voz, é a música mais violão possível e menos... Pode ser. Mas eu acho que... Menos barulho. Eu acho que os encontros também, tipo, a galera ir, sair, ir lá fazer.

Como assim? Tipo, ir sair mesmo, ir num show. Ah, tá, tá. Não sei se é o estilo eletrônico. Sim, porque a música pode até ser bombada, mas você quer ouvir ela com uma comunidade. Você quer ouvir com mais gente. Pra cantar ela. É, você quer ouvir alto, entendeu? Tipo...

Eu acho que os shows agora estão nesse lugar. Sempre foram, mas agora estão nesse lugar, assim, de... Nossa, aqui eu posso me jogar, posso... Só que isso não era mais falado. Tava... Agora tá, tipo... Sim, sim. Voltando pra esse lugar nos shows, né? Tipo, as pessoas juntas, muita gente, shows pequenos, shows maiores. Eu quero estar lá, eu quero conhecer também, né? Ouvir uma coisa nova, você não sabe o que ouvir hoje. É muita coisa, são, sei lá...

60, 70 mil músicas lançadas. Por isso que festival é legal. Toda semana. Festival é legal por isso, né? Eu sinto falta de um festival pra gente mais velha, mano. Sabia? Tipo... Tiozão. Cadeira. Tiozão. Cadeira. É. Garçom. Porra. Eu queria no Lollapalooza, mas caralho. Chuva, lama, terra. Jovem com vape. Não. Mochila do Minion. Não, não. Não, não, não. Sabe o que eu... Mas você gosta de ser um cara musical. Sou.

Você não sente foto de um festival, mas é um festival pra tiozão. Tipo, começa às 10 da manhã. Começa às 10 da manhã e acaba antes das 8. Aí você é pai. Isso. Também. Mas é um festival que eu vejo uma banda aqui, aí eu vou aqui pro lado, eu não preciso andar pra caralho, você podia andar pra caralho. Você já foi em festival gastronômico?

A gente trocou o rock por sei lá, por risoto. É, faz sentido. Tem um festival gastronômico que tem as bandas. Acho que o Foo Fighters tem um festival desse, um amigo meu foi. O Foo Fighters tem um festival gastronômico? Tipo isso.

Não tem o Sorocaba faz um churrasco lá também? Ih, churrascada. É isso. Eu sinto falta de... Você tem que fazer esse festival, mano. Cara, qual seria a comida? Pera aí, deixa eu pensar. Não, acho que é um cheeseburger, pode ser. Porque a gente acha que a gente é jovem. Mas é o festival do Varanda Gourmet. Porque eu já...

Posso falar qual o nome do festival? Não tinha a farofa da GK? Isso. Tinha que ter o farelo do varanda. É o farelo. A gente é o farelo, não é farofa. Quero ir no varanda um dia. Porra, a gente tem que fazer o varanda com você. Você e o Daniel lá em casa, velho. Vocês acabaram com uma garrafa de tequila. Não, mas nem precisa falar isso. Ninguém mais. O cara dando trote pra farmácia. Foi muito bom. Mas é isso. É isso. Essa é a nossa diversão. É ficar no mesmo lugar.

Cagou quando? Quando a gente saiu do lugar que a gente estava vai para outro lugar. É verdade. Cagou ali. Ali cagou. A gente está numa fase que fica no mesmo lugar durante oito horas. Não precisa ficar mudando. É melhor. Aí sai do palco, vai para o outro. Agora volta para o palco. Agora vai comer. Vai no banheiro. Meu Deus do céu. Entendi. Um festival com um palco. Um palco. E você que gira.

Agora vira pra cá Outro palco tá aqui Não tem que andar pra caralho, é isso? São dois palcos, dois palcos O Mau tá caminhando pra aquele filme Wally, você já viu? Wally! Sim, sim, sim O cara fica na tela Cara, mas a galera tá meio isso, né?

No festival, você diz? Não, geral. Sei lá. Eu tava... É complicado, tipo assim. Já tô vendo as pessoas andando na rua. Me dá agonia. Olhando pro celular. Andando na rua. É, é. Não, e você precisa ver os carros agora, tudo. Você tava lá. Aqui você é tomado, você andar na rua. Você fica esperto.

Eu acho que o que o Brasil faz para diminuir a quantidade de tecnologia... Eu acho isso... Estamos na frente. Gente, deixa eu te contar um negócio. O assalto a celular, na verdade, é a forma que o brasileiro utilizou para a gente se conectar mais com a gente mesmo. Porque você fala, você vai andar com o celular? Beleza, a gente vai roubar. E aí, vamos mudar e voltar para as raízes? Vamos conversar mais? É isso. Brasil, país do futuro. Vem.

Vamos terminar com... Eu queria... Tem dois violões aqui, vamos tocar uma música. Terminar igual, terminava programas de TV da Gazeta. Isso, vamos fazer uma... Musical. Vamos fazer um musical aí, Maurício. O que você quer tocar, Mauro? Vamos tocar um som, sei lá. Deixa eu ver o que eu tenho. Deve estar desafinado pra caralho. Tem um afinador aqui.

Tá meio tom abaixo. Quer afinar meio tom abaixo ou quer que eu afine normal? Agora dá uma nota pra gente ver. Pronto. É isso, galera. Muito obrigado. Valeu. Valeu, galera. Pô, foi demais, Mau.

Valeu, obrigado, viu? Esse foi o Di Ferreiro, gente. Afinando violões com o Di Ferreiro. Valeu, gente. Se inscreva no canal, obrigado. Muito legal. Dizer o que eu posso dizer Estou cantando agora pra você

É que às vezes acho que não sou o melhor pra você Mas às vezes acho que poderíamos ser o melhor pra nós dois Só quero que saiba

Entre razões e emoções a saída é fazer valer a pena. Se não agora, depois, não importa. Por você posso esperar. Isso é hora de brilhar agora, hein? Posso esperar. Um, dois, um, dois.

Entre razões e emoções a saída é fazer Valer a pena, se não agora, depois não importa Por você posso esperar Posso esperar Caraca, Mauro, solou no violão de nylon

É pra... Às 10 da manhã. É isso. Um grande chupa pra você que não acreditou em mim, professor Ivan. Palhaço. Galera, só pra terminar, o Di não é só um grande artista, como um dos melhores amigos que eu tenho na minha vida. Esse cara é fantástico. Sabe disso. Meu irmão, Di Ferreiro, eu vou deixar aqui na descrição do vídeo. Siga o Di, cara. Siga. Se você gosta de mim, siga o Di, porque o Di, de alguma maneira, é a minha parte boa. Então vai lá.

Siga o Di. Vai na porra do Spotify, do Di. Dá a seguir. Vai curtir. Curte, mano. Conheço. O Di é foda. Cola no show. Cola no show. Cola no show. O irmão vai fazer esse solo no show. Vou fazer esse solo no show de outra forma. E vou citar em Macapá pro Di em breve também. Isso. Valeu.

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