Uma menina de 13 anos morreu diante de uma plateia. Não em uma praça, não em um palco, mas dentro de uma tela — em uma transmissão ao vivo, assistida em tempo real por pessoas que não moveram um dedo para salvá-la. E algumas delas, ao que tudo indica, estavam ali justamente para isso: para assistir, para incitar, para colecionar o sofrimento alheio como troféu.
No dia 22 de julho, uma adolescente moradora de Naviraí, no interior do Mato Grosso do Sul, tirou a própria vida durante uma live no Discord, plataforma de comunicação muito popular entre jovens e comunidades de games.