A OUSADIA DE UMA MÃE
Pr. Valmir Rocha
Texto: Êxodo 2:1-10
Valmir Rocha
- A ousadia de uma mãeÊxodo 2:1-10 · Moisés · Jochebed · Faraó · Egito · Hebreus
- Coragem maternaDesafiar o Estado · Ensinar princípios divinos · Coragem para conceber · Coragem para esconder o filho · Coragem para soltar o filho
- Estratégia maternaPreparar o cesto de Moisés · Resistência ao sistema político · Instruir na palavra · Ensinar sobre corrupção · Ensinar sobre autoridade · Falar sobre sexo
- O papel da espiritualidade na criaçãoInteligência dada por Deus · Crer também é pensar · Ensinar a cultura hebraica · Não sucumbir a ensinos heréticos · Ensinar a palavra desde a barriga
- O Estado e a famíliaO Estado joga contra a mãe · Perigo do comunismo · Relativismo social
Três meses. Não podendo, porém, escondê-lo por mais tempo, pegou um cesto de junco, tapou os buracos com betume e piche, e pondo nele o menino, largou o cesto no meio dos juncos à beira do rio. A irmã do menino ficou de longe para ver o que ia acontecer com ele. A filha de faraó desceu para se banhar no rio, e as moças que tinham vindo com ela passeavam pela margem.
Quando ela viu o cesto no meio dos juncos, mandou que uma das criadas fosse buscá-lo. Abrindo o cesto, viu a criança e eis que o menino chorava. Ela teve compaixão dele e disse, este é um menino dos hebreus. Então a irmã do menino perguntou à filha de faraó, quer que eu vá chamar uma das hebreias para que sirva de ama e crie esta criança para a senhora? A filha de faraó respondeu, vá.
A moça foi e chamou a mãe do menino. Então a filha de faraó disse à mulher, Leve este menino, amamente-o para mim, eu darei um salário para você. A mulher pegou o menino e o criou. Quando o menino já era grande, ela o levou à filha de faraó, da qual ele passou a ser filho. Esta lhe deu o nome de Moisés e disse, Porque das águas o tirei.
Senhor, que o teu Espírito nos conduza nesse momento de reflexão e que tu fale conosco de maneira grandiosa. Ainda, ó Deus, que façamos uma reflexão mais voltada para as mães. Ainda assim, eu não tenho dúvida que a tua palavra, ela é completa para falar a todos nós. Homens, mulheres, pais e mães, filhos.
Por isso eu te peço, ministra a Deus agora sobre nós, e por favor, que é nosso intelecto, mas também a nossa espiritualidade, sejam acrescidas pelo poder da tua palavra. Ouve a minha oração, no clamor do teu povo, da tua noiva, nesta manhã. No precioso, doce e bendito nome de Jesus, o Senhor da igreja, o Senhor das mães. Amém.
Israel vivia sobre opressão. Não tenho como hoje, dia das mães, eu não vou poder contar para você toda a história, toda a odisseia que Israel viveu até esse momento do êxodo. Não tenho como fazer isso hoje.
Mas você pode fazer em casa, não tem problema. Você pode ler como o povo chegou lá, finalzinho de Gênesis. Por que logo depois o povo entrou em escravidão, início de Êxodo. Como foi essa escravidão no decurso do Êxodo. Como foi a libertação de escravos. E o povo era muito fértil. Os judeus sempre foram muito férteis.
Então, aquelas mulheres tinham muitos filhos e os seus filhos estavam se desenvolvendo de uma maneira tão grande entre os egípcios, que a população de escravos estava ficando maior do que a própria população egípcia. Ou seja, o faraó começou a ter medo porque ele achou que se o número de escravos se tornar maior do que o número de egípcios,
Eles podem se insuflar contra nós, eles podem se rebelar contra o Estado e assim dar um golpe. Derrubar a coroa, sumir o trono e vai virar uma guerra civil e isso aqui vai ficar terrível. Então o faraó deu uma ordem às parteiras. Toda criança hebreia que nascer do sexo masculino, vocês vão jogar no Rio Nilo. Vocês vão matar.
O Rio Nilo, irmãos, hoje ainda tem muitos crocodilos. O crocodilo do Nilo, depois você bota aí na internet, é enorme. Não é o maior, mas é enorme.
Só que a população de crocodilos que tem hoje no Nilo, que ainda é grande, se estima que é pelo menos 35 vezes menor do que a população de crocodilos que tinha nessa época aqui. Ou seja, havia uma grande infestação naquele lugar. E o faraó então joga lá para os crocodilos fazerem o serviço. Mas uma mulher hebreia...
com um homem hebreu, tiveram um filho. O nome daquela mulher é Jochebed. E essa mulher, depois de ter tido seu filho, ela sabia do decreto faraônico. Sabia que seu filho seria morto. Então, ela resolve ocultar isso. Quero destacar três coisas nessa história com relação às mães.
A primeira delas é que para ser mãe é preciso ter coragem. E a gente vai ver que não só para aquela época, mas também para os dias de hoje. Há, inclusive, uma espécie de uma ironia teológica nesse texto. Não só uma ironia teológica, mas uma espécie de soberania divina. O texto aqui, ele vai mostrar uma coisa interessante. O faraó, ele ordena a morte dos meninos lançando eles no Nilo.
Tecnicamente, a Joquebede não desobedeceu o faraó, porque ela botou o filho no Nilo. Tecnicamente, ela não obedeceu, uma espécie de uma ironia, porque ela cumpriu a vontade do faraó, mas também cumpriu a vontade de Deus. Então, de certa maneira, há uma ironia, porque a gente vai ver o cumprimento do faraó, mas a gente também vai ver a soberania de Deus.
Porque um cesto de junco com um bebezinho num rio nilo, infestado de crocodilos, e que nada acontece, é literalmente a soberania de Deus aguardar e proteger aquele menino. Aquele cesto, irmãos, que o verso fala aqui,
de junco, feito de junco e tudo mais, só aparece essa mesma expressão sexto, olha que coisa interessante. Essa expressão sexto no hebraico, ela só vai aparecer em mais um único texto bíblico, em Gênesis, para falar sabe do quê? Da arca. A arca de Noé, a palavra usada.
Para a arca de Noé, é a mesma palavra hebraica usada para o cesto que guardou Moisés. Sabe por quê? Porque assim como aquela arca preservou a vida pela soberana vontade de Deus, aquele cesto também preservou a vida daquele que viria a ser o maior legislador da história de Israel. E eu diria até que do mundo.
Mas para isso acontecer, aquela mãe, ela teve que usar também da sua inteligência. Ela teve que ter muita coragem, porque afinal de contas, ela sabia do decreto imperial. Ela poderia de alguma maneira sofrer punições severas por causa disso. Do verso 2 ao verso 4, mostra a coragem que ela teve em primeiro, esconder aquela criança por três meses.
Esconder como? Não sei, mas ela esconde. Como é que se esconde um bebê? Quando ele chora, o que faz? Quando ele acorda de madrugada chorando, no silêncio da noite, o que faz? Eu não sei, mas aquela mãe conseguiu, ela se arriscou. Uma mãe precisa ter coragem, irmão. Inclusive coragem para desafiar o Estado quando preciso for.
Porque hoje, irmãos, talvez você não se aperceba, você mãe, mas o Estado joga contra você. A mãe não é como 40 anos, 30 anos atrás que ela era soberana no ensino do seu filho.
na instrução ou no cuidado. Hoje, a gente vai ensinar uma coisa para o filho, a gente tem que ensinar com cautela, porque a gente pode, de alguma maneira, ensinar uma coisa que o Estado está lutando contra e se você não vigiar, você acaba sendo engolida pelo ensino do Estado. E vai deixar de lado os princípios elencados na palavra divina.
É interessante como Deus usa as próprias ferramentas humanas do inimigo, como o caso da lei ali, joga no rilo. Joguei no rilo, faraó. Deus usa como quer, a hora que quer e da forma que quer.
A soberania de Deus vai mostrar que se você se colocar no centro da vontade dele, você pode descansar nele porque ele vai conduzir todas as coisas. Mas você precisa ter coragem. E não é uma coragem arrogante, provinda do seu próprio esforço, mas é uma coragem no Senhor. É uma coragem que não vem de você mesma.
O texto do verso 1 fala que um homem da casa de Levi se casou com uma mulher da mesma tribo. Os dois eram da casa de Levi. Qual era a função dos filhos de Levi? Servir ao Senhor. O salmista vai dizer, tu és a minha porção, a minha herança, outro bem. Não possuo, senão a ti, e a ti somente.
Os levitas não tinham herança de terras em Israel. A herança dos levitas era o próprio Deus. Eles receberam como herança a presença de Deus. Aquela mulher foi ensinada a ter coragem no Senhor. Porque ela vivia para a glória de Deus.
Se você for uma mulher que vive para a glória de Deus e você se colocar nos cuidados e na mão de Deus, você vai perceber que Deus, na sua soberana graça, Ele vai conduzir todas as coisas, inclusive a vida dos seus filhos. Três coragens que ela teve. A primeira coragem de conceber, gerar um filho num contexto de morte. Tem muita jovenzinha hoje que fala, eu não quero ser mãe, então não casa.
Porque um dos propósitos do casamento é procriar. Na verdade, esse é um dos propósitos da biologia. Nós nascemos, crescemos, reproduzimos e morremos. Valmir, eu não posso ter, é outra coisa.
Você vai orar a Deus e se for da vontade dele, ele vai abrir a madre como fez com muitas mulheres na história bíblica e com muitos homens. Porque a Bíblia às vezes fala que a fulana era estéreo, mas a gente não sabe se era fulano ou se era o marido, né? Naquela época não tinha como saber. Então assim, você precisa botar na sua cabeça que casamento, quando você entra num casamento e escolhe não ter filhos, o nome disso é egoísmo.
Valmir, mas eu não tenho coragem de botar um filho num mundo como o de hoje. Então vai aprender com o Jokebed. Então vai aprender com o Jokebed. Outra coragem é a coragem para esconder o filho. Protegê-lo durante aquele perigo, mesmo o risco não sendo só de morte da criança, mas de toda a família. Às vezes, você como mãe vai precisar ser audaciosa.
A sua coragem vai precisar transcender determinadas coisas, inclusive leis humanas. Nós não chegamos a esse ponto ainda, mas breve virá. Cuidado, irmãos. As coisas acontecem rápido e a gente não percebe.
e às vezes percebe e não faz nada, a gente conhece aí a história de quantos países que até hoje perseguem o evangelho aqui pertinho da gente, países onde o evangelho é extremamente restrito, Cuba, Venezuela, por exemplo, que tem sistemas políticos extremamente opressores ao evangelho, irmão, vocês sabem que eu não prego política impúbito, principalmente política partidária, política a gente tem que falar, mas política partidária não, mas se tem uma coisa que eu sempre vou falar é não vote comunista.
Isso eu posso falar de bate e pronto. Você está votando contra você. O comunismo é o regime que mais matou cristão na história, mais do que o Império Romano. E continua matando até hoje. Então, assim, eu não faço propaganda política de ninguém. Estou nem aí para eles para dizer a verdade. Nem acredito neles para dizer mais verdade ainda. Mas para comunismo isso não dá. Há um limite, irmãos.
Há um limite. Então, quando chegar a época, e ela vai chegar, porque a Bíblia mostra que vai chegar, você, mãe, vai precisar de coragem, porque o texto bíblico fala ainda assim, ai das que estiverem grávidas naquele dia. Porque fugir com barrigão é difícil. Se esconder com barrigão é difícil. Então, você que é mãe também precisa ter coragem para saber o momento, inclusive, de proteger o seu filho dessa sociedade.
Você precisa ter coragem para também soltar o seu filho nessa sociedade. Esse talvez seja um dos maiores desafios que nós pais hoje temos. Colocar o filho no rio é confiar inteiramente na providência divina. Você teria coragem, irmão, de pegar teu filho e botar dentro de um salva-vida ali, um bote, e largar ele assim no mar, no rio?
Mas a gente chega a um momento, irmão, da vida dos nossos filhos que a gente tem que começar a soltar. Tem que começar a deixar ir. E é difícil, irmão. Porque a gente fica com medo. O mundo é mau. Eu lembro quando eu tinha 12 anos, eu fui escoteiro durante 9 anos. Quando eu tinha 12 anos, eu fui para uma atividade de escoteiro que foi eu e um outro garoto. Só eu e ele. Ele tinha 13 e eu tinha 12.
E a gente tinha que sair, eu morava em Madureira, pegar um trem até o Nova Iguaçu, descer em Nova Iguaçu, pegar um ônibus para um bairro que eu esqueci qual era.
Esqueci. É Barão de Javari. Em Barão de Javari, descer e pegar um outro ônibus para Veracruz e depois fazer uma jornada a pé de 15 quilômetros sozinho, embasado só numa bússola e num mapa, e chegar no destino final, numa terra que a gente não sabia onde era, acampar, dormir, fazer a comida e no dia seguinte voltar. Eu, com 12 anos, e o menino com 13. Você deixaria teu filho ir hoje? Sabe nem fritar um ovo, né, irmão?
Sabe, nem pegar o ônibus daqui para o Norte Shopping. Estou mentindo? A gente fica com medo. A culpa não é do teu filho, não. A culpa é minha e sua, pô. A culpa não é dele, não. A culpa é nossa. Porque a gente que não ensinou a fitar o ovo e a gente que não ensinou a pegar o ônibus. Pô, não é dele. A gente critica essa geração, mas a gente tem que criticar a nossa geração que não está ensinando. É isso.
Mas isso por quê? Porque a gente tinha que ficar com medo, mas a Dioquebed não teve medo de soltar. A gente precisa vencer o medo. Segunda coisa. Para ser mãe é preciso ter estratégia. Do verso 5 ao verso 9, a gente vai ver uma estratégia fabulosa da Dioquebed. Ela prepara aquele cestinho.
Aquele cesto era feito com uma planta, semelhante ao papiro que foi escrito nos pergaminhos. E ela vai trançando aquele cesto. E eu imagino que ela faz isso ao longo desses três meses. E aí é meu mundo de Bob que está imaginando isso. Ela teve aqueles três meses ali para preparar aquele cestinho, passar o betume que é uma espécie, parece um asfalto. Preparar, calafetar, fazer tudo direitinho para não entrar água ali. Ela prepara tudo aquilo. Ela sabe...
que a filha de faraó, que a princesa, todos os dias, ela vai até as margens do Nilo, para se banhar, num ato cerimonial,
Porque o Nilo era considerado pelos egípcios como uma divindade. Então, a filha de faraó ia até o Nilo para pedir fecundidade, fertilidade, para ser abençoada pelas águas do Nilo. Então, ela entrava, a beira que dava para o palácio, ela entrava à beira das águas e as suas criadas ficavam fazendo uma espécie de corredor por dentro da água.
e ela ficava no meio, e aqui o corredor de mulheres, uma certa distância, para que se o crocodilo viesse, pegava a criada, não pegava ela, não pegava ela, então a criada ficava com uma espécie de barreira humana para o crocodilo pegar elas, e aí a filha de faraó saiu, mas ela sabia desse banho ritualístico, ela sabia o horário.
Ela sabia o local. A Jokebed não foi aleatório o que ela fez. Foi estratégico. Você, mãe, precisa ter estratégia.
Você precisa ter estratégia no dia de hoje para criar teu filho, para ensinar as coisas. Você precisa saber como você vai fazer. Foi uma mulher extremamente sábia, não só no bom andamento da casa, mas na forma de resistência ao sistema político daquela época. Como é que você resiste ao sistema político com o teu filho?
Como assim vamos em sistema político? A gente sabe, a nossa sociedade está ensinando o nosso filho que é normal. Um montão de coisa que não é normal. Como é que você ensina? Sem falar nada? Fechando os olhos dele para que ele não veja? Você vê uma coisa estranha e você esconde ele para que ele não veja? Até uma certa idade, tudo bem, vai funcionar. E depois? Tiver 10 anos? 14? 18?
E ele vê tudo isso sem nenhuma base, porque você nunca ensinou. O que você vai fazer? Minha irmã, não fuja da realidade da sociedade. Instrua o teu filho na palavra. Senta com ele e bota lá o filme. Não é um filme, né? Pega leve, né? Ou passa na rua, mostra a realidade e fala. Filho, olha, aquilo ali é pecado. A Bíblia condena. Não é assim.
E eu não estou falando só de homossexualidade, não, porque às vezes a gente restringe todos os pecados do sistema político, da sociedade atual, à homossexualidade. Não é disso que eu estou falando só. Eu estou falando de qualquer coisa, seja no âmbito ético-moral, como homossexualidade, aborto, esse tipo de coisa, como em outros âmbitos, como corrupção. Quanta vez você sentou com o teu filho para falar sobre corrupção?
Porque a gente acha que a corrupção é roubar o dinheiro do hospital, da previdência, né? Isso que é corrupção só. Não. Quando você faz um gado de luz na sua luz, você está sendo corrupto e está ensinando o teu filho a ser. Quando você só nega imposto, você está sendo corrupto, está ensinando o seu filho a ser. Você ensina para o seu filho a autoridade, ou quando recebe uma reclamação da escola, você vai tirar a satisfação com a professora.
Ou está ensinando a ele que ele precisa aprender a ser submisso às autoridades? Esses dias a Sarah falou para mim, você sempre fala que a professora está certa, eu parto sempre desse princípio. Depois a gente vai averiguar. Aí eu converso com a professora, ouvi minha filha, agora a gente pode tirar o ponto fora. Até pela história de que eu sempre estava errado mesmo, né? Então acaba refletindo isso um pouco.
Mas a gente tem ensinado que o professor autoridade, tem professor chegando em casa chorando, em depressão, em crise, porque apanha de aluno, porque é xingado por aluno. E pai e mãe ainda vai na porta pegar o aluno.
Pegar o professor. Me lembro uma vez que a minha antiga vizinha chegou em casa, eu estava saindo para vir para a igreja, e ela chegando em casa assim, toda arrebentada, olho roxo, boca sangrando, mancando. Eu olhei aqui e falei, caramba, ela tomou uma surra, foi assaltada, alguma coisa. Que isso? O que aconteceu e tal? Peguei ela assim, fui ajudando ela até em casa. Foi uma mãe que me pegou na escola. E quando você conversa com o professor, senta aí do lado de um professor e conversa.
Professor autoridade, você ensina teus filhos isso? Que o professor autoridade, que o governo é autoridade? Ou você acha que porque você não votou no governador, no prefeito ou no presidente, então você não deve obediência a ele? Deve sim. Goste você ou não, o governador do seu estado, que eu já nem sei mais quem é. Tanta hora, esse negócio tá um balai terrível, né? Cada dia é um. Falaram que é um tal desembargador aí, né?
Você é submisso a ele. O prefeito também não sei mais quem é, porque acho que o Eduardo Paes deixou. Deixou, não deixou? Então, para concorrer ao governo. Então, quem é? O pessoal está assim, é, não sabia, viu? Também não. Mas você é submisso, independente de quem é. O Lula é o seu presidente, goste você dele ou não. Você pode amar ou odiar, ele é o seu presidente.
Você tem que aprender isso. Você ensina para o seu filho que ele tem que ser submisso às autoridades eclesiásticas, ao pastor da igreja, ao líder do Ministério Infantil, do Departamento de Adolescentes, ao líder de célula, ao seu discipulador. Você ensina isso para ele? Isso tudo é corrupção, irmão. Quando você muda uma verdade, isso é corrupção. Então, tem que ter estratégia para lidar com essa vida, com esse mundo.
Antigamente, 90% das informações que nossos filhos recebiam vinham da gente. Hoje vem da onde? Internet, televisão, amizades. Até porque antigamente a moralidade era quase que uníssona. Todo mundo tinha o mesmo padrão ético e moral. Agora o que vigora não é mais isso. O que vigora agora é cada um do seu jeito. Então, mais do que nunca, você precisa se relacionar, mamãe, com seu filho.
Sentar com ela, conversar, explicar, falar de sexo. Eu sei que dá constrangimento, mas tem que falar. Senta com ela, senta com ele e conversa. No tempo devido, né, irmão? Por favor. Ah, qual é o tempo devido? Não sei, irmão. Você tem que conhecer a maturidade do seu filho. Para saber o momento exato para isso. Para cada criança, cada adolescente, vai ser um momento diferente. Mas você tem que abordar, você tem que falar.
Então são coisas que no passado não se falavam e a vida continuava, porque não havia o acervo de informações e de informações deturpadas como hoje se existe. A Joquebede vai fazendo as coisas de maneira tão linda que agora, olha o que acontece aqui no verso 10. Quando o menino já era grande, ela levou a filha de Faraó, da qual ele passou a ser filho.
E essa lhe deu o nome de Moisés porque das águas o tirei. Olha que coisa interessante aqui, irmãos. Ela cria o filho. Olha a estratégia dessa mulher. Olha a estratégia dessa mulher. Ela faz tudo aquilo que eu falei até então. Bota o filho lá, vai, cai lá no... Por que a filha do faraó não matou o Moisés? Não havia um decreto do pai para matar o Moisés? Então por que ela não matou?
Se ela sabia que a filha do farol não ia matar, ela podia ter pego a criança e botado na porta, em vez de botar no meio de um rico com crocodilo. Seria mais lógico. Não, ela tinha estratégia. Ela sabia que se aquela criança chega pelo deus Nilo, é um presente dos deuses para ela. Olha a inteligência, olha a sabedoria de quando uma mulher é cheia do Espírito Santo.
a inteligência que Deus vai dando. É por isso que eu sempre vou dizer que a espiritualidade não é algo burro. Eu fico bobo quando eu vejo esses movimentos pseudo-evangélicos de gente rodando igual um doido. Gente, o Espírito Santo não é burro, não.
Ele é inteligente. E deu para a gente inteligência. Será que essa máquina aqui que Deus nos deu, chamada cérebro, é apenas para enfeite? Ou é para raciocinar? Leiam o livro de John Stott. Crer também é pensar. Todo cristão deveria ler esse livro. Livretinho, irmão. Não deve ter 100 páginas. Crer também é pensar. Fica a dica. As mães de hoje precisam de estratégia para aconselhar com sabedoria.
Precisam de estratégias para administrar os recursos do lar, mas também lidar com as pressões sociais. Já falou de drogas com seu filho? Vai esperar alguém falar para ele? Ou acha que isso nunca vai acontecer? Já falou com seu filho sobre tecnologia?
pelo menos de maneira exagerada, eu não entendo nada de tecnologia, mas eu tenho que falar com as minhas filhas sobre a nocividade que ela pode produzir. E não é que a tecnologia é nociva, ela pode produzir nocividade. Eu não sei, tem tanta gente aqui na nossa igreja que entende disso. Alexandre, um tempo atrás, deu uma palestra aqui sobre isso, não veio quase ninguém.
não deveria estar lotado, porque é a realidade de hoje, gente, aí eu não gosto, tudo bem, mas seu filho gosta, e aí, vai fechar o olho?
Então a gente tem que estar preparado para essas coisas. O relativismo de hoje, irmão, diz que tudo é normal e que tudo é aceitável. Se você não mostrar diferente, seu filho vai crescer com essa cabeça. Tem um montão de filhos de crente que hoje acham que é normal morar junto sem casar, que acham que é normal viver uma vida de homossexualidade, que acham que é normal abortar, que acham que é normal mentir, que acham que é normal passar os outros para trás. Teve uma cultura cristã, mas não teve um ensino bíblico.
Há uma disparidade entre o que é ensino bíblico e o que é cultura cristã. A gente precisa mudar essa realidade. A Joquebede, ela pega o filho, olha que coisa tremenda.
Ela pega o filho para criar. Olha a inteligência dessa mulher. A Miriam vai lá vendo todo o trajeto do irmão. Quando a filha de Faraó pega na criança. A Joquebé deve ter saído lá de trás daqueles juncos que tinham ali. Daquelas folhagens que tinham ali. E falaram, olha, quer que eu chame uma mulher lá dos hebreus para dar de amamentar?
para cuidar dele, porque isso era comum naquela época. As filhas dos reis, dos nobres, até hoje é assim. Elas geram a criança, mas dão para alguém criar, e depois que a criança já está grandinha, que volta para as mãos dela. Nesse período, o que a Jochebed fez? Ensinou toda a cultura hebraica.
Toda a cultura dos hebreus para Moisés. Esse negocinho que a gente vê nos filmes, lá no desenho da Disney, no filme, de que o Moisés descobre que é hebreu, isso não é bíblico não, irmão. Isso é a fantasia do filme. Estou dizendo que é uma heresia, não vejo filme, não é isso. Mas é a fantasia do filme, foca na palavra. A palavra não diz isso. Moisés sempre soube que era hebreu.
foi criado e ensinado pela sua mãe dentro da cultura do judaísmo. E olha como é que isso foi impresso no Moisés de uma maneira tão grande, porque quando o Moisés, ele vai para a filha de Faraó, os ensinos que ele recebe é sobre o apoliteísmo dos deuses egípcios, é sobre todos aqueles ensinos heréticos aos olhos das escrituras e do ensino hebreu. Mas ainda assim, ele não sucumbiu.
Ele não sucumbiu. A coisa estava tão impressa nele, que mesmo depois dele ter vivido anos e anos no palácio, quando ele vê um do seu povo sendo morto, sendo espancado por um egípcio, ele vai lá e mata o egípcio. Por quê? Para defender o seu povo.
para defender a sua gente, ele poderia ter falado assim, meu irmão, quero saber desse povo escravo nada, eu estou aqui no bem bom do faraó, eu estou aqui no bem bom do palácio, de repente eu consigo até, quem sabe, se um dia eu posso até chegar a ser o próprio faraó, ele podia ter optado por isso, seria mais fácil, mais cômodo, mais lógico, mas aquele ensino que ele recebeu da mãe ficou impresso no coração de Moisés.
a um ponto de quando ele vai, depois de anos, depois dos seus 80 anos de idade, ele ouve o chamado de Deus pela sarça, aquilo ainda estava impresso no coração dele, eu sou o Deus dos teus antepassados, o Deus de Abraão, Isaac e Jacó, e ele já reconheceu quem era aquele Deus, porque ele foi, ele aprendeu isso da mãe, se a mãe tivesse se omitido e se calado, ele nem saberia que negócio é esse de Deus de Abraão, Isaac e Jacó, o que é isso?
Mas a mãe ensinou. Aquela mulher foi sábia. Para ser mãe no dia de hoje tem que ser sábia. Se não for sábia, a coisa vai dar ruim. Ela entregou uma pessoa diferente para aquela mulher. Como é que você está entregando o seu filho para essa sociedade? Eu quero terminar deixando uma pergunta para as mães, mas também para os pais, é claro.
Refletirem. Joquebede preparou o cesto com betume para que a água não entrasse. O que você tem usado para vedar o cesto dos seus filhos, impedindo que as águas desse mundo, a ideologia, o medo, o pecado, penetrem no coração dele? O que você está usando? O que você está fazendo?
Está trazendo ele para a igreja? Isso não é suficiente. Está levando ele para a EBD? Isso não é suficiente. Está levando para a célula? Vai deixar ele ir agora para o acampamento dos adolescentes, dos jovens? Isso não é suficiente.
É você que deve inculcar as palavras da verdade na cabeça dele. Se você não entender isso, e eu sempre bato nessa tecla, eu bato nessa tecla, Sérgio, todo mundo que sobe nesse público bate nessa tecla. Se você não fizer isso, o mundo vai fazer. Você está jogando roleta russa. Pode ser que seu filho, nessa caminhada, realmente se entregue a Cristo.
Pode ser, mas pode ser que não. Teu filho tem que se entregar a Cristo com você, na sua casa, você pregando para ele, discipulando ele, lendo a palavra com ele, e ali você faz o apelo para ele, ele entrega a vida a Jesus para você ali, na tua frente, não é comigo não, até porque eu não faço apelo. É com você, pai e mãe.
Ah, ele é muito pequenininho, é de pequenininho mesmo. A palavra que usa lá no hebraico, lá em Deuteronômio 6, a partir do verso 4, que fala para inculcar na cabeça dos filhos, a palavra filhos ali no hebraico é criança de tenra idade, recém-nascido.
recém-nascido, e eu ainda vou mais longe, sou mais abusado, então a filha está na barriga ainda, lê a palavra para ele na barriga, testemunha aqui das mães aqui que passaram toda a gestação aqui com a gente, domingo após domingo, domingo após domingo, a criança nasce, quando eu falo, a criança me reconhece.
Montão de mães relatam isso, não é, Bela? Criança reconhece, por quê? A mãe está aqui na barriga, ouvindo o pastor, ouvindo, ouvindo, ouvindo, ouvindo. Tinha mãe, eu lembro que a, como era o nome dela, gente? Esposa do Ilha, a Luana. A Luana, quando eu começava a pregar, o filho dela, como é o nome do pequenininho? Pedro, filho da Luana. O Pedro começava a pular tanto na barriga dela, que ela sentia a dor, tinha que sair. Quando eu começava a pregar.
E aí, irmão, ou seja, a criança está ali, ela está ouvindo, gente. Começa com teu filho ainda na barriga, senta ali do lado, papai. Lê a palavra. Mamãe, bota um louvor. Pessoal, vai lá, bota uma música clássica para acalmar, bota um louvor para evangelizar, então. Né?
É bênção, irmão. Não tem nada a perder. Ah, vou me imazô, não acredito que isso aconteça. Tudo bem, mas está perdendo o quê? Está lendo a Bíblia. Está ouvindo louvor. O que você está perdendo? Nada. Então é bênção. Fica essa pergunta para você, mamãe e papai, refletirem.
Quem é o filho que vocês vão entregar para essa sociedade que vai transformar essa sociedade? Quem é? Fez seus olhos, vamos orar. E como eu te pedi, não saia, fique sentado, que a gente vai ter aqui um momento do Ministério Infantil. Vamos ter primeiro momento aqui com a Cláudia primeiro, depois o Ministério Infantil vai...
Vai fazer uma participação rápida aqui também. Pai, nós te agradecemos por esta manhã. Te louvamos o privilégio, ó Deus, de poder falar com as nossas mães de maneira clara, livre e aberta sobre a relevância e a importância.
de ser mãe num contexto como o de hoje. Que a tua boa mão esteja cobrindo de sabedoria e graça a cada uma dessas mamães. E que a tua palavra seja sempre o selo do braço, da mente e do coração de cada uma delas, Senhor. Para que elas possam ensinar seus filhos o caminho que devem andar.
Obrigado Pai por tudo, te bendizemos com alegria, no bondoso, doce e poderoso nome de Jesus, o Filho de Maria, para a glória dele oramos, amém.