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"A terra é boa, mas o coração do povo, não" (Números 13.17-33).

27 de abril de 202651min
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Mensagem da série "A Mensagem do Reino", da Primeira Igreja Batista em Montenegro.

Publicado no Teodidatas mediante autorização.

Participantes neste episódio1
C

Carlos

Convidado
Assuntos5
  • Promessa de descansoDescanso em Cristo · A importância da fé
  • A cruz de CristoMorte e ressurreição · Salvação
  • Rebelião do povo de IsraelDesobediência no deserto · Consequências da incredulidade
  • Endividamento das FamíliasMudança para Montenegro · Aconselhamento pastoral
  • A terra prometidaCanaã · Espionagem da terra
Transcrição139 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Boa noite, graça e paz. Eu sou o motorista do Pelé. Quem esteve aqui no dia 13 de novembro, entendeu a piada sem graça que eu estou retomando. Mas talvez seja importante eu me apresentar, eu me chamo Carlos, porque afinal de contas no último mês de novembro, pastor,

Eu preguei apenas numa quinta-feira aqui, então o pessoal talvez esteja um pouco desacostumado, mas eu tive duas viagens, dois compromissos, um de trabalho e o outro era uma palestra.

Na semana anterior ao culto de ação de graças, estava em João Pessoa, eu e minha esposa estávamos lá. E semana passada tivemos o culto de ação de graças aqui, viemos toda a família, foi uma bênção muito grande, a minha família ficou muito feliz em celebrar esse momento de gratidão. Aproveitando ainda essa onda...

de ação de graças, já que esse é o nosso último culto de quinta-feira do ano. Além da minha gratidão a Deus e da gratidão ao pastor Marco pela confiança, eu agradeço a todos vocês que estiveram aí quinta-feira, pós-quinta-feira, conosco nessa jornada. Muito obrigado. Esse é o nosso último culto de quinta. Retomamos no ano que vem. E no ano que vem, como o pastor Marco mencionou, com uma nova dinâmica das mensagens.

Num primeiro momento, eu quase que tentava, na primeira metade da mensagem, dar uma cara de aula e na segunda metade dar uma cara de pregação. E talvez isso tenha deixado alguns de vocês um pouco confusos. Confesso que até a mim me deixou confuso um pouco. Então nós conversamos sobre isso, o pastor Marco e eu.

E realmente, não a partir do ano que vem, mas já a partir dessa mensagem, vou tentar dar a cara de pregação mesmo. Por quê? Porque no ano que vem, então, se tudo der certo, como o pastor Marco já compartilhou aqui, no domingo nós teremos uma classe de teologia bíblica, uma classe de estudo da Bíblia. Por isso que eu vim até com essa camiseta. Como é seu nome mesmo?

O João Pedro pegou aqui para fazer uma propaganda da classe do professor Xavier. Então, eu vim com essa camiseta aqui.

Mas brincadeiras à parte, gente. Então, domingo, realmente, nós, nos domingos pela manhã, no ano que vem, se o Senhor permitir, nós vamos, então, ter uma classe sobre a Bíblia, sobre teologia bíblica. E, se der tudo certo, já começamos a projetar isso, já está desenhado, vamos começar estudando o Novo Testamento. Já que, nas quintas-feiras, nós vamos estar ainda com uma mensagem para cada livro da Bíblia, tá?

Esse panorama bíblico continua sendo a nossa referência da série de mensagens. A diferença é que vai ser uma pregação baseada num livro da Bíblia.

Aquele texto que melhor resume aquele livro será o conteúdo de uma pregação. Talvez você possa estar dizendo assim, ah, Carlos, mas eu gostava daquele monte de informação que você trazia nos slides no começo das mensagens. Tudo bem, tem louco para tudo, né, pastor? Então, a gente vai conversar um pouco mais sobre esses detalhes daí no domingo pela manhã, certo? E aqui eu até vou trazer alguma coisa do contexto histórico, porque isso é importante, mas dentro da pregação.

Provavelmente na primeira página, se você já se acostumou com a estrutura do sermão de quatro páginas. E tudo isso vai acontecer porque isso foi um motivo de grande alegria para nós na semana passada. O pastor Marco ficou bem contente com a notícia também. E aí acho que foi por isso que ele me chamou aqui na frente na semana passada. Mas...

Tudo isso porque nós, enquanto família, vamos estar pedindo a nossa transferência para a PIB de Montenegro a partir do ano que vem.

Então, Paula, na semana que vem já pode entrar em contato lá com a Montserrat e pedir. Brincadeira, não precisa ser na semana que vem, mas em breve. Mas isso, irmãos, é muito interessante. Eu quero começar com isso. Hoje não é churrasco, nem pudim negro, não é estar chovendo hambúrguer, mas eu quero começar com isso. E eu estou fazendo já a aplicação da mensagem, porque, na verdade, a boa notícia a gente quer contar logo, né, pastor? Então...

Aconteceu algo muito interessante ao longo desse ano todo. Diante do convite, da necessidade, da amizade aqui com o pastor Marco, eu entendi que realmente Montenegro era uma terra boa, era uma terra para a qual nós deveríamos nos dirigir, ou pelo menos eu tinha...

um desafio ministerial grande aqui para auxiliar, para vir auxiliar, mas isso não era algo apenas para mim, era algo para a minha família inteira. E, num primeiro momento, esse desafio gerou muitos medos e muitos receios na família inteira, como é natural. Diante do novo, é natural que nós tenhamos...

Medos, receios. Então, eu estava bastante animado, mas o Senhor teve que fazer um trabalho com toda a minha família e Ele foi fazendo esse trabalho ao longo desse ano. Eu confesso que em alguns momentos eu...

Estava sem muita paciência até. Mas eu fui muito bem aconselhado ao longo do ano por um bom amigo, que por acaso é o pastor de vocês. Então ele foi um bom amigo, um bom pastor, que me aconselhou a lidar com essa situação toda. E muito interessante, irmãos, um parênteses aqui. Essa manhã eu estava correndo com um amigo, um irmão lá em Porto Alegre.

E estava compartilhando tudo isso com ele e falando exatamente disso. E não somente de como o pastor Marco me aconselhou ao longo desse ano, mas de como ele enfrentou todas as tempestades e todos os desafios que ele enfrentou como pastor aqui nessa igreja. E o testemunho, o diagnóstico, a constatação desse irmão que estava correndo comigo, um bom amigo, ele disse...

Carlos, esse homem é um homem de Deus. Então, pastor Marco, esse testemunho que veio lá de Porto Alegre, não só para você, mas para essa igreja, vocês não estão apenas pastoreados por um bom amigo meu, mas por um homem de Deus que tem sempre bons conselhos e que tem sempre uma palavra muito sábia da parte do Senhor. Eu falo isso porque não apenas por conhecê-lo há muitos anos,

e por ter essa amizade, mas pude experimentar isso nesse desafio que envolveu a minha família. Então, ao mesmo tempo que eu estava muito animado...

E aqui eu preciso dizer, gente, que essa aqui é uma aplicação do texto de hoje muito falha e muito parcial, tá bom? Você já vai entender porquê. Mas, ao mesmo tempo que eu estava muito animado, a minha família não estava assim na mesma página comigo, né? Muitos receios, muitas situações. E, em alguns momentos, até eu mesmo pensei em desistir.

mas, orando, esperando no Senhor, o Senhor foi fazendo aos pouquinhos, foi mexendo nas circunstâncias também, muita coisa aconteceu, eu nem tenho tempo de ficar compartilhando aqui, porque senão eu vou tomar tempo da mensagem, mas no final, os quatro estão na mesma página.

estaremos nos transferindo para a primeira igreja batista em Montenegro, vindo para cá como família, congregar aqui, e aí servir de forma mais intencional toda a família aqui. Embora provavelmente o meu filho vai passar o ano que vem no PV, no Palavra da Vida Sul, mas nós, enquanto família, estamos fazendo esse movimento.

Então, e muito gratos ao Senhor, com muita expectativa no coração. E é isso que vai nos possibilitar, então, essa classe de teologia bíblica no domingo pela manhã. Eu tive um outro desafio ao longo do ano, realmente, mais recentemente, agora no segundo semestre. O pastor Marco comentou, eu até pensei em trazer isso na mensagem como uma ilustração, mas, como o resultado ainda não saiu,

E resultado é resultado, a gente nunca sabe, mas eu estou concorrendo, estou participando do processo seletivo do doutorado em filosofia na URGS, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. E eu tive uma boa nota na primeira etapa.

e sabiam o que responder na segunda etapa, pelo menos isso. Mas o mais significativo, irmão, já que o pastor Marco comentou isso, é que se eu ingressar no doutorado em filosofia da URGS, eu vou ingressar com um tema cristão, certo?

Então, pelo menos houve uma sinalização, porque a nota que atribuíram ao pré-projeto foi uma nota dizendo, olha, esse pré-projeto é viável. Então, se for isso, eu estarei pesquisando em um dos melhores programas de pós-graduação em filosofia do Brasil.

sobre o dilema que envolve a onisciência de Deus e a liberdade do ser humano, tá bom? Mas, não tenho certeza disso, vamos saber disso amanhã, e talvez eu esteja fazendo isso agora, para que eu tenha mais ou menos 50 pessoas orando por mim de hoje até amanhã, e o resultado saia, quem sabe, né pastor? Então, conto com a oração de vocês diante desse desafio.

Mas quando nós temos desafios como esses, você está animado, está empolgado, que nem eu, com um desafio, mas as circunstâncias ao seu redor não são muito favoráveis, talvez a sua família não está junto com você, nós realmente muitas vezes pensamos em desistir. Quantas vezes você já pensou em desistir de algo?

Talvez você já tenha pensado em desistir de estudar para uma prova. Chegando o final do ano, para o pessoal que está no colégio, na faculdade, isso acaba se tornando uma realidade. Ah, não vai dar certo. Eu vou trancar essa disciplina, eu vou reprovar, vai ser melhor eu não estudar, eu não vou dar conta. Quantas vezes você pensou em desistir de uma amizade? Ah, mas aquele cara é muito chato.

Quantas vezes você já pensou em desistir de uma amizade? Quantas vezes você já pensou em desistir de um sonho, de um determinado sonho? O livro de números, que é o livro...

da nossa mensagem desta noite, o livro de Números é sobre uma geração que desiste de Deus. Mas, apesar disso, Deus não desistiu do seu povo e do seu propósito. O livro de Números é sobre uma geração que desiste de Deus. Mas, apesar disso, Deus não desiste do seu povo, do povo de Israel e do seu propósito para com aquele povo.

Nós estamos na nossa série A Mensagem do Reino, no módulo 1, que todas essas palavras estejam no seu coração. Agora o módulo 1 deixa de ser uma introdução ao Pentateuco, pastor Marco, e vira uma introdução ao Antigo Testamento todo. Porque, afinal de contas, ao introduzir o Pentateuco, com todas as reflexões que a gente já teve, nós também introduzimos o Antigo Testamento.

E a introdução ao Antigo Testamento também é uma introdução ao Novo Testamento. Mas eu já posso, então, antecipar os irmãos, que se o módulo 1, que todas essas palavras estejam no seu coração, é o módulo sobre o Antigo Testamento, o módulo 2, sobre o Novo Testamento, terá o título, e a palavra se fez carne. Que todas essas palavras estejam no seu coração, Antigo Testamento, e a palavra se fez carne, será o nosso módulo sobre o Novo Testamento, provavelmente apenas em 2027.

Mas, vamos lá então, a nossa mensagem dessa noite é A terra é boa, mas o coração do povo...

Não. E essa pode ser mesmo uma boa mensagem de encerramento dos cultos de quinta-feira de 2025, considerando que temos aqui um paralelo com a série de mensagens de domingo de encerramento de ciclos. Então, esse texto pode ser bem propício para o nosso último culto do ano, realmente. Eu convido os irmãos a abrirem o capítulo 13 do livro de números. Vamos ler do verso 17 até o verso 33. Números 13, 17 a 33.

Quando Moisés os enviou para espiar Canaã, disse, subam pelo Negebe e prossigam até a região montanhosa. Vejam como é a terra e se o povo que vive lá é forte ou fraco, se são muitos ou poucos, se a terra em que habitam é boa ou ruim, se as cidades em que vivem são cidades sem muros ou fortificadas, se o solo é fértil ou pobre, se existem ali árvores ou não. Sejam corajosos, tragam alguns frutos da terra.

Era a época do início da colheita das uvas. Verso 21. Eles subiram e espiaram a terra desde o deserto de Zim até Rehob, na direção de Lebo Hamat.

Subiram do Negebi e chegaram a Hebron, onde viviam Aiman, Cezai e Talmai, descendentes de Anaki. Ora, Hebron havia sido construída sete anos antes de Zoã, no Egito. Quando chegaram ao vale de Escol, cortaram o ramo do qual pendia um único cacho de uvas. Dois deles carregaram o cacho pendurado em uma vara. Colheram também romãs e figos. Dois homens carregando um cacho de uvas é um símbolo, é uma afirmação.

da prosperidade, do caráter frutífero daquela terra, de como aquela terra era frutífera, de como aquela terra era boa para a agricultura. Verso 24. Aquele lugar foi chamado Vale de Escol por causa do cacho de uvas que os israelitas cortaram ali. Ao fim de, preste atenção, 40 dias, eles voltaram da espionagem daquela terra. Dez dias para ir?

20 dias para espionar e 10 dias para voltar. Basicamente isso, certo? Eles retornaram a Moisés e a Arão e a toda a comunidade de Israel em Cádiz, no deserto de Paran, onde prestaram relatório a eles e a toda a comunidade de Israel e lhes mostraram os frutos da terra. Deram o seguinte relatório a Moisés. Entramos na terra a qual tu nos enviaste.

onde fluem leite e mel. Aqui estão alguns frutos dela. Contudo, o povo que lá vive é poderoso e as cidades são fortificadas e muito grandes. Também vimos os anaquins, não os skywalkers, mas os anaquins.

29. Os amalequitas vivem no Negebe, os hititas, os jebuseus e os amurreus vivem na região montanhosa, os cananeus vivem perto do mar e junto ao Jordão. Então Caleb fez o povo calar-se diante de Moisés e disse, subamos e tomemos posse da terra, porque certamente conseguiremos fazer isso. Os homens que tinham ido com ele, porém, disseram, não podemos atacar aquele povo, ele é mais forte do que nós.

Verso 32. Eles espalharam entre os israelitas um relatório negativo acerca da terra que haviam espinhado. E disseram, a terra que percorremos para espiar devora os que nela vivem. Todos os que vimos são de grande estatura. Vimos também os nefilins, isto é, os anaquins, diante de quem parecíamos gafanhotos. E aos nossos olhos...

Aos nossos olhos e aos olhos deles. Essa palavra nefilins, às vezes, é traduzida por gigantes. E, embora o texto diga que eles eram de grande estatura, eles não eram necessariamente gigantes assim. Nefilim, na verdade, é uma palavra que pode significar apenas um guerreiro valente. É a mesma palavra que aparece lá em Gênesis capítulo 6. Então, existe uma conexão entre os dois textos. E essa é uma palavra envolta em muito mistério.

não precisamos tentar resolver o mistério que envolve a palavra nefilim no Antigo Testamento, mas o fato é que o povo, ou melhor, os espias, viam a si mesmos como gafanhotos e aos olhos do povo daquela terra eles eram gafanhotos, como gafanhotos. O relato dos espias fez com que o povo inteiro se alarmasse, à exceção de duas pessoas.

Josué e Caleb. Aqui no texto, Caleb fala. Na sequência, no capítulo 14, aparece Josué também, encorajando o povo a...

Tomar posse da promessa de Deus, a não se alarmar com as circunstâncias, a não temer os gigantes e as cidades fortificadas, ou os nefilins, os anaquins e as cidades fortificadas. Pode ser que o Darth Vader esteja na terra, não tem problema. Você vai tomar posse se Deus disse que ele estaria com você para conquistar aquela terra. Foi esse...

Essa foi a perspectiva de Josué e de Caleb, mas o povo inteiro ficou alarmado. A terra é boa, mas o coração do povo não. A terra é boa, mas o coração do povo não. Porque o povo, assim como o pastor Marco enfatizou bastante,

Na pregação sobre o bezerro de ouro, o povo saiu do Egito, mas o Egito não saiu do coração daquele povo. Esse episódio de Números 13 resume o livro de Números. O livro de Números é um livro que tem muita coisa, certo? Muita gente se atrapalha com a leitura desse livro. Tem muita coisa nesse livro, mas talvez o que mais tenha...

No meio de tantas coisas, você tem um censo no capítulo 1, um censo no capítulo 26, você tem profecia, você tem poesia, você tem muitas leis, você tem um resumo da peregrinação de Israel no deserto nos 40 anos, mas no meio de tudo isso, você tem muitas rebeliões. Você tem rebelião até mesmo dos irmãos de Moisés contra ele.

Arão e Miriam. Você tem a revolta de Corá, Datã e Abirão. E você tem aqui a revolta de todo o povo diante do relatório dos espias. Você tem o povo reclamando do Maná.

Veja só, gente, o maná tinha gosto de bolo de mel. E o povo dizia que preferia os pepinos do Egito. Começa agora mais uma, acontece na filha. Se você pode comer pepino ou bolo de mel, pão de mel, o que você vai preferir? Vocês já sabem o que eu vou preferir, já que eu gosto muito de açúcar. Mas vejam só a que ponto chegou. O povo chegou a reclamar do maná. E mais de uma vez, ao longo de todo esse livro. Então, nesse momento, o povo...

se revolta. E o povo, mais uma vez, porque isso já aconteceu no capítulo 20 do Êxodo. Lembram? Quando...

O monte pegou fogo, Deus entregou lá os dez mandamentos no Monte Sinai. O povo disse, Moisés, fala tu conosco e não fale Deus conosco. O povo rejeitou a proposta de Deus de que todo o povo se tornasse um reino de sacerdotes. Depois, quando Moisés estava recebendo as instruções acerca do tabernáculo, o povo virou as costas para Deus e construiu um...

Bezerro de ouro, Êxodo 32. Aqui nós só temos a concretização e essa concretização se dá de forma definitiva. Porque o povo diz, nós não vamos entrar e não vamos passar para essa terra que Deus nos prometeu. Deus está nos levando para essa terra, mas nós não vamos para lá. Essa foi a palavra do povo para Moisés. Veja como isso é forte.

Deus quer que eu vá para lá, mas eu não vou. Como é o nome disso? Obstinação.

Isso revela um coração idólatra, um coração que quer fazer os seus próprios planos. E é assim que toda aquela geração, toda aquela geração perece no deserto. Por causa disso, por causa dessa palavra. Nós não vamos. Tu nos tiraste do Egito para que nós morramos? Então, Deus...

Houve a reivindicação do povo e é exatamente isso que acontece. Toda aquela geração, com exceção de Josué e Caleb, os dois espias que tentaram ainda encorajar o povo a entrar na terra.

E a fazer a vontade de Deus, toda aquela geração perece no deserto. É muito interessante, porque no deserto, as primeiras palavras do livro, é o texto, é o título hebraico desse livro. Nós chamamos de números, por causa do título grego, por causa dos dois censos que tem no capítulo 1 e no capítulo 26.

Mas o título hebraico é No Deserto. E é um bom resumo desse livro. Porque nesse livro nós temos o registro dos 40 anos que o povo de Israel passa no deserto. É interessante. Um terço do livro, mais ou menos, é uma narrativa que acontece ao pé do Monte Sinai.

Um terço do livro cobre os 40 anos do deserto. E o último terço cobre Israel, então, nas planícies de Moab, prestes a entrar na Terra Prometida. A gente vai lendo, acha que é tudo muito corrido, mas, na verdade, nós temos um período de 40 anos coberto aí.

E aí, então, como eu já mencionei, esse livro é marcado pela rebelião do povo. Muito parecido com o episódio do Bezerro de Ouro, como eu mencionei. Esse livro é marcado pela rebelião do povo. E, em razão da rebelião, Deus disciplina.

Israel, Deus disciplina Israel no deserto, porque a disciplina divina diante da rebelião do povo, ela vem aqui como uma manifestação de Deus, da fidelidade que Deus tem a sua própria aliança.

Então veja, ao mesmo tempo em que Deus disciplina o povo, ele manifesta a sua graça. Porque ele não poderia deixar que um povo desobediente daquele entrasse na terra prometida. Mas, como ele tem...

fidelidade a si mesmo, a sua palavra e a sua aliança com aquele povo, a estratégia de Deus é permitir que todos aqueles obstinados que rejeitaram o plano de Deus, todos aqueles pereçam no deserto. E apenas aqueles que nasceram no deserto, que não viram...

Os milagres do êxodo, que não viram as dez pragas, que não viram o mar se abrir, apenas aqueles que nasceram no deserto, mas que foram alimentados com o maná, então aprenderam a dependência de Deus. Aqueles, juntamente com Josué e Caleb, são os que entram na terra prometida. O pastor Marco falou bastante duas semanas atrás, que milagre não garante.

a fé de ninguém, mas a palavra de Deus, é o que sustenta, a nossa fé, e se nós formos para Deuteronômio 8, que será o nosso próximo texto, mas vai ficar para o ano que vem, nós vamos ver que Deus disciplinou Israel no deserto, para humilhá-lo,

para que ele aprenda que nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca do Senhor. O maná é uma bênção de Deus, o maná é graça de Deus, para que aquela geração que vai entrar na terra prometida, aprenda a depender de Deus.

e a não depender dos ídolos, e a não se voltar aos ídolos da terra. Mas então Deus disciplina Israel no deserto. A graça de Deus não funciona separadamente da sua disciplina. Deus é um Deus misericordioso. Deus é um Deus perdoador. E nós recebemos perdão dos nossos pecados.

pela graça de Deus, mas às vezes nós imaginamos, que receber perdão dos pecados, é receber um tapinha nas costas, e não, normalmente, nós somos perdoados, mas nós temos que lidar, com a consequência dos nossos pecados, e a consequência do pecado daquele povo, foi o perecimento de uma geração inteira, vejam como isso é forte.

A jornada do Egito até a terra de Canaã é uma jornada de 200 quilômetros. É como ir daqui, ou de Porto Alegre até Torres. Você faz isso em duas horas de carro, até menos, Torres é mais perto ainda, eu acho. Mas é como ir de Porto Alegre ou daqui até Santa Catarina. Você faz hoje isso em duas horas de carro, mais ou menos 200 quilômetros. Naquela época, essa era uma jornada que era feita em 11 dias.

de viagem, no máximo duas semanas, veja que os espias levaram para fazer tudo 40 dias. Foram, espiaram a terra e voltaram em 40 dias. É como eu falei, 10 dias para ir, 20 dias para fazer o que precisava fazer e 10 dias para voltar. Assim, considerando que o povo era muito grande, mulheres e crianças e o tabernáculo e as tendas deles, vamos lá que levasse...

Um mês, 40 dias para fazer esse povo todo andar por 200 quilômetros. Mas por conta da desobediência, da obstinação e para que aquela geração inteira padecesse no deserto, então Deus fez com que Israel ficasse vagando no deserto por 40 dias.

anos, certo? E os paralelos desse episódio aqui com o bezerro de ouro são muito interessantes, são muito claros. Nós temos a rebeldia e a idolatria do povo. Nós temos o diálogo entre Moisés e Deus. Acontece lá em Êxodo 32 e acontece também em Êxodo, em números 14, desculpa. Então Moisés intercede pelo povo.

diante de Deus, Moisés intercede em favor do povo, diante de Deus, apesar da rebeldia do povo, e as exceções, como eu já mencionei, são Caleb e Josué, Caleb da tribo de Judá, mas Caleb não era apenas da tribo de Judá, Caleb era filho de um queneseu, isso está em números 32, 12, e o que que essa ascendência de Caleb nos comunica?

Veja só que interessante, Caleb da tribo de Judá não era descendente de Abraão. Olha que interessante isso, ele não era descendente de Abraão. Mas a identidade com o povo de Deus não era dada pelo sangue, como eu já compartilhei com os irmãos aqui. Era dada pela sujeição à aliança.

Então, o seu pai era quenezeu, era de outro povo, mas o que aconteceu quando o povo de Israel saiu do Egito? O seu pai, Caleb, junto com ele, saíram, foram circuncidados, observaram a Páscoa e passaram a ser considerados israelitas. Percebe que no coração de Deus, na revelação do plano de Deus, a distinção entre judeu e gentil que cai no Novo Testamento em Cristo já está presente na lei.

O coração do judeu é que se insoberveceu por conta da egolatria, por conta de querer valorizar mais aquilo que é humano do que aquilo que é de Deus, assim como no episódio do Bezerro de Ouro, assim como nesse episódio da rejeição ao plano de Deus.

Então nós temos Caleb da tribo de Judá e Josué da tribo de Efraim. Os únicos dois homens, os únicos dois espias que encorajaram o povo a se manter firme na promessa de Deus. Os únicos dois israelitas que saíram do Egito e entraram na terra prometida.

E esses dois homens, um da tribo de Judá e um da tribo de Efraim, representam as duas tribos que vão liderar Israel durante a história. Efraim no norte e Judá no sul. Então veja que interessante isso que nós temos aqui, já uma projeção da própria história de Israel. Caleb da tribo de Judá, Judá o reino do sul, o reino de Davi.

Josué da tribo de Efraim. Efraim, a tribo do norte, ou o reino do norte, também conhecido depois como o reino de Israel.

O reino do sul, o reino de Judá. Mas depois de tudo isso, irmãos, depois de tudo isso, depois de perceber a bobagem que tinham feito, o povo vai. Eles acordam cedo, no outro dia. Não, não, para aí. Deus está dizendo que vai nos disciplinar? Não, então a gente vai.

Números 14, eles acordam cedinho e vão cruzar a terra. E vão fazer aquela jornada de 11 dias para chegar na terra prometida. O problema é que nesse momento em que alguns do povo decidem ir, Deus já não está mais com eles. Se Deus fosse com eles, como de fato ele vai, nós temos isso no livro de Josué, se Deus fosse com eles, eles derrotariam as cidades fortificadas e eles derrotariam.

os habitantes da terra, por mais numerosos e por mais fortes que eles fossem. Mas sem Deus, eles pereceriam. Sem Deus, aqueles valentes que agora foram, não retornaram, foram derrotados.

A verdade é que Deus abandona uma geração que o abandona. Toda aquela geração caiu morta no deserto, porque Deus abandona uma geração que o abandona. Deus se mantém fiel à sua aliança, mas Ele abandona aquela geração. Muitos afirmam que é isso que está acontecendo hoje com a Europa.

A Europa já foi cristã, mas a Europa hoje é pós-cristã. E as consequências disso têm sido vistas na Europa, desde a degradação moral até uma invasão pelos islâmicos, a ponto de os próprios europeus estarem apavorados com isso e alguns, inclusive, estarem propondo um retorno, pelo menos cultural, ao cristianismo. Eles não mantêm.

Os princípios, aqueles princípios que não são negociáveis, eles não mantêm o relacionamento com Deus, a sua fé verdadeira em Cristo, mas vamos lá, pelo menos vamos manter a nossa tradição, a nossa cultura cristã, porque a gente prefere isso do que ser dominado pelo islamismo.

Deus abandona uma geração que o abandona. Alguns indicam que, talvez em 10 ou em 20 anos, essa também possa ser a realidade dos Estados Unidos. Os Estados Unidos ainda tem uma cultura bastante influenciada pelo cristianismo, pela fé cristã, mas, de acordo com alguns, ele também está seguindo o mesmo rumo da Europa. E o Brasil?

No Brasil nós temos a projeção de que, em breve, o número de evangélicos vai superar o número de católicos romanos. Mas o que isso significa, irmãos? Duas semanas atrás o pastor Marco refletiu bastante sobre esse sincretismo religioso que se vê no Brasil e não apenas no meio do catolicismo romano, mas no meio chamado evangélico também.

As pessoas que vão para a igreja para negociar com Deus. As pessoas que vão para a igreja procurando a bênção da vez. Procurando o milagre da vez. As pessoas que vão para a igreja querendo saber o que Deus pode fazer por elas. As pessoas que vão para a igreja atrás de um ídolo.

Atrás de um bezerro de ouro e não atrás do Deus verdadeiro. Será que o Brasil também está caminhando nesse caminho? Será que apesar de nos dizermos cristãos e evangélicos, podemos em breve nos tornarmos uma geração que abandona a Deus? Deus abandona uma geração que o abandona. E o que dizer da cidade de Montenegro então?

Como tem sido a busca pelo Senhor nessa cidade? Como tem sido a sua própria busca pelo Senhor? Você tem buscado a Deus com todo o seu coração? Você tem buscado a Deus a partir da devoção a Cristo e a sua palavra? Ou você tem buscado apenas satisfazer os interesses do seu próprio coração?

Diante de toda essa realidade e diante dessa passagem, o que nós podemos nos perguntar nessa noite é, quantas vezes nós mesmos pensamos em desistir? Pelo que você tem passado que tem feito você pensar em desistir? Talvez você pode estar pensando em desistir do seu trabalho. Talvez você pode estar pensando em abandonar os estudos.

Talvez você pode estar pensando em abandonar o seu marido ou a sua esposa. Ou talvez você pode estar pensando em abandonar os seus filhos. Você pode estar pensando em abandonar a sua família. Ou...

O que é ainda mais profundo? O que é ainda mais sensível? O que é ainda mais triste? Embora muitas vezes esteja menos na superfície. Será que você tem pensado em abandonar a sua comunhão com Deus? Será que você tem pensado em abandonar a igreja?

Será que você tem pensado em abandonar o plano, o projeto de Deus para você? Em abandonar a terra prometida para fazermos um paralelo com essa passagem que lemos essa noite? Eu quero dar uma boa notícia a você nessa noite.

Eu não sei pelo que você está passando e eu não sei o que é que você pode estar pensando em desistir, se é que você está pensando em desistir de alguma coisa. Mas eu quero dar uma boa notícia para você. Você não precisa fazer nada disso. Você não precisa desistir.

Você pode até estar experimentando a disciplina de Deus sobre você, como Israel experimentou a disciplina no deserto. Mas essa disciplina de Deus sobre nós é para gerar vida e não morte. Ainda que estejamos experimentando a disciplina de Deus na nossa vida, a disciplina de Deus é para gerar vida e não morte.

Nós temos uma oportunidade e um privilégio que o povo de Israel, que aquela geração no deserto não teve. A nossa condição é diferente. Nós temos uma oportunidade e um privilégio que o povo de Israel, aquela geração no deserto, não teve. É por isso que eu falei que a minha comparação, aquela aplicação que eu fiz lá no começo, era muito falha e muito parcial.

De maneira nenhuma eu queria comparar a minha família com aqueles dez espias ou com todo aquele povo. Mas nós tínhamos um desafio e nós estávamos diante de um impasse, diante de receios, diante de medos. E precisávamos buscar o Senhor para ficarmos todos na mesma página.

Nós temos um privilégio e uma oportunidade que o povo de Israel não teve no deserto. Nós temos a cruz de Cristo. Nós temos a morte e a ressurreição de Jesus. Lembram algo que eu falei bastante já aqui, você já deve ter memorizado.

O Novo Testamento está oculto no Antigo. E o Antigo Testamento está revelado no Novo. Se nós buscarmos qual texto do Novo Testamento fala dessa experiência de números 13, nós vamos chegar em Hebreus, capítulo 3 e capítulo 4. Então vamos para o Novo Testamento. Em Hebreus, na carta aos Hebreus, nós vamos...

Ver a afirmação de que o Senhor quer nos dar descanso. Nós não precisamos desistir porque o Senhor quer nos dar descanso. Hebreus capítulo 3 verso 12.

Cuidado, irmãos, para que nenhum de vocês tenha coração perverso e incrédulo que se afaste do Deus vivo. Ao contrário, encorajem uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama hoje, a fim de que nenhum de vocês seja endurecido pelo engano do pecado. Pois temos sido participantes de Cristo se nos apegarmos até o fim à confiança que tivemos no princípio. Verso 15.

Por isso é que se diz, hoje, se ouvirem a sua voz, não endureçam o coração de vocês como na rebelião. Salmo 95, versos 7 e 8. Como na rebelião, é como em Números capítulo 13.

Quem foram os que ouviram e se rebelaram? Não foram todos os que Moisés tirou do Egito? E contra quem Deus esteve virado durante quarenta anos? Não foi contra aqueles que pecaram, cujos corpos caíram no deserto? E a quem jurou que nunca entrariam no descanso dele? Não foi aqueles que foram desobedientes? Vemos assim que não puderam entrar por causa da incredulidade. Capítulo 4.

Portanto, uma vez que nos foi deixada a promessa de entrarmos, não em Canaã, mas no descanso de Deus, temamos para que nenhum de vocês pense que falhou em alcançá-la. Ainda que você esteja pensando em desistir, você não precisa pensar que falhou. Porque como eu mencionei, você tem a cruz de Cristo. Foi por você que Jesus morreu e ressuscitou.

Pois as boas novas, a boa notícia do evangelho, foram pregadas tanto a nós quanto a eles. Mas a mensagem que eles ouviram, de nada lhes valeu, pois não foi acompanhada de fé por aqueles que a ouviram. Porque nós, os que cremos, é que entramos no descanso conforme Deus disse. Por isso, jurei na minha ira, jamais entrarão no meu descanso.

Disse isso apesar de as obras dele estarem concluídas desde a criação do mundo. Tem uma certa reflexão sobre o sábado aqui, sobre o descanso de Deus. Nós podemos passar para o verso 11, mas é o mesmo tema. Portanto, Hebreus 4,11, portanto, esforcemos-nos para entrar nesse descanso.

a fim de que ninguém venha a cair, segundo aquele exemplo de desobediência. Então nós podemos todos entrar no descanso de Deus. Por quê?

Verso 12, porque a palavra de Deus é viva, eficaz e mais afiada do que qualquer espada de dois gumes. Percebem que contexto vem essa afirmação tão conhecida sobre a eficácia da palavra de Deus? Ela penetra a ponto de dividir alma e espírito juntas e medulas e é apta para julgar os pensamentos e as intenções do coração. Nada em toda a criação está oculto aos olhos de Deus.

Tudo, porém, está descoberto e exposto diante dos olhos daquele a quem havemos de prestar contas. Verso 14. Portanto, visto que temos um grande sumo sacerdote que adentrou os céus, Jesus, o Filho de Deus, apeguemo-nos com toda a firmeza ao que confessamos.

pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, ainda que sem pecado. Assim, aproximemos-nos do trono da graça com toda a confiança.

a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade. O verso 16 também é muito conhecido e a afirmação do verso 16, nos achegarmos ao trono da graça para encontrarmos graça, misericórdia e socorro na hora da necessidade, é nesse contexto. A carta aos hebreus foi escrita, como seu próprio nome já diz, para cristãos judeus.

E o contexto dessa carta é o seguinte. Houve um determinado momento em que o Império Romano se deu conta que a fé em Cristo não era uma seita do judaísmo. Ou seja, em algum momento o cristianismo foi...

separado na cabeça dos romanos do judaísmo. Em algum momento os romanos entenderam que os cristãos não eram seguidores da fé do judaísmo. Eles criam em algo completamente novo, embora surgido dentro da fé judaica. E aqui o detalhe é o seguinte.

De todos os povos que eram obrigados a prestar culto ao imperador, os judeus eram o único que tinha uma isenção. Os judeus eram isentos do culto imperial. Enquanto os romanos achavam que os cristãos nada mais eram do que uma seita, que o cristianismo nada mais era do que uma seita dentro do judaísmo, os cristãos podiam gozar dessa isenção.

O cristão podia ser deixado de fora do culto imperial. O cristão tinha desculpa para não adorar o imperador. A partir do momento em que ficou claro que o cristianismo não era uma seita do judaísmo, então os romanos passaram a obrigar os cristãos a participarem do culto imperial. Os romanos passaram a obrigar os cristãos a adorarem César como o Senhor.

Mas, para um cristão verdadeiro, não existe Senhor, senão Jesus Cristo. E aí, então, esse era o grande dilema. E o pastor Marco explorou isso recentemente na série sobre as cartas ao Apocalipse. Só que as cartas ao Apocalipse foram escritas para igrejas gentias. E aqui tem um fator complicador na carta aos hebreus.

O crente, o cristão judeu, tinha um caminho de volta muito fácil. Ele podia simplesmente retornar ao judaísmo.

Só que se ele retornasse ao judaísmo, o que diz o autor aos hebreus, ele seria como aquela geração que saiu do Egito, mas não quis entrar na terra prometida. Ele seria exatamente assim. E por isso aquela geração não entrou no descanso de Deus. Josué não deu descanso, mas Cristo nos dá descanso. E o que o autor aos hebreus está dizendo então é,

Ainda que você precise sofrer e ainda que isso custe a sua vida, não volte atrás. Não volte ao judaísmo. Não volte à sinagoga. Não volte aos sacrifícios. Porque Cristo, o nosso sumo sacerdote, apresentou o único e perfeito sacrifício. E Ele, como nosso sumo sacerdote, sofreu por nós. Ele deu a sua vida por vocês.

para que vocês possam dar a sua vida por ele. Essa foi a mensagem do autor dessa carta aos crentes judeus.

encorajando-os a não voltarem ao judaísmo. Porque se eles voltassem ao judaísmo, eles seriam como aquela geração que pereceu no deserto. Porque não entrou na terra prometida, não quis entrar na terra prometida. Assim também para nós, irmãos. Assim também para nós.

Deus tem um plano para cada um de nós. E muitas vezes as adversidades, as circunstâncias, os desafios da vida nos fazem querer voltar atrás. Nos fazem querer desistir. Nos fazem querer abandonar o plano de Deus. Nós não precisamos voltar atrás.

Nós não precisamos ser como aquela geração no deserto, porque nós temos a cruz de Cristo, porque por nós Jesus morreu e ressuscitou. O autor de Hebreus, então, nos convida a entrar no descanso do Senhor. E como eu mencionei, eu já fiz a aplicação da mensagem antes, já no início, porque quis compartilhar logo a boa notícia.

Mas a minha experiência esse ano foi de descansar no Senhor, esperando que Ele mesmo fizesse aquilo que eu não seria capaz de fazer pela minha força humana. Se eu apenas arrastasse a minha família junto comigo, eu ia gerar frustração, desentendimento. E aí então o que eu fiz? Eu fiquei orando.

Apenas. Fiquei orando. É claro que eu não fiquei parado. Eu continuei vindo aqui toda quinta-feira. Compartilhando a palavra com vocês. Mas eu fiquei esperando no Senhor. E realmente o Senhor me surpreendeu. A ponto de chegar no final do ano. E então toda a minha família está junto comigo nesse desafio.

pronta para entrar na terra que é boa. A terra é boa, mas o coração do povo de Israel não era. O nosso coração é uma boa terra semeada por Deus para que dê fruto, o fruto da palavra de Deus que é semeado e frutifica a 30, a 60 e a 100 por 1, como Jesus mesmo falou na parábola do semeador.

Nessa noite, nós refletimos sobre o capítulo 13 de Números. Nós vimos que a terra é boa, mas o coração do povo, não. Nós vimos que o Senhor disciplina Israel no deserto. A partir daí, podemos perguntar, quantas vezes pensamos em desistir? Mas ao olharmos para as adversidades, ao olharmos para as nossas fraquezas, ao olharmos para os nossos desafios,

Nós fomos lembrados pela palavra de Deus que o Senhor quer nos dar descanso. Não abandone o Senhor nem as coisas que o Senhor já colocou ou quer colocar na sua mão. Abandone a obstinação e a rebeldia. Entre no descanso do Senhor que está em Cristo Jesus, na sua morte e na sua ressurreição. Vamos nos colocar de pé?

Nós vamos cantar uma última canção, vamos cantar novamente. Mas eu queria convidar você, que está pensando em desistir, do que quer que seja. Queria convidar você a vir aqui à frente.

Queria convidar você que quer encontrar descanso no Senhor, que tem se visto afligido pelas circunstâncias, pelos desafios, pelo peso do pecado, pelo que quer que seja. Pode ser até que o fim do ano, com toda essa correria, esteja afligindo você. E você quer encontrar descanso. Se você quer encontrar descanso no Senhor, eu convido você a vir aqui à frente também, para nós cantarmos e encerrarmos esse nosso último quinto de quinta e fome.

culto de quinta-feira. Amém, Senhor. Eis-nos aqui. Eis-nos aqui. Clamando a Ti, Deus. Ansiando por entrar no Teu descanso. Sabendo que, na verdade, Tu já fizeste tudo o que era necessário.

porque tu, Jesus, deste a tua vida por nós. Sofreste no madeiro, mas ressuscitaste para nos dar vida, para que nós possamos entrar no descanso do Senhor, no descanso daquele que nos criou e cujas obras estão prontas, estão acabadas, cuja obra foi consumada na cruz de Cristo.

Que cada um de nós possa entrar no teu descanso. Que aqueles que estão com o coração pesado, pensando em desistir, possam encontrar diante do trono da graça, socorro, auxílio. E que a palavra de Deus, que é viva e eficaz, possa penetrar nos nossos corações, separando aquilo que é do homem daquilo que é de Deus. E que nessa noite...

tu encontre nos nossos corações uma resposta a tua graça e que todos nós possamos caminhar junto contigo em direção ao que tu tens para nós.

Nós não somos como aquela geração que pereceu no deserto. Nós não precisamos ser. Nós podemos caminhar em direção à terra prometida. Em direção à nova criação inaugurada pela cruz de Jesus Cristo, nosso Senhor. Recebe a nossa gratidão nesta noite. Em nome de Jesus. Amém.