Episódios de Terra Média

Atualizações da IA e o manifesto Palantir

02 de maio de 202650min
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Os peregrinos descortinam micro-dramas com frutas feitos em inteligência artificial numa indústria que se torna cada vez mais cara, assim como o manifesto tecno-bélico da empresa Palantir.

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Participantes neste episódio3
Á

Álvaro Costa

Convidado
E

El Guru

Convidado
R

Radiofónico

Convidado
Assuntos6
  • Manifesto Palantir e posicionamento político de empresas techManifesto de Alex Carp (Palantir) · Crítica à Silicon Valley e falta de patriotismo · Defesa de software como controle social e moral · Sugestão de rearmamento e uso de IA em guerra · Ideia de culturas superiores e inferiores · Críticas de mídia (Euronews, The Verge, Guardian) · Acusações de uso de software Palantir em Gaza e Irã · Conceito de tecnofascismo
  • Estratégia de aumento de custosAumento dos custos de energia e computação para modelos avançados de IA · Pressão por lucros na indústria de IA · Desafios ecológicos e de data centers · Fim da era da IA gratuita · Incapacidade da indústria de IA em gerar lucro · Crash da bolha da IA
  • Novelas de IA com frutasFenômeno viral de micro-dramas com frutas humanizadas · Personagens como Moranguete e Abacatudo · Uso de IA para criação de conteúdo e traduções · Brain rot e fórmulas televisivas · Uso de personagens em comerciais (iFood) · Comparação com Veggie Tales
  • Ferramentas de IA para vigilância e assédioVenda de ferramentas de IA no Telegram para vigilância · Uso contra parceiros e supostos adultérios · Doxing e recolha de imagens não consensuais · Relação com a 'manosphere' · Privacidade cada vez mais cara
  • Dicas culturaisDocumentário 'Finding Satoshi' · Filme 'The Bridges of Madison County' · Série 'Good Omens' (3ª temporada) · Livro 'Fame Sick' de Lena Dunham · Artigo sobre IA e criatividade (Matias Kassowicz) · Festival Indy Lisboa (mockumentaries) · Site Web Awards · Centro Leverhulme para o Futuro da Inteligência
  • Palavras cruzadas do New York Times e IAErro inédito em 84 anos nas palavras cruzadas · Suspeita de uso de Inteligência Artificial na criação · Autor Will Shortz
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Tudo o que faz mexer o mundo nasce aqui, na Terra-média. É aqui que ganham forma as grandes tragédias e as comédias mais hilariantes, as cartas de amor e as cantigas de escárnio, os romances realistas e as histórias surrealistas. É a terra do maná, do átomo, do bit, do bait e até do bitite. Se não está na Terra-média, é porque não existe.

Se não vejamos, esta semana percebemos que a indústria da inteligência artificial está a ficar mais cara com os custos de energia e de computação dos modelos mais avançados a subir. Leva, obviamente, à procura de mais e mais lucros, o que faz subir os preços. Apresentamos também o fenómeno das novelas de IA, com frutas, frutas sim, humanizadas, cujos dramas e romances viraram fenómeno no Brasil.

E mergulhamos no mundo bizarro em que as grandes tecnológicas estão a entrar, assumindo agora posicionamentos políticos declarados. Foi o caso do manifesto da gigante Palantir. E claro, temos novidades e recomendações. Juntem-se a nós, peregrinos, para mais uma exploração aos profundos filões da Terra-média.

Míriam-me de massagem. Caros Peregrinos, Álvaro Costa, El Guru, Radiofónico. Garanto que não vou fazer hoje nenhum manifesto. Daqui a pouco já entendi. É melhor não. Francisco Merino, professor de média, Kenia Nunes, ministro da Juventude, eu, Gonçalo Madail, simplesmente da RTP. Ora, voltamos aqui hoje, desta vez, para trazer este tema que tanto nos tem com a 형a de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência de violência

Perfeito gasto, digamos assim, saliva, metros de tinta, impressora, que é o tema da inteligência artificial. Neste caso, Quénia, porque achaste que era o momento de fazer aqui um alerta, aliás, ligado com algumas das conversas que temos tido nos últimos tempos. A inteligência artificial está mais cara, por razões óbvias. Os preços vão subir, este uso declarado dos chatos EPTs, dos Gemini's, dos co-pilots e companhia.

pelo menos nas suas versões gratuitas, está muito fácil, muito acessível, mas sabemos que por detrás disto há uma indústria que precisa de gerar mais lucro, porque os custos são grandes. Exatamente. São os custos energéticos, os custos de produção, os custos de processamento das novas máquinas, que já levaram até, já falámos aqui, a fazer subir os preços dos computadores, dos hardware.

Do hardware, dos computadores pessoais que estão a subir. De facto, sabemos todos que a inteligência artificial consome muito, é muito lindo, mas consome muito, consome muita energia. Temos falado até que esse é um dos desafios, se calhar, do século para a inteligência artificial, é onde é que se vai buscar tanta energia para potenciar tudo isto, este uso declarado que temos.

Trazes este caso Acima de tudo porque vale a pena Estamos num momento em que vale a pena assinalá-lo Começa a ficar visível Uma espécie de update sim Até fomos monotemáticos Se calhar em alturas sobre inteligência artificial E de facto é isso A era da inteligência artificial gratuita Acho que está prestes a acabar Ou pelo menos começa-se Bom talvez É uma expressão

Mas sim, há muito que nós falamos aqui Da incapacidade da indústria da IA De se Ou seja De conseguir atingir algum tipo de lucro Temos visto a pressão de vários investidores Dos investidores que têm aqui Trazido milhões, bilhões, trilhões De dólares para dentro Destes modelos de inteligência artificial Sem nunca conseguirem ver grande retorno Falamos do crash da bolha da IA Falamos de como é que eles vão conseguir Ultrapassar de facto essa O debate de gastronom

essa dificuldade da questão ecológica e dos data centers que têm construído em vários países. E, ultimamente, nas últimas semanas pelo menos, houve algumas medidas e algumas destas empresas que operam os modelos de inteligência artificial para tentarem suprimir um bocadinho os gastos ou pelo menos para conseguirem ter algum retorno, não é?

Uma espécie de reequilíbrio depois deste grande lançamento inicial. Exato. Sente que estas em específico recaem muito sobre os utilizadores, que são, se calhar, quem menos conseguirá dar retorno efetivo a estas grandes plataformas. Voltamos um bocado aos anos 90, o crash da internet, o crash bolsista, não é a mesma coisa, não são os mesmos relatórios, Francisco.

Mas é uma situação semeante, não é? A ideia é que o faroeste acabou. Francisco, deixa-me a revoca do Álvaro de introduzir isto. São enormes estes centros de dados que estão a ser construídos em todo lado. Cidades, claro. Do tamanho de cidades. Consomem como uma cidade cada um deles.

Depois temos, para além disto E para além do desafio empresarial Temos esta lógica dos investidores Que se puseram a pôr dinheiro nisto A achar que isto num determinado tempo Já estava a ter lucro E a coisa demora sempre um pouco mais E portanto geram-se as tais bolhas E estes crushes que a Kenya fala A Kenya traz um artigo da The Verge Que precisamente começa a dar esta alerta Que é que estamos a apertar o cinto Comecemos a apertar o cinto Para a expressão, Gonçalo E aí

Sobretudo aos pagadores, que é o aspecto mais curioso A quem investiu Sim, quem investiu e quem está a comprar estes serviços Aliás, andam imensas histórias Não sei se é de um algoritmo que deve andar afinado Pela malta anti-inteligência artificial Chegam-me imensas coisas E então apanhei, nos últimos tempos apanhei duas coisas Uma é listas de empresas mais ou menos constantes Que investem imensa em inteligência artificial Então

pediram funcionários e o retorno é mínimo porque vêm-se a pagar muito mais em tokens de inteligência artificial do que estavam a gastar com funcionários. E outra, uma história deliciosa que anda a correr a neto. Tem gente que trabalha na indústria de inteligência artificial que vai sendo paga com moeda artificial também.

Os tokens são basicamente Unidades de dado Sim, ou de processamento de inteligência artificial E então, saem-te mais caros Do que os funcionários que lá estavam a fazer aquele serviço Neste momento Mas há uma história deliciosa Que não sei se vocês apanharam E não sei se ela é 100% verdadeira Mas circula

Fica o boato Sim, fica o boato, imprima-se a lenda Como dizia o John Ford E então a história é a seguinte, há uma empresa qualquer norte-americana Que despediu um setor inteiro Para poupar 2 milhões, 2 milhões e qualquer coisa Contratou um sistema de inteligência artificial E ao fim de pouco tempo A inteligência artificial teve uma daquelas alucinações Que nós já aqui falámos E num momento custou 6 milhões À dita cuja empresa Que depois andou a tentar recontratar os mesmos funcionários Onde está?

para resolverem outro problema. Estas tecnologias estão ainda numa fase em que... Aliás, acontece-nos a nós, quando compramos um equipamento de uma tecnologia recente, sabemos que o estamos a testar, estamos a pagar mais do que deveríamos e a testá-lo. Podíamos fazer um resumo daquilo que a Grock tem lançado. Dava um livro do Mourner. Sim, sim. Agora, chama-se mesmo alucinações a estes devaneios, delírios inesperados de resposta que a IAS nos dá. As invenções da IAS.

Sem dúvida. Queres deixar um alerta final? Queres avisar o povo de todo o mundo que isto não vai ser bem assim? Bem, vamos ver, não é? De facto, estas empresas que são os maiores utilizadores, VA, da inteligência artificial, porque lá está, contratam estes modelos, têm tentado encontrar alternativas, VA, porque, de facto, por exemplo, utilizando o modelo da Anthropic, que é uma das grandes empresas de inteligência artificial, ou da OpenAI, que ainda não está tão próxima da qualidade do cloud, que é o da Anthropic,

Ou seja, a alternativa para isto É se calhar Utilizar em modelos de código aberto Os open source que nós temos visto Que com as potencialidades De ferramentas não verificadas Por exemplo o open claw Que tem sido usado para código E para aquele vibe coding que nós também já falámos aqui Podem se calhar eles próprios Irem conseguindo chegar Aos pés do que a inteligência artificial Mais avançada, digamos assim, consegue fazer

Por muito menos dinheiro. É isso, ou seja, vai haver sempre alternativas bastante mais baratas e às vezes até autogeridas, de certa forma, pelas próprias empresas e, portanto, aquilo que nós vemos é uma espécie de corrida a este lucro. A Anthropic, por exemplo, proibiu a utilização do OpenClaw, que é, lá está, uma third party.

ferramenta não verificada, uma espécie de assistente virtual que opera dentro. É como se fosse uma extensão do Chrome, por exemplo, que nós temos ali, que nos ajuda a fazer aquilo que precisamos. E só permite se os utilizadores tiverem o pagamento premium, ou seja, vamos começar a ver publicidade na inteligência artificial.

De qualquer forma que seja, o próprio 7GPT já tem Numa espécie de ferramenta, numa barra lateral E portanto é ver como é que isto vai ser E saber sempre que temos alternativas mais baratas E se calhar nós próprios Se começarmos a perceber mais ou menos da coisa Conseguimos chegar lá pela própria mão E como dizia o filósofo Cuba Gooding Jr. Há muitos anos Mostrem-me o dinheiro E é disso que estamos a falar Não é?

Muito bem, fica o alerta Veremos onde vai parar Vamos saltar para um outro tema A que eu chamo aqui Novelas da inteligência artificial Dramas e romances de frutas Mas na realidade vale a pena resumir a Moranguete e abacatudo A moranguete e abacatudo Brasil Eu obviamente perguntei em casa E a minha filha adolescente Mal perguntei, sabes de uma coisa Com novelas com frutas Moranguete e abacatudo O que é um debate?

Portanto, isto está a excederar o papo Porque é viral Começou no Brasil, mas alastrou Começou no Brasil, alastrou-se, entretanto Acho que até já há traduções também Elas feitas por inteligência artificial para outras línguas E bem, isto começou Entrou-me pelo algoritmo adentro E de repente estava sempre a ver Estas mini-microdramas Nós falávamos aqui dos micro-dramas

são mesmo telenovelísticas telenovelas com lá está imagens de frutas com tramas de traição gravidez inesperada adultério crime, estalinato churadeira acho que ainda não chegou a ideia das partilhas de família que é uma coisa muito típica das telenovelas mas lá chegará

Eu acredito que os grupos do WhatsApp brasileiros Devem estar inundados destas imagens De facto Nós já falámos aqui muitas vezes do brain rot Da podridão cerebral Que a inteligência artificial tem E eu acho que isto é o brain rot na seção mais pura da palavra Sendo que vai buscar Fórmulas muito conhecidas Quase televisivas Que nós já conhecemos

Enfim Tem feito imenso sucesso Tem sido mesmo viral Eu inicialmente até colocava Que não estava interessada neste tipo de conteúdos Mas é impossível porque ele arranja formas Ninguém sabe muito bem onde é que começou Porque são milhares de páginas Que entretanto fazem o mesmo conteúdo Com algumas diferenças no estilo Mas ao fim e ao cabo São sempre a Moranguete e o Abacatudo Que tem depois uma trama à volta deles Com o Bananildo, com a Pesseguete Enfim

É fantástico É muito divertido Já estive a ver e fiquei encantado E há um lado, digamos, infantil Mas não tanto infantil como isso Pois, não são de todo infantis Há um aspecto visual Há umas até que são meio eróticas

É um pouco estranho, não é? Porque, enfim, é a personificação destas umas frutas que de repente ganham personalidade e é tudo feito por inteligência artificial. Tenho uma banda sonora também bastante específica quando ouço o... já sei que é isso.

E já tem sido até Utilizado por marcas A iFood, que é uma marca de entrega de comida No Brasil, já utilizou a moranguete e o abacatudo Nos seus comerciais Portanto, bem, isto não sei onde é que vai parar Já tem umas semanas, eu acho, esta trend E depois é isso, nós nunca vemos muito bem a continuação Eu estou sempre a ver a mesma história repetida À exaustão, mas fico sempre a ver Por alguma razão, acabo sempre Obrigado

Por ver os vídeos Resume todos os predicados que estas coisas têm E é muito engraçado Muita cor, figuras visualmente Simpáticas Porque o são, não deixam de ser Mas depois lá está com esse trincado típico da telenovela adulta E tem-se gastado Pelo menos tem-se falado tanto de uma indústria multimilionária Dos microdramas e de repente está tudo aqui Claro, sim

Tu trazes um artigo muito interessante da Globo Precisamente da Globo News A dizer isso mesmo Moranguete e Abacatudo As mini novelas de IAC estão a abalar as redes Não faz a coisa por menos Mas eu ia tentar Mostrar um pouco Ou para os ouvintes ouvirem E os telespetadores verem Um pouco deste Moranguete e Abacatudo Um pequeno episódio Aí vai

Moranguete, hoje mais uma vez vou precisar ficar até tarde no escritório. As demandas estão muito altas, me desculpa. Te amo, mam. Tudo bem, Bananildo, bom trabalho. É hoje que eu tiro essa história limpo. Vamos ver se o Bananildo vai mesmo para o escritório ou vai se encontrar com a serigaita da Pesseguete. A Moranguete não desconfiou de nada? Não, lhe falei que ela é muito bobinha para descobrir. Falei que o trabalho estava puxado no escritório.

Minha intuição estava certa, eles estão juntos. O Bananildo está me traindo com a cebosa da Pesseguete. Isso não vai ficar assim. Vou passar todos os bens do Bananildo. O Moranguete é absolutamente maravilhoso. Estamos misturados entre dois por três, o nosso e o do Brasil.

E estas vozes não é super bem robóticas. É tudo... É fascinante, eu acho. Não sei como é que conseguiram. Ficaremos atentos. E também prova como é difícil adivinhar-se o que é que vai viralizar ou não. Porque se eu estivesse na sala quando me sugerisse vamos fazer um microdrama com a vida louca da fruta. Eu não sei se comprava.

A verdade é que é imprevisível Havia umas histórias bíblicas Que eram os Veggie Tales Que era basicamente a contar a história da Bíblia com os vegetais Isto é o nosso Veggie Tales Do século 2026 Bastante mais E esta um bocadinho só

Eu acho que isto vai dar também Ou filme, ou teatro Ou espetáculos Um dia destes vão virar figuras físicas É engraçado porque já tem havido Vídeos a brincar com isto Que é pessoas vestidas de moranguete E abacatudo a fazerem a inversão Do mundo digital para o real Esperem mais umas semanas e vamos ter notícias Termino o capítulo com esta expressão É muita fruta

Saltemos para outra coisa um pouco mais séria. Francisco, trazes tu este tema. As nossas grandes empresas tecnológicas estão a posicionar-se politicamente de forma cada vez mais declarada. Bem dizes tu aqui no início deste capítulo que não é de agora, como é óbvio, a relação entre...

grandes empresas e o poder, as grandes empresas e a política. Mas dizias tu, tudo sempre foi um pouco mais subliminar, um pouco mais elegante na forma de aderir, posicionar-se. Nós temos o caso, por exemplo, da imprensa, que em Portugal não é muito assumida, mas que em países como o Reino Unido, os Estados Unidos, os jornais declaram-se a favor deste ou daquele candidato. Mas havia uma certa elegância no mundo empresarial, tu relembras o caso da Coca-Cola, mas agora as coisas são absolutamente declaradas.

Sim, isso é que é surpreendente Deixamos só fazer aqui um pequeno recap Dos capítulos anteriores Nós já tivemos um episódio que dedicámos há algum tempo A esta Palantir Que não é uma empresa qualquer É uma empresa que opera muito com a inteligência artificial Mas é uma vendora de software Programadora, criadora, desenvolve softwares Que sobretudo abastecem a defesa As polícias, os governos E pronto, é uma empresa Bastante suspeita a vários níveis Ou seja, como é natural A começar pelo seu livro

E falámos deste senhor, ou seja, tem dois líderes para todos os efeitos. Um é o senhor chamado Peter Thiel, de quem também já falámos muitas vezes. Já me teve tudo, Francisco. Sim, e que recentemente foi ao Vaticano dar uma aula sobre o anticristo. Que ele acha que é a Greta Thunberg. Vimos aqui num episódio sobre ele. E aqui, este Alex Carp, que também na altura falámos que é uma figura extremamente bizarra, porque é um filósofo, que também não é muito normal nesta área.

que vem de uma escola neomarxista ou pós-marxista, mas que de alguma maneira se transformou numa espécie de grande porta-voz da vertente política da tech. Ora, o que é que ele fez agora recentemente? Ele lançou um manifesto. Exatamente. O manifesto lançou-o através do X, pelo menos foi no X que eu assedi a ele, e muito rapidamente conseguiu gerar uma enorme controvérsia na internet. Aliás, é difícil apanhar alguém que o defenda. Exato. A coisa é de tal forma...

Ou chocante ou demasiado à frente Que mesmo quem concorda tem algum pudor E não quer verbalizar esse apoio E então na prática é um manifesto Que tem uma série de pontos 22 pontos Ele está disponível no X para quem quiser ver Podemos fazer aqui uma versão mais ou menos Digerida da coisa Que é bastante Ou quase inteiramente baseado num livro que ele lançou Que se chama The Technological Republic

O nosso platão. Sim, é o nosso platão, exato. E, Francisco, uma distopia violentíssima e um dos aspectos é que a guerra científica e tecnológica já está em curso. Sim. Ora, na prática isto é... Ele dispara para todo lado. Primeiro, o alvo principal será a própria Silicon Valley, ou seja, as próprias empresas tecnológicas que ele acusa de não estarem comprometidas com os Estados Unidos da América, que deveriam fazer muito mais, que deveriam estar envolvidas na defesa. Ataca quase diretamente a própria Apple e a própria Apple.

Falta de patriotismo E aqui a falta de patriotismo Implica uma outra questão que é a privacidade E a defesa da privacidade que é algo que Palantir só põe frontalmente Vai muito contra Aquele espírito de inovação E de liberdade de expressão Que Silicon Valley era relativamente conhecido Aquele espírito californiano De repente não O que

Estamos aqui a construir iPhones e joguinhos e coisas. Não, nós temos mesmo é que partir aqui para as armas de guerra e para os softwares. Quase como uma... Vamos construir robozinhos com motelhadoras. Eu senti um bocado essa... Sim, exato. Eu, quando estive em Silicon Valley, fiquei admirado com o lado liberal. Exato.

Era libertário. Lembra-se disso, nós falamos disso. Agora, Francisco, é do Rio que vem esse transfer. O Tom tem muito a ver com uma espécie de não estamos a criar poder coercitivo suficiente, precisamos de utilizar estes softwares que nós temos e que nós podemos criar. Se nós podemos fazê-lo. E ele diz mesmo isso. Ele diz o software como uma forma de controle da sociedade, do incremento da moral ou das ideias.

Em relação ao Silicon Valley, o argumento até é mesmo que Silicon Valley tem uma dívida para com os Estados Unidos que tornaram esta indústria possível. Depois vocês falavam da questão militar, a questão militar é inacreditável, ele sugere entre a mobilização geral e o serviço militar obrigatório, vendo a ideia da necessidade de construir armamento com inteligência artificial, robôs assassinos, como tu dizias, obras, usa quase estes termos.

Na prática, escuda-se na ideia de que os outros também já o estão a fazer e então é essencial que os Estados Unidos o façam. Diz que a cultura dos Estados Unidos é bastante superior às outras, não é que existe de facto... Eu falo de culturas inferiores. Esse é o grande... Aliás, os dois mais... Que, de certa maneira, causaram mais impacto. Mais chocantes.

Um é ter implícita a ideia de que há culturas que contribuíram para a humanidade e culturas que não contribuíram para a humanidade. Parece arrancado um livro do século XIX, do imperialismo... E, Francisco, desculpa que estou perto de um edifício de adivinhar quais, não é? Sim, sim. E lês aquilo quase como se retirares algumas palavras e colocares a missão civilizadora do Ocidente, aquilo qual há ali bem. Deixa-me só relembrar que isto que estamos a ver não é uma mera obra literária posicionante.

É um manifesto de uma empresa privada Que está envolvida Para que se compreenda a gratidade Para depois também perceberes Como é que ela pisca o olho A todos os envolvidos agora E esse é quase o elemento anedótico Há também uma espécie de um choradinho Que é o choradinho de coitadas das pessoas conhecidas Que estão a ser extremamente escrutinadas Coitadas dos milionários Não há nenhuma sociedade que possa sobreviver Canto eu amarmos os milionários

milionários. Coitado do Elon Musk. De alguma forma também coitado do Trump. Todo o discurso é inacreditável vindo de uma empresa. E pronto, aqui interessa-nos mais a perspectiva de mídia. Ele fala inclusivamente que a pluralidade tosca democrática não serve para nada. Temos é que confiar naquelas pessoas que estão ali a fazer o que nós. A própria ideia de inclusão. A própria ideia de inclusão.

Trazes um artigo do Guardian Sim De opinião precisamente com isto que ia aqui lançar Que é só contextualizar Eu recomendo que o espreitem Porque ela faz uma análise muito boa Muito boa disto Aponta quase todos os pontos e de alguma maneira Faz uma espécie de uma síntese Deste manifesto Mandando uma ou outra piada Embora seja um assunto bastante sério Mas é evito

É quase impossível não olharmos para isto com algum humor. E recomendo vivamente para quem queira perceber. E é um vídeo relativamente curto por isso. De 23 de Abril. Sim. Ouçamos e vejamos.

Este frase do super vilão Encontramos-o em quase todos os jornais Do The Guardian em artigos Trazes aqui vários, não é? Vou já agora fazer isto Isto gerou, como tu dizes aqui Depois disto, uma autêntica explosão Nos médias, como tu dizias Foi relativamente generalizada A imensa crítica profunda a este manifesto Começas com um artigo da Euronews Precisamente Depois um outro da Verge Mas vamos primeiro à Euronews E aí

quer só descrever, fala precisamente disto, este devaneios de um super vilão. O termo, como eu disse, encontras em todo lado. Ou divagações de um super vilão. Sim, devaneios, divagações, ramblings, surgem... Ou seja, este mesmo termo é amplamente utilizado. E aqui a ideia das armas com inteligência artificial e a questão da inferioridade cultural. Dependendo um pouco do país a que ela é aplicada, vias formas diferentes de olhar para estas decorações, como vimos aqui, elas acertam em muito sítio. Na Inglaterra, por exemplo, o...

coordenador ou diretor da Palantir UK foi, de alguma maneira, quase obrigado a vir a público defender-se. Sobretudo porque o Reino Unido é um dos clientes da Palantir e uma empresa com objetivos deste género, um statement político deste género, obviamente suscita grandes dúvidas.

Não podiam publicar. Será difícil talvez encontrar uma potência mundial que não seja cliente da Palantir neste momento? Eu tenho andado à procura de Portugal, confesso. Desde que nós falamos da Palantir, eu faço uma busca. Nunca apanhei nada, mas nos últimos tempos comecei a apanhar alguns artigos que sugerem a possibilidade de países como Portugal a Palantir nunca surgir como ao fornecedor, mas sim recorrer à subcontratação em que haja outra empresa qualquer que está a concorrer a um concurso público português e que tenha a Palantir por lá.

Mas em relação a este supervilão, lembremos-me o Lex Luthor. O Batman. O vilão do Batman. Sim, o do Superman. Há quem fala do Spectre do James Bond. Exato, também vi o vilão do James Bond. A empresa do Robocop. Aqui várias referências da cultura pop. Sim, muitas mesmo, sim. Continuamos o rol de críticas para esse mundo fora. Neste caso, The Verge, que traz um título que eu acho que diz tudo. Sim, traduzimos o Manifesto de Palantir para seres humanos.

E então aqui a ideia é tentar, de alguma maneira, descascar este manifesto. A própria foto dele já é claramente a usar com a questão ou com o contexto. E é uma crítica assumida da Verge aqui. Sinto que é bastante interessante, porque eu acho que muitas vezes, pelo menos, é um pouco imperceptível estas questões destas empresas muito relacionadas com softwares, inteligência artificial. E há muitas palavras que nós não percebemos e é tudo um pouco abstrato. E este manifesto é super direto.

Muito bélico, muito concreto E portanto acho que também Mostra mesmo ao que vai A crueza é meio surpreendente Nós falávamos na semana passada Do facto do Sam Altman ser uma espécie Passa a expressão de autózinho Que não sabia muito bem, não dominava muito bem Aquilo que estava a fazer E o Alex Carpio acho que surge um bocadinho no oposto Que é um filósofo, uma pessoa Se não me engano era orientada pelo Heidegger Não, não, não

pelo Abermars, e que não foi depois o Abermars, a determinada altura acho que o recusou não se sabe porquê, mas dará origem também e portanto, tem claramente uma base filosófica, teórica, bastante cimentada e portanto, será que é pior seres um totozinho que está à frente de uma empresa de influência artificial ou seres um megamind?

Para quem não está a ver Ele parece que veio de uma Enfim, de uma festa all night Eletrónica E uns garrafais Óculos vermelhos Francisco, continuamos A Deutsche Welle também Traz um outro artigo

Traz um outro artigo e neste caso fala da questão das armas e inteligência artificial e aqui temos de ter em conta que a Deutsche Welle é alemã. Aliás, há uma parte em que a Alemanha e o Japão são mencionados neste manifesto porque ele sugere o rearmamento da Alemanha e do Japão. Que é uma coisa que na Alemanha é um assunto sensível necessariamente. E no Japão creio que sim também. Sim, sim, sim. Muito bem. Entramos num domínio de conclusão depois desta explosão mediática em torno deste manifesto surpreendente, para não dizer outra coisa, Francisco.

Passamos a uma conclusão Ele veio de certa maneira dar razão Aliás veio aqui literalmente apresentar o argumento Para quem tem alertado Muitas vezes para o perigo da inteligência artificial E para o perigo que estas empresas podem representar Surge uma ideia de tecnofascismo É isso, o termo tecnofascismo Que seria um termo que ouviríamos mais de ativistas Ou dentro de determinados círculos políticos Apareceu em imensos jornais de referência Aliás, o Yanis Varoufakis que tem um livro Que é o Tecnofeudalismo

Responde ponto a ponto Há um artigo que está traduzido Para português Em que ele ataca ponto a ponto Ou pelo menos analisa ponto a ponto Estes itens do manifesto E que também faz isto de verdes Traduz para a linguagem humana Quando não é 100% claro ele traduz para a linguagem humana O que é que ali está dito

Sobram exemplos já do que são estes impactos, inclusivamente dentro da empresa Palantir. Sim, achei curioso, porque é quase na mesma data em que isto andava a ser discutido. O Ayr tem um artigo em que os funcionários da Palantir começam a desconfiar que são os maus da fita, os vilões e não propriamente os bons. Faz lembrar uma meme muito conhecida.

o título do artigo é não somos nós o título dos vilões funcionários da Palantir começam a perguntar se são eles próprios os vilões sim, e que de alguma maneira também parece que este género de artigo e por isso é que é estranho uma empresa assumir isto de forma tão clara, embora a Palantir seja um pouco diferente da generalidade das empresas tech, porque tem um ou dois ou três clientes principais

E daí talvez não acham que terá por isso Ou seja, não há aqui, digamos, uma relação Com os clientes de forma direta Não é um retalho E portanto pode dar-se ao luxo de fazer manifestos destes Porque os seus clientes São de facto os estados e os universos militares E em particular Nós já sabemos A partir da que os softwares da Palantir São utilizados para Conseguirem chegar Às pessoas que estão sinalizadas pelo AI Se supostamente O que é?

Foram utilizados para atacar escolas e hospitais em Gaza e no Irão. Portanto, se já se sabe que isso acontece, qual é que é o próximo passo? O manifesto, se calhar, não é assim tão chocante, não é?

E ele próprio já o tinha dito. Aliás, nós citámos nesse programa uma frase dele, que é nós criamos este software para vigiarmos os nossos inimigos e, se necessário, matá-los. Ele assume isto claramente. Portanto, habita numa espécie de ecossistema de governos e empresas militares e ministérios de defesa que lhe permite se calhar não haver essa questão do marketing moral que é... Não faz xismo.

Pode dizer o que lhe apetece porque não será por aí que vai perder o negócio Não gera um bando de indignados Digamos assim Ficaremos atentos, eu creio que inevitavelmente atentos Passemos a esta Esta vem do Álvaro E é um artigo que da Wired também De 8 de Março Que diz precisamente isto Há privacidade ou ferramentas À venda no Telegram Que gente

especialmente homens, compram para utilizar contra as suas mulheres, os seus supostos adultérios, os seus amigos e afins. Portanto, tudo o que possa provocar aqui bullying, provocação, ameaça, extorsão e afins, há pequenas ferramentas à venda de inteligência artificial, supõe-se, penso eu, Álvaro, que estão à venda. Temos aqui uma imagem, para quem nos está a ver, muito interessante. As cores negro e vermelho indicam também...

Alguma intensidade expressionista Mas o que é Muito interessante é Men, homens É uma questão de manosfer Por outro lado A ideia do que é a privacidade Hoje em dia No passado Se tínhamos alguém Ou tentásemos Arranjar alguém que fizesse esse trabalho Hoje

Qualquer um de nós pode ser uma espécie de agente de uma agência de espionagem privada. Trago ao contexto recentemente um relatório de muitos professores na escola pública em Portugal preocupados com o discurso de ódio.

uma espécie de promoção de um certo machismo e misoginia, junto dos alunos, particularmente dos rapazes, que utilizam as redes sociais e, enfim, a exposição das próprias redes, já para eles próprios se degladiarem ou confrontarem, para eles, os mais fracos. Ora, isto é um bocadinho mais sofisticado. São ferramentas de pirataria, de inteligência artificial, que permitem coisas como a geolocalização não consentida... Imagens não consentidas. Imagens não consentidas. O artigo começa exatamente por aí, não é?

traz um negócio, digamos, associado a estas ferramentas. E que me parece que aqui é o principal, porque as ferramentas para tu investigares o telemóvel do teu parceiro, elas são muito mais comuns, não requerem nenhum hacking deste género, e são mais transversais em termos de género do que isto. E aqui falas especificamente o artigo...

De recolher imagens não consensuais Manofero também É um tipo de tema Que interessa especialmente Dentro do universo masculino E são crimes em que Normalmente cometidos por homens O da vigilância Que também é massificado hoje em dia dos telemóveis É mais abrangente Não será só feminino Aquelas aplicações em que permitem Saberes onde é que a pessoa está O papel do teu

ligou, são mais abrangentes. Estas em particular, que têm a ver com doxing, saber quem é que é uma pessoa que eu contactei uma ou duas vezes, e não interessa tanto ao público feminino, não tem o mesmo target, e esta ideia de recolher imagens, sobretudo nudes da pessoa, imagens nuas da pessoa, expostas.

são claramente destas ferramentas. O Telegram é onde se partilha mais. Tem menos controle do WhatsApp e de todos os outros e favoreceu a emergência deste género. Claramente é uma venda de armas virtuais, por si é que se lhes pode dizer assim, de uso comum para consumidor comum para ataque também ele próprio interpessoal e não em massa, não em grupo. Portanto, já podemos hoje atacar pessoas comprando com estes pequenos negócios estas ferramentas de pirataria e afins baseadas em inteligência artificial.

E às vezes basta muito pouco. Basta o número de telefone, basta meia dúzia de referências para conseguir fazê-lo. Daí haver cada vez mais esta precaução de não responder a SMS, não responder a pedidos de dados que nos pedem a todos. Às vezes é difícil. A privacidade também se está toda mais cara. Sim, claro. Esses feitos são tão bons. Já me aconteceu.

à última hora, é lá. São muito bem feitas e muito sofisticadas. Muito bem feitas, atenção. Mais uma para ficarmos atentos. Vamos para as recomendações. Primeiro, um documentário que o Álvaro quer sugerir chamado A Procura ou Encontrando Satoshi. E quem é Satoshi?

Isto está neste momento Estamos aqui a ver imagens também Para o nosso público televisivo Está em .com, irá passar certamente Para uma plataforma E tenta descobrir a identidade Do, enfim, mitológico Inventor De várias Satoshi Hakamoto Quem é? Quem será? E o documentário procura Tentar encontrar a identidade Se é que existe O que é?

Do inventor da Bitcoin O criador da Bitcoin Que ninguém sabe bem quem é Mas que supostamente tem este nome Vamos à procura O documentário está disponível para já no próprio site FindingSatoshi.com É muito interessante, acredite É um trabalho feito em Libertado em 2022 Mas que seguramente com o tempo Vai ganhar expressão E vai estar disponível no streaming Em todo o lado Vamos ver um pouco desse trailer e ouvir

É uma das mais grande-facelhadoras de inovadoras de décadas. O inventor, Satoshi Nakamoto, completamente desaparece. Uma das pessoas mais famosas do mundo. Não é a natureza humana de não tocar em um milho. Nós temos uma janela entre os principais dos seus seus inimigos. Você não quer dizer quem... Eu não playo o jogo de especulação de quem é Nakamoto. Bill, eu sei quem Satoshi é.

Um trabalho de suspense Parece um thriller, não é? Precisamente Mas é um thriller, acredito que é Vamos para um filme, neste caso Álvaro também sustentua Com a belíssima Michelle Pfeiffer Em dueto fantástico, segundo a crítica Com Kurt Russell, chamado The Medicine

do melhor que eu tenho visto e de tal maneira... Vem dentro da coleção, chamemos-lhe assim, Yellowstone, que é esta moda recente que trouxe de novo o ambiente do Oeste. Salvagem, como contraste para o mundo digital. Ela aparece como uma viúva.

de um multimodionário, que é obviamente o Kurt Russell, que decide reformar-se, e são a ver aquelas imagens ali, os nossos espectadores, reformar-se numa zona de Montana. Uma quinta.

Eu nem chamaria Quinta, umas cabanas. A família vai pela primeira vez ao local, porque são da alta sociedade nova-euroquina. A Michelle Pfeiffer e a família vivem em apartamentos de milhões. E há aqui a procura do eu. No caso do Michelle Pfeiffer, que eu tive a oportunidade...

De ver num concerto Porque a irmã dela era casada com o músico Jude Cole Admiro-a muito Muito simples Uma imagem fortíssima E tem mantido esse respeito por si próprio A não fazer Demasiada plástica Enfim, cada um é que sabe da sua vida Mas no caso dela tem mantido essa imagem Podem ver imagens Absolutamente fabulosas Neste filme Do Montana Montana

É realmente uma viagem ao interior, ao espaço interno de cada um de nós. Vamos ver e ouvir um pouco deste trailer que está na Paramount Plus, disponível, chamado The Madison, e já agora em Portugal, na Prime Video. The Madison, aqui fica.

Este foi o lugar favorito na Terra. Eu posso sentar naquele piscina e eu posso sentir ele.

Um sabor desta... Incrível. As fontes de Madison County, de County 2, de Clint Eastwood. Exatamente. Mas é muito curioso que com Yellowstone e com outros, tem vindo outra vez... Vem tudo a partir de Yellowstone. É uma espécie de regresso a esta ideia da paisagem do Oeste. Que não é bem só o Western dos cowboys, mas deste Oeste, desta América profunda. É procurando uma alternativa à vida que nós temos hoje em dia. Voltar à natureza. Muito bem.

Vamos para uma série, Francisco Good Omens Desse escritor chamado Neil Sandman Neil Gaiman Sandman é uma das obras O Sandman que também é uma série É uma das obras Neste caso há mais temporadas E está na Amazon Prime Sim, é terceira temporada Temia-se porque o Neil Gaiman foi cancelado E temia-se que não voltasse Sim, aliás não foi Não sei se ele foi ou não Não tenho lido nada dele

A série foi cancelada A outra, o Sandman foi cancelada Esta não Em português tem o nome Bons Augurios Que é uma palavra sempre difícil de dizer Tecnicamente acho que é mesmo É uma palavra que não é muito bonita

E na prática é a história do... é mais britânico, aqui não é o Montana, a nossa base, é a boa e velha Inglaterra, e é a história de um anjo e de um demónio no sentido mais velho testamento possível do termo, muito, muito divertido.

Que vivem na atualidade Mas embora haja uns só aspectos sucessivos Em que eles mergulham no mundo do Velho Testamento Sempre Recomendo a quem só agora está a ver isto pela primeira vez Que vá para a primeira temporada E não salte já para esta terceira Que vá à primeira porque vale a pena Então aqui fica esta anuncia A estreia ou o regresso Neste caso a terceira temporada De The Good Omens Está na Amazon Prime Estreia há 13 de maio esta temporada 3 Ouçamos e vejamos um pouco do trailer

É só um cheirinho que esta dupla de atores é absolutamente notável. Vamos, Kenia, para um livro. Neste caso, Fame Sick. Fame Sick. Eu, por acaso... Traduzirias como, neste caso? Doente de fama, talvez. Doente pela fama. Doente pela fama.

Porque isto tem claramente um duplo significado. Isto foi escrito pela Lina Dunham, que é realizadora guionista de uma das grandes séries de HBO dos últimos 20 anos, talvez que é Girls, que basicamente narra a vida de quatro raparigas millennial depois da faculdade em Nova Iorque, uma espécie de sexacidade para raparigas um pouco mais jovens, digamos assim.

E a Lina Dunham sempre foi uma figura bastante controversa Ela auto-entitulou-se Na altura com uma voz da sua geração O que fica sempre engraçado E ela escreveu este livro Ela já tem uma autobiografia Anterior a esta que é Not That Kind of Girl Não sou esse tipo de rapariga

E agora surge esta porque Alina, de facto, e lê-se muito bem para já, porque como há tantas referências do universo audiovisual dentro da obra dela, parece que estamos quase a ler um livro com imagens, não é? Porque ela fala muito sobre a série, sobre como é que começou, ela trabalhava muito com o Jude Apatow, que também é um guionista bastante conhecido das Leeds de Hollywood.

E como é que ela entrou para este mundo Do showbiz e da fama Como é que ela se confrontou Com quezílias Com outros atores com quem ela trabalhou O Adam Driver é um deles Reconheci o Kylo Ren Me toca a expor comportamentos dos atores Sim, sim Mas eu acho que ela é muito conhecida por

Sim, sim, ela é bastante polémica Também por causa disto Sim, conflitos com outros atores Sim, ela é uma personalidade Meio too much Ela aliás tem uma série que saiu o ano passado Que se chama mesmo Too Much De Mais Que é baseado na vida dela E naquilo que aconteceu com ela

E, de facto, para quem gosta muito deste universo millennial de Hollywood, uma coisa que já não é tão glamourizada e que nós sabemos que também tem muito de tóxico e tem muito de dramas e bifes e etc, é bastante interessante. Ela fala aqui sobre...

Bem, várias personalidades Há todo um movimento online Para tentar descobrir, porque ela às vezes não diz os nomes Há pessoas que partilham Powerpoints na internet Para tentarmos descobrir quem é quem Deixam pistas Deixam várias pistas Bem, eu como fascinada pela Lina D'Anami Tudo o que ela já fez até agora Estou a divertir-me imenso a ler este livro E de facto é giro porque Deixam

Conseguimos perceber precisamente Qual é que é o momento Que ela fala sobre a série, por exemplo Ou sobre outros bocadinhos da vida dela Pessoal, privada Ela é uma espécie de Nepple Baby Que cresceu em Nova Iorque com pais artísticos E artistas E portanto é muito giro E foi um dos livros, aliás, que eu no início deste ano Tinha sinalizado como uma das Uma das grandes Apostas para o ano E de facto cumpriu-se E pronto, eu recomendo o Femme City

Fame Seek da Sra. Lina Dunham Um livro para recomendar Vamos para um artigo interessante Deste senhor chamado Matias Kassowicz Realizador, filho de Peter Kassowicz Também, já agora Que deu uma entrevista a Álvaro Que tu recomendas Uma coisa que eu acho que vai acontecer mais tarde ou mais cedo Eu vi isto daqui a dois ou três anos Enfim

Estar a balizar o tempo nestas coisas é um risco. Mas pronto, daqui a algum tempo, talvez a questão se os atores são inteligentes artificial, se a música tem inteligência artificial, quais são os limites, quais são as fronteiras, enfim, toda uma série de questões que nós agora colocamos.

Ele próprio diz, estamos aqui a ver Daqui a dois anos ninguém se vai importar Se os atores são ou não Ele que é o ator do Leyen O ódio é poderosíssimo Eu acho que ele tem razão Ele é ator, não é? Ele é o famoso Ator que contracena com a Amélie

Mas neste caso do Lahane, e como outros, tem uma carreira filórica muito interessante. Mas é muito interessante esse aspecto. A ideia que daqui a dois anos, se calhar, a questão da inteligência artificial será incluída na criatividade humana. Em princípio eu tenho razão. Eu gostava era, se sugerisse a mesma coisa em relação aos realizadores, se eu não daria dois saltos na cadeira imediatamente. Exatamente.

Falamos de um realizador que também sempre foi ator E foi sendo ator É uma ideia global que ele tem E que me parece muito interessante Que se pode aplicar a várias áreas artísticas Ou performativas Não gosto nada Não estou a gostar muito da ideia Também não sei se ele está a dizer isto Tem direito a isso Enfim, vale a pena ler Porque pode ser apenas um comentário Não opinativo Ele está a trabalhar num filme Com a inteligência artificial Então pode ser uma forma de se autojustificar Então pode ser um comentário

Daqui a uns meses veremos os... Nada como ler o artigo do Guardian que o Álvaro trouxe. É de 22 de Abril e deixaremos aqui também exposto no site da RTP Antenu. Kenia, recomendas um evento? O Indy Lisboa. Recomendo o Indy Lisboa, que começa agora no dia 28 ou 29 de Abril. Já começou, na verdade.

E vai até 10 de maio Sendo que gostava de dar especial atenção A uma secção específica Dedicada aos mockumentaries Portanto, os documentários a brincar Que maravilha, este que vais falar Exato, um clássico, lá está Se calhar um dos filmes fundadores Do movimento mockumentaries Que é o This is Spinal Tap, do Rob Reiner Que deixou-nos este ano ou ano passado

que é um documentário sobre uma banda de rock dos anos 70, os Spinal Tap, que vai passar no dia 9 de maio no Indie Lisboa. Há uma data de outros filmes bastante... Há um que vinha na tua lista que me recordo particularmente, que é o Setup RT à Prevue. Exatamente. Em inglês já é mais fácil. Tem um título em português fantástico chamado Manual de Instruções para Primos Banais. Exatamente.

Que é uma história absolutamente notável, pesadíssima, de um assassino profissional. Portanto, um entrevistador ou um jornalista que segue a vida, o dia-a-dia de um assassino profissional. De um assassino profissional, que é ótimo. E que, quando vi pela primeira vez, na verdade, eu achava que vinha dos tempos da novela vaga. Porque aquilo tem tanto... Sim, é para que branco. Sim, é o mesmo... Que eu saí, eu fui ver à Cinemateca e saí de lá a pensar, bem, eles nos anos 60 já estavam super... E depois fui ver e não, aquilo é de 92, não é?

É um momento brilhante quando ele encontra a equipa de vídeo E ele está com a equipa de cinema E encontra uma equipa de vídeo a fazer outro filme No fundo Há aqui uma homenagem também a todos nós A Rob Reiner Sim, sem dúvida Mas toda a programação do Indies Está bastante carregada Este dos mockumentaries em específico Mas enfim, convido-o

Somos parceiros oficiais também aqui na RTP Do Índia, naturalmente E aí fica recomendado o evento Vamos para um site, Francisco Trouxeste na semana passada Trouxeste uma referência, mas agora queres recomendar o site Sim, vou recomendar o site Web Awards São os prémios Já são 30 edições São os prémios da cultura da net Dos conteúdos que circulam na internet O que é um episódio de 5 de junções?

Vou recomendar mesmo o site Porque acho que é bastante curioso Para quem tem algum interesse neste género de coisas Nós mostramos aqui muitas delas Que passe por lá para perceber o que é que tem sido feito Não há propriamente oferta portuguesa Ou muita oferta portuguesa relevante A concorrer neste campo Nós também portugueses não seremos propriamente quem está na vanguarda disto E curiosamente assinalar Que uma das webseries que nós falámos aqui Que era o Brooklyn Coffee Shop Ganhou um...

Foi vencedor De uma das 500 mil categorias Eu acho que sobretudo Mais do que as categorias é difícil navegar no site Porque o mesmo conteúdo muitas vezes está em várias categorias Eu confesso que não fui votar nesse Fui votar num outro que um dia trago aqui Que é um senhor chamado Vic Mensa Que normalmente faz uma espécie de um editorial Enquanto come uma laranja

E ele vai sempre apanhar a laranja Ou... Aliás, até se chama Orange Tree E ele vai falando, falando, falando E vai descascando a laranja Mas infelizmente ficará para outro ano O Vic Mensa não ganhou este ano Mas recomendo que espereitem Pelo menos quem tiver interesse Para este ano de linguagens e produtos Que saem da internet

É a 30ª edição e o site oficial ficará também recomendado aqui por nós no site da RTPTN1, da Web Awards, os prémios da web, basicamente. Ora, fecharemos mais uma vez, e eu volto a ter esta rúbrica que não deixa de ser uma recomendação, mas que tem um lado sempre muito interessante, ou divertido, que faz pensar, neste caso trazida pelo Álvaro, que é normalmente o campeão destas rúbricas a fechar.

Neste caso, o centro Leverhulme para o futuro da inteligência Dá uma ideia de qualquer coisa Tipo James Bond Tem uma base em Oxford É, acima de tudo, uma metalinguagem Não meta, enfim, americana Ou seja, é sobre Inteligência Artificial, mas como se fosse uma revista

Ou seja, já temos dentro de toda esta explosão Uma revista, ou se quiserem um concentrado Onde podemos ir ver tendências, novidades, está tudo lá Sim, este pelo que eu percebo, e é uma rede, está fundado na Universidade Tem Oxford

Mas já está ligado a algumas universidades Pelo mundo fora Traz estudos sobre a inteligência Ele é acima de tudo sobre a inteligência artificial Mas tem muitos estudos sobre a dinâmica da inteligência Com grandes pensadores Académicos Mas também as bolsas

muitos estudos, tudo em torno da inteligência. É uma ajuda a qualquer um que não esteja tão por dentro deste assunto. Quer dizer, mais ou menos, porque isto é um centro de investigação académica, não sei se é acessível a qualquer um. A Universidade de Cambridge até não é uma... não é bem... Sim, mas eu referi uma linguagem... Sim, dissemos Universidade de Oxford, mas é Cambridge, peço desculpa.

É do outro lado do Rio, mas enfim. Mas é pretensão necessária de Canberra. Isso causaria uma guerra mundial, não é? Fraticida. Ainda bem que somos portugueses. Não fazer esta distinção. Mas a linguagem é bastante interessante e apelativa. Portanto, enfim, podemos lê-la com alguma relativa facilidade. A Kenia quer comentar.

Não, na verdade eu queria trazer aqui uma Não quero competir com o Álvaro, mas também tinha uma bufie Mas posso competir Pela primeira vez em 84 anos As palavras cruzadas do New York Times Foram impossíveis de terminar Porque havia um erro E portanto na internet causou bastante seleuma E estão a acusar O New York Times possivelmente de utilizar Inteligência artificial para terem feito A palavra cruzada em questão E portanto o primeiro erro em 84 anos Lembrando-me que estávamos a falar aqui do impacto O New York Times

da inteligência artificial e então assim, alegadamente, não é? Não sabemos ao certo. Será que pegaram, é de pegar nessa caixa e enviá-la para o centro de Lebron. É um erro grave a ter acontecido porque as palavras cruzadas do New York Times são uma peça de autor. Exatamente.

O senhor chamado Shorts E cá também tivemos muitas vezes Embora é fantasma Mas há autores de Palavras Cruzadas Este até chegou a fazer caminhões Em filmes e em séries Lembro-me dele entrar no episódio do I Match Your Mother Em que ele aparece com o Piktor Bogdanovich Se não me engano numa festa E lá estava o Shorts É isso, há toda uma dinâmica

E uma maneira de fazer as palavras cruzadas do New York Times. Não é segunda-feira, são temáticas, as domingos são dificílimas e quase impossíveis de completar. Mas, de facto, não se sabe se foi mesmo inteligência artificial ou não, mas é o que se tem dito aí. E, portanto... E estamos a falar as palavras cruzadas do New York Times. É verdade. Sou grande fã. Caiu um mito ao fim de 84 anos.

Ora, este programa teve a produção da sempre incrível Cristina Condinho, teve aos cuidados sonoros o Fábio Ribeiro, teve também na magia auditiva e por trás de alguma sonoplastia o Guilherme Marques, teve na magia do vídeo o Filipe Ligeiro e a Maria Samelo, temos estes dados todos na Navemãe, do site da RTP Antena 1, deixamos lá estes links com estas referências para consultarem e mergulharem, e até chafredarem, se entenderem.

E estamos também, não só na RTP2 Mas em podcast Como diz a Kenny, ou gosta que eu diga Onde todos os podcasts podem e devem estar Até para a semana O médium é o massage

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