Ep 133º - A HORA DA ABOBRINHA FAZ 5 ANOS (E o criador veio reponder !!!)
Chegamos à marca de 5 anos de podcast! 🎃✨
Para comemorar esta meia década de humor leve, conversas descontraídas e muita história boa, preparamos um episódio para lá de especial: a nossa incrível host **Nancy Star** assume o microfone e coloca o criador do *A Hora da Abobrinha*, Ruy A Schnaider, na linha de frente!
Neste papo comemorativo, repassamos os bastidores dessa jornada, as curiosidades que marcaram nossa trajetória e as histórias por trás da criação do programa.
Dê o play, celebre conosco e venha conferir o que acontece quando o criador vira o entrevistado!
Trilha sonora:
- Tema : AHDA Oficial , , , criação de Ruy A Schnaider
- Presença do Espírito Santo - (intrumental) - ClipChamp
- Vinheta final do podcast AHDA
Nancy Star
Ruy A Schnaider
- A criação do podcast A Hora da Abobrinha durante a pandemianascimento em meio à pandemia de 2020·inspiração em escrever memórias humorísticas·descoberta do formato podcast·aprendizado na Escola do Podcast
- As histórias mais marcantes e o futuro do podcast A Hora da Abobrinhadificuldade em escolher a história mais maluca·episódios hilários e culturais·maratona para descobrir abobrinhas·continuar levando bom humor nos próximos 5 anos
- O processo criativo e a fonte de inspiração para as histórias do podcasto manicômio Terra como produtor de situações·criatividade para transmitir bom humor·observação de cenas cotidianas·imaginar algo engraçado em qualquer situação
- A importância do humor e o slogan 'Mais Humor Menos Rancor'combater o mau humor e a névoa cinzenta·minimizar tensões diárias do ser humano·adaptação do slogan inicial·adição do 'por favor' ao slogan
- O propósito do podcast como forma de deixar uma marca pessoalpodcast com o perfil do criador·mundo de assuntos controvertidos e inacabados·transmitir bom humor para viver com esperança·ter fé e paciência como ensinamento sagrado
- Mensagem para o eu do passado através de músicas e conselhosmúsicas de sucesso de 20 anos atrás·preferência por rock and roll e orquestras·Quando a Chuva Passar de Ivete Sangalo·Bad Day de Daniel Poulter·recomeço e resiliência como conselho
Eu ouço abobrinha o ano inteiro, é muita baboseira de janeiro a janeiro. A hora da abobrinha é a boa da hora. O resto você pega e joga para fora. No manicômio, terra tem um tu absurdo que a gente se espanta e até fica mudo. A hora da abobrinha é a boa da hora. O resto você pega e joga para fora. Pratique mais humor e menos rancor. Afasta suas mágoas e até sua dor. Queridos obstinados ouvintes do podcast A Hora da Abobrinha, setembro de 2026 completamos exatamente 5 anos de histórias hilárias, leves e sem nenhuma polêmica sobre o nosso incrível manicômio Terra que habitamos desde que aqui chegamos.
Mas hoje a regra muda. Sem aquela introdução tradicional, eu, Nancy Star, a host deste programa, tomei o controle do microfone para sabatinar o cara por trás de tudo isso, o criador produtor e roteirista, Rui Schneider. Então, obstinados ouvintes, sem enrolação e sem tempo a perder, o Manicômio quer saber, querido Rui Schneider, como nasceu A Hora da Abobrinha?
Olá, Nancy, é um prazer enorme estar com você aqui em nosso episódio especial comemorando o 5º aniversário do podcast A Hora da Abobrinha. O podcast, ele nasceu no momento em meio à pandemia de 2020, quando fui obrigado a ficar em casa. E como sempre fui ativo, lembrei uma frase lendária onde dizem que um homem aos 50, 60 anos se realiza ao escrever um livro contando suas memórias. Então resolvi contar minhas memórias, mas com um tom humorístico, apesar de serem histórias reais.
Comecei contando como surgiu o planeta Terra e, como tenho por lema, não comento nenhum assunto que envolva religião, futebol, política e demais assuntos polêmicos. Acontece que ao estar escrevendo o livro, uma nova onda começava a surgir nas mídias brasileiras, através de jornalistas, comentaristas esportivos, etc., o tal do podcast. Fiquei curioso, pesquisei no tio Google, que todos conhecem, e depois de entender o que se tratava, o tio Google me levou ao seu primo mais velho, o YouTube, onde já existiam cerca de 5 ou 6 canais que ensinavam a fazer um podcast.
Então me dirigi àquele título mais intuitivo e que mais parecia confiável, denominado Escola do Podcast, que existe até hoje, dos obstinados amigos Eduardo Smith e Jefferson Pérez. Vou deixar o link nos comentários. Aliás, ser obstinado é nosso lema dentro da Escola do Podcast, pois tem que gostar da coisa para se chegar a 5 anos de episódios. Alguns começam e depois do 5º ou 6º episódio acabam desistindo. Isto não é chute, não se trata de um chute, trata-se de um levantamento feito pela ABPOD, Associação Brasileira de Podcasts.
Na Escola do Podcast pude de fato aprender a produzir, editar e publicar um podcast, bem como seus episódios. Uma curiosidade que sempre perguntam é como cheguei ao nome título do podcast, A Hora da Abobrinha. Inclusive, essa é uma dica da Escola do Podcast. Fiz um brainstorm, ou uma tempestade de ideias, com amigos, familiares próximos, colegas antigos, e cheguei a este título baseado numa página de uma amiga antiga que postava em seu Facebook sempre contando alguma piada ou assunto hilário.
Essa página chamava-se Hora da Abobrinha. Daí surgiu A Hora da Abobrinha, podcast de humor leve e saudável, com o nome registrado por mim no Instituto Nacional de Propriedade Industrial.
Sobre os bastidores e o processo criativo. Roi, com toda franqueza, 5 anos criando histórias do zero a todo instante. De onde você tira tanta abobrinha sem deixar a fonte secar?
Sabemos que o manicômio Terra, onde habitamos desde que aqui chegamos, é um produtor nato de situações incríveis. E além desse ingrediente, Vem a criatividade de um cara que sempre procurou transmitir bom humor e alegria por onde passa. Esse cara sou eu, parafraseando Roberto Carlos. Não sou capaz de olhar uma cena, algum momento, um lugar, uma situação em que eu não consiga imaginar algo engraçado. Costumo dizer a pessoas próximas para não me levarem a um velório, pois certamente vão rir de alguma observação que eu fizer. E o ambiente não é para isso, não é?
Sobre o conceito e o propósito, num mundo cheio de negativismo e polêmicas, por que você bate tanto na tecla do mais humor, menos rancor?
Pois é, um slogan que usei muito nos primeiros episódios do podcast era: A Hora da Abobrinha, um podcast combatendo o mau humor e a névoa cinzenta que paira sobre o planeta. Porque sempre tive um desejo enorme de minimizar as tensões diárias do ser humano. Tensões que se acumulam no dia a dia: contas a pagar, trabalho, trânsito, transporte precário, questões familiares, saúde, entre tantos outros. Mas vamos e venhamos, trata-se de uma tarefa muito difícil e até quase impossível, pois até no humor existe o bom humor e o mau humor.
Incrível, mas é a nossa realidade. Com o passar do tempo, nesses 5 anos, fui adaptando melhor meu slogan inicial, que resumiu-se ao tradicional #MaisHumorMenosRancor, e a partir deste episódio especialmente será adicionado o por favor. Então, de hoje em diante, o slogan passa a ser #MaisHumorMenosRancorPorFavor.
Sobre o futuro do podcast A Hora da Abobrinha, qual foi a história mais maluca que você já contou aqui? E o que a gente pode esperar dos próximos 5 anos?
Poxa, agora você me apertou. Posso confidenciar que é difícil salientar a mais maluca das histórias e vou contar um segredo de bastidor. Assim que publico um novo episódio, vou ao Spotify para ouvi-lo, e analisar se houve algum detalhe esquecido ou o áudio não está lá muito bom, né? E o Spotify automaticamente, assim que termina o episódio, ele aciona um dos episódios anteriores dentre os 132 episódios publicados. Eu acompanho muitas vezes observando as diferenças nas gravações, nos áudios, né, quanto à edição e ausência de aplicativos que pudessem melhorar cada episódio.
Acabo ouvindo o episódio e dando muitas risadas pelo conteúdo, gravação, a minha narrativa, etc., e me pergunto: fui eu que gravei isto? Vi tanto que acabo rindo de mim mesmo. Coisas do manicômio Terra. Você perguntou qual a história mais maluca que narrei, então posso salientar algumas delas, como o episódio 31 com o título A Suicida, uma história real que eu vivi e que acrescentei alguns pitacos de humor. Quem ouvir sentirá que o áudio não se encontra no melhor.
Foi em maio de 2022 e não tínhamos tanta tecnologia disponível para melhorar o áudio. O episódio 53, onde conto como nasceu o sinal de risada que postamos nas mensagens de texto para mostrar que estamos rindo, né, o famoso kkk, é um assunto bem interessante que eu pesquisei. O podcast tem lá seu lado cultural, como acabaram de saber. Há um outro episódio, de número 55, onde conto como nasceram o café com leite e, em outro momento no mesmo episódio, como surgiu a caipirinha.
Vale a pena conferir. Saliento outros episódios hilários: o episódio 58, com o título Avisos Paroquiais ao Vivo; o episódio 60, Causas do Manicômio Terra, com participação especial da Doutora Amanda Thompson; É muito engraçado. O episódio 65, E tudo começou por causa de uma maçã, é interessante também. E o episódio 78, que é Vida de Porteiro, cenas vividas por mim com um pitaco de humor habitual, que eu reputo como um dos melhores, entre outros tantos.
Convido aos ouvintes a realizarem uma maratona no podcast e descobrirem quantas abobrinhas consegui narrar no decorrer dos 5 anos. Quanto aos próximos 5 anos que você perguntou, Espero continuar levando um pouco de bom humor a todos que precisam baixar as tensões diárias, fugindo de noticiário e de outras situações desagradáveis que a vida nos proporciona neste manicômio chamado Terra, onde tem louco para tudo e tudo para louco.
Abrimos uma enquete ao seu público para que fizessem algumas perguntas de caráter curioso sobre o podcast e até sobre você em relação ao podcast. Escolhemos as que englobam boa parte das que recebemos. A primeira, sem citar o nome do autor, é: se você pudesse enviar uma mensagem para seu eu de 20 anos atrás, mas só pudesse usar uma música, qual música escolheria? E que conselho inusitado essa música daria para o seu eu?
Olha, como não consigo lembrar o que comi ontem, Fui pesquisar há 20 anos atrás quais músicas fizeram sucesso entre músicas do mundo inteiro. Sou da turma do Chapchura, rock and roll e assemelhados que se possam definir como música, pois o que se ouve hoje é um barulho desconcertante, tanto nas estrangeiras como nas nacionais. Fui criado ouvindo a extinta Rádio El Dorado, a primeira a lançar o FM, frequência modulada. Com músicas instrumentais e sem propaganda, trazendo orquestras inesquecíveis como Percy Faith, Frank Purcell, Bitty Vaughan, Les Baxter, Mantovani, e depois vieram Ray Conniff introduzindo seu famoso coral e o alemão Bert Kampher com a famosíssima música African Beat.
Sempre tive uma predileção por cantoras e suas músicas dançantes, Entre elas, Rita Lee, Cássia Heller, Beth Carvalho, a romântica Jane Duboc e as mais antigas Elis Regina e Elisete Cardoso. No campo internacional, o inesquecível Elvis Presley, Nat King Cole, Elton John, Joe Cocker, Beatles, Rolling Stones, Rod Stewart, B.B. King, Ray Charles, Stevie Wonder, entre outros. Nas meninas, Carole King, Madonna, Dionne Warwick, Aretha Franklin, The Supremes, Donna Summer, Gloria Estefan, Diana Shore, Mariah Carey, Shakira, Christina Aguilera, entre outras grandes cantoras.
Entre as músicas nas paradas do mundo há 20 anos atrás, estamos falando de 2006, destaquei Quando a Chuva Passar, com Ivete Sangalo. A letra usa a metáfora da chuva e das tempestades, representando momentos difíceis, as crises e brigas causando o afastamento de um casal. A música relembra momentos gratificantes entre o casal, na esperança de um recomeço. Nas músicas estrangeiras, fiquei com a de Daniel Poulter, intitulada Bad Day, ou Dia Ruim.
Onde ele retrata frustrações cotidianas, chatices do dia a dia, como tomar um café com pressa sem saborear. A letra mostra que as pessoas estando por baixo ou aceitando a derrota, cantando uma melodia pode ajudar a virar o jogo. Em ambas há um recado significante que eu daria para o meu eu, conforme ao seu questionamento: sempre pode existir o recomeço de uma jornada, ou um caminho alternativo, contando com muita resiliência e determinação. Desistir jamais.
A última questão é: depois de tantas histórias contadas, será que a Hora da Abobrinha nasceu para fazer as pessoas rirem, ou sem você perceber acabou se tornando uma maneira muito particular de deixar um pouco de você na vida das pessoas?
Pergunta interessante e bem a propósito, pois de fato o podcast A Hora da Abobrinha tem o meu perfil, a minha cara. Aos 7,5 de quilômetros rodados neste manicômio chamado Terra, transmitindo e levando bom humor em todos os meios que frequento, seja pessoalmente ou através dos canais de comunicação e mídias sociais, nunca ninguém imaginou que dentro de mim há um mundo de assuntos controvertidos e inacabados, que depois de um tempo são abandonados por mim, causando enormes frustrações e aborrecimentos, e com o passar dos anos são esquecidos, e quando lembrados trazem de volta tristezas, amarguras oriundas de decepções.
Então, pensando naqueles que me acompanham lado a lado ou através da tecnologia, Sempre tenho a preocupação de transmitir o bom humor, fazendo com que eu viva cada dia com a esperança de momentos melhores, sejam internamente, em minha mente e meu coração, ou na vida material. E para isto sempre carrego um ensinamento sagrado enviado pela espiritualidade com a qual convivo há muitos anos, e ele diz: tenha fé e paciência. Mas que ambas andem junto.
Não adianta ter fé e não ter paciência. Por outro lado, não adianta ter paciência e não ter fé. Ambas têm que andar juntas. E para terminar, vai uma história real que aconteceu comigo há muitos anos atrás. Eu era garoto e voltava do colégio de ônibus para casa quando uma freira, passando por mim, Deixou um santinho daqueles que todos nós conhecemos. De um lado, Jesus crucificado, e do outro, não era uma oração, era uma história.
Um cidadão vai ao consultório médico numa cidade do interior, e assim que chega, o médico prontamente o atende e mede pressão, verifica se tem febre, ausculta os pulmões, batimentos cardíacos, etc. Vira-se ao paciente e pergunta: Seu José, o senhor está ótimo, não vejo nada errado, qual é o seu problema? E o senhor José, cabisbaixo, responde: Então minha doença não tem cura. Sinto-me muito triste, mas é uma tristeza que me enfraquece a mente e o corpo, doutor.
O médico levanta-se, vai até a janela de seu consultório, de onde pode-se avistar a praça principal da cidade. Chama Seu José, trazendo-o até a janela, e diz: Seu José, seu remédio está ali, apontando para um circo enorme que estava armado na praça. E continuou: Estive com minha família semana passada e rimos muito, mas muito mesmo, com um palhaço maravilhoso que nos fez rir de chorar. Seu José então olha fixamente nos olhos do médico e complementa: É, minha doença realmente não tem cura mesmo, pois aquele palhaço sou eu.
Amigos do podcast A Hora da Abobrinha, meu maior prazer é arrancar um sorriso de alguém, conhecido ou não, aonde eu estiver, pois é esse sorriso que me dará forças e coragem para continuar minha caminhada neste manicômio chamado Terra. A todos os ouvintes, fãs e seguidores do podcast A Hora da Abobrinha, desejo saúde, muita paz no coração e paciência comigo, pois dizia o saudoso Zagallo: vocês vão ter que me engolir. Grande abraço a todos!
E é assim que a gente comemora 5 anos no ar, com muita história, leveza e a certeza de que Rir ainda é o melhor remédio neste manicômio Terra. Obrigado a vocês, ouvintes, que acompanham A Hora da Abobrinha e faz esse projeto acontecer. Lembre-se sempre: mais humor, menos rancor, por um manicômio Terra mais alegre, divertido, coberto de muita paz, amor e saúde para todos. Parabéns, chefe, e que venham os próximos 5 anos. Até Até o próximo episódio.
A Hora da Abobrinha, o melhor podcast de humor leve e saudável. Vocês encontram nas plataformas de podcast como Spotify, YouTube Music e Amazon Music.