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Entrevista: Péricles e Ferrugem - As Vozes

06 de maio de 20264min
0:00 / 4:32

No clima de expectativa e emoção antes de subir ao palco, o Seis e Um Podcast conversou com Péricles e Ferrugem nos bastidores do Espaço Unimed, em São Paulo, momentos antes da gravação do audiovisual da turnê “As Vozes”.

Em um papo conduzido por Djalma Campos, os dois gigantes do pagode falam sobre o show, repertório e o significado desse encontro histórico para o gênero.

O episódio revela o que está por trás de um dos projetos mais aguardados do samba e do pagode nos últimos tempos.

Uma conversa íntima, potente e cheia de música — como tem que ser.

🎧 Dá o play e vem com a gente.

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Participantes neste episódio3
D

Djalma Campos

HostApresentador
F

Ferrugem

ConvidadoSambista
P

Péricles

ConvidadoSambista
Assuntos2
  • Turnê de ShowsEntrosamento no palco · Respeito mútuo entre artistas · Repertório com clássicos e inéditas · Gravação de audiovisual
  • Atração e fetichesAfinidade musical · Histórico de admiração mútua
Transcrição12 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Olá, eu sou o Djalma Campos e você está desembarcando no 6 em 1 Podcast.

E a nossa conversa nesse episódio é com dois sambistas, duas das maiores vozes da música brasileira e que acabam de se reunir para uma turnê. Turnê, aliás, que vai passar por vários estados do Brasil e também por alguns países do exterior. Estou falando, claro, de Péricles e Ferrugem, que acabam de lançar a turnê As Vozes, uma parceria dos dois nos palcos e que reúne grandes clássicos dos dois sambistas e também músicas inéditas interpretadas pela dupla.

A nossa conversa foi nos camarins do Espaço Unimed em São Paulo, um pouquinho antes de Pérex e Ferrugem gravarem um audiovisual que será lançado muito em breve. O 6 em 1 Podcast orgulhosamente abre alas para Pérex e Ferrugem.

Inicialmente, como é que está sendo para vocês que estão acostumados a cantar sozinhos, entrosamento no palco? Vocês devem ter respondido isso algumas vezes, mas é uma novidade. É uma ótima pergunta. É a primeira vez que vocês fizeram. Vocês fizeram já alguns shows dessa turnê? Não. Mas como é que está sendo entrosamento de duas pessoas que estão acostumados a cantar sozinhos no palco juntas agora?

Só funcionaria com muito respeito. E a gente se respeita muito, respeita o espaço um do outro e incentiva o outro a ser melhor. Por isso que funciona. Você vai notar que tem músicas dele que eu começo e vice-versa. E músicas que a gente vai revezando, músicas que, por exemplo, ele poderia, no outro show eu comecei, ele vai começar.

Então existe um entrosamento muito bacana e respeito pelo trabalho um do outro. É isso, assim, existe, não de forma implícita, existe de forma bem aparente, uma afinidade musical. Assim, a gente tem afinidade. Então meio que a gente se fala no olhar, né? A gente se fala no olhar. Assim, eu sei pra onde o Pericão vai.

Ele sabe para onde eu vou e a gente sempre acaba se encontrando nas músicas e sempre consegue obter bons resultados, uma cruza bem bacana, uma liga bem bacana na hora da gente abrir voz e tudo mais. Então acho que isso se dá, eu acho, não, tenho certeza que isso se dá, porque eu ouvi o Pericles a vida inteira, cara, então eu sei para onde ele vai, sabe? Eu sei o que ele está pensando, eu sei para onde ele quer ir, o que ele quer fazer com as músicas.

E por conta de eu ter aprendido tudo sobre canto ouvindo ele, a gente acaba se conectando de uma forma...

É de uma unidade, sabe? Como uma unidade. Quando a gente sobe no palco, não é mais uma dupla, mas sim duas vozes que se cruzam e se tornam uma coisa só.

fazendo esse show já a terceira... É. A terceira edição em São Paulo. A gente nem gosta de contar muito a terceira edição, mas na realidade a gente passou pelo Recife, depois Rio de Janeiro, estamos aqui em São Paulo, mas tem sido especial em São Paulo por ser dois dias de casa lotada, ingressos esgotados, e a gente muito feliz em poder devolver e compartilhar esse carinho que a gente recebe todo dia. Da primeira, é a última pergunta, da primeira pra essa apresentação... A스타스타스타스타

O show está se moldando de acordo com a estrada? Não sempre vai mudar. Mas mudou muito, né? Existe um esqueleto. Eu acho que o que vai acrescentar são as músicas de hoje que a gente grava e que a gente vai acrescentar a partir de então.

A grande mudança será essa, né? De acrescentarmos músicas inéditas pro show e as músicas que a galera simpatizar primeiro. Exato, acho que pra galera o ponto forte são os nossos sucessos. E pra gente o ponto forte é ter a oportunidade de ter sete músicas inéditas cantando juntos, assim. É um novo desafio, não é mais o meu disco, não é mais o disco do Pericão, sabe?

É um trabalho em conjunto, então a gente está muito na expectativa de que quando a gente lançar essas sete músicas que a gente vai gravar hoje e amanhã aqui, que a galera se identifique e se torne também parte dos nossos sucessos.

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