135 - A FÉ DO SENHOR JESUS NOS LIVROU DO ANTIGO PACTO
A Fé revelada na Nova Aliança (como vimos no estudo anterior é a Fé do próprio Senhor Jesus em nós) nos libertou do Antigo Pacto definitivamente. No caso, esta verdadeira Fé libertou as nossas mentes dos CONCEITOS da Antiga Aliança que estão impregnados nas chamadas “igrejas” (denominações religiosas), às quais a maioria de nós pertenceu antes de recebermos do Espírito Santo a revelação da Graça.
(Gravação do Estudo da Graça de Deus transmitido ao vivo no domingo, dia 12/11/2023)
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- Lei e Nova Aliança· ReligiaoConceitos religiosos impregnados·Obras da lei·Sistema religioso
- Fé autêntica em Jesus Cristo· ReligiaoFé de Abraão·Fidelidade de Jesus·Justificação pela fé de Jesus
- Cristo como cumprimento da Lei· ReligiaoMudança de sacerdócio e lei·Revogação da ordenança anterior·Nova aliança baseada em promessas superiores
- A distinção entre fé e religiosidade· ReligiaoFé para conquistas e realizações·Fé acompanhada de revelação·Fé que abre o entendimento
- Sinodalidade na Igreja· ReligiaoFestas judaicas e jejuns·Dependência sacerdotal·Santificação e pedido de perdão
A fé do Senhor Jesus nos livrou do antigo pacto. Graças a Deus! Louvado seja o Senhor! Igreja gloriosa do Pai, povo santo, amados de Deus, mais do que vencedores em Cristo. Igreja sem ruga, sem mácula, abençoados com todas as bênçãos espirituais, povo santo de Deus. Meus amados irmãos, hoje eu quero dar continuidade ao nosso raciocínio que foi feito na semana passada, né? Na semana passada nós falamos a respeito da fé do Senhor Jesus, que é a fé que foi manifestada na Nova Aliança, a fé que se manifestou a partir da cruz, né, e foi revelada mais precisamente a partir do advento da revelação da graça por meio do apóstolo Paulo, né.
Então a fé da Nova Aliança, ela veio para abrir o entendimento do povo de Deus plenamente Ela veio para que o povo do Senhor deixasse de ter aquela fé apenas como nós chamamos de fé natural, entre aspas, né? Ou seja, aquela fé que sim é uma fé inata no coração dos filhos de Deus, mas que era uma fé mais para conquistas, para realizações, etc., que é uma manifestação de fé muito importante. Porém, era uma manifestação de fé que não abria o entendimento, era uma fé que não vinha acompanhada de revelação.
Até porque não era o tempo para isso, né, abençoados? Ou seja, a palavra da graça não poderia ser revelada ali antes da cruz, não fazia sentido, né? Vocês podem notar que o próprio Jesus ainda nos dias da sua carne, ele disse para os seus discípulos: olha, eu tenho muito que vos dizer, mas vocês não podem suportar agora. Ou seja, esse muito a dizer naturalmente era a revelação da sua obra. A revelação do que ele faria e fez na cruz, os resultados da sua ressurreição, entende?
Os resultados da vinda do seu reino. Tudo isso foi revelado plenamente a partir da revelação da graça. Então a graça foi revelada para o apóstolo Paulo e consequentemente esse conhecimento caminhou e foi alcançando o coração dos filhos de Deus. Esta é a fé da Nova Aliança, é uma fé que tem sim essa capacidade de você acreditar para manifestar, para você alcançar objetivos pela fé, pela confissão, pelo crer e pelo seu esforço, né?
Aí, irmão Cristiano, você tá falando de esforço? Sim, amado, eu não tô falando de coisas espirituais, tá? Quando eu falo de você alcançar algo por esforço, é algo nessa vida terrena. Eu tô falando de manifestações de coisas nessa vida. É claro que há um aspecto da fé, de você crer, pedir a Deus, né? Paulo fala que ao invés de andarmos ansiosos, peçamos a Deus através da oração e da súplica com ações de graças. Então tem todo esse aspecto das manifestações de bênçãos, de você ter a fé no sentido de você confessar, você externar aquilo que você quer para Deus, aquilo que você precisa.
Claro que Deus sabe, mas há todo um mistério nessa questão da confissão, porque a confissão, você pedir, externar, é uma atitude de fé. Entende? É a sua fé sendo posta em prática. Então, claro que há todo esse aspecto, mas há também o aspecto do esforço, entende? Porque nós compreendemos aqui, eu acho que isso faz muito sentido, que o que se refere a essa vida terrena tem a nossa parte a ser feita. Então existe o aspecto da fé, do crer, do pedir, do esperar em Deus, de descansar, né?
Descansar em Deus também é uma atitude de fé, mas tem um aspecto de você fazer a sua parte. Então você quer alcançar algo, uma bênção manifestada, é claro que você tem que fazer a sua parte. Então, por exemplo, vamos lá, vamos dar um exemplo aqui prático, né? A pessoa tem um sonho de abrir o seu próprio negócio, ela vai orar a Deus? Claro, ela vai orar, pedir a direção de Deus, né, pedir a revelação de Deus para saber se aquilo é a vontade de Deus, né, e pedir as manifestações do Senhor, enfim, externar o que ela quer.
Agora, se ela não se esforçar, se ela não juntar recursos, se ela não estudar a área onde ela quer atuar, etc., a pessoa não vai conseguir abrir. Então existe um aspecto de esforço nesse sentido. Espiritualmente não tem isso, tá? Isso aqui eu tô falando materialmente. Espiritualmente não tem lógica. Ah, vou me esforçar para ser abençoado espiritualmente, vou me esforçar para ter a vida eterna, vou me esforçar para ser aceito por Deus, vou me esforçar para ter o Espírito Santo.
Não existe isso, gente. Nós já fomos abençoados com todas as bênçãos espirituais. Isso veio pela graça, percebe? Tá. Então veja, a nossa fé, que é a fé da Nova Aliança, ela não só então tem esse aspecto, como eu falei, de conquista, etc., mas ela é muito mais do que isso. Essa fé é uma fé que abre o nosso entendimento para a verdadeira palavra. Entende? Por isso que Paulo fala: a fé vem por ouvir. Então é uma manifestação de fé que revela o evangelho.
Então não é uma fé simplesmente de conquista, como eu costumo chamar, né? Não é fé de conquista para você conquistar isso e aquilo. Ela tem esse aspecto, mas ela vai muito além. A fé da Nova Aliança é a fé que vem pela revelação da palavra, a fé que vem por ouvir. E como já estudamos muitas vezes, e nós até relembramos semana passada, eu vou citar hoje de de novo essa expressão vir, né? Naquela, naquele trecho da carta aos Romanos, a fé vem.
Em algumas versões aparece assim: a fé é, ou a fé vem. Esse é, esse vem significa algo que vem de dentro para fora. A palavra no grego aponta para isso, algo que se manifesta, que está lá dentro e se manifesta exteriormente. Qual é o sentido disso, irmão cristiano? É algo que está no seu espírito Ou seja, tá no seu interior, no seu homem interior, e se manifesta em sua mente, em sua alma, percebe? Então é isso, a fé vir é isso, ela vem de dentro para fora, ela vem do espírito para sua vida, para atuar no seu dia a dia e te revelar então, por conseguinte, a palavra.
E aí você entende a cruz, você entende o que Jesus fez, o resultado da sua ressurreição, Percebe? Você entende a obra do Senhor, e aí você consegue se libertar do sistema religioso. Vocês que estão hoje em graça, que estão livres do sistema, que estão descansando na palavra, que não vivem mais atemorizados, com medo de Jesus voltar, medo de um suposto diabo, de um suposto inferno de fogo onde as pessoas supostamente vão queimar eternamente— esses são conceitos absurdos, né?
Não fazem nenhum sentido à luz da verdade do evangelho. Mas as pessoas creem nisso porque o sistema religioso bate muito nisso. Né? Então as pessoas vivem nesse medo, nessa angústia, aquela coisa toda, porque elas não têm a fé da Nova Aliança revelada. Elas sendo filhas eleitas, elas até têm o dom da fé dentro do espírito delas, mas elas precisam ouvir a palavra para que a fé venha. E a única palavra é a palavra da graça. Então essa revelação da fé da Nova Aliança, que é a fé, como vimos semana passada, do próprio Senhor Jesus em nós, não é a sua fé que você decidiu ter, tá?
Porque a religião apregou a isso também, né, que a fé que você tem é você que decidiu ter por livre-arbítrio. Então você decidiu aceitar Jesus, entre aspas. Eu sempre coloco, quando eu falo de aceitar Jesus, eu sempre coloco entre aspas porque é um conceito que na verdade não existe. É um conceito extra-bíblico criado por raciocínios humanos, tá? Não existe aceitar Jesus na Bíblia, tá? Existem versículos isolados, distorcidos, que nós já estudamos aqui à beça, né?
E futuramente pretendemos voltar a estudar, claro. Mas nós temos estudos em nosso canal sobre isso. Aliás, eu vou deixar na descrição do vídeo a playlist nossa de predestinação. Tá, nessa playlist você vai encontrar vários estudos, e um desses estudos fala justamente dessa questão do aceitar Jesus, que na verdade é um conceito blasfemo, é uma blasfêmia isso aí, tá. Então não é a pessoa que decidiu aceitar Jesus e ela decidiu ter a fé que é dela.
Não, não, nenhum homem tem essa capacidade. A fé que nós temos e hoje exercemos é a fé de Jesus. Que foi a fé de Abraão. E o apóstolo Paulo explica isso maravilhosamente, né? A fé que era de Abraão se manifestou em Cristo. Por quê? Porque Cristo foi o descendente direto de Abraão. O Paulo usa esse argumento de maneira maravilhosa, né? Então aquela fé de Abraão é a fé de Jesus, e que veio ser a nossa fé que Jesus colocou no nosso coração, a porção de fé que a palavra diz que o Senhor deu a cada um é a fé dele, e que vem a ser a fidelidade dele.
Porque a palavra fé também significa isso, né? O sentido de fé não é só você crer, o sentido se confunde também com fidelidade. Então foi não só o crer de Jesus, né, mas a fidelidade dele, assim como Abraão foi fiel a Deus. Vocês estão entendendo? Abraão creu, mas ele também foi fiel a Deus, ao ponto de lhe obedecer o chamado de Deus para imolar o seu próprio filho. Ele não chegou a concluir a obra, mas ele foi fiel, ele foi até o fim.
Percebe? Essa mesma disposição foi a de Jesus em fazer a sua obra. Jesus assumiu o seu chamado E ele morreu pelos pecados do povo dele. Ele sentiu medo? Sentiu. Ele pediu a Deus: ah, Senhor, se possível, passa de mim esse cálice. Isso foi o quê? Uma manifestação de medo humana. Porque Jesus era, gente, 100% humano, assim como ele era, era e é e será para sempre 100% Deus. Mas ali o aspecto humano dele sentiu medo. Todo ser humano sente medo, mas ele foi fiel até o fim, perceberam?
Então essa fidelidade, essa fé do Senhor Jesus é que trouxe a justificação. Então quando a palavra fala em justificação pela fé, é a fé de Jesus em nós, não é a nossa fé. Ah, você foi justificado porque você exerceu a sua fé. Você aceitou Jesus, você segue aqui na igreja cumprindo as ordenanças, você cumpre os mandamentos. Não, não, não, foi a fidelidade do Senhor Jesus, foi a fé do Senhor Jesus que trouxe a justificação. E essa fé foi implantada então em nossos corações.
Então, se você hoje crê em Deus, crê no Senhor Jesus, é porque foi a fé dele implantada em você. Pelo fato de você ser eleito dele. Perceberam? Então, amados, a fé da Nova Aliança revela tudo isso, a fé do Senhor Jesus. E uma das principais consequências da fé do Senhor Jesus foi a libertação do antigo pacto. No contexto aqui do primeiro versículo, né, nós lemos Gálatas 3:23. O contexto do primeiro versículo foi justamente isso, é justamente isso, né.
O Paulo está ali tratando, aliás, praticamente toda a carta aos Gálatas, o Paulo está tratando das questões das obras da lei, as quais aquela igreja estava regredindo, né? Então Paulo estava tratando disso. E aqui ele tá falando, olha, antes que viesse esta fé, que é a fé da graça, né, a fé da Nova Aliança, nós estávamos sob a custódia da lei, nela encerrados, até que a fé que haveria de vir Perceberam? Ou seja, irmão cristiano, que tempo é esse haveria de vir em relação ao antigo pacto, né?
A fé que haveria de se manifestar, que estava sendo aguardada, que era uma fé que ia além da fé do antigo pacto, como nós vimos no estudo passado. Então essa fé, essa manifestação da fé, que além de nos trazer a fé para conquistar, etc., aquela coisa toda, né, É uma fé também que revela a palavra, revela a cruz, é a palavra da cruz revelada em nosso entendimento. Então essa fé haveria de vir e ela veio. E como acabamos de ler, ela foi revelada, né?
Então ela veio a partir de Jesus, a sua fé, a sua fidelidade, o cumprimento de sua obra e a revelação por meio do evangelho da graça, entende? Isso tudo redundou em quê? Na libertação do povo do antigo pacto. Então aqueles irmãos que estavam ali na igreja primitiva e que começaram a ter contato com a palavra da graça, a partir do momento que Paulo foi levantado por Deus para trazer essa revelação, aqueles irmãos começaram a ser libertados das obras da lei, mesmo judeus, principalmente eles aliás, né, porque os não judeus, chamados gentios, sequer tinham lei para cumprir.
E os judeus que viviam debaixo da lei então foram sendo libertos. Só que houve um momento em que os judaizantes começaram a querer penetrar nas igrejas com essa ideia de que todos ali, inclusive os próprios gentios, deveriam viver debaixo da lei. A ideia deles era essa: olha, vocês creram em Jesus, tudo bem, mas tem que cumprir a lei. Então o judeu tinha que se manter cumpridor da lei e o gentio tinha que circuncidar. Caso fosse homem, né, e seguir os mandamentos.
Então Paulo escreveu a carta aos Gálatas justamente para alertar os gálatas. A carta tem até um tom de puxão de orelha, né, porque Paulo disse: olha, vocês foram chamados na graça, criados em graça, e vocês estão regredindo para outro evangelho. Então a fé da Nova Aliança, que foi revelada naquela igreja por meio do evangelho da graça, estava sendo abafada pelo raciocínio judaizante religioso. Ou seja, o antigo pacto estava retornando para o raciocínio daquela igreja.
Então eles estavam começando a se preocupar, por exemplo, com dias de festas judaicas, né, estavam guardando sábados inclusive, e as demais festas dos judeus. O Paulo cita inclusive no contexto da carta, né, ele chega a dizer: vocês estão guardando dias e muitos meses e tempos e anos. E Paulo fala: receio que eu trabalhei em vão para convosco. Ou seja, eu trabalhei à toa porque eu preguei a graça, ensinei a palavra, e vocês estão agora guardando sábados e guardando festas judaicas.
Perceberam o puxão de orelha do apóstolo Paulo? Porque a fé da Nova Aliança foi revelada, mas eles estavam regredindo. Então aquela libertação que estava começando a acontecer na vida deles em relação aos raciocínios Antigo Pacto, aquela libertação estava se perdendo, porque o evangelho da graça e a fé de Jesus Cristo em nós nos liberta do Antigo Pacto. Uma das principais características na vida de alguém que está vivendo a fé verdadeira do Senhor Jesus, a fé revelada na Nova Aliança, é justamente não viver mais no raciocínio do Antigo Pacto.
Nós vivíamos, a maioria pelo menos, os irmãos sabem que eu vim do sistema, praticamente fui criado ali desde criança no sistema pentecostal. Durante um tempo fui da Igreja Batista, etc. Cheguei a frequentar a Igreja Adventista do Sétimo Dia, mas foi só assim um curto período de tempo, né? Não cheguei a pertencer à membresia ali nem nada, não me envolvi diretamente, mas estive ali, assisti alguns estudos deles, etc. Enfim, depois retornei para Pentecostal.
Eu tive essa vida religiosa, percebe? Então a revelação da verdadeira palavra, a verdadeira fé, a fé da Nova Aliança, me libertou desse conceito do antigo pacto. Porque essas chamadas igrejas, todas elas têm o antigo pacto impregnado nelas. Ou seja, o conceito, ou os conceitos, porque são vários, né, Então o raciocínio dos irmãos é uma mistura de evangelho, porque eles leem, né, a Bíblia ali no chamado Novo Pacto, né. Então eles até leem cartas de Paulo, etc., mas eles misturam os conceitos de Cristo, da cruz, da morte do Senhor, com conceitos do Antigo Pacto.
Por que que eles fazem essa mistura? Justamente porque o Antigo Pacto está impregnado. Eles não estão libertos do Antigo Pacto. Então a fé da Nova Aliança tem esse poder de nos libertar definitivamente do antigo pacto, né? Aí de repente você vai dizer o seguinte: tudo bem, irmão Cristiano, entendo isso, mas nós sabemos que cronologicamente ninguém está debaixo da lei. Claro, concordo plenamente com isso, até mesmo porque eu sou um dos defensores dessa ideia, né?
Cronologicamente ninguém está debaixo da lei. Isso é uma grande verdade, tá? Porque a palavra diz que o fim da lei é Cristo. Já vamos explorar esse conceito, tá, um pouquinho mais a fundo. E a palavra diz, como acabamos de ler, que a lei conduziu o povo até que— vamos ler de novo o primeiro versículo. Olha só: antes que viesse esta fé, estávamos, olha só, sob a custódia da lei. Estávamos Olha o verbo, olha o tempo verbal. Nela encerrados.
Agora veja: até que. Pegou? Até que. Essa expressão até que nos mostra que o advento da fé da Nova Aliança encerrou o regime da lei. Então estávamos nela encerrados até que a fé que haveria de vir fosse revelada. Então ela foi revelada a partir de Cristo, e mais precisamente como entendimento através do evangelho da graça dado ao apóstolo Paulo. Então veja, cronologicamente ninguém está debaixo da lei porque a fé verdadeira já veio, e Jesus inclusive foi o fim da lei, como vamos constatar agora.
Romanos 10, versículos do 1 ao 4: Irmãos, o desejo do meu coração e a minha oração a Deus pelos israelitas é que eles sejam salvos. Amados, observe aqui, Paulo não está falando de salvação eterna, de vida eterna. Ele tá falando da salvação em relação à religião, entende? É o que nós chamamos aqui de salvação do entendimento. Ou seja, o desejo de Paulo era que aqueles irmãos israelitas conhecessem o evangelho para que o seu entendimento, o seu conhecimento, as suas mentes se abrissem para a verdade e eles fossem libertados então definitivamente daquelas obras da lei.
Perceberam? Aqui Paulo não está falando de salvação eterna. O sistema religioso sempre confunde e distorce esse trecho aqui da carta aos Romanos, porque eles dizem que esse aqui é a prova do aceitar Jesus, isso aqui significa salvação eterna, aquele que crê vai ser salvo para sempre. Paulo não está falando disso. O Paulo está falando da salvação que nós, por exemplo, obtivemos em nossos tempos. Ou seja, éramos religiosos, estávamos com as nossas mentes presas no sistema, em todo aquele conceito do antigo pacto, e a nossa mente foi salva.
Você que hoje está em graça, que antes era religioso, a sua mente foi salva, foi liberta. Esse é o sentido aqui do contexto, tá? Eu vou deixar na descrição do vídeo um estudo sobre a salvação da mente. Quer se aprofundar nisso? Eu não vou me aprofundar hoje, que hoje não é o assunto, mas quem quiser, só achar o link aí na descrição do vídeo. Quem está assistindo no YouTube pela gravação, tá? Sobre salvação da mente. Versículo 2: posso testemunhar que eles têm zelo por Deus.
Mas o seu zelo não se baseia no conhecimento. Perceberam? O assunto de Paulo aqui é o entendimento, conhecimento, é a mente. As mentes dos israelitas não estão salvas. Eles até têm zelo por Deus. Então tudo indicava que eles eram, pelo menos esses que Paulo está citando, eles eram da salvação, eles tinham zelo por Deus, mas não tinham conhecimento. Não era um zelo baseado em conhecimento. Veja só o 3: porquanto, vejam, ignorando— o que que é ignorar?
Ignorar é não saber, é não conhecer, né? Portanto, ignorando a justiça que vem de Deus, que é pela fé, pela fé de Jesus, não em Jesus, né? Semana passada nós relembramos esse conceito, né? Que você lê na Bíblia fé em Jesus, ah, pela fé em Jesus, e não tem esse conceito de fé em. No texto em grego não tem fé em Jesus, no grego é a fé de Jesus. Então veja, ignorando a justiça que vem de Deus. Ou seja, os israelitas, eles ignoravam, eles não tinham conhecimento da justiça que veio de Deus.
A justiça que veio da fé do Senhor Jesus, percebe? Da fidelidade de Jesus, da obra de Jesus. Eles ignoravam porque não conheciam o evangelho. A fé da Nova Aliança não havia se manifestado na vida daqueles israelitas. Então eles ignoravam. Percebe que é uma questão de conhecimento? Então eles viviam tendo zelo por Deus, ou seja, cumprindo obras da lei, e achando que estavam agradando a Deus com aquilo. Veja só, amados, se isso não é um retrato nosso hoje, no caso relativamente ao nosso passado.
Porque nós também no passado, que vivíamos na religião ali cumprindo obras da lei, sacrificando, tomando santa ceia, e faz jejum, e faz campanha, e passa o óleo, isso e aquilo, nós não éramos também zelosos por Deus? Quando você era religioso, você não, você também não tinha esse entendimento que você estava zelando pelas coisas de Deus, que você é uma pessoa fiel ao Senhor? É a mesma coisa que Paulo tá falando aqui. Os israelitas tinham aquele zelo, mas não era um zelo com entendimento.
Por quê? Porque o entendimento deles, a mente deles não havia sido salva, ou salvas, né? As mentes não haviam sido Então eles ignoravam a justiça de Deus, ou seja, ignoravam o que Jesus fez. Porquanto ignorando a justiça que vem de Deus e procurando estabelecer a sua própria. Mais uma vez, não é o retrato nosso no passado? Nós tentávamos também estabelecer a nossa justiça por meio de obras. Nós achávamos que seríamos justificados diante de Deus pelas obras que nós fazíamos nas igrejas.
Ou chamadas igrejas, né? É um retrato do povo hoje. Eles ignoram a justiça e querem estabelecer a sua através de quê? De frequentar templo de pedra, através de jejum, através de sacrifícios, através de santa ceia e de batismos em águas e de fazer campanha, etc., etc., etc. Então, ignorando a justiça que vem de Deus e procurando estabelecer a sua própria não se submeteram à justiça de Deus. Então veja, os israelitas não estavam submissos à justiça de Deus por ignorância, porque as suas mentes não haviam sido salvas ainda. 4, agora veja: porque o fim da lei é Cristo.
Observe o contexto, amados. O Paulo está falando o quê? Olha, os israelitas são fiéis à lei, Eles têm zelo por Deus, gente. Isso é um zelo religioso. O zelo sem conhecimento é um zelo religioso. Irmão cristiano, nós somos zelosos do evangelho da graça? Sim, somos. Mas o nosso zelo é fundamentado em conhecimento, em revelação. Percebeu a diferença? Só que o zelo sem conhecimento é o zelo religioso, que como eu disse é o retrato das chamadas igrejas hoje.
Né? E é o que acontecia com esses israelitas. Então Paulo fala: eles são fiéis à lei, são zelosos da lei, mas o zelo é sem entendimento. Eles não entendem o quê? Que o fim da lei é Cristo. Perceberam? Para a justificação de todo o que crê. Ou seja, que crê como consequência da fé do Senhor Jesus. O crer não é a causa, né? Eu já expliquei isso aqui muitas vezes. As pessoas têm esse entendimento, especialmente na religião, né, que o crer partiu delas e que esse crer, ou crer, né, ele é o que resulta, ele é o que traz as consequências espirituais, ele que traz a vida eterna, ele que torna as pessoas filhas, é o crer que elas decidiram ter.
Em momento algum encontramos isto no Evangelho. O crer é uma consequência. A pessoa de antemão é filha, foi eleita desde antes da fundação do mundo, e aí consequentemente ela crê. Percebeu, né? Então observaram como é claro isso aqui? Os israelitas eram fiéis à lei, zelosos por Deus, mas era um zelo sem entendimento. E Paulo fala: eles ignoram a justiça de Deus, não entendem que o fim da lei é Cristo. Ou seja, eles são zelosos porque não entenderam que Cristo colocou fim à lei.
E é interessante, eu quero me aprofundar um pouquinho nessa palavra fim, porque existem algumas, alguns segmentos do cristianismo que defendem a prática das obras da lei, né, com ênfase inclusive nos 10 Mandamentos, né. Então tem alguns que dizem assim, eles separam, né, não existem os mandamentos da lei que são cerimoniais E existem os mandamentos da lei moral. Então nós não seguimos a lei cerimonial, mas a lei moral. Gente, olha só, não existe isso na palavra.
Não existe separação de lei moral e lei cerimonial. Veja, existe do ponto de vista das características dos mandamentos. É claro que há mandamentos com aspecto moral e há mandamentos com aspecto cerimonial. Veja, isso existe, mas na realidade é tudo uma coisa só, perceberam? Não é essa separação em termos de você cumprir moralmente, mas não cumprir cerimonialmente. Não tem isso na Bíblia. Lei é lei. Só que esse segmento diz assim: não cumprimos cerimonialmente, não precisamos seguir ao pé da letra cerimonialmente, mas precisamos cumprir moralmente.
Por quê? Porque eles são apegados à questão do sábado. Na tal lei moral que eles falam, os Dez Mandamentos, tem ali o cumprimento do sábado, que na verdade é Jesus, porque o sábado simboliza o descanso. Jesus é nosso descanso. Não foi o que ele falou? Vinde a mim, vocês que estão cansados, estão sobrecarregados, eu lhes darei descanso. Então o nosso sábado é Cristo, Shabat é Cristo. Eles não entendem isso. Irmão cristiano, então nós cumprimos o sábado?
Sim, todos os dias, porque nós estamos em Cristo todos os dias. Perceberam? Então você não tem que seguir 10 mandamentos, guardar sábado ao pé da letra, um dia de 24 horas. Não faz sentido, mas eles defendem isso. Então eles usam, por exemplo, essa— eles distorcem, na verdade, né, essa palavra fim. Porque veja, eles dizem o seguinte: não, o fim não é que acabou, O fim significa o objetivo, né? O objetivo da lei é nos levar a Cristo.
Então nós temos que cumprir a lei para que estejamos em Cristo. Percebem a distorção que eles fazem? É uma distorção terrível. Porque veja, a palavra fim vem do grego telos. Deixa eu passar para vocês as definições dessa palavra. Olha só, telos, a principal acepção dessa palavra é o seguinte: terminação. O limite no qual uma coisa deixa de existir. Perceberam? Telos é isso, terminação. É um limite, uma fronteira no qual uma coisa deixa de existir.
Significa também o fim de todas as coisas, no sentido do fim da ordem das coisas, né? Então, por exemplo, você tem uma ordem estabelecida E essa ordem termina e começa uma nova ordem. Telos, perceberam? Ah, mas irmão Cristiano, essa palavra no grego ela pode ser traduzida por objetivo, né? Porque fim é isso também, né? O fim, a finalidade, o objetivo. Sim, é claro que pode, mas observem só o sentido dessa palavra também quando ela é traduzida como objetivo.
Olha só, a palavra telos como objetivo significa consumação, o objetivo final, o propósito final, o encerramento com todos os seus resultados. Perceberam? Então não é que você tem que cumprir a lei hoje em dia para ela te levar a Cristo. Ou seja, esse é o objetivo: você cumpre a lei para você estar em Cristo. Não, o sentido é de objetivo consumado. Perceberam? Um propósito consumado, um objetivo final. Então a lei conduziu o povo, como nós lemos agora há pouco, até Cristo.
Lembram-se disso? Até que a fé que haveria de vir fosse revelada. Então a lei foi até Cristo. Paulo diz isso claramente: a lei nos conduziu até Cristo. Então por isso que o fim da lei é Cristo, ou seja, terminação, O objetivo foi alcançado, percebe? A lei conduziu, mas Jesus se manifestou. Então Jesus é que é o guia do seu povo, não é mais a lei. Então mesmo que você traduza a palavra telos por objetivo, ela tem esse sentido de consumação de um propósito que foi finalizado.
Então de toda forma significa fim, terminação. Acabou aquela ordem da lei, acabou, e uma nova ordem foi estabelecida. Esse é o sentido da palavra fim. Então, fim da lei, a terminação da lei é Cristo. Em Cristo a lei acabou, ponto final, tá? Aí você pergunta: mas, irmão cristiano, tudo bem, então você acabou, eu entendi isso, mas por que vocês insistem em dizer que as pessoas estão debaixo da lei? A gente já vai chegar lá. A gente vai chegar lá.
Então, abençoados, vamos relembrar alguns pontos aqui. Como nós vimos na semana passada, a fé do Senhor Jesus, ela trouxe justiça. A justiça que vem pela fé é a fé do Senhor Jesus, não é a fé em Jesus, né? Não tem esse conceito de fé em Jesus. Já explicamos isto, né? Você lê muito na tradução em português isso, né? A fé em Jesus. Jesus. Não tem isso no texto em grego. Em grego é a fé do Senhor Jesus, a fé dele. Esse é o sentido, tá?
Então, a fé do Senhor Jesus, a fidelidade dele, trouxe a justiça, manifestou justiça para todos os filhos de Deus. Ou seja, a fé do Senhor substituiu a lei, porque a lei veio justamente para que a pessoa pudesse ter condições de se justificar por meio dela. Só que nenhum homem conseguiu. E a fraqueza da lei estava justamente nisso, não na lei em si, mas na incapacidade humana de cumpri-la. Vocês estão entendendo? Por isso foi estabelecida uma nova aliança, uma aliança onde o homem não precisaria das obras da lei, percebe?
Porque a lei não teve essa capacidade de aperfeiçoar ninguém. Então houve uma mudança de eras, uma mudança de lei, uma mudança de ordem. Perceberam? Hebreus 7:12-19: Certo é que quando há mudança de sacerdócio, é necessário que haja mudança de lei. Observe, houve uma mudança de sacerdócio porque a lei acabou, então sacerdócio mudou, deixou de ser o sacerdócio dos levitas, né, dos sumos sacerdotes, para ser o sacerdócio de Jesus.
Ou seja, Jesus assumiu a direção, por assim dizer, né. 13: Ora, aquele de quem se dizem essas coisas pertencia a outra tribo, da qual ninguém jamais havia servido diante do Ou seja, Jesus não veio da tribo de Levi. Esse é o raciocínio que está sendo desenvolvido aqui, entende? O sacerdócio de Jesus não veio da lei. Ou seja, o sacerdócio de Jesus não tem ligação com a lei, não veio daquela linhagem, porque Jesus não foi da tribo de Levi.
Jesus foi da tribo de Judá, não de Levi. Perceberam o raciocínio interessante, né? Por isso que tá dizendo aqui, ó: aquele de quem se dizem essas coisas, ou seja, Jesus pertencia a outra tribo, não era dos levitas. 14: pois é bem conhecido que o nosso Senhor descende de Judá, tribo da qual Moisés nada fala quanto a sacerdócio. Ou seja, Moisés nunca falou, nunca se referiu à tribo de Judá como uma tribo do templo, uma tribo responsável ali por cuidar dos mandamentos da lei.
Então Jesus não tinha relação com isso. Raciocínio interessante, né? 15: o que acabamos de dizer fica ainda mais claro quando aparece outro sacerdote semelhante a Melquisedeque. Melquisedeque, gente, foi um sacerdote que surgiu na época de Abraão. Abraão. Na época de Abraão não havia lei, então não havia o sacerdócio do templo, não havia os levitas, não tinha isso. Então foi um sacerdote que não tinha ligação com a lei. Então esse sacerdote surgiu, não há informações precisas dele na Bíblia, mas ele surgiu ali, ministrou ali com Abraão, entende?
E depois desapareceu da história. Então aqui ele está sendo usado como uma metáfora de Jesus. Ou seja, assim como Melquisedeque não teve relação com a lei, ele foi um sacerdote, mas não ligado ao templo, não ligado aos levitas, mesmo porque não havia nada disso ainda. Jesus veio dessa linhagem. Jesus foi o sacerdote que não tinha ligação com a lei. 16: alguém que se tornou sacerdote não por regras relativas à linhagem, tá vendo, mas segundo o poder de uma vida indestrutível. 17: porquanto sobre ele é afirmado: tu és sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedeque.
Ou seja, o sacerdócio de Jesus não tinha ligação com a lei. Esse é o ponto. Agora vejam 18 e 19. A ordenança anterior, olha só, queridos, é revogada. Alô, meu irmão, minha irmã, você que ainda está em obras da lei, você que está numa denominação que diz que você tem que cumprir mandamentos da lei, sejam cerimoniais, sejam os tais mandamentos morais, entendam: a ordenança anterior é revogada, porque era fraca e inútil. Perceberam?
Fraca e inútil. Pois a lei não havia aperfeiçoado coisa alguma, sendo introduzida uma esperança superior, no caso a graça, né, pela qual nos aproximamos de Deus. Então, queridos, foi a graça, a nova aliança, que é uma aliança de superiores promessas que aproximou o povo de Deus do Criador, do próprio Deus. Percebem o ponto? Então o povo do Senhor, os filhos que estavam separados pelo pecado, foram reaproximados ao Senhor, foram reconciliados com o Criador pela graça, pela justiça da fé do Senhor Jesus.
A justiça estabelecida pelo Senhor. Então aquela primeira ordenança foi revogada. O fim da lei é Cristo. Pegou, né? E aí veio então a aliança superior. Hebreus 8:6: Agora, porém, o ministério que Jesus recebeu é superior ao deles, assim como também a aliança da qual ele é mediador é superior à antiga, sendo baseadas em promessas superiores, perceberam? Então, abençoados, a graça ela é superior em tudo, porque a graça ela veio diretamente de Deus para nós, percebe?
Jesus era o próprio Deus que estabeleceu a justiça e foi dada gratuitamente, e ela já foi estabelecida, tudo já foi consumado. Então não faz sentido você se envolver com conceitos do antigo pacto. Por isso, amado, quando você se depara com a revelação do evangelho da graça e a fé da nova aliança te é revelada, ela se manifesta, né? A fé vem por ouvir, ela vem de dentro para fora, vem do espírito para sua mente. Quando essa fé se manifesta, automaticamente você se liberta do sistema religioso.
Porque, repito, porque o sistema religioso está impregnado das obras da lei. E você, com a revelação da Nova Aliança, com a revelação da fé da Nova Aliança, com essa fé ativada em sua mente, você não suporta mais se envolver com os conceitos do Antigo Pacto. Aí você pergunta: se Cristo pôs fim à lei, irmão cristiano, e eu acabei de ver que de fato ele colocou, e ninguém portanto está cronologicamente debaixo da lei, por que vocês então insistem em dizer que as pessoas estão debaixo da lei, né?
Porque, gente, cronologicamente a lei não existe mais. O fim da lei foi Cristo. Mas os conceitos da lei estão estabelecidos aí no meio do sistema. Ou seja, as pessoas não estão de fato debaixo da lei, mas elas estão mentalmente debaixo da lei. Elas estão envolvidas com um conceito ou conceitos, né? São diversos conceitos que o antigo pacto ali estabeleceu e que valiam naquela época. Só que as pessoas, mesmo não vivendo cronologicamente debaixo da lei, elas têm esse conceito.
Então esses conceitos da lei vão conduzindo o povo. Eles não sabem que já foram libertos da lei porque não tem conhecimento. É o que nós lemos agora há pouco, né, Paulo falando dos israelitas. Eles têm zelo por Deus, mas não tem conhecimento. Então veja, um grande exemplo disso, de viver mentalmente debaixo da lei, nós retiramos da igreja dos Gálatas. Vamos ver alguns detalhes aqui. Gálatas 1:6-8. Vamos começar no capítulo 1. Olha o que Paulo fala: admiro-me de que vocês estejam abandonando tão rapidamente aquele que os chamou pela graça de Cristo.
Olha só, os chamou pela graça. Para seguirem outro evangelho. Esse outro evangelho, que na verdade não é evangelho, era o quê? A perturbação, era distorção, eram os judaizantes que queriam que as pessoas vivessem obras da lei mesmo acreditando em Jesus. Então Paulo fala: vocês foram chamados na graça e agora estão regredindo para outro evangelho, 7, que na realidade não é, não é o evangelho. Isso que vocês estão ouvindo aí desse pessoal judaizante não é evangelho.
O que ocorre é que algumas pessoas os estão perturbando, querendo perverter o evangelho de Cristo. Então, gente, religião é perversão. Misturar Jesus com conceitos do antigo pacto é perversão. 8. Mas ainda que nós ou um anjo dos céus pregue um evangelho diferente— gente, observe a hipérbole que Paulo faz aqui, ele exagera até de propósito para dar força ao seu argumento. Ele fala: ainda que nós ou um anjo dos céus— olha que coisa, olha como ele se coloca.
Gente, se amanhã ou depois eu mesmo, Paulo, vier com outra ideia, mudar de ideia, começar a pregar legalismo, lei para vocês, anátema, amaldiçoem. E mesmo que não seja eu, se vier um anjo brilhante, maravilhoso, com asas do céu, se pregar outro evangelho além da graça, anátema. Que palavra do Paulo, hein? Bom, então, ainda que nós ou um anjo dos céus pregue um evangelho diferente daqueles que pregamos a vocês, ou seja, a graça, né?
Vocês acabaram de ler, eles foram chamados pela graça. Que seja amaldiçoado, anátema em outras versões, né? Então, amados, é anátema, é maldição misturar lei com graça, maldição. Misturar o evangelho com conceito do antigo pacto é maldição. Então veja, o Paulo já abre a carta dele com esse puxão de orelhas. Agora veja no capítulo 2 de Gálatas, 2:14-16: quando vi que não estavam andando de acordo com a verdade do evangelho, perceberam, declarei a Pedro diante de todos Você, Pedro, é judeu, camarada, mas vive como gentio.
Ou seja, você não se preocupa mais em cumprir obras da lei, ô Pedro. Você é judeu, mas vive como gentio. Você não cumpre obras da lei e não como judeu. Portanto, como pode obrigar gentios a viverem como judeus? Perceberam a hipocrisia do Pedro? Não só Pedro, né? É que Pedro aqui, amados, ele era o cabeça, vamos dizer assim, da circuncisão, né? O Paulo chega a declarar isso aqui no contexto. Então a circuncisão, aqueles da parte de Tiago que Paulo fala no contexto, né, e tudo mais, eles queriam que as pessoas vivessem cumprindo obras da lei, inclusive os próprios gentios.
Ou seja, eles não eram contra que os judeus continuassem cumprindo obras da lei, fossem fiéis à lei, E queriam até que os gentios vivessem como judeus. E aí Paulo puxou a orelha de Pedro: Pedro, você que é judeu não cumpre, como é que você e o pessoal da circuncisão aí quer obrigar inclusive os gentios a viverem como judeus? 15:16: Nós, judeus de nascimento e não gentios pecadores— veja, assim era como os gentios eram conhecidos, tá, entre os judeus— Os gentios eram conhecidos como os pecadores, tá, dentre outras coisas, né.
Então nós, judeus de nascimento e não gentios pecadores, sabemos, olha só, que ninguém é justificado pela prática da lei, mas mediante a fé em Jesus Cristo. Mais uma vez, gente, a fé de Jesus Cristo. O resto da minha vida, enquanto Deus me permitir trazer estudos da graça, eu vou sempre corrigir isso aqui, mediante a fé do Senhor Jesus, tá? Nós cremos como consequência da fé do Senhor Jesus, tá? Então a justificação é pela fidelidade de Jesus, pelo que ele fez, pela sua fé, tá?
Mas mediante a fé de Jesus Cristo, assim nós também cremos em Cristo Jesus. Aí sim entra o em, porque, porque é uma consequência, como eu disse, sempre digo, eu digo, né? O crer é uma consequência de quem nós somos. Se você crê em Jesus, é porque é a fé de Jesus dentro de você. O crer não é a causa, o crer é uma consequência. Não posso me cansar de falar isso, amados, porque isso facilita muito você entender o evangelho. Você entende que não é por você.
Ah, não é a minha fé que eu decidi ter em Jesus, não. É a fé de Jesus em mim que consequentemente me leva a ter, a crer nele, né? Assim nós também cremos em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé de Cristo e não pela prática da lei, porque pela prática da lei ninguém será justificado. E de fato ninguém foi, né? Percebe? A lei não justificou ninguém no dia do juízo final. Não tem isso. Agora veja, ainda no capítulo 2:21: não anulo a graça de Deus, pois se a justiça vem pela lei, Cristo morreu inutilmente.
O que que Paulo tá dizendo, gente? Quando você vive praticando obras da lei e você tá achando que está sendo justificado por isso, Jesus na verdade então morreu à toa para você. Você está anulando na sua vida o que ele fez, porque ele morreu e a fé dele nos trouxe a justificação, e você segue cumprindo obras da lei. Então ele morreu inutilmente, perceberam? Vê só, amados, como é que Paulo trata nessa questão aqui na carta aos Gálatas.
É tremendo, porque os gálatas estavam regredindo para o sistema religioso. E Paulo falou: olha, acordem, vocês foram chamados na graça, não vivam dando ouvidos para o sistema religioso aí dos judaizantes, não anulem a graça na vida de vocês. Ah, irmão Cristiano, é possível a graça realmente ser anulada? Não, abençoados, eu creio piamente que não. Nada pode anular a graça de Deus. O Paulo aqui está apresentando um argumento lógico.
Ou seja, se A, então B. É um argumento lógico. Ora, se você vive na lei, Cristo não tem valor para você. É isso que Paulo tá apresentando. Ou seja, abandonem obras da lei para que o que Cristo fez tenha valor na vida de vocês. Vocês estão desvalorizando o que ele fez, uma vez que vocês estão ainda dependendo de obras da lei. Ou seja, a pessoa, ela anula no sentido de que ela não vive o que a graça estabelece para ela. Ela vive então em obras da lei, sacrifícios, não descansa.
E eu acredito até que isso afeta galardão, né? Porque o galardão são tesouros nos céus. Jesus falou sobre isso, né? Ajuntem tesouros nos céus, onde o ladrão não pode roubar, a traça não pode comer o seu tesouro, entende? Então, na eternidade, haverá galardões. Veja, galardão não é apenas a vida eterna, vai além da vida eterna. Galardões são tesouros nos céus. Nós já estudamos isso, futuramente pretendemos estudar, se Deus permitir, novamente.
Então eu creio que isso afeta galardões. É aquela história que Paulo fala, escrevendo aos Coríntios, né? O Paulo fala das obras de ouro, de prata, de pedras preciosas, e Paulo fala das obras de madeira, feno e palha. Eu entendo essas obras como as obras da lei, as obras religiosas, todo cerimonialismo, as pessoas que se preocupam com isso são obras de madeira, feno e palha. Ou seja, são obras que são queimadas pelo fogo, ela não tem valor.
Aí Paulo fala: a pessoa até salva, mas ela é salva como que pelo fogo. Ou seja, ela é salva, mas as suas obras não rendem nada porque são obras de madeira, feno e palha. Perceberam? Então galardão vai além de salvação, porque a pessoa é salva mesmo tendo obras de madeira, feno e palha. Agora, e as obras de ouro, de prata e de pedras preciosas? Naturalmente são as obras fundamentadas no evangelho, são as boas obras, as quais Deus preparou para os seus filhos de antemão.
Quando você as pratica, Deus vai lhe recompensar além da vida eterna que ele já te deu. E aí Paulo segue o raciocínio ainda na carta aos Gálatas, no capítulo 3. 3, do 9 ao 11. Assim, os que são da fé são abençoados com Abraão. Perceberam? A fé lá do Abraão se manifestou em Cristo, o descendente direto de Abraão, e essa fé abençoou todos os filhos. Perceberam? É a fé do Senhor Jesus. Tremendo, né? A fé manifestada lá em Abraão se manifestou posteriormente em Cristo, porque Cristo foi o descendente direto de Abraão, como Paulo fala.
E essa fé trouxe a justificação e as bênçãos espirituais para todos os filhos. 10: já os que se apoiam na prática da lei estão debaixo de maldição, pois está escrito: maldito todo aquele que não persiste em praticar todas as coisas escritas no livro da lei. Então a pessoa acaba se colocando, amados, debaixo de maldição, porque ela fica separada de Cristo. Como Paulo fala, né: separados estais de Cristo, vós que vos justificais pela lei.
Percebe? Está separado de Cristo, ou seja, está mentalmente separado, não serve a Cristo de verdade. Isso afeta galardão, porque a pessoa se coloca debaixo de maldição, porque ela Se ela cumpre um requisito da lei, ela é obrigada a cumprir todas. Por isso que as pessoas estão envolvidas em todos esses requisitos da lei aí, mesmo sem saber, né? Elas pensam que estão na graça, mas elas estão envolvidas com todo esse raciocínio do antigo pacto.
Então isso acaba acarretando uma maldição, porque a pessoa não serve a Deus de verdade, em espírito e verdade. A pessoa não tem o raciocínio, a mente de Cristo ativada. Então a pessoa vive ainda com medo, medo do inferno, medo do diabo, medo de Deus, medo de perder salvação, medo do Apocalipse, e tem que cumprir, e paga o preço, e não descansa. E Jesus voltar, eu vou ficar. E por aí vai. Quer maldição pior que essa? E aí, mais uma vez, isso acaba redundando em perda de galardão.
Salvação não se perde, amados, nós sabemos disso. Mas galardão sim, porque é pelas obras, é pelo que você faz. Se você faz obras de madeira, feno e palha, ou seja, obras religiosas, você não será recompensado por elas. Isso é muito claro, né? 11: é evidente que diante de Deus ninguém é justificado pela lei, pois o justo viverá pela fé. Perceberam? Nós vivemos pela fé, a fé de Abraão e a fé do Senhor Jesus. A fé lá do Abraão e a fé do Senhor Jesus foi implantada em nossos corações.
Inclusive, já nascemos com esse dom, porque todos os filhos de Deus têm esse dom, tem todas as bênçãos, né? Inclusive o dom da fé. Então é a fé do Senhor em nós e que nos leva a a crer. Então veja, crer em Jesus é pela fé do Senhor Jesus em nós. Nós por nós mesmos nunca teríamos qualquer manifestação de fé. A nossa fé veio de Deus. A fé que Deus manifestou no coração de Abraão foi a fé do Senhor Jesus que fez ele ser fiel até o fim em sua obra.
E essa fé foi implantada em nosso coração. Por isso nós cremos. O crer é uma consequência, percebe? Então a fé da Nova Aliança traz isso. Ela nos trouxe a capacidade não só de conquistar, de ter fé, de confessar, aquela coisa toda, mas também todo esse conhecimento da graça, o conhecimento da cruz, a libertação do sistema religioso. O sistema religioso diz que tá na graça, mas eles, por exemplo, ensinam as pessoas a jejuarem ensinam as pessoas a guardarem sábados e festas judaicas.
Muitas celebram aí Pentecostes, muitas celebram Festa dos Tabernáculos. Tudo isso são festas da lei, gente. Além dos batismos, né, as lavagens por meio da água, né. Na lei tinha isso, as abluições, elas lavagens por meio da água. A Páscoa festa dos pães ázimos. Essa Santa Ceia nada mais é do que um resquício daquela cerimônia da Páscoa que Jesus encerrou lá com seus discípulos. Ele fez a última Páscoa antes de morrer, entende?
Mas as pessoas insistem em ressuscitar essa tal Páscoa, mas chamam de Santa Ceia, entende? A circuncisão do prepúcio, até hoje, amados, os judeus fazem circuncisão no prepúcio. Essa questão de sacerdotes, essa dependência, né? Eu preciso de um sacerdote, ele que vai me abençoar. Esse sacerdote vai colocar as mãos na minha cabeça e eu vou receber a bênção. Ele vai passar um óleo na minha cabeça, ele vai jogar uma água benta sobre a minha cabeça, eu vou ser abençoado pelo sacerdote.
Essa visão, essa dependência sacerdotal, isso vem no antigo do pacto. Vocês estão entendendo, amados? Cronologicamente ninguém está debaixo da lei, mas mentalmente eles estão. Porque todo esse conceito que eu acabei de falar— festas judaicas, jejuns, abluições, Páscoa judaica, circuncisão do prepúcio, dependência sacerdotal, as proibições e imposições— eu posso fazer isso, não posso fazer aquilo, ah, porque minha igreja não permite, não sei o quê.
Porque, sabe, tudo isso são obras da lei, ou pelo menos raciocínio da lei impregnado na igreja, entende? Além da questão, por exemplo, de achar que somos pecadores ainda, né, que devemos pedir perdão pelos pecados ou a Deus ou ao sacerdote, que devemos nos santificar diante de Deus, nos consagrar. Ué, irmão cristiano, mas Nós não temos que ser santos? Sim, amados, diante da sociedade, o bom testemunho. Agora, santificação diante de Deus já foi feita, já foi estabelecida.
As pessoas querem se santificar espiritualmente para que Deus eventualmente os aceite ainda. Então sacrifica jejum, joelho no pó, aquilo, aquela coisa toda da lei, do legalismo, entende? Não é que você não não tem que ter uma vida santa. Claro que você tem, como consequência de quem você é. Você é filho de Deus, consequentemente você vai ter uma vida santa. Mas é uma, como costumo dizer, né, uma santificação horizontal diante da sociedade.
A santificação vertical diante de Deus já foi estabelecida. Mas o povo quer se santificar diante de Deus para que Deus os aceite. Então são conceitos do antigo pacto. Ah, eu sou pecador, tem que pedir perdão. Tem que buscar o Espírito Santo. Essa ideia que tem que buscar o Espírito, isso é desde o Antigo Pacto. No Antigo Pacto que eles ficavam sedentos do Espírito. Ah, Senhor, traga o seu Espírito, não retire ele de nós. Isso é Antigo Pacto, perceberam?
As igrejas chamadas igrejas estão impregnadas do Antigo Pacto, tá? Eu vou deixar na descrição do vídeo um estudo sobre as obras da lei. Nesse estudo nós nos aprofundamos nesses conceitos que eu passei aqui, tá? Vou deixar também na descrição do vídeo um estudo sobre a questão do pecado. Há vários estudos que explicam essa questão para você entender que nós não somos pecadores, que não temos que pedir perdão pelos pecados. Não faz sentido isso na graça.
Tudo isso você vai entender se você estudar, tá? Então esses estudos a mais que eu estou oferecendo vão te dar subsídios para você compreender toda essa verdade. Então, abençoados, nós não temos que viver nesses conceitos porque já temos a fé da Nova Aliança em nós, a fé do próprio Senhor Jesus que nos libertou. Nós também fomos libertos do Antigo Pacto, né, ainda que nós não tenhamos nascido nele. Ninguém aqui nasceu antes da cruz, né, só que nós vivemos, a maioria de nós pelo menos viveu envolvidos com esse raciocínio aqui.
Aqui. Então, de certa forma, nós também estávamos com a nossa mente lá no antigo pacto. Então, a revelação da fé da Nova Aliança também nos libertou mentalmente do antigo pacto. Eu quero encerrar com Gálatas capítulo 5, verso 4: vocês que procuram ser justificados pela lei separaram-se de Cristo. Caíram da graça. Que coisa terrível, né, amados? Durante muitos anos eu estive separado de Cristo porque eu passei 20 anos no sistema religioso.
Então eu estava separado de Cristo, ou seja, a minha mente estava separada da fé verdadeira, dos conceitos reais de Cristo. Então eu estava separado de Cristo, né? E também tava decaído da graça, porque eu não vivia o que a graça me proporcionava, eu não descansava, era só medo e ter que ser religioso, tem que pagar o preço, tem que fazer acontecer. Então não havia descanso, não havia libertação, só havia aprisionamento. Então eu estava separado de Cristo no conhecimento, estava caído da graça.
Mas pela misericórdia de Deus, a palavra foi revelada em minha mente, né? Então o que era separação foi aproximação, né? E agora estou em graça. Agora não, graças a Deus já há alguns bons anos debaixo da palavra da graça. E vocês também, vocês também estiveram no sistema religioso, estiveram envolvidos com o antigo pacto, mas a fé da nova aliança libertou a vida de vocês. Louvemos a Deus por isso, para todo o sempre. Amém. Graças a Deus.
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