134 - A FÉ DA NOVA ALIANÇA É A FÉ DE JESUS
Muitos pensam que estão vivendo a verdadeira Fé cristã apenas pelo fato de pertencerem a uma denominação religiosa. Porém, uma das principais características manifestadas na vida de quem vive de fato a genuína Fé é o afastamento de todo conceito religioso (dependência templária e sacerdotal, cerimonialismos, placas denominacionais, ordenanças de homens etc.). Neste estudo aprendemos que a verdadeira Fé é a Fé do próprio Senhor Jesus que foi inaugurada na Nova Aliança e nos é revelada pelo Evangelho da Graça.
(Gravação do Estudo da Graça de Deus transmitido ao vivo no domingo, dia 05/11/2023)
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- Lei e Nova AliançaFé de Jesus em nós · Fé plena e perfeita · Revelação da graça · Libertação da religião
- Obra de Deus e a fé em CristoFé de Jesus, não do homem · Fé como consequência, não causa · Dom da fé inato · Fé que revela a cruz e a graça
- Velha vs. Nova AliançaSuperioridade da Nova Aliança · Promessas superiores · Lei vs. Graça · Imperfeição da Antiga Aliança
- Critica Religiao InstitucionalDependência de obras e rituais · Placas denominacionais · Salvação pelas obras disfarçada · Manutenção das pessoas presas
- Propósito da Lei e o EvangelhoLei como tutor até Cristo · Lei promulgada por anjos e Moisés · Lei oposta às promessas? · Lei encerrou tudo debaixo do pecado · Queda do Templo de Jerusalém
A fé da Nova Aliança é a fé de Jesus. Nosso versículo inicial se encontra em Gálatas, no capítulo 3, verso 23. Vamos ler a Nova Versão Internacional: antes que viesse esta fé, estávamos sob a custódia da lei, nela encerrados, até que a fé que haveria de vir fosse revelada. Que palavra, hein, maravilhosa, né? Igreja gloriosa do Senhor, povo abençoado com todas as bênçãos espirituais, selados com o Santíssimo Espírito da promessa, igreja sem ruga, sem mácula, perfeitos em Cristo, mais do que vencedores em todas as circunstâncias.
Meus amados irmãos, hoje nós falaremos a respeito da fé que foi revelada a partir da Nova Aliança. Esta fé é a fé de Jesus que foi implantada em nossos corações. Percebe? É uma fé que ela não é a fé natural que nasceu em nós, é a fé do próprio Senhor Jesus que foi posta em nosso coração. E nós vivemos por essa fé, por essa revelação. A fé que veio de Jesus para nós é uma fé plena. Obviamente não poderia ser diferente, né? É uma fé que não pode ser medida como pouca ou muita.
Não, segundo o apóstolo Paulo, nós recebemos, cada um de nós, né, recebeu um quinhão, uma porção da fé. Então você não tem muita ou pouca fé, você tem a fé suficiente que Deus te deu. Você tem a sua porção de fé, percebe? E nós queremos tratar então dessa fé, que ela é plena, porque Ela é plena porque, além de ter as características da fé que havia na Antiga Aliança, que era aquela fé de conquistar, né, a fé de você acreditar em algo e você buscar e alcançar objetivos e vencer batalhas, a nossa fé que nós temos, que é de Deus, que é de Cristo em nós, ela, claro, também tem essas características.
A nossa fé também é uma fé para conquista, para o alcance de objetivos, etc. Só que ela vai além. Essa fé, que é a fé da Nova Aliança e é a fé de Cristo em nós, é a fé que nos revela o que o Senhor fez, é a fé que abre os nossos entendimentos para conhecermos a graça, o que nos foi dado gratuitamente por Deus. Eu quero tratar desse ponto hoje, que é maravilhoso: a fé que foi revelada na Nova Aliança, a fé plena, perfeita, a fé que veio do próprio Senhor, que é a fé dele, não é a nossa, é a dele em nós.
Maravilhoso isso, né? E eu quero que você entenda que você, como filho, filha de Deus, você tem dentro de si essa porção de fé, a fé de Cristo que abriu o seu entendimento para graça. Essa fé que é maravilhosa não só por te fazer alcançar objetivos, sonhos, você acreditar naquilo que você não vê como se já fosse. A palavra fala isso, né? A fé é isso. É a fé, é a certeza das coisas que você não vê, né? Mas você tem certeza daquilo.
A nossa fé, que é a fé do Senhor Jesus que está em nós, ela tem essas características maravilhosas de vitória, de conquista. Eu acredito muito nisso. Mas como eu disse agora há pouco e vou repetir, essa fé da Nova Aliança, ela vai muito além de tudo isso. Ela é superior por quê? Porque a Nova Aliança é superior. Irmão cristiano, havia fé na Antiga Aliança antes da cruz? Claro que havia, mas a fé revelada nesta Nova Aliança, ela é superior.
Por quê? Repito, porque a aliança estabelecida por Jesus e a partir de Cristo, né, a partir mais precisamente da cruz, Essa fé é perfeita porque a aliança é perfeita. Essa fé é plena porque a Nova Aliança é plena de bênçãos, né? Os filhos de Deus foram abençoados com todas as bênçãos a partir de Cristo, né? Então a Nova Aliança é isso, ela é superior porque ela é de melhores e superiores promessas. Só que o grande problema, abençoados, inclusive um problema que persiste até hoje, e acredito lamentavelmente que há de persistir ainda por muitos e muitos anos, é que as pessoas que que se dizem seguidoras de Jesus em especial, né, seja qual for o segmento, seja católico, seja protestante, na verdade não importa muito, porque inclusive na minha visão é tudo farinha do mesmo saco, né.
Obviamente que há diferenças de raciocínios, de doutrinas, né. O católico pensa o evangelho de uma maneira que na verdade não é evangelho, né, mas para eles é evangelho, né. Então eles pensam de uma maneira Os protestantes em seus diversos segmentos também. Aí tem um pentecostal, neopentecostal, o tradicional, o sabatista, o messiânico, e por aí vai. Uma infinidade, né, de placas denominacionais, uma infinidade de convenções e de raciocínios.
Claro que são raciocínios diferentes, mas no final das contas é tudo a mesma coisa, é tudo religião, é tudo cristianismo. E na verdade, o cristianismo, ele não tem relação com o verdadeiro evangelho. Ele só tem uma capa, uma vestimenta de evangelho. Ele se autoproclama evangelho, né? O cristianismo, em todos os seus segmentos, diz que é defensor do evangelho. Só que eles não pregam o evangelho da graça, que é o único evangelho.
Ah, mas irmão cristiano, eu conheço uma igreja X, uma igreja Y, tal, que eles falam da graça. Eles falam de Jesus, falam da cruz, etc. Veja, gente, mesmo os que dizem estar em graça, é uma graça relativa. E eu vou te provar isso rapidamente. Vá em qualquer congregação que diz pregar a graça. Hoje praticamente todas dizem que pregam a graça, tá? Praticamente todas dizem. Então você pode ir em qualquer uma, ele vai dizer: não, aqui é graça, estamos pregando a graça.
Aí você pergunta assim, irmão, a salvação é de graça? Não, claro que é, porque pela graça e tudo mais. Aí você pergunta assim, então, pastor, se eu deixar de tomar Santa Ceia na sua igreja, se eu deixar de ser um fiel dizimista, se eu deixar de seguir aqui os mandamentos, eu vou perder a salvação? Sabe o que ele vai te responder? Sim. Vai dizer assim, claro, você não pode abrir mão das cerimônias, você não pode abrir mão aqui dos mandamentos, né?
E na Igreja Católica eles chamam de sacramentos, né? Você não pode deixar de participar dos sacramentos. Ou na Igreja Protestante, você não pode deixar de beber a Santa Ceia ou Ceia do Senhor. Você não pode deixar de fazer isso e aquilo, porque senão você vai se distanciar de Deus. Se você deixar de frequentar o nosso templo, você vai perder a salvação, porque somente aqui no nosso templo é que Deus se manifesta. Então, se você não tá frequentando o templo, você não está em contato com Deus.
E se você não está em contato com Deus, você está separado, vai perder a salvação. Então, no final das contas, não existe salvação pela graça no meio do sistema, porque eles dizem que é pela graça, mas você depende de todo aquele mover que há ali dentro: campanhas, correntes, sacrifício, passa o óleo na cabeça e faz a cerimônia, batiza na água e come Santa Ceia e faz isso e aquilo, e vai no altar, entre aspas, né, e coloca seu pedido de oração no altar e passa um óleo e faz isso e aquilo.
Eles vivem no sistema envolvidos com todo aquele cerimonialismo, e esse cerimonialismo, ou estar neles e praticá-los, é que garante a salvação. Então, a rigor, no meio do sistema, a salvação é pelas obras. Veja, eles dizem que não é, alguns. Aí depende muito da visão, né? Como eu falei no início, existem muitas visões, mas na verdade tudo faria no mesmo saco, porque no final das contas a salvação é por meio de alguma obra que você faça.
Mas muitos dizem que não. Como eu falei, pastor, é pelas obras? Não, a palavra diz que é pela graça. Ué, pastor, mas você diz que se eu não tomar Santa Ceia eu vou perder salvação? Não, porque Santa Ceia é o meio que você tem contato com Deus e é o meio— perceberam? Tudo isso, na verdade, gente, a rigor, se a gente para para pensar friamente, é só uma maneira de manter as pessoas presas ali. Porque as pessoas dentro do sistema, em especial as lideranças, eles dizem isso: olha, se você sair daqui, você será amaldiçoado.
Veja, gente, uma das denominações que eu participei era assim: a liderança tinha essa visão. As pessoas saíam dali, elas eram consideradas desviadas, mesmo que elas fossem para alguma outra denominação. Ah, desviou daqui, saiu daqui, é amaldiçoado. Eu mesmo, minha esposa, que saímos de lá, até a minha mãe mesmo, fomos considerados amaldiçoados porque saímos daquela denominação. Então estamos aí, segundo eles, prontos a perder a salvação porque não pertencemos mais àquela visão religiosa, entende?
Então, na verdade, esse raciocínio todo desse povo, em especial das lideranças, como eu disse, é para manter as pessoas presas ali, as pessoas dependentes, né? Então, veja bem, abençoados, nós não dependemos de absolutamente nada. A nossa fé, a fé verdadeira que nos foi revelada pelo evangelho da graça, que é o único e verdadeiro evangelho eterno, Essa fé que nos mantém, essa fé é que nos revelou todas as coisas. Essa fé, amados, ela é plena, ela é tudo que nós precisamos.
Você não precisa de cerimonialismos, de templos de pedra, de sacrifício, de nada disso. Você já tem todas as bênçãos de Deus, e você como filho, filha de Deus, você já nasceu neste mundo com todas as bênçãos, inclusive com o dom da fé. Só que essa fé, ela se aperfeiçoou quando ela veio de dentro para fora. Você já nasceu com a capacidade de crer? Sim, todos nós já nascemos com a capacidade de crer. O crer é uma capacidade inata de todos os filhos de Deus.
Então você, eu, nós que somos filhos eleitos do Senhor, já nascemos com essa capacidade. Só que veja, a fé revelada na Nova Aliança é uma fé que se manifesta através da revelação, como acabamos de ler no primeiro versículo: até que a fé que haveria de vir fosse revelada. Essa fé foi revelada a partir de Cristo, e mais precisamente a partir da cruz. Então a revelação dessa fé vem pela palavra em nosso coração. Então o dom está lá dentro, a capacidade de crer está lá dentro, Mas ela vem à tona.
Você já vai ver isso comigo aqui no texto bíblico, tá? Você já vai ver com mais detalhes o que eu estou falando agora, tá bom? Então veja, a fé revelada na Nova Aliança é superior. Por isso que ela nos libertou da religião, porque religião é dependência humana. Depender de religiosidade, de cerimonialismos, de templos de pedra, tudo isso são movimentos humanos, entende? É a tentativa humana de buscar a salvação, de buscar as bênçãos.
Percebe? Religião é isso. Só que evangelho não é religião. O evangelho não é um homem buscando Deus. O evangelho foi Deus que buscou o homem, no caso, os seus filhos escolhidos. Foi ele que nos buscou, ele que nos salvou, percebe? Ele que fez toda a obra. Então, a fé revelada na Nova Aliança, que é a fé de Jesus Cristo, ela é superior por isso, porque ela nos liberta de todo o sistema religioso. E na verdade, amados, todo o sistema em maior ou menor grau está envolvido com obras da lei.
Logo, todo o sistema está envolvido com o sistema mosaico ainda da antiga aliança. Claro, uns em um nível maior, outros em um nível menor, uns de maneira aberta, declarada, outros de maneira velada. Mas o fato é que as obras da lei estão implantadas no meio do sistema, disfarçadas de obras da graça. Esse é o grande problema. Por quê? Porque mesmo as pessoas que estão em uma denominação que diz defender a graça, a pessoa pensa por isso que está debaixo da graça.
E ela está de fato, né? Se nós pensarmos do ponto de vista cronológico, né, cronologicamente, claro, todos os filhos de Deus estão debaixo da graça, porque é o caminho da graça foi inaugurado na cruz. O caminho foi inaugurado na cruz, houve um período de transição até que a graça fosse totalmente estabelecida com a queda do Templo de Jerusalém, ocorrida no ano 70, né? Jesus profetizou sobre a queda daquele templo. Houve também as profecias do próprio apóstolo Paulo, de Daniel, né?
Paulo disse que haveria uma repentina destruição, e houve então no ano 70 o cumprimento de todas aquelas profecias. E ali então marcou o fim daquela era mosaica. Por quê? Porque apesar de Jesus já ter inaugurado a graça, a lei continuou sendo exercitada no templo. Então havia aquele templo com todo aquele mover da lei ali. Os sacrifícios eram entregues, né, as abluções, que eram as lavagens por meio da água, né, os sacrifícios menores de animais, os sacrifícios maiores, que eram os sacrifícios feitos anualmente, né, onde o sumo sacerdote adentrava o Santo dos Santos ele oferecia primeiro sacrifícios pelo seu pecado e depois ele oferecia o sacrifício maior pelos pecados do povo no Santo dos Santos, dentro do templo.
Todo esse mover continua acontecendo, os dízimos eram entregues no templo. Então, gente, tudo acontecia ali ainda. A graça tinha sido inaugurada, sim, na cruz ela foi inaugurada, só que houve essa transição. Enquanto o Templo de Jerusalém esteve de pé, A lei estava ali acontecendo. Então era necessário que aquele templo fosse destruído para que a graça tivesse livre curso, né? Então nós entendemos que houve esse período de transição.
Nós até usamos uma metáfora que é o seguinte: nós entendemos isso como dia e chamamos de sétimo dia, né? Porque o sétimo dia, que foi o dia de descanso de Deus na criação, na verdade era um dia profético. O descanso na verdade é a graça, é Cristo, entende? Cristo é o nosso descanso, Cristo é o nosso Shabat, entende? Nós estamos no Shabat, no sábado, né, todos os dias espiritualmente falando. Então o descanso é a graça. Então nós utilizamos uma metáfora do dia, ou seja, o sétimo dia começou na cruz quando Jesus morreu, né?
Só que houve uma madrugada, entre aspas, ou seja, já era o sétimo dia Mas o amanhecer desse dia aconteceu no ano 70 com a destruição do templo, onde mais uma vez eu digo, a graça foi plenamente estabelecida. Então, amados, a fé que deve ser vivida hoje não é a fé religiosa, ou não é apenas aquela fé que havia no antigo pacto, que era uma fé de conquista, né, uma fé para alcançar objetivos e tudo mais, que era assim uma fé, uma manifestação da fé que também pertence aos filhos de Deus, só que ainda era uma fé imperfeita porque ela não revelava a plenitude da obra de Deus, mesmo porque a obra de Deus não havia sido completada ainda antes da cruz.
Isso é óbvio, né? Percebe? Então a fé revelada na Nova Aliança veio não só é trazer esse poder de conquista de sonhos alcançados, etc., de batalhas vencidas, mas ela também veio revelar a Nova Aliança veio revelar o que Jesus fez, veio revelar nossa posição, revelar as promessas conquistadas por Jesus, promessas estas que nós já temos em nós. Tudo isso foi revelado pela fé da Nova Aliança. Então ela é superior, sim, como eu disse, porque a Nova Aliança é superior.
Hebreus capítulo 8, versículos 6 e 7, Nova Versão Internacional. Agora, porém, veja, o ministério que Jesus recebeu, observem, é superior ao deles. Deles quem? Dos sacerdotes da lei. Aqui está sendo feito um paralelo do ministério de Jesus e do ministério dos levitas, os ministros ali que ministravam no templo da lei, tá? Então tá dizendo o seguinte: O ministério de Jesus é superior ao dos sacerdotes, dos levitas, do sumo sacerdote, assim como também a aliança da qual ele é mediador é superior à antiga.
Perceberam? Sendo baseadas em promessas superiores. Perceberam, abençoados? A nova aliança, ela consiste em promessas superiores. Ela é superior à antiga. Alguns dizem que a Nova Aliança é a Antiga Aliança melhorada, entre aspas, ou seria uma continuidade, um aperfeiçoamento da Antiga Aliança. Não, a Nova Aliança é nova de fato. Ela é uma outra aliança que foi estabelecida com o verdadeiro Israel, ou seja, não Israel segundo a carne, mas o Israel segundo o Espírito.
Que é a Igreja do Senhor. Então nós vivemos já em melhores promessas. Versículo 7: pois se aquela primeira aliança fosse perfeita, não seria necessário procurar lugar para outra. Ou seja, a antiga aliança foi imperfeita. Aí você vai perguntar assim: mas, irmão cristiano, como é que algo que veio de Deus pode ser imperfeito? Veja, não é que a aliança em si era imperfeita. Não, a aliança era espiritual, veio de Deus, a antiga, né?
Só que a imperfeição dela não estava nela mesma, mas sim no homem, porque era necessário o homem cumprir as obras da lei por meio da sua carne. Por isso que Paulo fala, escrevendo aos Romanos, que a lei estava enferma pela carne, porque havia essa dependência da carne, do cumprimento das obras na carne. Como o homem era incapaz, e claro, Deus sempre soube disso, né, mas ele enviou a lei para que a lei diagnosticasse o pecado. Era necessário a lei vir para que ela imputasse o pecado.
Ela foi a força do pecado, como nós vimos, né. Então a condenação veio através da lei. Por isso foi necessário que a lei manifestasse. Mas evidentemente, como diz a palavra na própria carta aos Hebreus, a lei nunca aperfeiçoou coisa alguma. Amados, a religião não aperfeiçoa ninguém. Vocês podem notar, como eu falei agora há pouco, todo o sistema religioso que se diz cristão, na verdade, ele está permeado de obras da lei. E como eu disse agora há pouco, alguns estão mais permeados, né, inclusive alguns defende abertamente que tem que realmente se cumprir obras da lei, etc.
E aquele grupo que diz que tá em graça: não, nós estamos na graça, que não tem lei. Mas tem a lei, só que ela tá disfarçada, entende? Ah, eu faço um jejum aqui, mas é um jejum da graça. Aí eu vou fazer uma ablução, que é um batismo em águas, né? Aquele batismo de João não deixa de ter uma inspiração nas lavagens feitas por meio da lei, né? Inclusive, amados, eu vou deixar na descrição do vídeo, quem quiser se aperfeiçoar nesse assunto de batismo, vou deixar na descrição do vídeo um link de uma playlist sobre batismos.
Quem estiver pela gravação no YouTube vai encontrar o link dessa playlist, né? Então as pessoas ficam nessa: ah, eu faço um jejum aqui, mas é um jejum da graça. Eu me batizei, mas é o batismo da graça. Gente, o batismo da graça foi no Calvário, então não é batismo de João em águas. Entende? Nova Aliança é outra coisa. A Nova Aliança é superior. O batismo foi superior. Esses estudos sobre batismo são tremendos, abençoados. Recomendo muito que vocês assistam para vocês entenderem mais sobre isso, tá?
Então as pessoas ficam envolvidas com todo esse cerimonialismo que na verdade é uma obra da lei, mesmo que esteja inserida no tempo da graça. Não deixa de ser uma obra da lei. E a palavra diz: os que são das obras da lei estão debaixo de maldição. Então a fé da Nova Aliança nos revelou, amados, a graça. A fé da Nova Aliança nos revelou a cruz, o que Jesus fez de fato na cruz, sabe? O poder da sua morte, da sua ressurreição, da vinda do seu reino.
Tudo isso é revelado pela fé da Nova Aliança. Que é a fé de Jesus dentro de nós. Por isso que ela nos liberta de todo esse cerimonialismo. Nós que estamos em graça não precisamos. Por quê? Porque já estamos em uma aliança superior, como acabamos de ler, né? Então, abençoados, voltando ao raciocínio do versículo inicial, né, onde nós lemos ali da fé que seria revelada, fica aquela pergunta Poxa, irmão Cristiano, então antes da cruz não havia fé?
É o que eu falei no início, havia fé. Os filhos de Deus antes da cruz, eles já tinham uma manifestação de fé dentro deles, claro, já nasceu com eles, é uma capacidade de Deus dentro deles. Só que é uma fé que nós chamamos, entre aspas, de uma fé natural. A fé da Nova Aliança é uma fé sobrenatural. Percebe? É uma fé que vai além, é superior, é a fé do próprio Senhor Jesus dentro de nós. Só que havia sim uma manifestação de fé antes da cruz.
Vamos ver alguns exemplos. Por exemplo, vocês se lembram da história do cego Bartimeu, né? O cego Bartimeu soube que Jesus estava passando pela, por aquela região onde ele estava E ele começou a clamar: Filho de Davi, tem misericórdia de mim! Tremendo, né? Isso é ou não é uma manifestação de fé? Claro que era uma manifestação de fé. Naturalmente, ele já tinha ouvido falar do poder de Jesus, então ele pediu misericórdia: Filho de Davi, tem misericórdia de mim!
Veja aqui, Marcos 10:51 e 52. Na ocasião ali, então, ele estava chamando por Jesus e alguns até o entenderam, né, como se ele estivesse ali incomodando e tudo mais, né. Só que Jesus foi até ele e aí Jesus perguntou: o que você quer que eu faça? Perguntou-lhe Jesus. O cego respondeu: mestre, eu quero ver. Observe que algo tremendo aqui, né. Primeiro que Jesus pergunta para ele, parece algo óbvio se você parar para pensar. Poxa, aquele homem era Ele estava pedindo misericórdia.
Naturalmente, obviamente, ele queria cura para sua visão, né? Uma coisa meio óbvia. E além disso, Jesus, sendo o próprio Deus, obviamente sempre soube o que aquele homem queria. E aí entra uma grande revelação até para nós hoje em dia. Muitas pessoas têm esse questionamento: irmão Cristiano, por que devemos orar? Por que o apóstolo Paulo, por exemplo, ensinou a apresentarmos os nossos pedidos a Deus, né? Por que que ele ensinou isso se Deus sempre soube todas as coisas?
Deus sabe das nossas necessidades. Pois é, abençoados, veja só, há uma revelação tremenda aqui, porque Jesus sabia o que aquele homem queria, mas ele perguntou. Ou seja, ele fez aquele homem confessar o que ele queria. Eu te pergunto, isso não se encaixa perfeitamente no raciocínio que o apóstolo Paulo, já revelando a graça, ensinou escrevendo aos Filipenses, onde ele disse o seguinte: não andeis ansiosos por coisa alguma, mas antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus.
Ou seja, você tem que pedir, confessar, externar. Amados, foi exatamente o que Jesus fez aqui. É claro que Jesus sabia que aquele homem queria ser curado da sua cegueira, óbvio. Ele sabia porque era uma coisa óbvia que essa era a grande dificuldade da vida daquele homem, e ele sabia também porque ele era o próprio Deus. Mas ele perguntou: você quer que eu faça o quê? Aí o cego confessou: mestre, eu quero ver. 52. Vá, disse Jesus, a sua fé o curou.
Perceberam? Imediatamente ele recuperou a visão e seguiu Jesus pelo caminho. Que palavra, que revelação! Vá, a tua fé te curou. É uma manifestação de fé, meu irmão, minha irmã. Uma fé que trouxe cura, perceberam? Então já havia assim a manifestação da fé naquela ocasião. Aqui está antes da cruz, apesar de alguns dizerem que aqui é Nova Aliança. Não é, é antiga. Eles estavam ainda no Antigo Pacto. Então havia a fé manifestada ali, mas não era uma fé plena, não era uma fé que revelava a obra de Deus como a fé da Nova Aliança revela.
Não é a fé que revelava a graça do Senhor, as conquistas de Deus pelo seu povo. Ainda por cima, havia aquele conceito de muita ou pouca fé. É diferente de hoje. Hoje você, eu, nós não temos muita ou pouca fé. Você tem a fé que Deus te deu, a porção de fé. Então você tem a fé suficiente, perceberam? Então veja aqui esse conceito de pouca fé. Mateus 14, vamos ler do 25 ao 31, também Nova Versão Internacional. Alta madrugada, Jesus dirigiu-se a eles.
Eles aqui são os seus discípulos, né, andando sobre o mar. Olha só que coisa, hein! Vocês podem observar aqui Jesus vencendo as leis da física, né? Quando que um corpo material pode andar sobre as águas, né, com a densidade muito maior. Não tem como, né? Mas Jesus fez esse milagre. Quando o viram andando sobre o mar, ficaram aterrorizados e disseram: é um fantasma! Interessante, né? E gritaram de medo. Ficaram apavorados, acharam que era um fantasma, assombração.
O que que é aquilo, né? 27, 28: mas Jesus imediatamente lhes disse: coragem, Sou eu, não tenham medo. Imagina só, né, você ouvir isso do próprio Senhor, né? Isso é um privilégio, né? Sou eu, não tenham medo. Senhor, disse Pedro, se és tu, manda-me ir ao teu encontro por sobre as águas. 29:30: Venha, respondeu ele. Então Pedro saiu do barco, andou sobre as águas. Veja, gente, que não foi só Jesus que andou Pedro também andou. Então Pedro saiu do barco, andou sobre as águas e foi na direção de Jesus.
Mas quando reparou no vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: Senhor, salva-me! 31. Imediatamente Jesus estendeu a mão e o segurou e disse: Homem de pequena fé, por que você duvidou? Que palavra, né, abençoados? Vocês podem notar que o medo, ele é paralisante, né? O Pedro chegou a crer na palavra. Jesus falou: vem, confia. E ele foi, e ele sentiu aquela experiência extraordinária de você caminhar sobre a água, algo fisicamente impossível.
Só que Deus é o Deus do impossível, ele faz o impossível. O impossível pertence a ele. E ele creu e andou, mas quando ele temeu, ele afundou. Esse é um dos grandes males nossos, né? Porque a nossa carne é fraca, como Jesus disse, né? Pedro temeu na carne. Num primeiro momento ele creu, mas a sua carne temeu e ele afundou por causa disso. É tremendo. Há um grande ensinamento aqui, né? Agora, o ponto que eu quero trazer aqui é esse homem de pequena fé.
Veja bem, amados, havia fé na Antiga Aliança. Quando o apóstolo Paulo fala da fé que agora se manifestou, a fé que seria revelada, que foi revelada, ele não está dizendo que não havia fé no antigo pacto, só que era uma fé inferior, assim como o antigo pacto era inferior em relação ao novo pacto. Havia essa fé de conquista, para conquistar as coisas, para alcançar objetivos, né? Essa fé que manifestou a cura nos olhos do cego Bartimeu.
Vamos ver exemplos de fé manifestando coisas grandiosas no Antigo Pacto. Hebreus capítulo 11, só dois exemplos aqui, 29 e 30. Pela fé, o povo atravessou o Mar Vermelho como em terra seca, mas quando os egípcios tentaram fazê-lo morreram afogados. Pela fé caíram os muros de Jericó depois de serem rodeados durante 7 dias. Foi a fé que fez os muros caírem, não foram as trombetas que tocaram, foi a fé do povo, entende? Pela fé de Moisés ali, de Arão, o mar se abriu e o povo atravessou com fé.
O povo confiou. Então essa fé para conquistas, essa fé de alcançar vitórias, essa fé de crer na capacidade de Deus fazer as coisas, essa fé vem desde a Antiga Aliança. Ela está nos filhos de Deus e ela está em nós hoje sim. Só que nós hoje vivemos a fé que é a fé de Cristo Jesus, perceberam? É a fé do Senhor Deus implantada em nós que vai além. Muito além. É a fé que trouxe a justificação. Já ouviram falar? Claro que já ouviram, né?
A justificação pela fé. Alguns interpretam que a fé da própria pessoa— a pessoa quis aceitar Jesus, né? Então ela quis crer. Então, através dessa fé que é dela, ela que resolveu exercer essa fé, então ela foi justificada. A justiça de Deus foi estabelecida pela fé de Jesus. Percebe? Foi Jesus que teve fé. E fé, a palavra fé também pode ser traduzida por fidelidade. Vocês podem notar que uma pessoa, por exemplo, que pertence a uma denominação religiosa, ela é chamada de fiel.
Né? Ah, ele é fiel da igreja tal. Porque isso, fé se confunde com fidelidade. A palavra fé no grego é a palavra pistis, né? Ela pode ser traduzida também por fidelidade. Então a justificação pela fé não é a fé da pessoa que decidiu aceitar Jesus, é a fé de Jesus, ou seja, a fé que ele exerceu, a fidelidade autoridade que ele exerceu, e essa fé foi implantada em nossos corações. Então a justiça do Senhor não é pela minha fé que eu decidi ter, não.
Isso é altivez humana. A religião ensina essa altivez, né? O homem que quis aceitar Jesus e é a fé dele em Jesus— eu já vou chegar nesse conceito, tá? Não existe fé em Jesus nesse sentido. Existe a fé de Jesus em nós. Já vamos chegar lá, tá? Então veja, as pessoas têm esse raciocínio: ah, é a sua fé em Jesus que te justificou, então você tem que aceitar Jesus para alcançar a justificação. Não, a justiça já foi feita, a justificação foi dada pela fé de Jesus que hoje está implantada em nossos corações.
Tá, então, abençoados, vamos lá. Vocês viram aqui a fé da conquista, a fé que trouxe a cura para o cego Bartimeu, a fé que fez o povo atravessar o Mar Vermelho, etc., etc. É uma fé manifestada na Antiga Aliança. Quando o apóstolo Paulo então utilizou a expressão antes que viesse a fé, ele estava falando de uma fé específica. Não é que não houvesse fé na Antiga Aliança. Paulo estava falando de uma fé superior que se manifestaria na Nova Aliança.
Ele se referia a essa manifestação especial de fé, que é a fé do Senhor Jesus em nós, a fé que veio não só para nos capacitar a crer em Deus, alcançar objetivos, conquistar coisas, né, manifestações de bênçãos. Não apenas isso, mas também a fé que nos libertou totalmente do raciocínio do antigo pacto. Porque veja, ainda que nós não estejamos mais cronologicamente debaixo do antigo pacto, porque ele caiu na cruz, né, e definitivamente na queda do Templo no ano 70, né, mas foi na cruz que a graça foi inaugurada.
Ainda que naquele tempo o antigo pacto teve seu fim definitivo, o raciocínio dele seguiu séculos adiante. Como eu falei agora há pouco, todas as chamadas igrejas têm umas em um maior grau, outras em um menor grau, todas têm a lei dentro delas, todas têm um raciocínio do antigo pacto dentro delas. Por quê? Porque a verdadeira fé não está nessas chamadas igrejas. Ali pode até haver essa fé que eu chamo, entre aspas, de fé natural, né?
Essa fé de conquistar, essa fé que desde o antigo pacto já estava no coração dos filhos de Deus. Essa fé pode até haver no meio do sistema religioso, mas a verdadeira fé da Nova Aliança, que revela de fato a graça, que revela a cruz, essa fé não existe lá. Por isso que esse povo do sistema ainda está envolvido com o Antigo Pacto, mesmo em pequeno grau. Ah, irmão Cristiano, mas é só um jejumzinho que o irmão ali faz. Mas ali naquela igreja só tem ali a Santa Ceia, que na verdade é uma caricatura mistura, por assim dizer, um resquício da Páscoa judaica, né?
Aí, meu coxinha, não é só isso, uma cerimoniazinha. Não, gente, não tem essa de só isso. Não pode haver mistura de lei com graça, que seja um pouquinho, não pode haver, senão a verdadeira fé não vai estar manifestada ali, tá? Então, gente, observe, vamos ler aqui o contexto do primeiro versículo. Onde o apóstolo Paulo desenvolve esse raciocínio da fé que haveria de se manifestar, essa fé superior que é a fé de Cristo Jesus em nós.
Nós lemos no início Gálatas capítulo 3, verso 23. Vamos ler agora a partir do verso 18 em diante. Pois se a esperança depende da lei, já não depende da promessa. Deus, porém, concedeu, olha só, gratuitamente a Abraão mediante a promessa. Deus concedeu a promessa gratuitamente a Abraão. A herança de Abraão foi dada gratuitamente. Consequentemente, nós filhos de Deus também recebemos essa herança de Abraão gratuitamente, porque nós a recebemos em Cristo.
Então, o que que está sendo dito aqui? Que a promessa e consequentemente a herança não vieram da lei, não vieram de obras, não vieram de sacrifícios, do cumprimento daqueles mandamentos. Não, a promessa e a herança foram dadas gratuitamente a Abraão muito antes da lei, gente. A lei se manifestou 430 anos depois de Abraão. Então, muito antes da lei, Abraão já havia recebido recebido a herança e a promessa. 19 e 20: qual era então o propósito da lei?
Foi acrescentada por causa das transgressões, ou seja, dos pecados, né, até que viesse o descendente. O descendente é Jesus, a quem se referia a promessa. E foi promulgada por meio de anjos, pela mão de um mediador. Veja bem, queridos, nessa questão aqui é o seguinte: Havia uma crença entre os israelitas, e há até hoje entre os judeus, né, os israelenses hoje que são religiosos, que a lei foi dada por meio de anjos. Realmente há essas referências na Bíblia, tá?
Só que veja bem, existe um raciocínio de que a lei foi dada realmente por meio dos anjos, ou seja, Deus teria entregue a lei para os anjos e os anjos a entregaram a Moisés. E há também um raciocínio domínio, que os anjos apenas testemunharam a entrega da lei, tá? De todo modo, os anjos estavam envolvidos ali na entrega da lei para Moisés, tá bom? Por isso que Paulo fala isso aqui: foi promulgada por meio de anjos. Ou seja, os anjos a entregaram, ou eles simplesmente acompanharam de perto, entre aspas, né?
Ou seja, foram testemunhas, tá? E foi promulgada por meio de anjos, pela mão de um mediador. Contudo, o mediador representa mais de um. Deus, porém, é um. O que que Paulo está falando aqui? O Paulo está falando mais uma vez da superioridade da graça. Vocês podem notar que ele começou dizendo que a herança foi dada gratuitamente e foi dada, veja só, direto de Deus para Abraão. Ou seja, não houve intermediários. Aqui o apóstolo coloca não só os anjos como o próprio Moisés como mediador, como de fato o foi.
Então aqui o Paulo usa isto como argumento, ou seja, o fato de a lei ter vindo por Moisés e mesmo através de anjos, o Paulo usa isso como argumento de quê? De que a lei teve intermediador, então ela é inferior porque a promessa foi dada diretamente por Deus. Por isso que ele diz: Deus, porém, é um. Ou seja, não houve intermediador entre Deus e Abraão. É um argumento de Paulo, né, para dizer que a Nova Aliança, que a graça, etc., é superior à antiga.
Então a antiga não foi dada diretamente, ela veio pelos anjos e por Moisés como mediador. Mas a promessa não, foi de um só, de Deus diretamente a Abraão. Entenderam, né, o que Paulo tá dizendo aqui? 21: então a lei opõe-se às promessas de Deus? De maneira nenhuma. Pois se tivesse sido dada uma lei que pudesse conceder vida, certamente a justiça viria da lei. Paulo tá dizendo o seguinte, gente: não é a lei que é o problema. O problema é que a lei não tinha capacidade por causa da incapacidade do homem, né, como eu disse agora há pouco.
A lei dependia da carne para o seu cumprimento e o homem não tinha condições de cumprir a lei, né? Então, em função disso, a lei não aperfeiçoou ninguém. Então Paulo fala: não é que a lei seja contrária à promessa, é que ela não tinha capacidade, porque o homem era incapaz de cumpri-la. Então a lei não tinha capacidade de trazer essa justiça. Perceberam? 22: mas a Escritura, que no caso é o antigo pacto, né, encerrou tudo debaixo do pecado, a fim de que a promessa que é feita pela fé em— repare o seguinte, aqui nós colocamos entre parênteses a palavra de.
Você que está assistindo ao estudo em vídeo, né, você está vendo isso: pela fé em, entre parênteses, de Jesus. Porque veja, gente, no grego não tem esse em. Percebam isso, não tem no grego o conceito de fé em Jesus. O conceito aqui no grego é fé de Jesus, porque a religião, em cima dessa questão da fé em Jesus, criaram todo— a religião criou, né, todo esse raciocínio de que a fé depende do homem, é a sua fé em Jesus que vai trazer a justiça, que vai fazer você ser filho de Deus, etc.
Só que na verdade o conceito da palavra, o conceito genuíno, é a fé de Jesus. Quando você lê na Bíblia assim: justificados pela fé em Jesus, não é a fé em Jesus, é a fé de Jesus. Então o povo de Deus foi justificado pela fé de Jesus. Ou seja, é a fé dele, a fidelidade dele. Perceberam? É a fé que Jesus exerceu para morrer na cruz, para ressuscitar, percebe? E é a fidelidade dele à obra de Deus. Foi ele que fez. Então a fé dele não é minha.
Repito, isso é uma altivez humana. A eu que decidi ter fé em Jesus. Jesus. Na Bíblia não tem esse conceito. Ah, Cristiano, mas nós cremos em Jesus. Gente, nós cremos como consequência. O meu crer não é a causa da fé, foi a fé de Jesus em mim que me levou a crer. Perceberam? Esse é o ponto, é o que nós sempre ensinamos aqui em nossos estudos. A fé, o crer, é uma consequência. Se você crê em Deus, é uma consequência de quem você é.
Você crê porque você já nasceu sendo filho, você já nasceu com o dom da fé, ainda que a fé da Nova Aliança não tivesse sido revelada ainda, né? Quando nós nascemos nesse mundo, evidentemente a fé revelada na Nova Aliança não havia sido revelada em nosso entendimento ainda. Essa fé se revela pela pregação da palavra do evangelho, mas ainda assim nós já tínhamos o dom, ou seja, a capacidade de crer. Então crer é uma consequência e não a causa.
Então crer em Jesus não é que você quis crer nele, é a fé dele em você que te capacitou a crer. Então é a fé de Jesus. Por isso que o tema de hoje é esse: a fé da Nova Aliança é a fé de Jesus. Perceberam? Vou ler novamente o versículo. Mas a Escritura encerrou tudo debaixo do pecado, a fim de que a promessa que é pela fé de Jesus Cristo fosse dada aos que creem. Ou seja, que creem como consequência disso, não a causa, tá? 23: Antes que viesse esta fé, aí o versículo que lemos no início, né, estávamos sob a custódia da lei, nela encerrados, até que a fé que haveria de vir fosse revelada.
E foi revelada a partir de Cristo, e hoje nos é revelada, nos foi revelada pelo evangelho da graça. 24 e 25: assim a lei foi o nosso tutor até Cristo. Veja, até Cristo, até o descendente, como nós vimos no contexto aqui, né, para que fôssemos justificados pela fé, pela fé de Jesus. Agora, porém, tendo chegado a fé, já não estamos mais sob o controle do tutor. Ou seja, é um erro estar submetido a obras da lei, mandamentos de homens, ainda que sejam mandamentos modernos, né, invencionices modernas.
É um erro porque nós vivemos em uma nova aliança, já estamos no tempo da graça eterna. E o evangelho que revela essa graça, tudo que Jesus fez pelo seu povo é o evangelho da graça. Então a fé que haveria de vir e já veio em Cristo Jesus, nós já nascemos com esse dom dentro de nós. E quando ouvimos a palavra do evangelho, o nosso coração foi aberto pelo Espírito e a fé veio de dentro para fora. Romanos 10:17. Consequentemente, a fé vem— repara essa palavra que tá sublinhada aí— A fé vem por ouvir a mensagem, e a mensagem é ouvida mediante a palavra de Cristo.
A palavra de Cristo é a palavra da graça, afinal estamos no tempo da graça. Agora, vocês notaram a palavra vem? A palavra vem, no grego ek, é uma palavra que significa o seguinte: algo que vem de dentro para fora. Ou seja, o que que é a fé vir? Ela vir de dentro para fora. Em outras palavras, antes mesmo de ouvirmos a graça, já tínhamos o dom da fé. Inclusive, uma fé até que nos levava a crer em conquistas, como era na Antiga Aliança.
Só que a fé plena da graça foi revelada quando ouvimos a palavra, porque a fé vem por ouvir. Ou seja, você ouviu a graça, amado, e a graça te revelou a verdadeira fé, a fé que te guia Você não é guiado hoje por homens, por templos de pedra. Você não é guiado mais por mandamentos, por sacrifícios, ordenanças, coisas que são da lei ou inspiradas na lei, coisas que têm um raciocínio da lei no mínimo, né, e que estão impregnadas nas vidas das pessoas no sistema.
Você não vive mais submetido a isso porque a fé da Nova Aliança te foi revelada. E essa fé então veio de dentro do seu ser, pelo Espírito Santo e pela revelação da palavra, e veio para fora. Ou seja, ela veio do seu espírito para o seu entendimento. Por isso que hoje você vive liberto do sistema religioso, porque quem te guia é o Espírito. Você não vive mais pela lei, você vive pela fé de Jesus em você. Gálatas 3:11-12. É evidente que diante de Deus ninguém é justificado pela lei.
Claro que não, pois o justo viverá pela fé. Mais uma vez, a fé de Jesus em você, não a sua fé, é a fé do Senhor. A lei não é baseada na fé. Ao contrário, quem praticar estas coisas, ou seja, obras da lei, por elas viverá. Gálatas 5:18: se vocês são guiados pelo Espírito, não estão debaixo da lei. Ser guiado pelo Espírito é ser guiado pela palavra, é ser guiado pela fé da Nova Aliança, que é a fé do Senhor Jesus em nós. Entendam isso: a fé que você tem hoje foi ele que te deu, é a fé dele mesmo em você.
Você. Percebeu? Você recebeu essa fé como herança também. Então não é uma fé natural apenas, uma fé de conquista, uma fé para alcançar isso e aquilo, que é muito bom tê-la, e nós a temos também. Essa fé da Nova Aliança, ela é completa, ela tem também esses aspectos de conquistar, de acreditar, de pedir a Deus, confessar, de descansar em Deus. Tudo isso vem pela fé. Só que a fé da Nova Aliança, ela vai além. Ela revela a cruz, a graça, a nossa posição em Cristo de filhos que somos.
Perceberam? E essa fé revela a escatologia consumada também, que faz parte do raciocínio do evangelho hoje em dia. Conhecer que a escatologia já se consumou é algo preciosíssimo que só a verdadeira fé revela. É a fé de Jesus, amados. Amados, é essencial que o povo que o senhor compreenda que qualquer fermento, por menor que seja, ele leveta a massa toda. Então não adianta uma denominação dizer que prega a graça se dentro do seu âmago existem obras da lei disfarçadas de obras da graça.
Existe conceitos da graça, por exemplo, o conceito de ser pecador. Gente, todas as denominações, sem exceção, Todas elas dizem que seus membros são pecadores. Todas elas. Ser pecador é algo de antes da cruz, perceberam? Na graça não existe filho de Deus pecador, ainda que cometamos pecados entre aspas na carne, ou seja, ainda que erremos o alvo, mas nós não somos encontrados por Deus como pecadores porque o nosso velho homem já morreu.
Irmão Cristiano, agora eu tô impactado, eu tô começando na graça agora, como é que pode eu não ser considerado pecador? Vou deixar na descrição do vídeo uma playlist sobre o pecado para você entender esse ponto. Esse raciocínio de ser pecador é um raciocínio que vem desde antes da cruz, que está impregnado, é a lei de certa forma, né? Ou seja, é um antigo pacto impregnado na mente do povo. Eu sou pecador, vou perder salvação, que tem que sacrificar, tem que jejuar para ficar bem com Deus, para alcançar bênçãos, para ser poderoso, sabe?
Eu tenho que tomar um banho ali no tanque, fazer uma campanha, ou me batizar, ou tomar ceia para ter comunhão. E perceberam? Frequentar templo para encontrar Deus ali. Todo esse raciocínio templário, esse raciocínio, essa dependência de sinagogas, entende? Essa dependência de cerimonialismo, de sacramentos. Tudo isso é um raciocínio que vem lá do antigo pacto. Então, por mais que as pessoas não estejam vivendo literalmente debaixo da lei, por mais que elas não estejam cumprindo elementos da lei, os 613 mandamentos da lei, um pouquinho de fermento leveda a massa toda.
Gálatas 5:9: um pouco de fermento leveda toda a massa. E no contexto aqui, o fermento são as obras da lei. Perceberam a questão? Essas chamadas igrejas estão aí no meio de obras da lei disfarçadas de obras da graça. Elas estão impregnadas do antigo pacto e de raciocínios que vêm de lá, porque a fé da nova aliança não foi revelada, o evangelho da graça não foi revelado. Percebe? Nós lutamos aqui em pregar a graça para que essa palavra alcance o coração do povo e a fé verdadeira, a fé da Nova Aliança, possa vir.
Vocês não acabaram de ler conosco? A fé vem por ouvir a palavra, e a palavra vem significa isso, vem de dentro para fora. Então os nossos irmãos estão perdidos aí, eu diria, né, no meio do sistema, no meio da visão do antigo do pacto. Por quê? Porque apesar de serem filhos de Deus e terem um dom da fé, não houve a manifestação da verdadeira fé que vem pela verdadeira palavra. Por isso a pregação da graça é necessária e sempre será, para que os filhos de Deus alcancem a manifestação da verdadeira fé, que é a fé do Senhor Jesus Cristo em nós.
Essa fé que vem de dentro para fora. Ou seja, a fé que revela tudo que o Senhor conquistou, né, todo esse conhecimento que eles não têm ainda porque a palavra verdadeira não foi revelada. Então, amados, louvemos a Deus sempre, agradeçamos sempre ao Criador por essa grandiosa revelação. É a fé da Nova Aliança que foi manifestada em nós, que é a fé do próprio Senhor Jesus em em nós. Ou seja, é aquele conceito que chamam de fé em Jesus, que na verdade é a fé de Jesus em nós.
Temos que agradecer diariamente por esta fé ter sido manifestada em nós, por hoje podermos conhecer a nossa posição em Cristo, sabermos quem somos, de onde viemos, para onde vamos, tudo que ele já conquistou por nós. Toda essa garantia, todo esse descanso Vem por meio da revelação da verdadeira fé, a fé que seria revelada e foi revelada a partir da Nova Aliança, a fé da graça de Deus, a fé do próprio Senhor Jesus em nós. É através dessa fé que nós obedecemos a palavra do Senhor.
Percebe? Você não obedece porque você simplesmente decidiu obedecer. É o poder de Deus, é a revelação de Deus na sua vida que te leva a crer. Você hoje obedece a palavra porque esse evangelho te foi revelado, e essa fé então te conduz na obediência. Você não precisa de religião para ser obediente. Você não precisa de religião para ser obediente a Deus. Pelo contrário, você é verdadeiramente obediente a Deus justamente quando você que está fora da religião, porque através da verdadeira fé é que nós obedecemos o Senhor.
Eu quero encerrar com Romanos capítulo 1, versículo 5: por meio dele e por causa do seu nome recebemos graça e apostolado para chamar dentre todas as nações um povo para a obediência que vem pela pela fé. Maravilha, né? A obediência vem pela fé. E essa fé não é uma fé natural, é uma fé sobrenatural. É a fé do Senhor Jesus habitando em nós, é o Espírito Santo nos guiando nos caminhos de Deus por meio da palavra. Mais uma vez, você não precisa de religião, você não precisa de obras da lei, não precisa de raciocínios do antigo pacto.
Para ter uma vida com Deus. Pelo contrário, é quando você está longe de tudo isso é que você verdadeiramente segue ao Senhor e verdadeiramente o obedece. Louvado seja Deus por isso.
Evangelho Genuino
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