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Irã: O Enigma de Ormuz - Ameaça ou Oportunidade? | Live Economia e Mercados ref. Abril/2026

08 de maio de 20261h3min
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O que acontece com a economia global se o Estreito de Ormuz permanecer fechado? Quais são os possíveis caminhos de negociação? E como esse choque pode afetar petróleo, juros, inflação e ativos de risco?

Na nossa live mensal, vamos discutir:

  • A crise no Irã e os impactos de Ormuz para a economia global
  • Petróleo, inflação e juros no Brasil e no mundo
  • A performance da Nasdaq com a aceleração dos investimentos em IA
  • O que esse ambiente significa para ativos de risco e para os mercados brasileiros
Assuntos7
  • Crise no Irã e Estreito de OrmuzImpactos econômicos do fechamento de Ormuz · Negociações de acordo entre EUA e Irã · Capacidade nuclear do Irã · Sanções econômicas contra o Irã · Trump · Irã · Estados Unidos
  • Impactos do conflito no petróleo, inflação e jurosPreço do petróleo e níveis operacionais críticos · Risco de recessão mundial com alta do petróleo · Juros no Brasil e no mundo · Inflação mundial · Estoque de petróleo
  • Inteligência Artificial e o mercado de tecnologiaAceleração dos investimentos em IA · Valor do token e demanda por IA · Memória e CPUs para IA · Performance de semicondutores e GPUs · Hyperscalers (Google, Amazon, Microsoft) · NVIDIA · AMD · Intel · TSMC
  • Mercados brasileiros e ativos de riscoPerformance do Real frente a moedas estrangeiras · Juros reais e taxa Selic no Brasil · Bolsa brasileira e seletividade de ativos · Setor de utilidades públicas no Brasil · Construção civil e baixa renda · Embraer · Banco Central do Brasil
  • Análise de crises passadas e seus impactosCrises do petróleo (1973, 1979) · Guerra do Golfo · Guerra da Ucrânia · Impacto no PIB global · Duração das crises
  • Geopolítica e capacidade militar dos EUALimitações da força convencional ocidental · Incapacidade manufatureira de armamentos · Dispersão e finura das bases americanas · Objetivos de guerra vs. capacidade militar · Estados Unidos
  • Eficácia das sanções econômicasTentativas de isolar nações economicamente · Histórico de fracassos das sanções · Exceção de sucesso: Índia e Paquistão · Irã
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Boa tarde, nós estamos aqui direto dos nossos escritórios em São Paulo, aqui na Faria Lima. E a ideia principal hoje, tá? Eu e Marco Freire, novamente, tá? Passar por vocês diversas informações. Gente, hoje é uma live super relevante, tá? A gente tem que passar pra vocês todas as informações desse conflito. As informações, logicamente, situação bastante fluida. Então, o que a gente vai passar pra vocês é o nosso melhor entendimento.

dos pedaços que você tem que entender bem para o que quer que aconteça nos próximos dias, você saiba tomar decisões e saiba em que contexto a gente está. A gente vai passar pelas negociações desse Memorandum of Understanding, que está sendo negociado entre os Estados Unidos.

A gente vai passar pelos efeitos econômicos do Estreito de Hormuz, se ele continuar fechado. A gente vai passar pelos juros Brasil, acho que todo mundo vai querer escutar essa parte também, né? Petróleo e, como não, inteligência artificial. E, novamente, aqui para isso, eu e Marco Freire temos uma hora aqui com vocês. São agora exatamente 5 horas e 6 minutos aqui na capital paulista. E você vai poder entrar no nosso chat e vai poder deixar as perguntas. E a gente vai estar respondendo para vocês ao vivo. E se você...

olhar a live depois, né? Você vai poder passar por todo esse histórico também e ver as perguntas ali que a gente vai estar respondendo aqui com vocês. Marco, vamos lá? Bora, Rui, boa tarde. O que a gente tem de legal aí hoje para começar esse processo? Vamos lá, começar com um resumão, né? Fiz um pouco diferente nesse mês. Comecei com o que a gente conversou na live passada para dizer o que mudou na nossa cabeça desde então, para ficar uma coisa mais dinâmica.

Então isso aqui talvez tenha os quatro pontos principais da live passada. A gente falava que tinha uma chance de algum acordo entre Estados Unidos e Irã e por coincidência no dia da live passada foi quando teve o cessar-fogo. A gente escolhe a D do dia da live, né? É a terceira vez que a gente escolhe a D do dia da live.

E nesse dia, bom, a gente falava muito disso, né, que a população americana está contra o conflito, e para o Trump isso é perigoso, porque ele vai ter uma eleição de meio de mandato para o Congresso, que se ele perder particularmente o Senado, ele vai ficar um presidente na segunda metade do mandato, sem conseguir fazer nada e com bastante dor de cabeça, tá? Então o Trump quer, deseja um acordo. O problema, que é o segundo gráfico que a gente passou também na live passada, é que o tempo joga a favor do Irã.

porque cada 15 dias que passa nossa conta são 17 dólares a mais de preço de petróleo. 17 dólares a mais é bastante coisa, 15% que a gente está falando aí aproximadamente. Então o Irã tende a jogar esse jogo meio parado, pressionando os mercados.

A gente falava que como que a gente estava navegando isso, principalmente dois vetores. Via Brasil, em particular a moeda, mostrava que o Brasil é um país longe do conflito e que é exportador líquido de commodities. E dois, a inteligência artificial. A gente estava vendo a era dos agentes de inteligência artificial explodindo o número de consumo de tokens. Muita demanda de inteligência artificial, as ações caíram na guerra, era oportunidade na nossa cabeça de comprar. Então é isso mais ou menos que foi o resumo do nosso...

papo na live passada. Como que a gente está hoje mais cauteloso? Um pletfólio mais balanceado, eu diria. Sem tanta exposição direcional, essa guerra vai melhorar ou vai piorar. Por quê? Bom, nossas exposições andaram no mês passado, nessa parte de tecnologia, principalmente. Aqui a gente mostra, nesse gráfico da esquerda, por exemplo, o COSF, a Bolsa Coreana, subiu.

30% no mês passado. S&P 10%, sendo que o Nasdaq, tecnologia, mais de 15% e semicondutores, que é onde a gente estava mais posicionado, 30%. E mesmo o Eurostock, que está no epicentro da guerra, subiu 5% no mês passado, tá? Então o que significa o seguinte, você tem uma situação de incerteza na guerra. Quando você está tomando decisão de investimento, você está vendo risco de retorno. Com os preços mais altos e com a guerra ainda definida, a gente entende que o risco de retorno está pior.

Principalmente por esses dois gráficos que vai ser talvez o centro da nossa conversa hoje, tá? Terceira. E aí

que essa situação da guerra, ela precisa resolver rápido ou a gente vai entrar num momento crítico, tá? O gráfico do meio mostra o estoque de petróleo, tá caindo rápido, como a gente vê aqui, isso, claro, com o stage de hormônio fechado, perdendo 10 milhões de barris por dia, iria acontecer mesmo, mas a questão é, mais um mês assim, a gente chega no nível operacional crítico do petróleo e se isso permanecer até setembro, a gente chega no piso operacional.

Por que isso aqui é importante? Isso aqui nos diz o seguinte, a partir de um mês a gente vai começar a discutir contenção de demanda mesmo, destruição de demanda. Vai ter que começar a vir preços de petróleo que gerem destruição de demanda suficiente porque vai acabar os estoques. E aí a gente liga aqui nesse gráfico daqui qual é a implicação para o mercado. Qual que é a implicação do mercado?

Eixo X, tempo de vários conflitos que fizeram o petróleo subir. Eixo Y, o quanto que no PIB nominal americano era consumido em energia. Você vê que a nossa bolinha aqui de 2026, que é essa guerra aqui, é uma guerra que ainda é curta, ainda há dois meses, e hoje o americano está pagando um pouco mais de 2% do PIB dele no petróleo. A partir dos 4%, a gente destacou aqui com outra cor, por quê? Porque você começa a ver bolinhas amarelas. O que são as bolinhas amarelas? São recessões.

Então, qual que é a história que você está querendo passar aqui? Uma coisa, o petróleo sai de 60 dólares para 110 dólares. Outra coisa, o petróleo sai de 110 para 160. De 60 para 110, você aumenta a inflação mundial, você desacelera um pouco o crescimento mundial. Mas de 110 para 160, você começa a discutir recessão mundial. O efeito em atividade econômica é mais forte, você começa a limiar onde geralmente deu problema. Então, é isso.

Na nossa cabeça, o relógio está mais balanceado porque os ativos de risco melhoraram, que a gente estava usando, seja o real, seja a tecnologia, porque esse relógio está correndo, falta um mês para a gente começar uma situação preocupante nos estoques, esse não resolver, a gente vai entrar no nível de energia, onde historicamente bateu forte a atividade mundial e aí pode sim ter um risco maior para as bolsas. Então, a gente não é que a gente sabe o que vai acontecer, então acho que o risco de retorno hoje favorece a gente ficar mais balanceado e menos direcional, otimista, como a gente estava no mês passado.

a verdade é que esse processo é exponencial as pessoas dizem assim, ah, mas está fechado já há dois meses e não aconteceu nada é verdade, porque você está no ponto que você usa o estoque, mas conforme você vai mês a mês, você não vai linearmente piorando igual aquela história do Hemingway como é que você quebrou devagar e de repente então você vai quebrando devagar e vai chegar um ponto que você vai chegar no exponencial e que você vai quebrar de repente e o mundo inteiro você vai querer fazer a sua viagem de férias e vai perceber que não tem avião ou não?

porque não tem querosene de aviação, porque já está acontecendo na Europa, a Europa já está sem querosene de aviação em algumas airlines, e 2 milhões de pessoas não conseguiram viajar, foram 2 milhões de assentos cancelados, porque acabou o querosene de aviação na Lufthansa. Uma forma legal de falar isso, Rui, que a gente sempre fala, o petróleo é uma curva, então o preço exposto estava acima de 100 dólares do petróleo, mas o preço futuro era 80, então o que o produtor pensava? Bom!

é melhor eu vender meu estoque aqui agora porque eu vou ganhar 100 dólares. Se eu esperar o Trump fazer uma coisa, esse petróleo vai cair eu vou vender lá na frente por 80, 75 dólares. Então o cara foi vendendo. Agora, isso vai chegar no ponto que vai chegar que ele não tem mais nada e aí o comprador vai ser o contrário, né? O FOMO vai pro lado do comprador, que vai perceber que os estoques estão acabando e que ele vai ter correria pra ver quem compra primeiro, tá?

Então é, assim, a gente não tá dizendo que isso vai acontecer eu tô dizendo o seguinte, o tempo ou E aí

tá correndo contra e a coisa pode ficar bem ruim se perdurar mais um pouquinho. E aí vamos lá depois você conta um pouquinho como é que a gente tá vendo a guerra. Gente, olha só, a situação é bastante fluida. Então, vamos ser sinceros. A gente não sabe a gente pode estar conversando aqui e aparecer uma notícia agora com relação à negociação da guerra. Então o que a gente vai dar pra vocês é o insumo do que você tem que entender desse processo pra quando as negociações se desenvolverem você saber como agir, tá?

Tem duas questões aqui que você tem que entender. Questão número um. Existe uma negociação que é o Irã abrir ou deixar passar navios no estreito de Hormuz e em contrapartida o que ele vai querer, que é a parte esquerda do gráfico. Ele vai querer que os Estados Unidos dê garantias de não atacar o Irã, basicamente parar com o bloqueio e tirar as forças da área, enquanto aqueles porta-aviões estão ali. Eu acredito que não seja a situação mais cômoda do mundo para o Irã. Então ele diz assim, olha, eu vou começar a deixar passar navio.

mas você tira essas forças daqui e para com o seu bloqueio. Isso é uma parte da negociação. A parte da direita do gráfico é a segunda parte e que tende a ser a parte mais complicada. A parte mais complicada é, olha só, eu tenho a capacidade nuclear...

que eu quero que você pare de enriquecer o urânio e tire o urânio enriquecido que existe no seu país. E qual é a contrapartida? A contrapartida são as sanções. O Irã tem diversas sanções econômicas, ativos bloqueados, não pode exportar muito petróleo, só a China que compra o petróleo do Irã, basicamente. E a negociação é, eu tiro suas sanções, mas você tira sua missão nuclear. Isso é bem difícil, porque o Irã, depois de ser atacado duas vezes...

em inglês a gente fala muito isso a primeira vez que você me ataca você é um idiota a segunda vez, eu sou idiota porque eu deveria ter me prevenido então ele quer se prevenir de não ser atacado novamente, e para isso ele precisa de uma capacidade nuclear, afinal ninguém ataca o Paquistão, nem a Coreia do Norte essa negociação vai ser bem difícil

O que quer que apareça na tela nos próximos dias, tenha certeza do seguinte. A gente, nos últimos dois meses, a gente já teve cinco acordos de paz anunciados e nenhum deles foi para frente. A gente vai ter provavelmente mais um, o que está se pretendendo é que se negocie, talvez por 30 dias, o que vai ser feito. Vai ser um processo complicado. Conforme a gente está falando aqui, já atacaram outro petroleiro iraniano no estreito, ali perto dos Estados Unidos atacou outro petroleiro. Não vai ser um processo simples.

Quando aparecer a notícia, pensa nesses dois lados. Vai abrir o estreito.

realmente, e do outro lado, vai haver negociação nuclear, realmente, você tem que pensar que a gente começou tudo isso por causa dessa negociação nuclear. Mesmo que saia esse memorando de entendimento de uma página, não quer dizer necessariamente muita coisa. Eles vão voltar para a mesa, vão ter um mês para tentar chegar no acordo, e bom, eles já foram para a mesa anteriormente e não deu certo, tá? Então, pode ter muitas desvíduas no mercado, tem que tomar cuidado para não embarcar de forma prematura num barco, porque esse barco aqui ainda vai oscilar bastante.

Beleza. A gente fez um trabalho bem extenso, que é o próximo slide, sobre todas as crises passadas. Isso é um trabalho que o nosso economista-chefe, André Diniz, fez. Super legal. Foi para as crises. 73, primeira crise do petróleo. 79, segunda crise do petróleo. Guerra do Golfo, guerra da Ucrânia. Ele foi em todas as crises e analisou para a gente o seguinte. Quanto você perde de PIB?

E é interessante, olha as durações, seis meses, dois anos, oito meses. Quando você começa essas crises, já passou de um mês, um mês e meio, às vezes elas duram bem mais do que você espera. E vamos supor que a gente tenha uma crise de seis meses, que a gente deu esse desafio para ele. André, se forem seis meses, quanto você perde PIB?

E o número que ele chegou das crises passadas e que reflete a situação atual, o quanto a gente gasta de petróleo na economia, é mais ou menos 2% do PIB global que você perderia, equivalente ao ano. Então, se você passar seis meses fechado, o petróleo iria para um nível perto de 180, 200, e você perderia 2%. Importante pensar quem perderia. Quem perderia mais é quem é.

manufatureiro, quem tem uma economia pouco baseada em serviços, muito aberta para o mundo e importador de petróleo. Bom, eu basicamente escrevi a Europa e a Ásia aqui. Quem perde menos é quem é fechado economicamente, quem é exportador de petróleo, quem a economia é muito baseada em serviços e quem a economia tem...

pouca indústria. Eu descrevi dois países que você conhece, os Estados Unidos e o Brasil. Gravamos esse vídeo com o André Diniz, a gente vai passar para vocês. Fica de olho na nossa programação que a gente vai detalhar isso. A gente, logicamente, não tem tempo de passar todos os detalhes aqui, mas a ideia é essa. Bom, a gente está nessa questão pro acordo, contra acordo. A verdade é que o que está em jogo aqui, gente? Do lado do Trump está uma questão de salvar a reputação.

Ele está num processo difícil no momento. A gente sempre fala isso, do Klaus Evitz, que a guerra é a continuação da diplomacia por outros meios. E uma potência militar, uma capacidade militar, já tenho uma pergunta aqui. Rui, você acha que a visão dos Estados Unidos de serem uma potência militar imbatível mudou?

A questão é que o que você pode fazer com a sua capacidade militar não quer dizer que você possa atingir o seu objetivo da guerra diplomática. O que foi provado aqui nesse caso é que mesmo você afundou, o Trump fala isso, afundou todos os navios, você destruiu todos os aviões, você incapacitou o país de várias maneiras.

Não obstante isso, você não atingiu seus objetivos de guerra. Então, existem limitações do que uma força convencional ocidental, mesmo sendo a dos Estados Unidos, mesmo sendo todo poderio, você não atingiu seus objetivos de guerra. E como Klausiewicz diz, você não ganhou a guerra.

que você não tem os objetivos. E você tem, o que você tem no momento é um Trump que a cada dia que passa você tem um processo que deteriora politicamente, né? Na sua, imagina um deputado republicano que quer se reeleger em novembro. Ele tá olhando pra um lado, tá olhando pro outro, precisa de dinheiro pra eleição, precisa de um partido republicano forte, né?

O Trump está recebendo muita pressão nesse sentido. Então, com o petróleo alto, com a moral dos Estados Unidos mais baixa, ele vai sofrer, ele vai forçar o acordo. Então, quando as pessoas falam do possível taco do Trump, é porque os objetivos de guerra não foram atingidos. Verdade seja dita, tá? Do lado do Irã, o Irã tem uma função bem interessante, que pode também fazer essa negociação um pouco mais difícil. Ele sabe, ele quer duas coisas.

Ele quer o controle do estreito, e o controle do estreito aqui é no sentido de...

cara, você não pode mais me tocar. E a segunda coisa que ele quer é uma capacidade nuclear, nem que seja a médio prazo. Porque ele já viu que ninguém faz com ele, ninguém faz com a Coreia do Norte, com o Paquistão, que fazem com o Iraque e com o Irã. Então acho razoável que se trabalhe nessa direção. O que é possível aqui que a gente vê como caminho?

O mais provável aqui é que você negocie a abertura do estreito com alguma garantia de segurança para o Irã. Pode envolver a China e Rússia, pode envolver a questão de que o estreito vai estar de alguma maneira, mesmo que não explicitamente na mão dele, você vai negociar.

Essa questão estreita e aberta por garantia de segurança. E aí você vai entrar na segunda negociação, que é sanção contra a capacidade nuclear. E nesse sentido a gente acha que a gente chega numa situação não muito diferente do acordo que existia anteriormente, que se chamava DCPOA, onde o Irã pode enriquecer um pouco, mas num certo limite, numa certa quantidade, o que satisfaz as necessidades atuais do Irã, as ambições atuais do Irã, e alguma sanção sai, que as sanções para o Irã hoje são bastante draconianas. Falei, é fato.

Só lembrando, é isso que eu ia falar exatamente.

A questão é o tempo, porque em algum momento a gente vai chegar lá, um pouco do que o Rui está descrevendo aí, concordo plenamente. A questão é quanto tempo o Irã vai deixar para ceder, porque cada mês que passa é mais pressão política em cima do Trump, que ele leva como culpado da guerra, mais petróleo para cima e mais o Irã fica forte para negociar. Então eu acho que é isso um pouco da história, é a chance do Irã agora com o tempo jogar a favor dele para conseguir mais concessão.

dos Estados Unidos na hora de chegar no eventual acordo em algum ponto do tempo. O Daniel falou aqui no chat, aliás, entre no chat, deixa sua pergunta aqui, por favor, o chat é vivo para isso. Falou aqui, o Irã tem todas as cartas na mão, então o tempo joga a favor dele. De certo modo, sim, mas também não está na posição mais confortável do mundo. Você é uma ditadura sem dinheiro, uma ditadura sem dinheiro não funciona bem. Então, um jogo de gato e rato ali, em quem aguenta mais tempo.

E logicamente um país que já passou por tanta sanção e tanta dificuldade, que é o caso do Irã, funciona melhor quando o pessoal do Irã está ali negociando, está debaixo de um abrigo, com medo que Israel e Estados Unidos matem ele nas próximas horas, enquanto o Heg Set está ali em Washington, numa casa confortável com ar-condicionado. Quem está no abrigo, acho que sabe melhor. Já passou por dor, mais dor do que quem está no momento em Washington.

vamos lá, o próximo slide, a verdade é o seguinte, isso é muito interessante, por que mesmo uma força como os Estados Unidos, não consegue continuar esse esforço de guerra, isso foi uma coisa que a gente percebeu, estudou durante a se fosse uma coisa que a gente aprendeu dessa guerra, foi isso, os Estados Unidos tem 800 bases no planeta, mas está muito espalhado.

O que está acontecendo é que existe uma incapacidade manufatureira nos Estados Unidos. Tem estoque de armamento, mas não tem capacidade manufatureira. Eu acho que até o próprio Pentágono reconheceu isso nessa guerra, de manter o esforço de guerra. Então olha ali, por exemplo, Tomahawk.

Na verdade, para refazer o estoque de Tomahawk que a gente gastou recentemente, a estimativa é que levasse 12 anos. Já os outros mísseis de defesa, de 3 a 5 anos para você recompor todo o estoque. Os Estados Unidos estão até pensando em usar Ford, GM, para começar a aumentar a capacidade de manufatureira em termos de produção de armamento. Mas a verdade é que a manutenção dos forços de guerra, no momento, não era possível. Por isso essa guerra acabou e os objetivos diplomáticos.

pela guerra não foram atingidos, a guerra não foi ganha pelos Estados Unidos. E o Irã, logicamente, está explorando isso.

Aí a questão de outra coisa interessante, a gente diz assim, vamos esquisar o Irã economicamente. Todo o exemplo que a gente tem, a gente foi para pesquisar isso, todo o exemplo que a gente tem de tentar esquisar uma nação economicamente para você chegar ao seu objetivo de guerra, não funciona. Pode ver a coluna ali da direita, tá? Fracasso, fracasso. Por exemplo, ali, primeiro, Nigéria e Biafra, que era uma região da Nigéria que queria se separar.

só quando você foi militarmente, resolveu militarmente, acabou o problema. A maioria desse exemplo você vê em fracasso, no final das contas, o país que estava impondo as sanções, ganhou, mas ganhou não pela sanção econômica, a sanção econômica não funcionou, ganhou pela guerra, caso Reino Unido e Irã ali em 51.

e vários outros exemplos. O único exemplo que funcionou foi Indie de Pau, que realmente funcionou como um sucesso de sanção econômica. Mas na maioria dos casos fracassa. Então se a gente estiver esperando que isso vai ser resolvido por sanção econômica, a gente vai ficar várias lives, eu e Marco Freire aqui, falando para vocês que não está funcionando. É isso, ele botou, a gente até mostra, ele foi lá e botou o bloqueio. Bom, o bloqueio está funcionando, a exploração do Irã está caindo. Agora, o Irã tem um tempo porque ele pode acumular mais estoques.

E assim, o Irã passou por isso recentemente, né? Em 2020, 2021 aqui, o Irã já estava sem conseguir exportar, né? Então eu não acho que é esse bloqueio do Trump que vai fazer o Irã ceder. Eu não acho que é... Bom, a gente discute isso sempre aqui, né? Olha a queda ali de 2020, entendeu? Como é que caiu a exportação do cara, né? Daqui pra cá e o cara sobreviveu. Então eu não acho que é por aí mesmo, assim. Uma das maiores dificuldades, na verdade, de tirar essas sanções é se você tirar essas sanções do Irã e o Irã começar normalmente 3 milhões pra cima, o Irã vai ficar forte economicamente, né? Terima.

E aí Israel e Estados Unidos vão ter que lidar com o Irã forte economicamente. Eu não sei se o mundo está preparado para lidar com o Irã. É também uma história. Cada vez é um cenário que muita gente discute. Eu lembro que o Trump chegou a cogitar isso. Que o Estados Unidos ia simplesmente sair da guerra em algum momento. O problema do Estados Unidos ia simplesmente sair da guerra é que o Irã fica com o controle de Hormuz. Imagina todo mundo, Arábia Saudita, Emirados Águas, tendo que vir negociar com o Irã para passar a sua exportação.

O que o Irã vai pedir em troca? Dinheiro, talvez armamento, talvez tirar a base americana. Vai ser uma situação que você vai dar um poder enorme para o país. Por isso que essa coisa não é simples de olhar.

Ah, é verdade. Bom, aqui a gente volta para a situação que eu queria chamar a atenção hoje, que é a situação do tempo, que a gente sempre fala dessa função tempo, que a gente chama de teta nos mercados financeiros. Como a gente vê dizendo, se tem um acordo, ok, o estoque mundial de petróleo vai cair, porque a produção vai voltar automaticamente, demora algum tempo, mas vai cair para um nível de petróleo que é baixo, historicamente, mas é sustentável.

Aí depois você vai, aos poucos, tentar reconstruir. Agora, se esse acordo não chega, está aqui, né?

Junho, ponto nível operacional crítico. Setembro, piso operacional. Gente, a gente vai chegar no ponto de estoques mundial de petróleo que nunca aconteceu na história. Então a fragilidade começa a ficar muito grande. A gente começa a entrar em umas dinâmicas que de fato a gente não sabe o que vai acontecer. A gente não viveu isso.

Então aqui um pouco de cautela, porque, mais uma vez, a gente é pago para tomar risco quando tem prêmio, a gente paga para tomar risco quando a cauda está ao nosso favor. Aqui eu acho que as bolsas melhoraram bastante mês passado, a cauda começou a ficar um pouco pior, e o tempo aqui está muito contra a história. Então um pouco mais de cautela.

que é aqui um pouco o que tem que ser o gráfico morto. Isso aqui é curva de petróleo, né? Nesse dia que a gente fez esse gráfico, estava 118 aqui o petróleo de pote. Vai caindo ao longo do tempo, chegando ali em torno de 80. Se der algum problema de escalada nessa guerra, o petróleo pode bater 680 dólares. Se 30 dólares é uma estimativa, tá? Não tem aqui tanta senha. Isso tem que ser o nível tal que você racione bastante demanda mundial.

ficar um pouco mais prolongado, a gente acha que vai para 130 e se resolver a gente volta para 80, tem um pouco aqui de uma simetria autista nessa cauda de distribuição e a gente já viu outros conflitos que demoraram mais para resolver, a gente está aqui passamos um pouco de dois meses do conflito, teve por exemplo a guerra do Golfo enfim, outras situações que demorou mais do que isso então a gente tem que ter um pouco de cautela nesse momento

E aí, Rui, você quiser falar um pouco as implicações para os commodities? Em termos de commodities, a gente tem um milho, uma situação interessante da gente no momento, porque o clima no Brasil está um pouco seco, Goiás, Mato Grosso do Sul, e vai começar a safra, a plantio nos Estados Unidos.

você vai precisar de fertilizante, esse fertilizante normalmente, você deixa parte da importação dois meses antes do plantio, e você está numa fase crítica, em que parte desse fertilizante tinha que ter chegado nos Estados Unidos e ficaram trancados no Golfo. Você pode passar por um processo em que a área, são duas coisas importantes nos Estados Unidos, a área...

E yield, né? Yield é quanto de milho você tem ali por área, produtividade, né? E a área que é plantada. E a soja não precisa de tanto nitrogenado, né? A soja é uma cultura não intensiva em nitrogenado. Então a gente pode ver uma situação aí que seja mais soja plantada do que milho nos Estados Unidos. Isso tende a ser autista para o milho.

Logicamente o etanol também tem de ajudar o milho, mas é principalmente um fator idiosincrático. O Brasil é um pouco mais seco, os Estados Unidos, onde a área e o yield podem ser menor por falta de fertilizante.

Aí a gente vai para a questão de como a curva andou. A gente tem uma visão seguinte. Gente, se esse conflito continuar, e gente, não se iludam por notícias do dia a dia. A gente aqui que é gestor e está todo dia tendo que ver essas notícias, a gente recebe notícia falsa todo dia. A gente tem que rever posição todo dia. Por isso que a análise tem que estar bem fundamentada, porque a gente tem que saber onde a gente quer chegar.

Olha só, no curto prazo, foi o que o Marco falou, se você continuar nessa pressão...

Você vai chegar no ponto onde o petróleo pode ir para 180, dependendo do tempo desse treino. Mas na parte longa, a gente é bem construtivo, está para preços para baixo. Porque vai passar um período, olha só, você está perdendo um bilhão de barris.

1 bilhão de barris nessa crise. Vai demorar 100 dias para recuperar esse estoque depois que reabriu o estreito. Então você vai passar um ano difícil e apertado no petróleo, provavelmente até o final de 2026, começo de 2027, vai ser apertado no petróleo. Mas depois disso, você vai ter a OPEP provavelmente produzindo no máximo, o Brasil vai crescer bastante a produção.

O Emirados Árabes Unidos, que é a parte da direita desse gráfico, saiu do OPEP, vai produzir mais. A partir do momento que abra a parte longa do petróleo, deve começar a cair. Então, nessa parte bem longa do petróleo, dezembro de 27, embora a gente goste de comprar opcionalidade na parte curta da curva, na parte bem longa da curva, a gente seria mais vendedor do que comprador.

Até o próximo slide, que vai falar com o Real depois, você vê, eu vou falar do meio, vou deixar o Marco falar aos outros, mas olha aqui o Brasil, cara, como é que o Brasil é o principal delta, o principal crescimento de petróleo no mundo. Que orgulho, né? Quando eu imaginei na minha infância que a gente trocava petróleo por frango...

A gente mandava frango ali para o Oriente Médio, que a gente não tinha divisas, não tinha dólar no país, para a gente receber petróleo, que a gente não tinha petróleo. Hoje a gente vai ser o maior crescimento global, quase todo o crescimento. Olha o total sem o Brasil, e olha o Brasil nesse gráfico, como é que a gente virou o jogo. Isso, logicamente, tem implicações macro, né, Marco?

É isso aí, então a gente estava navegando no mês passado com o real, a gente ainda tem uma posição comprada no real vendida contra moedas europeias, mas está menor, tá? A gente colocou parte do lucro aí no bolso. E o que o Rui falou, assim, é um país que vai, que é fronteira no aumento da produção de petróleo no mundo, é um país que tem os juros.

totalmente deslocado, né? Isso aqui é taxa de juros menos inflação, né? Olha o Brasil com 11 pontos, México com 2.2, Chile com 2. Assim, é uma loucura, taxa de juros, né? Então, paga muito bem a moeda, a moeda país produz petróleo, vai aumentar a produção de petróleo e tá fora da região do conflito, tá? A gente acha que é uma moeda pra navegar, mas o que que acontece? É que por isso que a gente tem que tomar, até no real, um cuidado extra.

Às vezes acontece uma situação onde os ativos ligados a commodities começam a descolar das próprias commodities. O que eu quero dizer com isso? No momento que o petróleo vai, mais uma vez, de 60% para 110 dólares, cara, os ativos ligados a commodities, se eu não estar numa crise, eles se dão super bem.

Mas se você começa a estar faltando petróleo, você começa a ter aversão a risco, então você pode ter uma... E se você começa a discutir recessão mundial, pode ter um cenário que apesar do petróleo subir, que deveria beneficiar a gente, a gente vai contra, porque a aversão a risco predomina, tá? Então é isso, essa não linearidade que está tanto chamando a atenção nessa live.

Porque mesmo um ativo que beneficia mais uma vez, que é o caso do real, que beneficia de termos de troca positivo, com aumento de petróleo, tem juros positivos, se a gente for passar essa guerra a não resolver, perdurar mais alguns meses e a gente for discutir a recessão mundial, ele apanha, ele sofre, gente. Então a gente gosta, mas também a gente diminuiu. E como eu falei, o que a gente tem hoje não é contra o dólar, é vendendo peso mexicano e moedas europeias. Então, mais uma vez, uma ideia, uma expressão um pouco mais conservadora.

E ainda teve essa coisa, que foi recentemente, nessa semana, do Banco Central vir, ele não veio explicar o motivo ainda, comprar 500 milhões de dólares. Pode fazer sentido econômico, porque ele montou esse estoque de swap, muitas vezes, a 6 dólares, né? Então, vir comprar com um dólar abaixo de 5 dólares, faz sentido, pode fazer sentido econômico para ele.

Mas eu acho que se continuar com a IND, ele vai comprando aos poucos. Muda a tendência de longo prazo da moeda? Não, mas diminui a velocidade de apreciação. Então também tem, mas vamos olhar aqui, isso aqui é o estoque de swap cambial do Banco Central brasileiro. Então chegou a 100 bilhões de dólares, aí foi diminuindo, voltou lá para perto de 20 bilhões de dólares, aí foi aumentando, então a 100 bilhões de dólares de novo. Então isso aqui é a posição que o Banco Central está comprado em dólar via swaps no mercado futuro.

O que ele veio essa semana foi começar a diminuir um pouquinho essa posição. Se o dólar continuar caindo, ele vai aos pouquinhos diminuindo. Não muda a tendência estrutural, mas diminui a velocidade, diminui também um pouco do upside do real, um pouco do que a gente tinha para ganhar, vai ficar pelo menos mais devagar. Então mais um motivo para também ter diminuído essa posição. Aqui o gráfico da reserva total do Brasil. Esse lado aqui é parte de instrumentos derivativos, mas tem também o que a gente tem de instrumentos caixa, que são nossas reservas internacionais. Aqui o líquido que a gente está...

no nosso país. E aí a gente passa para falar um pouquinho da tecnologia, né, Rui? Que também aconteceu muita coisa no ano passado. Você pode deixar as suas perguntas de tecnologia, o pessoal entra lá no chat, no live, tá? Pode deixar as suas perguntas de tecnologia. E a verdade é que a gente se sentiu, a nossa análise ali, como...

como tendo se provado correta durante esse mês. A gente disse, olha, o mundo estava muito negativo em tecnologia, o mundo estava muito negativo na Nasdaq como um todo, e nossa análise que a gente apresentava aqui todo mês era que o processo era um processo, na verdade, de aceleração, enquanto os preços dessas ações estavam ficando cada vez mais baratas. E chama atenção para o gráfico da esquerda aqui, como é que a Antropik acelerou, a velocidade de aceleração da Antropik.

com clouds, né? Há dois meses atrás, quando eu falava antrópica, eu tinha que explicar o que era antrópica ou o que era cloud. O problema é que agora esse modelo ficou tão popular e as pessoas usam tanto no trabalho que deixou de ser necessário explicar. Só para ter um anedótico aqui na reunião, hoje de manhã, às sete horas da manhã,

Marco me liga e diz assim, Rui, tem essa questão aí do Irã, a gente precisa de um slide novo, porque a gente não tem um slide sobre esse Memorandum of Understanding. E eu digo, não, tá tranquilo. Aí eu peguei basicamente o chat GPT e ditei para ele o que eu queria como slide. E aquele slide, aquele primeiro slide mais complicado, que tem os dois lados do Irã, né, bem construído. Quem construiu aquilo ali? Bosta, bosta, bosta.

Quem construiu esse slide, esse slide foi construído eu ditando para o chat GPT o que eu queria, eu ditei exatamente essa estrutura, e ele criou e não teve um ajuste. Simplesmente a gente deu para o André, o André colocou na apresentação, sem a necessidade de um ajuste. Então, o nível de produtividade que essas ferramentas estão criando para a gente...

inclusive agora na Quineia a gente tem até esse mês uma pessoa que vai consolidar todos os processos, diversos processos de inteligência artificial que estão acontecendo na empresa, a gente vai consolidar dentro de um guarda-chuva só para que isso se acelere, mas a gente...

A coisa mais legal que a gente falou nos últimos meses, que isso provou a verdade, foi dizer, o valor do token está subindo. O valor de cada utilização da inteligência artificial está subindo. E com isso vai subir de preço o valor do token. E você vê, se você está pagando o seu cloud, você vê que cada vez mais a Antropik limita a quantidade de acesso que você tem. Porque esse é o próximo gráfico. Exatamente.

que os tokens estão ficando mais valiosos, como os tokens estão ficando mais valiosos, ela te limita, porque ela não tem capacidade de entregar hoje. Olha o gráfico da direita, como é que, na verdade, a gente tinha escrito aquele paper Memento, aquele Amnésia, o paper que a gente fez ali, baseado ali no filme do Christopher Nolan, que a gente dizia assim, olha...

Vai faltar memória. E a aceleração das empresas de memória é a Samsung. Já está virando empresa trilionária. Samsung, SK Micro, Micron, SK Hynix, Micro está tudo virando empresa de bilhão para trilhão. Por quê? Porque está faltando cada vez mais memória. E esse mês a gente teve problema também das CPUs agora. Que precisa, para orquestrar os agentes, você precisa de CPUs. Olha o que aconteceu com a AMD, olha o que aconteceu com o Intel.

foi um movimento muito grande, e novamente o TSMC continua performando, a gente acha que a NVIDIA vai voltar a performar, porque esses tokens estão ficando mais valiosos, pelo menos para mim, estão ficando extremamente valiosos, aumentou minha produtividade enormemente, do time inteiro aqui da Quineia, os nossos heads ali, o André e o Leandro.

que fazem parte econômica e research estão cada vez mais ganhando mais produtividade dos times e está faltando semicondutor no momento então o próximo gráfico vai te mostrar isso como é que infraestrutura de AI performou super bem durante esse período, a gente estava bem comprado estava comprado de CMH, estava comprado de Nasdaq foi o que na verdade gerou a nossa grande parte da nossa recuperação de de abril, mas agora a gente acha que está um pouco puxado, calma nem o céu nem o inferno não

Então, a gente reduziu um pouco, estamos observando, que é o que o próximo gráfico mostra. Se você olhar, por exemplo, CPUs, que é a questão da AMD e da Intel, isso é empresas que tradaram em uma média de 30 vezes PI, preço-lucro. No topo ali, chegavam a tradar 40, foram para 50 vezes preço-lucro.

Chips analógicos, que são necessários hoje também para data centers, mas são chips que, diferente dos digitais, eles lidam muito com a interação entre o ambiente e a máquina, esses chips normalmente negociavam a 25 vezes, estão a 35 vezes. As máquinas que produzem semicômodos...

produzem semicondutores, essas máquinas negociavam a 22 vezes, estão negociando a 34 vezes. O que está ainda super interessante para a gente é o que a gente chama de semicondutores de inteligência artificial, que é basicamente aí, gente, grande parte de NVIDIA, TSMC, um pouco de Broadcom, essas estão mantendo a valuation delas e a gente honestamente acho que grande parte do crescimento ainda está aí. Então você vê, olha o gráfico da direita, você vai ver isso bem. A barra azul clara é o quanto subiu a ação pela variação de múltiplo.

E a barra azul escura, o quanto subiu, por crescimento de lucros. A gente ainda acha que o melhor lugar para estar, no momento, é CMGE. A gente já tem posição em NVIDIA e TSMC. A gente saiu um pouco do resto, pelo menos para parar e observar, para ver e analisar um pouco melhor. Nada errado nisso.

Você vê que com o valor do token subindo, o valor de uso da GPU estão subindo. Mesmo, por exemplo, a H100, que é uma GPU mais antiga, o preço dela está subindo. E olha que interessante ali, o contrato de aluguel de um ano de H100, que é uma CPU até mais antiga, está uma GPU mais antiga. Semi-análise é a principal consultoria que mede o valor disso. Você vê que ela tinha uma visão.

em que ia cair o valor dessa H100 ao longo do tempo, a linha amarela, e agora a projeção que eles têm é que você vai, na verdade, subir o preço dela ao longo do tempo. Então, eu sempre brinco com isso, né? Quem usa esses tokens, parte disso sou eu, apresentar valor, gerar valor para você e para a Quineia, e parte disso é minha filha, que está querendo fazer o trabalho dela.

De colégio. Minha filha vai perder os tokens dela, né? Porque a Antropic e o Chat EPT já já vão tirar esses tokens dela. Porque ela vai ter que pagar por isso da mesma maneira que eu pago. Porque esses tokens estão ficando cada vez mais valiosos. E está faltando máquina no momento. Em termos dos hyperscalers, né? As grandes empresas de tecnologia. O que a gente acha no momento? Olha o crescimento da Google Cloud, cara. Completamente fora de linha, tá?

A Google tem ganhado em vários aspectos, não é só... Ela ganha em tudo na Google no momento. Ela ganha porque a parte de search dela está se mantendo estável. Search YouTube, que é o negócio normal dela, está estável. Mas ela cresce na cloud, porque ela é fornecedora da Antrop. Ela cresce na venda de semicondutores, porque ela cria o competidor da NVIDIA, que são as TPUs dela. Ela cresce no Gemini, na parte de inteligência artificial dela. Então a Google está num processo muito virtuoso.

E está 30 vezes lucro, mas crescendo 30%. A Amazon é a segunda melhor para a gente. Por que a Amazon é diferente? Porque a GPU dela, que é a Train, não é tão boa quanto a da Google. E ela não tem o Gemini, ela não tem o processo de inteligência artificial. Mas ela tem investimento no Antropic e serve Antropic.

Então tem crescido bem também. E a Microsoft, a gente fica com um pouco mais de receio. Porque a Microsoft, grande parte, é software. E eu vou assumir aqui que talvez daqui a alguns anos você já sentiu isso, né? Você não vai usar mais o Microsoft 365.

Você não vai mais porque o Cloud já vai fazer tudo para você da mesma maneira que ele fez o slide para mim hoje de manhã. Então, não espero que eu vá usar muito mais softwares, vou usar mais inteligência artificial. A meta, o investimento está muito alto e o retorno ainda está muito incerto em inteligência artificial. A gente prefere evitar no momento, mas sempre revisitando, sempre...

repensando. Aeroespacial, outra coisa interessante, a gente gosta muito de motor de avião, aliás é uma história que a gente tem que contar em algumas reflexões aí da vida, né, porque motor de avião é uma coisa que quem faz o avião não faz o motor, é muito interessante contar essa história. A gente adora motor de aviação, mas o preço do combustível disparou no momento.

o número de voos está sendo cancelado, mas a gente está aproveitando para manter algum posicionamento e a gente quer aumentar bastante essa posição, porque a gente acha que Embraer, por exemplo, está ficando bem descontado, a gente mantém um posicionamento, mas nossa cabeça é ter mais, tá? Essa guerra está custando um pouco a performance das ações, mas...

GE, Rolls-Royce, Rolls-Royce é basicamente turbina de avião, tá, gente? Embraer, que é a fabricação de aviões em si, não do motor. RTX, que é os mísseis mais os motores da Prat-Nuit, a gente gosta, a gente quer ter mais.

É, setor, Embraer, olha o Embraer, cara, olha o crescimento do, um orgulho pro Brasil, realmente, a Embraer, olha o crescimento das ordens, né, da Embraer, com o KC-390, que é o avião militar delas, com o E-2, que você normalmente voa, o avião Workhorse ali da Embraer, que todo mundo voa nesse avião, um avião que é exportado pro mundo inteiro, e olha o EBITDA da Embraer sendo descontado nesse momento, principalmente de virtude dessa guerra. Isso é realmente qualidade a um preço bastante razoável hoje, tá?

Você quer falar aí do... Bolsa Brasileira? Acho que a Bolsa Brasileira está mais seletiva. Acho que essa é a mensagem. A gente tem um pouco de opções para caso a eleição corra bem, mas também restrito. Inclusive nas pesquisas atuais que a gente vê nas nossas coletas, que a gente tem todo dia, o presidente Lula está até subindo. Voltou a subir. Sai um pouco do noticiário, o Banco Master, o presidente Lula voltou a subir. Então a gente tem um pouco de opção para a gente carregar para o longo prazo.

Caso esteja uma mudança maior de política econômica no país, mas não é aqui que a gente quer consertar nosso risco. A gente opcionaliza isso aí. A gente tem uma opção comprada, operando uma das coisas que a gente faz, compra uma opção de WZ e esquece ela. Se perder, eu perder o prêmio. Se der certo, a gente pode fazer muito dinheiro em cima disso para não ficar mexendo na posição de Brasil o tempo todo. Porque...

Meu Deus, você sendo gestor de Brasil é a vontade. De vez em quando, hoje, por exemplo, foi um dia difícil de Brasil. É difícil, mas esse gráfico aí é fantástico. Inclusive, a gente está trazendo para vocês um Kine Insights esse mês. Eu não vou revelar o nome do filme, mas é sobre o consumidor brasileiro. Por que a classe média brasileira está desaparecendo ou está, na verdade, tão difícil ser classe média no Brasil hoje, manter o sonho da classe média?

E para evitar as partes mais difíceis do consumo brasileiro, a gente gosta desse setor de utility. Para pagar 14,5% de custo de carregar essas ações, a gente gosta de um carrego alto. Olha o tamanho do carrego de crescimento de IPS anual, mais dividend yield de Equatorial, Copel, Axia, Eletrobras, da Sabesp, e motiva a que a gente consegue parquear, colocar algum dinheiro.

colocar assim, né? A gente, nossa ordem de preferência de ativos brasileiros, primeiro é moeda, segundo é nos juros real, ali em TNB, nos juros, terceiro na bolsa, tá? A bolsa é onde a gente menos gosta, porque os juros é muito alto no Brasil, já está no processo de aceleração econômica no país.

O prêmio de risco da Bolsa em relação à renda fixa não é muito grande. Então, como o Rui estava falando, a gente tem algumas opções lá, que são instrumentos financeiros mesmo, para caso dê uma mudança de política econômica, a gente ganhe algum dinheiro com isso. E algumas posições específicas aí, principalmente nas empresas de utilidades públicas e construção civil de baixa renda.

Mas, bom, o que eu queria passar isso aqui, gente, é, bom, falando um pouquinho do que a gente gosta, né, alguma coisa que diminuiu a inteligência artificial, mas a gente ainda tem, alguma coisa aqui no setor de utilidades públicas no Brasil, alguma coisa de aeroespacial, mas a gente não quer estar muito exposto, como eu falei, é o mês que a gente quer estar mais balanceado. É, por que balanceado e como balancear? Eu vou voltar nesse gráfico, como eu falei, o gráfico crítico aqui da nossa conversa do dia de hoje. É, mais uma vez, duração do choque.

peso de gastar com energia dentro do PIB dos Estados Unidos. Vários choques falando da história, bolinha azul escuro não teve recessão, bolinha amarelinha teve recessão. Estamos aqui, se esse choque permanecer por mais algum tempo a gente vai pra cá, que é uma zona onde se começa a discutir uma desaceleração mais grave. Contra o nosso time de economia, isso daria uma desaceleração de 2,20 de queda no PIB mundial.

2,20. A gente pegou outras estimativas, né? O FedDAS tem 1,30, Oxford 3%, FMI 1,30, e aqui a gente tem só que mostrar que isso aqui não é coisa pequena, tá? Mas a aceleração de 2% é mais ou menos quando a economia mundial desacelerou quando estourou a bolha de dot-com ali de 2 mil nos Estados Unidos, tá? É relevante, tá? Claro que a crise financeira foi muito maior, de 2008 6% do PIB de queda.

Covid também maior, 6% de queda, foi um grande parado na economia mundial, mas não é uma desaceleração nada trivial, tá? Uma desaceleração onde, usualmente, as bolsas cairiam a algo como 20% a 30%, tá? Então aqui a gente pega a nossa proteção, o que a gente está fazendo é no índice de small cap de ações americanas, que é o Russell, que a gente começou a vender no mês passado.

Na Guerra do Golfo caiu 29%, na grande crise financeira dos Estados Unidos 59%, no Covid 40%, no ano passado, quando deu aquela crise lá do Liberation Day do Trump, colocando a tarifa no mundo, caiu 20%. Então a gente tem hoje uma carteira que é balanceada, comprando essas ações que o Rui escreveu e vendendo aqui o Russell em cima para proteger. Esse é o nosso Red.

A gente não precisa passar por todos os nomes, mas a grande parte a gente discutiu. São empresas de tecnologia ou de infraestrutura de tecnologia ou que fornecem energia para a tecnologia. E no Brasil a gente falou principalmente essas posições de utiliza. A gente gosta de baixa renda também. A gente está descontado no momento baixa renda. Minha Casa Minha Vida e Embraer, que a gente gosta bastante.

Vamos lá, Banco Central, falar de juros agora para a gente fechar a nossa conversa. Deixa, por favor, a sua pergunta de juros aqui. A gente vai responder tudo no final de passo pelas perguntas. Mas entra no chat e deixa a sua pergunta de juros do Brasil, FED, tudo o que você quer saber sobre política macroeconômica. Bom, os Banco Central estão ganhando tempo. Eles também estão perdidos com essa guerra. Então estão olhando toda essa incerteza e estão tentando ganhar tempo. O que a gente acha aqui? Que a gente tem que fazer uma diferenciação.

O que é o cara que a gente quer estar com posição para juros para baixo? É um cara ou que ele tem que ter juros muito altos, que é o caso do Brasil, porque ele não vai precisar subir, ou é um cara que tem uma inflação muito baixa e o desemprego alto. Ele também tem uma inflação muito baixa, ele aguenta que ele faça uma aumento do petróleo sem precisar subir os juros. E se ele tem um desemprego alto, significa que ele tem menos risco.

Vamos lá. E se ele tem desemprego alto, ele também tem menos risco, porque tem menos risco da inflação ir para outros lados da economia, né? Porque ela sobe no petróleo, mas se a economia está fraca de modo geral com desemprego alto, ela tem menos chance de contaminar salários e toda a economia. E é isso que a gente está buscando. Quais que os lugares a gente acha isso?

Brasil, pelos juros altos. Suécia, pela inflação e pela inflação baixa, pelo desemprego alto. E Nova Zelândia. São esses três caras que a gente acha que tem espaço para juros para baixo, tá? Pessoas como, por exemplo, a Europa, a gente acha que vai ter que acabar subindo os juros na zona do euro. Estados Unidos, a gente acha que tem muita resistência, mas existe uma possibilidade de ter que subir juros, tá? Então, esses daí a gente busca mais como proteção da nossa carteira.

Brasil. O Banco Central ganhando o tempo cortando 25 BIPs por reunião, 0,25, né? Saímos de 15, 14,75, 14,5 agora. Por que está indo devagar? Porque as expectativas de inflação subiram, né? Você vê que claramente a inflação de 2026 saiu de algo pouco abaixo de 4% para 4,80 atualmente, né? 2027, expectativa de inflação subiram de 3,80 para próximo de 4% e até para 2028 começou a subir um pouquinho, né?

Então a Banco Central está tendo que ir mais devagar respondendo essa inflação mais pressionada no curto prazo. E não adianta, tá? Nos próximos dias, para onde vai o juros? Vai para onde o petróleo for. Esse aqui é o nosso conta precificada de costas no Brasil, visa-visa de quando está o petróleo. Desde que começou a guerra é a mesma coisa, tá? Então se você acha operando juros no Brasil, você não está.

Na verdade, você está operando o que vai acontecer com o petróleo. Então, é tudo a mesma coisa. Então, como é que a gente está combinando? Como o Rui falou, na parte curta da curva de petróleo, a gente está comprado. Então, o que a gente acha que em algum momento vai acontecer é se a culpa de petróleo for na linha do que está precificado,

Na verdade, você vai ter juros mais baixos do que o mercado tem. Então, tem uma simetria ali. Para o nível de petróleo que está na curva, o juros deveria ser mais baixo. Então, essa correlação deve, aos poucos, ir quebrando. É por que disso? Porque a curva de futuro de petróleo, como também já mostrou, ela parte de 100 dólares, mas depois vai para 80. Se isso acontecer, a situação alivia lá na frente. Quando a gente roda os modelos do Banco Central, tem espaço para cortar mais do que hoje está na curva de juros.

E outra coisa, se a gente coloca esse impacto do câmbio que está mais apreciado em torno de sigla nas nossas posições de inflação, a gente vê inflação abaixo do que o mercado tem. Então o mercado vê uma inflação mais próxima de 4,90, a gente está vendo 4,60 aqui. Porque você vê, o petróleo subiu e vai bater na inflação, mas a parte de industriais está muito controlada, a parte de comida, por enquanto, está muito controlada. Então por isso a gente está um pouco mais baixista na inflação. Então qual que é a ideia do Justo do Brasil?

Tem uma Selic muito alta, ainda partindo de 14,5. Isso dá uma tranquilidade para percorrer esse choque. A gente acha que se a curva futura de pessoal estiver certa, essa inflação tende a ser até abaixo que o mercado tem. Consequentemente, se a Copa for cortar mais os juros que o mercado tem. Não é uma posição grande.

expande e ela é protegida via compras de petróleo, porque, mais uma vez, como a gente disse, a gente acha que está numa parte muito crítica do cenário de petróleo, a gente acha que pode ter um risco exponencial se essa coisa não resolver no curto prazo, então por isso tem que combinar essa posição que é mais de ataque com proteções no lado do petróleo. E aí vem a história dos Estados Unidos, no principal Banco Central do Mundo, na moeda de reserva que manda em todos os outros.

Nomeação do Washington para o Fed passou. Então, na próxima reunião do Banco Central americano, teremos um novo presidente. Agora, para desgosto do Trump, o presidente antigo irá continuar. Então, o Powell já apanhou muito do presidente Trump, mas ele disse que na última conferência que ele vai continuar para proteger, de certa forma, a independência do Banco Central americano. Significa que para colocar o novo presidente, que é o Washington, que é o presidente Trump.

o Banco Central Americano vai ter que tirar o Miram, que é uma pessoa que votava toda a reunião para cortar, que era alinhada ao governo. Então a diretoria vai ficar técnica. Então a gente vê o Banco Central Americano ainda essencialmente técnico. Vai ter uma diretoria toda técnica e mesmo o novo presidente é uma pessoa que é técnica também. O Washington, a gente não acha que vai ter interferência política.

A questão da economia americana é que mesmo antes do efeito da guerra, a inflação já estava relativamente elevada, em torno de 3% para uma meta de 2%, e o mercado de trabalho melhorando. Você vê essa métrica aqui, que é uma métrica de coletagem, de postos de trabalho, via quem processa a folha das empresas, melhorando, que na verdade é o melhor nível dos últimos dois anos. Então assim, já na economia estava o mercado de trabalho melhorando.

Não tem oferta de emprego porque a migração está baixa, então o desemprego deve ficar bem controlado. Já tinha uma inflação rodando a 3 e vai tomar um choque do petróleo. Então vai ter muita resistência para subir os ruas, a gente nem acha que isso vai acontecer, mas a cauda está abrindo nessa direção, tá? Então a gente tem que ficar de olho, tá? ECB.

A gente acha que em breve vai ter que subir os juros. Esse EBITDA com uma inflação um pouco acima da meta deles, em torno de 2, 20, 2,30. E se você olha atualmente as pesquisas com as empresas, que eu recebi mesmo a hora de se dar, que é o selling price. Você pergunta para as empresas o que elas vão fazer com os preços. A exceção de subpreços aumentando indicaria uma inflação indo para cima de 3%. A expectativa de inflação subindo também com a guerra e no país está o desemprego baixo. A gente sempre fala.

Desemprego baixo, a gente tem mais cautela na parte de juros, porque é mais fácil subir juros para o país aguentar subir juros. O país já está com a inflação acima da meta, mais cautela. Isso é a expectativa de desinflação, desancorando, também joga no ingrediente. Acho que a zona do euro vai acabar subindo os juros. Então aqui a gente usa mais até na ponta de proteção da nossa carteira e não contrai, bem diferente da Suécia.

Se tivesse saído o dado essa semana, atualizou núcleo de inflação a zero e desemprego em 9%. Esse cara, mesmo com o choque espetóide atual, vai fazer a inflação sendo abaixo da meta. E o mercado precifica que vai subir juros porque a Europa, que está ali no lado, vai subir também. A gente acha que é diferente o caso e vai continuar divergindo porque esse sim aguenta um bom choque porque o desemprego está lá no alto, em 9%, em vez dos níveis aqui próximos de 6% da Europa. E a inflação que aqui está 2,30%, aqui está chegando...

bateu próximo de zero. Então a gente gosta, tá? E mesmo, olha, a diferença do selling price que a gente estava falando, né, que essas pesquisas de aumento de preço ser modéstia para a inflação. A inflação vai subir na República Tcheca, vai subir na Polônia, deve subir na zona do euro e aqui na diferença da Suécia, né, para baixo. Então por isso que a gente gosta desse caso. A gente tem hoje a maior posição de juros do fundo é na Suécia, tá?

E vale a mesma coisa para Nova Zelândia. Mais uma vez o mesmo framework. O Cui está falando nisso, né, é importante ter um framework.

para vocês se adaptando a esse período de bastante velocidade nas notícias. Desemprego alto da Nova Zelândia, medidas de inflação diminuindo, bastante especificação de subida, aqui tem a simetria para você apostar nesse ambiente de certeza, tá? Então a gente gosta também. Então assim que a gente está navegando a nossa posição de juros, tá? Então resumindo para a gente ver aí a parte das perguntas.

moral da história hoje, gente, depois de um mês que a gente estava mais no ataque no mês passado, isso é um mês que a gente está um pouco mais na defesa, carteira mais balanceada. Posições de juros que a gente gosta, Brasil, Suécia, Nova Zelândia, a gente protege com Chile e um pouquinho Estados Unidos que não está aqui. Ações, a gente ainda tem tecnologia, aqui no Brasil, construção civil, aeroespacial e a parte de utilidades públicas, mas protegendo, vendendo índices de small cap lá fora.

Ainda temos um real, mas menor. Ainda temos uma moeda da China e da Coreia do Sul, mas protegendo também, vendendo as moedas europeias e vendendo o peso mexicano. E aqui proteção para o nosso bloqueio de juros, via compra de commodities, que envolve tanto o petróleo como as agrícolas e até um pouco de metal também.

Perfeito, então vamos para as perguntas aqui. Deixa eu começar com, eu acho uma pergunta super justa aqui, do William Ramos. Pergunta, qual é a visão para o dólar BRL? O dólar já não estaria descontado o suficiente? Eu acho que é a surpresa de ninguém esperava R$ 4,90.

4,90 é um nível alto ainda, tá? É, não é, assim, se você pega medidas de valor de longo prazo, 4,90 não é um nível muito apreciado não, tá, Rui? Principalmente levando em conta umas vezes que quem compra dólar deixa de colocar o dinheiro aqui no Brasil e perde juros de 14,5. Então a gente sempre tem que lembrar isso. Você comprou dólar...

5, vamos fazer 5 só pra quando ficar mais fácil. O dólar subiu em 12 meses pra 5,5, você não ganhou nada. Você perdeu dinheiro. Porque como os juros aqui é muito mais altos que os juros lá fora, custa ficar comprado em dólar, que você deixa de ganhar o Selic aqui dentro, que é 14,5 pra ganhar os juros nos Estados Unidos.

que é 3,5. Então, custa muito fazer isso, tá? Então, assim, dado, mais uma vez, as commodities, dado o nível de preço do Real, que não acham descontado, dada a eleição que a gente acha que tem uma chance assimétrica de melhora, eu acho bom ainda. A questão, pra mim toda, não é essa. A questão é, como eu falei, é que se a gente não resolver essa coisa do Irã...

A segunda rodada é com medo de recessão mundial. E aí todo ativo que é ciclo, que é nossa moeda, é um ativo ciclo que a gente exporta com a moda, sofre, tá? Então, para mim, o receio não é com preço. O juros compensam esse preço. O preço é, acho que é razoável. Não é preocupação doméstica. Minha preocupação é com medo de recessão mundial que pegaria na nossa moeda, tá? E com o Banco Central que está comprando, tá? Mas o nível não me preocupa ainda, não.

Perfeito. Tem uma outra pergunta aqui que eu achei super justo. Podem comentar, eu não sei, CP10, não sei o nome da pessoa. Podem comentar dos juros longos no Brasil? O fundo está pensando em aplicar agora com a nova abertura da curva, mais precisamente, esses vértices são longos mesmo, 2037.

2065. Como é que a gente pensa em juros? A pergunta é como é que a gente pensa em juros longos. Pra você ter juros longos, o que eu mais gosto, a gente mais gosta aqui, é juros reais, tá? NTNB. Juros reais de 2031, 32, 33, é parte da curva de juros que é a nossa preferida. E aí pra ir longo, eu prefiro juros reais no Brasil, tá? Do que juros nominal, tá? Qual que é a ideia aqui? Nível muito alto. Acho que, aí pensando mais no longo prazo, né?

Se você tiver reeleição do presidente Lula, eu acho que tem pouco para abrir esses juros. Por quê? Porque todo mundo já conhece que vai ser a política. A política está sendo feita aqui. E a gente já está com o nível de juros que é status fest para compensar pela nossa ainda situação fiscal ruim. Mas se você tiver um governo de oposição que vai fazer um ajuste fiscal em 2027, o juros real fecha muito.

Então eu gosto ainda de... A gente tem um pouco essa NTNBs mais dessa parte de 2021, 32, 33. Por que eu prefiro esse mais do que o 2050? Pelo formato da curva, tá? Isso aí é o que está mais alto os yields, tá? Como tem demanda de fundo de dispensão na parte mais longa, eu fico com taxas um pouco mais baixas. Então eu prefiro comprar mais do 31, do que comprar 2050, tá? Tem que comprar mais porque como a dureza é diferente, né? Cada um BIP que tu muda a taxa, muda diferente o preço, né? Mh-mh.

quanto mais longo o título, mais volátil ele é, conforme muda a taxa, como é que muda o preço. Então, mesmo nível de risco, você tem que comprar mais da intermediária. A gente prefere mais essa 2030 e poucos aí do que a Longona. Bom, a outra pergunta aqui da Simone. Um abraço aí pra Simone e pro Felipe, que sempre mantém nosso chat animado aqui nas discussões da nossa live, né? Estaria, Brasileiro, já está precificada a derrota do Trump nas duas casas?

E vai virar um pato manco? E o que está no preço? Hoje, são duas casas, a Loharhaus e o Senado. O Loharhaus, sim, está precificado que ele vai perder. No Senado é muito obrigado, está 50% para cada lado. Você vê no site de apostas, é isso que está 50% para cada lado. Se ele perder o Senado, ele vai perder as duas casas. Perder nas duas casas, vira sim um pato manco, com muito menos habilidade de fazer política.

o que vai acontecer, você vai começar a ter inclusive discussão de impeachment, não acho que vai avançar a gente não está falando nada disso por favor, não entenda errado, mas vai ficar esse ruído o tempo todo, vai ficar essa pressão em cima dele o tempo todo, vai ser um ambiente para ele ruim, tá? Então se você olha a aprovação dele na parte econômica, que não para de cair a aprovação do presidente Trump na parte econômica não para de cair porque as pessoas estão muito preocupadas com a inflação porque elas não querem a guerra então vem uma guerra no Irã que a maioria da parte do ouve Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter Ter

dos swing votes, né, que é quem muda de opinião, eles não entendem bem o que os Estados Unidos vai ganhar, então tem que pagar mais pelo galão ali da gasolina deles, né. Então eles não estão gostando disso não, tá. Então eu acho, a gente já falou disso, que pelo presidente Trump ele tem incentivo de tentar um acordo. A questão é que o Irã está jogando com o tempo a favor, né. E aí o Irã fica tentando extrair mais concessões, jogando para frente, e esse é todo o dilema hoje de navegar esses mercados. Perfeito.

Gente, eu tenho uma pergunta aqui do Felipe, que eu acho justa. Vocês gostam de construção, mas a Selic está 14%. Eu acho uma coisa interessante até para comentar. Eu tenho duas perguntas aqui que eu queria comentar. A primeira é essa do Felipe, que eu acho super justa. E quando você faz um portfólio, e muitas vezes você quer uma empresa, a gente acha que, por exemplo, coisas como o Cury Direcional são empresas de muito boa qualidade para o processo, se bem sendo esse processo de baixa renda.

Minha Casa Minha Vida no Brasil, os limites já subiram tanto que hoje eu digo, não é mais casa popular, né? Você chega a limites que é acima do que você, muito acima do que você chamaria de classe média no Brasil. Mas são empresas que executam bem, e sim, elas têm a questão dos juros e tem a questão dos custos.

que vem junto com o petróleo. Se o petróleo subir, logicamente, o custo de construção de frete sobe. Mas é assim que você forma um portfólio. A gente não sabe exatamente o que vai acontecer com o petróleo daqui por diante. A gente pode estar falando aqui agora e teve um acordo de paz inesperado e rápido.

Não é o cenário central, mas pode acontecer. Então a gente tem um portfólio, como a gente falou da Embraer, a gente adora a situação da Embraer, mas se o petróleo continuar muito alto e a aviação civil ficar afetada, vai afetar a Embraer no curso de prazo, mas isso faz um portfólio. A gente tem situações assimétricas em diversos.

para diversas situações macroeconômicas. A gente não tem um portfólio, isso acho que é um diferencial grande da gente, da maneira que a gente balanceia portfólios, é que a gente tem portfólios onde a gente não segue simplesmente uma situação macro. A gente segue situações assimétricas que seguem diversas situações macro possíveis, mas que, na média, a gente acha que vai ganhar nelas. A gente acha que vai ganhar em Cury, por exemplo, direcional, a gente acha que vai ganhar em Embraer, a gente acha que o Rolls Royce, por exemplo, é uma boa posição, mas no momento...

Essas empresas, numa situação de guerra, elas não favorecem. Mas a gente sabe, por exemplo, Rolls Royce, no momento em que foi anunciado, eu acho que foi na segunda-feira que teve uma visão mais positiva para a guerra, a Rolls Royce subiu 10% no dia.

A Embraer, se eu não me engano, a Curi ontem, o direcional estava subindo 5%, 6% num ambiente mais positivo. Então, é assim que se faz um portfólio. Não simplesmente achando que você sabe, mas achando situações assimétricas para diferentes cenários macro em que ao longo do tempo você vai compondo esse resultado. E outro super interessante que eu queria deixar aqui o comentário, porque eu gostei dessa pergunta. Eu sempre, eu sou uma pessoa entusiasta dos Estados Unidos, eu gosto.

dos Estados Unidos de modo geral, onde as grandes oportunidades de investimento da nossa vida estiveram presentes e ainda são os melhores ativos do mundo. Mas tem uma pergunta super justa. Você ainda acha que os Estados Unidos é a grande potência militar, imbatível e que mudou na sua cabeça disso? Eu vou dizer uma frase importante do Soros aqui para a gente refletir e fechar essa live. O Soros dizia assim...

investir é você entender a realidade antes que outras pessoas entendam. Então, na nossa concepção, a gente nunca fecha na nossa cabeça uma ideia e fica com ela fixa. A gente não torce para um time ou torce para uma situação, a gente está sempre analisando. E sim, nessa guerra, o que ficou provado é que, primeiro, as forças dos Estados Unidos são mais dispersas.

e muito finas no mundo. Eles tiveram que tirar mísseis do Japão e de defesa de Taiwan para levar para segurar a situação no Irã. Então a gente aprendeu nessa guerra que é muito mais limitada do que a gente pensava, uma força convencional, democrática, que não pode perder pessoas em campo de batalha, não pode ter mortes em campo de batalha.

pode fazer e que a capacidade fabril de armamentos é absolutamente importante. Talvez os Estados Unidos estejam deixados esses dois pontos passarem e não mediam bem seus objetivos de guerra em relação ao que poderia ser feito com a força convencional. Sim, a gente está sempre adaptando, a gente está sempre aprendendo e sempre que a gente muda de opinião, é o nosso trabalho. Nosso trabalho é estudar mais e mudar de opinião e ter portfólios balanceados para diversas forças econômicas.

porque ninguém é gênio e a capacidade que a gente tem é a capacidade de, quando errado, estopar e mudar de opinião e tomar um outro. A gente sempre fala, né, Rui, que sobrevive no mercado quem se adapta. Quem se adapta é o mais inteligente, não é o mais forte, é quem consegue ser flexível de pensamento, está sempre estudando, e se for para mudar de cabeça, a gente vai mudar e é importante assim que a gente vai evoluindo. A nossa preferência é mudar de cabeça

percebendo a realidade antes que outras pessoas percebam. Por vezes isso não é possível, mas quando a gente percebe que a realidade mudou na nossa cara e a gente estava errado, tem que estopar, tem que revisar e tem que ser flexível. E só uma pessoa em que tem essa cultura de estar estudando o tempo todo, estar se renovando o tempo todo, estar se adaptando o tempo todo...

quantas vezes a gente acorda de manhã a gente tem uma opinião e duas horas depois três horas depois de estudar o assunto com mais frequência, com mais intensidade a gente vai mudar, a gente aqui lembrando que o Kineia, nosso principal compromisso mesmo com vocês, ser uma casa de estudo ser uma casa de profundidade de entendimento das questões, porque tem muita informação no mercado

mercado, mas é preciso transformar essa informação em conhecimento e transformar esse conhecimento em valor. E tendo dito isso, a gente agradece muitíssimo a vocês pela presença, agradece ao pessoal que animou aqui ao chat e fez as perguntas, tá? E gente, olha, esse mês a gente vai ter um café com quinea geopolítico sobre China, super legal. A gente vai ter um café com quinea insights que vai ser sobre...

Por que a classe média brasileira sofreu tanto, todo o histórico da classe média brasileira. A gente vai falar sobre energia nuclear, não, capacidade bélica nuclear, o problema nuclear do Irã em detalhes, várias coisas que a gente está trazendo para vocês, esse estudo que a gente fez de impactos econômicos em detalhes.

O canal está recheado de coisas para a gente dividir tudo o que a gente pesquisa. 50 pessoas de trabalho. Obrigado, André. Obrigado, Daniela. Obrigado, a equipe toda que fez esse trabalho. Porque a gente, na verdade, só criou o primeiro slide que nem foi a gente, foi o chat EPT que criou. Um grande abraço. E até a próxima, gente.