Dupla contabilização: você pode estar pagando duas vezes
A dupla contabilização tem gerado preocupação no setor elétrico brasileiro, trazendo riscos financeiros relevantes para empresas e agentes de mercado.Com a prorrogação do prazo de contribuição, o tema segue em discussão — e exige atenção estratégica.Neste episódio do Papo Solar, com o convidado, Christian Guedes - Sócio e responsável pela área de Gestão de Geradores na Simple Energy, especialistas analisam os impactos práticos e o que pode mudar nos próximos meses. Conheça o nosso curso de Mercado Livre de Energiahttps://cursos.canalsolar.com.br/curso/curso-de-energia-solar-no-mercado-livre-acl/Consultas Públicashttps://consultas-publicas.mme.gov.br/homeCursos de Energia Solar e treinamentos: https://cursos.canalsolar.com.br/
Bernardo Marangon
- Consulta Pública e Mudanças na Precificação de EnergiaAtualização do modelo de precificação para o cenário atual · Projeto Meta 2 da CCE · Roadmap para preço por oferta e demanda · Primeira etapa: dupla contabilização · Oferta de quantidade pelos agentes (ex-ante) · PLD ex-ante e PLD ex-post · Incentivo para acerto na previsão de geração · Risco de poder de mercado e manipulação de preços · Limites mínimo e máximo para ofertas · Consulta Pública 218 do Ministério de Minas e Energia · Participação de geradores médios e pequenos · Impacto em consumidores do mercado livre · Cronograma: início em junho de 2028 · Oportunidades de capacitação e consultoria · Cortes de geração (curtailment) pelo ONS
- Dupla Contabilização no Setor ElétricoImpactos financeiros para empresas e agentes de mercado · Prorrogação do prazo de contribuição · Christian Guedes · Simple Energy
- Funcionamento do Mercado Livre de EnergiaAssociação à CCE (Câmara de Comercialização de Energia) · Cálculo do PLD (Preço de Liquidação das Diferenças) · Previsão de geração e consumo · Diferença entre Geração Distribuída (GD) e Mercado Livre · Contratos de longo prazo e preços negociados · Liquidação de desvios de geração · Contabilização mensal vs. horária · Pico de geração solar e PLD baixo · Variação do PLD (piso e teto)
- Modelos Computacionais de Precificação de EnergiaNew Wave (otimização estocástica de 5 anos) · DECOMP (precificação semanal para 2 meses) · D100 (PLD horário para o dia seguinte) · Objetivo original: operar o sistema, não precificar · Críticas aos modelos: imprevisibilidade e 'Frankenstein' · Enron e o poder de mercado
- Oportunidades no Setor ElétricoUsina solar junto à carga do consumidor · Entendimento de contabilização, precificação e flexibilidade · Capacitação em novas funções e consultoria · Inteligência Artificial na gestão de operações
Eu acho que na semana passada eu não estive aqui, eu estava cobrindo a InterSolar, então eu quero mandar um abraço para todo mundo que foi até o estande do Canal Solar. Não vou citar nomes para eu não me perder aqui, porque foi muita gente. Mas a gente voltou e eu trouxe aqui, lógico, ao meu lado, Bernardo Marangon. Então não temos Bruno e Kiko Motto hoje, mas foi uma decisão bem estratégica. Então, Bernardo, muito obrigada por aceitar o convite, porque hoje a conversa vai ser boa.
É, nossa, eu na verdade nem lembro há quanto tempo que eu não venho aqui, então estou super feliz de estar aqui de novo no Papo Solar. Obrigado aí pelo convite. E o tema hoje vai ser super legal. Um pouco difícil, mas vai ser super legal. Boa!
E para a gente começar, aqui já vou deixar alguns recados para você que já acompanha o Canal Solar, então você provavelmente já é inscrito no Canal Solar. Mas se você chegou agora por conta do tema que é mercado livre de energia e a questão da dupla cobrança, já se inscreva nesse canal porque a gente traz muitas informações sobre o setor elétrico. Então a gente fala sobre geração distribuída, a gente fala sobre modernidade, de onde você está assistindo esse episódio do Papo Solar.
E conforme a gente vai conversando aqui com o nosso convidado especial, que ele vai falar tudo sobre o mercado livre de energia, sobre uma consulta pública que está aí, que deve mudar algumas coisas importantes e você precisa ficar atento, já deixa sua dúvida aqui que a gente vai trazer ao longo da nossa conversa. Sem mais delongas para a gente já falar aqui.
Christian Guedes, que é sócio e também responsável pela gestão de geradores na Simple Energy. Muito obrigada a você e a toda a sua equipe por tornar esse convite aqui concretizado e estar aqui na sede do Canal Solar.
Muito obrigado, fico muito feliz com o convite, assumo até que estou um pouco ansioso de estar aqui, então muito feliz pelo convite de estar aqui, de estar conversando com vocês, de conseguir expor um pouco mais do que é o Mercado Livre, furar a bolha, que a gente estava falando aqui um pouco antes, também acho que eu estar aqui também é uma ajuda para a gente conseguir furar um pouco essa bolha e conseguir atender novos públicos.
Sim, a gente tem uma audiência aqui, Christian, muito diversificada, né? A gente tem integradores. Eu até quero ver quem está assistindo aqui, gente. Já tem bastante gente falando aqui, assistindo a gente de Barretos, o pessoal dando boa noite, São Luiz Maranhão também aqui presente com a gente, o Anderson.
o Marcos Mello, o Cláudio, o Nathanael, enfim, bastante gente aqui, já coloca qual que é a sua atuação no mercado de energia e qual é a dúvida que você tem aqui sobre esse tema do mercado livre de energia, que é um dos temas dos cursos que a gente tem, que é o solar, energia solar para o mercado livre de energia. Inclusive, Bernardo Marangon é um dos professores, acho que foi o criador, basicamente, desse curso aqui no canal Solar, mas já deixa as dúvidas.
E a gente sabe que, antes da gente falar do tema principal aqui, que é a dupla cobrança, é entender o contexto do porquê surgiu esse tema e essa conversa. Então, vamos começar pela consulta pública, que está aberta, e por que ela é importante quando a gente fala sobre questão de viabilidade de negócio, entender como está o meu caixa, e principalmente quem é gerador, até quem é consumidor, entender o funcionamento do mercado livre.
Eu acho que eu vou até voltar um pouquinho antes, não na consulta pública, mas no funcionamento do mercado hoje. Então, o mercado hoje, todo mundo do mercado livre tem que estar associado na CCE, que é a Câmara de Comercialização de Energia. Estando na CCE, todos os agentes da CCE, que são os geradores centralizados e os consumidores, eles estão expostos ali às regras de comercialização do mercado, que inclui o cálculo do PLD, o preço da liquidação das diferenças.
O PLD é usado, como o nome diz, para valorar as diferenças entre o que foi gerado e o que foi vendido por cada gerador ou o que foi comprado e consumido pelos consumidores. O PLD é calculado hoje por modelos computacionais. Então, ele é calculado por uma dinâmica de divisão de custo do sistema. Então, tem uma série de modelos computacionais, mas que culminam no cálculo em um dia para o PLD de cada hora do dia seguinte.
Esse PLD calculado antes, ele considera várias estimativas de quanto vai ser a geração, quanto vai ser o consumo, como vai estar a configuração do sistema no dia seguinte. Então, isso depende de uma previsão que para algumas usinas, as usinas maiores, elas mandam essas informações para o operador do sistema, que é o ONS.
e as usinas menores, o INS estima isso, quanto ele acha que vão gerar as usinas solares, as eólicas, as pequenas centrais hidrelétricas, enfim, as usinas pequenas, o INS estima todos esses dados. E aí ele calcula o INS junto com a CCE, calculam o PLD para o dia seguinte, para cada hora do dia seguinte.
Uma dúvida, quando você fala que o INS vai calcular essas usinas pequenas, tem um limite de potência? Como que ele é classificado? Acho que é importante qual usina que o INS estima ou qual usina que o gerador manda a sua projeção? Tem uma série de regras do INS para classificação de usinas.
Em geral, usinas hidrelétricas que têm reservatório, em geral, são despachadas pelo ONS, então ele controla isso. Usinas termoelétricas que têm um custo, o que a gente chama de CVU, custo variável unitário, ou seja...
Para ela gerar, ela tem que atingir determinado preço. Essas térmicas também são despachadas pelo INS. E as outras usinas é um critério um pouco mais subjetivo que se o INS considerar que aquela usina é importante para o sistema, seja porque ela tem uma potência maior, seja porque ela está em uma região que é importante para reestabelecer o sistema, caso a gente tenha um blackout, aí ele vai considerar que a usina, ele vai olhar que a usina é mais de perto. Então não tem um...
um limite específico de potência. Mas, em geral, as usinas menores, as solares, que é o nosso principal foco aqui, as usinas solares, em geral, elas fazem, de geração centralizada, elas, em geral, fazem divisão em SPs, em sociedades de propósito específico.
Então, os complexos não costumam ter potência muito grande individualmente por usina e elas, na grande maioria dos casos, elas são enquadradas nesse rol de agentes que o INS simula sem ter a informação do próprio agente hoje. Entendi.
Muito bem. Até aproveitando, boa parte do nosso público entende bem de geração distribuída. Então, acho que era legal a gente mostrar esse paralelo de como a geração distribuída funciona e como o mercado livre funciona.
Na geração distribuída, normalmente, quem está gerando energia gera um crédito na distribuidora. Se ele não consome esse crédito, esse crédito acaba ficando armazenado na distribuidora para ser utilizado no próximo mês. No mercado livre é o diferente. O que acontece com a energia no mercado livre?
É, exato, acho que esse ponto é crucial. No mercado livre, quando você gera, você imagina num cenário onde você não vendeu sua energia antecipadamente. Então você gerou, você vai receber por essa energia nesse PLD, no preço da liquidação das diferenças que é calculado para cada hora do dia seguinte.
Só que você pode vender contratos antecipados. Então, você pode vender contratos de longo prazo, de um, dois, três, cinco, dez anos. E aí você vai ter um preço futuro negociado ali com base em condições de mercado e você vai ter que gerar aquele montante que você se comprometeu com esse contrato futuro. Gerando esse montante, você não...
de forma bem simplificada, depois a gente vai dificultando um pouco essa conta, mas de forma simplificada você precisa gerar aquele volume que você vendeu. Então se você vendeu 1 megawatt hora, 1.000 megawatt hora, você tem que gerar 1.000 megawatt hora para entregar para aquele contrato. Se você gerar menos do que 1.000 megawatt hora, gerar 900, esses 100 megawatt horas da diferença você vai ter que pagar PLD.
que é o preço que liquida as diferenças. Se você gerar mais, por exemplo, se você gerou 1.200 MWh, você vai receber esses 200 MWh que você gerou a mais no PLD também. Então, a CCL liquida os seus desvios da sua geração para o seu contrato.
Isso é como é hoje. Perfeito. E acho que é bacana falar também, na geração distribuída, a gente roda a medição ao longo de um mês, no mercado livre também, certo? Também. Então, o PLD é diário. Para cada dia, eu calculo o PLD de cada hora. O PLD é horário, mas eu calculo diariamente o PLD de cada hora do dia seguinte.
Só que a contabilização da CC hoje é mensal. Então, eu acumulo tudo o que aconteceu no mês. Por mais que eu valore a geração de cada hora pelo PLD daquela hora, eu só faço um evento só no final do mês consolidando tudo isso. Então, tem muita diferença dessas questões horárias, porque, por exemplo, a solar gera mais no meio do dia.
Então, eu vou ter um impacto muito grande que de noite eu não vou ter nenhuma geração solar para valorar. Então, eu não consigo compensar, como na AGD eu compenso uma hora com a outra. Essa compensação não é direta, porque eu posso ter diferenças de PLDs muito grandes. Principalmente porque o nosso setor hoje teve uma penetração muito grande de solar. Pensando fisicamente, sem distinguir geração centralizada e geração distribuída. A solar como um todo, todas as usinas sejam centralizadas ou distribuídas,
fazem um pico físico para o sistema muito grande de geração no meio da tarde. E o PLD é calculado basicamente como uma estimativa, de forma bem simplificada de novo, de oferta e demanda. Então eu vejo o que eu tenho de oferta geração e o que eu tenho de demanda consumo. Então como eu tenho muita oferta no meio da tarde, é o momento que o PLD costuma ser mais baixo também.
Então, quando eu tenho geração sobrando no meio da tarde, ela não tem o mesmo valor de uma geração que fosse ali no começo da noite, onde eu tenho um pico de consumo relevante ou não tenho mais esse pico de geração da solar. Então, tem essa diferença que, enquanto na GD você compensa, um megawatt-hora é um megawatt-hora em outro momento.
no mercado livre não tem essa compensação direta. Você tem que valorar tudo ao PLD e o PLD pode variar bastante. A gente tem um piso de PLD na casa de R$50 e um teto que passa de R$1.000 por megawatt-hora. Um teto horário, pelo menos.
Perfeito. Então, aqui uma dúvida até para esclarecimento. A gente tem meio que dois processos. Um processo de compra e venda de energia. Então, o gerador vai lá e vende energia para o consumidor. Então, exemplo. Ah, eu vou vender aqui por, sei lá, 300 reais por megawatt-hora, mil megawatt-hora.
E ele vai receber do consumidor. Aí tem um outro processo, que é o processo que a gente chama de contabilização. Isso. Na CCR. Então, a gente tem que tomar cuidado. É dupla contabilização, não dupla cobrança. Ah.
Quando a gente fala dupla cobrança, parece que você vai ser cobrado duas vezes. Na verdade, esse processo que o Christian estava explicando, ele vai ser feito duas vezes na realidade. Então, explica um pouquinho melhor, Christian, como que é esse processo. Então, você tem lá, ao longo de um mês, a CCA vai olhar quanto você gerou de energia.
Ela olha primeiro no mês, né? Quanto você gerou ou quanto você vendeu? Ah, beleza. Eu gerei mil e vendi mil. Então, eu estou com um balanço de energia zerado. A princípio, eu não preciso ir lá comprar no mercado. Mas ela faz mais coisas, né? Ela olha hora a hora quanto que você gerou.
e quanto você vendeu, né? Isso aí. Então, explica de novo pra gente, pro pessoal entender qual é a função do PLD, né? Então, explica assim, pô, mas eu olhei no mês, mas eu vou olhar hora a hora e tal, então...
Se você puder contar um pouquinho como que é esse processo, acho que é bacana para o pessoal entender. Isso é muito comum, até porque os contratos no mercado livre, o mais comum é que os contratos no mercado livre sejam fechados em montantes mensais, que a gente chama de flat, ou seja, sem variação ao longo das horas do mês. Então, você vendeu, a gente costuma usar a unidade de megawatt médio. Sim.
um megawatt médio é gerar um megawatt hora em cada hora ao longo do mês você vendeu um megawatt médio se espera que você vai gerar um megawatt hora a cada hora daquele mês só que a solar ela não gera por exemplo nenhuma fonte era flat né que já era reto o tempo inteiro a solar ela ela é o caso mais mais diferente que a gente tem que tem a geração concentrada só ali durante o dia e zero no restante do período
O que acontece? Quando você vende um contrato flat, se espera esse 1 MWh em cada hora, a solar durante a noite não vai ter nada de geração, só que durante o dia vai ter muito mais do que aquela média. Quando você faz essa valoração, é como se você pegasse o contrato esse 1 MWh e valorasse pelo PLD de cada hora que você não gerou nada negativo. Então, se o PLD da meia-noite foi 200 reais, você valora...
um megawatt hora a 200 reais negativo pra você, dá uma hora a um megawatt hora por 300 reais e aí quando você tá positivo vai valorar também ao PLD daquela hora. Então mesmo você estando casadinho no mês, os mil megawatt horas por exemplo no mês, pode ser que você tenha uma exposição na CCE porque vai fazer essa diferença, né? Ah, o que você ficou devendo à noite, valorado ao PLD da noite quanto o que você ficou sobrando de dia, valorado ao PLD do dia. Só que em geral o que você ficou sobrando
por conta de uma condição de sistema que a gente tem agora, com muitas solares no sistema como um todo, o PLD do dia tem sido menor do que o PLD da noite, porque é oferta e demanda, você tem muita oferta durante o dia, e é oferta e demanda, quando a gente olha oferta e demanda, a gente está olhando o sistema como um todo, a gente não separa mercado livre de mercado cativo, então eu olho oferta e demanda...
de energia no sistema brasileiro. Então entra a GD também aqui. Para a formação do preço. Não entra valorando o mercado, não entra fazendo parte desse mercado. Mas para a formação do preço, o NS quando vai rodar os sistemas, ele coloca lá uma estimativa de quanto a GD vai gerar naquele período.
Ou seja, no final do mês, mesmo se você tiver casadinha ali, mil megawatt-hora contra mil megawatt-hora de geração e venda, você pode ter exposição. E para a Solar isso é mais claro, a Solar costuma ter, vem tendo na situação de mercado atual, exposições negativas com o que a gente chama de modulação, que é essa distribuição diferente de preço e de geração ao longo das horas. No final, então, para o Solar, ele vai receber lá do cliente, mas ele vai ter que pagar um valor.
Na CC, porque quando ele tinha energia, o preço estava mais barato. Quando ele não tinha, o preço estava mais caro. Isso aí. É isso, né? Isso aí. Muito bom. Muito bom.
E pensando aqui na consulta pública, essa consulta pública foi aberta o ano passado e foi feito um estudo, como que foi essa abertura, porque a ideia é fazer uma atualização dessa forma, porque a gente estava até discutindo aqui um pouco antes da gente iniciar a transmissão, que esse modelo que foi pensado, foi pensado há um tempo atrás, quando a gente não tinha um cenário.
de consumo intensivo, dependendo do horário, e também sobre a solar, esse crescimento da solar e os cortes de energia que a gente vem cada vez mais registrando através do ONS. Então, veio essa consulta pública. Quais são os insights que essa consulta está em discussão, que inclusive acaba...
Agora é dia 15 de maio, né? Então, se você que quer participar, tem lá, tem como participar no Ministério de Minas e Energia, a gente vai buscar depois o link para colocar aqui para o pessoal ler os estudos. Mas a sua visão, qual que são os principais insights para a gente ficar atento?
É, primeiro, a gente está com um sistema que foi estruturado quando o Brasil era basicamente usina hidráulica e usina térmica. Praticamente só hidráulica e um pouquinho de térmica. Então foi construído pensando nesse sistema e a gente está nessa condição até hoje.
Então, o nosso sistema, esses modelos de precificação, eles foram virando meio que um Frankenstein. Eles foram tendo vários puxadinhos ali. Pô, está mudando o sistema, o que eu preciso fazer? Preciso colocar mais aversão a risco, preciso tomar cuidado para não esgotar toda a água do reservatório e faltar energia.
Porque, basicamente, o nosso sinal de preço é para a gente não esgotar o reservatório, acabar com a água dos reservatórios das hidrelétricas, que são uma grande bateria que a gente tem no sistema brasileiro, porque o Brasil é mais do que 50% da nossa geração é hidrelétrica.
Então a gente começou a fazer vários puxadinhos para evitar termos problemas à medida que o sistema foi evoluindo. A gente começou a ter muita penetração de usinas à biomassa no começo, PCHs, aí a eólica entrou muito forte e agora mais recentemente as solares alcançaram patamares muito relevantes. Então mudou tudo no sistema e a gente ainda está com um modelo que foi construído para um sistema totalmente diferente do que a gente tem hoje.
A CC fez um megaprojeto financiado pelo Banco Mundial, que é chamado Projeto Meta 2, que eles ficaram quase três anos discutindo o que poderia ser feito, quais mudanças estruturais poderiam ser feitas no modelo de precificação brasileiro. E eles construíram o que eles chamaram de um roadmap para a gente chegar num modelo de, em vez de o preço por custo, como a gente tem hoje, um modelo de preço por oferta.
Ou seja, oferta e demanda, um mercado mais livre do que a gente tem hoje, do ponto de vista de formação de preço, com alguns ajustes, porque o Brasil é um país muito peculiar do ponto de vista energético. Então, a gente não consegue, até nesse projeto eles estudaram vários outros países e a gente tem similaridades com alguns deles, mas o Brasil tem coisas que só tem aqui.
então são as nossas jabuticabas exatamente, eu recomendo bem isso então acaba que a gente consegue pegar um pouco da experiência desses outros lugares, mas não dá pra pegar um pacotão completo, vamos implementar aqui e acabou, a gente precisa pegar, olhar o que funciona e o que não funciona e ir fazendo ajustes
Então, a CCA, não estou querendo dizer que esse estudo que a CCA fez é exatamente o que deve ser implementado, mas foi a base para o Ministério de Minas e Energia abrir a consulta pública dos anos e dezoito.
que está tratando de um pedacinho ali do que esse estudo da CCI fez, que a CCI colocou como a primeira etapa. A primeira etapa para a gente chegar lá no final, num novo modelo baseado em oferta e demanda, em vez de um cálculo do preço do mercado livre.
pela oferta dos agentes e não por modelos computacionais, a primeira etapa indicada foi essa da dupla contabilização, que é mudar o formato como a CCE contabiliza o mercado hoje. O formato atual é esse que nós falamos há pouco.
Na dupla contabilização, qual que é a ideia? É você ter um primeiro processo, a primeira parte dessa contabilização ser muito parecida com o que é hoje, calculado por modelos computacionais, só que com uma diferença crucial. Ao invés do ONS estimar a geração, o ONS é o operador nacional do sistema, estimar a geração dessas usinas que eles chamam de usinas não simuladas, essas usinas médias, não são nem as muito grandes, nem as...
muito pequenas. Em vez do INS estimar a geração delas, onde se enquadra muitas, principalmente solares e eólicas centralizadas, em vez do INS estimar elas, quem vai estimar são os próprios agentes. Então você estima a sua geração e você manda uma oferta de quantidade. Então como é uma etapa transitória, nesse momento é só oferta de quantidade. No futuro tem a tendência de você mandar quantidade e preço para que você aceita por aquela quantidade.
É um leilão, basicamente. Isso, um leilão multipartes. A ideia, no final, não agora, não está em consulta pública agora, mas no final é chegar numa espécie de leilão multipartes, onde várias ofertas com quantidade de preço e várias demandas com quantidade de preço, você vai cruzar as duas curvas. Essa é a ideia final do modelo. Agora, nesse momento, os geradores, só um pequeno hall de geradores, um hall médio de geradores.
principalmente eólicas e solares, vão ofertar a quantidade, não o preço, a quantidade que eles pretendem gerar para o dia seguinte a cada hora. Eu acho que é legal a gente voltar um pouco nisso, até para o pessoal enxergar.
Vamos dar um exemplo da bolsa de valores. Então, quando... Eu não sei, até vou perguntar para o público. Você já tradou algum papel? Você já comprou alguma ação no seu home broker e tal?
Escreve aí que eu quero saber se vocês estão atentos a isso. Mas imagina que hoje o mercado financeiro... Vou pegar um papel da Petrobras. Para você participar da compra e da venda do pregão...
Você determina o preço que você quer comprar, o papel, e o volume, quantas cotas, quantas ações. E aí você vai para o mercado ali. Se encontrar alguém que queira vender no preço mais baixo do que o que você ofertou ou o preço que você ofertou, a transação acontece se você compra o papel.
Em muitos países, a gente tem esse mesmo modelo para a energia. No Brasil não é assim, é um software que calcula o preço. Você pode explicar um pouquinho qual o nome do software, como que ele funciona, para o pessoal entender que, na verdade, ele foi feito para uma coisa e ele é utilizado hoje para calcular o PLD. É legal você contar essa história para o pessoal entender. Então, a gente deseja chegar...
próximo, vai ser um pouco diferente naturalmente, mas próximo do que é o mercado financeiro hoje. Mas como que foi, como que é hoje esse cálculo do PLD? O que ele considera?
O cálculo do PLD hoje é calculado por uma série de modelos computacionais. Acaba não sendo um só. Então, você tem modelos para diferentes escalas de tempo. Então, primeiro é rodado o modelo que se chama New Wave. O New Wave vai calcular 2 mil cenários de chuvas, de preços, de geração de usinas possíveis para ter uma otimização estocástica do sistema.
para um período de cinco anos. Então eu rodo dois mil cenários para cada mês durante um período de cinco anos, procurando uma curva que vai otimizar os meus reservatórios para esse período todo. Então eu estou olhando para um período plurianual. O que eu tenho que fazer agora? Eu tenho que gerar com uma hidrelétrica?
e usar a água que está no reservatório dela, que ela é barata, porque ela é água, não tem custo. Teoricamente, o sistema acaba dando um custo para essa água, mas essa água é barata. Ou eu devo gerar com uma térmica que tem um custo elevado agora, só que eu vou economizar água que eu vou poder usar no futuro. E aí a valoração da água vem daí. Vem a quanto que vale essa água no futuro, que eu vou evitar de gerar com uma térmica no futuro. Então o New Wave busca fazer essa otimização olhando para 5 anos.
Eu pego esses resultados do New Wave, com essa otimização para cinco anos, com uma granularidade ainda grande, mensal, não olhando individual as usinas, olhando por regiões, por subgrupos, e acoplo esse sistema num outro sistema com uma granularidade um pouco menor, que é o DECOMP.
O Decomp já vai rodar para dois meses, não mais para cinco anos, e ele vai rodar com uma granularidade semanal. Então, para cada semana dos próximos dois meses, eu vou ter ali já preços determinísticos, não são mais estocásticos como no New Wave, não são mais duas mil séries. Eu vou dar os preços de cada semana separados por patamar de carga.
E aí eu pego esse preço do DECOMP e acoplo ainda num terceiro modelo, que é o D100. O D100 vai rodar o preço do dia seguinte em base horária. Então eu rodo o dia seguinte para cada hora eu vou ter um determinado preço, que é o PLD do dia seguinte. E aí esse é o PLD oficial. E aí como você disse, esse sistema não foi construído para dar o preço. Ele foi construído para operar o sistema.
Então, eles são um conjunto de sistemas que buscam evitar que a gente tenha falta de energia. O principal objetivo é, eu não posso ter falta de energia em nenhum momento. E eles foram pensados para uma época que o Brasil era 90% hidrelétrico. Então, eu tinha que armazenar tudo em...
toda a água que eu pudesse para evitar de eu ter racionamento. Só que eu também tenho que evitar de verter essa água, porque se eu jogar essa água fora, ela não me valeu de nada. Então ele fica fazendo esse balanceio para a gente não sair de uma faixa segura. Só que esse modelo foi usado para determinar o preço e hoje ele é o que dá o preço do mercado livre que a gente tem, que baliza todas as operações do mercado livre.
O objetivo do sistema era tomar a decisão. Se eu vou gastar água ou se eu guardo água. Então, se eu gasto água e não chove, é o problema mais crítico, que é o racionamento, derruba governos. Sim, a gente já teve algumas situações dessas. Agora, se eu decido guardar a água e ligar as térmicas, que são mais caras,
e aí sobra água acontece o vertimento você joga água fora né e aí você pagou para o cara para para geração então o objetivo né do modelo na época era justamente ajudar o INS a tomar as decisões do despacho é meio que o despacho ótimo né Qual que é a melhor decisão que eu posso tomar
E aí eles viram lá aquele modelo, nossa, que bacana. Super complexo, né? Não, três temas. Imagina você entender, é uma loucura. E aí passou a ser usado para o preço. E assim, deu certo por muito tempo, né? Quanto tempo que a gente calcula preço pelo sistema New Wave Decomp e depois que veio o D100?
Já tem mais de 20 anos que a gente calcula preço assim. Então já deu certo para uma boa parte desse tempo. Só que agora recentemente, cada vez mais, a gente tem visto críticas a esse modelo no mercado. Então esses modelos são públicos.
Qualquer um pode ter acesso, tem que pagar uma licença para eles, mas eles são públicos. E as comercializadoras de energia em geral rodam esses modelos para prever os preços. E ultimamente, de uns tempos para cá, esses modelos vêm dando resultados diferentes com os mesmos dados de entrada. A depender do número de iterações, da quantidade de rodadas que o modelo faz ali, o PLD...
Com os mesmos dados de entrada, sai diferente em uma rodada e em outra. Então, isso é um exemplo que ele começou, ele é um Frankenstein, foi sendo ajustado ao longo do tempo, ele começou a dar alguns sinais de dificuldade de previsão, de previsibilidade dos preços para o mercado. Então, o mercado tem criticado um pouco isso. Por ele ser um Frankenstein, ele não pega algumas questões do mundo real mesmo da energia.
que não tem como um modelo computacional pegar. Então, ele também vem sendo criticado por isso. E agora, recente, inclusive, a gente teve uma onda, quem está vivendo o mercado livre... É isso que eu ia te perguntar. Essa crise que a gente está vivendo, acho que aqui no Canal Solare a gente tem publicado, infelizmente, de forma quase que frequente...
Uma comercializadora tendo problema financeiro, algumas pedindo recuperação judicial, outras com dificuldade para honrar os contratos. Você acredita que, de alguma forma, isso motivou esse estudo, essa procura por uma evolução da precificação?
Essa procura já vinha desde antes disso, só que isso acaba sendo um combustível para se buscar outras alternativas. Porque, inclusive, algumas dessas comercializadoras que pediram a recuperação judicial, elas alegam que há imprevisibilidade do PLD.
Então, a gente tem um PLD calculado por um sistema, que inclusive está sendo usado de argumento para conseguir decisão judicial, para evitar pagamentos por essas comercializadoras, que entram em recuperação judicial. E isso tudo acaba virando combustível.
para a gente melhorar, para a gente buscar outras soluções, buscar uma evolução no mercado, que é o primeiro passo que essa consulta pública tenta dar. Não estou falando que ela é boa ou que ela é ruim, mas ela é um primeiro passo para a gente chegar em um outro tipo de precificação de mercado.
que esperamos, se a gente realmente caminhar por esse caminho, esperamos que ele seja melhor do que o que a gente tem hoje, para a gente ter um mercado mais saudável, que acabou que a gente está passando por um momento agora que o mercado, pelo menos para as comercializadoras, não está muito saudável para a comercialização de energia.
mas tem uma tendência dessa consulta pública nos ajudar a aprimorar, e a gente ter um mercado com mais participação dos agentes e menos influência de modelos que podem ficar obsoletos com o tempo, como está acontecendo.
Boa. A produção me chamou a atenção aqui. A gente falou do nosso curso de mercado livre de energia. A gente tem um curso de energia solar para o mercado livre. A gente faz ali estudo de viabilidade. O Bernardo pode comentar um pouco. E a próxima semana já inicia essa turma. Então, eu vou pedir aqui para a produção colocar o QR Code. Se você quiser saber mais detalhes sobre a emenda do curso.
o que esse curso aborda, vai falar bastante ali de mercado, de setor elétrico, como que é o organograma, como que funciona. O Bernardo pode dar alguns detalhes também. E se você estiver no celular, vai estar aqui fixado no nosso chat também. Você pode clicar e você já veementa quem são os professores. Você vai ver o rosto desse rapaz aqui lá na página já com as informações. E uma condição especial para quem fez o curso de armazenamento.
Se você entrar lá no seu grupo, que você tem um grupo exclusivo para quando você participou, e coloca lá, eu quero mercado livre, que um dos nossos consultores vai te chamar para explicar qual é essa condição especial. Mas lembrando que é só para quem fez o curso de armazenamento, está assistindo a live aqui, é só fazer o comentário lá no grupo. Eu acho, Bernardo, que essa conversa que a gente teve aqui, a gente aborda...
um pouco lá com o Pedro Dante e faz tudo isso, mas a gente vive hoje uma ruptura no setor elétrico. Você trouxe aqui a discussão, então, quando a gente coloca à mesa o setor elétrico, a gente não fala sobre centralizada, a gente só centralizada ou só distribuída. É o consumo mudou, o horário de consumo mudou, as tecnologias cada vez mais intensivo, eletrificado.
A questão do carro elétrico também. Eu estou com o carro elétrico, o Bernardo já também tem o seu carro elétrico. Então, a gente sabe que o consumo, ele veio para cá, de São Paulo para Campinas. Ele vai voltar, provavelmente ele vai pegar ali um pico de carga na hora de carregar o carro. Sim.
Então, tudo isso a gente tem que ter repensado novos modelos. O mercado livre de energia passa por um momento de cenário de comercializadora fazendo isso? Seria um novo ciclo para se repensar uma nova forma de precificar isso, gerador-consumidor? Como você vê esse cenário hoje?
Exato, é uma oportunidade da gente ter essa mudança e cada vez mais dando poder aos agentes. Igual no caso da geração distribuída, foi dado poder para o consumidor, para ele poder gerar a própria energia e participar mais do sistema de uma forma mais ativa. Essa consulta pública pode ser um primeiro passo para dar mais poder aos agentes, para eles poderem ofertar energia e não depender mais tanto de um modelo computacional.
Eu acho que a gente pode caminhar por esse caminho, vai depender muito de como isso vai vir, lembrando que são o primeiro passo pequeno de um caminho longo, então se tudo for feito de uma forma adequada, a gente caminha para um setor mais saudável também. E só um comentário importante.
Eu tenho dito aqui, Christian, para as pessoas que nos assistem, que existem três grandes oportunidades de mercado na minha visão hoje, que é a usina solar junto à carga do consumidor.
Por quê? Com toda essa incerteza, tem alguns consumidores que eu sei que estão sofrendo com as comercializadoras também, que não recebem, às vezes, a energia incentivada 100% incentivada, aliás, 100% da energia 50% de desconto, então também tem perdas ali, eventualmente não recebem energia, então ficam no risco. Então, a solar junto à carga a gente entende que é uma oportunidade.
E, normalmente, os clientes de média atenção já estão no mercado livre. Então, o ideal é que você entenda como o mercado livre funciona, as questões de contabilização, de precificação, de flexibilidade, modulação, que foram algumas coisas que a gente falou aqui.
Que para quem não está no mercado, parece um bicho de sete cabeças. Mas à medida que você vai conhecendo, você vai entendendo a dinâmica e aprende como fazer. Então, a ideia do curso é justamente essa, de mostrar...
como que funciona o mercado, explicar o que é contabilização e mostrar essa oportunidade para o integrador, que acaba não indo muito para o cliente de média atenção, que não é tão difícil quanto parece. E mais, uma oportunidade gigante, porque normalmente o pessoal se assusta e não quer nem entrar. E aí, eu acho que era legal você contar aqui um pouco para a gente agora como que é essa dupla contabilização. Você contou como é feito hoje.
E qual é essa mudança que está sendo proposta nessa consulta pública?
A proposta é a seguinte, para a primeira etapa, que a gente chama de ex-ante, a etapa anterior, é muito parecido com o que a gente tem de cálculo do PLD hoje. O NS e a CC vão calcular o PLD com base no que se espera de geração e no que se espera de consumo para aquele dia à frente. A diferença é que um hall específico de usinas vão mandar as ofertas de geração para o NS, em vez do NS mesmo estimar essa geração para eles.
Ou seja, a ideia aqui é estar mais próximo da realidade, porque, em teoria, o gerador tem uma noção maior de quanto ele vai gerar amanhã do que o operador fazendo uma previsão geral para todas as usinas do sistema, olhando de longe. Então, cada um ofertando. Teoricamente, a gente vai chegar com um PLD ex-ante um pouco mais próximo da realidade, um pouco mais aproximado.
E aí o que vai acontecer? A gente vai ter uma etapa posterior, um PLD expost. Esse PLD expost vai ser calculado com base no que efetivamente aconteceu. Então eu vou pegar a geração medida realizada de todas as usinas do sistema, o consumo medida realizado de todos os consumidores, distribuidoras, todas as unidades do sistema e vou calcular quanto é o PLD real de cada hora lá do dia.
O que vai acontecer? O gerador que ofertou a geração dele, a quantidade de geração no ProPLD XANT, ele vai comparar a geração que ele ofertou com a geração efetivamente realizada dele. Então vamos supor que um gerador ofertou 100 MWh.
e gerou efetivamente 80 MWh, ele vai ficar exposto nesses 20 da diferença. Esses 20 ele vai pagar no PLD Exposed, no PLD da geração realizada. Então você tem um incentivo...
para que os geradores acertem a previsão da geração deles, porque à medida que eles acertem a previsão da geração deles, a gente não tem essa exposição no PLD Exposed. Então, se torna mais relevante para os geradores, se essa consulta pública for para frente, ter uma gestão próxima de risco das ofertas deles, de previsão de geração, vai ter que ser feito um trabalho um pouco maior do que se tem hoje.
Porque hoje as previsões são só para projeções internas, na maioria dos geradores. Então isso vai começar a ter um efeito financeiro. Então os geradores, em geral, vão ter que começar a se capacitar se essa consulta pública passar. É que é um trabalho. Você antes ficava ali meio que esperando. Aliás, não fazia nada. Você simplesmente esperava, esperava a contabilização e é o que é.
Nessa situação, você passa a ter uma função, que é passar lá para o INS quanto você vai gerar, e depois você garantir que aquela geração vai ser entregue, que era uma coisa também que ficava ali muito para depois, você ver qual foi a medição no final das contas. E aí uma dúvida que eu tenho, que acontecia muito na época que eu trabalhava com hídrica,
que o pessoal fazia, aí era o contrário, não era diário assim como a gente vê, mas tinha uma questão da sazonalização da garantia física. E aí tinha um truque que o pessoal da Hídrica fazia, que era colocar mais geração num determinado período, que eventualmente ela nem tinha ali condição de gerar, era o período que chovia menos, então...
Você colocava mais geração num lugar e menos geração no outro lugar. Existe algum tipo de limitação de você dizer quanto que você vai gerar ou quanto você vai deixar de gerar? Porque pode virar uma estratégia. Ao invés de você informar a realidade, ah, eu vou gerar tanto, não. Ah, se eu informar que eu vou gerar menos, o preço vai subir. E aí, se eu gerar mais, o preço vai cair e tal.
Vocês já estão meio que pensando nessas coisas? Existem limitações? Porque do jeito que eu conheço o pessoal de comercialização, a gente sempre... Eu ficava, né? Porque eu era de comercializadora também, pensando como ganhar mais dinheiro com as regras que estão ali. Faz sentido. E às vezes nem...
representando a realidade, mas utilizando as regras como... Você está com regulamento, você encontrou uma forma de ganhar mais dinheiro, então você usa. Vocês chegaram a pensar nisso, Christian? Esse é um dos pontos mais críticos que a gente tem nessa mudança de paradigma da precificação da energia.
Por quê? Existe uma questão, um risco de um poder de mercado. Então, agentes maiores usarem do seu tamanho para fazer preço e determinar o preço que vai acontecer com base nessas ofertas. Então, esse é um risco muito maior quando a gente tiver efetivamente um preço por oferta, que o gerador vai ofertar a quantidade e o preço. Então, aí o risco se torna maior. Mas para essa etapa, só com oferta de quantidade, já existe algum risco.
Porque, por exemplo, um grande gerador, um grande grupo que tem várias usinas, pode determinar se ele vai ofertar mais ou menos energia, com o objetivo de mexer no preço do PLD ex-ante, porque se ele ofertar mais energia do que ele efetivamente vai gerar, o PLD ex-ante vai cair, porque o sistema vai entender que tem uma sobre-oferta. Se ele ofertar menos do que ele vai gerar, ao contrário, o PLD vai subir porque tem uma sub-oferta, você tem que atender a demanda.
Ou seja, o poder de mercado é um risco muito grande aqui. No futuro ele é muito grande, nesse momento ele é um risco médio, mas ele está sendo pouco endereçado na consulta pública. Então, é um ponto que na consulta pública está dito alguma coisa na seguinte linha. Devem ter limites mínimo e máximo para as ofertas.
Só que quanto que vai ser esse limite mínimo e máximo? A ANEL e a CCE, a ANEL que é a agência reguladora, e a CCE que é a Câmara de Comercialização de Energia, vão ter que definir quanto que são esses limites. Mas isso agora o Ministério na consulta pública não colocou. E no limite, pensando numa solar, por exemplo, o limite tem que ser zero ou a potência dela.
Não pode ser diferente disso. Então, assim, é um dos principais riscos que a gente elenca agora para a consulta pública, que a gente deve, a Simple Energy, deve contribuir na consulta pública. Uma das nossas contribuições é...
que sejam dados indicativos mais claros para a questão de controle de abuso de poder de mercado, porque podem ter grandes grupos que podem fazer uso das suas ofertas para mudar o preço, por conta de...
estratégias que enxerguem uma oportunidade em determinado momento. Então é um risco bastante relevante que tem que ser tratado, inclusive nesse estudo da CCE, do projeto Meta, que deu origem à consulta pública.
eles colocavam que era preciso adotar várias políticas de controle desse poder de mercado. Tanto antes da formação, avaliando como estão sendo as ofertas dos geradores, como depois, avaliando o que aconteceu, aquilo ali pode ter sido uma manipulação, um oportunismo.
para punir ou tomar ações com relação àqueles geradores. Mas hoje isso está um pouco frouxo, então a gente vai estar contribuindo nessa linha. Eu lembro, eu analisei essa questão da sazonalização muito de perto, e eu vi que era um jogo de soma zero.
Então lá em 2010, o pessoal que era mais esperto viu essa estratégia. E aí eles começaram a sazonalizar e ganhar dinheiro, porque os outros ainda seguiam meio que...
o que era o correto, né, de você fazer fisicamente. Aí o pessoal foi percebendo a estratégia, e aí todo mundo fez a mesma coisa. Quando todo mundo fez a mesma coisa, o cara que tinha feito o contrário ganhou mais dinheiro, entendeu? Porque todo mundo concentrou um volume de energia num determinado... E no outro não. Não, aí teve um impacto enorme de GSF, uma confusão grande.
Então tem um risco, para mim, olhando essa consulta pública, é um risco elevado, porque você vai entender. E o que o Cristiano falou de poder, no Brasil tem uma grande concentração de energia na mão de poucos players. E se vocês pesquisarem, se quiserem olhar, o caso da Enroll é clássico. Ela tinha um poder enorme no sistema, acho que era da Califórnia.
E ela praticamente ditava o preço da energia. Enfim, ganhou muito dinheiro e depois deu um problema muito grande lá com ela. E quebrou, né? Os caras foram presos, enfim. E aqui no Brasil você tem uma situação grave, né? Em relações, empresas com um volume muito grande de energia podem sim fazer o mercado.
E aí nessa dinâmica de você ofertar e de você ver o resultado depois, o cara começa a mexer para dar o resultado que ele quer e ele ganha mais dinheiro. Tem esse lado negativo e tem só estratégias comerciais também.
Você pode adotar estratégias individualmente, a usina adotar estratégia e ofertar um pouco menos, ofertar um pouco mais de acordo com o que acredito. O problema é quando isso começa a virar estratégia para mexer o preço para você se aproveitar. Então, também é uma oportunidade de buscar estratégias que maximizem os resultados.
Então não tem só o lado ruim, né? Tem o lado bom também que abre um leque de opções maior para a gente pensar em estratégia e maximizar resultado. Boa. O pessoal que está participando aqui, tem bastante gente assistindo a gente aqui, então eu quero agradecer o Eduardo, o João, o Tayro, o Carlito.
Vinícius também, a gente aqui acompanhando. E uma dúvida que surge aqui nas nossas redes sociais é quando que essa, você falou, né? É uma primeira fase, então ela vai ter essa fase, mas o Ministério chegou a fazer um calendário de quando isso começa a valer. Tem uma data de quando pode ser que comece, né? Uma data agendada, o cronograma apresentado.
O cronograma que tem na consulta pública é a gente estar com esse sistema valendo em junho de 2028.
Daqui dois anos. Daqui dois anos. É a gente começar com o período sombra, pelo menos seis meses antes, então no comecinho de 2028, e aí não valendo nada, só para ter a estimativa de como que seria, só que a partir de junho de 2028 já está com isso valendo. Então é pouco tempo se a gente pensar que é uma mudança bastante relevante aqui para a forma como o setor atua, para a forma como os geradores têm que se preparar para isso, porque a gente está falando aqui.
Precisa ajustar a estratégia, precisa ter uma previsão mais próxima da realidade, precisa ter equipe vendo isso, precisa ter alguém que conheça o que vai acontecer, quais são os impactos para poder adequar todos os processos internos da empresa.
Então, dois anos passa bem rápido. Pode parecer, ainda mais no ano de 2026, que a gente entende que tem um ano de eleição, de Copa. Nós já estamos em maio, que inclusive é o melhor mês do ano, porque é o mês do meu aniversário.
Mas quando a gente fala em novidade, a gente também abre oportunidades. As empresas precisarão se organizar. Seria uma abertura não de um modelo de negócio, porque não é um novo modelo de negócio, mas uma atualização, para quem está no mercado de energia, mercado livre de energia, para quem está assistindo a gente também. É uma oportunidade para a pessoa investir, de repente se capacitar, criar uma consultoria ou algo nesse sentido?
Sim, porque é um tipo de trabalho que hoje ninguém faz, ou faz para outros fins, e que vai começar a ser importante. Então, com certeza, é uma oportunidade para capacitação para uma função nova que vai surgir.
Ah, e uma pergunta que eu acho que é importante você falar. Isso vale para quais tipos de usina? Ah, essa pergunta é muito importante. Então, vamos separar aqui as usinas de geração centralizada. O GD não entra aqui. Mas de geração centralizada, a gente tira as grandes usinas. Elas não vão poder ofertar. Então, diminui um pouco a chance da questão do poder de mercado. Da concentração, verdade. Apesar de que a gente tem usinas médias...
que são alguns grupos grandes que têm muitas usinas médias, aí que está o risco do poder de mercado. Mas tira as usinas grandes, grandes hidrelétricas, grandes termoelétricas, as usinas médias são as que, em geral, estão na rede de transmissão, não na distribuidora, e que elas não são consideradas essas usinas relevantes para o ONS. Então elas não têm todo um controle que precisa ter para as usinas que são despachadas pelo ONS.
Essas usinas médias vão precisar ofertar. As usinas pequenas, usinas que estão na distribuição, de potência um pouco menor, mas que ainda estão no mercado livre, essas não vão poder ofertar. E aí tem uma questão muito relevante. Lembra que tem o PLD Exante e o PLD Exposed? Para a usina que ofertou, o PLD Exposed vai ser usado para valorar a diferença entre o que ela ofertou e a geração real dela. Para a usina grande, o PLD Exposed
isso não está 100% claro na consulta pública, mas é a nossa inferência, é que a usina grande, o que o ONS programou dela versus o que ela gerou, ela vai ficar exposta no PLD Exposed. Então, ela vai ter uma exposição também. Isso não está 100% claro, mas é uma inferência nossa. Entendi. Para as usinas pequenas, essas que estão na rede de distribuição, tem um risco grande associado aqui. Porque não se fala como vai acontecer.
Outra contribuição que a Simpo vai fazer é para que se deixe claro o que vai fazer para essas usinas pequenas. Se elas vão ser liquidadas só no PLDX antes, que é o que faz mais sentido, já que não tem uma previsão de geração delas para elas serem liquidadas no X-Poge. Então, a gente vai até contribuir para que essas usinas pequenas sejam liquidadas só no PLDX antes. São usinas pequenas, então é mais difícil estruturar a área para fazer previsão. Sim.
E aí você tira um risco dessas usinas que são um rol menor também. Então, no final, por mais que as usinas pequenas não participem de todo esse processo, de passar a geração, verificar quanto que gerou, de alguma forma elas podem ser impactadas, porque elas estão...
Então é importante que elas também façam uma contribuição. Qual seria o mais justo na sua concepção? É você ser liquidado por um PLD ex-ante, baseado no modelo e na previsão de geração dessas usinas, ou você ser liquidado na exposta? Então é algo que acaba impactando todos no mercado, por mais que você não entre no mundo operacional. Então...
Pode ter uma mudança importante em como ser cobrado. Então, vale a pena brigar. Todo mundo tem que estar esperto com o que está acontecendo aqui. Até os consumidores, porque os consumidores, nessa primeira fase, não está proposto dos consumidores também mandarem ofertas. Mas eles também podem estar nesse mesmo limbo. Vão ser valorados por que preço?
O ex-ante e o ex-post. Então os consumidores também estão nesse limbo. E a consulta pública ainda traz a ideia de eu estou propondo do consumidor não entrar, mas eles fazem a provocação. Como deveria ser? A população em geral entende que deveria os consumidores também mandarem as ofertas dele?
Lembrando que aqui é consumidores do mercado livre, não estou falando do cativar gente na nossa casa, não vamos mandar. Mas os consumidores do mercado livre, consumidores maiores, deveriam mandar as ofertas deles também? Então isso está em discussão e pode até ser que entre nessa fase já. Boa. Inclusive a gente vai colocar, terminando aqui a live, a gente vai disponibilizar o link ali da página do Ministério de Minas e Energia onde está essa consulta pública.
Tem quatro documentos, pelo que eu me lembro, que um deles é a nota técnica, que é justamente fazendo toda a discussão do porquê que é necessário essa mudança, essa atualização, e quais são as alternativas apresentadas ali pelo Ministério de Minas e Energia. E lembrando, pessoal, é muita gente, mas o que é uma consulta pública? Eu acho até legal a gente falar tanto disso, a gente já explicou o que é um projeto de lei aqui.
Mas essa consulta pública, quando a gente fala, ela está aberta. Significa que qualquer pessoa pode fazer a sua sugestão. Você pode esclarecer, por exemplo, você falou aí algumas vezes o pessoal comentou, ah, a Simple vai fazer uma contribuição, mas como assim vai fazer essa contribuição? Eu posso, eu, como sociedade ou como indivíduo, fazer também essa participação? Como funciona, Christian? É exatamente isso. A consulta pública, por exemplo, o Ministério...
vários órgãos públicos podem fazer consultas públicas. Nesse caso, o Ministério de Minas e Energia abriu uma consulta pública, publicou, como você disse, uma nota técnica e uma minuta de portaria. A portaria que eles entendem que... Ah, eu pretendo soltar essa portaria aqui.
O que a sociedade acha disso? Qualquer um pode entrar, a gente CPF pode entrar lá e fazer a nossa contribuição. A Simpo, como consultoria do setor, costuma contribuir com o que a gente acha que vai ser benéfico para o sistema, vai caminhar o sistema para algo melhor, mais estruturado. Então, eu vou falando aqui de alguns detalhes que a gente pretende contribuir, porque a gente sabe que...
A ideia da consulta pública é essa, você identificar ali potenciais falhas ou pontos que a regulamentação ou que a política é omissa para corrigir isso. Então é a chance da sociedade poder dizer o que acha daquela consulta pública, daquela previsão de política do Ministério nesse caso.
Boa. A gente vai encaminhando aqui para o final do nosso papo, mas eu quero deixar aqui o convite. O pessoal sempre pergunta, eu entrei depois, como que eu faço para ter o conteúdo? Essa live vai ficar no nosso YouTube. Então, você que entrou depois aqui, pegou lá o recado meu, faça sua inscrição, já clique no sino, porque aí você não perde nenhuma notificação. A gente tem toda terça-feira aqui no Canal Solar.
O Papo Solar, que é esse podcast que a gente traz um tema, a gente sempre busca trazer um tema que está quente, que todo mundo está falando. Esse tema está na mesa porque a consulta pública que a gente citou, a consulta 218 do Ministério de Minas e Energia, ela acaba o período de contribuição dia 15 de maio. Então, ele tem esse período. Hoje é dia 5, né?
salvo engano, mas dia 5 de maio, então você ainda tem 10 dias para fazer sua contribuição, e se você faz a sua inscrição aqui, você também recebe outros tipos de conteúdo. Mas para quem entrou depois, é, é, eu não consegui pegar o começo, já queria acompanhar aí ao vivo o que está sendo discutido.
Já volta depois que acabar e consegue acompanhar ali a explicação que o Christian fez, o contexto dessa consulta pública, como que é hoje, o que a consulta pública por meio da nota técnica propõe, a Minuta da Portaria propõe para o mercado livre de energia, afinais quais são as usinas que estarão neste modelo, que foi uma pergunta que o Bernardo fez aqui.
E também quais são as oportunidades de negócios, né? Porque a gente vive um mundo de energia, a gente está acompanhando uma ruptura no setor elétrico, várias atualizações, é armazenamento, é regulamentação, é leilão de térmicas, é leilão de bateria.
É corte na GD, então assim, corte na centralizada, então tem muita coisa acontecendo e tudo o Canal Solar acompanha, trazendo aqui pessoas que vivem o setor. Então, o Christian vivem e Christian, eu queria já trazer aqui para você, conta para a gente da Simple Energy, porque você veio representando aqui a empresa, qual que é a área de atuação sua e da empresa no setor elétrico como um todo.
Legal. Só antes, você me lembrou, você falou de cortes, me lembrou de um ponto importante aqui para comentar. Vou ser breve, prometo. Os cortes de geração também são um problema, né? Porque quando o chamado curtailment, os cortes que o NS impõe na geração centralizada...
ele vai mudar o que o gerador se propôs a gerar no dia seguinte. Então aquela proposta que você tinha que aderir, que está adequado à sua geração realizada, pode ser que você não consiga gerar porque o INS não deixou, o INS te mandou cortar. Então isso pode ser um problemão que não está endereçado na consulta pública, outra contribuição que a gente vai fazer também, porque isso não estando endereçado pode ser que você fique exposto num risco.
do ExPost, porque não porque você não entregou, mas porque você não teve a possibilidade de entregar. Porque o INS mandou você cortar. Então é outro, talvez um dos pontos mais críticos dessa consulta pública é isso, que não está tratado hoje e é muito importante.
E aí, agora, puxando de volta para a pergunta, na Simple Energy, eu sou sócio e head da área de gestão de geradores, então a gente atende geradores de geração centralizada, a gente não trabalha hoje na Simple com geração distribuída, só com geração centralizada, e a gente tem um pouco de tudo, a gente tem muito cliente de usina solar, muito cliente de usina eólica, térmica, hidráulica, biomassa, enfim, tem um pouquinho de tudo, a gente tem lá, tem...
Tem uma carteira muito grande de clientes, acredito que de cliente geração. Se não for uma das maiores consultorias de clientes de geração. E também temos outras áreas, a área de gestão de consumidores, de grandes consumidores no mercado livre, trading de energia, a mesa de comercialização, a área de regulatório.
que presta consultoria das mais diversas, desde estudos regulatórios para quais vão ser os impactos dessa mudança, dessa consulta pública para o meu negócio, o regulatório pode fazer isso. Até consultoria para conexão na rede básica, para iniciar a vida no setor.
Para processos de M&A, de fusões e aquisições, a gente auxilia também numa dual diligence no mercado livre, para identificar riscos para o comprador, para o vendedor, qual é a situação da contraparte. Então, enfim, faz um pouco de tudo.
Na área de gestão de geradores, que é a minha área, a gente presta desde uma consultoria de back-office para todas as operações CCE dos nossos clientes, CCE, ONS, ANEL, enfim, todas as obrigações regulatórias que a gente tem aí no dia a dia para estar no mercado livre ou vendendo até no mercado regulado, que os geradores do mercado regulado às vezes têm regras.
mais complexas, os geradores que vendem para as distribuidoras, não da GD, mas geração centralizada vendendo para a distribuidora, às vezes tem regras bem complexas que a gente também auxilia. Auxiliamos nas questões comerciais, a montar estratégia comercial, informações sobre formação de preço, que é um pouco do que a gente está conversando aqui.
e definir a estratégia de que momento que eu vendo, que momento que eu espero para poder vender, que período que eu vendo, se eu vendo um mês, um ano, dois anos, enfim. E a gente também ajuda nas questões regulatórias, mudanças regulatórias como essas que estão acontecendo. A gente está o tempo inteiro municiando os nossos clientes de informação e montando estudos, preparando o cenário para ele poder tomar decisões acertadas e poder...
ter uma maximização de resultado do resultado dele no mercado livre. Boa, acho que deu aqui uma baita explicação, o pessoal perguntou aqui se tem alguma rede social, algum site que você quer deixar aqui para o pessoal entrar, não sei se vocês trabalham com Instagram, já deixa aqui. Trabalhamos com Instagram e com LinkedIn, é só procurar Simple Energy que vai achar a gente lá nos dois.
Uma dica que eu dou, se você não segue ainda o Instagram do Canal Solar, eu não entendi ainda por quê, mas já segue lá o Instagram do Canal Solar, porque a gente marcou nessa divulgação e também nos próximos dias a gente vai soltar bastante conteúdo da conversa aqui, os principais destaques, e a Simple Energy estará marcada, então você já consegue ali seguir os dois. Já segue o Canal Solar, porque aí você não perde nenhuma informação, e já segue a Simple Energy também para ficar antenado.
sobre o que eles produzem lá de conteúdo, enfim, de várias informações. Vou fazer aqui um convite para você que colocou a sua pergunta, o seu comentário aqui, algumas perguntas sobre transparência no mercado livre de energia, sobre o que acontece no setor elétrico, o que está rolando. Pega essa pergunta ou esse comentário.
coloca ali num bloco de notas ou naquele grupo do WhatsApp, que eu já brinquei aqui várias vezes, que eu tenho um grupo de WhatsApp comigo mesmo, porque eu converso muito comigo, então tenho as minhas ideias. Cola ali, acabando a live, já coloca ali no comentário, que se for uma dúvida ou um comentário pertinente ao Canal Solar, eu, Bernardo Marangon e nosso time terão enorme prazer em responder, se for algo direcionado assim pro Energy.
Tenho certeza que, inclusive, o pessoal da Simple Energy estará assistindo essa live, também vai responder ali ou entrar em contato para fazer ali o esclarecimento referente à dúvida ou comentário. Eu quero agradecer mais uma vez, Christian, você ter aceitado o convite vindo até aqui. O Canal Solar, eu sei que você enfrentou aí um momento de trânsito, né? São Paulo-Campinas. A gente sempre brinca, né? Não, vou sair cedo e no final acabou saindo na hora do rush.
Mas é tudo certo, chegou aqui, a gente conseguiu conversar. Então, muito obrigada aqui por você trazer todo esse conhecimento. Tenho certeza que o nosso conteúdo aqui vai continuar, viu? Com certeza. E eu agradeço vocês pelo convite, né? Foi ótimo. Acho que a gente conseguiu passar por bastante coisa. Até é impressionante o tanto de coisa que a gente passou nesse pouco tempo que a gente está aqui. Eu acho que foi bastante produtivo. Queria agradecer muito vocês pelo convite também. Boa.
Bernardo, mais uma vez, agradeço você que tinha que estar sentado nessa cadeira para trazer aqui bastante comentários pertinentes, fazendo ali um esclarecimento no começo, tendo todo o contexto para o mercado de energia, para a nossa audiência. Espero chamar você mais vezes, vou ver se o Bruno cede mais vezes nessa cadeira. Estou à disposição aqui.
Boa, pessoal. E eu quero agradecer a você que acompanhou essa live, você que manda o seu comentário, que fala aqui de onde você está assistindo, que, enfim, move o canal salário. E eu quero fazer uma provocação. Eu quero que você, assim que acabar essa live, vá até o nosso Instagram se você já segue.
mande uma mensagem falando qual tema você quer que a gente discuta aqui no Papo Solário. Não vou revelar o próximo tema, porque eu quero que a audiência comente o assunto. E a gente já tem alguns convidados em mente aqui junto com o produtor Rafael, mas eu quero cada vez mais trazer nessa mesa assuntos que vão mudar a sua vida, seja em negócio, seja em network. Então vai lá no nosso Instagram e mande. Érica, eu quero que você fale sobre isso.
os assuntos mais votados a gente vai trazer aqui nas próximas semanas discutindo e a gente vai trazer os melhores profissionais, se você quiser também indicar Erika, eu quero tal pessoa, não precisa ser assunto, eu quero que você fale sobre isso vai lá no nosso Instagram e já deixa a sua provocação e pra finalizar, eu quero deixar aqui o convite, eu não sei se a produção tem porque eu não combinei, mas a gente vai ter um workshop no próximo dia 16 de maio candle
que é um assunto que muita gente fala no mundo todo, que é a inteligência artificial. Eu acho que você sabe mais do que eu, né, Bernardo? É, na verdade, esse workshop é o workshop Psicálico Energia, que está mais relacionado com temas de gestão, e a gente vai trazer a inteligência artificial como uma ferramenta para você organizar a sua operação e ganhar mais dinheiro. Então, se você tem interesse de participar,
dessa vez o workshop a gente vinha de workshops gratuitos nessa gente tem uma taxa mínima de 50 reais para participar então busque aí, não sei se o Wilson consegue colocar o link aqui, mas olha no Instagram a gente está divulgando vai ser super interessante, eu tenho utilizado muita inteligência artificial
artificial aqui a gente né no canal solar tem utilizado então a ideia é passar um pouco para vocês o do conhecimento que a gente adquiriu para que a gente tenha mais sucesso né você vê o Christian aqui cara obrigado foi uma aula sobre Mercado Livre acho que ajudou muito as pessoas entenderem
Mas a inteligência artificial está justamente aí para nos apoiar e acelerar o nosso aprendizado, potencializar a nossa capacidade e o objetivo do workshop é justamente esse. Mostrar como a inteligência artificial pode ajudar no seu negócio. Então, se você tiver interesse, nós te vemos lá, estou ansioso, vai ser super legal. Vai sim. Muito obrigada, Bernardo. E mais uma vez, muito obrigada e eu te vejo na próxima.
Simple Energy