Tribunal Superior dos Idiotas #13
SILÊNCIO ! Está aberta mais uma sessão do Tribunal Superior dos Idiotas !
A corte presidida pelo juiz AnDredd se reúne para julgar de forma imparcial e absoluta os envolvidos em mais uma série de histórias.
Na sessão de hoje teremos:
> Meu nome VS Meus amigos
> Desconvidados indesejados
> 5 é demais
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André
Dart
Leo
Steph
- Nome e Identidade Pessoal· SociedadeNome Moonshadow·Ascendência indígena norte-americana·Amizade tóxica·Cuidado com a saúde mental
- Casamento e Convidados· SociedadeRecusa de convite por desconforto·Custo por convidado·Prazo de confirmação de presença
- Planejamento Familiar e Viagens· SociedadeNúmero de filhos e estilo de vida·Custo de vida na Inglaterra·Humor britânico ácido·Diferença entre irmãos
- Repercussao Copa do Mundo· EsportesArgentina na final·Bolão do Mercado Livre
Fala, meu povo, tudo beleza? Tô passando aqui só para deixar um recado rapidinho para vocês. Esse episódio foi gravado antes da final da Copa do Mundo deste ano de 2026. Isso vai ser importante para vocês entenderem várias das nossas falas ao longo do episódio. Dito isso, aproveitem.
Aqui a justiça sempre é feita sem mimimi. Prepare-se para o julgamento. Começa agora o Tribunal Superior dos Idiotas.
Atenção, mais uma sessão do Tribunal Superior Idiota está começando. Receba todos, por favor, o nosso promotor de justiça, Fênix Dart.
Hoje vai ser todo mundo culpado, não quero nem saber, tô puto que a Argentina vai para a final.
Nossa advogada de defesa, Stephanie Resolve.
Hoje vai ser todo mundo culpado que eu tô puta porque a Argentina Eu queria que tivesse sido a França, pelo menos.
Pode encerrar o julgamento.
Todos se levantem para o nosso excelentíssimo juiz André.
E eu sou a lei. E antes da gente seguir em frente, eu preciso deixar dois recados. O primeiro é que eu tô puto porque a Argentina vai para final também, mas não porque eu liguei pelo caso do futebol, porque eu tô cagando, e sim porque ela fodeu o meu bolão do Mercado Livre. Então eu já deixei de ganhar ponto para ganhar minha chance do sorteio, filhas da puta! Agora eu tô torcendo para Argentina perder nessa merda, tá?
Só agora? Que brasileiro merda você é, hein?
Se tu é lei, cara, por que que você não vai apitar o jogo lá, pô?
Porque eu não sou juiz ladrão.
É verdade.
E a segunda coisa é a seguinte, gente, isso aqui é um recadinho, esse é nosso. Eu já botei isso em rede social, mas ainda falta acertar. A nossa vinhetinha de sempre, ela vai sofrer uma reformulação porque eu reorganizei as nossas redes sociais para ficar menos bagunçado do que tava. Quem já acompanha a gente lá do passado sabe que as nossas redes em cada lugar tava uma coisa muito diferente. Então tentei dar uma acertada. Então o recado de sempre vai ser com a voz do editor por enquanto.
E para falar rapidamente, no YouTube, no Facebook, no Threads, você vai encontrar a gente no Mentes Idiotas Pensam Igual. E também você vai encontrar a gente lá no Twitter no @mentes_idiotas. Então sigam a gente lá no YouTube principalmente, dê like, ativa o breguedel do sininho lá, ativem todas as notificações possíveis, inclusive para dinheiro que cair na conta, se for a nossa. Então não deixem de acompanhar a gente, tá tendo conteúdo lá direto.
Agora vou começar a sair os episódios atuais, terminou o piloto dos episódios convencionais. Então os episódios atuais vão entrar agora na grade normalmente, fora os shots lá com os momentos engraçados lá que eu tô separando para vocês. Beleza?
Sim, senhor.
Então segue aí, relator.
Eu sou o relator Léo e eu tô aqui para dizer que hoje todo mundo é culpado porque a Argentina passou para a final da Relator, traga o primeiro caso. Eu fui um cuzão por dizer aos meus convidados que era melhor eles não irem ao meu casamento depois de ficarem reclamando? Minha noiva e eu vamos nos casar em menos de 2 meses. O prazo de confirmação de presença terminou há 1 mês atrás e todos responderam, exceto um casal, que tivemos que insistir bastante para conseguir qualquer tipo de resposta.
Ontem eles finalmente nos mandaram uma mensagem dizendo que poderiam comparecer, porém junto com a confirmação enviaram um texto enorme explicando como seria trabalhoso e caro participar do nosso casamento, como o fim de semana seria cansativo para eles e que provavelmente passariam a maior parte do tempo no quarto do hotel. Aparecendo apenas para cerimônia e parte do jantar, para depois voltarem ao quarto e não participarem do restante da festa.
Ficamos bastante surpresos porque nós estamos pagando por tudo: comida, bebida, estacionamento, também pela hospedagem de todos os convidados em um ótimo hotel à beira de um lago.
Caralho, porra, me chama!
Não é?
É, eu vou.
O maior gasto deles seria apenas a gasolina para fazer viagem de ida e volta, aproximadamente 4 horas até o casamento.
Ah, tranquilo, pô.
E eles têm carro.
Nem conheço, mas eu vou.
Ai, já cansei de viajar de ônibus, de carro.
Eles também reclamaram do traje exigido, que era formal, né, tipo black tie.
Ai, que gente chata! Já tô a favor do cara.
Mas ambos já possuem roupas adequadas para esse código de vestimenta, então não precisariam comprar nada novo. Ainda assim, isso também virou motivo de reclamação. Depois de ler a mensagem, respondemos dizendo que se comparecer seria algo tão desgastante para eles, talvez fosse melhor simplesmente não irem, explicando que não ficaríamos chateados caso alguém não pudesse ou não quisesse comparecer e que não haveria ressentimentos, mas na prática acabamos retirando o convite dele.
Eu sei que no contexto geral do orçamento isso não vai fazer tanta diferença, mas cada convidado custa cerca de $600 e eu realmente não queria gastar $1.200 com pessoas que nem parecem querer estar lá. Agora eles estão irritados conosco e se recusam a falar com a gente, e começamos a pensar que talvez tenhamos sido duros demais. E aí, fomos cuzões?
Não. Enfim.
Peraí, eles avisaram? Vocês querem que a gente retire? Ou eles só retiraram o convite?
Eles chegaram e falaram assim: Olha só, se vocês não estão a fim de ir porque tá causando transtorno por qualquer coisa, é só não irem.
Ah, tá. Então deu opção, né?
Não, e não é só isso. Eles tinham um prazo pra confirmar a presença e eles estouraram o prazo.
Não confirmaram, entendeu?
Eles estouraram esse prazo em um mês. Aí quando responderam, responderam reclamando, falando um monte de merda. O que eles falaram literalmente foi, cara, se você não tá feliz, não aparece. Isso foi o literalmente dito. Mas o que assim, o que eles estavam dizendo na prática basicamente é o seguinte, cara, vocês não são mais bem-vindos.
É porque para chamar gente bad vibe para porra da festa, gente que não vai agregar em porra nenhuma, para quê?
Ainda mais para casamento, cara. O valor assusta, né? Tipo assim, $600 por pessoa. Mas vamos lembrar que a gente tá lendo uma história de pessoas que moram nos Estados Unidos, então eles ganham em dólar. Pensa o seguinte, e eu acho caro, tá bom deixar isso claro, mas uma festa que custaria R$600 por pessoa aqui no Brasil ainda machucado, mas enfim, para caramba.
É, cara, eu tô achando que essa vai ser até bem fácil.
Essa vai ser easy para caralho, meu mano.
Então vamos lá, que eu já tô esfregando minhas mãozinhas aqui igual aquela mosquinha tramando a sua maior vigarice.
Então vamos jogar o quê? Os casamenteiros e os convidados.
Isso, exatamente. Vamos começar de leve com os casamenteiros. E assim, todo mundo concorda que eles são inocentes, Ou melhor, que a nota vai ser zero, porque olha, não consigo enxergar nenhum ponto pra esse povo.
Meu irmão, se eu tô gastando R$1.200 pra um casal de pessoas virem no meu aniversário e essas pessoas ainda ficam reclamando de mimimi, meu irmão, foda-se. Pra mim, assim, zero já é uma nota alta pra eles.
Dart e Steph, o que vocês me dizem?
Concordo.
E tu, Dart?
Eu vou dar meio porque eu tô puto porque a gente não foi pra final. Sacanagem, sacanagem.
Porra.
Vou dar zero.
Caraca, eu ia entrar nessa zoeira se alguém não entrasse, mas tudo bem. Eu daria 5 se esse pessoal fosse argentino, mas como não é, então vou dar zero para eles, porque é muita sacanagem isso e eles não têm culpa de absolutamente nada. Deram opção, deu prazo, foram tolerantes para um cacete, deu coisa demais, né, cara? É, exatamente. Então assim, média obviamente é zero, o que significa que veredito inocente. E agora, nesse momento, eu estou ligando o fogo aqui, colocando caldeirão no máximo, porque nós vamos julgar esse casal filho da puta, esse casal de arrombado que nunca deveria ter sido chamado, né? Exatamente.
Vamos relembrar um pouco o porquê eles estavam reclamando, quais os motivos da reclamação deles.
Antes de fazer isso, eu certeza que esse casal de pessoas, eles só convidaram porque eles se sentiram obrigados. Tipo assim, era um casal que era muito amigo da mãe de um dos noivos, sabe? Essas porra assim, tá na cara que é isso, cara. Porra, não é possível.
Deve ser, né?
Eu pensei que você ia falar que é certeza que eles eram argentinos.
Eu também pensei a mesma merda.
Ai, ai, não, se ele fosse argentino, eu já mandava para cadeia na hora. Então vamos lá, eu vou começar com você mesmo, senhor relator. O que que você vai relatar, como se eu já não soubesse?
Então vamos lá. Primeiro, atendendo ao pedido do nosso promotor de justiça, né, eles estavam reclamando. A viagem era muito cara e cansativa, era uma distância de 4 horas dirigindo. Eles estariam com tudo pago, comida, hospedagem, bebida, festa, porra toda. Estavam reclamando do dress code, mas mesmo assim eles tinham as roupas pra eles, não iam ter que gastar dinheiro com isso. Basicamente estavam enchendo o saco e falando assim, olha, a gente até vai passar o final de semana nesse lugar que vocês estão pagando pra gente, mas...
A gente vai assistir cerimônia, ficar por parte do jantar, mas a gente não vai aproveitar o resto não. A gente vai ficar no quarto só nós dois e foda-se. Então assim, minha nota é 5, tá?
É claro. Steffi Resolver, resolute aí, cara.
Isso até me lembra um caso pessoal que eu já contei aqui, né, que foi do casamento da minha irmã.
Obrigado, eu tava esperando para ver quem ia puxar a bola.
Então assim, eu acho que vai ser um 5 também. Tô de acordo aí com 5 do Léo, acho que eles merecem.
E é isso, ok. Para subir mais o calor e o fogo aí, né, é contigo mesmo, Dart.
Não tem como dar 6 não, né?
Olha, se eles fossem argentinos, eu dobraria a nota de todo mundo, inclusive.
Porra, bicho, era só ir, cara, era só ir. A parada de graça, comida de graça, hotel de graça, muito bom, muito bom.
Festa de casamento, você não quer dirigir?
Só, porra, sei lá, tá Arranca um busão, mano, faz qualquer coisa, mas porra, né, complica. Já tinha roupa, porra, eu não tenho nem chinelo mais, cara. Os cara tão reclamando aí, porra, vai tomar no cu. É 5, é 5 nessa porra.
Aí isso é muito white people problems, né?
Muito white people, mano.
E é claro que eu vou dar nota 5 pelo motivo mais simples de todos, que é argentinos. Não vou falar de novo porque devem ser argentinos.
A gente faz isso por Mas, cara, pô, não dá.
Tudo pago. É literalmente, sei lá, eu acho que não falou aí se era um final de semana, mas provavelmente vai ser um final de semana, cara, com tudo pago. Só vai pagar o combustível. E olha lá, não existe nenhum argumento. E a pessoa ainda vai desdenhar do que tá sendo oferecido pra ela. Meu amigo, eu não tenho nem o que dizer. Eu vou fazer o possível pra não xingar vocês tanto, porque esse episódio, a partir de agora, junto com os outros também, tá indo pro YouTube.
Então eu vou dar uma segurada na censura pra isso. Mas sério, é 5 pra vocês, 5 cus. E é claro que deu média máxima. E é claro que isso significa que vocês são...
Veredito: cuzões.
Vou dar uma pausa aí pra evitar dar problema com a censura.
Vou dar 5 cus.
Isso que eu tava reparando.
É, a raiva não deu pra segurar, não. Mas...
O YouTube não está preparado para o nosso rating de...
Se vocês virem lá os shots lá, vocês vão ver o que que eu fiz com as legendas.
Vocês são uns pindas!
É o código Morse aí, quase.
Não, se eu fosse implementar isso no áudio, ferrou, nossos áudios iam ser inentendíveis. Ninguém ia conseguir entender o que a gente falou.
Relator, próximo caso.
Eu fui cuzão por dizer ao meu irmão que ele não deveria ter tido 5 filhos se ele quisesse fazer tantas viagens quanto eu e minha família. Esse daqui eu adorei pelo título, mas vamos lá. Eu, homem de 35 anos, sou casado com a minha esposa que também tem 35 anos e tivemos 2 filhos. Meu irmão de 37 também é casado e sua esposa também tem 37. Eles têm 5 filhos. Meu irmão e eu temos salários altos e ganhamos praticamente a mesma quantia por ano, ou seja, não existe uma grande diferença financeira entre nós.
Minha esposa e eu até teríamos condições de criar uma família grande, mas decidimos parar no segundo filho. Sabemos que emocionalmente só conseguiríamos cuidar bem de duas crianças. Além disso, queremos proporcionar a elas a melhor vida possível. Moramos na Inglaterra, vivemos confortavelmente em uma casa de 3 quartos e temos um carro comum de 5 lugares. Como ganho bem, adoro viajar com a minha família. Conseguimos fazer várias viagens por ano, sempre durante as férias escolares ou em feriados prolongados.
Sou autônomo, então consigo tirar bastante tempo de folga, desde que organize minhas finanças com antecedência. Meu irmão e esposa decidiram ter 5 filhos, o que é totalmente escolha deles. Eles conseguem sustentar a família sem dificuldades e fazem uma viagem por ano, o que por si só já é um privilégio. Mas naturalmente, criar uma família de 7 pessoas custa muito mais que criar uma família de 4. Opa, lá ele!
Eu ia deixar passar, né?
Mas por isso sobra menos dinheiro no fim do mês para viajar com frequência. Além disso, sinceramente, acho que eles também não têm energia mental para levar 5 crianças em viagens o tempo todo. Eu e minha esposa achamos relativamente tranquilo viajar com apenas 2 crianças, especialmente agora que o mais novo já tem 3 anos. Afinal, são 2 pais para 2 crianças e não estamos em menor número. Também conseguimos encontrar pacotes de viagens para famílias de 4 pessoas e reservar passeios por preços muito mais acessíveis.
Já meu irmão precisa gastar uma fortuna sempre que quer viajar com 7 pessoas. Hoje acabei não trabalhando porque minha esposa precisou ir às pressas para casa dos pais dela e não podia levar nosso filho de 3 anos, enquanto nossa filha de 7 anos estava na escola. Então levei meu filho para brincar com os primos na casa do meu irmão. Enquanto estava lá, precisei conferir rapidamente um email sobre uma viagem de esqui que acabei de reservar para fevereiro.
Meu irmão perguntou do que se tratava e eu contei sobre a viagem. Foi aí que ele fez uma cara de desprezo e começou um longo discurso dizendo como eu era sortudo, que gostaria de viajar tanto quanto nós viajávamos, e que eu não valorizava valorizava a sorte que tinha. Vale lembrar que nós dois ganhamos praticamente o mesmo salário. E aqui que talvez eu tenha sido um cuzão. Eu dei de ombros e respondi: eu não sou mais sortudo que você financeiramente.
A diferença é que eu não tive 5 filhos. Se você quisesse viajar mais, não deveria ter tido 5 filhos. Ele riu na hora. Só para contextualizar, eu falei isso depois de ouvir uns 5 minutos dele reclamando que eu era muito mais sortudo do que ele. No fim da conversa, eu já estava um pouco irritado. Uma hora depois, meu filho e eu fomos embora para buscar minha filha na escola. Foi então que recebi uma mensagem do meu irmão dizendo que o que eu tinha falado foi completamente desnecessário.
Acho importante acrescentar que nós dois somos britânicos, e quando eu disse você não deveria ter tido 5 filhos, foi claramente em tom de brincadeira. O humor britânico costuma ser bem ácido. Isso é uma verdade, tá? Ele não está simplesmente tentando se defender. É verdade que o humor britânico é ácido. No passado, ele já me disse coisas como então você não deveria ter tido filhos, ou é isso que acontece quando você resolve ter 2 filhos, quando eu reclamava de alguma dificuldade da paternidade.
E esse tipo de provocação faz parte da essa dinâmica.
Eu nunca fiquei ofendido quando ele fazia esse tipo de comentário, por isso, na minha perspectiva, responder daquela forma não pareceu ser grande coisa na hora, já que costumávamos brincar assim o tempo todo. Então, eu fui cuzão?
Não.
Vamos por partes.
Vamos lá. É interessante essa daí, dinâmica de filhos.
Vamos julgar a família toda, todos os filhos, todos.
Nossa Senhora, vamos ficar eternamente nesse episódio.
Os babacas são só os filhos, na verdade.
Nossa, esses filhos malditos que resolveram nascer e atrapalhar o coitado homem.
Essa história se passasse na Argentina, eu ia dizer que ambos eram cuzões, mas nesse caso, como não são, mas vamos lá, vamos julgar aqui obviamente ambos os irmãos, né? Quem conta a história, o irmão de 4 e o irmão de 7. Exatamente, vamos falar do irmão de 4, irmão de 7.
Opa, como é que funciona essa dinâmica aí de 7?
O irmão da família de 7, o irmão da família de 4. É, pois é, não tem jeito.
Ele é prostituto, né, cara? Ele fica de quatro nessa hora.
Só falta ele trabalhar com TI e falar que é garoto de programa, né, cara?
Ai, Jesus, não duvido.
Tá bom, vamos lá. Bom, primeiro vamos começar julgando o irmão da família maior, né, vamos dizer assim. Dessa vez eu vou começar contigo mesmo, Fênix Dart. Que que você diz sobre o cara que deixou a fábrica fabricar demais?
Olha, cara, tipo, ele é babaca porque obviamente ele não explicou direito quais os motivos de que ele falou que o irmão é sortudo. Por quê? Só porque tem menos filho ou porque o quê, né? Pô, não faz muito sentido. Ele sabe que apesar de dinheiro não ser problema, pô, criança demanda muito tempo e tal. Então ele tinha que ter uma noção disso, né, cara? Então, pô, tá reclamando meio que à toa, né, cara? Perdeu o time aí no terceiro filho.
Que que o irmão tem a ver com isso, né, cara? Ele tá vivendo da vida dele ganha a mesma coisa que ele, tá falando demais, né? Sei que tem essa história do humor britânico ácido, mas pô, tem que entender a situação, né? Então eu vou dar uns 4,5 para o cara, porque pô, não é porque pô fosse o fim do mundo também essa merda, ele reclamar, que é frustração que ele não soube lidar ou não soube expressar também. Então acho que 4,5 tá bom para ele.
E agora a gente passa para você, senhorita Steffi. Que que você vai dizer a respeito do fabricante de 4 filhos aí? Não, pera aí, fabricante de 5, ele fabricou 5, 5, perdão. Que que você diz sobre o fabricante de 5 filhos aí?
Ah, cara, para mim ele também foi babaca. Na real, eu acho que o comentário dele fala assim, ai, você tem sorte. Eu entendo que é, o sentido foi você tem sorte porque você consegue viajar, mas eu acho um tanto babaquice todo o contexto, sabe? Porque assim É um comentário meio desnecessário e também soa como inveja mesmo, né?
É inveja, inveja.
Sendo assim que a gente pode muito bem tomar cuidado para não ter um monte de filho. Então foi escolha, né, de certa forma, não foi? Eu acho que foi.
Se não foi, foi descaso, cara.
5 filhos?
Ó não, quinta vez de gravidez indesejada! Meu Deus, como isso pode acontecer?
É exatamente, pô. É, não é como você— ai, sei lá, eles fazem parte de uma congregação evangélica que obriga as pessoas a não usarem contraceptivos, que hoje em dia isso existe, né? Então assim, eu acho que se ele teve 5 filhos, porque também foi uma opção dele, ele escolheu ter 5 filhos. Acho babaquice, acho babaquice. Por isso eu vou dar 4. Também eu lembrei da questão dele ter sido meio babaca com o irmão, de ficar fazendo comentários, e quando foi na vez dele, ai, não pode falar, entendeu? Ai, fiquei magoadinho, porra. Vai se foder.
Senhor relator Léo, eu estou esperando o seu relato.
Vamos lá.
Eu concordo com meus nobres colegas. Eu entendo que assim, existem as coisas a serem levadas em consideração, do tipo assim, esse tipo de reclamação, esse tipo de comentário é meio que uma dinâmica deles como irmãos. Eu entendo, eu entendo que talvez ele esteja frustrado porque ele talvez quisesse viajar mais e não pode, etc., e que ele tenha tentado fazer um desabafo com o irmão. Mas é aquele negócio, né, de boas intenções o inferno que eu achei.
Não interessa o que que você quis fazer, interessa como foi feito. A maneira como ele foi fazendo e que ele foi babaca, ele foi reclamando de tudo, ele foi muito babaca. E aí, para piorar tudo, veio que isso que a Steph comentou, porra, ele faz o comentário para o irmão quando o irmão tá desabafando, quando o irmão faz isso com ele, ele vai ficar sentido? Para mim é tudo muita dor de cotovelo. Então eu vou acompanhar a Steph nessa e serão 4 também.
Bom, para minha nota, o nosso camarada aí que abriu a Eu vou dar uma nota 4 também, porque eu também posso até entender. Não, não, não, dessa vez não. Posso até entender que ele tenha lá algum nível de frustração e tudo mais, só que não adianta ficar descarregando isso em cima dos outros, totalmente desnecessário. Também entendo que assim, a não ser que ele tenha tido um incrível acontecimento da esposa dele ter tido quintúplos, significa que eles passaram por umas 2, 3 gravidez no mínimo.
Pera aí, quíntuplos não é quando é gêmeo?
Então a gente não sabe se os filhos do cara são quíntuplos ou se tem idade diferente.
Sei sim, sei sim, sei sim, sabe? Sei porque tá na história. Pera aí, eu não li porque eu achei informação desnecessária.
Porra, Rogerinho, toda informação necessária!
São 5 crianças de idades diferentes: um menino de 10, uma menina de 8, um menino de 6, uma menina de 4 e um bebê de 1 ano.
Então não são gêmeos, não foi tudo de uma vez.
Então é isso que eu tô falando, Se fosse quíntuplos, tá, se estivessem sido, seria uma única gravidez e o cara, ó, pô, ok, são 5 de uma vez. Não tem como adivinhar isso assim fácil, não tem o que fazer, né? Então aí é diferente. Agora, cara, existe um degrau de idade nessa história. Então, velho, segundo filho, pô, planejamento familiar, pô, olha só, é para o meu futuro, eu quero uma coisa diferente. 2 filhos dá para cuidar legal, dá para ter uma vida confortável com esse dinheiro que eu ganho.
Tá bom, parei por aqui igual o irmão fez. Ah, quero ter mais um, 3, tudo bem. Agora opções existem e tudo mais. Então assim, não tem essa desculpa, tá? Não tem essa desculpa. Nesse caso é escolha, e infelizmente ele escolheu ter mais filhos.
Exatamente.
Que bom que aparentemente com que ele ganha aí, não sei, a esposa dá para cuidar, porque a gente sabe que para cuidar de tanto filho assim é muito complicado. E conseguir viajar uma vez por ano já é um super privilégio.
Média.
Isso fique muito claro, né? Então minha nota vai ficar em 4.
O que nos vai dar— calma, calma, calma, calma, calma aí. Eu quero diminuir minha nota para 4 porque eu quero ficar que nem vocês combinando.
Meu Deus do céu, achei fofo!
Ok, gostei, gostei.
Isso quer dizer que a nossa média vai ficar em 4 graças ao Dark Horse, ou seja, Ou seja, esse cara tá tomando de 4.
Isso também significa que veredito culpado.
Agora vamos falar para o irmão que fez racionamento de filhos. Eu vou começar com você, Steffi.
É, eu quero dizer que eu já acho 2 filhos até demais, tá?
Então assim, qualquer coisa mais que fizeram já tá fora do orçamento.
Então eu acho Que 2 não é nem racionamento, é o já tá bom, já é isso, é o limite.
Exato, irmão.
Eu tenho 4 gatos e orçamento não tá dando. Vocês vão falar de criança, porra?
Eu acho assim, né, que não precisava nem ter uma. Beleza. E olha que eu vou ser tia. Recentemente minha irmã conseguiu ficar grávida, tô feliz por causa disso, por ela, né? Para ele eu vou dar zero, é isso. Talvez eu dê meio só pela zoeira dele com o irmão, é isso, vai ser meio só pela foi zoeira dele, só isso. Mas assim, para mim podia até dar zero.
Passemos a palavra para senhor relator. Que que você vai dizer, Léo?
Cara, é muita coisa para a gente levar em consideração, né? Tem esse negócio do humor britânico, etc., mas também tem essa coisa tipo de que já é dinâmica dele com irmão, então ele falar desse jeito. Eu sei, pô, meu irmão aqui em casa, pô, a gente mora na mesma casa, a gente tem uma dinâmica que assim, de vez em quando a gente se esculacha num nível que para quem não conhece, quem não sabe, fica assustado, é aterrorizador. Mas assim, porra, a gente é irmão, então a gente conhece a nossa dinâmica.
Mas esse cara, para mim, ele é extra inocente porque pela maneira como ele descreveu as situações. Por exemplo, ele fala, porra, a gente consegue viajar e etc. E ele mostrou, por exemplo, uma consciência muito maneira do tipo assim, porra, eu e minha mulher sentamos e decidimos que a gente não tem condição emocional de ter mais de duas crianças. Nós somos os dois pais e duas crianças, ninguém fica em menor número, etc. São pequenas coisas que demonstra que, tipo assim, não é minha mulher que toma conta dos meus filhos, somos nós dois juntos, etc.
Então assim, eu vou dar completamente zero para ele porque eu, sei lá, gostei da vibe dessa pessoa. Gostaria de chamar ele para tomar uma cerveja, mas eu lembrei que ele é britânico, que eu ia me foder nessa.
Arrastou para o lado no Tinder.
Esse cara, por exemplo, hoje o que que ele tá fazendo em casa? Ele tá em casa chorando, ele e os dois filhos. Por causa de quê? Por causa da porra da Argentina.
É, pois é.
Não, pior, outro irmão que tem 7 pessoas chorando também por escolha dele.
Mas ele que se foda.
E Dart, o que que você vai falar sobre o camarada aí?
Olha, eu vou dar meio gurro para ele porque tá bom, tá certo, ele tá completamente correto e tal, mas ele ainda foi um pouquinho babaca naquele tom. Eu acho que ele podia ter levado a conversa com tom não tão britânico, mesmo ele sendo britânico, tá ligado?
O preconceito passa.
Eu vou falar um negócio para vocês, eu acho que isso não tem nada a ver com ser britânico ou não, porque eu acho assim que constrangimento a gente tem que devolver na mesma moeda, entendeu?
Eu sou a favor dessa filosofia de vida também.
Então eu acho que se o irmão dele fez um comentário inconveniente, nada mais justo ele também responder de forma rude ou inconveniente, entendeu? Então acho que tá tudo também.
A gente não sabe qual foi os comentários, ele falou que ficou reclamando da vida, né?
É, mas enfim, eu acho que tiro trocado não dói.
Eu vou manter 0,5 mesmo.
Levando em conta que o cara, como Léo mesmo falou, a gente percebe uma coisa interessante nos pequenos detalhes. O cara demonstrou aí que ele tem consciência não só das condições financeiras, das condições emocionais. O cara, pelo visto, resolveu realmente fazer um planejamento familiar, para que justamente não fique pesado para ele, para esposa, que as crianças possam ter uma boa vida, né, uma vida confortável, enfim, que possa aproveitar para caramba.
A julgar pelo relato, o cara realmente pensou antes de agir, chegou no momento que ele falou: opa, este é o meu limite, né. Ele percebeu os limites dele, da esposa, para não extrapolar, diferente do que pelo visto o irmão não fez. Então minha nota para ele vai ficar em zero, porque de fato ele respondeu só o irmão, a babaquice que o irmão falou, que foi totalmente desnecessário. E cara, é aquilo, paciência tem limite. Então a gente não sabe também a que ponto a paciência do cara devia estar, até porque são 5 minutos de ladainha no ouvido.
E meu irmão, não interessa que seja parente ou não, paciência para todo mundo acaba. E esse cara, pelo visto, acabou a paciência e devolveu na lata. Bem feito! Minha nota fica em 0. Isso vai dar uma média de 0,25. E como é 0,25, 5, isso vai ser arredondado para baixo para 0, o que significa de qualquer jeito que veredito inocente.
Nice!
E as crianças agora?
Caraca, as crianças são tudo culpado, cara.
Tudo argentino, né? Que é isso.
Relator, próximo caso.
Eu fui cuzona por não querer usar um nome diferente do meu nome de nascimento porque ele deixa meus amigos desconfortáveis. Sinceramente, eu acho essa situação inteira ridícula, mas eu queria ouvir opinião das pessoas. Eu sou uma mulher de 21 anos, sempre fui questionada por causa do meu nome. A maioria das pessoas acha que é um nome que foi escolhido por mim, mas é o que está na minha certidão de nascimento. Eu gosto do meu nome, do significado que ele tem, mas aparentemente meus amigos acham inadequado que eu continue usando.
O meu nome é Moonshadow e ele foi inspirado tanto na música Moonshadow do Cat Stevens quanto em um fenômeno astronômico. Passei a vida inteira ouvindo comentários sobre o meu nome. Durante a escola, muitos professores preferiam me chamar pelo meu nome do meio, que diziam que era mais fácil de lembrar. Agora que eu sou adultas, as pessoas comentam bem menos. Meus amigos nunca pareceram se importar com meu nome, então eu nunca imaginei que alguém tivesse algum problema com isso.
Afinal, é apenas o meu nome. Só que outro dia combinamos nos encontrar no restaurante e quando eu cheguei senti um clima bem estranho. Basicamente, todos eles tinham organizado uma espécie de intervenção para me dizer que queriam que eu começasse a usar outro nome porque se sentiam desconfortáveis em me chamar de Moonshadow. Quando eu perguntei o motivo, eles disseram que o meu nome soava indígena e que ao usá-lo eu estaria me da cultura dos povos indígenas norte-americanos.
Gente branca é foda, né, cara? Eu respondi que sou xeroqui e eles disseram que como eu não ajo como uma xeroqui, então isso não conta. Nessa hora eu já estava irritado e perdi a paciência. Disse que não ia mudar meu nome porque eles estavam sendo racistas. Olhando agora, talvez eu tenha exagerado na forma como eu falei, mas foi o que saiu. Depois disso fui embora e agora meu celular não para de receber mensagem do grupo, tanto quanto de outras pessoas dizendo dizendo que eu estou sendo uma péssima amiga por não respeitar um limite deles.
Sinceramente, eu não vejo nada de errado com o meu nome, mas tanta gente me dizendo que estou errado tá começando a mexer comigo. Uma meio atualização: eu realmente não esperava que tanta gente fosse me responder. Li muitos comentários e algumas mensagens privadas, e foi muito bom ver que muita gente acha que eu não estou sendo cuzona. Quero esclarecer uma coisa que vi algumas pessoas entenderem errado: o meu nome não é de origem xeroqui.
Eu tenho ascendência xeroqui, mas o meu nome não vem daí. O meu nome vem de uma música e de um fenômeno astrológico. Eu mencionei isso, essa ascendência que eu tenho, com um argumento absurdo que eles apresentavam. Também tem algumas pessoas perguntando sobre minha origem. Não acho que isso seja relevante, mas enfim, sou metade xeroqui e metade branca, embora minha aparência seja mais para o branco. Muita gente dizendo que eu deveria abandonar esse grupo de amigos, mas ainda estou hesitante porque somos amigos desde o ensino médio.
Menina, você tem 21 anos, para com isso. Ensino médio foi Ontem. Acho que eu vou tentar conversar com eles mais uma vez para ver se conseguimos resolver. Não quero perder pessoas que fazem parte de uma fase tão importante da minha vida, mas também não quero mudar uma parte tão importante de quem eu sou apenas para mantê-las por perto. Aí vem a atualização final: ontem encontrei com o grupo para tentar conversar e resolver tudo.
Ainda estou bem chateado, então vou resumir o que aconteceu. O clima estava muito tenso quando eu cheguei. Quase ninguém falava enquanto esperávamos todos chegarem. Comecei dizendo que não iria mudar o meu nome e perguntei porque eles achavam apropriado sequer me pedir isso. A conversa foi num vai e vem interminável, basicamente repetindo tudo que havia sido dito antes. Depois de insistir um pouco mais, uma das pessoas do grupo, vou chamar ela de Cam, simplesmente explodiu.
Ela começou a listar tudo que, segundo ela, havia de errado comigo. A maior parte das reclamações tinha relação com a minha ascendência, minhas deficiências e a maneira como eu visto. Resumindo, eu tenho me dedicado mais a cuidar de mim mesma e da minha saúde, e ela não gostou dessas mudanças. Ela disse que eu era egoísta por achar que eu era melhor do que todo mundo e que eu estava deixando todos desconfortáveis. Depois de discutir um pouco mais com o grupo, percebi que queria ir embora.
Mais tarde, mandei uma mensagem no grupo dizendo que não teria mais contato com nenhum deles e que nossa amizade tinha terminado. Depois disso, precisei bloquear todos porque começaram a me enviar mensagens realmente Ainda estou muito triste por ter cortado essas pessoas da minha vida, mas sei que amigos de verdade não agem dessa forma. Felizmente tenho outros amigos fora desse grupo, então não fiquei completamente sozinha. Sei que tomei a decisão certa, mesmo assim ainda dói. Então fui cuzona.
Bom, então o pessoal tá reclamando por causa do nome dela.
Tudo começou pelo nome, mas parece que para uma outra garota aí o negócio foi além disso, né?
Foi mais pessoal.
Eu acho que era o grupo inteiro, tá? Eu acho que era o grupo inteiro. Deve ser um grupo de pessoas que não se se cuida. E quando ela começou a se cuidar, arrumaram a primeira desculpa esfarrapada para reclamar dela, que foi o nome dela. Mas eu acho que essa amiga, pelo que eu entendi da história, só era a porta-voz, é só o avatar da desgraça. Exatamente, ela meio que estava falando por todo mundo, porque pelo que a Moon Shadow descreveu, ninguém contestou quando essa amiga levantou e falou essas coisas.
Então basicamente é o seguinte, porra, você tá se cuidando, tá todo mundo sendo conivente então com o que ela tá falando.
Exatamente, você tá sendo diferente do do grupo, então você não pertence mais ao grupo, tá discordante com o grupo.
É tipo assim, porra, volta a ficar na merda. Muito provavelmente é aquela situação, ela devia ser a menina do grupo em pior situação, ou física, ou emocional, ou psicológica, ou até mesmo as três coisas juntos. E o pessoal fala assim, cara, a gente mantém essa pessoa por perto para a gente se sentir melhor. E aí quando ela começou a melhorar, o pessoal falou, não, pera aí, pera aí, essa garota tá deixando deixando de ser o nosso, a nossa formação de ego aqui. E aí começaram a reclamar.
Bom, então vamos lá, eu vou começar pela nossa amiga que tá contando a história. E para isso, dessa vez, eu vou começar com você, Dart. Que que você vai falar sobre ela?
Eu acho que ela tem nota zero negativo, parceiro. Tem que dividir por zero essa porra dessa nota aí. Porra, qual foi, irmão? É a porra do meu nome, vai tomar no teu cu, porra! Porra, não fode, caralho! Pega aqui na minha bola esquerda e mama, caralho!
É unânime que a Muxeda vai receber um zero.
É, eu também acho assim.
Chegaram para ela e falaram assim: olha só, você tá se cuidando? Para. Você tem o seu nome de batismo? Não use. Não seja quem você é. Vai tomar no teu cu.
Enfim, a minha única reclamação é que ela hesitou em terminar a amizade com esses bosta. É o único problema. Mas isso é tranquilo porque ela é uma pessoa jovem e tal.
Sim, praticamente adolescente ainda.
Ela não sabe que cortar amizade algumas vezes é bom.
É aquele negócio, você entende que é o seguinte, o high school é o que a gente chamava na nossa época de ensino médio. Você entra no high school com tipo 12, 13 anos, são amizades de quase 10 anos. Então a gente entende a hesitação, mas mesmo assim zero para ela. Ela é mais inocente do que um ursinho carinhoso.
Você fala no nosso tempo ensino médio, ainda não é ensino médio, mas não sei. Aí, velho, ufa, ainda bem.
Eu só queria falar uma coisa, que eu achei o nome dela muito bonito. Inclusive, assim, parece nickname, mas eu, cara, achei muito bonito. Por que que, assim, se ela não se incomoda com o nome dela, se ela nunca teve vergonha do nome dela, por que caralhos ela ia mudar, sabe? Só para agradar os amiguinhos dela. Agora, ai, porque eu tenho ascendência xeroque, ok. Acho que isso só ajuda ainda mais, sabe, fortalecer isso. Porque eles falarem, ai, porque isso é muito, como é que é, pagão? Não lembro como é que foi a palavra.
Indígena, nativo americano, indígena.
Ai, que bom que a gente é latino, sabe? Que bom que a gente é miscigenado, que bom, porque aqui a gente tem vários nomes de origem indígena, entendeu? Yara, a gente tem Janaína, a gente tem Iaraci, se eu não me engano, também é indígena.
Irineu, você não sabe nem eu.
Irineu, ai meu Deus, eu fico muito feliz de ser latina e de ser brasileira. E não tem problema nenhum aqui se uma pessoa é branca do olho azul do sul do Brasil, não tem nenhum por cento de indígena no sangue, mas ela se chama Iara e tá tudo bem.
É unânime, claro, né? É nota zero para moça, porque, bicho, é o nome dela. Se é a própria dona do nome, não tá incomodada, ela usa o nome e acabou, fim de papo. Dane-se o restante do pessoal, pode usar à vontade. Eu fiz até piada no outro episódio aí que a gente tava falando de nomes aí. Eu comentei que para minha sorte, inclusive, meu nome não é a junção dos nomes dos meus pais. E aí sim eu ia ficar maluco, porque aí eu ia realmente que eu ia dar entrada numa mudança de nome.
Mas como minha mãe mesmo já falou, ninguém era maluco de fazer isso, nem retardado. Então tá tudo certo.
Acho que poucas pessoas são, né, cara? Juntar assim, mas acho que são. Mas acho que são.
É, pois é. Então nota completamente zero. Esta moça é mais pura do que um ursinho carinhoso. Então, senhora Moon Shadow, você é veredito inocente. E eu acabei de estalar meu braço ao mesmo tempo.
Legal, eu ouvi, fez um claque.
Caraca, ok, não sabia que ia ser tanto, mas esse vai ser o som da vinheta agora.
E agora vamos lá, nós vamos falar dessa galera super ultra mega bad vibes que, bicho, eu vou perguntar de novo, já sabendo quase da resposta. Pelo visto todo mundo vai dar 5 para esse povo, né?
Eu vou dar 5.
Meu amigo, se ela era tão inocente quanto ursinho carinhoso, eles são tão culpados quanto os argentinos.
Eu achei que você falava quanto coração gelado, mas tudo bem. Mas é a mesma coisa, Argentina e coração gelado, tá tudo tranquilo, né?
Não faça isso com o coração gelado.
Obrigado, obrigado.
Não merece. É aquela velha frase, né, cara? Com amigos como com esse, quem precisa de inimigos? Porra, puta que pariu!
Não, mas sério, cara, esse pessoal é completamente sem noção. E é como o Léo já falou, esse pessoal provavelmente, inclusive parando para pensar nesse argumento, devia estar usando ela como régua mínima, sabe? Como sarrafo mínimo do tipo, cara, a gente tá melhor do que ela e tá tudo bem. E a partir do momento que ela tá melhor, a gente fica fica saindo como os ruins e tal, cara. Sendo isso, é uma galera que não consegue nem parar para pensar e evoluir, sabe? Que podiam ser melhores também.
É uma amizade tóxica, né, cara? Que quer ditar como você tem que ser, tem que agir, como é que você vai ser, né, cara?
A pessoa quer ditar regra, pô, no nome dos outros, cara. Que negócio ridículo, cara. Porra, putzgrilo! Se o nome da menina fosse Messi, tudo bem, mas pô, nem esse o caso. Porra, sabe?
Tudo bem que eles são jovens, mas isso não é desculpa, porque eu só espero que eles melhorem como seres humanos e se tornem seres humanos, né?
Também espero, exceto se forem argentinos.
Ai, ai.
Bom, então, né, por grande consenso aqui entre todo mundo, né, por unanimidade, o tribunal está dando nota máxima, o que significa que essa é uma turma de veredito: cuzões. Que inclusive tem essa vinheta cuzões gravada, então tá tudo certo. É, eu gravei todas as variantes, filho.
Que bom!
Inclusive os plurais. Plural vai entrar deliciosamente nisso aí.
É legal.
Pior que eu falei deliciosamente, me lembrou o quê mesmo isso? Era alguma merda que a gente falou em outro episódio.
Enfim, Jairson, ai, que delícia, cara!
Não, não, não foi isso não. É, caraca, foi Steffi que inventou, que falou isso num episódio qualquer, não sei o que lá viver a vida deliciosamente. Era alguém propondo isso para alguém, acho que um diabo.
Eu tava falando do filme da bruxa, que o bode lá, que era o diabo, pede, pergunta para menina se ela quer viver a vida deliciosamente.
Ah, tá, obrigado.
É o Felipe Preto, é o Black Philip.
Isso, muito obrigado. Não sei para que que eu fui lembrar disso agora, mas enfim. Bom, então com isso conseguimos resolver mais histórinha. Tô muito contente que já posso botar no currículo.
Bom, essa foi a última história de hoje. Estamos encerrando a nossa sessão. Até a próxima e tchau!
Valeu, meu povo! E lembre-se, aqui nesse tribunal nós somos sempre justos e só condenamos os culpados, principalmente os argentinos.
Valeu, galera!
Dica de hoje: não mudem seu nome por causa dos seus amigos, nem mudem para argentino.
Então, galera, se vocês não forem britânicos, devolvam o constrangimento.
É isso, fim da sessão.