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Episódio 39 - permutas ou milagres?

21 de agosto de 202611min
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um breve pensamento sobre como tratamos nossos pedidos ao divino.
Assuntos3
  • Deus de toda consolação· ReligiaoPedidos e bênçãos·Relacionamento de intercâmbio·Promessas religiosas·Sacrifício e merecimento
  • Autonomia na Manifestação· SociedadePoder pessoal·Capacidade de manifestar·Mudança de humor e ambiente·Estruturação de ideias
  • Poder da Mente e do Querer· SociedadeAtenção e esforço·Pensamentos e sentimentos·Campo eletromagnético do coração·Ativação ocular
Transcrição7 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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Estou aqui lendo o livro Quebrando o Encanto de Daniel Denich. Que é um grande escritor sobre o tema. E aqui ele traz um trecho sobre como, como nós seres humanos temos um relacionamento de intercâmbio para com os deuses, ou seja, nós fazemos pagamentos periódicos durante um período de tempo para que a gente tenha as bênçãos que a gente quer. E muitas vezes isso vai para além da morte. O que eu achei muito curioso de ter sido colocado, porque É, às vezes realmente essa sensação, né, de permuta.

Eu prometo, né, muitas vezes na religião evangélica não via muito isso, mas na católica, se eu não me engano, tem um pouco mais. Eu prometo fazer tal coisa se eu receber tal bênção. Prometo rezar tanto, prometo subir escadaria de não sei onde, prometo fazer tal procissão, prometo não comer carne, prometo não mais fazer X coisa em troca daquilo que se quer como bênção. E isso é muito uma permuta. Né, você, eu te dou uma coisa que a pessoa na real não precisa, Deus não precisa disso, mas em troca disso, pelo meu esforço, pela minha dedicação, pela, né, eu acho que o fato de você colocar a sua mente todos os dias numa coisa que você quer e também fazer com que ela aconteça vai fazer com que ela se torne realidade na sua vida.

E aí, ok, isso é válido. Porém, utilizar isso como uma permuta, uma troca, é meio problemático, pelo menos eu acho. E aí, quem que decide também qual que é o valor daquilo que você É você mesmo, né? Porque você decide o quanto você está disposto a sacrificar para obter X coisa, tal graça, tal sentimento, tal bênção. Enfim, pensando num No âmbito mais comportamental e neurológico, aquilo que você coloca sua atenção, muito provavelmente, sua atenção, seu esforço, muito provavelmente virá a ser realidade, porque você colocou a sua mente, o seu tempo e o seu esforço para que aquilo acontecesse.

É uma graça, depende de quem olha. E o negócio de pedir essas coisas não é só sentar, sentar não, né, colocar os joelhos no chão e pedir apenas. Eu tenho para mim que tudo que a gente pensa, e principalmente que a gente sente, porque a gente tem um campo eletromagnético que ele é gerado no nosso coração, a gente tem esse campo, e os pensamentos também eles são emissores de informações. Então você tá jogando isso para o mundo, certo?

A única diferença é que você tá canalizando apenas em um ser específico, onipotente, poderoso, todo-poderoso, enfim. Só que Pensa comigo, se não é uma coisa um pouquinho estranha você ficar pedindo coisas e esperando coisas desse ser? Se você não receber, você vai sentir que você não é merecedor, não era a hora. O que vai acontecer com a tua fé, com o teu esforço, com a sua dedicação? Qual desculpa que você vai colocar ali para que aquilo não deixe de ser parte da tua fé?

Não era a hora, não era para mim. Talvez não fosse mesmo, né? Talvez algumas coisas precisasse ser ajustadas. Enfim, mas eu acho muito engraçado atribuir esse esforço que a gente faz na matéria para conseguir alguma coisa a alguma coisa externa a nós, que dependendo de quem acredita ou não, pode ou não sim corroborar, ajudar o universo. Ele Né? Ele tem maneiras de endossar coisas. Nosso próprio cérebro faz com que isso aconteça.

De, por exemplo, ah, eu quero sinais do universo. Quais sinais do universo você quer que você tá fazendo na coisa certa. Aí eu quero ver todos os dias um carro azul. E aí a tua mente ela ativa um negócio de reconhecimento que vai fazer você ver carros azuis com muito mais frequência do que você via antes, porque agora você presta atenção. É uma ativação ocular que acontece. O que eu quero dizer com tudo isso? Que pode ser sim que existam coisas sobrenaturais além do nosso alcance, além da nossa compreensão.

Enfim, não é, não é desmerecendo nada disso, mas a gente não se atenta que os nossos próprios pensamentos, sentimentos, desejos e ações são que movem essas coisas a se tornarem nossas. Não quer dizer que não haja influências externas a isso. Pode ser que você perceba alguma coisa que Ah, era para dar errado, mas de repente deu certo, sabe? Pode acontecer. E aí você denomina isso como uma intervenção divina. Nada de errado com isso, só que a gente esquece que o poder de querer e fazer e conseguir está nas nossas mãos, está no nosso querer, no nosso— se eu não tenho nenhuma ideia para conseguir algo, como é que eu vou colocar em prática?

Como é que eu vou pensar coisas positivas? Isso nunca vai vir. É preciso que você estruture. O que é uma coisa muito legal do pedir, né, do pedir ou da oração, daí você coloca como você quiser, que é estruturar a ideia daquilo que você quer para você. E nessa estruturação você já se imaginar tendo aquilo que você pediu. E eu acredito que é isso que faz com que as coisas se desenrolem, porque você acredita na sua própria capacidade de conseguir, e aí você faz por onde até conseguir.

De novo, não que existam Não que não existam méritos para além disso, porém a gente tem que lembrar do nosso próprio poder, da nossa própria capacidade de manifestar as coisas e de mudar as coisas ao nosso redor. A gente pode mudar o ambiente simplesmente mudando o nosso humor ou como a gente trata as pessoas, tanto para bem quanto para mal. E a gente permite ou não ser mudado pelos ambientes, por exemplo. Eu espero que vocês tenham entendido o que eu quis dizer.

Eu não tô diminuindo a fé de ninguém. Espero eu. E eu só queria abrir um pouco essa discussão, né, da nossa, do nosso start de desejo. E aí, né, imaginar, pedir, orar, esperar. Né, mas ninguém espera sentado sem fazer nada, né? A gente tem que batalhar para conseguir. E é sobre isso. Eu espero que não tenha ofendido ninguém, espero que talvez abra um pouco a cabeça de vocês para como essas coisas maravilhosas acontecem na nossa vida.

E é isso. Esse foi mais um podcast maluco que não teve introdução, mas agora vai ter o final aqui. E a gente se vê na próxima. Beijão!

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