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DENILSON ENTREVISTA: FERNANDA COLOMBO #01

04 de maio de 202636min
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O Denilson Entrevista conversou com a ex-árbitra e bandeirinha, Fernanda Colombo, e falou sobre a carreira dela.

Também a pauta sobre o aumento de presença das mulheres como árbitras de futebol na atualidade, e muito mais sobre como funciona a arbitragem brasileira.

Participantes neste episódio2
D

Denilson

HostPresidente
F

Fernanda Colombo

ConvidadoEx-árbitra
Assuntos6
  • Problemas de ArbitragemInício da carreira como bandeirinha · Superação do preconceito e machismo · Aceitação e reconhecimento no meio esportivo · Diferenças entre ser árbitra e bandeirinha
  • VAR e arbitragemImpacto do VAR na tomada de decisão · Zona de conforto dos árbitros com o VAR · Necessidade de naturalidade na arbitragem · Sistema de impedimento automático
  • Narradoras mulheres no futebolAumento da presença feminina na arbitragem · Mulheres como referência no esporte · Desafios e conquistas das mulheres no futebol
  • Paternidade e MaternidadeDesafios da maternidade de primeira viagem · Conciliação entre vida profissional e materna · Mudança de prioridades e rotina
  • Estadia nos Estados UnidosMudança para os EUA com o marido · Trabalho do marido como gerente de árbitros · Acompanhamento do futebol na MLS · Experiência de viver no exterior
  • Literatura infantil e formação leitoraCriação de livro lúdico para crianças · Importância da educação sobre regras de futebol · Combate ao comportamento negativo no esporte
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Pessoal, aproveitando a minha passagem aqui por Orlando, nesse tour que eu fiz com a seleção brasileira, a seleção brasileira fez dois amistosos contra a França e contra a Croácia, e Boston e aqui em Orlando, França lá em Boston, Croácia aqui em Orlando. E aproveitando essa minha passagem por aqui, a gente tem tentado conversar com pessoas.

que participaram, que fizeram carreira no esporte. A nossa convidada de hoje é uma convidada que eu já conheço de outras datas, trabalhamos juntos na Band, tenho acompanhado os conteúdos dela nas redes sociais. Então a gente vai conhecer um pouquinho mais, para você que não conhece, mas para você que já conhece, entender um pouco mais do que a Fernanda Colombo anda fazendo. Começou a carreira como...

auxiliar de arbitragem, bandeirinha, numa época que a gente não falava tanto do feminino no futebol. Acho que ela foi uma das pessoas que deram o pontapé inicial para essa trajetória. Hoje a gente tem bastante mulheres trabalhando no futebol, seja dentro do campo, seja fora do campo. Então a gente vai conhecer um pouquinho mais a trajetória da Fernanda Colombo. Fê!

Bem-vinda. Muito obrigada. É sempre um prazer, já tinha muito tempo que a gente não se via. Exatamente. Eu tenho te visto muito nas redes sociais, mamãe de primeira viagem. Ah, sim, sim. A gente poderia começar falando dessa parte mais pessoal, né? Como é que tá sendo pra você ser mãe de primeira viagem. Ai, olha... Bem-vinda. Então, peraí, com licença que eu vou pegar o meu café, porque é pra ser mãe de primeira viagem, ó. Tem que ter bastante café. Cafézinho. Olha, a gente fica acordada há bastante tempo.

Mas é maravilhoso, é maravilhoso, eu tô assim apaixonada pelo meu bebê, eu acho que é uma rotina diferente, eu acho que ressignifica a nossa vida, eu sei que é pai também, eu acho que quando nascer mudou completamente, mas é pra melhor, e agora eu quero dicas pra saber como que eu torno ele um jogador.

É. O meu objetivo agora... Ele não tem dois anos ainda, né? Não, não, mas o meu objetivo é sentir aquele friozinho da Europa. Simpático demais, sorrisinho no rosto, ele chegou ali, sorrisinho no rosto. Adora uma batata frita, descobrimos que ele gosta de batata frita. Gosta, primeira vez que ele come batata frita, ó a influência. E como é que você consegue administrar o seu tempo como profissional com o lado materno?

A gente não consegue, né? A gente finge que consegue. Não, mas assim, são muitas atribuições. Eu acho que a gente muda um pouco de prioridade, mas a gente consegue dar conta de tudo. Eu acho que a gente vai se redescobrindo, organizando, remontando a agenda. E aí a gente consegue ser mãe, consegue gravar vídeos, consegue criar conteúdo, consegue estar com vocês aqui. Então, eu acho que a gente sempre dá um jeito pra tudo. A gente é brasileiro, né?

A gente dá um jeitinho. Fê, a tua trajetória no esporte começou como? Como e quando?

veio a tua paixão pelo esporte? Começou criança, né? Eu sempre gostei de frequentar estágio, assistia muito futebol pela TV. E aí comecei a frequentar estágio. E aí olhava o campo e falava, eu quero estar ali dentro. Eu não quero estar aqui na arquibancada, eu quero trabalhar. Só que jogadora, como que eu ia ser uma jogadora? Numa época em que... Você não jogava futebol.

Não tinha habilidade. O futebol feminino não era uma realidade, né? A gente não via jogos de futebol feminino. Então, eu encontrei dentro da arbitragem uma oportunidade de eu estar ali dentro, de eu conseguir atuar dentro do campo de uma maneira diferente. Porque você é filha única. Filha única. Porque então já ia cair por terra a pergunta que eu ia fazer, se você tinha alguma inspiração dentro da tua família em relação a...

ao esporte, você fala da arbitragem, a tua pai, como você não tinha o talento pra jogar futebol, você se viu na arbitragem? Essa chavinha virou quando? Você fala assim, quero ser arbitragem, por que eu tô te perguntando? Porque, poxa, historicamente a arbitragem sempre foi muito questionada, né? Sim, muito, muito. Xingamentos.

filha da Utsirre, enfim, você foi muito questionada, historicamente, sempre foi assim, e mesmo com tudo isso, você quis viver essa experiência, que loucura. Eu não sabia onde eu estava me metendo, para começar, foi meio que, eu era atleta de atletismo, e...

precisava já tinha algo de esporte não jogava bola mas eu jogava só que aí eles não levavam dos torneios porque a minha parte física é boa mas não tinha muita habilidade sim então eu nunca era selecionada eu estava lá então tem um gancho aí

É, e aí eu fui pro atletismo, e aí no atletismo, o meu treinador, na época, ele dava preparação física pros árbitros, e ele falou, Fê, vai ter um curso de arbitragem, você não quer trabalhar com futebol? Eu falei, é o meu sonho, eu quero que a gente... Sempre tem alguém que avisa a gente de alguma coisa. Sim, e ele falou, você não quer fazer, por quê? Porque as meninas não passavam no teste físico.

masculino que a exigência sem fazer um jogo masculino e falou se você fizer o curso conseguir passar no teste masculino você vai ter muita oportunidade e foi o que eu fiz tanto é que no meu primeiro ano como árbitra eu já entrei para o quadro feminino da cbs

No segundo ano? No primeiro ano. Isso não é comum? Não é comum. Isso não é normal? Não é normal. Independentemente de ser mulher ou homem, isso não é normal? Não é normal, mas assim, como tinham poucas mulheres, tinham vagas a serem preenchidas. Nós estamos falando de que ano, Fê? De 2019, 2020. Tá. Então, assim, tinham vagas a serem preenchidas. Não, 2019 não, 2009.

2009, 2010, perdão, 2009, 2010. Então tinham vagas a serem preenchidas, e aí eu tava passando em todas as provas, eu tava já fazendo jogos, assim, muitos jogos amadores, comecei a trabalhar nos jogos da Federação Catarinense, de segunda divisão, terceira divisão, do estadual, e aí comecei a ser inserida no principal também. Basicamente você fez...

O jogador, quando ele vai jogar, ou começar a jogar, é aquela base, né? Ele processa, ou o treinador vai, começa ali numa categoria, vai subindo. Você fez esse processo. Quando você fala em trabalhar na Série B, como é que era esse processo? Depois eu vou fazer uma outra pergunta, mas esse processo até de aceitação, como é que você lidava com isso? Porque a gente tá numa... Perdão, era uma fase que a gente não falava tanto, né? Da mulher no esporte, principalmente nessa função, né? Sim.

Eu fazia muitos jogos amadores e jogos que eu gastava mais para chegar no jogo do que a taxa que eu recebia. E eram todos os finais de semana. Eu tinha 18 anos, eu era muito jovem. Então eu comecei muito cedo e isso fez com que minha carreira também fosse muito rápida. E aí eu comecei a fazer esses jogos de segunda divisão, até que passei no teste masculino da CBF e aí eu comecei a fazer os jogos masculinos da CBF, que aí eu entrei no quadro nacional.

Aí você já tinha uma visão muito esclarecida do que você ia viver como uma mulher no meio do que ainda existe esse preconceito, o mundo machista e tal, tal, tal. A gente acho que já deu alguns passos, né? Isso a gente tem que ser realista, a gente já deu alguns passos. Mas tem muita coisa ainda pra acontecer, mas estamos falando de 20 anos, vai. Sim. Como é que era esse teu processo e essa tua entrada nesse mundo masculino?

Então, primeiro que eu não podia errar.

Segundo que... Mais aflorado, né? Não, qualquer erro, tá vendo? É porque é mulher. Então, dá uma oportunidade, é porque é mulher. Então, sempre, se eu acertasse, se eu errasse, é porque é mulher. Então, nunca tinha assim, nossa, ela realmente treina. Nossa, ela passa em todos os testes. Nossa, ela realmente merece estar ali. Nunca as pessoas falavam que era merecimento. E sempre assim, é porque é mulher. Então, tanto pro positivo quanto pro negativo era... E se mexia com a tua cabeça, Fê?

Cara, eu não ligava pra isso. Eu juro pra você que eu não ligava. Eu tentava sempre, tanto é que a minha sobrevivência dentro do futebol foi muito de levar as coisas num lado mais humorado, porque isso desarmava as pessoas. E você é um pouco assim no pessoal também, né? Eu gosto, eu gosto. E isso acaba fazendo a diferença. E eles não esperavam, as pessoas não esperavam de eu reagir dessa forma. Eles esperavam alguém mimada, uma garota mimada, uma garota que...

O que ela está fazendo aqui? Por que ela está aqui? Então, assim, as pessoas chegavam a questionar, assim, sabe? Você é bonita, por que você está no futebol? Sabe? Tipo, uma coisa não tinha nada a ver com a outra. E aí eu tinha que explicar, enfim. Mas eu nunca desanimei por causa disso, assim, eu acho que isso sempre... Era aquela parada de um combustível, de vou... Sempre me motivou. Um provar pra alguém. Sempre teve algo de provar pra alguém?

Eu provava sempre pra mim mesma, sabe? Então eu fazia as coisas por mim. Eu acho que isso também foi muito positivo pra eu chegar onde eu cheguei. Porque eu não me importava com o que as pessoas falavam, assim. Eu sabia que era natural. Eu acho que isso politicamente era algo ruim pra mim, assim como pras outras mulheres, pras outras meninas.

Mas era algo que a gente tinha que enfrentar. Porque se você ficar pensando muito, às vezes, é pior. Então, às vezes, tem que fingir que nem existe. Às vezes, se você ficar só pensando nisso, pensando nisso, então, eu assim, cara, eu vou lá, faço o meu e deu. O teu entorno, quando você começa a ganhar projeção dentro do esporte, como árbitro e tudo mais, como é que era o teu entorno? Os teus pais, os teus amigos mais próximos, o que eles te falavam?

Depende. Se eu fosse fazer time de alguns, aí era... Ih, já perdi muitas amizades por causa do futebol. Porque, assim, quando era jogo, sei lá, se eu tinha algum lance, polêmico, alguma coisa assim, aí o pessoal vinha cobrar de fato. Por que que naquele lance você fez isso? Falei, gente, você sabe que, né, você me conhece, assim, sabe, da minha índole, que eu jamais vou fazer nada. Não, mas a pessoa reclamava, enfim. Sério? Tirava satisfação.

É o torcedor, né? Essa questão da paixão, né? Eu acho que o torcedor é algo assim que... Às vezes passa um pouco da linha. Passa, passa da linha. Mas assim, na minha família eu sempre tive muito apoio. Os meus pais eram muito orgulhosos em relação à arbitragem. Tanto é que meus pais nunca falaram assim, Fê, é um caminho difícil. Por que você está querendo seguir esse caminho? Pelo contrário. Pelo contrário. Eles falavam, isso te faz feliz?

Eu falava, muito, muito. Então segue. Então a gente quer te ver feliz. Que toque.

E eles me prestigiavam, eles iam nos jogos, então assim, eles amavam o futebol também. Eu acho que isso uniu muito a nossa família. E eu acho que eles sentiam muito orgulho de eu poder estar ali. E a minha mãe reclamava às vezes que eles xingavam, né, um pouco. Futuralmente continua essa parada. Ainda continua. Ainda continua. Se falarem aquele xingamentozinho, fala que eu sou a mesma. Como é que você se preparava?

Você se preparava igual para um jogo grande, um clássico e para um outro jogo comum? Ou tinha uma atenção e uma atenção maior para um clássico e para um jogo comum?

Eu acho que quanto maior o jogo, maior assim, um jogo televisionado, um jogo que vai ter mais torcida, um jogo que está valendo, isso gera uma tensão maior na arbitragem. Porque a gente sabe que a responsabilidade é muito maior, entendeu? É diferente de um jogo que, vamos lá, um jogo que não está valendo nada. Um jogo que qualquer resultado não vai mudar nada. Então a gente sabe que tem uma diferença.

E claro, nesses jogos, a gente da arbitragem se cobra muito mais, a gente quer desempenhar o melhor papel, então a gente tenta concentrar mais, tenta estudar mais o jogo. Então, assim, eu tentava seguir por esse caminho, porém, a dedicação ali em campo era sempre a mesma. Mas esses jogos, assim, o frio na barriga era... Ô Fê, como é que era definida a escala para o jogo?

e você me fala isso, e vocês conversavam entre vocês, um exemplo, o jogo é domingo, a escala saiu na quarta-feira, e aí a partir de quarta até domingo vocês se falavam, cara, cuidado com isso, cuidado com aquilo, vai ser assim, pode ser assim, vocês projetavam o que poderia acontecer na partida entre o time ali que estava convocado, escalado para a partida, vocês trocavam essa ideia?

geralmente a gente recebe a escala uns dias com antecedência, não muitos dias, isso também é algo ruim, eu acho que quanto maior a antecedência, melhor você consegue se preparar, né? Mas infelizmente é tanto jogo que eu acho que não tem nem como. Mas a gente, quando se encontrava no hotel, a gente fazia um estudo, assim, né? Geralmente tem um plano de trabalho pra, sei lá, entender...

Até coisas idiotas, assim, como, como que vai estar temperatura? Vai chover? Não vai? Tem jogador que no campo molhado, ele é mais agressivo? Parece idiota, mas não é, exatamente. Parece na paradinha boba, mas faz muito sentido. Toda preparação, toda preparação, ela tem um sentido.

A gente obviamente viu jogadores que estavam sendo mais... Assim, tendo um comportamento ruim com a arbitragem, se tinha alguma treta extra-campo, porque isso também interfere nas partidas, né? Se teve alguma situação de vexário, então eu acho que isso também interfere em campo. Então tudo isso era discutido e também a parte da comunicação, né? Porque na minha época não tinha VAR.

Eu ia chegar nisso. A nossa comunicação era a raiz. Então, assim, é muito difícil você se comunicar com alguém que está... Com microfone que é ruim às vezes. Às vezes nem tinha microfone. A gente se comunicava no olhar só, no gestual. Então, tudo isso a gente colocava num plano de trabalho pra chegar lá e tentar entregar o melhor. Você apitou o jogo e você bandeirou.

Principalmente eu banderei, profissionalmente eu banderei. Aptar eu optei em jogos mais amistosos, festivos. O grau de responsabilidade eu imagino que seja igual, mas a de comportamento como é que é? É mais difícil você estar na beira do campo? Olha, eu tenho miopia. Para fotografar os lanchos. Eu tenho miopia. E astigmatismo. Então é muito difícil ser assistente nessa situação. Eu não usava óculos.

E não tinha barra. Não tinha barra. Porra, na minha época eu não tinha barra. Eu ia te ajudar pra caralho. Nossa, eu ia me ajudar com a mulher. Você ia meter aqui. Tom, beleza. Eu ia enxergar muito melhor as coisas.

Você ia roubar e você ia falar, pô, a hora que você levantava, meu Deus, tomara que eu tenha acertado. Tomara que eu estava meio embaçado aqui, tomara que tinha, né? Porque às vezes tem umas situações que, sei lá, um time está de vermelho, mas aí tem um jogador que está com o outro time que é, sei lá, um meião vermelho, ou uma chuteira vermelha, e aí se você vai pela cor, às vezes, nossa, a gente já viu vários jogos que... É difícil, é difícil.

Principalmente quando é cor invertida. Nossa, é muito difícil, porque o impedimento é um pedaço do corpo. Eu sinceramente acho muito difícil a posição de bandeira. É muito difícil. Por mais que hoje a gente tenha a VAR, e a gente pode falar sobre essa questão da tecnologia no esporte hoje, eu acho que é uma...

Você fotografar os lances e você tomar a decisão em segundos, prações em segundos, é uma posição muito difícil. Acho que é mais difícil... Cara, eu acho que é muito mais difícil você bandeirar, eu acho que do que você apitar o jogo.

A sensação, sabe? Sim, o impedimento ali, realmente, eu acho que é uma das situações mais difíceis de você, principalmente esses lances muito ajustados, mas assim, obviamente, controlar o jogo, controlar o ânimo dos jogadores, ser a pessoa a tomar a última decisão, tem um grau de responsabilidade altíssimo. Sim. Tanto é que um árbitro ganha muito mais do que o acertente, né? Sim, sim. Porém, falando isoladamente assim do impedimento, é uma coisa assim que, poxa, às vezes você tem que se situar pelo som da bola.

Porque você não consegue, às vezes é um lançamento longo que a situação está na sua frente. E aí para você fotografar o momento exato é pelo som. E é um negócio até desumano às vezes de você ter certeza. E a gente tem assistentes que são muito bons, que conseguem cravar muito. São absurdos. Hoje, Fê, a tecnologia veio e ela é uma realidade no futebol mundial.

Eu imaginava quando aconteceu, né? Ah, vai ter tecnologia, vai ter VAR, como é que vai ser? Porque aquela questão, uma coisa nova gera várias dúvidas na cabeça do profissional envolvido e também do torcedor. Eu achava que ia acabar com aquela resenha de bar, sabe? Aquela resenha nossa aqui de bar. Para, Fê, para dele, para. E não acabou, né? Não.

Continua, né? Continua, só que a única diferença é que é a seguinte, agora ela segue um padrão tecnológico. Não é um padrão humano, porque antes era um padrão humano que tinha muitas divergências, porque a gente tinha um jogo que era, no outro jogo não era, enfim, a gente tinha uma discrepância maior. Hoje em dia...

você segue um padrão. Você tem a tecnologia ali, ela é usada para todo mundo. Então, principalmente agora com o sistema automático, que a maior responsabilidade ali... Está sendo implementado lá agora. Que vai ser implementado no Brasileirão e que a maior responsabilidade é do sistema. Sim. Você tem a imagem, tudo. O atro pode também fazer... Porque tem situações de impedimento que são por interferência, que exige ainda uma interpretação. Sim. Mas eu acho que agora você consegue seguir um critério melhor.

Entendeu? Acho que a tecnologia veio pra isso. Você acha... Sim. O VAR, ele vem, eu acho que é legal que a gente tenha... Que a gente tenha o VAR, que tenha tecnologia. Mas eu tenho a sensação de que, às vezes, os árbitros se aponham nisso. E aí tira um pouco da... Naturalidade, né? Exato. Da tomada de decisão dele ali mesmo no campo, da convicção dele mesmo no campo. Você também percebe isso?

Percebo que tem árbitros que hoje estão ali esperando a atuação do VAR. Então eles estão numa zona de conforto, de tipo, não vou tomar uma decisão, porque se tiver uma decisão a ser tomada, o VAR vai me chamar e naturalmente eu vou lá, olho de novo e aí com mais tranquilidade eu assumo essa responsabilidade. Então eu acho que esse é um caminho que é ruim.

E que aí cabe a instrução, enfim, a cobrança lá, quem administra os atos, faz a gestão de falar, cara, a gente precisa ter uma naturalidade e diminuir o número de intervenções, porque o VAR, na verdade, está ali para situações que ninguém consegue ver.

Situações assim, aqueles erros absurdos. Aquela confusão de protocolo. Exato. Sei lá, uma coisa assim que, cara, a bola entrou, não entrou. Ninguém consegue ver. É muito rápido, entendeu? Às vezes na própria transmissão, a gente está ali assistindo e a gente... Cara, não dá para ter clareza. Então, se o VAR tem todos aqueles ângulos, tudo... Cara, maravilhoso. Agora o VAR ficar interpretando se foi pênalti, se não foi pênalti.

Eu acho que perde a naturalidade do futebol, gasta muito tempo. E isso não é interessante.

Você que está acompanhando esse papo informal com Fernanda Colombo, você que me acompanha nas redes sociais, a KTO é a patrocinadora master, não só pessoal, minha patrocinadora master pessoal, mas patrocinadora do canal do YouTube do Denílson Show, do meu canal no YouTube Denílson Show, sempre lembrando...

KTO, minha parceira, para maiores de 18 anos. Então acesse o site da KTO, se divirta, tire uma onda e para maiores de 18 anos. A gente vai continuar batendo um papo aqui com a Fernanda, porque você está percebendo que a Fernanda está desenvolta, né? Ela está trocando uma ideia.

Porque ela também foi comentarista de arbitragem. Ela viveu a experiência dentro do campo, na beira do campo. E eu trouxe até um presentinho aqui, ó. Precisa usar aqui, ó. Vamos imaginar que até esse momento a gente tem 20 e poucos minutos de papo. Vamos imaginar, Fernanda, como é que eu tô nesse bate-papo? Bem, mal. O bem é o amarelo e o mal é o vermelho. Olha, vamos lá. Vamos lá.

A entrevista pode continuar ou pode acabar. Não, então. Na verdade, é vermelho, gente. É vermelho, mas eu vou explicar por quê. Porque tem VAR. Não é igual na minha época. Tem VAR, eu fiz revisão e não, ó. Tá tudo certo. Tá tudo bem. Pode seguir o jogo. Mas esse aqui é presentinho aqui, ó. Precisa usar por moderação.

Obrigado. Eu fico imaginando a responsabilidade quando você teve a oportunidade de estar na beira do campo, de segurar o cartão, de ter que, sei lá, se impor dentro desse ambiente masculino. Você falou em algum momento, ah, eu sou bonito e tal, tal, tal.

Não, eu não falei isso, eu falei que as pessoas... É, porque... Não, sim, porque assim... Você é uma mulher bonita. Obrigada. E você estava no meio de um ambiente que gera muita cobrança. Muito. E aí eu fico tentando me colocar no teu lugar o tamanho do...

o tamanho do teu esforço físico e principalmente mental pra você ter tido o sucesso que você teve na tua profissão. Então aqui é um elogio. Obrigada. Tá, Fê? Eu trabalhei com você na Band, no show do esporte, com o programa do Milton Neves.

E, obviamente, eu hoje me considero uma pessoa muito mais amadurecida. E esse tempo que eu estou conversando com você, eu te vejo também muito diferente da Fernanda, daquela época da Fernanda. Com certeza, com certeza.

Fala um pouco dessa tua mudança, desse teu amadurecimento, dessa tua desenvoltura pra falar sobre futebol. Com essa leveza, com sorriso no rosto, porque falar de futebol nem sempre a gente pode falar com um sorriso no rosto. Você é craque nisso, você é craque. E não sou a inspiração, né? Porque eu acho que hoje a gente tem no Brasil uma pessoa que consegue falar de futebol, falar de torcidas, falar de vários clubes e ninguém consegue não gostar dele. E isso é algo assim...

Se você fosse árbitro mesmo, aí caramba, eu falei, como assim? Como é que ele conseguiu? Como é que ele conseguiu? Porque assim, realmente, é muito difícil hoje você agradar as pessoas, né? Porque no mundo que a gente vive ainda mais cheio de ódio, cheio de comentário ruim. Bastante. Então assim, você consegue fazer isso com maestria, é um exemplo que eu sigo, inclusive sigo no Instagram.

E nós seguimos. Exatamente. Mas assim, eu acho que quando a gente consegue falar com leveza, falar com humor, a gente consegue alcançar mais pessoas, né? E eu acho que o futebol, ele tem a sua parte séria, mas ele é pra gente se divertir também. E eu acho que eu sempre, assim, na arbitragem, eu sempre vi, assim, todo um fã, uma figura de um ar, uma figura séria, uma figura chata.

Ninguém gostava de árbitro. Eu falei, não, peraí, vamos tentar mudar um pouquinho isso, né? Vamos tentar fazer com que as coisas melhorem. E aí, nesse processo todo que você está falando de amadurecimento ao longo do tempo, o que eu tenho tentado fazer é isso, mostrar que a gente é humano também.

Que a gente se diverte, a gente também ri e a gente também leva o nosso trabalho a sério. Então eu acho que a minha proposta hoje, principal é essa, humanizar a arbitragem e poder falar de futebol de uma maneira que as pessoas não vão me xingar.

Mas sempre vai ter alguém que vai xingar você, que vai me xingar, que vai concordar ou discordar. Não seja essa pessoa. Você teve a experiência de ser comentarista de Habitat lá no Grupo Globo, né? Sim, sim, foi maravilhoso. Quando surgiu o convite e como é que foi trabalhar comentando futebol? Sei que já tinha experiência dentro do campo.

Nossa, foi uma experiência incrível. Eu acho que trabalhar no Grupo Globo é um sonho para muita gente e era um sonho para mim também. Então assim, foi algo que por ser mulher, por ser futebol, por falar de arbitragem e ter, assim, nossa, eram muitos jogos que a gente comentava, né? E jogos assim que o Brasil inteiro acompanha. Então eu achava que depois de ser árbitro não ia ser mais chegada.

Mas aí você vira comentarista e você vê que as coisas não mudam. Mas, assim, brincadeiras à parte, realmente foi uma experiência maravilhosa. Poder ir, assim, pelos companheiros de trabalho também. Eu acho que você fazer parte desse ecossistema de futebol é sempre bom. E foi, assim, algo que eu tenho muita saudade de trabalhar lá. Nossa, foi incrível. Você falou dos amigos, da amizade e tudo mais. Os árbitros são unidos?

Deveriam ser mais. Tá. Porque os jogadores também não são. Não são, é. Eu acho... Por isso que eu te perguntei. Exato. Depois eu até quero saber se eu sou o papel de batida de uma ladríssima. Os jogadores também... Cada um por si também. Os árbitros também não têm... Eu acho que toda situação que envolve preferidos, que envolve você escolher um ou escolher outro, acaba gerando conflito interno. Então, eu acho que se os árbitros fossem mais unidos, a categoria, a classe...

conseguiria muito mais coisas juntos, sabe? Mas eu acho que não tem essa união, eu acho que é cada um por si. Poucos ali, você pode falar que não, a gente luta por todos, mas... Enfim, eu acho que falta essa... Voltando um pouquinho lá no comecinho da nossa conversa, você tinha alguém como referência na arbitragem?

Cara, pior que não. Pior que não, porque eu comecei assim do... Tipo, quer trabalhar com futebol? Quero. Quer ser árbitro? Sim. Então, foi nessa situação, assim. Não foi, tipo, de olhar alguém na TV e falar, cara, eu quero ser árbitro. Não, foi de olhar os jogadores, de olhar o futebol como um todo e falar, eu quero estar em campo. Então, até porque... Não, deixa eu te contar essa história.

Eu amei, quando eu tinha lá... Sempre aqui lá vem a história. Não, sempre lá vem a história. Quando eu assisti a Copa de 98, eu chorei muito que o Brasil fez classificado e tal, né? Na final, perdeu a final, enfim. E aí, meu ídolo era o Ronaldo, assim. A gente falou, meu Deus, cara, meu ídolo é o Ronaldo. Até que um dia, e ele era o meu exemplo, assim, né? De tudo e tal. Até que um dia, e eu fazia proerje na época. Isso é importante pra situação. Até que um dia eu passava uma reportagem e aparece o Ronaldo fumando.

Cara, e eu fazia pro-air, né, coisa assim. Eu falei, gente, eu não acredito, meu mundo acabou. Foi uma decepção, assim, no ponto de falar, cara, eu, criança, né, eu falava, gente, ele não pode mais ser meu ídolo. Porém, eu vou continuar amando ele no futebol, em tudo, mas agora eu não posso idolatrar mais ninguém. Porque a pessoa não é o que você idealiza, né, 100%. E aquilo acabou comigo, assim.

De uma maneira... Mas, óbvio, ele é meu ídolo. Ele é um fenômeno. Ele é um fenômeno. Mas podia parar de fumar, né? Quando eu te pergunto sobre referência, quando eu te perguntei sobre referência, porque hoje, passado aí 17 anos, 16, 17 anos, a gente tem muitas mulheres trabalhando com o futebol e com destaque no futebol. Muito, muito.

elas passaram a ser referências para alguém que quer trabalhar no futebol. Com certeza. Então, assim, eu queria que você falasse ou que você tentasse explicar o teu sentimento em ver que hoje tem mais mulheres com credibilidade no meio do futebol. Nossa, isso é um negócio incrível. Porque você começou lá atrás e hoje a gente tem...

E quando eu comecei, eu tinha que olhar pra trás e ver, tá, mas já tiveram mulheres? Tiveram. E quem foram elas? Então aí que eu comecei a perceber as mulheres, né? Até então eu não tinha essa visão. E hoje em dia, a gente liga a TV, a gente tá vendo o jogo, tá, a Edna pitando, tá, a Neuza bandeirando. Então assim, são meninas que são referência, que tão fazendo Copa do Mundo, masculina, sabe? Então você fala assim... Que demais. Cara, é o mundo inteiro olhando, entendeu? Então hoje...

as meninas podem olhar pela TV e ter uma referência ali, olhar e falar, cara, eu também posso. Porque a gente não teve isso. A gente não teve isso. Foram poucas as mulheres, e que eu, por exemplo, nunca tinha assistido um jogo que uma mulher estava pitando, o máximo bandeirando, né? Sim, sim. Então, assim, hoje a gente tem isso, e em grande quantidade, né? O... o...

A CBF agora já profissionalizou a arbitragem, depois de 150 anos de debates, de cobranças. A CBF agora com o Samir, a frente, que, aliás, vem fazendo, na minha opinião, vem fazendo um trabalho muito legal, eu acho que vem colocando em prática tudo o que o profissional da comunicação reclamava e tudo o que o torcedor reclamava.

Esse combo todo ele vem conseguindo, acho que colocar em prática toda essa reclamação, calendário. Mas a profissionalização da arbitragem. Quando você ouviu a notícia e aconteceu, como é que foi na tua cabeça? Até que enfim?

Não, com certeza. Um dos motivos pelos quais eu parei a arbitragem foi porque não era profissional. Exato. Então, assim... Acho que muitos devem ter largado. Muitos. Nossa, eu fiquei falando, puxa, logo agora que eu saí. Não, mas eu pensaria, falando, puta, agora? É, exato. Porque, assim, quando eu comecei, eu tinha 18 anos.

E a minha vida inteira ali eu tava dedicando à arbitragem. Então a minha formação de educação física, as outras coisas que eu fazia, eu simplesmente deixei pra trás pra me dedicar à arbitragem. Porque é dedicação o tempo inteiro. É muita viagem, é muito treinamento. É algo que não tem como você ter outro emprego. Era muito difícil. Então os que eu tinha, eu tinha que sair. Porque eu não ia. Simplesmente não ia. E eu voltava.

que loucura né como falando quando a gente fala de 15 17 anos não a gente tá também não falando tempo atrás assim é essa escolha e tudo mais acho que a questão da profissionalização da arbitragem

que eu concordo com a Fernanda Colombo aqui em relação a esse ponto de vista. Felizmente o futebol está olhando para frente, está olhando muito lá na frente. Antigamente a gente tinha uma certa dificuldade de entender que a gente precisava desse tipo de mudança para melhorar o produto futebol, né Fê? Hoje você... a gente pode falar uma criadora de conteúdo? Pode, pode. Como é que é...

migrar para isso, com toda a experiência que você teve como árbitra, como auxiliar, como comunicadora, como comentarista de arbitragem, de repente você se vê criando conteúdos com leveza, com diversão. E tem um detalhe que eu antes de... Eu já conheço ela, já trocamos ideia várias vezes, mas tinha um detalhe que eu não sabia.

Do livro. Ah, você não sabia? Eu não sabia o do livro. Que legal. Você também é escritora, você fez um livro lúdico para as crianças. Explica um pouquinho também dessa parte legal sua. Com certeza. Nessa mudança de, tipo, poxa, não é profissionalizada a arbitragem, enfim. Aí com todas as questões de machismo, enfim, eu falei, cara, deixa eu então aproveitar toda a experiência que eu tenho na arbitragem, porque foram muitos anos de dedicação.

Deixa eu aproveitar e ir para o jornalismo, criar outra carreira. E uma das coisas que eu pensei foi, poxa, deixa eu fazer então um livro para crianças, porque quando eu ia no estádio, as crianças xingavam muito. Eu falava, cara, mas por que elas estão xingando? Porque os pais xingavam. Então, repetia um comportamento. É feito o rebote.

Exato. E aí eu falei assim, cara, deixa então... Como que eu posso mudar isso? Como eu posso fazer a minha parte pra ajudar que esse tipo de situação não aconteça? E aí, é através da educação, né? Então, as crianças estão falando de algo que elas não têm conhecimento. Elas não sabem de regra, porque ninguém sabe, gente. É chato. Até hoje.

É uma bula de remédio. Você vai ler o livro e diz, ó, não estou entendendo nada. Coisa chata, difícil. Então, assim, eu quis fazer com que as crianças tivessem acesso às regras de uma maneira lúdica, divertida. E até a galera que não sabe de regras, se quiser dar uma lidinha... Eu ia falar, eu acho que serve para adulto também. Tem adulto que vai entender melhor dessa forma do que de outra forma. Com certeza, com certeza. E aí surgiu esse projeto.

E aí consegui lançar o livro, foi um sucesso, foi muito legal. Eu lancei na Copa de 2018. E aí, a partir de então, comecei a trabalhar, estudar mais jornalismo, enfim, e trabalhar como comentarista também. E agora, criadora de conteúdo, que eu acho que a internet está muito presente e a gente consegue ter um alcance muito grande do nosso trabalho. Então foi algo que eu comecei a me dedicar por isso. A mudança para os Estados Unidos, como que ela aconteceu?

E como é que está a sua vida aqui? Ah, então, é porque o meu marido, né, que foi árbitro, Sandro Meira Ritch, vocês já xingaram, que eu sei. Todo mundo, todo mundo. Todo mundo. Acaba até sendo um elogio, né? Acaba até sendo um elogio, você parar pra pensar e falar, pô, meu marido foi xingado pra caramba, porque ele trabalhou bastante, né? Então ele se expôs bastante, né? Sabe quem xingou meu marido? Denilson. É um elogio, né? Boa, Sandro. Tá sendo elogiado, Sandro.

Então, ele recebeu um convite para trabalhar aqui como gerente dos árbitros. Então, ele veio treinar... Gerente dos árbitros? Manager. Ele veio treinar os árbitros aqui. Que toque. Hoje os árbitros são nível Brasil. Não, estou brincando. Ele manteve o nível, trouxe o nível do Brasil.

Brincadeira, mas assim, aqui a arbitragem é profissionalizada, muito antes do Brasil ter a profissionalização aqui já era profissionalizado. Então ele veio trabalhar nessa estrutura, então ele treina os árbitros e aí a família veio toda junta, a gente veio pra cá. O filhote nasceu aqui, americano, brasileiro também, obviamente.

Mas, assim, é uma experiência diferente. Aqui a gente consegue acompanhar o futebol de uma forma diferente, né? A gente vai muito nos jogos da MLS, acompanha principalmente os jogos aqui em Orlando. É legal que tem o Orlando Pride, que é incrível, né? Foi campeão da última temporada. Então, assim, é uma vida diferente e que tem uma proximidade com o Brasil, né? Quanto tempo você já tá, Fê? São três anos. Três anos. Três anos. Adaptadíssimo.

Adaptadíssima, meu português está excelente. É, porque aqui, quem quer aprender inglês não vem pra cá. Não vem pra cá, vai pra outro lugar, porque aqui a gente fala português. E espanhol. E espanhol também. Pessoal, Fernanda Colombo, nossa parceira, nossa convidada aqui dessa resenha informal.

aqui em Orlando. Eu comecei esse bate-papo falando da minha passagem, da minha viagem, da minha estreia com o Globo, como comentarista da Globo nos Jogos da Seleção Brasileira. Estarei comentando os Jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. E aí aproveitei para trocar uma ideia com Fernanda Colombo, escritora.

ex-árbitra de campo, ex-bandeirinha e hoje criadora de conteúdo com uma leveza, sempre com um sorriso do outro. E agora estou numa agência maravilhosa. E agora estou numa agência maravilhosa. Maravilhosa. Você foi bem recebida lá? Gente do céu, eu acho que eu nunca fui tão bem recebida na vida num lugar. Me senti jogador caro. Deu para sentir um pouquinho, assim, do que você passa todos os dias.

Fazer parte do time da 94 é legal, você vai gostar. É muito legal. E é legal que agora eu tô jogando na linha, né? Você vai se divertir. Antes do só pitavo. Você vai se divertir. Brigadão, viu, Denício? Obrigada, tá? Top demais. Sucesso também. Que bacana. Que legal. Que evolução. Já que ela me presenteou com um cartão amarelo e com um cartão vermelho, peça, arruma uma caneta pra cá. Obrigado. Fê. Opa. É, Cafu. Escreve Cafu. Tô zoando. Denício. É que é.

Obrigado. Vou botar aqui atrás, ó. Tá. Siga Fernanda Colombo nas redes sociais. Arroba Fernanda Colombo? Isso. Arroba Fernanda Colombo. Tá voando no inglês aqui. Tá falando bem inglês pra cá, não. Tá igual o meu português. Aí.

Valeu, Fê. Obrigado. Valeu, obrigadão. Sucesso, tá? Sucesso demais. Vamos pra cima, nós. Bora. Tamo junto. Ah, se inscreva no canal do Denilson Show. Valeu. Tchau.

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