Episódios de Liderança por Fernanda Gonçalves (Podcast do Sustenta-Vida UFF)

0328 - De obrigação a vantagem competitiva

04 de maio de 202618min
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Neste episódio Fernanda Gonçalves fala sobre a NR1. Será uma mera obrigação? Este é mais um episódio do podcast sobre Liderança produzido em parceria com a Universidade Federal Fluminense.

Participantes neste episódio1
F

Fernanda Gonçalves

HostAdministradora, pós-graduada em Recursos Humanos, treinadora comportamental
Assuntos3
  • NR1 e riscos psicossociaisObrigatoriedade legal vs. vantagem competitiva · Fiscalização do Ministério do Trabalho · Estresse, burnout e assédio · Conscientização e engajamento da liderança · Formulário COPSOC e inventário de riscos
  • Norma Regulamentadora 1 (NR1)Fases de conscientização, formulário e plano de ação · Importância da constância e indicadores de desempenho · Ouvir os colaboradores e a responsabilidade de todos · Liderança como peça fundamental
  • Semente da semana: Pergunta do obstáculoIdentificação de pequenas frustrações diárias · Cultivo da conscientização e cuidado com o time
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Crescer e liderar, este é o nosso lema Com fé no coração e a força em cada tema Fernanda na voz, ensinando a lutar

Você está ouvindo o podcast sobre liderança produzido em parceria com a Universidade Federal Fluminense? Fala líder, eu sou Fernanda Gonçalves, administradora, pós-graduada em Recursos Humanos, treinadora comportamental pelo IFT. Te convido a acessar o meu site, fernandagonsalves.com, o meu Instagram, eu.fernandagonsalves e a maratonar todos os episódios desse podcast.

Na voz ensinando a lutar Na vida melhor

E no episódio de hoje falaremos sobre de obrigação à vantagem competitiva. Não desista, nunca seja perseverante. Pois o sucesso nasce na mente e no agir. Com esforço conjunto, você vai conseguir.

Será que você sabe do que vamos falar hoje? Já pega aí a sua garrafa de água, a sua xícara de chá ou de café, quem sabe a sua taça de vinho, pra gente bater esse dedo de prosa. Nesse mês de maio, nós vamos dar foco na NR1.

Norma regulamentadora 1. Talvez você nunca tenha ouvido falar, talvez você tenha ouvido falar, talvez você saiba muito sobre as mudanças. Mas a ideia aqui é a gente trazer esse tema à tona. A gente já está há quase um ano.

de uma forma educativa, entendendo sobre essas mudanças, que foi o prazo que o Ministério do Trabalho nos presenteou. O que nós temos no mês de maio, a partir do dia 26, é que as fiscalizações do Ministério do Trabalho vão começar sobre essas mudanças da NR1, de acordo com os riscos psicossociais de cada organização.

E aí, eu sei que tem muita gente torcendo para essa questão da fiscalização ser adiada, porque muitas vezes a gente fica nesse lugar de, ah, por enquanto está sendo uma questão educativa, então a gente não precisa se preocupar, ou aquela história que o brasileiro deixa tudo para a última hora. Enfim, o título desse podcast já diz muito, né? De obrigação à vantagem competitiva.

fazendo uma analogia do dia a dia, como o cinto de segurança e o capacete em obras, por exemplo, para a gente poder entender que normas existem para criar ambientes seguros onde as pessoas podem produzir melhor.

Então, entender, gente, entender mesmo, sabe, que não é para a gente ir para esse lugar da obrigação por si só, mas entender como a gente pode, a partir desta obrigação legal, a gente pode ser mais competitivo, mais estratégico.

e melhor produtivo. A gente precisa pensar sobre isso enquanto empresa. Então, vamos voltar à história lá do cinto de segurança? Lembra quando ele se tornou obrigatório no Brasil? No começo, muita gente reclamava, achava desconfortável, dizia que era só para dar multa, mas o tempo passou e a gente foi educado, e hoje ninguém mais discute. O cinto não é uma obrigação chata, ele é um valor, ele salva vidas.

A NR1 é exatamente isso. Ela é o cinto de segurança da sua empresa. Ela não nasceu para te dar trabalho. Ela nasceu para proteger o seu maior patrimônio, as pessoas dentro da sua empresa. Hoje nós vamos desmistificar essa norma e mostrar como transformá-la de uma obrigação legal em uma vantagem competitiva real.

Para qualquer leigo entender, a NR1 trata das disposições geradas de segurança ou de trabalho. A grande mudança recente, que começou no ano passado, e que agora ela olha como uma lupa para os riscos psicossociais, ou seja, o estresse, o burnout, o assédio.

Tudo aquilo que adoece a mente do trabalhador agora está inserido nessa NR. Mas antes de sair preenchendo o formulário, a empresa precisa de conscientização. Não adianta o RH querer implementar se o dono da empresa e os gestores não entendem o porquê dessa implementação.

Pensa lá no capacete, em uma obra, ou na luva, em uma cozinha industrial. No começo, o funcionário pode até achar que atrapalha, mas quando ele entende que aquilo evita que ele perca um dedo ou sofra um acidente grave, ele passa a usar por consciência, não por medo de fiscalização. A NR1 é a mesma coisa. Quando a liderança entende que...

um ambiente psicologicamente seguro produz mais, erra menos e retém talentos, a norma deixa de ser um custo e passa a ser um investimento. Então vamos lá, o caminho das pedras até o plano de ação.

Como é que a gente faz isso na prática sem complicar demais? O caminho é estruturado em alguns passos, tá? Então, primeiro, gente, a conscientização. E aí vai depender muito de como é a sua empresa.

Como que você vai fazer essa conscientização? Será que precisa só ter uma palestra? Será que o RH vai precisar desenvolver um programa onde ele começa a dar pílulas de cada risco psicossocial? Então, o RH da empresa vai começar...

a estruturar algo que faça sentido para a empresa onde ele trabalha. Esse é o primeiro ponto. Não adianta dar uma palestra se rapidamente as pessoas esquecem. Então, quando você monta um programa, você vai fazendo com que essas pílulas sejam dadas continuamente. Então, isso facilita a absorção desse novo conhecimento.

do que está mudando na lei e como é importante a participação dos colaboradores. Então, a conscientização, a fase de conscientização, é muito importante. Então, ela não deve ser subjulgada aqui. Depois, a gente tem o formulário que algumas empresas estão usando. Está se falando muito do COPSOC.

E a gente não pode ficar achando que a gente vai conseguir adivinhar sem aplicar o formulário correto. É uma pesquisa onde o colaborador responde sobre o ambiente de trabalho e ela deve ser anônima. A verdade é que a gente quer que eles respondam conscientes, que eles falem exatamente o que acontece no ambiente de trabalho para que a gente possa melhorar esse ambiente. Não é para que haja punição.

Aí não pense você que está do outro lado, que ainda não aplicou o formulário, que essa fase é fácil não, porque não é. Então a conscientização precisa ser muito bem feita para que as pessoas tenham vontade mesmo de poder opinar sobre o que está acontecendo, responder o formulário, sobre o que está acontecendo no ambiente onde elas trabalham.

Depois a gente parte para o inventário de riscos. E aí vai ter o olhar do SESMET, que é o pessoal de segurança e medicina do trabalho. Então a gente senta com eles, o RH, com os dados, e a gente vai olhar para aquelas respostas. E vamos criar, a partir dali, o inventário de riscos. É como fazer um check-up médico da empresa.

Olha, aqui nesse setor o estresse está alto por causa, exemplo, do excesso de horas. Ou aqui a gente entende, por essas respostas, que existe um risco de conflito interpessoal.

Ou seja, esse trabalho deve ser feito em conjunto. E é conjunto mesmo, sabe? Todos da empresa. Depois a gente vai para o plano de ação. Identificamos o risco. Agora a gente precisa pensar na solução. Se o risco é o excesso de carga de trabalho, será que o plano de ação pode ser revisão de processos ou contratação de reforço? A empresa vai precisar olhar para isso. Se o risco é falta de clareza,

O plano, será que é de treinamento para a liderança? É colocar a mão na massa para resolver o que adoece. Outra coisa importante é a constância.

Não é para se fazer uma vez e acabou e está tudo certo. Não. Precisamos de indicadores para saber se o plano de ação está funcionando. Então, por exemplo, se tem um plano de ação para diminuir o absenteísmo, a gente precisa, depois que fizer o plano de ação, aplicar alguma metodologia que vai me dizer se esse absenteísmo diminuiu ou não. Se diminuiu, ótimo, estamos no caminho certo.

Se não diminuiu, o que vamos fazer? Entender, gente, que não é só papel. Não é só gerar papel. Não é isso que o Ministério do Trabalho quer simplesmente. Que ele chegue e que você entregue para ele uma pilha de papéis, de documentos para eles examinarem.

Eu assisti uma palestra recentemente no Congresso de RH de Petrópolis, em que uma fiscal do Ministério do Trabalho palestrou, e ela falou muito sobre ouvir os colaboradores. E eles não vão só examinar papel, eles vão perguntar para os colaboradores também.

Então a gente precisa ficar atento, principalmente com essa questão da conscientização. O que a norma pede, o que a empresa está fazendo para cumprir essa norma? E a gente entender que a gente precisa...

Estar além desse lugar, que é só o lugar onde a gente se vê como obrigada a fazer algo e ponto final. E a gente não consegue enxergar os benefícios que isso pode trazer para empresas, mudanças positivas que isso pode trazer. Porque a gente está falando de um trabalho em equipe.

É super importante que os líderes estejam muito bem treinados com relação a essa legislação e a responsabilidade deles com relação à liderança que eles têm.

Então, os líderes, na minha opinião, são peças fundamentais para que a gente reduza esse passivo trabalhista. E aí a empresa tem que ter muita coragem para olhar para essa liderança, para fazer as mudanças que são necessárias. Então, tem que ter coragem, sim, de querer mudar o que não está certo.

E quando a gente fala do ambiente de trabalho, todo mundo é responsável por esse ambiente, não só a liderança. Eu diria que a liderança tem uma importância fundamental, mas todo mundo é responsável, porque todo mundo cria o ambiente. Então, a liderança precisa ficar cada vez...

mas consciente do trabalho dela com relação aos riscos psicossociais. Então, isso é muito importante. Então, volto a dizer, uma liderança bem treinada é fundamental. Se você não tiver uma liderança bem treinada, consciente do que está acontecendo com relação a essa mudança, com certeza a tua empresa vai sofrer.

por não querer olhar para isso agora. A conta pode não chegar agora, gente, mas a conta vai chegar, uma hora ou outra. Então, olhar para isso nesse momento em que a gente está numa fase de educação, de tempo para testar, acertar, errar, consertar, é o melhor dos mundos. E mesmo assim, as empresas têm deixado tudo isso para cima da hora.

Então, o mais importante é a gente entrar em movimento. Mas, Fernando, eu não fiz nada até agora. Comece a fazer agora. Antes, tarde do que nunca. Mas entender que como a gente, enquanto empresa, enquanto RH, enquanto líder, pode levar isso como uma vantagem muito positiva para a empresa. Isso é importante. Se você, como líder e como RH, você já vai...

com essa ideia de que é uma obrigação, que vai gerar mais papel, que só vai dar mais trabalho para a empresa como um todo, a gente não vai gerar a conscientização que a gente precisa gerar nas pessoas. Não é sobre papel. Eu sei que documentar é importante, mas é muito mais do que papel. Isso precisa estar claro quando você for realmente querer fazer bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil bil

essas mudanças que a NR1 fala sobre os tipos psicossociais. Senão, é melhor ficar na mesma. Então, prestar atenção em relação a isso. Isso é super importante. E agora, a gente vai falar sobre a nossa semente da semana. Para você começar a abrir o solo para a NR1 na sua equipe, a semente da semana é a seguinte. A pergunta do obstáculo.

Na sua próxima reunião individual ou de equipe, faça uma pergunta simples. Hoje, o que mais drena a sua energia ou te gera frustração no nosso fluxo de trabalho? Ouça as respostas sem julgar e sem tentar resolver na hora.

Por que plantar essa semente? Porque os riscos psicossociais moram nas pequenas frustrações diárias que ninguém fala. Ao fazer essa pergunta, você pode estar iniciando a conscientização e mostrando que se importa com o que pesa para o seu time. Isso é o embrião de uma NR1 bem feita. Essa semente é muito interessante porque é como se a gente fosse plantando até a mesma bilhão. Então, até a mesma bilhão. Então, até a mesma bilhão.

aos poucos, gerando aos poucos essas mudanças e essa conscientização. Não é uma coisa que é falada uma vez e acabou, sabe? E ninguém lembra mais. Ah, aqui na empresa teve, mas foi tanto tempo atrás que eu nem lembro. A não ser, naquele dia eu não estava bem, eu não prestei atenção em nada na palestra. Então entende que é como se fosse uma planta que você vai regando.

Aquilo não é só para se falar numa palestra ou num programa, mas é para ser cultivado na prática, no dia a dia. É isso que vai fazer a diferença. Então, se o líder entende isso e começa a fazer esse trabalho, olha como essa planta vai germinar.

Então, líderes, a NR1 é a oportunidade que o mercado precisava para profissionalizar o cuidado com as pessoas. Empresas que ignoram isso vão pagar caro com multas e o pior, com a perda de talentos. Empresas que abraçam isso como valor, elas vão liderar o futuro. No próximo episódio, vamos falar mais sobre como você, líder, pode ser o sensor desses riscos no dia a dia.

Fernanda Gonçalves fala forte e claro

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