Podcast com Dionay Fialho. Letícia Iarossi e Luíza Maretto - Fresta 2026
Esse Podcast faz parte da programação da 5ª Edição do Fresta - Jornada Literária Apocalíptica. Neste episódio Kiara Terra recebe Dionay Fialho, Luíza Maretto e Letícia Iarossi, artistas que transitam entre a literatura, as artes visuais, a educação e a saúde, unindo poesia, memória e criações individuais e coletivas em suas trajetórias. Com atuações que atravessam saraus, oficinas, projetos culturais e produções audiovisuais, as três desenvolvem trabalhos que aproximam a escrita do cotidiano e fortalecem a arte como espaço de encontro, escuta e expressão
Vídeo Traduzido em Libras por Adriely Corrêa
Kiara Terra
Dionay Fialho
Letícia Iarossi
Luíza Maretto
- Eleições
- Poesia e LiteraturaOficinas de Poesia · Videopoemas · Intervenção Literária Musical
- Artistas e apresentaçõesSarau na Praça 15 · Tempo de Poesia
- Acessibilidade na Arte
- Inspirações ArtísticasLetícia Iarossi · Luíza Maretto · Dionay Fialho
Em um passado recente, a pergunta era até quando? Permanecíamos vivos nas fissuras, nos espaços vazios, nas lacunas que habitavam as perguntas que alimentavam nossa espera. Movidos pelo desejo de escuta, vestíamos palavras e transformávamos a fresta num elo, numa rede de pertencimentos.
Depois, aos poucos, voltamos a respirar a plenos pulmões. Cantamos, escrevemos, encontramos quem esperava toda sorte de troca boa. Seguimos juntos, com a força redobrada, transformando saudades em poesia. Nossa busca passou a ser encontrar o ponto de ruptura e, diante dele, sem economia de afeto, recobrarmos a nossa integridade. Existir junto fez mais sentido. Encontramos as histórias que nem sequer imaginávamos que existiam.
Ali a gente soube que a maior tecnologia que existe é a imaginação, que somos florestas, somos cidades, somos rios inteiros, que cada vez que meninas e meninos brasileiros aprendem a ler, seja com os olhos ou a ponta dos dedos, eles tomam seus destinos nas mãos. A cultura.
É a rede mais potente de um povo e o dia em que já não nos lembrarmos disso, teremos nos tornado um deserto débil de seguidores. Em 2026, a fresta completa cinco anos. Essa jornada que começou online, saiu das telas, se tornou híbrida, tendo a acessibilidade como premissa cada vez mais forte.
Serão 70 horas de programação intensa, trazendo uma celebração da leitura para além dos livros, do viver para além das telas e do sonhar para além do sonho. Bem-vindes à nossa fresta, que ela nos guia a quem somos e ao que realmente importa.
É com muita alegria que eu convido vocês para mais um podcast da Companhia Apocalíptica no Fresta. E hoje eu tenho três convidadas muito especiais. Falo com a Dionáfia Alho, com a Luísa Amaretto e com a Letícia e a Arose. Elas são artistas e elas transitam entre a literatura, as artes visuais, a educação e a saúde, unindo poesia, memória, em criações individuais e muitas vezes coletivas.
Suas atuações atravessam saraus, oficinas, projetos culturais, produções audiovisuais e elas desenvolvem um trabalho que aproxima a escrita do cotidiano e fortalece a arte como um espaço de encontro, escuta e expressão. Algumas das ações que são realizadas por elas são videopoemas, oficinas, tempo de poesia, intervenção literária musical, ecos poéticos.
oficina de escrita, sementes de poesia, saraus da menina à avó, entre muitas outras ações. E elas circulam por festivais literários, feiras, osques, centros de convivência e outros espaços. Eu queria falar um pouquinho delas, assim, individualmente, mas eu vou pedir para que elas falem um pouquinho da trajetória e também do encontro que elas tiveram para começar esse coletivo, onde que aconteceu esse encontro e o que move vocês.
hoje, também o que vocês trazem para o Fresta nessa edição de 5 anos. Sejam muito bem-vindas, queridas. Eu sou Letícia Aró, sou uma mulher branca, tenho cabelos compridos, castanhos, encaracolados, mas agora ele está a paneso e estou usando um vestido preto estampado. Luísa. Eu sou Luísa, sou uma mulher branca, estou com o cabelo amarrado.
preso e uma camisa azul escura. E aí, Jonay? Meu nome é Jonay Fialho, eu sou uma mulher branca de 1,67, uso óculos arredondado, estou usando um brinco triangular, cabelo solto, castanho.
Eu sou a Kiara Terra, sou uma mulher branca de 1,64m, tenho um cabelo preto curtinho, estou vestindo um brinquinho pendurado assim, meio roxo para vermelho e uma blusa preta, um batom vermelho. E agora, meninas, me contem, como é que aconteceu o encontro de vocês? Era uma vez, brincadeira, a contadora de história vai...
Acho que era uma vez um sarau, né? Ou é ainda um sarau que acontece na Praça 15, em Ribeirão Preto. A Letícia com o Fabrício Bispo, que organiza, que constrói, que mobiliza, assim.
Esse sarau há alguns anos, ela pode falar quantos anos, que é no centro da cidade de Ribeirão. Então, é um sarau aberto que acontece. Acontecia semanal, na época que a gente se conheceu, se não me engano. Agora acontece com uma periodicidade diferente. Mas, na época, em 2019, a gente começou a se conhecer no sarau.
Eu cheguei depois, né? Eu tô contando essa história, mas eu cheguei depois no Sarau. Elas já frequentam o Sarau há mais tempo, já se conhecem da cena e da poesia em verão há mais tempo. Mas a gente se conheceu escutando uma outra. E escutando de uma forma bem bonita, que é pela poesia, né? Então essa é a minha memória mais forte desse encontro, assim, que é pela escuta e uma escuta muito...
muito singular e bonita, que é a produção da poesia e a poesia autoral, né? Então, dizendo o que tem para dizer de si, do que pensa, do que sente.
A maioria das poesias eram, pelo menos que eu me lembro, eram de escrita própria, são ainda, eu acho. Esse sarau, acho que tem essa característica das pessoas lerem muito poesias que a própria pessoa escreve, então é isso, né? É uma escuta muito genuína de cada um. Eu acho que está tudo bem se a gente falar que a gente começou se escutando com poesia, né? E aí, a partir daí...
A gente, acho que muito foi, foi em 2019 inteiro, né? Acho que eu frequentei bastante, assim, que eu, minha mãe morava no centro, então eu andava pela cidade aí, conhecia andando na cidade, na verdade. Nem nenhuma rede social, nada. Conhecia andando na cidade, vendo as pessoas em silêncio escutando uma outra com poesia. E aí, é um sarau, assim, eu lembro.
Não tem muitas mulheres que frequentavam, assim, e que declamavam. E a Letícia, e a Dionay, e eu, depois de um tempo, eram mulheres que frequentemente estavam ali e declamando, né? Assim, tiveram... Como é que chama o sarau, querida? É o sarau na Praça 15.
É da praça. Na praça. Na praça. Certo. Mas acho que falar do sarau mesmo, acho que a Letícia consegue falar mais. Mas acho que o encontro foi a partir do sarau. E outros encontros foram se dando a partir dele.
Certo. Lê, conta um pouco de como é que se organiza o sarau lá e como é que nasceu. Vocês se ouviram, foram percebendo afinidade, mas como é que surgiu o primeiro projeto? Como é que deu o start da primeira criação que vocês colocaram juntas no mundo?
Então falando um pouquinho do sarau, é o Sarau na Praça 15, né? Ele foi fundado em 2014 pelo Fabrício Bispo, junto também com uma parceria com o Jair Araújo nas imagens. E aí eu cheguei um pouco depois e hoje eu articulo, organizo junto com eles esse sarau. Ele já aconteceu semanalmente, mensalmente.
E aí, com a pandemia, a gente teve que parar e foi para um outro sarau online para dar essa continuidade. A gente fez o sarau na quarentena. E, pós-pandemia, ele voltou a cada três meses. Ele acontece na Praça 15 de Novembro, no centro de Ribeirão Preto.
E é um encontro mesmo de poetas, artistas, com a poesia falada, principalmente a poesia autoral. E esse passo mesmo de troca, né? Então, nós três nos conhecemos lá e acho que nos identificamos muito. E aí surgiu essa vontade de fazer trabalho juntas.
Certo. E conta um pouquinho como é que foi a primeira criação de vocês. Eu vi que vocês fazem um trabalho de videoliteratura, que vocês fazem uma coisa que é muito cara para o Fresca, que é essa questão de multilinguagem, de trabalhar entre linguagens. Conta para mim um pouquinho como é que é o processo criativo de vocês, como é que surgiu esse primeiro trabalho.
Quer contar um pouco, Dilda? Poesia? Eu conto. Bom, o nosso... Acho que a gente se identificou muito, a princípio, pela forma de escrever a poesia. As nossas poesias sempre acabaram se entrelaçando na sensibilidade, em alguns assuntos, alguns pontos de vista.
E aí surgiu a ideia de fazer um projeto trabalhando com poesia e memória afetiva, né? E aí nasceu o Tempo de Poesia, que é um projeto patrocinado pela Lei Aldir Blank, né? E que atualmente está em andamento aí, trabalhando com a poesia e o audiovisual, contando a história de mulheres, né? Certo. E foi, assim, resumidamente isso.
Como é que é esse projeto? Vocês escutam mulheres? Conta um pouco sobre como é que é o processo. A gente dá oficinas de poesia, de escrita criativa, autoral, e usamos como gatilho de escrita a memória afetiva. Então a gente trabalha em cima de fotos antigas, objetos antigos que trazem alguma memória, voltado para mulheres.
E a partir dessas fotos, dessas conversas sobre essas lembranças que esses objetos e fotos trazem, a gente escreve a partir dele, né? E daí a gente monta o poema, ajuda as meninas a escreverem e se dá ao vídeo poema, né?
Certo. E aí, no vídeo-poema, cada uma declama o seu, cada uma declama o da outra. Como é que é essa construção visual, assim? São cinco vídeo-poemas, né, ao total, a série. Certo.
Temos um poema individual de cada uma, Letícia, Luísa e eu, e dois de dois grupos onde a gente fez as oficinas. Da Céu de Longueiras, aqui de Ribeirão, e do grupo Pequenos Tesouros, da Chapa da Ideia, né?
E esses dois poemas são um poema coletivo, mas que mesmo coletivo, cada uma recita a sua parte do poema, que conta um pouquinho da sua história. Então é algo coletivo, mas que não deixa morrer a história de cada um ali, mesmo sendo coletivo, acaba sendo individual de alguma forma. Certo, certo. E, pretziano, no Fresta, que produção que vocês trazem?
Para fazer os grupos, a gente pensou, a gente fez o primeiro percurso de pesquisa com a palavra, a imagem e com a gente. Então, esses três primeiros vídeos, a partir de poemas que a gente já ou escreveu para o projeto ou, no meu caso, já tinha o poema e queria muito transformar isso num registro com a imagem. E aí a gente ficou nessa pesquisa com a gente.
de cada uma, né? Pra gente também entender mais e aprofundar um pouco mais. O que que poderia... Como que vem essa coisa, né? Da palavra. Como é que ela se transforma numa imagem de audiovisual. Que trilha sonora. Que que, sabe assim, esse junto. Então, a gente fez, primeiro, uma experiência entre nós. A gente já tinha essas vivências.
a gente participou de antologia junto que não só de nós três antes desse projeto então a gente escrevia junto também de oficina oferecida pelo Chapa na Ideia o coletivo com a Lê o Fabrício e o Jairo mas aí a gente cruzava isso junto a gente fez com a gente
A gente compartilhou a parte de fotos com a gente. A gente chorou junto. Entendeu o que era compartilhar desse lugar. E aí a gente convidou a Júlia. Júlia Antunes? Sobrenome dela?
A gente queria uma equipe com mais mulheres. A gente pesquisou, mas era esse lugar de construir entre mulheres. A gente convidou a Juliana Tunes, que é uma videomaker aqui de Ribeirão. Ela já tinha algumas produções que a gente conhecia. Para ela ajudar a gente também nessa pesquisa. Então, como é que a gente vai transformar isso nesse audiovisual?
E por que eu tô falando desses três, principalmente? Porque aí a gente decidiu pro Freitas, a gente decidiu compartilhar esses três, assim. Principalmente pela possibilidade da gente poder falar sobre de uma forma mais próxima, assim. Claro.
não teria como a gente levar as mulheres todas da oficina então a gente achou também legítimo que a gente pudesse falar deles, assim, e porque eles têm uma narrativa que a gente acabou construindo também, imageticamente uma história entre eles, né tem essa de cada um, a parte da poesia, mas aí vocês vão ver que tem uma história que a gente construiu interlaçando então tem a narrativa do poema, mas tem uma narrativa que acontece do nosso encontro e aí
Se é de um... Então, e que começa e termina nesses três. Então, a gente já... Porque a gente ficou muito... Além da construção de pesquisa de palavra e imagem, também ficou uma pesquisa do que era memória. E como é que é a memória transformada em poesia e imagens. Sim, e a gente foi para o fio, para a costura, para o pano. Que isso já é uma outra linguagem também, né? Então, está vendo que a gente fica...
Com a plástica, com a literatura, com o audiovisual, isso é muito... Eu fiquei pensando na sonoplastia disso, na trilha. Como é que se dá essa trilha?
Já foi outra camada, porque aí o Fabrício Bispo, né, que é esse artista próximo também, né, que é músico, que já tinha feito outras produções de vídeo poema, que eu acho que aí é o outro vídeo que eu acho que a Leia fala melhor, que vai estar junto nessa nessa mostra. São quatro, então, né? Três do projeto Tempo de Poesia, e esse outro que já é um outro projeto que eu cheguei a participar. Você chegou também, Gil? Não. Paulo, perdão.
que acho que ela vai contar melhor, que é o projeto que eles fizeram de outros vídeos poemas. Então a Letícia e o Fabrício já tinham tido essa experiência de construir um processo audiovisual a partir de poemas. Mas na época, por exemplo, eu fui convidada como poeta, mas não participei tanto do processo, do roteiro e tal. Já tinha participado de produção de audiovisual numa oficina há alguns anos atrás.
Mas a trilha já é outra camada. Porque já é outra coisa. Mas aí, por exemplo, no meu, eu quis trazer, porque eu tenho essa experiência um pouco com a música, eu quis trazer... Eu que quis criar a música, assim. Mas junto com o Fabrício, pensando tudo, assim. Sério. E aí, é muito doido fazer isso, na verdade. Porque tem uma coisa, uma história que a gente quer contar, mas como...
E aí a palavra, e aí o audiovisual, tipo, o vídeo vem e fala, não, não pode ser assim, e aí a gente fica nessa, não, mas eu quero assim, eu lembro de ter feito, né? Tipo, não, mas eu quero assim, porque aí todo, eu quero silêncio, não, mas tem que ter, sabe assim?
As linguagens têm vida própria, né? Elas seguem as suas leis, as suas regras, as suas texturas, as suas lógicas. E trabalhar com muitas linguagens é fazer uma conversa como se fossem muitas línguas.
Mesmo, né? Diferentes, assim, um grande desafio. E vocês já têm um novo projeto em mente? Como é que é essa? Como é que vocês se encontram? Eu vi que você mora em São Carlos, as meninas estão em Ribeirão. Como é que vocês têm que ser organizado? Agora com a internet está fácil, né, gente? A gente já consegue fazer um caminho mais fluido aí. Mas como é que vocês têm pensado essas criações?
Tem um projeto novo que está surgindo, né? Que chama Entre Linhas, que é a união da literatura, a poesia, né? Com o bordado. Então, estimular, né? A poesia, a escrita, e a partir disso, dessa poesia criada, dessas reflexões que a literatura traz, bordar isso. E nesse tempo do bordado, poder ficar refletindo, né? No momento que borda.
sobre isso que a gente leu, sobre o que a gente escreveu. Então, é um novo projeto aí que está surgindo de oficinas que reúnem as duas coisas. Ai, que coisa linda. Não, vai dar certo, vai ser muito bom. Agora eu fiquei com muita vontade de ouvir vocês.
Vocês têm alguma coisa para declamar? Um trechinho do que vai acontecer no Fresta? Ou não? Ou falando, vamos deixar os videopoemas do Fresta num suspense, não vamos dar spoiler, vamos trazer outra coisa? Eu queria tanto ouvir vocês, principalmente porque vocês se conheceram através do sarau e dessa escuta. E eu fiquei com muita vontade, e acho que quem está ouvindo a gente também, de ouvir um pouco da poesia de vocês. Vocês trouxeram alguma coisa?
Ó, eu vou sugerir a gente, se vocês se sentirem à vontade e quiserem citar uma poesia, mas a poesia do vídeo poema é só pra quem for lá assistir e não presta. Fechou? Gil, que certo! A gente tem essa pesquisa, né? Com todas as linguagens, então, né? Vamos deixar, vamos deixar. Bom, então escolha alguma outra poesia? Pode ser?
Vou recitar uma, então. Uma especial para mim. Chama Nascimento. Sentidos e instintos aflorados. Uma mistura de ansiedade e felicidade. Um medo que se fez coragem. A chegada de um novo mundo.
Um momento único. Ouvir seu choro. Olhar você. Sentir o seu calor me abraçar. Me reconhecer. A sua chegada foi o meu renascimento. É minha fortaleza. Sua chegada é imensidão de amor. É pureza. Sua chegada é luz.
Então vá, que seja luz e brilhe com toda a sua grandeza. Ah, que lindo. Que lindo, que lindo. Quem mais? Vocês têm, meninas, alguma poesia na ponta da língua assim, para trazer para a gente? Eu vou recitar uma que se chama Travesseiro.
Jogue em mim e deságua todo o seu cansaço. Eu sinto o peso dos dias cansativos, dos amores fracassados. Me morda pra abafar o pranto. Me abraça pra lembrar quem ama.
Me coloca aos seus pés quando se sente fraco. Sabes que sou franco. É por isso que, por ora, sua consciência pesa. Mas eu gosto mesmo é quando você não tem pressa. E logo após a prece em mim, adormece, amanhece e agradece pelo dia ainda não vivido. Uau, que lindo. Sabe que eu tinha um texto chamado Histórias de Travesseiro.
essa sensação de quase intimidade que a gente tem das palavras que nascem ali antes de dormir quase sono que lindo, que lindo quem vai ler? Luísa, você querida tem alguma coisa que você queira trazer?
É tão engraçado que tem, a partir dessas vivências com a gente, ajudou a ficar no corpo, né? As coisas mais assim, a partir das nossas vivências, das nossas experiências. Então, sim, né? Tem coisas no corpo, porque a gente fica repetindo por conta das nossas atividades, das nossas instigas. Então, acaba tendo pela gente também, assim. Fico pensando, né? Doce que a gente fez. Mas não sei, tenho vontade só de uma curtinha, como dizem os...
A gente brinca. Imagina. Imagina só. Poder saber de dentro. Só de imaginar. Ah, que lindeza. Que lindeza.
Bom, meninas, agora eu queria perguntar uma coisa para vocês. Tem muita gente na região, e eu acho que o Fresta tem um interesse grande em dar visibilidade e também fomentar e apoiar e ser um espaço para esse diálogo.
de artistas do noroeste paulista, enfim, o Rio Preto, Ribeirão, região, e acho que a presença de vocês é muito boa nesse sentido, porque tem muita gente ouvindo que está pensando, poxa, será que eu começo? Será que vale a pena? Por que caminho eu vou? E a gente pensa muito no fresta em quebrar essa coisa de que arte só tem na capital, ou só se fala de folclore e de arte popular e de arte...
dessa visão muito restreita do interior paulista, que é uma coisa que é completamente fora de propósito. Acho que a presença de vocês aqui ilustra muito bem o fato de vocês corajosamente mesclarem todas essas linguagens.
e trabalharem desde a oficina até um produto final, que é um áudio-poema, é muito instigador e muito inspirador para a gente. Agora, a minha pergunta é o seguinte, quem que inspira vocês? Quem que faz brilhar os olhos de vocês? Quem são as grandes mestras e mestres que inspiram o trabalho de vocês hoje? É engraçada essa pergunta, porque é sempre a mesma resposta. E às vezes soa até clichê, né?
Mas, para mim, as minhas grandes inspirações são Letícia Rossi, Luísa Câmara Maretto, Everton Augusto, Bob, Fabício Bispo. São pessoas do meu convívio, artistas locais que têm poesias autorais e estão ocupando os lugares públicos, estão ocupando qualquer lugar que dê para ocupar com essa poesia que...
foge um pouco do que às vezes é visto como poesia, porque para mim, por exemplo, quando se falava poesia, quando eu era mais nova, na época de escola, eu entendia poesia resumida Clarice Lispector, Carlos Drummond de Andara, Ad.
E era uma linguagem que, apesar de hoje eu achar linda e maravilhosa, não dialogava com a minha vivência ali, com a minha realidade. Então, estar perto e poder conviver com pessoas que escrevem na mesma linguagem que eu, que traz na sua escrita, na sua memória, na sua caneta, vivências parecidas com a minha, faz com que eu me identifique e comece a admirá-los.
Então, eu não posso dizer, assim, um autor famoso, mas essas pessoas que estão em minha volta são as que mais me inspiram. E minha filha, né? Como ela chama? Ayla. Ayla, que linda, que linda. E você, Notícia?
acentuada pela resposta da Dionay, me identifico também, tenho muito como referência esses artistas, poetas, escritores próximos também. E acho que é isso.
Já é hora, né, gente, da gente conseguir reconhecer beleza em quem a gente é e de onde a gente vem. Acho que por muito tempo a gente ficou, foi estimulado, principalmente na escola, e não só na escola, acho que até na vida adulta, a gostar do que não é a gente, né? A gostar dos europeus, a gostar dos homens, a gostar... É sempre uma referência que não nos diz respeito. Acho que hoje no Brasil está acontecendo um movimento muito bonito.
das pessoas começarem a reconhecer esses artistas locais e reconhecer no seu próprio território quais são as vozes e essas vozes vindo à tona eu acho que isso é muito, muito, muito forte e está crescendo de uma maneira exponencial assim no Brasil a gente vê se de um lado a gente vê uma elite
botando os pés pelas mãos, na criação dos seus jovens, a gente vê no interior e nas periferias e em lugares em que as vozes não chegavam, as pessoas se fortalecendo muito. E acho que o sarau é um espaço político, ético, estético, que faz com que isso ganhe também muita força. Então faz muito sentido vocês falarem dos artistas locais e para quem está ouvindo a gente, já é tempo de a gente olhar para o lado e para quem está ouvindo.
e falavam, vamos fazer o seguinte, vamos começar a celebrar os vivos? Nossos pares, por favor, né? Eu acho que isso tem um tamanho gigante. Queria agradecer vocês por essas falas. Lu, e você, querida, quem que você traz? Eu gosto muito disso que a Dio fala, e aí hoje estava trocando mensagens com a Lê mais cedo, de...
E eu queria publicar minha avó. Ah, maravilhosa. Tem essa coisa, eu acho que eu vou por esse caminho que a Dilma entrou, assim. Tem outras referências, sim. Eu tenho lido...
Conceição Evaristo, tem uma poeta que chama Cecília Vicunha, que é uma chilena. Tem algumas dessas que já são mais reconhecidas, assim. Mas eu, na hora, pensei na minha avó. E esse final de semana eu fiquei pensando nisso, assim. Que eu, muito da minha caminho de escrita é essa lembrança de encontrar texto das mulheres da minha família em cadernos meio que escondidos, assim. E eu pequena lendo, assim. E que muitas vezes não são lidos, né?
ou ficam só nos caderninhos dentro de casa ou nos papéis jogados eles encontram papel no meio de livro da minha tia ou da minha mãe vai embora e enfim ninguém como chama a sua avó? minha avó chama Maria Amélia Sade ela nem sabe que eu quero publicar ela, a gente tá falando agora ela tá viva, mas assim so nice
Que coisa linda. Quem sabe ela não vem na próxima edição do Fresta como autora. A gente tem um segmento que é lançamento de livros. Quem sabe a gente celebre essa publicação aqui no próximo festival. Que legal. Ela precisa aceitar, né? Ah, não, mas ela aceita. A gente conversa com ela. Ela aceita. Aceita ser publicada, porque eu nem falei ainda. Nem falei pra ela que eu quero publicar.
os textos dela. Não fala pra ela que qualquer coisa bota um pseudônimo que tá tudo certo. Mas é isso, assim. Ela é uma referência na cidade.
que ela mora, de uma pessoa idosa, referência, com professora, né? Então, assim, tem que dizer que é ela, né? Tem que dizer que é ela, eu também acho. Tem que dizer que é ela. A gente tem que celebrar a voz dessa mulher, assim, dando nome. Eu concordo com você, mas se ela ficar muito tímida se as coisas forem muito indizíveis, tem sempre o mistério desse nome que a gente coloca, mas eu concordo com você. A gente precisa muito celebrar. Que bonito, que bonito.
Meninas, tem mais algum ponto que vocês querem trazer? Algum ponto específico? Alguma coisa, não sei, alguma fala para quem está ouvindo a gente que escreve, que ainda não tomou coragem de colocar no mundo, seja declamando, seja publicando, seja se inscrevendo em editais para colocar esses projetos no mundo. O que vocês falariam para quem está ouvindo a gente, que é aí da região e que ainda não botou a boca no trombole?
se juntar com as pessoas que você gosta primeiro de tudo eu acho que a gente põe mais fácil a boca no trombone ou fala com pessoas que gostam da gente ou que tem um cuidado pra escutar acho que tem que ser um lugar acolhedor e afetivo
Sim, assim, é falar entre os pares, né, primeiro, eu acho. Não sei, me vem isso, assim, por mais que essa coisa de mais pra fora, assim, muito do que eu consigo dizer, expressar, é porque eu tenho a parceria da Lenda, da Dio, do Sarau, então, assim, eu consigo porque eu tô junto delas também. Então, assim, eu acho que tá junto com outras.
E principalmente as mulheres, assim, né? A gente fez a oficina. Uma das oficinas foram com mulheres que a maioria, assim, tem quento sarau, mas não falava muito. E aí... E foi muito legal, porque aí é essa coisa, assim. Você tá lá, mas não consegue dizer, né? E aí outras mulheres compartilhando e dizendo. Isso, pra mim, é muito... Importante. Não sei se a Letícia e a Dio tem algo pra dizer também. Então, aí...
É, quando me falaram o tema, né, poesia além dos livros, a literatura para além dos livros, me veio uma frase do Padrício na cabeça, ele fala, não basta estar nas ruas, tem que estar nos livros. Mas não basta estar nos livros, tem que estar nas ruas.
Então, eu acho que as duas coisas são muito importantes, né? O livro, a leitura, e a gente está nesses livros como registro, né? Esse material documental, assim, nossos pensamentos que...
ficam para várias e várias gerações. Então, isso do material, de estar nos livros, é muito importante. Mas também estar nas ruas, nos saraus, compartilhar isso, a poesia falada, compartilhar através de outras linguagens, a música, o audiovisual, mesclar tudo isso para alcançar mais, né? Mais ambientes, mais pessoas.
Então, acho que fica isso, da poesia lendo os livros. Sim, não, é bonito demais, né? A gente precisa botar isso no corpo, mas também o livro é uma maneira de não deixar morrer, né? De ser perene ao tempo, assim. Acho que é bonito demais essa frase dele. Obrigada, Lê. Dio, e você, querida, o que você diria para alguém que está nesse processo?
Bom, quando você fala assim, né, alguém que tá nesse processo, eu imaginei eu lá atrás, né? Sim. E como eu disse, eu nunca fui uma pessoa muito estimulada à leitura, aos livros. Mas a poesia, ela me encontrou na praça, né?
Através de pessoas se expressando, através de voz, através de risada, de choro. E eu sempre fui uma pessoa muito tímida também. Então eu comecei a escrever, mas eu tinha muita vergonha de escutar, cara. Pra mim, assim, era um... Nossa, eu estava só de pensar, sabe? Em expor aquilo que eu tinha escrito. Porque também era... Acho que existe muito um receio de... Será que tá bom? Será que vão gostar?
Então, eu acho que o conselho que eu dou é não sinta vergonha, entendeu? Cada pessoa escreve de um jeito, não existe um jeito certo de se escrever. E mais importante do que se vão gostar ou não do que eu escrevi é quando você está recitando aquilo, quando você está compartilhando algo que você escreveu, você está fazendo muitas coisas importantes, mas na minha visão, principalmente duas.
Você está se escutando. E a partir do momento que a gente se escuta, a gente consegue se identificar e se conhecer um pouquinho melhor. Então, para além de se preocupar, será que vão gostar? É.
Eu preciso fazer isso porque isso é importante para mim, para além da visão do outro. E podem ter certeza que ninguém que está numa roda de sarau, ninguém que gosta de poesia, vão te julgar pelo que você está escrevendo. Então, assim, o conselho que eu dou é coragem.
E se integuem. Se você tem vergonha de restar, de escrever, vai aos pouquinhos, entendeu? Chega num coleguinha que você tem mais afinidade, fala ali pra ele a sua poesia. Não precisa ir lá na frente de cara, entendeu? Mas é aos poucos. Mas vai se desprendendo disso. Acho que...
a vida fica muito melhor quando a gente fala sobre ela. Sim, e é bonito o trabalho de vocês, porque tem muita história que está esperando para ser contada, né, gente? Acho que o trabalho com mulheres é um trabalho muito poderoso, porque quantas mulheres não foram silenciadas, principalmente nesse processo de se ouvir, de se conhecer e de tomar coragem. Quantas histórias não esperam para ser contadas?
Queria, para a gente encerrar, perguntar se tem alguma história que vocês ouviram ou vivenciaram nas oficinas que marcaram vocês e que vocês querem trazer, para a gente encerrar, alguma história bonita de encontro com a palavra, enfim, que tenha inspirado vocês para inspirar quem está em casa. Tem alguma?
Eu acho que todas as histórias que a gente esbarrou, todas as mulheres que estiveram nas oficinas e durante toda a trajetória de cada um aqui, são histórias incríveis, emocionantes. Claro que a gente chora em todas as oficinas, com todas as poesias.
Mas eu acho que também para além do nosso olhar, tem muito o olhar delas, né? Então, acho que a poesia também é essa coisa individual, né? Do encontro consigo mesmo. Então, acho que eu não teria uma só para falar, assim, porque parece que eu ia estar descreabilizando as outras, sabe? Todas têm o seu espaço, assim, de afeto. Não sei, as meninas se lembram de algum específico.
Eu não sei a história, mas me foi muito marcante que a gente, em certo momento, fala ah, traz uma foto ou um objeto, né? E aí... O que traz as fotos, eu já fico... Nossa, trouxe tudo, né? Trouxe a foto, traz o livro que fez pra mãe, traz isso aqui. E aí uma coisa que me marcou muito foi uma mulher que trouxe...
O umbigo do filho, assim, que cortou, né? Tipo, tirou. Foi isso, gente. Foi o umbigo do filho guardado, assim. Eu achei aquilo muito emocionante. E contou a história, mas é que, além de ter guardado, ela se dispôs a compartilhar uma coisa que é muito íntima, que é o umbigo do filho, assim. Então, eu achei aquilo... Eu fiquei...
Meio em choque, assim, na hora que eu falei, gente, isso é muito especial. Tanto que a gente estava vivenciando, está construindo, que a gente vai fazendo, né? Pela experiência. Mas quando alguém traz algo que é tão...
É isso, assim, não é só o umbigo, mas as pessoas das experiências que a gente teve se colocaram de verdade, assim, não estavam contando qualquer história, estavam contando histórias que tocam mesmo. Então, isso é muito...
Isso é um privilégio do caramba, assim. Porque, tipo, nossa, a gente está escutando esse trem, assim. Tipo, assim. E a gente não consegue colocar tudo, né? Que é isso, assim. Não dá pra contar tudo. Mas a gente teve muito isso que a Dilma falou em certo momento, que é como é que no texto, na produção, a gente consiga ter um pouco disso que cada uma trouxe pra uma narrativa mais conectiva, assim.
Mas é muito privilégio ouvir as histórias. Porque é isso. Às vezes é uma intimidade, é uma história. Quando ouviu aquela história do...
Nossa, mas aí eu já vou para outros lugares Mas assim, fotos transformadas Como Iá E aí, a partir da foto Transformada do Iá, a presença do pai Aquilo já foi me levando Para outras coisas também da memória Ah, várias coisas Não sei ler se tem alguma
Acho que todas as histórias que a gente ouviu nos tocaram muito, né? Uma que eu gostei bastante também dos objetos foi a Mariane, que levou um livrinho que ela fez quando bem criancinha, assim, para a mãe dela, contando a história dela e da mãe dela. Mas, assim, tudo com um desenho de criança mesmo, e as duas têm esse livrinho guardado.
Então, achei muito bonito isso, potente a história das duas, a força que as duas têm, essa união dela. Mas todas, todas as histórias são muito bonitas. Eu vou me entregar às minhas modéias. Desculpa, pode falar.
E quando a gente nomeou o projeto, né, Tempo de Poesia, esse tempo, era esse tempo mesmo de se escutar, de olhar pra gente, pras nossas memórias, pros afetos, e um tempo de desacelerar, né? A gente fica muito na correria do dia a dia, acaba esquecendo de ter esse tempo de troca, de calma, assim, de olhar um pouco pra gente, de compartilhar o que somos, o que nos construiu, e ter essa troca.
Então o título também, o tempo de poesia, é muito disso também. Sim. É bonito quando a gente vê a pessoa habitada da história dela, habitada de quem ela é, habitada da sua própria história. Parece que a voz narrativa, quando a pessoa conta uma história ou mesmo essa voz narrativa escrita, vem com uma força enorme. As palavras certas chegam, os tempos, os ritmos.
É forte, né? Como tudo se organiza quando a pessoa precisa contar aquela história que tá na intimidade, assim, né? Que fez a pessoa ser quem ela é. Muito bonito, gente, muito bonito. Bom, queridas, eu vou fazer o seguinte, então, eu vou encerrar dizendo que eu vou estar no Brasil, ali no meio do ano. Quem sabe eu não passo por aí, eu tenho programação já pra Rio Preto.
quem sabe eu não passo por Ribeirão tá pintando um Ribeirão que ainda não tá confirmado, mas tá pintando quem sabe a gente não se encontra pra dar um abraço ao vivo, São Carlos eu ainda não tenho nada, mas quem sabe, também ainda tem tempo até lá, a gente não se abraça, não se encontra ao vivo
tá bom, pra trocar um pouco mais, muito obrigada por esse encontro, sei que foi difícil a gente conciliar a agenda, porque são três, vocês são três, e eu também tô aqui com cinco horas de diferença, mas que bom que a gente conseguiu, e que bom que a gente...
se juntou para esse papo. Vida longa ao coletivo de vocês e à voz poética individual de cada uma, às oficinas, e a gente se encontra numa próxima. E eu queria pedir para vocês fazerem uma palavrinha final para eu fazer o encerramento. Fiquei muito feliz de estar participando do Festa por mais um ano e muito feliz com essa troca que nós tivemos. É isso aí, obrigada.
Bom, queria agradecer também a você, Chiara, pelo tempo aqui de troca com a gente, a Alfresta, por ceder esse espaço importantíssimo para a cidade e para os artistas, né? E espero que a arte se ecoe por aí, né? E atinja cada vez mais pessoas. Obrigada também pelo convite.
Obrigada pela escuta, Chiara. Essa escuta tão de verdade, assim, que vai conectando de verdade, né, que vai...
Que vai conversando mesmo, né? A partir que a gente vai conversando. Isso é muito confortável. Muito acolhedor. Uma conversa de verdade. Prazer. Obrigada, gente. A Lê, que chamou a gente pra estar junto, né? Que ela foi chamada pra falar sozinha. Aí ela falou, não, não. Eu vou chamar. Eu vou com a Dionai. E aí, mais uma vez. Tamo junto, tá aí.
sustentando, né? Então, que as pessoas consigam encontrar suas parcerias pra fazer as coisas, pra não ficar sozinha. Tanto as micro parcerias quanto as parcerias de festivais e pessoas que vão se organizando, né? Porque aí a gente se sustenta junto, né? Porque é desafiante fazer poesia, é um trem que, assim, é um trem que não é muito fácil, não, né? No cotidiano, apesar de ser simples.
É isso, Lu, não é fácil, não é, mas é tão importante, né? Estava conversando muito aqui nesses podcasts de um tema que está muito caro para mim, que é assim, a cultura está ultraprocessada. Eu penso muito nas infâncias, estou muito em relação às crianças e assim, ver alguém se transformar na nossa frente, ver um artista...
ir num festival, ir num espetáculo, ir num sarau, ver a pessoa ali, é cada vez mais raro. E isso é muito empobrecedor, assim, pra nossa sensibilidade, né? Eu acho que o trabalho que vocês fazem é um trabalho de quase uma ressensibilização, né?
da capacidade de escrita e de escuta e tem uma importância gigantesca. Essa geração que vem por aí é uma geração que tem um pouco contato com gente de verdade, com fala de verdade, com arte de verdade, com poesia. Então, se é desafiador no cotidiano, eu acho que vai se tornar cada vez mais essencial para a gente ter um mundo minimamente humano.
E a maior inteligência que tem nesse mundo não é a artificial, é a nossa mesmo. É a analógica, é a humana. Então, por mais desafiador que seja, a gente se fortalece junto e o trabalho vai ter, com certeza, vida longa e outros projetos. A gente ainda vai se encontrar muito por essas edições todas do Fresta. É isso, minhas queridas. Um beijo grande. Muito obrigada pelo papo, pela conversa.
Quem está ouvindo a gente, fiquem atentos. Venham assistir os videopoemas. Essa conversa foi instigadora. Estou aqui curiosa para ver o que vem pela frente. E a gente se encontra no próximo podcast. Um beijo, gente.