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Avicultura: de 1.000 para 670 mil frangos abatidos por dia, a história do Grupo GTF | Rafael Tortola

08 de maio de 202657min
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No episódio #185 do Agro360, falamos sobre avicultura, setor em que o Brasil é referência mundial, tanto na criação, sendo o terceiro maior produtor, quanto na exportação, sendo o maior exportador mundial, superando o montante do segundo e terceiro colocados somados.

E, pra falar sobre esse setor tão importante pro agronegócio nacional, recebemos Rafael Tortola, CEO do Grupo GTF, holding que tem como principais marcas a Canção e a Lorenz.

O GTF é uma empresa familiar que saiu de uma pequena operação no interior do Paraná para se tornar uma das maiores potências do agronegócio brasileiro no setor de alimentos e proteína animal.

A história do grupo começou em 1992, em Maringá/PR, quando o pai, o tio e o avô de Rafael iniciaram uma pequena operação de abate de frangos. Na época, a dificuldade para vender frangos vivos praticamente obrigou a família a entrar na indústria. O começo foi modesto: eram abatidos cerca de mil frangos por dia.

Décadas depois, a realidade é outra. Hoje, o Grupo GTF é a sétima maior avícola do Brasil, abatendo cerca de 650 mil a 670 mil frangos por dia.

Além da avicultura, o grupo também atua no processamento de mandioca, peixes, vegetais congelados e ingredientes industriais, através de marcas como Canção e Lorenz, sendo esta última considerada uma das maiores processadoras de mandioca do Brasil.

Atualmente, a empresa emprega quase  de 10 mil colaboradores diretos, trabalha com mas de 800 produtores integrados e exporta para mais de 100 países, movimentando uma cadeia gigantesca dentro do agro brasileiro.

Durante o episódio, Rafael falou sobre diversos assuntos, entre eles o caso de gripe aviária registrado no Rio Grande do Sul no ano passado e como isso afetou o mercado de exportação de frango. Também falou sobre a nova empreitada da Canção Alimentos na piscicultura, criação e processamento de tilápia, além do consumo de peixes no Brasil.

Se você quer entender todo o processo e os desafios de transformar uma pequena operação familiar em uma das maiores empresas de proteína animal do país, veja esse episódio completo.

 Este episódio é patrocinado por Volkswagen do Brasil: https://ad.doubleclick.net/ddm/trackc... https://www.vw.com.br/pt.htmlIntegral Mix - Líder em rações e suplementos para animais. Cavalos, Suínos, Bovinos, Caprinos, Ovinos, Coelhos e Pets.http://www.integralmix.com.br/Créditos:Apresentação: Rafael Vilella Direção Executiva: Marcos Chehab e Tiago BiancoDireção de Conteúdo: Felipe LobãoProdução e Redes Sociais: Cícero Martins Edição: Lucas MottaÁudio e Sound Designer: Will SoutoCaptação de vídeo e Community Manager: Guilherme Diaz

Assuntos7
  • Agricultura BrasilBrasil como referência mundial em criação e exportação · Posição do Brasil no ranking mundial de produção · Liderança brasileira em exportação de frango · Consumo interno e per capita de frango · Principais mercados consumidores de frango brasileiro
  • História do Grupo GTFOrigem familiar e início da operação · Crescimento de 1.000 para 670 mil frangos/dia · Diversificação de negócios (mandioca, peixes, vegetais) · Marcas Canção e Lorenz
  • Vírus da influenzaPrimeiro caso de gripe aviária no Brasil · Impacto no mercado de exportação e preços · Medidas de biosseguridade e controle sanitário · Diferenças entre a produção brasileira e outros países
  • Relação com o produtor integradoVerticalização da cadeia produtiva · Parceria com mais de 800 produtores integrados · Diferenças entre o modelo de frango e bovino · Meritocracia e remuneração do produtor
  • Mandioca e Ingredientes IndustriaisProcessamento da mandioca pela Lorenz · Produção de fécula e amidos modificados · Aplicações dos produtos da mandioca · Desafios da mecanização na colheita da mandioca
  • Impacto da pisciculturaEntrada da Canção Alimentos na piscicultura · Objetivo de se tornar líder no mercado de tilápia · Investimento em fazendas de cultivo e tanques rede · Melhoramento genético para filé de tilápia · Tilápia como 'frango da água' e potencial de mercado
  • Exploração econômica e laboralDificuldade em encontrar mão de obra qualificada e geral · Impacto da mão de obra no custo da produção · Estratégias para retenção de colaboradores (bônus, dias de descanso) · Recrutamento de mão de obra estrangeira (haitianos, venezuelanos) · Investimento em tecnologia para reduzir dependência de mão de obra
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Está no ar mais um Agro360 pra você, estamos aqui no canal Rural, canal do Criador, em todas as plataformas de áudio e também no nosso canal do YouTube, Agro360 Podcast. Hoje vamos falar de um grupo forte dentro do mercado do agronegócio, vamos falar sobre psicultura, vamos falar sobre mercado de aves, muita coisa vamos falar aqui. Está aqui pra conversar comigo o Rafael Tortoli, que representa a GTF.

Alimentos? Não, GTF e Grupo, né? Grupo GTF. Tudo bom? Tudo bem, e você? Xará, obrigado por ter vindo. Por nada. Mais um baita de um grupo, Grupo GTF, né? Canção Alimentos, mas quem nos uniu aqui foi o Cavalo, né, cara? Que legal, esse que é bacana, né? Graças a Deus, Cavalo sempre unindo, amigos, pessoas, fazendo network aí. Exatamente. Rafa, bom, Canção Alimentos, uma empresa do Grupo GTF, seria isso? Como é que funciona essa história do Grupo GTF no mercado?

Hoje, GTF é a nossa holding, né? E nós temos basicamente dois negócios. Canção, com tudo que se trata de alimentos, então, desde o frango, tilápia e outros produtos industrializados, e lourens para toda a parte de amidos modificados, né? E esse mercado de ingredientes.

Tá, aí quando a gente fala do mercado de aves, hoje você tem uma representatividade muito grande no mercado do abate de aves no Brasil, né? Sim, hoje nós somos uma das principais do mercado brasileiro, né? Hoje o nosso abate está em torno de 670 mil aves dia. Entramos na piscicultura dois anos atrás, queremos se tornar líder também. Hoje no frango nós somos ali a sétima em market share no Brasil. E no peixe ainda estamos remando, estamos aprendendo um pouquinho.

Estamos com um abate de 10 mil tilapia a dia hoje, querendo chegar em 80 mil, com a cadeia bem verticalizada, comando frango, aprendendo um pouquinho. Mas o grupo é uma empresa familiar, vem de geração, né? Sim, quem começou foi meu pai, meu tio e meu avô, 33% de cada um, eles eram avicultores.

O meu pai, ex-bancário, meu tio também ali de uma cidadezinha pequena do Paraná, Indianópolis, e eles começaram com granja. E antigamente, naquela época, você comprava o pintinho de um dia, comprava a ração, no fim...

quando esse frango já estava com seus 2,7 kg, 3 kg, você tinha que vender esse frango. E muitas vezes na dificuldade, tinha que sair na praça da cidade, vendendo esse frango vivo, 3 por 10, daqui a pouco era 4 por 10, e aí em determinado momento teve a oportunidade de adquirir um frigorífico pequenininho, em Maringá, e aí a história foi acontecendo.

De uma necessidade pra colocar o produto no mercado. E aí esse frigorífico grininho matava o que? Você tem ideia? Mil. Mil cabeças de dia. Mil cabeças de dia. Hoje falando de 670 mil dias. 670 mil dias. É. A avicultura, ela se transformou bastante, né? A avicultura, ela se profissionalizou muito, né? É um mercado que se consolidou bastante. Hoje, praticamente todas as empresas do segmento tem a cadeia toda verticalizada.

Então, no nosso caso hoje...

como empresa familiar, nós temos integrados. Então nós temos mais de 800 produtores parceiros, né? Nós estamos muito no estado do Paraná, então hoje de 399 cidades do estado do Paraná, nós estamos presentes em 200 com algum tipo de operação. E muito delas é o produtor, que é um parceiro nosso, né? Que faz um financiamento da granja, acredita no projeto do negócio e ele recebe.

para cuidar desse frango esses 45 dias. Então nós fornecemos toda a ração, todo o auxílio veterinário, todo o transporte, o pintinho de um dia, toda a assistência veterinária para isso e a retirada do frango. E aí conforme os índices zootécnicos, conversão alimentar e etc, ganho de peso, ele recebe uma remuneração por isso, o produtor.

Premiado, então. Premiado, né, em parceria. Parceria ganha, ganha. Um pouco diferente do mercado de bovino, onde o frigorífico compra do produtor por uma rouba e pressiona, às vezes, pra pagar uma rouba mais barata. No frango, não. No frango, quanto melhor o índice zootécnico, menos tá custando o quilo do frango pra nós, mais nós conseguimos remunerar esse produtor, esse parceiro, né? Meritocracia na veia.

E como é que está a produção de aves no Brasil, se a gente comparar o mundo? Como é que nós estamos hoje aí? Hoje o Brasil tinha conseguido alcançar a segunda colocação mundial, voltou para a terceira, então é Estados Unidos, China, Brasil. Porém o Brasil numa liderança muito grande de exportação.

hoje o Brasil é o maior exportador de frango do mundo e ele exporta o equivalente ao volume do segundo e o terceiro juntos. Então hoje, cada frango consumido fora do país, por importação de 10, 4...

é brasileiro. Quatro são brasileiros. Então, assim, praticamente entre 40% e 50% hoje do frango que é consumido fora do país, quatro é de origem brasileira. Então, o Brasil se fortalecendo cada dia mais, a avicultura cresce cerca de 2,5% a 3%.

ao ano, né, o consumo interno também, ele vem aumentando, né, o frango é a proteína mais barata, né, tirando o ovo aí é o frango, então o brasileiro consome muito, o consumo per capita é enorme hoje. E quem que é o nosso maior consumidor, Dijinho?

Hoje, o ano passado foi um ano um pouco atípico por conta da gripe aviária. O ano passado foi o maior importador dos nossos produtos foi o Emirados Árabes. Porém, é China, geralmente é China. É que China no ano passado ficou fechado seis meses por conta da gripe aviária. Desde maio ela foi abrir lá no fim de novembro. Mas é basicamente China.

Emirados Árabes depois a gente vem com Japão, Coreia Europa, né, então é bem peculiar porque cada parte do mundo compra uma parte do frango quando a gente fala de China basicamente meio de asa ponta de asa e pé né, quando a gente fala de Japão basicamente perna desossada bounda o bounda bounda o bounda bounda o bounda bounda o bounda bounda o bounda bounda o bounda bounda o bounda bounda o bounda bounda o bounda bounda o bounda bounda o bounda bounda o bounda bounda o bounda

Perna desossada, você perde a coxa. Coxa com sobrecoxa desossada. Nós chamamos de BL. Bom slide. O Japão e Coreia é basicamente isso. Quando a gente fala de Emirados Árabes, a gente tem filé de peito, a gente tem o Thais, que é uma sobrecoxa desossada sem pele, Shawarma, e nós temos o Griller, aquele...

primo canto, galetinho, aquele frango um pouquinho mais leve. Então, cada país, Japão também leva um pouquinho de drumstick, que é a coxa pilão. Então, é um pouquinho disso. Você pode falar que eu pego um frango abatido hoje, ele se destrinche e vai pra vários cantos do mundo. Sim.

Que bacana isso, eu achava que ia o frango inteiro. Não, não, cada parte, cada parte do mundo pega um pouquinho, né, quando você pega México também, foi um grande um grande importador de produto nosso, já é mais filé de peito e coxinha da asa, né, então, cada parte do mundo com um produto diferente.

A gripe aviária teve, foi quando? Foi em maio, você falou, ano passado? Sim, maio do ano passado. Onde é que foi o foco? O foco foi no Rio Grande do Sul, né? Primeira vez na história do Brasil. O que é a gripe aviária em si? É, a gripe aviária é um vírus, né, que vem. E ela pode vir por aves silvestres, né? E é uma gripe que está na ave, compromete, né? O Brasil era livre.

de gripe aviária, o mundo todo sofre muito com a gripe aviária, você precisa eliminar a plantel quando se tem um foco, e por isso que a nossa biosseguridade, distanciamento de granja, não ter tudo muito concentrado, um trabalho que todas as empresas brasileiras fazem em conjunto, é o que fez com que o Brasil conseguisse ao longo de todos esses anos continuar...

É livre. Teve o primeiro caso ano passado. Foi a primeira vez? É a primeira vez. É um pouco difícil, né? Porque alguns mercados se fecham, né? Até entender um pouquinho, mas só pra você ter ideia, outros países têm foco todo mês de IPRE-AR. E o Brasil tava livre até hoje, né? Eu que já visitei plantas de outras empresas nos Estados Unidos, Europa. Ninguém faz o trabalho que a gente faz aqui.

É mesmo? É. De segurança sanitária. Muito sério, né? Isso também não se dá só pelas empresas, mas também por um Ministério da Agricultura muito atuante. Então...

O Brasil realmente, quando se fala em produção de frango, é referência global. Então, tanto é que os números mostram, se consolida cada dia mais como líder de exportação, mas também referência em segurança, segurança alimentar, em como criar essas aves. Nosso processo hoje é um processo totalmente verticalizado, então praticamente todas as empresas brasileiras bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound bound

Um grande percentual tem desde as matrizes, desde o pai e a mãe do frango. Então isso também traz mais rastreabilidade pra todo o processo. Então consegue se medir desde...

Das matrizes até a parte do incubatório, onde vai eclodir o pintainho de um dia, até a granja dos parceiros, é um processo com rastreabilidade de ponta a ponta. Então, isso facilita o trabalho das empresas para controlar, para conseguir fazer uma gestão melhor. Quando você fala que a gripe vem de...

Aves silvestres. Aves silvestres. É uma gripe que ela tem, é um vírus que ela tem ali. Sim, é um vírus da ave. É um vírus da ave. E é o quê? Por contato, por proximidade? É assim, por ar, né? Qual seria a forma de evitar isso? Forma de evitar isso, nós temos vários... Nós temos várias formas, né? Como que acontece hoje? Hoje, pra você ter ideia...

Nós temos que respeitar vazio sanitário. Então, tanto vazio sanitário para entrar nas nossas granjas de corte, quanto mais você vai verticalizando e mais vai vindo para a questão de pai, mãe, matrizes, mais restritivo fica. Então, para se ter essas matrizes, tem empresas de genéticas no Brasil que tem as avós.

os avoseiros, e assim por diante, até vir da pedigree, que é onde começa a cadeia genética das empresas de genética que vão fornecendo material genético para nós. Então, nós temos desde vazio sanitário,

até procedimentos de limpeza de aviário, até procedimentos de tomada de banho. Então, para você ter ideia hoje, hoje para ir numa granja nossa, tem inúmeros sintomas que tem que ser constatado se você não tem. Tem que saber se você teve contato com outros tipos de aves. Então, inclusive os funcionários que trabalham nessas granjas nossas, tem restrição a ter alguns tipos de pet.

muitos deles moram em casas próximas às granjas pra se ter um controle de acesso de quem vem na casa é muito sério esse assunto e quando você vai entrar numa granja de matriz nossa pra você ter

além de toda uma ficha cadastral, inúmeras coisas, não é qualquer pessoa que entra, tem que ser com autorização, desde diretoria da companhia, porque realmente precisa entrar, etc. Você tem que tomar banho na entrada.

Aí você pega um ônibus, vai até a granja, pega um veículo, vai até a granja, chegou na granja. Antes de entrar outra barreira sanitária, mais um banho, troca de roupa de novo pra ir entrar na granja. Na hora que for entrar dessa barreira sanitária até a granja, nós estamos falando lá de 50 metros. O calçado que você usa ali, na hora de entrar na granja, você tem que substituir também. Então é...

É um ambiente muito controlado. Pra, de certa forma, tentar mitigar esses riscos. Outro ponto, no entorno dessas granjas, barreira natural, florestal. Então, essas granjas de matrizes tem uma legislação por cima disso. Então, assim, quantos metros da divisa ela tem que ter?

Quanto que você tem que ter de eucalipto ou barreira natural pra conseguir blindar? Barreira natural pra próprias aves silvestres, ou não? Barreira natural pras granjas. Tá, mas eu digo o seguinte. Pra ele ter um espaçamento, um exemplo. Eu não posso ter ao lado o boi. O boi é um hospedeiro de alguns vírus. Que às vezes não é só uma questão de gripe aviária, é uma salmonela. Salmonela é uma doença da ave. Tem inúmeros tipos de salmonela. Quatro oferecem um tipo de risco à saúde.

e quatro oferecem um tipo de risco à saúde se o produto for ingerido cru. E ninguém come frango cru, levando acima de 80 graus, você mata. Porém, vírus, vírus normais, que pode vir inclusive de outros animais e que alguns animais não são nem animais que têm esse vírus, mas o boi, como eu estou te dizendo, é um hospedeiro. Então ele armazena esse vírus, pode vir um passarinho,

pousar ali no lombo do animal, passar um vírus, ser hospedeiro, uma pessoa passa ali, leva isso para dentro da granja. Nossa, é muito minucioso tudo isso. É muito minucioso, é um controle muito grande que as empresas fazem.

E o que representou em números de prejuízo para o Brasil essa gripe aviária do ano passado? O Brasil, ele acabou que ele terminou o ano com um recorde de exportação, mesmo com gripe aviária. O Brasil é fera. Mas teve impacto. Teve impacto para alguns mercados. Pressionou um pouco o preço do mercado interno. Pressionou um pouco o preço do mercado em exportação. Teve impacto de remuneração.

Para as empresas, difícil de falar assim. Eu sei os impactos que tiveram para nós, né? Mas difícil falar para todo mundo, né? Nós, um exemplo, China. Como um exemplo desse, China é um item que se tem um prêmio para mandar para lá. Tipo, vou dar um exemplo. O meio da asa que eu vendo na China...

eu vendo hoje é 24 reais, né, o quilo. A partir do momento que China se fecha seis meses, eu coloco esse produto no mercado interno, esse produto tava no mercado interno a 18 reais. Já é uma diferença de 6 reais por quilo, né. Quando a gente pega e China se fecha, esse item específico, pra você ter ideia, veio pra 12. Então assim, ele caiu metade do preço. Eu tenho margem.

para uma queda de 50%, eu e os meus concorrentes? Não. Então, isso querendo ou não, trouxe algumas consequências em termos de resultado. Mas que foram superadas, foi um ótimo ano, 2024, 2025, foram os dois melhores anos da avicultura. Foi um momento bom. Se é que pode-se dizer que teve um momento bom para a gripe aviária, e...

é que foi um momento que o mercado estava com preços aquecidos. Se pega uma época, uma hora que o preço não está muito legal, pode trazer alguns danos maiores. Agora, se falando de China, não é um mercado que precisa da nossa carne, seja ela bovina, de aves, seja dos nossos grãos, um mercado que fecha por quatro, cinco meses, faz falta para ele essa carne também lá, não faz? Sim. Os reflexos dos preços estão até hoje.

Então assim, meio da asa, saiu de 3.900 dólares a tonelada, estamos vendendo a 4.500, 4.600.

então isso gera uma inflação pra ele. A ressaca também tem depois. Sim, normal, como tudo, né? Como inúmeras outras situações, né? Mas é um mercado que precisa do nosso produto, não só lá, como o Japão, como todos os países que importam do Brasil aí necessitam do produto brasileiro, né? O produto brasileiro faz muita diferença na economia e no preço.

dos produtos locais também, né, para o consumidor. Agora, se falando do pequeno produtor hoje, que no caso são seus parceiros, né, ele não é um produtor, como você mencionou, você não compra dele, ele é teu parceiro. Está sendo lucrativo para esses investidores de poder ter essas parcerias com as empresas de abate de aves?

Nós lá atrás, sim, né? Isso mostra que a avicultura cresce e cresce com parceiros, né? Fora empresas familiares, tem o modelo de cooperados, das grandes cooperativas, né? Que acabaram virando potência no nosso segmento também. Principalmente no Paraná, né? Principalmente no Paraná, tem grandes cooperativas ali, né? E o nosso modelo é um pouco do cooperativismo, só que com uma empresa de dono. Então, nossas tabelas de preço...

e de pagamento entre as empresas são muito parecidas, porque o mercado se regula, não tem como alguém ficar pagando menos pro produtor, não se sustenta, né? Hoje o produtor, ele tem muitas opções, né? Ele realmente quer estar em uma empresa que ele se sinta valorizado, que ele consiga. É que assim, o principal segredo do nosso negócio...

São os produtores, são os parceiros. Não adianta de nada, frigorífico é ferro e parede. O que nós precisamos ter são parceiros com granjas boas, conseguindo trazer tecnologia, conseguindo trazer bem-estar, conseguindo investir, para conseguir, consequentemente, ter um custo do quilo do frango para nós mais barato.

Então assim, hoje, muito é sanidade da ave, a ave não sofrer, a ave conseguir estar num ambiente de 26 graus, com uma umidade relativa do ar ajustada, com a velocidade de vento de 4, 4,5 metros por segundo.

então é assim, na nossa região do Paraná nós se precavemos mais com contra o calor do que contra o frio que é uma região um pouco mais quente enquanto tá 40 graus lá fora você tem uma ave numa temperatura de 25, 26 graus hoje o frango pra você ter ideia, um frango de granja ele come de 24 horas do dia entre 15 e 16 horas então assim é uma máquina de o outro

produzir carne, né? Então é milho e soja basicamente, os macro da nossa ração é milho e soja, transformando em carne de frango. Então se você não traz

condições para o produtor conseguir se desenvolver, conseguir reinvestir, você está, teoricamente, matando o seu próprio negócio, porque o nosso segredo está em produzir num custo competitivo. Por isso que o Brasil ganha cada dia mais espaço. Seria uma boa opção para pequenos produtores, Aras?

propriedades pequenas, pra ter um ganho significativo aí, eu acho, né? Sim, só pra você ter ideia, tanto pro produtor, hoje, pra você, quando um produtor faz um financiamento, nós somos aval dele junto ao banco. Ah, você é o aval dele no banco. Eu achei que vocês faziam empréstimo pra ele. Não, então assim, eu tenho linhas aprovadas com determinados bancos, parceiros, onde vai financiar isso aí pra ele em 10 anos, né?

Há uma taxa, isso varia, mas geralmente abaixo do mercado, óbvio, lá atrás nós tínhamos taxa de 6, 7% ao ano, que é fora da realidade do que está hoje. Então, hoje é uma taxa entre 12 e 13% ao ano, 12 a 13% ao ano. Obviamente que se a taxa aumenta, eu tenho que pagar um pouco a mais para ele por cabeça também, para fazer frente a esses juros mais altos, normal. E ele financia.

hoje é basicamente ele vai entregar 6 lotes no ano então são 45 dias com frango 15 dias de vazio que você vai fazendo toda a manutenção pro próximo lote vir

e produtores que estão conosco aí, temos desde novos produtores, mas temos produtores conosco aí, desses 33 a 34 anos de empresa, conosco há 30 anos. Então, é importante, para o município também é muito importante, hoje uma granja, ela representa o FPM que ela traz para o município, que é dinheiro em caixa arrecadado pelo município, é o equivalente a 60 hectares de soja.

Em alguns municípios, vou dar um exemplo, vou citar um São Jorge do Ivaí ali perto de Maringá, a prefeitura tem como duas safras de soja de arrecadação. Só com o Fran? Só com a própria GT, né, naquela região. Nós temos bastante aviário nosso ali naquela região, né, são mais de 80 aviários ali naquela região, uma região que...

a hora que ele chega no fim do ano é como se tivesse tido duas safras, né? De soja no ano, o que o município consegue arrecadar. Então, as prefeituras do estado do Paraná estão, algumas até asfaltando estradas rurais. Ah, que interessante. Por quê? Porque para trazer aviários, né? Que isso retorna para o município muito rápido.

Agora, deixa eu fazer uma pergunta meio polêmica aí, na questão que as pessoas da cidade, ou alguns mais antigos falam, ah, o frango de granja tem hormônio. Eu já falei sobre isso aqui algumas vezes, mas eu gosto de repetir, porque eu sei que isso é um mito, né? Sim.

Existe, por ser um processo muito rápido de engorda desse frango, muita gente fica se apegando a isso, fica falando isso. A gente sabe que um hormônio pra ele começar a agir em qualquer corpo leva pelo menos 60 dias. Então o frango é abatido com 45, não daria nem tempo de...

dele começar a agir mas assim isso é público o próprio Ministério da Agricultura tanto que ninguém pode colocar na embalagem livre de hormônio porque 100% é livre de hormônio hoje no Brasil do frango e a empresa detém o processo todo

Então, o Ministério da Agricultura, o órgão fiscalizador nosso hoje, ele fiscaliza de ponta a ponta. O que, como eu estava citando aqui, é um pouco diferente de outras proteínas. Porque você tem um boi...

que é de um produtor, que você não sabe a origem, no frango é totalmente diferente, né? Então, isso é mito, né? E o que fez esse animal ganhar mais peso, mais rendimento, mais rápido? Genética. Ambiência, como eu tava dizendo, bem-estar da ave, né? E nutrição. Hoje, o milho e o soja do consumo de frango...

é, se não igual, até melhor para consumo humano. Então, é muito rígido esse controle para nós, porque isso impacta muito para nós.

E uma coisa que eu não sei de onde surgiu essa conversa do hormônio, mas nunca se foi, não teve notícia, prender uma quadrilha que tava trazendo, porque é ilegal. Então, nunca, qualquer outra coisa ilegal, qualquer substância ilícita, vira e mexe, você tem alguma coisa que você ouve a respeito. Ah, prender o cara com droga, com isso. Do hormônio que dizem que se usa no frango, nunca se tem notícia de aprender uma quadrilha trazendo.

Não existe isso. Não, e outra coisa, são feitos análises, né? Então, pra cada lote abatido, é feita análise microbiológica. Então, hoje é praticamente tudo, é muito transparente, né? A forma que o Brasil trabalha. Não é à toa, volto a dizer que é um dos países, é o país que exporta pra mais países do mundo. Europa extremamente rígida.

Estados Unidos há muitos anos não conseguindo mandar produto para a Europa. Entendeu? Então, e o Brasil há anos, né? Mandando. Então, isso mostra que tem uma confiabilidade, uma seriedade, uma transparência. Bom, se tratando de grupo GTF, estamos falando só do frango ainda. Calma, né? Tem muito assunto para a gente falar. Quantos funcionários você falou que tem hoje lá?

Hoje nós estamos com basicamente 10,800, quase 10,900, quase 11 mil. Quase 11 mil funcionários ali. Quase 11 mil. Nessa batida toda. Não só brasileiros, né? Como nós estávamos falando. Tem um haitiano lá, nós estávamos comentando, conversando, estamos com um haitiano. Fiquei surpreso. 15 anos de empresa. Um haitiano, 15 anos. Haitianos com 15 anos de empresa.

Trouxemos alguns venezuelanos também. Naquele momento de turbulência da Venezuela, veio bastante venezuelanos aqui pro sudeste, né? Veio. Nós foram praticamente 400. Caramba. Haitianos hoje nós devemos ter um quadro também mais ou menos perto de 700. Então outras nacionalidades aí. E eles se adaptaram bem ao Brasil, à mão de obra? No começo um pouquinho mais...

mais conturbado, principalmente os haitianos, porque o pessoal veio sem família. Então aí não entendia muito quanto que eles precisavam pra viver aqui, geralmente recebia o salário dia 5, já mandava quase, mandava tudo pra família lá, naquele desespero e etc. Então aí depois eles foram entendendo um pouquinho, quanto precisava pra viver, quanto dava pra mandar.

Aí depois, em determinado momento, veio a família. Os venezuelanos já vieram mais, como era algo que o pessoal realmente queria sair do país, já veio mais estruturado em termos de família, muitos já com sogro, sogra, os filhos, cachorro. Veio todo mundo, veio todo mundo. Passarinho, papagaio, tudo isso. Pra nós é, tem que tentar fazer...

que esse processo, que é um processo um pouco traumático pra eles, se torne mais natural possível, né? Então a empresa precisa, da melhor forma, acolher, né, essas pessoas. Aí toda essa parte de aluguel das casas, etc, a empresa toda faz, pelo menos por um determinado tempo até se adaptar, né? Então é... Então nós estamos falando de aproximadamente mil famílias entre venezuelanos e... Estrangeiras, é, mais ou menos mil, mil e cem. Olha só.

Neymar, você tá com o Neymar ainda, né? Neymar. Neymar, Santos. Vai pra Copa, né? Vai. Vai, né? Eu não sei quando esse programa tá no ar. Estamos gravando em... Que dia que é? Oi, final de março. Será que já confirmou que vai pra Copa? Vai, vai. Vai ter. Vai ser no dia que vai confirmar a convocação. Então guarda aí, ó. O programa tá no ar de confirmar. Bom, a gente tá falando muito aqui sobre a questão dos frangos e tal, mas você me falou da questão da tilápia, que é um projeto dentro da Canção Alimentos. Vocês produzem o que lá no quadro total?

Frango e tilápia. E aí nós comercializamos a nossa marca. Batata, polenta, mandioca, anel de cebola, lasanha, toda essa linha de empanados, pão de queijo. Pão de queijo também. Tudo em fabricação de vocês. A Canção é uma marca de alimentos. Então, com produtos todos voltados para...

facilidade, produtos congelados, né, que conversa no mix aí, vem crescendo bastante o consumo, tanto do peixe, mas também de...

De vegetais congelados, pão de queijo, dentre outros. Então, a gente verticaliza com parceiros. Agora, e a piscicultura? Própria. Própria, essa é projeto próprio. É novo isso pra dentro da empresa? Dois anos, estamos aprendendo bastante. Muita demanda de produto. Só tilápia. Só tilápia, estamos investindo.

Estamos querendo fazer como no frango, né? Já estamos fazendo como no frango, então nós estamos tendo a cadeia, começando com ela toda verticalizada, né? Estamos investindo em uma das maiores fazendas aí do Brasil em lâmina de água, né? Hoje nós estamos com 60 hectares, mais ou menos, de cultivo de peixe. Temos tanque rede também, né? No Rio, Paranapanema ali. E...

Esse projeto é um projeto que deve chegar em 200, 180 a 200 hectares de lâmina de ar, em uma propriedade única. Estamos com a cadeia toda produzindo os alevinos, então nós compramos da UEM pacotes genéticos de tataravós e aí vem...

Vindo pro melhoramento genético pra quê? Pra ter um filé com rendimento melhor, com uma maciez melhor, e assim por diante. Basicamente é o filé, é isso que você vende? Tem o filé e tem a aposta. Hoje nós estamos somente no filé. A aposta, ela tem um valor mais acessível, né? Por que a tilápia? Tilápia porque ele...

Nós entendemos que é o peixe que vai trazer mais acessibilidade em termos de preço para o brasileiro. O brasileiro gosta, gostou da tilápia. Então, hoje, não estamos exportando praticamente nada, praticamente mercado interno e fazendo filé.

A piscicultura é um mercado muito... A crescer ainda no Brasil, não é? Pouco explorado ainda no Brasil. Sim, quando a gente fala de consumo per capita, pra você ter uma ideia, o frango hoje, 45 a 46 quilos per capita ano. O boi e o suíno, mais ou menos em torno de 25, 26. Já é um degrau bem abaixo do frango.

E a tilápia nós estamos falando, linhas de pescados, mais ou menos entre 7 quilos a 8. Quando a gente fala de tilápia, entre 3 e 4 quilos. Então tem muito espaço para crescer. A gente aposta nisso, nós apostamos nisso. Nós brincamos que a tilápia é o frango da água.

então eu acredito, nós falamos muito isso porque exotecnicamente em termos de conversão alimentar é muito parecido, mas o processo é completamente diferente desafios enormes mas o brasileiro pelos números que você acabou de dizer, não é habitual bound

colocar o peixe na alimentação, como é outras carnes, outras proteínas. Você acha que tem que haver uma conscientização? Porque é uma carne extremamente nutritiva. Eu acho que tem um apelo muito grande de saúde, como no frango também. Eu acho que todo mundo está vendo essa onda fitness, wellness, health que está se tendo. Então, as pessoas buscando por alimentos menos processados, por proteínas, mas...

naturais, tem uma situação quando a gente vê o uso, parece que não, mas monjaro acaba que a pessoa come menos carboidrato e vem mais pra proteína também então eu acho que é uma tendência o que precisa acontecer? eu acho que cada dia mais esse produto se tornar um produto mais acessível quando você tem um país onde 90% da população ganha menos que 3.500 reais o que posso fazer agora? o que posso fazer agora?

Então, eu acho que tem um desafio aí. O frango, o ovo tem um consumo muito grande por acessibilidade, por preço. Além do fator saúde. Eu acho que o peixe precisa romper um pouco dessa barreira. Como fazer isso? Com genética, com melhoramento genético, com tecnologia, com produção em escala. Então, hoje...

Nós estamos abatendo lá 10 mil tilapias dia. Nós queremos chegar em 85, 90 mil dia. Pra ser um dos top 3, top 4 do mercado. Isso traz ganhos em escala que você consegue também diluir alguns custos. Então, eu acho que é um caminho pra ser percorrido. A tilapia é um produto acessível? É. Pro mercado final, consumidor final?

Então, é exatamente isso que... Você acha que ele tem essa tendência a chegar? Eu acho que ele tem uma tendência a conseguir se tornar mais acessível. Cada dia mais acessível. Eu acho que ainda é um produto que não é muito barato. Vou te dar um exemplo. Época de quaresma agora. Nós estamos falando de uma venda para o supermercado em torno de R$42 o quilo.

E o supermercado vai vender isso a 50, 52 reais o quilo. Então ainda é um produto. É. Quando a gente compara com o frango, nós estamos falando de hoje uma coxa com sobrecoxa com osso a 7,99, 8 reais. É muito distante. É muito distante. Então eu acho que são barreiras naturais, não vai vir para um preço do frango, né? Mas eu acho que...

Dá pra se trabalhar. A tilápia é o pescado mais consumido no Brasil? Hoje sim, da cadeia sim. Quando você pega dos 7 pra 8 quilos de todos os pescados, 4 tá na... Mais de 50% 45% mais ou menos é a tilápia. E perto de outros peixes, né, ela tá ali no meio.

Tem alguns peixes mais baratos, mas ela tá ali no meio da cadeia. A alimentação dela é o quê? Hoje? Basicamente igual frango. Igual frango. Milho e soja. E vocês produzem todo esse milho e soja, seja pro frango ou seja pro peixe? Pro frango, sim. Pro peixe nós estamos nesse processo de verticalização ainda. Pro frango, 100%. Hoje, falando em números, hoje nós consumimos um milhão de saca de milho mês.

e mais ou menos umas 300 mil de soja. Isso dá basicamente 100 bitrem todos os dias. 100 bitrem todos os dias, cara, é muita coisa. E aí entra, igual a gente estava falando, a gente olha a cadeia muitas vezes só por uma parte. É uma logística enorme isso, porque quando a gente abate 670 mil,

frangos por dia, são basicamente, contando com a perca que a gente tem de produtividade, 800 mil ovos por dia que saem para o incubatório, 720, 730 mil pintinhos de um dia que saem para a granja, para sair esses...

670, 680 mil de abate por dia. Então, é uma engrenagem. Todo dia tem o ovo pingando ali e tem o frango saindo. Tem o pintinho de um dia, tem o frango saindo. Tem 100 bitrem de grãos entrando, tem que sair 100 bitrem de ração. Então, é uma cadeia, ela funciona como uma engrenagem. Se uma...

parte ali se rompe, compromete todo o outro. Essa logística da ração pronta, da chegada da matéria-prima e até chegar nos seus parceiros, vocês fazem toda essa logística? É, hoje nós...

Nossa empresa não é uma transportadora, mas é também ao mesmo tempo. Então hoje nós temos basicamente 450 veículos próprios e esses veículos têm capacidade de fazer 35% da nossa logística. Então a gente ainda contrata 65%.

então tem bastante motorista quando você fala daqueles 11 mil tá incluso os motoristas mas se for pros indiretos que estão ao teu lado você deve dobrar isso tem uma conta que fala que é mais ou menos 5 vezes 5 vezes o 5? só dobrando

Mais ou menos umas 50 mil pessoas, 60 mil pessoas ali que dependem da empresa, girem em torno da empresa. Na questão da mandioca, que é mais um produto do GTF, o que você faz? Qual é o processamento? Hoje a gente faz, nós esmagamos a mandioca, nós temos mais de 2 mil produtores parceiros, que entregam pequenos produtores realmente, que entregam, a mandioca é um processo muito manual ainda.

tá indo pra um processo de mecanização mas é um processo ainda muito manual hoje a gente esmaga faz de uma parte dela uns 40% nós fazemos a fécula, isso é usado pra embutidos, dentre outros, pão de queijo e etc desde parte de salsicha, então nós vendemos inclusive pra concorrentes nossos do frango bound bound! bound

E nós fazemos amidos modificados. Então, maltodextrina, dextrina, pré-gel. Então, isso vai desde escavação de petróleo da Petrobras, vai um produto nosso. Caramba. Até toda a parte de panificação, sorvete, molhos, mercado alimentício.

parte de textura para o produto ficar menos aguado conservação de produto e etc, então é um mercado bem amplo até linhas de cosméticos tudo a base da mandioca? tudo a base da mandioca, é incrível nós até brincamos que tem inúmeras aplicações que nós nem descobrimos ainda que dá para fazer com o nosso produto e maldo dextrina hoje se você pegar vai até em whey protein o outro

quando você pega ali mercado de nutrição, barrinha de cereal, usa também o nosso produto. Aí nós somos matéria-prima para outras empresas. Então nós vendemos uma parte da matéria-prima que eles usam no processo produtivo deles. E vocês produzem a mandioca também ou só com parceria? Temos, muito pouco, mas o foco nosso é em parcerias.

É como você falou, é tudo muito manual ainda, né? Já tem desenvolvimento pra técnica de colheita, principalmente? Tem, tem. Tem algumas empresas, nós temos teste, inclusive. A mandioca, ela ficou focada em pequenos produtores, porque se tem aquela mão de obra específica, e aí o cara só planta naquela região específica dele. Então, tem sim, mecanização. Tá sendo testado. Mas eu acho que é um caminho também.

meio que sem volta. Como aconteceu com a cana, como aconteceu com o milho, com soja. Então eu acho que é um caminho com o próprio eucalipto. Antigamente o eucalipto era todo na mão, hoje, máquinas, mecanização. Então eu acho que a mandioca é uma tendência e ela ela fica toda mecanizada. E nós já estamos testando.

Eu lembro dos antigos falando, né? Plantar mandioca é fácil, né? Só jogar ali e jogar o pé em cima. O duro é colher. É isso aí. O duro é colher, meu amigo, não é fácil, não. E assim, com toda essa grandeza do grupo, como é que hoje está a questão de mão de obra, de qualificada? Todo mundo que você entra nessa cadeira, estou falando com um pecuarista, estou falando com, sei lá, o cara do cavalo, todo mundo, tipo, difícil ter mão de obra. Como é que está essa questão hoje no campo, dentro da sua área?

Eu acho que esse é o principal gargalo do nosso hoje. O principal custo do nosso hoje é a mão de obra. E eu não vou te dizer nem de mão de obra qualificada. Essa sumiu mesmo. Você tem que preparar. A gente faz...

plano de carreira pessoal, preparação, curso técnico profissionalizante, tem parcerias com municípios, com faculdades, mas a mão de obra também menos qualificada também está muito difícil. Hoje, e principalmente no estado do Paraná.

porque em algumas regiões do Brasil ainda tem dificuldade, ainda algumas empresas que estão em dificuldade. Agora, o estado do Paraná parece que nós estamos falando de outro país.

quando a gente pega essa região de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, as empresas estão muito bem. Então, a mão de obra está cada dia mais concorrida. O desafio é engajar para que as pessoas queiram trabalhar na vossa empresa. Nós temos planos de pagar salário a mais se a meta for batida, pagar salário a mais para mais de 10 mil colaboradores, um salário a mais de bônus. Então...

é tentar com alguns incentivos e reconhecimento, se a empresa vai bem, o funcionário prospera junto com ela, para tentar capitanear aí essa mão de obra, sabe? Do nosso quadro hoje, a gente até brinca, a gente até conversa, né? Dos 7 mil colaboradores, dos 10.500 colaboradores, mais ou menos, 6.507 mil são pessoas que não saem.

Agora esses outros 3 mil rodam, rodam, rodam. Toda hora tá saindo, entrando. Hoje nós temos um turnover por mês de aproximadamente 300 colaboradores. Nossa. E se você for ver isso, é 3%. É muito. Relativo.

que como o volume é muito grande, então você imagina todo mês 300 pessoas novas pra entender da empresa, pra entender do processo, é complexo. É complexo. Então, desafio, o principal desafio hoje, se tivesse que citar um, mão de obra. Todo mundo tá falando isso rápido. Mas é a realidade, né?

todo mundo tá falando a mesma coisa nessa questão das dificuldades, mão de nobre e assim, não é a realidade, e aí é importante também, no país que se fala em desemprego é o tinto também e todo mundo fala um pouquinho sobre ah, aqui é o Brasil assistencialismo, etc, mas isso, óbvio, né, isso tem um pouco de reflexo, mas o mundo vive isso se você for conversar com europeu, com francês o país o país o país

É a mesma dificuldade. Você vê o que tá sendo feito nos Estados Unidos, etc. De segurar pessoas, segurar imigrantes. É pro próprio americano ter que trabalhar também, né? Então, não é uma coisa só de Brasil. Mas é uma coisa que eu não consigo achar muita explicação. Onde você vê um crescimento...

populacional, onde você vê aí a expectativa de vida aumentando tudo, e você parece que tá sobrando gente, tem emprego, e as pessoas não tão indo trabalhar, não sei, eu não vejo uma lógica nisso, assim, não sei minha opinião. É complexo, tá muito complexo, né, eu acho que algumas pessoas querendo se submeter a menos a alguns trabalhos, é.

Então, pra você ter ideia, pensando nessa dificuldade, pensando em trazer também um pouco mais de qualidade pros colaboradores, nós paramos nossas unidades de abate no sábado. Então, fazia parte da nossa carga horária, de segunda a sábado. Era obrigatório o sábado, né? Nós trouxemos de segunda a sexta e o sábado fica como um extra, caso você queira ir. Então, nós...

Tiramos. Aí alguns amigos, alguns empresários falam assim, mas Rafael, mas vamos lá, se você sai de seis dias por semana e vem pra cinco, você não consegue compensar. Falta um pouquinho. Falta mesmo. Ah, mas e aí? E aí que você tem que abrir mão. Um pouco desse faturamento, desse volume um pouco a mais.

pra tentar reter pessoas, pra tentar ter uma mão de obra mais qualificada, mais treinada. Então, nós, nas nossas estratégias, fomos tomando algumas decisões como essa, entendeu? Então, pra tentar pro cara ter dois dias de descanso, né, pra pessoa ter dois dias de descanso, pra ver se ela fica. Estamos tentando trazer as pessoas pra mais perto, nós buscamos gente longe, né, então...

Tem pessoas que nós buscamos 200 quilômetros de distância. Então, estamos tentando trazer essas pessoas para o mais perto. Pessoas que querem continuar na empresa. Então, é um trabalho contínuo, cara. E se você for ver, eu estou na empresa. Eu entrei com 16, vou fazer 32. Estou praticamente há 16 anos.

quando você pega haitianos com 15 anos de empresa, você vê que não é um problema de agora. A mão de obra, né, já é um problema de 16, 17, 18 anos atrás. Senão nós não estaríamos tendo que recorrer para outras nacionalidades. Então é um problema que ele só vem se arrastando, né? Ele só vem se arrastando, cada dia piorando. E eu acho que...

o caminho que nós estamos fazendo com isso é investir um pouco mais de tecnologia, tentando aumentar o número de frangos abatidos sem aumentar muito, sem aumentar proporcionalmente o quadro. Ah, vai deixar de existir a mão de obra? Não. Só que ele não vai aumentar na mesma proporção. Se eu tiver que dobrar, vai para 20 mil colaboradores? Não, vai para 16. Então é um pouco disso que a gente está investindo.

E você é o CEO desse grupo todo, tá manejando tudo isso, ainda sobra tempo pra mexer com o cavalo? Sobra pouco, pouquinho.

Mas é uma paixão que a gente tem aí. Laço? Laço. Team Hope. E a sua esposa no tambor? Minha esposa no tambor. Isso aí é... E daqui uns dias a filhinha também no tambor já ama cavalo também. Tem tudo pra seguir o caminho. Você cria ou não? Você só tem pra esportar? Eu gosto mais de competir. Minha esposa já gosta um pouquinho mais de criar, gosta de ver os potrinhos e tal. Mas nós dois temos um foco mais de competidores.

E como é que consegue treinar? Não treina, né? Os dedos tudo ralado, fui pra prova e aí não tá naquele ritmo. Então treina a hora que dá, né? Mas é importante. Eu tava até conversando, eu acho que esse ano, tava conversando com ela, com a minha esposa. Tem que tirar um pouquinho mais de tempo pra esses momentos também, que o cavalo é muito importante, né, cara?

depois de um dia estressante de trabalho, você pode montar um cavalo, tem na roelha. É bom, né, cara? Muito bom. Essa vida do campo, cavalo. E eu tô, não tem nem desculpa, né? Tá atrás da empresa ali, perto da minha casa. Tô a quatro quilômetros da minha casa, o rancho, dentro de Maringá ali. Então, tem que fazer um esforcinho melhor pra conseguir treinar um pouquinho mais, conseguir ir pras provas, né?

É, porque é uma vida empresarial no campo que tem que tocar, como você falou aqui, desde lá do frango, né? Tudo milimétrico pra poder... As contas são muito próximas do certo, o erro do acerto, né? Mas nós temos muita gente boa. Hoje nós estamos no nível de profissionalização da empresa, que ela roda, sem eu, sem meu primo. Nós temos uma governança corporativa com diretores, pessoas, gestores.

Hoje nós temos, fora nós dois, seis gerentes, né? Seis diretores e mais de 60 gerentes. Né? Então, é muita gente qualificada. Pessoal de mercado, né? Bem preparado. Então, hoje a empresa roda. Mas é a agenda, né? Aquela rotina de reunião, etc. O negócio não para. E aí é crescimento. Esse ano nós estamos investindo basicamente 250 milhões de capex.

Então assim, não para de investir nunca, né? O nosso negócio é assim, é crescendo, crescendo, crescendo, crescendo. Mais gente de 11 mil queremos ir pra 13, 14, 15 mil, mesmo com a dificuldade de mão de obra, não pode parar. Não pode.

crescimento contínuo, né? É isso aí. E aprendizado contínuo. E aí, sua esposa tem até uma marca de... Tem, é o Hunter. É dela? É dela. Você dá uns palpites também ali? Dou, dou uns palpitinhos. Se for pra fazer o que eu gosto, só saiba o boné preto, camiseta preta, é o mais básico. Mas tem sim, né? Ela gosta bastante. Ela é veterinária, trabalhou com nós e...

na fazenda de gado, a família dela também tem propriedade, e depois de determinado momento, focou um pouquinho mais na O'Hunter, adora também, bacana, bacana. Aqui a gente tem uma parceria com a Austin, você conhece a marca do nosso amigo Jorge lá de Prudente, e a gente tem um boné aqui que é o oficial, quem quiser adquirir, olha qual câmera que eu tenho essa aqui, quem quiser adquirir esse boné, está nas melhores lojas do Brasil, entra no site aí da o Brasil.

Da Austin Western, se não, entra em contato com a gente no DM e eu vou te dar um de participação aqui. Se eu usar o seu treino de Lascendupa... Obrigado, hein? Já vou colocar o bicho, hein? Pode colocar. E o nosso kit Volkswagen aqui da comitiva Volkswagen. Obrigado. Volkswagen do Brasil, nossa parceira aqui do Agro 360.

Rafa Tortola, obrigado pela tua presença aqui, parabéns por esse sucesso da empresa, sem dúvida alguma, um orgulho pra gente ver o tamanho, a robustez que está o nosso mercado do agronegócio, grupo como o GTF, uma canção alimentos aí, e acho que o Brasil tem que se orgulhar de vocês todos, você e todos os seus colegas desse setor aí. Obrigado, seguimos trabalhando, muita dedicação.

de muita gente que faz isso acontecer às vezes nós aqui, eu sou um mero representante do trabalho de bastante gente, de bastante família e vamos pra cima, temos que ser otimistas e um país que tem suas dificuldades, mas que também tem muita oportunidade sem dúvida alguma, você falou tudo, a gente tem que ser otimista

acreditar em nós mesmos e deixar que nós somos uma potência. E depende da gente, não depende de ninguém. E o agro, cada dia mais salvando o país, mostrando sua força e se tornando referência. E Neymar na Copa. Neymar na Copa, se Deus quiser. Bom, só pra quem não entendeu, a Canção Alimentos é a patrocinadora do Santos.

E o Neymar é embaixador. E o Neymar é embaixador. Vai, não vai? Tem que ir, ué. Não sei. Você que tá falando aqui, eu não sei. Tem que ir, homem. Tem que ir. Onde estamos agora? É Neymar e mais 10, né? É. Se Deus quiser. Será que traz o título esse ano? Tem que trazer, né? Torcer, né? É.

Só lembrando que nós estamos gravando esse programa em meados de março, então estamos naquele momento difícil de saber vai ou não vai. Legal. Obrigado mais uma vez, sucesso. Lembranças aí a todos do Grupo GTF, toda a sua família aí nesse empenho maravilhoso. Mais uma vez, obrigado. Valeu, tamo junto. É isso aí. Rafael Tortola do Grupo GTF, Canção Alimentos, num papo muito bacana aqui. Semana que vem a gente volta com mais Agro360. Até lá.

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