Os Prêmios Alternativos da NBA 2025-26 [Podcast #578]
Neste episódio, Denis Botana e Danilo Silvestre trazem os mais esperado episódio do ano: Os Prêmios Alternativos da Temporada 2025-26 da NBA. É dia de premiar a melhor frase, a estatística mais estranha, o melhor jogador de um jogador ruim, o personagem do ano, o jogador que mais "involuiu" e muito mais!....*SHARKE*Ganhe três meses de consultoria de investimentos na Sharkehttp://sharke.com.br/bolapresa
Bem, amigos do Bola Pressa, estamos de volta com mais um podcast.
Eu sou o Denis e eu sou o Danilo.
Esse é o episódio 578 e devo dizer, antes de revelar o episódio para quem tá só no áudio, que o Danilo está bem trajado com seu terno e eu estou de boina. Isso quer dizer que é gala.
Exato.
Isso quer dizer que hoje é dia dos prêmios alternativos da temporada 25/26 da NBA. Um especial do Bola Presa, tradição do Bola Presa, que a gente não abre mão.
Exato, virou tradição, virou um episódio canônico. Estamos aqui vestidos a caráter porque a gente tá celebrando o que mais importa na NBA.
Que é o que não importa.
Os títulos? Não. O troféu de MVP? Não. O que importa são as pequenas histórias, as pequenas coisas que poderiam passar batidas e que são exatamente o que dá o sabor pra NBA que a gente tanto ama.
Se eu quisesse saber só dos MVPs, eu lia livro de história.
É isso, você vai na Wikipédia.
Se eu me importo só com quem é campeão, eu apareço para assistir só nos playoffs. A gente tá aqui todo dia, toda semana. O que segura a gente aqui todos os dias, toda semana? As pequenas coisas.
Exato, é a rotina, é o dia a dia. E na rotina acontecem coisas muito mais inusitadas do que você imagina. Tem muita esquisitice, muita bizarrice, muita coisa saborosa acontecendo no dia a dia da NBA.
Nem toda estatística são os 100 pontos do Wilt Chamberlain. Nem toda frase vai ficar para história da NBA.
Às vezes não é uns 100 pontos do Wilt Chamberlain, às vezes é gente fazendo 0, 0, 0, 0, 0, né? 0 pontos, 0 rebote, 0 assistência, 0 roubo, 0 tocos.
A gente tá aqui para celebrar esses números, esses feitos, essas frases. E se você quer acompanhar os outros, tem uma playlist no Spotify com todos que a gente já fez em áudio. O link para playlist tá no balapresa.com.br. Se você abaixar, scrollar até lá embaixo, do lado do formulário onde tem as mensagens do Both Things Play Hard, tem uns links para especiais, tipo Bola Presa no Teatro, Campeonatinho Bola Presa, e tem lá os prêmios alternativos para você ouvir todos depois que você ouvir esse, né? Começa pelo mais recente dessa temporada, tá quente, estamos empolgados.
Perfeito. E aproveita, está fazendo isso, e vai no bolapresa.com.br para ver o site novo. Tamo com nova cara, novo visual, tem lá tudo facinho para você mandar as perguntas para o Both Things Play Hard, para você ver essas playlists, para você ver todo o nosso conteúdo. E claro, pra você assinar o Bola Presa em bolapresa.com.br/assine.
Sabe que eu usei uma das funcionalidades pra assinantes pra fazer os prêmios, que é o nosso oráculo. Tem o prêmio Zach Randolph de melhor jogador de time ruim. Eu perguntei pro oráculo e ele me listou as opções. Ó, esses times não foram pros playoffs, tá aqui a média desses jogadores.
Fantástico, perfeito.
Tudo que você pergunta, ele responde.
É isso, o oráculo responde todas as suas perguntas sobre NBA, mas é só pra assinantes. Então assine o Bola Presa.
Bom, jabá tá feito, estamos bem trajados, todo mundo já entrou no teatro.
Exato, já tá todo mundo aqui já. Podemos chamar algum famoso comediante para fazer um stand-up levemente insuportável e ligeiramente questionável e politicamente incorreto? É, ou podemos ficar nós aqui apresentando todos os prêmios. Vamos fazer isso, a gente até economiza em salário. Bora lá, bora!
Então vamos começar com o mais clássico de todos, que é esse prêmio que eu acabei de citar, que é o Troféu Zach Randolph de melhor jogador de time ruim. O Zach Randolph, para quem não tava aqui desde os primórdios, era nosso jogador queridinho do Bola Presa. Porém, ele passou boa parte da carreira fazendo números, farmando números, eu diria, em times horripilantes. Mas a gente não quer esquecer dele. Tava no time ruim, mas tava lá encantando nossos corações. Então a gente quer celebrar o cara que foi bom num time que foi um lixo.
E o mais legal do Zach Randolph é que ele era legal de um jeito que também não era muito convencional, né?
Isso é, ele tava, ele parecia acima do peso até a gente perceber que era o peso perfeito.
Exato, era o peso que ele precisava ter.
Ele mudou os padrões de beleza.
Verdade, é isso. Zach Randolph era fantástico.
Eu já pensei em batizar esse troféu como Sharif Abdurrahman. Depois pesquisem a carreira dele. Ele era um ótimo jogador, nunca jogou num time decente.
Não, minimamente decente, nunca.
Se ele fosse do nível, sei lá, do LeBron, ele faria esses times serem bons. Mas ele só era muito bom, ele não era histórico.
Mas ele era um All-Star, ele chegou a ser All-Star.
Acho que ele foi All-Star uma ou duas vezes. Bom, vamos lá aos candidatos, Danilo. Quem pode levar esse troféu para casa, porque se você tá só no áudio, vai no YouTube pelo menos dar uma olhadinha, que temos um troféu enorme, de verdade.
Incrível, fantástico.
Primeiro candidato, Giannis Antetokounmpo. Olha só, faz tempo que ele não é candidato a esse prêmio porque o Bucks não era tão ruim. Agora o Bucks é ruim. 27 pontos, 9 rebotes e 5 assistências de média num time catastrófico.
Acho que um dos piores Bucks em que ele já Teve o desprazer de jogar, porém disputou 36 partidas na temporada. É isso que eu ia perguntar, tem mínimo? Tem 66 jogos, aí tem mínimo para ganhar MVP. A gente tem mínimo para ser jogador ruim? Quer dizer, jogador bom em time ruim?
Esse foi um tema importante nessa temporada. Por exemplo, o próximo candidato, Lauri Markkanen, 26 pontos, 7 rebotes pelo Utah Jazz, jogou 42 jogos. É a temporada, o fim da temporada, segunda metade da temporada foi toda sobre tanking, quem perdia mais. E uma das estratégias era essa: tirar o jogador bom. A gente vai punir isso?
Complicado, né? Se você é muito bom num time ruim, provavelmente você vai jogar pouco.
É então. Próximo candidato: Pascal Siakam, 24,6 rebotes de média pelo Indiana Pacers, jogou 62 jogos.
Pois é, mas ele era tirado em todos os quartos períodos, ou seja, poderia ter números até melhores.
E por fim, Vamos dar uma moralzinha para o novato? Cooper Flagg, olha só, 21 pontos, 6 rebotes, 4 assistências, novato do ano, terminou a temporada voando para conseguir essa, vencer essa disputa com o Conklin. Por que não?
O Dallas não foi bom, não.
O mínimo para você poder disputar esse prêmio é seu time ir para os playoffs. Eu dou preferência para quem nem para o play-in foi, obviamente. Então acho que o Cooper Flagg é um candidato, ele jogou mais, jogou mais sério. Tentou vencer mais que os outros, mas não sei se ele foi melhor que o Antetokounmpo, melhor que o Siakam.
Mas ele jogou mais partidas. Difícil, hein? A gente tem que aqui bolar os critérios em tempo real.
É verdade, não vai ter, vai ter páginas com critérios escritos.
Não tenho guia de votação, vai no feeling.
Se alguém ouvir do ano passado e falar que a gente falou o oposto, paciência, o mundo muda, a gente muda.
Dennis, pra história, o sabor da gente dizer que o Antetokounmpo ganhou esse prêmio, o fato de que ele é de fato um dos melhores jogadores da NBA e a gente viu um Bucks catastrófico em quadra.
Se você fizesse listas de melhores jogadores da NBA, eu não faria jamais, mas se você fizesse, o Antetokounmpo tá tranquilamente num top 5.
Exato.
E o time dele foi um lixo deprimente.
E foi um lixo deprimente com ele jogando, que eu acho que é importante também.
É, foi bem melhor com ele jogando, mas não, não bom o suficiente.
Não, não, porque assim, se fosse só o time foi uma desgraça com ele lesionado e com ele saudável o time não perdeu partidas, mas não, o time era muito ruim quando ele tava jogando também. Então Yannis Antetokounmpo, eu acho que o Yannis ganha o primeiro troféu dos pontos alternativos 2025/2026.
Ele mudou de time O Hitch tem chances de dar certo, talvez ele nunca mais seja candidato.
É, talvez ele nunca mais seja considerado.
Então parabéns, Antetokounmpo, você é o Zach Randolph, recebeu o troféu Zach Randolph de melhor jogador de time.
Acho que o melhor jogador a já ter recebido esse prêmio, hein?
O segundo, Danilo, foi um que inaugurou no ano passado e eu cogitei tirar ele, mas vamos lá, vai, vamos tentar.
Nossa, você já começa assim? Diminuindo o prêmio.
Coitado dele, é que eu acho que alguém tem que ganhar esse prêmio, mas eu não acho que teve tantos candidatos assim para poder competir. Eu só quero dar o prêmio para essa pessoa.
Qual é o troféu?
É o Troféu Rudi Melo de melhor jogador da off-season. O Rudi Melo é o Carmelo Anthony de touca, o Carmelo Anthony de moletom e touquinha jogando aquelas peladas de off-season onde ele destruía todo mundo. A gente falou, pô, o Carmelo voltou, hein? Carmelo vai embalar. Mas ele tava no fim da carreira, embalou porcaria nenhuma. Mas foi histórico. Quem lembra do Carmelo de touca?
E começou a conversa fashion sobre que tipo de coisa você poderia usar num jogo de verdade da NBA. Posso usar touca? Posso usar faixinha?
Bom, não deixavam nem o Kyrie Irving jogar sem a camisa pra dentro da calça.
Pois é. O untucked Kyrie é uma lenda da NBA.
É tipo o Lebron de máscara, Lebron de máscara preta, né? Aquele era imbatível. E ano passado um dos candidatos foi o Jordan Clarkson de boné, que era o Casual Clarkson. É verdade, foi muito bem.
Nessa temporada não teve muitas grandes histórias de off-season, né?
Teve uma na temporada passada, na off-season passada, mas foi tão cedo que a gente usou no prêmio do ano passado, que foi o Ibanema Shaolin. É verdade, esse é imbatível, não tem como ganhar do Ibanema Shaolin.
De cabeça raspada, correndo pela China.
O que teve logo depois do Ibravin e Marshall McDonald, mas depois dos prêmios do ano passado, foi o Luca Magro, o Luca capa da revista Men's Health, fininho, o Luca que ia destruir o mundo porque agora ele tem metade do peso e tava trincado, né? E aí, para lutar com ele, teve o Zion Magro também, que foi um fenômeno da off-season passada.
É verdade.
E Mas teve muito mais do que isso? Não, mas essas são duas histórias boas o bastante, porque assim, todo off-season tem o Yoke com cavalos, mas é o melhor jogador de basquete, né? Não é o melhor, ele ganha corridas porque ele é dono do cavalo, não sei se ele é o melhor atleta. E tem o atleta do entretenimento também, que eu pensei que foi a grande atuação do Kevin Love, em especial Kevin Love registrando o encontro do Cleveland Cavaliers de 10 anos de título de 2016.
Todo mundo se reuniu, LeBron, J.R. Smith, menos o Timo Femosgov, que eles não convidaram.
Perfeito.
E o Kyrie Irving, que aparentemente não respondeu as mensagens, mas depois foi tudo mal-entendido. Mas tava lá, e Shumpert, Richard Jefferson, viajaram, foram para balada, ficaram bêbados, tiraram foto sem camisa.
E o Kevin Love com cinegrafista, Kevin Love perfeito registrando tudo isso.
Mas é uma grande atuação numa área que não é o basquete.
Exato.
Mas o Kevin Love não joga tanto basquete mais também. Então fica aí, tem o Yoke dos cavalos e o Kevin Love influencer como grandes atuações da off-season, mas não sei se jogadores de lenda da off-season. Eu acho que tá entre o Luca Magro e o Zion Magro.
É que o Luca Magro, ele jogou, jogou bem a temporada, foi tudo bem. Eu acho que o troféu Rudy Melo de melhor jogador de off-season tem um quezinho de que é só na off-season, só existe na off-season. E eu acho que nesse sentido o Zion tá mais próximo, embora foi a temporada que o Zion mais jogou, né? Exato, foi a temporada mais saudável do Zion, mas também não foi o Zion dominante que o pessoal sonhava quando viu ele um pouco mais trincado.
Eu achei que o Luca magro foi mais fenômeno de mídia, foi capa de revista, literalmente, todo mundo falava sobre isso. O Zion, tipo, apareceram uns vídeos, umas fotos, o pessoal falou, nossa, nunca vi ele tomado.
Você tem razão, pra história o Luca foi mais impactante, né? Vamos dar pra ele o prêmio?
E de fato, pra falar a verdade, o Luca apareceu mais magro, o Luca jogou bem e jogou muito melhor do que nos outros anos onde ele parecia gordinho de buchichudo.
Não. E também não lesionou menos.
Não, terminou a temporada machucado do mesmo jeito.
É verdade. Tá aí pra mostrar como a nossa ideia de um corpo atlético e saudável às vezes não tem tanto impacto assim.
Pô, a gente já deu essa mensagem no Zach Randolph, agora a gente dá essa mensagem no Luca. Parece que o mantra dos prêmios é: pode engordar à vontade, joga essa caneta fora. Não é de propósito, mas não fica aí.
Mas vamos lá, Luca na capa da Sports Illustrated, era isso? Não foi da Men's Health?
Acho que foi da Men's Health.
Assim, por favor, dá o prêmio para ele.
Então, Luca, parabéns, Luca Dončić! Dessa vez você tá nos prêmios por uma coisa boa, né? Não porque a troca do Luca aconteceu, não aconteceu da temporada. Terceiro prêmio, Danilo, vamos! Esse é novo, esse é novo porque essa temporada pediu que é o Troféu Sam Hink de Tanking do Ano.
Quem tankou melhor?
Quem tankou melhor? Qual foi o grande acontecimento do tanking na temporada? E tem 3 candidatos. Os 2 primeiros foram fáceis de decidir porque a NBA multou esses times por tanking explícito. O primeiro, Indiana Pacers, que foi multado em $100 mil por não colocar o Andrew Nembhard, o Pascal Siakam e o Aaron Nesmith num jogo contra o Utah Jazz. Não é qualquer jogo, é um jogo contra um adversário direto na disputa pela pior campanha. Então tem planejamento aí.
Pois é, porque assim, vamos ser sinceros, o Pacers, como eu falei antes, tirou o Siakam em todos os quartos períodos. Eles chegaram em quartos períodos empatados ou ganhando e não usaram nenhum titular. E aí eles conseguem perder o jogo e eles não foram multados por isso pela NBA. Eles foram multados quando enfrentando o Utah Jazz.
Exatamente. E o próximo candidato, aliás, a NBA fez investigações, uma investigação, tipo, eles mandam um médico independente para ver os exames ou fazer novos exames com esses jogadores e falaram, ó, eles podiam jogar.
Isso, eles estão saudáveis.
O que vocês estão falando aí é bobagem, por isso a multa. Mas aí vem o Utah Jazz, o próprio Utah Jazz, que não foi multado em $100 mil, foi multado em $500 mil, porque em jogos consecutivos Eles entraram no quarto período vencendo e aí tiraram quase todos os titulares, em especial Jaren Jackson Jr., que tinha acabado de chegar no Utah Jazz, e o Lauri Markkanen. E aí a NBA olhou e falou, vocês estão de sacanagem, né? Sacanagem com a minha cara, tipo, tá muito explícito.
Fala que tá com dor nas costas, é melhor do que o cara destruir por 3 quartos e não jogar o último.
Assim, é um pouco diferente do Pacers, até porque eu tem mais estrelas, né? Tem mais jogadores que seriam inegavelmente os jogadores que estariam em quadra, não é o elenco profundo do Pacers. Você pode falar, não, eu não vou usar esse porque eu vou usar outro. Não, você tá tirando as estrelas realmente da equipe.
E tem um detalhe, eles fizeram isso em 2 jogos, mas venceram deles. E aí o Jazz ficou meio revoltado, do tipo, a gente tomou multa de tanking, que é perder de propósito por um jogo que a gente ganhou é ridículo.
É, mas a intenção, a intenção é que conta. Você quis perder, você venceu, mas foi sem querer. O que é absurdo, né?
Vitória culposa, que a gente venceu sem a intenção de vencer.
E aí é multado mesmo assim. Você pensou em perder, tá multado. Não pode pensar nisso não. É uma situação muito esquisita assim. Eu tenho um pouco de vergonha da NBA se colocar nessa lógica, porque você tem que ficar julgando a intenção de um time o tempo inteiro. É um terreno muito, muito arenoso.
Bom, temos o Memphis Grizzlies, que num jogo contra o Utah Jazz, que a gente vai citar outras vezes nos prêmios, aliás, colocou o quinteto de—
vamos lá—
Lucas Williamson, quem? Darrick Whitehead, Tobey O'Connell, Adama Ball e Jamal Machack. Esse foi o quinteto que o Memphis Grizzlies colocou em quadra contra o Utah Jazz.
Assim, de verdade, eu duvido que qualquer fã da NBA conheça o rosto de qualquer um deles.
Nenhum.
Qualquer um dos 5, qualquer um. Você reconheceria na padaria?
Não reconhecer, não. Você reconhece, pode ser um jogador profissional de basquete.
Você olha e fala, nossa, ele é muito alto.
São enormes e atléticos. Sim, talvez se você torceu pro... Foi no Nets, né, que o Dariq Whitehead jogou um tempo. Mas tem que ser um jogador, um torcedor fanático do Nets. Aí lembra da cara daquele desgraçado.
É, você vai falar assim, esse cara não jogou pelo Nets um tempo?
Isso, é, você vai dar aquela meio... Acho que lembro, mas não lembro.
Perfeito. Nossa, sério, que quinteto desastroso!
Vale dizer que o Utah Jazz respondeu esse quinteto com Kennedy Chandler, Blake Hinson, o Oscar Tibeui, porém Ace Bailey e Cody Williams.
Ok, ok.
O Cody Williams é horripilante, é, mas ele foi draftado lá alto, faz parte.
A gente conhece, a gente sabe quem é.
E o Ace Bailey é o Ace Bailey, claro. Então acho que o Memphis disputa mais esse troféu, até porque o Jazz tá concorrendo pela multa que tomou no jogo que ganhou. Mas aí vem meu queridinho Danilo.
Nossa. Meu queridinho, mais querido que todos os que passaram, tem, tem, que é o nosso glorioso Sacramento Kings.
O Sacramento Kings foi alvo de uma investigação porque no jogo contra o Golden State Warriors, vem perdendo o jogo, eles estavam perdendo para o Golden State, acho que por 8 pontos de diferença, faltando 3 minutos. E aí eles fizeram falta de propósito no Seth Curry, famosamente um dos melhores arremessadores de lance livre da história da NBA. E todo mundo, o réquiem check no melhor arremessador adversário, nenhum sentido. E o Seth Curry foi lá, obviamente fez os lances livres.
O Draymond Green ficou possesso em quadra, apesar do time dele ter acabado de ganhar 2 pontos de graça, meio que não é possível que isso aconteceu.
Ele ficou revoltado.
E aí ele foi no podcast dele, detonou Sacramento Kings, foi um horror. E aí o Kings respondeu que Foi sem querer. O técnico do Kings, o Doug Christie, tinha 3 tempos para pedir ainda. Só que se você chega nos 2 minutos finais de jogo com 3 tempos, um evapora. Você só tem, só pode pedir 2 nos últimos 2 minutos. E falou, não quero morrer com um tempo na mão. Só que já faltava 3 minutos, ia ter mais uma posse de bola, o jogo não ia necessariamente parar.
E aí, faz uma falta aí para o jogo, a gente pede tempo. Ele não sabia que o Warriors já tava no bônus.
Ele não sabia que ia dar lances livres pro Stephen Curry.
Pro Seth Curry, nesse caso. E aí foi isso que aconteceu. O Kings é tão incompetente que eles erram porque eles erram o tempo inteiro, e o pessoal acha que tem estratégia por trás.
É assim, é tão burro, mas tão burro, que a gente é obrigado a considerar que eles têm uma segunda intenção por trás.
E a segunda intenção também seria burra. Eles já estão perdendo o jogo por 8 pontos.
Tanto faz que você vai desperdiçar um tempo técnico.
Mas o Kings é tão incompetente que você acha plausível que eles estão fazendo aquilo. É verossímil o Kings tomar essa decisão.
Você sabe o que acontece com alguma frequência? De que pessoas estão fazendo burradas o tempo inteiro por pura incompetência e a gente não concebe que seja por incompetência, a gente acha que existe uma má intenção. É comum, acontece o tempo todo. Sempre assuma burrice antes do mal-caratismo. Não é um axioma?
É para levar para vida. E eu acho que o Kings está em todos os cantos aí. Ele tem a burrice, tem a incompetência, pode ter um cheirinho de mal-caratismo.
Tem tudo, né?
E tudo assim, se você não consegue confirmar uma coisa, você consegue dizer que sim, é possível. Não sei se é, mas é possível.
Então eu fiquei encantado com essa história do Sacramento Kings, que é o tanking involuntário.
Mas o quinteto que o Grizzlies colocou em quadra é assim uma coisa de outro mundo. Na D-League ia chamar atenção. O Utah Jazz sendo punido por ganhar um jogo que eles queriam perder é uma história deliciosa. E o Pacers tá aí porque foi multado. Acho que o Pacers não tem chance de vencer essa.
Muito difícil escolher entre as outras 3 histórias, né?
Sun Hyung Ki deve estar lá no céu chorando, né?
Incrível!
No céu dos general managers.
Eu tô apaixonado pelo tanque involuntário do Kings, mas eu tô com medo que a gente esqueça o quinteto que o Grizzlies usou.
A gente tem que botar esse quinteto na história, né? Quando você entrar no Museu de Relevância Temporária do Bola Presa, que vai ter a ala especial dos premiados nos prêmios alternativos, Tem que estar lá, né, um pôster, um quadro com esse quinteto.
A gente tá conversando com a história aqui, a gente tem uma responsabilidade histórica com o nosso querido ouvinte.
Vamos dar para o Menfão então?
Vamos.
Então, Menfão, com seu quinteto de Lucas Williamson, Darick Whitehead, Tobi Okane, Adama Ball e Jamal Machak.
Não dá para acreditar, não dá para acreditar.
E assim, daqui a pouco a gente vai falar desse jogo um pouco mais, daqui a pouco. Num dos prêmios que eu mais gosto, aliás.
Os números desse jogo vão ser absurdos, é isso?
São, são uma insanidade, uma insanidade. Mas antes do prêmio que eu gosto, tem um prêmio novo sugerido pelos assinantes do Bola Presa. Eu só dei outro nome pra ele, que é o Troféu Ron Artest de Atividade Extracurricular da Temporada. Ron Artest, famoso por pedir ao Indiana Pacers pra não jogar a temporada regular.
É verdade.
Porque o que importa é os playoffs, eu quero lançar um novo álbum de rap. Eu sou músico e quero, tô investindo na minha carreira e eu volto depois. E o Pacers foi obrigado a olhar para ele e falar, não acredito que você existe, eu não acredito que você tem.
Você pensar isso já é complicado, você externar isso é loucura, né?
Então é um prêmio para celebrar o que os jogadores fazem quando não estão jogando, é a carreira de rapper de cada um. Ninguém abriu mão da temporada. Pelo menos é que no grupo dos assinantes sugeriram que o troféu chamasse Victor Wembanyama, porque ele que chamou atenção na temporada por fazer um monte de coisa. Então obviamente ele é o primeiro candidato. O Victor Wembanyama é o cara que entre um jogo e outro da final foi no parque desenhar.
Ele é o cara que também foi no parque jogar xadrez. Então Wembanyama é o rei da atividade extracurricular. Ele tá entre um jogo e outro, ele vai ler um livro, ele vai passear, vai no museu, vai fazer vídeo com a NASA representando os alienígenas.
Você viu que ele pegou todos os jogadores do Spurs e levou para França e eles estão fazendo passeios culturais na França?
O Luka levou para Eslovênia.
É verdade.
Não sei se tem tanto passeio cultural quanto na França.
Acho que não, mas tem foto do Spurs inteiro do lado da Mona Lisa.
Que demais!
Pois é.
Tem aquela mulher que fica bloqueando as fotos, você já viu?
Não.
A mulher fica com uma cartolina bloqueando quem vai tirar foto perto da Mona Lisa.
Ah, para não estragar?
Ela bota um papelão na frente, é o trabalho dela.
Pois é.
Podiam chamar o Goberto quando ele se aposentasse, maior e mais especialista no assunto.
Em defesa.
E emprega um francês também.
Verdade, ele já é da casa. Mas enfim, o Ipanema tá sempre fazendo coisas e levando seus companheiros para fazer junto.
E aí sugeriram por causa dele esse prêmio, mas eu gosto de homenagear o passado. Então essa história do Ron Artest é muito boa, mas o Embalhema parte como favorito. A gente tem outros jogadores. E tem o Jimmy Butler, empresário do café. Não é novidade, não sei se vale premiar nessa temporada, mas a rede de café dele segue firme e forte. Não podemos esquecer do Jimmy Butler, jogador de dominó também.
Ele nem esperou aposentar para jogar dominó, né? Que é o correto, né? A gente sabe.
É, eu já tô com a boina.
Você já pode jogar dominó na praça.
Boina que eu falei no pré-podcast, eu herdei do meu avô, que jogava muito bem dominó.
Muito legal.
Era um vovô, né? Jogava dominó. Próximo candidato, Landry Shamet, fotógrafo.
É verdade!
Ele estava na final do US Open de tênis como fotógrafo oficial lá, registrado.
Fantástico.
Landry Shamet, e campeão da NBA, Landry Shamet. Desculpa.
Agora ele ganhou esse aposto.
Temos dois rappers, Danilo, que lançaram músicas novas durante a temporada. Por isso que vale, vale eles e não todos os rappers da NBA. Triple J, que é o nome do Jaren Jackson Jr., nome artístico dele.
Ele é rapper?
Ele é rapper.
Você sabia disso antes de fazer essa pesquisa?
Eu soube nessa temporada quando ele lançou, mas nunca ouvi.
Saiu durante a temporada? Sim. Mas ele tinha deixado pronto antes, né?
Acho que sim.
Vamos torcer, né?
Ou no hotel ele grava alguma coisa. Ele leva a sério.
Tá bom.
O Jazz falou pra ele não jogar mais depois, né? Jogou 3 jogos, deu oi pra torcida e falou, cara, chega, chega.
Tá bom.
Temos um que não jogou a temporada. Ele só apareceu uma vez no ano pra ganhar o torneio de 3 pontos, que é o Damian Lillard, o Dame Dolla.
Esse aí sim, aí ele é um rapper bem conhecido.
E ele lançou uma mixtape, ele não lançou um álbum.
Uma mixtape?
Lançou uma mixtape.
E os anos 90 mandaram um abraço.
Temos mais. Temos CJ McCollum, que lançou uma nova linha de vinhos nessa temporada.
Olha só!
Ele é viticultor, ele e sua esposa, e lançou alguma linha nova essa temporada. Temos o Jaylen Brown, streamer. Ele passou horas na Twitch essa temporada. Falou um monte.
Talvez mais do que devia.
Talvez mais do que devia. Temos LeBron James, golfista. Gastou mais tempo jogando golfe do que qualquer outra coisa.
Pois é, apaixonado pelo hobby.
E temos a Isaiah Stewart, famoso por ser o maior brigão da NBA atual, que ele tem uma fazenda de avocados.
Não é possível, sério? Ele parece descontrolado, mas ele na fazenda dele, ele cuida dos avocados dele. A gente vê a profundidade do espírito humano, né?
É qualquer abacate, avocado.
Incrível, muito legal.
Falando dele, eu lembrei agora, não botei na lista, a gente tem o Keldinho, que é o Dom Johnson, também é fazendeiro. E fazendeiro de se vestir mesmo, cowboy, de botar chapéu e bota e subir no cavalo. E quando tem um tempinho de Spurs, ele vai para o rancho dele.
Ah, bom, estando em San Antônio faz mais sentido, né?
Dá para botar na lista aí. Não acho que vai ganhar o Keldinho, mas só para citar que assim que ele— essa é a atividade extracurricular dele.
Se me falasse que é particularmente advogado, ele teria mais chance de ganhar.
É, então, né?
Tem um ramo incrível.
Ó, eu pessoalmente fiquei encantado com a Isaias Stuart.
Não cabe no personagem, né?
Valorizo muito CJ McCollum e Jimmy Butler porque eles transformaram no negócio, mas é o tipo de negócio que você é muito rico, é muito— você fica delegando as coisas, terceirizando. Quanto tempo eles gastam lá? O Landry Schammett, ele tem que estar lá batendo as fotos.
Exato.
Ele que foi lá passar sei lá quantas horas agachado tirando foto.
E o que me pegou de surpresa na história do Landry Schammett é que não é uma empresa que alguém veio, ofereceu para ele, ele abriu. Sim, ele é profissional nisso também.
É um entusiasta que foi até o fim.
Exato.
Enquanto ia até o fim como jogador de basquete também. E tá indo em eventos. Disputadíssimos. É difícil conseguir uma credencial.
É que talvez seja mais fácil quando você é o Dwyane Wade. Não quero assim diminuir a capacidade dele, mas ele é uma celebridade.
Mas duas coisas: ele é o Dwyane Wade, ele não é o LeBron James.
É verdade.
E segundo, que é disputado mesmo assim. Eles não colocariam um amador. Eles têm que no mínimo ver o trabalho dele e falar: é legal ter um jogador da NBA aqui, mas você tem que mostrar alguma foto que seja decente. Então não sei, eu gostei do Lando Shamit.
É que eu acho que é dele, é que é ele e o Imbanyama.
O Imbanyama fez tudo. O Imbanyama é o homem mais interessante do mundo. Lembra daquele comercial lá da cerveja? Aí é que tem outro prêmio que talvez o Imbanyama leve mais por isso.
Pois é, é que o Imbanyama é um hobbista fofo, ele é uma pessoa com paixões. O Lando Shamit foi tirar fotos profissionalmente num evento esportivo.
Landon Shamet vai levar o segundo troféu dele no ano, além de campeão da NBA.
É verdade, 2 troféus para ele.
Então tá aí, Landon Shamet, parabéns! Que temporada, hein? Não errou um arremesso de 3 nas finais do Leste, foi campeão da NBA, levou o troféu Ron Artest, rapper. E te aguardamos aí no US Open desse ano, começa em breve.
Já tá lá, né?
Aí, Nova York só ajuda também, sem dúvida.
Aí sim, aí se ele fosse amador Porque você sabe, né, os jogadores do Knicks campeão podem fazer o que eles bem entenderem.
Ah, sim.
Você viu o Jalen Brunson andando na rua para pegar um carro de aplicativo? Ele, tipo, ele precisava dar 6 passos, porém tava garoando. E aí aparece um monte de gente, começa a abrir guarda-chuva para ele. Eles são os donos da cidade. Você quer tirar foto? Tira foto.
Toda que eles quiserem.
Você quer pilotar esse avião? Sim, claro.
Fecha essa rua que eu quero jogar bola.
O hobby do Lindo Schmidt agora é pilotar navio de carga? Vamos dar um navio de carga pra ele. Afundou, afundou. Faz parte.
Próximo troféu, esse é um queridinho meu, esse eu gosto muito de pesquisar das histórias, que é o troféu Malakai Flynn de melhor atuação de jogador ruim. Malakai Flynn, que 2 anos atrás, né, marcou 51 pontos num jogo e a gente foi obrigado a rebatizar esse troféu Ele nunca tinha feito mais do que o quê? Só 15, 20 pontos e fez 51. E não durou na NBA depois disso porque ele é só o coitado Malakai Flynn. Então esse é o troféu que celebra alguém que pontuou muito mais do que a gente imaginava. Mas tem o parênteses, posso fazer o parênteses de todos os episódios?
Claro.
Ninguém na NBA é ruim. É óbvio. Ninguém.
Ninguém. Assim, o Malakai Flynn ensina uma lição pra gente que é todo jogador da NBA é capaz disso, talvez uma vez na vida, isso, mas é capaz. E sim, e se você é muito melhor que uma Lakai Flynn, a qualquer momento você pode fazer mais de 80 pontos. Assim, no jogo certo em que você pegou fogo, tá tudo ao seu favor, você faz mais de 80, né? Abraço para o Bana de Baile.
Então é o nome do troféu, é engraçadinho, mas só para deixar claro que ninguém é ruim, não só os que estão nessa lista, qualquer jogador de NBA, ninguém é ruim. Primeiro candidato vem do Utah Jazz, é o Brye Sensible, que marcou 43 pontos contra o Chicago Bulls. Aí vem um argumento anti-Brye Sensible, que é: ele marcou 41 pontos contra o Minnesota Timberwolves. Se ele passou de 40 pontos duas vezes, ele devia estar nessa disputa?
É que são duas atuações.
Mas se ele conseguiu duas vezes, ele é tão improvável assim? Bom, se você fala só foi 40 pontos do Bryson, sensível, esquisito, né?
Agora ele fez mais de uma vez, talvez seja comum.
É num Jazz que não tava usando ninguém, podia arremessar à vontade.
O Jeremy Lin teve um mês espetacular, a gente daria esse prêmio para ele?
Não. É, então o do Jeremy Lin seria o prêmio aconteceu, não aconteceu. Exato, tipo um jogador desconhecido teve um mês mágico, tomou, era o antigo dono de Nova York, foi dono de Nova York por um mês.
Ele teve que passar a escritura agora para o time campeão.
Jeremy Lin tá no Museu de Relevância Temporária, para quem quiser ouvir mais sobre a Linsanity. Então eu fiquei, mas deixa em aberto. É isso, né? Lembra que ele tem duas atuações. Teve uma contra o Utah Jazz, que são os 43 pontos do Saddiq Bey pelo New Orleans Pelicans. Gosto do Saddiq Bey, não esperava 43 pontos dele, me pegou de surpresa. Temos um triple-double de Luke Kennard, 15 pontos, 16 rebotes e 11 assistências contra o Dallas Mavericks.
Esse, esse é surreal, esse é inacreditável, é inacreditável. E temos mais triple-doubles, temos o do Treindall Watford dos Sixers, 20 pontos, 17 rebotes e 10 assistências contra o Raptors. Temos um baita triple-duplo do Ryan Huppert, 32 pontos, 10 rebotes, 10 assistências. E temos o triplo-duplo do Lachlan Obrich, o pivô do Bulls. 10 pontos, 15 rebotes e 10 assistências contra o Dallas Mavericks.
Não, essas 10 assistências dele são assustadoras.
E aí vem um grupinho de mais 3 triplos-duplos, Danilo. Atenção, a primeira é do Bes Embang, do Utah Jazz. 27 pontos, 11 rebotes e 10 assistências. Teve o triplo-duplo do John Conchor, 11 pontos, 11 rebotes, 10 assistências, magrinho, magrinha, 5 roubos.
Incrível.
E tem o triplo-duplo do Jamal Machack do Memphis, 13 pontos, 15 rebotes, 14 assistências. Os 3 aconteceram no mesmo jogo, os 3 aconteceram naquele fatídico jogo que a gente citou acima.
Claro, claro. Foi no Jazz Grizzlies.
Jazz Grizzlies, que a gente não conhecia ninguém. E tanto o Embang quanto o Conchar vieram do banco.
É inacreditável. Esse jogo foi uma insanidade completa.
3 triplos duplos no mesmo jogo, os 3 de jogadores ruins.
Então, mas é que eu sinto que a gente não pode dar um troféu de atuação para qualquer um deles, porque todos parecem estar no mesmo nível ali. E a gente também não pode dar um prêmio pelo conjunto da obra dessa partida.
E era um jogo da NBA mesmo? Será que era?
Só na teoria.
Aconteceu na NBA, valeu nos registros, estava usando uniforme da NBA, mas foi?
Foi qualquer coisa esse jogo, né? Não dá, assim, eu veto qualquer participante dessa aberração.
Beleza, então esses 3 estão vetados. Aí tem uma atuação que talvez em números não seja um triplo-duplo, não é 40 pontos, mas Tem uma história. Joc Landale, 26 pontos, 11 rebotes, 5 assistências pro pivô Joc Landale e 4 tocos. 26 pontos é o máximo da carreira dele. Ele nunca tinha feito mais de 20. O que é legal desse jogo, Danilo? Ele tinha sido acabado— ele tinha acabado de ter sido trocado do Memphis Grizzlies pro Utah Jazz, na troca do Jaren Jackson Jr.
Perfeito. E aí, quando ele tava entrando no avião pra viajar pra Salt Lake City, pro Utah Jazz, Ligaram pra ele e falaram, desce desse avião, você não vai pro Jazz, você vai pro Hawks. Segunda troca.
Reviravolta.
E o Hawks ia jogar naquela noite. Ele falou, dane-se, eu quero jogar. Não tinha avião pra ele pegar, aquele avião era do Jazz, ia levar outra galera. Falou, não, eu vou de carro.
Assim, de verdade, tem estrela que é trocada e não se atreve a jogar imediatamente. Então tudo bem, você perde um ou dois joguinhos. Ele queria estar em quadra.
Eu quero jogar, vou jogar hoje. Ele pegou o carro, dirigiu mais de 5 horas até Atlanta. O jogo era contra o Jazz, que tinha sido time dele por 1 hora. Então era um revenge game, revenge game. Vocês vão se arrepender do que vocês fizeram.
Revenge game de um time que ele nem viu, ele nem foi lá apertar a mão de ninguém.
E aí ele entrou em quadra e teve o melhor jogo da vida.
Nossa, essa história é maravilhosa.
Nunca tinha feito 26 pontos. Deu 4 tocos, 5 assistências, acertou bola de 3.
Para ser bem sincero, o mais chocante é que botaram em quadra.
Pois é. Ah, mas se o cara dirige mais de 5 horas, eu botaria de dó. Eu penso assim, ele começa a fazer ponto, você deixa.
Você acabou de trocar pelo cara, ele é nota de rodapé no elenco, ele acabou de chegar dirigindo, deve estar exausto. Você bota em quadra e deixa tempo bastante para ele fazer números como esse?
É que começou pegando fogo, aí você só deixa. A história é muito boa para você não deixar.
Muito. E é claro que o prêmio tem que ser dele, né? Não tem como.
Mas aqui eu deixei para o final esses dois, Danilo, porque é agora que a gente delimita as regras. É sempre na hora, né? Mas alguma regra tem que ser delimitada. Teve um jogador com média de 15 pontos por jogo que fez 50. É um salto considerável, mas ele é o Aaron Gordon. Não é que ele não é ruim, o Jamal Machack não é ruim, o Aaron Gordon tá anos-luz de não ser ruim, mas é um cara com média de 15 pontos que fez 50, e teve um cara com média de 19 que marcou 83.
Pois é, mas não é a melhor atuação de jogador ruim, mas é atuação mais acima da média que você pode imaginar.
E é o que eu falei, né? Nenhum jogador da NBA é ruim. É que se você é mais do que isso, você pode marcar 50, 80 a qualquer momento. Acontece.
O Adebayo é ruim demais para marcar 83 pontos.
Exato.
Mas ele é o Adebayo. Então não pode levar esse troféu, pode?
Assim, eu acho, vou ser bem sincero, que eu normalizei já a ideia do Adebayo ter marcado esses pontos.
É, não, para mim ainda soa muito esquisito.
É assim, eu não tô chocado como eu achei que iria acontecer. Para mim consolidou bem o fato de que não, não, ele é bom bastante.
Se ele começa acertando 10 arremessos seguidos, faz mais de 20 pontos por jogo então, é que num time que precisa, ele não tá nem tentando.
Pior ainda, pior ainda, né? Mas e aí, mas assim, mas eu entendo, eu entendo. Mas assim, o Aaron Gordon fazer 50, você sabe que dá, você sabe que é viável.
Ele acertou 10 bolas de 3 nesse jogo.
Então a gente sabe que ele tá treinando, né, e que ele tá se esforçando para ter um arremesso melhor. Eu entendo que assim muito discrepante com a média, mas acho que não, não configura, não configura, não são nem candidatos então.
Apaga aí o Aaron Gordon e o Bam Adebayo.
E tem isso, né, Denis? Eu já ouvi sobre esses dois candidatos, já tenho decidido quem é o ganhador do troféu.
Quem vai levar?
É o Landale, né?
É o Jock Landale, né? Eu sei que, tipo, o do Rupert, 32 pontos, 10 rebotes, 10 assistências, um cara X, mas a história do Landale, ele dirigir mais de 5 horas antes de jogar.
Ele entrar em quadra é absurdo, quanto mais fazer esses números.
Então, Jock Landale, leva pra Austrália aí o troféu. Alternativa, o Troféu Malakai Flynn de melhor atuação de jogador ruim.
Boa!
E agora vem um dos clássicos, Danilo, é o Troféu 880 de estatística bizarra da temporada. E nessa temporada, Danilo, esse troféu é patrocinado.
Boa! É um oferecimento da Shark.
Aê, Shark! Olha o nível que chegou os troféus do Bola Presa.
A gente venceu, né?
A gente venceu, os troféus venceram. A gente passou a lista pra Shark e disse, qual você quer patrocinar? R$8,80, um clássico, tá desde a primeira edição.
E fazia muito sentido, porque a Shark, além, é claro, de todo o histórico que eles têm ajudando os ouvintes do Bola Presa, eu falo com muito orgulho de que vários dos ouvintes que usam o serviço da Shark voltam pra falar com a gente de quão impressionados eles ficam com a qualidade do serviço. Além de ajudar vocês, eles tinham estatísticas bizarras pra compartilhar com a gente.
É isso aí, eles vestiram a camisa dos prêmios alternativos do Bola Presa.
Boa! Então vamos lá, estatística bizarra número 1 aqui para entrar no clima do Troféu 880. Acharam que trouxe para a gente os números? São R$7,5 trilhões que são arrecadados todos os anos em impostos no Brasil.
Eu sinto que eu pago todos, estão todos nas suas costas. Eu que tô pagando tudo, eu carregando esse país nas Boa!
Então é muito fácil, com esse número em mente, que esteja pagando impostos que você nem conhece, que você nem percebe, nem precisaria tá pagando. Exato! E que, claro, com achar que você vai ter algum auxílio para saber o que você pode fazer quanto a isso. E segunda estatística bizarra: um estudo da Vanguard chamado Advisors Alpha disse que se você tem um consultor de investimentos, você agrega 3% a mais de retorno na sua carteira.
E sabe por quê? Não necessariamente é porque ele tá te indicando os melhores lugares para investir, mas porque ele consegue impedir você de desistir na hora errada. A gente tem muito medo quando a gente faz investimentos sozinhos e a gente acha que qualquer marolinha é hora de você tirar o seu dinheiro. E aí simplesmente ter um apoio, que é às vezes um apoio psicológico mesmo, um incentivo para você ficar, garante que você não vai perder dinheiro.
É só para ter alguém para conversar.
Exato.
Tipo, você tem uma ideia, aí você conta essa ideia para alguém, aí quando você tá contando você fala, nossa, é uma péssima ideia. Só precisa externar para alguém. É o que a pessoa entender do assunto.
Exato, alguém que é especialista, que vai lá e vai te acalmar, vai falar, não, tá tudo bem, não tem nada errado acontecendo, pode confiar. E é nisso que a Acharque consegue te ajudar. A Acharque é uma consultoria de investimentos que é feita por um ouvinte do Bola Presa, então ele tá sempre aqui ajudando a comunidade.
Deve estar vendo agora.
Exato, um grande abraço. E ele tá aqui sempre oferecendo esse serviço para vocês. É só entrar em shark.com.br/bolapresa, vocês vão ter condições especialíssimas, fantásticas, para você conseguir aí planejar o que você quer financeiramente com a sua vida. Eles fazem um plano específico para você, levando em consideração a sua realidade, ajudam você a implementar, e aí você pode transformar a sua vida financeira.
Muito obrigado, Shark. Porém, eu vou tentar derrotar vocês agora. Vocês trouxeram 2 números legais, parabéns. Eu separei uma lista de números que eu acho que são mais bizarros ainda. Boa, se preparem, bora! Bom, a primeira é do Aaron Gordon, que eu acabei de falar, Danilo. Ele foi o primeiro jogador a fazer 10 bolas de 3 no primeiro jogo da temporada, porque os 50 pontos do Aaron Gordon foi no primeiro jogo.
Foi pra gente achar que ia ser assim todo dia, né?
Mas não foi a primeira vez que aconteceu. O Terry Rozier já tinha feito uma estreia de temporada com 10 bolas de 3. Não sei o que que é mais bizarro, o Aaron Gordon fazer ou ele não ser o primeiro por causa do Terry Rozier. Será que o Terry Rozier apostou que ele ia fazer isso?
Então, mas assim, se eu tivesse que chutar qual dos dois faria, eu chutaria o Terry Rozier também, não é?
Mas o mais legal desse, dessa marca do Aaron Gordon, aliás, recomendo, Danilo, que você tenha seu bloquinho de anotações aí.
Ah, é?
Porque é muita coisa. Então vamos lá, esse é o das frases, o aconteceu, não aconteceu.
Boa, boa!
Tem 20 candidatos para mais. Então deixa anotadinho o que você achar, esse pode ganhar, e para você lembrar depois.
Legal. Então achar que tá aí com ilustre, uma ilustríssima companhia.
Exato. O segundo número é o que significa esses 50 pontos do Aaron Gordon, que o Denver Nuggets se tornou apenas o terceiro time na história da NBA a ter 3 jogadores que já marcaram 50 pontos num jogo em alguma vez na carreira. O Los Angeles Lakers da temporada 61/62, com Elgin Baylor, Jerry West e Rudy LaRusso. O Warriors de 2018/2019, com Steph Curry, Klay Thompson e Kevin Durant. E agora o Nuggets, com o Aaron Gordon, o Nikola Jokic e Jamal Murray.
É raríssimo.
Eu imaginaria que teria muito mais.
Eu também.
Mas não, é a terceira vez que acontece.
Caramba.
E o Aaron Gordon tá no meio.
Seletíssimo.
Próximo número esquisito, Danilo. Em 6 de janeiro desse ano, o Charlotte Hornets ganhou um jogo do Oklahoma City Thunder.
Tá, até aí tudo bem, até aí tudo bem.
Foi a primeira vez que o Thunder perdeu um jogo de temporada regular para um time do leste desde março de 2024.
Não é possível, eles passaram mais de 2 anos sem perder um jogo para o leste.
Eles perderam um jogo de playoff, eles perderam 3 para o Indiana Pacers. Na final da NBA. De temporada regular, eles não perdiam desde 2024. Nossa, na temporada do título, eles passaram invictos. E vale dizer que essa derrota em março de 2024 foi para o Indiana Pacers.
Claro.
Então, Indiana Pacers é o time do leste aí que tem, tem o número do Thunder.
Ou seja, esse número já poderia ter entrado antes, né, no troféu 880, quando eles foram campeões sem ter perdido nenhum jogo para um time do leste.
Talvez ele tenha colocado, pode ser, né? Talvez, não lembro, mas era um time, era um número conhecido aí.
Ah, próximo número, tô anotando, tem muita coisa.
Boston Celtics no jogo 7 contra o Sixers só teve 5 jogadores marcando ponto num jogo. Foi a segunda pior marca da história da NBA, segundo menor número de jogadores que pontuaram pelo menos um pontinho no jogo. Só foi superado, Danilo, pelo seu Houston Rockets. O Rockets teve um jogo que só o Tracy McGrady, o Yao Ming, o Shane Batier e o Hafeez Alston marcaram pontos.
4 jogadores marcaram todos os pontos do time? Não é possível!
E no caso do Celtics foram 5 num jogo 7 em casa, que vocês lembram bem, eles perderam pro Philadelphia 76ers.
É, não, foi um desastre. Não, mas eu quero dar esse prêmio pro Rockets.
Ah, é, prêmio retroativo.
É, retroativo. Que loucura, 4 jogadores pontuando!
Bom, falando nesse jogo 7, nessa partida o Paul George, novo membro, né, do Boston Celtics, se tornou o 7º jogador da história a disputar um jogo 7 no dia do seu aniversário. Todos ganharam, 7 vitórias, nenhuma derrota. E aí o que aconteceu 2 rodadas depois? Jogo 7, Thunder e Spurs, aniversário de Harrison Barnes. E quem venceu? O Santo Antônio Sports. Então agora tá 8 a 0. 8 vezes um jogador jogou o jogo 7 no dia do seu aniversário e os 8 venceram.
Será que é um presente do oponente?
É um presente.
Eles jogam mais motivados.
Meus deuses do basquete, Daniel. Deuses do basquete, eu acredito. E sabe qual o caso mais famoso? Aquele jogo 7 do Wolves e Kings, que o Wolves vai para final de conferência, que o Kevin Garnett tem uma atuação maluca. Era aniversário do Kevin Garnett. E ele é um dos 8 jogadores que jogaram no aniversário.
Que legal!
Próximo número bizarro é do Dwight Powell, lenda do Dallas Mavericks. Dwight Powell, ele se tornou o primeiro jogador na história da NBA a marcar 9 pontos ou mais num jogo, ok, sem tentar um arremesso. Ele acertou 9 lances livres, fez 9 pontos, mas não chegou a tentar um arremesso.
Impossível.
Impressionante, né?
Se não fosse os lances livres, não teria olhado para cesta. Não tentou nenhuma vezinha.
Não é tão esquisito o Dwight Powell não tentar um arremesso e ficar fazendo corta-luz. Às vezes a ponte aérea não chega.
Como ele bateu 9 lances livres, pelo menos ele pegou rebote ofensivo e desceram a mão nele. É a única explicação, né?
Várias vezes.
O próximo número, eu tô muito chocado.
O Toronto Raptors. Toronto Raptors, não o Thunder ou Knicks, conseguiu a maior sequência de pontos sem resposta da história da NBA. Eles fizeram um 31 a 0 contra o Orlando Magic. 31 a 0 em sequência.
Eu lembrava que eu fiz o Rodada NBA no canal do NBA Brasil no YouTube no dia seguinte.
E o Magic, claro, mandou outra dessa, né? Eles tiveram uma sequência dessa nos playoffs, quando eles tomaram aquela virada heroica do Detroit Pistons no jogo 6. Naquele jogo eles erraram 23 arremessos seguidos, maior marca da história dos playoffs no século 21.
Incrível.
Não foi a zero igual aquele 31 a zero, porque teve ponto de lance livre no meio, mas eles erraram 23 arremessos seguidos, que é a coisa mais Magic que o Magic pode fazer, né? Então Magic tá nessas duas aí, que grande ataque, né, que eles são. E tem um número que eu também achei divertido, que pescaram na época do jogo de playoff, que demorou 45 minutos de vida real entre uma cesta e outra do Orlando Magic, entre pedidos de tempo e revisão, intervalos de um período para o outro.
45 minutos sem uma cesta jogando em casa.
Imagina a torcida olhando para cá, faz tempo, né, que a gente não comemora nada.
Qual foi a última vez, né, que a gente celebrou uma cesta?
Tempo de futebol sem parada de hidratação.
Assustador, assustador, assustador.
Mas acho que um desvaloriza o outro, né? O fato de o Magic ter sofrido as duas, o Raptors conseguiu porque era o Magic. É, mas não sei, são impressionantes de qualquer jeito. Teve outra sequência impressionante, Danilo, do seu time.
Diga.
O Rockets conseguiu começar uma prorrogação fazendo 13 pontos seguidos. Um 13 a 0 para abrir uma prorrogação.
É, porém eu sei, eu sei o que vem depois disso.
Porém, até aí tudo bem, porém eles tomaram 15 pontos seguidos do Wolves e perderam a prorrogação de 15 a 13.
Esse jogo foi muito traumático, esse jogo foi inacreditável.
Eu não consigo acreditar que tem uma prorrogação que foi 13 a 0 seguido de 15. Eu nem tenho, putz, isso é ridículo.
Em geral, a prorrogação acaba com 7 pontos. É, imagina, teve, é isso, teve 28 pontos nessa prorrogação.
Eu só não apostaria minha casa num time que abriu 13 a 0 nos playoffs, que eu não tenho uma casa para apostar.
Mas é uma aposta fácil, né?
Muito fácil.
Que que a gente aprendeu com isso?
Não apostem a casa.
Exatamente.
Mas tem um caso para você se negar a fazer isso. Bom, número interessante aqui, Danilo, nos últimos 5 anos 3 vezes o cabeça de chave 7 se classificou para a segunda rodada dos playoffs. Ok, 3 vezes nos últimos 5 anos. Sabe quantas vezes aconteceu nos últimos, nos 43 anos anteriores? 2, 2 vezes em 43 anos o cabeça de chave 7 passou, e agora nos últimos 5 aconteceu 3 vezes. A gente normalizou isso, não tenho a menor ideia. Efeito play-in, o time se anima no play-in.
Será? Acho que talvez esteja mais parelho mesmo, né? A parte de cima e a parte de baixo dos classificados para os playoffs não são tão diferentes.
Mas nunca foi assim? Em 4 décadas nunca teve uma fase que foi assim? É esquisito, né?
É que eu lembro, eu fiz uma pesquisa muitos anos atrás para o Bola Presa, para o blog, quando a gente escrevia, que realmente só os 3 primeiros colocados de cada conferência realmente tinham chance de título, porque assim, era muito, muito discrepante, né? E acho que talvez não seja mais assim.
E sobre outra coisa que mudou, é que os times da casa estão com 8 vitórias e 12 derrotas em jogos, 7 desde 2021.
Pois é.
E antes disso, os times da casa tinham 111 vitórias e 29 derrotas.
Fazia muito mais diferença antes.
Até 2021, quem tinha jogo 7, o time da casa no jogo 7 ganhava 80% das vezes, e agora tá perdendo mais do que ganha.
E daí, sabe o que é pior? Esse ano teve o Boston perdeu, Detroit perdeu, toda a nossa conversa sobre temporada regular muito comprida, ela tá amparada no fato de que o mando de quadra faz muita diferença. E aí muita gente fala assim, mas não tem por que fazer, não tem cabimento, porque você joga tão pior quando não tá em casa. Não importa se faz ou não faz sentido, O que interessa é que acontece. Aí os times precisam lutar pelo mando de quadra, porque não potenciar o jogo 7, você precisa dessa vantagem.
Até 2021, ter o jogo 7 em casa era ter 80% de chance de ganhar o jogo.
Só que agora você não faz tanta diferença assim, você manda de quadra no jogo 7, não faz tanta diferença até a temporada regular.
Bom, próximo número foi um jogo entre Blazers e Warriors, Danilo. 21 jogadores acertaram ao menos uma bola de 3 nesse jogo. 11 jogadores do Blazers e 10 do Golden State Warriors. Tem muito jogo que não entram 21 jogadores em quadra, não tem? As rotações não são necessariamente tão grandes assim. Recorde da história da NBA, óbvio.
Obviamente, imagina o pessoal do Garbage Time que entrou quando o jogo não valia mais nada, acertou bola de 3.
Todo mundo acertou bola de 3. San Antonio Spurs teve uma sequência de 7 vitórias nessa temporada com 7 cestinhas diferentes. Cada jogo teve um cestinha diferente. Primeira vez na história? Não, o Santo Antônio Sports tinha feito isso em 2012.
É mesmo?
Time da divisão de riqueza.
Que fofo, que legal que tá na história deles.
Que esquisito, 7 cestinhas diferentes. Tem muito time que você olha e não tem 7 jogadores que falam, em um golpe de sorte esse cara pode ser cestinha um dia.
Muito legal.
É mais comum você ter 7 vitórias com o mesmo jogador sendo cestinha 7 vezes, sem dúvida. Agora temos algumas de Ben Adebayo, Danilo.
Algumas?
Ele marcou 83 pontos num jogo, segunda maior marca da história.
Perfeito, que já por si só já poderia ter ganhado, né, esse prêmio.
Ele acertou 36 lances livres num jogo, maior marca na história. Ele cobrou 43 lances livres num jogo, maior marca da história. E ele tentou 22 bolas de 3, a terceira maior marca da história.
Que aí foi assim, aí é loucura, né? Ele tava só botando a bola pra voar. Os lances livres eu acho mais bizarro, porque ele não é Shaquille O'Neal.
Exato.
Ele não é um cara que é imparável, a não ser que você faça falta.
E aí tem algumas mais legais ainda. Tem uma de combinação. Você sabia que desde aquele jogo do Wilt Chamberlain, que ele marcou 100, nunca dois jogadores tinham somado 100 pontos juntos?
É mesmo?
Nunca tive um que marcou 60, outro que marcou 40, ou qualquer variação.
Porque parece muito mais factível, né? Mais plausível de fazer.
São, tem aquele jogo histórico do LeBron e do Kyrie Irving, cada um fez 40, faltam 20, né?
Falta muito ponto.
Porém, nesse jogo, Ben Adebayo marcou 83 e Simone Fontecchio marcou 18.
Ele tá na história, parabéns!
Então, na história, Simone Fontecchio e Ben Adebayo, 18 pontos, entrou na história desde Wilt Chamberlain e qualquer outro jogador que fez pelo menos um ponto naquela partida. E outro número legal é que quando o Wilt Chamberlain marcou 100 pontos num jogo, ele era o cestinha da NBA naquela temporada.
Perfeito.
Quando o Kobe marcou 81 pontos, o Kobe era o cestinha da temporada naquele momento.
É o que você espera, né?
Quando o Elgin Baylor marcou 71, ele era o segundo em cestinha daquela temporada. Quando o Adebayo marcou 83, ele era o 38º na lista de cestinhas da temporada.
Sim, é difícil, é difícil.
É o número mais óbvio, todo mundo já falou desses 83 pontos, mas o prêmio, eu vou ler mais vários aqui, eu não sei como bater essa.
Mas é que assim, o normal, né, o que você espera é que um jogador que esteja ali sempre fazendo 30, 40, 50 pontos, quando ele tá num dia um pouco melhor e a defesa adversária é um pouco pior, ele comece a flertar com recordes históricos.
Ele nunca tinha feito mais de 40, né?
Nossa, bizarro. Sim, o Adebayo não era assim um leão enjaulado que abriram a porta, entendeu? Ele só teve um dia mágico.
Ficando no Miami Heat, o Miami Heat marcou pelo menos 140 pontos, Daniel, em 12 jogos nessa temporada, no ataque novo que o Erik Spoelstra criou/copiou do Menfão.
Isso, o ataque sem corta-luz.
12 vezes em toda a história do Miami Heat até essa temporada tinham sido 8. 8 vezes? Era o time da defesa. Miami sempre foi um time de defesa, desde que o Pat Riley pisou lá.
Não é possível! Eles nunca tiveram um ataque decente?
É que assim, 140 pontos...
Eu sei que é muito, mas assim...
Mas parece pouco 8 vezes, né? 8 vezes?
Eles ganharam vários títulos.
O LeBron jogava lá com o Dwyane Wade e o Chris Bosh, né?
Nossa, mas era defesa, né?
Era defesa.
O discurso dos pós durante os títulos do LeBron por lá eram de... A gente defende primeiro e o ataque vai acontecer naturalmente. Deixa acontecer naturalmente, não quero ver você chorar.
Outro número marcante do Heat é que eles tiveram um jogo onde eles acertaram 24 bolas de 3 e perderam por 18 pontos de diferença.
Que aí é um atestado de que a defesa é uma porcaria, né?
Sabe qual era a campanha dos times que marcaram pelo menos 24 bolas de 3 na história da NBA até então? 117 vitórias e 9 derrotas.
É, dá para perder, mas é muito raro.
Quase uma garantia de vencer. O Maion falou: não, não, eu perco e perco por 18.
Aqui não, aqui não.
Bom, essa eu citei já, né? Teve o jogo Menfão e Jazz, aquele, aquele foi o primeiro jogo da história da NBA com 3 triple-doubles, o primeiro jogo com mais de um triplo-duplo de um jogador que veio do banco, foram 2, e teve o pior plus-minus, o pior saldo de pontos de um jogador que fez um triple-double. O Jamal Machaque teve saldo de -46, mas guardou o triplo-duplo dele lá. Tá na história. -46 é pesado, né?
Para um triplo-duplo.
É, não foi que o time foi tudo um lixo, ele não jogou nada.
-46. Ai, ai, ai, não dou conta, não dou conta. Esse jogo é uma aberração.
Será que dá para ganhar aqui?
Esse jogo assim é complicado porque todos os números que envolvem o Adebayo são completamente absurdos, é histórico. Mas esse jogo catastrófico entre Jazz e Grizzlies é muito especial, gente, é muito especial, é muito especial. A gente deveria guardar num potinho.
Bom, vamos lá, tem mais números, mais números. O Hornets ganhou 6 jogos por 15 pontos ou mais fora de casa em um mês.
É, foi aquele mês mágico, né?
Coisa que só o Heat de 2002 e o Lakers de 2002— 2012 o Heat e 2002 o Lakers tinham feito antes.
Perfeito.
E o Spurs, Danilo, quase se tornou— quase a estatística do quase, do quase, quase se tornou o primeiro time da história a ter ter 8 jogadores com média de 10 pontos ou mais. Conversa com o número de 7 cestinhas diferentes.
Para isso, lá todo mundo come.
O Harrison Barnes tinha que marcar 17 pontos no último jogo da temporada, ele ia chegar em 10 pontos de média, o Spurs ia ter 8 jogadores assim. Ele fez 12, faltaram 5 pontinhos.
Pô, podia ter feito que nem o Adebayo, né?
Bola na mão dele, alimenta, alimenta, faz falta de propósito para esticar o jogo. Pois é. Bom, Mohamed Diawara tentou 13 bolas de 3 em 14 minutos em quadra. Maior média da história da NBA pra quem jogou pelo menos 10 minutos.
Mas de verdade, não dá tempo. Como faz?
Como continua passando a bola pra ele, né? Assim, só se vive uma vez também, né?
De verdade, ele tem que ter pegado o próprio rebote ofensivo de uma bola de 3 e arremessou uma bola de 3 na sequência. Não dá tempo.
Mais números. Los Angeles Clippers, primeiro time da história a ficar 15 vitórias abaixo de 50% de aproveitamento. E superar os 50% de aproveitamento na mesma temporada. Shea Gills-Alexander, segundo jogador a ter 35 pontos, 15 assistências e nenhum turnover em um jogo. Que loucura! E foi aquele jogo que ele acertou a bola de 3 no estouro contra o Denver.
É fantástico, esse jogo é histórico.
Essa eu achei bizarríssima, Danilo, bizarríssima. Jogo com pelo menos 40 pontos, 10 assistências e 80% de aproveitamento de arremesso.
Ok, essa combinação, o alto demais.
Quantas vezes aconteceu? Will Chamberlain, 66.
Perfeito.
Will Chamberlain, 67.
Claro.
Will Chamberlain, 68. Depois nunca mais, até o dia 21 de janeiro de 2026, quando Emmanuel Quigley conseguiu entrar nessa lista.
O Quigley, Emmanuel Quigley, é o Chamberlain, o Chamberlain, o Chamberlain e o Quigley.
Aí um buraco de 1968 até 2026, e aí o Emmanuel Quigley. E aí, no dia seguinte, 22 de janeiro, o Shea fez a mesma coisa.
É assim, sabendo que dava, ele foi lá e fez.
Ninguém fez desde 68, fizeram num dia, fizeram de novo, e depois ninguém fez mais.
Mas não, a gente já conversou sobre isso. Tem alguns escuta-essas de que tem coisas que parecem impossíveis, e quando uma pessoa faz, parece que destrava, e aí todo mundo começa a fazer também.
Mas é que eu não imagino o Shea olhando isso, você viu que o Quickly fez 40 pontos, 10 assistências e 80% de aproveitamento. Não é uma marca que tá todo mundo olhando, tipo, 83 pontos.
Não é fazer um não sei quantos graus de rotação de skate, que eu achava que não dava e uma pessoa fez, todo mundo fez também.
Entendi que dá agora.
Mas você acha que foi só coincidência?
Tem que perguntar para o Shei. Se inspirou no Emmanuel Quickley.
Que loucura, o Quickley tá aí, é fantástico.
Essa é muito boa, né?
Muito.
E quem vai pesquisar isso também? Esse é o charme da NBA. Quem vai pesquisar 40 pontos, 10 assistências, 80% de field goal?
É isso que a gente prega, esse é o charme do dia a dia da NBA.
Outra que dá para caçar bastante assim, que o pessoal foi pegar o pelo microscópico no ovo: só duas vezes na história da NBA a gente teve pelo menos 9 jogos disputados, então tem que ser uma rodada grande, e a média de diferença de pontos nessa rodada foi de pelo menos 24. Só foi lavada, só lavada em rodada grande. Aconteceu duas vezes na história da NBA e depois duas vezes no período de uma semana, dia 29 de março e depois dia 3 de abril dessa temporada.
Foi aquele fim de temporada, tava todo mundo tankando de propósito, tava todo mundo deixando para lá.
Outra marcante, o Knicks venceu o Nets por 120 a 66.
É, esse foi um dia triste para o basquete.
Curiosamente, não foi a primeira vez na história da NBA que um time venceu de exatamente 120 a 66.
Aconteceu outra vez, o placar idêntico, num jogo histórico de certa forma.
Jogo 6 da série Bucks e Bulls de 2015 é o jogo que o Antetokounmpo é expulso. Antetokounmpo novinho é expulso porque dá um empurrão barra cotovelada no Mike Dunleavy Jr.
Eu não lembro disso.
Não lembra?
Não.
O Mike Dunleavy dá um empurrão no Antetokounmpo na defesa, corre para o ataque, vai para zona morta arremessar de 3. O Antetokounmpo levanta do chão e corre reto em direção ao Mike Dunleavy e dá uma trombada e joga ele na arquibancada e é expulso. Nisso o Bucks já tava perdendo por um caminhão de pontos e acabou 120 a 66.
Claro, tá.
É esse jogo do Antetokounmpo. Que legal, do jovem Antetokounmpo.
Vou ter que ver, não tenho memória dessa imagem.
Temos mais 5 só, Danilo. Manda. O Hornets teve o melhor quinteto da NBA desde 2004 em saldo de pontos. O melhor, o melhor, o Charlotte Hornets. O Hawks teve um primeiro tempo de aproveitamento de 3 de 1 de 22, pior da história.
1 de 22.
E o Sam Hauser teve um jogo que ele acertou 10 de 21 bolas de 3. Tentou 21, o Sam Hauser sozinho. É o que ele faz, né?
Não, mas é, ele é um arremessador, né? Shooters gonna shoot. E é no Celtics, né? E quantas bolas de 2 ele tentou no jogo?
Zero. É claro, primeiro jogador da NBA a tentar 20 bolas de 3 e nenhuma de 2 no mesmo jogo. Parabéns, Sanhouse. Incrível. Tem uma bem forçação de barra do Shea também. Quando ele chegou a 27 anos de idade, 190 dias, Danilo, não 191, não 189, 190, ele tinha 12.598 pontos na carreira. Sabe quantos pontos tinha Russell Westbrook com 27 anos, 190 dias? 12.598.
É que assim, você vai tentando com todos os jogadores, né? E uma hora você encontra aí um.
Alguém tem que— são lendas do Oklahoma City Thunder. Alguém tem que ficar pesquisando. E com 12.100 dias? E com 13.000? E com 27 anos e 6 dias?
Uma hora você encontra o casamento que você precisa.
Esse eu dou parabéns para quem achou. É, esse é especial.
Esse cara quis muito encontrar, né?
E se você quiser contar, Danilo, tem uma compilação que são todas as semelhanças do Orlando Magic de 95 e Spurs de 2026, que é ir para a final da NBA liderado por um pivô em sua terceira temporada, ter um armador escolhido no top 5 2 anos antes, ter um ala draftado na posição 11 do draft, ter um sexto homem que usa a camisa 3. Nenhum time tinha vencido sequer um jogo de playoff nos 5 anos anteriores. Os dois contrataram como técnico um assistente do próprio time 2 anos antes de chegar na final, o Brian Hill e o Mitch Johnson.
Agora, os dois times perderam o jogo 1 na primeira rodada dos playoffs, perderam 2 jogos nas semifinais de conferência e 3 nas finais de conferência. Os dois perderam os 2 jogos da final em casa, os 2 primeiros jogos da final em casa. E os dois enfrentaram nessa final um pivô que foi a primeira escolha do draft 8 anos antes. O Raquinho Olá João, no caso do cheque do Orlando, e o Carlton Towns, no caso do Emba Niama em 2026.
Então, eu sei que se você procurar você encontra, mas é difícil procurar e encontrar essa quantidade de semelhanças. É impressionante demais.
É um pacotão e toda assim tem uma forçação de barra, tipo o sexto homem que usa camisa 3, mas é a cereja do bolo só.
Ô, parece que o roteirista da NBA ficou um pouco sem assunto e resolveu fazer um reboot, né?
Isso quer dizer que o Wembanyama vai para o Lakers igual o Shaq.
Exato, tá escrito. Quando acontecer, a gente não pode dizer que a gente foi pego de surpresa. Nossa, achei surpreendente mesmo, é uma quantidade muito grande de coincidências.
É muita coisa, né?
É muito.
Eu falei um pouco sobre isso no episódio do Grandes Perdedores sobre esse Orlando Magic para assinantes. Eu falei um pouco dessas semelhanças todas. E aí, de tudo que você anotou aí, o que que você vota assim?
Para começar, eu tô muito feliz que a Shark escolheu esse prêmio, porque esse prêmio é espetacular, é muito bom. Olha a quantidade de números absurdos. Sim, eu ainda acho que em termos de números, o desastre, a vergonha do Jazz e do Grizzlies encanta. O triplo-duplo com saldo negativo de -46 para o jogador é Assim, não cabe na cabeça, mas talvez a gente vai premiar isso toda vez que aparecer esse jogo. É meio triste assim, talvez a gente devia estar premiando os números absurdos que envolvem o Adebayo. E claro, Simone Fontec.
É, né, tem esse, essa presença ilustre do Fontec dá um charminho, que esse prêmio precisa, não é um número normal, tem que ser um número esquisito, né? Esse envolve Fontec.
Eu acho que esse é o número que engloba o absurdo do Adebayo ter feito esses números absurdos que conversa com a história da NBA, com o Wilt Chamberlain, e que tem o caráter bizarrice, trível, que é o Fontecchio. Então acho que é a estatística perfeita.
Boa, boa. Talvez aquela do Quikley. É muito pegar o detalhezinho.
Do Quikley é muito boa também, viu? Olha, do Quikley, incrível.
Fontecchio então?
Fontecchio.
Bem Adebayo.
Adebayo? Não, não, não, não. Simone Fontecchio.
Simone Fontecchio marcou 18 pontos naquele jogo. Não foi fácil não.
Levou a soma aos aos 100 pontos.
Parabéns, Ben Adebayo e Simone Fontec. Vocês podem rachar no meio esse troféu e levar para casa se vocês quiserem. Está aqui nos estúdios Bola Presa de rádio e televisão.
Boa!
Próximo troféu, Danilo, esse estreou ano passado, é o Troféu Barriguinha Mole de Não Estou Feliz da Temporada para o time, jogador ou torcida mais infeliz desse ano. Para quem não lembra, o Barriguinha Mole era um mascote criado, que a gente descobriu durante uma live do Bola Presa. E a gente descobriu numa live onde o criador do Barriguinha Mole dizia que não tava feliz porque a internet toda tava tirando sarro dele. Se você quiser, pesquisa aí Barriguinha Mole mascote.
Para mim, a grande graça desse prêmio é que nos relembra todos os anos do Barriguinha Mole, que a gente não pode deixar ele morrer.
Tenho 3 candidatos para estrofar Barriguinha Mole de infelicidade. O primeiro é o torcedor do Portland Trail Blazers. A temporada começou com o técnico sendo preso por estar envolvido num esquema de pôquer ilegal e terminou com o time sendo vendido pro maior mão de vaca da história da NBA.
Pô, que tristeza, né?
E hoje a gente vive discussões sobre o time vai ficar em Portland mesmo? Então acho que o torcedor do Portland tá barriguinha mole.
Sem dúvida. Não, e é uma história de avareza pior do que a outra. Eles vão se arrepender tanto de ter perdido o Thiago Splitter.
Vão se arrepender de ter vendido o time pra esse cara. Bom, próximo candidato é o Antetokounmpo de novo. Muito infeliz no Milwaukee Bucks, sabotando o time, chegando atrasado nos voos, segundo o Myles Turner, pra atrapalhar, pra encher o saco.
Ele queria incomodar.
Não quero estar aqui.
É um nível de infelicidade.
Ele pode levar o troféu Eric Bledsoe de não quero estar aqui da temporada.
Que depois, a hora que o Bledsoe disse que estava só no cabeleireiro com a esposa, não era sobre o Phoenix Suns.
Imagina, só louco pensou nisso.
O Antetokounmpo também meteria uma dessas, né? Que o Antetokounmpo definitivamente não queria tornar público o horror dele, a tristeza que ele sentia.
E o terceiro candidato é um lado ou outro, você vai dizer para mim qual é o lado. É, são os coadjuvantes do Houston Rockets. Porque eles têm que conviver com o Kevin Durant falando mal deles no Twitter? Ou é o próprio Kevin Durant, que é um eterno infeliz e tá profundamente infeliz com os jogadores do time em que ele está? Não importa qualquer time que ele esteja e precisa falar mal deles no Twitter. Quem é o infeliz da história?
Mas assim, é um casamento de infelicidade, hein?
É que os jogadores do Rockets, eles são vítimas, eles não estavam infelizes. Aí chega o Durant, aí você fica, aí você fica imediatamente infeliz. Mas eles ganham da infelicidade do Duran, que tá provocando essa infelicidade, reclamando de todo mundo o tempo inteiro, com desconhecidos no Twitter?
E sabe o que é pior? Sim? Não parece que o Duran é uma figura tão tóxica quando você vê ele em quadra, quando você vê ele interagindo com os companheiros.
Se eu acreditasse, eu diria que é a energia dele.
É esquisito, ele parece estar sempre miserável. Porque ele bota uma pressão no time, um descontentamento que talvez não aconteça na quadra. Por que o Lebron tá descontente com você? Você percebe instantaneamente na cara dele, não sabe disfarçar. O Duran não, talvez ele disfarce e aí ele vai reclamar no Twitter. Pô, não, é muita tristeza.
Você acha que leva?
Eu acho que leva.
Contra o torcedor do Blazers?
É um casamento de infelicidade muito grande. O time fica triste de ter o Duran e o Duran tá triste de ter o time.
Triste o tempo inteiro. Quando ele disse que ele não ficou tão feliz quanto ele imaginava quando ele foi campeão da NBA, Buraco é mais embaixo, quer dizer.
Exato.
Investiga aí sua relação com sua mãe, com seu pai, porque buraco é mais embaixo.
Ele gosta tanto da mãe, demais. Acho que o único momento feliz, ela é a verdadeira MVP. Exato. Acho que é o único momento feliz que eu lembro dele, é esse aí, esse discurso para mãe.
É o legado dele, esse discurso. Desculpa que semana passada a gente falou de legado, ficou um resquício. Então, Kevin Duran, se você tiver É ânimo. Você pode vir até o Brasil pegar o seu troféu aqui.
Sabe o que é pior? Se eu tivesse que chutar um jogador da NBA para ficar sabendo que ele ganhou um troféu num podcast brasileiro de basquete, seria o Duran.
E para explicar a expressão barriguinha mole, é isso mesmo. Você pode mostrar o mascotinho.
Ele vai jogar na famosa rede de buscadores, ele vai encontrar.
Então parabéns, KD.
Próximo prêmio: Soft Belly.
Esse é, eu só tenho dois candidatos, não consegui pensar em mais. É o troféu Take That for Dera, bate na mesa, de desabafo do técnico do ano. E são dois candidatos. O primeiro é o glorioso Kenny Atkinson do Cleveland Cavaliers dizendo que eles venceram o New York Knicks nos analytics. É verdade, não venceram na quadra, na quadra foi 4 a 0 para o adversário, mas nos números avançados o meu Cleveland Cavaliers dominou a É o troféu Take That for Data de Desabafo do Técnico.
Se vocês não lembram, procura aí, ó, Take That for Data, do— qual que é o nome dele, técnico do Memphis? David Fizdale.
Exato, era o Fizdale.
Ele falou um monte de número lá e xingou os árbitros e bateu na mesa e falou: tá aí os dados que vocês queriam. E o segundo candidato é o nosso querido Joe Mazzulla do Boston Celtics. Aí, a primeira aparição do Mazzulla, hein, que o Celtics perdeu um jogo ele considerou que a jogada final tinha sido um bloqueio ilegal. Então ele respondeu todas as perguntas da coletiva com illegal screen, illegal screen, illegal screen. Obrigado, illegal screen.
Foi nível Wolf of Wall Street, né?
Exatamente.
É uma homenagem, inclusive.
E aí, claro, toma só a multinha, né?
É claro, claro. Você não pode reclamar da arbitragem. Imagina que a arbitragem em todas as respostas.
Aí eu gosto mais do Ken Atkinson nessa. São só dois, não consegui pensar em mais, deve ter mais. Eu achei só muito xingamento de árbitro, mas meio genérico.
É muito genérico, né? Mas o Ken Atkinson insistir na superioridade de um time perdendo é um nível de absurdo.
Você não fala isso, você não fala isso, só não fala. Você analisa isso com seus assistentes depois, você fala isso para os jogadores para falar, ó, não foi tão ruim assim.
Eu acho questionável dizer isso para os jogadores. Jogadores, porque o que que você tá dizendo para eles na prática?
Joga do mesmo jeito, continua tudo igual, vamos fazer sempre assim.
E se a gente perder, bom, faz parte, né? Não, a ideia da meritocracia é muito importante para manter esses jogadores motivados. Então você não falaria isso nem para os jogadores. Mas quer falar, e não é só para os seus amigos, fala para os jogadores, não fala para imprensa. Isso é absurdo.
Então Kenny Atkinson tá com vocês, você levou para sua vida isso. Vão ficar citando pra sempre. Troféu novo agora, Danilo.
Gosto.
É o troféu Maldição Bola Presa de sequência interrompida. Boa! Porque a Maldição Bola Presa é isso, né? A gente elogia um jogador. Ah, esse time ganhou 10 jogos seguidos. Perde. Esse jogador tá jogando muito. Machuca. Essa é a fama da Maldição Bola Presa, que eu insisto que não existe, mas todo mundo diz que existe.
Mas a gente sempre fala de um time que tá indo bem, né? Porque se ele tá indo bem, a gente quer explicar pra vocês a história que levou essa melhora. Aí o time perde.
Então são sequências, sequências boas ou ruins, mas são sequências que acabaram nessa temporada. Pode ser?
Pode ser.
Começamos com Brandon Podolski, que pra alegria da torcida do Warriors, depois de 256 partidas, marcou 30 pontos num jogo.
É verdade, nunca tinha acontecido. E a festa, a celebração do time mostra que eles sabiam. Tava todo mundo ciente desse tabu.
Era a maior piada interna dos torcedores do Warriors há anos, assim. Tipo, esse cara nunca vai fazer... Todo mundo que fazia 30 pontos, Esse cara fez antes do Podjinski.
Isso, ele conseguiu. Boa, Potts!
Teve uma aí que foi bem comentada, Danilo. Um certo time de Nova York ganhou um título pela primeira vez em 1973. Tá aí uma boa sequência de zica interrompida.
Perfeito.
Teve o Minnesota Timberwolves que venceu o Boston Celtics em Boston pela primeira vez desde 2005.
2005, gente! São duas décadas.
Segundo o Anthony Edwards, eles não ganhavam lá desde que o Bruce Lee morreu. Não sei por que essa referência. E não foi em 2005 que o Bruce Lee morreu, só para ficar claro.
Não, que isso? É uma referência totalmente estapafúrdia, de tema aleatório, e ainda equivocada.
Exatamente. Bom, temos outra que também foi bem comentada.
O Bruce Lee morreu em 73.
Vai ver que é uma expressão popular no bairro do Anthony Edwards, não sei.
Desde que o Bruce Lee morreu, não é possível.
LeBron James, depois de 1.297 jogos, ele não chegou a 10 pontos num jogo contra o Toronto.
Essa foi triste, inclusive.
Foi histórica. Mas tem a positiva, que foi o Shai chegando a 126 jogos seguidos com ao menos 20 pontos, quebrando o recorde do Wilt Chamberlain. Esse não é todo dia.
Não, imagina quebrar o recorde do Wilt Chamberlain, é loucura.
O Wolves também venceu o Raptors em Toronto pela primeira vez desde 2004. Duas dicas tiradas do Wolves. O Lauri Markkanen marcou 51 pontos num jogo. Foi a primeira vez que um jogador do Jazz marcou 50 pontos desde 1998, no Karl Malone.
Nossa, incrível.
E a minha queridinha, que eu deixei pro final, porque eu gosto de deixar por último as minhas queridinhas, pra dar aquela tendência pro Danilo votar em quem eu quero.
Até porque você sabe que a minha memória é ruim, eu vou esquecendo as que você já falou.
É, do Podjinski. Dane-se o Podjinski. Primeira vez em 42 anos que a NBA não tem um jogador chamado Danny.
Sempre tem um Danny.
Aposentadoria do Danny Green quebrou essa marca.
Não é possível, não consigo lembrar de tantos Dannys assim.
Danny Green, Danny Manning, Danny— tem o Danny Avidyan, mas não é Danny.
É que assim, o cara entra na NBA e fica 15 anos, aí são 15 anos que garante um Danny.
Basta um cara. Faz 24 anos que tem um LeBron na NBA.
É, quantos anos de Denis?
Denis, 42.
É que eu falei Denis no plural, entendeu?
Mas ficou Denis, 42 anos.
Isso que não faz nenhum sentido. Você inventou esse número? Não, não confiei também, mas não, não, tá bom. Alguém pesquisou e garantiu, e eu confiei, atestou e deu fé.
Confio nas minhas fontes.
Nossa, eu achei que eu fosse lembrar de vários assim, de dúzias de jogadores com esse nome para conseguir um recorde desse.
Pode colocar aqui no Basketball Reference.
Vamos descobrir em tempo real. No nosso ao vivo já lembraram do Danny Ande, do Danny Granger, que eu gosto de chamar de Granny Danger, do Danny Wolf.
Mas Danny Wolf tá agora, não tá?
Exato.
Então tem.
Ele entrou depois?
Não sei, hein. Tem que pesquisar essa aí. Mas o Danny Wolf anula essa estatística.
Mas talvez tenha ficado um tempo aí sem nenhum Danny.
Talvez temporada passada.
Isso.
E aí a presença do Danny Wolf foi o retorno.
Exato. Começou de novo a sequência de Dennis.
Danny Ferry, Danny Fortson.
Mas tá só falando nomes.
É, não tem tantos. Tem vários Dans, mas não Dennis.
A questão não é ter muito Danny, a questão é eles estarem—
mesmo não tendo muito, sempre teve um por 42 anos.
Eles têm que estar intercalados para manter uma sequência.
Então eu devia ter checado mais isso para poder ganhar, porque aí seria o Danny Wolf voltou a ter—
isso. Mas assim, o pessoal aqui no ao vivo já chamou a CPI dos prêmios alternativos.
Só se ele ganhar.
Se ele não ganhar, Tudo bem, então a gente vai ter que infelizmente colocar o seu queridinho de lado.
O que eu gosto do Lauri Markkanen fazendo 51 pontos, que foi o primeiro 50 pontos do Jazz, é que acho que ano passado teve o primeiro triplo-duplo do Jazz em não sei quanto tempo. O Jazz não tinha recorde, simplesmente. A do LeBron é só mais impressionante porque ele fez 10 pontos em 1.297 jogos seguidos. Mas não sei se é engraçado.
E fala que tá impressionando, pelo contrário. Eu acho triste te impressionar pela quantidade de vezes que ele fez, porque ele uma hora não fez.
Ah, mas é o troféu, a maldição bola presa pegou nele. A do Shea é positiva e é um recorde do Wilt Chamberlain. E a do Nix é um título, ele já tem um troféu por isso, não precisa ganhar outro. Perfeito. Mas só para deixar registrado, vai ter que dar para o Podinski mesmo.
Não, não, você diminuiu demais.
Essa aí tá bem registrada do Podinski, isso a gente tem certeza.
Não, mas você falou dane-se o Podinski, eu ouvi com esses ouvidos que até erra de comer.
Então você tem que escolher um agora. Esquece o Dani, não tem o Dani. Ano que vem a gente refaz o do Dani.
E aí? Acho que o do LeBron é mais impressionante. Eu achei que— vamos com o LeBron.
Eu pensei que podia durar para sempre, que ele podia se aposentar sem— mas então, LeBron, pode vir buscar. Tem campo de golfe aqui perto? Não tem, não tem, não tem. Trofeuzinho para você, depois de 1.297 jogos com pelo menos 10 pontos.
É um troféu que eu acho que ele nunca ganhou. Embora no ao vivo tenham avisado a gente que ele ganhou o troféu de melhor jogador em time ruim em 2023, o que faz com que o Totocompo não seja o melhor jogador a ter recebido esse prêmio.
Nossa, nem lembro quem ganha esse troféu. Mas sempre tem, né, um time ruim, um ano ruim, esses caras dá para ganhar. Próximo prêmio tem o LeBron de novo. Opa, é o prêmio Bruco Lopes de metamorfose do ano. Que jogador virou um jogador muito diferente do que ele era. Alguns não foi totalmente assim, mas foi o que eu consegui fazer. E a primeira opção é LeBron James, se tornando a terceira opção ofensiva do Lakers, ficando muito menos com a bola, jogando mais no garrafão, no ataque e na defesa.
Então ele mudou muito mesmo.
Eu achei que o prêmio Brook Lopez podia ir para o LeBron aí, se puder ganhar dois prêmios seguidos. Porém, a gente tem o Deni Avdija virando armador de fato do Blazers, mais do que ele já tinha sido na temporada passada. Mas começou a temporada passada, então eu fico também com o pé atrás.
Foi uma metamorfose um pouco mais lenta. Isso. Mas não quer dizer que não tenha sido uma metamorfose.
E a gente tem Karl-Anthony Towns virando o rei das assistências nos playoffs.
E foi de repente, foi do nada.
Foi a Yoki-tização de Karl-Anthony Towns. No meio da série contra o Atlanta Hawks.
Pois é.
E o time deslanchou depois disso.
Começou um pouquinho antes, mas assim, a gente começou a ver indícios disso com 2 semanas para acabar a temporada regular. Então foi assim realmente drástico e foi uma— decidiu o título, levou um título e uma transformação que muita gente jamais imaginaria possível, né? O Towns é um desses jogadores que nunca foi consenso.
E assim, e o do LeBron, tem gente que detesta. O LeBron, a gente olha para o LeBron e fala, ele faz o que ele quiser, ele joga de qualquer jeito.
O Towns não parece ser tão versátil assim. O prêmio é do Towns, gente.
Towns, Cat, Troféu Brook Lopes. Prêmio Brook Lopes de Metamorfose do Ano. O que prepara a gente para o mais aguardado de todos, Troféu Kyrie Irving de Frase do Ano.
Danilo, que delícia!
E esse, olha, É, eu achei que não ia acabar nunca. São muitas, são muitas frases boas. Posso começar?
Com certeza.
Eu já falei essa.
Tô salivando.
A gente não vencia em Toronto. Em Toronto que ele falou, não foi de Boston? Acho que foi Toronto. A gente não vencia em Toronto desde que o Bruce Lee morreu. Agora pegamos eles.
Repito, Bruce Lee morreu em julho de 1973.
Michael Porter Jr.: Todo mundo tem vícios. Meu irmão teve vício com apostas. O meu são as mulheres.
Qual o contexto disso? Por que ele tá falando disso?
Ele participou de todos os podcasts que ele podia quando ele foi trocado pro Nets. A lição foi, acho que o Denver proibia ele de participar de podcast. Ele falou de bobagem depois.
Meu Deus.
Alperen Shengun durante a série contra o Los Angeles Lakers, pra dar um alô a Kenny Atkinson: estamos vencendo eles em todas as estatísticas, exceto em acertar arremessos.
Que assim, por acaso assim, é a única que importa.
Tirando o marca-ponto, estamos dominando. Kelly Oubre Jr. sobre a defesa do Philadelphia 76ers: no fim das contas, eu gosto de arroz branco, só estou tentando ser o branco do arroz. Que eu não entendi. O ChatGPT me falou que é porque o branco é uma parte fundamental do arroz. Ele quer ser uma parte fundamental da defesa. Fechete. Não sei se é isso.
Eu acho que ele quis dizer que tinha que fazer o que a gente fala, que é arroz com feijão. Ele quis falar arroz branco, que é tipo a coisa mais simples, básica, pé no chão.
E ele é o branco do arroz?
Ele é o branco do arroz, que é a coisa mais característica do arroz branco, entendeu? Ele quer ser o pé no chão, ele quer ser o chão do pé no chão.
É profundo demais. Talvez ele não ganhe porque ele tá acima das nossas capacidades.
É, eu não tenho capacidades cognitivas para entender essa metáfora.
Ele é o branco do arroz. Fala isso para o seu crush aí, vê se fica feliz ou ofendido.
Fala que ela é o branco do seu arroz.
E tem uma bonita aqui do Victor Wembanyama, depois que ele chorou em quadra, né, naquela virada contra o Clippers, e foi muito criticado. E ele falou: acho que acima de tudo existe o medo do julgamento. Sobre chorar, aquela sensação de que você precisa se comportar de um certo jeito, de seguir regras sociais. Eu particularmente me recuso a carregar o fardo de esconder minhas emoções.
Ele é profundamente emocionado, né?
Isso é bonito.
Eu adoro, eu adoro que ele seja. É que às vezes, quando a pessoa profundamente emocionada está falando sobre ser profundamente emocionada, fica um pouco cafona. Então ele às vezes cruza essa linha, mas o emocionado jamais se preocuparia com isso. Não precisa se preocupar, não tem vergonha de ser cafona.
Ele jamais usaria um bigode irônico.
Isso, não tem ironia com ele, ele fala do jeito que as coisas são. Isso, ele é o branco do arroz, ele é o branco do arroz.
Troféu Branco do Arroz de jogador mais pé no chão. Não sei bem da temporada.
Eu tô muito encantado com o Branco Barroso. E agora eu acho que você não tava imaginando que ela seria uma das favoritas.
Não, não tava imaginando. Eu achei que você só ia ficar muito confuso. Agora começa a sessão Joe Mazzulla, atual campeão.
São muitas dele?
Tem várias. Joe Mazzulla, depois que o Celtics tomou uma enterrada de DeAndre Jordan, recém-contratado pelo New Orleans Pelicans.
Boa!
DeAndre Jordan tava na rua há 4 dias. E vocês deixam ele vir aqui enterrar em vocês? Tava na rua.
Sim, tem jogadores que vão à falência depois que param de jogar, mas acho que não nesse nível.
Joe Mazula, quando perguntado se Jason Tatum voltaria em 14 de março, que ainda não tava tão perto assim, e ele falou uma coisa bem Joe Mazula: talvez eu nem esteja vivo nesse dia. E ele falou uma frase igual que o LeBron falou, que sobre tá velho, Que é: eu durmo como questionável e acordo como provável. Pra estar vivo, enquadra.
Não, sério, dá pra ser mais drástico do que talvez eu nem esteja vivo?
E sobre a lesão do Jason Tatum, o João Mazula falou: ele precisou ir pra um lugar sombrio e eu fico feliz que ele tenha ido.
É claro, imagina, ele gosta de sofrimento. Esse cara bebe sangue de crianças no café da manhã.
Ele também falou sobre pets, Danilo. E falou, obviamente, o João Mazula, ele e a esposa, já temos um cachorro, mas tô tentando convencer ela a adotar um lobo para ficar rondando nossa casa como uma camada extra de proteção.
Um lobo, um lobo, claro, normal.
E claro, o João Mazula disse, todo mundo tem uma linguagem do amor diferente, a minha provavelmente é a violência. Ele é imbatível, ele é um perigo.
Esse cara é um perigo.
E foi isso num podcast, ele encontrou o Derek White, acho que era um evento de luta livre, de WWE, e ele pega o Derek White e abraça e soca o Derek White. E foi, de repente, foi meu jeito de falar que eu gosto.
O linguagem de amor dele é violência. Sim, você deixaria assim esse cara sozinho com o seu filho, sabe? Eu morro de medo do João Mazulo.
Ele podia falar, eu não vou fazer nada porque eu amo ele. Então você ama ele, você vai arriscar ele.
Imagina, ele vai botar alguém pra dormir e falar que ele tava só brincando, que ele tava tentando levar a pessoa pra um lugar escuro, tenebroso, sombrio, mas é pro lugar melhor dela.
Bom, teve um jogo que o Jaylen Brown foi expulso e essa podia ter sido um desabafo de técnico também, porque perguntaram da expulsão, dos árbitros, que ele reclamou, não sei o quê, ele disse assim, ó, Dou muito crédito ao diretor da minha escola, tinha coragem de expulsar um aluno. Ele não deixou isso para o monitor do corredor. E aí perguntaram: não, mas como é que você tá sentindo? Tudo mais. Ele respondeu: ele era um ótimo diretor.
Eu acho que tomou multa mesmo assim. Acho que na NBA não tem essa não, não tem essa não. E aí, sabendo que a linguagem do João Mazula é a violência, perguntaram para o Jaylen Brown se ele ganharia uma briga contra o João Mazula. Porque luta jiu-jitsu, tudo.
Por que alguém perguntou isso?
Ah, para descontrair o ambiente, claro. Aí o Jaylen Brown respondeu: acho que o Joe Mazula tem um certo nível de loucura, mas eu acho que o meu talvez ultrapasse tudo que ele já viu.
Ele se acha mais louco do que o Mazula?
Até você vê a resposta do Joe Mazula a essa frase do Jaylen Brown, que foi: ele pode até ganhar uma briga, mas ou ele vence ou nós dois vamos morrer. Se eu sentir o gosto da morte, você vem junto comigo.
Meu Deus, não é possível! Não é possível que ele respondeu uma coisa dessas!
Respondeu, respondeu. Ele leva junto. Se eu for morrer, você vai morrer junto comigo. Jaylen Brown, meu jogador.
Mas ao sentir o gosto da morte? Ele é um desses caras que você faz uma piada e de repente, né, levou muito, muito longe.
É, não tem brincadeira com ele não.
Se ele sentir o gosto da morte, ele leva você junto. Ele é um técnico de basquete, não dá para acreditar que esse cara existe, entendeu? Um guerreiro épico.
E tem a frase de Jaylen Brown sobre os comentários de que ele se achava muito inteligente, o mais inteligente da sala, que ele falou: sem querer desmerecer ninguém do mundo esportivo, mas já desmerecendo, o nível de exigência é meio baixo, a barra não é lá tão alta.
Mas assim, achei muito boa. Errado ele não tá.
Achei legal porque ele concorda que ele é o mais inteligente, mas não é porque eu sou tão inteligente assim.
Eu sou, mas não é mérito meu não, é vocês que são muito burros. Achei o máximo, o máximo essa frase, é fantástica.
E em uma das suas lives, o Jaylen Brown falou sobre o Mbanema. Ele falou, quando eu digo que eu sou o melhor two-way da liga— two-way é a expressão de um jogador que é tão bom no ataque quanto na defesa— isso não vale para o Mbanema. Ele não é humano, eu sou o melhor jogador humano. Respeito do Jaylen Brown aos alienígenas.
Eu acho fantástico, tipo, a gente já falou disso outras vezes, como os jogadores respeitam o Imbarniama de um jeito que a gente nunca viu antes, quando ele acabou de chegar, né?
É tipo novato ainda, o pessoal não tem aquele discurso de prova aí primeiro, depois eu te respeito.
Não, não, o respeito foi instantâneo. E assim, dá para ver esse misto de horror e fascínio nos olhos dos jogadores quando eles Vem o Imbanyama na frente deles. Tipo, eles não se conformam que o Imbanyama existe, né?
E tem uma frase do Imbanyama sobre tomar enterrada na cara quando ele tenta subir pro toco. Ele fala, até o dia que eu sofrer mais enterradas do que eu consigo de tocos, eu vou seguir tentando. Mas nenhum de nós vai viver pra ver esse dia.
Olha só!
Aura!
Ele é brega de um jeito muito adorável, né?
Ele farma aura.
Ele farma aura. Ele tem essa idade, inclusive. Aí ele tem a idade correta para farmar ouro.
Frase do Josh Minot, que foi titular do Celtics por uns jogos, depois voltou para o banco. E aí perguntaram para ele: e aí, como é que você tá se sentindo de voltar para o banco? Ele falou assim, ó: se você fosse pobre e eu te desse $20 e logo depois eu pegasse $20 de volta, você não ia sentir que teve alguma coisa, né? Ele não liga de ter voltado para o banco, ele nunca teve aquilo.
Aí achei triste demais. Aí ele falou com bom humor: ai, não, é um troféu com o clima lá no alto, com gente falando que sentiu o gosto da morte. Aí eu fiquei chateado, né?
Ficou triste, mas tudo bem. Frase do Kawhi Leonard, Danilo: fim de jogo, ele tava microfonado, fim de jogo entre Clippers e Wolves, ele foi cumprimentar o Joe Ingles e começou uma briga. E aí o microfonado com a Wild Energy olhou e falou, olha, uma briga.
Quebra-pau, empurra-empurra, e ele falou, olha, uma briga.
Olha, uma briga. Frase do seu técnico, Imildoka.
É que assim, escola de uma zona de loucura, né?
Sobre os 83 pontos do Ben Adebayo. Vi que ele acertou nem tantas bolas de 3, mas cobrou uns 40 lances livres ou algo assim. Isso já conta a história toda do jogo. Isso e Washington Wizards.
Somos os Wizards, cara. Somos os Wizards.
Tem uma do Steve Kerr muito boa, é de uma entrevista coletiva, ele contando o que aconteceu depois de um jogo que ele foi expulso por brigar com os árbitros. Ele respondeu: está tudo bem, tirando o fato de que minha mãe ficou profundamente decepcionada comigo. Ela estava no jogo e ficou horrorizada depois. Perguntou se eu ia bater no árbitro e eu falei: mãe, eu nunca bati em ninguém na minha vida toda. E ela respondeu: parecia que você ia bater nele.
Por que todos aqueles homens estavam te segurando? Faz parte da encenação. Mas ela não entendeu. Fiquei um pouco preocupado por ela realmente achar que eu ia bater em alguém. Isso me assustou.
Achei adorável essa interação inteira, porque assim, né, eu sei que ele sabe que não ia bater no ar, me segura, me segura. Mas tava todo mundo segurando, parece mesmo que vai agredir. E na cabeça dele, acho que ele não imaginou o que parecia, né?
Tipo, é no mundo do basquete, é normal, todo mundo sabe que aquele é um teatro para tomar falta técnica ou para ser expulso, não que ele vai agredir de verdade, claro.
Mas o fato de que a mãe dele não percebeu faz ele perceber. Que parece diferente no mundo do que na cabeça dele. Achei muito bonitinho, muito bom.
Se eu fosse destacar uma frase de toda a fala, é a frase da mãe dele, não dele, que é: parecia que você ia bater nele, por que todos aqueles homens estavam te segurando?
É muito boa frase de alguém de fora, né? São frases que só uma mãe diria, né?
Só. Essa próxima é só um mimo para nós fãs, que é o Steph Curry. Ele falou que o time era como uma banda, todo mundo tinha uma função diferente para funcionar junto. Aí perguntaram: tá aí, quem de qual banda foi você hoje? Ele falou: hoje eu fui a Hayley Williams do Paramore. Olha só como eu gosto do Paramore!
Que bonitinha!
E tem aquele vídeo famoso dele cantando com a Hayley Williams num show do Paramore em São Francisco. Ele é muito fã, então ele é fã. Sou fã também, Steph Curry. Então botei sua frase aqui para a gente celebrar juntos. Will Hardie, técnico do Utah Jazz, que também é bom de frase, também ex-assistente do Boston Celtics, escola de uma Azul. Perguntaram sobre o tempo dele com Jordan Clarkson, porque ele ia enfrentar o Jordan Clarkson agora depois de anos no Jazz, ele foi para o Knicks.
E o Will Hardie falou assim do Jordan Clarkson: Ele é muito criativo, ele tem de certa forma uma mente de artista. Você precisa deixá-lo jogar, não dá para controlar cada posse de bola nos mínimos detalhes, porque no fim os dois acabam frustrados. Eu disse a ele no ano passado que quando ele sentisse o momento, quando engrenasse, todos nós daríamos um passo para trás, eu também, e deixaríamos ele fazer o seu solo de guitarra. Já conversa com a fala dos 30 anos, ele é um solista.
Eu só pedi que nos outros 75% do jogo ele tocasse uma música que todo mundo conhecesse.
A metáfora é fantástica, né? Perfeita, funciona muito bem. Joga direitinho, joga de um jeito que a gente entende, que a gente consegue ter um mínimo de previsibilidade.
Quando chegar a hora do solo de guitarra, eu juro que eu deixo você, a gente liberta, pode tocar o seu Free Bird inteiro aí, que a gente assiste.
Faz muito sentido. E é, tem uns jogadores que são assim mesmo, tem jogadores que esse é o único jeito de usar. Eu acho que é muito legal, essa é uma metáfora que funciona, porque você tenta prender, né, em regras um jogador como esse, todos saem frustrados. Jogador fica revoltado e o técnico fica também, porque não conseguiu o que queria.
E não vai jogar bem assim, então?
Não, não serve para ninguém.
LeBron James foi perguntado sobre o Keyonte George, porque o Lakers ia enfrentar o Jazz, ele tava em ascensão, e o LeBron falou, a gente comentou isso em podcasts. Eu sou errada para você perguntar isso. Hoje em dia tudo que eu faço é assistir vídeos de golfe no YouTube.
Pois é, a gente falou dessa frase muitas vezes aqui no Bola Presa.
E quando teve aquela briga do— uma das brigas do Pistons, acho que foi a do Jalen Duren com o Moussa Diabate, o Isaiah Stewart veio correndo para brigar com todo mundo, claro, porque ele não tava cuidando da fazenda de avocados dele. E aí viralizou o vídeo de todo mundo envolvido e o Duncan Robinson só assistindo. E aí perguntou, Duncan Robertson, por que você não foi ajudar o Isaiah Stewart? E ele falou, senti que seria como ajudar o Bill Nye, aquele cientista que faz vídeos famosos de ciência nos Estados Unidos, num projeto de ciências. Ele sabe o que ele tá fazendo, ele que é o especialista em briga.
Eu assisto. Imagina, você vai ajudar, você vai atrapalhar.
Frase do Anthony Edwards naquele jogo que ele acertou uma bola da vitória no último minuto. Na frente do Chris Finch, o técnico do Wolves, estava gritando para ele: passa a bola, passa a bola! Ele arremessou e acertou. Aí o Anthony Edwards falou assim: eu tento arremessar toda vez que eu pego na bola. Algumas pessoas dizem que eu deveria passar, mas tudo bem. Aí perguntaram: seu técnico é uma dessas pessoas? Ele respondeu: eu e meu técnico temos a melhor relação possível.
Quer dizer, na maior parte do tempo ele tá certo. Em 98% das vezes ele tá certo. Hoje à noite ele mandou eu passar a bola e eu realmente devia ter passado, mas eu arremessei e a bola caiu. Os deuses do basquete estavam do meu lado.
Ele falou dos deuses do basquete?
Ele falou.
Que legal!
Ele tem fé igual a gente. E o técnico tava certo, tava certo, tá sempre certo. Eu só não faço o que ele pede.
Isso.
Tom Thibodeau foi perguntado por que ele segue indo em treinos. Ele conhece os técnicos aí da NBA, vai passear, participa de um treino, conversa com treinadores.
Eu não sabia, jura?
É isso, a vida dele é fazer a rede de amigos dele técnicos. Mas por que você continua indo treino agora que você não tá trabalhando? Ele falou, todo ginásio tá 22 graus e sol, não tem lugar mais agradável do que dentro de um ginásio.
Que legal, muito bom. Ele é feliz, ele é feliz no ginásio. É que não parecia, se você olhar para a cara dele, nunca parece que ele foi feliz, mas ele é mais infeliz fora.
Matt Ishba, dono do Phoenix Suns, quando o time tava mal cotado no começo da temporada, ah, vai acabar em último, as casas de apostas dizem que vocês não vão ganhar 20 jogos, ele falou: não estou preocupado com o que os chamados especialistas pensam. Nos últimos 2 anos eles nos colocaram como candidatos ao título e estavam errados. Nosso foco é deixar os torcedores orgulhosos jogando um grande basquete como equipe.
Não é possível, ele ficou bravo ao contrário.
Tipo, você vai ser ruim, você falou no passado que ia ser bom e eu fui ruim, e se você errar de novo agora?
Não, não é possível.
De fato, o Phoenix não foi tão ruim assim.
Não, claro, mas ficar bravo porque falaram que você ia ser bom, que que é isso? Não tem como agradar, né? Não tem jeito. Não, você fala que você vai ser ruim, eles ficam bravos. Você vai ser bom, eles ficam bravos.
Que eu ia ser ruim e eu achei que era bom.
Mas aí eles iam ficar bravos porque estão sendo subestimados. Não tem vitória possível.
Essa vai te ofender, Danilo.
Manda.
Edward Collins, o famoso narrador lá dos Hornets que grita muito, perguntaram para ele sobre o Conkniepel, como ele mudou o Hornets. Ele falou: ele é inacreditável, ele faz tudo ficar melhor, ele é o ketchup do basquete.
Ah, que que é isso?
Você coloca ele em tudo e de repente tudo é melhor.
Tudo tem gosto de ketchup, tudo tem gosto de Conkniepel. Ele gosta de ketchup.
Imagina! Mas o basketball ketchup é um bom, uma boa expressão. E cada um vai achar uma coisa.
Claro, assim, eu não vou dizer que ketchup é ruim. O que eu defendo é que ketchup tem gosto de ketchup, em qualquer coisa que você coloque vai ficar com gosto de ketchup.
O que eu não defendo é você colocar em qualquer coisa e fica melhor. Maionese sim, ketchup não.
Porque a gente sabe, né, tem um terreno espinhoso aí, né, uma situação espinhosa que é falar de ketchup na pizza.
E a última frase, como sempre, eu deixo por último a minha favorita. Aí você faz o que você quiser.
Eu já fiz minha lista de favoritas aqui, tô anotando.
Frase de Shai Gilgeous-Alexander, quando ele acertou aquela bola de 3 step back no último segundo contra o Denver. Perguntaram para ele: como foi esse processo? Como você decidiu ir para aquele arremesso? E o Shai falou: eu tenho todas as respostas da prova, mas eu preciso ver as perguntas primeiro. Só me dá a pergunta que eu sei a resposta. O que que a defesa vai fazer?
Eu tenho a resposta. Sério, eu usaria essa camiseta.
Eu usaria essa camiseta também para fazer o ENEM.
Ou é muito boa mesmo, é muito boa. E aí, bom, vamos lá, a minha listinha aqui das favoritas para o troféu mais importante, o troféu Kai Irvind de frase do ano, que um dia vai ser o troféu de uma Azula, mas não é ainda. Eu tenho 6 favoritas.
O branco do arroz do Kelly Obre Jr., ok. Talvez eu nem esteja vivo, do João Mazula, sobre o retorno do teito em 14 de março.
O Olha uma briga, do Kawai. O Sentir o gosto da morte e levar junto, do Mazula. A lindíssima, poética e bizarramente feliz Todo ginásio é 22 graus e sol, do Thibodeau. E Eu tenho todas as respostas, do Chico Alexander.
Até teve mais uma do Mazulo que eu acabei pulando. Não é candidata, mas ele falou para o Anferni Simons: você não é tão ruim na defesa quanto as pessoas dizem.
Ai, que elogio incrível! Que gentil da sua parte.
Achei muito a cara de quem não sabe elogiar e achou que tava abafando.
É a Chiquinha defendendo o seu Barriga.
Ai, e aí, qual que você escolhe? A do Shei eu achei muito boa.
É muito boa mesmo, né?
A do Steve Kerr tem a mãe dele, né? Parecia que você ia bater nele. Mas acho que a história é melhor que a frase.
Exato.
O ketchup do basquete pode ofender, né? A gente não quer ofender ninguém.
Eu achei inaceitável. Se for para ser comida, eu fico com o branco do arroz, que eu achei assim, é uma frase muito boa. É que assim, eu acho que a gente acostumou com umas frases que são muito estapafúrdias. O de todas as respostas e o ginásio 22 graus e sol São só boas, boas, bonitas, poderosas.
É, o que que você valoriza? Você valoriza o nonsense ou a profundidade do Calibri?
Ou o gosto por sangue do Mazula?
É o personagem do Mazula, é o sucinto do Tom Thibodeau.
É que eu acho que você tem razão de que o Thibodeau já ganhou uma frase alguma vez que ele falou uma coisa bem curta e grossa, que eu nunca sou feliz.
Isso, é isso aí. Então tem esse, já foi premiado, a Academia já premiou ele.
Eu acho que você tem razão, acho que a frase mais poderosa e emblemática da temporada foi o Che.
Ele sendo foda, né?
E ele admitindo que ele é muito bom. Não é muito comum, até pro personagem dele.
Como é que você decide? O que aparece na minha frente eu sei fazer.
Não falam que ele é meio sem aura? Sim. Não criticam ele por ser meio branco do arroz?
É que assim, eu acho que o teste do tempo pode acabar premiando mais o branco do arroz.
É verdade, eu acho que a gente vai citar mais o branco do arroz.
Pois é, o Oscar tem dessas, premia o melhor filme, o que dura para a posteridade é outro.
A gente não pode premiar o branco do arroz, tem que premiar o especial. É que talvez o branco do arroz seja mais especial do que a gente percebe nesse momento.
Eu acho que eu não tô pronto para entender o branco do arroz. Eu acho que eu vou premiar o Shei porque eu não entendo o branco do arroz.
Por mim tudo bem.
Então o Shei tem todas as respostas, ele ganhou.
O troféu, ele só não tem todas as perguntas.
Troféu Gary Payton de jogador que mais involuiu. Esse existe desde o começo também. Tenho 4 candidatos, você quer ouvir? Por favor. Primeiro, Nikola Vucevic. Ele foi de médias de 18 pontos, 10 rebotes, 3 assistências para 14 pontos, 8 rebotes, 3 assistências. Aproveitamento de arremesso caiu de 53 para 48%, e ele foi patético nos playoffs. Pelo Boston Celtics.
Horroroso.
E eu acho que vai além dos números até. Acho que o Vucevic é aquele cara que você olha e fala: acabou, né? Deu. Jaden Ivey, de 17 pontos por jogo para 8, foi trocado por Bala Juquinha e pirou, pirou total, tá num surto psicótico, saiu da NBA. Grady Dick foi de 14 pontos por jogo e principal reserva do Toronto para 6 pontos por jogo e não participar da rotação e não pisar em quadra nos playoffs.
É que eu ainda acho que talvez esteja na chave Duncan Robinson, de que assim você tem uma temporada de engasgo e o time desiste de você, depois você volta. Pode ser.
Eu acho que caiu nessa, caiu sem dúvida.
Mas eu acho que ele tem esse perfil.
E tem o Cam Johnson que não caiu tanto assim, quer dizer, os números caíram de pontos, de 18 pontos para 12, mas o aproveitamento ficou parecido. Acho que a gente só esperava mais, foi mais coadjuvante talvez. Mas botei o Cam Johnson aí do Oliver. E aí, a do Ivy eu fico mal porque parece que é uma coisa para além do basquete.
Não quero dar um prêmio para alguém que tá claramente em sofrimento.
O Vucevic é mais clássico, envelheceu. Isso, mas tem essa temporada, temporada que você percebe que envelheceu.
É, o Dick é mais diferente mesmo.
O do Grady Dick é mais estranho e saiu da rotação, coitado. É de 14 para 6 pontos, minutos despencando.
É dele, o prêmio é dele. Mas eu ainda não tô pronto para desistir dele ainda. Ainda, hein? Ainda acho que dá para ter a redenção que o Duncan Robson teve.
E a do Ivey, eu não vou dar o prêmio para ele porque, não, só muito triste. Acho que tem questões mais sérias envolvidas. Então, Grady Dick, fique ofendido, cale nossa boca, cale os críticos, e aí vem buscar o seu troféu.
Perfeito.
Troféu Romarinho, Danilo, de reserva do nosso coração. Não é o melhor reserva, Não é o reserva que faz a diferença, é o reserva quando vai entrar em quadra, a gente abre um sorriso e fala: oba, oba, oba! Olha, uma briga assim, olha, olha o reservinha que eu gosto. Um deles é um dos melhores da temporada mesmo, que é o Nasrid. Nasrid dá um molho para o Minnesota, o time fica mais legal de assistir, sem dúvida.
E ele, tipo, ele é realmente adorado, ele é o reserva do coração de muita gente, da cidade inteira de Minneapolis.
Dylan Harper durante os playoffs, quem não se animava quando o Dylan Harper entrava é porque tava torcendo muito contra o Spurs, porque fez chover. Tem o que tá aí todo ano, Alex Caruso. Nunca vou tirar ele, vai ser sempre candidato até ele ser titular de verdade. O Alex Caruso tá aí. Acho que uma hora vai ser Troféu Alex Caruso, vai ser o Troféu Alex Caruso assim que ele aposentar.
É porque o Romarinho já não tem muita gente que sabe quem foi o Romarinho.
E tem um aí que tem o peso da nossa nação brasileira que é o Gui Santos.
É verdade.
Aí tem dois poréns.
E não, mas não é só pra gente, né? A torcida do Ogras gosta muito.
O porém, um é esse: a gente tá dando muita moral porque é brasileiro, o prêmio tem que ser mais rígido. E o dois é: ele terminou a temporada como titular, ele jogou 30 jogos como titular. Posso considerar reserva do nosso coração?
Deles, muito engraçado a gente se perguntando se a gente tem que ser um pouco mais rígido no prêmio, que a gente dá um troféu barriguinha mole.
Eu não tô, eu tô de boina aqui, Danilo.
Tô fazendo sério, verdade.
Eu tô, tô de terno, demorei a semana inteira para fazer isso aqui, tô levando tudo muito a sério.
Assim, para ser rígido, nem de terno estou, porque terno envolve uma terceira peça, que é um colete, que eu não estou usando.
De paletó, é isso?
É isso, para ser preciso, para ser preciso.
Não sei se os playoffs estão muito frescos para mim, mas o Dylan Harper, nossa, apaixonadíssimo.
Não, era fantástico, né?
Ele foi bem na temporada, mas nos playoffs era Sabe aqueles bons jogos da temporada? Então foi no quarto período contra a defesa do Tânder.
Sério, foi muito legal, de fato, tô com você nessa. Eu só tenho que te compartilhar um receio: o Caruso ganhou esse prêmio já?
Não sei, ele tá aí todo ano, a gente deixa para o ano que vem.
Então eu tô com medo de que um dia o troféu vai chamar Troféu Alex Caruso e ele nunca venceu.
Ah, mas aí seria uma historinha legal para contar.
É uma história legal, vamos seguir o nosso coração, o único critério é o nosso coração.
Meu coração tá entre Dylan Harper e o Guis Santos. Eu só não sei se eu tô sendo justo em votar no Gui Santos.
Eu acho que ele foi titular demais, ele terminou a temporada titular, né? Eu acho, eu acho que o Dylan Harper era o reserva que encandecia os nossos corações.
Eu demorei para pensar no Gui Santos, é verdade, eu não pensei nele como o reserva que, né? Então Dylan Harper, troféu Romarinho para você. Se um dia você quiser vir, vem na América do Sul, pega seu troféu, vai na Bomboneira, faz um gol e leva aí. Reserva do nosso coração. Agora, agora, Danilo, respira fundo, escreve aí: Troféu Raquinho Olá João no Raptors. Já aconteceu ou não aconteceu da temporada? Vocês lembram do Raquinho Olá João no Toronto Raptors?
Quase ninguém lembra. Aí quando você vê uma foto da temporada que ele jogou lá, você fala: isso aconteceu de verdade? E na era da IA tudo fica mais confuso ainda.
Agora a gente não pode confiar em nada, não pode confiar em nada. Você fala, mas aconteceu?
Eu separei coisas que eu vi acontecer, mas às vezes eu duvido também. E aí vai ficar para história como uma coisa que aconteceu, não aconteceu. Aí vocês discutem entre vocês e o Danilo vai me ajudar a decidir. Tá no ar a tarja?
Quase.
Que é grande esse nome. Bora, vamos lá, que é longo. Eu não posso explicar muito porque se for explicar muito aí parece que aconteceu. É, então é para deixar no ar. Aconteceu, não aconteceu, Daniel?
Tá bom, vamos ver. Algumas eu vou lembrar e aí eu atesto e dou fé, outras não.
A mulher grávida do Danilo Galinari foi mordida por um tubarão em Porto Rico?
Você tá brincando?
Talvez. Aconteceu, não aconteceu? Um tubarão? A perna dela, grávida.
Eu tô rindo, mas é de desespero.
Ficou tudo bem.
Ficou tudo bem?
Tudo bem. A loja oficial da NBA na NBA House, Danilo, vendia uma camiseta com estampa feita de ar, que era o Que misturava o Oklahoma City Thunder com Denver Nuggets. Oklahoma City Nuggets, Denver Thunder. Eu queria muito ter essa, porque essa eu não sei se aconteceu.
A crise de riso que eu tive quando eu vi essa camiseta. Infelizmente, a gente estava na Nubank House, mas a gente não teve alegria de perceber isso quando a gente tava lá. A gente só foi perceber o que tinha acontecido depois, vendo as fotos. Assim, quem não viu, por favor, caça aí, caça aí. Eu retweeto depois. Vale muito. Ai, que tempos incríveis de se viver, né?
E falando em IA, A ESPN gringa usou IA para transformar uma foto em vídeo e mudou completamente a cara do Tony Parker. E o Tony Parker parecia um cara aleatório segurando um troféu com a camisa do Spurs. Parecia qualquer um menos o Tony Parker.
Eu não vou chegar no fim desse prêmio, não tá rolando.
O Dillon Brooks promoveu um jogo estilo Operação sobre faltas no Shaquille O'Neal. É verdade, colega dele de Canadá.
Que loucura!
O Steve Carell, Danilo, usou inúmeras frases, versos da música All Too Well da Taylor Swift no meio das entrevistas e ninguém percebeu.
Você tá brincando?
Ele deu esse desafio para ele, mas ninguém percebeu. Aí ele contou para todo mundo que ele fez.
Ele teve que contar porque ninguém notou, né?
E aí foram caçar e foi fazendo. Para mim, isso prova que os técnicos dão entrevistas demais.
É, sim, eles têm muito tempo livre. Isso.
O Lakers usava uma garrafa especial com um desenho escrito Crank Juice do DA, que é o DeAndre Ayton, escrito embaixo: beba isso para libertar a fera.
Sério? A raiva que eu tenho dessa história!
Era para motivar ele.
Pô, que raiva!
Para ele jogar com energia.
Que raiva!
Aí tinha um tipo do Space Jam.
Nossa, sério?
E essa aqui ainda aconteceu. O Luke Kornet, Luke Kornet, pivô reserva do San Antonio Spurs, forçou o Atlanta Hawks a cancelar uma noite em homenagem a um strip club.
Nossa!
E aconteceu, não aconteceu?
O Atlanta Hawks ia homenagear um clube de striptease porque é parte da cultura da cidade? É. Nossa, essa história não tem pé nem cabeça.
O Hornets cancelou a Sports Betting Night, uma noite em homenagem às apostas esportivas, justo no dia que eles iam enfrentar o Miami Heat do Terry Rozier. Nossa, eles marcaram, mas cancelaram.
Mas cancelaram.
Terry Rozier foi enviado do Hornets para o Heat, e o Heat não pode usar porque o Terry Rozier foi. E por que você faz uma noite dessa? A Noite do Orgulho Latino, a Noite do Orgulho de Aposta Esportiva.
Aí é longe demais. Era só Sports Betting Bom, alguém pagou caro, né? Terry Ruggiero pagou caro.
Falando em pagar caro, o Shawn Sebillo foi preso por participar de jogo clandestino de pôquer.
É que assim, esse é um dos casos que quanto mais detalhe você dá, mais você fica na dúvida se aconteceu ou não aconteceu, porque ele era celebridade que atraía pessoas para noites de pôquer ilícitas que envolviam óculos especiais que davam dicas infravermelhas sobre o que as cartas eram. Assim, que que é isso?
Era o cara que atraía porque ele era famoso.
Exato, é sci-fi demais. Quem percebeu isso a ponto de dedurar para polícia, né?
Alguém que foi lá e perdeu muito dinheiro, falou, tem alguma coisa errada aqui.
Não, mas pô, perder dinheiro no pôquer, coisa mais comum do mundo.
Acho que se o cara joga muito bem, ele deve perceber que tem uma coisa estranha, né? Tipo, estão sabendo demais, estão lendo minha mente de algum jeito.
Aí você começa a procurar câmera.
É, você fala, bom, não era um evento oficial transmitido da Liga Mundial de Pôquer.
Não, eu queria mais detalhes dessa história porque ela é muito, ela vai ficando progressivamente mais absurda.
Bom, Danilo, vamos ver se essa aconteceu, foi com o seu time. O Alperen Schengen foi expulso de uma partida porque chamou uma árbitra mulher de bitch, de vadia, várias vezes seguidas. No mesmo dia que o perfil do Rockets no Twitter tava celebrando o Dia Nacional das Mulheres.
Que desastre, que catástrofe!
Nossa, o Jaylen Brown disse que usou astrologia e numerologia para ser um líder melhor no Boston Celtics.
Que isso, precisa ouvir, escutar essa sobre horóscopo.
O Jackson Hayes foi suspenso por empurrar o mascote do Washington Wizards.
Ele foi suspenso?
Foi.
Mas empurrar mascote não é brincadeira desde o rapaz? Não, não foi.
Parte de um sketch combinado. Não, ele empurrou de verdade para machucar.
Mas por quê?
Tava bravo.
Ele pensou que o mascote era de pelúcia, não ia sentir.
Um mago, né? Ele ia fazer alguma coisa.
Quer dizer, a gente é levado a crer que eles não são pessoas em fantasias.
Então você nunca sabe quem é oficialmente, não é ninguém lá embaixo. Então, e aí você não pode acreditar também só porque ele é um ser mágico de pelúcia.
As crianças não fazem isso toda vez que elas veem Esses bonecos de pelúcia, eles não enchem de porrada?
Eu sou fanático por assistir vídeo de gente indo tirar foto com homem estátua. Aí o homem estátua se mexe na hora e as pessoas ficam apavoradas. Adoro. Mas é isso, as crianças chegam dando bicuda.
Exato.
Aí a estátua se mexe, a criança chora horrores.
Vai ver que foi isso que aconteceu. Ela não pensou que tinha uma pessoa, indivíduo ali por trás. Ela achou que tava agredindo um mago de pelúcia.
É, vamos lá, Dani, vamos deixar a barra mais pesada agora. Temos 4 coisas aqui pra deixar a barra mais pesada. Tá muito alegrinha a coisa. O dono do Memphis Grizzlies foi acusado de vender antenas ilegalmente pro exército russo.
Que?
Pesquisa aí se aconteceu ou não aconteceu. Esse dono do Grizzlies, o Robert Pera, ele disse que queria comprar todas as partes de todo mundo, de todos os donos minoritários, porque ele conheceu uma mulher que achava que o Justin Timberlake era o dono do time e não ele. Não é possível!
Nossa, que mesquinharia!
A Anjali Ranadive, filha do Vivek Ranadive, dono do Sacramento Kings—
coitados, né—
trabalhou como general manager do Stockton Kings, que é o time da D-League do Kings. Ele botou a filha para trabalhar, claro. Quando ela tava lá, ela se envolveu de maneira romântica com um jogador que por acaso foi preso por sequestro e assassinato.
O que que é isso? Por que que virou série policial?
Bom, o banqueiro Daniel Vorcaro, ele disse que gastaria 50 milhões de dólares para prender o ex-jogador do Miami Heat, Ronnie Saikaly. Não, não, que o Vorcaro, a mulher do Vorcaro, uma delas, né, acho que é oficial, ela é ex-mulher do Ronnie Saikaly, ex-jogador do Miami Heat. Quer dizer, jogou por vários outros times, mas ficou mais famoso no Miami Heat. E hoje ele é um DJ famoso.
Você tá brincando?
Eles tiveram um filho junto e deu uma briga, ele falou que ia acabar com a vida dele, ia juntar 50 milhões e fazer um dossiê dele e prender ele.
Que loucura!
Procura aí Roni Saikali e Daniel Vorcaro, tem todas as notícias. Juro, essa eu juro, essa aconteceu. O que eu não sei se aconteceu é se ele gastou os 50 milhões para prender o cara, porque não prendeu.
Pô, não tô pronto pra isso. O Vôrcaro num escândalo envolvendo jogador da NBA. Como isso veio junto com as...
Era uma das mensagens vazadas lá.
No WhatsApp? Junto com os pelelecas?
Era ele dizendo que ia prender esse cara porque tava brigando com a mulher dele.
Em geral, eu não sou muito a favor da gente ter acesso, tanto acesso à vida íntima de pessoas, mas se envolve um jogador da NBA, do Miami Heat, Aí é, aí tá permitido.
O Joakim Noah ganhou $20 de um torcedor do Bulls no meio do jogo porque ele apostou que o Yuki Kawamura ia ganhar uma bola ao alto.
Aconteceu, aconteceu.
A Kim Kardashian deixou de dividir nos jogos do Lakers por causa da NBA Centel, a famosa conta que cria fakes.
Não, não tô sabendo, me explica.
Que você conhece NBA Centel?
Não. Como assim? Que que é isso?
Tem a NBA Central, é uma conta famosa de Twitter, tá bom? E aí tem a Centel, que só porque é a mesma foto, é o mesmo logo, é tudo igual, mas é fake, só que posta notícia falsa.
Eu não sabia que isso existia.
E todo mundo já foi pego retuitando, ficando surpreso porque pegou, tomou uma NBA Central.
Mas nunca caí nessa, tô imune.
Mas vira notícia, tá no grupo do Bola Presa toda hora.
Nossa, eu só tô lendo os hobbies do Danilo.
Perdidasso. Bom, a NBA Centel fez um print falso da Kim Kardashian interagindo com o Luka Dončić quando o Luka foi para o Lakers, que não é verdade. Nem ela falou aquilo, nem o Luka. Nunca aconteceu essa interação, mas chegou nela e ela ficou muito brava. Ela ficou apavorada que o pessoal achou que ela tava tendo um caso com o Luka. Aí ela falou, parei de ir nos jogos do Lakers. Mas era um jogo, era um tweet da NBA Centel.
E ela não percebeu.
Imagina, se você não sabe quem é NBA Centão, imagina Kim Kardashian. É classicação, faz parte da mitologia da NBA Twitter.
Meu Deus.
Bom, Rajon Rondo foi eleito o melhor quarterback de flag football dos Estados Unidos.
É mesmo?
E já quem sai em outros esportes, o Ben Simmons disputou o Campeonato Profissional de Pesca.
É verdade, né? Essa sim.
O Jaylen Brown manchou os uniformes adversários com uma tinta que esconde calvície. Essa vocês viram, hein?
É verdade.
E o ex-jogador Pavel Podkolzin, lembra dele? 2,21m, russo, virou jogador de futebol num time de famosos que disputa a Copa da Rússia.
Tem um time de famosos na Copa da Rússia?
É um time de celebridades, influencers, que disputa um campeonato só de mídia e não sei o quê. E aí são convidados para participar da Copa da Rússia nas primeiras rodadas, que enfrenta o time da 5ª divisão.
Mas assim, para tomar pau, né?
Acho que eles ganharam dos primeiros jogos. É, você enfrenta outros times amadores também.
Entendi, justo.
Não é Copa do Brasil que começa com os times da Série C, não. É série, o seu bairro, entendi, Assunção Futebol Clube.
Saquei. E bom, e na pior das hipóteses, né, os famosos são bem nutridos, né?
E o Pavel Poltikozhin é um ex-jogador de basquete de 2,21m. Ele jogou futebol, ganhou um jogo da Copa da Rússia.
Tá bom, espero que ele seja bom cabeceador.
É, o Antetokounmpo, Danilo, se ofereceu para ser garoto propaganda de uma marca de camisinhas.
Jura? Sim, nada contra, imagina, é legal, importante, é só Exótico.
Ele se ofereceu no Instagram, falou, pô, esse aqui tá fazendo propaganda disso, esse daquele, por que vocês não me chamam aí? E marcou lá a marca de camisinha.
Curioso, né? Uma coisa é você ser convidado, né? Outra coisa é você se oferecer.
Foi a minha especialidade, manda aí.
Então, mas não deu certo, né? Eles não contrataram, não quiseram. Deve ser caro, deve ser caro. Mas assim, se ele tá com tanta vontade, talvez ele aceitasse menos dinheiro.
Aconteceu, não aconteceu? A NBA teve um jogo que acabou com o placar errado e eles tiveram que corrigir no dia seguinte. Aconteceu com que time? Chuta com que time aconteceu isso.
O Kings.
O Kings do Leste.
É com o Wizards, cara.
O Wizards tomou um 148 a 114 do Cleveland Cavaliers. Aí no dia seguinte a NBA olhou e falou: na verdade foi 148 a 115. Teve um lance livre que não mudou o placar.
Mas sabe por quê? Porque ninguém se importa, cara. Os Insiders, cara, ninguém se importa.
Essa é a primeira vez que a NBA teve que corrigir um placar no dia seguinte.
Totalmente desimportante.
O cara que fez esse lance livre, cara, o Rob Dillingham, Danilo, quando ele tava no Wolves ainda, antes de ir para o Bulls, ele usou uma blusa com escrito crise financeira de 2008 só. Crise financeira de 2008. Assim, entrou no avião do time, foi para o jogo.
Eu chutaria que é um conspiracionista, não é? Ele tem alguma explicação conspiracionista para crise de 2008.
E aí, espero que nunca perguntem.
Ele quer que as pessoas procurem e vejam documentário ou ouçam o podcast.
Falando em podcast, um podcast descobriu que o Kawai Leonard recebia dinheiro por fora através de uma empresa que planta árvore.
Sério, essa aí a gente vai levar anos para digerir.
E é isso, Danilo, esse foi o aconteceu, não aconteceu da temporada.
Olha, fortíssimos candidatos e muitos, não sei nem se eu lembro mais de todos. Ah, mas no fundo, né, perdemos todos.
É o do Vorcaro, né?
É do Vorcaro, é surreal. A gente tá representado, né? A gente se sente representado em todo escândalo, o escândalo do ano no Brasil. E no meio perdido, assim, um antro de loucura, sujeira, e aí tem um cara da NBA.
E eu vi na, tipo, a chamada era ex-jogador da NBA. Ué? Aí tava lá Ronnie Sycle na, o que que tem a ver?
Quais as chances?
Casou com uma brasileira, teve filho, separou, e essa brasileira foi casar com o Vorkar, que ficou com ciúmes. E Ronnie Sycle tá aí viajando o mundo porque ele é um DJ famoso.
Que legal!
É isso que ele faz no pós-carreira.
Troféu atividade extracurricular para ele.
É verdade. Essa é muito absurda, muito absurda.
Não acredito.
É que talvez o Billups no campeonato clandestino de pôquer tem mais a ver com o dia a dia da NBA. Ele começou a temporada técnico da NBA. O Orsic não joga na NBA há 30 anos.
O Billups perdeu o cargo de técnico, abriu espaço para o Thiago Splitter, né? Tem uma história toda sci-fi. Eu amei o NPI Centel, que eu não conhecia, e a camiseta da NPI House.
Mas se a gente for medir pela sua risada ou indignação, tá entre o Vorcaro e a camiseta.
É, mas assim, de verdade, é o Vorcaro, não tem como.
A camiseta foi muito boa, muito boa.
Parabéns aos envolvidos.
Não vou convidar o Vorcaro para cá, vou convidar o Ron Cycles. Se você quiser vir aqui no Brasil pegar o seu troféu De aconteceu, não aconteceu da temporada. Deu tudo certo com você, né? Você não foi preso graças ao dossiê. A da filha do dono do Kings também é bizarra.
É boa, é mesmo.
E o último prêmio, Daniel, para a gente encerrar, que tá muito longo o podcast, é o Troféu Indústria da Multa, que a gente olha as multas da temporada e vê qual foi a mais legal.
Esse é novo, esse é novo.
Primeiro, Jaylen Brown, $50.000 por criticar arbitragem numa live da Twitch. Essa é nova, quebrando barreiras. Só 2 jogadores na temporada tomaram multas por atirar coisas na torcida, os 2 Orlando Magic. Caramba, Desmond Bane e Jaylen Suggs.
O que que eles tacaram? Protetor bucal, né?
Tacou o protetor bucal. E o Desmond Bane deu uma dó, acabou o jogo, ele tacou a bola para o outro lado, tipo, para fazer cesta.
Sei.
Só de acabou essa porcaria.
Mas é que assim, já tinha estourado o cronômetro.
A bola foi muito longe, foi na torcida e tomou multa, $25 mil, porque ele é forte demais.
Custou caro essa, hein?
Tem o Utah Jazz que foi multado em $500 mil por tentar perder um jogo que eles ganharam.
Exato.
Essa eu acho gloriosa.
Essa multa é um desastre.
E tem uma que, olha, eu vou dedicar as próximas semanas a descobrir o que aconteceu. A NBA deu uma multa por flop nessa temporada.
Uma só?
Acontece todo jogo, o tempo inteiro.
E a gente inaugurou essa possibilidade de multar umas temporadas atrás.
Malik Monk.
Nossa, o que que o Malik Monk fez de tão absurdo?
Foi brigar por um rebote na defesa, só que ele tá, ele é baixinho, brigando com o pivô adversário. Aí quando o pivô adversário abriu o braço um pouco, ele se jogou para trás para tentar cavar uma falta de ataque.
Ou seja, normal.
Acontece 100 vezes por jogo, normal, tudo normal. Não, NBA foi lá, revisou o vídeo, multou $2.000.
$2.000?
Nada. Para eles é um, se não é nada, então por que eles não fazem mais vezes?
Que coisa esquisita essa multa.
Eu dou prêmio para o Malik Monk. Você conseguiu ser o único jogador a ser multado por flop na temporada.
É uma só? Será que foi tão, tão mais na cara do que as outras?
Só se eles registraram de outro jeito, porque nos registros da NBA tá só a única de flop.
Ele tá sendo punido por ser pior ator da NBA? É isso, é o troféu pior ator.
Pode ser essa, né?
Horrorosa, mas pode dar para ele prêmio. Malik Monk custou só $2.000 esse prêmio.
É do Kings do Oeste mesmo, que é o próprio Kings. E é isso, pessoal, esses foram os prêmios alternativos da temporada 25/26. Espero que vocês tenham gostado. Ano que vem a gente volta com prêmios novos, os prêmios clássicos, o que vem na nossa cabeça, o que vocês sugerirem lá no grupo dos assinantes também. Então assinem o Bola Presa, bolapresa.com.br/assine ou apoia.se/bolapresa.
Perfeito. Muito obrigado pela audiência ilustre de vocês nessa noite de gala, que não é nem noite nem gala, mas eu fiz o episódio inteiro de boino. Pois é, e foi muito legal. Eu achei que não ia chegar no final do aconteceu ou não aconteceu, mas incrível que os prêmios alegrem alguns desses ganhadores, porque várias histórias não são tão felizes assim. Muito obrigado pela audiência de vocês. A gente se vê de novo semana que vem, aí num episódio mais normal.
Não sei se vai ser normal, não sei o que a gente vai falar semana que vem.
Talvez não tenha nada.
Agora a gente tá no coração da off-season. Exato, nada acontece feijoado.
Talvez a gente nem esteja aqui na semana que vem. Então, de uma Azul assim, é Talvez a gente não seja vivo.
É verdade.
Talvez eu leve alguém junto comigo pra morte. Ou talvez eu só queira ser o branco do arroz, né? Mas é isso. A gente se vê provavelmente na semana que vem. Obrigado pela audiência. Tchau! Tchau, tchau!