A batalha entre Wolves e Wembanyama [Podcast #562]
Neste episódio, Denis Botana e Danilo Silvestre falam sobre os primeiros jogos da segunda rodada dos Playoffs da NBA. O OKC Thander atropelou o Los Angeles Lakers, o NY Knicks abriu 2 a 0 sobre o Philadelphia 76ers e o Detroit Pistons venceu a primeira contra o Cleveland Cavaliers. Mas a série que mais chama a atenção é o duelo entre Rudy Gobert e Victor Wembanyama: 1 a 1 entre Wolves e Spurs até agora.
Durante os PLAYOFFS 2026 o Bola Presa terá duas edições por semana, às segundas e às quintas.
No Both Teams Played Hard respondemos perguntas sobre amor enquanto prestação de serviço e relações complicadas (e culpa) em relação aos pais.
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- Wolves vs. Spurs: Gobert vs. WembanyamaAnthony Edwards' return from injury · Victor Wembanyama's shot-blocking prowess · Minnesota Timberwolves' offensive strategy against Wembanyama · Physicality and fatigue of Wembanyama · Spurs' defensive adjustments and perimeter pressure · Anthony Edwards' limitations as a playmaker
- Joel Embiid e os SixersJoel Embiid's physical condition and impact · Knicks' strategy to attack Embiid · Jalen Brunson's offensive performance · Sixers' defensive schemes and adjustments · RJ Barrett's offensive contributions · O.G. Anunoby's injury and impact
- Thunder vs. Lakers: Shai's control and Lakers' strugglesShai Gilgeous-Alexander's pace and control · Lakers' defensive pressure on Gilgeous-Alexander · LeBron James' performance at 41 years old · Chet Holmgren's impact on the game · Austin Reaves' poor shooting performance
- Pistons vs CavsJames Harden's turnover issues · Detroit Pistons' defensive intensity · Cade Cunningham's playmaking and athleticism · Donovan Mitchell's clutch performance · Jalen Duren's offensive contributions
- Both Teams Played Hard: Listener questions and adviceRelationship advice on dealing with guilt · Navigating difficult family relationships · The concept of 'prestação de serviço' in relationships · Setting boundaries with parents · Dealing with childhood trauma and neglect
- NBA Draft Lottery and Future OutlookPotential draft picks and team strategies · Impact of draft lottery on team rebuilding
Bem, amigos do Bola Prez, estamos de volta com mais um podcast. Eu sou o Denis. E eu sou o Danilo. Episódio 562. Passamos, Danilo, da primeira rodada dos playoffs, com muitos jogos sete. Estamos nas semifinais de conferência, metade dos times só. Poucos jogos, algumas séries com dois jogos, outras com um apenas. Mas já há muita coisa para falar. O Embanama já deu 25 tocos.
Enquanto eu falava essa abertura. Enquanto a gente tá abrindo aqui, ele tá bloqueando alguém. A primeira rodada pareceu mais longa do que o habitual, porque a gente teve uma chuva de jogo 7, mas as semifinais são muito mais legais. É impressionante como, mesmo com um jogo só, as semifinais já me dão um calor diferente.
Thunder e Lakers 1x0, Thunder, Pistons e Cavs 1x0. Hoje à noite eles jogam de novo, então isso deve envelhecer mais rápido. A gente acha que vai gastar um pouquinho mais de tempo para falar. Spurs 1, Wolves 1 e Knicks 2, Sixers 0. Tudo isso depois que o Danilo fizer um rápido e ágil carinha do Jabá.
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Então vamos começar com a série que começou, porque como eu disse na abertura, na live, o clichê diz que uma série só começa quando alguém ganha fora de casa, só uma vitória até agora do time fora de casa. O Minnesota Timberwolves venceu o jogo 1 contra o San Antonio Spurs, aí ontem à noite o San Antonio Spurs falou, quer saber, 133 a 95, fora o show, fora o baile.
Chegou a 47 pontos de vantagem pro San Antonio Spurs no quarto período. Então a série está 1x1 depois dos dois jogos em San Antonio. Minnesota ganhou o jogo 1 e mais importante talvez que isso tudo Anthony Edwards jogou os dois jogos, Danilo.
Isso não parecia ser minimamente possível. Mas é a segunda vez na carreira dele, em playoff, que ele tem uma lesão e volta semanas antes do que seria uma previsão otimista. Quando a gente fez o preview rapidinho no episódio passado, a gente já tinha comentado que ele tinha sido dado o status, ele tinha recebido o status de questionável, o que significa que ele queria jogar, mas tinha que ser liberado pelo time. E ninguém estava achando que o time ia liberar.
Porque não fazia sentido. Ele tava com um lasca de osso no joelho. Não importa, não importa. Mas liberaram e ele conseguiu jogar e jogou as duas partidas. Se jogou bem, aí é outra conversa. Mas o importante é que tá em quadro e parece bem fisicamente.
É, não teve... Ontem, especialmente, mais do que no primeiro jogo, no primeiro jogo eu achei ele bem na dele. Tanto que a maioria dos pontos que ele fez foi no último quarto. Até o último quarto ele ficou bem tranquilo. Acho que ele fez 11, né? Dos 18 pontos no último quarto, algum número assim.
Ontem ele começou o jogo mais agressivo. E tiveram algumas jogadas que eu falei, agora ele vai. E ele não subiu daquele jeito, Anthony Edwards. De voar, de cavar contato, de tentar ir pra enterrada eventualmente. E aí eu sentia, talvez isso esteja dedurando que ele não tá 100%. Ele atacou a cesta, ele passou pelo marcador dele. Então ele tá, acho que bem o suficiente pra jogar.
Mas na hora de finalizar a bandeja, ele tentou ir mais pelo lado, mais por um ângulo, deixar o corpo mais do que voar do jeito que ele voa, como poucos na NBA. Mas assim, já é uma notícia boa demais, sendo que dias atrás a conversa era será que ele volta a tempo para um jogo 7?
Não, jogou o jogo 1 já. Tá lindo, já é lucro. Tinha muita gente considerando que ele voltaria só pra uma eventual final de conferência. Ele já jogou o jogo 1, então, excelente pro Wolves. Grande notícia. E, claro, contribuiu com a vitória no jogo 1, que pelo menos tirou o mando de quadro dos Spurs.
Foi um jogo muito legal. Foi o jogo que o Embanema deu 12 tocos. Eu achei pouco, porque ele deu 7 só no primeiro tempo. Mas o Chris Finch, técnico do UOL, falou que 4 foram goaltenders, bola na descendente. O que ainda assim dá 8 tocos no jogo.
Mas ele falou, ó, oito pontos num jogo de playoff vale muita coisa. E, de fato, o Wolves ganhou por dois pontos, 104 a 102. Então eles iam choramingar muito mais se aquela bola do Champagne tivesse caído no último segundo. Mas, assim, de novo, quando a gente faz essa análise de arbitragem, tem coisas que são muito difíceis de apitar. E os árbitros têm muita dificuldade de olhar pra duas coisas simultaneamente. E você precisa olhar pra muita coisa num jogo.
Mas o Embaniama traz uma dessas questões que é nova. Os árbitros não estão acostumados a ter que marcar esse tipo de golting, de interferência ofensiva.
As bolas dele são muito dúbias, porque ele tá pegando as bolas muito no alto. Não é comum. Teve um que eu achei mais grosseiro. Que foi, talvez, o primeiro toco dele, o segundo. Que a bola bateu na tabela antes. Essa aí não é pra errar. Mas também erram. Não é só com o Embanidama que erram. Mas, de fato, o cara tá dando toco em tudo. Ele tá subindo em todas. Ele sobe mais alto que todo mundo na NBA. É uma situação nova, é. Mas tá certo o Chris Finch também.
De botar essa pressão. De avisar, porque aí os árbitros ficam com mais atenção. É igual ele fez depois do jogo 1 contra o Denver. Jamal Murray bateu 16 lances livres? Tá errado. Mentira, não foi tudo isso. Faz os árbitros olharem com mais atenção e se colar, colou.
Eu até achei exagerada aquela do Jamal Murray e o Adelman, o técnico do Nuggets, até lembrou isso depois. Ele bateu 16 lances livres, tipo, 3 foram de falta técnica, um foi em tal situação, não foi que ele sofreu mil faltas também. Mas o Chris Finch foi lá e, bom, bota a pressão nos árbitros.
Botou pressão também. Agora eles vão ter que olhar com mais atenção pro gol. É difícil de marcar? É. Então presta atenção aí, campeão. Então fez importante pro Chris Finch fazer essa parte. Porque, como os próprios jogadores do Minnesota deixaram bem claro depois do jogo, eles não vão parar. O Terence Shannon Jr. falou, eu sei que ele vai me dar toco, mas ele vai ter que me dar toco em todas. Porque eu não vou parar de atacar.
E essa foi uma coisa curiosa, porque no jogo 1, o Empaniama deu 12 tocos. Porém, o Wolves converteu 26 dos 50 remessos que deu no garrafão. Então, mesmo tomando 12 tocos, eles ainda tentaram 50. Eles fizeram 54 pontos no garrafão no jogo 1. Minnesota.
Que é quase o mesmo número do Spurs. O Spurs foi 58. Mas é um número bem alto pros dois times. E não foi um monte de ponto de contra-ataque. Foi porque eles atacaram o Embaniama sem parar. É, e se você pensar que eles tomaram 12 tocos e erraram 26 arremessos no garrafão, então isso quer dizer que eles erraram, sem o toco do Embaniama, 14 de 50. Assim, é um aproveitamento muito alto.
E eles fizeram de tudo pra atacar a cesta. Planos muito interessantes. Do tipo, bloqueio no Embaniama pro Embaniama não chegar pro toco. Então é o que eles chamam na NBA de corta-luz do Gortat. Porque o Martin Gortato fazia isso pra... Ele fazia um corta-luz, por exemplo, o John Wall lá no Wizard. Depois fazia um segundo corta-luz no pivô. Pro pivô não alcançar o John Wall, o John Wall ter a bandeja.
Ele fazia isso toda hora e ganhou o nome dele, esse corta-luz. Fizeram isso no Embanjama e usaram cinco abertos. Então tirou o Gobert em alguns momentos do jogo para botar o Nasrid. E o Nasrid ficava na linha dos três para ver se o Embanjama ficava lá. Ou às vezes quatro jogadores abertos, um mais próximo, mas esse um se mexe. O que o Embanjama faz muito bem?
Marcar dois jogadores de uma vez só porque ele é gigante. Tá bom, mas a gente vai tentar esticar o máximo possível. Teve alguns casos em que o Ibanema chegou um tiquinho atrasado pro Toco. Um tiquinho atrasado pro arremesso de três. Exato, e é só porque a quadra tá muito esticada. Porque se você dá um passo pra frente, o Ibanema vai alcançar. Então o que eu achei interessante do Ovos é a gente vai usar essas estratégias. Nós não vamos ser o primeiro time a usar essas estratégias.
Porém, a gente não vai usar o resultado pra inibir a gente de ir pra cesta. Então a gente tenta espaçar a quadra, deixa o Nasrid lá e o Embanem fica mais um pouquinho longe do garrafão, mas ele se recupera e dá o toco. Ótimo. Na próxima a gente faz a mesma coisa. Em um momento o Embanem vai chegar mais tarde. Exato. E aí a questão foi que quando o Embanem não chegava, o Elvis convertia.
Não tinha cobertura ao Embaniama. O Embaniama é a cobertura. Foi uma temporada inteira em que a defesa do Spurs confiou integralmente que o Embaniama resolve a questão do garrafão. E a gente já comentou mil vezes por aqui de como é impressionante a quantidade de arremesso que o Embaniama faz o adversário desistir de tentar. Exato. E a gente comentou no preview, que ia ser uma batalha pelo garrafão.
O OVS gosta de atacar o Garrafão, o OVS fez isso contra o Denver. Como é que ia ser isso contra o San Antonio? E até a minha dúvida, como é que eles vão ganhar essa série? Nossa conclusão do preview foi o OVS tem muita coisa pra incomodar o Spurs na defesa. Mas e pra ganhar fazendo os pontos no ataque? Eles vão ter arremesso de 3 pra isso?
Como é que eles vão entrar no garrafão, especialmente sem o Anthony Edwards? Bom, o Anthony Edwards está jogando e a solução deles foi a gente não pode abrir mão de tentar entrar no garrafão. Se a consequência for 12 tocos do Embaniama, que seja, é melhor do que o Jaden McDaniels dar 12 arremessos de 3. É claro. E valeu muito a pena. E aí, esse é um dado incompleto porque ele não considera os últimos 5 minutos do jogo 2. Quando eu peguei, não tinha terminado o jogo ainda.
Mas olha isso. Não existiu os 5 minutos finais do jogo 2. Deixa pra lá. No jogo 1, o Wolves tentou 50 arremessos no garrafão e converteu 26. Mesmo com os 12 tocos. No jogo 2, eles tentaram 39 arremessos no garrafão.
erraram 24. Então no jogo 2, o Imbaniama deu dois tocos. Mas a defesa de Garrafão foi infinitamente melhor e o Oves teve muito mais dificuldade de pontuar perto da cesta. Vamos chegar no jogo 2, que eu acho bem interessante. Mas o legal foi isso. O jogo 1, o plano era, não importa os tocos do Imbaniama, importa se a gente tá conseguindo finalizar no Garrafão mesmo assim. E eles conseguiram. Tavam lá o tempo inteiro. E sabe o que isso faz também? Desgasta o Imbaniama. Que é uma coisa que eles fizeram na defesa também.
Então na defesa o tempo inteiro é alguém colado no Embaniama, alguém tromba no Embaniama. No caso do Nasrid, alguém chega por trás e dá um empurrão nas costas do Embaniama porque bullying é o que o Wolves faz. Fizeram com o Denver, estão tentando fazer agora com o San Antonio. Eles gostam de intimidar mesmo. Eles gostam de intimidar. Foi um arremesso de três, acho que do Champagne, num contra-ataque. E o Embaniama estava correndo a quadra para receber um passe, para o rebote.
O Nasbricht chegou por trás e empurrou. Eu acho que tem um pouco de deixar o adversário inseguro fisicamente. De ele não conseguir se posicionar com a mesma tranquilidade porque ele acha que pode tomar uma pancada. E uma das coisas mais interessantes que eu acho que o Wolves fez contra o Embanyama no jogo 1
Foi não deixar ele começar as passadas dele pra infiltrar. E você sabe, né? Ele tá na linha dos três, começou a passada e enterrou. Então ele recebia a bola, seja de frente, de costas, de lado. Alguém tava colado nele. E com a mão no quadril e tentando tirar um pouco do equilíbrio. Ele perde o equilíbrio às vezes.
Então ele nunca conseguiu começar a passada de fato. Ele nunca conseguiu atacar a cesta e usar a vantagem de altura dele no jogo 1. Tanto que ele fez 11 pontos. Aquela enterrada que ele deu no minuto final, que foi uma das raras vezes que ele conseguiu chegar no ataque em movimento com a bola na mão, foi pra passar de 10 pontos.
O Embaniama foi bem um sinônimo de sucesso. E tudo isso desgasta o Embaniama. E foi, o Embaniama jogou 39 minutos, 52 segundos, 40 minutos. Foi a terceira maior marca da carreira dele. Impressionante. Ele não é de jogar muito. Um desses jogos que ele jogou mais teve prorrogação. Então ainda foi mais extremo.
Ele não joga tantos minutos e deu pra ver o porquê. Ele tava exausto no fim do jogo. E pra mim o momento simbólico que virou grande discussão na imprensa gringa foi o lance final. A posse de bola final quando o Julius Randle erra o arremesso que ele tinha que dar porque tava acabando o tempo. O Spurs pega o rebote e aí eles tem acho que sete segundos pra tentar a bola do empate ou da vitória. E eles poderiam ter pedido um tempo, mas já tem ficado meio padrão no NBA.
Se você tem a possibilidade de um contra-ataque, você não perde esse tempo, porque o tempo vai deixar o adversário se organizar defensivamente. O Wolves não só ia se organizar defensivamente, como ia botar o Goberti de volta em quadro, por exemplo. Só que o que aconteceu? O San Jose Spurs gasta alguns segundos desses 7, 8 que eles tinham.
meio sem saber o que fazer e o Embaniama recebe a bola e entrega pro Dylan Harper e naquele segundo eu falei pede tempo, porque quando tocaram pro Embaniama depois do rebote é você o Embaniama é claro, é você que tá correndo em transição contra uma defesa despreparada sem o Gobert, não me esmete algum defensor que vai tá em você é o menor defensor do mundo
E aí o Embaniamo entrega para o Dylan Harper e vai trotando para o ataque. Ele estava muito cansado. E não dá para condenar completamente o Mitch Johnson, o técnico do San Antonio Spurs. Por não ter pedido tempo. Por não ter pedido tempo, porque o resultado foi um arremesso de três, sem marcação do melhor arremessador do time. Perfeito. Então o Dylan Harper aciona o Champagne, ele finta o Nasuid.
Dá um driblezinho pro lado. Fica completamente livre. Completamente livre, desmarcado, pra virar e ganhar o jogo. E tem a discussão do... Podia ter ido pra bola de dois, empatar e jogar prorrogação. Mas é o melhor arremessador de três do time. Tem essa regra não explícita na NBA, que é se você tá jogando em casa, você vai pro empate e prorrogação. Se tá jogando fora, você vai pra vitória, né? Mas não, o Embanidama tava exausto.
O champanhe, o que ele faz da vida é arremessar de três. Se a bola caiu na mão dele, não dá pra brigar que em vez de ir pra cesta ou dar um passo pra frente, ele arremessou de três. Não é culpa dele. Ainda mais tão livre assim. Então o resultado deu certo. A jogada...
Não sei o quão provável é você pedir um tempo e sair desse pedido de tempo com um arremesso tão livre quanto esse que o Champagne deu. Mas eu teria pedido tempo. Assim que eu vi eles meio indecisos e o Embanema abrindo mão da bola, eu já ia tipo, não, parou, parou. Vai dar ruim.
Porque o Embaniama estava exausto. E foi um plano do Minnesota que deu certo. Eles desgastaram o Embaniama no ataque do Embaniama, sendo bem físico, tentando impedir ele de pegar rebote de ataque. Ele não finalizou uma ponte aérea no jogo 1. Ontem finalizou nos primeiros lances até.
Sofreu pra pegar rebote de ataque e na defesa teve que trabalhar toda a jogada. Exato. Porque o Ovos não parou de atacar o Garrafão. Mas esse é um dos motivos pelos quais talvez fosse melhor pedir tempo. É que o Imbaniama exausto, pelo menos cobrando ali um meia quadra, o Imbaniama estaria embaixo da cesta.
Só isso. Aí é uma chance de rebote ofensivo, é uma chance de uma falta que ele sofre porque ele tá no rebote ofensivo. Ou ele corta pra sexta, atrai dois, aí o Vessel fica livre, sei lá. Mas ele estaria na jogada, não trotando pra chegar no ataque, né? Mas foi um plano bem...
Legal, interessante do Minnesota. Deu muito certo. Contou, claro, com boas atuações individuais. A gente falou do Terence Shannon Jr. 16 pontos. McDaniels 16 pontos com um monte de arremesso de meia distância. O Conley acertou quatro bolas de três, uma delas no fim do jogo.
importantíssima. E o Anthony Edwards, que fez 11 dos 18 pontos dele no último quarto. O Julius Randle, que fez os últimos 6 pontos do Minnesota no jogo com um monte de mismatch no mano a mano. Eu acho que o Spurs não tem muito um jogador feito pra marcar o Julius Randle.
A vontade pra sair no perímetro, mas que dê conta fisicamente do trator que é o Julius Randall. O Julius Randall teve muita vantagem física, né? De ir trombando mesmo. Aquelas cestas que tá desequilibrada e você acha que defensivamente você venceu. Porque você forçou ele a ter que arremessar ela todo trombando.
mas o Julius Randle gosta disso. É, o jeito que ele joga. Tem que só aceitar. Tanto que no fim do jogo a bola foi pra ele. O Anthony Edwards estava quente nesse quarto período, mas a opção foi pra ir pro Julius Randle. Ele ganhou a maioria dos mano a mano. Ele errou só o arremesso final, que foi um arremesso ruim, porque o que ele estava mais preocupado era em gastar todos os segundos possíveis.
Mas foi um jogo bem completo do Minnesota. Mas assim, eles ganharam por dois pontos. Se a bola do Champagne cai. Eles tinham desperdiçado aí um bom jogo pra fora de casa. Que não virou vitória. O mais importante, eu acho, é que eles tiveram um plano e o plano pareceu incomodar. E acho que os melhores momentos do Wolves foi com o Nasritch.
O Gobert jogou bem. Foi até legal que quando o jogo começou foi toco do Embaniama, toco do Gobert. Outro toco do Embaniama, foram três tocos seguidos dos pivôs franceses. Mas acho que os melhores momentos foram com o Nasrid. O Wolves conseguiu incomodar mais jogando small ball. Sendo mais físico, cansando o Embaniama. O plano existe e foi bem executado. E o Wolves gosta de executar esse tipo de plano. E como a gente conversou no preview da série, eles repetiram... O...
O quinteto alto que eles usaram no fim da série contra o Denver. Então tiveram alguns minutos juntos de Gobert, Julius Randle e Nasrid. E o Nasrid falou, tipo, vai funcionar enquanto eu conseguir defender. Perfeito. Ele que vai ter que sair mais pro perímetro, marcar caras mais baixos. O Spurs... A responsabilidade é dele, né? O Spurs tem uns caras bem complicados de marcar no perímetro.
Armadores baixos, rápidos, habilidosos Então o Nasrid deve ser o cara que sofre mais nisso Enquanto eu conseguir a gente pode usar esse trio No jogo 2 O Ayo Dossumo voltou Então tem mais opção Mas é uma possibilidade para o restante da série
Boa, e agora a gente tem que explicar como é que um jogo tão parelho, com um plano tão bem executado pelo Wolves, virou um atropelamento de trem no jogo 2. Então, tem um número chave aqui, que eu acho muito difícil de ignorar. Pontos no garrafão. O San Antonio fez os mesmos 58 pontos no garrafão do jogo 1. O Minnesota fez 36, que é 18 a menos do que no jogo 1.
Mas o que chama atenção ainda mais é que o San Antonio Spurs venceu a batalha de pontos no contra-ataque por 29 a 5. 5. 5. 5 pontos de contra-ataque é muito pouco. 29 é muita coisa. É um abismo, né? Os times que lideraram a NBA em pontos por contra-ataque marcam tipo 20, 19 por jogo.
Spurs fez 10 a mais do que isso, ao mesmo tempo que não tomou contra-ataque do outro lado. E no segundo quarto, quando o jogo desandou de vez, era contra-ataque atrás de contra-ataque atrás de contra-ataque. Muitos erros, turnovers do Minnesota, eles acabaram com 22 turnovers. E vários foram pressão na bola, eles não conseguem se controlar. Sabe o que lembrou muito? O que o Minnesota fez com o Denver na primeira rodada. É verdade. Do time ter medo de passar a bola.
Eles não conseguiam passar a bola, eles mal conseguiam passar da metade da quadra. Eles não conseguiam driblar mesmo. Até fiquei com essa dúvida, se o Fernando estava bem pra estar no jogo, porque foram uns turnovers de gente roubando bola da mão dele, na cara larga. E o Spurs transformou vários desses contra-ataques em bolas de três, o que nem é uma característica tão forte desse time, especialmente em transição. Mas o Julian Champagne acertou quatro bolas de três, acho que as quatro foram em contra-ataque.
Então é isso, já bota aí 12 pontos desses aí de contra-ataque, já foi bola de 3 pontos dele. O Fox acertou 2, o Banhama acertou 2, ele tava numa seca grande aí de arremessos de 3. Foram 16 arremessos de 3 convertidos pro Spurs, que é muito pra eles. Foi muito contra-ataque, muita bola de 3, muito turnover do Minnesota, por isso que a diferença quase bateu nos 50 pontos ao longo do jogo.
E foi uma melhora defensiva violenta o fato de que o Oves muitas vezes não conseguia nem chegar ao garrafo, porque perdi a bola antes. É isso que eu ia falar. O interessante de como eles evitaram as infiltrações do Oves, que a gente vai continuar atacando em Banyama. Não continuou. Porque mal eles conseguiam passar da linha dos três. E eu tentei no começo do jogo, assim, no segundo quarto, entender qual que era o padrão das dobras de marcação do San Antônio.
Chegou uma hora que eu acho que o padrão é dobra todo mundo que tiver com a bola em qualquer lugar da quadra a qualquer momento. Não importa se é o Conley, se é o Anthony Edwards, se é o Ayo Dossumo. Eu acho que é um esquema que o Orlando Magic fez por muito tempo. Que não é, eu tenho medo desse jogador eu vou dobrar.
Eu entrei em quadra pra causar caos. Eu quero causar a maior bagunça possível com a minha defesa. Então, várias vezes o Ovs foi forçado pro canto da quadra. E aí, assim que eles passavam do meio da quadra, viam dois. Não, mas vamos botar o Conley, que é mais experiente. Dobraram no Conley.
E quais dois? Quais que eram dois? Dois jogadores que estiverem perto. É o responsável pelo jogador que taca a bola e quem estiver mais perto. Todo tipo de dobra que você imaginar aconteceu. E foi uma demonstração de quão profunda é esse Spurs também. É um elenco vasto com muitos jogadores e todos eles entraram com essa intensidade defensiva pra fazer as dobras. O Carter Bryant teve bem mais tempo nesse jogo 2. Ele que é bom nisso. Ele é um cara bem forte, atlético, rápido.
Tá na NBA porque é um grande defensor. Ele fez uma cesta, que foi uma cravada. Ele nem participou da movimentação ofensiva. Ele tava lá pra atrapalhar defensivamente. Deu muito certo. O Keldom Johnson é bom nisso. É grande também. E o Stephon Keston. O Stephon Keston é um baita defensor.
E até o Harrison Barnes, que está mais desaparecido, perdeu muitíssimo espaço nesse Spurs. Também é um defensor bem versátil, ele é grande, com braços longos. E inteligente, porque é uma questão dessas dobras, você tem que fazer na hora certa, você não pode oferecer um passe muito óbvio.
Então, achei que o Spurs fez isso muito bem, acho que o Ovos não estava muito bem preparado para isso. E aí quando começou a erro atrás de erro atrás de erro, o San Antonio abriu uma grande vantagem. E aí o jogo deu uma murchada até. Eu acho que tem a ver com... é uma diferença difícil de tirar. Exige muito do time fisicamente, tudo tem que dar certo. O Anthony Edwards não está 100%. Eles já ganharam um jogo fora de casa.
Então eu achei que no segundo tempo o OVUS já tava meio que... Deixa pra lá. Vamos tentar umas coisas, a gente vai jogar, não vai ser 24 minutos de garbage time. Mas não pareceu que eles estavam lá mirando uma reviravolta à história. Não tinha nenhum senso de urgência no OVUS. Acho que nem faz sentido ter mesmo. O que valeu o segundo tempo?
foi ver uma das cestas mais impressionantes que eu já vi na minha vida vendo basquete. E eu já tenho 40 anos. Que foi aquele arremesso de três do Devin Vessel, que ele pulou pro arremesso antes da bola chegar na mão dele. Eu nunca, nunca vi isso na minha vida.
Parece glitch de videogame. Não, foi ridículo. A gente, se tivesse visto isso num jogo, teria achado que foi bug. Porque eu não sei se vocês viram, o jogo já tinha acabado, que estava acabando a posse de bola do San Antonio Spurs. E a bola estava lá embaixo da cesta e alguém passou desesperado pro Vessel. É que estava na zona morta esperando a bola chegar. Mas aí tinha que arremessar muito rápido. Um segundo pra estourar os 24.
Então ele salta. Pra dar o arremesso sem a bola. Pra dar o arremesso enquanto a bola tá chegando. Aí quando a bola bate na mão dele, ele já tá no ar. E aí ele faz o movimento e acerta o arremesso. Absurdo demais. Como é que ele pensou nisso? Não, é impressionante. Ele não treina isso. Não, imagina. Imagina. Tem um monte de jogador que treina hoje o que eles chamam de um arremesso no deep. Que é você não baixar a bola.
Então você taca a bola, levanta, tipo o pivô, que tem que pegar o rebote ofensivo e não baixar a bola pra alguém não dar o tapa. Receber o passe no alto e arremessar imediatamente. Que é um arremesso bem mais difícil, mas os caras treinam isso hoje. Tem um vídeo do off-season que foi muito impressionante do Duncan Robinson treinando só isso. E tipo, ele acertando 25 em sequência sem abaixar o sovaco. Então é assustador.
Mas pular antes? Nunca vi. Foi realmente impressionante. Recomendo. Eu retuitei lá se vocês quiserem ver no Twitter do Bola Presa, mas tem em vários outros lugares porque é surreal.
E sim, claro que a ideia dele foi fantástica e ele ter imaginado isso é incrível, mas deu muita sorte que isso funcionou porque o passe poderia não ter chegado, ou ter chegado um pouco depois. E aí tudo isso teria sido uma pataquada. É o tipo de coisa que acontece que você tá ganhando por 40 também, né? É claro. Tudo dá certo. Confiança vai lá em cima.
Mas pra mim, esse foi o diferencial do jogo 2. O Wolves prometeu que ia continuar atacando a cesta mesmo, com o Embanjama dando 12 tocos. O Embanjama nem teve tanta chance de dar toco como ele teve no jogo 1, porque o Wolves não chegava lá. Tamanha a pressão da defesa de perímetro do San Antônio.
E eu acho que esse era o objetivo. O Spurs tinha como ideia impedir que os jogadores do Wolves chegassem ao garrafão, mas o efeito colateral talvez seja ainda melhor. Que esse é o tipo de defesa que incomoda mais o Anthony Edwards. Que mostra quais são as limitações dele como armador no NBA. Ele odeia receber dobra de marcação. Já falou, já treinou, melhorou, dá mais assistência, comete menos erros, mas ele não tá à vontade fazendo isso. De jeito nenhum.
Eu acho que ele gosta muito de driblar. Ele bate a bola no chão muito mais vezes do que ele precisaria. Mas é como ele vai criando o espaço dele, como ele ganha confiança. E esse tipo de pressão obriga ele a decidir mais rápido. Seja o arremesso, o passe, o drible, qualquer coisa.
E mesmo o Julius Randle, que chega onde ele quer, mesmo que você coloque um defensor na frente, mas o drible não é o forte. Ele não é um cara que vai conseguir driblar no meio de uma dobra de marcação pra chegar no garrafão. E o Conley é um idoso, então qualquer pressão muito física dá uma incomodada nele. O Terence Shannon Jr., a questão dele é ter o caminho, né?
Ele precisa de um pouquinho de espaço para começar a passar. Ele é muito rápido, muito explosivo. Se você põe dois na frente dele, se ele começa a jogar da meio de costas para a sexta, ele já não é tão eficaz. Tanto é que ele arremessou quatro bolas de três, que não é o forte. E errou todos, claro. O Minnesota vai ter que pensar em alternativas para ter esse respiro.
O que é muito curioso, porque normalmente o Minnesota é o time que faz isso com os outros. Fazia ainda mais. No ano passado eles tinham o Alexander Walker pra usar junto do McDaniels. Aliás, o McDaniels deu tudo certo no jogo 1 lá, mas tá cometendo mais faltas do que devia. O time precisa dele por mais minutos. Ontem ele jogou 19 minutos. Eles precisam mais do McDaniels pra defender Stefan Kastel, Darren Fox e companhia. Não dá pra tomar tanto ponto no garrafão.
E você não vai acreditar aqui, mas o pessoal no ao vivo tá dizendo que esse arremesso sem a bola antes da bola chegar, já existia em anime. Ah, é? Em desenho animado japonês. Supostamente tem um cara que é especialista nisso. A vida imita arte, Danilo? Interrogação.
Será que é isso? É no Kuroko no Basket. Desde que o Zion Williamson falou que a grande inspiração pra ele era Naruto, eu não duvido de mais nada. Bom, algum palpite pra continuação da série? Palpite? De tática, não? De quem vai ganhar?
É que, em geral, quando a gente vê uma surra dessas, fica muito difícil a gente imaginar qualquer outra coisa. Parece que limita um pouco o campo de possibilidades. Não sei como é que o Wolves vai lidar com essas dobras de marcação, com essa marcação tão intensa no perímetro. Realmente pega o Wolves num ponto muito fraco. Não consigo imaginar o que o Wolves pode desenhar que torne a vida deles mais fácil. É, pra escapar dessas expressões.
Tem coisa ensaiadinha, né? Então, assim que o Anthony Edwards passar do meio da quadra no lado direito, o Julius Randall corta pro meio da quadra pra dar essa opção de passe, alguém acompanhar o Julius Randall. Tem que ser uma coisa muito bem orquestrada. O Nasrid e não o Gobert. Talvez a gente veja menos minutos do Gobert. Então...
Mas assim, é o tipo de coisa que tira você do seu ritmo normal de ataque. Sim, você tem que... Tipo defesa por zona. Um dos trunfos da defesa por zona NBA é o time é obrigado a parar de fazer as jogadas que ele tava fazendo, a fim de fazer, pra falar, não, agora vamos usar nossas armas anti-zona. E é isso, agora o Wolves vai ter que tirar da...
Do livro de jogadas dele, as armas antipressão. Perfeito. E vê se dá certo. O Spurs vai tentar a mesma coisa e ver qual é a resposta. E claro, o Wolves tem que pontuar no contra-ataque. Assim, é inadmissível fazer cinco pontos de contra-ataque na partida. Mas eu acho que é mais inadmissível tomar 29.
Ainda mais pra um time que se orgulha tanto da defesa. E ontem teve pelo menos duas cestas no começo do jogo que foi contra-ataque de cesta feita, sabe? Não foi só de turnover. Ou de um rebote comum. É, o Spurs fez muito ponto de rebote. Muito ponto de contra-ataque, de transição. Pegou rebote, tacou a bola pra frente, não dá. Isso aí dá muita cesta fácil pra um time que sofreu um pouquinho no ataque no jogo 1 e não precisou ser testado da mesma forma no jogo 2. Boa. Mas pra mim...
Já é a série mais legal. Tá muito bom. Foram dois jogos bons. O segundo menos emocionante, mas bem interessante. E no Oeste, o Thunder fez 1x0 no Lakers. O que eu posso dizer? O que eu posso dizer? Minha sensação é uma coisa que eu já disse várias vezes ao longo dos anos. Que contra alguns times...
O jogo parece muito longo. Muito comprido, né? Muito comprido. É muito difícil você dar conta do Shea, dar conta da defesa pressionada do Thunder, dar conta do banco de reservas do Thunder por 48 minutos.
Se o jogo fosse até o intervalo, o Lakers teria feito um bom jogo. Perdeu. Foi pro intervalo com o Thunder na frente. Mas foi um jogo bem disputado, chegou nos minutos finais do segundo quarto, o jogo tava pau a pau. Quando o Thunder abriu um pouquinho, o Lakers respondeu com 7, 8 a 0 e diminuiu de novo a diferença.
O Leacres começou com 7x0, né? Pra ganhar ali uma gordurinha. Foi um jogo bem parelho e digno no primeiro tempo. Aí no terceiro quarto, o Thunder começou a abrir, aí abriu um pouco mais, aí chegou no quarto período, abriu um pouquinho mais. Aí o Jared McCain parece que fez oito bolas de três seguidas, ou foi só uma impressão de torcedor. Mas acabou. De repente estava em 18 pontos.
Mas assim, dito isso, no seu amado basquete de sets, foi 4x0. O Lakers perdeu os 4 sets. É que perdeu os 4 sets por pouco. Você soma tudo. É muito longo o jogo. Quanto mais longo for, né? Quanto mais quartos tiver, pior vai ficar na derrota do Lakers. O Lakers conseguiu uma façanha que me pegou muito de surpresa. Acho que tirando o único cara que compete com o Shea na categoria eu jogo no meu tempo,
eu jogo no meu ritmo, é o Kate Cunningham. Eles estão numa categoria próxima, isolada, os dois. O resto, às vezes, você vê afobado. O Kate Cunningham e o Shea, nunca. Eles jogam na velocidade que eles querem jogar. Estão fazendo o negócio deles, né? E aí foi uma rara oportunidade que o Shea pareceu afobado. Foram sete turnovers e um cinco deu vontade de falar, calma, cara. Tá nervoso?
É sua primeira vez nos playoffs? Você não foi campeão ano passado? Você não jogou bem um jogo 7 de final da NBA ano passado? Por que você tá tão nervoso? Mas pareceu. O Marcus Smart marcou ele pressão o tempo inteiro. Encheu o saco. Ele tentou acelerar o jogo algumas vezes. Errou uns passes que não é comum. O Lakers pressionou também. Dobrou. Forçou ele a passar. O LeBron leu bem esses passes dele pra interceptar.
E o Thunder é um time que passa pouco a bola e erra muito pouco os passes que tentam. Então o Lakers conseguiu fazer o Shea errar muito e arremessar pouco. E aí o Shea não chegou em 20 pontos. O que em temporada regular não acontece, sei lá.
25 anos. Então foram 18 pontos do Shea, 7 turnovers e o Lakers tomou uma sacolada. É, então. Chegou um momento em que a parte triste pro torcedores do Lakers era que se você não vence um jogo em que o Shea foi limitado a isso...
Você vence que tipo de jogo? E aí, não é que o Shea fez 18 pontos porque o Thunder tava ganhando de 50 pontos e ele não jogou o quarto período igual na temporada regular? Não. Ele jogou 35 minutos. Sim, arremessou 15 bolas. O que foi curioso é que ele arremessou uma bola de 3 pontos. É.
Eu não imagino o Lakers fazendo uma defesa melhor no Shea e talvez fazendo uma defesa igual ele tenha resultados melhores porque ele é bom assim. Foi meio que... Essa era a chance. Perdeu por 18. Aí perguntaram pro Lebron. Ele até ficou meio bravo. Depois ele deu uma resposta mais educada. Complementou. Mas o repórter perguntou aqui que deu errado no ataque. Porque o Lakers fez 90 pontos.
O que deu errado? Tá faltando um cara que faz 35 pontos por jogo. É isso que deu errado. E, bom, é isso. É o Lakers sem o Luka, com o Austin Reeves jogando mal, contra a melhor defesa da NBA. Por isso que no preview da série a gente ficou meio... Não sei por onde começar. É difícil imaginar um cenário. É que assim, em todos esses aspectos, o Thunder é muito melhor do que o Lakers.
É que tem muitos outros ainda. Porque uma das coisas que mais incomodou o Lakers foi o duelo entre pivôs. Foi um jogo bem fraco do DeAndre Ayton, enquanto o Hartenstein destruiu com ele defensivamente.
O Eito não conseguiu fazer nada com o que estava marcado pelo Hartenstein. Vou aqui apelar para o Bola Presestet porque deve ter o duelo individual. O Eito tentou nove arremessos contra o Hartenstein e acertou três. Num duelo de pivô, que quer dizer que você está perto da sexta. É aproveitamento baixíssimo. E o Chet Hongren teve 24 pontos. 12 rebotes. Foi o jogador que mais arremessou bolas pelo Thunder. 17, converteu 9.
Sim, os pivôs do Tandre sobraram muito em cima do Jackson Reyes e do Deandre Ayton. A série do Ayton era a série passada, né? Porque é pra marcar no mano a mano um cara que gosta de jogar de costas pra cesta, que era o Schengen. Marcar o Chate Holmgren é outra história, né? É quase outro esporte, é. Por isso que o Ayton tem até jogos melhores marcando caras tipo o Jokic ou o Embiid do que caras...
Com menos nome, tipo o Hartenstein. Porque é isso, ele é um pivô mais tradicional. Tipo, você quer fazer um giro e engancho na minha frente, eu vou marcar direitinho. Agora o Hongren, correndo na linha dos três, infiltrando, usando o corta-luz. O Eiton fica meio sem função lá. E a outra opção é o Jackson Reyes. Que jogou ainda pior, né? Então...
eu não vejo como essa série vai tem muitos aspectos e todos que você olha, o Lakers é muito inferior eles não tem uma das estrelas eles não tem um poder de fogo o duelo de pivôs é catastrófico, marcar o Shea é muito difícil, dá muito trabalho e mesmo assim, quando ele comete sete turnovers, faz só 18 pontos ele ainda parecia estar no controle do jogo
O que poderia ajudar pro Lakers nesse jogo, uma coisa que não é normal de acontecer, que se o roteiro inteiro se repete, mas isso muda, o Lakers poderia ter alguma chance, é o Austin Reeves. Fez 8 pontos, acertou 3 de 16 arremessos, não acertou nenhuma de 3, 4 turnovers. O Austin Reeves é capaz de ser bem melhor do que isso. Mas o gap é tão grande. Pois é.
o Macken foi infinitamente melhor do que o Austin Reigns o Macken acabou com o jogo no último quarto e não foi um jogo muito bom do Thunder mesmo, até em termos de intensidade você falou que o Shea parecia nervoso
Mas o resto do Thunder parecia meio descompromissado até com a partida. O Macken talvez tenha sido o único jogador que jogou com o nível de intensidade que a gente tá acostumado a ver do Thunder. Por isso que ele veio do banco e de repente o jogo acabou, né? Mas só pra dar um salve pro nosso amigo Lebron James. Salve? Que eu não sei se vocês sabem, ele tem 41 anos. Quase não comentam nas transmissões que ele tem 41 anos. Faço esquecer, né?
27.6 assistências. Acertou 12 de 17 arremessas. Um jogaço, né? E saldo de menos 6. Perfeitamente digno, né? 36 minutos. Assustador. Assustador. Uma pena o Luka não tá jogando. Não acho que o Lakers ia ganhar com o Luka em quadra.
Mas o Lebron merecia. Essa série merecia ser mais interessante. O Lebron merecia ter um cara do lado dele que pudesse fazer. O jogo ter mais graça, mais emoção. Chegar nos minutos finais mais próximos e ver o que acontece. Uma pena. Jogando nesse nível é meio melancólico.
Possivelmente a última temporada do Lebron. Vai que ele simplesmente não volta mais. E é o segundo maior cestinha pontos por jogo de média da história dos playoffs, o Luka Doncic. O Lebron o maior pontuador em pontos totais. Então toda vez que o Luka não joga os playoffs por lesão já é triste. Aí essa série ficar mais triste sem o Luka não acho que mudaria o resultado. Mas muda muito o interesse que a gente tem nessa série. Sem dúvida.
Vamos pro leste, onde o New York Knicks ontem abriu 2x0 sobre o Philadelphia 76ers. O jogo 1 foi uma surra assim daquelas 137x98. A sensação foi que o Sixers, tipo, amigos...
Eu joguei um jogo 7 muito difícil e emocionante dois dias atrás lá em Boston. Sei lá, jogo que vem a gente começa. Vamos usar esse aqui pra dar uma respirada, pra recalibrar. Se vocês estiverem no nosso ritmo, tudo bem. O Nix falou, não, a gente tá em outro ritmo.
E aí escorreram, marcaram, acertaram tudo que é arremesso. E fizeram uma coisa que o Celtics não conseguiu. Na primeira rodada, que você apontou inúmeras vezes aqui nos últimos podcasts, que é o Embiid não tá em forma. A gente até cogitou com nossos amigos do chat o prêmio...
Joel Embiid de melhor atuação fora de forma da NBA. O Knicks fez, todo mundo percebeu o quão fora de forma o Embiid tava. Não, sério, teve uma jogada em que o Towns recebeu na linha de 3, com o Embiid marcando ele a uns dois passos de distância. Ou seja, você tá deixando o Towns mais livre do que deveria. Começa por aí, mas você tá pelo menos tentando ficar mais perto da cesta pra contestar uma possível bandeja.
O Towns só bateu ele no drible. Passou por ele como se nada tivesse acontecido. E mérito do Towns de que ele tomou essa decisão instantaneamente. A bola chegou na mão dele, já tava driblando na direção do Embiid. Mas deixou o Embiid pra trás. O Embiid não tá em condições físicas de parar uma infiltração. E era o plano do Knicks. O jogo começou e eles falaram, Embiid, vem aqui. E aí era o Branson pedindo o pick and roll pra atacar o Embiid. Depois o Towns recebia e atacava o Embiid.
E se o Embiid ficava escondido num canto, não vem aqui e vamos atacar você. Não tem como. O Embiid, a gente comentou aqui, tá se segurando defensivamente porque ele ainda vai conseguir ser um bom tordeiro, mesmo que ele não consiga pular, mas se envolve qualquer tipo de drible, ele não tem velocidade pra chegar.
Somando Towns e Brunson, eles acertaram 7 de 9 arremessos que o Embiid era o marcador mais próximo. E eu sinto que essa não é a melhor marcação. Porque nem sempre o Embiid estava tão próximo assim. Algum outro jogador dos Sixers chegava na cobertura. Exato. Mas achei simbólico que o Towns tentou 5 arremessos com o Embiid sendo o marcador mais próximo. Acertou 4. 4 de 5. E o Embiid tentou 5 arremessos com o Towns sendo o marcador mais próximo.
E é o ponto fraco do Towns, teoricamente, a defesa. O Embiid acertou 1 de 5. E aí chegou no jogo 2. O Embiid nem disponível tava pra jogar. Porque tava lesionado mais uma vez. Mas é que sim, ficou um pouco mais fácil marcar o Embiid. Pro Towns, eu digo. Porque você pode, quando o Embiid recebe a bola na meia distância, você pode pressionar mesmo. E eu acho que o Towns é um bom defensor se ele cola, se ele consegue grudar.
É que às vezes ele vai ser batido no drible, mas não é o Embiid que vai driblar o Towns nesse momento. E o preço do Towns ser agressivo é falta, né?
Todos os jogos, os playoffs, ele faz mais falta do que devia. Tem que sair no primeiro tempo que comentou a terceira falta. Mas tudo bem. O time tava bem, já tava ganhando. Não custou nada nesses dois jogos. Por enquanto. Mas foi um atropelo não só do Knicks contra o Sixers, mas um atropelo contra o Embiid. Eu achei que foi um desses casos em que o Embiid não tá em forma atrapalhou mais do que ajudar.
E deve ter feito o que deve ter doído mais, sabe em quem? No John Mazula, nos torcedores do Celtics. Porque por que a gente não conseguiu tirar proveito disso? Pelo contrário, o Embiid mudou a série a favor do Sixers. Porque o Embiid não parou de fazer sexta lá na frente. Nesse jogo 1 ele fez 14 pontos.
Mas achei os Sixers, em geral, desgastados. Ah, sim, sim. E eu acho que tem isso também, né, pra gente passar um paninho pros Celtics. Não só o Sixers tava mais desgastado, mas o Embiid também. Porque o Embiid não jogou o jogo 2 e não foi por conta de estar fora de forma por causa da pendicite. Tava sentindo o joelho, sentindo...
outras coisas, acho que ele ficou fora por duas lesões muitas partes do corpo então ele foi se desgastando na série contra o Celtics a ponto de não conseguir jogar o jogo 2 contra o Celtics a questão de estar fora de forma era por não estar conseguindo fazer os exercícios físicos que ele precisava porque ele fez a cirurgia agora não, agora já está sentindo outras coisas mas ele estava sem jogar faz um tempo então era uma fora de forma não por exaustão
É fora de forma por não estar jogando. Agora não, é porque ele jogou quatro jogos de assim de anão. Isso, tá exausto e sentindo o joelho. Então é outra situação mesmo. É bem pior para os Sixers e o Knicks tirou muita vantagem disso. Tanto é que no jogo 2 o Sixers jogou muito melhor sem o Embiid. Eu achei que foi... Acabou sendo bom para os Sixers num primeiro momento. Porque tirou um pouco do alvo.
do Knicks tipo, o nosso alvo é atacar o Embiid não tem o Embiid, e aí? faz outra coisa, então meio que tirou toda a preparação do Knicks pra essa série era o Embiid eles tiveram que ir pra um rumo diferente mas foi um jogo assim
impressionante 25 trocas de liderança pelo jeito foi um recorde aí desde não sei quantos anos desde 83 25 trocas de liderança nenhum time liderou por mais do que 7 e essa vantagem de 7 do Knicks foi no minuto final antes disso eles não tinham liderado por mais de 5
Foi um dos jogos mais disputados e apertados em muito tempo, talvez da história dos playoffs. Bem disputado até o final. Só que aí no final, o Sixers errou vários arremessos em sequência. E o Knicks acertou. E aí foi abrir o jogo que estava empatado. O Knicks é muita gente. O Dylan Brunson acertou. Foi isso. O Bridges acertou um no final. Justo. Levou a diferença de 5 pra 7. Foi um do Bridges de meia distância.
naquele ponto em que o jogo estava empatado e sempre a liderança ali era de dois pontos o máximo de liderança dos dois times da partida foi sete mas no quarto período estava ali sempre dois três, e aí foi isso foi o Brunson acertar duas cestas seguidas enquanto o Sixers errou uns três ou quatro arremessos seguidos aí a diferença foi pra quatro e ali já desandou porque o jogo estava acabando mas foi e
Parecia que ia chegar no último minuto empatado e de repente o Sixers entrou numa seca. Sixers fez 33 pontos no primeiro quarto, 29 no segundo, 28 no terceiro, 12 no último quarto. Foi um quarto bem pior ofensivamente. O Knicks não foi tudo isso, fez 19, mas 19 a 12 foi o bastante pra eles vencerem a partida.
E tem os lados de não ter o Embiid também, né? Você tirou um alvo defensivo? Tirou. O Knicks fez 56 pontos do garrafão contra 30 dos Sixers, que dependeu muito das bolas de três. Acertou essas bolas de três até o último quarto. E tem isso, né? Não é um time especialista em arremessos.
E teve uma boa atuação do Paul George. De novo acertando arremessos muito difíceis. Cinco bolas de três pra ele. O Vidi Edcombe que precisa acertar essas bolas, senão o Citrus não tem chance. Acertou três arremessos do perímetro. Kelly Ubre fez três também.
Mas é isso, não é um time com especialistas em bola de três. E aí, no quarto período, quando essas bolas não caíram, o negócio começou a ficar mais difícil. E achei engraçado que eles estavam sofrendo por questão de tamanho. Foi muito curioso, né? Porque no começo da série, um dos duelos principais era em Beed Towns.
Quem vai se dar bem nessa? Quem vai atacar quem? O Embiid vai sair do garrafão, etc e tal. Jogo 2 da série, não jogo 5, jogo 2. Acabou de começar. O Embiid tá fora machucado. O Towns fez três faltas num piscar de olhos. O Mitchell Robinson, que tomou falta de propósito no jogo 1 e teve que sair de quadra porque errou um monte de lance livre seguido no Hack a Mitch, nem jogou o jogo 2. Tava doente.
E aí, de repente, o duelo de pivôs era a Adem Bona e o Huckport. Não, não é por isso que eu paguei o meu ingresso, não. Não foi pra ver Bona versus Huckport. Mas não deu tão certo assim. E aí o Nick Nurse, só no fim da partida, só no segundo tempo, apostou no Dominic Barlow. E deu certo. Foi um bom jogo do Barlow. O Barlow foi titular boa parte da temporada.
Muito quando o Embiid estava fora, é verdade. Mas foi esquecido, né? Quando o Sixers ficou finalmente saudável. Entrou bem, mas... Só pra não dizer que foi tudo perfeito. Tomou os arremessos do Branson no final. Exato. Então ele acabou sendo o alvo do Branson. Fez uma boa partida até tomar as cestas que acabaram sendo as da vitória.
E o Sixers fez um excelente trabalho de atrapalhar o Branson com muitos tipos de defesa diferentes. E as dobras foram muito raras, eles quase não dobraram, mas eles lutaram contra a corta-luz às vezes, tentando manter o mesmo marcador, mantendo o Vijay Edcombe correndo atrás dele.
Às vezes eles trocavam a marcação, às vezes eles enfrentavam com zona. O Nick Nurse é famoso por isso, ele gosta de tentar um monte de defesa bizarra, diferente. E o Branson até comentou depois de que ele nunca sabia o que ele ia enfrentar na próxima aposta de bola porque o Sixers variou muito.
Porém, assim que começaram a trocar a marcação contra ele, pra não dar nenhum espaço, nenhum respiro, ele é muito cerebral, muito inteligente. Ele é o homem do tablet no banco de reservas. Eles começaram a torturar os Sixers procurando exatamente quem eles queriam. E aí foi o caso de botar o Barlow nele nas postes de bola finais. E aí o Brunson simplesmente matador.
Branson fez 26 pontos o mesmo número do Tyrese Maxey nenhum dos dois teve grande aproveitamento especialmente de 3 os dois um de 6 de 3 pro Maxey e um de 5 pro Jalen Branson mas esse é o lance né, se você tá trocando a marcação que é uma coisa que ficou muito popular com o Rockets enfrentando o Good Estate Warriors
genial nas bolas de três, você não dá espaço depois do cortar luz pro arremesso do perímetro. Então a troca de marcação é basicamente feita pra tirar esse segundo de espaço que você ganharia. A bola de três do Brunson nunca ficou livre. Porém, você paga o preço em algum lugar. Pagou nesse mano a mano que rolou nessas postes de bola finais. Agora uma coisa que pode mudar, chacoalhar essa série, Danilo.
quando o Towns fez as faltas dele no primeiro tempo ele acabou com 4 acho que ele fez a terceira no segundo período se eu lembro direitinho o Huckport entrou, não deu muito certo e aí o Mike Brown tirou ele, o Knicks começou a jogar com um quinteto baixo no enquadra então é, Anno Nobe, Josh Hart Bridges, Brunson e alguém do banco o McBride, por exemplo o Jordan Clarkson
E eu achei que foi legal. Deu certo. Eles aproveitaram um pouco de não ter o Embiid também. Quem que vai fazer a gente pagar o preço? Não é o Barlow, né? Por estar jogando baixo. E tem um jogador que eu acho que brilha muito nesse time jogando baixo. Que é o Anunobi. Ele pega muito rebote. Ele dá toco. Ele é a última linha de defesa quando não tem outro pivô.
Ele é bom reboteiro na defesa e no ataque. Ele é o cara que corta em direção a cesta, que pega rebote de ataque. Ele se impõe fisicamente. Eu achei ele o melhor jogador da partida. Eu achei ele o melhor jogador da série passada contra o Hawks. E tava achando ele o melhor jogador da partida e ele saiu machucado. É. E botando a mãozinha na coxa, na parte de trás da coxa. Eu achei esquisitíssimo. Ninguém falou nada.
Porque em geral, quando o cara sai lesionado, a transmissão televisiva vai lá, busca informações com o time, e a gente descobre, olha, aconteceu isso e isso, ele não deve voltar hoje. Ninguém falou nenhuma informação sobre o Anobi. Depois do jogo, perguntaram para o Mike Brown e falaram assim, não me contaram nada.
Mas assim, deu... Deu medo, né? Deu gatilho. Em 2024... Gatinho? Gatinho, deu gatinho. Em 2024, o Knicks abriu 2x0 contra o Indiana Pacers. E o Anunobi teve uma lesão na coxa no fim do jogo 2. Verdade. E aí ele voltou pro jogo 7, mancando, que foi quando o Pacers ganhou a série. E foi um tema. Pois é, perdemos. Quando o Anunobi jogou, tava 2x0. Eu tinha esquecido disso.
Será? A história se repetindo? E agora é de novo. Eles abrindo 2x0 com o Anunobi jogando muita bola e agora eles vão ter que compensar os ex-examador no Anunobi, sabe-se lá até quando. Porque a lesão muscular, dependendo do que for, às vezes é uma semana, duas semanas, vai saber. A gente não sabe nada como... Nada, nada.
E cheguei aqui, de fato, o Anunobi teve o melhor saldo da partida. Foi o cestinho também, não foi? Ah não, o Branson fez 26 e ele fez 24. Mas 4 roubos, 5 rebotes. Ele tá jogando muito bem. Desde a série contra o Hawks. Bom, jogou bem a temporada inteira mesmo.
A série contra o Hawks eu achei que ele foi o melhor jogador. Quando o Branson tava sofrendo com a defesa, ele jogou muito bem no ataque. Quando o Towns se afastou e começou a dar um monte de assistência, era tudo pro Anunobi. É claro. A jogadinha em dupla lá, que dá um trabalhão pra marcar, é bloqueio do Branson pro Anunobi. Isso que faz a defesa ficar meio perdida na hora de marcar. E o Branson fez bastante também, de novo, corta a luz.
Sem a bola. Porque ajudou. Contra as defesas que o Sik está fazendo. Mas essa das assistências do Towns para o Nobe. Eu estou muito encantado com o Towns. Ele jogou 27 minutos. As faltas atrapalham demais. Mas esse Towns. Sempre fora do garrafão. Na cabeça do garrafão da linha de 3. Dando passos para a gente se movimentando. Para mim sempre foi assim. Você sabe dessas coisas que dá tão certo. Que eu não consigo lembrar como foi antes.
Por que não usavam o Towns dessa maneira antes nesse Knicks? Ah, não sei se você já tinha provado que dava uns passes. O incrível, ele é muito bom passador nessas circunstâncias. Sete assistentes nesse jogo em 27 minutos. Ele fez o primeiro triplo duplo dele em playoff na carreira, na série contra o Hawks. E ficou a três assistências de conseguir outro. Foram 20 pontos, sete rebotes. Dez rebotes, sete assistências. E o Mike Brown falou que foi um ajuste pra conseguir usar melhor o Towns nesses playoffs.
Pô, parece tão óbvio. Quando funciona tão bem assim, a gente não consegue entender porque não foi feito antes. Mas o que a gente pedia do Knicks há anos com o Thibodeau, movimentação sem a bola, alguma coisa que não seja só... O Brunson no mano a mano. Até o jeito que o Brunson está sendo usado agora, sem a bola, para conseguir escapar da defesa, tudo nesse Knicks é moderno. Enquanto o do Thibodeau parecia um Knicks com gosto de naftalina.
E dava certo, foi um dos melhores ataques da NBA no sentido de pontos por posse de bola. É, mas não é sobre isso. Nos playoffs contra as melhores defesas, parecia um pouco previsível e falhou na hora H. Eu tô encantado. Muita gente criticava o Mike Brown também dizendo que ele era só um técnico defensivo. Nossa, o que ele fez com esse ataque do Knicks é surpreendente. Mas tá aí, vamos esperar aí as notícias sobre o de Anunobi.
E ver como o Sixers responde a essas duas derrotas e como o Knicks responde com a possível ausência do Anunobi, quem é promovido ao time titular, quem joga mais minutos, quem participa mais, quem arremessa mais.
Ontem a gente viu até o Jeremy Sohan entrar em quadra. É verdade. Jogou um minuto, mas... Talvez seja o bastante pra ele passar o Huckport na lista de pivôs alternativos. Bom, vamos pra última série? Só tivemos um jogo, o segundo vai ser hoje à noite, entre Detroit Pistons...
Detroit Basketball contra o Cleveland Cavaliers 1x0 não quero zicar ninguém Danilo até porque geralmente o que zica é elogio mas não é elogio a qualidade só é meu time favorito de assistir o Detroit é muito encantador né muito legal meu lance favorito dos playoffs até agora se duvidar foi o toco que o Alzar Thompson deu no contra-ataque nesse jogo 1
Nossa, eu não achei que ele ia chegar. Eu cometi o pecado de duvidar da capacidade atlética do Alzar Thompson. Esse aí ele ficou um pouco pra trás. E ele voou e pregou. Nem lembro quem foi na tabela. Inclusive aqui no Ao Vivo, o Super Mario mandou cincão pra gente, muito obrigado, pra falar, o Alzar Thompson é o melhor defensor da liga entre os humanos. Esse maluco não para um minuto, parece que se multiplica em quadra.
Há controvérsias que ele é humano também. Ele não é o Embanyama. Mas a impulsão dele é sobrenatural. Comentaram isso em algum jogo durante a transmissão ao vivo da primeira rodada numa transmissão gringa. Que é daquelas coisas que às vezes a gente não se dá conta do quão bizarro é. Do cara parecer uma aberração física no meio de outras aberrações físicas.
Porque não é, ah, o Embanyama é muito alto porque você viu ele no metrô. Não, ele parece esquisitamente alto entre os jogadores da NBA. Na frente do Goberto, 2016. Do lado do Goberto. O Alzarton Pson é isso. Como ele é tão rápido, explosivo, e você tá falando isso quando ele tá do lado do Paulo Banqueiro. Sabe?
Numa série contra o Magic, que é um time assim. Ele joga com outros caras. Ele joga com o Jalen Duren. Ele fala, não, não, é outra categoria. Outro nível. Esse é o nível de esquisitice física, atlética do Alzoar Thompson. E defendeu um absurdo nesse jogo. O jogo, eu acho que não era pra ter sido tão disputado quanto foi. O Pistons venceu o primeiro período de 37 a 21. Chegou a vencer, acho que por 18 ou 20.
E aí o Kev's deu uma encostada, aí o Kev's chegou um pouco mais perto, o Detroit abriu mais 10, 12 de novo, e aí no último quarto o Kev's embalou, o James Harden embalou, o James Harden estava tendo mais um jogo patético de playoff, e aí ele teve um quarto período magnífico e empatou o jogo, 93 a 93, e aí a partir disso o Detroit deslanchou mais uma vez.
Mas pareceu que quando precisou, a defesa do Detroit não deixou o Cavs fazer nada. Era turnover, não era errar. Era arrancar a bola da mão dos malucos. E, desculpa, eu tento não soltar a mão do Harden, né? Porque tem esse carinho, né? Tem algum nível de gratidão pelo James Harden no meu Rockets. Mas, assim, é carismático. Ele é um dos grandes jogadores da história do NBA. Claro, sem dúvida.
Mas em quantas partidas de playoff a gente já não viu que ele não consegue quicar uma bola? Que a quantidade de turnover é brutal. Que arrancam a bola na mão dele na meia quadra. E foi de novo. Quantos contra-ataques o Pistons não teve? Porque o Harden tava ali quicando e alguém desviou. A bola bateu no pé. Foram sete desperdícios de bola pro Harden. Era evento do bingo de bola presa. Bingo dos assinantes assinam de bola presa. O Harden vai ter um jogo de mais turnovers do que arremessos feitos?
Pronto, foi no jogo 1 já. 7 turnovers, acertou 6 arremessos. Ele fez isso muitas vezes nos playoffs. Por isso que é um evento. E aconteceu. E isso porque ele fez uns 5 arremessos seguidos no último quarto. Se não, era pra ter sido mais fácil ainda. Acho que ele tava com 7 ou 6 turnovers quando tinha 2 arremessos feitos. Então, por pouco, ele não salvou a atuação dele no final. Mas não foi o bastante.
E pro Kevies não vai ser o bastante. 22 pontos do Harden com 7 turnovers e 23 pontos do Donovan Mitchell. Sendo que, como sempre, você tem que botar na conta do Donovan Mitchell que pelo menos uns 5 desses pontos vem no último minuto quando o jogo já perdeu. É, sim. E ele faz você pensar que ainda dá. Não tem nenhum jogador na NBA, nem o Shea, nem o Yolkut, nem o Antetokounmpo tão bom em acertar arremesso do tipo...
Você girou de três, faltando meio segundo no último minuto. Ele dá um jeito. Você quer voltar a ter chance num jogo que você está perdendo por oito no minuto final? Passa por ele, né? É o Donovan Mitchell. Mas nem sempre é o bastante. Não foi dessa vez. O Kev's perdeu. Denis, tem os números.
Me dê dados. Vamos lá. James Harden teve mais turnovers do que arremessos convertidos, né? Sete turnovers, seis arremessos convertidos. A terceira vez que isso acontece nesses playoffs. A vigésima nona vez que isso acontece na carreira dele. Na carreira dele de playoff. De playoff.
Até porque na temporada regular ele não faz isso. Não. Isso é uma coisa de marcações específicas contra ele em pós-temporada. Mas assim, é muito difícil defender. Porque você precisa muito dele. E das assistências dele. Do jogo de pick and roll dele. É, o time é bom quando ele é bom. Sem dúvida. Mas ele não devia ser o cara imprevisível.
Você não contrata o cara de 30 e muitos anos, que já foi MVP, que é de longe o que tem mais experiência em playoff, pra ser o cara imprevisível, que joga dia sim, dia não. E ele era pra ser o constante. O Evan Mobley a gente perdoa, se for inconsistente. Por enquanto, né?
E não jogou bem o Evan Mobley também. Acho que principalmente na defesa o Evan Mobley ficou bem sem função. O Jalen Duren não foi ainda o Jalen Duren da temporada regular. Mas os sete rebotes ofensivos que ele conseguiu fez uma boa diferença no jogo.
Deu um tocaço no fim da partida, também foi importante. E teve uma sequência de três enterradas seguidas no último quarto, que foi quando a resposta do Pistons ao Cavs tem empatado o jogo. Foram três assistências magníficas do Cade Cunningham.
Mas o Darren tem que estar lá pra finalizar. E finalizou as três. Acabou com 11 pontos, 12 rebotes, 4 assistências, 2 tocos. Não é o Jalen Darren de 19 pontos por jogo da temporada regular. Mas talvez o melhor jogo dele nos playoffs até agora. E ele ainda não teve muito sucesso tentando as infiltrações, mas ele tentou infiltrar mais. Foi um jogo um pouco mais agressivo por parte dele. Então...
Aos pouquinhos, talvez ele volte a ter confiança, que eu acho que é o que mais pagou o pato. Teve umas jogadas ainda que eu acho que ele teve espaço e ficou procurando handoff. Tipo, cara, só bate pra dentro. Vai pra cima, remessa, sei lá. E o George Allen saiu também, né? Saiu cedo sentindo alguma coisa.
E ele fez quatro faltas em 18 minutos. Também não ajudou. Ele foi a estrela do jogo 7 contra o Toronto. Não foi um fator nesse jogo 1. Esse jogo 1 foi importante, sabe pra quem, Danilo? Diga. Pros torcedores saudosos do Miami Heat. Porque teve uma hora que furou um duelo entre Max Struz e Duncan Robinson.
O Struss fez 19 pontos, 4 bolas de 3. E o Duncan Robson 19 pontos com 5 bolas de 3. Teve um momento lá, fim do terceiro período, começo do quarto, que foi, ó, imagina esses dois juntos no mesmo time. Pegava a final de NBA. Pegou. Junta com o cara que fez 83 pontos num jogo, bota o Jimmy Butler, pega a final de NBA. Os dois jogaram bem, de verdade. Melhor do que o Jart Allen e o Evan Mobley.
Mas assim, eu senti nesse jogo, pra gente dar uma fechada, que as suas preocupações eram muito legítimas. De que o Kev só não parece que dá conta. Mesmo quando o jogo tá disputado, parece que o Kev é mais lento, mais frágil, mais fraco, com menos poder de fogo, mais nervoso, desperdiçando mais a bola.
Se o ataque do Pistons fosse um pouquinho mais consistente, tivesse um pouco mais de opção confiável, se o Tobias Harris do jogo 7 fosse o Tobias Harris de todo jogo, ia ser 4x0. É que o Pistons não consegue isso. O Pistons tem algumas secas, o Cavs tem um bom ataque, bons jogadores, arremessadores de 3. O jogo foi mais disputado do que eu acho que pareceu de verdade. Porque a minha sensação foi que o Cavs não tem muita resposta, ou não teve, pelo menos por enquanto, para a defesa do Detroit.
E o jogo foi apertado. O Cavs liderou por 2 minutos e 53 segundos. Enquanto o Pistons liderou por 43 minutos. O Pistons destruiu o primeiro quarto e foi mantendo a liderança. Que ela caiu. Não sei, não me passou confiança. Eu ouvi vários podcasts e li palpites e vi as odds. E não entendo como dão tanta moral pra esse Cavs.
Eu acho que eu falar isso é um desrespeito ao Toronto Raptors. Mas aquela série acabou com a minha confiança com o Cavs. Não é justo. Não é um time horrível. Mas eu não consigo enxergar eles vencendo quatro dos próximos seis jogos contra essa defesa do Detroit. Eu acho um time muito interessante. Eu gosto muito da ideia desse Cavs no papel. Eu acho que a gente só não viu na prática esse time ser verdadeiramente...
O time não tem estofo suficiente para lidar com as dificuldades de longas séries de playoff. Ou a gente é só hater, pode ser isso, mas veremos. Eu tenho uma dificuldade de descer desse bonde do Cavs, mesmo quando parece que ele merece muito. Bom, é isso. Essas foram as quatro séries. A gente segunda-feira vai falar mais, que a gente vai ter mais material. Perfeito. Já que duas delas só tinham um joguinho. De um joguinho, às vezes engana.
A gente sabe muito bem disso. Mas a gente é enganado sempre também. Sabe o que dá tempo de fazer hoje, Danilo? Não acredito. Vai rolar? Both things play hard. Que delícia. É tão mais fácil quando tem metade das séries do que tinha na primeira rodada. Ajuda demais. Quando não tem 40 jogos sete acontecendo ao mesmo tempo. A não ser que você queira falar de outra coisa, Danilo. Você quer falar sobre o... Sei lá. A live do Jalen Brown?
Vamos ver o Bob Tins Play Hard, né? É, se acontecer alguma coisa, se o Jaylen Brown foi trocado, a gente vai voltar pra essa live. Mas por enquanto não é nada. Perguntaram pro Brad Stevens, né? Na coletiva que ele deu, pós a eliminação, ele tirou muita moral do Celtics. Ele falou...
A gente ganhou 60 jogos, beleza Mas nossos jogos contra os melhores times A gente ganhou 4, perdeu 12 A gente não era tudo isso mesmo E sobre o Jalen Brown Pra gente ele nunca falou nada de estar insatisfeito E mesmo o Jalen Brown também Pediram um milhão de esclarecimentos Ele disse que ele foi mal compreendido Ah, mal compreendido Não tem nada acontecendo
Eu adorei o exemplo que deram. Acho que foi no podcast do Bill Simmons. Que é tipo, imagina, Danilo. A gente grava podcast junto. Aí você sofre um acidente. Porque foi isso que aconteceu com o Jason Tatum. Ele não tava de férias. Ele sofreu um acidente grave.
E aí você sofre um acidente grávida. Eu sou obrigado a gravar o podcast Bola Presa sozinho por uns três meses. E eu falo, nossa, foram os três meses mais legais da minha vida gravando podcast. Eu nunca fui tão feliz gravando podcast como nesses últimos três meses.
Pô, no mínimo é incômodo, não é? É, por mais boa vontade que você tenha ouvindo eu falar isso, pô, tava no hospital. É, justo. É que ele explicou depois que o que ele quis dizer é que foi muito bonito, foi uma temporada bonita de ver eles vencendo as adversidades, eles coletivamente resistindo à ausência do Tayton, e que isso inclusive inclui o Tayton, que tava lá junto com o time, apesar de não poder jogar.
E falou que quer passar os próximos 10 anos do Boston Celtics. Bom, pra um cara tão inteligente e articulado, ele poderia ter se articulado melhor na live dele. Não, não. O que a gente percebe é que a inteligência, na maior parte das vezes, é não falar nada.
Quem fala demais, eventualmente, vai se enforcar com a própria corda. Bom, se você sofrer um acidente, eu vou falar que vão ser os piores meses da minha vida. Que eu pensei em desistir de gravar podcast. Perfeito. Jamais vou ser um Jalen Brown na sua vida. Agradeço, agradeço. Eu já avisei aqui...
Que se acontecer um desastre, eu não gravo sem você. É isso aí. Acaba bola presa. E você não. A gente já combinou que você vai continuar com outras pessoas. Triste. Triste. Em luto. Você vai falar os piores episódios que eu gravei de podcast. Aí o evento vai acabar por desgosto. Não de lembrar. Foi muito legal. Foi muito bom, cara.
Lembra quando você estava no hospital duvidando se você ia conseguir voltar a jogar no mesmo nível? Eu estava curtindo muito jogar. Nossa, foi sensacional, cara. Não vejo a hora. Bom, vamos para o Both Things Play Hard agora. Estamos com divertido ainda? Both Things Play Hard. Both Things Play Hard. Não deveria ser fácil. Quer dizer, ouvir. Estamos falando de prática. Não de jogo, não de jogo, não de jogo. Estamos falando de prática.
Eu quero o Sebastian! Both things play hard. Both things play hard. God bless and good night. Primeira mensagem é do Marcos Henrique. Fala da ID, tudo bom? Tudo bom. Lembrando que vocês podem mandar mensagens no e-mail, bolapresa.gmail.com. É lá que a gente recebe essas mensagens do Both Things Play Hard. Até sair o site novo. No off-season vai sair um site novo. Perfeito.
Fala, D&D, tudo bom? Bom. Fala aqui de Patos de Minas, top 10 melhores nomes de cidade do Brasil. Incrível. Embora o interior do Rio Grande do Sul seja recheado de boas opções. Tenho uma dúvida. Se um jogador está a um jogo perdido e se tornar inelegível para os prêmios da temporada, o time pode escalar ele no banco para burlar essa regra, mesmo não tendo minutos jogados?
Ele participou de um jogo sem entrar, atrapalhar as estatísticas dos jogadores de pontos por jogo, etc. Grande abraço, presa, presa ou presa, presa. Valeu, valeu, valeu, valeu. Tem que jogar tipo 20 minutos no jogo pra valer nessa conta dos prêmios da fim da temporada. Exato.
Você não pode jogar 82 jogos um minuto por jogo. Não, se você não jogou 20 minutos, nem conta. E pra média de pontos por jogo também, o cara tem que entrar em quadro. Se ele ficou no banco e não jogou, ele não jogou. Não conta como jogo jogado. Estar disponível não é jogar. Exatamente. As estatísticas dos jogadores, tem lá quantos jogos ele participou, quantos jogos ele foi titular.
E foi uma questão isso naquela temporada do Halliburton. Que o Halliburton precisava continuar jogando pra valer prêmio, pra ele poder ter bônus salarial. E aí tinha que jogar 20 minutos. E ele tava disponível pra jogar, mas não tão bem fisicamente. E aí ele entrava, jogava 21 minutos e saía. Foi bem esquisito. Foi uma das coisas... Ele não tá bem pra isso.
É só ridículo. O salário e os prêmios não deveriam estar associados a minutos numa partida porque força os jogadores a fazer esse tipo de bobagem. Eu entendo o princípio. Acho que a gente já tem dados o bastante pra falar que... Não, não dá. Não funcionou. Não rolou.
Mensagem do Luiz. Fala, Dario Conca e Fred, da blogosfera basquetebolística brasileira. Tenho 21 anos e, pra alegria da nação e não minha, trago uma pergunta sobre relacionamento. Opa! Bora! Que saudade. Coisa ruim, né? Porque ele não tá alegre.
Entrei na faculdade em 2022 e comecei a namorar uma mulher da minha sala. Ela é linda, maravilhosa, bonita, cheirosa. Simpática. Perfeitinha. Perfeitinha? Perfeitinha é nova, hein? Ele colocou entre parênteses. Essa foi pra ela ter certeza de que sou eu mandando a mensagem. Ele deve chamar de perfeitinha. É isso? Foram três anos incríveis, mesmo com todas as dificuldades de estudante sem dinheiro. Peraí, ele quer que ela saiba que ele mandou essa mensagem? É isso? Pelo jeito. Se é que ela ouve, o Bola presa. Ainda mais?
agora com essa crise três anos incríveis mesmo com todas as dificuldades de estudante sem dinheiro dois ônibus e mais de uma hora e meia de distância entre nossas casas, por exemplo horroroso tínhamos aquele posto de casal perfeito química incrível, planos pro futuro até os nomes dos filhos já estavam definidos três masculinos, três femininos na ordem tá falando sério? sim, ele falou isso pra gente
É legal sonhar junto, mas tem um nível de sonho que parece que vira planejamento quinquenal de empresa. Às vezes, né? Se empolgaram com o assunto. Se eles não encaram como um planejamento de empresa, acho que tá tudo bem. Tudo bem. Depende do tom da conversa. Exato. Tavam ali no roleplay. Isso. Tavam ali se divertindo. É que falando assim dá uma assustada. Dá. Bom, família e amigos dos dois lados gostavam e aprovavam. Não poderia pedir mais. Não poderia pedir mais.
Porém, metade de 2025, a situação financeira piorou bastante da minha parte. Fui aprovado em um concurso em 2024, mas a convocação foi só chegar semanas atrás, já em 2026. Acontece coisas de concurso. Essa coisa de concurso existe em outro nível temporal, em comparação com a vida do século XXI. O concurso não pensa que você precisa comer.
Enquanto isso, meu estágio acabou, consegui uma bolsa que pagava menos e não tinha vale-transporte e meus pais também passaram por um momento financeiro difícil. Resultado, os encontros foram rareando, eu fiquei progressivamente mais ansioso e menos presente e ela começou a sentir o afastamento. Ela chegou a me alertar, mas eu não soube contornar. Terminamos agora no início de abril. Como assim, uma alertada, tipo, olha, você tá sofrendo, hein? Você tá mais distante do que você tá sofrendo.
Obrigado pelo aviso. Legal? Valeu. Você pode parar de sofrer?
Seria muito mais fácil pra gente responder as perguntas do Bolton Square Heart se a gente pudesse falar. Então, a solução pro seu sofrimento é parar de sofrer. Isso. É mil reais a sessão. É que se você cobrar mil reais vai aumentar o sofrimento, porque grande parte do sofrimento dele é financeiro. Eu já falei isso pra minha analista uma vez. Parte do sofrimento é que tá ruim pra pagar você. Mas aí eu quero vir aqui pra falar sobre isso. O que a gente faz?
Bom, terminamos no início de abril, uma semana depois da convocação do concurso chegar. Irônico. Eu já percebia que havia algo de errado há uns dois meses. Ela vinha estranho faz um tempo. Quando resolvemos conversar, descobri que ela foi perdendo o encanto com o tempo e ficando cada vez mais sem paciência e até se culpando por isso.
Confesso que do jeito que tava, eu também achava difícil o relacionamento continuar. Mas esperava que tudo melhoraria quando eu começasse a trabalhar. Me sentiu Petkovic falando sobre a Copa de 2014. Que desgraça que foi aquele tweet, né? É amaldiçoado. É amaldiçoado.
Inclusive amaldiçoou o Twitter, que virou um trem fantasma. Refletindo, cheguei à conclusão de que rei feio. Me esforçava em coisas que ela não precisava ou queria, enquanto deixava de oferecer o que ela realmente queria, como encontros românticos e presença de verdade, e isso a desgastou. O término foi tranquilo, decidimos seguir como amigos, já que nunca tivemos brigas de fato. E já nos vimos na faculdade desde então.
Estou ok com a amizade, mas não consigo me perdoar por ter errado de forma tão imatura. Mas o que é isso? Mesmo sendo avisado. Não, torcedores, calma. Acho que não terei uma segunda chance. Isso me corrói a sensação de ter perdido a mulher da minha vida por pura burrice.
Daí vem minha pergunta, como lidar com essa culpa? E caso haja alguma abertura, devo tentar uma reaproximação amorosa daqui a alguns meses? Já com a vida mais estabilizada? Somos da mesma turma até o fim do semestre, então continuaremos próximos de qualquer forma. Abraço de um ouvinte desde a longínqua, temporada 16-17. E ele mandou uma atualização depois. Se tornou assinante.
Que legal. Cerca de 10 anos depois de começar a ouvi-los, finalmente consegui assinar o Bola Presa. Muito obrigado. Fiquei muito feliz em poder retribuir a companhia durante todos esses anos. Que legal. Praticamente durante metade da minha vida escutei vocês na caminhada de volta pra casa. Viagens de ônibus pra minha cidade natal e hoje em dia no ônibus pra faculdade.
Comecei a acompanhar antes de entrar no ensino médio. E no final do mês de maio estarei tomando posse em um concurso. Será meu primeiro emprego. Desculpa se fiz vocês se sentirem velhos. Era pra ser um agradecimento. Vida longa, bola, preço. Eu fiquei parcialmente feliz com a mensagem e parcialmente idoso. Toda essa minha trajetória na Terra fez sentido. Agora que ela deve estar acabando.
E ele colocou um outro PS, Danilo. E falou, Danilo, pra você, já imaginando a sua resposta. Manda, manda. Eu sei que estatisticamente existem várias mulheres da minha vida por aí. Ah, mas muitas. E eu sei que sou novo. Mas perder uma química assim, de repente, por erros meus... Não, sério. E ter que entrar de novo no draft da vida é triste demais. A gente entra em muitos drafts o tempo inteiro. E aí, às vezes, você fica muito triste porque você não draftou o Anthony Bennett.
E o próximo draft é o Embaniama. Você acabou de perder o Dejountemurri porque deu errado a relação com o Dejountemurri. E aí você foi ruim. Passou um ano pra baixo. E aí vem o Embaniama. Exato. Acontece. Se desse certo com o Dejountemurri, não ia ter nenhum Embaniama. E não quero dizer que isso necessariamente vai acontecer. Mas é que a gente não tem conhecimento nem controle sobre essas circunstâncias. O que eu tô um pouco triste, e um tanto chocado até, e...
É o nível de culpabilização num relacionamento em que você...
traiu ela, não rolou uma agressão, vocês não tiveram sequer uma briga. O outro tem expectativas sobre o que ele quer que seja um relacionamento. E você não deu conta das expectativas. Às vezes a gente é meio negligente das expectativas do outro. Às vezes a gente só não dá conta mesmo. Às vezes a gente tá em sofrimento, às vezes a gente tá ocupado, às vezes a gente tem as nossas próprias expectativas, a gente tem nossa própria vida, nossos próprios desejos. Você não falhou porque você não deu conta da expectativa que o outro tinha.
Eu passei por uma coisa parecida também quando acabou o meu primeiro relacionamento, no fim da adolescência, assim, que foi meio parecido. Tipo, ela não estava satisfeita com o que era a nossa relação. Eu queria que a gente fizesse isso, que a gente se encontrasse assim, que fosse desse jeito. E minha sensação foi exatamente a mesma. Tipo, eu errei, eu falhei e me senti culpado por muito tempo. Demorou um tempo pra eu perceber que um relacionamento não é prestação de serviço.
Tipo, eu falhei como prestador de serviço. Ela esperava que eu tivesse presente lá e que eu fizesse isso e que a gente passeasse assim e assado. Mas não era o que eu queria. E aí eu falhei em prestar esse serviço. Mas aí, bom, eu seria um bom prestador de serviço. Eu não seria uma pessoa feliz, um namorado numa relação.
saudável. Aí eu percebi de fato que é um relacionamento, que por mais que eu estivesse insistindo em ficar com ela, eu também não estava satisfeito com mil coisas que estavam rolando. É que eu não encarei da mesma forma que ela. Ela encarou num sentido como eu não estou satisfeita com o serviço e eu vou embora. Eu quero cancelar. Quero cancelar. Eu queria, sei lá o que eu queria.
Mas foi importante perceber isso pra pelo menos sair dessa sensação de culpa. De que eu fiz a coisa errada. Porque o que eu percebi depois é que eu perdi um cliente. Porque eu não ofereci o serviço que ela esperava. E ela foi comprar em outra loja. Aí eu não posso fazer nada. Deveria ser assim um relacionamento. Fora que relacionamentos, a gente esquece isso com uma frequência perturbadora.
Relacionamentos são feitos com mais de uma pessoa, né? Em geral, tradicionalmente, historicamente. Com duas, mas podem ser mais. Pode ser até mais. E isso envolve uma quantidade de negociação e gestão de expectativas. Então, talvez ela tivesse expectativas que você não atendeu.
Mas ela criou as condições pra que as expectativas fossem atendidas? Vocês conversavam sobre isso? Ela tava ouvindo o que você queria? Qual era o seu momento? Você podia falar, né? Minha expectativa era de uma namorada que me apoiasse no momento de sofrimento e você não deu conta disso. Claro. Também tem isso. Você não terminou. Ela resolveu terminar. Mas...
fica triste mas a culpa você pode... é, a culpa não eu fico escutando essas histórias de culpa e fico pensando que tem a cara de um relacionamento em que as expectativas de um são atendidas e o outro não, desses relacionamentos muito desiguais que não são relacionamentos saudáveis bom, tem uma pergunta aqui, Daniel, que eu tô em dúvida se a gente já leu ou não é mesmo? eu sei que ela tá guardada há algum tempo que é a do filho ingrato eu não vou lembrar, Denis eu não vou ter essa certeza
Eu vou ler de novo. Se a gente já leu, vocês podem voltar no episódio que a gente já leu e ver se a gente responde a mesma coisa. Que às vezes pode acontecer.
É do filho ingrato. Aqui quem fala é o filho renegado, assinante de Vitória, Espírito Santo. Preciso de uma ajuda com uma tormenta familiar enorme que envolve minha mãe. Desde já peço perdão pela longa história. Vamos lá. Mas claro que ele separa um tempinho pra falar que Vitória, no Espírito Santo, tem como cidade-irmã Zhuhai, na China. Kaixcaix, em Portugal.
Oi tá no Japão. Havana em Cuba. Quem não é cidade irmã de Cuba? Havana tá vacilando grande. Havana tá muito disposto. Tem alguém em Havana que só recebe a cartinha? E carinho, velho. Ah, quer ser meu amigo? Bora. Aquela pessoa que aceitava todos os pedidos de amizade no Norcute e tinha mil e um amigos. Mantua na Itália, Dunkerque na França, Yantai na China e Vitória Gasteiz na Espanha. Parabéns pra cidade de Vitória que...
Investiu muito nisso. Você acha que ela venceu? É importante, eu acho, pra vitória. Porque venceu é o nome dela. E porque ninguém lembra do Espírito Santo. Tem essa dificuldade no Brasil. Eles têm que buscar amigo no exterior, porque ninguém lembra que o Espírito Santo existe.
Já fui, gostei. Raramente eu lembro que existe. Meu lar sempre foi muito religioso, o que não adiantou muito. Aos 12 anos já tinha pensamentos contrários, aos 15 me declarei internamente ateu. Isso me afastou da minha família, principalmente pela toxicidade do meio evangélico. Outro motivo foi o sofrimento dentro de casa. Sou o segundo mais novo entre sete irmãos, sou autista e mesmo novo comecei a questionar os pensamentos conservadores da igreja.
Alguém no chat falou que a gente já leu essa pergunta? Não. Então vou continuar.
Isso resultou em muitas agressões físicas e psicológicas. Eu era chamado de gay, viadinho, esquisito, doente, doidinho. Carrego até hoje uma cicatriz. Um dos meus irmãos esquentou uma colher no fogão e pressionou na minha mão. Uau, que coisa horrorosa. Complicado, né? Nossa senhora, isso aí é violência muito, muito, muito brusca. Minha irmã já me deu uns tapas. É, é outro nível. Parece menos mal agora.
Tudo isso gerou indiferença em relação à minha mãe. Na minha visão houve negligência da parte dela, já que tudo acontecia sob o teto dela. Muitas vezes era tratado como coisa de criança, ou ela apenas dizia, não pode fazer isso. Mas tudo se repetia. E não foi por falta de porrada. Acho essa fala ridícula.
Outro dia eu vi num parquinho, eu tava num parquinho que a Mora, e tinha um grupo de irmãos. Aí um deles deu uma bolada no olho da irmã mais nova. E era... tinha areia, assim. Desastre. Ela ficou realmente mal. E aí quando ela foi ameaçar chamar a mãe, ela interrompeu imediatamente. Nada, esquece, vira vocês.
Me deixa aqui. E a menina ficou lá no canto chorando e limpando a areia do olho por uns 10 minutos. Porque a mãe não quis intermediar. Vocês que estão brigando o tempo inteiro que se virem. Horroroso, imagina. Então eu entendo se essa menina também tiver o mesmo, esse mesmo rancor aí.
Bom, saí de casa aos 19 anos, hoje tenho 26. Avisei meus pais apenas na semana anterior, quando já estava tudo resolvido e pago. Perfeito. Eles ficaram chocados, mas entenderam e não se preocuparam tanto, pois sempre fui responsável. Foi a melhor decisão da minha vida. Sem dúvida. Desde então, o contato com a família diminuiu muito, ficando restrito a momentos obrigatórios, entre aspas ele colocou, como Natal e aniversários.
Meu pai morreu no mesmo ano que saí de casa e minha mãe se mudou para uma cidade a 275 quilômetros alguns anos depois. Na infância, conversava bastante com ela, mas isso foi diminuindo com o tempo, tanto pela negligência quanto pela rebeldia adolescente. Hoje, nossas conversas no famoso aplicativo Verdes resumem a Boa noite, filho. Tudo bem? Tô bem, mãe. E você? Tô bem também. Te amo. Também te amo. Acabou.
Isso me incomoda muito, tanto pela monotonia quanto pela frase também te amo, que parece sair estrangulada pelos meus dedos. Sou contra a ideia de amar a família de forma incondicional, mas sei como isso seria visto se eu dissesse abertamente que não amo minha mãe. Como posso pedir para ela diminuir a frequência de mensagens? Isso realmente me incomoda. É só boa noite também, mas só isso já incomoda.
Peço urgência porque ela tem mandado mensagens cada vez mais frequentes. Então talvez não seja só o boa noite. Devido a problemas recentes na família. Um irmão desaparecido, uma irmã que abriu medida protetiva contra o esposo e ainda quebrou o pé, ficando 60 dias parada, e outro irmão PM envolvido em alguma confusão. Embora ela não entre em detalhes.
Algo que esqueci de mencionar. Sempre tive problemas de saúde. Na minha última internação, não queria que minha família soubesse. Meus amigos se revezaram por quatro dias pra me acompanhar, até que em um turno sem ninguém, caí ao tentar ir ao banheiro. A médica então chamou minha família. Isso me deixa com um sentimento de ingratidão. É isso, boa tarde dupla, tudo certo, amo vocês. Mandem um beijo pro Espírito Santo, o estado que eu acabei de falar que ninguém lembra que existe. Mas, um beijo pro Espírito Santo. Boa.
eu posso tá fazendo talvez uma interpretação livre mas eu acho que a pergunta dele não é o que a pergunta dele é
Porque a pergunta como é que eu faço pra minha mãe me mandar menos mensagens, ele sabe qual é a resposta. Ele não respondeu as mensagens. Ou ele para de responder ou ele fala abertamente mãe me manda menos mensagens. Não é essa a questão. O rompimento com a família, ele sabe exatamente como fazer. Eu acho que a pergunta é sobre qual é o jeito, entre aspas, ético de fazer isso porque ele não quer se sentir culpado.
Não quer ser a pessoa que abandonou a mãe. Exato. E eu acho que essa é a questão. E eu me identifico em algum grau. Não quero entrar em detalhes da minha vida pessoal nesse sentido. Mas é que quando você tem relações difíceis com os seus pais, existe uma pressão social pra que você goste deles. E continue por perto. E diga que ama. E continue conversando. Mesmo quando não existe nada a ser conversado.
Mesmo quando a sua memória é de rancor e negligência e violência, etc. E tem isso, né? Não parece que ele resolveu isso jamais com ela. Não parece que eles conversaram sobre isso. Não, não. Assim, existe um custo social para não gostar dos seus pais. Essa é uma coisa que a gente entende rapidamente em sociedade. Qualquer pessoa que fale que não ame a mãe vai tomar um hate considerável. Então é claro que mesmo que você queira algum nível de afastamento...
você se sente mal. Você se sente culpado. Aí como é que eu posso fazer isso? Como é que eu faço esse afastamento? O afastamento é óbvio como é feito. Como você faz isso e se sentir culpado, aí é uma conversa muito diferente. Porque você pode... Você define, né? Porque ele falou de ir em Natal e aniversário.
Você pode ir só no Natal. Você pode não ir em nada. Você pode ir no Natal, ano sim, ano não. Você define o tamanho do distanciamento, você pode ir nunca mais. Você pode bloquear o contato. Então isso está no controle dele, o quanto de distância é. A questão é ele aceitar isso.
Exato, e aí ele descobrir qual é o preço das coisas. Quanto custa. Que é cortar inteiramente com seus pais, tem um custo social considerável. Você vai se sentir culpado. É muito difícil ou não na nossa sociedade. Agora, ficar perto demais também tem um custo em que você se sente violentado, em que você sente que isso não deveria estar acontecendo. Quem vai descobrir qual é a distância ótima...
É ele. E até o quanto você conversar com ela sobre o que aconteceu, sobre a negligência na infância, dependendo do que ela responder, seria melhor? Pode ajudar. Você quer conversar sobre isso? Exato, né? Talvez uma boa conversa sobre isso funcione. Sabe uma das minhas contas favoritas no YouTube e também no Instagram que tem cortes? Um que chama Call Your Parents. Então ligue para os seus pais.
E a premissa é você não liga pros seus pais, mas e se a gente pagasse pra você ligar pros seus pais? E aí você escolhe o quanto você quer ganhar. Mas dependendo do quanto você quer ganhar, fica mais difícil. E aí tem as categorias lá com um envelopezinho.
Então é tipo a... Traumas antigos por 150 dólares. E aí você liga pros seus pais. Pra conversar sobre um trauma. Quando seus pais atendem, ela vira o envelope e você tem que ler a pergunta. E tem umas respostas muito boas. Tem gente que acaba discutindo coisas que nunca discutiu na vida, mas foi pago pra isso dessa vez. E às vezes faz bem, às vezes faz mal, às vezes é indiferente. Mas muitas vezes são os pais falando pros filhos coisas que eles nunca falaram pros filhos.
A minha favorita é de uma que... Acho que é uma menina que pergunta. Acho que é um cara. Que pergunta, vocês se arrependendo de alguma coisa? Vocês foram bons pais? Acho que é essa a pergunta.
E a mãe fala, acho que sim. E o pai fala, não, não foi. Olha só. Quando você era pequeno, eu tava envolvido em coisa de sindicato. Nunca tava presente em casa. E teve uma vez que a gente foi cortar o cabelo. E você pediu um corte assim. E eu falei que não. E eu nunca esqueci disso. Olha só. E o menino lá, tipo...
Nem lembra. Não tem a menor ideia que isso aconteceu. Fantástica. Mas eles conversaram sobre isso. Ele sabe hoje, no mínimo, que o pai se importa mais do que ele lembrava que se importa. Isso resolveu alguma coisa? Sei lá. Tem que conhecer a pessoa. Faz parte do dilema dele também. O quanto você quer resgatar e resolver isso ou só quer deixar pra trás?
É que assim, falo da minha experiência Quando a gente sofre algumas violências na infância Às vezes a gente acha que ninguém viu, que ninguém percebeu Porque o ambiente infantil é um ambiente de muita negligência O ambiente infantil é meio invisível Às vezes os adultos não estão cientes, não estão olhando
E aí, eu acho que a gente sente, quando a gente cresce, uma certa responsabilidade de você manter essa memória viva porque os adultos não viram, porque os adultos não sabem que isso aconteceu. E aí você vive uma vida de ressentimento porque você...
Você acha que se eu deixar isso pra trás, parece que não aconteceu. E parece muito absurdo você ignorar que aconteceu alguma coisa ruim, uma violência que você teve na infância. Então, às vezes, conversar com outras pessoas, conversar com seus pais, é perceber que eles sabem que rolou a negligência, que eles sabem que aconteceu a violência.
E aí talvez você possa finalmente abrir mão disso. E esse exemplo que eu dei mostra o outro lado também. Do filho não sabendo o que o pai passou. E às vezes o pai passou um ar de negligência e tava sofrendo. Claro. Por dentro também. O resultado foi ruim, foi negligência. O resultado final. Exato, mas tem uma história. Mas tem uma história por trás. Tem uma história.
E talvez coisas que ele faça hoje é pra tentar compensar. Compensa? Às vezes sim, às vezes não. Mas tem uma história por trás. Tem culpa e sofrimento com todo mundo. Que ninguém tá conversando. Então você pode decidir conversar ou não conversar. Isso.
E responder mais ou menos. Ou nunca. E ver sempre. Ver às vezes. Ver quase nunca. Ver nunca também. E tem uma segunda pergunta aqui, Danilo, que eu acho que a resposta pode ser a mesma. Ou você fala se tem alguma diferença. É do André Batista. Olá, D&D. Estou sem plano de saúde, então vim aos terapeutas dos fãs de basquete brasileiro. Que absurdo. Minha relação com meu pai sempre foi ruim. Ele sempre foi autoritário, agressivo e pouco afetuoso comigo. Sempre se julgou certo e nunca admitiu seus erros.
Diversas vezes deixou claro que meu nascimento o obrigou a ficar com a minha mãe, abandonando o, abre aspas, grande amor da vida dele. Que coisa horrorosa de dizer pra um filho, né? Talvez tenha sido inconscientemente, pois ele nunca admitiria isso, mas ele sempre me culpou por sua infelicidade. Achei que foi bem direto. Achei que não foi inconsciente, achei que ele falou.
diversas vezes ele afirmou que eu não sou filho dele e sim de algum amante da minha mãe, mas agora ele está envelhecendo e quer que eu dê pra ele a atenção e o amor que ele nunca me deu, é, imagina ele quer que eu ligue pra ele todo dia, que eu o visite ele acredita que foi um bom pai e que se ressente porque não é prioridade da minha vida
Ele pagou as contas, é muito mais do que muitos fazem Mas nunca me deu amor nem respeito Eu não odeio ele nem o abandonei Falo por mensagem sempre que possível Paguei o INSS dele pra ele se aposentar Levei algumas vezes aos médicos Recebo ele em casa, compro coisas que ele precisa Mas quando toco o telefone E eu penso que ele quer que eu o leve ao pronto-socorro Eu não atendo Não quero passar quatro horas no SUS com ele Não quero ligar pra ele nem ir à casa dele Meu filho e minha esposa são minhas prioridades Música
Eu sempre o incentivei a fazer exercícios, a comer bem, a frequentar grupos pra fazer amizades. Como o grupo de idosos da igreja que ele vai. E ele nunca quis. Agora tá doente, com diabetes, hipertensão, precisa de um médico sempre e não tem nenhum amigo. Ele se sente solitário, mas tudo é consequência das escolhas da vida dele. É claro. Eu não quero carregar o peso pelas escolhas que ele fez. Ele tratou o meu irmão mais novo muito bem a vida toda, mas esse momento também é pesado pro meu irmão carregar esse peso sozinho.
Sou uma péssima pessoa? Não. Eu não mandaria a rela total porque isso acabaria com o meu pai. Mas como digo pra ele que ele não é minha prioridade? O que fazer? Vida longa bola presa e não estou pronto pra ver o Caruso eliminar o Lakers. Tem coisa que é inevitável. Tem coisa que é inevitável. É, mas é que são histórias muito parecidas, né? Você não é uma má pessoa por não querer estar perto, por não ter afeto por uma pessoa que você entende que não te deu esse afeto.
É normal. Acontece. É você quem tem que descobrir qual é a distância que te faz bem nessa relação e o quanto você é capaz de ajudar. Eu acho que ele até já traçou direitinho. Tipo, ajudei a pagar isso, eu faço tal coisa, isso aqui eu não faço. Ajudar em nada é uma possibilidade também. É perfeitamente compreensível. Cada um sabe qual foi a vida ao lado dessa pessoa, quanta violência você sofreu.
Mas não é nada, você já tá oferecendo muita coisa. E tem os motivos também. Você pode fazer mais. Por causa do seu irmão. Tipo, tá pesado pro meu irmão, eu vou ajudar ele um pouco. E aí você tá ajudando porque você quer que seu irmão não sofra tanto, não é tanto por ele. Mas assim, o mais importante. Você escolhe. Independente do que seu pai acha, do que seu irmão acha, do que a gente tá respondendo num podcast de basquete, do que talvez alguma tia-avó comente no Natal.
É a sua escolha. Até onde você vai é a sua escolha. Não tem muito o que fazer. Você não é uma péssima pessoa por isso. E existem níveis possíveis de negligência que você não vai deixar a pessoa morrer, né? Mas não é disso que a gente está falando. Não é esse ponto, pelo que você afirmou. Claro.
Mas acho que tem o mesmo tema, né? O que a gente respondeu pro colega anterior vale pra ele também. É isso. Encerramos hoje? Encerramos hoje? Temos mais perguntas que ficaram acumuladas nessa semana, mas vocês podem mandar mais. A gente vai lendo aos poucos, até porque tem dois podcasts por semana. É isso, a gente vai conseguir. Segunda-feira estamos de volta pra falar do miolo das séries de semifinal de conferência no leste e no oeste.
Dito vocês por semana é bom, porque a gente fala não só dos jogos, mas a gente responde mais perguntas.
E sabe o que a gente vai comentar na segunda-feira também? Ou talvez nem na segunda-feira? Do sorteio do draft. É verdade, vai rolar. Eu estarei no Rio de Janeiro. Vai ter live no canal do NBA Brasil no domingo pra acompanhar o sorteio. Danilo Silvestre estará lá. E eu não sei que hora você volta na segunda, né? Eu não sei também, que na verdade... Saber é uma palavra estranha, né?
Porque eu sei porque eu fui informado. Eu não sei porque eu não me recordo. Mas dependendo, se não desse pra gravar na segunda, a gente grava na terça. Perfeito. Se o Daniel não puder... Não, vai rolar. Vai rolar. Em algum momento da segunda-feira a gente vai conseguir. Mas talvez não meio de 15. Porque depende do horário de voo.
do Danilo, mas acompanhe ele no domingo, vai ter o sorteio do draft é um draft que todo mundo tá bem otimista então faz muita diferença tem duelos importantes aí de escolhas protegidas Pacers no top 4 ou a escolha vai pro Clippers? o Thunder vai escolher lá em cima? já pensou? já pensou se é o Thunder, no mesmo fim de semana o Thunder abre 3x0 na semifinal de conferência e ganha a escolha 2 no draft
Não sei se o basquete vai ser tão cruel com a gente. É que cruel com a gente, mas benevolente com os orçadores do Thunder, né? Aí, ó, eu vou estar... Supostamente chego em São Paulo às 10h45 da manhã. Ah, talvez deve fazer meio de 15h. Não, vai rolar, vai rolar. Talvez um pouquinho mais tarde, mas estarei aqui com vocês. Isso quer dizer que a gente se vê de novo na segunda-feira, ao vivo no YouTube, logo depois em áudio digitadinho bonitinho com vinhetas no Spotify, um segredor de podcast favorito. Até lá!
Tchau. Tchau, tchau.
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