CBOPECast #5 - Encerramento do 8° CBOPE e Novas Perspectivas
No episódio final da nossa série CBOPE Cast, levamos você aos bastidores do 8º CBOPE — Congresso Brasileiro de Oftalmopediatria e Estrabismo. Saiba como nasceu a programação, os critérios para selecionar palestras e montar as grades científicas, e conheça os destaques que não podem ser perdidos. Além disso, compartilhamos dicas práticas para tirar o máximo proveito do congresso: do networking às sessões práticas, passando por como escolher trilhas conforme seu interesse clínico e acadêmico. Imperdível para quem quer estar ainda mais preparado em como vivenciar os eventos futuros de forma mais produtiva.
Chistiane Rolim
Roberta Zaghi
- Desenvolvimento da Oftalmologia Pediátrica no BrasilPujança do interesse no Brasil · Oftalmopediatria de qualidade · Casos complexos de estrabismo · Mercado em crescimento
- Encerramento do 8º CBOPE8º CBOPE - Congresso Brasileiro de Oftalmopediatria e Estrabismo · Programação científica · Networking · Sessões práticas
- Importância da participação internacionalFederico Vélez · Stace Pinelis · Eduardo Silva · Ken Nishel · Integração latino-americana · CLAD
- Articulação política no CongressoProgramação científica · Níveis de formação · Temas básicos e avançados · Wet Labs · Transmissão simultânea
- Legislação e mecanismos de controle de conteúdoEstudo da grade do congresso · Discussão de casos · Trabalhos científicos de qualidade · Podcasts e webinars · Campanhas educativas
- Contribuições Científicas e Perspectivas FuturasHomenagem ao Dr. Ken Nishio · Homenagem ao Professor Harley Bicas · Legado de mestres · Transmissão de conhecimento
- Pré-Congresso e Sessões IniciaisPré-Congresso Hotel Pullman · Et Labs práticos de cirurgia de estrabismo · Curso de radiologia para estrabólogo · Diretriz de glaucoma congênito · Curso de miopia aplicada · Sessão conjunta CBE com SBOP
Olá a todos, aqui é a Roberta Zaghi, atual vice-presidente do CBE, e estamos começando o nosso último CBO PE Cast, hoje com um episódio especial de fechamento desse ciclo. Eu tô junto com a Cristiana Ronconi, atual vice-presidente da ISBOPE, e a ideia é relembrar os principais momentos do congresso e conectar tudo isso com os podcasts gravados durante o evento, né, Cris?
Olá a todos, aqui é Cristiana Ronconi. Como a Roberta já falou, sou vice-presidente da SBOP. A gente tá aqui para falar um pouquinho mais sobre o que foi o CBOP, um congresso bastante intenso. Teve mais de 700 inscritos, programação científica diversa, transmissão simultânea, wet labs, caso clínico, trabalho, vídeo, premiações e os encontros, tudo mais o que aconteceu ali durante o nosso congresso.
E a mensagem central, né, Cris, que eu acho que esse último podcast leva é de lembrar que o congresso termina, né, mas as conversas e o aprendizado continuam. Então a gente teve essa série de podcasts que ficou super legal com os nossos palestrantes internacionais e as nossas sociedades vão produzindo um monte de conteúdo, né, e deixando isso disponível e fazendo campanhas e a gente vai se encontrando nos próximos encontros.
E acho que pra gente começar esse episódio, a gente podia falar um pouquinho do nosso back office, né? O que que aconteceu no planejamento e no desenho do congresso. Eu acho que um ponto muito forte do nosso congresso foi a programação mesmo. Ela foi uma programação que ela foi pensada para diferentes níveis de formação. Então a gente considerou que ali a gente ia ter desde graduandos de medicina, residentes, fellows, especialistas muito no início da carreira, especialistas já bem mais experientes.
Diversos cenários, SUS, privado. Então a gente tenta buscar um equilíbrio mesmo entre temas mais básicos e temas mais avançados. Então desde desenvolvimento visual, ambliopia, histerabismo, até o que a gente tem de mais moderno em genética, neurooftalmologia, atualizações internacionais, publicações importantes, né, e o que a gente trouxe do congresso da EPOS também. Eu acho que esse formato variado de aula, painel, caso clínico, vídeos, que é uma coisa que vem sendo muito legal, acho que no CBOP, nas últimas edições, que veio e vai ficar com certeza.
Wet Labs, onde a gente tem a oportunidade de estar mais nichado, num grupo menor e pôr a mão na massa mesmo, ganhar habilidades. Tudo isso contribuiu para o enriquecimento do nosso congresso. A transmissão simultânea de duas grades é sempre um sucesso, porque você acaba que dá oportunidade da pessoa que está na mesma sala Variar entre uma sessão e outra. Acaba que é terrível pra quem quer assistir tudo, né? A gente tem esse perfil de querer ver tudo.
Você não sabe pra onde você olha, você não sabe muito bem o que você acompanha. Você começa numa aula, é uma coisa que chama atenção, você muda de lugar. Mas eu acho que dá uma liberdade pro congressista circular ali entre temas da oftalmopediatria, do esterabismo, e até outros temas foram tratados, como gestão e parte mais burocrática, digamos, né? Uma parte mais administrativa. Eu acho que tudo isso exige um trabalho hercúleo.
Aqui eu deixo meus parabéns pro Ian e pra Cris Rolim, porque não é fácil organizar. É um trabalho de bastidor enorme, de organização, de audiovisual, secretaria, patrocinadores. É um congresso que ele tomou uma proporção grande, a gente vem amadurecendo e tem um custo envolvido. Então foi uma conjuntura aí de planejamento e fatores que contribuíram para o grande sucesso. E além do evento científico, né, que foi muito legal, as premiações, os trabalhos apresentados.
É verdade, eu também parabenizo aí o Ian e a Cris, tiveram um esforço coletivo, né, com todo mundo que teve por trás para fazer esse evento ficar tão bacana, né. Ficou muito pulsante, né, a gente viu que todo mundo tava muito feliz, né, em estar ali no congresso, né. Alguém me falou que sentiu uma sensação de pertencimento, né. Então as pessoas estavam felizes falando, nossa, aqui é o nosso lugar, a gente que gosta de distrabismo e oftalmopediatria, né?
Todo mundo falando na mesma toada, né? E a gente já começou falando em ser intenso, né, com uma programação já no pré-Congresso, né, Cris? A gente teve o pré-Congresso lá no Hotel Pullman, em Ibirapuera, esse ano, né? E que já mostrou esse espírito prático, colaborativo, né? E a potência desse evento, né, nos últimos anos. Então o CBE e a SBOP organizaram diferentes sessões, né? No CBE a gente teve os Et Labs práticos de cirurgia de estrabismo em modelos de olhos, né, de simulação de cirurgia com Federico Vélez, que foi um grande sucesso, né, fila de espera, a gente com vagas esgotadas.
E a gente teve esse ano a primeira vez um curso de radiologia para o estrabólogo com Frederico Castelo Moura, que é neurooftalmologista da Unicamp e da USP, que deu um curso que foi muito elogiado por ser oftalmologista falando de radiologia para oftalmologista, né. Então ajudando muito aí no enriquecimento do exame complementar e do diagnóstico desses estrabismos mais complexos. Pela SBOP, a gente teve uma reunião super importante junto com a Sociedade Brasileira de Glaucoma para definir uma diretriz de glaucoma congênito, né, que contou com especialistas conhecidos do Brasil todo, né, no cuidado do glaucoma.
E ainda teve um curso de miopia aplicada à prática do consultório. Foi assim um jeito diferente de abordar esse assunto que tá tão na moda, que é a miopia. E a gente terminou ainda com fôlego para fazer uma sessão conjunta do CBE com a SBOP, discutindo casos complexos, que foi um destaque, com apresentações e discussões incríveis, inclusive com a participação não só em aulas, mas também da discussão desses casos dos nossos convidados internacionais.
Nesse pré-Congresso, a gente teve a presença do Federico Vélez e da Stace Pinelis, da UCLA, o Eduardo Silva, de Portugal, e o Ken Nishel, da Universidade de Pittsburgh.
E depois já de um pré-congresso tão intenso, acho que a gente saiu daquele dia do pré-congresso com uma sensação de que muita coisa já tinha acontecido, né? De que muito já tinha sido visto, muito já tinha sido falado. Você já sai com aquela sensação de que você já tá recarregada. Aí a gente foi começar nossa programação oficial no dia seguinte, lá no Centro de Exposições do Frey Caneca. Foi uma programação onde a gente discutiu desde desenvolvimento visual, como eu comentei aqui, ambliopia, estrabismos complexos.
Genética, tudo que foi visto no congresso da IPULS. A gente teve uma sessão para falar do que teve de melhor, do que aconteceu no congresso da Academia Americana de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo. Apresentação de trabalhos. Esse ano a gente teve a questão da apresentação de vídeos, né? O concurso de vídeos foi uma inovação e que foi um sucesso. Foram incríveis, assim, os vídeos apresentados e os premiados. Também tivemos a festa de confraternização.
Quem pôde ficar se divertiu muito, foi uma delícia. É aquele momento onde você já tem um pouquinho de sensação de dever cumprido, de que a coisa já caminhou, não tem mais muito como dar errado dali pra frente. A gente tava, quem tava na organização tava já respirando um pouquinho mais aliviado. Quem tava curtindo o congresso já tava super sobrecarregado de informação, porque tinha sido dois dias muito intensos de pré-congresso e o primeiro dia de congresso.
A gente teve a premiação também dos nossos trabalhos, que foram tanto o trabalho de tema livre quanto o vídeo premiado. Show do Israel, do Kid Abelha, foi super animado, o pessoal tava confraternizando, acho que foi um momento, como você colocou, de pertencimento mesmo, assim, né, da gente estar com a nossa tribo. Eu tenho a sensação de quando eu tô ali com as pessoas do CBE e da SBOP, eu tô com a minha tribo, assim, eu acho que isso é muito legal, mostra muito do que é o espírito do nosso congresso, ele vem crescendo, a gente tem uma participação cada vez maior em número de público, assim, né, em número de participantes.
Mas essa essência de você fazer parte de um grupo que tá ali interessado no mesmo assunto e que curte aquilo, eu acho que isso é muito legal. Isso não se perdeu, apesar do aumento exponencial do nosso congresso. Então acho que o CBOPE, ele acaba unindo tanto a parte de formação, atualização, prática, discussão de casos, e o mais importante, a integração entre as nossas sociedades, porque elas são codependentes, são sociedades que não tem muito como você trabalhar uma sem a outra. E essa convivência super gostosa da parte social, né?
É verdade, Cris. Foi um primeiro dia inesquecível, né? Que realmente a gente terminou aí celebrando mesmo, né? Assim que deu, né, toda aquela programação e aquele trabalho de organização foi acontecendo e foi dando certo, né? Então realmente foi um momento para brindar. Uma coisa que foi muito elogiada, né, e que eu também achei o máximo, foi essa presença internacional que foi muito grande esse ano, ampliou muito a profundidade das discussões científicas do Congresso.
A gente teve esse ano o Federico Vélez da UCLA, que é atual secretário-geral do CLAD, que trouxe aí mais uma vez uma visão super prática de semiologia, planejamento cirúrgico e tomada de decisão em estrabismos complexos, né? Mas também reforçando muito a importância da integração latino-americana, porque ele coordenou uma sessão conjunta do CBE com o CLAD. Trouxe então como convidados a Cláudia Polo da Argentina e o Luiz Cárdenas do México, que nos brindou aí com diferentes experiências, diferentes visões, escolas e formas criativas, né, de enfrentar os desafios, né.
E não só do ponto de vista prático na hora da cirurgia, mas também da questão de como a gente trabalha na nossa prática regional, falando de América Latina, fugindo um pouco dos Estados Unidos, em que a realidade às vezes não é a mesma que a nossa, né? E essa troca foi interessante porque esse projeto dos podcasts manteve isso, né? Então tanto a Cláudia Polo, que conversou comigo e com a Luiza Hopker, quanto o Luiz Cárdenas, que conversou com a Aline Brasileiro e a Érica Mota, eles continuaram e fizeram papos muito bacanas que vão ficar guardados aí nas plataformas sobre como é que é a perspectiva deles, a Cláudia na Argentina, o Luiz Cárdenas lá no México, né?
Sobre desenvolvimento visual, oftalmopediatria, raciocínio clínico-cirúrgico, né? Foram conversas super ricas que deram aí voz à pluralidade da América Latina e mostraram o quanto a gente tem escola forte, experiência complementar e desafios por vezes comuns. A Estê Spinelli, que também é da UCLA e hoje é a cabeça, né, é uma das grandes lideranças do PDIG que a gente tanto fala, esteve aqui conosco, trouxe um olhar super aguçado, experiente, da evidência científica aplicada aí à nossa prática, ambliopia, miopia, binocularidade, estrabismo aí na oftalmopediatria.
Que além das excelentes palestras que ela deu, né, ela participou de forma ativa e incansável até das discussões e temas. Falei para o Ian que assim, né, a lista de participações dela foi extensa. Até por isso a gente poupou ela de gravar mais um podcast durante o evento. Mas a presença dela aproximou muito o que a gente tem de pesquisa clínica da nossa prática diária, tanto do oftalmopediatra quanto do estrabólogo, né, Cris?
É isso, a gente vê essas personalidades, né, que a gente tá acostumado a ouvir, a gente tá acostumado a ler, e essa aproximação de trazer para a realidade, trazer para o caso clínico o conhecimento científico é muito interessante. Que honra nossa, né? Além de todos os que você já citou, teve de novo conosco o Ken Nishio, que dispensa apresentações, ele veio representando a WSPoS mais uma vez aqui no nosso congresso. Ele tem uma visão global da oftalmopediatria, que é como você comentou, o nosso cenário às vezes nem sempre coincide com o que acontece na América do Norte, mas também não coincide com o que acontece na Ásia, o que acontece em outros países, assim, digamos, mais em desenvolvimento como o nosso.
Eu acho que o Ken, ele tem essa visão bem global da oftalmopediatria, do que acontece pelo mundo, então, e traz doenças complexas, genética, inovação. Todo o ensino do cuidado voltado para atenção da criança, e a criança como uma questão mais global também, não só um estrabismo isolado, uma atenção visual isolada, trazia muito relacionado a doenças sistêmicas. Isso era muito interessante porque abre a nossa visão de que aquilo ali não é um olho, tem todo um sistema complexo ali por trás, né?
Ele participou do podcast também do Big Five Tips com a Júlia Rossetto e com a Aline Brasileiro e deixou pérolas clínicas assim muito interessantes. Acho que quem ainda não teve oportunidade de ouvir todos esses podcasts do CBOP vale muito a pena, inclusive para complementar para quem estava lá e quem não pôde estar, para ficar com esse gostinho de quero mais. Teve o Eduardo Silva, que ele sempre fala muito bem, né? O Eduardo, ele tem uma característica de trazer a genética de uma forma tão simples, tão leve.
Ele fala genética assim, nossa, é isso assim, sabe? Traduz para gente de uma forma muito simples. Então acho que Fica muito rica a discussão em genética com ele, ele traz de uma forma muito leve, tem a facilidade da língua conosco, então isso tudo, ele traz tanto casos de oftalmopediatria, de estrabismo, nesse ar mais da genética. É muito interessante pra gente que tá acompanhando e discutindo, pra gente pensar outras formas de olhar o caso do que só aquela apresentação clínica, né?
Você ter aí talvez uma investigação genética mais aprofundada e que isso pode abrir o olhar pra uma outra condição ou pra um quadro mais completo novamente. Por fim, eu acho que os podcasts, como eu falei, eles são uma extensão. Então, para quem pôde estar, vale muito a pena, porque a gente recupera muito, a gente recapitula muito do que foi dito, e às vezes algumas coisas que não tiveram tempo de ser ditas são ditas no podcast.
E para quem não pôde ir, fica pelo menos uma pontinha assim do que foi dito, do que foi visto. Tem muito conhecimento ali nesses áudios também, acho que vale a pena. E para a gente já tentar se programar para os próximos, né? Porque virão os próximos e acho que os podcasts só me deixam, eu quando fico ouvindo, eu fico com uma sensação de quero mais, assim, queria ouvir mais dessas pessoas.
Não, e além da ciência, a gente ainda teve, né, algumas coisas muito especiais, né, que foram as homenagens, né, algumas dessas pessoas que, que abrilhantaram aí o congresso, né. Então a gente teve uma homenagem muito bonita feita pela Cris Rolim para o Dr. Ken Nishio, né. Que tá sempre conosco, é um parceiro aí, né, desses nossos eventos e dessas nossas iniciativas. E essa homenagem valorizou toda a sua trajetória de vida, a presença, né, e a importância da WSPOS e essa importância de conexão plural internacional de conhecimento.
A gente também teve uma homenagem ao professor Harley Bicas, que foi conduzida de forma sentimental pelo Ian Cury e pelo Federico Vélez, né, que celebraram aí conosco esse mestre de tantas gerações que inspirou tantos especialistas em estrabismo, né, assim, brasileiros e da América Latina, né. Inclusive, a gente deu aí uma conferência do CBA aí com o nome do professor Bicas, simbolizando, né, assim, esse desejo de manter o rigor, o pensamento crítico e a paixão pelo estudo da nossa subespecialidade.
E esses momentos acho que mostram que a ciência não é só feita de artigo, de técnica, mas que a gente deve dar importância, né, para o legado das pessoas das escolas de aprendizagem, né, a transmissão do conhecimento e essa sensação de pertencimento.
Com certeza, e foi lindo, né? As homenagens foram lindas e bem emocionantes. O congresso, para quem foi e para quem se planeja para os próximos, eu acho que a gente podia pensar numa forma de como aproveitá-lo melhor. Lembrar que o congresso ele começa antes e ele continua depois, né? Então vale a pena quando você tá indo para um congresso, acho que esse principalmente tinha coisas simultâneas e muita, muita carga horária, muita carga horária de muita, muita programação acontecendo.
Vale a pena você estudar a grade, escolher as sessões que você quer prioritariamente ver, já pensar e de repente pensar em casos, né? Muitas vezes a gente tem casos do nosso dia a dia que a gente já vai pensando naquilo A gente vê uma palestra e fala, poxa, isso vai encaixar perfeitamente naquele caso que eu vi, que eu precisava saber como conduzir melhor. E lembrar que nos intervalos é o momento que a gente tem para circular, para conversar, para trocar ideias, para mostrar, de repente discutir esses casos que a gente tem no consultório e que encaixa com alguma coisa que foi dita ali na programação.
Os trabalhos científicos foram de uma qualidade assim impressionante, então vale a pena parar, olhar o que foi apresentado, tanto dos relatos quanto dos temas livres. Foram trabalhos muito interessantes. A gente teve coisa de muita qualidade sendo feita, né? A gente tem até bem pouco tempo a oftalmopediatria, o estrabismo como uma especialidade, digamos, pouco atuante. E hoje eu vejo assim uma quantidade enorme de trabalhos muito bem feitos.
É incrível mesmo, assim, é empolgante isso. Tem que ficar também que depois, assim, ao aprender no congresso, a gente continuar revendo esses conteúdos. Então tem coisa ali que não tem jeito. Que foi dita, que você tem que parar e ler. E muitas vezes eles deixam as referências para a gente conseguir voltar e ler essas referências ou estudar mesmo aquele tema, porque é uma quantidade tão grande de conteúdo que você recebe em tão pouco tempo.
Se a gente não conseguir recapitular e buscar e aprofundar naquilo que a gente realmente sente que a gente ainda tem uma certa deficiência, a gente depois não consegue reter todo aquele conhecimento, né? Às vezes eu tenho a sensação que é um conhecimento muito amplo E que aí chega na hora, se você não para para repensar e recapitular aquilo, a gente sedimenta pouco. Então lembrar que esses próprios podcasts que a gente faz é no sentido da gente ter uma forma de voltar e repensar e recapitular aqueles temas que foram tão importantes, né? Isso também vale para os webinários que são feitos e lives que a gente tem.
Essa foi até uma sugestão assim de alguns colegas mais jovens, né, falando, ah, vocês precisam dar dicas para a gente de como é que a gente aproveita melhor esse tipo de congresso, né? Então acho que é uma oportunidade ímpar, né, de você de repente tá com um caso que tá tirando seu sono e você ter oportunidade de encontrar tantas pessoas experientes juntas, né, e assim super de coração aberto, né, para olhar com você ali. Então se preparar, separa esse casinho, não deixa aquelas fotos todas perdidas lá, porque às vezes aqueles 5 minutinhos que você tem você consegue de repente discutir um caso com o Ken Nisha ou discutir um caso com o Federico Vélez.
Quer dizer, é uma oportunidade ímpar, né, que a gente tem de aprender. Com essas pessoas, além de obviamente os nossos mestres aí nacionais, né? Esse congresso que foi um sucesso, acho que todo mundo deu aí devolutivas excelentes pra gente, né? Fica um convite então para que todo mundo acompanhe, né, as ações aí do Centro Brasileiro de Estrabismo e da Sociedade Brasileira de Oftalmopediatria. O congresso é bianual, então a cada 2 anos, mas não quer dizer que a gente não trabalha aí nesse intervalo.
Né, então aí a gente tá sempre propondo e fazendo webinários, lives, discussão de caso dentro dos WhatsApps, ações educativas, e é importante que todo mundo participe, né. Agora no segundo semestre a gente vai ter a campanha ibero-americana de conscientização e prevenção de ambliopia, que tanto o CBE quanto o SBOP trabalham. O Federico Vélez fez um convite aí porque foi muito empolgante a participação brasileira no ano passado, para que que todo mundo possa participar e que esse ano homenageia um grande estratególogo brasileiro, que é o Dr.
Horta Barbosa. Fica o convite então, adesão nas nossas sociedades, né, porque a gente trabalha tanto e quer deixar muito conteúdo disponível e abertura, né, para ajudar todo mundo a performar melhor aí dentro da subespecialidade. E ser associado é ter acesso a tudo isso que a gente prepara e trabalha, os conteúdos, as aulas, os materiais e essas oportunidades de participação participação científica, né, Cris?
É isso, por trás de tudo, tudo isso que acontece nos bastidores tem muito trabalho de pessoas que se dedicam bastante ali para fazer acontecer não só o congresso, mas as sociedades no dia a dia deixar formas de aproximar o nosso convívio de especialistas e de tentar fazer melhor, né, uma prática melhor, práticas clínicas melhores no dia a dia, não só nos nossos congressos bianuais. Já aproveitando também para a gente agradecer aos mais de 700 inscritos.
Mais uma vez, esse CBOP foi recorde de público, e graças a vocês que acreditam que o congresso pode ser bom, acreditam no que tá sendo feito ali, gostam das subespecialidades. Então muito obrigada a todos que compareceram, se deslocaram e deixaram um pouquinho do seu tempo para aprender e nos ensinar oftalmopediatria e esterabismo. A todos os palestrantes que tiveram conosco, os moderadores os convidados internacionais, os autores de trabalhos e vídeos que também fizeram trabalhos muito bons, dedicaram tempo a escrever esse trabalho no congresso e apresentá-los pra gente, foi muito legal.
Principalmente os nossos parceiros, patrocinadores, é um congresso que a estrutura vai ficando robusta, então existe um investimento muito alto e sem os nossos patrocinadores isso não seria possível. Então a gente deixa um agradecimento enorme assim aos que acreditam na especialidade, e que estão junto e caminham junto com oftalmologia pediátrica e com estrabismo, a toda equipe organizadora, todos os prestadores de serviço. E aí eu vou deixar em nome da JDE para não ser injusta com ninguém.
A JDE é uma empresa que já é parceira nossa e que faz com maestria também a organização do congresso. Muito obrigada a todos os envolvidos. E dizer que o CBOP 2026 mostrou a força mesmo, né, da oftalmopediatria, do estrabismo no Brasil. A gente é um país que faz e tem agora uma representatividade muito grande dentro da oftalmologia, o estrabismo em oftalmopediatria. Essa integração com a América Latina e com o mundo de um modo geral é incrível, porque a gente consegue estar próximo e ver o que é feito, consegue com que eles percebam que a nossa oftalmologia pediátrica, nosso estrabismo é de muita qualidade e que a gente consegue oferecer tratamentos tão bons quanto qualquer ou outro lugar do mundo, né?
Que isso mostra o valor que tem a nossa comunidade científica. Então, acho que de tudo, o mais importante são os especialistas, o valor que tem esse encontro de pessoas interessadas no mesmo assunto, na mesma causa.
E é interessante, né, Cris? Porque uma das coisas que impressiona mais os convidados que vêm de fora é ver a pujança do interesse pela oftalmopediatria e estrabismo que a gente tem no país. Porque enquanto alguns países têm se debatido com uma escassez de egressos das faculdades e das residências querendo fazer oftalmologia pediátrica e estrabismo, aqui é ao contrário, né? A gente tem um interesse cada vez maior, pessoas que estão realmente interessadas em fazer uma oftalmopediatria de qualidade e o estrabismo de casos complexos, inclusive, né?
Não só aquele estrabismo básico que todo mundo acaba trabalhando. E é assim muito visível nisso como eles acham isso importante, né? E até levam isso e comentam com os amigos, com os colegas, falando que aqui a gente tem um mercado, né, e um interesse em crescimento, né, e não decrescendo. O congresso, né, Cris, terminou, mas a nossa conversa continua, os podcasts não só desse ciclo, mas agora em todo o conteúdo que a gente vai fazendo aí e deixando nas plataformas, o trabalho das sociedades, os grupos, as campanhas, e obviamente em todos os nossos próximos encontros, né, dos nossos tantos congressos que a gente tem aqui no Brasil. Então obrigada a todos e até o próximo CBOPE em 2028.
É isso aí, Ro. A gente fica com a obrigação e com, digamos, o desafio de manter a qualidade do congresso que se superou e vem se superando a cada edição. A gente vai ter que trabalhar muito para dar conta do recado, mas a gente tem gigantes por trás, né? Assim, a gente tá se apoia no ombro de gigantes. Então acho que tem tudo para ser um próximo congresso muito legal. 2028 tem congresso de novo e daqui para lá tem muito podcast, muita live, muito webinar e muito encontro para a gente fazer, continuar fazendo as nossas sociedades tão especiais, eu diria assim. Obrigada a todos.
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