98. Reflexões para começar 2026 com mais Propósito
Neste episódio conversamos com a Dra Eliane Mayumi Nakano sobre empreendedorismo, gestão de carreira, empoderamento feminino, finanças e várias reflexões para começar 2026 com mais propósito!
Materiais de Apoio:
SBOPCast 57. Como investir de forma segura e garantir sua aposentadoria?
SBOPCast 70. Como fazer seu consultório render mais e melhor?
- Educação financeira para médicosFormação do grupo TRIVE · Gestão de patrimônio pessoal · Investimentos financeiros · Conflito de interesse em assessorias financeiras
- Planejamento FuturoReflexão sobre objetivos profissionais · Clareza de metas no ano novo · Alinhamento entre propósito pessoal e profissional · Autenticidade como médico
- Planejamento de aposentadoriaCálculo de necessidade financeira · Meta de renda passiva · Deadline profissional do cirurgião · Idade ideal para aposentar
- Empoderamento feminino em medicinaMulheres em posição de poder · Conhecimento como ferramenta de empoderamento · Superação de barreiras de gênero · Sororidade profissional
- Manutenção do encanto e consistência profissionalLealdade a si mesmo · Fuga de modismos e trends · Atração de pacientes alinhados · Satisfação profissional baseada em valores
- Empreendedorismo médico e gestão de consultórioModelos de associação entre médicos · Estrutura societária de clínicas · Gestão de PJ vs pessoas físicas · Separação de contas (clínica e pessoal)
- Gestão de clínica: componentes essenciaisGestão de pessoas e RH · Gestão financeira e tributária · Conformidade jurídica e estrutura societária · Marketing e vendas · Processos operacionais
- Transformação do mercado de saúdeConsolidação em grandes grupos · Operadoras de saúde internalizando serviços · Redução de faturamento independente · Médico deixando de ser empresário
- Mulheres em oftalmopediatriaPor que mulheres escolhem a especialidade · Padrão de divisão de especialidades por gênero · Rentabilidade versus satisfação profissional · Instinto materno versus escolha consciente
- Força do trabalho coletivoPoder do trabalho em grupo · Soberba versus humildade profissional · Comunidade como suporte · Unidade na SBOP
- Inteligência Artificial e robótica em oftalmologiaImpacto na carreira de cirurgiões · Obsolescência profissional · Velocidade de tecnologia vs capacidade de acompanhamento · Deadline da vida útil cirúrgica
- Contexto econômico e estabilidade financeiraInstabilidade econômica brasileira · Eleição e impacto no consumo · Redução de demanda de pacientes · Incerteza sobre futuro do mercado
- Associação SBOP e comunidade oftalmológicaPapel da SBOP em unir profissionais · Divulgação de conhecimento · Crescimento da comunidade · Generosidade profissional
- Portfolio career e múltiplas paixõesCarreira diversificada além da medicina · Side hustle e projetos paralelos · Exploração de interesses posteriores · Exemplo de portfolio career
- Mentoria e InfluênciasMentoria informal e formal · Inspiração em pessoas que admira · Humildade de aprender sempre · Influência de mentor no sucesso
A SBOP é patrocinada por empresas que nos permitem manter nossas atividades de educação continuada. Neste episódio, teremos o apoio da Essilor. Essilor deseja divulgar o lançamento das lentes Stellast Sun, a versão solar para o controle da miopia. Essas lentes são úteis para crianças e adolescentes que já utilizam o Stellast para o tratamento do controle da miopia, pois permitem que ele se perpetue, mesmo em momentos de lazer.
como praia, piscina ou ambientes de alta luminosidade, garantindo conforto e proteção. Entre os diferenciais destacam-se o tratamento antireflexo Crisalsun X-Protect, que confere proteção UV400 contra raios solares. A mesma eficácia no controle da miopia das lentes Stellast transparentes.
Controle da miopia com seus pacientes. Olá, esse é o SBOPcast, o podcast da SBOP, que traz para vocês as novidades da oftalmpediatria em conversa com especialistas no formato de bate-papo. Eu sou Cristiane Rolim, atual presidente da SBOP, e trago hoje para vocês uma convidada muito especial para nós falarmos dos nossos planejamentos, dos nossos planos para 2026. Doutora Eliane Mayumi Nakano. Doutora Eliane é formada na Unicamp e ela fez a residência na Escola Paulista de Medicina,
Nós nos conhecemos já há algum tempo. A Eliane, na verdade, ela tem uma vida repleta de oftalmologia porque o pai dela foi meu professor. Professor Cozo Nakano. Um dos meus primeiros grand rounds discutidos na Escola Paulista foi orientada por ele. E depois disso, ela ficou muito tempo trabalhando e publicando sobre cirurgia refrativa. Muito me ajudou nessa área. E depois ela partiu para novos horizontes, fazendo novos cursos relacionados a business, a marketing
a gerenciamento e planejamento de carreira. Então, vamos falar um pouquinho sobre isso, como é que nós vamos planejar o nosso 2026. Bem-vinda! Obrigada, Cris. Um prazer estar aqui hoje com vocês e com toda a turma das VOP. Eliane, muito obrigada. Vou te chamar de Mayumi. Tá bom! Na verdade, é uma curiosidade, né? As pessoas na oftalmologia já não me conhecem como Eliane, porque desde o colegial as pessoas me chamam de Mayumi porque uns primos meus estavam no colégio comigo.
E quando a gente foi para a faculdade, amigos do colégio foram para a faculdade e continuaram me chamando de Mayumi. E quando eu fui para a residência, outros amigos do colégio também estavam já na Paulista, que me chamaram de Mayumi e profissionalmente virou Mayumi. Talvez eles nem saibam que o seu nome é Eliane. A gente não sabe falar, não combina. Não combina. Mas que bom que você está aqui, que prazer. Muito obrigada pela presença.
Obrigada. E a gente vai falar um pouquinho sobre esse tema que é um pouco fora da parte técnica da oftalmopediatria.
testes sobre gestão, planejamento financeiro, que é o número 57 e o número 70, que também fala de marketing e planejamento de carreira, mas eu acho que você tem muito para acrescentar sobre esse tema. Então, vamos começar contando como é que foi essa sua trajetória, como é que de oftalmologista, você continua oftalmologista, especialista em cirurgia refrativa, como é que você partiu para a área aí de entendimento de planejamento de carreira, planejamento, marketing, business? Na verdade, Cris, olha só, eu tive muita sorte quando eu comecei na carreira,
Eu tive bons o que hoje chamam de mentores, né? Então, na estrutura do consultório, quando eu montei, tinha uma pessoa que já vinha no histórico do Laser Santa Cruz, que tinha um olhar de business muito já mais maduro do que quando comparamos com clínicas predominantemente de médicos, que a gente vai fazendo aquela gestão, médicos, vai tocando. Inclusive, é um ponto bem importante, porque como é que geralmente os médicos compõem suas clínicas? Chama o melhor amigo da residência, o melhor amigo sei lá de onde,
vamos montar um consultório, vamos fazer uma sociedade. Aí juntam lá três, quatro amigos que não entendem o porquê que a gente precisa de sócio. E aí a gente reúne essas pessoas e montam lá uma PJ e vão tocando. E aí um cuida do financeiro, o outro cuida do sei lá o quê, e hoje a gente entende que uma maneira não, não vou dizer errada, mas talvez não a ideal. No meu caso, como eu já tinha essa pessoa que vinha do Santa Cruz, quando eu montei minha clínica,
Preceitos de gestão, eu incorporei de uma forma menos errada, né? Mais correta. Então, por exemplo, uma coisa básica. Médicos trabalham o dia inteiro. No final de semana, quanto que deu? Ah, deu tantos reais. Enfia na bolsa e vai embora. Então, mistura a conta da PJ com conta pessoa física. Mistura o dinheiro, mistura a entrada, mistura a saída. Ah, não é para fazer assim? Boa lá. Então, e isso, Cris, foi muito claro.
desde o começo. E, na verdade, o meu pai, que vinha daquele modelo antigo, daquela toda anotação da entrada naquele caderno comprido, paciente X, paciente X, né? Depois, ao longo do dia, deu tantos reais, passava o mundo da vida no final do dia e andava com um bolo de dinheiro na década de, até década de 90, era assim, né? Quando esse mesmo administrador virou doutor Gozo, a partir de hoje o senhor não leva um real do caixa no final do dia. Como assim?
da semana? Também não. É no final do mês apurado direitinho custos, impostos, a gente vê a produtividade do senhor e aí eu vou distribuir pro senhor. Meu pai, cara de costas, vou ficar pobre, não tenho mais dinheiro. Não é nada disso, doutor Cozo. É só uma organização. E eu comecei já com esse conceito muito direitinho. Então foi muito fácil entender algumas coisas de gestão porque pra mim foi natural. Eu não aprendi o modelo antigo. Muito bem. E isso eu tô falando de começo de ano
2000. Nós, muito acadêmicas, continuamos muito envolvidas na parte científica, na parte do embasamento, na sustentação do nosso conhecimento técnico. Isso é uma coisa interessante, Cris, porque a gente vê que os médicos, no geral, mais ainda se forem médicos ligados a instituições acadêmicas, a gente sabe muito, mas muito no nível de complexidade e profundidade de um assunto. Falaram, ah, médicos
são inteligentes, somos nisso aqui e muito profundo nisso aqui. Tudo em volta, o médico é ignorante. É verdade. E isso a gente vê muito agora, conversando um pouquinho de gestão. Então tá, isso também explica, não é causa e efeito, tá? Mas a gente vê muito uma correlação, olha a gente falando de correlação, muito acadêmico, né? De médicos que são extremos entendedores de um assunto técnico, mas que na esfera, inclusive da clínica, não sabem ganhar
dinheiro, perde muito dinheiro, não sabe gerir, não sabe fazer marketing. Por quê? Porque justamente cai na situação de temos extremos coincidões de um assunto e nada mais, se não for aquele assunto, o que é uma pena. Porque se a gente usasse essa capacidade de absorver conhecimento e aplicar em outras esferas, talvez hoje, quando o mundo requer que a gente seja técnico, sim, porque é técnica, é nosso conhecimento técnico,
sustenta a medicina que a gente faz. Mas se a gente tivesse esse conhecimento, não precisa ser tão profundo quanto isso aqui. Mas minimamente de a parte de gestão, né? Finanças, tributação, jurisprudência, comunicação. Puxa, talvez o nosso negócio enquanto carreira, profissão e até o que isso representa pra pessoa, a satisfação. E no final das contas, quanto que isso volta com relação a ganhos financeiros?
tivesse um pouquinho mais estruturado. Porque hoje a gente vê, né? O mundo está tão mais complexo, porque antigamente se tudo bem, na época dos nossos pais, enfia o dinheiro do bolso e pegava a escola da criança, pagava o supermercado de casa e estava tudo bem, porque o mundo era mais simples, talvez. Hoje está tudo tão amarrado que a gente não consegue mais fazer isso. Então, se o mundo ficou mais complexo, a gente devia estar mais preparado para acompanhar e surfar numa onda mínima,
melhor. Talvez até não fazer diretamente cada coisa, mas saber delegar para as pessoas corretas. Por exemplo, ter um excelente contador com quem você possa discutir, contar e saber do que está acontecendo e discutir com ele. Talvez um excelente advogado para te orientar. Não sei se você pensa dessa forma, mas acho que seria bem importante a gente ter, saber gerir e cobrar de uma equipe. Na verdade, que isso também o médico não aprende, trabalhar em grupo. Eu acho que isso é uma coisa bem interessante e bem difícil de a gente
se acostumar. Porque antes a gente sempre foi o pivô da situação, mas é muito importante você ter uma equipe, né? Pra que você possa deixá-lo trabalhar e saber o que ele tá fazendo e compreender e tomar decisões juntas, porque as coisas ficaram realmente muito mais complexas, né? A gente só sabe delegar, Cris, se a gente entende. Delegar por delegar é muito fácil, mas delegar sabendo o que a gente esperar desse profissional é outro assunto. E é mais ou menos por aí que apareceu, então, na história da carreira, né?
Então, teve um período que eu falei, ah, então tá bom, chega da parte acadêmica, né? A vida vai se desenrolando, vai acontecendo. E há três anos, no CIMASP, lá da Escola Paulista, a gente tava no corredor, porque aí é um congresso que a gente encontra pessoas de outras especialidades, né? Porque a gente tá lá todo mundo circulando, a turma da escola. Então, assim, na minha sub-área, a gente só participa da BRASCAR, na Catarata e Refrativa.
do estrabismo, e a turma das antigas, oi, tudo bem, como é que tá? E aí, três anos atrás, essa turma da nossa época se encontrou no corredor, e aí começou um assunto muito interessante, que é, meninas, como é que vocês estão em termos de investimento financeiro? Oi? Como esse investimento financeiro? Ah, sei lá, deixo tudo no meu assessor de investimento, né? Pra resumir essa história, a gente viu que a gente não conseguia nem gerir o próprio dinheiro. Sim. E a gente, com todo mundo com 50 anos, a gente pensou,
a gente tem mais de 25 anos de formada. Se a gente chegou nesse ponto, aos 50, onde a gente imaginou que teria algum patrimônio formado, depois de 25 anos, e todo mundo falando, ah, quero aposentar aos 60. Minha filha, se você não chegou aos 55 anos, depois de 25 anos, não juntou isso, mais 10 anos não vão ser suficientes para chegar no que você está considerando a aposentadoria, o perigo geral na nação. E aí começou o que hoje a gente chama de TRIVE.
de meninas da Escola Paulista de Medicina, todas oftalmos, decidimos, então, estudarmos essa questão do dinheiro. De uma forma muito assim, sem nenhum tabu, né? Muito claro, porque a gente entendeu também o que era o dinheiro. Não é dinheiro rico, não é? Não estou falando de ostentação, luxo, não. Dinheiro é necessário, né? E o dinheiro, no final das contas, e é uma coisa interessante, Cris,
de formas diferentes. Nós, mulheres, enxergando de uma forma muito mais, não vou dizer romântica, mas etérea, no sentido de o que o dinheiro significa para você? Enquanto que para homens, eles associam a carrão, a barco, e tá tudo bem, tá? Tá tudo bem. Nós, mulheres, numa enquete que a gente fez no nosso próprio grupo, a gente viu que o dinheiro para a gente significa liberdade, significa a gente poder ter tempo
fazer coisas que a gente gosta, com quem a gente ama. Mas, de novo, voltando ao pragmatismo, a gente queria saber como juntar mais dinheiro e como fazer esse dinheiro que a gente soou tanto pra acumular, multiplicar. Começou o nosso grupo. E a gente falou assim, então tá. Mas você que não faz nada na vida? Você que tem tempo aí, tá, né? Pra algum volatório de segunda-feira, né? Da reprativa. Tá aí coçando. Então você,
você organiza. Falei, ah, obrigada pelo não fazer nada na vida. Mas se a gente vai estudar isso aqui, tudo bem, eu me comprometo. Mas tem que estar todo mundo aqui. Toda semana eu vou chamar alguém do mercado, da vida, sei lá, né? Pra trazer conhecimento pra gente. E a gente vai se reunir toda semana. Tá bom, tá bom. E assim começou. Ah, que legal. Então é um grupo que se reúne formalmente. Com uma consistência, porque assim, a gente também descobriu que consistência que traz resultado. Se você, em tudo
vida. Eu tenho certeza. É persistência, consistência, perseverança, é um long run. Não é no short run, é no long run. Então, é isso que a gente entendeu e a gente se comprometeu. Então, tá, vamos estudar, vamos estudar sério. Nesse momento, muita gente usava mesmo orientadores financeiros de instituições, que é uma grande roubada, né? Sem entender. Sem entender. E aí a pessoa faz o que quer com o seu dinheiro, né? De novo, você comentou que é importante na estrutura do consultório a gente ter o assessor
jurídico, o contador, o cara do marketing. Mas se a gente não entende de delegar cegamente, a gente não sabe que resultado que vai ter. Aí, qual que é o resultado? Ah, tá bom. Porque a gente não sabe que poderia ser melhor. Então, até pra delegar... Ou até não visualiza o que tá sendo ruim, né? A gente vê muito, assim, eu mesma passei por questões de delegar pra um gerenciador financeiro e a pessoa faz uma coisa aqui e outra ali que você nem sabe, né? Você nem sabe que COI pode estar com outros nomes, né? Exato, exato.
E, na verdade, às vezes tem um conflito de interesse por trás e a gente não sabia nada disso até começar a estudar. O que é a Thrive? São reuniões onde a gente quer ganhar o quê? Conhecimento. Num grupo muito característico. Tem algumas dores, são muito características de um grupo quando a gente tem uma homogeneidade. Então, começou com mulheres, 50 anos, maioria mães, maioria casadas, muita com outros médicos.
Então, se a gente for ver, não é nada randômico, não. E a sua dor vira a minha dor. Porque o que você fala, fala, em casa também. Nossa, meu marido também. Nossa, minha clínica também. E aí, acaba que a experiência de uma vira um bypass para a solução de outra. E a gente tendo um grupo fechado, a gente também se desarma para poder falar de perrengues reais. E aí, uma ajuda a outra. Então, não é que a Mayumi traz a solução. Não.
traz a solução. Esse conhecimento roda. Então, isso que foi legal, e é diferente de qualquer outro grupo, já de grupo de, sei lá, mentoria, consultoria, existe um monte hoje, né? Quando um grupo surge de uma forma espontânea, de uma forma que é da dor para a solução, criado pelas médicas, por médicas, para médicas, se torna muito autêntico, Cris. Então, essa é a diferença do nosso grupo. E aí, o que era só de oftalma,
posso chamar uma amiga que é dermato? Posso chamar uma amiga que é cardio? Posso chamar outra que é cirurgia? Claro que pode. Claro que pode. E aí, por isso que do nome também começou Thrive. Thrive significa florescer, prosperar. E a gente colocou um I no Thrive, que era só de futalmo. A gente falou, não faz mais sentido. A gente voltou com o inglês original de Thrive. E hoje a gente tem plugado aí mais de 400 médicas. Nossa. Do Brasil inteiro. Que interessante. De várias especialidades.
Realmente uma viu que serviu pra mim. É tão legal. Não tenho por que não chamar minha amiga de turma que fez otorrino, que fez pediatria, que fez cardio. E você vê alguma particularidade no grupo de oftalmopediatria que a gente pudesse falar em especial? Alguma coisa de diferente? Porque a especialidade da oftalmopediatria é muito mais clínica do que cirúrgica, né? As pessoas fazem estrabismo, alguns fazem a subespecialidade, mas tem muita gente que atende só a parte de consultas mesmo, né? O que talvez traga aí mais...
talvez dificuldade de administrar as entradas, porque as saídas são grandes para qualquer consultório, né? Então, eu acho que isso é uma coisa interessante também desse grupo particular. A oftalmopediatria sempre foi um grupo com menos dinheiro. Inclusive, a SBOP era uma sociedade muito pequena. A gente veio vivendo aí uma mudança agora com a chegada de alguns tratamentos que podem trazer um incremento para o grupo e também aumentou a possibilidade de tratamento do grupo, né?
mas é uma especialidade muito clínica. Então, eu não sei se no teu grupo existe uma diferenciação em relação a isso. Uma pergunta que eu vou fazer, Cris, e eu vou chegar no porquê, né? Geralmente, quem faz oftalmopediatria, ela não está sozinha numa clínica. Ela está associada a outros colegas de outras especialidades médicas ou dentro da oftalmologia, um outro sócio que faz uma especialidade mais rentável do que a oftalmopediatria. A minha pergunta é por que as mulheres
vão para oftalmopediatria. Vamos falar que tem alguns homens também. Ah, sim. Eu conheço queridíssimos, adoro de paixão, eu sei de pessoas da escola também, que eu gosto muito, estão no meu coração. Mas na Criança de Maria, como você comentou, 80% das associadas da sociedade são mulheres. E na clínica, quem faz oftalmopediatria? Geralmente é a mulher. Ou a esposa de um outro sócio, ou uma colega. A pergunta é por quê? Pois é, por quê, né? Eu não sei.
lidar com criança não é uma coisa simples. A gente tem que aprender, tem que ter um know-how, tem dicas, tem caminhos, tem que saber um pouquinho de psicologia, comportamental. É diferente de examinar um adulto. Você não precisa tanto dessas coisas com adulto ou com idoso. Então, eu acho que isso é um caminho, né? Outra coisa é isso, assim, a pessoa que vai saber que entra pra uma especialidade menos rentável, né? Se ela for atuar só na parte clínica. Eu tenho colegas que são muito bem-sucedidas financeiramente,
muito, que acharam o caminho de fazer o seu consultório receber muitos encaminhamentos e também de direcionar cirurgias de uma maneira que torne mais efetivo e rentável. Então, eu acho que talvez o conceito básico das pessoas procurarem no primeiro momento pudesse ser como uma especialidade meio secundária, tipo, ah, ninguém quer fazer criança, então eu vou fazer. Mas também eu vejo muita gente que faz porque gosta e achou um caminho que seja, de fato,
interessante pra ela, né? Eu mesma no glaucoma, eu me lembro desde o começo, quando eu comecei a fazer, né? Meu caminho, eu sempre tive os meus amigos do glaucoma que falavam, você não pode ficar fazendo só criança, senão vão achar que você só faz criança. E tem alguns colegas hoje em dia que acham que eu só faço criança. E eu confesso que, assim, eu atendo muito adulto também e gosto e de fato, assim, é mais trabalhoso atender criança.
Por que que eu escolhi isso? Não sei, acho que isso me escolheu. Eu não pensei nisso ativamente, assim. Talvez seja um propósito.
Talvez, Cris, inconscientemente, até porque nós temos realmente esse instituto maternal, né? E também tem uma questão histórica aí da sociedade. Nossa sociedade ainda é moldada muito em papéis. Homens e mulheres têm papéis diferentes e tá tudo bem, Cris. Tá tudo bem. Nós somos mães, né? Nós somos mulheres, nós somos esposas, enfim. Mas acaba que, por exemplo, né? Eu vejo muito colegas assim. Ah, o marido e a mulher são oftalmos.
Ah, você então, vamos dividir e conquistar. Você fica com as crianças, porque é natural, né? Você ficar com criança. E eu fico com catarata, com refrativa, com coisa mais de homem, cirurgia. Retina, né? Hum, é... Cozado, ninguém mandou, mas é muito um padrão que eu enxergo muito. Só que o que acontece, Cris, que eu vejo muito, né? Chega na nossa idade, né? As coisas mudam um pouquinho. Os meninos já estão grandes, estão rendendo de casa.
e falam assim, tá, what now? Eu quero voltar, eu quero voltar talvez no último gás. Isso que moveu muitas das mulheres do grupo ao perceberem que depois de 25 anos de profissão, não chegamos lá, então eu tenho mais 10 anos pra o sprint final. Então vamos, é agora. Eu não tenho mais criança pra ver, tô full time aqui, então é agora. Tá, mas eu falava, por que que eu estou nessa subespecialidade? Por que que
por que que eu parei onde eu parei? E aí, o que que acontece, né? Voltando a falar de dinheiro. Não tem certo ou errado também. O dinheiro, quem sempre geriu, até por causa da nossa, né? No inconsciente de que, ah, os nossos maridos cuidam da gente, né? Se o nosso marido é o nosso sócio e ele cuida de mim também na clínica, então é ele que vê todas as contas, ele que paga, ele que tá à frente da gestão. Ah, é chato mesmo. Então, ele toma conta e acaba que, por tudo isso que eu comentei,
A mulher não tem ideia de quanto ela fatura, não tem ideia de quanto ela já contribuiu com o patrimônio da família, dela mesma, e acaba que ela fica um pouco sem chão e começa a se questionar. Tem um diagrama que eu gosto bastante, que se chama Diagrama de Ishikawa. O Diagrama de Ishikawa foi desenvolvido por um engenheiro da Toyota na década de 60, lá no Japão, onde na linha de produção haviam carros de um lote que estavam com defeito.
eles tinham que ter um raciocínio sistemático para a busca da causa desse defeito. A gente sabe que tem um defeito aqui. Então, nosso objetivo é chegar aqui na cabeça do peixe, que é o defeito. E aí, ele começou a destrinchar osso por osso do peixinho para saber onde estaria o problema. Então, se é suspensão, se é motor, se é pintura, se é pneu. Então, na gestão nossa da clínica, nosso problema qual que era?
Ah, no final das contas, a gente quer dinheiro. Não foi? A dor inicial. Tá, mas pra nosso dinheiro chegar no nosso bolso, da onde vem? Da nossa PJ? Pra PJ ser rica, o que que a gente tem que, então, estudar? Fora, não tô falando da medicina. Eu tô assumindo que todo mundo sabe muito bem medicina, tá? O produto medicina, a gente domina. Domina. Tá. Mas, pra PJ ser rica, então, tem que saber de a parte de gestão de pessoas, gestão de pessoas,
paciente. Gestão de pessoas, RH, nosso time, nossa equipe, gestão nossa mesma, né? Saber, conhecermos nós enquanto os sócios e você enquanto a médica que faz parte da sociedade, da equipe médica, enfim. Depois, gestão da clínica em si, a parte financeira, a parte tributária, vendas, a gente não sabe vender, né? Marketing que tá ligado a vendas. Depois aqui, né? A parte dos liabilities. Então, saber de
de consentimento, nossas penalidades jurídicas de RH, de estrutura societário, a gente não sabe nada disso. Então, ah, temos que saber. Ah, a gente tem que saber também a parte aqui dos operacionais. Então, que inés, que inés, sei lá o que, essa parte chata de manual operacional, não sabemos nada. Então, tá, temos que saber. Saber se a clínica, então, ela é assim, redirecionamento também, porque às vezes você está indo com uma empresa num direcionamento,
E às vezes a gente tem que redirecionar. Então, de quanto em quanto tempo a gente tem que fazer uma reunião dos sócios, como uma visão de empresa, para onde a gente tem que caminhar. Então, tudo isso a gente começou a destrinjar. E esse grupo começou a estudar cada um desses ossinhos. Ah, que legal. Então, a gente tem uma meta, o objetivo, como fazer, qual as pessoas envolvidas e cada ossinho. Então, durante esses três anos, eu trouxe várias pessoas de diversos ramos que completavam isso aqui.
E aí as médicas, pô, o que eu queria saber só de investimentos financeiros, descobriu que investimento financeiro, a gestão do patrimônio, é o final do final da cadeia. Então o dinheiro que entrou efetivamente no nosso bolso, como a gente multiplicar? Tudo isso tava bagunça? Nunca o dinheiro vai chegar no seu bolso. E talvez não chegou depois de 25 anos, porque realmente tava uma bagunça. E aí, o que aconteceu? Voltando àquela negócio das médicas mulheres, do porquê que fazem, por exemplo, pediatria. Pô, sei tanto agora, né?
Nossa, estudei tanto. Conheço tanto agora. Agora vou mudar a clínica. Agora sei. Vou, vou, vou. Vamos lá. E aí, qual a barreira que encontra? Os outros sócios falam. O que você manja? Você só faz oftalmopediatria. Existem barreiras ditas e não ditas. Sim, né? Que por que eu mantive nosso grupo só de mulheres? Porque só a gente sente. E a gente acha num grupo que uma apoia a outra.
A gente se fortalecer pra poder criar uma maneira de, puxa, vencer essas barreiras. Porque a mesma barreira que você sente, talvez eu sinta na minha clínica. A fulana também tem sócios homens e que ela se viu nessa situação. Puxa, ela tá tão poderosa agora. E isso que eu chamo de empoderamento feminino. Não é, ai, militância. Não é. Longe disso. O empoderamento verdadeiro é você ter a capacidade de ter conseguido tanto conhecimento.
Você hoje está tão mais poderosa porque você extrapolou o conhecimento técnico. Você está mais completa. Aí você está super poderosa. Você está segura, cheia de si. Isso te também dá substância para você saber exatamente para onde você quer levar a sua jornada de vida. Como um todo. Não é só na clínica. É muito pouco. É tantas outras coisas que a gente pode fazer nessa vida. Meu Deus! E se você tem um conhecimento aqui,
pode jogar pra qualquer lado. Hoje a gente não quer mais ser seu oftalmologista. Tá tudo bem? Isso eu falei uma vez pros nossos residentes lá, nossos estagiários, né? Meninos, vocês têm que saber quando é que vocês vão aposentar. Doutora, prof, a gente nem começou a trabalhar ainda, o que você já tá falando de aposentar? Lembrem que oftalmologia é uma especialidade clínico-cirúrgica. E tem vida curta, né? E vocês vão competir com robôs que não tremem, que fazem uma hex perfeita, né?
levanta um flap perfeitamente. Então, se você saiba que você tem deadline, essa clareza, Cris, esse deadline é uma coisa que eu acho que falta no médico. Muito, falta muito. A gente não pensa. E a especialidade cirúrgica requer que você pense, sim, no deadline. Claro que tem exceções, né? Tem o professor Tadeu Civintal, que ainda opera e opera muito bem. Mas a grande maioria, eu acredito que a nossa vida útil como cirurgião vai até uns 75, no máximo.
Depende da área, né? Talvez cirurgia retrativa um pouco menos, catarata menos, mas estrabismo talvez um pouco mais, mas de qualquer forma, eu acho que você pode até atender a clínica, mas cansa também fisicamente, né? E Cris, eu acho que muito menos, sabe por quê? Vamos contextualizar agora na era da AI, né? A era da robótica. Então, se nossa especialidade é clínico-cirúrgica, a gente, a velocidade, e isso eu vejo
também, um pouquinho de fomo, fear of missing out, ansiedade, porque assim, quando a gente tá lá, vendo uma tomografia corneana, discutindo indicação, indicação, critérios, índices, tá, tá, tá, tá, tá. Ai, porque aqui, não sei, né? Terex, né? Várias outras coisas, métricas, tecnologias novas pra você analisar se indica ou não indica cirurgia. Cris, é muito comum colegas não tão velhos assim, já não acompanham
mais. E aí vem um AI, um robô, fala, indica, não indica. Então, se por um lado é bom que serve de uma muleta, o outro lado é individualmente, you have passed your time. E isso faz com que, então, se intelectualmente o médico já vai ser, não dá mais 70 anos, não dá mais 80 anos, não acompanha o desenvolvimento da tecnologia na clínica e na cirúrgica, a pessoa começa também.
Então, quando eu falei para os meninos, olha, vocês pensem quando vocês vão aposentar essa clareza chocante. Sim, ainda mais para um jovem, né? Começando a carreira. Exatamente o que eles falaram. Na altura, a gente nem começou que está falando de aposentar. Mas é porque isso, por um lado, é chocante, é muito bom. Quanto mais pragmatismo, muito mais lucidez você tem de tudo que você faz na sua vida, você se programa, você se planeja. E aí, vamos supor,
com 70, 80 meses. 70 anos. Eu quero aposentar antes, tá, Cris? Não presto mais para oftalmologia. Qual é a minha próxima paixão? Sim. What next? E isso, eu acho que vai floreando a sua vida porque, assim, tem um termo bem legal que chama portfolio career. E não career, necessariamente, para ganhar dinheiro. Pode, então, ser um bico, um side hustle. Pode virar uma profissão sua do futuro. Mas, assim, de repente,
Remo, você vira uma coach de Remo. Portfolio Career. Doutora Cristiane Rolinho. Agora é, né? A aventura de Remo. Não é? Então, a gente não sabe que portas podem se abrir na vida se você não tem esse olhar da paixão e se permitir ter vários dessas paixões na vida. É muito triste você chegar aos 100 anos e morrer no caixão, tá? O que você fez, Mayumi? Só para o faco. Refrativa, nada mais. Só isso? Coitadinha!
Muito pobre, né? Não é pobreza monetária. É pobreza de puxa vida. Então, isso a gente fomenta muito no grupo também, Cris. E esse olhar, talvez nós mulheres, tenham um pouquinho mais de flexibilidade. Não é palavra, mas assim, de abertura pra enxergar. E falar, pô, legal. Posso me permitir? Claro, você deve se permitir. Mas pra isso tem que ter um planejamento. Porque senão,
porque a sua carreira é uma carreira médica. Aí eu vou pedir uma dica. Como é que você... A que conclusões vocês chegaram nesses três anos? Dá uma palhinha para a gente. Como que a gente faz para calcular para se aposentar? Assim, na verdade, é uma conta ao contrário, né? Então, quanto que você precisa para você manter um padrão de vida que você deseja? Vamos supor, você não tem mais receita nenhuma. Você vai viver de renda das suas aplicações, dos seus investimentos. Para quanto você precisa?
R$ 20 mil, R$ 50 mil. Cada um é cada um. E não tem certo ou errado. A partir daí, você vê quanto você já acumulou até agora os 50 e poucos anos. E aí, você vai fazer uma... Traçar uma meta de ganho, né? Junto com a estratégia de um planning financeiro pra você. Com o que você já juntou? Com o que você vai ganhar? Chegar numa meta que você vai tirar... Exemplo, tá? R$ 20 mil em pins. Aqui.
E aí, ok, quando você, vamos supor, você vai aposentar uns 60 e pouco, que é a meta, é curioso, né? É uma pergunta que a gente fez para as meninas. Com quantos anos você quer aposentar? Ah, 60, 60 e pouco, tá bom. Então tá, 60, 60 e pouco, você vai aposentar com isso? Então você faz essa conta inversa. E aí, você vai, sem consumir o principal, vivendo só de renda. Quando chegar aos 80 anos, bom, acho que não vou mais viver 50 anos, né?
você pode começar a abusar mais e começar também a comer um pouco do principal. Se é que você não quer deixar a herança. E também, cada um é cada um. Tem meninas que querem deixar a herança para seus filhos. A menina foi, quer saber? Eu ralei um monte para chegar até que eles que dêem os seus pulos. Sim, sim, sim. Cada um é cada um. Isso é um hábito brasileiro. Fora do país não tem muita herança. Então, isso é uma coisa a se pensar mesmo. Talvez não seja tão moderno deixar grandes heranças como foi no passado,
param muito com isso, talvez nossos filhos vão conseguir também pensar no sustento deles ao longo do tempo, né? Mas para o pessoal jovem, vamos deixar uma mensagem para eles, então, uma mensagem de gestão, de propósito. Vamos falar como é que você enxerga agora que você tem essa maturidade, essa experiência aí com a evolução do trabalho médico ao longo do tempo. Vamos deixar uma mensagem para os nossos jovens e médicos que ainda não chegaram na nossa fase de vida.
Olha, que isso, assim, na verdade, tem uma coisa bem filosófica agora, né? A gente vê que tem uma outra questão, né? Fazer a medicina no cenário que a gente está agora é muito diferente de quando a gente começou, né? Então, tem toda uma questão de movimento dos grandes grupos de saúde, sobretudo na oftalmologia, né? Os planos de saúde também estão mudando. Então, tem os grandes grupos, tem os planos de saúde, estão lá no Médico, Bradesco e tudo mais. Mesmo na Unimed, lá no interior,
Outras cidades que a Unimed é muito forte, eles estão fazendo o seu conglomerado para internalizar tudo. É o que os grupos estão fazendo. Então, o que era um cenário até de como a gente fazer atividade está mudando. E também faz com que o movimento dos pacientes também comecem a migrar. Eu fiz um levantamento no meu grupo e a pergunta foi, você sentiu, uma pergunta simples, você sentiu que o faturamento nos últimos tantos meses
ao que era antes, aumentou ou diminuiu? Mais de 60% falou que diminuiu. E eu acho que isso é muito reflexo desse movimento de grandes grupos e operadores de saúde. Talvez o médico não continue sendo empresário, né? Na verdade, a gente está muito à merce de fatores que a gente não consegue controlar. Sim. Gestor da própria vida, mas talvez não gestor do grande negócio, né? A gente é muito pequeno frente a esses monstros que
no movimento do mercado. Tem uma questão econômica também. Então, por vários motivos, aí, nossa economia talvez não esteja pontualmente nesse momento está meio instável. A gente tem eleição ano que vem, né? Então, as pessoas, no geral, estão se sentindo mais pobres. As pessoas, pacientes, estão segurando dinheiro. O fato é que a gente não sabe como é que vai ficar isso daqui 5, 10, 20 anos. Quando os mais novos estiverem mais fortes aí, aonde eu quero chegar? Tem um padrão que observa
É mais silente. Essas nuances do mercado, nuances externas e tal. Aquele médico que é muito leal a si. É muito, assim, primeiro, muito autoconfiante na medicina que ele se fortaleceu, se embasou, se preparou, se preparou, adquiriu. Muito leal a si, o seu propósito pessoal. E não fica nesses modismos, né? Porque a gente vê, ainda mais agora,
na era da rede social, de muitas modas, né? Aquele que não se deixa levar a essas modas. Eu vejo, então, gerações mais velhas, pessoas da nossa geração, pessoas mais novas, aqueles que são os mais leais, eles são os mais autênticos, porque a sua lealdade a si, né? E você extrapolar na sua comunicação o que você, de fato, é, você vai sempre atrair aquele paciente certo, que você quer, que você deseja, você cativa,
você, você valoriza. Então, essa autenticidade é uma coisa que eu falo pros homens. Seja você. Não vai ser fácil, tem momentos difíceis, igual a gente tá vivendo agora um momento difícil, mas sempre vai ter uma esperança e mais do que isso, vai manter a chama acesa do que faz você feliz todos os dias. Porque nada mais triste, nada mais desanimador você fazer uma coisa que você não gosta, que você não acredita,
não é você. Você faz oito horas por dia ou mais, né? Não é? Pode ser que você não esteja numa fase boa em termos de retorno, sei lá, tem outro fator. Mas se você faz aquilo que você realmente acredita, o amor que você gosta, isso pelo menos se segura. E vai, vai vir um momento bom. Esse tal do propósito, talvez seja isso aí. E talvez a gente enxergue isso muito claro. Agora, aos cinquenta e poucos anos. E os mais novos, talvez enxerguem.
mas se eles enxergarem... E exercerem. Exercerem, né? Se a gente pensar em vida, por que a gente está vivo? Que história você quer cantar no futuro? Isso faz sentido. É bem filosófico, sabe, Cris? E outra coisa que eu falo muito, eu acredito muito, porque eu tive muitas pessoas que foram referências. Mentores. Mentores. E muito antes dessa moda de mentorship, né? Mentores que me inspiraram muito.
Então, você sempre olhar pra cima e se espelhar, se inspirar naquelas pessoas que você verdadeiramente admira, é uma coisa assim, né? E até essa humildade de falar, eu sempre tenho coisa que aprender, né? E você ter essas pessoas certas, então a vida é feita de referências. E tem uma última coisa que parece que, ah, todo mundo fala isso. Gente, a gente é mais forte quando a gente tá em bando. E não sei em que momento o ser humano achou que ele sozinho,
soberba infinita, né? Achou que fosse vencer a batalha sozinho. Não. E a gente vê muitos exemplos de pessoas brilhantes, né? Colegas dentro da medicina ou fora da medicina, pessoas extraordinárias. Mas no momento enfraquejadas porque estavam sozinhos e achavam que estavam em conta. E todo mundo queria olhar pra baixo, né? Então essa soberba é um matabuco. Sim, sim. Será que as pessoas entendem que é um matabuco? Acho que ainda existe.
Por isso que a gente está junto na SBOP. A sociedade, eu acho que nos faz ficar mais juntos e mais fortes. E a gente fala de várias coisas diferentes e certamente a gente está sempre agregando informação, conhecimento. E eu acho que assim, a nossa conversa foi excelente para a gente falar de coisas diferentes e que inspiram mesmo. E que acho que isso é excelente para a gente começar esse 2026 com novas ideias, novas inspirações, nos preparando para as ondas que vão chegar e vão.
E juntos a gente fica mais forte. E sabe, Cris, eu queria te parabenizar. Porque, na verdade, o que você faz é extraordinário. Não só para espalhamento do conhecimento, né? E para unir as pessoas. Mas para mostrar que o ser humano, ele é mais genioso do que a gente imagina. Eu não conheço ninguém que vai falar não para alguém que venha até alguém que sabe mais. Que está aqui, né? Com esse bom coração. E vai falar assim, Cris, né?
Pode me ajudar. Você me ensina tal negócio. Você me dá uma dica. O ser humano, ele é generoso. E quando a gente, na sua posição, alguém vê como as pessoas estão vindo através do seu canal, dessa iniciativa maravilhosa, é porque sabem que você está aqui para estender a mão. Não importa quem. Então, você é o retrato. Você é a personificação da generosidade. Isso é fantástico, sabe? Então, eu estou de parabéns. Obrigada. É uma honra estar aqui.
o prazer é todo meu a gente tem se esforçado pra divulgar pra fazer crescer e a gente tá junto nessa, eu acho que quem vem aqui é porque também é generoso, muito generoso se você gostou, curta compartilhe, nós estamos nas principais plataformas de áudio e agora também no Youtube
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