Rebelião escrava no Brasil - Parte I
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Sociedade, economia,rebeliões na época dosmalês Há ainda muito que se aprender a respeito dos grupos eclasses sociais que compunham a Bahia do século XIX. Umacoisa, porém, é certa: não podemos discutir a historia desseperíodo baseados num modelo de sociedade que se limite apenas aos senhores de engenho e de escravos, de um lado (e emcima), e de outro (e embaixo) os próprios escravos. Esta é umavisão extremamente simplista, mesmo quando se reconhecequase de favor a existência de outras categorias sociais.É verdade que os senhores de engenho eram proprietáriose controlavam em seus aspectos essenciais os principais meiosde produção da sociedade e, não só por isso, mas por seuimenso poder social, político e simbólico, eles representavama classe dominante por excelência. Fora todo o exagero que amitologia senhorial, e depois historiográfica, produziu parasuperdimensionar a onipotência do senhor de engenho, esteainda persiste como figura de grande poder.É também verdade que os escravos formavam a principalcategoria-de trabalhadores, eram subordinados política, social e economicamente aos senhores, e por isso, inclusive porseu peso numérico, pode-se dizer que constituíam a principalclasse subordinada da Bahia na época. Por essa razão, qualquer análise terá de levar em conta o fato de que as relaçõessenhor/escravo constituíam a matriz estruturadora da sociedade e da economia. No entanto, esse paradigma elementaraparece na história numa variedade de formas e significados.