PD&I e Engenharia de Software no EASY UFAL: Uma Conversa com Márcio Ribeiro (UFAL)
Neste episódio do Fronteiras da Engenharia de Software, o professor Adolfo Neto e a professora Maria Claudia Emer (ambos do PPGCA UTFPR Curitiba) entrevistaram Márcio Ribeiro, professor na Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e um dos coordenadores do EASY UFAL.
O foco principal da conversa foi a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação (PD&I) no EASY UFAL. Perguntamos a Márcio:
O que é e o que faz o EASY?
Quais são os projetos de impacto social do EASY?
Como o EASY usa leis de incentivo (Lei da Informática, Embrapii e Lei do Bem)?
Quais são alguns dos pesquisadores envolvidos com o Easy? O que fazem?
Como a IA está sendo inserida nesse universo de PD&I?
Como é trabalhar no Easy?
Como pesquisadores, professores e alunos de outras instituições podem participar e colaborar com pesquisas do EASY?
No final, Márcio respondeu mais uma vez nossa clássica pergunta: Qual é a próxima fronteira da engenharia de software?
Páginas de Márcio Ribeiro e do EASY UFAL:
Página de Márcio Ribeiro
https://sites.google.com/a/ic.ufal.br/marcio/home
Easy UFAL https://easy.ufal.br/
Easy no Linkedin https://www.linkedin.com/company/centro-de-pesquisa-easy/
Vagas para bolsistas https://easy.ufal.br/chamadas
Márcio Ribeiro (UFAL) é o Pesquisador Homenageado pela CEES em 2026: https://dev.to/fronteirases/marcio-ribeiro-ufal-e-o-pesquisador-homenageado-pela-cees-em-2026-eoc
Pesquisador é escolhido como homenageado nacional da Engenharia de Software em 2026
https://comissoes.sbc.org.br/ce-es/homenageados.php?lang=pt-br https://correiodosmunicipios-al.com.br/geral/2026/05/09/187807-pesquisador-e-escolhido-como-homenageado-nacional-da-engenharia-de-software-em-2026
Demais links mencionados:
Daniel Lim-Apo https://www.linkedin.com/in/daniellimapo/?locale=pt
CBSOFT 2026: https://cbsoft.sbc.org.br/2026/
SBQS 2026: https://sbqs.sbc.org.br/2026/index.php/pt/
Episódio anterior com Márcio Ribeiro:https://www.youtube.com/watch?v=oSKRygbM3iU
Site Oficial do Podcast: https://fronteirases.github.io/
O Fronteiras da Engenharia de Software faz parte da Rede Emílias de Podcasts: https://fronteirases.github.io/redeemilias, vinculada ao Programa de Extensão Emílias: Armação em Bits.
- Projetos de Impacto Social EASY UFAL· SociedadeNúcleo de Telessaúde de Alagoas·Redução de mortalidade infantil e materna·Plataforma Nacional da População em Situação de Rua·Residências no Judiciário brasileiro·Calculadora de aposentadoria
- Próxima Fronteira da Engenharia de Software· TecnologiaManutenção de software gerado por IA·Testabilidade e manutenibilidade de código IA·Conexão de módulos IA com módulos humanos·Inteligência Artificial
- Homenagem CBSoft· TecnologiaPesquisador Homenageado pela CEES·Senso de responsabilidade ampliado·Lista de homenageados anteriores (Carlos Lucena, Silvio Meira)·Contribuição para a indústria e sociedade brasileira
- EASY UFAL Pesquisa e Inovação· TecnologiaCentro de Pesquisa em Engenharia de Sistemas·Projetos de Desenvolvimento e Inovação·Pesquisa acadêmica e aplicada·Colaboração com empresas e órgãos públicos
- Inteligencia Artificial e PDI· TecnologiaFormação de alunos com IA·Questões éticas da IA·Impacto ambiental de LLMs·Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA)
- Leis de Incentivo e Financiamento· EconomiaLei da Informática·Projeto Softex MCTI·Tecnologia RFID·Embrapi
- Pesquisadores e Equipe EASY UFAL· EducacaoCoordenação Geral (Grupo do Bem)·Professores colaboradores (Saúde, Direito, Ciências Sociais)·Alunos de graduação e pós-graduação·Profissionais gerentes de projeto
- Trabalhar no EASY UFAL· EducacaoAmbiente de trabalho leve e colaborativo·Modelo de trabalho híbrido·Oportunidades de pesquisa e publicação·Construção de prédio específico para o EASY
- Colaboração com Instituições· SociedadeContato via e-mail e formulário de talentos·Edital aberto para bolsas de pesquisa·easy.ufal.br/chamadas
Nós criamos uma ferramenta que detecta se uma grávida é de alto risco ou não. E aí eu fico muito feliz, Adolfo, em falar que recentemente nós salvamos, literalmente nós salvamos a vida de uma grávida e de seu bebê através da nossa calculadora, que identificou o problema e ela foi trazida a Maceió para os devidos tratamentos. E o nosso médico foi muito claro, ela corria risco de morrer, ela e o bebê.
Olá pessoal, eu sou Adolfo Neto, professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, UTFPR, campus Curitiba, e este é mais um episódio do Fronteiras da Engenharia de Software, um podcast para refletir sobre o presente e o futuro da nossa área. Estou aqui mais uma vez com a professora Maria Cláudia Emer, coordenadora do Emílias Armação em Bits, que é o programa de extensão do qual faz parte a Rede Emílias de podcasts, e também é da UTFPR Curitiba, do PPGCA, o nosso programa de pós-graduação em Computação Aplicada. Tudo bem, Maria Cláudia?
Tudo bem, Adolfo.
Tudo jóia. Então vamos começar dando as boas-vindas ao nosso entrevistado de hoje, o professor Márcio Ribeiro, professor do Instituto de Computação da Universidade Federal de Alagoas, onde eu me formei, fiz graduação, e coordenador do Centro de Pesquisa em Engenharia de Sistemas Wise. Tudo bem, Márcio? Obrigado por ter aceito o nosso convite.
Olá, Adolfo, tudo bem? Prazer estar aqui novamente com vocês, né, aqui no Fronteiras. Muito obrigado pelo convite, Adolfo, Maria Cláudia. Estou aqui às ordens para a gente conversar um pouquinho sobre o Wise. Muito obrigado mais uma vez.
Muito bom, Márcio. Então a nossa ideia é falar um pouquinho a respeito do Wise hoje para que as pessoas conheçam mais sobre essas pesquisas que são feitas ali, né? Então você pode começar explicando para gente o que é e o que faz no WISE?
Muito bem, é o WISE, né, o Centro de Pesquisa em Engenharia e Sistemas. Ele é um centro de pesquisa vinculado à Universidade Federal de Alagoas, a UFAL, e o WISE possui hoje mais de 10 anos de existência, né, no contexto de execução de pesquisas acadêmicas, de pesquisas aplicadas com empresas, com órgãos públicos. E hoje nós temos 150 pesquisadores que trabalham conosco, né, são 150 pessoas envolvidas aí. E o mais interessante é que às vezes quando as pessoas ouvem que é um centro de tecnologia, de inovação, coisa do tipo, as pessoas acham que só tem pessoas em computação, quando na verdade a gente já tem é uma gama de profissionais aí, pesquisadores de outras áreas.
Por exemplo, nós temos até uma professora do direito, acreditem se quiser, né? Ela trabalha conosco fielmente aí, fortemente nesses projetos, de forma que nós temos é na verdade duas vertentes. Uma vertente que a gente chama de uma vertente de Projeto de Desenvolvimento e Inovação, onde a gente tem projetos com empresas, com órgãos públicos. Lembrando que a gente não tem um CNPJ, né, nós somos vinculados ao FAO, então nós não somos uma empresa.
E nós também temos a vertente da academia, né, então é muito importante que se diga isso. Então, se nós somos pesquisadores, a gente nunca vai deixar academia de lado e só fazer projeto para empresa, por exemplo. Então a gente tem é uma vertente acadêmica muito forte com orientação de alunos de iniciação científica, de mestrado, doutorado, publicações científicas em grandes periódicos e conferências mundiais na área de engenharia de software, inteligência artificial, vários prêmios que a gente recebeu também nesse contexto, participação e organização de eventos acadêmicos.
E o que é interessante é que a gente também consegue unir essas duas vertentes. Então a gente tem pesquisadores que trabalham em projetos com uma empresa, por exemplo, e que a gente conseguiu publicar os resultados daquele projeto em grandes conferências internacionais da área. Então essa união, essa união faz a força, né? Você trazer a inovação, os estudos que estão saindo recentes aí da academia, os papers mais quentes da área, etc.
A gente pega essas ideias e aplica, faz uma pesquisa aplicada para os órgãos públicos, para as empresas. Isso é muito fundamental, né, para o crescimento científico do nosso país.
E você pode nos falar um pouco sobre os projetos de impacto social do Easy?
É, muito bem, Adolfo. A gente tem uma quantidade de projetos de impacto social até bem significativa. Então eu falei que a gente tem projetos com indústria, a gente tem projetos com empresas né? Por exemplo, empresas habilitadas na lei de informática. Nós temos esses projetos, eles são muito importantes porque eles fortalecem a indústria brasileira, fortalecem a indústria nacional, de forma que isso é importante para a geração dos empregos, a questão da inovação tecnológica dentro daquelas empresas.
Isso aqui é uma coisa muito interessante, muito importante, né? Mas também a gente no Easy, a gente tem focado muito em projetos que trazem de fato um impacto social muito grande, tá? Então eu queria, eu posso assim tentar listar alguns projetos aqui, mas para iniciar, por exemplo, nós hoje somos responsáveis pelo Núcleo de Telessaúde de Alagoas, tá, do Ministério da Saúde. Então o que que é o Núcleo de Telessaúde de Alagoas? É, você como alagoano, Adolfo, sabe que há talvez uma década atrás ou 15 anos atrás, Alagoas era o estado lanterna do Brasil do ponto de vista de mortalidade infantil e mortalidade materna.
Isso ainda, isso não é mais uma realidade. Alagoas não é mais lanterna nesse contexto, mas o Brasil em si ainda está muito longe da média mundial. Ou seja, ainda morre muitas crianças recém-nascidas e ainda morre muitas gestantes. E isso é uma coisa muito ruim para o nosso país, tá? E aí, pegando todo esse histórico do estado de Alagoas, nós criamos o Núcleo Telessaúde focado em obstetrícia, onde nós atuamos em 8 municípios do interior alagoano.
Tá, dentre eles Branquinha, União dos Palmares, Penedo. E esses municípios, naturalmente, por eles estarem no interior, eles não têm um médico extremamente especialista em obstetrícia. Por interior, o interior tem mais o quê? Tem mais clínico geral, tá. E aí nós criamos uma ferramenta com base em algoritmos de inteligência artificial e também com base em formulários médicos, e um formulário especificamente de um médico aqui do Hospital Universitário que é parceiro do nosso núcleo, ele é o médico-chefe do nosso núcleo.
Nós criamos uma ferramenta que detecta se uma grávida é de alto risco ou não, porque se ela for de alto risco, ela tem que fazer uma consulta online com o nosso médico especialista aqui na capital, Maceió. E em se tratando de um caso grave, ela é trazida a Maceió para os devidos tratamentos. E por que Maceió? Porque em Alagoas nós só temos duas cidades com hospitais de referência para obstetrícia em alto risco, que é Arapiraca, que é a segunda maior cidade do estado, e a capital, Maceió.
Então todas as outras cidades de Alagoas, as outras 100 cidades de Alagoas, não tem atendimento especializado nesse contexto. E aí eu fico muito feliz, Adolfo, em falar que recentemente nós salvamos, literalmente nós salvamos a vida de uma grávida e de seu bebê através da nossa calculadora, que identificou o problema, e ela foi trazida a Maceió para os devidos tratamentos. E o nosso médico foi muito claro, ela corria risco de morrer, ela e o bebê.
Então isso nos deixa com muita alegria. Nós também somos responsáveis pela Plataforma Nacional da População em Situação de Rua, em parceria com o Conselho Nacional de Justiça, o CNJ, o Tribunal Regional Federal da 5ª Região e a Justiça Federal em Alagoas. O que é que acontece? Uma população, uma pessoa em situação de rua, Maria Cláudia, ela tá lá embaixo do viaduto, ela não tem uma gaveta para guardar o seu documento, ela vai perder o seu documento.
E quando ela perde os seus documentos, ela fica invisível perante o Estado brasileiro. E aí ela perde até um Bolsa Família que ela recebe, e ela não vai mais receber, tá? Por quê? Porque ela não tem documento. Então isso é uma situação muito grave. Então a nossa plataforma, ela hoje ela já se encontra em funcionamento aqui em Alagoas, tanto em Maceió quanto em Arapiraca, e ela será expandida em breve para todo território nacional.
É um projeto de 3 anos, a gente tá na metade do projeto. A plataforma já se encontra, já se encontra em pleno funcionamento, e ela vai trazer a possibilidade de uma pessoa em situação de rua chegar num centro POP. Centro POP é um centro especializado que recebe essas pessoas em situação de rua sob a responsabilidade dos municípios. Então Maceió tem 3 centros POP, por exemplo, localizados geograficamente, até Porque essas pessoas são volantes, né?
Elas andam, elas mudam de lugar toda hora. Então quando ela chega no centro POP, ela diz: olha, eu preciso comer, preciso tomar um banho. Esse centro POP vai dar esse apoio, mas eu também tô precisando do meu documento de situação militar, por exemplo, porque esse documento de situação militar, sem ele eu não vou conseguir regularizar o meu CadÚnico, consequentemente eu vou perder determinado benefício. E esse documento ele sai na hora via nossa plataforma.
Então a gente tem integração com os ministérios do Brasil em algumas plataformas do gov.br, onde a gente consegue emitir documentação na hora, tá? Outras documentações não são possíveis sair na hora, como por exemplo a carteira de identidade. E aí é um processo diferente e tal, mas tudo dentro da plataforma. Porque hoje, como é que funciona? Hoje funciona o pessoal do Centro POP mandando WhatsApp para o juiz: doutor, pelo amor pelo amor de Deus, ajuda essa pessoa aqui.
Aí o cara vai lá na defensoria, faz não sei o quê e tal, negócio altamente não profissional, não rastreável, um caos. Então, via plataforma, a gente tá profissionalizando tudo isso. É um projeto, como eu falei, que já está em produção aqui no estado de Alagoas, em parceria com o Conselho Nacional de Justiça. Nós também temos algumas residências, Adolfo e Maria Cláudia, onde os nossos estudantes de graduação e pós-graduação, eles participam de residências dentro do Judiciário brasileiro, a saber, a Justiça Federal em Alagoas e o TRF-5, né, que é o Tribunal da 5ª Região.
E esse Tribunal da 5ª Região, ele responde por 6 estados: Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Então essas residências que a gente faz, a gente faz produtos de software para auxiliar os trabalhos dos assistentes administrativos, analistas judiciários dentro da justiça brasileira. Então a gente já ouviu falar, Adolfo, coisas do tipo assim: professor, muito obrigado por esses projetos que vocês fizeram aqui para justiça, porque em vez de eu ficar perdendo o meu sábado fazendo atividades repetitivas, enfadonhas, juntando PDF para lá, juntando PDF para cá, eu agora fico mais tempo com os meus filhos no sábado porque toda automação foi feita pelo Então não tem preço você ouvir um negócio desse, é um negócio assim maravilhoso.
Então você tem um núcleo de telesaúde, você tem uma população em situação de rua, você tem pessoas do Judiciário agradecendo. Isso vai trazer uma celeridade maior para o Judiciário, tá? Por quê? Porque basicamente você tem os processos sendo feitos mais rapidamente, isso beneficia toda a sociedade, tá? Então só para vocês terem uma ideia, um dos produtos que nós fizemos foi de RPV e precatórios, requisição de pequeno valor e precatórios.
E no ano passado, no último trimestre do ano passado, o nosso sistema simplesmente processou a quantia de R$6 bilhões. Repito, bilhões com B de bola. Ou seja, o nosso sistema tem uma responsabilidade gigantesca em tratar todos esses números. Hoje, os nossos sistemas judiciários já pouparam R$40 milhões dos cofres públicos. Nós já poupamos mais de 400 mil horas dos servidores públicos que, em vez de ficarem fazendo essas atividades, todas essas atividades foram automatizadas pelas nossas atividades, pelos nossos bolsistas.
Nós também tivemos na época da pandemia o aplicativo Aglomerações, que foi um aplicativo fundamental utilizado em todo o Brasil. A gente ficou assim abismado com a velocidade das pessoas usando, como espalhou muito rápido pelo país, onde as pessoas marcavam onde haviam aglomerações e aí elas poderiam evitar aquele local. É tipo um Waze, né? Só que o Waze você diz que tem um trânsito, que tem um animal na pista, que tem um carro não sei onde.
Lá você marcava aglomerações e as pessoas evitavam aquele local para não ser contaminada pelo vírus. Nós também trabalhamos com o sistema de votação da Conferência Nacional de Assistência Social. É uma conferência, Adolfo, simplesmente gigantesca, com milhares e milhares de pessoas. E o keynote speaker, digamos assim, do evento é somente o presidente da República, tá? Então o presidente da República, no caso o Lula, fez a apresentação dele nesse evento no ano passado.
E nós fomos responsáveis pela criação do sistema de votação. Essa votação era feita de forma manual, levantando o crachá, E aí tinha briga porque o cara levantou, mas não levantou tanto. Aí você votou sim ou não, não sei o quê. Tinha toda aquela confusão e tal. E aí a gente fez todo esse sistema nacional, foi um sistema que foi utilizado assim por, acho que foram 4 mil pessoas ao mesmo tempo usando o sistema. E a gente lá em Brasília monitorando tudo e tal para ver se tava tudo ok.
Tivemos essa grande contribuição aí. E por fim, eu queria citar, para não me alongar muito nesses projetos de impacto social, também queria citar a calculadora de aposentadoria. Que é uma calculadora que é um produto nacional. Hoje ele é usado em todo o Brasil. Vocês podem, eu posso depois passar aqui alguns links desses projetos, né? Mas é residencia.jfal.jus.br. Vocês vão ver lá todos os números que a gente já poupou. É calculadoradeaposentadoria.jfal.jus.br.
Também vocês vão ver lá o mapa do Brasil com os cálculos feitos em todo o país. E é uma calculadora muito importante porque em vez de o servidor perder tempo 1 ou 2 dias calculando as coisas de uma aposentadoria de um determinado servidor, a calculadora faz isso em poucos minutos. Então assim, são alguns dos projetos principais, né, de cunho social que nós temos. E para finalizar a minha fala, nós também temos projeto com indústria.
Eu repito, eles são muito importantes, tá? E um dos projetos com a indústria foi com a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, onde nós criamos um grande data warehouse cuja metodologia foi utilizada também pela CNI em Brasília, a Confederação Nacional da Indústria. Então esse Data Warehouse, ele virou um observatório da indústria, tá? E esse observatório da indústria é muito importante. Quantas pessoas foram demitidas no setor de siderúrgica?
Então o nosso Data Warehouse já responde aquilo ali, além obviamente dos projetos que a gente faz com as empresas habilitadas na lei informática.
Muito bem. Então acho que você até fez um gancho aí com a próxima questão, né, que é a respeito de se vocês utilizam leis de incentivo. E daí vem a Lei da Informática, Lei do Bem, Brapi. Você podia falar um pouco a respeito disso para nós, focando um pouco em burocracia, em quantidade de recursos, né? Acho que seria bem importante.
Não, muito bem. Nós fazemos uso da lei de informática, né? Nós temos alguns projetos com empresas habilitadas em tal lei, tá? São projetos muito interessantes, são projetos muito inovadores também. Por exemplo, diferentemente de alguns desses projetos sociais que, por exemplo, Plataforma Nacional do PopRua. É uma plataforma de software. Tem alguma inovação ali ou acolá? Tem, é verdade. Tem a possibilidade de criar políticas públicas?
Tem, é verdade. Mas os projetos de lei de informática, eles também têm um cunho inovador muito forte, né? Tem alguns projetos muito interessantes que a gente já fez, que a gente já executou com realidade virtual e aumentada, por exemplo, que realmente destoaram assim do ponto de vista de inovação, como por exemplo um médico fazer uma cirurgia mexendo seus equipamentos a partir de gestos da mão. Então um negócio muito, muito legal isso com uma empresa lá do estado de São Paulo.
Nós não fazemos uso da Embrapi, nós não somos habilitados na Embrapi. Por outro lado, a gente faz projeto Softex, Então a gente tem projeto Softex com o Ministério de Ciência e Tecnologia, e esse projeto ele é bem interessante porque ele é uma residência onde a gente vai formar, se eu não me engano, são 30 ou 60 alunos, agora me fugiu o número, me perdoe, mas 30 com certeza alunos para habilitá-los a compreender a tecnologia de RFID.
De radiofrequência, tá? É aquela tecnologia, Adolfo, que você coloca no seu carro e aí, desculpem, a cancela abre no pedágio, a cancela abre no estacionamento, por exemplo. Mas ela é muito mais do que isso, ela é muito mais do que isso. Então você pode, por exemplo, ah, eu quero rastrear pneu, quero rastrear pneu, então eu vou colocar uma tag lá dentro de um pneu. Eu quero rastrear insumos farmacológicos. Eu quero que eu tenha certeza que aquele insumo para criar determinado medicamento, ele tá lá no meu estoque.
Eu quero, enquanto órgão público, eu não sei se vocês sabem, mas tem uma lei, se eu não me engano é da época do Getúlio Vargas, acreditem se quiser, mas tem uma lei que diz que todo órgão público tem que fazer o seu inventário anualmente. Então anualmente todo inventário público tem que estar numa planilha lá. O cara vai ter que olhar essa mesa, vai ter que olhar esse computador, esse monitor, aquele ar-condicionado, e vai ter que anotar tudo isso na planilha lá com o código de barras.
Pô, você pode fazer isso com RFID, você pode colocar o RFID nesses caras. O cara só abre a porta da minha sala com a pistola, ele liga a pistola, lê tudinho, acabou, já tá feito inventário daquela sala. Então esses projetos, esse projeto em particular, softtech de RFID, ele é um projeto muito legal porque vocês estão aí no sul do país, no sul do país essa tecnologia ela é muito, muito difundida, muito, muito mesmo. No Sudeste também, mas no Norte e Nordeste do Brasil essa tecnologia ela existe, mas ela não é tão difundida como no Sul e Sudeste do Brasil.
Então, um dos objetivos desse projeto Softex com MCTI é justamente fazer com que essa tecnologia seja melhor conhecida no mercado e as pessoas tenham ideia de projetos diferenciados usando o RFID. Então, para resumir a resposta, Maria Cláudia, do ponto de vista das leis científicas que nós usamos, LI, Lei de Informática, e temos alguns projetos Softex MCTI. Do ponto de vista de burocracia, a UFAO já tá muito acostumada com esse tipo de projeto.
A reitoria, ela nos dá muito apoio nesse sentido. Então, toda a parte burocrática, assinatura dos projetos, já tá muito bem definida, de forma que a gente consegue executar muito bem os projetos.
Muito bom. Então, além dessa pergunta aqui que você falou, em primeiro lugar, uma curiosidade, né? A gente teve um episódio recente sobre o EDGE, né? E eles também não têm um CNPJ, né? Eles usam a Alphal, né? Então isso é uma coisa que a Alphal decide ou é somente coincidência?
Porque naturalmente, Adolfo, nem o EDGE nem o WISE são empresas, né? Somos, nós somos laboratórios dentro da universidade com capacidade de executar projetos de PDI. Então não somos empresa, então a gente não tem CNPJ, nem o EDI, nem o ISIN.
Muito bem. Então obviamente vocês trabalham com pesquisa, desenvolvimento e inovação. Você deu vários exemplos aí. Eu vi que lá nos, na página tem a lista de, tem 3 pesquisadores listados, mas não sei se são, você falou também, ah, tem uma professora do direito, né?
Quais são alguns dos pesquisadores envolvidos com isso?
A Wise, o que é que eles fazem, né? Como é que acontecem os projetos?
Legal, essa pergunta ela é muito interessante, Adolfo, porque ela permite fazer um mapeamento geral com as principais áreas que nós trabalhamos. Então, nós temos 3 pensadores listados no site, que sou eu, professor Baldwin e o professor Eric, que nós somos o que a gente chama de coordenação geral do Easy. E nós brincamos que nós somos o grupo do bem, né? Nós somos o grupo do bem, que é Balduino, Eric e Márcio, né? Então nós somos o grupo do bem.
E aí o pessoal fica também brincando, dizendo que naquela questão de professor mau, professor bom e tal, e disse que o Balduino é o good cop, o Eric é o medium cop, e eu sou o bad cop. É um negócio absurdo, entendeu, Adolfo, que estão falando da minha pessoa. Mas vamos lá para a resposta dessa pergunta. Então esses 3 professores do Grupo do Bem são os coordenadores. A gente tem a coordenação geral, a gente tá de olho em absolutamente tudo que tá acontecendo, porque nós de hoje já somos 150 pessoas, já não somos um centro pequeno.
E dessa forma precisa ter o olhar contínuo dessas 3 pessoas, o que é que tá acontecendo nos projetos, na burocracia, na assinatura. Agora mesmo acabei de receber uma mensagem do Ministério da Saúde pedindo para que a gente pudesse assinar um termo aditivo. Então já falei com o reitor aqui da UFAL para que ele pudesse assinar e tal. Então assim, a gente tem que ficar de olho em tudo, basicamente é isso. Por isso que a gente coloca 3 pessoas na coordenação geral.
Mas nós também temos outros professores que nos auxiliam, nos auxiliam assim sobremaneira na execução dos projetos, a saber o professor Marcelo Oliveira, que é um professor, Adolfo, na área de— ele tem área de computação, mas ele trabalha muito na área de saúde. Doutorado dele inclusive foi computação na saúde. O professor Rian é um cara especialista em otimização, em projetos nessa linha. Nós temos o professor José Henrique, que é um cara focado em hardware, então as plaquinhas, tudo isso, instrumentação eletrônica, robótica.
O cara que ele é, o cara que lidera essa linha. E nós temos a professora Alana Palmeira, como eu falei, do Direito, né, que é uma professora que nos auxilia nesse contexto. Naquele projeto que eu falei da Conferência Nacional, cujo keynote speaker foi o presidente da República, nós contamos com o apoio da professora Luciana Santana, que é de Ciências Sociais. Então vejam que os projetos, por eles serem multifacetados, por eles terem uma gama de conhecimentos multifacetada, a gente precisa dos colegas dos outros departamentos da universidade, tá?
E aí a gente também tem, por exemplo, divisões, digamos, nessas áreas. Então a gente tem o Márcio, o Baldoini e o Rian trabalham muito com a parte de engenharia de software, inteligência artificial, otimização. Já o professor Eric e o Henrique, eles trabalham com a parte de hardware. Já o professor Marcelo, ele fez doutorado nisso, então ele trabalha com a parte da saúde. Então o professor Marcelo, por exemplo, Ele é o coordenador do projeto do Núcleo Telessaúde, tá, que está no âmbito do Easy, digamos assim.
A professora Lana, ela tá relacionada aos projetos lá do direito conosco, né, lá com a justiça, etc. No contexto social tem a professora Luciana que nos auxilia nesse ponto. Então tem vários docentes, digamos assim, vários pesquisadores, né, que tem essas grandes áreas E como os projetos geralmente têm essa característica interdisciplinar, a gente termina envolvendo diferentes áreas no mesmo projeto. Desses pesquisadores, Adolfo, 3 são bolsistas de produtividade, certo?
Um nível PQ-B e 2 nível PQ-C, tá? E obviamente a gente não pode esquecer dos profissionais e dos pesquisadores, que são a força motriz do nosso centro, né, que são os nossos alunos, são os profissionais gerentes de projeto que trabalham conosco, os alunos de iniciação científica, mestrado, doutorado, alunos que trabalham muito bem nos projetos. Até a gente fica abismado como é que alunos de graduação que não concluíram o curso ainda fazem coisas tão bem feitas, tão assim maravilhosamente bem, né, que enche os olhos dos nossos parceiros, sejam eles parceiros públicos ou os parceiros de empresas privadas.
Então a gente nunca pode esquecer dessas pessoas que, como eu falei anteriormente, repito, elas são de fato a força motriz, né? Elas são o que de fato faz acontecer os projetos. Então eu queria aproveitar essa oportunidade para agradecê-los, tá? Aproveitar aí a grande audiência do Fronteiras.
Muito bem. E mais uma curiosidade, né? Como a IA está sendo inserida nesse universo de PDI? Por exemplo, questões éticas. Vocês estão vendo isso?
É assim, a IA ela tem um mundo, assim, o mundo tá gigantesco, né, de oportunidade de uso de IA, etc. Mas a gente não pode esquecer de alguns pontos interessantes, a saber, formação de alunos. Como é que eu vou formar bons programadores agora com IA, já esses alunos estão usando essas LLMs para gerar o código de suas disciplinas que eles estão pagando. Questões éticas, como você falou, então já tem um pouco, um pouco relacionado a isso.
Questão ambiental também, né? No ponto de vista ambiental, Adolfo, nós estamos fazendo algumas pesquisas com alguns alunos do mestrado para checar se os códigos gerados por LLM são mais prejudiciais ao ambiente do que códigos gerados por humanos. Então, digamos assim, que nós já iniciamos alguma coisa nesse sentido, né? Também tem uma questão, também na verdade não é uma questão, também tem uma discussão muito forte no país em relação ao PBIA, né, que é o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, né?
Aquela história lá de que Unidos vão desligar o GPS, não sei o quê, parará, e toda aquela discussão que houve aquela época quando o governo americano taxou o Brasil pela primeira vez, alguma coisa assim. E aí tem essa questão da soberania, etc. E aí nesse contexto a gente tem feito alguns projetos relacionados ao PBIA, relacionado a esse plano. Então assim, do ponto de vista de questão ética, Maria Cláudia, eu acho que a gente não tratou muito disso ainda.
Acho que na verdade zero, não teve tempo ainda ou não quisemos ainda trabalhar nessa questão ainda. Do ponto de vista soberania, como eu falei, a gente tem um projeto relacionado ao PPIA. Do ponto de vista ambiental do uso das LLMs, nós já estamos fazendo pesquisa nesse contexto. Do ponto de vista da formação dos alunos, eu acho que isso aí tem que ser uma uma conversa, digamos assim, mais geral, não somente do Easy, mas talvez do Ministério da Educação até, para saber como é que, como é que a gente deve lidar, né, com a formação desses novos alunos.
E eu tenho percebido muito na minha disciplina de estrutura de dados é que muitos alunos já chegam com código pronto feito pela IA. É por isso que eu faço prova oral para saber se eles realmente sabem o código que eles estão lá mostrando. Mas eu não tô fazendo prova oral por conta da IA, eu faço prova oral há mais de 10 anos.
Então, na verdade, caiu uma luva.
Eu não precisei mudar minha disciplina por conta disso. Então assim, é de fato um mundo bastante desafiador, né, nesse contexto da IA. São muitas e muitas alternativas, muitos e muitos problemas, muitas e muitas características que nós temos que estudar e levar aí para as próximas gerações.
Muito bem. E nós vimos no site que vocês têm vagas para bolsistas. Então você pode nos contar um pouco sobre como é trabalhar no Easy?
Tá, é assim, o Easy ele é um centro de pesquisa, eu diria, muito leve de se trabalhar, muito, muito bom ambiente, muito bacana. Nós temos hoje pessoas relacionadas a determinadas áreas, como eu falei. Nós temos os gerentes dos projetos, nós temos várias áreas para lidar, projetos de impacto. É um ambiente tranquilo. A gente tem um modelo híbrido hoje, tá? Nós trabalhamos com os nossos bolsistas de forma híbrida. Alguns projetos de hardware, por exemplo, aí não dá para ser só online, né?
O hardware tem que pegar no hardware. Então a gente tem reuniões semanais presenciais. As residências do Judiciário, a gente tá lá no Judiciário todas as quintas-feiras porque fazemos as reuniões presenciais. Os professores, os pesquisadores são altamente capacitados. A gente tem projetos muito interessantes, a gente ensina muita coisa para o nosso bolsista, a gente aprende também muito com eles, pessoas super competentes. Em breve, na verdade, em breve vamos ter a construção, mas nós já demos entrada formalmente no pedido, e no pedido junto à reitoria para construção do prédio prédio específico do ISE.
É um prédio só focado nas atividades do ISE. E essa construção não é com recurso da universidade, é recurso próprio, são recursos próprios do ISE que nós tivemos ao longo desses anos. E nós pegamos esse recurso e decidimos investir num prédio para que a gente possa executar as nossas pesquisas, as nossas pesquisas aplicadas, as nossas pesquisas puras aqui dentro da universidade. Às vezes a gente tem muitos projetos que tem um NDA muito forte, né, uma empresa precisa segurar aquela informação.
Então a gente tem que ter uma sala com digital, com a face e tal, para permitir uma segurança para esse parceiro. E você falou assim, como é que é trabalhar no Easy, né, também, Maria Cláudia. Eu aproveito para falar uma coisa muito legal, né, porque assim, os nossos alunos eles não são meros bolsistas programadores lá que vão fazer um software, não sei o quê. Não, eles fazem as pesquisas, eles trabalham em artigos, eles vão para congresso, tá?
Então, só para citar para vocês, a gente tem, teve alunos nossos bolsistas de projetos, já foram para conferência em Miami, conferência no Havaí, conferência no Rio de Janeiro. Inclusive, o Rodolfo, não sei se você participou, Adolfo, no ICSI no ano passado, nesse ano na verdade, o ICSI. Nós temos bolsistas que já foram para Itália, inclusive foi até um bolsista de graduação, o bolsista de graduação, quando ele terminou de apresentar o artigo dele, que inclusive ganhou o Best Paper do EASI, que é Empirical and Assessment in Software Engineering, né, ganhou o Best Paper daquele evento.
Quando terminou a apresentação dele, um cara de uma empresa lá europeia chegou do lado dele e disse, olha, quero te perguntar, quando é que você termina seu doutorado? Ele disse, mas eu sou aluno de graduação. Então assim, esse mesmo aluno ganhou o CETIC-QS, né, o melhor iniciação científica do SBQS. Nós já tivemos o melhor doutorado, que foi o do Elvis, que é colega do Adolfo, no CTDQS. Recentemente, a nossa ferramenta do Núcleo de Telessaúde ganhou o melhor prêmio, o melhor, a melhor ferramenta do o BCAS, que é o Simpósio Brasileiro de Computação Aplicada à Saúde.
Então assim, o que eu tô querendo dizer é que é um ambiente legal de se trabalhar, com boas oportunidades, não somente do mundo profissional, do ponto de vista de— nós já tivemos alunos nossos que foram contratados pela empresa que ele participou de um projeto naquela empresa. Tava lá participando do projeto, a empresa gostou tanto do cara que contratou o cara. O cara mora hoje lá em São Paulo. Tá? Então, ambiente que tem esse poder de levar o cara para o profissional, levar o cara para indústria, certo?
E é um ambiente que também tem o poder de mostrar o impacto que a universidade pode trazer para o social, já que a nossa universidade ela é tão atacada, né? A universidade pública no Brasil é tão atacada. E tá aqui, tá aqui a resposta, né, para essas pessoas. Olha aqui o que a gente faz, olha aqui os nossos projetos que devolvem para a sociedade coisas importantes. E além disso, os alunos também trabalham não somente no empate, não somente na indústria, como também em pesquisas científicas, com seus artigos, seus prêmios e suas viagens, que ninguém é de ferro, né, Doutor Adolfo?
Joia, joia! Eu tava vendo aqui Né, só que você teve artigos aceitos agora no CBSoft também, né? Daqui a pouco a gente fala sobre isso, mas antes eu queria fazer essa pergunta que eu postei lá no grupo de pesquisadores, Gerente de Software, se alguém tem alguma pergunta a fazer. E veio essa pergunta aqui do Daniel Lim-Apo. Desculpa, Daniel, se eu falei errado o seu sobrenome, mas é Lim, L-I-M, traço Como pesquisadores, professores e alunos de outras instituições podem participar e colaborar com pesquisas do ISE?
Legal. Então, primeira coisa, eu acho que é mandar um email para gente, conversar com a gente do CBSoft, né, nos encontrarmos, entender onde essa pessoa pode contribuir, em que pesquisa, em que projeto, em que área. Tá? É, para alguns bolsistas a gente pede para que eles preencham o nosso formulário de banco de talentos. Para alguns bolsistas que a gente encontra pesquisas relacionadas, a gente mesmo tenta fazer a colaboração.
Então assim, eu acho que o primeiro ponto é entrar em contato com a gente, assim, porque se o cara não entra em contato, a gente não sabe que a pessoa tá interessada. Então esse é o primeiro esse é o ponto essencial. Acho que essa até é uma resposta bem simplista da minha parte, peço até desculpas por isso, mas tá a fim de trabalhar e tal, conhece o que é, conhece o que que a gente faz e tal, e vamos conversar para ver as oportunidades.
Inclusive, nós estamos com, se eu não me engano, ou são 12 ou são 20, não, não, acho que são 12 bolsas e 8 em cadastro de reserva. Nós estamos com essa, um edital aberto inclusive para bolsas em um projeto na área de governança, na área de saúde, tá? Então já é uma oportunidade aí para o Daniel, né, que ele fez essa pergunta. Já é uma oportunidade para o Daniel procurar easy.ufal.br/chamadas. Lá são algumas das chamadas de alguns projetos, principalmente projetos com órgãos públicos. A gente faz a chamada dessa forma aí. Com edital simplificado.
Muito bem, Márcio. Agora, mudando um pouquinho de tema, né, você foi escolhido como pesquisador homenageado deste ano do CBSoft pela Comissão Especial de Engenharia de Software, né, CES, e irá ministrar uma palestra no CBSoft 2027. Aí eu gostaria de saber, ou nós gostaríamos de saber, né, como é receber uma homenagem desse tipo?
Ah, é bom. Eu recebi, assim, foi muito emocionante receber essa homenagem, e eu acho que Eu assim, eu acho que essa homenagem só me fez ter um senso de responsabilidade ainda maior. O senso de responsabilidade da formação dos meus alunos, da formação em pesquisa aplicada, em pesquisa pura, nos artigos, nos projetos. Esse senso de responsabilidade só cresceu. E assim, foi tão assim, é um pouco até surreal Isso para mim, porque quando você pega a lista das pessoas que já foram homenageadas, né, aí você vê pessoas somente como Carlos Lucena.
Meu Deus do céu, quem sou eu para estar na mesma lista que Carlos Lucena, né? Sílvio Meira, né? Sílvio Meira, um dos grandes responsáveis pelo Porto Digital no Recife. Quem sou eu para estar na mesma lista que Sílvio Meira? Maldonado, Maldonado, ex-presidente da SBC, né? Guilherme Travassos, um pesquisador de suma importância na engenharia de software empírica no Brasil e no mundo. Meu queridíssimo professor Paulo Borba, meu orientador de doutorado, uma pessoa que eu tenho um carinho, um respeito e uma admiração gigantescas, né?
Quem sou eu para estar na mesma lista que Paulo Borba? Quem sou eu para estar na mesma lista que Augusto Sampaio? Né, um dos melhores professores que eu já tive na minha vida. A disciplina dele, um espetáculo, né. Então assim, eu assim, mais uma vez, eu me senti muito honrado, muito emocionado e com senso de responsabilidade muito grande. Afinal de contas, a gente tem 150 pessoas hoje, né, trabalhando conosco, 150 pessoas para a gente cuidar.
Né, para a gente cuidar. A gente recebe frases às vezes, Adolfo, Maria Cláudia, no seguinte sentido: professor, muito obrigado por essa bolsa nesse projeto com essa empresa. Essa bolsa eu entrego para o meu pai, para o meu pai ajudar minha família. Você ouve uma frase dessa, é muito impactante. Então o senso de responsabilidade de ter ganho um prêmio desse, de ser homenageado pela Comissão Especial de Gerência de Software de todo um país gigantesco como o Brasil, realmente é um senso de responsabilidade muito, muito grande.
E eu quero melhor formar meus alunos, eu quero continuar com o Easy muito forte, com projetos de qualidade, com projetos que agreguem à indústria brasileira, que a nossa indústria brasileira seja cada vez mais forte, que a gente não fique dependendo dos Estados Unidos, não fique dependendo da China, etc. Que nossa indústria seja cada vez mais forte, que a gente contribua para isso, que todos os ICTs do Brasil contribuam para isso, tá?
E os nossos projetos de impacto social, que a gente dê essa resposta à sociedade: olha, a universidade consegue fazer projetos de alto calibre e de retorno significativo à sociedade.
Muito bom. Então, Márcio, você já esteve aqui, já respondeu essa pergunta, mas a gente sempre, sempre que uma pessoa volta aqui, a gente gosta de perguntar de novo, até porque o mundo é dinâmico, muita coisa aconteceu de lá para cá. Eu gosto sempre de lembrar que pode ser algo que você acha que vai acontecer, o que você gostaria que acontecesse em nossa área. Para você, Márcio, qual é a próxima fronteira da engenharia de software?
Cara, essa pergunta ela é realmente Muito, muito impactante, né? Eu não lembro direito o que foi que eu respondi à época quando eu participei do Fronteiras pela primeira vez, mas eu tenho certeza que eu falei alguma coisa na área de IA. E eu vou continuar nisso. E eu acredito até que muitas das pessoas que passaram pelo Fronteiras também responderam algo na área de IA, tá? Eu sou um pensador na área de software, certo? Eu trabalho com engenharia de software há muitos anos, eu fiz o meu mestrado, meu doutorado nessa área, tá?
E eu acho que com a chegada da IA eu tenho um certo receio de que os códigos, os módulos, os artefatos produzidos por essa IA não estejam com a qualidade esperada para que a manutenção desse software ocorra, porque a manutenção É onde tá o peso, é onde tá muito, muitas das atividades estarão na manutenção. Até porque a quantidade de geração de código tá gigantesca, tá maior do que nunca. Todo mundo tá gerando código toda hora.
Então isso vai fazer com que a manutenção seja ainda maior e ainda mais importante. Porque eu tenho mais código para manter, tá? Eu tenho códigos que não foram gerados por humanos, então eu tenho que ver o que é que tá acontecendo ali e eu tenho que testar, certo? Então até no Easy nós temos uma linha muito forte na área de teste de software, tá? Sejam eles testes manuais, sejam eles testes automatizados. Inclusive algumas das técnicas que nós criamos que estão papers que nós publicamos, hoje essas técnicas são usadas nos nossos projetos, seja nos projetos com indústria, seja nos projetos públicos.
Então acho que me permite esse parênteses, Adolfo, sem querer fugir da resposta lá para essa pergunta extremamente difícil de responder. Mas isso é uma coisa interessante, porque a gente pega a vertente acadêmica e a vertente de PDI e a gente une as duas. Então o que foi produzido nos nossos papers a gente consegue aplicar nos nossos produtos, nos nossos softwares, nos nossos projetos, tá? Então eu acho que a fronteira pancada vai ser realmente a manutenção, porque a quantidade de código que vai ser gerado vai ser, não vai estar no gibi, vai ser um número muito grande.
E se manutenção já era difícil com pessoas saindo, pessoas entrando novatas na empresa, acho que vai ficar talvez mais difícil ainda pela quantidade. Ah, mas aí pode ajudar você ler e entender o código. É, pode, fato, tudo tem vantagem e desvantagem na vida, né? Mas eu acho que é uma coisa que a gente tem que lidar enquanto engenheiro de software. Me preocupa muito como esses grandes módulos serão conectados com pequenos módulos gerados por IA.
Será que isso vai gerar módulos não tão com tão boa testabilidade, com tão boa manutenibilidade, e assim por diante.
Muito bom. Então, antes de terminar, falar um pouco sobre o Congresso Brasileiro de Software, né, que vai ser em 2026. Você vai estar lá nesse de São Paulo? Eu pergunto isso porque, para mim, no ano passado a Thayana foi homenageada. Esse ano ela vai ministrar palestra, né? A Taiana Conte, mas no ano passado ela não conseguiu ir. Então, na verdade, você está meio que obrigada aí no ano que vem para palestra. Esse ano você vai só talvez receber formalmente, né, vai ser informado todo mundo que você é o pesquisador homenageado, mas a palestra mesmo, keynote, esse ano vai ser da Taiana.
Só para o pessoal entender, pessoal, que a gente homenageia um ano e a palestra da pessoa é no ano seguinte. Então já saiu a lista de artigos aceitos de vários eventos, né? Eu tô vendo aqui, Márcio, que você tá na— você foi revisor, né, da trilha de pesquisa e teve artigo aceito também lá. Não sei se outras trilhas.
É, eu submeti para o SBS e para o Innovations, o artigo da Innovations, daquela trilha de ideias inovadoras. O artigo daquela trilha foi rejeitado, 2 artigos na trilha principal foram aceitos, e submeti também 3 artigos para o SAST, que é o simpósio de testes, né, que inclusive o resultado deve sair hoje, né.
Vamos ver hoje, o dia que a gente tá gravando, 4 de agosto, deve sair hoje os resultados do SAST.
Então com certeza estarei no CBSoft para receber a homenagem que muito vai me emocionar na hora, muito vai me honrar na hora. E agradecer demais ao comitê, né, que me escolheu para receber essa homenagem. Estarei lá. E como eu sou uma pessoa, quem me conhece sabe que eu sou uma pessoa aperreada, certo? Aí, Ana, outro dia ia dizendo, Taiana, olha, eu já tô meio que bolando como é que vai ser a apresentação do ano que vem. Aí ela falou, menino, calma aí que eu nem terminei a minha.
E eu já tô, eu aperreio, né, de tá pensando nesse grande evento, pensando nessa grande apresentação, e que eu farei com muito carinho, e pode ter certeza, com muito afinco, para que a apresentação seja a melhor possível para audiência do CBSoft 2027, que será no ano que vem. Se eu não me engano, parece que vai ser em Belo Horizonte. Acho que não tá certo ainda.
Não, tá certo já.
Então pronto, então eu tenho um, tem aí mais um pouco mais de um ano para trabalhar aí na palestra e espero ver todo mundo aí no CBSoft agora em São Paulo, né, em setembro.
Maravilha. E avisar também a comunidade, eu gosto sempre lembrar que a gente vai ter também o Simpósio Brasileiro de Qualidade de Software, que em 2026 vai ser aqui em Maringá. Dizer para o pessoal seguir o Instagram e o LinkedIn do Easy, o link tá na descrição. De qualquer forma, não é muito difícil de achar, é só colocar Easy Ufal para você. EASY, o FAU, né, achar.
A gente tinha colocado como se fosse o nome em inglês, Adolfo, é Engineering and Systems, aí ficou EASY. Mas aí a gente colocou em português mesmo, Centro de Pesquisa em Engenharia e Sistemas. Então Engenharia e Sistemas é o Engineering and Systems que vira EASY, só esse curiosidade aí.
Então, muito obrigado, Márcio. Deixa um momento para você falar alguma coisa, finalizar, convidar as pessoas a conhecerem o seu trabalho.
Bacana. Então, mais uma vez, agradecer aí a oportunidade de estar aqui no Fronteiras mais uma vez. Agradecer a você, Adolfo, e a Maria Cláudia, que vocês dois também me entrevistaram à época, né, quando eu falei de sistemas configuráveis. Agradecer essa oportunidade, agradecer enquanto comunidade de engenharia de software, agradecer ao trabalho que vocês fazem para divulgar a engenharia de software nacional, um trabalho muito importante, tá?
Então queria agradecer em nome da comunidade a vocês por fazer esse trabalho tão belo. Agradecer, aí vocês me permitam, queria agradecer mais uma vez ao comitê que me escolheu para ser o homenageado da SESI esse ano, da Sociedade Brasileira de Computação. Muito me honra receber esse prêmio. Agradecer demais a todos os colaboradores do WISE, a todos os meus colegas professores que fazem a gente executar esses projetos com a indústria e com os órgãos públicos, que são projetos tão importantes aí para o nosso país.
E agradecer essencialmente, né, e diria até principalmente, aos nossos alunos. São eles O motivo de eu estar nesse prédio hoje, esse prédio do Instituto de Computação da UFAL, o motivo principal é eles, né? Eu sou um professor, tenho que ensinar para eles da melhor forma para que eles possam serem bons programadores, trazerem contribuições para a sociedade, e agradecê-los por participarem dos nossos projetos, por tratarem também desses projetos com as empresas, com os públicos para que a gente possa trazer essas contribuições para a sociedade e também é para que eles possam participar dessas pesquisas de iniciação científica, mestrado, doutorado, os artigos, os prêmios que eles ganham, etc.
Então, meu muito obrigado mais uma vez pela oportunidade, Adolfo, e fico à disposição das pessoas que se quiser saber um pouco mais. O As minhas redes sociais são @marciomdmariaribeiro_. Então quem quiser me encontrar também pode usar essas redes sociais. E o Easy é easy.ufal.br. Então é isso, muito obrigado.
Muito bem, então para encerrar o nosso episódio, nós agradecemos a todos os nossos ouvintes e também aos espectadores. E até o próximo episódio do Fronteiras da Engenharia de Software.
Este é um episódio da Rede Emílias de Podcasts, que é uma iniciativa dedicada à divulgação de conteúdos relevantes nas áreas de tecnologia, ciência da computação e engenharia de software, com foco especial na diversidade e inclusão. Esta rede abraja 5 podcasts distintos, cada um com seu propósito único, uma audiência dedicada. E esses podcasts fazem parte das atividades de divulgação científica e extensão do Programa de Pós-Graduação em Computação Aplicada, PPGCA, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, UTFPR, no campus Curitiba.
Esta rede está associada ao programa de extensão Emílias Armação Armação em Bits. O coordenador da Rede Emílias de Podcast é o professor Adolfo Neto, sou eu, e a coordenadora do programa de extensão Emílias Armação em Bits é a professora Maria Cláudia Emmer. Estamos nas redes sociais, principalmente nos meus perfis pessoais. Eu estou no Blue Sky em @adolfoNT.github.io, estou também no LinkedIn, Adolfo NT. O Emílias tem um perfil no Instagram, Emílias_Utefr.
E o Fronteiras tem também um perfil no Instagram, Fronteiras ES. São as redes que a gente procura manter mais atualizadas. Mas claro, se você não quer nos seguir em nenhuma rede social, você pode simplesmente nos seguir nos aplicativos de podcasts como Pocket Casts, Apple Podcasts, Spotify. É só procurar pelo nome do podcast e clicar em seguir. Ou no YouTube, onde também nós publicamos nossos episódios. De novo, é só procurar pelo nome do podcast e seguir o canal.
Só não no caso do Emílias, que no caso do Emílias Podcast Mulheres na Computação você tem que seguir o canal do Emílias Armação em Bits. É isso, pessoal, até o próximo episódio. Da Rede Emílias de Podcasts.