#220 - Coisas que a internet nos fez odiar
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- Cultura de redes sociais e hatersFofoca pela metade · Opiniões polêmicas e hipocrisia · Conteúdo fast e vídeos verticais · Machos fazendo graça · Trollagem · Performance e vida 'instagramável' · Vídeos de rotina e "qui fala" · Comentários em vídeos
- Crítica a influenciadores e criadores de conteúdoComentários sobre aparência e comportamento · Julgamento sobre o que assistir · Expectativa de posicionamento sobre assuntos · Pessoas que se acham especialistas · Crianças com podcast · Tendências e memes saturados · Anúncios de gravidez e casamento · Pessoas que postam "minha nutri vai me matar"
- Lidar com comentários negativos e hate nas redes sociaisComentários que atacam sem relação com o post · Julgamento sobre o que as pessoas assistem · Discussões sem resolução e preconceito aberto
- Performance onlineVida perfeita e 'instagramável' · Vídeos de rotina com câmera posicionada · Fazer outra coisa enquanto fala · Acompanhar a vida alheia como performance
- Crítica vs. CancelamentoCobrança de opinião sobre assuntos alheios · Cancelamento em vez de foco no problema · Debates e discussões sem resolução
- Repetição de formatos e tendênciasFórmulas de séries repetitivas · Algoritmo que entrega o mesmo conteúdo · Memes que saturam rápido · Padronização de adolescentes
- Preço de produtos e serviçosDificuldade em saber o preço de produtos · Marketing de "comente para receber informações"
- Entrada e saída intencional da internetPostar tudo como "meu querido diário" · Anunciar pausas e retornos das redes sociais · Vídeos de parabéns para si mesmo
- Performance artificialAcompanhar a vida alheia como performance · Pessoas que mudam para se adaptar
- Desaparecimento da Autenticidade e HumanidadePessoas que se acham especialistas em tudo · Tendências que viram caricaturas
- Publicidade e atençãoPublicidade no YouTube · Venda de produtos por link e DM · Anúncios de gravidez e casamento
- Excesso de informaçãoVídeos longos e velocidade 2x · Ansiedade e aceleração constante
Olá, divos e divas! Tá começando agora mais um episódio do Divã da Diva, o podcast oficial do Diva Depressão. Eu sou o Edu.
E eu sou o Felipe.
E, gente, eu tô muito animado pro episódio de hoje, tá? Eu tô muito animado, porque tem muita coisa que a internet me fez odiar, que me irrita na internet. E eu acho que esse episódio vai dar bom, fi. Muita gente tá reclamando aqui de muita coisa que a internet fez a gente odiar.
A internet já é um lugar que foi feito pra... Para a gente fazer reclamação, né?
Não, acho que não é. Acho que se tornou isso, mas não era para ser só sobre isso.
Não era para ser, será?
Eu acho que não. Acho que o Twitter é um lugar para você reclamar, porque o Twitter dá para você escrever, né? E aí, gente, é aquilo: um teclado nas mãos, um celularzinho ali e um lugar para você colocar uns 100 mil caracteres. Sim, é reclamação.
É que eu acho que algumas redes, elas limitam você. Por exemplo, né, estava conversando esses dias, o Facebook normalmente Principalmente, né, na época que a gente abriu conta lá era naquele esquema de adicionar todo mundo que você conhece. Então vai tio, vai tia, vai primo, vai vó. Às vezes você não consegue compartilhar tudo que você quer. O Instagram é mais ou menos a mesma coisa, né. Agora, o Twitter, acho que é mais assim...
"Ai, não é todo mundo que eu conheço que tá lá". Então talvez eu me sinta mais na liberdade de reclamar. Só que em contraponto, como você pode reclamar mais sempre tem alguém que pode reclamar do que você tá reclamando também.
Mas na verdade, o tema de hoje não é exatamente sobre uma reclamação. O tema de hoje, a gente tá trazendo aqui, né. A gente quer indagar coisas que a internet te fez odiar, né. Coisas que, sei lá, sei lá. Por exemplo, o Morango do Amor. Postaram o Morango do Amor, virou uma... Aí do nada saturou. Eu acho que a gente satura muitas coisas aqui no Brasil, sabe? Na verdade, a internet satura muitas coisas.
É, eu acho que é realmente. Se a gente parar pra pensar, reclamar em si, odiar não tem muito a ver com reclamar. Porque você pode só não gostar disso e ficar na sua.
É, por isso que o episódio de hoje é para você, que você desabafe sobre isso.
É, e aqui abrimos essa oportunidade, né, de você fazer essa reclamação para tirar um pouco desse ódio no coração, ou pelo menos, quem sabe, é se encontrar com outras pessoas que também têm ódio de algumas situações.
Exatamente, para você ver, né? Aí você reclama, vós reclamais, nós reclamamos, não é? E todos ficam felizes. Vou pedir para você já seguir nossas redes sociais lá no X, o Diva Depressão. Lá a gente joga os temas semanalmente pra vocês interagirem com a gente aqui no Diva da Diva, tá? Siga nossas redes sociais também. Tem o Instagram do podcast, que é @podcastdivadadiva, sem acento. Nosso Instagram tá lindo, gente. Segue lá pra você interagir.
E lembrando que toda segunda a gente também tem um episódio pra apoiadores lá, o Diva da Diva pra Íntimos, na Aurelo ou no Apoia.se, por R$10 por mês.
Yes!
Tá bom?
Estamos aí.
Fih, você consegue pensar numa coisa que a internet fez você pegar raiva? Que você tem muita raiva hoje em dia, de tanto que você viu? Olha...
É que quando me perguntam algo, já, né, eu bugo de...
Tá, é que de bate-pronto assim, você não consegue pensar, né.
Mas sei lá, atualmente, uma coisa que me deixa com muita raiva, me deixa com muito ódio...
Então, já é uma coisa que você lembrou aí.
É quando as pessoas falam assim, por exemplo, tem uma determinada notícia, seja lá o que for, e alguém reposta essa notícia, retweeta ali, né. E escreve assim: "Ai, se vocês soubessem o que está por trás". "Ai, se vocês soubessem o quanto é forte".
"Se não é pra falar, não fala nada".
Vocês ficariam enojados? Ou "ai..." Tipo, a pessoa não fala o que é, ela só quer causar. Normalmente esses posts são justamente pra isso. Porque a pessoa não sabe nada, não tem nada, não tem nenhuma informação. E ela só quer reverberar esse assunto. Ou deixar em aberto pras pessoas imaginarem bilhões de coisas, né. E aí fica nisso. Tipo, aquela famosa fofoca pela metade.
É, eu também tenho raiva disso.
Mas às vezes... Aliás, nem dá pra trazer como fofoca. Foca, porque às vezes nem é nada. Às vezes a pessoa só quer engajar ali em cima de alguma coisa, né. E joga isso: "Ai, se vocês soubessem o quanto não sei o quê, vocês estariam enojados".
Ai, vai se foder, né. Vai tomar no seu cu, eu acho assim. Isso me faz lembrar uma coisa que me irrita muito também. Seguido disso, que também me irrita, eu odeio gente que opina sobre tudo e ao mesmo tempo é uma hipocrisia, sabe. Toda pessoa tem uma opinião. Qualquer coisa que acontece, a pessoa tem uma opinião. E aí, além dela retweetar Ela não só fala isso que você falou agora, amor. Ela não só fala: "Ai, se você..." Não, ela dá uma opinião polêmica em cima.
E tudo ela tem uma opinião. Só que assim, quem é você, minha filha? Quem é você pra ter essa opinião, sendo que você também é uma pessoa podre? Você também faz merda, você não é santa, você não tá 100%, sabe? Então eu detesto hipocrisia na internet também, da pessoa que tem... Porque quem muito tem opinião sobre tudo, gente, você tem que ser santa então. Porque se você tem uma opinião polêmica sobre tudo, você nunca errou sobre nada, então você tem que ser santificada, você tem que ser canonizada, não é?
Você ser uma pessoa de opinião também virou um cargo na internet.
Ai, eu detesto, gente, quem tem opinião sobre tudo. Me dá muita raiva.
Porque às vezes a criação de conteúdo cai nisso, de você ser a pessoa de opinião, né. E aí, seu trabalho é opinar sobre algo. Eu acho que é quando a pessoa tem uma temática, tem uma frente.
É, quando ela tem um propósito. Tipo, o conteúdo dela é sobre isso.
Eu acho que faz sentido, mas aí a pessoa tudo, então qualquer coisa.
Só que aí geralmente pessoas que falam sério sobre alguma coisa, ela tem um recorte, entendeu? Tipo, às vezes um jornalista ele vai opinar sobre mais coisas, né? A gente sabe disso, tal. Mas às vezes você acha que tem como você opinar de uma forma leve, de repente, sabe? Tudo, qualquer coisa, tudo é uma coisa incisiva, sabe?
Tudo, tudo.
E aí isso me irrita muito.
É porque no fim parece que Tudo sobre ela, né. Aí você pensa: "Pô, às vezes não é sobre você também, né". A pessoa traz muito, né: "Ai, minha opinião, minha opinião". Tá, mas às vezes são situações que não são pertinentes a você. Então por que você tá opinando, não é pertinente a você? Se é algo que se relaciona com o que você faz, com sua vida, acho que às vezes faz um sentido ali, né. Mas é que às vezes também é de se opinar fora das redes, né. Não sei, caiu aqui o microfone.
Gente, eu tô sendo boicotada pelo meu microfone. Pode continuar falando.
Se torna meio cansativo, né. Você só seguir, acompanhar alguém e tudo ser sobre uma opinião sobre algo, né. Embora, assim, né, as redes são pra isso também, né. A gente comentar o que a gente quiser, a gente fazer o que quiser, né. Tanto que nessas situações, normalmente eu silencio a pessoa pra não ficar vendo. Então também faço meu papel de que acho que é isso também. Se dá raiva, às vezes é melhor. Ou às vezes também é aquilo, né. Ficar acompanhando e falando mal.
É pra você ter assunto. Nossa, acho que não deu, não deu mais encaixe no meu microfone aqui, tá? A rosca soltou, a rosca soltou, gente. A rosca da frouxa. Nossa, a rosca afrouxou. Ai, que triste! Como que eu vou fazer depois pra gravar na mesa?
Depois a gente resolve.
Ai, vou reclamar na internet, aqueles, né? Mas concordo com você também, acho isso tudo aí, tá? Ó, eu vou ler um aqui, é do Iago falando que ele tem pavor de plataformas de vídeos verticais e conteúdo fast. "Tenho pavor, mas me rendo às vezes, confesso".
Eu me rendo algumas vezes também. Mas também tenho um pouco de pavor.
O conteúdo rápido tem coisa que realmente me irrita muito. Mas tem coisa que quando eu vejo, já tô vendo tudo, gente. É uma coisa assim, meio feitiço, sabe?
É o que você gosta e acha, né.
É meio doido, assim.
É que tem gente que não tem um filtro, talvez. Fest vai bem. E aí, eu acho que algumas pessoas não. Dependendo do conteúdo, eu não gosto. Por exemplo, eu não gosto muito de conteúdo de fofocas que eu não sei quem são as pessoas. Tem gente que gosta muito, né. "Ai, eu não sei quem é fulano, mas quero saber de uma fofoca".
Geralmente, fofocas de TikTok são coisas assim, né. "Ai, a confeiteira não sei o quê lá, que não sei o quê lá, não sei o quê lá".
Eu não me interesso, não me vem assim: "Ai, quero saber disso, sabe".
É porque o nosso conteúdo no YouTube, né, gente, é majoritariamente sobre famosos de TV, de cinema, de novela e tal. E a gente também fala de alguns YouTubers, criadores de conteúdo. Mas aí eu sinto que tem um subnicho hoje em dia, assim, sabe? Tipo, "Ai, a maquiadora tal de tal lugar".
"É, a fulana de tal de tal lugar".
"A vizinha que pegou o marido, não sei o quê". Aí essas coisas também não... Eu também não tenho muita paciência assim, não.
Mesmo porque eu não acredito em boa parte. Não acredito.
Tudo você acha que é armação, né, amor?
Não acredito.
Sabe um que tá me irritando muito? Gente, hoje eu fiquei muito irritado, tá? Eu odeio macho fazendo graça na internet. Esses machos meio Zé Graça.
Mas que tipo de gato?
E aí, tem um macho aí, tem um macho que eu tô vendo bastante gente compartilhar o vídeo dele. E tá todo mundo falando em cima no reply, falando que esse cara, todo o conteúdo dele é irritante assim. Ele tá espremendo um frango de borracha. E aí, quando ele solta o frango, o frango faz... Sabe? Aquelas buzinas assim, de frango. E aí, a mulher dele fala: "Amor, não é pra você apertar isso agora. Não quero que você aperte isso agora". Tipo, a criança acabou de acordar, sabe?
Só que ele já apertou.
E aí ele tem que soltar, e quando ele solta faz um barulhão, sabe? E aí todo mundo, nossa, tudo que envolve esse cara fica irritado porque ele só faz conteúdo assim irritando os outros, sabe?
Primeiro, acho incrível vocês acreditarem que realmente eles não combinaram isso.
Então, mas aí, independente se é combinado ou não, me irrita. Bem, independente, isso me irrita.
Qualquer coisa que tem a possibilidade de perceber que não é orgânico, eu já fico um pouco bruxo para fingir que não é. Tudo bem que também você pode rir, né? Meio que uma novela também para algumas pessoas, né? Mas é que eu fico muito crochado, né. Situações de incômodo com os outros. Você falou isso desse frango aí. Tinha um menino antigamente, né, que ele fazia um conteúdo que era botar música alta nos lugares.
Ai, que ódio, gente!
Muita gente acha engraçado, mas eu não. Eu fico pensando, eu ali no... Por exemplo, às vezes era no ponto de ônibus. Eu esperando um ônibus, aí alguém faz isso. Eu não ia achar graça nenhuma.
É, eu tenho raiva também.
Eu tenho raiva também. Sabe?
É... Eu tenho raiva também.
Mas sei que é um nicho que muitas pessoas se divertem.
Sim, essa coisa de trollagem. Trollagem é uma coisa também que já deu, né, gente?
Ao mesmo ponto que tem muita gente que não gosta do que a gente faz, de comentar o look dos outros.
Sim, e tá tudo bem.
Ó, a Lívia C482. "A necessidade das pessoas de criticarem algo que não faz a mínima diferença na vida deles." Que no caso é a gente falando do look dos outros.
Certo.
Exemplo, ela colocou: "Alguém postou um vídeo fazendo uma dancinha." E alguém tirou um tempo da vida pra comentar comentar algo tirando sarro da roupa, corpo, características físicas ou do local. É muita inconveniência. E aqui a Lívia traz esse ponto, e acho que talvez tem um pouco de diferença do nosso conteúdo, tá? Não querendo me justificar, nós criamos nosso conteúdo, nosso canal, a pessoa entra lá e vê. Eu não vou nas postagens da pessoa comentar, jamais.
A gente sempre deixa isso muito claro, que a gente não vai ficar lá tipo: "Nossa, que roupa horrível!" Igual as pessoas fazem, sabe?
Talvez essa é um pouco a diferença, que talvez pra alguns também não— "Para mim é a mesma coisa que vocês fazem". Mas eu acho que tem um pouco de diferença, assim, né. E aí, a Maria Lemes comentou embaixo: "Tem gente que não sabe diferenciar que poder se expressar na internet não significa que se deve fazer isso".
Exatamente, esse é o ponto. Isso tem muito a ver com o que eu falei de gente que dá opinião sobre tudo, sabe.
É, Maria, eu acho que aqui é um ponto de que... Eu acho que as pessoas, na internet, normalmente elas expressam algo que tá na cabeça delas e que no mundo real você normalmente não fala, né? No mundo real você vê alguém, ai, cafona, você não vira assim, ai, como você é cafona.
Sim, sim, mas você sabe também que tem gente que não vai concordar com o que a gente tá falando, né?
Sim, gente, e tudo bem também, porque é isso, estamos trazendo coisa aqui, você vai falar, ai, poxa, eu me divirto com isso. E aí, olha que engraçado, né?
Acho que continue se divertindo, ó. A Thay falou exatamente o que você falou, amor, pessoas que compartilham posts de famosos dizendo: "Se vocês soubessem o que aconteceu de verdade, estariam enojados." Ou: "Todo mundo sabe o que fulano fez, mas ninguém tá preparado pra essa conversa." "Eu odeio ter que ficar procurando motivo nos comentários. Às vezes é só por like." Essa coisa de também: "Vocês não estão preparados pra essa conversa, eu quero socar." Olha, nós curiosas temos que nos segurar pra não dar palco pra esse tipo de pessoa, gente.
A gente tem que saber aonde focar a nossa curiosidade. Às vezes são coisas que não valem nossa curiosidade. 'Eu nem preciso estar curioso sobre isso, porque isso aqui não tem nada aqui, entendeu?' Às vezes nem tem nada. Normalmente não tem nada aqui, entendeu? Não tem absolutamente porcaria nenhuma.
E acho isso até um pouco zoado em alguns casos, porque às vezes as pessoas começam a levantar coisas e questionamentos pesados, porque tipo, ai, né, vai longe nessas indagações que não se sabe o que que é, e a pessoa em si ali não falou nada. Né? E sei lá, acho péssimo, não curto também.
Olha, tem um que você quer falar, você fala, meu bem. É, eu também acho, eu também acho. Eu odeio, gente, eu odeio indireta também, tá? Eu odeio indireta em forma de música. Isso é uma coisa que eu sempre odiei, porque eu sou da época do status do MSN, sabe? Então às vezes você terminava um namoro, aí você colocava um trecho de uma música. Ai, eu detesto, gente.
Tudo bem que às vezes você tá naquele dia emocionado, às vezes você— e acho que faz parte também, mas é que tem gente que só fica não fica nisso. Tem gente que você entra e aí só tá nos stories, por exemplo, são 50 indiretas seguidas. Você fica: caraca, 50 indiretas? Calma também, né? Uma ou outra, né? Não sei, acho que se expressa nela, quer falar, fala. Se é pra ficar nisso de ai, ai, não sei o quê, se é pra ficar nessa insistência, não é melhor falar então, né?
Olha, muita gente tá reclamando do excesso de propagandas, tá? Que diz que aumentou muito propaganda no YouTube, aumentou muita propaganda no... Ai, gente, desculpa. Aí eu não vou nem falar nada, porque assim, né, a gente vive de propaganda no YouTube, eu e o Fih, né. Quando vocês assistem nossos vídeos e entram propagandas, é essa propaganda que paga nosso salário. Então eu estaria sendo hipócrita se dizer que... Também me incomoda, também gosto.
Hoje eu posso pagar o YouTube Premium, então eu não assisto propagandas. Mas sei que tem gente que não pode. Então é um assunto que eu não vou nem opinar, porque eu estaria sendo hipócrita. Se eu falasse alguma coisa aqui, né? Mas aí li o comentário e é sobre isso. A Paola tem pavor de vídeos expondo muito. Ah, mas é que tem muita gente falando, foi um geral que eu fiz. É um geralzão, porque tem muita gente mesmo falando isso, sabe?
É, acho que são contextos e contextos. Tá acontecendo o rolê, por exemplo, da Beth, que tá essa polêmica, né, do casé, né? Sim, da forma até que tá sendo feita a propaganda. Tanto que parece que eles já deram uma baixada, deram uma mudada.
Ele disse que eles vão mudar o formato, né?
Mas Em paralelo, né, pelo menos pra criação de conteúdo, gente, eu vou dizer aqui nosso lado de YouTuber, né. É isso, a gente precisa do anúncio ali, né. É o nosso trabalho, é o que paga. Não o nosso salário, mas o salário que a gente também paga as outras pessoas que trabalham com a gente, né. Nem sempre o criador consegue viver da publicidade, tá. Principalmente se tratando de recortes LGBTs. Vocês estão cansados de ouvir da gente aqui, né.
E provavelmente dos nossos outros amigos também, porque não tá fácil pra ninguém. Então o anúncio ali é o que salva, né. Mas eu vi muita gente também clamando de TikTok, por exemplo, né? Que lá a venda tá mais ligada a link, por exemplo. E a pessoa tá fazendo uma propaganda do produto e quer vender o produto. E aí só faz a propaganda do produto.
Tem sido uma polêmica que tá surgindo aí nas redes. Criadores de conteúdo até mudando seus conteúdos e vendendo produtos em links, né?
Mas eu acho que pra qualquer coisa dessas, até que a gente citou aqui, gente, silencia ou não segue também, né?
Eu também acho.
É um método, silencia por um tempo. Se você gosta do criador, mas tá muito, silencia para ver um tempo, depois volta para ver. Porque aí você vai, se você sentir saudade do conteúdo, uma hora você volta. Pensar, ai, pô, não tô seguindo. Ai, ai, não, continuar não, parou um pouco, mudou. Quem sabe? São opções aí, né? Mas em paralelo, defendendo nossa classe, às vezes também a necessidade de ganhar uma graninha, né?
Ó, vou levantar uma questão aqui que para mim há controvérsias, tá? Porque para mim tem exceções. A Uni falou: homens com peruca fazendo humor com mulheres, exceto o que faz a Senhora Rica Humilde. Ele "Eu acho que ela tá falando desses homens héteros que colocam peruca e faz conteúdo com a mulher, com a esposa, com a namorada. Acho que deve ter um nicho assim." Ah, o gays, né. Porque tem gays de peruca que me irritam muito. E tem uns que eu acho muito engraçados.
Por exemplo, o Dois por Todos, que eu acho eles muito engraçados, gente. Adri e a Rê, né. Eu acho muito, mas muito engraçado, gente. Muito, muito, muito. Porque eles satirizam situações que a gente viu e viveu a nossa vida inteira. Quando a gente morava na casa da nossa mãe, da nossa avó, sabe? Eles fazem, tipo... Agora ele tem uma personagem que é revendedora de produto de revista. É a mesma coisa, gente.
Tem agente de saúde.
É muito bom.
Então, como a gente via... Porque são assuntos cotidianos, né. Não é sobre necessariamente ser mulher, não. São assuntos cotidianos.
Mas também podia dar muito errado. Só que eles são boas. Eu acho que depende da pessoa que faz, na verdade. Tem gente que não tem a mínima graça, entendeu?
É, eu acho que é muito isso também. Eu acho que é.
Porque já aparece uma... Eu nem vou falar quem é também. Porque aparece um pra mim que também faz uma personagem que eu detesto.
Então, tem uns que também não... "Não vem pra mim".
Entendeu? Que eu não vejo a menor graça, entendeu? Que eu acho até meio forçado, assim, sabe?
Aí, eles eu gosto muito também. Mas entendo também o ranço, às vezes, de algumas pessoas. Tem gente que... Humor, gente, é uma coisa muito peculiar, né? Tem coisas que o povo ama, tem coisas que o povo odeia. Às vezes também é... Quando é voltado pra determinada comunidade, é legal, né? Essa comunidade abraça. E se é fora dessa comunidade, as pessoas não gostam. Então, realmente é... É algo muito subjetivo, né. Eu gosto de alguns meninos de peruca.
Sim, eu também. Eu mais gosto do que desgosto. Mas quando eu odeio, gente, eu não posso nem ver.
Eu acho que se é pra você botar peruca... Você faça direito. Você faça direito.
Exato.
Porque senão, faça sem.
Eu acho que é meio triste, né. Exato, também acho.
Ó, a Erika Simões, ela tá falando de uma coisa que eu já vi muita gente reclamando, que é a necessidade de performar tudo, né. "Nada mais é natural, tudo é performático. *Instagramável*. Espero que a gente..." "Agency, faça ser low profile great again". Então ela tá falando aqui de ser tudo uma performance, né. Tudo uma...
A vida perfeita, e posta, e mostra.
Se a gente parar pra pensar, gente, a internet é muito baseada nisso, né. E até por uma questão de: "Ai, eu vou postar as coisas ruins da minha vida? Só vou postar as boas? Se eu postar a ruim, ninguém vai querer ver". Embora tenha gente que só viva das coisas ruins também, tá. Tem gente que explora bem isso. Até prefere que seja ruim. Mas eu acho que a questão da Erika, que eu também entendo em alguns pontos, é que às vezes, por exemplo, vou fazer um vlog que estou naturalmente na minha casa.
Entro abrindo a porta. Pô, se você acabou de entrar na porta e tem alguém te filmando dentro, então não é natural. Você botou uma câmera ali te filmando. Então entendo o que você quer passar, mas pra mim automaticamente já se quebra. Porque, pô, a pessoa tá se filmando aí entrando na casa, como se tivesse acabado de chegar. Mas ele...
Ele entrou pra colocar a câmera antes. Sabe uma coisa que me irrita muito, gente? E que eu vejo, e até hoje... Isso surgiu tem muito tempo já, e até hoje acontece. Tanto vlog de rotina quanto vídeo curto, vlog... Porque hoje em dia as pessoas também fazem muito vlog vertical, assim, né? Que começa com a pessoa fazendo café. Que aí ela pega e coloca a câmera na pia e despeja o café em cima.
Pessoas falando de um assunto, fazendo uma outra coisa, eu detesto. "Estou fazendo minha limpeza de pele e falando sobre um assunto". Você não tá fazendo a limpeza de pele. Você tá falando do assunto, aí você tá... Como é uma trend fazer um tracôis, né.
Mas é tipo uma "qui fala", entendeu? Tudo bem.
Sim, mas uma "qui fala"... Então, aí que a gente tem pontos, entendeu? Que de certo modo, essas coisas... Isso de filmar e entrar na casa. Isso também é um tipo de criação de conteúdo. Tem gente que gosta de ver a pessoa ali, "vivendo", entre aspas. É uma performance do que ela vive. Não deixa de ser o que ela vive, mas gravado e filmado. Porque é um conteúdo. Então, às vezes eu fico com raiva, mas eu também tento ligar uma chave de que, pô, mas também isso é o conteúdo da pessoa.
É o que as pessoas curtem fazer, né? Então, eu me pego com raiva e ao mesmo tempo entendendo. Isso do "estou fazendo uma coisa e falando de outro assunto", eu fico meio nervoso às vezes. Porque a pessoa às vezes não tá... Porque sabe qual é a diferença do maquia e fala? O maquia e fala, a pessoa está maquiando, ela fala sair lá do assunto, mas ela volta para maquiagem falando que ela tá fazendo. Tô fazendo delineado, isso aqui.
Tem gente que não fala do outro assunto que está fazendo. Ó, estou usando o produto tal. Ela só tá ali, enfim. Aí ela fica meio que até olhando para câmera para falar, e aí botando o café na caneca, e aí não consegue fazer um direito, o outro.
Mas o que eu tô falando é nem a pessoa falando algo em cima disso, é só aquele, sabe, aquele Fica assim, tan, tan, aquela musiquinha. Aí o primeiro take, ela despejando água quente no café.
Aí você não me incomoda tanto.
Ai, eu tenho um monte de raiva, gente.
Eu fico mais quando a pessoa faz junto.
Ai, eu morro de raiva, sabe? Ó, a Maísa falou uma coisa muito interessante. "Eu acho que é a hipocrisia da galera. Consomem muito um conteúdo, aí enjoam e começam a colocar vários defeitos. Por exemplo, o Fih sorri demais nos vídeos. Beleza, daí o Fih começa a ficar mais sério. Aí vem comentários: 'Nossa, o Fih está tão sério, preferia ele antes'". Gente, morro de ódio. Eu também, eu morro de raiva de gente que comenta nos nossos vídeos.
Mas isso aí é uma visão de criador de conteúdo, tá? Como eu sou criador, eu odeio quem comenta achando que sabe da nossa vida, sabe? Tipo, aí o Edu tá bravo com o Fih hoje, aí o Fih maltratou o Edu, aí não sei o quê. Eu odeio isso, eu odeio isso.
Eu acho meio doido porque cai naquilo de às vezes eu tô imaginando isso, mas eu comentar isso, acho meio— como eu tenho certeza disso, né? Se eu não tô ali, não tô vivendo. Então é algo que eu pensaria assim, ah, eu acho que eu não comentaria isso. Obviamente, talvez eu estou falando num ponto que, como eu crio conteúdo, aí eu tô falando de uma visão porque eu trabalho também com isso. Talvez se eu não tivesse, talvez eu estaria lá comentando também, dane-se, né?
Mas acho que, e em contraponto, tem gente que pode virar e falar assim, ah, se vocês não vê o comentário, só é não entrar no Twitter, né? Mas às vezes, gente, sem querer, esses dias eu entrei no TikTok e tinha uma pessoa meio que falando mal da gente assim. Eu entrei, caiu, não foi porque eu fui cara, cai lá, né, no algoritmo, né. Uma pessoa meio que reclamando de uma coisa nossa.
Ainda bem que eu não vi sobre o que que era.
Coisa boba, tava falando que a gente— que é engraçado que fala assim: "Ah, eu não tenho nada contra, mas eu não gosto de tal coisa." Então você tem alguma coisa contra? E aí eu fiquei: "Puts, cara." Ó, pra você ver, eu não fui procurar o que estavam falando de mim, apareceu aqui, né. E mas aí também Gente, vida que segue e tal, né. Mas é esquisito ver essas percepções.
Mas você não lembra o que a pessoa tava falando? Fiquei curioso, você não lembra?
Ai, tava falando que... Ai, eles são muito soberbos.
Tava falando que a gente é muito soberbo.
Acho que era isso que a pessoa tava falando. E aí eu fiquei: "Caramba, mas por quê?" Mas aí, em contraponto também... Contraponto, não. Também vi esses dias, alguém marcou a gente no vídeo dos meninos.
Ah, do Dois por Todos.
"Ah, os meninos têm que reagir, né?" E aí eu curti assim. Aí alguém comentou embaixo: "Nossa, pra eles ficarem fingindo que acham graça disso?" Gente, mas eu acho muito engraçado.
Aí é que tá, sabe?
E aí eu fiquei: "Caraca, nossa, a gente já assiste há muito tempo, inclusive, né?" Agora eles estão num viral maior, mas eles tiveram momentos onde começaram a viralizar, aí baixou, viralizou. Agora eles estão no auge, os meninos, né? Amamos o trabalho deles, inclusive. Pra mim, eles são incríveis, a gente se diverte de verdade. E aí eu vi esse comentário, eu fiquei: "Caraca, mas..." Aí a pessoa, ela já...
Julga o que a gente vai achar, sabe? Ela dá opinião pela gente. Eu odeio também quando coloca a palavra na minha boca.
E se a gente não achar engraçado, a gente não ia fazer um vídeo pra falar que a gente não acha engraçado, se a gente não achasse, né? Se a gente fosse reagir. Mas até me deu um estalo de: "Ai, melhor nem reagir mesmo". Sabe por quê? Porque é melhor a gente comentar, assim, outros conteúdos.
Isso, isso. Igual a gente tá fazendo agora, né? Falando deles e tal.
Porque às vezes acontece de viralizar coisas. As pessoas já fazem vídeo e as pessoas já começam a xingar porque começaram a reagir.
Sim, sim, porque tá no hype, né?
Esse mundo de internet é doido. As pessoas amam e odeiam muito rápido, né?
Ó, a Jamila falou aqui: a carência de pessoas mostrando absolutamente tudo que fazem todo santo dia, tipo meu querido diário, só que nas redes. Às vezes tenho dó e acho que é só carência, mas na maior parte do tempo tenho é muita preguiça. Será hipocrisia e chatice de velha da minha parte?
Acho que um pouco, amiga. Sabe por quê? Porque eu penso assim: eu Eu não acompanho muito stories dos outros, eu não sou muito ligado nisso.
Mas vlog, essas coisas de vlog da vida, assim, sabe?
Ah, vlog, vlog...
Porque tem gente que não acontece nada na vida da pessoa. E a pessoa tá gravando, entendeu?
Que é, gente, o que eu e Eduardo, a gente não faz muito stories, por exemplo. E eu sempre caio nisso de: "Ai, amor, mas o que a gente vai mostrar? A gente tá em casa trabalhando, não tem o que mostrar de diferente, né? Vou ficar inventando?" Mas tem gente que o conteúdo é justamente isso, né? Mostrar o seu dia a dia, mostrar o que você tá fazendo. E é isso que as pessoas gostam de acompanhar. Eu não acompanho, por isso que eu também não entendo.
Eu fico meio assim. Mas é isso, se você tá reclamando, amiga, provavelmente você acompanha, você gosta de assistir. Ou tem raiva de assistir, porque é isso. Às vezes a gente assiste com raiva também, né. Eu também fico nessa ambiguidade, assim. Eu fico pensando: "Nossa, a pessoa é tão movimentada assim, pra alimentar sempre". Às vezes a pessoa é, né. Às vezes a pessoa é fervida.
É, às vezes é isso.
É que eu não sou. Aí eu fico pensando: "Gente, eu não consigo postar muito do meu dia, porque eu não faço tantas coisas diferentes assim". Mas pra você ver, né.
Por exemplo, tem uma pessoa que eu sigo, que eu vejo os stories.
E me irrita muito ver.
Gosto do que ela faz, mas eu tô vendo, entendeu? Eu tô vendo. E aí eu tô errado de estar vendo? Se me irrita, porque depois às vezes eu printo, jogo lá, aí falo pra Lore, aí amiga, olha, sabe, tudo igual, mesma piada sempre, uma coisa batida, umas coisas bestas, caricata. E aí você encontra a pessoa pessoalmente, a pessoa nem é assim.
Ah, isso daí é um clássico.
A pessoa só é assim na internet, sabe?
Entendeu? Mas é isso, personas e personas. Então se você for ver também, a TV é meio que isso, né? Só da internet. A internet, às vezes você vê um apresentador na TV, você vai encontrar pessoalmente, é diferente. Um ator também que faz um, né? Acho que a diferença é que na internet passa a impressão das pessoas serem mais naturais, mas nem todo mundo é mais natural assim, né? Tem gente que se monta ali para ser uma persona, né?
Então tem gente que fala que a gente é muito parecido com a internet pessoalmente, né? Mas eu acho que não tem como ser também 100%, porque a gente não tá o tempo todo fazendo um monte de piada igual no vídeo, sabe?
A gente tem uma vida normal, uma, sabe, tipo, é, e acho que principalmente quando a pessoa tem um conteúdo, a gente ainda é mais aberto, que a gente fala da vida, a gente aparece em outros ambientes, né. E acho que talvez, para exemplo, aqui no podcast, eu me acho um pouco diferente aqui no podcast do que eu sou no canal.
Eu acho você, é porque aqui você fala bastante, então, e aqui eu acho que você fala até de uma forma mais séria assim, tipo, você desenvolve muito a fala mesmo.
Então acho que quem vê vários conteúdos talvez conheça mais, mas você pensa um criador que faz um conteúdo muito fixo. Ai, ele só faz, é, por exemplo, a Viih, a Viih faz as dublagens dela, que a gente acha engraçadíssimo e tal. E aí, se você não vê ela no outro contexto, você acha que a Viih é só aquilo. Mas, poxa, às vezes ela é— a gente recebeu ela na live da Parada, ela super séria conversando com a gente também, sabe? Aí às vezes a gente não vê essas outras camadas justamente pelo conteúdo que a pessoa cria.
E aí a imaginação vai longe às vezes, né, de: ai, a pessoa é assim, a pessoa é assada, a pessoa é só alegre, as pessoas é só uma outra coisa, né. Isso vai longe. E até às vezes nem precisa ser famoso. Eu acho que tem gente que a gente segue no Instagram, amigo nosso, que ele posta uma coisa que às vezes você pessoalmente sabe que a pessoa não é exatamente ali, né.
E tudo bem também.
Muitas pessoas, independente de internet, vivem às vezes no Instagram uma vida que elas não vivem fora dela, né. A gente sabe disso.
Eu vou ler um comentário da Carla Michaels aqui, porque ela falou: eu gosto quando as pessoas pensam parecido com a gente, ó. Pessoas que têm opinião para tudo, que "Não sabem de tudo, sempre odiei. Sempre odiei pessoalmente, mas com esse boom das redes sociais é cada ignorante que aparece querendo vender cursos de coisas que foram apenas experiências pessoais sem qualquer embasamento." É pessoas que fazem um grande mousse aí, né, sobre qualquer situação, como se fosse um grande especialista, entendeu?
É, isso também é babado, né?
Ó, não suporto tudólogo.
Amei tudólogo.
Big Ice Stone mandou.
Eu acho que essa é uma grande questão mesmo, gente que se acha especialista em tudo, porque Aí quando vira só isso, dá esse... Eu fico com ranço, eu fico meio... Já silenciei pessoas, muitas pessoas que eu comecei a aparecer muito. E às vezes você até conhece, é um carinho às vezes, né. Não tem nada contra a pessoa, mas de tanto você ver... Aí é o mesmo termo, tudólogo.
Ele é tudólogo, gente, ele sabe tudo.
Mas, gente, isso é viciante, tá? Isso é...
É porque a pessoa, como ela consegue números e likes, ela vai fazendo isso cada vez mais, até ela morrer pela boca.
Ela vicia nisso, né. Ó, Andressa Faria tá sendo mais específica. Descobrir que crianças têm podcast. Podcast. Tem crianças com podcast, né?
Sim, tem isso agora, gente.
Olha, eu nunca— eu vi alguns trechos de alguns, algumas dessas crianças em podcast, e aí eram uns trechos bem assim que era para falar mal. Então, como eu não vi um outro em outro contexto, não tem como eu julgar necessariamente, achar que só por causa desse recorte todas as crianças que têm podcast são péssimas.
Porque às vezes tem criança na internet que mas falam como adulto. Isso me irrita, não vou mentir.
Mas não é só na internet, na TV também.
Sim, mas a gente tá falando no contexto de internet agora, né?
É tipo, diversas.
Tem uma que eu vejo muito assim, que aparece para mim, aí me irrita muito, gente. Mas aí é isso, né? Tá lá, sabe? É, não acompanho, não acompanho, mas é que às vezes aparece, igual você falou, às vezes aparece, entendeu?
É que quando cai, né? Ó, Isabela Carrilho, ela tá sendo mais, ela já generalizou aqui, qualquer trend. Ela já ouviu.
Ah, tá. É porque a trend é isso, satura, né, gente?
É, a trend, eu sinto que a gente não tem limite. É que a trend move o trabalho do criador, né, e das páginas. Não só criador, né, a gente, tô falando aqui muito de criador, mas poxa, internet também tem portal, internet também tem canais, tem comunidades, também tem outras coisas que, né, fazem parte. E acaba que todo mundo vai no que tá rolando, né. Eu acho que, por exemplo, para música, né, o TikTok, por exemplo, é qualquer conteúdo e se bota música porque a música dá trend.
E aí eu penso, às vezes a música não tem nada a ver com o que tá acontecendo, mas tá lá, tá acontecendo, né? Então o TikTok, acho que é muito uma— por ser, acho que é a plataforma última e extremamente bombada, eu acho que ela que tá no ápice de todas as suas—
de todos esses ódios aí.
É porque ela tá no auge. O YouTube também já esteve nesse auge de estar em todas as trends, saiu vêm de lá, sabe? E aí vai pulverizando, porque é isso, né, que movimenta ali. E dependendo da trend, realmente, né, tinha uma última aí que era aquele lá, será que não sei o quê, não sei o quê lá, que a pessoa andava assim e tinha a música da Madonna, La Isla Bonita. Eu olhava aquilo, ficava, gente, não é possível que seja uma trend.
Sabe uma trend que me irritou muito? Aquela assim, ai, esse é o salão da minha mãe, se você quiser conhecer 'Oi, você viu isso?' Acho que esse eu não—
essas trends não chegam muito para mim porque eu não consumo tanto TikTok.
Ai, aqui é o salão da minha mãe, aqui é o bar do meu pai, se você quiser vir conhecer. Ai, aqui é o salão.
Ai, acho que eu lembrei.
Ai, gente, olha, meu cu, sabe? Mas tudo bem também, né?
Meu cu, mas tudo bem. É, vai fazer o quê, né? Não tem muito o que fugir, né? Mas eu gosto, por exemplo, do Olá Divos e Divas, que eles começam o vídeo: 'Olá, divos e divas!' É para você fazer o vídeo como jovens estão falando, né?
E aí eles pegam vários, vários. Sim, sim. Esse Big Eyes Stone que falou do Tudólogo, ele também mandou uma lista aqui, ó. Alarme. Isso também me irrita muito. Alarmismo para deletar a rede social devido ao perigo que elas representariam. E aí você vai ver a pessoa usa redes até os, até que eu até desconheço.
Capaz.
É isso. A pessoa, ela fala: aí eu vou sair, aí eu vou dar um tempo, daqui uma hora ela tá. E ela tá falando que vai dar um tempo nas redes.
De dar um tempo. "Ai, vou apagar o perfil. Ai, não vou entrar mais. Ai, vou desativar." Não precisa avisar, gente. Se você fizer isso, se você quer fazer isso, faça, né? Não precisa ficar avisando, né? Assim, a menos que seja uma rede, é o seu contato com o mundo, você não tem outra fonte, beleza até, né? Mas aí ficar alertando, avisando, e vezes seguidas, né? Porque não é só quem faz isso uma vez, faz sempre, de de vez em quando. Então acho que também é algo que dá uma, né...
Eu acho uma merda.
Eu sinto que é uma carência de atenção. Eu meio que sinto que é isso, né, a pessoa quer chamar atenção. Luana Alcar. Ai, eu também gosto... Ai, gente, eu também... Isso aqui é uma coisa que... Aqui eu sei que também é uma coisa minha, tá? Eu não gosto, gente, de quem faz vídeo dando parabéns. Eu não gosto.
Não gosto de gente muito... Parabéns pra mim?
Ai, parabéns... "Para mim, que estou vivendo nessa..." Ah, é. "Parte seu bolo aí, você coma então." Agora tem que fazer um vídeo. Pra mim é só pras pessoas lembrarem, que ninguém lembrou. Pra dar o aniversário dela.
Ou várias pessoas lembraram, mas não é o suficiente. Ela quer que falem mais.
Eu acho agoniante, tá? Aí tem gente que também fica relembrando os outros. "Ai, gente, essa semana é meu aniversário." "Gente, amanhã é o meu aniversário." "Ah, mas eu falo bastante do meu aniversário, mô." Você não fica na rede postando? Não fica fazendo isso?
Não fico, não fico.
Porque acho que pessoalmente algumas coisas também tudo bem, mas online não sei.
Eu acho que eu concordo com você.
Desculpa as pessoas que ficam lembrando, tá? Ó, Luana Alcard: a internet me fez odiar muitas coisas e a maior delas é assistir coisas longas. Me odeio quando vejo que coloquei um vídeo na velocidade 2, né? Teve época que não conseguia perfilme. Acho que o excesso de informação e a rapidez como as coisas acontecem na internet acaba fazendo isso com a gente. Mas existem conteúdos que prendem, e com certeza tudo que vocês produzem eu tô vendo.
Ai, obrigado, muito obrigado, amiga!
Impactado pensando nessa bosta, Ludo, que a gente fala do nosso vídeo.
É, gente, eu acho que na verdade não é um grande ponto de vista, né? É muita opinião assim.
Eu sou totalmente contra x2 a velocidade pra conteúdos.
O Fih, ele se irrita mesmo.
Mas algumas coisas também, eu vou assumir que eu também uso, né. Áudios, por exemplo, no WhatsApp, eu uso. Às vezes tem alguma fofoca ou outra que eu quero saber logo. E aí também tem alguém que é vídeo. Então você acelera.
Eu acelero também, não vou mentir.
Mas tudo, a partir de tudo... Por exemplo, um vlog de viagem, né. Um vlog de um criador que eu gosto, por exemplo. Eu não me sinto bem muito não em acelerar. Porque eu acho que se perde um pouco ali o timing. Não sei, eu me sinto meio estranho, não consigo muito.
É meio estranho mesmo. Eu acho que isso faz com que... Isso mexe com muita coisa, pra além do que as pessoas compreendem, sabe? Ansiedade, aceleração, sabe? Você estar acelerado o tempo inteiro. Não acho muito legal.
Eu uso pontualmente. Acho que quando fica pra tudo, talvez, sei lá, é de se questionar se você não tá muito acelerado. Mas eu sei que tem gente que só assiste acelerado também.
Muita futilidade, gente. Eu comecei a ver Elite de novo, né? Eu tô na 6ª temporada, eu tinha parado na 5ª. Acho que são 8 temporadas, eu tô na 6ª. E é uma temporada muito parada, ela é muito parada, ela é muito assim, só acontece coisa besta. Mas eu tô gostando da história que tá sendo contada, eu tô achando interessante. Eu acho que você também ia gostar, não acho que você ia achar ruim, porque o Elite foi, como foi saindo aquele elenco mais principal Tipo, dá um pouco de bode, né?
É que o que me dá bode é a repetição de coisas que já aconteceram. Então, mas é assim, é assim, tipo, Elite é assim, gente.
Todas as temporadas assim, começa mostrando um acidente, uma pessoa toda machucada, e aí vai se construindo a temporada até chegar nesse momento.
Então aí já eu fico chateado.
Essa é a mesma coisa, também tem um acidente no começo isso, só que essa tem dois acidentes.
Surpreendeu, surpreendeu os espectadores.
Sabe o que que eu percebi? Que esse é o formato.
Esse é o formato, é tipo o Dr. House. Isso, vai chegar a pessoa doente, vai escolher o que que é.
Então assim, não é aquela série que cada episódio vai acontecer uma coisa totalmente diferente, não é. O formato é esse, sempre vai ter um acidente, uma pessoa vai morrer ou vai ficar em coma e lá "Vai lá, e aí no final você vai descobrir por que que se deu isso", entendeu? E aí, como eu já... E aí eu tô... Eu acho que tem sido um exercício pra mim até conseguir ter paciência de ver isso. Porque eu tava sem paciência de ver nada, gente.
Eu não tava mais conseguindo ver nada que é longo. Não era todo filme que me dava vontade de ver, entendeu?
Acho que pra tudo isso que a gente tá falando, dependendo do momento que você está de vida, muda, sabe? Por exemplo, os vídeos da Mayra Cardi, né? Muita gente assiste, né? E comenta: "Ai, eu não perco..." eu não perco nada dessa reforma, que não sei o quê, que não sei o quê, né. Eu e Eduardo passando perrengues aqui nas obras, eu fiquei compadecido ali um pouco em alguns momentos do vídeo. E aí fiquei até curioso em saber como estava a obra e talvez acompanhar um pouco.
Em outro momento, provavelmente, ah, o que que eu vou querer saber do negócio da Mayra Cardi? Mas aí me bateu esse sentimento e fiquei, fiquei ali meio— apareceu esses dias um vídeo, a obra tá um pouco mais avançada do que a gente mostrou lá no canal, né, no vídeo que a gente fez sobre. E aí eu fiquei curioso de ver. E aí eu me vi, tipo, poxa, estou uma situação aqui que mudei ali um pouco, né. Até o rolê de acelerar, eu era contra tudo.
Hoje em dia, às vezes tem uma necessidade, sim. Às vezes as pessoas querem ouvir fofocas de quem não conhecem para esquecer dos próprios problemas da vida delas.
Então, e aí, até voltando a falar um pouco de Elite, por exemplo, né, eu postei, gente, o Elite já acabou tem um tempo, né. Não tem um tempo já que acabou? Tem uns 2 anos que acabou Elite. E aí eu tô na 6ª temporada. Aí eu postei que eu tava vendo, o povo: nossa, como você tá adiantando! Tá encantado ainda assistindo isso. Gente, você só pode ver a série quando sai, você não pode ver depois. E aí entra nisso da pessoa querer opinar em tudo, entendeu?
Foda-se que eu tô vendo agora, cada um vê o que quer, caralho. Eu tô vendo agora porque eu quero ver agora, filha da puta.
É, tem gente que é contra você ver séries que já passaram.
Ai, gente, vai se foder.
Eu confesso que eu tenho, eu tenho um bloqueio meio automático, né? Mas tudo bem, mas não vou Falar, ai, você tá assistindo isso, tanto que eu tô vendo sem você, né, amor?
Não tô te obrigando a ver, eu tô vendo sem você.
Olha aqui, a Manu Chachá, ela tá trazendo uma coisa que, gente, pelo tempo que temos de internet, talvez nunca vai mudar, tá? A dificuldade de conseguir saber o preço de algum produto sem passar por uma avaliação, questionário, prova na DM, no Insta, ou prova na DM do Insta, principalmente. Sempre tem que dar um grande atendimento insuportável pra saber o preço de uma blusa. E, Manu, esses dias fazia tempo que eu não tinha essa raiva.
Aí apareceu uns Instagrams de coisas de casa, assim, que eu achei bonitas, né. E aí, cadê o preço, né? Não tô achando. Aí eu fui ler a legenda. Ai, comente para receber as informações. Aí eu entrei pra ver as pessoas comentando. Ai, quero saber o preço. Mandei na DM, gente. E o que, caraca, para mim saber o preço do negócio eu vou ter que comentar para você me mandar numa DM?
É um sistema, é, eu acho que tudo, tudo é, deve ter uma estratégia por trás disso, né, de repente você talvez conseguir ter um contato mais próximo com o cliente, tentar convencer da compra.
Eu não, eu não, para mim não tem isso, nunca, não tem explicação alguma. Está um anúncio de uma coisa, você bota na legenda anúncio. Não tem o porquê. Eu fiquei assim e eu pensei, caraca, ainda existe isso? Existe marketing aí?
Existe muito, amor, existe muito.
E deve funcionar, né? Porque até hoje existe muito. Eu fiquei, eu já sou contrário. Vi que é assim, vá para o inferno. Deixa até de seguir a página só de raiva.
Você ficou com raiva?
Aí eu fiquei, caramba, poxa, bota o preço. Aí parece que até uma enganação de tipo, ai, vai dependendo de quem é, eu vou passar um preço diferente para mim, para Mas passa essa impressão. Dependendo de... Vou dar uma avaliada no seu perfil, aí eu cobro mais caro, cobro mais barato? Não sei, acho...
Complicado, hein?
Mega esquisito. Se alguém tiver alguma explicação plausível, pode me dar. Que talvez eu mude de opinião.
Ó, @antimatt: "O que me pega é o algoritmo. Porque sai uma tendência e além dos conteúdos serem tudo sobre aquilo, o algoritmo só entrega os mesmos vídeos do mesmo tema. Aí você acaba odiando as tendências muito fácil. Dito isso, a internet me fez odiar Morango do Amor." Ai, que bolo pudim!
É, realmente.
Porque irrita mesmo, gente.
É o rolê do algoritmo, né. Que acho que é isso que eu falei. Pelo menos pra mim, na minha visão, o algoritmo mais calibrado atualmente é o do TikTok. Que você vê uma coisa, já aparece várias outras. O Twitter também tem, né. Eu acho que o YouTube... O YouTube, eu acho que já foi mais assim. Hoje em dia, eu sinto ele um pouco menos assim, né. Não sei se é a forma que eu consumo também, que é muito pela TV, talvez pelo YouTube, pela, pelo celular seja um pouco diferente, não sei.
Porque o TikTok é mais celular, né? Sim, acho que talvez se ele fosse para TV fosse um algoritmo meio diferente, não sei, não sei.
Sim, porque eu acho que ele é para você tá vendo rápido ali mesmo, né?
É isso, bombardeia. E aí automaticamente é isso, né? Os memes, os memes, as tendências ali, né? Os memes saturam rápido mesmo, né, de tanto que se usa ali. Eu acho também, acaba meio que ficando chato mais rápido, né.
Eu lembro que um que saturou muito rápido foi o Que Show da Xuxa É Esse, né. Aí o povo pega uma raiva, a gente até usou na nossa vinheta do, da retrospectiva, o povo ficou puto, eu lembro.
Xingou a gente horrores. E a gente pensou, não é necessariamente porque saturou, é porque fez sucesso no 1 ano, né? E aí fazia parte colocar. Mas em contraponto, sabemos que não dá também alguns momentos agora, né? Dependendo do que for, né? Algumas histórias já cansam. Mas eu acho que também quando a coisa é boa, ela persiste, ela dura, sabe?
Eu acho também, igual os memes da Gretchen. Para mim não tem validade porque vai se atualizando.
Teve uma época atrás que os memes da Gretchen, o povo tava Tá reclamando de, ai, nossa, né, ainda estão usando isso. E aí voltou com tudo atualmente para mim, né?
Ela virando alienígena, é que ela faz assim com a mão na boca e vira alienígena.
Eu acho que o que falta às vezes também, né, meu Deus, é como eu vou explorar o que tá rolando de uma forma que encaixe, que seja diferente, que encaixe comigo. Acaba que às vezes Às vezes as pessoas caem, né, automaticamente recriar isso. E às vezes é trazer, né... "Ó, um hambúrguer aí de bolo, já?" "Para mim, veio já." "Não, vá piti-vupiti".
É isso. Ó, a Jennifer... Eu ri muito do comentário da Jennifer. "Divos da internet, eu só gosto dos memes e vocês, vovó e Drag Box. De resto, por mim, pode evaporar, porque eu detesto tudo. Queria que a internet acabasse".
Amiga!
E tá na internet comentando coisa nossa.
E tá na internet aí, né.
"Ah, a internet acabar nas ampolhas da rua, como que nós vamos pagar nosso condomínio?
Não pode!" Por favor, por favor.
Não é assim.
Não é assim, né. Mas a gente... Às vezes dá um break, gente, dá uma respirada.
A gente tem feito isso aqui em casa, né. Entrar menos em algumas redes e ver menos as coisas, né.
É, às vezes acho que respirar um pouco, dar aquela pausinha ajuda também até tirar esse sentimento. Porque às vezes eu acho que quando a gente tá tão online, a gente começa a ter raiva de tudo. De tudo até. Até tudo se torna assim odiável, você fica com raiva de tudo porque você vê tudo. É isso, pulveriza tudo, aí você fica: caraca, eu tô meio— aí você respira, volta, aí de volta parece que as coisas melhoraram um pouco ou pioraram também.
É sobre isso. Ó, vou ler dois seguidos porque eu achei muito bons, tá? Vou ler o do Vini, ó: a espera e cobrança de posicionamento de X pessoas sobre assuntos Y que não tem nada a ver com a pessoa. Exemplo: a Anitta tem que postar sobre uma casa que caiu em honório Gurgel porque que ela é de lá. Será que a opinião da Anitta sobre isso é mesmo importante? Vão cobrar os políticos, velho.
Realmente, acho que as pessoas às vezes elas cobram o posicionamento das coisas, né?
Isso é muito chato mesmo.
Cobram algumas coisas que, né, e vou até além assim, eu acho que você cobrou, né? Mas antes da cobrança, se a pessoa não falou e você não gostou dela não ter "Não siga, não siga, deixa de seguir". Porque eu acho que é meio que... Acho que a gente cobra quem talvez tá do nosso lado, nosso amigo, nosso irmão, né. Agora, uma pessoa ali que você nem conhece... E aí, acho que obviamente, né, casos e casos, né. Acho que tem coisas que dá, né. Por exemplo, recentemente teve o caso da Thelma, né, com o Rodrigo Branco.
Sim, sim.
Que reverberou bastante, né. Reverberou bastante. Acho que porque as pessoas cobraram muito, cobraram as pessoas a partir dos comentários que elas fizeram na postagem do Rodrigo, né? Porque era pessoas ali que sempre se mostraram posicionadas, algumas delas, e estavam ali meio que fazendo algo fora. Acho que ali é válido, porque é isso, você é uma audiência que saiu num descontentamento ali, né? E aí você, pô, válido, né? E aí foram cobrar A Anitta também.
A Anitta não comentou nada, mas cobraram a Anitta disso, né. A Anitta também se posicionou. E aí, muita gente não gostou e tal.
E aí, começaram a cancelar a Anitta ao invés de falar mal do cara que foi racista, entendeu? Isso que eu achei muito doido.
Todo mundo em volta foi cancelado, né, os que comentaram e tal. Em determinado momento, parece que nem era mais sobre o cara, entendeu?
Era sobre as pessoas, né.
E eu acho que, na verdade, deveria ser muito sobre a Thelma em si. Porque é uma pessoa incrível, que não merecia ter passado por isso.
Total, concordo, amor.
É, sabe, eu acho que eu vi muitas pessoas indo para um lado de simplesmente assim criticaram essas outras pessoas e acho que faz parte, mas enaltecendo até uma, né, de ter passado por essa situação, ter ganho isso, né, não ter desistido, porque nesses processos muita gente desiste. E enaltecendo o trabalho dela não só como uma ex-participante de BBB, mas como uma médica que já batalhou na vida para alcançar os objetivos dela, né.
E mesmo depois do BBB ainda segue também na internet fazendo conteúdo super legal, né, na época acho da pandemia. Ela teve um papel ali muito legal de também é estar lá no front, falar sobre isso, sabe. E então é, ai, mas fulano não falou sobre isso. Se ele não falou, ele não quer falar, né. E aí é de você, acho. Aí que tá o poder na sua mão de não segue essa pessoa, não, não dê mais palco para essa pessoa, porque acho Também é isso, né? O poder tá muito nas nossas mãos, né?
Sim.
Do que fazer ou não fazer. Sim. E acho que cobrar é isso, cobrar, né? Cobrar político, por exemplo, acho isso é o primordial, né, de problemas, né? Cobrar quando acontece algum caso de preconceito, cobrar as autoridades de fazer algo, cobrar é isso, né? Mas às vezes de uma celebridade você não espera que ela não agiu da forma, consegue, não acompanha mais, não consome.
Eu acho também, eu penso a mesma coisa.
Aí vai seguir quem se posicionou, quem falou.
Eu acho que na verdade isso só tende a piorar, não vai melhorar, sabe? E eu acho que a gente, enquanto criador de conteúdo, a gente também tem que, cara, a gente tem que dar notícias sobre isso, né? A gente já fala sobre isso no Jornal da Diva e tudo, mas é, não tem o que fazer, entendeu?
Não, o que a gente faz, né, pelo menos a gente que tem o contato com a Thelma, é justamente saber que, amiga, estamos aqui para isso, para te apoiar e e seguir, né? Porque a gente tem um contato com ela pessoal, né, para além ainda também. Até uma também teve num outro momento da nossa vida onde teve também uma questão racial ali numa live que estávamos, né? E a gente justamente trouxe esse ponto nessa live sabendo o quanto isso poderia— é isso, né?
Quando você toca em algumas feridas, dependendo do lugar onde você tá, você sabe que isso pode pegar mal para você, né? A gente trouxe a questão racial nesse lugar e a gente recebeu algumas críticas de umas pessoas e até A Paloma foi uma das pessoas que no outro dia mandou mensagem pra gente falando: "Poxa, meninos, que bom saber que vocês são parceiros aí na nossa luta". Assim como ela também é na nossa, LGBT. Então ela faz parte do momento que a gente ficou muito emocionado naquela época.
Inclusive, eu vou mandar uma mensagem pra ela, amor. Porque ela mandou pra gente, né.
A gente encontrou ela recentemente, tempos atrás, na festa do Rafa. A gente fofocou com ela, né, e tal, sobre a vida. A gente já sabia desse caso há muito tempo até, né. E ver ela vencendo foi, é isso, né? No fim, as pessoas querem justiça, né? E teve, teve a cobrança das pessoas, né, que enfim, né, comentaram lá. Mas para além disso também, gente, ai, fulano não fez o que eu queria, não segue, gente. Vai seguir quem fez então o que que você achava que é o legal.
Dá um palco para essa pessoa, vai curtir, fomentar essa pessoa, né? Vai para esse lado, porque às vezes a gente fica fica preso nesse ódio e esquece de, poxa, se a gente fica preso no ódio, vamos se prendendo em quem faz a coisa boa então, que a gente concorda, que a gente gosta. Vai para esse outro lado, inverte nessa narrativa.
Eu concordo também com você, eu acho que é isso. Vou sair um pouco desse assunto agora porque também tem muita gente falando que tem pavor de vídeo de academia. Ó, a Tati falou: tenho pavor de academia, sempre quem fica gravando treino. Aí existe aquela categoria de vídeos de brigas na academia, eu não sabia dessa categoria.
Ai, já vi, meu Deus!
Conteúdos insalubres. Odeio a maioria dos conteúdos desse nicho. Quando aparece para mim, uma vergonha. É, tem gente falando também que tem muito menino novo gravando treino com um discurso meio red pill agora.
Tem, tem.
Ai, não suporto também, gente, não suporto também não.
Mas acho que normalmente, pelo menos, né, uma coisa que cai no nosso algoritmo, mas a gente normalmente não consome, né? Aí dá uma raiva de você ver, mas é como a gente não acompanha, acho que não vem muito assim, né? É isso, se eu não sigo, não vem para mim, né? Às vezes é isso, com raiva a gente assiste, aí a partir disso começa a aparecer para gente, né?
Então é isso.
Eu não gosto de vídeo de violência, de gente que se diverte muito com briga, com tapa dos outros. Eu não sou tão fã assim também, não me dá um pouco de agonia. Tem alguns antigos que a gente até via naquele pré-internet, que nessa época assistia. Ai, Confusão de Família, lembro que tem um clássico que é uma família brigando com uma mulher com uma caneca, com uma garrafa. Ah, esses eu conheço, esses a gente já viu, mas hoje em dia ficar assistindo, eu não sei, me dá uma agonia assim, né, disso, né, você tá vendo ali, filmando uma coisa acontecendo, né, fica agoniado, não sou muito fã.
E de exercício também, confesso que eu também não sou tão fã assim não, tá, eu acho que é, mas é isso, às vezes são para pessoas específicas, né, a gente cai de chato ali no rolê. Padronização de adolescentes, a Mari Fer comentou. Todas as meninas começaram a ser iguais com as, com as iguais umas às outras por causa de influenciadores que pregam que todas deviam ser iguais para serem aceitas na sociedade. É, Mário, acho que é isso, né?
Se não é internet, não era TV também que trazia meio que isso também? A gente vê no pessoal da TV que era a única, né? É nisso que a gente tem que trabalhar mesmo, de as pessoas saírem de um lugar comum, né? O algoritmo nos empurra para um lugar comum, mas acho que o que a gente pode fazer para incentivar, né, é fazer diferente, né? É consumir outras coisas, né? Talvez é uma maneira, mas aí a pessoa às vezes também não quer, né?
Eu também caio muito nesse dilema de: ai, pô, as pessoas poderiam estar aprendendo outra, é isso, né? Não caindo num padrão. Mas se a pessoa quer ser uma padrão Também, né, gente? Se a pessoa quer seguir aquilo à risca, que que a gente também vai fazer, né?
Eu acho também, eu acho que não tem muito o que fazer. É talvez você desviar, entendeu? Mas assim, esse, na verdade, esse episódio é mais para a gente reclamar à toa mesmo dessas coisas que a internet fez a gente odiar, porque não vai parar, gente.
Eu tento, não vai parar, gente.
E não é sobre isso, é sobre a gente tipo só reclamar mesmo, sabe?
Olha aí, Inaê também, ó: acompanhar a vida das pessoas antes era algo genuíno. E hoje em dia é tudo performance, montação para ficar bonito, instagramável, né?
Também é uma realidade, é uma realidade.
Eu acho que em alguns momentos também, eu acho que às vezes as pessoas mudam, e acho que às vezes a gente se habitua àquilo que elas eram. Às vezes eu vejo críticas a determinados criadores que, ai, fulano mudou muito, né? Mas a mesma pessoa. Mas às vezes as pessoas também mudam, gente. E aí às vezes também é um momento de pô, não acompanho mais a pessoa, vou acompanhar outra. Tem umas trends de tipo, ai, não acompanho mais a pessoa, porque não é assim, num tom até meio de, ai, a pessoa, né, não é mais a mesma, e na na na.
Mas a gente também é o mesmo, né? Eu não sou a mesma pessoa de tempos atrás, né? Isso eu ria dos vídeos de confusão, já não rio tanto, já me dá.
A gente muda, né? A gente vai mudando. E eu acho legal também a gente se permite mudar e mudar de opinião e rever as coisas, sabe?
Às vezes nem é exatamente sobre o que você tá vendo, é mais sobre a gente também, que às vezes não tá mais gostando do que antes a gente gostava. E vida que segue, né?
E tutupueno, né?
A Maria Lemes: "A internet me fez odiar ler comentários".
Nossa, amiga, você... Acho que você resumiu o episódio. Porque tudo é sobre você ler um comentário que te irrita, né? Quase tudo é sobre isso. Sobre isso?
Ale, eu fico indignado quando você vê ali, né, que a pessoa tá postando uma coisa e alguém vem com um ataque que não tem nada a ver com o que a pessoa tá falando. Aí você fica mal, né, pela pessoa às vezes, né, ou foge do assunto que tá ali, né. E principalmente quando você gosta, acho, do criador de conteúdo e você vê uma situação dessa, né, você fica: caraca, poxa, a pessoa tá, né, tá fazendo ali outra coisa, não é sobre É isso, né?
Realmente, ler comentários às vezes é... Quando você vai numa bolha totalmente diferente da sua. O Rafa Dias, ele deu uma reportagem falando sobre o Camisa 24, né? Saiu numa página de notícias.
Ai, você viu que horror os comentários, amor? Você leu?
Porque ele falou que... Ele fala que futebol... Eu nem fui ver, porque é isso, às vezes é melhor evitar, né?
Fiquei bem chateado, assim.
Ele tava falando que o futebol foi um lugar onde ele sofreu homofobia, né? E pra ele era meio traumatizante. Achei um povo inteiro lá destruindo. Destruindo ele, né, acabando com ele. A gente, né, estar online é isso, né? Nem só com criador, às vezes outra pessoa também comenta de vocês, sendo criador, mas também comentam de você, né? Então ler os comentários às vezes é complicado também, hein?
Melhor evitar, né, meninas? Melhor evitar.
Sem dúvida, os debates ciclano contra ciclanos aqui.
Não, eu também não gosto.
Tipo, as pessoas vão lá com falas pesadíssimas, dependendo do tempo, muitas vezes as pessoas abertamente preconceituosas. O que mais me espanta é que ninguém sai dali preso, pois muitos deles estão ali dizendo abertamente que são machistas, racistas, homofóbicos, entre outras coisas. E, Françoise, eu não consigo assistir, tanto que eu pulo.
É, o Fih não curte, e eu super entendo também, porque eu não acho que ajude Não acrescenta em nada, não entrega nenhuma função.
Mas ao mesmo tempo é isso, acho que tem gente que se entretém vendo discussões e debates, né. Como eu não tenho muita agonia, eu nunca paro pra ver se realmente, às vezes, tira-se uma conclusão interessante. Mas eu não me sinto também bem, não. Acho que ali não é sobre aprender, né, é sobre meio mais bate-boca. Ninguém ali tá a ponto de entender um pouco o lado do outro. Então eu acho meio... É como se você entrasse nos comentários de postagens onde tem gente discutindo.
Ninguém ali tá meio que querendo... Dificilmente as pessoas querem uma resolução positiva. É só sobre discutir, né? E às vezes é discutir com gente que não... Sim. Que vale a pena discutir. Aí eu penso que aí não vale a pena discutir. Não é melhor a gente dar uma força pro que tá rolando de bom, ao invés de perder tempo com quem não tá a fim disso.
Complicado, né? Eu posso ler um por um? Você tem mais um aí?
Olha, tem aqui, ó, Tigrinho. A Camille tá comentando, né, porque ela acha uma enganação, né, como se o Tigrinho fosse uma profissão, né? O Tigrinho é um debate aí, né?
Não, o rolê do Casimiro agora estourou muito, esse rolê, né, gente? Tá transbordando demais, é um assunto que tá transbordando muito.
Acho que é É isso, né, gente. Não sei se acabar vai, mas é ter uma legislação, assim como o cigarro tem uma legislação que, né, que é limitada para onde passa, onde faz. O álcool também tem. Eu acho que o jogo se caminha isso. Não sei se vai encerrar, porque é isso, né, tá intrínseco em muita coisa. Mas que seja algo mais, né. Não dá para ser, né, acho que tem que ter um É, tem que rever isso, gente. Rever a forma que é divulgado.
Exato, tem que rever isso, né?
A Ló da Macena tá falando aqui de anúncios de gravidez ou de casamento. Acho chato, forçado, nada natural.
Então, mas eu quase pedi o Felipe em casamento na live da Parada. Como que ia ficar isso?
É, é io, Ló? Tô na dúvida aqui. Acho que é io da Macena. Amiga, eu fico também nessa ambiguidade, eu fico amiguidade. Às vezes eu acho forçado.
Eu quase que eu pedi, tá?
Aí às vezes eu penso também que, ai, mano, se vão pedir, não precisa pedir na live não, amor, pode me pedir no outro momento mesmo, né?
Mas eu ia ter feito lá porque era live da Parada, sabe?
Também acho que seria bonito também, não me incomodaria. Mas às vezes é isso de parar tudo para fazer um grande, mas tem gente que é cafona e gosta, entendeu? E aí também, se é o direito dela, que poste também, né? Eu Também fico nisso, aí deixa, né? É, mas me dá também um pouco de coisa.
Eu acho que tem momentos e momentos assim. Por exemplo, eu gosto muito da Nina, eu amo a Nina, a Nina Secrets, né? Eu acompanho o rolê da bebê dela, tudo. Quando ela fez o vídeo da Anunciando a Gravidez, eu achei bonito. Então, então depende, gente, depende da pessoa. Eu não acho a Nina forçada, essa é a questão. Eu acho a Nina muito— a Nina hoje ela se tornou mais lifestyle, né? Ela mostra muito essa vida de mãe mesmo. Ela ainda fala sobre maquiagem, mas ela se tornou lifestyle.
E como ela se tornou lifestyle, fez parte daquele momento mostrar nas redes. Ela anunciando a gravidez para o marido dela, ela sabe, ela fez um vídeo contando para os amigos. Então eu achei bonitinho. Então depende também, sabe?
É, com certeza depende. Tudo isso aqui depende muito de Depende muito do lugar, depende muito de tudo isso aqui.
Tudo é um grande depende, né, caralho?
Tudo é um grande depende.
Esse não depende, porque esse me irrita em todos. Eu vou terminar com esse, tá? A Soulfiz mandou aqui, ó: pessoas que postam coisas com minha nutri vai me matar. Meu Deus, que ódio que dá quando eu leio isso. Ai, gente, puta que pariu.
Aí, minha nutri eu gosto como forma de zoeira.
Isso é uma caricatice. Aí, minha nutri, sabe?
Mas é, a minha nutri vai lá, ai, foda-se, eu sou a nutri, sabe?
Ela só quer fazer um gracejinho dela.
Você quer responder assim: pois que mate!
Ai, que horror, que horror! Ai, é isso, gente. Vamos ficando por aqui então com o episódio de hoje. Espero que vocês tenham invertido, tá? É uma grande reclamação. Semana a gente podia fazer um café com Divas Pai semana que vem, né?
Ai, acho uma boa, que eu começo meio virada do mês aí. A gente fez bastante coisa nesse mês, foi um mês intenso assim de coisas. Acho que dá para trazer, então dá para abordar assim, né, o que rolou nesse mês também. Acho interessante. E a gente pode jogar uma postagem lá e vocês comentam também, né, o que rolou nesses tempos para a gente falar junto com vocês também. Acho Acho legal, né? Podemos, vida, podemos.
Então vamos, vamos falando. Então muito obrigado e até semana que vem, gente. Semana que vem vão lá para o canal. Segunda-feira tem Camisa 24, tá? Quarta tem vídeo novo. A gente segue normal, segunda, quarta e sexta. Em dias de Camisa 24 a gente não tá soltando vídeo para não conflitar um conteúdo com outro, tá?
E uma outra coisa, gente, uma novidade de última hora surgiu Rádio aí. Vai ter um rolê domingo?
Amor, mudou a data. Mentira! Segura essa informação, tá? Vai ser muito legal. Ainda estamos envolvidos, mas mudou a data.
E já trouxe algo que tem gente que odeia, que eu vi gente reclamando disso, que parou.
Mas é porque não pode falar agora mesmo, tá?
Não pode. Ai, perdão. Então, gente, o que que ia rolar nesse domingo?
Vida que segue, tá bom? Depois a gente conta pra vocês.
Um beijo, gente.
Senão minha Nutri vai me matar. Beijo, gente.
Tchau!