#218 -Solteiros X Comprometidos
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- Solteiros vs. ComprometidosDiscussão sobre o Dia dos Namorados · Reclamações de solteiros sobre casais · Dificuldades em aplicativos de relacionamento · Vantagens e desvantagens de namorar · A importância da autossuficiência e autoconhecimento · Pressão social para estar em um relacionamento · O papel dos pets em relacionamentos · Dinâmicas de relacionamentos e individualidade
- Autoconhecimento para relacionamentos melhoresAprender a se amar antes de amar o outro · A importância de não ter medo de ficar sozinho · Superar términos e seguir em frente · A construção de relacionamentos saudáveis · A idealização de relacionamentos
- RelacionamentosAcomodação em relacionamentos de longa data · Divisão de tarefas e responsabilidades · A influência do trabalho conjunto nas dinâmicas · A liberdade individual dentro de um relacionamento · Diferenças entre relacionamentos heteros e homoafetivos
- Histórias pessoais de amorO amor como algo que acontece ao acaso · A busca por um relacionamento vs. o acaso · A importância de aproveitar os momentos · A vida é feita de escolhas e acontecimentos
- Problemas Técnicos no Episódio AnteriorInterferência de áudio durante a gravação · Comentários dos ouvintes sobre os ruídos · Discussão sobre a causa da interferência · Promessa de melhorias técnicas futuras
- Conteúdo Futuro e DivulgaçãoEpisódios especiais em vídeo · Participação em outros podcasts · Agenda de conteúdos e lives
Edu:Olá, divos e divas! Tá começando agora mais um episódio do Divã da Diva, o podcast oficial do Diva Depressão. Eu sou o Edu.
Felipe:E eu sou o Felipe.
Edu:E chegamos para o Dia dos Namorados. Esse dia que até hoje é um tabu, eu diria assim, né. Eu acho, porque "Ai, Dia dos Namorados, ai, eu tô solteira". "Ai, o que fazer solteira no Dia dos Namorados?" "Ai, mas eu tô namorando, foda-se os solteiros". Então sempre tem essa discussão na internet.
Felipe:Tem, né. Sempre tem. Não necessariamente, né. Por ser o Dia dos Namorados, né. Mas a gente usou pra exemplificar essa situação um tweet que viralizou, que é uma pessoa aqui, né, "Te não", reclamando. Tem um casal aqui na academia que a cada intervalo entre as séries dão um selinho. E aí, é um cachorro assim, rosnando, né. E aí, embaixo, o primeiro comentário já é assim: "Como dizer que você é mal amado sem dizer que você é mal amado?" Então já começa uma discussão aqui, entendeu? Eu acho que existe essa brincadeira de...
Edu:Acho que é uma brincadeira, né, de se incomodar com os casais enquanto você tá solteiro. Mas às vezes é só uma brincadeira mesmo, gente, né.
Felipe:Se fosse eu vendo, eu iria jogar um Alter. Então, as pessoas, né, às vezes você tá solteiro. E aí você vê aquela demonstração de afeto, vê a pessoa divulgando a declaração de amor, né, do Dia dos Namorados. Aí você talvez seja aquela pessoa: "Ai, se eu postar algo, eu estrago o Dia dos Namorados de todo mundo".
Edu:Sabe aqueles? Um clássico também, um clássico.
Felipe:E nunca posta, mas também tem namorados que também, ai, quer esfregar que, ai, tá apaixonado, não, não, não, aquela coisa toda. E aí, em paralelo, você sabe, por exemplo, se você é conhecido do casal, você sabe, o casal vive tretando, vive se encrencando, vive falando mal, aí, pô, também tá fazendo a declaração aí.
Edu:Mas como é que fica, né?
Felipe:Amor é esse. Enfim, muitas questões, né? O Dia dos Namorados traz. E viemos aqui questionar de vocês o que que vocês acham.
Edu:É melhor estar comprometido? É melhor O que vocês acham, gente?
Felipe:Bom... Vantagens e desvantagens?
Edu:Nós somos comprometidos, né. A gente também comemora o Dia dos Namorados, de certa forma. Inclusive, a gente nem sabe o que a gente vai fazer hoje, gente, no Dia dos Namorados.
Felipe:Ai, é porque estamos gravando quinta, né.
Edu:Estamos gravando um dia antes. A gente nem sabe, assim, o que a gente vai fazer.
Felipe:Acho que a gente vai comer em algum lugar, né.
Edu:Comer em algum lugar gostosinho, né.
Felipe:Achei que a gente quis, né. Sair pra comer.
Edu:Porque eu sei que também vai estar tudo cheio. Então será que vai ter lugar pra gente comer? E semana passada, a gente ficou...
Felipe:Tão fora de casa que eu estava com saudade de ficar em casa, com os gatos, com a família.
Edu:Ih, tô sentindo que nós vamos pedir um delivery e comer em casa.
Felipe:Não, eu estava com saudade. Aí, esses dias a gente ficou bastante, né.
Edu:Mas já quer sair de novo.
Felipe:Não, pior que a gente teve... Saímos até também, né.
Edu:Nem ficamos tanto também.
Felipe:Nem ficamos tanto. Mas acho que cabe, talvez.
Edu:Um jantarzinho, né.
Felipe:Um lugarzinho aí pra ir, né, pra comer. Mas acho que é todo lugar que vai estar cheio assim também, né.
Edu:É, a gente dá uma olhadinha.
Felipe:Sempre tem ali um lugar. No máximo, um Paris 6.
Edu:Ai, gente, um grande clássico, né. Aquele clima parisiense. Romântico. Uma gastronomia elevadíssima, né.
Felipe:Mas aqui, por exemplo, já estamos numa fase que não precisa comprar presente um pro outro, né. E a gente também acaba chegando... O Dia dos Namorados, pra gente, cai perto dos nossos aniversários, né.
Edu:Então, é complicado. Na verdade, assim, acho que a gente não tem essa obrigação de comprar. Mas se quiser comprar o presente, né... É que eu não tive tempo, amor, de comprar nada.
Felipe:Não, tudo bem, nem tinha um, né. A gente vai sair hoje e tal. Uma coisa, né? Compra uma coisa junto e tal, né? Mas nós estamos nesse clima, ou é ficar em casa de boinha ou sair para comer alguma coisinha, uma coisucha, né, vida? E tá frio também, né, aqui em São Paulo, tá chovendo, então não tá sendo muito suscetível aí a dar, né, uma—
Edu:Então vamos ver, né? A gente tá querendo ir gravar um rolê da diva especial Dia dos Namorados, mas para depois do Dia dos Namorados, gente, é porque Pra quem quer namorar, todo dia é dia. Exato.
Felipe:E digo até pra quem é solteiro e quer dar uma namorada curta também, né. Só uma pegaducha aí, todo dia é dia, né. Então é bom que é isso, vai cair numa sexta-feira. Então dá pra você aproveitar de qualquer modo aí, né. Isso mesmo. Vou começar a ler aqui, ó. Você pode mandar a sua mensagem tanto lá no nosso Twitter, né, @divadepressao, quanto no nosso podcast, né, o Instagram do nosso podcast, que é podcastdivadadiva.
Edu:Isso aí, gente. Siga lá, posts lindos, interativos pra você interagir. Não somente durante o episódio, mas na semana toda tem coisinhas aí pra vocês participarem, tá?
Felipe:Isso aí. Vou começar aqui com a Petra Aura, que ela mandou: "Namoro há 8 anos, casado há quase 3. Fico apavorado com as histórias que os amigos solteiros enfrentam em app ou date. Dou glórias de não passar pelos perrengues que eles passam".
Edu:É, porque quem tá solteiro diz que tá cada vez mais difícil, né.
Felipe:E aí, ele mandou uma foto lá do Diva ao Vivo. O que ele foi, a Petra.
Edu:Petra é drag, tá?
Felipe:Só que ela tava desmontada aqui. Ai, obrigado pela presença, meninas!
Edu:Muito obrigado por terem ido.
Felipe:Nossa, vocês estão bastante gente... Bastante gente? Bastante tempo, né? 8 anos e 3 casados, né? 8 anos, gente.
Edu:8 anos.
Felipe:É, quando a gente escuta os amigos reclamando, às vezes bate um sentimento de que os nossos amigos também é aquilo, né? Tem uns amigos que é muito exigente. E a gente sabe que eles são exigentes.
Edu:Sim, exatamente.
Felipe:Então me vem um sentimento: "Ai, mas tá reclamando, mas também tá disposto?" "Não sei se tá". Mas aí também, às vezes eu fico pensando, tipo: "Ai, poxa, mas é muito fácil também eu falar vivendo uma relação aí de muito tempo, né". Então não tenho mais esses perrengues. Quando a gente tava solteiro, Eduardo, era uma outra vida, né.
Edu:Era outra realidade, a forma de se conhecer as pessoas, de se conversar.
Felipe:Principalmente sendo gay, né, era totalmente diferente.
Edu:Exato, era outra história, né. Os apps de relacionamento ainda tavam começando. Tipo, a gente não tinha smartphones, sabe.
Felipe:Os lugares pra ir, sei lá. Então era bem diferente. Então era bem diferente. Gente, então... Não dá pra julgar tanto, né.
Edu:Não dá pra julgar, mas dizem que... Os solteiros falam que realmente é muito difícil essa coisa do Tinder, do Grindr, do Hornet, né.
Felipe:As amigas solteiras, nossa, né. Elas penam. A Anitta, aqui, ó, do Planeta do Diva, mandou, ó: "Eu, sendo uma pessoa solteira que nunca namorou..." Aí, gente, tenho 16 anos.
Edu:Ai, amiga, por favor, né.
Felipe:16 também, eu não tinha nem beijado na boca. Ai, dá brincadeira de Barbie. "Amo casais e sempre gostei, desde filmes até a vida real. Acho o amor uma coisa muito linda." "Se for realmente genuíno, então realmente, por mim, que sejam felizes. Mas por enquanto, tô deixando a vida me levar". A Anitta tem que deixar mesmo, tem 16 aninhos.
Edu:É, eu acho que é sobre isso também.
Felipe:Mas é que você não tem essa repulsa, né. Não tem essa, tipo: "Ai, nossa".
Edu:Essa aversão, né. Essa aversão.
Felipe:Tem gente que já não gosta, se vê uma declaração... Mas ó, eu, mesmo me relacionando há muito tempo, dependendo de declarações esses gestos, eu também fico meio—
Edu:Você não gosta muito?
Felipe:Não que eu não gosto, eu dou uma julgada também às vezes, sabe? Assim, eu fico meio—
Edu:É, o Fih, ele tem uma questão com isso, com coisas muito públicas assim, né?
Felipe:É, às vezes eu fico pensando que— Ai, gente, eu sei que é uma coisa meio tonta, mas quem muito se mostra, eu acho que não Às vezes não precisa, entendeu? Eu, no meu relacionamento, tá?
Edu:Mas... Cada um é cada um, né?
Felipe:Cada um é cada um. E acho que cabe mais a pessoa do lado, se ela curte, né? Quem gosta... Eu tô de fora do rolê.
Edu:Acho que quem tem que gostar é quem tá junto, né, no relacionamento.
Felipe:Popogama: "Acho que o melhor momento do namoro é quando os dois descobrem como funcionam. A partir desse momento, as brigas reduzem." E quando acontecem, não são tão desgastantes. Outra coisa boa em namorar é poder converter outra pessoa em gateira. Seguem as imagens. E aí, a Queen aqui tá mostrando o boy dela no meio dos gatos aqui. E eu acho também um bom fator que é você namorar, é ter o pet, né. O pet.
Edu:Eu converti o Fih ao gateirismo.
Felipe:É, você me converteu.
Edu:Eu converti o Fih, o Fih tinha um pouco de receio, assim.
Felipe:É, eu nunca tive, né, mas aí pegamos o Dudu, gente, amor.
Edu:Falando do Dudu, ele tá chegando aqui, ele tá vindo aqui, gente. Que bebezinho, que papai quer, papai quer. A gente tá gravando no sofá porque tá friozinho. E aí não tem nada mais gostoso do que você ter um pet com seu cônjuge, gente.
Felipe:Eu amo, não tem nada melhor, concordo plenamente.
Edu:Poder cuidar dos bebezinhos, amo que amo. E parece que ela tem 3 gatos diferentes aqui, tá? Ó, porque é um grandão Um menorzinho e um outro todo branquinho, ó.
Felipe:E o branquinho meio amareladinho, né.
Edu:Ai, que gracinha!
Felipe:Ai, que gracinha!
Edu:Dudu, onde você quer deitar, Dudu? Você vai cair, menino.
Felipe:Tudo inclinado.
Edu:Você vai cair.
Felipe:Shelly: "Essa coisa de você ter alguém pra dividir uma parcela da sua vida nunca veio em mente pra mim. E olha, eu tô com 19 anos. E sinceramente, não vou querer arranjar alguém tão cedo assim." Amiga, você tá nova.
Edu:Acho que tem mais é que se você não tem vontade de estar com alguém... Realmente é você aproveitar sua vida aí, né.
Felipe:Eu acho que é isso, né, o amor acontece, né. Aliás, né, não tem outra forma. Ou ele acontece porque você tá procurando, né. Ou acontece ao acaso. Às vezes você não tá procurando, você vai ficar aí. De repente surge alguém, né. E aí muda, assim, o que você pensa, né. Muda tudo, né. Cai de paraquedas ali na vida que você tá vivendo, né. E pode acontecer. Mas é bom, eu acho, Shelly, que é isso, né. Pelo menos você— se você tem dessa visão de que, poxa, ai, não estou, né, desesperada, né, em pânico, né, acho que é melhor, né, porque às vezes isso acaba se tornando, eu sinto para algumas pessoas, se tornando meio que um fardo, né, de tipo, preciso ter, preciso encontrar, ai, se eu não encontrar eu vou ser feliz e não sei o quê. E poxa, né, é isso, estou dizendo aqui vivendo um relacionamento, né, tem um outro peso, né, acho que também tem idades, acho que dependendo de uma idade que você alcança, você Talvez tivesse uma expectativa de ali nessa idade já estar num relacionamento. Assim como profissão também, né. E acho que pega num outro momento. Você tem 19 ainda, uma baby, né. Mas acho que já é um bom pensamento pra alguém, eu acho, assim. Tipo: "Ai, né, tô de boa, né".
Edu:"Tô de buenas".
Felipe:"Tô de buenas", né. Mesmo porque também dá pra dividir não só com cônjuge, né. Dá pra você compartilhar, né, a parcela da sua vida com seus amigos, com sua família.
Edu:É, eu acho que existem muitas formas, né, de você— não é só o relacionamento, né. Elza: atualmente muitos amigos próximos estão em relacionamentos seríssimos, casando, morando junto, tendo filho, enquanto eu tô só na galinhada e me sinto bem. Não procuro relacionamento no momento, mas se o destino colocar um bofe no meu caminho, não vou estar negando, né, meninas. Eu acho que é sobre isso, amiga. Se surgir, surgiu, né. O grande clássico.
Felipe:Acabei de falar também, tá bem, tá tudo. É que às vezes também Também tem essa pressão, né, do todo mundo está namorando.
Edu:É, então.
Felipe:E querendo ou não, né, gente, quando você começa a namorar, algumas dinâmicas mudam, né. Acho que, eu não sei se pra todo mundo, mas pra algumas pessoas. Tipo, se às vezes a pessoa é muito saideira, às vezes namorando perde-se um pouco. E nem tô dizendo assim na questão de "Ai, o namorado não gosta, tal. Ai, é porque não vai dar mais pra pegar". E aí não adianta mais sair. Porque tem gente que é essa. "Ai, se eu não vou pegar ninguém, então não vou sair mais de casa". Tem gente que é assim. É mais do que assim, pô, você tá com alguém em casa, num quentinho. Aí, ah, entra e sai num dia chuvoso e ficar no quentinho com a pessoa? Você vai ficar no quentinho com a pessoa?
Edu:É que eu acho que a dinâmica de um relacionamento, ela traz outra coisa pra sua vida. Ela traz um outro esquema pra sua vida, sabe? Então é muito assim, tipo, a gente tá falando agora há pouco, né? Ai, tá muito frio. A gente não sabe pra onde a gente vai jantar amanhã. Gente, se os dois olharem um pra cara do outro, ai, vamos ficar em casa e pedir alguma coisa? Aí você se desencoraja junto, sabe? Te puxa pra baixo o negócio.
Felipe:Te puxa, é. Ó, por exemplo, né, o Rafa Dias está namorando, né. Rafa Dias. E aí, ele sempre foi saideiro, né. E aí, ele era uma pessoa que, por exemplo, quando a gente chamava mais pra rolê pra casa, assim, ele não vinha tanto. Ou ele não fazia muitos rolês assim, né. Pelo menos com a gente, né, obviamente. Só que agora que ele está namorando, agora ele está mais caseiro. Aí rola mais um jantarzinho, uma coisa assim. Sabe? Então a pessoa meio que muda a dinâmica um pouco, né.
Edu:Muda um pouco, exato.
Felipe:E aí, às vezes você é solteiro, às vezes fica meio: "Ai, poxa, todo mundo tá namorando, né". Aparentemente, a Elza Maeda, o Elza Maeda não tá se importando. Mas às vezes a pessoa fica meio: "Ai, tá todo mundo ali, vou segurar a vela". Eu não tenho muito esse problema sendo casal que chama. Porque às vezes a gente chama nossos amigos que são solteiros. Só que às vezes a vibe deles é outra, né. Eles preferem ir pra uma balada, curtir.
Edu:É, eles querem curtir.
Felipe:"Não vim tomar um café da tarde aqui em casa, sabe?" E aí, tudo bem também, né. E a gente entende também, também entendo. O Homem Dinossauro está falando aqui, ó: "Ai, gente, namorar pra ficar de chamego não tem igual. Quem diz que não sente falta de ficar agarrado com seus machos tá mentindo. Ser solteiro nunca mais". Coitado, que o Kingo tá... Acho que ele namora também, né, não sei. Aí, poxa, é que, gente, tem gente que não tem opção, né? É muito uma questão de querer também.
Edu:Às vezes você quer e não consegue, né? A gente conhece pessoas que querem namorar e não conseguem.
Felipe:Não conseguem, aí não encontram alguém.
Edu:Não surge, exato.
Felipe:Nem todo namoro é só chamego também, né? Vamos ser sinceros, às vezes você começa a namorar e começa bom e começa a ficar ruim. É, então. Você diz aqui um namoro bom, né? Um namoro gostoso realmente é esse.
Edu:Um namoro bapho.
Felipe:Amor, o bapho é assim. Mas às vezes é melhor ficar sozinha do que ficar com pessoa que você não gosta.
Edu:Do que com porcaria.
Felipe:Não é?
Edu:Eu acho que é sobre isso.
Felipe:Ó, a Blá: "Passei muitos anos solteira. É importante esse momento. Aproveitar, se conhecer, entender e resolver os problemas na nossa cabeça, kkkk. Me encontro casada há 8 anos e pra mim é a vida que sonhei. Dividir a vida com quem se ama verdadeiramente é incrível. Não trocaria por nada." É, eu também...
Edu:Pra mim, eu não trocaria por nada também, gente. Eu amo, assim...
Felipe:É, eu também gosto.
Edu:Gosto muito dessa dinâmica, me divirto, é gostoso.
Felipe:É isso, às vezes a gente... Eu me pego, pelo menos, né? Eu vejo algum texto, algum vídeo, alguém ali falando de: "Poxa, né, é bom a individualidade, né? É bom você ter..." Que nem a própria Blá falou aqui, né? É bom você ter esse conhecimento de você mesmo. Mas também dá pra você ter esse conhecimento de você mesmo estando com outra pessoa, eu acho, né? Acho que, assim, algumas outras questões, Principalmente você estando com cônjuge, normalmente você meio que, né, vou dizer, se acomoda. Porque assim, né, normalmente um casal, cada um faz uma coisa, mesmo que se divida as tarefas, eu acho que tem coisas que um faz melhor que o outro, né? E acaba que um acaba fazendo mais tal coisa, outro fazendo, acaba mais coisa, outra coisa.
Edu:É meio que você se acostuma um pouco, né?
Felipe:Sim, por exemplo, Eduardo, Eduardo Nós dois, aliás, né, nunca moramos sozinhos. Da casa dos nossos pais, a gente veio morar...
Edu:Eu nem consigo me imaginar, sabia, morando sozinha.
Felipe:Você não teve a experiência de morar sozinho.
Edu:E não tem essa vontade também, assim.
Felipe:Então assim, algumas coisas, né. Aprender a cozinhar, o Eduardo sabe algumas coisinhas.
Edu:Ai, gente, eu me foderia muito, assim, nesse sentido, tá. Porque eu realmente sou... Infelizmente, né, não me orgulho disso, tá. Eu sou meio dependente nesse sentido, porque eu não sei fazer as coisas.
Felipe:Em paralelo, o Eduardo cuida muito das coisas burocráticas, abre coisa, abre conta e conta de luz, nananã. Aí ele que mexe e eu sou mais perdido, entendeu? Então, de certo modo, realmente algumas coisas você fica mais, se acostuma.
Edu:Mas eu também entendo que isso faz parte de uma dinâmica de casamento ou de morar junto, ainda mais a gente que trabalha junto, né? Acho que se você não trabalha junto, acho que talvez profissionalmente falando, pelo menos até tem uma divisão maior. É verdade. Mas como a gente trabalha junto, então não tem como não tem como essas coisas não se misturarem assim, e a gente também acabar não se acomodando nesse sentido, sabe?
Felipe:Exatamente.
Edu:Então também acho compreensível, sabe? Também não acha compreensível?
Felipe:Acho também, não, acho que faz parte do relacionamento, né? Não é isso, né? Então, Mariana, ó, Mariana passou 3 anos solteira, foi incrível, me conheci melhor, aprendi a me amar Me amar e ser autossuficiente. Tanto que quando conheci minha namorada, tinha maturidade pra entender exatamente o que queria num relacionamento. E vivo cada vez melhor. Eu era feliz antes dela. E com ela, sou ainda mais. Ai, que lindo, Maria Fernanda!
Edu:Olha aí, chique!
Felipe:É, né. Lá no Íntimos, né, a gente gravou o Íntimos primeiro do que o episódio principal aqui. E a gente leu um caso de término e tal. O que que aconteceu ali, né. E aí a gente também, né, terminou, eu e Eduardo, né. E a pessoa até que fez a pergunta até falou: pô, vocês dariam ali, né, uma dica para mim, alguma coisa?
Edu:Terminamos anos atrás, tá, gente, para vocês não acharem que os boatos aí, né.
Felipe:Não, anos atrás, muitos anos atrás. E por mais que tenha sido pouco tempo, para mim foi um momento de entender ali, né. Óbvio que eu vinha do relacionamento e daí "Acabou e terminei", né. Mas esse período me fez entender realmente o que faltava ali, né, o que eu precisava. E o que até eu não tava enxergando ali, né. Tipo, "Poxa, vou perder essa oportunidade que tá sendo tão gostoso ali, né, na minha vida, tá sendo tão bom", né. Óbvio que é uma outra relação, mas eu acho que também cabe ali na solteirice você também entender isso, né, compreender algumas coisas. E não ir no impulso, talvez, né. É que até o Gustavo tá comentando aqui, ó. "Acho que estar solteiro Então é uma oportunidade para se entender, se conhecer, se amar. Pois não tem como você amar alguém sem amar a si mesmo, como diz o RuPaul aí, né? Medo e pânico de pessoas que querem estar num relacionamento porque não sabem estar sozinhas.
Edu:É, eu acho que tem uma galera que é muito dependente emocionalmente mesmo assim, né?
Felipe:É um perigo, né?
Edu:Tem um perigo.
Felipe:Tem uma personagem, né, da novela Quem Ama Cuida, que a Tata Werneck faz inclusive.
Edu:Sim, sim.
Felipe:Que acho abordar um pouco isso até mesmo.
Edu:Já tá começando meio que isso, a Brigitte, né? Ela quer namorar a qualquer custo e qualquer boy que aparece, ai, é o amor da minha vida.
Felipe:Ela tipo se apaixona muito, né? Já fantasia, né, um conto de fadas e tal, sendo que ela acabou de conhecer a pessoa. E isso é um pouco desesperador, né? Porque, poxa, né, você acaba se enfiando em furadas que às vezes não precisam, né? Poxa, Às vezes você se contenta com pouco nessas situações, né?
Edu:Sim, sim.
Felipe:Porque você quer tanto ter alguém ali do seu lado que aí às vezes qualquer migalha já tá bom, né? Ou às vezes você sufoca a outra pessoa também, né? Nesse amar intensamente assim, né? E não dá também, né? Pra ser sufocante ali uma relação.
Edu:É, tem que ser o mais saudável possível, né, gente? Vamos combinar que acho que hoje em dia não se sustenta muito uma relação. Muito se fala sobre relação comportamentos tóxicos hoje em dia, assim, né? É um assunto que vem sendo muito recorrente. Acho que as pessoas estão aprendendo a não aguentar mais certos tipos de comportamentos vindo do outro. Então eu acho que tem que se falar cada vez mais sobre isso mesmo, sabe?
Felipe:É porque a gente, eu acho que a gente cresce com essa idealização mesmo, né? Que se constrói sobre o que é um relacionamento, quando o relacionamento eu acho que é construído pelas duas pessoas, ou mais, né, também da relação. Ele é constituído pelas pessoas que presentes, né? Você faz o seu relacionamento, você molda ali qual é a forma, conversando, entendendo. Aí você entende, né? Mas aí a gente tenta meio que suprir o jeito que a gente entende, né? Até falei lá no Íntimos também, né, que quando terminei com Eduardo, na minha cabeça relacionamento assim, né, uma parte do que eu pensava era muito de: ai, se eu tô num relacionamento, então eu não vou poder, eu não vou viver tanto, né, esse período agora que eu tô da minha juventude, eu não vou poder viver. E aí tipo Tipo, poxa, eu e Eduardo, a gente viveu muita coisa junto. A gente viveu muita coisa. A gente não... Tipo, não desperdicei nada do que eu achava na minha cabeça que seria por imaginar que seria dessa forma, né. Tipo: "Ai, relacionamento tem que ser assim. Não dá pra gente ir pra balada junto. A gente vai ficar só em casa? Como vai ser?" E poxa, a gente, nossa... fervemos muito, até cansarmos, inclusive, né. Mas eu acho que essas coisas acabam, às vezes, deixando a nossa cabeça bugada ali também. Também, né? A neta da Lorelay mandou uma coisa assim, bem reflexiva: "Ser solteiro é a ânsia de ter e o tédio de possuir." Porque é isso, né? A gente vejo já, né, assim, às vezes comentários de pessoas que têm relacionamento, né? E às vezes nisso de: "Ai, poxa, não..." Às vezes quando você está namorando, parece que a vida dos solteiros é mais animada.
Edu:É, eu acho que é aquela grande história de que a grama do vizinho sempre mais verde, sabe?
Felipe:Principalmente pensando em internet, que você tá ali, né, vendo os stories e tal, né. Aí você tá lá, às vezes você tá em casa, né. E aí você vê: "Poxa, os amigos solteiros estão tudo fervendo, e carnaval, e nananá". E aí, às vezes, algumas pessoas batem ali, tipo: "Ai, poxa, eu não tô vivendo isso". Só que aí, se você está naquela situação, você vê que não é exatamente aquilo. Assim como relacionamento também, né. "Ai, relacionamento é só chamar?" só chamego, também não é só chamego também não, né? Também tem, não é isso, tem DR, tem momentos ali que um tá nervoso com o outro, que aí briga porque um deixou a toalha não sei aonde, também, também, né? Assim, né, tem os perrengues também de, né, é isso também, na saúde, na doença, às vezes um tá mal e o outro também tá ali junto.
Edu:Então também, eu acho que é você, existe a importância da individualidade, é muito grande. Bagagem, né. Muito também se fala sobre isso hoje em dia, sobre você ter seu individualismo, a sua vida. Mas também não tem como a vida do seu parceiro não te afetar de uma certa forma, né. É isso que você falou, alegria do... É isso, é você também saber que vem uma bagagem junto de coisas aí, né.
Felipe:Isso é de ambas as partes, né. É isso, solteiro você se entende, se entende. Mas tem coisas que vão além também, né. Quando você tá relacionando com alguém, acho que ali você descobre muita coisa que Sozinho, você talvez não teria essa reflexão também. Porque é conviver com uma outra pessoa em outras situações, sabe?
Edu:É outra dinâmica.
Felipe:Então, querendo ou não, acho que tem uma desconstrução além também, né, de entender. A Sté: "Não passo finado com os mortos. Não preciso passar o Dia dos Namorados namorando. Dito isso, o que importa é a farofa que irei no dia 13".
Edu:Amiga, é isso. Eu amei a comparação dos finados. Amei, amei, amei. Narubia: O conforto de estar com alguém que te conhece é muito bom, porém a paz de poder decidir só por si, fazer tudo que quiser sem depender de ninguém, é tão bom quanto. No final é sobre aproveitar os momentos. Eu acho que é isso, independente da situação, né? Acho que independente da situação, você aproveitar o momento, tanto os benefícios de você tá solteiro ou namorando. Acho que isso faz muito sentido.
Felipe:É, dá para você curtir de ambos os lados, né? Os dois lados têm pontos positivos e negativos. Motivos. E aí cabe você, né, gerenciar isso, acredito eu, né? Sim, poxa, nesses anos aí, né, de canal que a gente tem, é isso, a gente recebe tantas coisas de solteiros, né, perguntando: ai, poxa, quero namorar, me ajuda, naná. Tanto quanto a gente recebe coisas de casais também, de: poxa, meu relacionamento esfriou, ai, preciso de uma ajuda.
Edu:As pessoas falam bastante sobre tudo assim com a gente.
Felipe:No fim, os dois lados estão ali, né, tem os os bônus. O Manives, ó: nunca passei pela experiência de namorar, sei que ainda sou muito novo, 21 anos, novinho, mas fico pensativo sobre o assunto. Será que sou chato? Será que sou desinteressante? No momento estou feliz e confortável em não ter nada, e não ter nada com ninguém. É um investimento com responsabilidade, ele falou aqui.
Edu:Certo, então você tá feliz sozinho, né?
Felipe:Aí o David respondeu ele assim: eu também nunca passei por essa a frequência de namorar. Eu não acredito que seja porque sejamos chatos ou desinteressantes. E por incrível que pareça, eu tenho ficado tranquilo quanto a isso também. Tem sido um momento bem interessante para mim. É engraçado, né, que a gente pensa assim: ah, eu não namoro, tem algum problema em mim? Pô, mas às vezes será que você não só não encontrou as pessoas, a pessoa que você deu match ao ponto de namorar?
Edu:Às vezes não é sobre um problema, né, gente.
Felipe:É porque namorar é convivência, né, gente. Por mais que você não vai morar junto, vocês vão conviver mais, sair mais, se frequentar mais, né. E acho que se você começa a namorar, a intenção é que isso se estenda, acredito eu, né.
Edu:Pelo menos acho que a maioria pensa dessa forma, né.
Felipe:Quero que essa pessoa esteja presente na minha vida, né. Não que, ai, precisa morar junto, não. Mas assim, ela vai estar presente em momentos, né. Então não é qualquer um que você vai querer isso, acho que faz sentido, né. Às vezes não é sobre você também, descobrir, não tem encontrado a pessoa.
Edu:Nicolas Meneghel: "Divos, tenho 25 anos e namoro há 1 ano e meio e tô feliz demais. É a vida que sonhei. Como é bom acordar e ter alguém que você ama de verdade. Carinho, afeto, respeito, é tudo de bom. Não sinto saudades da tal época de solteiro, sinto que é uma ótima realidade que não me vejo mais." Sinto que é uma realidade que não me vejo "Amo demais". O gatilho aí, pra quem tá querendo namorar nessa sexta-feira.
Felipe:Gamou, gamou. Só que aí, ó, vou falar aqui. Às vezes, né, a vida, como eu falei lá no caso, né, que tem lá no Íntimos, aconteceu um término de relacionamento depois de 5 anos.
Edu:Então, como é que fica?
Felipe:E aí, às vezes você está muito feliz, mas às vezes a pessoa não tá. E aí, ela acaba com isso. E aí, como viver, né? "Como é?" "Como seguir depois disso, né?" Aí é um baque, né? E aí você tem que estar preparado, de certo modo. Porque isso pode acontecer. Isso pode acontecer, gente. Né? Não pode?
Edu:Pode. E às vezes vai, né? Acho que todo mundo passa por um término. Pelo menos um término a gente passa.
Felipe:E aí é aquilo, a gente teria que se acostumar de novo com essa vida, né? Porque também aí eu acho que é isso, né? Também é tudo muito... Eu posso dizer aqui: "Ai, sou muito autossuficiente, nananã". Mas aí passa uma situação dessas, às vezes você se vê nesse lugar de: "Poxa, sentir falta de querer alguém do lado". De uma coisa que você antes não precisava, mas de repente agora se tornou algo primordial ali, que você vai sentir falta.
Edu:Exato.
Felipe:E aí você pode cair justamente nesse perigo de: "Poxa, vou aceitar qualquer coisa porque agora estou sozinho", né, às vezes. Nunca dá para saber, né, gente. Peitinho duro, boa cara, gostosa, chota malvada. Tá dando depoimento aqui, ó, de um término. Divos, estou vivendo esse debate na minha cabeça nesse momento. Me livrei recentemente de um relacionamento péssimo e sofri muito, mas agora tô numa paz absurda. Acho que namorar tem a vantagem da rotina, mas Mas ser solteira tem a emoção da liberdade. E eu amo!
Edu:É que tem gente que se encontra muito nessa liberdade também, né? Tem gente que gosta disso.
Felipe:Porque assim, né, gente. Acho que independente do seu relacionamento, né. Seja a forma que for, monogâmico, aberto. Acho que todos eles vão ter regras. Alguma regra vai ter. Seja de: "Ai..." Pode ser sentimental: "Ai, não pode me trair".
Edu:Sim.
Felipe:Ou: "Vamos dividir as contas". Ou: "Ai, você vai estar ao meu lado quando eu estou doente?" Ou: "Não, tenha liberdade de sair quando eu estou internado".
Edu:Sei lá. É, então, cada um, né?
Felipe:Por exemplo, vou citar: "Ah, não, é no meu quarto, você não entra, temos quartos separados". Enfim, pode ter aí milhões de coisas, né? Querendo ou não, vai ter uma... Acho que vai ter uma coisa que que te limita em determinado ponto, assim, né. Faz parte, eu acho, né, de qualquer relacionamento que vai além do amoroso, familiar, eu acho, né. Amizade, sei lá.
Edu:Também acho, também acho.
Felipe:E aí, na solteirice, realmente, essa liberdade talvez venha. E tem gente que realmente, acho que só se sente bem estando inteiramente livre. Tem gente que não quer mesmo... Tem gente que, por exemplo, foge de uma aliança.
Edu:"Não quero ter uma aliança". Criança, né?
Felipe:Não quero ter um, não quero me casar, ter um compromisso. Posso gostar de você, conviver com você, mas não quero ter essas coisas. E aí também, né, é muito talvez você encontrar a pessoa que também vá nessa energia, né?
Edu:Ó, a Djavani mandou aqui: claro que a subjetividade, cada um com seus gostos, mas quando se está em um relacionamento onde há respeito mútuo e os dois conseguem fazer coisas sozinhos e juntos, é a chave da felicidade. Amo meu noivo, mas Amo estar sozinha e fico sozinha quando quero, e ele também. É sobre isso. Aqui ela já fala de um relacionamento em que eles têm essa liberdade de, ai, tô precisando de um tempo agora, e aí cada um vai pro teu lado, entendeu?
Felipe:Cada um vai pro momento. Que é isso de, tem gente que abomina isso, por exemplo, né? Ai, a pessoa sai sozinha assim, eu não pode, não dá.
Edu:É, tem muita gente que tem isso, né?
Felipe:E tem gente que prefere isso mesmo. Não, tem que sair comigo. Aí eu prefiro isso mesmo também. Tudo bem, né? E é isso, vida que segue. Em relacionamentos héteros, né, acho que isso até é um pouco mais comum, acredito eu. Porque tipo, por exemplo, pensando aqui, né, no... Vejo o relacionamento dos meus irmãos, por exemplo. Meus irmãos, às vezes, vão jogar bola. E aí, eles vão jogar a bola deles, fazer o rolê deles. Aí minha cunhada também vai fazer uma outra coisa, né. Minha cunhada sai com as amigas e tal. Mas aí tem momentos mais, entre aspas, né, individuais ali, né. A gente, nós gays, acho que a gente tá mais ali, né, no mesmo universo. Não que não possa ter também, gente, mas, né, acho que a gente acaba estando mais ali, né. Uma questão que eu vejo às vezes é esse rolê de festas e sair. Às vezes eu acho que tem essa questão em alguns relacionamentos de: poxa, eu não quero deixar de sair. Aí às vezes um tem ciúme, às vezes um outro não quer que saia.
Edu:Tem muito disso.
Felipe:Vejo assim alguns casos. Aí, aí, ir junto, né, até falei sair, né. Às vezes ir junto. "Ai, mas eu vou junto." E aí, não é a mesma coisa.
Edu:Não é legal.
Felipe:É, né. Eu e o Eduardo, a gente saiu... Eu acho que eu saí mais com o Eduardo na balada do que sozinho. Talvez, se eu imaginar o tempo que a gente tem junto.
Edu:Eu também, amor. Bom, eu com certeza. Porque eu ia até, gostava, assim. Mas quando eu comecei a namorar o Fih, eu fui pra um outro... A gente descobriu um outro mundo junto, assim, sabe?
Felipe:E pra gente, sempre foi muito divertido. A gente se divertia, a gente se animava. Aí saía, ia comer, sabe? Era muito gostoso também. Tão gostoso quanto também com os amigos. Mas acho que a diferença, né, pelo menos é porque nessa época a gente já morava sozinho também, né? A gente podia voltar pra casa e ficar de boa, assim, né?
Edu:É, eu acho que eu e o Fih, a gente conseguiu aproveitar por muito tempo o melhor dos dois mundos, assim, sabe?
Felipe:É, não é? Sinto que sim. Eu acho que sim, também acho.
Edu:É, olhando para nossa vida assim, né, da solteirice para o casamento, teve um momento que eu fiquei solteiro que eu consegui aproveitar. E eu não tô nem falando aproveitar de pegar outras pessoas, tô falando de que eu tive uma época solteiro que eu tava bem e feliz e saía com as amigas e ficava em casa, sabe?
Felipe:Eu tive também, somente naqueles momentos de descoberta, né, de sair as primeiras vezes, mas aí nas últimas, quando Quando a gente terminou, eu cheguei a sair sozinho alguns momentos.
Edu:Você falou que ficou triste, né?
Felipe:É, e não era a mesma coisa, assim. Eu ficava mal, foi meio bad, né? Foi meio bad, assim. Acho que eu também tava vivendo um momento bad também, né? Sim. E tal. Mas não foi tão bom assim, aquele final. Mas aí sair com você foi muito— era sempre muito bom.
Edu:Eu também, eu sempre gostei muito de namorar, gente. Então quando eu desenvolvi ali a minha adolescência, o início da minha fase adulta, eu sempre busquei relacionamento, eu sempre queria, eu sempre quis gosto de namorar, né? Eu já contei isso aqui em outros episódios. Então eu sou uma pessoa, tem gente que gosta de namorar, eu sou essa pessoa, eu sempre gostei de namorar, entendeu? Eu acho que se hoje o meu relacionamento acabasse, eu não sei como que, talvez eu, é que é isso, né? Eu acho que a gente não pode afirmar nada, né? Mas eu acho que não existe alguém como o Fih para mim, sabe? Tipo, não eu não vou ter isso de novo com outra pessoa, não adianta, não vou ter, sabe? Então eu acho que hoje, se o meu relacionamento acabasse, eu preferiria ficar sozinho por um tempo, sabe?
Felipe:É, eu acho também que se eu também ficasse, acho que também não, é estranho, né, gente?
Edu:Ai, não gosto nem de pensar nisso.
Felipe:Quando a gente tá muito tempo, né, a gente não imagina muito, né, em paralelo, né, Sabe quando acontece alguma coisa assim, né? Por exemplo, a gente teve perdas recentes assim na nossa vida aqui, né, nosso meio familiar. E às vezes me bate ali, tipo, de: "Ai, gente, se um dia eu não estiver aqui, ou o Eduardo não estiver aqui..." E é meio assustador, assim, eu acho. Eu fico muito assim, dá um medo, né, dá um desespero até, assim, né. Aquele tipo de coisa que você nem gosta de imaginar, sabe? Mas aí quando acontece uma coisa assim, você meio que sente, meio que você acaba, né, refletindo sem querer ou não. Acho que também tem a nossa idade também, né. O que em paralelo faz a gente pensar: "Poxa, a gente tem que aproveitar todos os momentos, a gente tem que aproveitar todas as oportunidades". E por outro lado também é dar essa, né... Dá uma coisa assim, né, esse medo assim de... do futuro, das coisas assim, né. E aí que eu paro pra pensar, né. A gente fala às vezes muito de como a gente era, né, como a gente estava. Mas o tempo, né, a vivência, tudo muda, né, as formas. A gente acha que a gente agiria de uma forma em determinadas situações. E quando acontece, a gente não sabe também, né.
Edu:Sim. Sim. Ai, a vida é muito doida, né, gente. Pesamos, eu acho.
Felipe:Pesamos, mas é isso. É uma coisa que faz parte de viver um relacionamento, né. É tudo isso. E a mesma coisa se talvez estivéssemos solteiros, seriam outras questões também, né. Tem gente que às vezes pensa: "Poxa, se eu ficar a minha vida inteira sozinho, eu não vou ter ninguém ao meu lado, né".
Edu:"Como que eu vou construir, né".
Felipe:"Como eu vou construir? Ai, eu vou ficar sozinho". "Não vai ter ninguém pra cuidar de mim", né. Acho que batem esses outros também questionamentos, né. Sempre vão ter questionamentos assim. Mas no fim das coisas, o que a gente pode fazer é viver, né.
Edu:E seguir.
Felipe:E aproveitar o que dá.
Edu:Eu acho, né. A gente sempre fala que a vida é feita de escolhas. Mas eu acho que relacionamento, às vezes, você não escolhe, né. Ou ele acontece, ou não acontece, sabe. Eu acho que tem coisas que não tem como você escolher. Ele. Isso é uma coisa que você, porque às vezes você quer e você não tem, sabe?
Felipe:E a mesma coisa do amor também. Acho que às vezes você não tá esperando acontecer e acontece. Quando você vê, você tá apaixonado, você já tá planejando, você tá vivendo.
Edu:Quando eu conheci, quando eu encontrei o Fih de novo, né, que a gente já se conhecia tudo, para mim eu não tava esperando que eu ia encontrar alguém naquele momento da minha vida. Foi uma coisa assim, tipo, que aconteceu, mas eu não tava planejando e nem tava em busca também, Também, né? Assim, a gente também já contamos essa história aqui. Eu nem tava em busca, mas aí veio, né?
Felipe:E aconteceu.
Edu:E aí fiquei perdidamente apaixonado.
Felipe:A gente terminou, até fiquei também tipo, ai, será que ele vai querer voltar comigo? Talvez ele não volte. Mas meu pensamento era, aí vou tentar, vou tentar, vou fazer da forma que eu posso. E a vida vai levando, gente. Deixa a vida me levar, vida leva, diz eu. Deixa a vida me levar.
Edu:Esse foi um eu acho que as pessoas não comentaram muito, tá?
Felipe:Elas se sentiram retraídas, gente.
Edu:Porque eu acho que é um grande tabu essa coisa solteiro versus namorando, sabe?
Felipe:É, a gente achou que fosse, né?
Edu:É, eu até apostei muito, eu falei: "Ai, Fih, eu acho que as pessoas vão comentar muito." Porque eu acho que todo ano se levanta muito esse questionamento, né. Mas eu vi que as pessoas deram respostas sérias, assim, até. Nem veio histórias muito engraçadas sobre isso, tipo...
Felipe:Tanto que ficou seríssimo, achei.
Edu:E elas compartilharam coisas. Mas aqui o Divã também é sobre isso, né. A gente conversa sobre assuntos sérios também. E papos mais cabeça e tudo mais. Acho que também não é um impedimento, né.
Felipe:Não, não é impedimento. Também acho. E complementando muito, né. Acho que, gente, a vida é muito doida. Acho que a vida é muito doida. Não tem uma fórmula de seguir as coisas. As coisas, não tem idade pra acontecer as coisas. Acho muito engraçado quando às vezes a gente recebe uma mensagem de alguém assim: "Ai, tenho 19 anos, tenho 20 anos, comecei a namorar". E aí, vira pra o Dard, às vezes eu dou o conselho de: "Ai, você é muito novo, vai viver". E aí eu lembro que eu e o Dard, a gente começou a namorar muito novo.
Edu:A gente começou muito novo. Mas é que eu queria já, né.
Felipe:Sim, é. Então no fim, e deu certo, assim. A gente, né, deu certo. Então não tem mesmo uma fórmula pra se dizer que "Ai, essa coisa não dá, esse jeito não dá". Mas em contraponto, eu acho que também é isso, né. A gente tem uma longa caminhada aí da vida, né. E tudo pode acontecer nela. Então é...
Edu:É muito doido.
Felipe:Às vezes você tá aí solteiro, feliz. Mas encontra alguém, começa a namorar. Às vezes você tá namorando, mas de repente termina. E aí você se encontra num outro lugar também.
Edu:Uma certeza é o seguinte, gente. Namorando ou estando solteiro, a gente tá aqui fazendo companhia pra vocês hoje.
Felipe:Ai, essa é a grande questão, né.
Edu:Porque, pô, sexta-feira tá todo mundo indo trabalhar. Então esse episódio saiu meia-noite, tem gente que tá ouvindo a gente de manhãzinha. Então a gente tá aqui pra acompanhar vocês.
Felipe:Justamente pra isso, hein. Justamente pra isso. Acho que o importante é ter uma boa companhia, independente de você estar beijando ela ou não.
Edu:Exato. Ai, gente, tô aqui vendo o show da Madonna na Times Square. Porque lá no canal do Grindr no YouTube, no canal da Madonna, eles postaram uma nova edição do show. Vou até ficar... Às vezes a gente não dá mais dicas aqui, né? "Ai, vão assistir esse show dela, que tá a coisa mais incrível do mundo".
Felipe:Gente... É, a Madonna, ela... Aqueles, né? Ó, a Madonna pra mim é um ótimo exemplo de... A Madonna já foi casada. A Madonna é pegadora.
Edu:Muitos namorados.
Felipe:Muitos namorados. E a Queen, assim como a Gretchen, A Gretchen continua acreditando no amor, entendeu?
Edu:Ela tá com um namorado agora, mas eu sinto que ela tá numa fase que ela não deposita mais tanta energia nisso, sabia? Ela tem um relacionamento dela, mas eu acho que ela...
Felipe:Sim, não, ela tá numa fase...
Edu:Eu não sei se ela nasceu pra ficar com uma pessoa só, sabe?
Felipe:Eu sinto que nesses últimos anos ela se dedicou muito à família dela.
Edu:Sim.
Felipe:Aos filhos pequenos.
Edu:Ao trabalho, né?
Felipe:E também ao trabalho, né? E a ela mesma também, né? Quando a gente fala de se dedicar a você mesmo, que até eu trago o ponto de independente se tá solteiro ou não, ou namorando, dá para você se dedicar a você mesmo também, né? No fim, é o mais primordial, né? Porque se você tá bem com você, você vai estar bem com seu cônjuge, você vai estar bem com as pessoas à sua volta, né? Exatamente. E aí sim, tu que é a Queen, é esse exemplo aí.
Edu:Nossa mãe, né?
Felipe:Nossa mãe, a moda, moda. Vamos ler os comentários do último episódio.
Edu:Vamos, gente, nós gravamos o episódio sobre alienígenas com a Lorelay. E não é que o episódio deu uma interferência, gente?
Felipe:Então a gente não ouviu ainda, tá?
Edu:Eu fiquei até com vergonha. Não, nem quis ouvir porque eu odeio quando dá errado essas coisas técnicas, fico mal.
Felipe:Aí eu não quis dar play. Ou algo interferiu na transmissão.
Edu:Então aí tem que ver, né?
Felipe:Vim aqui no YouTube ver os comentários. Ó, o áudio está parecendo que eles estão dentro da própria nave espacial. Legal.
Edu:Ó, vou abrir os comentários então.
Felipe:E aí o povo tá reclamando, né, imersão. Aí estão falando, né, fica entrando um outro áudio nas respiradas.
Edu:Então, que coisa estranha. Por que que aconteceu isso, gente?
Felipe:Eu acho que a gente vai—
Edu:Nossa, tem mais de 400 comentários esse episódio no Spotify, gente.
Felipe:Deu bastante. É, viu também no YouTube.
Edu:"Gente, os barulhos no EP, juro que deu medo." E aí tem 45 respostas esse comentário. "Menina, achei que era interferência no meu fone." "Eu fazendo uma boa faxina nessa hora e do nada, valha-me a Nossa Senhora, que barulho é esse?" "Sim, no início achei que era um plot." "Eu morrendo de agonia com esse barulho, insistindo em ouvir o episódio até o fim." Gente, eles falando de interferência e tendo interferência no episódio.
Felipe:Achei que só eu tinha reparado. Gente, quando é esse tipo de coisa, não achem que só vocês repararam. O Fi precisa urgente de uma fono, meu Deus, gente. Calma. "Não entendi esses sons depois da fala." Gente, será que foi... Não sei se foi porque...
Edu:É que a gente gravou em coisas diferentes, né. A gente gravou nós dois nesse microfone e a Lorelay naquela lapela.
Felipe:Talvez captou a gente falando no dela.
Edu:Ela.
Felipe:Pode ser, sabe? Pode ser, talvez tenha sido isso.
Edu:Pode ser, gente.
Felipe:A gente vai ter que encontrar uma outra maneira quando a gente for gravar.
Edu:Ou gravar lá na Dia, naqueles microfone lá, ou a gente repensa, né?
Felipe:Fiquei, fiquei, foi com medo com os cortes na respiração junto e com o tempo, com o TMT, mas amei o episódio. Tem gente que sobrepassar aqui, né?
Edu:Ai, vamos passar por cima, gente, por favor.
Felipe:A gente fez na maior intenção, né? A Lorelay A gente ia gravar sozinha, a Lore falou: "Pô, vamos gravar comigo, tô esperando você me falar".
Edu:Ela que se ofereceu pra gravar.
Felipe:E aí, a gente até atrasou, né, pra fazer. Então foi na melhor das intenções, tá, gente? Desculpa.
Edu:Desculpa, prometemos ficar atentos. Acho que o de hoje, sem problemas nenhum. Porque a gente tá gravando com os microfones profissionais aqui.
Felipe:Acredito que tá ok, né.
Edu:Acredito que tá ok.
Felipe:Ó, a Rebeca aqui: "Tô chorando de rir com os comentários sobre abdução". "Alguns respiros".
Edu:Então, tem gente que levou na brincadeira, né. A maioria acho que não se importou, mas sempre tem quem reclama mais pesado.
Felipe:"Vocês três juntos sem imagem pra poder ver as risadas e reviradas de olhos dói, kkkk".
Edu:É, a gente deixa no mistério.
Felipe:É, a gente deixa no off. Porque é isso, né, gente. Se a gente for gravar, o que a gente fala acaba sendo mais uma obrigação, mais um movimento ali.
Edu:Eu adoraria que fosse em formato de vídeo aqui para vocês, nem que fosse para vocês irem jogado no sofá.
Felipe:Mas eu quero fazer um outro, talvez. Eu tava até pensando em falar com humor, especialzinho, falar com humor. Porque lá na Dia eles têm a sala de podcast, né? E ela já tem o equipamento todo, gravação. Então talvez ficaria mais fácil, né, do que a gente montar tudo aqui. E aí faz um ou outro especial, né?
Edu:A gente A gente talvez sabe esses especiais, por exemplo, a gente fez o especial com a Lorelay, não foi?
Felipe:Isso.
Edu:A gente já fez dois especiais com ela, o do ET e a gente fez o especial da Anitta Harley. Esses especiais podiam ser em vídeo.
Felipe:É, talvez esses especiais, entendeu? É porque também não dá para falar só dos especiais, mas você diz com a Lore ou especiais independentes? Independente de com ela, certo? Boa.
Edu:Acho que com ela Ela pode ser em vídeo também, esses que a gente traz ela. Mas se a gente falar: "Ah, esse episódio é especial." Por exemplo, Dia dos Namorados, a gente podia ter planejado um especial, entendeu?
Felipe:É, a gente participou, gente, do episódio do Dia dos Namorados do Donos da Razão, da Foquinha e do André.
Edu:Da Foques.
Felipe:Se vocês quiserem ver, conferir lá no Donos da Razão. Fizemos lá um episódio tanto em vídeo quanto em áudio, lá eles gravam os dois, né.
Edu:Kingos, né?
Felipe:Kingos. Então vocês podem dar uma olhadinha lá. A Livi: "Amo, amo que faz menos de 24 horas que saiu o podcast e o Mike já surtou e queimou o HD, kkkk".
Edu:Então, gente, o Mike tá surtadinho, né?
Felipe:Tem que ter atualizações semanais. "Amo também que o Fih não leva nada a sério sobre tês, kkkk".
Edu:Representa muito. E de qualquer assunto, você pode perceber que o Fih sempre viaja.
Felipe:E aí tem esse ponto aqui do... Do negócio, né? Eles comentando da interferência da rádio e a interferência acontecendo várias vezes.
Edu:Gente, isso foi todo um sinal. Então, gente, e nós vamos assistir. Aliás, nesse momento já assistimos o filme do Steven Spielberg, O Dia D. Eu tô ansioso para ver. Então, gente, a gente tem que ir lá trocar, amor, para a gente ir ao cinema.
Felipe:A gente precisamos ir, está quase na hora. Gravamos lá o episódio do Íntimos, aguardamos Orelo, ou apoia.se por R$10 por mês.
Edu:Toda semana você garante um episódio extra. Lá a gente lê as histórias de vocês, dá conselhos e ouvimos os áudios de vocês também.
Felipe:Lá no canal, ó, saiu o vídeo analisando os erros de obra da Mayra Karte. Isso. Saiu Se Rir Vai Pro Inferno Parte 2.
Edu:Aí a gente vai ter, nessa sexta— Não tem nada a ver com o Dia dos Namorados. A gente vai ter um vídeo analisando regras de etiqueta, que também ficou muito engraçado.
Felipe:É isso, não deu pra deixar temático, tá?
Edu:Mas a gente vai ter outros vídeos na semana que vem. Esse sábado agora tem live, tá bom? Do Camisa 24. E semana que vem voltamos com mais conteúdos, tá bom?
Felipe:É só, e o Jornal da Diva também, tá? Então podem dar uma bisolhada. E Camisa 24 aí sábado. Essa é a agenda pro seu final de semana.
Edu:Olha só, tá? Beijos, beijos, beijos, beijos. Bom Dia dos Namorados aí pra vocês. E até semana que vem.
Felipe:Até semana que vem. Tchau!
Edu:Tchau!